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FIESC e Governo de Santa Catarina criam grupo de trabalho para enfrentar novo tarifaço dos EUA

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e o Governo de Santa Catarina deram início a uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre as empresas exportadoras catarinenses. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada nesta terça-feira (21), que reuniu representantes da indústria, quatro secretários estaduais e equipes técnicas do governo.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos começam a valer nesta quarta-feira (22) e acendem um alerta para setores com forte presença no mercado internacional.

Mais da metade das exportações catarinenses pode ser afetada

Durante o encontro, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, ressaltou que o impacto da nova rodada de tarifas deverá ser semelhante ao registrado anteriormente.

Segundo levantamento da entidade, 54,5% da pauta de exportações de Santa Catarina poderá ser atingida pelas novas alíquotas. Para Seleme, o momento exige atuação conjunta entre o poder público e o setor produtivo, especialmente porque muitas empresas ainda enfrentam reflexos das medidas anteriores.

Grupo técnico vai avaliar medidas de apoio à indústria

O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, reafirmou o compromisso do governo em manter diálogo permanente com a indústria para identificar alternativas que possam minimizar os efeitos econômicos das novas barreiras comerciais.

De acordo com o secretário, foi criado um grupo de trabalho que reunirá informações técnicas para analisar os impactos da medida e subsidiar futuras decisões voltadas à preservação da competitividade das empresas catarinenses.

Siewert destacou ainda a relevância da indústria para a economia estadual, lembrando que o setor responde por cerca de 35% dos empregos formais e por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina.

Diversificação de mercados ganha força na estratégia estadual

Outro tema discutido durante a reunião foi a necessidade de ampliar a presença das empresas catarinenses em novos mercados internacionais.

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, afirmou que o comércio exterior continuará sendo um fator decisivo para o crescimento econômico do estado. Segundo ele, as mudanças no cenário geopolítico e nas cadeias globais de suprimentos exigirão uma atuação permanente dos setores público e privado.

Na avaliação do secretário, o grupo criado para acompanhar os impactos do tarifaço poderá se tornar uma estrutura permanente para monitorar questões relacionadas ao comércio internacional.

Internacionalização de empresas está entre as prioridades

Além das ações voltadas às empresas já exportadoras, FIESC e governo estadual defenderam o fortalecimento de programas de promoção comercial e de internacionalização, com o objetivo de ampliar a participação de novas empresas catarinenses no mercado externo.

O secretário de Planejamento, Arão Josino da Silva, destacou que a expansão da presença internacional das empresas deve integrar a estratégia de desenvolvimento econômico de longo prazo do estado.

Também participou da reunião o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski.

Próximos passos

Como encaminhamento, as equipes técnicas da FIESC e do Governo de Santa Catarina iniciarão a troca de informações para avaliar os desdobramentos das novas tarifas e elaborar medidas que possam reduzir os impactos sobre a indústria catarinense, preservar a competitividade das empresas e fortalecer o comércio exterior do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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