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Taiwan suspende atividades diante do tufão Champi, e quase mil voos são cancelados

A aproximação do tufão Champi provocou a suspensão de diversas atividades em Taiwan nesta sexta-feira, diante da previsão de ventos intensos e chuvas torrenciais. Apesar de perder força em relação ao estágio de supertufão, o sistema meteorológico ainda apresentava potencial para atingir diretamente a ilha.

Segundo a Administração Central de Meteorologia de Taiwan (CWA), as rajadas de vento próximas ao centro da tempestade chegavam a aproximadamente 191 km/h. Naquele momento, o tufão estava a cerca de 170 quilômetros a leste do território taiwanês.

A previsão indicava que Champi passaria próximo ao nordeste da ilha na noite de sexta-feira, seguindo depois em direção ao norte, rumo à costa chinesa, antes de avançar para o sul do Japão.

Tufão Champi deixa um morto e mais de 160 feridos

Os ventos fortes e as chuvas intensas já haviam provocado uma morte e deixado 163 pessoas feridas em Taiwan. O número de feridos foi revisado para baixo em relação ao balanço anterior, que contabilizava 171 vítimas.

O governo informou ainda que 2.639 pessoas foram retiradas de áreas montanhosas como medida preventiva. A empresa de energia Taipower registrou interrupções no fornecimento elétrico para mais de 77 mil residências, embora a eletricidade já tivesse sido restabelecida na maioria dos imóveis afetados.

De acordo com o meteorologista Liu Pei-teng, da CWA, a possibilidade de o tufão tocar diretamente o território não estava descartada. Mudanças inesperadas na trajetória, incluindo desaceleração ou oscilações no deslocamento, poderiam alterar a previsão inicial.

O especialista também alertou que a ampla extensão do sistema poderia prolongar os efeitos da tempestade. Caso o deslocamento fosse mais lento, Taiwan ficaria exposta aos ventos severos por um período maior.

Alertas de ventos fortes e risco de enchentes

Autoridades emitiram alertas para celulares em cidades costeiras, recomendando que os moradores procurassem abrigo diante da possibilidade de rajadas superiores a 150 km/h.

Nas regiões montanhosas do norte, incluindo áreas próximas à capital, Taipé, a previsão indicava acumulados de chuva que poderiam se aproximar de um metro.

No condado de Yilan, no nordeste da ilha, as autoridades distribuíram sacos de areia e deixaram veículos anfíbios e botes infláveis de resgate preparados para possíveis emergências.

O município portuário de Suao, que já enfrentou inundações graves durante outros tufões, também reforçou as medidas preventivas. O responsável local, Lee Ming-chen, afirmou que as Forças Armadas poderiam auxiliar em evacuações e operações de resposta a desastres, caso necessário.

Na cidade portuária de Keelung, ao norte, proprietários de embarcações se mobilizaram para proteger seus barcos diante da piora das condições climáticas. Moradores demonstraram preocupação especialmente com o risco de novos alagamentos, após episódios de enchentes registrados na região ao longo do ano.

Grande extensão da tempestade amplia preocupação

Os meteorologistas estimaram que o raio de atuação do tufão Champi chegava a aproximadamente 320 quilômetros, abrangendo grande parte de Taiwan. Especialistas alertaram que os efeitos do fenômeno poderiam persistir por quase dois dias.

Mesmo com o enfraquecimento da tempestade, sua dimensão e a possibilidade de mudanças na trajetória mantinham o alerta para ventos fortes, precipitações volumosas e inundações.

Taiwan possui uma estrutura de preparação para tufões que costuma contribuir para limitar o número de vítimas. Embora esses fenômenos sejam mais frequentes durante o verão, também podem atingir a região no outono.

Quase mil voos cancelados e mercados fechados

Os impactos do tufão também atingiram o transporte aéreo e as atividades econômicas. Segundo o Ministério dos Transportes, 262 voos domésticos e 717 internacionais foram cancelados, totalizando 979 operações suspensas.

Os mercados financeiros de Taiwan também permaneceram fechados nesta sexta-feira. Uma exceção foi o arquipélago de Kinmen, administrado por Taiwan e localizado próximo à costa chinesa, onde escolas e repartições públicas funcionaram normalmente.

O serviço ferroviário de alta velocidade, que liga o norte ao sul da ilha, continuou operando sem alterações. Em Taipé, apesar das pancadas de chuva e dos ventos, o transporte público, incluindo o metrô, permaneceu em funcionamento, mas com oferta reduzida.

Champi deve avançar em direção ao Japão

Após passar próximo ao nordeste de Taiwan, a previsão apontava que o tufão seguiria em direção à costa chinesa e, posteriormente, ao sul do Japão.

Uma das áreas sob monitoramento era Yonaguni, a ilha habitada mais ocidental do Japão, localizada na província de Okinawa. A trajetória prevista mantinha a região no caminho potencial do sistema meteorológico.

As autoridades continuavam acompanhando o deslocamento de Champi para avaliar possíveis mudanças na intensidade e nos riscos associados à tempestade.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ann Wang

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Grécia afirma que aplica sanções contra o Irã e reforça combate à lavagem de dinheiro

O governo da Grécia afirmou que está cumprindo as sanções internacionais relacionadas ao Irã e apoia medidas para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. A posição foi apresentada pelo ministro da Economia e Finanças grego, Kyriakos Pierrakakis, após novas ações anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra empresas e agentes ligados ao transporte marítimo iraniano.

O posicionamento de Atenas ocorre em meio ao aumento da pressão norte-americana sobre estruturas que, segundo Washington, teriam ajudado o Irã a contornar restrições econômicas e comerciais.

Estados Unidos sancionam escritório de advocacia ligado ao transporte marítimo iraniano

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra o escritório de advocacia Karnakis & Karnakis, que possui atuação na Grécia e no Panamá.

Segundo as autoridades norte-americanas, a firma teria prestado assistência jurídica durante anos a redes de transporte marítimo iranianas. A medida faz parte dos esforços dos Estados Unidos para atingir estruturas suspeitas de contribuir para a evasão de sanções impostas a Teerã.

Além das penalidades contra o escritório, o Tesouro informou que a Rede de Controle de Crimes Financeiros dos Estados Unidos (FinCEN) emitiu uma intimação administrativa para avançar em uma investigação envolvendo uma instituição bancária grega.

O nome do banco investigado, no entanto, não foi divulgado pelas autoridades norte-americanas.

Governo grego avalia informações e possíveis medidas

Em resposta às informações divulgadas por Washington, o Ministério da Economia e Finanças da Grécia declarou que tomou conhecimento do comunicado do Tesouro dos Estados Unidos.

