Negócios

Brastemp e Consul: dona das marcas amplia investimentos no Brasil após reestruturação na Argentina e México

A Whirlpool, fabricante das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, está promovendo uma nova reorganização de sua estrutura industrial nas Américas. Após encerrar a produção de lavadoras na Argentina, a companhia anunciou agora o fechamento gradual de uma fábrica no México, enquanto reforça sua operação brasileira com um investimento superior a R$ 400 milhões.

A estratégia faz parte de um plano global voltado à redução de custos, aumento da eficiência operacional e concentração da produção em unidades consideradas estratégicas. Nesse cenário, o Brasil passa a ocupar uma posição de destaque dentro da operação latino-americana da empresa.

Whirlpool encerrará fábrica no México até 2027

A unidade da Supsa, localizada em Apodaca, no México, terá suas atividades encerradas de forma gradual até o segundo trimestre de 2027. Atualmente, a fábrica é responsável pela produção de refrigeradores.

Segundo a empresa, a decisão integra um processo de reestruturação industrial. A fabricação será redistribuída entre a planta de Ramos Arizpe, também em território mexicano, e outras unidades da rede global de manufatura da companhia.

A Whirlpool esclareceu que a produção da fábrica mexicana não será transferida diretamente para o Brasil. Ainda assim, o anúncio coincide com o fortalecimento da operação brasileira, que vem recebendo novos investimentos e atribuições estratégicas.

A reestruturação no México deve gerar um custo estimado em US$ 165 milhões, sendo aproximadamente US$ 70 milhões em desembolsos futuros. Parte dessas despesas deverá ser reconhecida pela empresa ao longo de 2026.

Brasil recebe investimento de mais de R$ 400 milhões

Enquanto reduz operações em outros países, a Whirlpool amplia sua presença no Brasil. A fábrica de Rio Claro, no interior de São Paulo, receberá mais de R$ 400 milhões para expansão, modernização e aumento da capacidade produtiva.

Com o aporte, a unidade passará a fabricar as lavadoras front-load, incluindo modelos de máquinas de lavar e lava e seca, equipamentos de maior valor agregado e crescente demanda no mercado.

Além da ampliação das linhas de produção, o projeto prevê forte investimento em automação industrial, consolidando a planta paulista como uma das mais relevantes da empresa na América Latina.

Produção deixa a Argentina e passa para Rio Claro

A fábrica de Rio Claro também assumirá a produção que era realizada na unidade de Pilar, na região metropolitana de Buenos Aires.

Inaugurada em 2022, a planta argentina tinha capacidade para fabricar até 300 mil máquinas de lavar por ano. No entanto, menos de três anos depois, a Whirlpool optou por encerrar as atividades industriais no país e transferir a linha produtiva para o Brasil.

A migração foi oficializada em abril de 2026 e incluiu a aquisição de ativos industriais e equipamentos da unidade argentina para adaptação da fábrica paulista.

Mesmo após o fechamento da planta de Pilar, a empresa informou que continuará abastecendo o mercado argentino por meio de outras operações do grupo e de sua estrutura local de distribuição.

Automação e nacionalização de componentes fortalecem fábrica brasileira

O projeto de expansão em Rio Claro vai além da transferência da produção. A Whirlpool pretende elevar a eficiência da fábrica com a instalação de mais de 20 robôs industriais.

Outro destaque é a nacionalização da cadeia produtiva. A expectativa é que cerca de 95% dos componentes utilizados nas novas lavadoras sejam fabricados no Brasil, reduzindo a dependência de peças importadas e minimizando impactos de oscilações cambiais, atrasos logísticos e desafios no comércio internacional.

As primeiras unidades produzidas na nova estrutura devem sair da linha de montagem a partir de setembro de 2026.

Expansão deve gerar cerca de 2,8 mil empregos

O investimento também deve impulsionar a economia da região de Rio Claro. A estimativa da Whirlpool é de criação de aproximadamente 2,8 mil empregos diretos e indiretos durante a expansão da operação.

O anúncio contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além de autoridades estaduais, representantes municipais e executivos da companhia.

