Transporte

Grupo BID reúne governos e investidores para impulsionar US$ 65 bilhões em projetos de transporte

O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID) reuniu representantes de governos e do setor privado de 17 países da América Latina e do Caribe durante o LAC Transport Forum 2026. O encontro apresentou mais de 110 projetos de investimento em infraestrutura de transporte, que somam mais de US$ 65 bilhões para os próximos 18 meses.

O valor corresponde, aproximadamente, ao total investido anualmente pela região em infraestrutura de transporte. O fórum teve como foco ampliar a participação de capital, melhorar a estruturação dos projetos e aumentar a qualidade e o impacto dos investimentos.

América Latina precisa ampliar investimentos em infraestrutura

Segundo estimativas do BID, os países da América Latina e do Caribe precisam direcionar cerca de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano até 2030 para reduzir o déficit de infraestrutura. A necessidade supera US$ 1,6 trilhão, dos quais mais de US$ 630 bilhões estão relacionados ao setor de transporte.

Outro desafio apontado pela instituição são as ineficiências nos processos de investimento. De acordo com o BID, a região perde aproximadamente um de cada dois dólares destinados à infraestrutura em razão dessas falhas.

Durante a abertura do evento, o presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, destacou a possibilidade de ampliar os resultados sem necessariamente elevar os gastos públicos.

“Podemos aumentar em até 35% os resultados dos investimentos em infraestrutura sem aumentar o gasto público. O objetivo é alcançar mais e melhor infraestrutura e maior impacto para as pessoas”, afirmou.

Fórum aproxima governos e empresas

Para acelerar a execução de novos projetos, o LAC Transport Forum 2026 promoveu uma ampla rodada de encontros entre representantes governamentais e empresas.

Participaram delegações de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Suriname.

A edição deste ano também marcou a primeira realização do fórum em parceria com a Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC), organização internacional voltada ao desenvolvimento de padrões para o setor de infraestrutura.

Transport Delivers busca melhorar investimentos em transporte

Durante o evento, o Grupo BID lançou a Transport Delivers, uma plataforma regional voltada ao aprimoramento da qualidade, transparência e competitividade dos processos de investimento em infraestrutura de transporte.

A iniciativa pretende ampliar a aplicação das reformas desenvolvidas pelo programa Procure+, do BID, em projetos de infraestrutura de diferentes países da região. A proposta é tornar os investimentos mais eficientes e aumentar seus benefícios para a população.

A plataforma também deverá apoiar melhorias em etapas como planejamento, licitação e contratação de obras, estimulando a concorrência e buscando melhores resultados nos projetos de transporte.

Concorrência pode reduzir custos de projetos

Dados apresentados pelo BID indicam que o aumento da concorrência nas licitações pode gerar economia nos investimentos. Cada novo concorrente em uma disputa reduz, em média, os preços entre 2% e 8%.

A instituição também aponta que considerar critérios de qualidade, além do preço, pode diminuir entre 5% e 20% o custo total dos ativos de infraestrutura durante sua vida útil.

Iniciativa prevê mobilização de novos recursos

A Transport Delivers recebeu contribuições da Espanha e do Japão que totalizam US$ 2,5 bilhões. A expectativa é mobilizar outros US$ 10 bilhões junto a doadores nos próximos cinco anos.

Com esses recursos, a iniciativa pretende criar condições para viabilizar aproximadamente US$ 20 bilhões em novos investimentos em transporte.

A plataforma integra as ações do BID for the Americas, programa que busca ampliar a participação do setor privado em projetos apoiados pelo Grupo BID.

Miami terá papel na conexão com investidores

O escritório do Grupo BID em Miami também atua na promoção de iniciativas como o LAC Transport Forum, com o objetivo de aproximar governos, empresas e investidores interessados no desenvolvimento da infraestrutura na América Latina e no Caribe.

A estratégia busca fortalecer a conexão entre os diferentes participantes do mercado e facilitar a estruturação de projetos capazes de ampliar a conectividade, a competitividade e a integração regional.

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IADB

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Portos

Infraestrutura portuária ganha espaço para investimentos com safra recorde de grãos

A previsão de uma safra recorde de grãos no Brasil abre uma nova frente para investimentos em infraestrutura portuária e logística. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira deve alcançar 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o maior volume da série histórica.

O aumento da produção amplia a demanda por estruturas capazes de armazenar, transportar e exportar grãos, criando oportunidades para a modernização e expansão de portos e corredores logísticos.

Crescimento do agronegócio impulsiona investimentos

Para Marcos Borin, fundador e CEO da CTC Infra, empresa brasileira de engenharia e construção especializada em empreendimentos de alta complexidade, a expansão contínua da produção agrícola pode estimular uma nova rodada de investimentos em infraestrutura.

Segundo o executivo, o desempenho do agronegócio brasileiro demonstra a capacidade do país de elevar a produtividade e alcançar volumes cada vez maiores. Nesse cenário, a infraestrutura precisa acompanhar o ritmo de crescimento do setor.

