Portos

Como os produtos chegam ao destino: o papel dos portos e dos diferentes modais de transporte

Alimentos, combustíveis, medicamentos, fertilizantes e produtos industrializados percorrem diferentes caminhos antes de chegar ao consumidor. Nesse trajeto, podem ser utilizados caminhões, trens, navios e hidrovias, em uma operação logística que conecta regiões produtoras, portos, centros de distribuição e mercados.

Uma carga pode deixar uma fazenda, indústria ou unidade de produção por rodovia ou ferrovia e seguir até um terminal portuário. No porto, é embarcada em um navio e transportada por centenas ou milhares de quilômetros. Ao chegar ao destino, o produto volta a utilizar outros modais até alcançar uma indústria, centro de distribuição, estabelecimento comercial ou consumidor final.

Os números mostram a importância dessa estrutura para o país. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, o maior volume já registrado no Brasil. Desse total, 164,6 milhões de toneladas corresponderam a cargas conteinerizadas, que incluem produtos industrializados e bens de consumo.

A relevância do transporte marítimo também aparece no comércio exterior. Aproximadamente 95% das operações internacionais brasileiras são realizadas por via marítima, fazendo dos portos uma peça fundamental tanto para a chegada de produtos e matérias-primas quanto para as exportações.

Transporte marítimo também conecta diferentes regiões do Brasil

A navegação não é utilizada apenas para operações internacionais. Produtos e matérias-primas também podem ser transportados entre portos brasileiros ou entre plataformas offshore e unidades terrestres, como refinarias.

Esse tipo de operação é conhecido como cabotagem.

Nesse modelo, uma carga pode deixar uma região do país por navio, percorrer a costa brasileira e desembarcar em outro estado, onde o transporte terrestre completa o percurso até o destino final.

Do campo ao supermercado

Um exemplo dessa integração entre modais está no transporte de alimentos. Depois da colheita, o arroz pode passar por processos de secagem e armazenamento antes de ser levado por caminhão ou trem até um porto. A partir daí, a carga pode seguir de navio pela costa até outra região brasileira. Após o desembarque, o produto volta para o transporte terrestre, chegando a centros de distribuição e, posteriormente, aos supermercados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 70% da produção nacional de arroz em 2026. Dessa forma, parte da produção originada no Sul pode utilizar o transporte marítimo para abastecer consumidores de outras regiões.

A mesma lógica pode ser aplicada a produtos como café, açúcar, milho e frango congelado, que percorrem diferentes etapas e podem combinar rodovias, ferrovias e transporte marítimo.

Portos também garantem o abastecimento do campo

A importância dos portos não está restrita ao transporte de produtos que chegam ao consumidor. Eles também são fundamentais para a entrada de insumos utilizados na produção agrícola. É o caso dos fertilizantes e adubos importados. Em 2025, as importações desses produtos alcançaram 49,3 milhões de toneladas.

A operação começa no país de origem, onde os fertilizantes são embarcados em navios. No Brasil, a carga chega ao terminal portuário, passa por processos de movimentação e armazenagem e, posteriormente, segue por transporte terrestre até as regiões agrícolas. Entre as cargas de maior relevância para a navegação estão o petróleo e seus derivados.

Na cabotagem brasileira, granéis líquidos e gasosos representam cerca de 75% das cargas transportadas, com destaque para petróleo e gás natural. Em 2025, a navegação de cabotagem movimentou aproximadamente 223 milhões de toneladas.

Mas os portos também movimentam uma grande variedade de produtos que chegam ao país em contêineres. Nessa categoria estão peças, máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, produtos químicos, roupas, eletrônicos e outros bens presentes no cotidiano.

Assim, antes de chegar às prateleiras ou às mãos do consumidor, muitos produtos percorrem uma verdadeira rede logística, que integra portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Essa combinação de modais permite conectar áreas produtoras, indústrias e centros consumidores dentro e fora do Brasil.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação/Porto de Pecém

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 599 veículos de luxo em nova operação Ro-Ro

Operação eleva para 17.056 o número de veículos movimentados pelo Porto de Itajaí em operações roll-on/roll-off ao longo de 2026

O Porto de Itajaí recebeu, nesta quarta-feira (19), uma nova operação de cargas do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro), com a atracação do navio Bosporus Highway, no berço 4. A embarcação chegou às 17h30, trazendo 599 veículos de luxo para importação.

