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Governo prorroga subsídio ao diesel por 30 dias para conter alta dos combustíveis

O governo federal anunciou nesta terça-feira (27) a prorrogação por mais 30 dias da subvenção ao diesel, mecanismo utilizado para reduzir o custo do combustível no mercado brasileiro. Com a decisão, será mantido o benefício de R$ 2,12 por litro, em meio à pressão provocada pela alta do petróleo no mercado internacional.

A medida foi comunicada pelo Ministério do Planejamento. Segundo o governo, a portaria que formaliza a extensão do prazo será publicada ainda nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU).

Sem a renovação, o subsídio chegaria ao fim nesta semana. A prorrogação busca evitar a redução do valor do benefício e manter o apoio ao setor de combustíveis diante das oscilações dos preços internacionais.

Subsídio ao diesel permanece em R$ 2,12 por litro

De acordo com o governo federal, a extensão do prazo não representa um aumento no valor da subvenção. O objetivo é preservar o pagamento de R$ 2,12 por litro de diesel, evitando que o benefício seja reduzido para R$ 1 por litro com o encerramento da primeira medida provisória.

A decisão ocorre em um cenário de instabilidade no mercado global de energia, marcado por oscilações nas cotações do petróleo e dos combustíveis.

A manutenção do subsídio procura amenizar os impactos dessas variações sobre o preço do diesel no Brasil, combustível essencial para o transporte rodoviário de cargas e para diferentes atividades econômicas.

Alta do petróleo pressiona preços no mercado brasileiro

O petróleo Brent, referência internacional para a commodity, segue cotado acima de US$ 100 por barril, pressionado pelos conflitos no Oriente Médio.

A situação preocupa o mercado brasileiro porque parte significativa do diesel consumido no país depende do abastecimento externo. Mais de 25% da demanda nacional pelo combustível é atendida por importações, o que torna os preços internos suscetíveis às variações internacionais.

Nesse contexto, a prorrogação do subsídio ao diesel é uma das medidas adotadas pelo governo para reduzir os efeitos da alta do petróleo sobre o mercado doméstico.

Governo também adotou medidas para conter combustíveis

Além da subvenção ao diesel, o governo federal anunciou, no início do mês, um subsídio à gasolina como parte das iniciativas voltadas à contenção dos preços dos combustíveis.

As medidas foram apresentadas antes das eleições presidenciais, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Com a nova prorrogação, o governo mantém o auxílio ao diesel por mais um mês, enquanto acompanha as condições do mercado internacional e os possíveis reflexos das oscilações do petróleo sobre os custos dos combustíveis no Brasil.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Renovação da frota na Hidrovia Paraguai-Paraná depende de financiamento de longo prazo, afirma CIE

A renovação da frota na Hidrovia Paraguai-Paraná enfrenta um obstáculo que vai além da capacidade industrial dos estaleiros: a falta de financiamento de longo prazo. O diagnóstico é de Eduardo Borgognon, presidente do grupo paraguaio CIE, que defende mecanismos de crédito com prazos de até 20 anos para impulsionar a construção de novas barcaças e rebocadores.

Segundo o executivo, mais da metade das embarcações paraguaias em operação tem entre 40 e 50 anos de uso. Apesar da necessidade de modernização, os estaleiros locais dispõem de capacidade para ampliar a produção. O desafio, portanto, é viabilizar investimentos compatíveis com o custo elevado dos equipamentos e com o retorno financeiro das operações fluviais.

Com atuação nos setores naval, metalmecânico, portuário, energético e de transporte de contêineres, o grupo CIE fabrica embarcações por meio de sua parceria com o Astillero Chaco e opera no transporte fluvial com a Guarán Feeder.

Em entrevista ao PortalPortuario, Borgognon também analisou a competitividade do transporte hidroviário, os desafios logísticos nas operações do Rio da Prata, as perspectivas da Rota Bioceânica e a necessidade de ampliar a oferta de energia no Paraguai.

Mais da metade da frota paraguaia tem entre 40 e 50 anos

O envelhecimento das embarcações é um dos principais sinais de alerta para o setor. De acordo com Borgognon, mais de 50% da frota ativa registrada na Marinha Mercante do Paraguai tem entre quatro e cinco décadas de utilização.

Grande parte desses equipamentos foi adquirida de segunda mão nos Estados Unidos, especialmente na região do rio Mississippi, entre o final dos anos 1980 e o início da década de 1990.

Embora algumas embarcações possam ser recuperadas por meio de reparos estruturais e da substituição de chapas do casco nas áreas em contato com a água, o procedimento exige cautela. Para o executivo, investir em estruturas antigas representa um risco, mesmo quando existe possibilidade de obter cobertura de seguro.

O cenário reforça a necessidade de substituir gradualmente os equipamentos por unidades novas, com melhores condições operacionais e maior confiabilidade.

CIE concentra mais de 50% da fabricação de novas barcaças

A frota mercante paraguaia possui entre 2.100 e 2.200 barcaças ativas, segundo os números apresentados pelo presidente da CIE.