Reorganização fortalece papel do Brasil na América Latina

A reestruturação industrial da Whirlpool evidencia uma mudança na distribuição de suas operações nas Américas. Enquanto unidades na Argentina foram encerradas e uma fábrica no México será desativada, o Brasil concentra investimentos, tecnologia e parte relevante da produção regional.

Com a ampliação da fábrica de Rio Claro, a operação brasileira passa a desempenhar um papel ainda mais estratégico para as marcas Brastemp e Consul, consolidando-se como um dos principais polos industriais da companhia no continente.

FONTE: Portal Tempo Novo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Investimento

FII GGRC11 conclui emissão de cotas e capta R$ 1,48 bilhão

O FII GGRC11 encerrou com sucesso sua 11ª emissão de cotas após alcançar o volume máximo previsto na oferta pública. Ao todo, o fundo imobiliário levantou aproximadamente R$ 1,48 bilhão, reforçando sua estratégia de expansão no mercado.

Terceiro período de subscrição impulsiona captação

Na última etapa da oferta, correspondente ao terceiro período de subscrição, foram integralizadas 65.326.855 novas cotas, resultando em um aporte de cerca de R$ 734,5 milhões.

Considerando também as fases anteriores — direito de preferência, primeiro e segundo períodos de subscrição — a emissão alcançou um total de 131.901.519 cotas emitidas.

Oferta movimentou R$ 1,48 bilhão

De acordo com comunicado divulgado pela administradora Vórtx ao mercado, a operação movimentou R$ 1.483.511.002,94, valor que já contempla os custos unitários de distribuição da oferta.

A conclusão da emissão fortalece a posição do GGRC11 em um período marcado pela ampliação de seu portfólio. Nos últimos meses, o fundo imobiliário anunciou novas aquisições de galpões logísticos e ativos industriais, ampliando sua presença nesses segmentos.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Internacional

Peru regulamenta Fundo Social de Chancay para acelerar desenvolvimento em área de influência do porto

O governo do Peru deu um novo passo para fortalecer o desenvolvimento regional ao aprovar o regulamento da lei que institui o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay. A medida, anunciada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), tem como principal objetivo reduzir desigualdades e ampliar investimentos nas áreas impactadas pelo Porto de Chancay.

Regulamento define prioridades para investimentos

De acordo com o MEF, a Carteira de Investimentos Estratégicos Territoriais (CIET) reunirá projetos com orçamento inferior a 200 milhões de soles. As iniciativas deverão estar localizadas nas áreas de influência do corredor logístico ligado ao Hub Portuário de Chancay e ficarão sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Infraestrutura (ANIN).

A proposta busca direcionar recursos para obras e ações consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social da região.

Projetos sociais terão foco na redução de desigualdades

O regulamento também estabelece que os projetos sociais contemplam intervenções temporárias, de caráter setorial ou multissetorial, voltadas à redução ou eliminação de desigualdades sociais.

Essas ações, no entanto, não serão classificadas como investimentos dentro do Sistema Nacional de Programação Multianual e Gestão de Investimentos, mantendo um tratamento específico previsto pela legislação.

Como será financiado o Fundo Social de Chancay

Segundo as regras aprovadas, o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay será constituído na conta única do Tesouro Público peruano.

Os recursos serão provenientes de 20% da arrecadação aduaneira marítima obtida nos terminais portuários localizados na jurisdição da província de Huaral, garantindo uma fonte permanente de financiamento para as iniciativas previstas.

Conselho administrará os recursos

A gestão do fundo ficará sob responsabilidade de um Conselho de Administração, encarregado de definir a aplicação dos recursos.

O colegiado será composto pelo prefeito ou representante da Prefeitura Distrital de Chancay, um representante da Prefeitura Provincial de Huaral e um prefeito escolhido entre os municípios distritais da província de Huaral.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Tecnologia

Índia e Japão ampliam parceria em inteligência artificial, energia e defesa

A Índia e o Japão deram um novo passo no fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países ao firmarem acordos voltados para inteligência artificial (IA), energia, metais, defesa e segurança econômica. Os entendimentos foram anunciados nesta quinta-feira após encontro entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e a premiê japonesa, Sanae Takaichi, em Nova Délhi.

