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Dilema dos Combustíveis no Comércio Exterior, Dólar Alto, Risco Fiscal, uma TEMPESTADE espera a Logística Brasileira 

A volatilidade cambial recente — marcada por disparadas expressivas na cotação do dólar, elevação dos juros futuros e uma severa reavaliação do risco-país pelos investidores — acendeu um sinal de alerta para toda a cadeia de suprimentos e o comércio exterior brasileiro. A desvalorização da moeda nacional, somada à desconfiança do mercado financeiro e à queda da Bolsa de Valores (B3), reflete o temor em relação à condução da política fiscal e aos gastos públicos no país.

Esse cenário macroeconômico adverso transborda rapidamente para a economia real, criando um ambiente de incertezas operacionais e contratuais que atinge importadores, exportadores, agentes de cargas e a logística nacional.

O Impacto Direto nas Pontas do Comércio Exterior

Quando a moeda americana dispara de forma repentina, os impactos se espalham de maneira desigual, mas prejudicial, por todos os elos da cadeia comercial:

Para os Importadores:

O aumento dos custos é generalizado. Além de o insumo ou produto estrangeiro custar mais, o frete internacional e os tributos de importação sobem na mesma proporção. Um fator de alto risco reside no fato de os impostos serem calculados com base na taxa de câmbio do dia do registro da Declaração Única de Importação (DUIMP), e não na data da compra. Assim, cargas em trânsito ou ainda não desembaraçadas sofrem um impacto imediato e inesperado.

Para os Exportadores:

Embora historicamente o setor seja visto como beneficiado pela conversão de receitas em dólar, o ganho real tem limites claros. A produção encarece devido ao aumento nos custos de insumos importados, fretes e linhas de crédito. Paralelamente, as altas taxas de juros pesam no financiamento da produção e nos Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACC).

Para os agentes de carga | NVOCC

Como intermediários, lidam diretamente com a volatilidade diária. Fretes, taxas portuárias e despesas de sobrestadia (demurrage) são contratados em dólar e faturados em reais. Sem cláusulas contratuais claras, o agente — que precisa quitar seus compromissos com os armadores em moeda estrangeira — corre o risco de absorver prejuízos severos e comprometer sua margem operacional.



A Equação Logística e o Subsídio dos Combustíveis

Se a pressão cambial por si só já desafia o setor, a situação ganha contornos ainda mais complexos com a questão dos combustíveis, pilar essencial da matriz de transportes do Brasil.

O petróleo e seus derivados são commodities negociadas globalmente em dólares. Com a desvalorização do real, o custo de importação dessas matérias-primas aumenta expressivamente, mesmo quando as cotações internacionais permanecem estáveis.


A Vulnerabilidade do Diesel e a Defasagem

O óleo diesel surge como o ponto mais crítico dessa equação. O Brasil é dependente de importações para suprir o consumo interno de diesel, o que deixa o abastecimento nacional totalmente exposto às oscilações externas.

Levantamentos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) evidenciam um cenário alarmante de defasagem de preços praticados pelas refinarias em relação ao mercado internacional:

Óleo Diesel: A defasagem média atingiu R$ 3,53 por litro (108%), mostrando que o preço de referência para importação chegou a mais que o dobro do valor praticado no mercado doméstico.

Gasolina: Registrou defasagem de R$ 0,58 por litro (19%), diferença que tende a se alargar com a valorização contínua do dólar.

A Intervenção Estatal e o Papel da Petrobras

Para conter o repasse imediato às bombas, o Governo Federal anunciou a renovação por mais 30 dias da subvenção de R$ 2,12 por litro do óleo diesel, financiada por receitas extraordinárias. Contudo, analistas de mercado alertam que subsidiar e segurar preços artificialmente gera ruídos fiscais — justamente o fator que retroalimenta a alta do dólar e a desconfiança na Bolsa de Valores.

Por sua vez, a Petrobras tem adotado uma estratégia comercial que suaviza oscilações de curto prazo sem repassar aumentos instantaneamente. Embora recursos como uso de estoques antigos, redução de margens e postergação de reajustes retardem o impacto final, existe um limite técnico e financeiro para essa contenção, sobretudo se a margem entre os preços internos e o custo de importação continuar excessivamente ampla.

Consequências para a Economia Real

Dado que a grande maioria das mercadorias brasileiras circula por meio do modal rodoviário, qualquer eventual reajuste represado no preço do diesel trará reflexos imediatos: Elevação nos custos do frete rodoviário em todo o território nacional; Pressão inflacionária direta nos preços de alimentos, insumos industriais e bens de consumo; Redução do poder de compra e encarecimento do custo de vida geral.

Estratégias Práticas para Manter a Estabilidade Operacional

Diante de um cenário de volatilidade prolongada, que só deve clarear após a consolidação de diretrizes fiscais,  gestão rigorosa de risco financeiro torna-se indispensável. Para mitigar perdas e garantir a continuidade dos negócios, sugere-se a adoção de práticas como a Revisão Rigorosa de Contratos e Cotações, mapeie em todas as cotações em aberto e contratos vigentes qual a taxa de câmbio aplicada, a data de referência e qual parte assume o risco de variação cambial. Alinhamentos financeiros devem ser feitos antes do faturamento para evitar disputas jurídicas.

Encurtamento da Validade das Propostas, propostas comerciais válidas por semanas tornam-se inviáveis em cenários de alta volatilidade. Agentes de carga e prestadores logísticos devem restringir a validade das cotações para prazos de 24 a 48 horas, visto que a qualquer hora tudo pode ser alterado.  Rigor na Concessão de Crédito, reavalie o perfil de crédito dos clientes operando com pagamentos faturados em reais. Linhas de crédito muito longas podem comprometer o fluxo de caixa caso o tomador enfrente dificuldades para honrar faturas reajustadas pelo dólar. Comunicação e Alinhamento com a Cadeia, mantenha um fluxo de comunicação transparente com armadores, despachantes e clientes. A agilidade na emissão de documentos e no fechamento de câmbio é crucial para travar taxas favoráveis e evitar custos adicionais.

Utilização de Travas Cambiais, quando possível, recorra a instrumentos de hedge financeiro — como contratos a termo (NDF) ou opções de câmbio — junto às instituições financeiras. Travar a taxa de câmbio para compromissos futuros de importação, fretes ou pagamentos em moeda estrangeira neutraliza surpresas repentinas e blinda o fluxo de caixa contra oscilações drásticas.

A combinação entre alta do dólar, incertezas fiscais e indefinição na precificação dos combustíveis forma um ambiente desafiador para a logística e o comércio exterior. Sobreviver a esse ciclo exige abandonar o automatismo operacional e adotar uma postura de planejamento financeiro rigoroso, agilidade decisória e gestão preventiva de riscos. 

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Quando a legislação ouve o importador: o case da arbitragem tributária e aduaneira

Por Daniela Cristine, diretora jurídica da Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP)

Um projeto de lei pode parecer distante da operação de uma empresa. Mas seus efeitos chegam ao caixa, aos contratos, às decisões de compra e ao planejamento de quem importa. Por isso, acompanhar a construção das regras e levar a experiência do setor ao debate legislativo é parte importante da atuação institucional da ABIMP.

O Projeto de Lei – PL 2.486/2022, que propõe a Arbitragem Especial Tributária e Aduaneira, é um exemplo. Em reuniões com a relatoria e sua assessoria, apresentamos um parecer técnico com sugestões para aproximar o texto da realidade dos importadores. Conforme o levantamento da Associação, seis contribuições foram incorporadas ao substitutivo. À título de exemplo, três mostram como ajustes jurídicos podem fazer diferença no dia a dia das empresas.

Uma delas é o prazo para pedir à Justiça a anulação da sentença arbitral. A previsão anterior era de 180 dias, quase seis meses durante os quais a decisão poderia ser questionada. Para o importador, esse período pode dificultar o planejamento: tributos e questões aduaneiras influenciam preços, compras, contratos e decisões que muitas vezes precisam ser tomadas sem demora. Com o acolhimento das ponderações apresentadas pela ABIMP, o prazo passou a 90 dias, preservado o prazo em dobro da Fazenda Pública. A mudança não elimina a possibilidade de contestação, mas reduz o tempo de espera para quem não tem essa prerrogativa.

Também propusemos alterar o procedimento dessa ação. O texto anterior remetia à Lei de Execuções Fiscais, voltada à cobrança de dívidas pelo poder público. Como a ação busca discutir a validade de uma sentença arbitral, usar um rito pensado para outra finalidade poderia abrir espaço para dúvidas e disputas sobre como o processo deveria tramitar. A previsão do Código de Processo Civil aproxima o procedimento da natureza da ação e ajuda a evitar que a definição das regras processuais se torne mais um foco de incerteza.