A pasta informou que os dados disponíveis estão sendo analisados e que eventuais providências serão adotadas de acordo com os procedimentos aplicáveis e com a legislação nacional, europeia e internacional.

A manifestação reforça a posição oficial de Atenas de que as sanções contra o Irã em vigor estão sendo aplicadas, ao mesmo tempo que o país mantém o compromisso de cooperar no enfrentamento de crimes financeiros.

Sanções também atingem agentes marítimos e embarcações

As medidas anunciadas pelos Estados Unidos não se restringem ao escritório de advocacia. Washington também informou a aplicação de sanções contra agentes do setor marítimo em Singapura e nos Emirados Árabes Unidos, além de diversas embarcações de carga.

De acordo com as autoridades norte-americanas, esses agentes e navios teriam participado de operações destinadas a ajudar o Irã a evitar restrições econômicas e a transportar petróleo, produtos petroquímicos e outras mercadorias.

As ações ampliam o alcance das medidas de pressão sobre a cadeia internacional de transporte e comercialização de produtos iranianos.

O caso também coloca em evidência o papel de empresas de serviços jurídicos, instituições financeiras e operadores marítimos na fiscalização do cumprimento das sanções internacionais, especialmente em operações comerciais que envolvem países sujeitos a restrições econômicas.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Tufão Champi: veja a rota do ciclone monstro e os países que podem ser afetados

O supertufão Champi, apelidado de ciclone monstro, deve passar nas proximidades do nordeste de Taiwan nesta sexta-feira (23) e avançar em direção ao leste da China e ao sul do Japão ao longo do fim de semana. Mesmo após perder força, o sistema ainda representa um risco para a região, com previsão de chuvas intensas, ventos superiores a 200 km/h e ondas acima de seis metros.

De acordo com a Nasa, o fenômeno registrou os ventos sustentados mais intensos do planeta em 2026, chegando a 296 km/h na terça-feira (20). Quando o critério utilizado é a pressão atmosférica central, entretanto, o furacão Polo, no Pacífico Leste, mantém a liderança.

Diante da aproximação do tufão, Taiwan emitiu um alerta terrestre na quinta-feira (22). A passagem do sistema também provocou o cancelamento de mais de 200 voos em Taiwan e no Japão, conforme informações da agência Reuters.

Onde está o ciclone monstro Champi e qual é sua força?

Às 11h de quinta-feira, pelo horário local, o tufão Champi estava a cerca de 520 quilômetros a leste-sudeste de Eluanbi, no extremo sul de Taiwan. A informação foi divulgada pela Administração Central de Meteorologia da ilha (CWA).

O sistema seguia em direção ao noroeste, com velocidade entre 15 km/h e 20 km/h. Naquele momento, os ventos sustentados alcançavam 184 km/h, enquanto as rajadas chegavam a 227 km/h.

A área de abrangência do fenômeno também aumentou, atingindo um raio de aproximadamente 320 quilômetros. Essa dimensão amplia a possibilidade de impactos em diferentes partes de Taiwan.

Ainda existem divergências entre os modelos meteorológicos sobre a trajetória do ciclone. A maior parte dos serviços internacionais considera pouco provável uma passagem direta sobre a ilha. Já o Centro Meteorológico Nacional da China prevê que o sistema alcance o leste de Taiwan por volta de sábado (24), seguindo posteriormente, com menor intensidade, para a província chinesa de Fujian.

Qual será a rota do tufão Champi nos próximos dias?

As projeções meteorológicas apontam que Taiwan, o leste da China e o sul do Japão estarão entre as áreas mais expostas aos efeitos do ciclone no Pacífico. A tendência é que o sistema enfraqueça gradualmente até o início da próxima semana.

  • Sexta-feira (23): Taiwan deve concentrar os principais efeitos do tufão, sobretudo na costa nordeste. A aproximação máxima está prevista para o fim do dia, enquanto as chuvas começam a avançar sobre o leste da China.
  • Sábado (24): os impactos em Taiwan podem persistir até o começo da tarde. Depois, o sistema deve seguir em direção a Kyushu, no sul do Japão, com previsão de passagem pela região de Yonaguni, no arquipélago de Okinawa.
  • Domingo (25): a chuva deve continuar no leste chinês. Segundo a Weathernews, o Champi poderá perder intensidade e passar à categoria de tempestade tropical severa no Mar da China Oriental, com ventos próximos de 102 km/h.
  • Segunda-feira (26): já enfraquecido para tempestade tropical, o sistema deve acelerar em direção ao Estreito de Tsushima, localizado entre a Coreia do Sul e o Japão.

Os horários das previsões seguem o fuso local. Taiwan, China e Filipinas estão 11 horas à frente de Brasília, enquanto o Japão tem diferença de 12 horas em relação à capital brasileira.

Taiwan pode registrar quase 1 metro de chuva

As autoridades taiwanesas alertaram para o risco de chuvas extremas, alagamentos e ondas elevadas durante a passagem do tufão. Segundo a Administração Central de Meteorologia, as ondas no litoral podem superar seis metros, enquanto áreas montanhosas do norte da ilha, inclusive nas proximidades de Taipei, podem acumular quase um metro de precipitação.

A AccuWeather estima que as rajadas de vento possam alcançar 190 km/h em Taiwan e no leste da China.

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, recomendou que os moradores evitem regiões costeiras e áreas montanhosas. A preocupação aumenta porque o alerta ocorre durante o feriado prolongado do Dia da Retrocessão.

Segundo a agência AFP, aproximadamente 23 mil militares foram mobilizados para permanecer de prontidão e atuar em possíveis operações de resgate.

O Ministério dos Transportes informou que 125 voos foram cancelados na quinta-feira (22), principalmente em rotas domésticas. Até aquele momento, o transporte ferroviário da ilha ainda não havia registrado interrupções.

China reforça medidas de prevenção contra o tufão

Na China, as autoridades mantêm um alerta azul, o nível mais baixo de uma escala composta por quatro categorias. A medida considera a possibilidade de chuvas fortes e ventos intensos nas províncias costeiras de Zhejiang e Fujian, além de Xangai, importante centro financeiro e econômico do país.

As informações foram divulgadas pelo South China Morning Post.

A província de Zhejiang iniciou os protocolos de emergência na quarta-feira (21). Entre as ações previstas está a retirada de moradores vulneráveis de áreas consideradas perigosas, incluindo idosos, pessoas com deficiência, gestantes e pacientes com problemas de saúde.

Conforme a MetSul Meteorologia, a trajetória do sistema também poderá levar os efeitos do fenômeno a cidades como Hangzhou, Ningbo, Wenzhou, Fuzhou e Xiamen.