Com a nova escala, o Porto de Itajaí alcança a marca de 17.056 veículos movimentados em operações Ro-Ro ao longo de 2026, reforçando a presença do segmento na movimentação de cargas do complexo portuário.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a operação demonstra a continuidade e a diversificação das atividades realizadas no porto.

“A chegada de mais uma operação de veículos reforça a capacidade do Porto de Itajaí de atender diferentes perfis de carga e demonstra a continuidade das operações Ro-Ro ao longo deste ano. A movimentação de veículos de alto valor também evidencia a confiança dos operadores na estrutura portuária e contribui para fortalecer Itajaí como uma alternativa competitiva para esse segmento.”

Com 199,97 metros de comprimento e 32,26 metros de largura, o Bosporus Highway é um navio especializado no transporte de veículos. Construída em 2009, a embarcação tem bandeira do Panamá e realiza operações por meio do sistema roll-on/roll-off, no qual os veículos são embarcados e desembarcados por rampas próprias.

As operações Ro-Ro são destinadas ao transporte de cargas sobre rodas, como automóveis, caminhões, ônibus e máquinas. O modelo permite que os veículos sejam conduzidos diretamente para dentro e para fora da embarcação, sem a necessidade de utilização de guindastes para o embarque da carga.

A nova escala amplia a movimentação de veículos no Porto de Itajaí em 2026 e dá continuidade às operações Ro-Ro realizadas ao longo do ano.

FONTE: Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

O que os portos brasileiros movimentam? Conheça os principais tipos de carga

Dos grãos aos contêineres, os portos brasileiros movimentam diariamente uma grande variedade de mercadorias. Cada tipo de carga possui características próprias e, por isso, demanda infraestrutura, equipamentos e procedimentos específicos para armazenagem, embarque, desembarque e transporte.

Entre os principais grupos estão os granéis sólidos, granéis líquidos e gasosos, cargas conteinerizadas e carga geral. A divisão ajuda a entender a complexidade da logística portuária e o papel dos terminais na conexão entre produtores, indústria, comércio e diferentes modais de transporte.

Granéis sólidos: grãos, minérios e fertilizantes

Os granéis sólidos são produtos secos transportados em grandes volumes e sem embalagens individuais. Eles podem ter origem agrícola, mineral ou industrial. Entre os exemplos estão soja, milho, trigo, açúcar, minério de ferro, fertilizantes e carvão.

A movimentação dessas cargas utiliza estruturas como silos, armazéns, moegas, correias transportadoras e equipamentos para carregamento e descarregamento de navios. O controle da umidade e da dispersão de poeira também faz parte dos cuidados necessários durante a operação.

Granéis líquidos e gasosos exigem controle específico

Petróleo, combustíveis, óleos vegetais, produtos químicos e gases estão entre as cargas transportadas em grandes volumes por meio de navios-tanque, dutos, bombas e tanques de armazenamento.

No caso dos gases liquefeitos, são necessárias condições controladas de pressão ou temperatura para manter o produto em estado líquido e viabilizar seu transporte.

Por envolverem riscos específicos, essas operações exigem protocolos rigorosos de segurança, prevenção de vazamentos, controle ambiental e monitoramento das condições de armazenamento e movimentação.

Carga conteinerizada integra diferentes modais

Os contêineres são unidades padronizadas que permitem transportar mercadorias de diferentes características com maior facilidade de transferência entre navios, caminhões e trens. Alimentos industrializados, roupas, eletrônicos, peças automotivas, máquinas, medicamentos, móveis e outros bens de consumo podem ser transportados dessa forma.

Nos terminais portuários, a operação depende de pátios especializados, portêineres, guindastes, empilhadeiras e sistemas de controle e rastreamento. Também existem áreas específicas para contêineres refrigerados, utilizados em cargas que precisam de temperatura controlada.

Um dos indicadores mais conhecidos desse segmento é o TEU, unidade baseada no contêiner padrão de 20 pés e utilizada para medir a movimentação portuária.

Carga geral reúne mercadorias de diferentes formatos

A carga geral inclui mercadorias transportadas individualmente, em volumes, caixas, fardos, peças ou equipamentos, sem serem movimentadas como granéis.

