Comércio Exterior

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto, segundo dados divulgados na segunda-feira (24) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as exportações somaram US$ 8,100 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 5,985 bilhões.

Considerando as três primeiras semanas do mês, o comércio exterior brasileiro apresenta superávit acumulado de US$ 5,109 bilhões. O resultado é formado por US$ 24,143 bilhões em exportações e US$ 19,034 bilhões em importações.

Na comparação com o mesmo período de agosto de 2025, as exportações avançaram 14,3%.

Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa apresentou o maior crescimento, com alta de 34,2% e movimentação de US$ 6,875 bilhões. A Agropecuária cresceu 9,8%, alcançando US$ 5,200 bilhões, enquanto a Indústria de Transformação avançou 6,6%, para US$ 11,869 bilhões.

Importações também crescem em agosto

As importações registraram aumento de 13,0% na comparação com o mesmo período de 2025.

A Agropecuária teve alta de 3,9%, totalizando US$ 325 milhões. Já a Indústria de Transformação apresentou crescimento de 16,7%, com US$ 17,725 bilhões.

Na contramão, as compras externas da Indústria Extrativa recuaram 29,7%, para US$ 879 milhões.

Superávit comercial chega a US$ 54,148 bilhões no ano

De janeiro até a terceira semana de agosto, o Brasil acumula superávit comercial de US$ 54,148 bilhões. O resultado representa crescimento de 30,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o saldo positivo era de US$ 43,158 bilhões.

Para todo o ano de 2026, o MDIC projeta um superávit de US$ 90 bilhões, valor 32,3% superior ao registrado em 2025.

A estimativa considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões ao longo do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo, com dados da Secretaria de Comércio Exterior (MDIC).

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos retomam negociações comerciais após conversa entre Lula e Trump

O Brasil e os Estados Unidos devem retomar, na próxima semana, as negociações comerciais entre os dois países. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, integrantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e representantes do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) participarão das tratativas.

A data do encontro ainda será definida pelas equipes dos dois governos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços confirmou que recebeu contato do representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, após a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Lula e Trump discutem tarifas e comércio

A retomada do diálogo ocorre em meio à disputa comercial causada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Durante uma conversa telefônica realizada nesta sexta-feira (21), Lula defendeu a retomada das negociações e classificou como infundadas as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas.

Entre os argumentos citados pelos Estados Unidos estão questões relacionadas ao desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos ligados ao trabalho forçado.

Segundo o Palácio do Planalto, a ligação durou uma hora e 20 minutos e ocorreu de maneira cordial. Lula afirmou que as tarifas podem prejudicar tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e destacou a importância do diálogo para preservar as relações comerciais.

Trump, por sua vez, concordou sobre a necessidade de manter os vínculos comerciais e indicou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

Novo canal de negociação entre os países

A próxima reunião deverá reunir Márcio Elias Rosa, representantes do MRE e integrantes do USTR.

Em nota conjunta, o MDIC e o Ministério das Relações Exteriores avaliaram que a manifestação dos dois presidentes representa uma nova oportunidade para buscar uma solução negociada para o impasse comercial.

Brasil e EUA também discutem combate ao crime

Além das questões econômicas, Lula e Trump conversaram sobre segurança e combate ao crime organizado.

O presidente brasileiro defendeu uma atuação coordenada entre os dois países e afirmou que as organizações criminosas pressionam populações vulneráveis, mas não devem ser classificadas como organizações terroristas.

Lula também apresentou medidas adotadas pelo Brasil para combater essas estruturas, incluindo ações de asfixia financeira, responsáveis pela apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

Entre as iniciativas mencionadas estão a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

De acordo com o Planalto, Trump demonstrou interesse em ampliar a cooperação e afirmou que deverá indicar integrantes de alto escalão para dar continuidade às conversas.

Lula e Trump abordam guerras na Ucrânia e no Oriente Médio

A conversa também incluiu os conflitos internacionais, entre eles as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, os dois presidentes defenderam a busca por uma solução negociada. Lula também criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos e sugeriu a realização de uma reunião extraordinária para discutir alternativas diplomáticas.

Trump ainda apresentou suas perspectivas sobre o conflito envolvendo o Irã.

Ao defender a diplomacia como caminho para solucionar conflitos internacionais, Lula afirmou: “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”.

