Portos

Porto de Paranaguá amplia capacidade e reforça liderança nas exportações brasileiras

O Porto de Paranaguá segue consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Impulsionado pelo aumento da movimentação de cargas e por novos investimentos em infraestrutura, o complexo portuário registrou resultados expressivos nos primeiros cinco meses de 2026, especialmente no segmento de exportação de proteína animal.

Entre janeiro e maio, o porto embarcou 277,5 mil toneladas de carne bovina para o mercado internacional. O volume garantiu ao terminal a segunda colocação nacional nesse tipo de operação, respondendo por 24,7% das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Movimentação de contêineres cresce em 2026

O desempenho positivo também foi observado no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, foram movimentados 690 mil TEUs, medida utilizada para contabilizar contêineres de 20 pés.

Segundo a administradora do terminal, as exportações alcançaram 3,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres, representando crescimento de 8% em comparação ao mesmo período de 2025. Já as importações somaram 1,3 milhão de toneladas, avanço de 6% na mesma base de comparação.

Investimentos fortalecem infraestrutura portuária

Para atender à expansão da demanda e melhorar a eficiência logística, o Porto de Paranaguá integra um conjunto de obras e projetos coordenados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Um dos principais empreendimentos é o Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação. Considerada a maior obra pública portuária em execução no Brasil, a estrutura já superou 95% de conclusão e recebeu investimentos superiores a R$ 500 milhões, com recursos financiados pelo BNDES.

Quando entrar em operação, o sistema deverá elevar em aproximadamente 60% a capacidade ferroviária do porto, permitindo o aumento da circulação diária de vagões de 550 para 900 unidades. A iniciativa também busca melhorar o equilíbrio da matriz de transporte regional, ampliando a participação do modal ferroviário.

Canal de acesso receberá mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Outro projeto estratégico em andamento é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. O contrato prevê aportes de R$ 1,23 bilhão ao longo dos próximos 25 anos para serviços de dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária.

A expectativa é que a medida aumente a segurança da navegação, reduza gargalos operacionais e proporcione maior previsibilidade para as operações de embarque e desembarque.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

Além dos investimentos logísticos, o complexo portuário também avança na agenda ambiental. Entre as ações implementadas estão projetos voltados à energia solar em terminais do porto, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para a adaptação às exigências de sustentabilidade do comércio internacional.

As iniciativas reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis e com a modernização das operações portuárias.

Porto de Paranaguá se consolida como hub logístico estratégico

Localizado em uma das regiões mais importantes para o escoamento da produção nacional, o Porto de Paranaguá conecta grandes centros produtores aos mercados globais. Em 2025, os portos paranaenses alcançaram um recorde histórico de movimentação, somando cerca de 73,5 milhões de toneladas transportadas.

Com novos investimentos em infraestrutura portuária, logística de exportação, acesso aquaviário e sustentabilidade, o terminal amplia sua competitividade e fortalece sua posição entre os principais hubs logísticos da América do Sul.

FONTE: Divulgação/TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Exportação

Indonésia impulsiona exportações de miúdos bovinos e se torna segundo maior mercado do Brasil

Menos de um ano após a liberação das exportações, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores de miúdos bovinos brasileiros, ficando atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou mais de 12 mil toneladas do produto para o país asiático, movimentando cerca de US$ 19,5 milhões.

O desempenho reflete o potencial de consumo do mercado indonésio, que conta com mais de 284 milhões de habitantes e apresenta demanda crescente por proteínas de origem animal.

Mercado indonésio amplia oportunidades para a carne bovina brasileira

Os números do comércio internacional ajudam a explicar a rápida ascensão da Indonésia como destino estratégico para os subprodutos bovinos do Brasil. Apenas em 2025, o país importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diversos fornecedores globais, gerando negócios superiores a US$ 150 milhões.

A abertura desse mercado criou novas oportunidades para a indústria frigorífica brasileira, que busca ampliar sua participação em segmentos com elevado potencial de consumo no exterior.

Exportações brasileiras mantêm trajetória de expansão

O Brasil segue como um dos principais exportadores mundiais de miúdos bovinos. Entre janeiro e maio deste ano, os embarques destinados a 117 países ultrapassaram 106 mil toneladas, resultando em receitas de aproximadamente US$ 256 milhões.

