Internacional

Brasil e Suriname negociam ampliação de acordo comercial e fortalecem parceria econômica

Brasil e Suriname devem iniciar, no segundo semestre deste ano, negociações para ampliar o acordo comercial entre os dois países. O objetivo é aumentar o fluxo de negócios e abrir novas oportunidades em setores estratégicos da economia.

O tema esteve no centro da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, realizada na quinta-feira (28), em Brasília. Simons, eleita em 2025, tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência do país sul-americano.

Comércio bilateral ainda é considerado limitado

Durante declaração conjunta no Palácio do Itamaraty, Lula afirmou que o intercâmbio comercial entre os dois países ainda é reduzido e concentrado em poucos produtos.

Segundo o presidente, o volume de comércio bilateral alcançou apenas US$ 55 milhões em 2025. Atualmente, o acordo comercial em vigor é considerado restrito, o que motivou o avanço das negociações para ampliar a parceria econômica.

Entre os principais itens comercializados estão maquinários, materiais elétricos, produtos da indústria química e commodities. A maior parte das operações é composta por exportações brasileiras.

Setores estratégicos devem ganhar espaço nas negociações

A agenda da delegação surinamesa em Brasília inclui encontros empresariais com representantes brasileiros dos setores de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações.

A expectativa dos governos é facilitar o comércio bilateral e estimular investimentos conjuntos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional.

Petróleo offshore e minerais críticos ampliam interesse econômico

Nos últimos anos, o Suriname ganhou destaque internacional após a descoberta de grandes reservas de petróleo offshore na chamada Bacia da Guiana, no Oceano Atlântico. A exploração deve impulsionar significativamente a economia do país nos próximos anos.

Em 2024, a Petrobras e a estatal surinamesa Staatsolie assinaram acordos de cooperação envolvendo petróleo, energias renováveis e segurança operacional na exploração de hidrocarbonetos.

Lula também destacou o potencial dos dois países na produção de minerais críticos, defendendo parcerias voltadas à mineração sustentável, industrialização e agregação de valor às matérias-primas.

Segurança alimentar fortalece parceria entre os países

A cooperação agrícola também entrou na pauta bilateral. O governo brasileiro avalia que pode colaborar com o abastecimento alimentar do Suriname por meio da exportação de carne bovina, suína, aves e outros alimentos.

A presidente Jennifer Geerlings-Simons afirmou que a redução dos custos dos alimentos e a ampliação da segurança alimentar são prioridades do governo surinamês.

Como parte da agenda oficial, Simons visitará uma unidade da Embrapa para conhecer experiências brasileiras em agricultura familiar, sistemas agroflorestais sustentáveis e produção de alimentos.

Programas sociais brasileiros despertam interesse do Suriname

A presidente surinamesa também deve conhecer projetos sociais brasileiros, incluindo uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo Simons, as iniciativas podem servir de inspiração para políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população do Suriname.

Brasil e Suriname assinam 13 acordos de cooperação

Além das negociações comerciais, os dois países formalizaram 13 acordos de cooperação em áreas como cibersegurança, cooperação policial, combate ao tráfico de pessoas, saúde pública, manejo integrado do fogo e segurança de barragens hidrelétricas.

Os governos também discutiram medidas para ampliar as conexões marítimas e aéreas, além de avançar no projeto conhecido como Anel das Guianas, iniciativa de integração regional que conecta o Norte do Brasil ao Suriname, Guiana e Guiana Francesa, fortalecendo o acesso ao mercado caribenho.

FONTE: Folha de PE
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


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Comércio Internacional

Chile amplia estratégia de exportações para conquistar mercado brasileiro

O Chile está intensificando sua presença comercial no Brasil com uma estratégia voltada à diversificação de produtos exportados. Além dos tradicionais salmão e vinho, o país sul-americano pretende ampliar a oferta de itens premium e alcançar novos consumidores em diferentes regiões brasileiras, especialmente no Nordeste.

A iniciativa ganhou força durante uma feira realizada em São Paulo, que reuniu uma comitiva formada por 22 empresas chilenas interessadas em expandir negócios no mercado nacional.

Produtos premium entram no foco das exportações chilenas

A nova ofensiva comercial do Chile inclui produtos de maior valor agregado e forte apelo gastronômico. Entre os itens que devem ganhar espaço no Brasil estão pisco, cerejas frescas, azeite de oliva, cervejas artesanais e queijos premium.

A aposta chilena leva em consideração o turismo entre os dois países. Cerca de 800 mil brasileiros visitam o Chile todos os anos e já têm contato com muitos desses produtos durante as viagens, o que pode facilitar a consolidação do consumo no mercado brasileiro.

Chile aposta em complementaridade com o agronegócio brasileiro

Representantes do setor afirmam que o avanço das exportações chilenas não representa concorrência direta ao agronegócio brasileiro.

Enquanto o Brasil mantém forte atuação na exportação de commodities como milho, carne bovina e suco de laranja, o Chile concentra sua produção em itens de clima temperado e produtos processados de maior valor agregado.

Essa característica faz com que as economias sejam consideradas complementares, ampliando a variedade disponível no varejo sem afetar a produção nacional.

Salmão e vinhos ainda lideram vendas ao Brasil

Mesmo com a estratégia de diversificação, o salmão chileno continua sendo o principal produto exportado ao Brasil. Entre janeiro e abril de 2026, as exportações chilenas para o mercado brasileiro somaram US$ 897 milhões.

O salmão respondeu por cerca de 40% desse total. Já os vinhos mantêm forte participação entre os consumidores brasileiros e representam 44% de todos os vinhos importados consumidos no país.

Atualmente, o Brasil é o principal destino das exportações chilenas na América Latina.

Corredor Bioceânico deve acelerar logística entre os países

Para ampliar a competitividade dos produtos chilenos no Brasil, os dois países também acompanham o avanço do Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio.

O projeto prevê uma rota de integração ligando o Mato Grosso do Sul aos portos do norte chileno, passando por Paraguai e Argentina. A expectativa é reduzir custos logísticos e encurtar o tempo de transporte das mercadorias.

Com isso, produtos frescos poderão chegar mais rapidamente aos centros consumidores brasileiros, preservando qualidade e reduzindo despesas operacionais.

Convenção TIR promete reduzir burocracia no transporte

Outro ponto considerado estratégico para o comércio bilateral é a implementação da Convenção TIR, mecanismo internacional voltado à facilitação do transporte rodoviário de cargas.

Na prática, o sistema funciona como um “passaporte de carga”. Caminhões lacrados na origem poderão cruzar fronteiras sem necessidade de repetidas inspeções alfandegárias e fitossanitárias.

A medida deve acelerar o fluxo logístico, reduzir burocracias e garantir maior eficiência no transporte de alimentos e produtos perecíveis entre Chile e Brasil.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Brasil busca diversificar parceiros comerciais e ampliar mercados estratégicos

O governo brasileiro intensificou os esforços para reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar relações econômicas internacionais em meio às tensões geopolíticas globais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o país trabalha para diversificar fornecedores de fertilizantes e expandir destinos para exportação de petróleo brasileiro.

Segundo o chanceler, países como Índia, Coreia do Sul e Japão demonstraram interesse recente na compra de petróleo do Brasil. Ao mesmo tempo, o Itamaraty vem negociando alternativas para importação de fertilizantes junto a nações da Ásia Central.

Brasil amplia relações comerciais e diplomáticas

Em entrevista ao jornal Valor, Vieira destacou que a política externa brasileira busca fortalecer um cenário “plural e multipolar”, evitando alinhamentos automáticos com grandes potências como Estados Unidos e China.

De acordo com o ministro, a estratégia do governo é ampliar parcerias comerciais, diplomáticas e culturais em diferentes regiões do mundo. Nos últimos meses, ele realizou visitas ao Cazaquistão e Uzbequistão, além de ampliar contatos com países do Sudeste Asiático e do Pacífico.

A Ásia Central ganhou importância por reunir um mercado consumidor de quase 100 milhões de pessoas e por concentrar grandes exportadores de fertilizantes, produto considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.

Fertilizantes e segurança energética entram no centro das negociações

Vieira explicou que a busca por novos fornecedores ocorre em um momento de preocupação global com cadeias de abastecimento e segurança energética. Parte dos fertilizantes importados pelo Brasil passa pelo Estreito de Hormuz, região marcada por tensões no Oriente Médio.

O chanceler afirmou que o interesse de países asiáticos no petróleo brasileiro cresceu diante do receio de interrupções no fornecimento internacional de energia. Para ele, a crise reforçou a necessidade de evitar dependência excessiva de um único parceiro comercial.

Além do setor energético, o Brasil também tenta ampliar cooperação em áreas como indústria automotiva, tecnologia e segurança alimentar, especialmente nas conversas com o Japão.