Borin avalia que a expansão da produção pode ser utilizada como oportunidade para antecipar obras e modernizações, evitando que o aumento da oferta pressione a capacidade atual dos sistemas de transporte e armazenagem.

Portos e corredores logísticos precisam acompanhar a produção

A perspectiva é de que o Brasil movimente volumes ainda maiores de cargas nos próximos anos. Por isso, o planejamento antecipado de investimentos pode contribuir para preparar portos, ferrovias, rodovias e estruturas de armazenagem para a nova demanda.

Na avaliação do executivo, o país já demonstrou capacidade de produzir em escala e competir no mercado agrícola internacional. O próximo passo seria ampliar a infraestrutura na mesma velocidade, criando condições para ganhos de eficiência logística e competitividade.

Portos e corredores mais eficientes também podem aumentar a capacidade de transformar o crescimento da produção em negócios, geração de renda e participação no comércio internacional.

Governo prevê R$ 5,91 bilhões em investimentos portuários

A agenda de investimentos já inclui projetos previstos pelo governo federal. Para este ano, estão programadas 21 licitações portuárias, sendo 17 arrendamentos e quatro concessões.

Os projetos têm potencial para movimentar aproximadamente R$ 5,91 bilhões em investimentos.

As iniciativas fazem parte de uma carteira de 50 empreendimentos planejados para o período de 2024 a 2026, com investimentos estimados em R$ 18,2 bilhões.

Primeiro bloco de leilões inclui terminal no Amapá

O primeiro bloco de leilões realizado neste ano contemplou três terminais, com previsão de pouco mais de R$ 226 milhões em investimentos.

Entre os empreendimentos está o MCP01, localizado no Porto de Santana, no Amapá. O terminal será destinado à movimentação de granéis sólidos vegetais e prevê investimentos de R$ 150,2 milhões ao longo dos 25 anos de arrendamento.

Desafio é transformar projetos em obras

Na avaliação de Borin, a existência de uma carteira significativa de projetos indica que o país já reconhece a necessidade de ampliar sua infraestrutura logística e portuária. O desafio, agora, é garantir que os empreendimentos avancem de forma eficiente desde a etapa de licitação até a execução das obras.

Para o executivo, projetos tecnicamente preparados, processos de licenciamento eficientes, segurança jurídica e articulação entre governo, autoridades portuárias e empresas privadas podem ajudar a acelerar a implantação das novas estruturas.

A expectativa é que o aumento da produção agrícola seja acompanhado por uma expansão da capacidade logística, reduzindo gargalos e permitindo que o Brasil aproveite o crescimento do mercado de grãos para ampliar sua competitividade internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Brasil e Países Baixos assinam Marco de Cooperação Estratégica

Brasil e Países Baixos firmaram um novo Marco de Cooperação Estratégica com o objetivo de ampliar a agenda bilateral e fortalecer a parceria entre os dois países em áreas de interesse comum.

O acordo foi assinado em 23 de setembro, em Nova York, durante reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o ministro das Relações Exteriores do Reino dos Países Baixos, Tom Berendsen. O encontro ocorreu à margem da semana de alto nível da 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Acordo estabelece sete áreas de cooperação

O novo instrumento prevê ações conjuntas em sete eixos considerados estratégicos para as relações entre os países:

  • Diálogo político e cooperação cultural;
  • Comércio sustentável e investimentos;
  • Energias limpas, adaptação às mudanças climáticas e redução de seus impactos;
  • Defesa e segurança;
  • Combate ao crime;
  • Ciência, tecnologia e inovação;
  • Cooperação em organismos e fóruns multilaterais.

A iniciativa busca organizar e ampliar a cooperação bilateral em setores considerados relevantes para os dois governos.

Parceria entra em nova etapa

A assinatura do acordo ocorre no início das celebrações pelos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Países Baixos.

Nesse contexto, o Marco de Cooperação Estratégica pretende ampliar os intercâmbios entre os dois países nas áreas política, econômica, científica e tecnológica.

A iniciativa também estabelece uma base para o desenvolvimento de novas ações conjuntas em temas como transição energética, sustentabilidade, inovação, segurança e mudanças climáticas.

Brasil e Países Baixos ampliam agenda bilateral

Com o novo marco, os dois países buscam aprofundar a cooperação em diferentes frentes e fortalecer o diálogo sobre assuntos de interesse mútuo.

A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar as relações econômicas, científicas, tecnológicas e diplomáticas entre Brasil e Países Baixos, além de estimular a atuação conjunta em questões discutidas em organismos internacionais.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Investimento, Transporte

BID reúne investidores em Miami para ampliar investimentos em transporte na América Latina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) promove, em Miami, nos Estados Unidos, o LAC Transport Forum 2026, evento voltado à apresentação de oportunidades de investimento em infraestrutura de transporte na América Latina e no Caribe.

Realizado em parceria com a Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC), o fórum ocorre nos dias 29 e 30 de setembro e reunirá autoridades públicas, representantes do setor privado, organizações internacionais, instituições financeiras e investidores.