Veículos, máquinas, equipamentos industriais, bobinas de aço, madeira e peças de grandes dimensões são alguns exemplos.

Dependendo das características da mercadoria, a operação pode exigir guindastes, empilhadeiras, rampas, carretas especiais, pátios, armazéns e sistemas de amarração. Cargas pesadas ou de grandes dimensões demandam planejamento adicional para garantir segurança durante o manuseio.

Infraestrutura portuária varia conforme a carga

A diversidade de mercadorias movimentadas explica a existência de diferentes tipos de terminais portuários, equipamentos e estruturas de armazenagem.

Do campo à indústria e ao consumidor final, cada operação precisa ser planejada de acordo com as características da carga. Essa organização é fundamental para o funcionamento da logística portuária e para a integração entre produção, comércio, abastecimento e transporte no Brasil.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Eduardo Oliveira/MPor

Ler Mais
Portos

Portonave retoma a atracação de dois navios simultâneos com a entrega de mais 250 metros de cais renovado

Terminal Portuário de Navegantes concluiu novo trecho da Obra de Adequação do Cais e chega a 700 metros com nova estrutura 

Com a entrega de um novo trecho de 250 metros da obra de adequação e reforço do cais, o Terminal Portuário de Navegantes terá 700 metros operacionais disponíveis. A Portonave passa a receber a atracação simultânea de dois navios, contribuindo para maior agilidade e produtividade nas operações portuárias. Desde janeiro de 2024, quando a obra começou, o Terminal recebia apenas um navio por vez. A liberação do novo trecho para a operação foi realizada no dia 18 de agosto, data em que os navios CMA CGM Thorium e Mercosul Suape operaram ao mesmo tempo. Ao final da obra, com todo o cais finalizado, a Portonave poderá receber até três navios de forma simultânea. 

Já preparado para a nova geração de embarcações, o cais renovado permite a atracação de navios de até 400 metros, porte da mais moderna geração de porta-contêineres – desde que seja realizada a adequação do canal de acesso e da bacia de evolução. A partir de agora, as embarcações podem ser atendidas simultaneamente, sem a necessidade de aguardar a liberação de uma posição de atracação. O resultado é mais agilidade nas operações, maior eficiência no atendimento às escalas dos armadores e melhor aproveitamento da infraestrutura do terminal.

A entrega deste trecho reforça o encaminhamento final da Obra de Adequação do Cais, que até julho alcançou 92% de execução. A conclusão da etapa restante está prevista para o  último trimestre de 2026. 

As melhorias também deixam o cais preparado para execução de uma estrutura de shore power, sistema que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados, eliminando a queima de combustível durante a permanência no terminal.

Esse desempenho acompanha equipamentos mais potentes. A Obra de Adequação do Cais integra um plano voltado à eficiência e à sustentabilidade que, somadas às novas máquinas, ultrapassa R$ 2 bilhões. Só em equipamentos, são cerca de R$ 500 milhões em unidades 100% elétricas, alinhadas à estratégia de descarbonização da Companhia. 

Os novos equipamentos

Ao final do plano, o Terminal contará com 8 STS, 32 RTGs, 7 Reach Stackers, 61 Terminal Tractors e 4 scanners. Todos os novos equipamentos são 100% elétricos.

  • 2 guindastes de cais e-STS, responsáveis pela movimentação do navio para o cais e vice-versa. Serão os primeiros desse porte no Brasil. Investimento de R$ 229 milhões e com previsão de chegada ainda para este ano.
  • 14 guindastes de pátio e-RTG, responsáveis pela movimentação e empilhamento no pátio. Investimento de R$ 210 milhões. Chegaram em julho de 2026 e estarão em operação a partir de agosto.
  • 30 Terminal Tractors elétricos e 6 Reach Stackers elétricas, que fazem transporte e movimentação de contêineres no pátio. Investimento de aproximadamente R$ 61 milhões. Entrega gradual, com todas as máquinas em operação até janeiro de 2027.
  • 2 scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres. Investimento de R$ 25 milhões. Em operação desde 2025. 

Crescimento durante a obra

Mesmo com a obra em andamento, o Terminal segue em ritmo de crescimento. Até o final de julho de 2026, a Portonave movimentou 750.571 TEUs, volume 21,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho reforça a capacidade da operação de manter a produtividade durante uma intervenção de grande porte na infraestrutura e antecipa os ganhos que a conclusão da obra deve trazer nos próximos meses.