A visita oficial de Takaichi, com duração de três dias, reforça o avanço da cooperação bilateral em um momento de mudanças no cenário geopolítico e econômico internacional.

Cooperação busca ampliar segurança econômica

Após a reunião, os dois governos confirmaram a elaboração de um roteiro conjunto para aprofundar a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico e a estabilidade regional.

Durante coletiva de imprensa, Sanae Takaichi destacou que Índia e Japão pretendem aproveitar as competências de cada país para impulsionar o desenvolvimento mútuo.

Segundo a premiê japonesa, o cenário internacional cada vez mais instável torna essencial a construção de uma relação baseada em complementaridade e cooperação.

Inteligência artificial e tecnologia ganham protagonismo

Entre os principais resultados do encontro está a adoção de três documentos considerados históricos pelos governos, abrangendo segurança econômica, resiliência energética e inteligência artificial.

Narendra Modi afirmou que a combinação da tecnologia de precisão desenvolvida pelo Japão com a expertise da Índia em desenvolvimento de software poderá acelerar a evolução global da IA e abrir novas oportunidades de inovação.

Os dois líderes não responderam a perguntas da imprensa após o anúncio dos acordos.

Primeiro projeto conjunto na área de defesa

Outro destaque da reunião foi a assinatura do primeiro acordo de codesenvolvimento na área de defesa entre Índia e Japão.

Os dois países integram o Quad, grupo formado também por Estados Unidos e Austrália, que atua na cooperação estratégica na região do Indo-Pacífico e é frequentemente visto como um contraponto ao crescimento da influência chinesa na área.

Além da defesa, as conversas abordaram temas como comércio exterior, investimentos, tecnologias emergentes, energia e intercâmbio entre as populações dos dois países.

Comércio e investimentos seguem em expansão

As relações econômicas entre Índia e Japão vêm registrando crescimento contínuo. No ano fiscal de 2025/26, o comércio bilateral alcançou US$ 27,5 bilhões.

No mesmo período, os investimentos japoneses na economia indiana somaram US$ 3,2 bilhões entre abril e dezembro de 2025, segundo dados do governo da Índia.

A visita de Sanae Takaichi ocorre menos de um ano após a viagem de Narendra Modi a Tóquio, quando o governo japonês anunciou a intenção de ampliar seus investimentos no mercado indiano para mais de US$ 61 bilhões ao longo da próxima década.

Japão amplia presença em projetos estratégicos na Índia

O Japão figura entre os principais investidores estrangeiros na Índia e participa de importantes projetos de infraestrutura, como a construção da ferrovia de alta velocidade que ligará Mumbai a Ahmedabad.

Empresas japonesas também vêm ampliando sua participação no setor privado indiano. Um dos negócios recentes foi a aquisição de uma participação de 20% no Yes Bank, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1,6 bilhão.

A agenda da premiê japonesa inclui ainda encontros com representantes do setor empresarial e participação em uma conferência de negócios durante a visita oficial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Altaf Hussain

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Portos

Governador anuncia novos investimentos em infraestrutura para o Porto de São Francisco do Sul 

O Porto de São Francisco do Sul realizou na quarta-feira 1º de julho, data em que completa 71 anos, uma cerimônia para o lançamento de novos investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 27 milhões, que serão custeados com recursos próprios da empresa estatal. O evento, na sede da empresa, teve a presença do governador Jorginho Mello e outras autoridades locais  

“O Porto é uma força viva aqui do Norte. Quando nós assumimos aqui não dava para andar, parecia um lixão, e hoje é um porto que vocês podem ver o zêlo, o capricho, os novos armazéns. E o Porto tem dado resultado, esses investimentos que nós estamos fazendo é do lucro do Porto. E na BR-280 nós estamos fazendo o quilômetro zero com o nosso dinheiro. O Porto cansou de esperar, está afogado e esse quilômetro que nós estamos fazendo, o quilômetro zero, é para desafogar e melhorar o fluxo, disse o governador Jorginho Mello.