No acumulado de 2025, o volume exportado superou 267 mil toneladas, com faturamento acima de US$ 605 milhões, demonstrando a relevância crescente desse segmento para a cadeia da carne bovina brasileira.

Habilitação de frigoríficos ampliou acesso ao mercado

A autorização para exportação de miúdos bovinos à Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Logo no mês seguinte, 17 frigoríficos brasileiros passaram a integrar a lista de unidades habilitadas, elevando para 38 o total de estabelecimentos autorizados.

Em janeiro de 2026, outras 14 plantas receberam aprovação, aumentando para 52 o número de unidades aptas a exportar carne bovina e derivados para o mercado indonésio.

Relações comerciais entre Brasil e Indonésia ganham força

A expansão das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia ocupa a 11ª colocação entre os maiores compradores de produtos do agronegócio brasileiro.

Nos cinco primeiros meses de 2026, as importações indonésias de produtos agropecuários brasileiros ultrapassaram US$ 1 bilhão. Entre os destaques estão o complexo soja, fibras, produtos têxteis, além de fumo e seus derivados.

Miúdos bovinos ganham importância no comércio exterior

Embora tenham demanda mais limitada no mercado interno, os miúdos bovinos são amplamente consumidos em diversos países. Esse cenário transforma o comércio internacional em uma alternativa importante para aumentar o aproveitamento econômico dos animais, reduzir desperdícios e gerar receitas adicionais para toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Exportação

Exportação de carne bovina: Vietnã autoriza mais duas plantas brasileiras

O mercado do Vietnã ampliou o acesso da carne bovina brasileira ao aprovar mais duas unidades frigoríficas para exportação. As plantas da Naturafrig, localizada em Pirapozinho (SP), e da Sulbeef, em Aparecida do Taboado (MS), receberam a habilitação oficial das autoridades vietnamitas para comercializar seus produtos no país asiático.

Com a nova autorização, o Brasil passa a contar com 12 unidades aptas a exportar cortes bovinos para o mercado vietnamita, reforçando a presença nacional em um destino considerado estratégico para o agronegócio.

Número de frigoríficos habilitados chega a 12

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira ocorreu em março de 2025. Desde então, cinco grupos empresariais conquistaram autorização para operar no país.

Atualmente, a lista de unidades habilitadas inclui quatro plantas da JBS, quatro da Minerva, duas da MBRF e as duas recém-aprovadas da Naturafrig e da Sulbeef.

A ampliação do número de frigoríficos autorizados representa mais oportunidades para o setor de exportação de carne bovina, que busca expandir sua participação nos mercados internacionais.

Mercado vietnamita tem potencial de crescimento

O interesse da indústria brasileira pelo Vietnã continua elevado. Quase 100 plantas frigoríficas em diferentes estados já protocolaram a documentação necessária para obter a habilitação e aguardam análise das autoridades locais.

A expectativa do setor é significativa, já que o mercado vietnamita apresenta potencial para absorver cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano.

Coreia do Sul amplia compras de carne de aves

Além dos avanços nas exportações de carne bovina, o Brasil também registrou expansão no comércio de carne de frango com a Coreia do Sul.

O número de frigoríficos autorizados a exportar produtos avícolas para o mercado sul-coreano aumentou de 45 para 54 unidades. Já a quantidade de armazéns frigorificados habilitados passou de nove para dez estabelecimentos.

O avanço das habilitações fortalece a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e amplia as oportunidades para os setores de proteínas animais em mercados de alto potencial de consumo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

TCP fortalece comércio com a América do Norte e supera 1,1 milhão de toneladas movimentadas

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, ampliou sua participação no comércio exterior com os países da América do Norte, consolidando a região como um dos principais mercados de origem e destino das cargas movimentadas pelo terminal. Em 2025, o volume total de operações entre exportações e importações ultrapassou 1,1 milhão de toneladas.

Os números, levantados pela plataforma Dataliner e analisados pela equipe de inteligência de mercado da empresa, evidenciam o fortalecimento das conexões logísticas entre Paranaguá e os mercados dos Estados Unidos, México e Canadá.

Exportações lideram movimentação de cargas

Do total movimentado em 2025, cerca de 950,8 mil toneladas corresponderam às exportações, enquanto as importações somaram 190,5 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estiveram madeira, papel e carne de frango, além de mercadorias ligadas aos setores de agronegócio, indústria, embalagens e construção civil.

Mesmo diante de um ambiente global mais desafiador, influenciado por novas tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, o fluxo de cargas seguiu em expansão. Nos três primeiros meses de 2026, a TCP registrou 231,9 mil toneladas exportadas para a América do Norte, enquanto as importações alcançaram 38 mil toneladas.

Carne bovina impulsiona crescimento das exportações

A carne bovina foi um dos principais destaques do primeiro trimestre de 2026. O volume exportado para os países norte-americanos chegou a 35,7 mil toneladas, avanço de 19% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Somente os Estados Unidos receberam 31,7 mil toneladas do produto, registrando crescimento de 26%. O desempenho mantém a trajetória positiva observada em 2025, quando a TCP atingiu recorde histórico ao embarcar 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, resultado 53% superior ao registrado em 2024.

De acordo com Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o terminal desempenha papel estratégico para as exportações brasileiras de proteína animal. Segundo ele, a empresa possui a maior estrutura da América do Sul para armazenamento de contêineres refrigerados, com capacidade para 5.280 tomadas destinadas a cargas congeladas e resfriadas.

Madeira segue como principal produto exportado

A madeira continuou liderando os embarques destinados à América do Norte. Entre janeiro e março de 2026, o produto movimentou 110 mil toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Amplamente utilizada nos setores de construção civil, fabricação de móveis e embalagens, a madeira representa uma das principais cargas exportadas pelos estados do Sul e Sudeste por meio do terminal paranaense.

Segundo Mattos, a demanda norte-americana por madeira e proteínas permanece elevada, exigindo dos exportadores maior flexibilidade para adaptar estratégias comerciais diante das mudanças do cenário internacional.

México ultrapassa Estados Unidos como principal destino

Uma das principais mudanças observadas no início de 2026 foi o avanço do México como principal destino das exportações realizadas pela TCP para a América do Norte.

No primeiro trimestre, o país recebeu 130,4 mil toneladas de mercadorias, superando os Estados Unidos, que importaram 93 mil toneladas pelo terminal.

O crescimento mexicano foi impulsionado principalmente pela madeira, que atingiu 55 mil toneladas embarcadas, alta de 33%. Também ganharam destaque as exportações de papel, com 35,7 mil toneladas, e de carne de frango, que somou 26,7 mil toneladas.

Estados Unidos lideram importações e Canadá acelera compras

Enquanto o México avançou nas exportações, os Estados Unidos permaneceram como principal origem das importações recebidas pela TCP na região. No trimestre, foram enviadas 30,6 mil toneladas ao terminal.

Entre os produtos importados destacaram-se o polietileno, utilizado pela indústria de transformação, e o enxofre, matéria-prima importante para a produção de fertilizantes.

Já o Canadá apresentou uma das maiores taxas de crescimento nas operações comerciais. Embora o volume ainda seja menor em relação aos demais parceiros, as exportações praticamente dobraram, passando de 4,2 mil para 8,1 mil toneladas.

O destaque ficou para o segmento de papel, cujo volume exportado quintuplicou e atingiu 3,6 mil toneladas. Também registraram crescimento os embarques de madeira, carne suína e carne bovina.

Estrutura logística garante competitividade

Para atender à crescente demanda comercial com a América do Norte, a TCP conta atualmente com seis serviços marítimos regulares que conectam Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e do México. O terminal também dispõe de uma rota dedicada à costa do Pacífico mexicano.

Segundo a empresa, a combinação entre infraestrutura, capacidade de armazenagem e ampla oferta de serviços marítimos contribui para manter a competitividade das cargas brasileiras, mesmo em cenários de instabilidade no comércio internacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Exportações pecuárias: Brasil segue fora da lista da União Europeia para produtos de origem animal

O Brasil continua fora da relação de países considerados aptos a atender às novas exigências da União Europeia para a exportação de animais e produtos de origem animal destinados ao consumo humano. A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia em atualização regulatória publicada nesta quinta-feira (5).

Segundo o bloco europeu, o país ainda não apresentou informações suficientes que comprovem a implementação, até setembro de 2026, das medidas exigidas pela legislação comunitária sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

Novas regras endurecem controle sobre antibióticos

As normas adotadas pela União Europeia restringem o uso de determinados antibióticos considerados essenciais para a medicina humana e proíbem a utilização de antimicrobianos com a finalidade de estimular crescimento ou elevar a produtividade dos animais destinados à produção de alimentos.

A medida integra a estratégia europeia de combate à resistência antimicrobiana, apontada por organismos internacionais como uma das principais ameaças à saúde pública global.

Além de exigir o cumprimento dessas regras dentro de seus países-membros, o bloco passou a cobrar garantias equivalentes de nações que exportam produtos de origem animal para o mercado europeu.

Setores estratégicos podem ser impactados

A exclusão do Brasil da lista afeta segmentos importantes das exportações agropecuárias, incluindo bovinos, equinos, aves, produtos da aquicultura, mel e tripas animais.

Até então, o país figurava entre os fornecedores autorizados para essas categorias. No entanto, a decisão não significa uma suspensão imediata das vendas ao mercado europeu.

A regulamentação prevê que as novas exigências entrem em vigor somente em 3 de setembro de 2026, o que abre espaço para novas negociações e ajustes por parte das autoridades brasileiras.

Outros países foram incluídos na lista europeia

Enquanto o Brasil permanece fora da relação atualizada, a Comissão Europeia autorizou a inclusão de novos países após análise da documentação apresentada.

Entre as nações que passaram a integrar a lista estão Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tunísia, Tanzânia e Uganda, consideradas aptas a atender às exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Governo brasileiro intensifica negociações

Nas últimas semanas, representantes do governo federal ampliaram as tratativas com autoridades europeias para tentar reverter a situação. O principal foco das discussões envolve as exportações de carne bovina, embora setores como aves, aquicultura e mel também acompanhem o tema com atenção.

Como parte das negociações, o Ministério da Agricultura apresentou um protocolo privado de certificação voltado à produção de bovinos livres dos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia.

O sistema prevê monitoramento dos animais desde o nascimento até o abate, garantindo a rastreabilidade da produção e a comprovação da ausência dos medicamentos restritos.

Proposta de transição não avançou

O governo brasileiro também tentou negociar um período de adaptação gradual para adequação às novas exigências. A proposta previa comprovar inicialmente a não utilização dos medicamentos apenas nos meses finais da vida dos animais, ampliando posteriormente o controle para todo o ciclo produtivo.

Entretanto, a alternativa não recebeu apoio das autoridades europeias, que mantiveram a exigência de comprovação integral das regras sanitárias.

Apesar do impasse, as negociações seguem abertas e poderão avançar até a entrada em vigor da regulamentação, em setembro de 2026.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Agronegócio

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ampliar exportações do agronegócio brasileiro

As tratativas para um acordo comercial entre Mercosul e Canadá avançaram durante a mais recente rodada de negociações realizada em Toronto. O encontro resultou em progressos em cinco capítulos considerados essenciais para a ampliação das relações econômicas entre os dois mercados.

Os avanços envolvem temas como barreiras tarifárias, regras de origem, medidas sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e acesso a insumos produtivos. O cenário é visto como positivo para o fortalecimento das trocas comerciais e para a expansão das exportações do bloco sul-americano.

Agronegócio brasileiro pode ser um dos principais beneficiados

Entre os setores com maior potencial de ganho está o agronegócio brasileiro, especialmente devido às discussões relacionadas às exigências sanitárias e fitossanitárias.

Essas normas são determinantes para a entrada de produtos agropecuários em mercados internacionais e influenciam diretamente a comercialização de itens como carne bovina, frango, grãos e frutas.

Com a possível conclusão do acordo, exportadores brasileiros poderão ter acesso facilitado ao mercado canadense, considerado um dos mais relevantes devido ao seu elevado poder de consumo.

Redução de tarifas pode aumentar competitividade das commodities

O Canadá mantém demanda constante por produtos alimentícios, proteínas animais e commodities agrícolas. Nesse contexto, um entendimento comercial entre os blocos pode reduzir ou até eliminar tarifas aplicadas atualmente sobre diversos produtos exportados pelo Mercosul.

A medida beneficiaria especialmente as vendas externas de soja, carnes e produtos processados, ampliando a competitividade dos produtores brasileiros em um mercado estratégico da América do Norte.

Carne bovina e frango estão entre os produtos mais impactados

As negociações também concentram atenção nas tarifas que incidem sobre a carne bovina brasileira e a carne de frango. Atualmente, esses encargos são considerados obstáculos relevantes para o aumento da participação brasileira no mercado canadense.

Caso haja redução ou eliminação dessas barreiras, os exportadores nacionais poderão competir em condições mais favoráveis com fornecedores já consolidados, como Estados Unidos e Austrália, ampliando oportunidades para o setor pecuário brasileiro.

Expectativa é de fortalecimento do comércio internacional

O avanço das negociações reforça a perspectiva de um acordo capaz de impulsionar o comércio exterior, diversificar mercados e criar novas oportunidades para produtores e empresas dos países integrantes do Mercosul.

Além de ampliar o fluxo comercial, o entendimento pode contribuir para reduzir custos de importação de insumos agrícolas e fortalecer a integração econômica entre os dois blocos.

FONTE: Space Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Space Money

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Comércio Exterior

China reconhece Brasil livre de febre aftosa e suspende restrições comerciais à carne

A China oficializou o reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa, suspendendo as restrições sanitárias que ainda atingiam parte do território nacional. O anúncio foi feito pela agência alfandegária chinesa na terça-feira (2), em comunicado oficial.

Com a decisão, todo o território brasileiro passa a ser considerado livre da doença, o que abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina e outros produtos de origem animal.

China é principal destino da carne brasileira

O Brasil, líder global na exportação de carne bovina e de frango, direcionou mais da metade de suas vendas externas de carne bovina para o mercado chinês no ano passado.

A China, maior importadora mundial de carne bovina, já comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais.

Governo vê avanço em exportações de carne bovina e suína

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a decisão deve ampliar as oportunidades de venda para o mercado asiático.

Segundo o governo, a medida pode beneficiar não apenas a carne bovina, mas também a carne suína, incluindo miúdos e cortes com osso.

As autoridades brasileiras afirmaram ainda que o reconhecimento é resultado de mais de duas décadas de negociações entre os dois países.

Negociações diplomáticas e diálogo estratégico

O anúncio ocorre após a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, em um encontro que a China classificou como “diálogo estratégico” bilateral.

No mês anterior, o Brasil havia solicitado maior abertura para ampliar o envio de carne bovina ao país asiático. Durante missão em Pequim no fim de maio, o ministro da Agricultura, André de Paula, também defendeu a redistribuição de cotas de exportação não utilizadas por outros países. A proposta, no entanto, foi rejeitada, segundo informações divulgadas pela Reuters.

China adotou medidas após surtos recentes de febre aftosa

No campo sanitário, a China enfrentou um surto de febre aftosa no final de março, com registros em 219 bovinos distribuídos em dois rebanhos nas regiões de Gansu e Xinjiang, totalizando 6.229 animais.

Após os casos, o governo chinês reforçou o controle nas fronteiras, acelerou a aprovação de vacinas e implementou ações de abate sanitário e desinfecção para conter a disseminação da doença.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Barreto

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Agronegócio

China ameaça exportações do agro brasileiro com plano para reduzir importações até 2030

A nova política da China para ampliar a autossuficiência alimentar acendeu um sinal de alerta no agronegócio brasileiro. O país asiático pretende diminuir gradualmente a dependência de produtos importados, medida que pode afetar diretamente cadeias estratégicas como soja brasileira, carne bovina e fertilizantes.

As diretrizes fazem parte do 15º Plano Quinquenal chinês, previsto para o período entre 2026 e 2030, e podem impactar exportações que movimentam entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões por ano para o Brasil.

Plano chinês prioriza produção interna e segurança alimentar

A estratégia de Pequim vai além de questões comerciais. O governo chinês busca fortalecer a produção doméstica, ampliar investimentos em tecnologia agrícola e diversificar fornecedores internacionais.

Entre as prioridades estão iniciativas voltadas para proteínas alternativas, agricultura de precisão, modernização da pecuária, desenvolvimento de sementes e aumento da produtividade rural. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade externa em setores considerados estratégicos para a segurança alimentar do país.

Especialistas avaliam que a mudança representa uma transformação estrutural no comércio global de alimentos, especialmente em mercados onde o Brasil possui forte participação.

Soja brasileira pode perder espaço no mercado chinês

A soja aparece como um dos setores mais expostos às mudanças. Atualmente, a China concentra grande parte das compras do grão exportado pelo Brasil.

Estimativas da consultoria Systemiq indicam que as importações chinesas de soja podem cair até 25% até 2030, o equivalente a cerca de 23,5 milhões de toneladas.

O cenário ganhou ainda mais atenção após relatos de retenção e devolução de aproximadamente 20 navios brasileiros carregados com soja em portos chineses. As cargas apresentariam problemas fitossanitários relacionados a impurezas, pragas e sementes consideradas inadequadas pelas autoridades locais.

O episódio aumentou a pressão sobre exportadores e reforçou a necessidade de ajustes nos protocolos sanitários entre os dois países.

Estados Unidos e Argentina ampliam concorrência

Outro fator que amplia a preocupação do setor é a retomada da aproximação comercial entre China e Estados Unidos. Acordos recentes voltaram a colocar a soja americana no centro das negociações internacionais.

Com isso, o Brasil pode enfrentar maior concorrência também de países como Argentina, que buscam ampliar participação nas vendas ao mercado asiático.

Apesar de a demanda chinesa seguir elevada no curto prazo, analistas avaliam que o país trabalha com uma estratégia de longo prazo para reduzir a dependência de fornecedores externos.

Carne bovina brasileira entra em zona de atenção

A carne bovina brasileira também passou a enfrentar maior pressão no mercado chinês. O governo da China implementou uma salvaguarda com tarifa adicional de 55% para volumes que ultrapassem cotas anuais de importação.

Para 2026, o limite estabelecido para o Brasil ficou em torno de 1,1 milhão de toneladas — abaixo do volume exportado no ano anterior.

A medida busca proteger a produção pecuária chinesa diante do excesso de oferta interna e da pressão sobre os preços locais. Com isso, frigoríficos brasileiros terão de disputar espaço em um mercado mais restrito ou buscar novos destinos para parte da produção.

Diversificação de mercados vira prioridade para o agro

Diante do novo cenário, especialistas defendem que o Brasil acelere a diversificação das exportações e amplie investimentos em produtos de maior valor agregado.

Acordos comerciais envolvendo Mercosul, União Europeia, EFTA e Singapura são apontados como alternativas para reduzir a dependência do mercado chinês e abrir novas oportunidades para o setor agroindustrial brasileiro.

Além disso, o país também enfrenta desafios ligados aos fertilizantes, já que parte significativa dos insumos agrícolas utilizados no campo brasileiro depende de importações chinesas e de mercados afetados por tensões geopolíticas.

O movimento reforça a necessidade de fortalecer a produção nacional de insumos e ampliar a competitividade do agro brasileiro em um ambiente global cada vez mais disputado.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportações de soja e carnes do Brasil crescem em maio, aponta Secex

As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em maio e já apresentam crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram avanço também nos embarques de carnes e algodão, impulsionados pela forte demanda internacional e pela produção elevada no campo.

Embarques de soja avançam com safra recorde

Até a terceira semana de maio, a média diária de exportações de soja alcançou 758,8 mil toneladas, número 13% superior ao registrado em maio de 2025, quando o volume médio foi de 671,4 mil toneladas por dia.

No acumulado parcial do mês, o Brasil já embarcou 11,38 milhões de toneladas do grão. A expectativa do mercado é que o volume final ultrapasse as 14,10 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês do ano passado, considerando os últimos dias úteis ainda pendentes de contabilização.

O desempenho reflete o escoamento da safra recorde de soja, que mantém o país entre os maiores exportadores agrícolas do mundo.

Volume ainda abaixo do recorde registrado em abril

Apesar da alta em maio, o ritmo atual de embarques ainda permanece abaixo do recorde histórico alcançado em abril de 2026. Na ocasião, a Secex registrou exportações de 16,75 milhões de toneladas de soja em um único mês.

O cenário reforça o forte desempenho do agronegócio brasileiro em 2026, especialmente nas commodities agrícolas voltadas ao mercado externo.

Exportações de carnes também disparam

As vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentaram crescimento de 30,7% na média diária, atingindo 13.565 toneladas por dia.

Com isso, os embarques do mês devem superar a marca de 200 mil toneladas exportadas.

A carne de frango também registrou forte expansão. Segundo os dados da Secex, a média diária avançou 35%, chegando a 23.168 toneladas. Mesmo antes do fechamento completo do mês, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas.

Algodão cresce e café mantém estabilidade

Outro destaque do período foi o avanço das exportações de algodão, que cresceram 67,8% na média diária, alcançando 15.356 toneladas. O desempenho acompanha o escoamento de grandes estoques enquanto a colheita nacional ainda está em fase inicial.

Já o café verde apresentou estabilidade. A média diária de exportações ficou em 8.080 toneladas em maio de 2026, levemente abaixo das 8.106 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O setor cafeeiro inicia a nova colheita em meio a estoques reduzidos, embora haja expectativa de uma das maiores safras da história para este ano.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Exportação de carne bovina para China pode seguir com cortes específicos mesmo após nova tarifa

A nova tarifa aplicada pela China sobre a carne bovina brasileira fora da cota de importação elevou o custo total para cerca de 67%, cenário considerado inviável para grande parte das negociações entre exportadores e compradores chineses.

Mesmo assim, frigoríficos brasileiros ainda enxergam oportunidades pontuais para exportação de determinados cortes com alta demanda no mercado asiático. A expectativa do setor é que ajustes de preços entre Brasil e China possam abrir espaço para operações rentáveis nos próximos meses.

Cortes dianteiros e peças específicas seguem no radar

Entre os produtos que ainda podem encontrar mercado na China estão cortes como músculo dianteiro e traseiro, bananinha, costela e lagarto. Segundo representantes da indústria, a elevada produção de carne bovina no Brasil pode gerar excesso de oferta no mercado interno, especialmente desses cortes menos valorizados pelo consumidor brasileiro.

O CEO da Frigol, Luciano Pascon, avalia que uma possível redução nos preços no Brasil, combinada com aumento de preços no mercado chinês, pode tornar algumas exportações economicamente viáveis mesmo com a incidência da nova taxa.

De acordo com ele, a China continua sendo praticamente o único mercado capaz de absorver grandes volumes desses produtos.

Mercado aguarda ajustes após fim da cota

Até o momento, não houve fechamento de contratos considerando a sobretaxa. Exportadores e importadores ainda evitam assumir os custos adicionais sem maior clareza sobre o comportamento dos preços.

O gerente de exportação da Masterboi, Flávio Silva, afirma que o setor acompanha atentamente a reação do consumidor chinês após o encerramento da cota brasileira.

Segundo ele, mesmo com a nova tributação, alguns cortes podem continuar competitivos devido ao prêmio pago pela China em comparação com outros mercados internacionais.

Parcerias estratégicas ganham força no mercado chinês

Além da venda tradicional de carne in natura, frigoríficos brasileiros também apostam em estratégias de maior valor agregado para manter espaço no mercado chinês.

A Naturafrig, por exemplo, firmou parceria com uma empresa chinesa especializada em processamento e porcionamento de carne bovina. O modelo permite que os produtos cheguem aos supermercados já embalados e identificados com a marca da companhia brasileira.

Para o diretor-executivo da Naturafrig, Fabrizzio Capuci, esse tipo de parceria representa uma evolução da presença da carne brasileira na China e pode ampliar a rentabilidade das exportações.

Ele destaca ainda que o mercado chinês possui diferentes perfis regionais de consumo, criando oportunidades para atuação em nichos específicos.

Setor aposta em diversificação de mercados

Na avaliação do CEO da Estrela Alimentos, Pedro Bordon, a imposição de limites e tarifas deve levar os frigoríficos brasileiros a adotarem estratégias comerciais mais segmentadas.

Segundo ele, o segundo semestre tende a exigir maior planejamento na destinação dos cortes bovinos, com diversificação de mercados compradores conforme o perfil de consumo de cada país.

Apesar das incertezas envolvendo a China, o cenário internacional segue favorável para o Brasil. O mercado global projeta déficit de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de carne bovina em 2026, impulsionado pela menor oferta nos Estados Unidos e na Austrália.

Com isso, exportadores brasileiros podem encontrar novas oportunidades para ampliar as vendas a outros países importadores.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

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