Agronegócio

Agronegócio brasileiro amplia exportações com novas aberturas de mercado na China e no Panamá

O agronegócio brasileiro ganhou novos espaços no mercado internacional após a conclusão de negociações que autorizam a exportação de produtos para a China e o Panamá. As novas liberações fortalecem a presença do Brasil no comércio exterior e ampliam as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária nacional.

As medidas foram viabilizadas por meio de ações conjuntas do governo brasileiro e representam mais um avanço na estratégia de expansão dos mercados para produtos do campo.

China libera importação de polpas de frutas e frutas congeladas

No mercado chinês, as autoridades sanitárias aprovaram a entrada de polpas de frutas e frutas congeladas produzidas no Brasil. A autorização abre novas possibilidades para a fruticultura brasileira, agregando valor à produção nacional e ampliando o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo.

A China segue como um dos principais destinos das exportações brasileiras. Em 2025, as vendas de produtos agropecuários para o país ultrapassaram US$ 55 bilhões, com destaque para proteínas animais, itens do complexo soja e produtos florestais.

Panamá autoriza importação de sementes de coco e café

Já no Panamá, o Brasil recebeu sinal verde para exportar sementes de coco e sementes de café, ampliando a pauta comercial entre os dois países.

No ano passado, o mercado panamenho importou cerca de US$ 100 milhões em produtos agropecuários brasileiros. Entre os principais itens comercializados estão produtos florestais, café, cereais, farinhas e preparações alimentícias.

Número de aberturas de mercado chega a 642 desde 2023

Com as novas autorizações anunciadas, o Brasil alcança a marca de 642 aberturas de mercado internacional para produtos do agronegócio desde o início de 2023.

O resultado reflete o trabalho coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam na ampliação do acesso dos produtos brasileiros aos mercados globais e na diversificação dos destinos das exportações nacionais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

Ler Mais
Exportação

Exportações de frango pelos portos do Paraná atingem 47,3% do total brasileiro em 2026

Os portos paranaenses consolidaram sua posição de destaque no comércio exterior brasileiro ao responderem por 47,3% das exportações de frango do país entre janeiro e maio de 2026. No período, foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas de carne de aves congeladas para o mercado internacional, o maior volume já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

Somente em maio, os embarques ultrapassaram 208 mil toneladas. O desempenho reforça a liderança do Porto de Paranaguá no segmento e o coloca entre os principais polos mundiais de movimentação de proteínas animais.

Crescimento supera resultados de anos anteriores

O volume exportado representa um avanço de 13,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 921,9 mil toneladas. O recorde anterior havia sido alcançado em 2023, com 945,9 mil toneladas exportadas.

Os números são do Comex Stat, plataforma oficial do Governo Federal que reúne estatísticas do comércio exterior brasileiro.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem os investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura e modernização operacional.

Ele destaca que os aportes em tecnologia, melhorias estruturais e qualificação das equipes têm contribuído para aumentar a competitividade dos portos paranaenses e elevar a qualidade dos serviços oferecidos ao mercado.

Receita com exportações ultrapassa US$ 1,8 bilhão

Além da liderança em volume, a Portos do Paraná também registrou a maior participação na receita gerada pelas exportações brasileiras de carne de frango. Em valores FOB, as cargas embarcadas pelos terminais paranaenses somaram US$ 1,88 bilhão, de um total nacional de US$ 4,08 bilhões.

China lidera entre os principais destinos da carne de frango

A China permaneceu como principal compradora da carne de frango exportada pelos portos do Paraná. O país asiático recebeu 114,2 mil toneladas do produto, o equivalente a 11% de todo o volume embarcado em Paranaguá.

Entre os demais mercados de destaque estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países importaram carne de frango pelos terminais paranaenses neste ano.

Estrutura refrigerada impulsiona competitividade

De acordo com o diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, um dos principais diferenciais do Porto de Paranaguá é sua capacidade logística para movimentação de cargas refrigeradas.

O terminal possui mais de 5,2 mil tomadas para contêineres refrigerados, conhecidos como reefers, configurando a maior estrutura do gênero no Brasil. Essa capacidade é considerada fundamental para o escoamento da produção avícola destinada ao mercado internacional.

