Portos

TCP bate recorde histórico e movimenta 152 mil TEUs em setembro

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) alcançou um novo recorde de movimentação em setembro. A empresa operou 152.347 contêineres de 20 pés, medida conhecida como TEU, no período. O resultado é o maior já registrado pelo terminal em um único mês e representa uma alta de 2,5% sobre o recorde anterior, de 148.690 TEUs, registrado em outubro de 2025.

O desempenho também reforçou o crescimento das operações portuárias em Paranaguá ao longo de 2026, impulsionado pelo aumento da demanda e pela capacidade operacional do terminal.

TCP registra dois recordes diários em setembro

Além da marca mensal, o terminal paranaense atingiu dois recordes em operações realizadas em dias específicos.

Em 17 de setembro, a movimentação ferroviária registrou o maior volume diário da história, com 488 transações de contêineres. Quatro dias depois, em 21 de setembro, a movimentação geral chegou a 10.640 TEUs em apenas 24 horas, estabelecendo outro recorde.

Para Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, os números refletem a combinação entre infraestrutura, tecnologia e desempenho das equipes.

“O resultado de setembro demonstra a capacidade e a eficiência do Terminal para atender ao crescimento da demanda do mercado. Essa conquista reflete a dedicação de cada colaborador, aliada à infraestrutura e à tecnologia de ponta da operação, e representa um passo importante em direção à projeção de movimentação anual da companhia.”

Movimentação de contêineres cresce 4% no ano

De janeiro a setembro, a TCP movimentou 1,279 milhão de TEUs, volume 4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram operados 1,228 milhão de TEUs.

Nas operações terrestres, o fluxo de veículos pelo gate rodoviário aumentou 3%, alcançando 489 mil transações.

O transporte sobre trilhos também apresentou crescimento. A ferrovia que atende o terminal e conecta Paranaguá a cidades como Ortigueira, Cambé e Cascavel registrou 1.010 encostes de trens no período, alta de 3%.

Já o volume de cargas cheias transportadas por ferrovia teve expansão mais expressiva, de 25%. Foram 1,210 milhão de toneladas movimentadas em 2026, contra 964 mil toneladas no ano anterior.

A TCP também mantém a posição de maior concentradora de serviços marítimos semanais regulares do Brasil, com 22 linhas marítimas em sua programação. Até setembro, 760 navios haviam atracado no terminal.

Exportações de cargas cheias chegam a 6,3 milhões de toneladas

Entre janeiro e setembro, as exportações de cargas cheias pelo terminal somaram 6,363 milhões de toneladas, crescimento de 6% na comparação com as 6,023 milhões de toneladas registradas em 2025.

O segmento de carnes e congelados foi o principal destaque. O setor movimentou 2,973 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao ano anterior. O volume corresponde a 47% de todas as cargas exportadas pelo terminal no período.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a estrutura destinada ao armazenamento de produtos refrigerados tem sido aproveitada pelos exportadores.

“Os exportadores estão aproveitando ao máximo a infraestrutura para armazenagem de carnes e congelados do Terminal, que, em 2026, registrou um forte avanço nas exportações de carne de frango e suína, ao passo que a carne bovina se manteve estável para o período.”

TCP amplia capacidade para contêineres refrigerados

A movimentação de contêineres refrigerados cresceu 6% em 2026, chegando a 112.315 unidades até setembro.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá possui atualmente o maior pátio do Brasil destinado à armazenagem desse tipo de carga, com capacidade para 5.280 contêineres conectados à rede elétrica.

As obras de expansão já estão em andamento e devem elevar a capacidade para 6 mil tomadas até o fim de 2027.

Além das carnes e produtos congelados, outros segmentos relevantes apresentaram crescimento nas exportações. O setor de madeira e produtos florestais avançou 6%, com 1,064 milhão de toneladas embarcadas.

Na sequência, o segmento de papel e celulose registrou alta de 10%, totalizando 824 mil toneladas exportadas.

Importações avançam 5% até setembro

As importações também apresentaram desempenho positivo. A movimentação de cargas importadas pela TCP cresceu 5% e atingiu 2,440 milhões de toneladas nos nove primeiros meses do ano.

O setor automotivo foi responsável pelo desembarque de 454 mil toneladas, volume 7% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Outro destaque foi o segmento de bens de consumo, que cresceu 17%. A movimentação passou de 144 mil toneladas para 168 mil toneladas no período.

De acordo com Fabio Mattos, a expansão do setor automotivo está relacionada à chegada de veículos elétricos, autopeças e componentes destinados principalmente ao abastecimento da indústria da Região Metropolitana de Curitiba.

No caso dos bens de consumo, o crescimento é associado à estrutura de armazenagem da TCP. O terminal possui um armazém alfandegado com mais de 9 mil metros quadrados, além de serviços voltados às necessidades dos importadores.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: TCP

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Economia

Déficit comercial dos EUA sobe 13,7% em agosto e chega a US$ 105,6 bilhões

O déficit comercial dos Estados Unidos avançou acima das expectativas em agosto, pressionado pelo aumento das importações de bens. O resultado reflete a força da demanda interna e indica que o comércio exterior pode voltar a exercer impacto negativo sobre o crescimento da economia americana no terceiro trimestre.

O saldo negativo aumentou 13,7% em agosto, alcançando US$ 105,6 bilhões, segundo dados divulgados pelo Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio e pelo Census Bureau. Analistas consultados pela Reuters projetavam um déficit de US$ 102 bilhões.

Importações aumentam com demanda doméstica forte

O resultado de agosto já era parcialmente esperado após dados divulgados na semana anterior apontarem crescimento do déficit de bens, também provocado pelo avanço das importações.

A demanda doméstica dos EUA ganhou força no segundo trimestre e cresceu no ritmo mais rápido em mais de três anos e meio. O movimento foi sustentado principalmente pelos gastos dos consumidores e pelos investimentos das empresas em equipamentos, com destaque para aqueles relacionados à inteligência artificial (IA).

Indicadores mais recentes sugerem que esse ritmo de consumo continuou no terceiro trimestre. Em agosto, houve sinais de fortes gastos dos consumidores, além de aumento nas encomendas e nos embarques de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves.

Importações avançam apesar das tarifas de Trump

Para atender ao mercado interno, as empresas americanas continuam recorrendo às importações, mesmo diante da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump.

As tarifas foram implementadas pelo governo com o objetivo declarado de reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos. Ainda assim, as compras externas registraram crescimento em agosto.

As importações totais aumentaram 4,3%, para US$ 420,8 bilhões. Considerando apenas os bens, a alta foi de 5,3%, alcançando US$ 342,2 bilhões.

As exportações também cresceram, mas em ritmo inferior. As vendas externas avançaram 1,4%, para US$ 315,2 bilhões, enquanto as exportações de bens subiram 2,2%, chegando a US$ 205,7 bilhões.

Comércio exterior pode reduzir crescimento do PIB

O desempenho do setor externo continua sendo um obstáculo para a expansão da economia americana. O comércio exterior retirou força do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA durante três trimestres consecutivos.

Para o período de julho a setembro, economistas estimam que o comércio possa reduzir o crescimento do PIB em até 2,5 pontos percentuais.

Apesar desse impacto, as projeções para a economia americana permanecem relativamente positivas. A maior parte das estimativas aponta para um crescimento anualizado superior a 3% no terceiro trimestre.

A expectativa é que a força dos gastos dos consumidores ajude a compensar parte do efeito negativo provocado pelo aumento das importações.

No segundo trimestre, a economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,2%.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Nova mina nos EUA pode reduzir demanda por pelotas de minério de ferro do Brasil

Um novo projeto de mineração e siderurgia nos Estados Unidos pode diminuir a dependência americana das pelotas de minério de ferro brasileiras. Anunciado pelo presidente Donald Trump na segunda-feira (28), na Casa Branca, o empreendimento prevê a construção de uma siderúrgica de US$ 15 bilhões em Iowa, que será abastecida por minério produzido em uma nova mina em Minnesota.

A empresa Mesabi Metallics já destinou US$ 2,5 bilhões ao projeto da mina. Somados, os investimentos chegam a US$ 17,5 bilhões.

Projeto pretende substituir matéria-prima importada

Ao explicar a integração entre a mina e a futura siderúrgica, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, destacou a dependência do país em relação às importações brasileiras.

Segundo Lutnick, os Estados Unidos recorrem principalmente ao Brasil para adquirir as pelotas de minério de ferro, utilizadas como matéria-prima na produção de aço.

A proposta da Mesabi Metallics é utilizar na siderúrgica de Iowa as pelotas produzidas a partir do minério extraído e processado em Minnesota. Dessa forma, a cadeia produtiva passaria a contar com uma fonte doméstica de matéria-prima.

Tarifas sobre aço são citadas como incentivo

Lutnick relacionou os investimentos às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre o aço importado, previstas na Seção 232 da legislação comercial americana.

Na avaliação do secretário, as medidas tarifárias foram determinantes para viabilizar tanto a mina quanto a nova siderúrgica.

As tarifas sobre o aço importado, entretanto, não incidem automaticamente sobre as pelotas de minério de ferro, já que o produto é utilizado como insumo na fabricação do aço.

O governo americano defende que a produção doméstica avance para reduzir a necessidade de matérias-primas provenientes de outros países. Segundo Lutnick, a intenção é ampliar a fabricação nos Estados Unidos, inclusive buscando custos competitivos em relação ao aço produzido internamente e ao aço importado da China.

EUA são mercado relevante para pelotas brasileiras

A possível expansão da produção americana ocorre em um mercado que já representa uma parcela importante das exportações brasileiras de pelotas.

Entre janeiro e agosto de 2026, os Estados Unidos foram o terceiro principal destino das pelotas de minério de ferro do Brasil, atrás de Egito e Coreia do Sul.

Nesse período, as vendas brasileiras para o mercado americano alcançaram US$ 252,3 milhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Brasil liderou vendas aos EUA em 2025

O mercado americano teve participação ainda maior nas exportações brasileiras em 2025. Naquele ano, os Estados Unidos chegaram a ocupar a primeira posição entre os destinos das pelotas brasileiras.

Somente no segundo trimestre de 2025, os americanos compraram US$ 119,16 milhões do produto, o equivalente a 17,8% das exportações brasileiras de pelotas no período, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras de pelotas de minério de ferro para os Estados Unidos totalizaram US$ 298,6 milhões.

A entrada em operação de uma cadeia integrada de mineração e siderurgia nos Estados Unidos, portanto, poderá alterar o espaço ocupado pelo Brasil nesse mercado, caso a produção de Minnesota passe a atender parte relevante da demanda americana por matéria-prima.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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Exportação

Brasil amplia exportações agroalimentares para a União Europeia e ganha espaço no mercado

O Brasil foi o único entre os cinco principais parceiros comerciais da União Europeia (UE) a registrar crescimento nas exportações de produtos agroalimentares para o bloco nos primeiros sete meses deste ano. Até julho, os embarques brasileiros somaram € 11,2 bilhões, o equivalente a uma participação de aproximadamente 10% nas importações europeias do setor.

No mesmo período, a União Europeia importou € 108,6 bilhões em produtos agroalimentares. A participação brasileira poderia ter sido ainda maior, mas a queda nas cotações do café reduziu o valor total das compras.

Café e soja estão entre os principais produtos importados pela UE

Entre os produtos que mais pesam na pauta de importações europeias estão café, cacau, chá e especiarias. Juntos, eles movimentaram € 20,5 bilhões em compras até julho, valor 19% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Além desses produtos, frutas, castanhas e soja aparecem entre os principais itens adquiridos pelo bloco. No caso da soja, o Brasil ampliou sua participação ao elevar o volume destinado ao mercado europeu.

Os dados da Comissão Europeia também mostram aumento nos gastos com carne bovina. Até julho, as compras do bloco alcançaram € 2,1 bilhões. Apesar da relevância desse mercado, a União Europeia suspendeu, no início deste mês, a entrada de carne bovina brasileira.

Tarifas dos EUA afetam comércio com a Europa

A política comercial adotada pelo governo de Donald Trump, marcada pela aplicação de tarifas sobre parceiros comerciais dos Estados Unidos, também repercutiu nas relações entre norte-americanos e europeus.

De janeiro a julho, as importações da União Europeia provenientes dos Estados Unidos recuaram 4%, para € 7,69 bilhões. No sentido contrário, as exportações europeias para o mercado norte-americano caíram 9%, para € 16 bilhões.

A relação comercial entre a UE e a China também perdeu ritmo. As exportações europeias para os chineses diminuíram 3%, enquanto as importações permaneceram praticamente estáveis.

Produtos agroalimentares movimentam bilhões

Entre as principais dependências da União Europeia no setor agroalimentar estão café, cacau, frutas, soja e cereais. Já entre os produtos mais exportados pelo bloco aparecem cereais processados, lácteos, vinho, café e carne suína.

Café e cacau estão entre os produtos que mais movimentam o comércio agroalimentar europeu. Até julho, a UE desembolsou € 20,5 bilhões para importar esses itens e, posteriormente, reexportou € 6,6 bilhões em produtos de maior valor agregado relacionados ao café.

No mercado de tabaco, as importações chegaram a € 3,1 bilhões, enquanto as exportações alcançaram € 4,8 bilhões.

Exportações de soja brasileira avançam

O desempenho brasileiro também aparece nos dados mais recentes de exportação. Segundo a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), as vendas externas de soja brasileira chegaram a 7,24 milhões de toneladas neste mês.

Com exceção de fevereiro, o volume embarcado em todos os meses deste ano ficou acima do registrado nos mesmos períodos de 2025.

O acumulado já alcança 102 milhões de toneladas, aproximando-se das 109 milhões de toneladas exportadas durante todo o ano passado, conforme os dados da Anec.

Farelo de soja e DDGS também ganham mercado

As exportações brasileiras de milho apresentam ritmo mais moderado. De janeiro a setembro, os embarques somaram 19,5 milhões de toneladas.

Enquanto isso, o aumento no processamento da soja impulsionou as vendas externas de farelo de soja. Os embarques chegaram a 19,3 milhões de toneladas no acumulado do ano, diante das 23 milhões de toneladas exportadas em todo 2025.

Outro produto que vem ampliando espaço no comércio exterior é o DDGS, subproduto da fabricação de etanol de milho com alto teor de proteínas. Segundo cálculos da Anec, o Brasil já exportou 840 mil toneladas neste ano, superando as 796 mil toneladas embarcadas durante todo o ano passado.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roosevelt Cassio/Reuters

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Portos

Portos da Codeba movimentam 1,9 milhão de toneladas em agosto de 2026

Os portos administrados pela Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia) movimentaram 1.908.125 toneladas de cargas em agosto de 2026. O volume representa crescimento de 12,54% em relação ao registrado no mesmo mês de 2025.

As cargas destinadas à exportação tiveram avanço ainda maior, de 40,27%. Entre janeiro e agosto deste ano, a movimentação acumulada nos terminais chegou a 14.024.521 toneladas.

O desempenho mensal foi impulsionado principalmente pelos portos de Aratu-Candeias e Salvador, que apresentaram crescimento significativo na comparação anual.

Porto de Aratu-Candeias registra alta de 45,66%

O Porto de Aratu-Candeias movimentou 798.498 toneladas em agosto, resultado 45,66% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Entre os produtos que contribuíram para o desempenho estão soja e nafta. A movimentação de cargas destinadas à exportação teve crescimento de 235% no período.

Localizado em Candeias, na Bahia, o terminal atende principalmente aos setores petroquímico, siderúrgico e de fertilizantes. O porto opera com granéis sólidos, líquidos e gasosos, incluindo minérios, fertilizantes e produtos químicos e petroquímicos.

A estrutura também participa do atendimento à cadeia produtiva química e petroquímica nacional.

Porto de Salvador movimenta mais de 5 milhões de toneladas no ano

Na capital baiana, o Porto de Salvador movimentou 666.851 toneladas em agosto. Entre as principais cargas estão fertilizantes e produtos transportados em contêineres.

No acumulado de janeiro a agosto, o terminal alcançou 5.064.610 toneladas, crescimento de 14,15% em comparação com o mesmo período de 2025.

Considerado um dos principais terminais de contêineres e carga geral do Nordeste, o Porto de Salvador mantém operações regulares de comércio exterior. Entre as conexões está uma rota semanal com a China.

O complexo portuário também desempenha papel na atividade turística da Bahia. Para a temporada de cruzeiros 2026/2027, a previsão é de início das operações em Salvador e Ilhéus a partir de 7 de outubro.

Porto de Ilhéus tem crescimento de 71,44%

No sul da Bahia, o Porto de Ilhéus registrou um dos maiores avanços percentuais entre os terminais administrados pela Codeba.

Em agosto, a movimentação de cargas cresceu 71,44% na comparação com o mesmo mês de 2025. Do total movimentado no período, 35.734 toneladas foram destinadas à exportação.

A Codeba também confirmou recentemente novas intervenções na infraestrutura portuária de Ilhéus.

Os trabalhos incluem recuperação das estruturas do cais, recomposição do enrocamento de contenção, readequação da pavimentação e substituição do sistema de drenagem da retroárea.

As obras têm como objetivo preservar as estruturas existentes e melhorar as condições para a manutenção e expansão das operações portuárias. Parte dos serviços é realizada abaixo da linha d’água por equipes especializadas.

Porto de Itajaí movimenta 3,5 milhões de toneladas no ano

Em Santa Catarina, o Porto de Itajaí, que está sob gestão transitória da Codeba até a conclusão do processo de federalização, movimentou 407.402 toneladas em agosto.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o terminal chegou a 3.501.781 toneladas movimentadas, aproximadamente 25% acima do volume registrado no mesmo período de 2025.

O resultado integra o acompanhamento mensal da movimentação de cargas dos quatro portos sob administração da Autoridade Portuária Federal, refletindo o desempenho das operações realizadas nos terminais ao longo do ano.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Codeba

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Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 2,399 bilhões na quarta semana de setembro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,399 bilhões na quarta semana de setembro. O resultado foi obtido a partir de exportações de US$ 8,809 bilhões e importações de US$ 6,41 bilhões, segundo dados divulgados na segunda-feira (28) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com o desempenho da quarta semana, setembro acumula até agora um saldo positivo de US$ 6,452 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 30,488 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 24,036 bilhões.

Exportações crescem 22,2% em setembro

Na comparação com o mesmo período de setembro de 2025, as exportações brasileiras apresentaram alta de 22,2% até a quarta semana deste mês.

O resultado positivo foi influenciado pelo avanço das vendas externas nos três principais segmentos analisados pela Secex.

A Indústria Extrativa teve o maior crescimento percentual, com alta de 52,2%, alcançando US$ 8,41 bilhões em exportações. A Indústria de Transformação registrou aumento de 13,8%, para US$ 15,62 bilhões.

Já a Agropecuária apresentou crescimento de 12,8%, com exportações de US$ 6,17 bilhões no período.

Importações também avançam

As importações brasileiras cresceram 7,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Entre os setores, a Agropecuária registrou alta de 15,7%, totalizando US$ 45 milhões em compras externas. A Indústria Extrativa teve crescimento de 16,5%, alcançando US$ 1,07 bilhão.

A Indústria de Transformação, por sua vez, apresentou aumento de 6,8% nas importações, que chegaram a US$ 22,37 bilhões.

Saldo comercial permanece positivo

O desempenho das exportações e importações mantém a balança comercial do Brasil no campo positivo em setembro. O superávit acumulado até a quarta semana representa a diferença entre os US$ 30,488 bilhões exportados e os US$ 24,036 bilhões importados pelo país.

Os números divulgados pela Secex consideram o desempenho comercial brasileiro até a quarta semana de setembro.

Outros dados de Comércio Exterior podem ser consultados no COMEXSTAT.

Acesse AQUI o release semanal.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Sustentabilidade

FIESC debate novas regras da União Europeia para embalagens e produtos florestais

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realiza, no dia 29 de setembro, uma reunião para discutir novas exigências da União Europeia que podem afetar empresas catarinenses que exportam para o bloco. O encontro do Conselho da Base Florestal, Meio Ambiente e Sustentabilidade terá como foco duas regulamentações: o PPWR, relacionado a embalagens e resíduos, e o EUDR, que trata da rastreabilidade e da origem de produtos ligados a cadeias de commodities e madeira.

PPWR estabelece novas exigências para embalagens

O PPWR (Packaging and Packaging Waste Regulation) define requisitos para as embalagens comercializadas no mercado europeu. Entre os pontos abrangidos estão critérios relacionados aos materiais utilizados, reciclabilidade, reutilização e gerenciamento de resíduos.

A regulamentação será apresentada por Luciana Pellegrino, presidente executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE). A discussão é relevante para empresas que mantêm relações comerciais com o mercado europeu e precisam se adequar às novas normas para continuar exportando para o bloco.

EUDR amplia exigências sobre origem dos produtos

Outro tema da reunião será o EUDR (Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento). A norma estabelece que empresas devem demonstrar que determinados produtos e matérias-primas comercializados no mercado europeu não estão relacionados ao desmatamento.

As exigências envolvem rastreabilidade, comprovação de origem e informações sobre a cadeia de fornecimento. O assunto tem impacto direto sobre setores ligados à base florestal, que têm participação nas exportações de Santa Catarina.

A apresentação sobre o EUDR será conduzida por Patrick Reydams, CEO da Protimber, consultor especialista do Conselho da Madeira da FIEP e diretor do Comitê de Construções em Madeira da ABIMCI.

Reunião será realizada em formato híbrido

O encontro também contará com a participação de José Lourival Magri, coordenador de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, e Mauro Murara, coordenador Florestal da entidade.

Empresários e representantes do setor industrial poderão acompanhar a reunião presencialmente ou pela internet. A participação deve ser feita mediante inscrição por formulário.

Serviço

Reunião do Conselho da Base Florestal, Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC

Data: 29 de setembro de 2026
Horário: 14h
Local: Sede da FIESC, em Florianópolis
Formato: Híbrido

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor e amplia oportunidades para exportadores brasileiros

O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começa a ser aplicado pelo Brasil a partir de outubro. A medida foi oficializada após a publicação, no Diário Oficial da União (DOU), do decreto que internaliza o acordo no país.

A aplicação das preferências comerciais terá início em 1º de outubro para Brasil e Islândia. Já a relação entre Brasil e Noruega passa a contar com as condições previstas no acordo em 1º de novembro. Para Suíça e Liechtenstein, a aplicação das tarifas preferenciais ainda depende da conclusão dos procedimentos internos de cada país.

Formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, a EFTA reúne um mercado de aproximadamente 15 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 1,4 trilhão.

O que muda com o Acordo Mercosul-EFTA

Assinado em setembro de 2025, o acordo faz parte da estratégia brasileira de ampliar e diversificar seus parceiros comerciais.

Entre as principais mudanças estão novas condições de acesso para produtos brasileiros aos mercados da EFTA, com redução ou eliminação de tarifas, cotas e outros mecanismos de tratamento preferencial.

Para produtos industriais e pesqueiros, os países da EFTA preveem a eliminação imediata das tarifas de importação com a entrada em vigor do acordo. Já os produtos agropecuários terão diferentes modalidades de abertura, de acordo com o produto e o mercado.

O tratado também estabelece regras em áreas como:

  • regras de origem;
  • facilitação de comércio;
  • comércio de serviços;
  • investimentos;
  • compras governamentais;
  • propriedade intelectual;
  • desenvolvimento sustentável.

A implementação do acordo ocorre de forma bilateral, conforme cada país conclui seus respectivos processos de internalização.

MDIC cria painel para identificar oportunidades

Para facilitar o acesso das empresas às novas condições comerciais, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizou um Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA.

A ferramenta reúne informações sobre o comércio brasileiro com os quatro integrantes da EFTA e permite consultar os impactos previstos com a implementação do acordo.

Os dados podem ser analisados de forma geral ou segmentados por produto, país e unidade da Federação, incluindo informações sobre tarifas atuais e as condições previstas no acordo.

O recurso também permite identificar a distribuição regional das exportações e importações brasileiras e pode auxiliar empresas na busca por novos mercados.

Suíça e Noruega concentram comércio com o Brasil

A Suíça e a Noruega são atualmente os principais parceiros comerciais brasileiros dentro da EFTA. Juntos, os dois países representam 94% das exportações brasileiras destinadas ao bloco e 99% das importações brasileiras provenientes da EFTA.

Entre os estados brasileiros, Pará e Minas Gerais aparecem com destaque nas exportações, enquanto São Paulo lidera as importações.

O painel disponibilizado pelo MDIC cruza os dados de comércio exterior com as informações tarifárias do novo acordo, permitindo identificar produtos que poderão ter melhores condições de acesso aos mercados europeus.

O setor agropecuário está entre os segmentos que podem encontrar novas oportunidades com a redução das barreiras comerciais.

Atualmente, determinados produtos brasileiros enfrentam tarifas elevadas nos mercados da EFTA. Com o acordo, alguns deles terão redução ou eliminação de tarifas, além de possibilidade de acesso por meio de cotas ou regimes agrícolas específicos.

Um dos exemplos apresentados pelo MDIC é o café torrado. Atualmente, o produto está sujeito a tarifas de 10% na Islândia e de 7% na Suíça e em Liechtenstein. Com o acordo, estão previstas reduções tarifárias imediatas para grande parte dos códigos NCM relacionados ao produto.

Outro ponto previsto no acordo envolve a proteção de 63 indicações geográficas brasileiras na Suíça e em Liechtenstein.

A lista contempla produtos de diferentes regiões e setores, incluindo cafés, vinhos, queijos, cachaça, artesanato, pedras, calçados e produtos têxteis.

A proteção das indicações geográficas amplia a segurança para produtos brasileiros que utilizam denominações reconhecidas e vinculadas à sua origem.

MDIC disponibiliza materiais para empresas

Além do painel de dados, o MDIC disponibilizou materiais de apoio para auxiliar empresas e profissionais de comércio exterior na compreensão das novas regras.

Entre os conteúdos estão manuais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas.

Os documentos têm como objetivo facilitar a preparação de exportadores e importadores para utilizar as preferências comerciais previstas no acordo.

O Acordo Mercosul-EFTA foi negociado ao longo de 14 rodadas e assinado em 16 de setembro de 2025. Sua implementação ocorre gradualmente, de acordo com a conclusão dos procedimentos internos de cada país participante.

O Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA permite consultar tarifas, fluxos comerciais e oportunidades por produto e mercado. O MDIC também disponibiliza manuais específicos sobre as regras do tratado e uma página com informações gerais sobre o acordo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa

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Exportação

Outubro é janela para Brasil exportar carne bovina da cota uruguaia à China

O Brasil terá uma janela bastante restrita para aproveitar, ainda em 2026, parte da cota de carne bovina destinada pelo Uruguai à China. O país vizinho deverá ceder ao Brasil cerca de 80 mil toneladas de sua cota de 324 mil toneladas prevista para o mercado chinês.

A informação foi mencionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (21), durante encontro com o presidente uruguaio em Nova York. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a parcela cedida deve ficar próxima de 80 mil toneladas.

Autorização da China ainda é necessária

Apesar do acordo entre Brasil e Uruguai, a utilização da cota não está automaticamente garantida. Até o momento, a China ainda não autorizou que produtos brasileiros sejam contabilizados dentro da parcela originalmente destinada ao Uruguai.

Iglesias explica que a operação depende da aprovação das autoridades chinesas e da criação de um mecanismo que permita registrar carne brasileira dentro desse volume.

“Qualquer operação depende da anuência chinesa e da definição de um mecanismo que permita contabilizar carne de origem brasileira dentro desse volume”, afirmou o analista.

Outubro concentra a janela para os embarques

Caso a autorização seja concedida rapidamente, o prazo para o Brasil aproveitar a oportunidade em 2026 será um dos principais obstáculos.

O transporte marítimo entre Brasil e China costuma levar aproximadamente 45 a 60 dias. Por isso, segundo Iglesias, outubro aparece como praticamente a única janela segura para realizar os embarques e garantir que a mercadoria seja internalizada ainda neste ano.

A partir de novembro, aumenta o risco de que os carregamentos cheguem à China somente em 2027. Com isso, o Brasil poderia não conseguir utilizar integralmente as cerca de 80 mil toneladas disponíveis em 2026.

Volume de carne pode representar até 400 mil bovinos

Do ponto de vista da capacidade de exportação, o volume não seria considerado um problema para o Brasil. O desafio está principalmente na velocidade necessária para originar, produzir e embarcar a carne bovina.

De acordo com Iglesias, as 80 mil toneladas equivaleriam, em uma estimativa aproximada, a 320 mil a 400 mil cabeças de gado.

Uma autorização rápida da China também poderia estimular a recomposição das compras de boi para exportação à China ao longo de outubro. O movimento ocorreria justamente no período em que a indústria começa a preparar os embarques vinculados à cota chinesa de 2027.

Abiec destaca impacto para 2027

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também ressaltou que o prazo para o Brasil aproveitar a parcela uruguaia ainda em 2026 é limitado. A entidade considera o tempo necessário para negociação, preparação das cargas, embarque e transporte até o mercado chinês.

Para 2027, porém, a medida pode ganhar relevância para as exportações brasileiras de carne bovina. Isso porque a cota brasileira para o mercado chinês será de 1,128 milhão de toneladas.

Segundo a Abiec, caso o ritmo atual de vendas continue, existe o risco de essa cota ser consumida já nos primeiros meses do próximo ano. Nesse cenário, o acesso a parte da cota uruguaia poderia representar uma alternativa adicional para os exportadores brasileiros.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Internacional

Argentina moderniza regras para acesso a cotas tarifárias de exportação

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Economia da Argentina atualizou os procedimentos para empresas que buscam acessar determinadas cotas tarifárias de exportação. A mudança foi estabelecida pela Resolução nº 175/26 e tem como objetivo simplificar os processos e facilitar as vendas argentinas ao mercado internacional.

A nova regulamentação reúne em um único conjunto de normas os critérios de distribuição e os procedimentos necessários para a emissão dos certificados de exportação relacionados aos contingentes contemplados.

Quais produtos estão incluídos

As alterações abrangem diferentes setores e mercados estratégicos para as exportações argentinas. Entre os produtos e destinos contemplados estão:

  • Amendoim, pasta de amendoim e tabaco com destino aos Estados Unidos;
  • Produtos lácteos destinados ao Equador;
  • Balas, chocolates e carne bovina referentes ao Cupo II com destino à Colômbia;
  • Pêssegos em calda destinados ao México.

Cada categoria mantém seus respectivos critérios de distribuição e procedimentos específicos para a obtenção dos documentos necessários à exportação.

Medida busca facilitar acesso às cotas

Segundo a Secretaria de Agricultura, a atualização pretende reduzir obstáculos e tornar mais simples o acesso das empresas às cotas tarifárias.

A concentração das regras em uma única norma também busca oferecer aos operadores comerciais informações mais claras sobre os procedimentos para utilizar as preferências tarifárias concedidas à Argentina em acordos de comércio internacional.

A expectativa é facilitar a consulta às regras e dar maior agilidade aos processos relacionados às exportações destinadas aos países contemplados.

Novo critério para cotas não preenchidas

A resolução também estabelece uma mudança para determinados contingentes que não são totalmente utilizados durante o período comercial.

Nos casos em que houver saldo de cota tarifária ao final do ciclo, será adotado o sistema de “primeiro chegado, primeiro servido”. O critério será utilizado para distribuir os volumes remanescentes quando a demanda não for suficiente para esgotar a cota disponível.

A adoção do modelo busca estabelecer uma forma mais direta de distribuição dos contingentes que permanecem disponíveis ao longo do período de comercialização.

FONTE: Argentina.gob.ar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Argentina.gob.ar

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