FONTE: Agência Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Exportação

Manaus debate novas oportunidades para exportações brasileiras na União Europeia

Manaus recebe, nesta sexta-feira (14), o Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, encontro que reunirá representantes do governo, empresários e especialistas em comércio exterior para discutir alternativas de expansão das exportações brasileiras.

O evento ocorre em um cenário de busca por diversificação de mercados por parte das empresas nacionais, especialmente diante dos novos desafios enfrentados nas relações comerciais com os Estados Unidos. A programação terá como foco as oportunidades criadas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e os caminhos para transformar essas possibilidades em negócios.

Evento reúne autoridades e representantes do setor produtivo

A iniciativa é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pela ApexBrasil e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Entre os participantes estão o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; e o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller. Também participam especialistas em comércio exterior, representantes institucionais, compradores internacionais e empresas brasileiras.

Amazonas tem 242 oportunidades de exportação

O mercado europeu aparece como uma alternativa estratégica para ampliar a presença internacional das empresas do Amazonas. Segundo levantamento da ApexBrasil, elaborado com base em dados do MDIC, foram identificadas 242 oportunidades de exportação do estado para países da União Europeia.

Em 2025, empresas amazonenses movimentaram US$ 199 milhões em exportações para o bloco europeu. No mesmo período, 112 empresas do estado mantiveram relações comerciais com o mercado da União Europeia.

Os dados reforçam o potencial de internacionalização das empresas amazonenses e a possibilidade de ampliar a participação regional no comércio internacional.

Negócios internacionais estão entre os destaques

A programação do Conexões Produtivas também prevê anúncios de negócios já encaminhados. Após a abertura do evento, serão anunciados e assinados contratos de compra resultantes das negociações realizadas durante o Exporta Mais Brasil, com participação de Lou Zijun, general manager da chinesa EcoFoods.

Outro momento será o painel “A demanda do mercado europeu: inovações e tendências no setor industrial e agrícola”. A discussão contará com Vincent Furlan, especialista do escritório da ApexBrasil em Bruxelas, e Lourdes Vignolo, representante da empresa holandesa NH Superfoods.

A proposta é apresentar a visão de compradores e especialistas sobre as demandas do mercado europeu, além de tendências e oportunidades para produtos brasileiros.

MDIC apresenta estratégias para transformar oportunidades em negócios

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, participará do encontro com a palestra “Do Acordo ao Mercado: Como Transformar Oportunidades em Negócios”.

Na sequência, Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, apresentará oportunidades e serviços voltados à indústria dentro das ações da Nova Indústria Brasil.

A programação também abordará o potencial da Amazônia Legal na geração de negócios a partir do Acordo Mercosul-União Europeia. O debate deverá reunir informações de inteligência de mercado e experiências de empresas brasileiras que já avançaram em seus processos de internacionalização.

Diversificação de mercados ganha espaço na agenda empresarial

O Conexões Produtivas acontece em um momento de maior atenção à abertura de novos mercados e à redução da dependência de destinos específicos.

A proposta do encontro é aproximar empresas brasileiras de oportunidades comerciais em diferentes países e apresentar ferramentas disponíveis para negócios que desejam ampliar sua atuação internacional.

Jornalistas interessados em acompanhar o evento podem realizar o credenciamento prévio.

FONTE: ApexBrasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: ApexBrasil

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,5 bilhões na primeira semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,522 bilhões na primeira semana de agosto de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi obtido a partir de US$ 9,302 bilhões em exportações e US$ 6,708 bilhões em importações no período.

Na comparação com a primeira semana de agosto de 2025, as exportações brasileiras avançaram 32,2%. Entre os principais setores da economia, a Agropecuária movimentou US$ 1,941 bilhão, alta de 22,4%. Já a Indústria Extrativa registrou crescimento de 53,3%, alcançando US$ 2,618 bilhões. A Indústria de Transformação também apresentou desempenho positivo, com avanço de 27% e exportações de US$ 4,715 bilhões.

Os números mostram a contribuição dos diferentes segmentos produtivos para o desempenho do comércio exterior brasileiro no início de agosto.