Mercosul avança em acordos internacionais

O ministro informou ainda que o Mercosul mantém negociações comerciais com diversos parceiros internacionais. Entre os países citados estão Canadá, Reino Unido, Vietnã, Japão e Emirados Árabes Unidos.

Segundo Vieira, o bloco também concluiu recentemente acordos considerados estratégicos com Singapura, a EFTA — grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — e a União Europeia.

Embora evite classificar as negociações como tratados de livre comércio tradicionais, o chanceler afirmou que o objetivo é estabelecer acordos preferenciais capazes de ampliar mercados para produtos brasileiros.

Governo defende transição energética gradual

Questionado sobre a expansão das exportações de petróleo em meio ao discurso de transição energética, Vieira afirmou que o processo precisa ocorrer de forma gradual.

O ministro destacou que o Brasil possui forte produção de combustíveis fósseis, mas também tem experiência consolidada em biocombustíveis e combustíveis sustentáveis. Para ele, não existe contradição entre ampliar exportações de petróleo e investir em fontes renováveis.

Terras raras e negociações com os Estados Unidos

Durante a entrevista, Mauro Vieira também comentou o interesse internacional nas chamadas terras raras, minerais considerados estratégicos para a indústria tecnológica e energética.

Segundo ele, diversos países demonstraram interesse em negociar com o Brasil, mas o governo pretende priorizar políticas que agreguem valor às matérias-primas dentro do território nacional.

Sobre as negociações tarifárias com os Estados Unidos, o chanceler afirmou que as conversas continuam em andamento e reforçou que o Brasil busca um acordo compatível com a importância da relação bilateral.

Reforma da ONU e da OMC segue como prioridade brasileira

Vieira reiterou a defesa histórica do Brasil por reformas em organismos multilaterais, incluindo a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o ministro, tanto China quanto Rússia apoiam a entrada do Brasil como membro permanente de um Conselho de Segurança reformulado. Ele também avaliou que a OMC enfrenta um cenário de paralisação semelhante ao das Nações Unidas.

Próximas agendas internacionais

O chanceler informou que sua próxima missão oficial será na China, a convite do ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi. Depois, ele seguirá para a França para participar de reuniões ligadas à Organização Mundial do Comércio durante a assembleia anual da OCDE.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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Eventos

O Futuro da Logística nos espera no Recife: O RêConectaNews convida você para a Multimodal Nordeste 2026!

Mais do que um evento, a Multimodal Nordeste é o ponto de encontro de corações e mentes que movem a engrenagem logística do nordeste. E é com imensa alegria e entusiasmo que o RêConectaNews confirma sua participação nesta edição histórica!


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Exportação

Exportações de etanol de EUA e Brasil devem crescer com demanda global por biocombustíveis

Os Estados Unidos e o Brasil, líderes mundiais na produção de etanol, projetam um forte avanço nas exportações do biocombustível em 2026. O movimento ocorre em meio à busca de diversos países por alternativas energéticas mais seguras, diante das incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz.

Segundo representantes do setor de biocombustíveis, o aumento da demanda internacional já impacta diretamente os embarques norte-americanos e brasileiros, impulsionando também a produção agrícola de milho e cana-de-açúcar.

Exportações de etanol avançam nos EUA

Nos Estados Unidos, as exportações de etanol combustível cresceram cerca de 20% nos primeiros meses deste ano, mantendo o ritmo recorde registrado anteriormente. Dados da Renewable Fuels Association (RFA) apontam que o país exportou 638 milhões de galões no primeiro trimestre, volume superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O presidente-executivo da entidade, Geoff Cooper, afirmou que o cenário internacional favorece o produto norte-americano, especialmente devido à competitividade dos preços frente à gasolina.

“Diversos países estão buscando novas fontes de combustível líquido para reforçar a segurança energética”, destacou o executivo.

Brasil pode dobrar vendas externas de biocombustível

No Brasil, a expectativa também é positiva. A consultoria Datagro projeta que as exportações brasileiras de etanol alcancem 2,2 bilhões de litros na safra 2026/27, iniciada em abril. O volume representa mais que o dobro da temporada anterior, quando o país embarcou aproximadamente 1 bilhão de litros.

Além das exportações, a produção nacional deve atingir um novo recorde. A previsão é de 41,4 bilhões de litros de etanol brasileiro, crescimento de cerca de 4 bilhões de litros em relação ao ciclo anterior.

Ásia amplia mistura de etanol na gasolina

Especialistas apontam que países asiáticos estão acelerando programas de mistura de etanol na gasolina, ampliando a necessidade de importação do combustível renovável.

O analista-chefe da Datagro, Plinio Nastari, explicou que algumas nações possuem produção local, mas não suficiente para atender à nova demanda energética.

Esse cenário fortalece um antigo objetivo defendido por Brasil e Estados Unidos: a criação de um mercado global de biocombustíveis, proposta discutida ainda em 2007 pelos então presidentes George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva.

Segurança energética impulsiona mercado global

Mesmo diante da possibilidade de um acordo entre Irã e Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz, investidores do setor acreditam que a procura por energia renovável continuará elevada.

Shameek Konar, executivo da Ara Partners — empresa que investe em projetos de energia limpa nos EUA — afirmou que a segurança energética passou a ser prioridade nas políticas globais.

Segundo ele, países buscam reduzir a dependência de regiões historicamente instáveis, como o Oriente Médio, fortalecendo mercados alternativos de combustíveis renováveis.

Além disso, a RFA informou que os EUA deverão ampliar sua capacidade produtiva em aproximadamente 1 bilhão de galões de etanol nos próximos 12 a 18 meses.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Exportação

Brasil e União Europeia negociam suspensão de restrições à exportação de carnes

Representantes do governo brasileiro e da União Europeia iniciaram, nesta quarta-feira (13), uma rodada de reuniões para discutir a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco europeu.

Governo brasileiro busca esclarecimentos sobre sanção da UE

Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, se reúne com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, para tratar das restrições impostas ao país.

Enquanto isso, em Bruxelas, o embaixador brasileiro junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, participa de encontros com autoridades sanitárias europeias para entender os motivos que levaram à decisão.

União Europeia bloqueia exportação de produtos animais do Brasil

A nova lista divulgada pela UE na terça-feira (12) excluiu o Brasil entre os países aptos a exportar animais vivos destinados à produção de alimentos. A medida entra em vigor no próximo dia 3 de setembro.

Com a decisão, ficam impedidas as exportações de itens como carne bovina, aves, cavalos, ovos, peixes e mel para o mercado europeu.

Resistência antimicrobiana está entre os principais impasses

Segundo informações de representantes do agronegócio brasileiro, a União Europeia já vinha alertando o Brasil e outros países desde junho de 2023 sobre o endurecimento das políticas de combate à resistência antimicrobiana.

A ausência de avanços nas negociações ao longo dos últimos anos é apontada como um dos fatores que contribuíram para a adoção das restrições comerciais.

Setores europeus também pressionam acordo com Mercosul

Além das questões sanitárias, interlocutores do setor avaliam que a decisão pode ter relação com pressões internas de segmentos europeus contrários ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

O movimento aumenta a tensão nas tratativas comerciais entre os dois blocos e gera preocupação entre exportadores brasileiros ligados ao setor de proteína animal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo

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Importação

China bate recorde e responde por 25,6% das importações do Brasil em abril

A China ampliou ainda mais sua presença no comércio exterior brasileiro e passou a responder por 25,6% de todas as importações do Brasil em abril de 2026. O percentual é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

O resultado supera o recorde anterior, alcançado em abril de 2025, quando os produtos chineses representaram 22,6% das compras externas brasileiras.

Veículos lideram avanço das importações chinesas

O principal destaque entre os produtos importados da China foram os veículos automotores, que movimentaram US$ 783,4 milhões em abril. O volume representa crescimento de 264,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os automóveis corresponderam a 12,9% de tudo o que o Brasil adquiriu do mercado chinês no mês. Na sequência aparecem os equipamentos de telecomunicações, responsáveis por 4,7% das importações vindas do país asiático.

No acumulado entre janeiro e abril, os veículos também lideram a pauta de compras brasileiras da China, com participação de 9,4%.

Carros eletrificados impulsionam demanda brasileira

Especialistas avaliam que o avanço das importações de automóveis chineses está ligado tanto à atual janela tarifária quanto ao crescimento do interesse dos consumidores brasileiros por carros eletrificados.

Montadoras chinesas vêm ampliando sua presença no mercado nacional, especialmente nos segmentos de veículos híbridos e elétricos, considerados estratégicos para a transição energética da indústria automotiva.

Estados Unidos e Rússia aparecem na sequência

No ranking dos principais fornecedores de produtos ao Brasil em abril, a China manteve ampla vantagem sobre os demais parceiros comerciais.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com participação de 13,1% nas importações brasileiras. Já a Rússia ficou em terceiro lugar, respondendo por 5,7% das compras externas do país.

Entre os vizinhos sul-americanos, a Argentina ocupou a quarta colocação, com fatia de 5%.

China segue como principal destino das exportações brasileiras

Além de liderar as importações, a China continua sendo o maior mercado para os produtos brasileiros no exterior.

Em abril, o país asiático respondeu por 34% das exportações do Brasil, mantendo larga distância dos demais destinos comerciais. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 9,1%, seguidos da Argentina, com 3,8%.

Os números reforçam a importância da relação comercial entre Brasil e China, tanto na entrada quanto na saída de mercadorias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Internacional

Estreito de Ormuz: navio com destino ao Brasil consegue atravessar rota controlada pelo Irã

Um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz utilizando uma rota definida pelas Forças Armadas do Irã. A informação foi divulgada neste domingo (10) pela agência semioficial iraniana Tasnim News Agency.

Segundo a publicação, a embarcação identificada como Mdl Toofan saiu do porto de Ras al-Khair, na Arábia Saudita, e segue viagem com destino ao porto de Rio Grande.

Navio já havia sido impedido de cruzar o estreito

De acordo com a agência iraniana, o cargueiro tentou atravessar o Estreito de Ormuz no último dia 4 de maio, mas acabou barrado pelas forças iranianas.

A passagem autorizada neste domingo marca a segunda travessia realizada desde sábado (9) por meio da rota marítima controlada pelo Irã.

Entenda a crise no Estreito de Ormuz

Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, Teerã passou a restringir o tráfego de embarcações na região.

O governo iraniano informou que a navegação pelo estreito só poderia ocorrer sob supervisão das autoridades iranianas e mediante pagamento de taxas.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de quase 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.

Tensão aumentou após ameaça de bloqueio dos EUA

Após o fracasso das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que forças norte-americanas bloqueariam a entrada e saída de navios em portos iranianos, incluindo operações no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o Irã ameaçou retaliar navios militares que cruzassem a região e ampliar ações contra portos de países vizinhos localizados no Golfo Pérsico.

Cessar-fogo no Oriente Médio é mantido

Apesar das ameaças e da tensão na região, o cessar-fogo no Oriente Médio foi prorrogado nos últimos dias.

Com isso, os bombardeios conduzidos por forças dos EUA e de Israel contra alvos em Teerã permanecem temporariamente suspensos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Comércio Exterior

Exportações de gás natural da Bolívia devem cair 30% em 2026, prevê YPFB

A estatal boliviana YPFB estima uma redução de 30% nas exportações de gás natural da Bolívia em 2026. O cenário reflete o avanço do declínio das reservas do país, que tem o Brasil como principal destino do combustível.

Segundo dados apresentados no relatório de prestação de contas divulgado pela companhia, a média prevista de exportação para este ano é de 9,11 milhões de metros cúbicos por dia. O volume considera contratos firmes e operações interruptíveis realizadas no mercado spot.

Além da retração nas vendas externas, a expectativa é de que o fluxo de gás argentino via Bolívia para o Brasil continue limitado em 2026.

Importação de gás argentino seguirá em baixa

De acordo com a Gas TransBoliviano (GTB), responsável pelo trecho boliviano do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), a movimentação de gás vindo da Argentina deve permanecer abaixo de 500 mil metros cúbicos por dia ao longo do próximo ano.

Atualmente, o Gasbol é a única estrutura disponível para transportar o combustível argentino até a malha integrada de gasodutos brasileiros.

Bolívia alerta para esgotamento da capacidade de exportação até 2030

A YPFB também informou que, mantido o atual nível de reservas provadas, a capacidade boliviana de exportar gás poderá se esgotar até 2030.

Diante desse cenário, o governo boliviano trabalha em mudanças no marco regulatório do setor de óleo e gás. A proposta inclui incentivos fiscais para atrair empresas estrangeiras e ampliar investimentos em exploração.

O presidente da YPFB, Sebastián Daroca, afirmou que é necessário agir rapidamente para conter a queda na produção de gás no país.

Segundo a estatal, o portfólio atual de exploração reúne projetos com potencial estimado em 11 trilhões de pés cúbicos (TCF). Após ajustes de risco, o volume considerado viável é de cerca de 3 TCF, além de oportunidades adicionais em fase inicial avaliadas em 7 TCF.

Novos investimentos são vistos como essenciais

Durante encontro anual de prestação de contas da companhia, Daroca destacou que a simples utilização das reservas já comprovadas não será suficiente para evitar o avanço da redução produtiva.

A expectativa da YPFB é de que a incorporação de recursos contingentes possa ampliar a autossuficiência boliviana de gás até 2034. Ainda assim, a estatal defende novos investimentos e incentivos para expandir as reservas do país.

A companhia acredita que uma nova legislação para o setor de hidrocarbonetos poderá aumentar a segurança jurídica e estimular aportes privados já a partir deste ano. Caso isso ocorra, a recuperação da produção poderia começar a aparecer entre 2028 e 2029.

Reservas provadas da Bolívia caíram 58% desde 2017

No fim de 2024, a YPFB divulgou, pela primeira vez em seis anos, a atualização oficial de suas reservas provadas. O levantamento confirmou a forte retração dos volumes disponíveis.

Em 31 de dezembro de 2023, a Bolívia possuía 4,5 TCF em reservas provadas, resultado que representa queda de 58% na comparação com 2017.

Declínio do gás boliviano impacta mercado brasileiro

A redução da oferta também afeta o mercado privado de gás natural no Brasil. Desde 2025, a Bolívia se consolidou como importante fornecedora para comercializadoras privadas brasileiras, que importam entre 3 milhões e 5 milhões de metros cúbicos por dia.

Levantamento da agência eixos aponta que empresas como Edge, Galp, J&F, MTX, Shell, Tradener e a própria YPFB mantêm reservas contínuas de capacidade no Gasbol ao longo deste ano.

Os contratos são firmados junto à Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), responsável pela entrada do combustível em Corumbá (MS), principal porta de acesso do gás importado ao país.

Além dessas companhias, Eneva e Deal Comercializadora também realizam importações frequentes utilizando contratos diários de transporte.

Com a redução contínua das reservas bolivianas, especialistas do setor avaliam que o fornecimento atual possui horizonte limitado no médio prazo.

FONTE: Eixos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABI

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Eventos

Schryver Logistics leva expertise global à Intermodal 2026

Com uma trajetória consolidada no transporte internacional, a Schryver Logistics chega à Intermodal South America 2026 como um dos nomes de destaque em soluções logísticas globais. A empresa marca presença no estande J050 e também integra o ecossistema do ReConecta, ampliando as conexões estratégicas que movimentam o setor durante o evento.

Tradição e atuação global em logística

Fundada em 1929, a Schryver Logistics construiu uma sólida reputação no mercado internacional como especialista em agenciamento de cargas e soluções logísticas personalizadas. Com origem na Alemanha e atuação global, a empresa opera nos modais marítimo, aéreo e terrestre, atendendo operações de diferentes complexidades.

Seu diferencial está na capacidade de desenvolver soluções sob medida, com foco em eficiência, segurança e integração completa da cadeia logística, conectando empresas a mercados em todo o mundo.

Presença estratégica no Brasil

No Brasil desde 1994, a Schryver Logistics possui atuação em importantes polos logísticos, como São Paulo, Curitiba, Joinville, Paranaguá e Porto Alegre. Essa presença garante proximidade com clientes e maior agilidade na gestão de operações, incluindo processos aduaneiros e transporte internacional.

A empresa atende diversos segmentos, com destaque para cargas industriais, máquinas, equipamentos e produtos que exigem operações logísticas especializadas.

Presença na Intermodal 2026 e conexão com o ReConecta

Durante a Intermodal 2026, a Schryver Logistics estará no estande J050, apresentando suas soluções e reforçando sua atuação no mercado global. Além disso, a empresa faz parte do ecossistema do ReConecta, iniciativa que reúne empresas, especialistas e lideranças em um ambiente voltado à inovação, networking e geração de negócios.

O ReConecta, que terá como ponto central o estande G100, amplia sua atuação para além do espaço físico, conectando diferentes empresas presentes na feira — como a Schryver — e fortalecendo um ambiente integrado de relacionamento e troca de experiências.

Conexões que vão além do estande

A participação da Schryver Logistics evidencia a proposta do ReConecta de criar pontes dentro da Intermodal, conectando empresas em diferentes espaços e ampliando as oportunidades de negócios. Mais do que presença física, trata-se de um ecossistema vivo, que integra soluções, pessoas e ideias para impulsionar o futuro da logística.

SAIBA MAIS: https://www.schryver.com/pt/locais/brazil

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