Paraná mantém protagonismo na produção avícola

O desempenho das exportações também acompanha a força da avicultura paranaense. Atualmente, o estado responde por cerca de 35% da produção nacional de aves para abate, sendo que grande parte desse volume é destinada ao mercado externo por meio dos portos locais.

Exportações de proteínas animais crescem quase 10%

Ao considerar todas as categorias de proteínas animais, incluindo carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, os portos do Paraná embarcaram mais de 1,4 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026.

O volume representa 37% das exportações brasileiras do segmento e corresponde a um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Carne bovina e suína também apresentam resultados expressivos

Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá movimentou 277,5 mil toneladas nos cinco primeiros meses do ano, alcançando participação de 24,7% no total exportado pelo Brasil. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Já os embarques de carne suína chegaram a 84,8 mil toneladas no acumulado de 2026. O resultado supera em 6,5% o volume registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram exportadas 79,6 mil toneladas.

Mais de 50 países importaram carne suína pelos portos paranaenses, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

Ler Mais
Sustentabilidade

Armazenamento de energia e hidrogênio ganham protagonismo nas estratégias de Brasil e China

O avanço do armazenamento de energia e do hidrogênio verde tem reforçado o papel dessas tecnologias como pilares da transição energética global. O tema esteve no centro das discussões do painel “Fortalecendo as energias renováveis com hidrogênio e armazenamento de energia em uma nova era”, realizado nesta sexta-feira (12) durante o 17º Fórum e Exposição Internacional de Investimentos e Construção de Infraestrutura, em Macau.

Promovido pela PowerChina e conduzido por Li Sisheng, vice-presidente executivo da companhia, o encontro reuniu representantes do setor energético, especialistas e lideranças empresariais de diferentes países para debater os desafios da expansão das energias renováveis e as soluções necessárias para garantir maior estabilidade aos sistemas elétricos.

Brasil prepara primeiro leilão nacional de baterias

O debate ocorre em um momento estratégico para o Brasil. Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou a realização do primeiro leilão nacional de sistemas de armazenamento por baterias, previsto para dezembro de 2026.

A expectativa é que a iniciativa atraia mais de R$ 10 bilhões em investimentos, contribuindo para ampliar a segurança energética, aumentar a flexibilidade operacional do sistema e facilitar a integração de fontes renováveis ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Armazenamento de energia se torna peça-chave da transição energética

Durante a abertura do painel, Fang Qiuchen, presidente da Associação Internacional de Empreiteiros da China (CHINCA), destacou que o setor energético mundial vive uma nova etapa de transformação impulsionada pela inovação tecnológica, pela expansão das fontes limpas e pelas mudanças na matriz energética.

Segundo ele, o modelo tradicional está sendo substituído por sistemas mais eficientes, inteligentes e sustentáveis. Nesse cenário, o armazenamento de energia e o hidrogênio assumem funções estratégicas para equilibrar oferta e demanda, aumentar a capacidade de regulação das redes elétricas e viabilizar a integração de fontes renováveis.

Fang ressaltou ainda que a rápida expansão da energia solar e da energia eólica traz desafios relacionados à intermitência da geração. Para ele, o armazenamento é essencial para garantir o aproveitamento eficiente desses recursos em larga escala.

Integração tecnológica fortalece sistemas energéticos

Na sequência, He Yanfeng, vice-presidente executivo da Power Construction Corporation of China, afirmou que a busca simultânea por crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e segurança energética tem acelerado a transformação do setor.

De acordo com o executivo, os sistemas de armazenamento passaram a desempenhar papel estrutural ao permitir que a eletricidade produzida por fontes renováveis seja utilizada de forma mais previsível e eficiente.

He destacou que a combinação entre energia solar, hidrogênio verde, armazenamento de energia e redes inteligentes representa uma das principais rotas tecnológicas para os sistemas energéticos do futuro.