Desse total, o grupo fabricou pouco mais de 400 unidades. Outros estaleiros paraguaios produziram aproximadamente 150 embarcações, enquanto cerca de 150 vieram da China. Assim, aproximadamente 700 barcaças novas foram construídas nas últimas duas décadas, enquanto a maior parte da frota restante é composta por equipamentos usados.

Com esse histórico, a parceria entre CIE e Astillero Chaco responde por mais de 50% do mercado de fabricação de novas embarcações na Hidrovia Paraguai-Paraná.

A capacidade produtiva também permite ampliar a oferta. Operando em dois turnos, os estaleiros podem fabricar entre cinco e seis barcaças de carga seca por mês ou de 3,5 a quatro barcaças-tanque mensais. A adoção de um terceiro turno poderia elevar esses volumes.

Para Borgognon, a indústria está preparada para atender a uma demanda maior, desde que os operadores consigam financiar a compra dos equipamentos.

Barcaças e rebocadores exigem investimentos milionários

O elevado custo das embarcações torna o financiamento um fator decisivo para a modernização da frota.

Segundo o executivo, uma barcaça custa aproximadamente US$ 1 milhão, enquanto um rebocador pode exigir investimentos entre US$ 12 milhões e US$ 14 milhões, conforme os equipamentos instalados.

A formação de um comboio completo pode demandar entre US$ 40 milhões e US$ 45 milhões. Para garantir a continuidade dos serviços e contar com capacidade operacional de reserva, uma empresa precisa dispor de pelo menos dois comboios.

Nesse contexto, Borgognon defende mudanças no modelo de financiamento utilizado pelo setor naval paraguaio.

Modelo internacional pode servir de referência

Em mercados mais desenvolvidos, como os rios Mississippi e Reno, grande parte das embarcações pertence a fundos de investimento, e não diretamente aos armadores. Os operadores utilizam os equipamentos por meio de contratos de arrendamento, leasing com opção de compra ou aluguel a casco nu.

Segundo Borgognon, entre 70% e 80% da frota de alguns desses mercados está vinculada a estruturas desse tipo.

A adoção de um modelo semelhante no Paraguai permitiria separar a propriedade dos ativos da operação do transporte, facilitando a entrada de capital e a contratação de equipamentos por períodos prolongados.

Crédito de até 20 anos é prioridade para o setor naval

A banca comercial paraguaia avançou no conhecimento das necessidades da indústria naval, segundo o presidente da CIE. O país também conta com a Agência Financeira de Desenvolvimento (AFD), instituição de segundo piso que pode canalizar recursos por meio dos bancos comerciais.

O principal desafio é ampliar os prazos de financiamento para aproximadamente 20 anos, com juros compatíveis com a geração de caixa das empresas de navegação.

A CIE mantém conversas com o governo paraguaio para desenvolver mecanismos que permitam oferecer condições mais adequadas aos investimentos no setor.

Borgognon cita o Brasil como referência. No país, o Fundo da Marinha Mercante oferece linhas de financiamento que podem chegar a 20 anos, com até quatro anos de carência e taxas de juros entre 2,5% e 4%, conforme os parâmetros mencionados pelo executivo.

O modelo brasileiro, entretanto, está associado a exigências de construção naval em território nacional para acesso aos recursos.

Para o dirigente, incentivos semelhantes poderiam fortalecer a indústria paraguaia, gerar empregos e ampliar os efeitos econômicos sobre fornecedores e atividades relacionadas.

Guarán Feeder transporta contêineres pela hidrovia

Além da fabricação de embarcações, a CIE participa diretamente do transporte fluvial por meio da Guarán Feeder, empresa criada em 2012 para atuar exclusivamente no segmento de cargas conteinerizadas.

Atualmente, a companhia opera cinco comboios. Todas as barcaças e dois dos rebocadores utilizados foram fabricados pela própria CIE, com projetos desenvolvidos especificamente para as condições da hidrovia.

O dimensionamento das embarcações levou em conta fatores como a infraestrutura portuária e a capacidade dos equipamentos de movimentação de cargas.

A empresa estima deter entre 20% e 22% do mercado de transporte de contêineres da hidrovia, com operações regulares durante todo o ano.

Portos do Rio da Prata são um dos desafios logísticos

Na avaliação de Borgognon, o sistema portuário paraguaio oferece serviços satisfatórios e conta com infraestrutura que continua recebendo investimentos. O acesso ao comércio marítimo por meio de portos soberanos é considerado estratégico para o país.

O grupo CIE também participa da operação do Puerto Baden, localizado em Concepción, no Paraguai, em sociedade com a Hidrovías do Brasil. O terminal é voltado principalmente à movimentação de grãos, incluindo cargas provenientes do sul de Mato Grosso destinadas a unidades de processamento na Argentina.

Os maiores entraves operacionais, segundo o executivo, estão nas terminais do Rio da Prata, na Argentina e no Uruguai.