Países apresentarão projetos de infraestrutura

A programação terá a participação de Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID, além de ministros, vice-ministros e outras autoridades de 16 países da América Latina e do Caribe.

Durante o encontro, os representantes governamentais deverão apresentar oportunidades concretas de investimento em projetos relacionados ao setor de transportes.

A proposta é aproximar governos, empresas responsáveis pelo desenvolvimento de projetos, instituições financeiras e investidores internacionais, criando condições para novas parcerias e para a expansão dos investimentos em infraestrutura de transporte.

Fórum busca ampliar participação do setor privado

Com o tema “Ampliando o impacto do setor de transportes: os setores público e privado gerando resultados”, o LAC Transport Forum 2026 terá como um dos principais focos o fortalecimento da capacidade institucional para transformar investimentos em projetos mais eficientes.

A agenda também discutirá formas de aumentar o impacto dos investimentos sobre o desenvolvimento econômico e social, além de ampliar a participação do setor privado na infraestrutura de transportes da região.

Segundo a organização, o encontro pretende contribuir para projetos mais sustentáveis, resilientes e inclusivos na América Latina e no Caribe.

Acordo com a Espanha está entre os anúncios previstos

Entre os anúncios esperados durante o fórum está a assinatura de um acordo de cooperação entre o BID e o Ministério dos Transportes e da Mobilidade Sustentável da Espanha.

A iniciativa integra a agenda de aproximação entre governos e instituições voltada ao desenvolvimento de soluções e investimentos para o setor de transportes.

Coletiva de imprensa com Ilan Goldfajn

O presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, participará de uma coletiva de imprensa no primeiro dia do evento.

A atividade será realizada no Hotel Four Seasons Miami, antes da programação principal do fórum.

Serviço:

  • Evento: LAC Transport Forum 2026
  • Data: 29 e 30 de setembro de 2026
  • Coletiva de imprensa: 29 de setembro, às 8h30
  • Local: Hotel Four Seasons Miami
  • Tema: investimentos e desenvolvimento da infraestrutura de transporte na América Latina e no Caribe

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikipédia

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Portos

Porto Itapoá amplia entrada de caminhões e pode chegar a 3 mil acessos por dia

O Porto Itapoá, em Santa Catarina, ampliou a capacidade de acesso de caminhões com a entrada em operação de um novo gate exclusivo para a chegada dos veículos. A mudança pode elevar o fluxo diário do terminal dos atuais cerca de 2 mil para até 3 mil caminhões por dia.

A nova estrutura começou a funcionar na semana passada e conta com oito acessos destinados exclusivamente à entrada de caminhões. Com a alteração, a antiga estrutura passou a ser utilizada apenas para a saída dos veículos, deixando de operar no sistema alternado de entrada e saída.

Novo gate reorganiza fluxo de caminhões

A separação dos fluxos de chegada e saída permitiu reorganizar a circulação na área de acesso ao Porto Itapoá e ampliar a capacidade operacional do terminal.

Segundo Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá, a nova configuração deve trazer mais previsibilidade, agilidade e segurança para a operação.

O executivo ressalta, porém, que a capacidade adicional não deverá ser utilizada integralmente de imediato. A expectativa é de uma evolução gradual na utilização da estrutura, acompanhando o crescimento da demanda e o desempenho das operações.

Tecnologia será usada no controle de acesso

O novo gate também receberá sistemas de reconhecimento automático de veículos e motoristas.

A tecnologia deverá acelerar os procedimentos de entrada e, ao mesmo tempo, reforçar os mecanismos de controle e segurança relacionados aos caminhões, às cargas e aos trabalhadores que circulam no terminal.

A iniciativa faz parte da estratégia do porto de ampliar investimentos em infraestrutura, tecnologia e eficiência operacional, acompanhando o crescimento da movimentação de cargas sem abrir mão dos padrões de segurança.

Expansão do Porto Itapoá recebe investimento de R$ 500 milhões

A implantação do novo acesso ocorre durante a Fase 4 de expansão do Porto Itapoá, projeto que prevê investimentos de R$ 500 milhões.

O plano inclui a incorporação de aproximadamente 120 mil metros quadrados de área de pátio, além da aquisição de equipamentos de alta tecnologia e de iniciativas voltadas ao aumento da eficiência e da sustentabilidade das operações.

A expansão busca preparar o terminal para uma demanda maior e ampliar sua capacidade de movimentação de cargas conteinerizadas.

Porto Itapoá terá novos equipamentos

Entre os equipamentos previstos no pacote de investimentos estão 12 novos guindastes sobre pneus (RTGs). As máquinas terão tecnologia híbrida e poderão ser operadas remotamente.

O projeto também contempla a aquisição de nove novos tratores de terminal, conhecidos como terminal tractors ou TTs.

Os novos veículos deverão ampliar a frota de TTs elétricos do Porto Itapoá, que, segundo a administração do terminal, já é a maior do Brasil.