O executivo também apresentou projetos desenvolvidos pela empresa em diferentes regiões do mundo, incluindo um dos maiores empreendimentos de armazenamento conectado à rede elétrica na Arábia Saudita e iniciativas voltadas ao uso industrial de energia renovável na Ásia Central.

Segundo ele, o armazenamento agrega “valor de tempo” à energia renovável, permitindo que a eletricidade gerada em períodos de maior produção seja utilizada posteriormente com segurança e estabilidade.

Hidrogênio verde e armazenamento caminham juntos

A visão internacional do tema foi reforçada por Adel Alsaeedi, vice-presidente sênior da Emirates Water and Electricity Company (EWEC), dos Emirados Árabes Unidos.

O executivo alertou que o aumento da demanda global por eletricidade, impulsionado pelo crescimento populacional, pela industrialização e pela expansão tecnológica, exige soluções capazes de fornecer energia limpa em grande escala.

Para Alsaeedi, embora as fontes renováveis sejam fundamentais para a descarbonização da economia, elas não conseguem, sozinhas, atender todas as exigências dos sistemas elétricos modernos.

Nesse contexto, o hidrogênio verde e os sistemas de armazenamento de energia tornam-se indispensáveis para garantir flexibilidade operacional, estabilidade das redes e maior resiliência energética.

Ele destacou ainda que o hidrogênio terá papel decisivo na redução das emissões em setores de difícil eletrificação, como aviação, transporte marítimo e indústria pesada, enquanto o armazenamento permitirá ampliar a participação das fontes renováveis com maior confiabilidade.

Estratégias de Brasil e China mostram convergência

As discussões realizadas em Macau reforçam que o armazenamento de energia deixou de ser uma solução complementar para se tornar um elemento central na expansão das energias renováveis em escala global.

A avaliação está alinhada com os movimentos adotados pelo Brasil, que busca ampliar sua capacidade de armazenamento por meio do leilão nacional de baterias e fortalecer a integração da geração solar e eólica ao sistema elétrico.

Nesse cenário, os debates promovidos pela PowerChina evidenciam uma crescente convergência entre as estratégias de Brasil e China. Os dois países avançam na construção de sistemas energéticos mais limpos, resilientes e preparados para absorver volumes cada vez maiores de energia renovável, tendo o armazenamento de energia e o hidrogênio verde como protagonistas dessa transformação.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247

Ler Mais
Portos

Porto de Yangpu amplia conexão marítima e inaugura nova rota de contêineres para a Índia

O Porto de Yangpu, principal terminal de cargas da Zona de Livre Comércio de Hainan, na China, iniciou oficialmente a operação de uma nova rota marítima de contêineres com destino à Índia. A iniciativa amplia a presença do porto no sul da Ásia e representa o segundo serviço regular da instalação para a região.

O novo corredor logístico liga Yangpu aos portos de Haiphong, no Vietnã, Singapura e Mundra, na Índia. Com isso, passa a integrar importantes centros portuários do sul da China, da região do Golfo de Beibu e do mercado sul-asiático.

Exportações de Hainan devem ganhar mais agilidade

A expectativa é que a nova ligação marítima ofereça um canal mais rápido para o escoamento de produtos de Hainan, incluindo óleo de canola, insumos da indústria química e outras mercadorias destinadas ao mercado indiano.

Além das cargas produzidas na província chinesa, o porto também deverá funcionar como ponto estratégico de transbordo para mercadorias oriundas de outras regiões da China com destino ao sul da Ásia.

Corredor internacional ganha reforço logístico

A nova operação consolida o papel do Porto de Yangpu como um dos principais hubs do Novo Corredor Internacional de Comércio Terra-Mar, importante rede logística que conecta o oeste da China aos mercados globais.

Segundo as autoridades marítimas locais, foram realizadas ações de coordenação com empresas de navegação para adequar a gestão do tráfego marítimo, além do reforço das patrulhas em canais de navegação e áreas portuárias.

Segurança e eficiência operacional marcaram viagem inaugural

Durante a primeira viagem da nova rota, os órgãos responsáveis empregaram sistemas de monitoramento de embarcações, patrulhamento eletrônico e serviços de escolta para garantir a segurança da operação.