Problemas em um dos países podem provocar o redirecionamento das cargas para o outro, alterando constantemente a distribuição dos fluxos comerciais. Além disso, a escolha dos portos de destino depende, em muitos casos, das companhias marítimas internacionais e dos acordos que elas mantêm com terminais específicos.

Esse cenário acrescenta complexidade ao planejamento das operações dos armadores.

Dragagem perde espaço entre as principais preocupações

Depois de anos marcados por condições hidrológicas desfavoráveis, Borgognon avalia que a dragagem deixou de ocupar o centro das preocupações do setor.

O aumento do nível do rio e a perspectiva de um ciclo com melhores condições de navegação contribuem para esse cenário. O executivo também destaca que Paraguai, Argentina e Brasil têm tratado com maior atenção a manutenção da hidrovia.

A experiência de rios como o Mississippi e o Reno demonstra, em sua avaliação, a importância de trabalhos permanentes para preservar as condições de navegabilidade.

Com isso, o foco da indústria se desloca para a estrutura financeira necessária à substituição das embarcações antigas.

Rota Bioceânica enfrenta concorrência do transporte fluvial

Embora reconheça que a Rota Bioceânica pode ampliar a conexão do Paraguai com o Oceano Pacífico, Borgognon questiona sua capacidade de competir diretamente com o transporte hidroviário.

Segundo ele, o frete terrestre pode custar aproximadamente sete vezes mais do que o fluvial, diferença que pesa especialmente nas exportações de produtos de menor valor agregado.

Carnes e grãos, por exemplo, são mercadorias nas quais o transporte representa uma parcela importante do preço final. Por isso, o executivo considera que o escoamento pelo Rio da Prata continua sendo uma alternativa mais competitiva para enviar esses produtos à Ásia.

A rota terrestre pelo Pacífico, por outro lado, pode apresentar vantagens para a importação de eletrônicos e outros bens de maior valor agregado, nos quais o custo do frete tem menor participação proporcional no preço total.

Paraguai pode atrair indústrias voltadas ao mercado brasileiro

Para investidores estrangeiros interessados no Paraguai, Borgognon recomenda avaliar oportunidades de produção destinadas ao mercado brasileiro, especialmente por meio do regime de maquila.

A proximidade geográfica com o Brasil é apontada como uma vantagem estratégica para empresas que pretendem fabricar produtos demandados pelo mercado vizinho.

O executivo ressalta, porém, que a expansão industrial depende de condições comerciais favoráveis e de infraestrutura capaz de sustentar o aumento da produção.

Nesse contexto, a disponibilidade de energia elétrica aparece como um dos principais fatores para atrair novos investimentos.

Demanda por eletricidade exige novos projetos de geração

O consumo de potência e energia no Paraguai cresce em ritmo acelerado, com picos de demanda concentrados nos meses de janeiro e fevereiro, quando as altas temperaturas aumentam o uso de sistemas de refrigeração.

Segundo Borgognon, a capacidade disponível é de aproximadamente 6,5 gigawatts (GW), incluindo uma margem de reserva, enquanto os picos de consumo chegam a 5,7 GW.

Embora os momentos de maior pressão ocorram durante cerca de 200 horas por ano, o executivo considera necessário antecipar soluções para evitar limitações ao desenvolvimento industrial.

Projetos de geração elétrica exigem tempo para sair do planejamento e entrar em operação. Uma eventual chegada de novas indústrias voltadas à exportação para o Brasil poderá ampliar ainda mais a demanda.

Energia solar e baterias podem ajudar a atender aos picos

Entre as alternativas apontadas por Borgognon está a expansão da energia solar fotovoltaica, acompanhada de sistemas de armazenamento em baterias.

A Administração Nacional de Eletricidade do Paraguai (ANDE) já começou a avançar nessa direção, enquanto empresas privadas também desenvolvem projetos. A própria CIE possui iniciativas de geração fotovoltaica em andamento.

A proposta é armazenar a energia produzida e utilizá-la nos períodos de maior consumo, reduzindo a pressão sobre o sistema elétrico.

Para o executivo, garantir uma oferta confiável de eletricidade será essencial para que o país consiga transformar suas vantagens energéticas em crescimento industrial.

CIE passou da engenharia hidrelétrica à construção naval

Fundada em 1978, a CIE iniciou suas atividades no setor hidrelétrico e ampliou gradualmente suas competências em engenharia e fabricação metalmecânica.

Atualmente, a empresa afirma ter capacidade para produzir cerca de 70% dos componentes de uma turbina, trabalhando com tolerâncias de até um décimo de milímetro. O grupo também executa reparos profundos em turbinas da usina hidrelétrica de Yacyretá, onde duas unidades já haviam sido concluídas com resultados considerados satisfatórios.

A entrada na construção naval ocorreu no final dos anos 1980, quando o crescimento da movimentação de cargas na hidrovia estimulou a chegada de embarcações usadas do Mississippi.

Aproveitando sua estrutura industrial, a empresa construiu a primeira barcaça para uso próprio. Batizada de Chaco 1001, a embarcação, com capacidade para mil toneladas, foi lançada em 3 de outubro de 1988. Inicialmente alugada por um ano a um cliente, acabou sendo adquirida por ele.

Produção modular amplia competitividade dos estaleiros

A experiência acumulada na engenharia de componentes hidrelétricos abriu caminho para a fabricação seriada de equipamentos navais.

Por meio do Astillero Chaco, a CIE produz aproximadamente 80% dos componentes das embarcações em sua unidade industrial de Luque, organizados em módulos transportáveis. As peças são levadas por terra até o estaleiro, onde ocorre a montagem final.

O sistema permite padronizar etapas produtivas e aumentar a competitividade da construção de barcaças e rebocadores.

Para Borgognon, a combinação entre capacidade industrial, demanda por renovação e infraestrutura existente coloca o Paraguai em posição favorável para ampliar sua indústria naval. A concretização desse potencial, entretanto, dependerá principalmente da criação de mecanismos de financiamento de longo prazo.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Siscomex anuncia duas paradas programadas em outubro; veja as datas e os impactos para o comércio exterior

Indisponibilidades estão previstas para os dias 25 e 31 de outubro e envolvem sistemas de importação, exportação e serviços do Portal Único

O Portal Único Siscomex terá duas paradas programadas nos próximos dias, conforme comunicados divulgados pela administração do sistema. As interrupções estão previstas para 25 e 31 de outubro de 2026 e exigem atenção de importadores, exportadores, despachantes aduaneiros, agentes de carga e demais operadores do comércio exterior.

A primeira manutenção ocorrerá na madrugada de domingo, dia 25, das 1h às 5h. Já a segunda está programada para sábado, dia 31, das 8h às 14h, para a implantação da nova versão do Portal Único, denominada Release Azuis.

As duas intervenções afetarão serviços essenciais para o processamento de operações de comércio exterior, tornando necessário o planejamento antecipado das atividades que dependem das plataformas.

Primeira parada ocorre na madrugada de 25 de outubro

De acordo com o Comunicado Siscomex Sistemas nº 020/2026, publicado em 20 de outubro, a manutenção programada deixará o Portal Único bloqueado durante quatro horas.

Entre os sistemas afetados estão a Declaração Única de Importação (Duimp), a Declaração Única de Exportação (DU-E), o Catálogo de Produtos, o Controle de Carga e Trânsito (CCT) de importação e exportação, a Anexação Eletrônica de Documentos e o Pagamento Centralizado de Comércio Exterior.

Também ficarão indisponíveis serviços relacionados à classificação fiscal de mercadorias, ao gerenciamento de riscos, ao cadastro de intervenientes, ao tratamento administrativo e tributário, ao Habilita e ao Operador Econômico Autorizado (OEA), entre outros.

A interrupção pode afetar atividades que dependem desses recursos durante a janela de manutenção. Por isso, empresas e profissionais devem avaliar a programação de registros, consultas e demais procedimentos previstos para o período.

Release Azuis será implantada em 31 de outubro

A segunda interrupção, comunicada por meio do aviso Sistemas nº 021/2026, está relacionada à implantação da Release Azuis, nova versão do Portal Único Siscomex. A atualização será realizada no ambiente de produção em 31 de outubro, sábado, das 8h às 14h.

Segundo o comunicado, a versão contempla novas funcionalidades do Novo Processo de Importação (NPI), contribuindo para o desligamento gradual dos sistemas legados de importação, além de adequações relacionadas à Reforma Tributária do Consumo (RTC).

Durante as seis horas de manutenção, os serviços e sistemas do Portal Único não estarão disponíveis aos usuários. A lista de recursos afetados inclui Duimp, DU-E, Drawback, CCT de importação e exportação, Catálogo de Produtos, Pagamento Centralizado de Comércio Exterior, Recintos, Remessas Internacionais, Trânsito Aduaneiro Nacional e sistemas de tratamento administrativo e tributário.

A atualização também contempla outros serviços e módulos, como Workflow, Vicomex, Sintia e Siscomex Remessa.

Operadores que utilizam API devem ficar atentos

O comunicado sobre a Release Azuis traz um alerta específico para empresas e operadores que utilizam integração sistêmica por meio de API (Application Programming Interface), tecnologia que permite a comunicação automatizada entre sistemas.

Esses usuários deverão adequar suas soluções às alterações implementadas na nova versão. As especificações técnicas estão disponíveis na documentação de integração do Portal Único Siscomex.

A recomendação é que as equipes responsáveis por tecnologia e operações verifiquem previamente as mudanças necessárias, a fim de reduzir o risco de falhas de integração após a atualização.

Planejamento operacional é essencial

Com duas interrupções previstas em um intervalo de seis dias, o planejamento torna-se especialmente importante para empresas que mantêm operações de importação e exportação em andamento.

A orientação é antecipar, sempre que possível, os procedimentos que dependam dos sistemas afetados, revisar os cronogramas operacionais e alinhar as equipes internas e os prestadores de serviços envolvidos nas operações.

No caso da manutenção de 31 de outubro, também é importante que os operadores que utilizam APIs verifiquem os requisitos técnicos da nova versão antes da retomada dos serviços.

As datas, os horários e a relação de sistemas afetados constam nos comunicados oficiais do Siscomex: Sistemas nº 020/2026 e Sistemas nº 021/2026.

Fonte: Siscomex — Coordenação-Geral de Administração Aduaneira.
Texto: Redação
Imagem: Ilustrativa/IA

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TCU autoriza acordo para devolução de 3 mil km de ferrovias da Malha Nordeste

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, na quarta-feira (21), a formalização de um acordo para a devolução de aproximadamente 3 mil quilômetros de trechos ferroviários inoperantes da Malha Nordeste. A negociação envolve a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Ministério dos Transportes e a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL).

A indenização prevista à União foi mantida em R$ 1,785 bilhão. A decisão, porém, não determina o pagamento imediato desse valor nem assegura a prorrogação do contrato de concessão, cuja extensão está prevista para 2028.

A efetivação do acordo depende justamente da futura prorrogação contratual, condição estabelecida pelo Tribunal para que os termos negociados produzam efeitos.

Acordo pode ser mais vantajoso que o fim da concessão

O relator do processo, ministro Walton Alencar, avaliou que a solução negociada pode trazer mais benefícios à administração pública do que uma eventual declaração de caducidade da concessão ferroviária.

Conforme a análise apresentada ao TCU, caso a concessão fosse encerrada por esse mecanismo, a indenização referente aos trechos elegíveis ao ressarcimento poderia alcançar aproximadamente R$ 3,1 bilhões.

Nesse contexto, o acordo estabelece uma alternativa para a devolução da infraestrutura sem operação, com definição de obrigações para a concessionária e condições para a regularização das áreas envolvidas.

FTL terá obrigações ambientais e investimentos urbanos

Além da devolução dos trechos ferroviários, a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) deverá cumprir uma série de exigências relacionadas à desativação das linhas, à regularização ambiental e fundiária e ao georreferenciamento das áreas abrangidas pelo acordo.

O compromisso também prevê R$ 136,28 milhões em investimentos para mitigar conflitos urbanos associados à infraestrutura ferroviária.

As medidas buscam organizar as responsabilidades sobre os trechos devolvidos e estabelecer procedimentos para lidar com questões territoriais, ambientais e de convivência entre as ferrovias e as áreas urbanas.

TCU estabelece regras para aplicação dos recursos

A decisão determina que os recursos relacionados ao acordo não sejam utilizados para custear obrigações de manutenção que já eram de responsabilidade da concessionária.

Para isso, será necessário diferenciar os investimentos destinados à expansão da infraestrutura das despesas referentes a compromissos que a empresa já deveria cumprir.

A avaliação dos investimentos deverá seguir critérios objetivos, capazes de identificar eventuais melhorias na capacidade ou na funcionalidade da malha ferroviária.

A exigência busca garantir que os recursos sejam direcionados a finalidades compatíveis com o acordo, sem substituir gastos que já integravam as responsabilidades contratuais da operadora.

Ministério dos Transportes terá até 36 meses para definir o destino dos trechos

O Ministério dos Transportes terá prazo de até 36 meses, contado a partir da assinatura dos respectivos termos de devolução, para indicar quais segmentos deverão ser desativados e quais não precisarão passar por esse procedimento.

Após essa definição, caberá à ANTT estabelecer as medidas necessárias e os cronogramas para a execução das providências.

O acordo também prevê a possibilidade de suspensão dos prazos aplicáveis à concessionária quando houver atrasos atribuíveis ao poder público.

Com essas condições, a devolução dos cerca de 3 mil quilômetros da Malha Nordeste deverá seguir etapas de definição técnica e administrativa, com responsabilidades distribuídas entre os órgãos públicos e a operadora ferroviária.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Folhapress

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Minério de ferro se estabiliza com alta do frete e riscos de restrição na oferta

Os preços futuros do minério de ferro registraram pequenas variações nesta quarta-feira, sustentados pela recuperação dos custos de transporte marítimo e pelas perspectivas de possíveis interrupções no fornecimento nas próximas semanas. O movimento ocorre apesar da demanda enfraquecida pela matéria-prima utilizada na produção de aço.

Na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, o contrato mais negociado, com vencimento em janeiro, avançou 0,07%, para 681,50 yuans por tonelada, equivalente a US$ 102,04.

Já na Bolsa de Cingapura, o contrato de referência para novembro registrou alta de 0,15%, sendo negociado a US$ 91,30 por tonelada.

Alta do frete marítimo sustenta os preços do minério

Analistas da corretora GF Futures avaliam que a recuperação recente das cotações está relacionada ao aumento dos custos de transporte e à expectativa de retomada da produção nas siderúrgicas.

Dados da consultoria Mysteel indicaram elevação das tarifas de frete para navios da classe Capesize em 20 de outubro, movimento que contribuiu para sustentar o mercado internacional da commodity.

Na rota C5, que liga a Austrália à China, o frete subiu US$ 0,31 por tonelada. Já no trajeto C3, entre o Brasil e a China, a alta foi de US$ 0,17 por tonelada.

O encarecimento do transporte marítimo pode influenciar os custos de aquisição do minério importado e ajudar a dar suporte às cotações internacionais.

Possíveis interrupções na oferta aumentam a cautela do mercado

Além da elevação dos fretes, as perspectivas de redução da produção em minas no exterior estão entre os fatores que contribuem para a recuperação dos preços.

Segundo analistas da Ningzheng Futures, existe preocupação de que tufões previstos entre meados e o fim de novembro prejudiquem a chegada de cargas de minério de ferro aos mercados consumidores.

Esses riscos logísticos podem limitar temporariamente a disponibilidade da matéria-prima, aumentando a atenção dos investidores às condições de oferta nas próximas semanas.

Demanda fraca ainda limita a recuperação do minério de ferro

Apesar dos fatores de sustentação, o mercado continua pressionado pela demanda moderada por minério de ferro, o que mantém dúvidas sobre a continuidade da valorização.

Analistas da Baocheng Futures destacaram que as preocupações com o fornecimento ajudaram os preços a se recuperar das mínimas recentes. No entanto, ainda não está claro qual será a dimensão de uma eventual redução da oferta.

Com isso, o mercado permanece dividido entre os riscos de restrições logísticas e produtivas e a perspectiva de consumo mais fraco. A evolução dos custos de frete, da produção das mineradoras e da atividade siderúrgica deverá continuar influenciando as cotações da commodity.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Portal Único de Comércio Exterior terá parada programada neste domingo (25)

O Portal Único de Comércio Exterior ficará indisponível neste domingo, 25 de outubro de 2026, das 1h às 5h, em razão de uma parada programada dos sistemas. A interrupção afetará diversos serviços do comércio exterior, incluindo Duimp, DU-E, CCT, LPCO e outros módulos do Siscomex. A recomendação é que os usuários se programem com antecedência para evitar impactos nas operações.

Serão impactados os sistemas listados abaixo:

  • Anexação Eletrônica de Documentos
  • API Recintos
  • Cadastro de Atributos
  • Cadastro de Intervenientes
  • Catálogo de Produtos
  • CLASSIF – Classificação Fiscal de Mercadorias
  • Conferência Aduaneira
  • CCT Exportação
  • CCT Importação
  • Declaração Única de Importação (Duimp)
  • Declaração Única de Exportação (DU-E)
  • Gerenciamento de Risco
  • HABILITA
  • Operador Econômico Autorizado (OEA)
  • Pagamento Centralizado de Comércio Exterior
  • Remessas Internacionais
  • Siscomex Importação DI
  • Tabelas Comex
  • Tratamento Administrativo / LPCO
  • Tratamento Tributário (TTCE)
  • Visão Integrada

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Siscomex

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Brasil se torna o segundo maior fornecedor de petróleo para a China e supera Arábia Saudita

O Brasil assumiu a segunda posição entre os maiores fornecedores de petróleo bruto para a China, ultrapassando a Arábia Saudita. Dados alfandegários divulgados na terça-feira (20) mostram que o país asiático importou 44,29 milhões de toneladas de petróleo brasileiro nos primeiros nove meses de 2026, enquanto as compras do fornecedor saudita somaram 43,12 milhões de toneladas no mesmo período.

Com a mudança no ranking, a Arábia Saudita caiu para a quinta colocação, ficando atrás também do Iraque e dos Emirados Árabes Unidos. A Rússia permanece na liderança das exportações de petróleo para o mercado chinês.

Exportações brasileiras de petróleo crescem em setembro

O avanço do Brasil foi impulsionado pelo aumento dos embarques no mês de setembro. No período, a China recebeu 5,15 milhões de toneladas de petróleo brasileiro, volume 18% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, as exportações sauditas para o país asiático apresentaram forte retração. Em setembro, foram embarcadas 2,70 milhões de toneladas, uma queda de 62% na comparação anual.

Os números reforçam o crescimento da participação brasileira no mercado internacional de petróleo e a importância da China como destino das exportações nacionais da commodity.

Rússia mantém liderança no fornecimento à China

Apesar do avanço brasileiro, a Rússia segue como principal origem do petróleo bruto importado pela China. Em setembro, os embarques russos alcançaram 9,94 milhões de toneladas, crescimento de 20% em relação ao mesmo mês de 2025.

Confira o volume de petróleo bruto fornecido à China pelos principais países em setembro de 2026:

  • Rússia: 9,94 milhões de toneladas
  • Brasil: 5,15 milhões de toneladas
  • Iraque: 4,84 milhões de toneladas
  • Emirados Árabes Unidos: 3 milhões de toneladas
  • Arábia Saudita: 2,70 milhões de toneladas
  • Indonésia: 1,72 milhão de toneladas
  • Kuwait: 1,62 milhão de toneladas
  • Omã: 1,22 milhão de toneladas
  • Malásia: 1,16 milhão de toneladas
  • Angola: 0,93 milhão de toneladas

Os dados indicam uma mudança na composição dos fornecedores chineses, com o Brasil ampliando sua presença e a Arábia Saudita perdendo espaço.

China não registra importações de petróleo dos EUA, Venezuela e Irã

Os registros alfandegários também apontam que, em setembro, não houve importações de petróleo bruto provenientes dos Estados Unidos, da Venezuela ou do Irã.

O resultado ocorre em um cenário de mudanças nos fluxos globais de energia, no qual os volumes exportados por diferentes países influenciam a posição de cada fornecedor no mercado chinês.

A ascensão brasileira à segunda colocação consolida o país como um dos principais parceiros da China no abastecimento de petróleo bruto, atrás apenas da Rússia.

FONTE: Mídia Max
TEXTO: Redação
IMAGEM: Petrobras/Divulgação

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Receita Federal julga mais de 15 mil processos tributários em iniciativa inédita

A Receita Federal deu um passo importante na modernização do contencioso administrativo tributário ao realizar o julgamento conjunto de mais de 15 mil processos fiscais que envolvem a mesma questão jurídica. A iniciativa marca uma nova etapa na análise de demandas repetitivas, com uso de tecnologia, inteligência de dados e integração entre diferentes equipes.

O modelo busca acelerar a tramitação dos processos, simplificar procedimentos e garantir maior uniformidade nas decisões. A expectativa é reduzir o tempo de julgamento e proporcionar respostas mais rápidas aos contribuintes, preservando a qualidade técnica e a segurança jurídica.

Tecnologia permite analisar milhares de processos simultaneamente

Um dos principais recursos utilizados no projeto foi uma ferramenta desenvolvida pela Coordenação-Geral de Arrecadação e Direito Creditório (Codar). A solução tecnológica permite identificar, classificar e organizar grandes volumes de processos que apresentam questões jurídicas semelhantes.

Com o mapeamento dos casos, foi possível estruturar uma estratégia de julgamento em larga escala, tornando viável a análise conjunta de milhares de processos com características equivalentes.

A iniciativa representa um avanço na aplicação de recursos digitais à administração tributária, especialmente no tratamento de demandas repetitivas que exigem procedimentos semelhantes.

Receita Federal e Serpro atuam em conjunto

O desenvolvimento do novo modelo contou com a colaboração de diversas áreas da Receita Federal e do Serpro, reunindo conhecimentos técnicos, experiência operacional e capacidade de desenvolvimento tecnológico.

Participaram do trabalho equipes responsáveis pelo contencioso, pela arrecadação e pela gestão de processos da Delegacia de Julgamento de Florianópolis (DRJ09). Também contribuíram julgadores e presidentes de turmas de diferentes Delegacias de Julgamento.

A 15ª Turma da DRJ09 teve papel de destaque ao conduzir a sessão que consolidou a nova metodologia de trabalho.

A experiência demonstra como a integração entre equipes e o investimento em transformação digital no setor público podem ampliar a capacidade de análise e resposta da Administração Tributária.

Julgamentos em escala buscam ampliar a eficiência administrativa

Além do ganho operacional, a iniciativa representa uma mudança na forma de administrar o contencioso tributário. A combinação de automação, análise inteligente de dados e cooperação entre equipes permite processar demandas semelhantes com mais agilidade, mantendo o rigor técnico necessário às decisões.

A padronização dos procedimentos também contribui para a aplicação mais uniforme da legislação tributária, fortalecendo a previsibilidade das decisões e a segurança jurídica para cidadãos e empresas.

Próximas etapas incluem formalização das decisões

Após a realização dos julgamentos, os trabalhos seguem para a formalização dos acórdãos e a comunicação dos resultados aos contribuintes.

Essa fase é necessária para que as decisões sejam oficialmente registradas e seus efeitos possam ser comunicados aos interessados, transformando o avanço operacional em resultados concretos.

Com a adoção do novo modelo, a Receita Federal reforça sua estratégia de inovação institucional e modernização dos serviços públicos. A expectativa é ampliar a eficiência da análise de processos administrativos fiscais, reduzir os prazos de julgamento e oferecer soluções mais ágeis às demandas dos contribuintes.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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ANTAQ prorroga prazo para contribuições sobre transbordo de granel sólido até 30 de outubro

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) estendeu até as 23h59 de 30 de outubro de 2026 o prazo para o envio de contribuições à Tomada de Subsídios Pública SRG nº 2/2026. A iniciativa discute as regras e os aspectos regulatórios das operações de transbordo de granel sólido, conhecidas internacionalmente como barge to ship.

A consulta tem como objetivo reunir informações, propostas e sugestões para subsidiar a análise do Relatório Preliminar de Análise de Impacto Regulatório (AIR), relacionado ao Tema 1.3 da Agenda Regulatória 2025–2028 da Agência.

Podem participar usuários, empresas e demais agentes do setor aquaviário, além de outras pessoas e instituições interessadas no tema.

Consulta pública busca contribuições do setor aquaviário

A tomada de subsídios é um mecanismo de participação social utilizado pela ANTAQ para reunir dados e diferentes perspectivas antes do desenvolvimento ou do aprimoramento de propostas regulatórias.

As informações recebidas poderão contribuir para a avaliação dos impactos e das alternativas relacionadas às operações de transbordo de granéis sólidos, auxiliando o processo de análise técnica da Agência.

A prorrogação amplia o período disponível para que os interessados avaliem o documento preliminar e encaminhem suas manifestações.

Como enviar contribuições à ANTAQ

Os participantes devem registrar suas sugestões exclusivamente pelo formulário eletrônico da Tomada de Subsídios SRG nº 2/2026, respeitando o novo prazo, que termina às 23h59 de 30 de outubro de 2026.

A Agência informa que não serão aceitas contribuições encaminhadas por outros canais.

Materiais digitais complementares, como mapas, plantas e fotografias, poderão ser enviados para o endereço eletrônico srg@antaq.gov.br. Nesse caso, é necessário identificar o participante e respeitar o prazo estabelecido.

Mesmo quando houver envio de arquivos adicionais por e-mail, o conteúdo das contribuições deverá ser registrado obrigatoriamente nos campos correspondentes do formulário eletrônico.

Contribuições ficarão disponíveis para consulta pública

Após o recebimento, as manifestações encaminhadas serão disponibilizadas no portal oficial da ANTAQ.

A medida permite que os interessados acompanhem as contribuições apresentadas durante o processo e reforça a transparência na construção das propostas regulatórias relacionadas ao transporte aquaviário.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Renobrax avança com projetos eólicos de 319,5 MW no Rio Grande do Sul

A Renobrax avançou no desenvolvimento de novos empreendimentos de energia eólica no Rio Grande do Sul. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registrou os requerimentos de outorga de oito projetos previstos para Chuí, que totalizam 319,5 MW de potência instalada.

Os empreendimentos representam mais uma etapa da expansão da companhia no setor de energias renováveis, em meio ao avanço de projetos de geração no estado gaúcho.

Renobrax também registra projetos eólicos em Piratini

Em agosto, a empresa havia registrado a Declaração de Registro de Outorga (DRO) para oito usinas eólicas em Piratini, também no Rio Grande do Sul. Os projetos, denominados Serra dos Antunes 01 a 08, somam 238 MW de capacidade prevista.

A emissão da DRO constitui uma etapa anterior à concessão definitiva da outorga. Com o registro, os responsáveis pelos empreendimentos podem solicitar ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) o parecer de acesso à rede elétrica e dar continuidade aos procedimentos de licenciamento ambiental necessários à implantação das usinas.

O mecanismo contempla projetos de geração eólica, solar e termelétrica.

Aneel contabiliza 5,5 GW em pedidos de outorga em 2026

Até o momento, a Aneel contabilizou 100 requerimentos de outorga registrados em 2026. Em conjunto, os projetos representam 5.531 MW de potência prevista, considerando as fontes eólica, solar e termelétrica.

Todas as solicitações foram destinadas a empreendimentos fora do Ambiente de Contratação Regulada (ACR), segmento que abrange a contratação de energia por meio de distribuidoras.

Usinas solares recebem autorização para operação

Além dos registros relacionados à geração eólica, a Aneel autorizou unidades geradoras de usinas fotovoltaicas a iniciar operações em fase de testes e em caráter comercial. A potência liberada para essas etapas soma 105,24 MW.

Pernambuco concentra a maior parcela da capacidade autorizada. As usinas Colinas 1, Colinas 2 e Colinas 3 receberam aval para operação em teste, totalizando 102,6 MW. Os empreendimentos estão situados na região dos municípios de Brejão e Garanhuns.

No interior de São Paulo, a unidade geradora UG1 da UFV Zanini, localizada em Sertãozinho, foi autorizada a operar em fase de testes, com potência de 1,92 MW.

Na Bahia, a UFV Feira de Santana, com capacidade de 385 kW, também recebeu autorização para iniciar os testes operacionais.

Santa Catarina tem liberação para geração comercial

Em Santa Catarina, a Aneel autorizou o início da operação comercial da UFV Estrutural Zortea, instalada em Campos Novos. A unidade teve 338,2 kW de potência liberados para essa finalidade.

As decisões da agência contemplam, portanto, diferentes etapas de desenvolvimento dos empreendimentos de energia renovável no país, desde os pedidos iniciais de outorga para novos parques eólicos até a autorização para testes e operação comercial de usinas solares.

FONTE: MegaWhat
TEXTO: Redação
IMAGEM: divulgação 2W Ecobank

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