Compensação ambiental na restinga de Navegantes

Como medida de compensação ambiental pela Obra de Adequação do Cais, a Portonave conduz um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) na orla de Navegantes. A ação restaura cerca de 40 mil metros quadrados de restinga no bairro Meia Praia, com o plantio de mudas de espécies nativas do ecossistema e o controle de espécies exóticas invasoras. A execução é acompanhada pelo Instituto Ambiental de Navegantes (IAN) e pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

Sobre a Portonave

Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. Emprega 1,3 mil profissionais diretos e mais de 2,3 mil indiretos, o que inclui cerca de 1,8 mil trabalhadores dedicados à obra de reforço do cais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o terminal mais eficiente em produtividade de navios em 2025. Em 2026, alcançou a marca histórica de primeiro porto catarinense com 15 milhões de TEUs movimentados desde o início das operações.

FONTE E IMAGENS: Portonave

Ler Mais
Portos

Porto de Suape estuda eletrificação de navios com energia renovável

O Porto de Suape, em Pernambuco, avalia a implantação de um sistema para fornecer energia renovável a navios atracados no complexo portuário. A proposta é reduzir o consumo de combustíveis fósseis pelas embarcações enquanto elas permanecem nos berços durante as operações de carga e descarga.

A tecnologia em análise é conhecida como OPS (Onshore Power Supply), ou fornecimento de energia em terra. O sistema permite conectar o navio à rede elétrica do porto, possibilitando que embarcações preparadas para a tecnologia desliguem seus geradores auxiliares.

Mesmo com os motores principais desligados, os navios precisam manter diversos equipamentos funcionando. Iluminação, refrigeração, ventilação, sistemas de comunicação e outros serviços de bordo continuam demandando eletricidade durante a permanência no porto.

Atualmente, essa energia é produzida, em grande parte, por geradores alimentados com combustíveis fósseis. Com o OPS, a geração seria transferida para a infraestrutura em terra. A intenção de Suape é utilizar fontes de energia renovável, embora o modelo de rastreamento e comprovação da origem dessa eletricidade ainda esteja em definição.

Suape vai avaliar consumo dos navios

A implantação do sistema depende de uma etapa inicial de estudos. A administração do porto deverá levantar o perfil de consumo de energia das embarcações, o tempo médio de permanência nos berços e a quantidade de navios que frequentam Suape e possuem compatibilidade com a tecnologia.

Os dados serão utilizados para determinar o tamanho da infraestrutura necessária. A avaliação deverá incluir possíveis intervenções na rede elétrica portuária e nos próprios berços de atracação.

Entre os equipamentos que poderão ser necessários estão subestações, transformadores, sistemas de controle, conexões elétricas e cabos de alta capacidade.

O planejamento também levará em conta os custos de implantação e operação, além de alternativas de financiamento, modelos de negócio e possíveis parcerias. A ideia é avaliar uma implementação progressiva, acompanhando a demanda das empresas de navegação.

Eletrificação de navios avança no exterior

O fornecimento de energia elétrica em terra para navios já é utilizado ou está em expansão em importantes portos internacionais. No Brasil, porém, a tecnologia ainda possui aplicação restrita, especialmente para embarcações de grande porte.

Um diagnóstico divulgado pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) em 2025 apontou que a expansão do OPS no país exige investimentos na infraestrutura elétrica e adequações físicas nos terminais.

Na Europa, a tecnologia já faz parte dos planos de modernização de grandes complexos portuários. Hamburgo, na Alemanha, e Roterdã, nos Países Baixos, estão entre os portos que adotam iniciativas relacionadas ao fornecimento de eletricidade para embarcações atracadas.

Roterdã, por exemplo, trabalha na expansão da infraestrutura de energia em terra para atender também navios de longo curso e terminais de contêineres.

Projeto pode reduzir emissões no Porto de Suape

Ao substituir os geradores auxiliares dos navios por eletricidade fornecida diretamente pelo porto, o OPS pode contribuir para diminuir o consumo de combustíveis fósseis durante a atracação e, consequentemente, reduzir emissões atmosféricas e poluentes locais.

Em Suape, os estudos deverão apontar quais berços apresentam melhores condições para receber a tecnologia inicialmente. Também será necessário calcular os investimentos para adequar a infraestrutura e definir um modelo para a futura operação.