As autoridades também promoveram ajustes nos procedimentos de inspeção portuária, com o objetivo de acelerar o desembaraço aduaneiro, aumentar a eficiência operacional e reduzir os custos logísticos para as empresas envolvidas.

Expansão da presença de Yangpu no sul da Ásia

A expansão das conexões marítimas de Yangpu com o sul da Ásia teve início em outubro de 2019, quando o porto lançou sua primeira rota regional, conectando a cidade chinesa aos portos de Port Klang, na Malásia, e Chittagong, em Bangladesh.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Exportação

Exportação por contêiner cresce no Brasil e impulsiona abertura de novos mercados

A exportação por contêineres no Brasil vem apresentando mudanças significativas em seu perfil, acompanhadas pela ampliação dos destinos comerciais atendidos pelo país. O movimento ocorre em meio à reconfiguração das relações internacionais de comércio após as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros.

Levantamento do Observatório de Infraestrutura do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), obtido pela CNN, mostra que a movimentação de cargas conteinerizadas nos portos nacionais avançou de 1,2 milhão para 1,3 milhão de TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés — entre março e abril deste ano.

Crescimento supera ritmo do mercado internacional

Para consolidar os números mais recentes, o IBI realizou consultas diretas aos terminais portuários brasileiros. Os dados oficiais ainda não foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que enfrenta dificuldades operacionais desde um ataque cibernético registrado em maio.

Considerando o histórico compilado até abril, o estudo aponta crescimento de 7,7% na movimentação de contêineres nos últimos 12 meses.

Segundo o gerente do Observatório do IBI, Bruno Pinheiro, o desempenho brasileiro chama atenção por ocorrer em um cenário de desaceleração do mercado global. Enquanto a demanda mundial por transporte conteinerizado cresceu cerca de 4% em 2025 e tem projeção de avanço entre 2% e 3% em 2026, o Brasil mantém uma expansão em ritmo superior.

Máquinas e commodities lideram avanço das cargas

Os dados revelam mudanças importantes na composição das mercadorias movimentadas pelos portos.

Nas importações, o destaque ficou para os bens de capital, categoria que inclui máquinas, equipamentos industriais e tecnologias produtivas. O segmento registrou crescimento de 23,7% ao longo de 2025.

Já nas exportações, produtos tradicionalmente transportados em contêineres, como café verde e algodão, alcançaram volumes recordes. Outros setores também ampliaram presença no mercado internacional, incluindo carnes, açúcar e celulose.

Para especialistas, o cenário demonstra um aumento da participação de produtos com maior valor agregado na pauta exportadora brasileira.

China, Argentina e Índia ganham espaço nas exportações brasileiras

A mudança nos fluxos comerciais ocorre após a redução das vendas para os Estados Unidos. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano recuaram 6,6%, chegando a registrar queda de 35,4% em outubro, período marcado pelo anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Apesar desse impacto, a atividade nos portos continuou em expansão.

De acordo com Bruno Pinheiro, o crescimento foi sustentado pela intensificação das relações comerciais com a China e pela ampliação dos negócios com países como Argentina e Índia, que passaram a absorver parte da produção antes direcionada aos Estados Unidos.

Cabotagem reforça expansão da logística nacional

Outro fator apontado como decisivo para o desempenho positivo é o avanço contínuo da cabotagem, modalidade que realiza o transporte de cargas entre portos brasileiros.

O segmento mantém trajetória de crescimento há quase dez anos e vem contribuindo para aumentar a eficiência da logística portuária, reduzindo custos e fortalecendo a integração entre diferentes regiões do país.

Infraestrutura portuária enfrenta desafio para acompanhar demanda

Com a perspectiva de crescimento contínuo da movimentação de cargas, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a capacidade dos acessos portuários e dos terminais brasileiros.

Segundo o IBI, alguns gargalos operacionais já começam a demonstrar sinais de saturação, o que pode comprometer o atendimento à futura demanda caso novos investimentos não sejam realizados.

Nesse cenário, o setor aguarda a realização do leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior projeto de concessão de contêineres do país. Além disso, a expectativa é de que outros três terminais especializados em movimentação conteinerizada sejam licitados ainda em 2026.