Terminal atua na movimentação de cargas conteinerizadas

Administrado pela iniciativa privada, o Porto Itapoá iniciou suas operações em 2011 e se consolidou entre os principais terminais portuários brasileiros especializados na movimentação de contêineres.

A ampliação do acesso de caminhões e os investimentos previstos na Fase 4 fazem parte do processo de expansão da estrutura e buscam acompanhar o crescimento da demanda por serviços portuários em Santa Catarina.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itapoá/Divulgação

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Agronegócio

Coamo investirá R$ 500 milhões para ampliar produção de óleo de soja no Paraná

A Coamo Agroindustrial, maior cooperativa agrícola do Brasil, planeja investir R$ 500 milhões para dobrar a capacidade de produção de óleo de soja de sua unidade em Paranaguá, no Paraná. Com a expansão, a fábrica poderá processar até 5 mil toneladas de soja por dia.

O projeto faz parte de um amplo ciclo de investimentos da Coamo, que inclui novos empreendimentos industriais, logísticos e portuários. Entre os maiores está a construção de um terminal portuário em Itapoá, em Santa Catarina, com investimento previsto de R$ 3 bilhões.

Fábrica de óleo terá expansão em duas etapas

Os investimentos na unidade de Paranaguá já começaram. Cerca de R$ 200 milhões serão aplicados ainda neste ano para elevar a capacidade diária da fábrica de 2 mil para 2,5 mil toneladas.

A segunda etapa prevê mais R$ 300 milhões e levará a capacidade total para 5 mil toneladas por dia. A proposta deverá ser submetida à assembleia anual da cooperativa, prevista para fevereiro de 2027.

O presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, demonstra expectativa de aprovação do projeto. Por isso, segundo ele, as obras atualmente em andamento já consideram a possibilidade de uma futura duplicação da capacidade industrial.

A expansão efetiva da fábrica deverá começar no fim de 2027, após a conclusão da nova usina de biodiesel da cooperativa em Paranaguá. O empreendimento terá investimento estimado em R$ 400 milhões e ficará no terminal privado da Coamo.

Coamo também prepara novos investimentos no porto

O aumento da produção de óleo e derivados de soja exigirá melhorias na estrutura logística. A cooperativa pretende construir duas linhas para exportação de farelo de soja no Porto de Paranaguá, além de ampliar a capacidade de armazenagem.

Ainda não há um orçamento definido para essas obras. A expectativa de Galinari é que os investimentos previstos para a estrutura portuária e industrial estejam em operação até o fim de 2029.

Em paralelo, a Coamo renovou por mais 25 anos o arrendamento de uma área pertencente à União no porto paranaense. O acordo prevê R$ 100 milhões em investimentos, com aplicação dos recursos estimada para os próximos dois anos.

Estratégia busca aumentar a industrialização da soja

Os projetos integram a estratégia da Coamo de ampliar a verticalização da produção agrícola e agregar mais valor aos produtos entregues pelos cooperados.

Segundo Galinari, atualmente a cooperativa industrializa aproximadamente metade da soja recebida dos produtores. O cenário, portanto, abre espaço para ampliar a participação da agroindústria dentro das operações da companhia.

A expansão também acompanha o crescimento territorial da cooperativa. Neste ano, a Coamo avançou em três unidades de Mato Grosso do Sul e, no ano passado, ampliou sua presença em uma unidade no Paraná.

Desde janeiro, a cooperativa também adquiriu outras 15 unidades no chamado Norte Velho, incluindo a região de Londrina, onde ainda não atuava, além dos Campos Gerais. A expectativa é que essas operações aumentem o volume de grãos recebido pela empresa.

Compra de armazéns amplia capacidade de armazenagem

Entre os negócios recentes da Coamo está a aquisição de quatro instalações do fundo Pátria que eram utilizadas pela Belagrícola. O acordo, avaliado em R$ 136 milhões, foi anunciado no início de 2026.

Os ativos incluem armazéns para grãos em Sabáudia, Assaí, Bela Vista do Paraíso e Cambé, no Paraná, além de estruturas destinadas ao armazenamento de insumos agrícolas.

A Belagrícola, distribuidora de insumos controlada pelo grupo chinês Pengdu, colocou parte de suas unidades à venda dentro de um processo de recuperação extrajudicial. A empresa possui dívidas estimadas em R$ 3,2 bilhões.

Juros altos aumentam oportunidades de aquisição

De acordo com Galinari, a Coamo recebe praticamente todos os dias propostas relacionadas à aquisição ou investimento em estruturas de outras empresas, principalmente companhias que enfrentam dificuldades financeiras.

O executivo atribui parte desse movimento ao cenário de juros elevados, que aumentou a pressão financeira sobre diferentes empresas. Segundo ele, a cooperativa continuará avaliando oportunidades que tenham aderência à sua estratégia.

Apesar do interesse em ampliar a presença no mercado, existem limitações para a expansão, entre elas a disponibilidade de mão de obra necessária para operar eventuais novas unidades.

