Exportação

Exportação de carne bovina recua após China preencher cota de importação

A exportação de carne bovina brasileira perdeu ritmo depois que a China completou a cota de 1,1 milhão de toneladas para importações sem a cobrança da tarifa adicional de 55%. Com a mudança, o Brasil começa a registrar redução no volume embarcado para o mercado internacional.

Na segunda semana de agosto, o país exportou, em média, 8,4 mil toneladas de carne bovina por dia útil, abaixo das 10,5 mil toneladas registradas na primeira semana do mês.

Considerando os dez primeiros dias úteis de agosto, a média ficou em 9.442 toneladas diárias. O resultado representa uma queda de 26% em relação a agosto de 2025 e corresponde ao menor nível desde janeiro do ano passado.

China antecipou compras antes da nova tarifa

A expectativa de aumento da tributação levou o mercado chinês a antecipar parte das compras de carne bovina do Brasil. Enquanto a alíquota permanecia em 12%, os importadores elevaram os volumes adquiridos.

O movimento ajudou a impulsionar as exportações brasileiras. Em novembro de 2025, os embarques chegaram a uma média de 16,8 mil toneladas por dia útil, período em que a demanda chinesa teve papel importante no desempenho.

Desde janeiro, passou a valer uma cota de 1,1 milhão de toneladas. Após esse limite ser atingido, as importações brasileiras ficam sujeitas a uma tarifa adicional de 55%. Na prática, a carne bovina brasileira passa a enfrentar uma tributação total de 67%.

Preço da carne bovina continua sustentado

Apesar da retração no volume embarcado, os preços da carne bovina brasileira no mercado internacional permanecem em patamar elevado.

Dados acompanhados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que a tonelada de carne bovina in natura é negociada, em média, por US$ 6.140.

O valor está abaixo do registrado em julho, mas ainda representa uma alta de aproximadamente 10% sobre agosto do ano passado.

Carne de frango e carne suína têm desempenhos diferentes

O comportamento das exportações de outras proteínas animais é diferente do observado na carne bovina.

Os embarques de carne de frango alcançaram 22,6 mil toneladas por dia útil em agosto, alta de 27% na comparação com o mesmo período de 2025. O preço médio também avançou, com aumento de 17%.

No mercado de carne suína, as exportações diárias estão 10,5% acima das registradas em agosto do ano passado. O desempenho dos preços, porém, é negativo, com queda de 8%, segundo dados da Secex.

China responde por quase metade da receita da carne bovina

A China continua sendo o principal destino da carne bovina exportada pelo Brasil.

De acordo com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), o setor acumulou US$ 11,4 bilhões em receitas entre janeiro e julho. Desse total, 47% tiveram origem nas vendas para o mercado chinês.

Em volume, a participação da China também foi significativa: 45% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período teve o país asiático como destino.

Preços no campo têm movimentos distintos

No mercado pecuário paulista, a arroba do boi gordo está cotada a R$ 345. O preço acumula queda de 0,43% no mês, segundo o Cepea.

No mesmo período, a cotação do suíno recuou 2,6%, enquanto o preço do frango registrou alta de 0,42%.

Exportações de arroz avançam em agosto

As vendas externas de arroz brasileiro apresentaram forte crescimento nas duas primeiras semanas de agosto.

Segundo a Secex, os embarques de arroz em casca chegaram a 10,8 mil toneladas por dia útil. O volume representa uma alta de 250% em relação ao mesmo período de 2025.

Pecuaristas de Mato Grosso ampliam intenção de confinamento

A pesquisa de intenção de confinamento realizada pelo Imea em julho aponta que os pecuaristas de Mato Grosso pretendem colocar 1,33 milhão de cabeças de gado em confinamento.

O número é 43% maior que o registrado na mesma pesquisa de 2025. Em relação à sondagem realizada em abril deste ano, porém, houve uma redução de 8%.

O levantamento estima ainda um custo diário médio de R$ 13,62 por animal no sistema de confinamento.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joel Silva/Reuters

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Exportação

Carne bovina de Mato Grosso amplia destinos e eleva valor das exportações

A carne bovina de Mato Grosso ganhou espaço no mercado internacional no primeiro semestre de 2026, tanto em número de compradores quanto no valor obtido pelas exportações. Ao todo, o estado embarcou o produto para 88 países, movimentando US$ 2,4 bilhões.

O preço médio também avançou. A tonelada de carne bovina foi comercializada por cerca de US$ 6,1 mil, acima dos US$ 5,1 mil registrados no mesmo período de 2025.

Exportações alcançam mais países

Os números mostram uma expansão do mercado externo da pecuária mato-grossense. Nos primeiros seis meses de 2025, a carne produzida no estado tinha como destino 77 países e gerava US$ 1,47 bilhão em receita.

Além do aumento no número de mercados, houve valorização do produto. Em média, cada tonelada exportada passou a render aproximadamente US$ 1 mil a mais do que no ano anterior.

China segue como principal destino

Apesar da diversificação, a China permanece como o maior mercado para a carne bovina de Mato Grosso. No primeiro semestre, foram enviadas 282,4 mil toneladas ao país asiático.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 41 mil toneladas importadas. Na sequência está o Chile, que recebeu 31 mil toneladas.

Entre os dez principais compradores também estão Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos.

Diversificação reduz riscos para a pecuária

Além dos grandes mercados, a carne de Mato Grosso também chegou a países com volumes menores de compras, como Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia.

Para o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), ampliar a quantidade de compradores é uma estratégia importante para reduzir a dependência de mercados específicos.

Segundo o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, uma maior diversificação pode diminuir os impactos de oscilações econômicas e contribuir para dar mais previsibilidade à indústria frigorífica e aos produtores.

A expansão também abre espaço para a busca por mercados de maior valor, especialmente aqueles que remuneram melhor características relacionadas à qualidade da proteína.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

JBS destaca mercado interno e diversificação das vendas de carne bovina

A JBS atribuiu parte do desempenho da operação brasileira no segundo trimestre de 2026 à força do mercado interno e à estratégia de diversificação dos destinos da carne bovina. A companhia afirmou que vem ajustando a distribuição dos volumes entre o consumo doméstico e as exportações para aproveitar as melhores oportunidades comerciais e preservar as margens.

Entre abril e junho, a operação brasileira registrou receita de US$ 4,585 bilhões, avanço de 28% sobre os US$ 3,581 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

O EBITDA ajustado alcançou US$ 269 milhões pelo IFRS, com margem de 5,9%. Segundo a empresa, esse foi o melhor resultado para um segundo trimestre da operação no Brasil.

JBS amplia estratégia comercial no Brasil

A companhia informou que a estratégia comercial tem como foco aumentar o valor obtido com cada animal abatido, combinando diferentes canais de distribuição e mercados consumidores.

Entre as iniciativas destacadas estão o fortalecimento do portfólio voltado ao churrasco e a ampliação das ações comerciais junto a grandes redes varejistas.

Para a JBS, a presença consolidada no mercado brasileiro de carne bovina, associada a marcas conhecidas e relações de longo prazo com clientes, representa uma vantagem competitiva.

Durante a teleconferência de resultados, o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, afirmou que a empresa passou por uma reorganização operacional e espera colher os efeitos das mudanças implementadas.

“Apesar de operarmos em um ambiente desafiador, reorganizamos nossa estrutura operacional e estamos muito confiantes nos resultados dessas mudanças”, afirmou o executivo.

Exportações também impulsionam resultado

Embora o mercado doméstico tenha sido um dos destaques, a operação brasileira também se beneficiou da demanda internacional por carne bovina.

A JBS avaliou que a oferta mais restrita em diferentes regiões do mundo contribuiu para manter o mercado externo aquecido durante o trimestre.

A estratégia da empresa é aproveitar essa dinâmica sem concentrar excessivamente as vendas em um único destino. Dessa forma, os volumes podem ser direcionados para os mercados que apresentem melhores condições de retorno.

China segue entre os principais mercados

A China continua sendo um destino relevante para a carne bovina brasileira, mas a JBS afirmou que pretende manter uma distribuição equilibrada entre o país asiático, outros compradores internacionais e o consumidor brasileiro.

Segundo a companhia, as mudanças recentes nos fluxos globais de comércio reforçam a necessidade de flexibilidade para escolher os mercados mais atrativos em cada momento.

“A China continua sendo um destino importante. As recentes mudanças nos fluxos comerciais reforçam a importância de manter uma exposição equilibrada entre os mercados de exportação e o mercado doméstico”, afirmou a empresa.

A diversificação, segundo a JBS, permite adaptar a estratégia comercial às mudanças nos preços, na demanda e nas condições de negociação de cada mercado.

Oferta global de carne bovina permanece limitada

Para Gilberto Tomazoni, os fundamentos do mercado global de carne bovina continuam positivos, apesar das diferenças entre as regiões.

O executivo destacou que a oferta permanece restrita em diversos países, enquanto a demanda segue resiliente. A presença internacional da JBS permite direcionar produtos para os mercados que oferecem melhores oportunidades de rentabilidade.

A empresa considera que essa combinação entre oferta limitada e demanda firme cria um ambiente favorável para companhias capazes de redistribuir seus volumes de acordo com as condições de cada mercado.

Maior disponibilidade de gado favorece operação brasileira

Outro fator apontado pela JBS foi a melhora na disponibilidade de gado no Brasil durante o segundo trimestre.

A companhia afirmou que trabalha para elevar o valor capturado por animal por meio da integração entre a produção industrial, a área comercial e os diferentes canais de distribuição.

O desempenho ocorreu mesmo com os preços do gado em níveis elevados. Ainda assim, a operação brasileira alcançou o maior EBITDA já registrado para um segundo trimestre, de US$ 269 milhões pelo IFRS.

Na avaliação da empresa, a combinação entre maior oferta de animais, demanda externa consistente e uma política comercial mais disciplinada ajudou a sustentar os resultados no período.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportadores agrícolas

Exportações agrícolas da América Latina ganham novo mapa comercial com China e Estados Unidos

As exportações agrícolas da América Latina estão passando por uma transformação que redefine os principais fluxos do comércio internacional de alimentos e commodities. A expansão da influência de China e Estados Unidos vem alterando os destinos da produção regional e, consequentemente, a configuração das cadeias globais de alimentos.

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a mudança vai além da simples escolha de novos compradores. O movimento afeta produtores, tradings, indústrias de processamento, empresas de logística e investidores que atuam no agronegócio internacional.

Nesse novo cenário, identificar os principais destinos da produção latino-americana é fundamental para compreender as tendências de longo prazo do comércio agrícola e os possíveis caminhos de expansão para os países da região.

China amplia influência sobre as commodities sul-americanas

Na última década, a China consolidou sua posição como um dos principais destinos das exportações agrícolas e de commodities da América do Sul.

A demanda chinesa por soja, carne bovina, celulose, minerais e outros produtos estratégicos fortaleceu os vínculos comerciais com países como Brasil, Chile e Peru. O crescimento desses fluxos transformou o mercado asiático em um componente cada vez mais importante para o agronegócio sul-americano.

O Brasil, em particular, ampliou sua integração com o mercado chinês, enquanto Chile e Peru também aprofundaram a relação comercial com o país asiático.

Estados Unidos mantêm força no México e na América Central

Enquanto a China ganha espaço na América do Sul, os Estados Unidos continuam exercendo forte influência sobre o comércio de México, Colômbia, Equador e diversos países da América Central.

O México permanece especialmente integrado à economia norte-americana, beneficiado por cadeias produtivas, estruturas logísticas e acordos comerciais construídos ao longo de décadas.

Essa divisão dos fluxos comerciais cria dois grandes eixos de integração: a América do Sul cada vez mais conectada à Ásia, especialmente à China, e o México e a América Central fortemente vinculados ao mercado dos Estados Unidos.

América Latina diversifica seus mercados

Apesar da influência das duas maiores economias, a região não está concentrada em um único destino. A diversificação das exportações vem ganhando importância como estratégia para reduzir riscos e ampliar a capacidade de reação diante de crises externas.

A América do Sul mantém a aproximação com os mercados asiáticos, enquanto México e América Central preservam uma forte conexão com os Estados Unidos. No Caribe, a pauta comercial apresenta maior dispersão, com produtos destinados aos Estados Unidos, à União Europeia, a outros países latino-americanos e a diferentes mercados internacionais.

Além disso, o comércio intrarregional também ganha relevância, especialmente entre economias como Brasil, Argentina e Uruguai.

Novo mapa comercial impulsiona investimentos

A reorganização dos fluxos de produtos agrícolas também está provocando mudanças na infraestrutura da região.

O crescimento das exportações estimula investimentos em portos, ferrovias, rodovias, corredores logísticos, armazéns e estruturas de processamento. O objetivo é acompanhar o aumento da demanda e tornar as cadeias de abastecimento mais eficientes.

Para tradings, empresas do agronegócio, companhias de navegação e investidores institucionais, essa transformação pode abrir espaço para novos negócios e para a construção de cadeias de suprimentos mais resistentes a interrupções.

A criação de rotas alternativas também ganha importância em um ambiente internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças nas relações comerciais.

Principais destinos das exportações agrícolas

PaísPrincipal destino
BrasilChina
ChileChina
PeruChina
MéxicoEstados Unidos
ColômbiaEstados Unidos
ArgentinaAmérica Latina e Caribe

A distribuição dos principais mercados evidencia a existência de diferentes padrões de integração comercial dentro da própria América Latina.

Disputa entre China e EUA afeta o agronegócio

A crescente competição estratégica entre China e Estados Unidos também repercute diretamente no comércio agrícola latino-americano.

Pequim amplia sua participação como grande compradora de commodities agrícolas e recursos naturais, enquanto Washington preserva sua importância para países fortemente integrados à economia norte-americana.

Essa disputa não se limita a tarifas e barreiras comerciais. Ela também influencia decisões de investimento, infraestrutura, logística e estratégias de abastecimento.

Para os produtores latino-americanos, a existência de diferentes compradores pode representar uma vantagem ao permitir maior diversificação de mercados. Ao mesmo tempo, a dependência de grandes parceiros comerciais mantém a região exposta a mudanças na política econômica e nas relações internacionais.

Soja, carne, frutas e café estão no centro da disputa

As decisões de compra da China têm impacto direto sobre os mercados internacionais de soja, carne bovina, celulose e outras commodities produzidas na América Latina.

Nos Estados Unidos, por outro lado, a demanda dos consumidores sustenta importantes fluxos de produtos latino-americanos, incluindo frutas, hortaliças, alimentos processados e café.

Essa complementaridade ajuda a explicar por que os dois mercados permanecem fundamentais para o comércio exterior da região, ainda que exerçam influência de maneiras diferentes sobre cada país.

Segurança alimentar ganha importância

O novo desenho das cadeias globais de alimentos ocorre em um momento de maior preocupação com segurança alimentar, logística e estabilidade do abastecimento.

Nesse contexto, a capacidade de diversificar compradores, ampliar infraestrutura e estabelecer novas parcerias comerciais pode se tornar um diferencial competitivo para os países latino-americanos.

Para produtores, exportadores, multinacionais e investidores, acompanhar a evolução desse mapa comercial será cada vez mais importante. As decisões tomadas hoje sobre mercados, logística e investimentos podem determinar a posição da América Latina no comércio agrícola mundial nos próximos anos.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações brasileiras para a União Europeia crescem 4% após acordo Mercosul-UE

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram quase 4% nos dois primeiros meses de vigência provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O dado foi destacado nesta segunda-feira, 10, pelo vice-presidente da República.

Apesar do avanço nas vendas externas, Alckmin também chamou atenção para obstáculos enfrentados pelo Brasil no comércio internacional. Segundo ele, alguns países adotam uma espécie de protecionismo comercial baseado em exigências sanitárias.

A declaração ocorre em meio a dificuldades nas exportações brasileiras de carne bovina e de frango para o mercado europeu.

Exportação de carnes enfrenta restrições na Europa

A União Europeia suspendeu, a partir de 3 de setembro, a autorização para a importação de determinados produtos de origem animal do Brasil. Entre eles estão carnes bovinas e de frango.

Segundo a justificativa apresentada pelo bloco europeu, o Brasil não teria comprovado adequadamente a adoção de novas exigências relacionadas ao controle de antimicrobianos na pecuária.

Durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Alckmin defendeu o fortalecimento da fiscalização sanitária brasileira.

O vice-presidente destacou investimentos e mudanças na estrutura de vigilância sanitária, afirmando que quase mil profissionais foram revitalizados após 18 anos para reforçar os mecanismos de controle.

Brasil destaca avanços no controle sanitário

Alckmin também citou avanços na situação sanitária do país. Entre os exemplos apresentados está o reconhecimento do Brasil como exportador de carne bovina sem a necessidade de vacinação contra a febre aftosa.

Na área de saúde animal, ele mencionou ainda a influenza aviária, afirmando que o país conseguiu controlar um caso em 28 dias.

Apesar dos avanços, o vice-presidente defendeu a necessidade de ampliar os esforços para garantir o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.

Para Alckmin, exigências sanitárias podem acabar funcionando como uma forma indireta de protecionismo comercial, dificultando a entrada de produtos estrangeiros.

Acordo Mercosul-UE impulsiona vendas brasileiras

Mesmo diante das restrições envolvendo alguns produtos, Alckmin ressaltou o desempenho das exportações brasileiras para o mercado europeu desde o início da vigência provisória do acordo comercial Mercosul-UE.

Segundo o vice-presidente, as vendas do Brasil para a União Europeia avançaram quase 4% nos dois meses seguintes à entrada em vigor do acordo.

Ele avaliou que a abertura de novos mercados e a ampliação das relações comerciais ajudam o Brasil a manter o desempenho positivo das exportações, inclusive diante das dificuldades enfrentadas nas relações comerciais com os Estados Unidos.

Governo promete manter negociação com os Estados Unidos

Alckmin também afirmou que o Brasil pretende continuar negociando com os Estados Unidos para tentar reverter medidas que vêm prejudicando as exportações brasileiras.

Segundo ele, o governo manterá os esforços diplomáticos e comerciais e não pretende abandonar a mesa de negociação.

O vice-presidente classificou como injusta a situação atual e afirmou que o objetivo é corrigir o que considera uma distorção e recuperar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano.

De acordo com Alckmin, as medidas adotadas pelos Estados Unidos atingem aproximadamente 15% das exportações brasileiras, com impacto especialmente forte sobre a indústria.

Comércio exterior busca novos mercados

O cenário reforça a importância da diversificação dos destinos das exportações do Brasil. Enquanto o governo tenta solucionar os obstáculos comerciais com os Estados Unidos, o desempenho das vendas para a União Europeia aparece como um dos indicadores positivos para o comércio exterior.

A expectativa é que a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia amplie as oportunidades para produtos brasileiros e fortaleça a presença do país no mercado europeu.

Ao mesmo tempo, questões sanitárias e barreiras comerciais continuam entre os principais desafios para o agronegócio e para a indústria brasileira no cenário internacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Inesc

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Logística

Taxação da China preocupa mais a logística brasileira do que tarifas dos EUA, avalia CNT

A taxação imposta pela China sobre a carne brasileira gera maior preocupação para a logística nacional do que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, que considera o mercado chinês mais relevante para o fluxo de exportações do país.

Em entrevista ao programa Conexão Infra, o dirigente explicou que a medida adotada pela China afeta diretamente um dos principais segmentos da pauta exportadora brasileira, enquanto o volume destinado ao mercado norte-americano tem participação mais limitada.

Queda nas exportações de carne já aparece nos indicadores

Os reflexos da redução das compras chinesas de carne bovina brasileira já começam a ser observados nos dados do comércio exterior. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam desaceleração nos embarques do produto.

Segundo Vander Costa, embora os Estados Unidos sejam destino de produtos industrializados de maior valor agregado, a quantidade exportada é relativamente pequena, o que reduz os impactos diretos das tarifas sobre a economia brasileira.

Negociação com os Estados Unidos é considerada estratégia adequada

Na avaliação do presidente da CNT, a decisão do governo brasileiro de manter o diálogo com os Estados Unidos é a alternativa mais adequada neste momento.

Ele também destacou a mobilização do setor empresarial em busca de soluções para reduzir os efeitos das novas tarifas e preservar a competitividade das exportações brasileiras.

Diversificação de mercados ganha força

Para minimizar os riscos provocados pelas barreiras comerciais, Vander Costa defende a ampliação dos mercados compradores dos produtos brasileiros. Segundo ele, a busca por novos parceiros comerciais na Ásia e na Europa, além do avanço do acordo Mercosul-União Europeia, pode abrir novas oportunidades para as exportações nacionais.

O dirigente também avalia que a política tarifária adotada pelos Estados Unidos pode ampliar a influência da China no comércio internacional ao estimular outros países a fortalecerem suas relações comerciais com o mercado asiático.

Setor produtivo já se preparava para novas tarifas

De acordo com o presidente da CNT, empresas brasileiras já vinham se preparando para um cenário de aumento das tarifas norte-americanas, o que ajudou a reduzir parte dos impactos provocados pelas medidas recentes.

Ainda assim, ele reforça que a taxação chinesa representa um desafio mais significativo para a logística, devido ao peso da China como principal destino de importantes produtos do agronegócio brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportação

Carne bovina de Mato Grosso tem maior valorização na Europa e supera preços da China

Embora a China continue como o principal destino em volume da carne bovina de Mato Grosso, os compradores europeus apresentam maior retorno financeiro para o setor. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), analisados pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), indicam que países da Europa chegaram a pagar até 40% a mais por tonelada do produto em comparação ao mercado chinês no primeiro semestre de 2026.

Entre janeiro e junho, a União Europeia desembolsou, em média, US$ 6.390 por tonelada da carne produzida no estado. Já os demais países europeus pagaram cerca de US$ 6.667 por tonelada, enquanto a China registrou média de US$ 4.745 por tonelada.

China mantém liderança em volume de exportações

Apesar da diferença de preços, o mercado chinês segue como o maior comprador da produção mato-grossense. No período analisado, a China respondeu por 55,2% de todo o volume exportado pelo estado.

A forte presença chinesa está ligada à capacidade de absorção de grandes quantidades. No entanto, os mercados europeus ganham destaque pela valorização de atributos como qualidade da carne, rastreabilidade, certificações e padrões de produção mais rigorosos, fatores que aumentam o valor agregado do produto.

Índice de Atratividade mostra maior retorno da Europa

A vantagem econômica dos embarques para a Europa também aparece no Índice de Atratividade das Exportações, desenvolvido pelo Imea para medir o retorno gerado por cada mercado comprador em relação ao preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso.

No levantamento, a União Europeia liderou o ranking com índice de 108,49, seguida pelos demais países europeus, com 98,59. A China alcançou 74,37, ficando atrás do Oriente Médio, com 76,58, e da América do Norte, com 75,47.

Quanto maior o índice, maior a capacidade do mercado de gerar agregação de valor para a cadeia produtiva da pecuária estadual.

Diversificação de mercados fortalece a pecuária de Mato Grosso

Para o setor produtivo, os resultados mostram que a pecuária mato-grossense está preparada para atender tanto grandes compradores internacionais quanto consumidores que exigem padrões elevados de produção.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a China continuará sendo um parceiro estratégico pela escala das compras, mas o avanço em mercados como o europeu demonstra a capacidade dos produtores de atender demandas relacionadas à qualidade, regularidade no fornecimento e controle de origem.

Ainda de acordo com Andrade, ampliar a presença em destinos de maior remuneração contribui para reduzir riscos comerciais e estimular investimentos em tecnologia no campo, melhoramento genético, eficiência produtiva e práticas de conformidade socioambiental.

FONTE: Itatiaia
TEXTO: Redação
IMAGEM: IMAC/Reprodução

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Sustentabilidade

Rastreabilidade da soja e da carne bovina ganha propostas para reduzir riscos ambientais no Brasil

O Brasil possui uma estrutura avançada de acompanhamento das cadeias produtivas de soja e carne bovina, mas ainda precisa integrar melhor as ferramentas já existentes de rastreabilidade ambiental. A conclusão faz parte de um estudo que avaliou 21 iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental de dois dos principais produtos da agropecuária brasileira.

O levantamento, intitulado “Rastreando a Responsabilidade: fortalecendo o monitoramento do desmatamento nas cadeias de suprimento de soja e carne bovina do Brasil”, foi divulgado pela organização ambiental WRI Brasil e analisa a capacidade do país de responder às novas demandas do mercado internacional por transparência e controle ambiental.

Pesquisa avalia sistemas de monitoramento da produção agropecuária

O estudo analisou dez iniciativas relacionadas à cadeia produtiva da soja e outras 11 ligadas à produção de carne bovina. Os mecanismos avaliados têm como objetivo acompanhar e verificar práticas produtivas nos biomas Amazônia e Cerrado, especialmente em relação ao uso da terra e ao desmatamento.

Após comparar os diferentes modelos existentes, os pesquisadores apresentaram dez recomendações para fortalecer os sistemas atuais de controle, ampliar a transparência e contribuir para a formulação de políticas públicas.

Recomendações para melhorar a rastreabilidade ambiental

Entre as principais medidas sugeridas pelo estudo estão:

  • Adotar a propriedade rural como principal unidade de monitoramento das cadeias produtivas;
  • Utilizar bases oficiais, com dados governamentais e informações validadas cientificamente;
  • Garantir conformidade com o Código Florestal Brasileiro e combater violações relacionadas ao trabalho forçado;
  • Ampliar auditorias independentes e divulgar relatórios de transparência;
  • Expandir o acompanhamento para todos os biomas brasileiros;
  • Assegurar que não tenha ocorrido desmatamento ilegal após o marco temporal de 2008;
  • Garantir o compromisso de desmatamento zero após agosto de 2020, alinhado às exigências nacionais e internacionais;
  • Monitorar toda a cadeia de fornecedores, incluindo os fornecedores indiretos;
  • Criar mecanismos para reinserção de produtores que regularizem situações de não conformidade;
  • Estabelecer uma gestão participativa com diferentes setores envolvidos.

Rastreabilidade pode fortalecer relações comerciais internacionais

Para a diretora do Programa de Florestas e Uso da Terra do WRI Brasil, Mariana Oliveira, o avanço dos sistemas de monitoramento ambiental pode contribuir para um modelo de desenvolvimento rural mais sustentável.

Segundo ela, a integração das ferramentas existentes também pode facilitar a atuação de diferentes agentes envolvidos no processo, como instituições financeiras, investidores e compradores internacionais.

A especialista destaca que algumas instituições financeiras brasileiras já utilizam bancos de dados oficiais e privados para avaliar riscos. A expectativa é que esse modelo também seja incorporado por organizações globais, como bancos de desenvolvimento e investidores internacionais.

China é um dos mercados interessados em maior transparência

O estudo aponta a China como um exemplo de mercado que poderia se beneficiar de protocolos mais estruturados de rastreabilidade da soja e da carne bovina. Em 2024, o país importou do Brasil US$ 44,6 bilhões em produtos dessas duas cadeias.

Com a integração das bases de dados e a padronização dos critérios técnicos entre diferentes órgãos públicos, compradores internacionais teriam mais segurança para avaliar riscos socioambientais relacionados aos produtos brasileiros.

Os pesquisadores defendem que o Brasil fortaleça a cooperação com grandes mercados consumidores, criando mecanismos que conciliem competitividade comercial e preservação ambiental.

Sistemas eficientes podem gerar benefícios no campo

Mariana Oliveira ressalta que a discussão sobre rastreabilidade vai além do atendimento às exigências comerciais. Para ela, a construção de sistemas mais eficientes pode aproximar o setor produtivo de um modelo de desenvolvimento com maior geração de renda, empregos e oportunidades para produtores rurais.

A especialista destaca ainda que investimentos em inovação tecnológica, mecanização e cooperação internacional podem ampliar os benefícios econômicos e sociais para as regiões produtoras de commodities agrícolas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Negócios

JBS firma parceria com empresa sul-coreana para ampliar presença no mercado asiático

A JBS anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a empresa sul-coreana Highland Foods Co., Ltd., marcando o início de uma parceria estratégica voltada à expansão dos negócios no mercado asiático. O acordo foi formalizado na terça-feira (28) e tem como foco ampliar a cooperação comercial entre as duas companhias, impulsionar a inovação e fortalecer a presença dos produtos da empresa brasileira na Coreia do Sul e em outros mercados considerados estratégicos.

A iniciativa representa mais um passo da JBS na ampliação de sua atuação internacional, especialmente em uma região com crescente demanda por proteína animal.

Assinatura ocorreu durante encontro empresarial Brasil-Coreia

A parceria foi oficializada durante a Mesa Redonda Empresarial Brasil-Coreia, realizada em São Paulo e promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em conjunto com a Federação das Indústrias da Coreia (FKI).

O documento foi assinado pelo presidente do Conselho de Administração da JBS, Jerry O’Callaghan, e pela fundadora e CEO da Highland Foods, Young Mi Youn.

Além do memorando firmado entre as duas empresas, o evento reuniu representantes dos setores público e privado e resultou na assinatura de outros cinco acordos envolvendo áreas como inovação, inteligência artificial, indústria farmacêutica e setor aeroespacial.

Highland Foods atua em 19 países

Fundada em 1999, a Highland Foods é especializada na importação, processamento, logística e distribuição de carnes bovina, suína, de frango e cordeiro.

A empresa mantém parcerias comerciais em 19 países, abrangendo mercados das Américas, Europa, Oceania e Sudeste Asiático. Em 2025, a companhia registrou faturamento de aproximadamente US$ 876,4 milhões, consolidando sua posição como uma das principais distribuidoras de proteínas na Coreia do Sul.

Parceria acompanha avanço das relações entre Brasil e Coreia do Sul

O anúncio ocorre em meio ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul, durante a visita oficial do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ao país.

Na segunda-feira (27), o presidente participou de encontros em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi anunciada a criação de um grupo de trabalho destinado a retomar as negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul, interrompidas desde 2019.

Mercado coreano pode abrir espaço para carne bovina brasileira

Durante a agenda bilateral, o governo brasileiro também informou que autoridades sanitárias da Coreia do Sul devem visitar o Brasil em agosto. A missão faz parte das negociações para viabilizar a abertura do mercado sul-coreano à carne bovina brasileira, medida considerada estratégica para ampliar as exportações do setor.

Caso avance, o processo poderá fortalecer ainda mais a presença da JBS e de outras empresas brasileiras no mercado asiático, ampliando as oportunidades para a cadeia nacional de proteína animal.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: JBS

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China: Brasil já utilizou quase 80% da cota de 2026

O Brasil já utilizou 78,86% da cota de exportação de carne bovina para a China em 2026, de acordo com dados divulgados pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom). O percentual corresponde a 872,2 mil toneladas de carne bovina in natura desembaraçadas no mercado chinês até junho.

Somente no mês de junho, a China internalizou 148,7 mil toneladas do produto brasileiro. Diante desse ritmo, exportadores e analistas consideram que a cota está praticamente esgotada.

Limite da cota pode ser atingido nas próximas semanas

A cota de importação concedida ao Brasil é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%. Após esse volume, os embarques passam a estar sujeitos a uma sobretaxa de 55%, além da possibilidade de devolução das cargas ou atraso na liberação alfandegária.

A expectativa do setor é de que a China confirme ainda nesta semana o alcance de 80% da cota, enquanto o esgotamento total deverá ocorrer ao longo de agosto.

Diferença entre embarques e cargas desembaraçadas gera impacto

Os números chineses diferem dos registros brasileiros devido ao tempo de transporte das mercadorias. Enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) contabiliza 774,1 mil toneladas exportadas neste ano, a China considera também cargas embarcadas nos últimos meses de 2025 e liberadas apenas em 2026.

Segundo estimativas do setor, cerca de 227,7 mil toneladas ainda estão em trânsito rumo ao mercado chinês. Com isso, restaria um saldo disponível de aproximadamente 5,9 mil toneladas dentro da cota atual.

Frigoríficos reduzem produção para evitar excedente

Diante da proximidade do limite, frigoríficos habilitados a exportar para a China já começaram a ajustar suas operações.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Redução do ritmo de abates;
  • Concessão de férias coletivas;
  • Suspensão da produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês;
  • Em alguns casos, redução do quadro de funcionários.

Os embarques previstos para julho também devem ser menores, já que existe o risco de as cargas chegarem ao destino após o preenchimento da cota e ficarem sujeitas às tarifas adicionais.

Setor projeta retomada das exportações no fim do ano

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que as vendas brasileiras de carne bovina para a China devem ficar próximas de 900 mil toneladas em 2026.

A expectativa é que a produção destinada ao mercado chinês seja retomada em outubro, com novos embarques a partir de novembro, visando atender a cota de importação de 2027.

Mercado acompanha ritmo da liberação alfandegária chinesa

Especialistas também observam uma diferença entre o volume exportado pelo Brasil e o ritmo de desembaraço das cargas na China.

Segundo analistas do setor, o percentual de utilização da cota já deveria ser superior, considerando o volume embarcado. Entre as hipóteses levantadas estão atrasos na logística internacional ou um processamento mais lento por parte da alfândega chinesa.

Outros fornecedores ainda têm espaço em suas cotas

Enquanto o Brasil se aproxima do limite permitido, outros países ainda utilizam apenas parte das cotas concedidas pela China.

No primeiro semestre de 2026:

  • Estados Unidos: exportaram apenas 876 toneladas, o equivalente a 0,53% da cota disponível;
  • Nova Zelândia: embarcou 59,5 mil toneladas, cerca de 29% do limite autorizado;
  • Uruguai: exportou 82,3 mil toneladas, correspondendo a 25,4% da cota;
  • Argentina: registrou 239,5 mil toneladas, aproximadamente 47% do volume permitido.

Já a Austrália ultrapassou sua cota de importação, com 588 toneladas desembaraçadas acima do limite estabelecido.

Mercado espera redistribuição da demanda chinesa

A consultoria Safras & Mercado avalia que, após o esgotamento da cota brasileira, parte da demanda chinesa poderá migrar para fornecedores como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, que ainda possuem margem para ampliar as exportações.

Segundo a análise, também cresce a atenção sobre o aumento das compras por mercados como Hong Kong, Uruguai e Argentina, movimento que pode indicar operações de redistribuição comercial para abastecer, de forma indireta, o mercado chinês.

Entre janeiro e junho, a China importou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura de diversos países, volume equivalente a 56,9% da cota global de 2,6 milhões de toneladas destinada aos fornecedores internacionais em 2026.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Belli

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