Outro ponto é a proteção dos segredos comerciais e industriais. A publicidade das decisões é importante, mas os documentos de um conflito podem revelar fornecedores, preços, condições negociadas ou informações sobre processos produtivos. Sem uma ressalva, a empresa poderia ter de expor dados estratégicos para defender seus direitos. A proteção incorporada busca resguardar esses segredos sem afastar a publicidade dos demais aspectos do procedimento.

É importante lembrar: o projeto ainda não está aprovado. Ele segue em tramitação na CCJC e pode sofrer alterações. Concluída a análise da comissão, e se não houver recurso para o Plenário da Câmara, o texto poderá seguir ao Senado Federal. Até lá, as regras ainda podem mudar, e é nessa fase que a participação técnica do setor faz mais diferença. Por isso, a ABIMP seguirá acompanhando cada etapa.

Este case também mostra o papel da ABIMP: reunir questões que afetam as empresas, traduzi-las em contribuições técnicas e levá-las aos espaços em que as decisões são construídas. Esse trabalho de representação e acompanhamento ajuda a fazer com que a experiência de quem importa seja considerada antes que as regras cheguem à operação. Quando a voz do setor participa do debate, a legislação tem mais condições de responder à realidade das empresas e é assim que a atuação institucional da ABIMP busca gerar valor para os importadores.

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Adaptabilidade: a capacidade de evoluir diante das mudanças

Ao longo de quase 30 anos de atuação nas áreas de transporte e logística, aprendi que a experiência profissional não se constrói apenas com conhecimento técnico, mas também com a capacidade de se adaptar a diferentes cenários, pessoas e desafios.

Minha trajetória começou na operação, como ajudante de motorista. Com o tempo, passei por diferentes etapas, da gestão de frotas à logística portuária, da cabotagem à área comercial e ao desenvolvimento de projetos. Cada experiência trouxe novos aprendizados e ampliou minha visão sobre o funcionamento dos negócios.

Essa caminhada me mostrou que adaptabilidade não significa apenas aceitar mudanças, mas desenvolver a capacidade de compreender novos contextos e encontrar caminhos para seguir em frente.

No setor logístico, essa habilidade é especialmente importante. O mercado muda, as demandas dos clientes evoluem, os custos oscilam e as empresas precisam rever processos constantemente. Quem se limita a fazer sempre da mesma maneira corre o risco de deixar passar oportunidades de melhoria e crescimento.

Em minha experiência, aprendi que conhecer a operação na prática faz diferença na hora de tomar decisões. Entender os desafios de quem está na linha de frente, compreender as necessidades do cliente e enxergar o negócio de forma integrada permite identificar soluções mais consistentes.

Essa visão também se aplica à carreira. Mudar de área, assumir novas responsabilidades ou participar de projetos diferentes exige disposição para aprender, ouvir e reconhecer que nem sempre temos todas as respostas. É preciso manter a mente aberta, construir relacionamentos e estar preparado para rever estratégias quando o cenário exige.

Adaptar-se não significa abandonar aquilo que aprendemos ao longo da trajetória. Pelo contrário: significa usar essa bagagem como base para enfrentar novas situações com mais maturidade e discernimento.

Acredito que as melhores oportunidades nem sempre surgem em caminhos conhecidos. Muitas vezes, elas aparecem quando estamos dispostos a sair da zona de conforto, ampliar nossa perspectiva e transformar desafios em aprendizado.

No fim, evoluir profissionalmente é entender que a experiência nos dá referências, mas é a capacidade de adaptação que nos permite continuar avançando.

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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Quando reduzir custo pode sair caro: o que a experiência na logística me ensinou

Ao longo de quase 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi que um dos grandes desafios de uma operação é encontrar o equilíbrio entre custo e eficiência.

Em um mercado cada vez mais pressionado por preços, buscar redução de despesas é natural. O problema surge quando o menor custo passa a ser visto como sinônimo de melhor decisão.

Na logística, uma economia feita no lugar errado pode aparecer depois em forma de atrasos, manutenção, retrabalho, perda de produtividade ou até perda de clientes.

Por isso, antes de perguntar “quanto custa?”, é importante perguntar também: “qual será o impacto dessa escolha na operação?”

O frete mais barato pode custar um cliente

Escolher um transporte apenas pelo menor valor pode parecer vantajoso, mas é preciso considerar prazo, segurança, flexibilidade e as necessidades específicas da operação.

Se uma carga atrasa ou sofre uma avaria, o impacto ultrapassa o custo do transporte. Pode comprometer o relacionamento com o cliente e até uma oportunidade comercial.

Na prática, não adianta economizar em uma etapa e criar um problema maior em outra.

Manutenção e combustível: olhar além do preço

A manutenção é outro exemplo. Buscar sempre a alternativa mais barata pode reduzir o desembolso imediato, mas uma escolha inadequada pode aumentar as paradas, comprometer a disponibilidade da frota e gerar novos custos.

Em transporte, veículo parado significa atraso, reprogramação e perda de produtividade.

O mesmo vale para o combustível. O preço por litro é importante, mas consumo, desempenho e impactos na manutenção também precisam entrar na conta.

O que importa é avaliar o custo total da operação, e não apenas o preço de cada item isoladamente.

Pessoas e fornecedores também fazem parte da equação

A redução de custos também pode atingir equipes e fornecedores. Mas diminuir pessoas ou estrutura sem avaliar as consequências pode gerar sobrecarga, falhas de comunicação, erros e retrabalho.

Quem está no dia a dia conhece dificuldades que nem sempre aparecem nos indicadores. Por isso, ouvir a equipe é fundamental.

Na escolha de fornecedores, preço também não deve ser o único critério. Prazo, qualidade, segurança, confiabilidade e capacidade de atendimentoprecisam fazer parte da análise.

Um fornecedor mais barato que não entrega no prazo pode gerar um custo muito maior para a operação.

Eficiência não é simplesmente gastar menos

Depois de tantos anos acompanhando diferentes etapas da logística, uma das principais lições que levo para o meu trabalho é que redução de custo e eficiência não são necessariamente a mesma coisa.

Reduzir custo significa diminuir uma despesa. Buscar eficiência é utilizar melhor os recursos disponíveis para alcançar um resultado.

Em alguns casos, reduzir uma despesa será a melhor decisão. Em outros, investir mais em determinada etapa pode evitar perdas muito maiores adiante.

Por isso, antes de escolher pelo menor preço, procuro responder:

Qual é o impacto dessa decisão na operação?

O que estamos economizando agora e o que podemos gastar depois?

Essa escolha realmente melhora o resultado?

Minha experiência na estrada, na operação, na gestão de frota, na logística portuária, na cabotagem e na área comercial me ensinou a olhar a cadeia de forma integrada.

Uma operação competitiva não é necessariamente aquela que tem o menor custo em cada item. É aquela que consegue equilibrar custo, qualidade, segurança, produtividade, prazo e resultado.

Porque, na logística, nem sempre economizar em uma etapa significa gastar menos no final.

Antes de buscar o menor preço, é preciso entender o custo da decisão.


Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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Do DNA do transporte à realização de um sonho: a experiência que conduz a SIGATRANS

O transporte faz parte da minha história. Meu pai foi motorista de caminhão e meu avô foi dono de caminhão. Foi nesse ambiente que nasceu minha relação com o setor e, mais tarde, o desejo de construir minha própria empresa.

Minha trajetória profissional começou como assistente de transporte. Ao longo de aproximadamente 15 anos, passei por diferentes áreas da operação, até chegar à gestão de transporte em duas empresas que se destacaram no mercado. Foi nesse período que aprendi, na prática, que logística exige muito mais do que movimentar cargas: exige organização, responsabilidade, agilidade e capacidade de tomar decisões.

Quando a SIGATRANS nasceu, eu trouxe essa experiência comigo.

Transformar experiência em gestão

A empresa surgiu de um sonho que compartilhei com meu amigo, Rhuan Carlos Zendron. Durante alguns anos, o projeto ficou guardado até que mudanças profissionais e a chegada da minha filha me deram o impulso necessário para iniciar esse projeto.

Desde o início, uma das minhas preocupações foi estruturar a empresa de forma organizada. Definir responsabilidades, criar processos e formar uma equipe em que eu pudesse confiar foram passos fundamentais.

Essa experiência da operação continua presente nas minhas decisões. Ela me ajuda a antecipar problemas, compreender os impactos de cada escolha e buscar um crescimento que aconteça com organização e segurança.

Crescer exige coragem e planejamento

Um dos momentos importantes da nossa trajetória foi quando decidi investir mesmo em um período de mercado retraído. Ampliamos a frota, o armazém e os investimentos em pessoas, sistemas e certificações.

Para mim, crescer não significa apenas aumentar a estrutura. É preciso entender o mercado, estar próximo do cliente e identificar onde podemos gerar valor.

Por isso, faço questão de visitar, ouvir e conhecer de perto cada operação. Quanto melhor entendemos o desafio, mais assertiva é  a nossa solução.

Pessoas no centro da operação

Hoje, vejo as pessoas como um dos principais pilares da SIGATRANS.

Uma empresa pode ter tecnologia, estrutura e processos, mas são as pessoas que fazem tudo acontecer.

Meu papel como gestor é criar condições para que a equipe trabalhe bem, com segurança, clareza e responsabilidade. Isso envolve investir em qualificação, tecnologia e processos, mas também saber ouvir e valorizar quem está ao nosso lado.

Essa visão também se estende à minha família. Sou casado com a Bruna há 15 anos e dividimos a gestão da empresa. Eu fico à frente das áreas comercial e operacional, enquanto ela conduz o administrativo e os recursos humanos. Essa parceria nos permite unir diferentes olhares sobre o negócio.

O que a experiência me ensinou

Depois de tantos anos no transporte, entendi que experiência não é apenas tempo de mercado. É o que fazemos com tudo aquilo que vivemos. É aprender com os desafios, reconhecer quando precisamos mudar e transformar conhecimento em decisões melhores.

Também aprendi que ninguém constrói uma empresa sozinho. É preciso ter um bom time, valorizar as pessoas e ter disciplina para administrar o negócio — inclusive cuidar do fluxo de caixa e tomar decisões pensando no longo prazo.

A SIGATRANS nasceu de um sonho, mas foi construída com experiência, trabalho e muitas pessoas que acreditaram nesse projeto.

Hoje, continuo conduzindo a empresa com a mesma vontade de aprender e evoluir, mas com a experiência de quem conhece o transporte de dentro para fora.

Darlan Olmar é co-fundador e CEO da Sigatrans Logística.

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Como diagnosticar uma operação logística antes de propor uma solução

Em um mercado cada vez mais pressionado por custos, prazos e eficiência, encontrar soluções para os desafios logísticos exige mais do que identificar um problema aparente. É necessário compreender como a operação funciona, avaliar seus processos e considerar as pessoas envolvidas em cada etapa.

Ao longo de quase 30 anos no setor de transporte e logística, construí minha experiência passando por diferentes funções, desde ajudante de motorista até atividades ligadas à operação, gestão de frota, logística portuária, cabotagem, comercial e desenvolvimento de projetos.

Essa vivência me ensinou a importância de olhar para a operação de forma integrada. Antes de propor uma mudança, é preciso entender o cenário e identificar o que realmente precisa ser resolvido.

Uma dificuldade logística pode ter diferentes origens. Um atraso, por exemplo, não deve ser analisado de maneira isolada. É importante compreender o fluxo operacional, os processos envolvidos e os fatores que podem estar interferindo no resultado.

O mesmo vale para custos elevados, baixa produtividade ou problemas de comunicação entre equipes.

Por isso, o primeiro passo é conhecer a realidade da operação. Isso significa observar como as atividades são executadas, ouvir os profissionais envolvidos e entender as necessidades do cliente.

5 pontos que devem ser observados em um diagnóstico logístico

1. Entender o fluxo operacional

É fundamental conhecer as etapas da operação, desde a entrada do pedido no sistema até a entrega final. Compreender esse fluxo permite visualizar como as atividades se conectam e identificar pontos que merecem uma análise mais aprofundada.

2. Avaliar os custos

A gestão de custos precisa considerar mais do que os valores mais evidentes. É importante observar fatores relacionados à frota, manutenção, produtividade e execução dos processos, buscando compreender onde estão as oportunidades de melhoria.

3. Analisar a gestão de frota

A frota precisa ser avaliada considerando sua utilização, manutenção, disponibilidade e relação com as necessidades da operação. Uma análise integrada ajuda a compreender como as decisões relacionadas aos veículos e às equipes podem afetar o desempenho logístico.

4. Considerar as pessoas e a comunicação

Os profissionais que participam da operação conhecem dificuldades e particularidades do trabalho diário. Ouvir essas pessoas e compreender a comunicação entre as equipes é parte importante da análise, especialmente quando existem conflitos ou dificuldades de execução.

5. Compreender a necessidade do cliente

Uma solução logística precisa estar alinhada à necessidade de quem contrata o serviço. Isso exige compreender as características da demanda, as condições operacionais e os objetivos envolvidos, evitando propostas que não correspondam à realidade do cliente.

O problema nem sempre está onde parece

Uma das dificuldades na gestão logística é tratar apenas o sintoma de um problema, sem compreender sua origem. Quando uma operação apresenta resultados abaixo do esperado, a resposta não deve ser necessariamente uma mudança imediata. Antes, é preciso investigar os fatores envolvidos e entender como eles se relacionam. Essa análise ajuda a direcionar as decisões e a construir soluções mais coerentes com as necessidades identificadas.

Conhecer a logística na prática permite compreender melhor os desafios enfrentados por motoristas, equipes operacionais, gestores e clientes. Essa visão contribui para aproximar o planejamento da realidade do transporte e permite avaliar as decisões considerando diferentes etapas da cadeia logística.

Na minha atuação com comercial, gestão de projetos e frota, procuro justamente conectar essas perspectivas para compreender os desafios e identificar possibilidades de solução.

Diagnosticar antes de agir

Uma operação logística reúne processos, pessoas, recursos e decisões que precisam funcionar de maneira integrada. Por isso, antes de propor uma solução, considero essencial compreender o cenário, avaliar os custos, ouvir os envolvidos e identificar a origem das dificuldades.

Afinal, uma solução logística começa pelo entendimento correto do problema.

É essa combinação entre experiência prática, visão operacional e compreensão das necessidades do cliente que procuro levar ao meu trabalho.

Imagem: Ilustrativa / Feita com IA

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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Gestão de frota: onde estão os custos que podem comprometer uma operação?

Em 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi que gerir uma frota vai muito além de controlar caminhões, rotas e manutenção.

É preciso entender onde estão os custos e como cada decisão interfere no resultado da operação.

Muitas vezes, o problema não está em um grande gasto, mas na soma de pequenas ineficiências que se repetem todos os dias.

O custo vai além do combustível

Combustível é um dos principais itens, mas está longe de ser o único.

Manutenção, pneus, disponibilidade dos veículos, tempo parado, quilometragem improdutiva e produtividade também precisam entrar na análise.

Uma frota pode estar rodando muito e, ainda assim, não ser eficiente.

Por isso, não basta saber quanto cada veículo custa. É preciso entender quanto ele produz e qual resultado entrega.

Manutenção também é gestão

Esperar um problema aparecer para agir pode sair muito mais caro.

A manutenção preventiva ajuda a reduzir paradas inesperadas e permite planejar melhor os custos e a disponibilidade dos veículos.

Um caminhão parado não representa apenas uma despesa de oficina. Pode significar atraso, perda de produtividade e impacto no atendimento ao cliente.

Produtividade precisa estar no radar

Também considero fundamental acompanhar a produtividade da frota.

Quantos quilômetros o veículo percorre? Quanto tempo fica parado? A capacidade está sendo bem aproveitada? Existe possibilidade de carga na volta?

Essas perguntas ajudam a encontrar custos que nem sempre aparecem claramente na planilha.

Eficiência não significa simplesmente gastar menos. Significa utilizar melhor os recursos disponíveis.

Olhar o todo faz diferença

Ao longo da minha trajetória, aprendi que uma decisão sobre um custo pode gerar impactos em várias outras áreas da operação.

Por isso, o gestor precisa conhecer os números, mas também entender a realidade por trás deles.

Foi vivendo a estrada e acompanhando a operação que aprendi a enxergar a frota não apenas como um conjunto de veículos, mas como parte estratégica do negócio.

Gestão de frota é acompanhar custos, indicadores, manutenção e produtividade para tomar decisões melhores.

Porque, na logística, cada quilômetro, cada parada e cada decisão impactam o resultado.

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

Imagem Ilustrativa: Magnific.com

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Por que conhecer a operação é um diferencial no comercial de logística

Ao longo de 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi uma coisa que carrego comigo até hoje: não dá para vender bem aquilo que você não conhece.

Minha história começou na operação. Vivi a estrada, acompanhei de perto a rotina dos motoristas, conheci os desafios do transporte e, ao longo do caminho, passei por diferentes áreas até chegar à gestão.

Essa experiência mudou completamente a minha forma de enxergar o comercial.

Quando um cliente apresenta uma necessidade, eu não consigo olhar apenas para o preço ou para o serviço que está sendo solicitado. Penso no que existe por trás daquela demanda: é viável? Qual será o custo? Qual prazo podemos realmente cumprir? Existe uma alternativa melhor?

É aí que, para mim, o conhecimento operacional se transforma em um diferencial comercial.

Conhecer a operação é entender o custo

Quem está no comercial precisa saber que uma operação envolve muito mais do que o valor apresentado em uma proposta. Frota, combustível, manutenção, tempo, armazenagem, disponibilidade e produtividade são fatores que interferem diretamente no resultado.

Depois de tantos anos vivendo essa realidade, aprendi que o menor preço nem sempre representa a melhor solução. Às vezes, uma decisão aparentemente econômica pode gerar custos maiores lá na frente.

Prometer menos e entregar melhor

Também aprendi a respeitar os prazos.

Quem conhece a operação sabe que existem variáveis que não aparecem em uma planilha ou em uma negociação. Por isso, prefiro entender primeiro o cenário e apresentar ao cliente aquilo que realmente podemos entregar.

Para mim, confiança começa quando existe coerência entre o que foi vendido e o que a operação consegue executar.

Vender é entender para solucionar

Acredito que o comercial de logística precisa ir além da venda. Precisa fazer perguntas, ouvir o cliente e entender o problema antes de apresentar uma resposta.

Minha experiência na operação me ajuda justamente nisso: enxergar possibilidades, antecipar dificuldades e buscar soluções que façam sentido na prática.

Hoje, quando olho para minha trajetória, vejo que cada quilômetro percorrido, cada desafio operacional e cada etapa profissional contribuíram para formar a visão que tenho atualmente.

Eu não vendo aquilo que não conheço. Eu vivi a operação, conheço a estrada e entendo os desafios.

E é essa experiência que levo para o comercial: transformar conhecimento em soluções mais eficientes, realistas e adequadas para cada cliente.

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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O custo invisível da não conformidade: quando um erro regulatório transforma uma importação lucrativa em prejuízo

Por Daiane Guedin da Costa — consultora regulatória, RegulaMais

Quando uma empresa calcula o custo de importar um produto, a conta costuma ser objetiva: valor da mercadoria, frete, seguro, impostos, armazenagem. Tudo entra na planilha. Tudo tem número. O que quase nunca entra nessa planilha é o custo regulatório. E é justamente ele que, quando ignorado, transforma uma operação lucrativa em prejuízo.

Na prática, meu trabalho é responder, antes da compra, uma pergunta que muita gente só faz depois que a carga já está no porto: esse produto pode entrar, ser comercializado e vendido no Brasil da forma como eu pretendo?

O erro mais caro é o mais silencioso 

O empresário encontra um bom fornecedor no exterior. Preço competitivo, produto de qualidade, margem excelente. Fecha o pedido, paga o câmbio, embarca.

A mercadoria chega. E para.

Para porque o produto precisava de registro ou notificação prévia na ANVISA e não tinha. Porque a empresa importadora não possuía Autorização de Funcionamento (AFE) para aquela classe de produto. Porque faltava licença sanitária vigente, Responsável Técnico habilitado, ou anuência do órgão competente no Licenciamento de Importação. Porque o produto foi enquadrado como cosmético quando na verdade era medicamento. Porque a rotulagem não atende à legislação brasileira. Porque o insumo é controlado e exigia autorização específica.

Nenhum desses pontos aparece na cotação do fornecedor. Todos aparecem na conta final.

Onde o dinheiro realmente se perde

A multa é o custo que todo mundo enxerga. E, curiosamente, quase nunca é o maior. O custo invisível é composto por:  

Capital parado: mercadoria retida é dinheiro que já saiu do caixa e não voltou. Não vende, não gira, não paga o próprio financiamento.

Armazenagem e demurrage: cada dia de carga parada em recinto alfandegado ou de contêiner não devolvido tem preço. E é uma conta que só cresce, todos os dias, enquanto a regularização não sai.

Tempo regulatório: regularizar depois não é mais rápido do que regularizar antes. É mais lento. Processos de AFE, licença sanitária, registro ou notificação têm prazos próprios, exigem documentação técnica que muitas vezes precisa ser solicitada ao fabricante no exterior, e não aceleram porque existe uma carga parada.

Perda de janela comercial: o produto que ia atender a uma licitação, uma sazonalidade ou um contrato com prazo simplesmente perde o momento. Às vezes o cliente não espera.

Retrabalho: refazer dossiê, traduzir e consularizar documentos, corrigir rotulagem, refazer testes em laboratório acreditado. Tudo isso, no modo emergencial, custa mais caro do que teria custado no planejamento.

Reputação: interdição, apreensão e recolhimento não ficam restritos ao departamento fiscal da empresa. Chegam ao cliente, ao distribuidor e, dependendo do caso, ao mercado.

Risco sanitário: esse é o que menos se calcula e mais importa. A regulação existe para proteger quem consome. Um produto que entra sem avaliação prévia é um produto cuja segurança ninguém verificou.

A conta que ninguém faz

Um estudo regulatório prévio custa uma fração do valor de uma única importação. É diagnóstico: define o enquadramento correto do produto, verifica se a empresa está habilitada para aquela operação, identifica o caminho regulatório aplicável (registro, notificação, cadastro ou isenção), aponta as exigências de rotulagem e documentação técnica e estima prazos reais.

Ou seja: responde se o negócio é viável antes de o dinheiro sair.

Já acompanhei situações em que a resposta foi “esse produto, nesse formato, não entra”. Uma resposta dura de ouvir, mas que economizou muito mais do que custou. E acompanhei outras em que a resposta foi “entra, mas o caminho é este e leva este tempo”, permitindo que a empresa planejasse a operação inteira sem sobressalto.

O que eu faço

Meu trabalho na Regula+ é justamente esse: colocar o regulatório na planilha antes da compra, e não depois da retenção.

Isso significa enquadrar corretamente o produto, regularizar a empresa junto aos órgãos competentes, conduzir processos de registro e notificação, estruturar a documentação técnica e da qualidade, acompanhar o Responsável Técnico e manter a operação em conformidade ao longo do tempo, porque conformidade não é um documento emitido uma vez: é uma condição que precisa ser mantida.

Daiane Guedin da Costa é consultora regulatória e atua na Regula+ com regularização de empresas e produtos junto à ANVISA, Vigilância Sanitária, MAPA, Exército e Polícia Federal. 

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O que a Transamazônica me ensinou e que hoje levo para a gestão da frota

Por Fábio Lins

Minha história na logística começou muito antes de ocupar uma posição de gestão. Comecei como ajudante de motorista, conciliando uma rotina pesada de trabalho e estudos. Foi na estrada que tive minhas primeiras experiências com o transporte e comecei a entender, na prática, os desafios que envolvem uma operação logística.

Hoje, atuo como gestor comercial, de projetos e de frota na Sigatrans Logística. Depois de cerca de 30 anos no setor, percebo que grande parte da visão profissional que tenho atualment foi construída justamente durante os anos em que estive na operação.

Ao longo dessa trajetória, percorri o Brasil de norte a sul, literalmente do Chuí ao Oiapoque. Em 2010, vivi uma das experiências mais marcantes: a Transamazônica.

Enfrentei longos trechos de estrada de chão, percursos em que cerca de 60 quilômetros podiam representar 12 horas de viagem, além de situações de insegurança e dificuldades em regiões como Barra do Corda, onde passei por áreas de reserva indígena.

Essas experiências me ensinaram algo que continua presente na minha rotina: distância não é apenas quilometragem. É tempo, combustível, desgaste, manutenção, risco e custo.

Hoje, esse conhecimento prático contribui diretamente para minhas decisões na gestão de frota. Consigo olhar para números de distância, consumo e despesas dos veículos considerando também a realidade encontrada nas rotas.

Da operação para a gestão

A mudança da operação para a gestão também transformou minha forma de enxergar as pessoas.

Durante minha trajetória, vivi situações difíceis e até humilhações dentro de empresas e transportadoras. Quando passei a liderar, escolhi fazer diferente.

A empatia se tornou uma ferramenta indispensável de gestão. Antes de cobrar um resultado, procuro entender a dificuldade de quem está na ponta. O motorista enfrenta condições de estrada, pressão, imprevistos e longas jornadas. Conhecer essa realidade muda a maneira de tomar decisões.

Essa experiência também reforçou uma convicção: logística é feita por pessoas antes de ser feita por caminhões.

Três aprendizados de 30 anos de logística

Minha experiência profissional pode ser resumida em três aprendizados:

1. Pessoas vêm antes da operação.
Uma frota eficiente depende de uma equipe preparada e de uma gestão próxima.

2. Comercial e operação precisam caminhar juntos.
Prometer ao cliente é fácil quando não se conhece a realidade operacional. O resultado acontece quando as duas áreas trabalham alinhadas.

3. Quem conhece a estrada conhece melhor o cliente.
A experiência prática ajuda a compreender prazos, rotas, custos e dificuldades que nem sempre aparecem em uma planilha.

Não acredito em operação perfeita. Acredito em equipes preparadas, gestão presente e pessoas dispostas a resolver problemas.

Depois de três décadas na logística, minha experiência na estrada continua sendo uma ferramenta importante para a gestão. A diferença é que, hoje, ela se soma aos indicadores, aos projetos e aos números necessários para uma tomada de decisão mais precisa.

A Transamazônica, as longas viagens e as rotas difíceis foram uma espécie de faculdade prática. E é esse conhecimento que continuo levando comigo todos os dias: entender a estrada para compreender a operação, os custos, o cliente e, principalmente, as pessoas que fazem a logística acontecer.

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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