Caso confirmadas, essas quatro concessões representarão o primeiro ciclo de grandes licitações voltadas exclusivamente para terminais de contêineres em aproximadamente dez anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

Ler Mais
Internacional

Brasil e China articulam frente no G20 para defender reformas e ampliar o multilateralismo

Brasil e China estão intensificando a coordenação de posições para a próxima reunião de líderes do G20, prevista para os dias 15 e 16 de dezembro, em Miami, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (9) pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Mathias Alencastro, durante encontro com jornalistas em Pequim.

Segundo o representante brasileiro, os dois países compartilham preocupações sobre a forma como os Estados Unidos vêm conduzindo sua presidência no grupo e defendem mudanças na estrutura do fórum. A proposta é construir uma articulação capaz de impulsionar uma agenda de reformas durante a realização da cúpula em território norte-americano.

Reforma do G20 está entre as prioridades da agenda conjunta

De acordo com Alencastro, a intenção é fortalecer o papel do G20 como principal espaço de diálogo internacional e, ao mesmo tempo, promover uma modernização do mecanismo.

O secretário afirmou que Brasil e China consideram importante tornar o grupo mais eficiente e funcional, preservando sua relevância na discussão dos principais desafios globais.

Questionado sobre as mudanças que estão sendo debatidas, ele explicou que a proposta envolve manter o caráter multilateral da organização, ampliando sua capacidade de tratar temas estratégicos para a economia mundial, especialmente relacionados ao financiamento sustentável.

Cooperação financeira reforça aproximação entre os países

As declarações foram feitas durante o 3º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China, realizado nesta terça-feira em Pequim. No evento, o governo chinês foi representado pelo vice-ministro das Finanças, Liao Min.

O encontro serviu para reforçar a parceria entre as duas economias e ampliar o diálogo sobre questões financeiras e geopolíticas de interesse comum.

Relações diplomáticas se intensificaram nos últimos anos

Alencastro destacou que a aproximação entre Brasil e China ganhou impulso recente em razão do protagonismo brasileiro em fóruns internacionais. Entre os fatores citados estão a presidência brasileira do G20 em 2024, a liderança dos Brics em 2025 e a realização da COP30, conferência climática da ONU sediada pelo Brasil.

Segundo o secretário, essa sequência de eventos contribuiu para aprofundar a sintonia entre os dois governos em debates sobre governança global, desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Coordenação prévia em fóruns internacionais

O representante brasileiro também revelou que a cooperação entre os dois países ocorre de forma frequente antes de grandes encontros multilaterais. Conforme relatou, o vice-ministro chinês costuma realizar reuniões preparatórias com sua contraparte brasileira para alinhar estratégias e definir posições conjuntas sobre os principais temas da agenda internacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Exportação

Exportações de Mato Grosso em maio: soja perde ritmo, enquanto milho e algodão batem recordes

As exportações de Mato Grosso apresentaram movimentos distintos em maio de 2026. Enquanto a soja registrou desaceleração nos embarques, impulsionada pela menor demanda chinesa, o milho e o algodão alcançaram resultados expressivos e renovaram marcas históricas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O cenário reforça a relevância do estado no comércio exterior brasileiro, especialmente no escoamento de commodities agrícolas.

Menor demanda da China reduz embarques de soja

Mato Grosso exportou 4,55 milhões de toneladas de soja em maio, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O principal fator para a retração foi a redução das compras pela China, principal destino da oleaginosa produzida no estado.

No quinto mês de 2026, os chineses adquiriram 2,79 milhões de toneladas, uma queda de 22,74% na comparação anual.

Além do enfraquecimento da demanda externa, parte da produção permaneceu no mercado interno. O aumento do processamento da soja para obtenção de óleo, utilizado na fabricação de biodiesel, contribuiu para absorver uma parcela maior da oferta disponível.

Apesar da redução pontual em maio, o desempenho acumulado entre janeiro e maio segue robusto. No período, Mato Grosso embarcou 19,85 milhões de toneladas, o maior volume exportado para os cinco primeiros meses do ano nos últimos cinco anos.