A iniciativa faz parte de uma tendência de transição energética no setor portuário, que busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis e ampliar o uso de fontes renováveis nas operações marítimas.

FONTE: Canal Solar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Suape

Ler Mais
Logística

Sudeste Export debate infraestrutura de transportes e desafios para a logística brasileira

Os caminhos para modernizar a infraestrutura de transportes e aumentar a eficiência da logística brasileira estão entre os principais temas do Sudeste Export, realizado em Vitória (ES) até esta sexta-feira (14). O evento reúne representantes do poder público, empresários e especialistas para discutir projetos, investimentos e alternativas capazes de melhorar a movimentação de cargas e passageiros no país.

Durante o fórum, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a necessidade de avançar em projetos estratégicos e defendeu uma condução transparente para novas iniciativas, especialmente no transporte hidroviário.

Novos projetos exigem diálogo

Na avaliação do ministro, a expansão da infraestrutura precisa considerar os diferentes grupos envolvidos nos projetos. Para ele, processos de concessão devem ser acompanhados por transparência, comunicação clara e diálogo com setores que possam ser impactados pelas obras.

Franca citou a importância de estabelecer conversas com ambientalistas, povos indígenas e comunidades afetadas, ao mesmo tempo em que projetos considerados fundamentais para a eficiência logística precisam avançar.

A combinação entre participação social e planejamento, segundo o ministro, pode criar condições para ampliar a infraestrutura sem deixar de lado as questões ambientais e sociais.

Acesso aos portos é um dos principais gargalos

Outro ponto destacado durante o Sudeste Export foi a necessidade de melhorar o acesso aos portos brasileiros.

Para Tomé Franca, a conexão entre diferentes meios de transporte é essencial para reduzir gargalos, melhorar o deslocamento de cargas e elevar a produtividade da cadeia logística.

“Um dos maiores gargalos do setor portuário sempre foi o acesso aos portos”, afirmou o ministro.

Nesse contexto, ele citou o Plano Nacional de Logística 2050, que estabelece atenção especial aos modais hidroviário e ferroviário.

A proposta é ampliar a participação desses meios de transporte e fortalecer a intermodalidade, conectando ferrovias, hidrovias, rodovias e portos de maneira mais eficiente.

Hidrovias e ferrovias ganham destaque

A ampliação do uso de ferrovias e hidrovias é apontada como estratégica para transformar a logística brasileira. O objetivo é criar uma rede de transporte mais conectada e capaz de atender às diferentes necessidades de movimentação de cargas.

Segundo Franca, o país precisa avançar em conectividade e integração entre os modais para alcançar um novo nível de eficiência logística.

Essa estratégia também está relacionada à busca por maior competitividade e à redução de gargalos que encarecem o transporte de mercadorias.

Fórum discute modernização da infraestrutura

Promovido pelo Brasil Export, o Sudeste Export integra o Fórum Nacional de Logística, Infraestrutura e Transportes. O encontro reúne diferentes setores para discutir desafios e oportunidades relacionados ao desenvolvimento da infraestrutura brasileira.

A programação aborda temas como a expansão e modernização de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias, além dos sistemas responsáveis pela integração desses modais.

Outro foco dos debates é a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura e estimular soluções inovadoras para o setor.

Desenvolvimento sustentável também está na pauta

Além da eficiência econômica, as discussões consideram a importância de conciliar novos investimentos com o desenvolvimento sustentável.

A avaliação é que uma infraestrutura de transportes mais moderna e integrada pode contribuir para aumentar a competitividade do Brasil, melhorar a circulação de pessoas e mercadorias e gerar impactos positivos sobre a qualidade de vida da população.

Nesse cenário, o desafio passa por combinar planejamento de longo prazo, investimentos, inovação e integração entre os diferentes meios de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniel Fehr/MPor

Ler Mais
Logística

Sistema Aquaviário Nacional: entenda como funcionam hidrovias, portos e navegação no Brasil

Com uma extensa costa e uma das maiores redes hidrográficas do planeta, o Brasil conta com uma ampla estrutura de transporte aquaviário para movimentar cargas e passageiros. Rios, mares, lagos e canais conectam diferentes regiões e ajudam a integrar o modal aquaviário a rodovias e ferrovias.