Japão cancela voos e altera exercício militar

O avanço do Champi também provocou mudanças na operação aérea japonesa. As companhias Japan Airlines, ANA e Skymark cancelaram mais de 100 voos programados entre quinta-feira (22) e domingo (25), afetando mais de 11 mil passageiros.

Além dos impactos no transporte, o tufão levou a alterações no Keen Sword, exercício militar conjunto realizado pelos Estados Unidos e pelo Japão em ilhas japonesas próximas a Taiwan.

As mudanças refletem as precauções adotadas diante da possibilidade de ventos fortes, chuvas intensas e condições marítimas adversas na região.

Por que o tufão Champi é chamado de ciclone monstro?

A expressão ciclone monstro não corresponde a uma categoria meteorológica oficial. O apelido foi associado ao Champi por causa da intensidade excepcional do sistema e da velocidade com que seus ventos aumentaram.

Durante a aproximação de Guam, território norte-americano no Pacífico, a velocidade dos ventos passou de 110 km/h para 220 km/h em apenas 24 horas.

No fim de semana, o tufão passou a aproximadamente 16 quilômetros do extremo sul da ilha, com intensidade equivalente à categoria 4. O fenômeno provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica que atingiram metade de Guam, levando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a aprovar uma declaração de emergência.

O pico de intensidade ocorreu na terça-feira (20), sobre o Mar das Filipinas. Ao entrar na área de monitoramento das autoridades filipinas, o sistema também recebeu o nome local de Rosal.

O Champi é o sétimo ciclone de categoria 5 registrado mundialmente em 2026. A temporada pode superar o recorde de 12 tempestades dessa intensidade observado em 1997, ano marcado por um episódio muito forte do El Niño.

Em setembro, cientistas confirmaram que o atual fenômeno climático atingiu a condição de super El Niño, caracterizada por um aquecimento excepcional das águas do Pacífico equatorial. Esse contexto favorece mudanças na circulação atmosférica e pode contribuir para a formação e a intensificação de tempestades no oceano.

O nome Champi foi proposto pelo Laos e faz referência a uma flor, identificada como champaca-branca ou plumeria.

O ciclone monstro Champi pode atingir o Brasil?

Não há previsão de que o tufão Champi chegue ao Brasil. O sistema está localizado no oeste do Oceano Pacífico, muito distante do território brasileiro, e as projeções indicam que ele deve perder força na região entre o Japão e a Coreia do Sul.

Também não existe relação direta entre o Champi e os ciclones extratropicais que atingem o Sul do Brasil, incluindo os chamados ciclones-bomba.

Embora ambos sejam sistemas atmosféricos, os tufões se formam no noroeste do Oceano Pacífico, enquanto os ciclones extratropicais que afetam o Brasil apresentam características e mecanismos de formação diferentes.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JTWC Tropical Warnings

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Minério de ferro cai após acordo entre compradora chinesa e Rio Tinto

Os preços do minério de ferro recuaram nesta quinta-feira, pressionados pela confirmação de um acordo entre a compradora estatal chinesa China Mineral Resources Group (CMRG) e a mineradora Rio Tinto. O movimento ocorre em um cenário de margens ainda pressionadas para as siderúrgicas chinesas e de sinais de ampla oferta da matéria-prima no mercado internacional.

Na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado, com vencimento em janeiro, fechou em queda de 1,62%, a 669 yuans por tonelada, equivalente a US$ 100,23.

Já o contrato de referência para novembro negociado na Bolsa de Cingapura recuava 1,3%, para US$ 89,85 por tonelada.

CMRG fecha acordo com a Rio Tinto

A CMRG comunicou verbalmente a algumas siderúrgicas chinesas, na quarta-feira, que havia chegado a um entendimento com a Rio Tinto. Segundo fontes familiarizadas com as negociações, não foram divulgados detalhes adicionais sobre os termos do acordo.

Em agosto, a Reuters havia noticiado que a compradora estatal orientara algumas usinas a suspender as negociações com a mineradora australiana para o recebimento de cargas a partir de setembro.

A retomada das tratativas é acompanhada de perto pelo mercado, já que a CMRG desempenha um papel importante nas negociações de fornecimento de minério de ferro para a China, maior consumidor mundial da commodity.

Margens das siderúrgicas continuam pressionadas

As condições financeiras das siderúrgicas chinesas seguem sem apresentar melhora significativa. Em Tangshan, um dos principais polos siderúrgicos do país, as perdas das usinas permaneceram praticamente estáveis nesta semana.

Dados da consultoria Mysteel mostram que o custo médio de produção do ferro-gusa continuou diminuindo em relação ao preço de fábrica do tarugo quadrado comum, cotado a 2.940 yuans por tonelada.

A pressão sobre as margens do setor reduz o potencial de recuperação da demanda por matérias-primas e mantém os investidores atentos ao ritmo de produção das usinas chinesas.

Produção doméstica da China recua, mas oferta segue elevada

A produção chinesa de minério de ferro bruto somou 63,11 milhões de toneladas em setembro, uma redução de 23,9% na comparação anual, de acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Apesar da queda na extração doméstica, a oferta total permanece abundante. Analistas da Everbright Futures apontam que a estabilidade da produção das minas no exterior, o volume expressivo de embarques e chegadas aos portos chineses e os estoques portuários elevados compensam parte da redução interna.

Esse cenário limita o impacto da menor produção chinesa sobre os preços internacionais do minério de ferro.

Fortescue alerta para possíveis impactos nas operações

A mineradora australiana Fortescue também demonstrou preocupação com o andamento das negociações com a CMRG. A companhia alertou que suas operações podem ser afetadas caso as tratativas de fornecimento não sejam concluídas até o fim do ano.

No primeiro trimestre, a empresa registrou uma queda de 6% nos embarques de minério de ferro. Segundo a companhia, o resultado foi influenciado por atividades de manutenção, incluindo paralisações programadas para operações de descarga nos portos.

As negociações prolongadas com a compradora chinesa também continuaram pesando sobre os negócios da Fortescue, acrescentando incertezas ao mercado global da commodity.

Mercado acompanha demanda chinesa e negociações de fornecimento

A combinação de margens reduzidas nas siderúrgicas, estoques elevados e disponibilidade de minério proveniente de produtores internacionais mantém o mercado sob pressão.

Nesse contexto, os próximos desdobramentos das negociações entre a CMRG e as grandes mineradoras, além da evolução da demanda chinesa por aço, devem continuar influenciando as cotações da commodity mineral nas bolsas internacionais.

FONTE: Investing.com
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Roubo de cargas no Rio de Janeiro cai 47% em setembro, mas prejuízos seguem elevados

O roubo de cargas no Rio de Janeiro apresentou queda de 47% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam 96 ocorrências no período, contra 182 registros em setembro de 2025.

Apesar da redução expressiva, o balanço acumulado do ano indica uma mudança mais discreta. Entre janeiro e setembro, foram contabilizados 2.131 casos no estado, número 1,4% inferior ao registrado nos nove primeiros meses de 2025.

Os resultados sinalizam uma melhora pontual nos indicadores de segurança, mas não significam, necessariamente, uma redução equivalente nos danos financeiros enfrentados pelas empresas de transporte rodoviário.

Menos roubos não significam prejuízos menores

O levantamento do programa Carga Blindada, iniciativa do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (Sindicarga), evidencia essa diferença.

Em agosto, o número de roubos recuou 26%, enquanto o valor das mercadorias subtraídas aumentou 61%. Os prejuízos passaram de R$ 10,55 milhões para R$ 16,99 milhões, indicando que os ataques se tornaram financeiramente mais onerosos, mesmo com a redução da quantidade de ocorrências.

Embora o reforço das ações policiais e a cooperação entre órgãos de segurança sejam apontados como fatores relevantes para o enfrentamento do crime, não há uma avaliação oficial que atribua a queda de setembro a uma medida específica.

Para as transportadoras, o cenário exige atenção tanto aos indicadores de criminalidade quanto ao valor das mercadorias transportadas e aos riscos envolvidos nas operações.

Criminosos priorizam caminhões com cargas de maior valor

Na avaliação de Filipe Coelho, presidente do Sindicarga, os dados indicam uma possível mudança na escolha dos alvos pelos criminosos.

“A criminalidade aprendeu a escolher alvos maiores. Antes, havia mais roubos contra veículos menores e cargas de menor valor. Agora, para praticamente o mesmo risco, os criminosos atacam caminhões que transportam mais mercadorias”, afirmou o executivo ao analisar os números de agosto.

Essa tendência amplia a preocupação com o prejuízo causado pelo roubo de cargas, já que uma única ocorrência pode representar perdas expressivas para as empresas.

Além do valor dos produtos roubados, os ataques podem provocar atrasos nas entregas, interrupções nas operações logísticas, aumento dos custos com seguros e gerenciamento de riscos, além da necessidade de reorganizar rotas e cronogramas.

A segurança dos motoristas também permanece entre as principais preocupações do setor, devido à exposição à violência durante o transporte de mercadorias.

Estado teve prejuízo de R$ 314 milhões com roubos de cargas em 2025

Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) contabilizou 3.114 roubos de cargas no estado em 2025. O prejuízo direto estimado chegou a R$ 314 milhões.

O estudo também identificou uma concentração dos crimes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, especialmente em áreas próximas às principais rodovias federais e aos acessos utilizados pelo transporte de mercadorias.

A localização dessas ocorrências reforça a importância de ações direcionadas aos corredores logísticos, onde circula uma parcela significativa das cargas destinadas ao abastecimento e à distribuição de produtos.

Avenida Brasil e BR-040 seguem no radar das autoridades

Mesmo com a redução registrada no conjunto do estado, algumas vias apresentam aumento nos índices de criminalidade.

Segundo diagnóstico do Ministério da Justiça e Segurança Pública, os roubos de cargas na Avenida Brasil cresceram 23,3% entre janeiro e agosto de 2026, em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

No mesmo período, os roubos de veículos aumentaram 8,9% na Avenida Brasil e 28,2% na BR-040.

Os dados mostram que a evolução da criminalidade não ocorre de maneira uniforme em todo o território fluminense, exigindo estratégias específicas para os trechos considerados mais vulneráveis.

Operação Corredores Logísticos reúne forças de segurança

Para ampliar o combate aos crimes nas principais rotas de transporte, os governos federal e estadual iniciaram, em 6 de outubro, a Operação Corredores Logísticos.

A iniciativa reúne a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Força Nacional. Na fase inicial, foram mobilizados 327 agentes e 121 viaturas.

O trabalho tem como foco o enfrentamento ao roubo de cargas, ao roubo de veículos e à receptação de produtos provenientes de atividades criminosas.

A estratégia prevê o intercâmbio de informações entre as instituições, o uso de inteligência policial, o aprofundamento das investigações e o reforço do policiamento nas regiões com maior incidência de ocorrências.

Também foi estabelecida uma célula integrada de inteligência para monitorar a atuação de organizações criminosas e orientar as ações operacionais.

Como a operação começou em outubro, seus possíveis efeitos ainda não aparecem nos números de setembro. A avaliação dos resultados dependerá dos indicadores registrados nos próximos meses.

Combate à receptação é parte da estratégia contra o crime

Além de impedir os ataques nas estradas, as autoridades buscam atingir os grupos responsáveis por receber, armazenar e comercializar mercadorias roubadas.

Em setembro, a Polícia Civil realizou uma operação contra um grupo investigado por envolvimento em roubos de cargas e na retirada de rodas e pneus de caminhões. A investigação abrangia quatro ataques que teriam causado prejuízos superiores a R$ 2 milhões.

O combate à receptação de cargas roubadas é considerado fundamental para enfraquecer a estrutura econômica das organizações criminosas, reduzindo os canais utilizados para transformar os produtos roubados em dinheiro.

A atuação sobre toda a cadeia criminosa complementa o policiamento ostensivo e as investigações voltadas à identificação dos responsáveis pelos ataques.

Transportadoras defendem continuidade das ações de segurança

O Sindicarga avalia positivamente a queda das ocorrências, mas destaca a importância de manter as medidas de prevenção e repressão ao crime. A entidade defende uma atuação coordenada entre forças policiais, governos e empresas do setor de transporte.

Outro ponto considerado prioritário é o enfrentamento aos diferentes elos da atividade criminosa, desde a execução dos roubos até a distribuição e a venda das mercadorias.

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, o principal desafio é consolidar a redução dos registros e fazer com que ela também se traduza em menores perdas financeiras e mais segurança para os profissionais nas estradas.

A evolução dos indicadores nos próximos meses será importante para verificar se as ações em andamento conseguirão reduzir de forma consistente os crimes nos principais corredores logísticos do Rio de Janeiro.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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KC-390 da FAB cruza 1.700 km do Atlântico em missão após incêndio em cargueiro

Um avião KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) percorreu aproximadamente 1.700 quilômetros sobre o Atlântico Sul em uma missão de busca e salvamento relacionada a um incêndio a bordo do navio cargueiro Espírito Santo Express. A embarcação, que navegava de Singapura para o Porto de Santos, teve de ser evacuada, e seus 28 tripulantes foram resgatados por um navio mercante português. Durante a operação de socorro, porém, um oficial da embarcação de resgate caiu no mar e desapareceu.