Segundo o Imea, oscilações no fluxo de exportação são comuns durante o intervalo entre safras. Para 2026, a estimativa é de que o estado exporte 32,11 milhões de toneladas de soja, número que representa crescimento de 0,31% em relação ao volume registrado em 2025.

Exportações de milho superam resultado da safra anterior

O milho também teve participação relevante no comércio exterior brasileiro em maio. O Brasil exportou 249,31 mil toneladas do cereal, volume inferior ao registrado em abril, mas significativamente superior ao observado no mesmo mês do ano passado.

Mato Grosso respondeu por quase metade dos embarques nacionais ao exportar 121,03 mil toneladas. O resultado corresponde ao quinto maior volume já registrado para meses de maio na série histórica estadual.

Na comparação com a divulgação anterior, os embarques cresceram 207,36%. Já no acumulado da safra 2024/25, o estado alcançou 24,03 milhões de toneladas exportadas, superando em 1,68% todo o volume embarcado durante a safra 2023/24.

Com os números atuais, a temporada ocupa a terceira posição entre os maiores volumes de exportação de milho já registrados em Mato Grosso.

Algodão alcança melhor resultado da história para maio

O destaque do mês ficou com o algodão, que atingiu um novo recorde para o período. Mato Grosso embarcou 194,42 mil toneladas da pluma, respondendo por 66,77% de todas as exportações brasileiras do produto em maio.

Entre os principais compradores, Bangladesh liderou as aquisições com 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, que importou 35,83 mil toneladas.

A China, embora tenha reduzido o ritmo de compras nos últimos meses e perdido a liderança mensal, continua sendo o principal destino do algodão mato-grossense na temporada atual. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, o país asiático recebeu 381,15 mil toneladas, enquanto Bangladesh acumulou 326,31 mil toneladas.

Temporada do algodão caminha para novo recorde

No acumulado da temporada, Mato Grosso já exportou 1,82 milhão de toneladas de algodão, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo.

As projeções do Imea indicam que os embarques entre agosto de 2025 e julho de 2026 deverão alcançar 2,08 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra histórica para a cadeia produtiva da fibra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Agronegócio

Exportações de carne de frango ultrapassam US$ 1 bilhão em maio e batem recorde histórico

As exportações de carne de frango do Brasil atingiram um resultado histórico em maio de 2026. Pela primeira vez, a receita gerada pelas vendas externas da proteína superou a marca de US$ 1 bilhão em um único mês, alcançando US$ 1,009 bilhão, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O valor representa um crescimento de 36,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor faturou US$ 741,2 milhões.

Volume embarcado registra melhor maio da série histórica

Além do avanço na receita, o setor também registrou recorde em volume exportado. Ao longo de maio, os embarques de carne de frango brasileira, incluindo produtos in natura e processados, somaram 509,9 mil toneladas.

O desempenho foi 29,6% superior ao registrado em maio do ano passado, quando foram exportadas 393,4 mil toneladas. A base de comparação foi impactada pelo único caso já registrado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na história da avicultura comercial brasileira, situação posteriormente controlada pelas autoridades sanitárias.

Exportações acumulam crescimento em 2026

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil embarcou 2,453 milhões de toneladas de proteína de frango, volume 8,7% maior do que o registrado entre janeiro e maio de 2025, quando as exportações totalizaram 2,257 milhões de toneladas.

O faturamento acumulado também apresentou expansão. Entre janeiro e maio de 2026, a receita chegou a US$ 4,714 bilhões, alta de 11,3% em comparação aos US$ 4,234 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

China lidera entre os principais compradores

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em maio, com importações de 48,3 mil toneladas, crescimento de 34,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 43,2 mil toneladas (+53,9%);
  • União Europeia: 40,2 mil toneladas (+61,6%);
  • Arábia Saudita: 39,1 mil toneladas (+27,5%);
  • Emirados Árabes Unidos: 32,3 mil toneladas (+1,2%);
  • África do Sul: 31,4 mil toneladas (+22,8%);
  • México: 23,5 mil toneladas (+40,9%);
  • Filipinas: 20,8 mil toneladas (-14,2%);
  • Coreia do Sul: 18,2 mil toneladas (+36,4%);
  • Reino Unido: 12,2 mil toneladas (+18,8%).