Faturamento deve superar R$ 30 bilhões

Depois de uma safra considerada positiva e diante da recuperação dos preços das commodities agrícolas, a Coamo estima crescimento de aproximadamente 10% no faturamento deste ano.

Com o avanço, a receita deve superar R$ 30 bilhões, estabelecendo um novo recorde para a cooperativa.

Para a safra 2026/27, as perspectivas também são consideradas positivas pela direção da Coamo. Segundo Galinari, em períodos marcados pelo fenômeno climático El Niño, as regiões onde a cooperativa atua costumam apresentar boas condições para a produção de grãos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globo Rural

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Indústria

Indústria do Paraguai avança com 20 polos industriais e 48 municípios com zonas fabris

O Paraguai está estruturando uma nova estratégia para ampliar a atividade industrial no país. O Ministério da Indústria e Comércio (MIC) identificou 20 polos industriais distribuídos por diferentes regiões, com o objetivo de direcionar investimentos de acordo com a infraestrutura existente, as atividades produtivas locais, o potencial econômico de cada área e a oferta de trabalhadores.

A iniciativa integra o Mapa Nacional de Inteligência Competitiva, ferramenta criada para fornecer informações territoriais a empresas e autoridades antes da definição de novos empreendimentos. O projeto contou com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e reúne dados sobre infraestrutura, indústrias instaladas e setores com possibilidade de expansão.

Mapa orienta localização de novos investimentos

De acordo com o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, a proposta é aproximar os investimentos industriais das regiões que já possuem estrutura produtiva e disponibilidade de mão de obra.

Entre os territórios identificados estão o Curso Médio do Rio Paraguai, as áreas de desenvolvimento industrial de Concepción e San Pedro, o Norte Agroindustrial e da Indústria Florestal, a Terceira Coroa de Assunção e o Polo Sul Agroindustrial e da Indústria Florestal.

Também aparecem no levantamento o Corredor Central do Paraná, a Região Metropolitana de Encarnación, Coronel Bogado, o Polo de Misiones, a Região Metropolitana da Tríplice Fronteira, a Região Metropolitana de Assunção e a Segunda Coroa.

A relação inclui ainda o Curso Baixo do Rio Paraguai, o Corredor Oeste do Paraná, o Hinterland de Pilar, Pedro Juan Caballero-Bella Vista Norte, Salto del Guairá, o Curso Alto do Rio Paraguai, o Chaco Central e a Grande Assunção-Zona de Reconversão Industrial.

Oferta de mão de obra entra no planejamento industrial

Além das características produtivas e da infraestrutura, o mapa apresenta informações sobre a população economicamente ativa, o emprego formal e o número de pessoas desempregadas em cada distrito.

O MIC pretende utilizar esses dados como um dos critérios para orientar a instalação de empresas. A intenção é estimular a criação de oportunidades nas próprias regiões onde existe mão de obra disponível, reduzindo a necessidade de migração interna em busca de trabalho.

“O objetivo é evitar o deslocamento das pessoas de suas regiões de origem e levar as indústrias e os empregos para onde está a mão de obra”, explicou Riquelme.

Criação de empregos dependerá dos investimentos

O governo paraguaio não estabeleceu uma previsão específica para o número de empregos diretos que poderão ser gerados nos próximos 24 meses. Segundo o MIC, a quantidade de novas vagas estará relacionada ao volume de investimentos e à evolução econômica de cada polo industrial.

Nesse cenário, as informações reunidas pelo mapa devem funcionar como instrumento de apoio à decisão para empresas, investidores e autoridades públicas, permitindo avaliar as características de cada território antes da implantação de projetos.

48 municípios já possuem zonas industriais aprovadas

Outra frente da estratégia é o avanço do zoneamento industrial. Atualmente, 48 municípios paraguaios já possuem zonas industriais aprovadas pelos respectivos conselhos municipais.

Ao mesmo tempo, os planos de ordenamento urbano e territorial estão sendo desenvolvidos em 33 distritos. A meta do governo é ampliar gradualmente esse planejamento para os 263 distritos do Paraguai.

A definição e aprovação do uso do solo continuam sob responsabilidade das administrações municipais. O MIC, por sua vez, presta orientação e suporte técnico. Nas localidades consideradas prioritárias, o ministério também atua na identificação de terrenos e no levantamento das capacidades produtivas.

Governo prepara nova legislação para parques industriais

O Paraguai possui atualmente oito parques industriais autorizados. O MIC trabalha para incluir outros 34 empreendimentos no registro de forma gradual.

Paralelamente, o governo prepara uma nova Lei de Parques Industriais. O texto ainda está em fase de elaboração e consulta.

Os mapas dos polos industriais deverão ser apresentados oficialmente durante o mês da indústria. A intenção é oferecer uma base de planejamento para a instalação e a reorganização de empresas, permitindo um uso mais eficiente da infraestrutura e das capacidades produtivas já existentes.