A aeronave militar, de matrícula FAB2860, decolou do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, na madrugada de 16 de outubro. O deslocamento foi realizado para atender à emergência em uma área distante da costa brasileira.

KC-390 da FAB foi acionado para missão de busca e salvamento

Pertencente ao Esquadrão Gordo (1º/1º GT), o KC-390 da FAB voou por cerca de três horas até a região da última posição conhecida do cargueiro. A aeronave recebeu o indicativo SAR60, utilizado em operações de Search and Rescue, expressão em inglês para busca e salvamento.

O ponto informado para a localização do Espírito Santo Express ficava a aproximadamente 1.700 quilômetros do Rio de Janeiro. A distância e a localização em mar aberto tornavam a operação especialmente complexa, exigindo a mobilização de recursos aéreos e marítimos.

Fabricado pela Embraer, o KC-390 Millennium é utilizado pela Força Aérea Brasileira no transporte de tropas, cargas e equipamentos, além de missões humanitárias e de apoio a emergências. Nesse caso, o avião foi empregado em uma operação de salvamento no Atlântico Sul.

Navio português resgatou os 28 tripulantes do cargueiro

De acordo com informações do Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos de Portugal (GAMA), o navio mercante português Aeolian Arrow foi designado pelo Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo do Rio de Janeiro para atuar na ocorrência.

A embarcação conseguiu retirar todos os 28 tripulantes do Espírito Santo Express. Desse total, 19 pessoas foram resgatadas de uma embarcação salva-vidas, enquanto as outras nove estavam em uma balsa.

O resgate marítimo ocorreu em 15 de outubro, conforme o registro da autoridade portuguesa. No dia seguinte, foi divulgada a mobilização do KC-390 brasileiro para uma missão aérea de busca e salvamento relacionada à mesma emergência.

A atuação conjunta dos recursos envolvidos permitiu retirar a tripulação do cargueiro da situação de perigo em alto-mar.

Oficial desapareceu durante operação de recuperação de bote

Apesar do salvamento dos tripulantes, a operação terminou com o desaparecimento de um integrante da equipe de socorro. Segundo o GAMA, o imediato do Aeolian Arrow caiu no oceano enquanto a tripulação tentava içar uma embarcação de salvamento de volta ao navio.

As condições do mar e as correntes provocaram movimentos bruscos durante a manobra. Após a queda, os demais tripulantes lançaram boias e prepararam uma rede de carga para tentar retirar o oficial da água.

O homem chegou a ser avistado com vida, mas não conseguiu permanecer segurando os equipamentos de resgate. Depois de perder o contato com os dispositivos por repetidas vezes, ele desapareceu sob a superfície.

As circunstâncias do episódio estão sendo investigadas pelas autoridades marítimas portuguesas.

Espírito Santo Express tem capacidade para 11,8 mil contêineres

O Espírito Santo Express é um navio porta-contêineres que navega sob bandeira de Singapura. Informações da empresa W.E. Cox Claims Group indicam que a embarcação foi construída em 2018, possui arqueação bruta de 113.828 e capacidade nominal para transportar 11.800 TEUs, medida equivalente a contêineres de 20 pés.

Identificado pelo número IMO 9793923, o navio era anteriormente conhecido como Seaspan Harrier. A viagem que terminou na emergência teve início em Singapura, em 25 de setembro, e tinha o Porto de Santos, no litoral paulista, como destino.

A chegada estava prevista para 18 de outubro. No entanto, problemas a bordo, associados a relatos de uma possível explosão seguida de incêndio, comprometeram a viagem e levaram à evacuação da tripulação.

Hapag-Lloyd acompanha danos e impactos na carga

A companhia marítima Hapag-Lloyd, que utiliza a embarcação, confirmou a ocorrência do incêndio e informou que todos os tripulantes estavam em segurança após o resgate. A empresa também comunicou que os danos provocados pelo incidente ainda estavam sendo avaliados.

Entre os pontos em análise estão a extensão do incêndio, as condições dos contêineres transportados e os possíveis efeitos sobre a operação do navio e a carga destinada ao Brasil. A proprietária da embarcação, Seaspan, também acompanha o caso.

A ocorrência mobilizou recursos da Força Aérea Brasileira e de embarcações mercantes em uma área remota do Atlântico Sul. Embora os 28 tripulantes do cargueiro tenham sido retirados com segurança, o desaparecimento do imediato do navio português permanece como um dos desdobramentos mais graves da operação.

FONTE: Sociedade Militar e AeroIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Sociedade Militar

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Incêndio atinge navio MV Espírito Santo Express durante viagem para Santos

Todos os tripulantes estão em segurança e foram contabilizados, enquanto equipes atuam no controle do incêndio e avaliam possíveis impactos sobre as cargas e as operações do navio | IMAGEM ILUSTRATIVA

Um incêndio a bordo do navio MV Espírito Santo Express foi registrado enquanto a embarcação seguia de Singapura para o Porto de Santos, no litoral paulista. A informação foi divulgada pela companhia de navegação Hapag-Lloyd, que acompanha o caso em contato direto com a Seaspan, proprietária principal do navio.

Tripulação está em segurança

De acordo com as informações repassadas pela Seaspan à Hapag-Lloyd, todos os tripulantes estão em segurança e foram devidamente contabilizados. As equipes responsáveis estão adotando as medidas necessárias para controlar a ocorrência.

Impactos sobre a carga ainda são avaliados

Até o momento, não há uma avaliação definitiva sobre a dimensão do incêndio. As possíveis consequências para as cargas transportadas e para as operações do navio continuam sendo analisadas.

A Hapag-Lloyd informou que monitora de perto a evolução da situação e que divulgará novas informações assim que houver atualizações confirmadas.

Orientação aos clientes

Clientes que desejarem esclarecimentos sobre suas remessas marítimas devem entrar em contato com a equipe de atendimento da Hapag-Lloyd em sua região. O canal está disponível para prestar informações e auxiliar em eventuais dúvidas relacionadas aos embarques.

FONTE: Hapag-Lloyd
TEXTO: Redação
IMAGEM: Osvaldo Traversaro/IMAGEM ILUSTRATIVA

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Irã ataca seis navios em um único dia perto do Estreito de Ormuz

Os ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e em áreas próximas atingiram, em outubro, o maior ritmo desde o início da guerra entre Irã e Estados Unidos, em 28 de fevereiro. Segundo dados da agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO) e de fontes internacionais de segurança marítima, seis navios foram atacados apenas na segunda-feira, 12 de outubro.

Nos primeiros 12 dias do mês, mais de 18 embarcações comerciais teriam sido alvo de ações iranianas. Entre os dias 5 e 12 de outubro, foram registrados pelo menos 14 ataques, tentativas de ataque e interceptações envolvendo navios que navegavam pelo estreito e por suas proximidades.

Os episódios refletem o agravamento das tensões entre Teerã e Washington e ampliam as preocupações com a segurança da navegação em uma das principais rotas mundiais para o transporte de energia e matérias-primas.

Ataques a navios aumentam desde a retomada dos confrontos

Dados da UKMTO e declarações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) apontam uma intensificação das ações contra o transporte marítimo comercial desde a retomada dos confrontos entre iranianos e norte-americanos, em julho.

Naquele mês, pelo menos 12 ataques contra petroleiros e cargueiros foram registrados. Em agosto, ao menos dez embarcações, incluindo navios-tanque e transportadores de gás natural liquefeito, foram alvo de ações nas proximidades do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e de Sohar, em Omã.

Em setembro, o número chegou a 18 navios, de acordo com os dados citados pelas fontes de segurança marítima.

A escalada ocorreu paralelamente ao aumento das operações de transferência de petróleo entre embarcações, conhecidas como ship-to-ship (STS). Nesse modelo, navios menores transportam o combustível até áreas consideradas mais seguras, onde a carga é transferida para petroleiros de maior porte.

Guarda Revolucionária justifica operações contra embarcações

A Guarda Revolucionária Islâmica afirma que suas ações buscam combater o que classifica como contrabando ilegal de petróleo e tentativas de romper o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Segundo o grupo militar iraniano, as operações passaram a abranger não apenas petroleiros e cargueiros, mas também embarcações de abastecimento, rebocadores e navios-tanque de menor porte que circulam pelo Golfo.

A IRGC também declarou que algumas embarcações sofreram danos após explosões provocadas pelo contato com minas marítimas. Segundo a versão iraniana, os navios navegavam por rotas consideradas não autorizadas ou inseguras.

Teerã atribui a intensificação das ações ao que chama de bloqueio naval dos Estados Unidos. O governo iraniano também alerta que embarcações podem ser alvo de medidas de segurança caso utilizem trajetos não aprovados ou atravessem a região com os sistemas de navegação e identificação desligados.

Irã impõe regras para a navegação no Estreito de Ormuz

Desde abril, o Irã vem aplicando restrições ao tráfego marítimo na região, incluindo a definição de corredores específicos para a passagem de embarcações e a exigência de coordenação prévia com a Marinha da Guarda Revolucionária.

Em 30 de maio, Teerã anunciou que os navios interessados em atravessar o estreito deveriam obter autorização antecipada da força naval da IRGC. Na ocasião, as autoridades iranianas advertiram que a passagem sem permissão seria considerada uma ameaça à segurança.

As medidas aumentam a incerteza para armadores, operadores logísticos e empresas de energia que dependem da rota para transportar petróleo, gás e outras mercadorias.

Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, sendo uma das passagens marítimas mais importantes para o comércio internacional de energia.

A região é essencial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Por isso, qualquer interrupção ou restrição à navegação pode afetar as cadeias de abastecimento, elevar os custos de transporte e aumentar a volatilidade nos mercados internacionais de energia.

O crescimento dos ataques também amplia os riscos para as tripulações e para as empresas responsáveis pelo transporte marítimo, que precisam lidar com ameaças militares e mudanças nas condições de circulação.

Guerra entre Irã e Estados Unidos mantém tensão na região

O conflito começou em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em abril, as partes chegaram a um cessar-fogo, mas os confrontos entre Washington e Teerã foram retomados em julho, diante do impasse nas negociações.

Apesar da assinatura de um memorando de entendimento em junho, as divergências persistiram, especialmente em relação à segurança da navegação e ao controle do Estreito de Ormuz.

Nesse cenário, a intensificação dos ataques contra navios comerciais mantém a rota sob pressão e representa um desafio para a retomada da estabilidade no comércio marítimo internacional.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Navio porta-contêineres afunda após ataque no Estreito de Ormuz, informa Singapura

Um navio porta-contêineres com bandeira de Singapura afundou após ser atingido por um projétil de origem desconhecida durante a passagem pelo Estreito de Ormuz. O incidente ocorreu na terça-feira e provocou danos à embarcação e um incêndio, segundo informações da Autoridade Marítima e Portuária de Singapura.

Os 21 tripulantes do GFS Pride foram retirados em segurança, sem registro de feridos. O episódio integra uma sequência de ataques contra navios comerciais na região, marcada pela escalada das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Outro navio de Singapura também foi atingido

Na quarta-feira, outra embarcação com bandeira singapurense, o GFS Giselle, sofreu danos no casco após ser atingida por um projétil. Apesar do impacto, o navio conseguiu chegar a um local de ancoragem seguro, com todos os 22 tripulantes a bordo.

A agência britânica de operações de comércio marítimo, conhecida como UKMTO, informou que dois navios porta-contêineres não identificados relataram ter sido atingidos por projéteis desconhecidos na terça-feira, entre 16h40 e 17h no horário de Greenwich (GMT).

Segundo o órgão, as duas embarcações sofreram danos leves e conseguiram continuar suas viagens.

Autoridades relatam afundamento no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que uma embarcação atingiu minas navais e afundou ao navegar por uma rota que classificou como não autorizada no Estreito de Ormuz.

Imagens divulgadas pelo grupo iraniano mostraram uma coluna de fumaça preta saindo de um navio porta-contêineres ainda parcialmente flutuando, mas com a popa submersa. Outras fotografias registraram dezenas de contêineres e suas cargas espalhados pela água.

O serviço hidrográfico do Paquistão alertou os navegadores que o GFS Pride havia afundado a cerca de 4 milhas náuticas, aproximadamente 7,4 quilômetros, a noroeste de Ras al-Sheikh Masud, na península de Musandam, em Omã.

Ataques a navios comerciais deixam mortos

As ofensivas contra embarcações mercantes se intensificaram desde o início da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, em fevereiro. Além do Estreito de Ormuz, outras áreas do Oriente Médio também registraram incidentes envolvendo o transporte marítimo.

De acordo com a Organização Marítima Internacional (IMO), órgão ligado às Nações Unidas, pelo menos 24 profissionais do setor marítimo morreram em 106 incidentes confirmados.

Outro caso de afundamento registrado no período envolveu o Safeen Prestige, navio porta-contêineres de bandeira maltesa atacado próximo à costa de Omã em 4 de março.

Já o grupo de gestão de riscos marítimos Vanguard informou, na quarta-feira, que o Cape Dao, graneleiro com bandeira de Antígua e Barbuda, também estaria afundando após uma tentativa de resgate malsucedida, segundo a agência Reuters.

Em 23 de setembro, um projétil de origem desconhecida atingiu a ponte de comando e a área de alojamento do Cape Dao durante sua passagem pelo Estreito de Ormuz, a nordeste de Khasab, em Omã. Um tripulante morreu no ataque.

Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Em condições normais, cerca de um quinto dos embarques globais desses produtos passa pelo corredor entre o Golfo e o Golfo de Omã, que dá acesso ao Mar da Arábia.

A passagem ficou praticamente fechada após o início da guerra com o Irã, em razão de ataques iranianos com mísseis e drones contra navios comerciais e do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

Em junho, Washington e Teerã chegaram a um entendimento preliminar para encerrar o conflito e reabrir a rota marítima. O acordo, porém, desmoronou em poucas semanas, quando os ataques iranianos contra embarcações foram retomados e os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio.

O governo iraniano manteve a posição de que não abriria mão de algum nível de controle sobre a passagem marítima. Nesse contexto, embarcações que utilizavam uma rota ao sul, em águas de Omã, para evitar o trajeto preferencial por águas iranianas também passaram a ser alvo de ataques.

Exportações de petróleo começam a recuperar volume

Para manter o fluxo de exportações dos países árabes do Golfo, as forças militares norte-americanas passaram a oferecer proteção a petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz.

Apesar do aumento das ameaças à navegação, as exportações de petróleo bruto pela região apresentaram recuperação. Segundo analistas da Kpler, empresa especializada em dados do setor marítimo, o volume exportado no mês anterior chegou a aproximadamente 80% dos níveis registrados antes da guerra.

A média anterior ao conflito era de 16 milhões de barris por dia. A recuperação parcial indica que o transporte de petróleo voltou a ganhar ritmo, embora a continuidade dos ataques mantenha a segurança da navegação e o abastecimento global sob pressão.

FONTE: The Load Star
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alison Koo

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Navio HMM Platinum sofre incêndio e permanece à deriva próximo a Madagascar

O navio porta-contêineres HMM Platinum, com capacidade para 5.023 TEUs, continuava no mar ao sudoeste de Madagascar em 10 de outubro de 2026, após um incêndio atingir um contêiner durante a viagem entre Kattupalli, na Índia, e Santos, no Brasil. A embarcação teve sua rota interrompida e busca um porto de refúgio na África do Sul para viabilizar as operações de salvamento e a avaliação dos danos.

A empresa especializada em sinistros marítimos W.E. Cox Claims Group informou que a companhia SMIT Salvage foi contratada por meio do contrato internacional de salvamento Lloyd’s Open Form (LOF). Há preocupação com a possibilidade de prejuízos expressivos à embarcação e à carga transportada, além de atrasos nas entregas.

Também existe a expectativa de uma possível declaração de avaria grossa, procedimento que pode exigir contribuições financeiras dos proprietários das cargas envolvidas para cobrir despesas extraordinárias relacionadas à preservação do patrimônio marítimo.

Incêndio no HMM Platinum: danos ainda não foram quantificados

Os primeiros comunicados sobre a ocorrência foram divulgados em 7 de outubro. Segundo a W.E. Cox, o incêndio teria acontecido entre o final de setembro e o início de outubro. Já a consultoria marítima W K Webster informou que o fogo começou em um contêiner enquanto o navio navegava nas proximidades de Lavanono, na costa sul de Madagascar.

Até o momento, os comunicados não esclareceram o horário exato nem a causa do incêndio. Também não foram divulgadas informações confirmadas sobre possíveis vítimas entre os tripulantes.

De acordo com a atualização publicada pela W.E. Cox em 8 de outubro, aproximadamente 2.300 contêineres estavam a bordo. Apesar do alerta para a possibilidade de danos significativos, ainda não há um levantamento definitivo da quantidade de unidades afetadas ou uma estimativa financeira das perdas na embarcação e nas mercadorias.

O banco de dados oficial da frota da HMM identifica o navio pelo número IMO 9637155. Construído em 2013, o cargueiro navega sob bandeira da Libéria, possui capacidade para 5.023 TEUs, porte bruto de 63.014 toneladas e arqueação bruta de 52.467. A H Platinum SA aparece como proprietária, enquanto a HMM Ocean Service Company Limited é indicada como responsável pela gestão do navio.

Porto de refúgio na África do Sul ainda não foi confirmado

Inicialmente, Durban foi apontada como o destino previsto para o navio após o incidente. Em comunicado de 7 de outubro, a W.E. Cox estimou a chegada para o dia seguinte.

Entretanto, uma atualização posterior informou que a embarcação procurava uma alternativa, com possibilidade de seguir para Port Elizabeth, atualmente denominada Gqeberha. Até a divulgação das informações consultadas, não havia confirmação oficial do novo porto de destino.

Dados do sistema de rastreamento marítimo ShipFinder, atualizados em 10 de outubro, posicionavam o HMM Platinum a sudoeste de Madagascar, navegando a aproximadamente 2,7 nós. O status operacional registrado era “not under command”, expressão utilizada para indicar que o navio não está em condições de manobrar conforme exigido pelas regras de navegação.

Embora Durban continuasse indicado como destino no sistema, os registros mostravam que a embarcação permanecia em alto-mar, sem ter chegado a um porto de refúgio.

A definição do local de abrigo será importante para organizar as inspeções, avaliar as condições da carga e determinar como será realizado o transporte posterior das mercadorias.

Escalas na Ásia ampliam o alcance dos atrasos logísticos

Antes de iniciar a travessia com destino ao Brasil, o HMM Platinum passou por diferentes portos asiáticos. Registros históricos da plataforma MyShipTracking mostram a seguinte sequência de escalas:

  • Qingdao, China: de 29 a 30 de agosto;
  • Busan New Port, Coreia do Sul: de 2 a 3 de setembro;
  • Ningbo, China: em 10 de setembro;
  • Shenzhen, China: de 14 a 15 de setembro;
  • Singapura: em 22 de setembro;
  • Kattupalli, Índia: com saída registrada em 27 de setembro.

O itinerário indica que a interrupção da viagem pode afetar mercadorias embarcadas em diferentes mercados asiáticos, incluindo cargas destinadas ao Brasil.

A W.E. Cox alertou para possíveis atrasos nas entregas das mercadorias que permanecem a bordo. Para identificar os embarques afetados, importadores, exportadores e agentes de carga devem consultar os conhecimentos de embarque (bill of lading), os números dos contêineres e as confirmações de carregamento.

O histórico de escalas, isoladamente, não permite determinar quais remessas estão envolvidas no incidente. A verificação documental é necessária para confirmar a presença de cada carga na embarcação.

Contrato de salvamento pode exigir garantias financeiras

A contratação da SMIT Salvage representa uma etapa importante na resposta ao incidente. Integrante do grupo marítimo Boskalis, a empresa atua em operações de emergência, salvamento de embarcações, remoção de destroços e proteção ambiental. Sua estrutura de atendimento inclui a Cidade do Cabo, na África do Sul, além de outras localidades estratégicas para o transporte marítimo internacional.

O contrato Lloyd’s Open Form (LOF) estabelece as condições para remunerar empresas de salvamento que recuperam bens em perigo no mar ou contribuem para prevenir e reduzir danos ambientais. O sistema é administrado pelo setor de arbitragem de salvamento da Lloyd’s, mercado de seguros com sede em Londres.

Nesse modelo, os responsáveis pelo salvamento podem manter um direito de garantia marítima sobre os bens recuperados até que seja apresentada uma garantia financeira considerada aceitável para assegurar o pagamento dos serviços.

Para os proprietários das mercadorias transportadas pelo HMM Platinum, essa exigência pode ter efeitos imediatos. A consultoria W K Webster informou que será necessário apresentar uma garantia de salvamento emitida por uma parte aceita pelos responsáveis pela operação ou pelo Conselho da Lloyd’s.

A W.E. Cox também alertou que garantias poderão ser exigidas antes que as cargas sejam encaminhadas ao destino ou liberadas para seus proprietários.

Por isso, os procedimentos de preparação financeira não precisam aguardar uma eventual declaração formal de avaria grossa.

Importadores e demais titulares das mercadorias devem entrar em contato com suas seguradoras de transporte e representantes de sinistros para verificar as exigências aplicáveis a cada embarque.

O que é avaria grossa e como ela pode afetar as cargas?

Até 10 de outubro, os comunicados analisados tratavam a declaração de avaria grossa como uma possibilidade ou um desdobramento provável, sem confirmar sua formalização.

Caso o procedimento seja instaurado, os proprietários das cargas poderão precisar apresentar garantias adicionais antes da liberação das mercadorias, mesmo que elas não tenham sofrido danos físicos.

A avaria grossa é um princípio do direito marítimo aplicado a sacrifícios extraordinários e despesas intencionais e razoáveis realizados para preservar bens envolvidos em uma situação de perigo comum durante uma viagem marítima.

Quando os requisitos legais são atendidos, os custos elegíveis são distribuídos entre os interesses envolvidos, proporcionalmente aos respectivos valores de contribuição. A orientação da seguradora marítima Gard explica que essa divisão pode abranger despesas e perdas qualificadas relacionadas à preservação do conjunto de bens em risco.

Na prática, o procedimento costuma envolver as seguintes etapas:

  1. Nomeação de um regulador de avarias: o armador contrata um profissional especializado para organizar a documentação, analisar os valores envolvidos e calcular as contribuições.
  2. Apresentação das garantias: os proprietários das cargas fornecem os documentos exigidos para assegurar o pagamento de suas obrigações.
  3. Participação das seguradoras: quando há cobertura aplicável, a seguradora da carga normalmente pode emitir uma garantia de avaria grossa.
  4. Depósito em dinheiro: proprietários de mercadorias sem seguro podem ser obrigados a apresentar um depósito financeiro.
  5. Cálculo das contribuições: após a análise das despesas e dos sacrifícios admitidos, é estabelecida a parcela atribuída a cada participante.

É importante distinguir a garantia de salvamento da garantia de avaria grossa. Embora ambas possam ser solicitadas no mesmo incidente, elas se referem a obrigações diferentes e devem ser acompanhadas separadamente pelos proprietários das mercadorias e suas seguradoras.

Vistorias podem identificar danos por calor, fumaça e água

A avaliação dos prejuízos não ficará restrita ao contêiner em que o fogo teria começado. Mercadorias próximas também podem ter sido atingidas pelo calor, pela fumaça ou pela água utilizada no combate às chamas.

A W K Webster informou que mantinha peritos de carga de prontidão para realizar inspeções assim que as condições operacionais permitissem. A consultoria também mencionou a presença de mercadorias sensíveis à temperatura a bordo.

Para facilitar a análise dos sinistros, os responsáveis pelas cargas devem reunir documentos como:

  • Conhecimento de embarque e identificação dos contêineres;
  • Faturas comerciais e listas de embalagem;
  • Apólices e demais documentos do seguro de transporte;
  • Correspondências com o armador, agentes de carga e transportadores;
  • Registros de temperatura e funcionamento dos equipamentos, quando aplicáveis.

Quando houver acesso às mercadorias, fotografias, relatórios de vistoria e registros detalhados das condições da embalagem e dos produtos poderão contribuir para a comprovação dos danos.

No caso de cargas refrigeradas ou sensíveis a variações térmicas, também será importante analisar os registros disponíveis de temperatura e operação dos equipamentos durante o transporte.

Replanejamento da entrega exige contato com o armador

Além da apuração dos danos e das exigências financeiras, os embarcadores e destinatários precisarão esclarecer como as mercadorias seguirão até seus destinos.

A HMM ou os agentes responsáveis pelas reservas deverão informar se as cargas poderão continuar a bordo do navio original, se será necessário descarregá-las e transferi-las para outra embarcação e quais prazos de entrega poderão ser considerados.

Para remessas urgentes, a elaboração de planos alternativos de transporte pode ser necessária antes mesmo da conclusão da avaliação das perdas.

Os efeitos comerciais dos atrasos também exigem atenção. Segundo as orientações da Gard sobre avaria grossa, prejuízos decorrentes exclusivamente de atrasos não são incluídos nesse mecanismo de rateio.

Assim, é necessário analisar separadamente três frentes: danos físicos à carga, obrigações relacionadas ao salvamento e à avaria grossa e perdas comerciais provocadas pela demora na entrega. A cobertura de cada situação dependerá das condições contratuais e das apólices aplicáveis.

Medidas prioritárias para importadores e exportadores

Enquanto o HMM Platinum permanece com a viagem interrompida, os envolvidos no transporte devem concentrar esforços em três prioridades: verificar a condição das mercadorias, preparar as garantias financeiras exigidas e definir uma estratégia viável para a continuidade do transporte.

O acompanhamento deve ser feito em conjunto com seguradoras, representantes de sinistros, agentes de carga e transportadores. A organização antecipada dos documentos e a resposta rápida às solicitações podem facilitar a análise das responsabilidades e o processo de liberação das mercadorias.

A definição do porto de refúgio, os resultados das vistorias e as decisões sobre o transporte subsequente serão determinantes para esclarecer a extensão dos prejuízos e os impactos logísticos do incêndio.

FONTE: Yang Chen via LinkedIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração gerada por inteligência artificial, apenas para referência. Não é uma fotografia do incidente.



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