O destaque ficou para mercados de maior valor agregado, como Japão, União Europeia e Coreia do Sul, que registraram crescimento expressivo nas compras da proteína brasileira.

Paraná mantém liderança entre os estados exportadores

Entre os estados, o Paraná continuou liderando as exportações nacionais de carne de frango, com 213,9 mil toneladas embarcadas em maio, avanço de 35,1% na comparação anual.

O ranking segue com:

  • Santa Catarina: 113,9 mil toneladas (+39,7%);
  • Rio Grande do Sul: 62,9 mil toneladas (+21,3%);
  • São Paulo: 27,8 mil toneladas (+10,5%);
  • Goiás: 26,4 mil toneladas (+26,4%).

Juntos, os estados da região Sul permanecem como os principais polos da avicultura brasileira, concentrando grande parte da produção destinada ao mercado externo.

Diversificação de mercados fortalece desempenho do setor

De acordo com a ABPA, os resultados foram alcançados mesmo diante de um cenário internacional marcado por desafios logísticos e tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio.

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin, o crescimento das exportações demonstra a capacidade do Brasil de ampliar sua presença em mercados estratégicos, ao mesmo tempo em que mantém forte atuação em regiões tradicionais compradoras da proteína nacional.

A expansão das vendas para países asiáticos, europeus e mercados emergentes reforça a competitividade da cadeia produtiva avícola e contribui para consolidar o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Agronegócio

Carne bovina sustentável e soja certificada ganham espaço na China e fortalecem agronegócio brasileiro

A crescente demanda da China por alimentos sustentáveis, rastreáveis e livres de desmatamento está abrindo novas oportunidades para o agronegócio brasileiro. A mais recente iniciativa envolve a importação de 50 mil toneladas de carne bovina certificada do Brasil até o final de 2027, consolidando uma tendência de valorização de produtos com comprovação de origem e responsabilidade ambiental.

O acordo foi firmado pela Associação de Carnes de Tianjin, no norte da China, e marca um avanço na busca do mercado chinês por fornecedores alinhados aos critérios de sustentabilidade e transparência produtiva.

Carne livre de desmatamento entra na rota do consumo premium

A carne bovina exportada será certificada pelo sistema BOT, desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que garante a rastreabilidade da cadeia produtiva e comprova que a produção ocorreu sem associação ao desmatamento.

A iniciativa reflete mudanças importantes no comportamento de consumidores e empresas chinesas. Além do preço, fatores ligados à governança ambiental, qualidade do produto e rastreabilidade passaram a influenciar decisões de compra.

Segundo representantes do setor, a demanda por alimentos certificados tem crescido de forma constante nos últimos anos, acompanhando a ampliação da consciência ambiental no país asiático.

Mesmo custando entre 5% e 10% mais do que a carne convencional, o produto deverá ser comercializado em supermercados premium, restaurantes especializados e plataformas digitais voltadas ao público de maior poder aquisitivo.

Consumidores chineses valorizam origem e certificação

O avanço do chamado consumo verde vem transformando o mercado de alimentos na China. Importadores e distribuidores passaram a priorizar fornecedores capazes de demonstrar práticas sustentáveis e controle sobre toda a cadeia produtiva.

A rastreabilidade dos produtos, a estabilidade da qualidade e o cumprimento de padrões ESG estão entre os principais critérios observados pelos compradores.

Recentemente, representantes da Associação de Carnes de Tianjin visitaram a Amazônia para conhecer iniciativas relacionadas à produção pecuária sustentável, reforçando o interesse chinês por modelos de produção alinhados à preservação ambiental.

Soja sustentável também amplia presença nas exportações

A busca chinesa por produtos sustentáveis não se limita à proteína animal. Em 2025, empresas como COFCO International, China Mengniu Dairy e Sheng Mu Organic Dairy firmaram acordo para adquirir 1,5 milhão de toneladas de soja sustentável brasileira entre 2025 e 2030.

