Aeroportos, Portos

Crise climática impulsiona mudanças nas regras de concessão de portos, aeroportos e hidrovias

A intensificação dos eventos climáticos extremos tem ampliado a necessidade de rever as regras de concessão da infraestrutura de transportes no Brasil. Chuvas intensas, enchentes e períodos prolongados de seca representam riscos para portos, aeroportos e hidrovias, com potencial para provocar danos estruturais, interromper operações e afetar o transporte de cargas e passageiros.

Diante desse cenário, o planejamento da infraestrutura precisa incorporar medidas preventivas, estratégias de recuperação e mecanismos que garantam a continuidade dos serviços. Além de responder às emergências, é necessário definir antecipadamente como os riscos serão administrados e quais responsabilidades caberão ao poder público e às empresas concessionárias.

Nesse contexto, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) propôs novas diretrizes para a gestão de riscos climáticos, seguros e responsabilidades nos contratos de concessão de infraestrutura de transportes.

Gestão de riscos climáticos nas concessões

A preparação dos contratos depende da integração de diferentes instrumentos. A matriz de riscos determina como as responsabilidades são distribuídas entre o governo e a concessionária, enquanto os seguros oferecem cobertura para prejuízos previstos nas respectivas apólices.

Os planos de contingência, por sua vez, estabelecem procedimentos para situações de emergência, incluindo a proteção de pessoas e instalações, a resposta aos danos e a retomada das atividades.

A utilização conjunta desses mecanismos permite adaptar os contratos às características de cada empreendimento e aos impactos potenciais de eventos extremos. Também contribui para identificar situações em que os prejuízos ultrapassem os limites das apólices ou em que não existam coberturas disponíveis no mercado segurador.

Reequilíbrio econômico-financeiro e divisão de responsabilidades

Entre os mecanismos previstos nos contratos de concessão está o reequilíbrio econômico-financeiro, utilizado para analisar situações em que determinados acontecimentos afetam as condições econômicas originalmente estabelecidas para o empreendimento.

A aplicação desse instrumento depende das circunstâncias de cada caso e do atendimento às exigências legais e contratuais. Portanto, a ocorrência de um evento climático, por si só, não garante o reequilíbrio automático da concessão.

Outra possibilidade é estabelecer mecanismos complementares para administrar riscos sem cobertura integral no mercado de seguros. Entre as alternativas estão fundos de reserva e modelos de compartilhamento de perdas.

A definição antecipada de critérios para essas situações pode reduzir incertezas, esclarecer a distribuição dos prejuízos e facilitar a tomada de decisões durante crises. O objetivo é evitar indefinições sobre quem deve arcar com os custos de recuperação e quais medidas precisam ser adotadas para restabelecer os serviços.

As soluções, entretanto, devem considerar as particularidades de cada modalidade de transporte, assim como as necessidades de prevenção, manutenção e recuperação da infraestrutura.

Ministério propõe novas diretrizes para seguros e riscos

Para aprimorar a estruturação dos projetos, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou uma proposta de diretrizes para a gestão de seguros e riscos em concessões de infraestrutura. A iniciativa está em consulta pública.

O texto prevê que os estudos de viabilidade dos empreendimentos contemplem uma avaliação específica dos riscos envolvidos e da disponibilidade de coberturas no mercado segurador. A medida busca incorporar essas informações desde as etapas iniciais de planejamento das concessões.

A proposta também estabelece que a estimativa dos custos com seguros seja fundamentada em dados de mercado. Além disso, prevê a classificação dos riscos de acordo com suas características e com a possibilidade de contratação de coberturas.

Para os casos em que não houver seguro disponível, a minuta estabelece procedimentos específicos e permite a adoção de instrumentos alternativos de mitigação. A ausência de cobertura, contudo, não implica transferência automática da responsabilidade pelos prejuízos ao poder público.

Regras abrangem infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária

As diretrizes propostas alcançam concessões e outras formas de exploração privada de infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária.

O texto também prevê a participação das agências reguladoras na adaptação das orientações às necessidades e características de cada setor. Dessa forma, a aplicação das medidas poderá considerar as diferenças entre os empreendimentos e os riscos aos quais estão expostos.

A iniciativa busca fortalecer o planejamento das concessões diante das mudanças climáticas, com maior clareza na distribuição de responsabilidades, avaliação das alternativas de cobertura e preparação para eventos extremos.

Com a incorporação desses fatores aos projetos, a gestão de riscos passa a integrar o planejamento da infraestrutura de transportes, contribuindo para a proteção dos ativos e para a continuidade das operações em situações adversas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação (IA)

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Eventos

Reforma Tributária desafia a competitividade dos portos e da logística e marca debates do XXXIII Simpósio da ABDT em Itajaí

Evento reuniu especialistas, juristas e lideranças do setor público e privado para discutir segurança jurídica, investimentos em infraestrutura e os impactos do novo sistema tributário sobre o comércio exterior.

A necessidade de garantir segurança jurídica, previsibilidade tributária e competitividade para a logística brasileira esteve entre os principais temas do XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT), realizado nos dias 15 e 16 de outubro, em Itajaí (SC). Com o tema “Tributação, Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior”, o encontro reuniu mais de 30 especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os desafios da implementação da Reforma Tributária e seus reflexos sobre a economia, em nove painéis temários. Nos dois dias, mais de 200 participantes de diferentes segmentos, entre profissionais do comércio exterior, contabilidade, Direito, setor tributário e meio acadêmico, participaram do evento.