As importações cresceram 20,7% na comparação com o mesmo período de 2025. Por setor, a Agropecuária apresentou retração de 2%, com US$ 106 milhões em compras externas. Na Indústria Extrativa, as importações recuaram 19,2%, para US$ 337 milhões. Em sentido oposto, a Indústria de Transformação registrou alta de 24,8%, totalizando US$ 6,317 bilhões em importações.

Superávit comercial chega a US$ 51,5 bilhões no ano

Considerando o período entre janeiro e a primeira semana de agosto, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 51,561 bilhões.

O resultado representa crescimento de 32,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o saldo positivo acumulado era de US$ 43,158 bilhões. O desempenho mantém o comércio exterior como um dos principais componentes do resultado econômico brasileiro ao longo de 2026.

Para todo o ano, o MDIC estima que o Brasil encerre 2026 com superávit comercial de US$ 90 bilhões, uma alta projetada de 32,3% em relação ao resultado de 2025. A previsão considera US$ 394,4 bilhões em exportações e US$ 304,4 bilhões em importações.

Os dados da primeira semana de agosto indicam, portanto, um início de mês positivo para a balança comercial brasileira, com crescimento das exportações superior ao avanço das importações.

Fonte: MDIC, com informações do Estadão Conteúdo.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Comércio Exterior

Balança comercial de julho de 2026: MDIC divulga dados consolidados

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicou, na quinta-feira (6), os dados consolidados da balança comercial brasileira referentes ao mês de julho de 2026.

Os dados completos estão disponíveis na plataforma COMEXSTAT, sistema oficial do governo federal que reúne estatísticas do comércio exterior brasileiro e permite acompanhar indicadores, séries históricas e informações detalhadas sobre as operações de exportação e importação.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Internacional

Índia ganha prioridade nas negociações comerciais do Brasil diante das tarifas dos EUA

Em meio ao aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal intensificou a busca por novos mercados e enviou uma missão oficial à Índia para ampliar relações comerciais e atrair investimentos.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, cumpre agenda no país asiático até 7 de agosto, com encontros voltados à expansão das exportações brasileiras e ao fortalecimento da presença do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Missão busca ampliar comércio e investimentos

Segundo o MDIC, a viagem tem como objetivo abrir novas oportunidades para empresas brasileiras e fortalecer os laços econômicos com a Índia.

A agenda inclui compromissos nas cidades de Mumbai, Nova Délhi e Jaipur, reunindo representantes do governo, empresários e instituições estratégicas.

De acordo com Márcio Elias Rosa, a iniciativa ocorre em um cenário de crescente adoção de medidas restritivas ao comércio internacional.

O secretário destacou que o Brasil mantém a defesa do multilateralismo e busca diversificar seus parceiros comerciais. Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Índia superou US$ 15 bilhões, consolidando o país asiático como um dos principais parceiros econômicos brasileiros.

Encontros com grandes empresas indianas

Em Mumbai, a missão prevê reuniões com grupos empresariais como Reliance Industries e Aditya Birla Group, com foco na atração de investimentos para o Brasil.

Já em Nova Délhi, os encontros serão direcionados aos setores de defesa, tecnologia, automação, equipamentos industriais e bens de consumo.

Também está programado um encontro com representantes de empresas brasileiras que já atuam na Índia, entre elas Embraer, WEG, Perto, CBC e Tramontina, para discutir desafios e identificar oportunidades de expansão naquele mercado.

Além disso, a agenda inclui reuniões com entidades como a Confederation of Indian Industry (CII), a cooperativa de fertilizantes IFFCO, o State Bank of India (SBI) e o Adamo Group.

Segundo o ministério, esses encontros podem fortalecer parcerias comerciais e ampliar investimentos em áreas consideradas estratégicas para ambos os países.

Brics também integra a agenda oficial

A viagem inclui ainda compromissos relacionados ao Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos países-membros.

Márcio Elias Rosa representará o Brasil em reuniões com autoridades da Índia, China, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Egito e África do Sul.

Entre os temas previstos estão o fortalecimento das cadeias globais de valor, o desenvolvimento sustentável, a ampliação da participação de micro, pequenas e médias empresas no comércio internacional, além da cooperação em comércio digital e da defesa do sistema multilateral de comércio.

Tarifaço dos EUA acelera busca por novos mercados

A missão ocorre após o governo dos Estados Unidos ampliar as tarifas sobre determinados produtos brasileiros.