Obras na BR-280 

Durante a solenidade, foi assinada a autorização para publicação do edital de contratação da empresa responsável pela obra de ampliação da BR-280, no trecho entre o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e o acesso à Bunge.

A contratação tem valor de referência de R$ 11 milhões e contempla serviços de pavimentação, restauração, drenagem, obras de arte correntes, sinalização e intervenções complementares.

O projeto prevê a implantação de duas novas faixas de rolamento em cerca de 800 metros da BR-280 e outros 600 metros na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, que liga a rodovia federal ao porto. 

As intervenções abrangem 1,4 quilômetro de via, a partir do quilômetro zero da BR-280, em frente ao Terminal Santa Catarina (Tesc).

A obra tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso ao complexo portuário, melhorar o fluxo de caminhões e contribuir para a movimentação de cargas. A execução está prevista para durar dez meses.

Três novos armazéns

O ato também contou com a inauguração de três novos armazéns para armazenamento de cargas na área operacional do porto. O investimento é de R$ 4,9 milhões. As três estruturas somam aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem, com cerca de 5 mil metros quadrados cada. 

De acordo com a administração portuária, a ampliação da área de armazenagem permitirá aumentar a capacidade de estocagem de cargas, otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias e reduzir gargalos operacionais.

“Aumentamos em 20% da nossa capacidade de armazenagem, armazéns novos, todos regulares, com o que há de mais moderno, tecnologia de controle, autorizados pela Receita Federal. Eles serão utilizados para recepção de material importado, sobretudo aço, então a gente vê hoje aqui que já tem inclusive bobinas, já estamos utilizando esse armazém, mesmo agora na data da inauguração, isso vai ser muito importante para a produção industrial catarinense e brasileira na recepção desses insumos”, destacou o diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Renovação do sistema de drenagem

Outro edital lançado prevê a contratação da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras de modernização, ampliação e reestruturação dos sistemas de drenagem pluvial e esgotamento sanitário do Porto. O valor de referência é de R$ 5,2 milhões.

A intervenção tem como objetivo separar definitivamente as redes pluviais e sanitárias, reduzir riscos de contaminação ambiental, melhorar o sistema de drenagem e atender às exigências ambientais.

Modernização do sistema de combate a incêndio 

Também foi assinado o edital para contratação da empresa que elaborará o projeto executivo e executará as obras de implantação, adequação, ampliação e modernização do sistema de combate a incêndio por hidrantes e sprinklers.

O valor de referência da contratação é de R$ 5,4 milhões. A obra busca ampliar a cobertura do sistema de prevenção e combate a incêndios, atender às normas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e reforçar a segurança das operações portuárias.

“O governador hoje está entregando mais obras, mais investimentos no Porto de São Francisco, um porto que vem crescendo muito, com a gestão do governador Jorginho e do Cleverton, é um porto diferenciado. Então Santa Catarina, através da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e da administração do Porto de São Francisco, está fazendo uma administração ímpar e gerando mais empregos e desenvolvimento para Santa Catarina”, disse o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM/Assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul
IMAGENS: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Comércio Internacional

Brasil e Panamá iniciam negociações para novo acordo comercial bilateral

Brasil e Panamá oficializaram o início das negociações para um novo acordo comercial bilateral, com o objetivo de fortalecer as relações econômicas, ampliar o fluxo de comércio exterior e estimular novos investimentos entre os dois países.

O anúncio foi feito por meio de uma declaração conjunta, na qual os governos reafirmam os históricos laços de amizade e cooperação, além do compromisso com o avanço da integração econômica regional.

Negociações serão conduzidas no âmbito do Acordo de Complementação Econômica

As tratativas ocorrerão com base no Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 76 MERCOSUL–Panamá, buscando a construção de um acordo amplo, equilibrado e alinhado às prioridades comerciais de ambas as nações.

A decisão dá continuidade aos entendimentos iniciados durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Panamá, em janeiro de 2026, quando foram assinados os termos de referência que estabeleceram as bases para o início das negociações.

Meta é concluir o acordo até a cúpula do MERCOSUL em 2027

Os dois governos manifestaram a intenção de conduzir as negociações de forma ágil e colaborativa, com a expectativa de finalizar o acordo durante a Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, prevista para julho de 2027, na Argentina.

A proposta é consolidar um instrumento comercial que fortaleça a cooperação bilateral e amplie as oportunidades para empresas e investidores dos dois países.

Cooperação econômica e desenvolvimento sustentável estão entre os objetivos

Na declaração conjunta, Brasil e Panamá reforçam o compromisso de aprofundar os vínculos econômicos e comerciais, promovendo ações que favoreçam o desenvolvimento sustentável, a geração de oportunidades e a prosperidade das duas sociedades.

O documento também destaca a importância de manter um ambiente de negócios com regras claras, previsibilidade jurídica e benefícios mútuos, criando condições favoráveis para a expansão das relações comerciais.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aduana News

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Negócios

MERCOSUL e Japão iniciam negociações para acordo de parceria econômica e livre comércio

Os países que integram o MERCOSUL e o governo do Japão oficializaram o início das negociações para um Acordo de Parceria Econômica (APE). O anúncio foi realizado durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, realizada em Assunção, no Paraguai.

A iniciativa reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do bloco sul-americano, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e ampliar a integração econômica com o país asiático.

Parceria busca fortalecer comércio e investimentos

O avanço das negociações é resultado dos entendimentos desenvolvidos no âmbito da Parceria Estratégica entre o MERCOSUL e o Japão, lançada em dezembro de 2025. Desde então, representantes das duas partes realizaram encontros em janeiro e março de 2026 para definir as bases do futuro acordo.

Caso seja concluído, o Acordo de Parceria Econômica criará uma área de livre comércio que reunirá aproximadamente 400 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em US$ 7 trilhões.

Japão está entre os principais parceiros comerciais do MERCOSUL

O Japão figura entre os dez maiores parceiros comerciais do MERCOSUL. Em 2025, a corrente de comércio entre as partes alcançou US$ 13,7 bilhões, reforçando a importância econômica da relação bilateral.

Além dos laços comerciais, o bloco sul-americano abriga a maior comunidade japonesa fora do território japonês, fator que também contribui para o fortalecimento das relações entre os dois lados.

Objetivo é ampliar acesso a mercados e integrar cadeias produtivas

Durante as negociações, os participantes pretendem ampliar o acesso aos mercados de bens agrícolas e bens não agrícolas, além de incentivar a cooperação econômica, os investimentos bilaterais e a integração das cadeias produtivas entre o MERCOSUL e o Japão.

Segundo os governos envolvidos, o acordo representa um passo estratégico para aprofundar a cooperação econômica, comercial e institucional, tendo como base princípios compartilhados, como a democracia, os direitos humanos e o multilateralismo.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FSA

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Informação

Governo de Santa Catarina lança edital de concessão da ZPE de Imbituba

O Governo de Santa Catarina publicou nesta quinta-feira, 25, o Edital de Licitação da ZPE de Imbituba. A empresa que vencer o processo será responsável pela construção, operação, exploração e gestão da Zona de Processamento de Exportação, pelo prazo de 35 anos. A previsão é de que o projeto receba investimentos exclusivamente do setor privado na ordem de R$ 66 milhões neste período. A vencedora será a empresa que oferecer o maior valor de outorga fixa.

“Ouvi muitos ‘não tem como’, ‘não vai dar para fazer”, ‘já tentaram e não deu’. Sempre é impossível até alguém ir lá e fazer. E estamos fazendo muitas coisas que diziam ser impossível de saírem do papel. A ZPE de Imbituba é exemplo disso. Há décadas ela era uma promessa adormecida. Nós vamos transformar em realidade. Foi necessário muito trabalho dos nossos técnicos, mas uma a uma cada dificuldade e entrave foi superada. Queremos que, em breve, ela ajude a trazer ainda mais desenvolvimento pro Sul de Santa Catarina”, afirma o governador Jorginho Mello.

A ZPE de Imbituba foi criada em 1994, mas sem operação efetiva. A retomada do processo de concessão, teve a participação da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Secretaria da Fazenda (SEF/SC) e InvestSC, que a partir do novo marco legal (Lei 14.184/2021), deu ao modelo mais atratividade, pois não há mais obrigatoriedade de exportação. Desde então foi contratado o master plan e licenciamento, bem como um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômico-financeira e Ambiental (EVTEA) e um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que definiu o modelo da concessão.

“O trabalho realizado conjuntamente pelas equipes da SPAF, Fazenda e InvestSC, resultou num processo de concessão atraente e interessante para o mercado. Imbituba e região esperam há mais de três décadas pela materialização da ZPE e acredito que agora estamos próximos de ver esta operação em atividade”, argumenta o secretário da SPAF, Ivan Amaral.

“O projeto oferece ao mercado uma oportunidade pioneira, ampliando as possibilidades de exploração de atividades industriais e de serviços voltadas à exportação em área estratégica próxima ao Porto de Imbituba”, explica a Diretora de Atração de Investimentos, Parcerias e Recursos da SEF, Débora Müller.

Sobre o projeto

O projeto da ZPE de Imbituba prevê uma plataforma industrial com 190 lotes com uma área alfandegada própria que tem potencial logístico e para empresas dos setores automotivo, de eletrônicos, produtos mecânicos, produtos elétricos, química, cerâmica, agroindústria, têxtil, móveis,  e tecnologia. A ZPE é próxima ao Porto de Imbituba, possibilitando integração e facilidade para exportação. A movimentação projetada para os próximos 35 anos é de cerca de 160 mil ton/ano.

“O lançamento do edital representa um passo histórico para Imbituba. Estamos criando as condições para que a nossa ZPE se torne uma realidade, atraindo investimentos, gerando empregos e fortalecendo a economia local e regional. A ZPE tem potencial para transformar Imbituba em um dos principais polos de desenvolvimento e comércio exterior do país, aproveitando toda a nossa vocação logística e a força do nosso porto. Além disso, estamos vendo sair do papel uma promessa aguardada há muitos anos pela nossa população e por todo o setor produtivo. O Governo do Estado está conduzindo esse importante avanço e nós, como gestão municipal, apoiamos e trabalhamos de forma integrada para que esse projeto se concretize e gere desenvolvimento para Imbituba e toda a região”, completa o prefeito de Imbituba, Michel Nunes.

Roadshow

Após a publicação do edital no Portal de Compras do Estado, será organizado um roadshow em data e local ainda a serem divulgados. O roadshow é um evento em que o Estado apresenta o projeto a interessados, buscando ampliar a divulgação e o alcance do maior número de investidores possível. As propostas poderão ser realizadas até o dia 29 de outubro e o leilão também será realizado na Secretaria de Estado de Administração no dia 4 de novembro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Divulgação / SPAF

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Sustentabilidade

Eco Invest Brasil amplia busca por investimentos na Ásia para impulsionar inovação e transformação ecológica

O Eco Invest Brasil iniciou uma rodada de apresentações na Ásia para atrair novos investimentos destinados à transformação ecológica, à inovação e ao desenvolvimento produtivo do país. A missão, promovida pelo Ministério da Fazenda, começou na China e reúne investidores, instituições financeiras, fundos, empresas e representantes de governos interessados em oportunidades de negócios sustentáveis no Brasil.

A agenda inclui encontros em Xangai e Pequim, onde a delegação brasileira apresenta as oportunidades oferecidas pelo programa, com destaque para o novo leilão voltado à criação de Fundos de Inovação.

Missão fortalece diálogo com instituições financeiras e empresas

Durante a etapa na China, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de compromissos ao lado de integrantes da equipe econômica brasileira. A programação contempla o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, reuniões bilaterais com investidores e empresas, além de encontros com instituições como o Banco Popular da China, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, a Renmin University e o Banco da China.

Os debates também abordam temas estratégicos, como finanças verdes, mercado de carbono e transição ecológica, considerados prioritários para ampliar a cooperação entre Brasil e países asiáticos.

Novo leilão prioriza inovação e descarbonização

Um dos principais focos da missão internacional é a divulgação do 5º Leilão do Eco Invest Brasil, que prevê a criação de Fundos de Inovação para conectar investidores, centros de pesquisa, indústria e mercado.

A iniciativa pretende acelerar projetos em setores considerados estratégicos para a economia brasileira, incluindo combustíveis verdes, fertilizantes verdes, minerais críticos, química verde, biomateriais, sistemas de baterias, inteligência artificial, automação industrial e soluções voltadas à descarbonização dos processos produtivos.

Ásia é considerada parceira estratégica para o programa

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a escolha da Ásia como destino da missão reflete o potencial tecnológico, industrial e financeiro da região, especialmente em áreas ligadas à inovação e à economia de baixo carbono.

De acordo com ele, China, Japão e Coreia do Sul concentram importantes centros globais de tecnologia e financiamento de longo prazo, tornando-se parceiros estratégicos para ampliar investimentos em projetos sustentáveis no Brasil.

Japão e Coreia do Sul serão os próximos destinos

Após a etapa na China, a missão seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, com agendas previstas em Tóquio e Seul. O objetivo é ampliar o diálogo com mercados que possuem elevada capacidade de investimento e forte presença em cadeias produtivas essenciais para a transformação ecológica.

Integrante do Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil já mobilizou mais de R$ 140 bilhões para financiar projetos sustentáveis. Desse total, mais de R$ 63 bilhões deverão ser captados no mercado internacional, reforçando a capacidade do programa de atrair capital estrangeiro de longo prazo para iniciativas ambientais e de inovação.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério da Fazenda

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Comércio

Brasil e Colômbia reforçam parceria para ampliar comércio bilateral e cooperação industrial

Os governos de Brasil e Colômbia deram mais um passo para fortalecer as relações econômicas entre os dois países. Durante reunião bilateral realizada nesta terça-feira (16), em Bogotá, representantes das duas nações discutiram medidas para ampliar o comércio bilateral, incentivar investimentos e aprofundar a integração produtiva em setores estratégicos.

O encontro reuniu o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e a ministra de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Diana Morales Rojas.

Acordo Automotivo segue como pilar da relação comercial

Entre os principais temas debatidos esteve a continuidade do Acordo Automotivo, firmado no âmbito do ACE 72. As autoridades destacaram a importância do mecanismo para garantir previsibilidade nas trocas comerciais e fortalecer a cadeia produtiva do setor entre os dois mercados.

Além de reafirmarem o compromisso com os instrumentos já existentes, os dois governos manifestaram interesse em expandir as oportunidades de negócios e promover novas iniciativas de cooperação econômica.

Relação bilateral ganha caráter estratégico

Durante o encontro, o ministro Márcio Elias Rosa ressaltou que a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Colômbia, realizada em abril de 2024, elevou a relação entre os países a um novo patamar de relevância.

Segundo ele, o momento atual oferece condições favoráveis para transformar essa aproximação política em resultados concretos para as economias e para a população de ambos os países.

Cooperação industrial mira setores de alta relevância

Outro ponto destacado foi a convergência entre a política brasileira da Nova Indústria Brasil (NIB) e a estratégia de reindustrialização adotada pela Colômbia.

A avaliação é de que essa sintonia pode abrir espaço para projetos conjuntos em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico e tecnológico, incluindo mobilidade sustentável, hidrogênio verde, biocombustíveis, bioinsumos, indústria farmacêutica, construção naval e defesa.

Comércio entre os países movimenta US$ 5,4 bilhões

Os números do intercâmbio comercial reforçam a relevância da parceria. Em 2025, a corrente de comércio exterior entre Brasil e Colômbia alcançou US$ 5,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras somaram US$ 3,4 bilhões.

A pauta exportadora brasileira para o mercado colombiano é diversificada e inclui veículos, autopeças, medicamentos, produtos químicos, máquinas e equipamentos, além de itens como café, pneus, papel, cartão, calçados e produtos de perfumaria.

A expectativa dos governos é que a ampliação da cooperação econômica e industrial contribua para elevar ainda mais o fluxo de negócios nos próximos anos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Notícia

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