Reforma Tributária exige previsibilidade e segurança jurídica

Os impactos da Reforma Tributária sobre a atividade portuária e os desafios para manter a competitividade logística estiveram em destaque durante o evento. O painel reuniu representantes dos mais importantes Portos do Brasil.

Para Mario Povia, presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), a regulamentação do novo sistema tributário e seus efeitos sobre os serviços merecem pontos de atenção. Povia destacou que ainda existem questões pendentes em discussão com órgãos como o Ministério da Fazenda, o Ministério de Portos e a Receita Federal. Para ele, a definição das regras é essencial para garantir segurança jurídica e previsibilidade.

O dirigente também alertou para os possíveis impactos da tributação dos serviços sobre a competitividade internacional, especialmente nas operações que envolvem tomadores de serviços no exterior. A preocupação é que o aumento da carga tributária em determinados segmentos prejudique as condições de concorrência das empresas brasileiras. “Entendemos que, ao reduzir a tributação de um lado, pode haver um aumento em outro. Nossa preocupação está especialmente nas operações que envolvem tomadores de serviços internacionais, nas quais a incidência de impostos pode prejudicar a competitividade do Brasil. Por isso, buscamos garantir condições tributárias que preservem nossa capacidade de competir globalmente e manter uma infraestrutura de transportes em padrões de primeiro mundo.”

Representando o Porto de Santos, André Bonini destacou que o crescimento do setor depende de investimentos em três frentes: infraestrutura, tecnologia e conectividade. “Nosso foco está em três pilares fundamentais: investimentos em infraestrutura, ampliação do uso da tecnologia e melhoria da conectividade. Esses elementos são essenciais para impulsionar o desenvolvimento dos terminais e ampliar a movimentação de cargas.”

O diretor-superintendente da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, destacou a importância de preparar as operações para o futuro, garantindo terminais produtivos e resultados sustentáveis no longo prazo. “Temos perspectivas de continuar crescendo e investindo, mas ainda existem desafios importantes relacionados à infraestrutura e à legislação. Precisamos entender como adaptar essas mudanças ao nosso modelo de negócio, garantindo que o terminal mantenha sua produtividade, continue evoluindo e gere resultados sustentáveis no longo prazo.”

O painel foi presidido por James Winter, que, ao avaliar o encontro, agradeceu aos participantes, patrocinadores e à ABDT pela organização. Ele destacou os retornos positivos recebidos sobre as palestras, os diálogos e os debates promovidos durante a programação.

Dois dias de debates sobre os impactos da reforma

A programação começou com a conferência do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, sobre governança e os efeitos econômicos da Reforma Tributária. No primeiro dia, os painéis abordaram a transição para o novo sistema, os impactos na economia municipal, a guerra fiscal, os incentivos fiscais e os efeitos das mudanças sobre a indústria, o comércio exterior e o e-commerce.

Participaram especialistas como Marcos Cintra, Everardo Maciel, Luís Eduardo Schoueri, Robison Coelho, prefeito de Itajaí, Leonidas Nora Junior, Eduardo Bohora, Adilson Rodrigues Pires, Halley Henares, Thális Andrade, Solon Sehn, Fernando Pieri, Victor Macedo, Rogério David e Fernanda Kotzias.

No segundo dia, as discussões avançaram sobre os efeitos da reforma na infraestrutura, no setor marítimo-portuário, na classificação fiscal e no contencioso tributário. Entre os participantes estiveram Suzana Soares Melo, Luana Debatin Tomasi, Carolina Sena, André Bonini, Mario Povia, Osmari Castilho Ribas, Eduardo Nery, Douglas Winter, Daniela Floriano, Júlio César Soares, Gustavo Brigagão e José Maria Arruda.

A diversidade de perspectivas aproximou as análises jurídicas dos desafios enfrentados por empresas, administrações públicas e setores estratégicos da economia.

Veja as fotos do evento aqui.

ReConecta News amplia a visibilidade do debate tributário

A cobertura do ReConecta News acompanhou os dois dias do Simpósio, com produção de conteúdos jornalísticos e audiovisuais sobre os painéis, as falas dos especialistas e os principais momentos do evento.

O trabalho começou antes da abertura oficial e envolveu planejamento, registros e publicações nos canais digitais do portal, ampliando o alcance das discussões para profissionais do comércio exterior, da logística, da infraestrutura e do Direito. A iniciativa reforçou o papel do ReConecta News como canal de informação especializada, conectando o público aos temas que influenciam o ambiente de negócios e o futuro da logística brasileira.

Para Marcelo Campos, presidente da ABDT, objetivo foi alcançado. “Acredito que todos saíram satisfeitos com as informações compartilhadas e com os conhecimentos adquiridos ao longo desses dois dias. Avalio o Simpósio de forma muito positiva, tanto pela qualidade dos debates quanto pela contribuição dos especialistas. Acredito que cumprimos nosso objetivo de promover o aprendizado e proporcionar discussões relevantes para todos os participantes.”

O XXXIII Simpósio de Estudos Tributários foi realizado pela Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT), com organização do escritório Macedo & Winter Advogados Associados. A coordenação executiva ficou a cargo de Victor Macedo, advogado e mestre em Direito Tributário pela FGV/SP, que também atuou na condução da programação e na articulação dos debates sobre os impactos da Reforma Tributária na infraestrutura, na logística e no comércio exterior. Esse foi o quinto ano consecutivo que o evento foi realizado em Itajaí (SC).

O XXXIII Simpósio de Estudos Tributários contou com o apoio das empresas:

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Abdala Audiovisual

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Eventos

É hoje: XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT começa em Itajaí com programação sobre Reforma Tributária, logística e comércio exterior

A Reforma Tributária e seus impactos sobre a economia brasileira, a infraestrutura, a logística e o comércio exterior estarão no centro das discussões a partir desta quinta-feira (15), em Itajaí (SC). O município recebe o XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT), que reúne especialistas de diferentes áreas para dois dias de debates e atualização jurídica.

Com o tema “Tributação, Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior”, o encontro acontece no Novotel, localizado na Rua Lauro Muller, 170, no Centro de Itajaí. A programação aborda os desafios da transição para o novo modelo tributário, os efeitos econômicos e jurídicos das mudanças e as consequências para empresas, municípios e setores estratégicos da economia.

Entre os assuntos previstos estão incentivos fiscais, guerra fiscal, indústria, comércio exterior, e-commerce, infraestrutura, setor marítimo-portuário, classificação fiscal, contencioso tributário e questões aduaneiras.

Promovido pela ABDT, o simpósio reúne autoridades públicas, juristas, economistas, advogados, executivos e representantes de entidades ligadas ao comércio exterior e à infraestrutura.

Primeiro dia: governança, transição tributária e impactos econômicos

O credenciamento dos participantes começa às 8h desta quinta-feira (15). Às 8h30, ocorre a abertura oficial, com Marcelo Campos, presidente da ABDT, e Victor Macedo, coordenador executivo do simpósio.

Às 9h, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, ministra a conferência de abertura, com o tema “Governança e os efeitos econômicos da Reforma Tributária”.

Após o intervalo para coffee break, a programação segue com o primeiro painel, às 10h30.

10h30 | Reforma Tributária, transição e desafios

Sob a presidência de mesa de Thais Manske, o painel discute os desafios da implementação do novo sistema tributário e as questões relacionadas ao período de transição.

Participam:

  • Marcos Cintra, doutor em Economia pela Harvard University;
  • Everardo Maciel, consultor tributário e ex-secretário da Receita Federal;
  • Luís Eduardo Schoueri, livre-docente e professor titular de Direito Tributário da Faculdade de Direito da USP.

14h | A Reforma Tributária e os impactos na economia municipal

Após o intervalo para almoço, os debates se voltam aos possíveis reflexos da mudança tributária para os municípios, a arrecadação e a atividade econômica local.

O painel será presidido por Maurício Klein e contará com:

  • Robison Coelho, prefeito de Itajaí;
  • Leonidas Nora Junior, presidente da Associação das Tradings de Santa Catarina (ASTRA);
  • Eduardo Bohora, secretário municipal da Fazenda de Itajaí.

15h | Reforma Tributária e Guerra Fiscal

A programação da tarde segue com uma discussão sobre os efeitos da reforma na competição fiscal entre estados e nas estratégias de atração de investimentos.

Com mediação de Simone Davel, o painel reúne:

  • Adilson Rodrigues Pires, advogado e doutor em Direito Econômico e Sociedade;
  • Halley Henares, presidente da Associação Brasileira de Advocacia Tributária (ABAT).

16h30 | O fim dos incentivos fiscais: consequências, desafios e alternativas

Após o coffee break, o simpósio aborda um dos temas de maior interesse para empresas e governos: as consequências da mudança no modelo de incentivos fiscais e as alternativas diante do novo cenário.

Sob a presidência de mesa de Thiago Custódio, participam:

  • Thális Andrade, doutor em Direito pela USP;
  • Solon Sehn, advogado e doutor em Direito Tributário pela PUC/SP;
  • Fernando Pieri, advogado e presidente da ABEAD.

17h30 | A Reforma Tributária na indústria, no comércio exterior e no e-commerce

Encerrando os debates do primeiro dia, o painel discute os efeitos das mudanças tributárias sobre os setores produtivos, as operações internacionais e as atividades de comércio eletrônico.

A mesa será presidida por Alessandra Carioni e contará com:

  • Victor Macedo, advogado e mestre em Direito Tributário pela FGV/SP;
  • Rogério David, advogado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO);
  • Fernanda Kotzias, advogada e doutora em Direito do Comércio Internacional pela PUC/SP.

O encerramento das atividades de quinta-feira está previsto para as 18h30.

Sexta-feira: infraestrutura, portos e comércio exterior em destaque

No segundo dia, sexta-feira (16), a programação começa às 9h com discussões sobre os efeitos da Reforma Tributária nos investimentos, nos contratos e nas atividades de infraestrutura.

9h | Setor de infraestrutura e a Reforma Tributária

Presidido por Silvia Varela, o painel reúne especialistas para discutir os desafios jurídicos e econômicos da transição tributária para o setor de infraestrutura.

Participam:

  • Suzana Soares Melo, advogada e doutora em Direito Econômico, Financeiro e Tributário pela USP;
  • Luana Debatin Tomasi, advogada e mestre em Direito pela UFSC;
  • Carolina Sena, advogada e doutora em Direito Tributário pela UFSC.

10h30 | A visão atual do setor marítimo-portuário na transição da Reforma Tributária

Após o coffee break, o simpósio coloca o setor marítimo-portuário no centro das discussões. O painel examina os desafios da transição tributária para os portos, a infraestrutura logística e as operações de transporte internacional.

A mesa será presidida por James Winter e contará com representantes de destaque do segmento:

  • Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária do Porto de Santos;
  • Mario Povia, presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI);
  • Osmari Castilho, CEO da Portonave;
  • Eduardo Nery, diretor de Relações Governamentais da MSC.

A discussão ganha relevância diante dos possíveis reflexos do novo sistema tributário sobre a competitividade logística, os investimentos em infraestrutura e a movimentação de cargas.

14h | Classificação fiscal, atualidades e novos desafios

No período da tarde, a programação aborda a classificação fiscal e os desafios relacionados à aplicação das regras tributárias e aduaneiras nas operações empresariais e de comércio exterior.

Sob a presidência de Giovana Baruffi, o painel terá a participação de:

  • Douglas Winter, advogado e mestrando em Direito Aduaneiro pela Universidade Católica de Brasília;
  • Daniela Floriano, advogada e doutoranda em Direito pela UFMG;
  • Júlio César Soares, advogado e mestrando em Direito Aduaneiro pela Universidade Católica de Brasília.

15h | Reforma e contencioso tributário

O painel seguinte discute os desafios jurídicos decorrentes da Reforma Tributária, com foco no contencioso e nas possíveis controvérsias entre contribuintes e Fisco.

Sob a presidência de mesa de Marcelo Campos, participam:

  • Gustavo Brigagão, advogado e presidente honorário da ABDF;
  • José Maria Arruda, livre-docente pela USP e pós-doutor em Economia pela FGV e em Direito Econômico pelo Max Planck Institut, da Alemanha.

O debate encerra a programação temática apresentada para o segundo dia, com reflexões sobre a interpretação das novas regras e os desafios jurídicos associados à implementação do sistema tributário.

Itajaí conecta o debate tributário à realidade da logística e do comércio exterior

A escolha de Itajaí como sede do XXXIII Simpósio de Estudos Tributários aproxima as discussões jurídicas de uma região diretamente ligada à infraestrutura, à atividade portuária, à logística e ao comércio exterior.

Ao reunir representantes do poder público, especialistas em Direito Tributário, economistas e executivos, o encontro propõe uma análise abrangente das mudanças no sistema tributário brasileiro e de seus possíveis efeitos sobre a atividade empresarial.

A programação permite discutir desde os aspectos econômicos e fiscais da reforma até questões práticas relacionadas à classificação fiscal, às operações aduaneiras, aos incentivos fiscais e à competitividade dos setores produtivos.

O XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT é nestas quinta-feira (15) e sexta-feira (16), no Novotel, em Itajaí (SC), com o tema “Tributação, Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior”.

Texto e imagem: ReConecta News

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Portos

Porto de Itajaí embarca mais de mil toneladas de conjuntos canavieiros com destino à Indonésia

Operação, realizada pela SC Portos, reforça a atuação do Porto na movimentação de carga geral

O Porto de Itajaí realizou o embarque de 40 remontas de conjuntos canavieiros da fabricante Randon com destino ao porto de Jacarta, na Indonésia. A operação movimentou cerca de 1,1 mil toneladas de carga no navio Green Brazil, que desatracou na terça-feira (6), às 10h32.

Realizado pela SC Portos, o embarque utilizou o sistema Lo-Lo (load on, load off), no qual as cargas são içadas. Nessa operação, os equipamentos foram embarcados com o guindaste de bordo da própria embarcação.

O Porto de Itajaí tem tradição nas operações Ro-Ro (roll on, roll off), em que a carga rodante embarca e desembarca rodando. Somente em 2026, já foram movimentados 17.056 veículos nessa modalidade. O embarque dos conjuntos canavieiros pelo sistema Lo-Lo demonstra a capacidade do terminal de atender diferentes necessidades de movimentação de cargas.

Os equipamentos serão utilizados no transporte de cana-de-açúcar. A exportação integra a primeira venda de semirreboques da Randon para a Indonésia e reforça o papel do Porto de Itajaí no escoamento da produção industrial brasileira para mercados internacionais.

Crescimento da movimentação

Entre janeiro e agosto de 2026, o Porto de Itajaí movimentou 3.501.781 toneladas, considerando as operações do cais comercial e da área arrendada. O volume representa crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2025, com acréscimo de 706.353 toneladas.

A movimentação de contêineres alcançou 326.284 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, uma alta de 56% na comparação com os oito primeiros meses do ano passado. O faturamento acumulado chegou a R$ 124,7 milhões, crescimento de 4,17% no mesmo período.

A conexão com o mercado asiático também aparece nas linhas marítimas que atendem o Porto. Em agosto, a Ásia concentrou 11 das 37 linhas registradas, o maior número entre as regiões atendidas. A exportação para a Indonésia é um exemplo das operações que conectam a indústria brasileira aos mercados desse continente.

A Superintendência do Porto de Itajaí segue trabalhando para ampliar a eficiência das operações e fortalecer a participação do terminal no comércio exterior, contribuindo para o desenvolvimento econômico de Itajaí e da região.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGENS: SC Portos

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Portos

ANTAQ apresenta novo Sistema de Desempenho Portuário durante encontro em Santa Catarina

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou o novo Sistema de Desempenho Portuário (SDP) durante a 33ª edição do encontro anual dedicado à ferramenta. O evento foi realizado nos dias 24 e 25 de setembro, em Santa Catarina, com apoio do Porto Itapoá, e reuniu cerca de 130 participantes de 60 instalações portuárias.

Organizado pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho (GEA), o encontro promoveu debates e troca de experiências entre representantes do setor portuário sobre o uso do sistema e os procedimentos relacionados ao envio de informações.

Novo Sistema de Desempenho Portuário é destaque

A principal novidade desta edição foi a apresentação da nova estrutura do SDP. Os participantes conheceram a reorganização das funcionalidades e os recursos voltados à administração de usuários e ao encaminhamento de dados.

Com a atualização, as instalações portuárias poderão informar os dados de duas maneiras: diretamente pelo preenchimento dos campos no sistema ou por meio do envio de arquivos no formato XML.

As informações registradas no SDP incluem dados sobre a movimentação de cargas nos portos e terminais. Esses registros são utilizados como base para a produção das estatísticas divulgadas pela ANTAQ no Estatístico Aquaviário.

Encontro reúne representantes de diferentes instalações portuárias

Realizado anualmente, o encontro do SDP também funciona como espaço para compartilhar práticas e experiências entre as instalações portuárias brasileiras.

A sede do evento muda a cada edição. O formato permite que os participantes conheçam diferentes estruturas, rotinas operacionais e experiências adotadas em diversas regiões do setor portuário.

Nesta edição, aproximadamente 130 pessoas participaram das atividades, representando 60 instalações portuárias.

Módulo APP também foi apresentado

A programação incluiu ainda discussões sobre o Módulo de Acompanhamento de Preços Portuários (Módulo APP).

Durante o encontro, a ANTAQ apresentou uma planilha destinada a auxiliar os terminais na aplicação dos conceitos fundamentais relacionados ao módulo.

O conteúdo faz parte das iniciativas voltadas à melhoria da utilização das ferramentas e à padronização das informações encaminhadas pelas instalações.

Novo SDP deve entrar em operação em outubro

A previsão da ANTAQ é que o novo Sistema de Desempenho Portuário entre em produção em outubro de 2026. A implantação deverá permitir a retomada do fluxo regular de envio de informações pelas instalações portuárias.

O encontro também teve como objetivo atualizar os participantes sobre os procedimentos de encaminhamento dos dados e reforçar a importância da qualidade das informações utilizadas nas estatísticas do setor aquaviário.

As instalações que precisarem de informações sobre o cronograma de reimplantação e as providências necessárias para o envio dos dados podem entrar em contato com a Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho (GEA) pelo e-mail desempenhoportuario@antaq.gov.br.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto Itapoá

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Especialista

Do DNA do transporte à realização de um sonho: a experiência que conduz a SIGATRANS

O transporte faz parte da minha história. Meu pai foi motorista de caminhão e meu avô foi dono de caminhão. Foi nesse ambiente que nasceu minha relação com o setor e, mais tarde, o desejo de construir minha própria empresa.

Minha trajetória profissional começou como assistente de transporte. Ao longo de aproximadamente 15 anos, passei por diferentes áreas da operação, até chegar à gestão de transporte em duas empresas que se destacaram no mercado. Foi nesse período que aprendi, na prática, que logística exige muito mais do que movimentar cargas: exige organização, responsabilidade, agilidade e capacidade de tomar decisões.

Quando a SIGATRANS nasceu, eu trouxe essa experiência comigo.

Transformar experiência em gestão

A empresa surgiu de um sonho que compartilhei com meu amigo, Rhuan Carlos Zendron. Durante alguns anos, o projeto ficou guardado até que mudanças profissionais e a chegada da minha filha me deram o impulso necessário para iniciar esse projeto.

Desde o início, uma das minhas preocupações foi estruturar a empresa de forma organizada. Definir responsabilidades, criar processos e formar uma equipe em que eu pudesse confiar foram passos fundamentais.

Essa experiência da operação continua presente nas minhas decisões. Ela me ajuda a antecipar problemas, compreender os impactos de cada escolha e buscar um crescimento que aconteça com organização e segurança.

Crescer exige coragem e planejamento

Um dos momentos importantes da nossa trajetória foi quando decidi investir mesmo em um período de mercado retraído. Ampliamos a frota, o armazém e os investimentos em pessoas, sistemas e certificações.

Para mim, crescer não significa apenas aumentar a estrutura. É preciso entender o mercado, estar próximo do cliente e identificar onde podemos gerar valor.

Por isso, faço questão de visitar, ouvir e conhecer de perto cada operação. Quanto melhor entendemos o desafio, mais assertiva é  a nossa solução.

Pessoas no centro da operação

Hoje, vejo as pessoas como um dos principais pilares da SIGATRANS.

Uma empresa pode ter tecnologia, estrutura e processos, mas são as pessoas que fazem tudo acontecer.

Meu papel como gestor é criar condições para que a equipe trabalhe bem, com segurança, clareza e responsabilidade. Isso envolve investir em qualificação, tecnologia e processos, mas também saber ouvir e valorizar quem está ao nosso lado.

Essa visão também se estende à minha família. Sou casado com a Bruna há 15 anos e dividimos a gestão da empresa. Eu fico à frente das áreas comercial e operacional, enquanto ela conduz o administrativo e os recursos humanos. Essa parceria nos permite unir diferentes olhares sobre o negócio.

O que a experiência me ensinou

Depois de tantos anos no transporte, entendi que experiência não é apenas tempo de mercado. É o que fazemos com tudo aquilo que vivemos. É aprender com os desafios, reconhecer quando precisamos mudar e transformar conhecimento em decisões melhores.

Também aprendi que ninguém constrói uma empresa sozinho. É preciso ter um bom time, valorizar as pessoas e ter disciplina para administrar o negócio — inclusive cuidar do fluxo de caixa e tomar decisões pensando no longo prazo.

A SIGATRANS nasceu de um sonho, mas foi construída com experiência, trabalho e muitas pessoas que acreditaram nesse projeto.

Hoje, continuo conduzindo a empresa com a mesma vontade de aprender e evoluir, mas com a experiência de quem conhece o transporte de dentro para fora.

Darlan Olmar é co-fundador e CEO da Sigatrans Logística.

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Portos

Portos da Codeba movimentam 1,9 milhão de toneladas em agosto de 2026

Os portos administrados pela Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia) movimentaram 1.908.125 toneladas de cargas em agosto de 2026. O volume representa crescimento de 12,54% em relação ao registrado no mesmo mês de 2025.

As cargas destinadas à exportação tiveram avanço ainda maior, de 40,27%. Entre janeiro e agosto deste ano, a movimentação acumulada nos terminais chegou a 14.024.521 toneladas.

O desempenho mensal foi impulsionado principalmente pelos portos de Aratu-Candeias e Salvador, que apresentaram crescimento significativo na comparação anual.

Porto de Aratu-Candeias registra alta de 45,66%

O Porto de Aratu-Candeias movimentou 798.498 toneladas em agosto, resultado 45,66% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Entre os produtos que contribuíram para o desempenho estão soja e nafta. A movimentação de cargas destinadas à exportação teve crescimento de 235% no período.

Localizado em Candeias, na Bahia, o terminal atende principalmente aos setores petroquímico, siderúrgico e de fertilizantes. O porto opera com granéis sólidos, líquidos e gasosos, incluindo minérios, fertilizantes e produtos químicos e petroquímicos.

A estrutura também participa do atendimento à cadeia produtiva química e petroquímica nacional.

Porto de Salvador movimenta mais de 5 milhões de toneladas no ano

Na capital baiana, o Porto de Salvador movimentou 666.851 toneladas em agosto. Entre as principais cargas estão fertilizantes e produtos transportados em contêineres.

No acumulado de janeiro a agosto, o terminal alcançou 5.064.610 toneladas, crescimento de 14,15% em comparação com o mesmo período de 2025.

Considerado um dos principais terminais de contêineres e carga geral do Nordeste, o Porto de Salvador mantém operações regulares de comércio exterior. Entre as conexões está uma rota semanal com a China.

O complexo portuário também desempenha papel na atividade turística da Bahia. Para a temporada de cruzeiros 2026/2027, a previsão é de início das operações em Salvador e Ilhéus a partir de 7 de outubro.

Porto de Ilhéus tem crescimento de 71,44%

No sul da Bahia, o Porto de Ilhéus registrou um dos maiores avanços percentuais entre os terminais administrados pela Codeba.

Em agosto, a movimentação de cargas cresceu 71,44% na comparação com o mesmo mês de 2025. Do total movimentado no período, 35.734 toneladas foram destinadas à exportação.

A Codeba também confirmou recentemente novas intervenções na infraestrutura portuária de Ilhéus.

Os trabalhos incluem recuperação das estruturas do cais, recomposição do enrocamento de contenção, readequação da pavimentação e substituição do sistema de drenagem da retroárea.

As obras têm como objetivo preservar as estruturas existentes e melhorar as condições para a manutenção e expansão das operações portuárias. Parte dos serviços é realizada abaixo da linha d’água por equipes especializadas.

Porto de Itajaí movimenta 3,5 milhões de toneladas no ano

Em Santa Catarina, o Porto de Itajaí, que está sob gestão transitória da Codeba até a conclusão do processo de federalização, movimentou 407.402 toneladas em agosto.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o terminal chegou a 3.501.781 toneladas movimentadas, aproximadamente 25% acima do volume registrado no mesmo período de 2025.

O resultado integra o acompanhamento mensal da movimentação de cargas dos quatro portos sob administração da Autoridade Portuária Federal, refletindo o desempenho das operações realizadas nos terminais ao longo do ano.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Codeba

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Portos

Infraestrutura portuária ganha espaço para investimentos com safra recorde de grãos

A previsão de uma safra recorde de grãos no Brasil abre uma nova frente para investimentos em infraestrutura portuária e logística. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira deve alcançar 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o maior volume da série histórica.

O aumento da produção amplia a demanda por estruturas capazes de armazenar, transportar e exportar grãos, criando oportunidades para a modernização e expansão de portos e corredores logísticos.

Crescimento do agronegócio impulsiona investimentos

Para Marcos Borin, fundador e CEO da CTC Infra, empresa brasileira de engenharia e construção especializada em empreendimentos de alta complexidade, a expansão contínua da produção agrícola pode estimular uma nova rodada de investimentos em infraestrutura.

Segundo o executivo, o desempenho do agronegócio brasileiro demonstra a capacidade do país de elevar a produtividade e alcançar volumes cada vez maiores. Nesse cenário, a infraestrutura precisa acompanhar o ritmo de crescimento do setor.

Borin avalia que a expansão da produção pode ser utilizada como oportunidade para antecipar obras e modernizações, evitando que o aumento da oferta pressione a capacidade atual dos sistemas de transporte e armazenagem.

Portos e corredores logísticos precisam acompanhar a produção

A perspectiva é de que o Brasil movimente volumes ainda maiores de cargas nos próximos anos. Por isso, o planejamento antecipado de investimentos pode contribuir para preparar portos, ferrovias, rodovias e estruturas de armazenagem para a nova demanda.

Na avaliação do executivo, o país já demonstrou capacidade de produzir em escala e competir no mercado agrícola internacional. O próximo passo seria ampliar a infraestrutura na mesma velocidade, criando condições para ganhos de eficiência logística e competitividade.

Portos e corredores mais eficientes também podem aumentar a capacidade de transformar o crescimento da produção em negócios, geração de renda e participação no comércio internacional.

Governo prevê R$ 5,91 bilhões em investimentos portuários

A agenda de investimentos já inclui projetos previstos pelo governo federal. Para este ano, estão programadas 21 licitações portuárias, sendo 17 arrendamentos e quatro concessões.

Os projetos têm potencial para movimentar aproximadamente R$ 5,91 bilhões em investimentos.

As iniciativas fazem parte de uma carteira de 50 empreendimentos planejados para o período de 2024 a 2026, com investimentos estimados em R$ 18,2 bilhões.

Primeiro bloco de leilões inclui terminal no Amapá

O primeiro bloco de leilões realizado neste ano contemplou três terminais, com previsão de pouco mais de R$ 226 milhões em investimentos.

Entre os empreendimentos está o MCP01, localizado no Porto de Santana, no Amapá. O terminal será destinado à movimentação de granéis sólidos vegetais e prevê investimentos de R$ 150,2 milhões ao longo dos 25 anos de arrendamento.

Desafio é transformar projetos em obras

Na avaliação de Borin, a existência de uma carteira significativa de projetos indica que o país já reconhece a necessidade de ampliar sua infraestrutura logística e portuária. O desafio, agora, é garantir que os empreendimentos avancem de forma eficiente desde a etapa de licitação até a execução das obras.

Para o executivo, projetos tecnicamente preparados, processos de licenciamento eficientes, segurança jurídica e articulação entre governo, autoridades portuárias e empresas privadas podem ajudar a acelerar a implantação das novas estruturas.

A expectativa é que o aumento da produção agrícola seja acompanhado por uma expansão da capacidade logística, reduzindo gargalos e permitindo que o Brasil aproveite o crescimento do mercado de grãos para ampliar sua competitividade internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Transporte

Dia Marítimo Mundial destacou profissionais que mantêm o comércio e o transporte em movimento

O café produzido no Brasil e consumido no exterior, o combustível utilizado no abastecimento de veículos e até peças de aparelhos eletrônicos podem percorrer milhares de quilômetros pelo mar antes de chegar ao consumidor. Por trás desse percurso está uma complexa estrutura de transporte marítimo, formada por navios, portos e, principalmente, profissionais que atuam em terra e no mar.

Celebrado em 24 de setembro, o Dia Marítimo Mundial chama atenção para a importância dessa atividade no cotidiano e para o trabalho de quem garante o funcionamento das rotas marítimas. A data é promovida pela Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada das Nações Unidas, e reforça a relevância da navegação para o comércio internacional, o abastecimento e a proteção dos oceanos.

Transporte marítimo sustenta o comércio mundial

Segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), mais de 80% do volume do comércio mundial de mercadorias é movimentado por navios.

A dimensão desse número ajuda a explicar a importância da atividade, mas uma operação marítima depende de uma extensa cadeia de profissionais. Nos portos, equipes recebem, movimentam e organizam cargas, acompanham embarques e coordenam diferentes etapas da operação.

Já a bordo, as tripulações são responsáveis pela condução das embarcações, pelo acompanhamento dos equipamentos e pela segurança durante as viagens. Também participam desse processo profissionais envolvidos no planejamento de rotas e no controle da navegação.

Navios transportam alimentos, combustíveis e matérias-primas

Uma única embarcação pode carregar milhares de contêineres com produtos dos mais variados tipos, incluindo alimentos, roupas, medicamentos, máquinas e equipamentos eletrônicos.

Outros tipos de navios são projetados para transportar grandes quantidades de grãos, minérios, combustíveis e matérias-primas utilizadas pela indústria. Essa capacidade faz do transporte marítimo uma peça central da cadeia de abastecimento global.

Quando uma rota marítima é afetada por conflitos, acidentes ou eventos climáticos extremos, os impactos podem ultrapassar as regiões diretamente envolvidas. Problemas na navegação podem provocar atrasos nas entregas, dificuldades de abastecimento e aumento dos custos de transporte.

No Brasil, os portos também têm papel estratégico. Eles respondem por mais de 95% do comércio exterior brasileiro, tornando a infraestrutura portuária fundamental para a economia e para o abastecimento do país.

Segurança começa antes de o navio zarpar

A segurança da navegação não depende apenas das condições encontradas durante a viagem. Os procedimentos começam ainda no porto, com a verificação das condições da embarcação, a preparação da tripulação e o planejamento da rota.

Informações atualizadas sobre condições meteorológicas e de navegação, além do uso de sinalização e cartas náuticas, contribuem para reduzir riscos de colisões, encalhes e outros acidentes.

Esses cuidados protegem não apenas os profissionais que estão a bordo, mas também as equipes portuárias, as cargas e o meio ambiente.

Como os navios circulam por águas sob jurisdição de diferentes países, a cooperação internacional é outro componente essencial da segurança marítima. Regras e padrões compartilhados estabelecem requisitos para construção e operação das embarcações, proteção das tripulações e prevenção da poluição dos mares.

Navegação precisa reduzir impactos ambientais

Além de garantir o fluxo de mercadorias, o setor marítimo enfrenta o desafio de preservar os mares e oceanos por onde as embarcações circulam.

Os oceanos abrigam ecossistemas fundamentais, fornecem alimentos e desempenham funções importantes na regulação do clima. Por isso, reduzir os impactos provocados pela atividade marítima está entre as prioridades do setor.

Entre as medidas adotadas estão a prevenção de derramamentos, o gerenciamento adequado de resíduos e a redução das emissões das embarcações.

Também estão em desenvolvimento soluções como navios mais eficientes, combustíveis com menor emissão, sistemas de propulsão híbrida, planejamento otimizado de rotas e corredores marítimos voltados à descarbonização.

Ministério atua no desenvolvimento do setor portuário

No Brasil, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participa da formulação e coordenação de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento do setor portuário e da navegação.

A atuação envolve iniciativas relacionadas à modernização da infraestrutura, à melhoria das condições de operação dos portos e ao fortalecimento da navegação. Também inclui a adoção de soluções voltadas para segurança, eficiência e sustentabilidade.

Essa estrutura permite manter uma rede logística que conecta o Brasil a diferentes mercados e regiões do mundo. Por meio dela, alimentos, combustíveis, medicamentos, máquinas e diversos outros produtos conseguem chegar aos seus destinos.

O Dia Marítimo Mundial, portanto, também é uma oportunidade para reconhecer o trabalho dos profissionais que atuam nessa cadeia — tanto em terra quanto no mar — e que ajudam a manter em funcionamento uma das principais vias do comércio e do abastecimento global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Marinha do Brasil

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Logística

Arco Norte amplia logística de grãos e fortalece exportações do Centro-Oeste

A expansão da infraestrutura de transporte na região Norte do Brasil vem aumentando a relevância do Arco Norte para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Com novas rotas e investimentos em terminais, o corredor logístico amplia sua conexão com os mercados internacionais e ganha espaço como alternativa aos portos tradicionais do Sudeste.

Segundo o especialista em agronegócio Wladimir Melo, Miritituba, distrito de Itaituba, no Pará, está no centro desse processo de transformação da logística de grãos.

BR-163 reduz tempo de transporte até Miritituba

A consolidação da BR-163 contribuiu para melhorar a eficiência do corredor. O trajeto entre Sinop (MT) e Miritituba, que anteriormente levava cerca de 30 horas, passou a ser realizado em aproximadamente 18 horas.

A redução no tempo de viagem aumentou a competitividade da rota em relação às alternativas de escoamento pelos portos do Sudeste. Ao mesmo tempo, o crescimento do volume transportado passou a pressionar a infraestrutura disponível.

Durante os períodos de maior movimento da safra de grãos, o tráfego nas estações de transbordo evidencia a necessidade de novos investimentos para acompanhar o avanço da produção.

Capacidade do Arco Norte pode chegar a 30 milhões de toneladas

A expectativa é que a capacidade de escoamento da região aumente significativamente nos próximos anos. De acordo com Melo, o volume movimentado pode passar dos atuais 17 milhões para 30 milhões de toneladas em um horizonte de cinco anos.

A expansão deverá ser impulsionada principalmente pela implantação de novos terminais fluviais. Paralelamente, investimentos de concessionárias e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contemplam obras como contornos rodoviários e novos acessos.

O objetivo dessas intervenções é melhorar o fluxo de cargas e retirar parte do tráfego de caminhões pesados das áreas urbanas.

Hidrovias ampliam alternativas para exportação

Empresas como a Hidrovias do Brasil e outras operadoras portuárias participam do processo de expansão do Corredor Norte. A utilização dos rios Tapajós e Amazonas também aumenta a importância estratégica da região para o transporte de commodities agrícolas.

Além de ampliar as opções de saída para a produção brasileira, a rota hidroviária pode contribuir para a redução dos custos logísticos. O corredor também permite encurtar o percurso marítimo até mercados da Europa e da Ásia em comparação com alternativas de exportação pelos portos de Santos e Paranaguá.

Corredor Norte ganha importância para o agronegócio

A expansão do Arco Norte representa uma mudança gradual na distribuição das exportações agrícolas brasileiras. Para os produtores, a ampliação das alternativas de transporte pode significar maior previsibilidade e melhores condições de escoamento.

Na avaliação de Melo, a descentralização também abre oportunidades para investidores interessados na expansão da infraestrutura logística ligada ao agronegócio brasileiro.

“O Brasil descentraliza suas exportações. Para o produtor, significa maior margem e previsibilidade. Para o investidor, significa posicionar capital onde a demanda é garantida e crescente pelas próximas décadas”, conclui.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sheila Flores

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