Recursos serão articulados por diferentes programas

O MIC não prevê uma dotação orçamentária exclusiva para os 20 polos industriais. O desenvolvimento dessas áreas deverá ocorrer por meio de programas gerais de apoio à indústria e aos investidores, mecanismos de incentivo previstos em lei e articulação com governos municipais e diferentes instituições.

Entre os parceiros envolvidos estão a ANDE, o MOPC, empresas incorporadoras privadas e outras fontes de financiamento.

A proposta representa uma mudança na forma de planejar a expansão industrial do Paraguai: em vez de analisar individualmente a localização de cada empreendimento, o governo busca utilizar dados territoriais e inteligência competitiva para identificar regiões com melhores condições para determinados investimentos.

O principal desafio será transformar os 20 polos mapeados e as zonas industriais municipais já aprovadas em áreas com infraestrutura, mão de obra e condições adequadas para atrair novos investimentos e ampliar a produção industrial no Paraguai.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Informação

CNI defende novo modelo de financiamento para ampliar investimentos em infraestrutura no Brasil

O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos níveis observados internacionalmente. A conclusão consta do estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O levantamento faz um diagnóstico das principais fontes de recursos utilizadas no país e mostra como elas evoluíram nos últimos anos. Diante desse cenário, a entidade defende a criação de um novo regime de financiamento capaz de sustentar investimentos de longo prazo e acelerar a modernização da infraestrutura brasileira.

Brasil precisa elevar investimentos para 4,65% do PIB

Em 2024, o país destinou R$ 266,8 bilhões à infraestrutura, equivalente a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB). Para eliminar o déficit acumulado no setor, o estudo estima que seria necessário elevar esse volume para 4,65% do PIB, ou aproximadamente R$ 550 bilhões por ano.

De acordo com a CNI, esse nível de investimento precisaria ser mantido por pelo menos duas décadas para que o Brasil consiga superar o chamado hiato histórico de infraestrutura.

A maior parcela dos recursos já vem do setor privado. Dos investimentos realizados em 2024, R$ 188,1 bilhões, ou 70,5% do total, tiveram origem em empresas e investidores privados.

Os investimentos públicos, por sua vez, somaram R$ 78,6 bilhões, com destaque para a participação de governos estaduais e municipais.

Diversificação das fontes é considerada essencial

O estudo ressalta que nenhuma fonte de recursos, isoladamente, teria capacidade de atender à necessidade de investimentos do país. Para alcançar o patamar considerado necessário, seria preciso combinar diferentes mecanismos de financiamento, aumentar a participação privada e melhorar as condições econômicas e institucionais para projetos de longo prazo.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, considera que um novo modelo de financiamento pode ajudar a ampliar os investimentos e, consequentemente, fortalecer a competitividade da indústria brasileira.

Entre as condições apontadas por Alban estão responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica, além de um ambiente regulatório mais previsível.

Segundo o presidente da entidade, a modernização da infraestrutura exige continuidade e planejamento de longo prazo. Na avaliação apresentada, políticas permanentes de Estado seriam necessárias para gerar ganhos duradouros de produtividade e competitividade.

Alban também destacou a importância de reformas institucionais para aumentar a atração de investimentos estrangeiros. Entre as medidas citadas estão o aprimoramento do ambiente regulatório, o fortalecimento da segurança jurídica e a aproximação das práticas brasileiras dos padrões internacionais.

O que prevê o novo regime de financiamento

De acordo com a CNI, o modelo defendido pela entidade deveria se apoiar em diferentes pilares.

Entre eles estão:

  • Estabilidade macroeconômica e fiscal, para diminuir incertezas e reduzir o custo de capital;
  • fortalecimento do mercado de capitais, com maior participação de investidores institucionais e instrumentos de longo prazo;
  • expansão do crédito privado e do project finance;
  • estruturas capazes de distribuir riscos de maneira mais eficiente;
  • aumento da quantidade de projetos bem estruturados e preparados para concessões e parcerias;
  • reforço da segurança jurídica e da previsibilidade regulatória;
  • preservação da autonomia técnica das agências reguladoras.

Para a CNI, esses fatores precisam funcionar de maneira coordenada para permitir a mobilização de recursos na escala necessária.

BNDES e bancos públicos continuam relevantes

O estudo também destaca o papel do BNDES e de outras instituições públicas de desenvolvimento. A proposta não é retirar esses agentes do financiamento da infraestrutura, mas adaptar sua atuação a um modelo que permita ampliar a participação de recursos privados.

Nesse formato, os bancos públicos poderiam atuar na redução de riscos, na estruturação de projetos e na criação de condições para atrair capital privado de longo prazo.

A preparação de uma carteira maior de projetos também é apontada como necessária para melhorar o planejamento de concessões e parcerias, com participação de instituições como BNDES e Caixa.

Participação privada cresce no financiamento

O levantamento da CNI analisou dados de 2010 a 2024 e reuniu informações sobre diferentes fontes de financiamento da infraestrutura brasileira.

Entre elas estão o Orçamento Geral da União (OGU), o FI-FGTS, BNDES, bancos públicos e comerciais, instituições multilaterais, recursos próprios das empresas, Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) e debêntures.

A análise contempla ainda os setores de transportes, energia, telecomunicações e saneamento básico, permitindo observar a composição dos recursos públicos e privados destinados a cada área.

Os números mostram uma mudança significativa na estrutura de financiamento. Em valores de 2024, a média anual das fontes privadas passou de R$ 88,6 bilhões entre 2010 e 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024.

No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. Já as instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024.

Fontes privadas já representam mais de 60%

Para Alex Carvalho, presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI (Coinfra/CNI) e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), os dados demonstram uma transformação na maneira como a infraestrutura brasileira é financiada.

Segundo ele, a participação das fontes privadas passou de 29,3% no período entre 2010 e 2014 para 61,5% em 2024.

O desafio, de acordo com Carvalho, é ampliar essa capacidade de mobilização e diversificar os instrumentos disponíveis para acompanhar a necessidade de investimentos do país.

Experiências internacionais mostram caminhos

O estudo também avaliou modelos adotados em países como Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França.

Embora as estruturas de financiamento sejam diferentes entre essas economias, a análise identifica alguns elementos recorrentes nos países com maior capacidade de mobilizar recursos para infraestrutura.

Entre eles estão estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido, instrumentos financeiros de longo prazo e capacidade técnica para estruturar projetos.

A experiência internacional analisada pela CNI também indica que os recursos públicos permanecem importantes. A diferença está na forma de utilização: eles podem ser empregados estrategicamente para reduzir riscos, viabilizar projetos e atrair investidores privados, em vez de simplesmente substituir o capital de mercado.

Para Alex Carvalho, essa lógica pode servir de referência para o Brasil. Na avaliação do presidente do Coinfra, o investimento público continuará necessário, mas deve ampliar sua capacidade de alavancar recursos privados e contribuir para elevar o volume total destinado à infraestrutura.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Iano Andrade / CNI

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Negócios

Brasil e Itália ampliam oportunidades de negócios com Acordo Mercosul-União Europeia

Brasil e Itália buscam ampliar a parceria econômica e comercial em setores estratégicos, impulsionados pelas oportunidades que podem surgir com o Acordo Mercosul-União Europeia. Representantes dos governos e do setor empresarial dos dois países se reuniram na última sexta-feira (11), na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

O encontro teve como objetivo aproximar empresas, estimular parcerias de longo prazo e abrir novas oportunidades em áreas como negócios, tecnologia e investimentos.

Organizado pela CNI em conjunto com a Confindustria, ApexBrasil, Agência Italiana de Comércio Exterior (ICE) e Embaixada da Itália no Brasil, o Encontro Empresarial Brasil-Itália encerrou a missão empresarial italiana pela América Latina, que também passou por Buenos Aires e São Paulo.

Acordo Mercosul-UE abre espaço para novos negócios

Na abertura do evento, o vice-presidente da CNI e presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Bittar, destacou a importância de estreitar as relações entre os dois países diante das mudanças no cenário internacional e da necessidade de construir cadeias produtivas mais resilientes.

Bittar também mencionou uma reunião realizada anteriormente em Roma, na sede da Confindustria, e defendeu a continuidade do diálogo entre representantes dos setores produtivos brasileiro e italiano.

Segundo ele, a relevância da Itália para a indústria brasileira pode ser observada na evolução das relações comerciais ao longo dos últimos anos. O país europeu está entre os principais parceiros comerciais do Brasil dentro da União Europeia, tanto como destino de exportações quanto como fornecedor de produtos para o mercado brasileiro.

Para o executivo, a perspectiva de avanço do livre comércio entre Mercosul e União Europeia torna ainda mais importante a aproximação entre empresas dos dois lados do Atlântico.

Bittar ressaltou, porém, que a existência de um acordo comercial não garante, por si só, o aumento das transações. Na avaliação apresentada durante o evento, será necessário que as empresas encontrem oportunidades, formem parcerias e desenvolvam projetos capazes de aproveitar as condições criadas pelo tratado.

Entre os segmentos apontados como promissores estão indústria farmacêutica, tecnologia digital, energia, infraestrutura, máquinas e mineração.

Itália busca ampliar investimentos no Brasil

A vice-presidente da Confindustria para Exportação e Atração de Investimentos, Barbara Cimmino, afirmou que a participação italiana no encontro em Brasília é estratégica para acompanhar as diretrizes econômicas brasileiras e compreender as decisões que influenciam o ambiente de negócios.

A aproximação também foi destacada pelo embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese. Segundo ele, o Acordo Mercosul-UE cria uma oportunidade para aprofundar a relação bilateral e ampliar o intercâmbio entre os dois países.

Cortese também citou a criação de um grupo de trabalho formado pelos governos brasileiro e italiano. A iniciativa terá como foco o aumento do comércio bilateral e a ampliação dos investimentos entre Brasil e Itália.

Indústria brasileira apresenta cenário e oportunidades

A programação do encontro incluiu ainda uma apresentação sobre o desempenho e os principais desafios da indústria brasileira.

A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, apresentou dados sobre a participação do setor na economia nacional. De acordo com os números apresentados, a indústria representa 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB), responde por 67,7% das exportações de bens e serviços e concentra 66,8% dos investimentos empresariais em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Outro dado destacado foi o efeito da atividade industrial sobre o restante da economia: para cada R$ 1 produzido pela indústria, são gerados R$ 1,44 na economia.

CNI defende medidas para aumentar competitividade

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mario Sérgio Telles, apresentou uma agenda estratégica com prioridades para os próximos 25 anos.

Entre os pontos destacados está a necessidade de reduzir o chamado Custo Brasil, considerado um obstáculo à competitividade das empresas e à atração de novos investimentos.

Telles também defendeu o fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial. Durante a apresentação, classificou o fim da chamada “taxa das blusinhas” como um retrocesso dentro dessa agenda.

A discussão ocorre em um momento em que Brasil e Itália buscam ampliar os negócios bilaterais e aproveitar as oportunidades associadas à aproximação comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Sousa / CNI

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Portos

Monitoramento da Saturação Portuária vai orientar investimentos e novos projetos no Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) vai criar uma ferramenta para acompanhar a capacidade e os níveis de ocupação dos portos brasileiros. A iniciativa busca ampliar a previsibilidade no planejamento do setor e oferecer dados para a avaliação de novos projetos portuários e investimentos em infraestrutura.

O trabalho será conduzido por um Grupo de Trabalho coordenado pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), que ficará responsável pelo desenvolvimento do Monitoramento da Saturação Portuária (MSP).

A ferramenta deverá antecipar possíveis gargalos nos terminais e nos acessos terrestres e aquaviários, permitindo identificar com maior antecedência situações de saturação na infraestrutura portuária.

Ferramenta vai cruzar capacidade e demanda

O MSP deverá comparar a capacidade instalada nos portos com as projeções de demanda. O sistema também acompanhará indicadores relacionados ao nível de serviço e considerará portos organizados e Terminais de Uso Privado (TUPs) como partes de um mesmo sistema.

Os resultados do monitoramento serão divulgados uma vez por ano. A primeira edição está prevista para 2027.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o trabalho deverá contribuir para ampliar a confiança dos investidores e aprimorar a avaliação técnica da infraestrutura disponível no país.

“Estamos vivendo um grande ciclo de investimentos em infraestrutura no Brasil porque voltamos a ser olhados com respeito pelo mercado internacional.”

O ministro também destacou a importância do Grupo de Trabalho para analisar as necessidades do setor e indicar soluções de acordo com a capacidade instalada.

Dados poderão orientar novos investimentos

Além de subsidiar decisões do Ministério de Portos e Aeroportos e de outros órgãos públicos, o monitoramento poderá ajudar na definição das prioridades de investimentos portuários.

As informações também poderão ser utilizadas por autoridades portuárias, pelo poder concedente e pela iniciativa privada na seleção e estruturação de projetos.

Outra finalidade será identificar tendências no mercado de terminais e contribuir para a racionalização dos instrumentos de planejamento portuário.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que o MSP terá papel de apoio à tomada de decisões.

Segundo ele, os dados poderão melhorar a avaliação sobre a necessidade de novos leilões e arrendamentos portuários, além de contribuir para análises relacionadas aos terminais que já estão em operação.

Setor privado e órgãos públicos participarão

A construção do Monitoramento da Saturação Portuária contará com a participação de diferentes segmentos ligados à infraestrutura e à logística.

Serão ouvidas associações e entidades do setor portuário, usuários dos portos, empresas, titulares de outorgas, ministérios, autoridades portuárias, órgãos de controle, agências reguladoras, governos estaduais e outras instituições públicas.

Os participantes poderão fornecer dados, informações e subsídios para a elaboração do projeto. Também deverão contribuir durante a implementação da ferramenta, oferecer apoio institucional e acompanhar as entregas.

Entre os resultados previstos está um balanço com projeções de demanda e cálculo da capacidade dos complexos portuários, incluindo os Terminais de Uso Privado.

MSP não substituirá instrumentos de planejamento

O Ministério ressalta que o novo monitoramento não terá a função de criar ou substituir os instrumentos já existentes de planejamento do setor.

A proposta é utilizar o MSP como uma base de dados e ferramenta de apoio técnico, aumentando a agilidade, a transparência e a confiabilidade das decisões relacionadas à expansão e ao desenvolvimento da infraestrutura portuária.

Grupo de Trabalho começa em setembro

A primeira reunião do Grupo de Trabalho está prevista para 18 de setembro de 2026.

Depois dessa etapa, o cronograma inclui a seleção do parceiro técnico responsável pela implementação, a realização de consultas com representantes dos setores público e privado e a definição dos termos de contratação.

A expectativa é concluir essas etapas até dezembro de 2026.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Francês/MPor

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