Como resposta ao novo cenário, o governo brasileiro anunciou um plano de aproximadamente R$ 130 milhões voltado à diversificação de mercados e ao fortalecimento das exportações.

Especialistas avaliam que o Brics pode representar uma alternativa para ampliar o comércio exterior brasileiro, embora os resultados dessa estratégia devam ocorrer principalmente no médio e longo prazo.

Entenda o novo tarifaço dos Estados Unidos

A nova sobretaxa foi implementada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

A medida acrescentou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, somando-se às alíquotas já existentes.

A investigação analisou temas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro, regimes tarifários preferenciais e políticas ambientais relacionadas ao combate ao desmatamento.

Pix, etanol e meio ambiente estão entre os pontos questionados

O governo norte-americano sustenta que algumas políticas brasileiras criam condições desiguais de concorrência para empresas dos Estados Unidos.

Entre os aspectos mencionados estão o tratamento regulatório dado ao Pix, barreiras ao etanol americano e acordos tarifários preferenciais firmados pelo Brasil com outros países, como México e Índia.

Outro argumento apresentado pelo USTR envolve a política ambiental brasileira. Segundo o órgão, apesar da existência de legislação para combater o desmatamento, sua aplicação seria insuficiente, fator que, na avaliação americana, gera insegurança jurídica e distorções comerciais.

Café e carne ficaram fora das novas tarifas

Apesar da ampliação das sobretaxas, alguns produtos brasileiros permaneceram fora da medida, entre eles café e carne bovina.

O documento divulgado pelo USTR também prevê exceções para diversos itens considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos, incluindo determinados produtos farmacêuticos, componentes aeronáuticos, ferro-gusa, hidróxido de alumínio, pescados, couros e mel orgânico.

Além disso, o governo americano defende relações comerciais baseadas na reciprocidade e sinalizou a possibilidade de responder a eventuais medidas adotadas pelo Brasil em reação ao tarifaço.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Informação

MDIC abre consulta pública para definir lista de produtos sustentáveis do Mercosul no acordo com a União Europeia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) iniciou na segunda-feira (3) uma consulta pública para receber sugestões que irão contribuir com a elaboração da lista de produtos sustentáveis do Mercosul prevista no acordo comercial firmado com a União Europeia. O prazo para envio das contribuições segue até o dia 2 de setembro.

Consulta busca fortalecer comércio de produtos sustentáveis

A iniciativa foi oficializada por meio da Circular Secex nº 73/2026 e convida representantes do setor produtivo, da comunidade acadêmica, da sociedade civil e demais interessados a participarem do processo. As manifestações devem ser enviadas pela plataforma Brasil Participativo.

O objetivo é identificar produtos que promovam a conservação, a recuperação, o uso sustentável e a gestão responsável das florestas e de outros ecossistemas considerados vulneráveis.

Lista está prevista no Acordo Mercosul-UE

A criação da relação de produtos faz parte do parágrafo 39 do Anexo 18-A do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em 1º de maio de 2026. O documento estabelece que a lista deverá ser implementada no prazo de até um ano após o início da vigência do acordo.

Benefícios para produtos da sociobiodiversidade

De acordo com as regras previstas no acordo, os itens incluídos na lista poderão receber tratamento preferencial ou vantagens adicionais para acesso ao mercado europeu, além de outros incentivos voltados à ampliação do comércio internacional.

As contribuições também servirão para identificar produtos da sociobiodiversidade e cadeias produtivas alinhadas aos compromissos de desenvolvimento sustentável previstos no acordo entre os blocos.

FONTE: MDIC

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/Sebrae

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Exportação

Exportações brasileiras para a Argentina recuam 18% em um ano, aponta balança comercial

As exportações brasileiras para a Argentina registraram queda de 18,1% nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A comparação considera o mesmo período do ano anterior e mostra uma redução nas vendas ao terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Apesar da retração, o mercado argentino continua desempenhando papel estratégico para a balança comercial brasileira, especialmente para setores ligados à indústria.

Vendas ao país vizinho diminuem em junho

Em junho, o Brasil exportou cerca de US$ 1,3 bilhão para a Argentina. No mesmo mês do ano anterior, o volume negociado havia alcançado aproximadamente US$ 1,6 bilhão, reduzindo a participação do país vizinho nas exportações brasileiras de 5,6% para 3,7%.