O fornecimento será submetido a auditorias independentes para garantir que a produção ocorreu sem desmatamento ou conversão de vegetação nativa.

O contrato fortalece a participação de commodities sustentáveis no comércio bilateral e amplia a relevância do Brasil em um mercado que valoriza cada vez mais certificação ambiental, rastreabilidade e transparência.

Política chinesa incentiva consumo sustentável

A estratégia de expansão do consumo verde também é apoiada por políticas públicas chinesas. O 15º Plano Quinquenal da China, que abrange o período entre 2026 e 2030, prevê medidas para acelerar a adoção de modelos sustentáveis de produção e consumo.

Além disso, o governo chinês lançou um programa nacional com 20 iniciativas voltadas à promoção de produtos sustentáveis em diferentes segmentos da economia.

Entre as ações estão a ampliação da oferta de alimentos verdes e orgânicos, espaços exclusivos para comercialização desses produtos, exibição de certificações de qualidade, sistemas de rastreabilidade e divulgação de informações sobre segurança alimentar.

As medidas reforçam o papel do Estado na construção de um mercado cada vez mais voltado à sustentabilidade.

Agricultura sustentável fortalece parceria entre Brasil e China

Especialistas avaliam que a preferência chinesa por produtos livres de desmatamento pode gerar impactos positivos em toda a cadeia global de produção agrícola.

A tendência estimula práticas mais responsáveis no campo, contribui para a preservação de florestas tropicais e fortalece iniciativas relacionadas ao combate às mudanças climáticas.

Para o Brasil, a demanda crescente por carne sustentável e soja certificada representa uma oportunidade de agregar valor às exportações, ampliar a competitividade internacional e consolidar sua posição como fornecedor estratégico de alimentos.

Além do comércio agrícola, a cooperação entre Brasil e China também pode avançar em áreas como tecnologia agropecuária, finanças verdes e desenvolvimento de padrões ambientais, fortalecendo uma agenda conjunta voltada à segurança alimentar e à sustentabilidade global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Comércio Exterior

China reconhece Brasil livre de febre aftosa e suspende restrições comerciais à carne

A China oficializou o reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa, suspendendo as restrições sanitárias que ainda atingiam parte do território nacional. O anúncio foi feito pela agência alfandegária chinesa na terça-feira (2), em comunicado oficial.

Com a decisão, todo o território brasileiro passa a ser considerado livre da doença, o que abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina e outros produtos de origem animal.

China é principal destino da carne brasileira

O Brasil, líder global na exportação de carne bovina e de frango, direcionou mais da metade de suas vendas externas de carne bovina para o mercado chinês no ano passado.

A China, maior importadora mundial de carne bovina, já comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais.

Governo vê avanço em exportações de carne bovina e suína

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a decisão deve ampliar as oportunidades de venda para o mercado asiático.

Segundo o governo, a medida pode beneficiar não apenas a carne bovina, mas também a carne suína, incluindo miúdos e cortes com osso.

As autoridades brasileiras afirmaram ainda que o reconhecimento é resultado de mais de duas décadas de negociações entre os dois países.

Negociações diplomáticas e diálogo estratégico

O anúncio ocorre após a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, em um encontro que a China classificou como “diálogo estratégico” bilateral.

No mês anterior, o Brasil havia solicitado maior abertura para ampliar o envio de carne bovina ao país asiático. Durante missão em Pequim no fim de maio, o ministro da Agricultura, André de Paula, também defendeu a redistribuição de cotas de exportação não utilizadas por outros países. A proposta, no entanto, foi rejeitada, segundo informações divulgadas pela Reuters.

China adotou medidas após surtos recentes de febre aftosa

No campo sanitário, a China enfrentou um surto de febre aftosa no final de março, com registros em 219 bovinos distribuídos em dois rebanhos nas regiões de Gansu e Xinjiang, totalizando 6.229 animais.

Após os casos, o governo chinês reforçou o controle nas fronteiras, acelerou a aprovação de vacinas e implementou ações de abate sanitário e desinfecção para conter a disseminação da doença.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Barreto

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook