Comércio Internacional

Pacto Verde Europeu: indústria precisa ampliar rastreabilidade para manter acesso ao mercado europeu

As novas regras ambientais da União Europeia (UE) estão mudando a forma como empresas precisam comprovar a origem, a composição e os impactos de seus produtos. Para a indústria catarinense, especialmente para os setores ligados ao comércio exterior, o Pacto Verde Europeu representa um novo desafio para manter e ampliar a presença no mercado europeu.

A tendência é que sustentabilidade deixe de ser apenas um diferencial competitivo e passe a integrar os requisitos necessários para participar de determinadas cadeias globais de fornecimento.

“Para a indústria catarinense, o Pacto Verde Europeu não deve ser visto apenas como uma exigência regulatória, mas como uma nova condição de inserção nas cadeias globais de valor. As empresas precisam estar preparadas para fornecer dados confiáveis sobre seus produtos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Passaporte Digital do Produto ganha importância

Entre os mecanismos que devem transformar a relação das empresas com o mercado europeu está o Passaporte Digital do Produto (DPP), previsto pelo Regulamento de Concepção Ecológica para Produtos Sustentáveis (ESPR).

A proposta é criar uma espécie de identidade digital para os produtos, concentrando informações que possam ser verificadas ao longo da cadeia. Entre os dados estão a composição, a origem das matérias-primas, impactos ambientais, durabilidade, possibilidade de reparo, reutilização e reciclagem. Na prática, a exigência não ficará restrita aos exportadores diretos.

Empresas brasileiras que fornecem componentes, insumos ou matérias-primas para outras companhias também poderão precisar disponibilizar informações detalhadas sobre seus produtos e processos. Isso significa que a adequação às regras europeias tende a alcançar diferentes elos das cadeias produtivas.

Indústria catarinense está entre os setores impactados

A implementação das novas exigências será gradual e deverá atingir segmentos com forte participação na economia de Santa Catarina. Entre os setores que precisam acompanhar de perto as mudanças estão têxtil e vestuário, siderurgia, alumínio, móveis e tecnologia, além de outras atividades integradas às cadeias de fornecimento europeias.

O desafio, porém, não se limita à adoção de práticas ambientais. As empresas precisarão desenvolver sistemas capazes de coletar, organizar, rastrear e comprovar informações sobre produtos e processos. Isso amplia a responsabilidade também para fornecedores e parceiros envolvidos na produção.

Preparação começa antes das novas regras

Para as empresas que atuam ou pretendem atuar no mercado europeu, antecipar a adequação pode ser um diferencial. A preparação envolve desde o conhecimento da cadeia de fornecedores até a estruturação de dados ambientais e produtivos.

Entre as principais medidas estão:

  • Mapear fornecedores e matérias-primas, ampliando a rastreabilidade da cadeia;
  • Digitalizar informações sobre produtos, processos e impactos ambientais;
  • Medir e reduzir a pegada de carbono, com iniciativas de eficiência e descarbonização;
  • Adequar produtos à economia circular, considerando durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade;
  • Comprovar as informações ambientais, evitando alegações de sustentabilidade que não tenham respaldo técnico.

Sustentabilidade passa a ser requisito de competitividade

Mais do que cumprir uma nova legislação, a adaptação às regras europeias pode representar uma mudança estrutural na forma como a indústria brasileira se relaciona com seus clientes internacionais.

Para empresas catarinenses inseridas no comércio exterior, investir em rastreabilidade, gestão de dados, transparência e sustentabilidade tende a ser cada vez mais importante para preservar mercados, atender compradores europeus e permanecer competitiva nas cadeias globais de valor.

Fonte: FIESC, com informações divulgadas em 8 de setembro de 2026.

Texto: Redação

Imagem: FIESC / Adobe Stock

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Exportação

Docol completa 70 anos como maior exportadora de metais sanitários da América Latina

A Docol chegou aos 70 anos de história em agosto de 2026 consolidada como a maior exportadora de metais sanitários da América Latina. Com sede em Joinville, no Norte de Santa Catarina, a empresa mantém na cidade parte relevante de sua estrutura industrial, além das áreas de engenharia e inovação.

A companhia foi fundada em 1956, em Jaraguá do Sul, e posteriormente transferiu suas operações para Joinville. Ao longo de sete décadas, ampliou sua atuação para além dos metais sanitários, passando a oferecer também louças sanitárias e soluções produzidas em aço inox.

Atualmente, a Docol conta com mais de 2.600 colaboradores, quatro parques fabris e um portfólio superior a 3 mil produtos. A marca está presente em mais de 35 países e mantém uma trajetória marcada pela expansão internacional e pelo desenvolvimento tecnológico.

Docol constrói história junto com gerações de profissionais

A evolução da empresa também está ligada às histórias de funcionários que acompanharam suas principais transformações. Um dos exemplos é José Fernando Kina, que entrou na Docol aos 17 anos, quando a fábrica ainda funcionava na rua Visconde de Mauá, no Centro de Joinville.

Mais de quatro décadas depois, Kina acompanhou diferentes fases da companhia e participou de momentos importantes da evolução de seus produtos. Entre as memórias está o início da fabricação da linha DocolMatic, sistema de fechamento automático da torneira acionado com apenas um toque.

A tecnologia se tornou um dos marcos da empresa na busca por soluções capazes de reduzir o consumo de água. Para Kina, a novidade representava uma inovação significativa para aquele período.

A ligação da família com a Docol continuou na geração seguinte. Márcio Kina, filho de José Fernando, ingressou na empresa em 2016. Após começar na área de Usinagem, passou a atuar na Ferramentaria.

A experiência familiar também influenciou sua relação com a companhia. Segundo Márcio, desde a infância ele associava a empresa à rotina do pai e, posteriormente, encontrou na Docol oportunidades para desenvolver sua carreira.

A história pode avançar ainda mais uma geração: o filho de Márcio, atualmente com 14 anos, já demonstra interesse em trabalhar na empresa no futuro.

Inovação impulsiona desenvolvimento de novos produtos

A inovação tecnológica é um dos pilares da trajetória da Docol. A empresa possui 321 patentes e fabrica aproximadamente 17 milhões de peças por ano, com soluções voltadas principalmente à eficiência e ao uso racional da água.

Somente em 2025, foram destinados R$ 25 milhões para pesquisa, desenvolvimento e inovação, valor equivalente a cerca de 3% do faturamento bruto. Desse montante, R$ 2 milhões foram aplicados no desenvolvimento de produtos relacionados ao bem-estar.

A companhia também mantém o Flow, centro dedicado à criação e ao desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

O investimento em design e inovação rendeu à Docol mais de 60 premiações nacionais e internacionais. Entre os reconhecimentos estão o Red Dot Award, iF Design Award, Good Design Award e German Design Award.

Para Guilherme Bertani, presidente da Docol, os 70 anos representam não apenas uma oportunidade de celebrar a trajetória construída desde 1956, mas também de reforçar os planos para o futuro, com foco em soluções que melhorem a vida das pessoas e estimulem o uso responsável da água.

Eficiência hídrica faz parte da trajetória da empresa

A preocupação com a eficiência hídrica acompanha a Docol há décadas e também está presente em seus processos industriais. A companhia foi uma das primeiras indústrias brasileiras a tratar a água utilizada durante a produção, ainda nos anos 1980.

O tema também orienta iniciativas desenvolvidas pelo Instituto Ingo Doubrawa, mantido pela empresa. Criado em 2022, o instituto já destinou mais de R$ 3 milhões a projetos voltados à comunidade.

Entre as ações estão programas de educação ambiental, conscientização sobre o uso da água e iniciativas de preservação dos manguezais de Joinville.

Sete décadas de indústria, inovação e sustentabilidade

A trajetória de 70 anos coloca a Docol entre as empresas que ajudaram a consolidar Joinville como polo industrial. Da produção de metais sanitários à expansão internacional, a companhia combina investimentos em tecnologia, formação de profissionais e iniciativas ambientais para sustentar seu crescimento.

Com presença em dezenas de países, milhares de produtos e investimentos contínuos em inovação, a empresa chega às sete décadas projetando sua atuação para os próximos anos e mantendo a água como um dos principais eixos de seus produtos e projetos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Docol

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Informação

José Bragagnolo assume presidência do Conselho do Sinpesc

O administrador e empresário José Bragagnolo passou a comandar, em 25 de agosto, o Conselho de Administração do Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Santa Catarina (Sinpesc). Ele sucede Péricles Pereira Druck na presidência do colegiado.

Ligado ao setor produtivo catarinense, Bragagnolo assume a função com a missão de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelas gestões anteriores e ampliar a representatividade da indústria de celulose e papel de Santa Catarina diante dos desafios econômicos e regulatórios.

Atuação estratégica à frente do sindicato

Entre as principais responsabilidades do presidente do Conselho de Administração está a representação do Sinpesc junto à Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

A função também envolve contribuir para a definição das diretrizes estratégicas da entidade, além de estimular a participação dos empresários associados nas discussões e decisões relacionadas ao setor.

A cerimônia de posse ocorreu na sede do sindicato, em Lages. Após a solenidade, representantes das empresas associadas participaram de um almoço e de uma reunião de trabalho voltada à definição de estratégias para o segmento.

José Bragagnolo tem trajetória ligada à indústria catarinense

A relação de José Bragagnolo com a atividade industrial faz parte da história da indústria catarinense. Ele é sócio-fundador da Indústria Avelino Bragagnolo S/A, conhecida comercialmente como Bragagnolo Papel e Embalagens.

A empresa, fundada em outubro de 1963 e instalada em Faxinal dos Guedes, no Oeste de Santa Catarina, está entre as companhias que participaram da formação do próprio Sinpesc.

Ao longo de sua trajetória, a indústria se consolidou no mercado nacional pela fabricação de papéis para embalagens e papelão ondulado, segmentos diretamente ligados à cadeia produtiva florestal.

Setor de celulose e papel tem peso na economia de SC

A posse reuniu industriais e executivos de empresas associadas ao sindicato e reforçou a importância do Sinpesc para a representação empresarial do segmento.

Santa Catarina possui uma cadeia produtiva de destaque nacional envolvendo base florestal, celulose, papel e embalagens, com participação relevante na atividade econômica de diferentes regiões do estado.

À frente do Conselho de Administração, Bragagnolo terá entre os principais desafios fortalecer a atuação institucional da entidade e ampliar a participação das empresas nas discussões que impactam o futuro da indústria papeleira catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sinpesc

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Exportação

Tarifaço dos EUA: exportadoras de SC terão pacote de apoio de até R$ 186 milhões

As empresas exportadoras de Santa Catarina mais afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos terão acesso a um pacote emergencial de apoio financeiro e tributário do Governo do Estado. As medidas serão aplicadas durante três meses e têm como principal objetivo preservar cerca de 43 mil empregos diretos nas cadeias produtivas atingidas.

A proposta foi construída com apoio técnico da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), que forneceu dados para identificar os negócios mais expostos à elevação das tarifas norte-americanas.

Segundo o Governo de Santa Catarina, o conjunto de medidas poderá representar até R$ 186 milhões em apoio às empresas afetadas. Os dados e critérios utilizados na elaboração do pacote constam em nota técnica da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC).

“A FIESC reconhece os esforços do governo estadual para minimizar o impacto na geração de emprego e renda ao longo das cadeias produtivas das empresas exportadoras diretamente atingidas, dentro do que é legalmente e tecnicamente possível”, afirmou o presidente da entidade, Gilberto Seleme.

Como funciona o pacote para exportadoras de SC

O programa estadual foi estruturado em duas medidas principais, ambas voltadas às empresas que apresentam maior exposição ao tarifaço dos EUA.

A primeira prevê a liberação de créditos de ICMS provenientes das exportações, com potencial de alcançar R$ 126 milhões ao longo de três meses. Poderão ser beneficiadas empresas que tenham pelo menos 5% do faturamento anual comprometido pela alta das tarifas.

A segunda medida estabelece o adiamento do pagamento de ICMS por 60 dias, também durante três meses. Conforme estimativas da Fazenda estadual, o diferimento poderá alcançar até R$ 60 milhões em impostos.

Ao todo, 132 empresas catarinenses estão enquadradas nos níveis de exposição considerados “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”, indicando maior risco de perda de competitividade no mercado internacional.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, participou das análises que ajudaram a identificar os negócios mais vulneráveis. De acordo com ele, a classificação leva principalmente em conta a proporção das exportações afetadas pelas tarifas em relação ao faturamento total de cada empresa.

Quanto maior for a participação das vendas sujeitas à nova cobrança, maior é o grau de risco atribuído ao negócio.

Além das medidas já anunciadas, a Fazenda de Santa Catarina avalia a possibilidade jurídica e econômica de permitir o diferimento do ICMS sobre a compra de insumos e energia elétrica utilizados na industrialização.

Quais empresas catarinenses são mais afetadas pelo tarifaço

O levantamento realizado pelo grupo de trabalho coordenado pela Secretaria da Fazenda indica que os efeitos da nova tarifa norte-americana são significativos, mas estão concentrados em determinados segmentos da pauta de exportações de Santa Catarina.

Entre agosto de 2025 e julho de 2026, empresas catarinenses venderam aproximadamente R$ 6,3 bilhões em produtos para os Estados Unidos. Desse montante, cerca de R$ 3,8 bilhões — aproximadamente 60% — correspondem a mercadorias potencialmente atingidas pela nova tarifa de 25% específica para o Brasil.

Dos R$ 2,5 bilhões que não estão sujeitos à nova cobrança, 33% estão submetidos à Seção 232, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para aplicar restrições comerciais globais sob justificativa de segurança nacional. Outros 7% foram excluídos expressamente da tarifa.

Apesar do impacto sobre parte relevante das exportações, a exposição não é igual entre as empresas. Das exportadoras abrangidas pela nova tarifa, 509 companhias, quase 80% do total, tiveram menos de 5% do faturamento afetado.

Por esse motivo, a maior parte das empresas foi classificada nos níveis de exposição “baixo” ou “gerenciável”.

Entenda como funciona a tarifa dos Estados Unidos

A cobrança sobre os produtos brasileiros não representa, de forma geral, uma tarifa única de 37,5%. O percentual é resultado da combinação de diferentes medidas comerciais.

São 25% de tarifa específica aplicada ao Brasil, por meio da Seção 301, além de uma alíquota global de 12,5% destinada a mais de 40 países.

Regras específicas para determinados produtos e exceções fazem com que a carga efetiva varie de acordo com a mercadoria. Dessa forma, o impacto sobre as exportações de Santa Catarina para os EUA não é uniforme entre os setores.

Empresas buscam diversificar mercados

A análise da Secretaria da Fazenda também aponta que parte das empresas catarinenses passou a buscar novos destinos para seus produtos depois da primeira rodada de tarifas.

Um dos sinais desse movimento foi o crescimento de 4,4% das exportações de Santa Catarina em 2025, mesmo diante das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

A FIESC também vem incentivando a abertura de novos mercados por meio de eventos e iniciativas voltadas à ampliação das relações comerciais internacionais.

“A FIESC tem sido um parceiro das exportadoras nesse sentido, promovendo eventos para ampliar relações comerciais com outros países, tendo em vista os recentes acordos comerciais firmados pelo Mercosul”, destacou Gilberto Seleme.

Setor madeireiro lidera impacto em Santa Catarina

Entre os segmentos da indústria catarinense, o setor de madeira e derivados, incluindo a fabricação de móveis, aparece como o mais exposto às novas tarifas. Quase 40% das exportações do segmento para os Estados Unidos são potencialmente afetadas.

Na sequência estão os fabricantes de motores elétricos e transformadores, com 29,1% das exportações destinadas ao mercado norte-americano sujeitas ao impacto.

Em terceiro lugar aparecem os fabricantes de blocos de motor, compressores e bombas, segmento que representa 11,8% das exportações catarinenses para os Estados Unidos.

Santa Catarina já havia criado pacote de apoio

Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, Santa Catarina é o único Estado brasileiro a ter criado pacotes específicos de apoio às empresas afetadas pelas tarifas norte-americanas nas duas ocasiões.

A primeira iniciativa foi anunciada em agosto de 2025, quando o Governo do Estado adotou medidas emergenciais tributárias e financeiras para apoiar a indústria.

Na ocasião, o pacote de auxílio alcançou aproximadamente R$ 435 milhões.

Com a nova rodada de medidas, o Estado pretende reduzir os efeitos do tarifaço dos EUA sobre a indústria catarinense, preservar empregos e dar maior capacidade financeira às empresas que enfrentam aumento dos custos para acessar o mercado norte-americano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dami Radin

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Comércio Exterior

China muda hábitos alimentares e abre oportunidades para a indústria de alimentos de SC

As mudanças nos hábitos alimentares da China e a estratégia do país para aumentar a produção doméstica de alimentos devem entrar no radar da indústria catarinense. Estudo do Observatório FIESC mostra que fatores como urbanização, industrialização e crescimento da renda estão alterando o perfil de consumo chinês, com possíveis reflexos sobre as exportações de Santa Catarina para a China.

A análise foi apresentada nesta terça-feira (25), durante reunião do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC.

Mudanças no consumo chinês exigem atenção de SC

Para Rosimeri Francener, presidente do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, acompanhar a transformação do mercado chinês é essencial para antecipar movimentos capazes de afetar a economia catarinense.

Segundo ela, a indústria atravessa uma transformação significativa nos padrões globais de produção e consumo e precisa se preparar para continuar competitiva diante dessas mudanças.

A pesquisadora Tamires Costa, do Observatório FIESC, explica que a China vem adotando medidas para ampliar a produção nacional de alimentos e incorporar mais tecnologia à indústria do setor.

Entre os objetivos estabelecidos nos planos quinquenais está o aumento da produção de grãos, que deverá passar de 650 milhões para 725 milhões de toneladas até 2030.

Autossuficiência chinesa pode pressionar exportações

Embora tenha uma produção agrícola de grande escala, a China ainda depende do mercado externo em determinadas cadeias, como a soja. Em segmentos importantes para Santa Catarina, porém, o nível de produção doméstica é elevado.

No caso do frango, a autossuficiência chinesa chega a 98%. Para a carne suína, o índice é de 97%. Os dois produtos estão entre os principais itens da pauta exportadora catarinense destinada ao mercado chinês.

Os dados do Observatório FIESC mostram uma diferença importante no desempenho das exportações. Enquanto as vendas brasileiras dos produtos analisados cresceram 47% na série histórica considerada, as exportações catarinenses registraram queda de 34%.

Carne suína mostra impacto da recuperação chinesa

A trajetória da carne suína catarinense ajuda a explicar os efeitos da mudança no mercado chinês.

Durante o período mais crítico da peste suína africana, a autossuficiência da China caiu de 97% para 89% em 2020. A redução da produção doméstica abriu espaço para fornecedores estrangeiros e impulsionou as vendas de Santa Catarina.

Em 2021, o Estado chegou a exportar US$ 758 milhões em carne suína para a China. Com a recuperação da produção chinesa nos anos seguintes, porém, Santa Catarina perdeu aproximadamente US$ 490 milhões em exportações entre 2021 e 2024.

O cenário demonstra como a dependência de poucos produtos e de um único grande mercado pode aumentar a exposição da indústria às mudanças na oferta e na demanda internacional.

Diversificação pode ampliar espaço para SC na China

O estudo do Observatório FIESC aponta que Santa Catarina possui alternativas para diversificar as exportações de alimentos destinadas ao mercado chinês.

Entre os produtos catarinenses que já são produzidos e exportados e apresentam potencial de crescimento estão:

  • Pescados e crustáceos;
  • Preparações alimentícias;
  • Miudezas comestíveis;
  • Farinha de carne;
  • Produtos para alimentação animal;
  • Leite em pó.

A estratégia pode incluir ainda o avanço de produtos com maior valor agregado. A mudança no perfil de consumo dos chineses cria espaço para alimentos processados, segmento no qual a indústria catarinense possui capacidade de transformar matérias-primas em produtos de maior valor.

Condição sanitária é diferencial competitivo

Além da capacidade industrial, Santa Catarina conta com um diferencial importante para ampliar sua presença no mercado asiático: a condição sanitária do Estado.

De acordo com Tamires Costa, esse fator pode contribuir para aumentar a competitividade dos produtos catarinenses e facilitar a conquista de novos espaços no mercado chinês de alimentos.

A expansão, entretanto, depende de uma estratégia que acompanhe de perto as políticas de autossuficiência alimentar da China e as mudanças no comportamento dos consumidores.

Indústria catarinense precisa reduzir concentração

Para o setor produtivo de Santa Catarina, o principal desafio é diminuir a dependência de um grupo restrito de produtos e ampliar a variedade de itens exportados.

Isso envolve diversificar a pauta, investir em produtos de maior valor agregado e prospectar novos destinos internacionais. A estratégia pode reduzir a vulnerabilidade da indústria catarinense às oscilações de demanda provocadas pelas mudanças no mercado chinês.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Negócios

FIESC leva missão empresarial à Expo Paraguay-Brasil para ampliar negócios

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) prepara uma missão empresarial para a Expo Paraguay-Brasil 2026, com o objetivo de ampliar a internacionalização da indústria catarinense e criar novas oportunidades de negócios no país vizinho.

A 17ª edição do evento será realizada nos dias 11, 12 e 13 de novembro, em Ciudad del Este, no Paraguai. A programação deve reunir empresários e representantes dos setores produtivos dos dois países em uma agenda voltada à prospecção de negócios, networking e formação de parcerias comerciais.

A participação da delegação catarinense busca aproximar empresas do estado do mercado paraguaio, além de identificar oportunidades de comércio, investimentos e expansão internacional.

“A aproximação com o Paraguai abre espaço para novas parcerias e para a ampliação dos negócios das empresas catarinenses. Participar da Expo Paraguay-Brasil permite conhecer melhor o ambiente empresarial paraguaio, estabelecer conexões e identificar oportunidades concretas de comércio e investimentos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Missão terá agenda exclusiva com a Embaixada

Além das atividades da Expo Paraguay-Brasil, a delegação da FIESC terá uma agenda institucional exclusiva com a Embaixada do Brasil no Paraguai.

O encontro pretende ampliar o diálogo com representantes institucionais e oferecer aos empresários participantes informações mais abrangentes sobre o ambiente econômico e as oportunidades disponíveis no país.

A iniciativa integra a estratégia da FIESC de fortalecer as relações comerciais entre Santa Catarina e Paraguai e apoiar empresas interessadas em avançar no processo de internacionalização.

Participação é voltada a empresários e executivos

A missão empresarial é direcionada a empresários industriais, executivos, gestores de comércio exterior e tomadores de decisão que buscam oportunidades de expansão internacional.

Também podem participar empresas associadas e parceiros da FIESC interessados em conhecer o mercado paraguaio, estabelecer contatos comerciais e prospectar novas possibilidades de negócios.

Com a participação na Expo Paraguay-Brasil, a entidade pretende ampliar a presença da indústria catarinense no mercado internacional e estimular novas conexões entre empresas de Santa Catarina e do Paraguai.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Indústria

Acordo Mercosul-EFTA amplia oportunidades para a indústria de Santa Catarina

O avanço das negociações para o acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA cria novas perspectivas para o comércio exterior brasileiro e, especialmente, para a indústria de Santa Catarina. A Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

O tratado prevê eliminação de tarifas para cerca de 97% das transações de bens entre o Brasil e o bloco europeu, enquanto outros 1,2% terão redução gradual de tarifas. O acordo também estabelece cotas específicas para produtos agrícolas, incluindo carnes, milho, mel e óleos vegetais.

Comércio entre Brasil e EFTA movimenta US$ 7,8 bilhões

Os números mais recentes mostram uma relação comercial consolidada entre os dois mercados. Em 2025, o Brasil exportou US$ 3,8 bilhões para os países da EFTA e importou US$ 4 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 7,8 bilhões.

A relação é marcada pela forte presença da indústria de transformação. Os bens intermediários representaram 68,5% das trocas comerciais realizadas no período.

A indústria de transformação responde por 93,1% das exportações brasileiras destinadas à EFTA e por 99,7% das importações provenientes do bloco, reforçando o caráter industrial da relação comercial.

Santa Catarina aparece entre os estados com mais oportunidades

Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior potencial de aproveitamento do acordo. Segundo mapeamentos realizados pela indústria, o estado reúne 354 oportunidades de exportação para a EFTA, ficando atrás apenas de São Paulo e Paraná.

Para Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, o cenário coloca Santa Catarina em posição estratégica para ampliar sua presença no mercado europeu.

Agroindústria concentra oportunidades de exportação

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 653 oportunidades para 453 produtos industriais brasileiros nos países da EFTA. Parte significativa dessas possibilidades apresenta aderência à estrutura produtiva catarinense.

Na agroindústria e no setor de alimentos, foram identificadas 119 oportunidades, sendo 50 relacionadas à abertura de novos mercados. Entre os destaques estão as cotas com tarifa zero para carnes de aves e suínos.

As aves já representam 15,3% das exportações brasileiras destinadas à EFTA, enquanto o café não torrado corresponde a 18,8% da pauta exportadora para o bloco.

Setores metalmecânico, eletrônico e químico também podem avançar

O segmento metalmecânico, eletrônico e de máquinas reúne 53 oportunidades mapeadas. A redução ou eliminação de tarifas pode favorecer empresas dos polos industriais de Joinville e Jaraguá do Sul, especialmente nas exportações de motores elétricos, geradores, compressores e produtos metálicos.

Já o setor de químicos e plásticos apresenta 89 oportunidades, incluindo possibilidades de abertura de mercado e consolidação das exportações da indústria de transformação química.

Além das exportações, o acordo pode beneficiar as empresas catarinenses no acesso a insumos, medicamentos, fertilizantes e máquinas de precisão provenientes dos países da EFTA, com potencial redução de custos de importação.

Entre os principais produtos importados pelo Brasil estão os farmacêuticos e medicamentos, que representam 11,1% da pauta, compostos organo-inorgânicos, com 5,2%, além de fertilizantes e equipamentos industriais de precisão.

Acordo prevê facilitação do comércio

Os benefícios esperados não se limitam à redução de tarifas. O tratado também prevê mecanismos voltados à desburocratização do comércio exterior.

Entre os pontos previstos estão a acumulação de origem estendida com a União Europeia, que permitirá utilizar insumos europeus em determinados produtos destinados à EFTA sem perder o benefício tarifário.

O acordo também contempla regras sanitárias mais ágeis para a agroindústria, simplificação de procedimentos técnicos e abertura do mercado de compras governamentais.

Implementação será gradual a partir de 2026

A entrada em vigor do acordo ocorrerá de maneira progressiva e dependerá da implementação bilateral com cada país integrante da EFTA.

O cronograma previsto estabelece:

  • Islândia: 1º de outubro de 2026;
  • Noruega: 1º de novembro de 2026;
  • Suíça e Liechtenstein: primeiro semestre de 2027.

Com a redução de barreiras tarifárias e a simplificação de procedimentos, o acordo Mercosul-EFTA tende a criar novas possibilidades para empresas brasileiras e ampliar o espaço da indústria catarinense no comércio internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Inovação

Onze indústrias de Santa Catarina estão entre as mais inovadoras do Brasil

Onze indústrias de Santa Catarina foram reconhecidas entre as mais inovadoras do país no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026. O levantamento, realizado pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, em parceria com o Valor Econômico, destaca empresas catarinenses em diferentes segmentos da indústria nacional.

O resultado inclui duas lideranças nacionais, duas posições de vice-liderança e seis empresas entre as cinco primeiras colocadas nas categorias de Bens de Capital, Materiais de Construção, Eletroeletrônica e Telecomunicações.

Entre as catarinenses reconhecidas estão WEG, Tupy, Schulz, Ciser, Tigre, Irani Papel e Embalagem, Nidec Global Appliance, Whirlpool, Dexco, ArcelorMittal e Unifique.

Empresas catarinenses se destacam em diferentes setores

A WEG foi o principal destaque de Santa Catarina na premiação. A empresa conquistou a primeira colocação nacional na categoria Eletroeletrônica. No mesmo segmento, a Whirlpool alcançou o quinto lugar.

Em Bens de Capital, o desempenho catarinense também ganhou evidência. A Nidec Global Appliance ficou na terceira posição, seguida por Tupy, em quarto, e Schulz, em quinto.

Já na categoria Materiais de Construção, três empresas do estado apareceram entre as cinco primeiras. A Dexco ficou com a segunda colocação, enquanto Ciser e Tigre ocuparam, respectivamente, o terceiro e o quinto lugares.

Outros setores também tiveram empresas de Santa Catarina em posições de destaque. A Irani Papel e Embalagem conquistou a vice-liderança em Papel e Celulose, enquanto a ArcelorMittal ficou em primeiro lugar na categoria Siderurgia e Mineração.

Na área de Telecomunicações, a Unifique terminou na quinta colocação entre as empresas mais inovadoras do país.

Inovação amplia competitividade da indústria

As 11 empresas catarinenses reconhecidas mantêm projetos com os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina, que atuam no desenvolvimento de soluções para ampliar a inovação industrial e a competitividade.

A parceria envolve iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), além da criação e do aperfeiçoamento de produtos, processos e materiais. Também fazem parte da atuação projetos de transformação digital, manufatura avançada, ensaios laboratoriais, certificações e consultorias tecnológicas.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, o reconhecimento reforça a importância da cooperação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia para transformar desafios industriais em soluções.

Para ele, a presença das companhias catarinenses entre as líderes nacionais demonstra a relevância dos investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento industrial no estado.

Institutos SENAI SC têm atuação em todo o país

O trabalho dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina não se limita às empresas do estado. As instituições também desenvolvem projetos para companhias de outras regiões que foram reconhecidas no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026.

Entre as empresas atendidas estão Nestlé Brasil, Ambev, Lojas Renner, C&A, Votorantim Cimentos, BRK Ambiental, Gerdau, CNH Industrial, Stellantis, Embraer, Natura Cosméticos, Grupo Boticário, Reckitt Industrial, Axia Energia, Aché Laboratórios, Vale, Petrobras e Shell Brasil.

A presença dessas companhias entre as empresas reconhecidas na premiação evidencia o alcance nacional dos Institutos SENAI SC e a capacidade técnica das instituições para desenvolver projetos voltados à produtividade, competitividade e inovação em diferentes segmentos da economia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Logística eficiente é essencial para manter a competitividade da indústria de Santa Catarina, alerta FIESC

A FIESC alerta que os desafios da logística em Santa Catarina representam um dos principais obstáculos para a manutenção da competitividade da indústria estadual. Apesar de contar com uma economia fortemente voltada ao mercado internacional e um parque industrial diversificado, o estado enfrenta limitações na infraestrutura de transporte que impactam diretamente os custos e a eficiência das operações.

Entre os principais entraves apontados estão o chamado Custo Brasil, além dos gargalos nas rodovias e nos acessos aos portos, fatores que elevam despesas, aumentam o tempo de deslocamento e reduzem a competitividade das empresas.

Rodovias sobrecarregadas afetam o escoamento da produção

Reconhecido pela eficiência de seu complexo portuário, Santa Catarina ocupa posição de destaque na movimentação de contêineres no país. No entanto, o transporte terrestre até os terminais portuários enfrenta dificuldades devido à necessidade de obras de manutenção, duplicação e melhorias em rodovias federais e estaduais.

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, diversas rodovias estratégicas para a economia catarinense operam constantemente próximas do limite de capacidade, cenário que provoca atrasos nas entregas, aumento dos custos com frete e maior incidência de acidentes.

Planejamento de longo prazo é apontado como prioridade

Para o presidente do Conselho de Infraestrutura e Transporte da entidade, Maurício Battistella, investir em uma logística eficiente é indispensável para garantir a permanência da indústria catarinense em um mercado cada vez mais competitivo.

Segundo ele, embora os portos catarinenses sejam reconhecidos pela eficiência, a precariedade das ligações rodoviárias compromete todo o fluxo de transporte de cargas e reduz a capacidade competitiva das empresas.

Debate na Logistique discutirá o futuro da logística catarinense

Maurício Battistella será um dos participantes de um painel durante a feira Logistique, marcada para o dia 11 de agosto. O encontro reunirá especialistas para debater os caminhos da infraestrutura logística de Santa Catarina até 2035.

Na avaliação do representante da FIESC, é fundamental que a logística seja tratada como uma política de Estado, com planejamento de longo prazo, investimentos para eliminar gargalos e integração entre rodovias, ferrovias e portos, garantindo maior fluidez no transporte de mercadorias e fortalecendo a presença dos produtos catarinenses nos mercados nacional e internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Evento

Elas Lideram: evento debate liderança feminina e protagonismo das mulheres na indústria

A Academia FIESC de Negócios promove, no dia 11 de agosto, o evento Elas Lideram, iniciativa voltada ao fortalecimento da liderança feminina na indústria. A programação reunirá empresárias, executivas e especialistas para debater os desafios, as oportunidades e o impacto da presença das mulheres em cargos estratégicos no setor industrial.

Durante o encontro, serão abordados temas relacionados à competitividade, inovação, diversidade, formação de lideranças e à importância das conexões profissionais para o desenvolvimento de carreiras. O público também terá acesso a dados sobre a participação das mulheres na indústria de Santa Catarina.

Painel destaca experiências de lideranças nacionais

Um dos principais momentos da programação será o painel “Liderança Feminina que Transforma: Caminhos para uma Indústria Mais Competitiva, Inovadora e Diversa”.

O debate contará com a participação da empresária rural e pecuarista Teresa Cristina Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, e de Danusa Costa Lima, diretora de Governança Interna e Externa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A mediação ficará a cargo de Maria Regina de Loyola Rodrigues Alves, representante de Santa Catarina no Programa Liderança Feminina na Indústria, e de Vanessa Wohlgemuth, gerente executiva de Desenvolvimento Industrial e Performance de Operações da FIESC.

Indicadores sobre a participação feminina serão apresentados

Na sequência, a economista Camila de Oliveira Moraes, do Observatório FIESC, ministrará a palestra “Protagonismo em Números: O Mapa da Mulher na Indústria Catarinense”.

A apresentação trará indicadores, estatísticas e tendências sobre a presença das mulheres na indústria catarinense, oferecendo um panorama atualizado da participação feminina no setor.

Conexões e networking encerram a programação

O encerramento será marcado pelo painel “A Arte da Conexão: O Poder das Relações que Impulsionam”, que discutirá como o networking e as relações profissionais contribuem para o crescimento da liderança feminina e dos negócios.

Participam da conversa Viviane Lunelli, presidente do Grupo Lunelli, e Maria Salete Meneses Pereira, empresária e diretora da Brilholac, compartilhando experiências sobre o papel das conexões na construção de trajetórias de sucesso.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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