A indústria automotiva permanece como o principal segmento das vendas brasileiras ao mercado argentino, concentrando boa parte dos embarques de veículos e componentes.

Principais produtos exportados para a Argentina em junho de 2026

  • Veículos automóveis – US$ 223 milhões (16,86%)
  • Partes e acessórios para veículos – US$ 105 milhões (7,93%)
  • Veículos para transporte de mercadorias e usos especiais – US$ 57 milhões (4,34%)
  • Veículos rodoviários – US$ 38 milhões (2,88%)
  • Máquinas e aparelhos elétricos – US$ 34 milhões (2,58%)

Importações de produtos argentinos apresentam crescimento

Enquanto as exportações brasileiras recuaram, as importações da Argentina avançaram 3,8% em junho na comparação com o mesmo período de 2025.

Assim como ocorre nas exportações, o setor automotivo lidera o fluxo comercial entre os dois países, representando a maior parte das compras brasileiras.

Produtos mais importados da Argentina em junho de 2026

  • Veículos para transporte de mercadorias e usos especiais – US$ 352 milhões (27,41%)
  • Automóveis de passageiros – US$ 134 milhões (10,44%)
  • Trigo e centeio não moídos – US$ 77 milhões (6%)
  • Óleos brutos de petróleo e minerais betuminosos – US$ 71 milhões (5,53%)
  • Polímeros de etileno em formas primárias – US$ 58 milhões (4,53%)

Queda ocorre em meio a tensão diplomática entre Brasil e Argentina

A redução nas exportações para a Argentina acontece em um momento de desgaste nas relações diplomáticas entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente argentino Javier Milei.

No último fim de semana, Milei voltou a fazer críticas públicas a Lula durante um evento político ligado ao senador Flávio Bolsonaro. Na sequência, o governo brasileiro manifestou oficialmente seu descontentamento por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em reunião com o embaixador argentino, Daniel Raimondi.

As declarações também repercutiram entre integrantes do governo federal, ampliando o clima de tensão diplomática entre os dois países.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luis Robayo/ AFP

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Comércio Exterior

Portos do Sul e Sudeste devem concentrar impactos do tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras

Os portos das regiões Sul e Sudeste devem sentir os maiores reflexos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A avaliação é do Observatório de Infraestrutura de Transportes, do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), que aponta concentração dos impactos nos principais polos exportadores do país.

De acordo com o presidente do IBI, Mario Povia, os efeitos da medida tendem a ser mais intensos no Porto de Santos (SP) e nos terminais localizados no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, estados que concentram o embarque de diversos produtos atingidos pelas sobretaxas.

Exportações de produtos industriais estão entre as mais afetadas

Segundo o instituto, os portos dessas regiões são responsáveis pelo escoamento de mercadorias como madeira de pinus, móveis, máquinas, plásticos, produtos têxteis, calçados, papel, açúcar, tabaco e rochas ornamentais, segmentos diretamente impactados pela política tarifária norte-americana.

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostra que cerca de 23% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos foram atingidas pelas novas tarifas. Em contrapartida, aproximadamente 52,7% dos produtos enviados ao mercado norte-americano ficaram de fora da medida, graças às exceções anunciadas pelo governo dos EUA.

Isenções reduzem impacto sobre a movimentação portuária

Apesar das restrições comerciais, especialistas avaliam que o sistema portuário brasileiro deve sofrer impactos limitados. Isso porque boa parte das cargas transportadas em contêineres foi contemplada pelas isenções.

Entre os produtos preservados estão carnes, café, celulose, pescados e frutas, mercadorias de maior valor agregado que representam parcela importante da movimentação conteinerizada brasileira.

Na avaliação do IBI, esse cenário tende a manter o ritmo das operações nos portos, concentrando os prejuízos apenas em determinadas cadeias produtivas e regiões, sem comprometer o desempenho geral da infraestrutura portuária nacional.

Setor de transporte também prevê reflexos em outros modais

Embora as isenções amenizem parte dos efeitos sobre as exportações, representantes do setor de transporte alertam para consequências indiretas em diferentes modais logísticos.

A gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Schwantes, afirma que os principais impactos devem atingir produtos manufaturados e semimanufaturados. Ainda assim, ela reconhece que as exceções concedidas pelos Estados Unidos oferecem certo alívio para o agronegócio e para segmentos estratégicos da indústria brasileira.

Mesmo com esse cenário, a redução no volume de cargas destinadas ao mercado norte-americano pode afetar empresas de transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo, em razão da diminuição do fluxo de mercadorias.

Empresas de logística podem enfrentar atrasos e queda na receita

Além da redução nas exportações, a CNT destaca que disputas comerciais dessa natureza costumam provocar atrasos nos processos aduaneiros, necessidade de renegociação de contratos e busca por novos mercados consumidores, fatores que aumentam os desafios para transportadoras e operadores logísticos.

O governo federal anunciou linhas de financiamento por meio do Programa Brasil Soberano para apoiar empresas exportadoras e fornecedores impactados pelas tarifas e pela instabilidade no Golfo Pérsico. No entanto, segundo a entidade, o pacote não contempla de forma direta o setor de transporte e logística, que sofre os efeitos da retração das exportações sem acesso específico às medidas de apoio.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Comércio Exterior

Ministro critica tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros e defende reação do governo

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros é injustificada e baseada em argumentos que, segundo ele, não refletem a realidade. O governo brasileiro pretende buscar uma solução por meio do diálogo, mas também mantém aberta a possibilidade de recorrer à Lei de Reciprocidade Econômica.

A sobretaxa foi anunciada pelo governo norte-americano nesta quinta-feira (23), sob a justificativa de que o Brasil não adota mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (24).

Para parte das exportações brasileiras, a nova alíquota será aplicada de forma cumulativa à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana, elevando a carga tributária para até 37,5%.

Brasil rebate justificativas dos Estados Unidos

Durante entrevista coletiva, Márcio Elias Rosa contestou os argumentos apresentados pelos Estados Unidos e ressaltou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho em condições análogas à escravidão.

Segundo o ministro, o país é signatário dos principais tratados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e mantém ações permanentes de prevenção, fiscalização, proteção às vítimas e promoção do trabalho digno.

Na avaliação do chefe do MDIC, a nova cobrança foi construída sobre uma premissa equivocada e não corresponde às práticas adotadas pelo Brasil no enfrentamento ao trabalho forçado.

Indústria brasileira pode sentir impacto da dupla tributação

Apesar de centenas de produtos terem sido excluídos da nova tarifa, o ministro alertou que diversos segmentos da indústria nacional ainda serão afetados pela cobrança acumulada de até 37,5%.

Entre os setores citados estão:

  • calçados;
  • máquinas e equipamentos;
  • peças e componentes industriais;
  • confecções;
  • produtos químicos, com exceção dos farmacêuticos.

De acordo com o MDIC, itens como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permaneceram fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.

Ao todo, aproximadamente 2 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas tarifárias.

O ministério informou, no entanto, que ainda está concluindo o levantamento dos produtos que serão atingidos simultaneamente pelas duas cobranças.

Negociação continua sendo prioridade

O governo brasileiro pretende manter as negociações com Washington como principal estratégia para tentar reverter as novas tarifas.

Ao mesmo tempo, Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para responder a medidas comerciais consideradas injustificadas.

Segundo o ministro, a eventual adoção de ações recíprocas dependerá do andamento das negociações entre os dois países. O objetivo, afirmou, é evitar prejuízos à economia brasileira e reduzir os impactos sobre as empresas exportadoras.

Governo prepara medidas de apoio aos exportadores

Além das tratativas diplomáticas, o governo federal trabalha no mapeamento dos setores mais afetados pela nova política tarifária dos Estados Unidos.

A estratégia também inclui a ampliação da presença de produtos brasileiros em novos mercados e a preparação de medidas jurídicas para contestar a decisão norte-americana.

O ministro informou que pretende retomar as conversas com as autoridades dos Estados Unidos nas próximas semanas, após a conclusão da análise dos impactos sobre as exportações brasileiras.

Enquanto isso, empresas afetadas poderão acessar os recursos do programa Brasil Soberano, que disponibiliza R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito destinadas ao capital de giro, investimentos, inovação e expansão para novos mercados.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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