Esse conjunto de vias, instalações, equipamentos e operações forma o Sistema Aquaviário Nacional. Seu funcionamento envolve diferentes órgãos públicos, cada um com responsabilidades que vão do planejamento e formulação de políticas à execução de obras, regulação, fiscalização e segurança da navegação.

No Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), as principais atribuições são divididas entre a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) e a Secretaria Nacional de Portos (SNP). Também participam dessa estrutura o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Marinha do Brasil.

Hidrovias e navegação interior

A Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação atua na elaboração de políticas públicas e no planejamento das vias navegáveis interiores, da navegação interior e da cabotagem.

Entre os objetivos estão melhorar as condições de navegação, reduzir custos de transporte, estimular a transição energética e ampliar a contribuição das hidrovias para o desenvolvimento regional.

Entre as principais ações estão:

  • Dragagem de hidrovias, inclusive para minimizar os impactos dos períodos de estiagem na Região Norte;
  • elaboração de planos anuais de dragagem;
  • construção e recuperação das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4s);
  • planejamento do transporte aquaviário de passageiros;
  • desenvolvimento e execução do Plano Setorial Hidroviário.

A secretaria também monitora as condições de navegação durante períodos de seca, acompanha o fluxo de recursos destinados às ações do setor e mantém articulação com órgãos federais, a Marinha e forças de segurança estaduais.

Portos organizados e infraestrutura portuária

A Secretaria Nacional de Portos tem como foco as políticas relacionadas aos portos organizados e às instalações portuárias marítimas, fluviais e lacustres.

A atuação inclui a formulação de diretrizes para o setor, o acompanhamento de programas e projetos de infraestrutura portuária, a elaboração de planos gerais de outorgas e a aprovação dos planos de desenvolvimento e zoneamento dos portos.

Outro objetivo é elevar a eficiência e a competitividade das operações portuárias. A secretaria também acompanha metas e indicadores de desempenho e participa da representação brasileira em organismos e convenções internacionais ligados à atividade portuária.

Quem executa as obras nas hidrovias?

As políticas e diretrizes precisam ser transformadas em infraestrutura. Essa função envolve o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O órgão executa obras, serviços de dragagem e manutenção de hidrovias e eclusas. Também realiza intervenções destinadas a integrar o transporte aquaviário com outros modais, principalmente rodovias e ferrovias.

Essa integração é importante para ampliar a eficiência da logística, permitindo que uma mesma cadeia de transporte combine diferentes meios de deslocamento.

Antaq regula e fiscaliza o transporte aquaviário

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de transporte aquaviário e da exploração da infraestrutura portuária.

A atuação da agência abrange portos, terminais públicos e instalações privadas. Além da fiscalização, a Antaq produz e divulga informações sobre o mercado, contribuindo para o acompanhamento do desempenho do setor e para o planejamento das atividades.

A regulação busca estabelecer condições para o funcionamento dos serviços e para a exploração da infraestrutura, dentro das regras aplicáveis ao setor aquaviário.

Marinha é responsável pela segurança da navegação

A Marinha do Brasil, por meio da Autoridade Marítima, exerce funções relacionadas à segurança da navegação e à proteção da vida humana nas águas.

Entre suas atribuições estão a sinalização náutica e o estabelecimento e a fiscalização de normas referentes ao tráfego e à segurança das embarcações.

Essa atuação complementa as funções de planejamento, infraestrutura e regulação desempenhadas pelos demais órgãos envolvidos no Sistema Aquaviário Nacional.

Como funciona a integração do sistema

O Sistema Aquaviário Nacional depende da atuação conjunta de diferentes instituições.

De forma resumida:

  • SNHN: formula políticas e planeja ações relacionadas às hidrovias, à navegação interior e à cabotagem;
  • SNP: conduz políticas e diretrizes para portos organizados e instalações portuárias;
  • Dnit: executa obras, dragagens e serviços de manutenção em hidrovias e eclusas;
  • Antaq: regula e fiscaliza os serviços de transporte aquaviário e a exploração da infraestrutura portuária;
  • Marinha do Brasil: atua na segurança da navegação, na sinalização náutica e na salvaguarda da vida humana nas águas.

Essa divisão permite organizar uma rede que vai da manutenção e sinalização de uma hidrovia ao funcionamento de grandes portos e terminais.

Importância para a logística brasileira

O fortalecimento da logística aquaviária pode ampliar o aproveitamento do potencial dos rios e da extensa costa brasileira. O transporte por vias navegáveis é especialmente relevante para a movimentação de grandes volumes de cargas e também para o deslocamento de passageiros em determinadas regiões.

Ao conectar hidrovias, portos, rodovias e ferrovias, o sistema contribui para uma logística mais integrada. O uso ampliado desse modal também pode ajudar a reduzir custos de transporte e melhorar a conexão entre diferentes regiões produtoras e mercados consumidores.

Com uma estrutura que reúne planejamento, infraestrutura, regulação e segurança, o Sistema Aquaviário Nacional desempenha papel estratégico na competitividade da economia brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí reforça dragagem do canal de acesso com chegada da draga Utrecht

Equipamento chegou na manhã desta sexta-feira (14), já está em operação e deverá permanecer trabalhando entre 7 e 10 dias; campanha foi antecipada de setembro diante das condições climáticas e do aumento da descarga fluvial

A Superintendência do Porto de Itajaí antecipou a campanha de dragagem com draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. A Utrecht chegou ao Porto entre 5h e 6h desta sexta-feira (14) e já está em operação, realizando a sucção dos sedimentos depositados no fundo do canal. A previsão é de que a draga permaneça trabalhando entre 7 e 10 dias. O período poderá variar de acordo com as condições climáticas, o volume de material dragado e o atingimento dos objetivos previstos para a campanha, entre outros fatores operacionais.

A campanha estava prevista para setembro, mas foi antecipada pela Superintendência diante das condições climáticas registradas nas últimas semanas e do aumento da descarga fluvial no Rio Itajaí-Açu. A medida tem caráter preventivo e busca preservar as condições de navegabilidade, garantir segurança às operações e dar previsibilidade aos armadores, terminais e a todo o trade portuário.

**O canal de acesso permanece navegável, com profundidade de até 14 metros. **A nova campanha reforça os trabalhos de manutenção que já vêm sendo realizados no canal, ampliando a capacidade de remoção dos sedimentos depositados no fundo do rio.

“A Utrecht chegou hoje e já iniciou os trabalhos de sucção dos sedimentos. Essa campanha estava prevista para setembro, mas decidimos antecipá-la diante das condições que estamos acompanhando no Rio Itajaí-Açu. A previsão é de que os trabalhos ocorram entre 7 e 10 dias, período que poderá variar conforme as condições climáticas, o volume dragado e o atingimento dos objetivos da campanha. O objetivo é reforçar a manutenção do canal e garantir as condições adequadas de navegabilidade para as embarcações que acessam o Porto de Itajaí”, explica o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

Segundo Artur, a antecipação integra o planejamento preventivo adotado pelo Porto diante das condições do rio. “Estamos acompanhando permanentemente a dinâmica do canal e antecipamos essa campanha para atuar de forma preventiva. Nossa prioridade é garantir segurança à navegação e dar previsibilidade ao mercado e a todo o trade portuário”, afirma.

A dragagem por aspersão já realizada no canal pela Njord permanece em funcionamento. O método utiliza jatos de água de alta pressão para movimentar os sedimentos, enquanto a Utrecht atua por meio da sucção dos materiais depositados no fundo do canal. Os trabalhos são complementares e integram as ações de manutenção das condições de navegabilidade.

A Superintendência do Porto de Itajaí acompanha desde junho os efeitos das condições climáticas sobre a dinâmica do Rio Itajaí-Açu. O aumento da descarga fluvial nas últimas semanas elevou o transporte de sedimentos em direção ao canal, fator considerado na decisão de antecipar a campanha.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na última terça-feira (11) a Autoridade Marítima ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Draga Utrecht

Operada pela empresa holandesa Van Oord, a Utrecht é uma draga autotransportadora de sucção, com 154,6 metros de comprimento e capacidade de cisterna superior a 18 mil metros cúbicos. O equipamento atua na remoção de sedimentos para manutenção da profundidade e da segurança da navegação em complexos portuários.

A chegada da embarcação e o início dos trabalhos foram acompanhados pelo superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, e pelo diretor-geral de Engenharia do Porto, Maurício Moromizato, que estiveram a bordo da Utrecht, nesta sexta-feira.

Fonte e imagens: Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

VEJA IMAGENS: Porto de Itajaí recebe o APL Salalah, de 347 metros

Maior navio já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí chegou nesta quinta-feira (13) e movimentará mais de 3 mil contêineres

O Porto de Itajaí recebeu nesta quinta-feira (13) uma das maiores embarcações já operadas no terminal. Com 347,03 metros de comprimento, o APL Salalah se tornou o maior navio já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

📸 Confira abaixo as fotos e vídeos da chegada do navio ao Porto de Itajaí.

A dimensão da embarcação impressiona. O APL Salalah tem comprimento equivalente a mais de três campos de futebol e é cerca de 17 metros mais comprido que a altura atual da Torre Eiffel, em Paris.

Além do porte, a operação também representa um novo marco para a JBS Terminais. A previsão é de mais de 3 mil movimentos de contêineres entre embarques e desembarques de cargas de importação e exportação, estabelecendo um recorde de movimentação em uma única escala da empresa no Porto de Itajaí.

Com bandeira de Singapura, o APL Salalah foi construído em 2012 e tem capacidade nominal para aproximadamente 10.700 TEUs. A embarcação integra o serviço SEA3, que conecta a Ásia à costa leste da América do Sul.

A chegada reforça a capacidade do Porto de Itajaí para receber navios de grande porte e realizar operações de cargas conteinerizadas em larga escala.

O Complexo Portuário de Itajaí já havia recebido, em junho de 2020, o APL Paris, com 347,40 metros de comprimento. O APL Salalah, agora, estabelece um novo recorde especificamente entre os navios operados pela JBS Terminais no terminal.

Confira as imagens da chegada do APL Salalah ao Porto de Itajaí e acompanhe os registros dessa operação histórica.

Fonte e Imagens: Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí recebe navio de 347 metros em operação recorde da JBS Terminais

APL Salalah é o maior navio já operado pela empresa no terminal e terá comprimento equivalente a mais de três campos do Marcílio Dias

Imagine mais de três campos de futebol enfileirados. Essa é, aproximadamente, a extensão do APL Salalah, que chega ao Porto de Itajaí nesta quinta-feira (13), com 347,03 metros de comprimento. O navio, com atracação prevista para às 14h, será o maior já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

A dimensão da embarcação também pode ser comparada a alguns dos principais marcos arquitetônicos do mundo. O APL Salalah é cerca de 17 metros mais comprido que a altura atual da Torre Eiffel, em Paris, e supera em aproximadamente 53 metros a altura do Yachthouse, em Balneário Camboriú, considerado o edifício mais alto do Brasil.

Além das dimensões, a escala representa um novo marco operacional para a JBS Terminais. ***A previsão é de mais de 3 mil movimentos de contêineres durante a operação, entre embarques e desembarques de cargas de exportação e importação, estabelecendo um recorde de movimentação em uma única escala da empresa no Porto de Itajaí.
*
Com bandeira de Singapura, o APL Salalah foi construído em 2012 e possui capacidade nominal para aproximadamente 10.700 TEUs. O porta-contêineres integra o serviço SEA3, que conecta a Ásia à costa leste da América do Sul. O navio iniciou sua viagem em Singapura no dia 18 de julho e tem passagem pelo Porto de Santos antes de chegar a Itajaí.

A chegada da embarcação reforça a capacidade do Porto de Itajaí para receber navios de grande porte e realizar operações de cargas conteinerizadas em larga escala.

O Complexo Portuário de Itajaí já recebeu, em junho de 2020, o APL Paris, com 347,40 metros de comprimento. Agora, o APL Salalah estabelece um novo recorde especificamente entre os navios operados pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

“A chegada do APL Salalah é um marco importante para o Porto de Itajaí e demonstra a capacidade da nossa estrutura de atender grandes embarcações e operações de elevada complexidade. Mais do que o tamanho do navio, teremos um recorde de movimentação em uma única operação da JBS Terminais, com mais de 3 mil movimentos previstos. Isso evidencia a força da retomada das operações de contêineres e a importância de Itajaí nas rotas do comércio internacional”, destaca o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

A operação integra a movimentação regular de cargas conteinerizadas no Porto de Itajaí e reforça a posição do terminal como importante ponto de conexão entre o mercado brasileiro e as principais rotas do comércio internacional.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Ilustrativa internet

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook