Logística

Porta-contêineres impulsionam estaleiro chinês, que fecha contratos bilionários em meio à transição verde

A corrida global por embarcações mais eficientes e alinhadas às metas de descarbonização está movimentando a indústria naval. Nesse cenário, o estaleiro Huangpu Wenchong, controlado pela estatal chinesa CSSC, anunciou a assinatura de contratos para a construção de 13 navios porta-contêineres em apenas uma semana, reforçando sua posição em um mercado cada vez mais voltado para a renovação da frota mundial.

Com os novos acordos, a empresa alcança a marca de 39 embarcações de médio porte encomendadas, consolidando uma das maiores carteiras de pedidos do segmento.

Encomendas podem superar US$ 1 bilhão

De acordo com estimativas divulgadas pelo portal especializado Eworldship, o conjunto dos 13 navios contratados possui valor aproximado de 7,3 bilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 1,07 bilhão. O cálculo é baseado nos preços atuais de mercado e não representa um valor oficialmente informado pelo estaleiro.

Os contratos envolvem três armadores, nacionais e internacionais, e abrangem embarcações com capacidade superior a 5.000 TEUs, unidade padrão utilizada para medir a capacidade de transporte de contêineres.

Diferentes modelos atendem à demanda por renovação da frota

O pacote de encomendas inclui:

  • Três navios com capacidade para 5.300 TEUs;
  • Quatro embarcações de 6.200 TEUs;
  • Seis unidades de 6.400 TEUs.

A diversidade dos modelos reflete a estratégia dos armadores de modernizar suas operações e ampliar a eficiência logística em um período de forte demanda pelo transporte marítimo de cargas.

Transição verde acelera investimentos na construção naval

Segundo o próprio estaleiro, o novo lote de contratos representa um marco para a empresa e acompanha o movimento global de renovação da frota marítima impulsionado pelas exigências de baixo carbono e pelas novas regras ambientais do setor.

A busca por navios mais sustentáveis, com melhor desempenho energético e menor impacto ambiental, tem levado companhias de navegação a investir na substituição de embarcações mais antigas por modelos mais modernos.

Embora o comunicado da empresa não detalhe as especificações ambientais dos navios contratados, a construção naval vem passando por uma profunda transformação para atender às metas globais de redução de emissões.

Modelo de 5.300 TEUs é destaque do portfólio

Entre os projetos contratados, o porta-contêiner de 5.300 TEUs ocupa posição de destaque. Desenvolvido internamente pelo estaleiro, o modelo possui 235 metros de comprimento, boca moldada de 37,5 metros e capacidade de carga estimada em 71.500 toneladas.

A embarcação foi projetada para atender à crescente demanda por navios de médio porte, segmento considerado estratégico para diversas rotas comerciais internacionais.

China amplia protagonismo na indústria marítima global

Localizada em Guangzhou, na província chinesa de Guangdong, a Huangpu Wenchong é uma subsidiária da CSSC e integra um dos principais polos de construção naval do mundo.

O crescimento da carteira de pedidos reforça o protagonismo da China na indústria marítima internacional e evidencia como a transição energética está influenciando decisões de investimento, modernização de frotas e expansão da capacidade produtiva dos grandes estaleiros.

À medida que armadores buscam embarcações mais eficientes e alinhadas às metas ambientais, a indústria naval tende a acelerar seu processo de transformação, criando novas oportunidades de negócios e fortalecendo a competitividade dos fabricantes que lideram essa mudança.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Estreito de Ormuz enfrenta novo desafio: cracas e resíduos atrasam retomada do transporte de petróleo

Após meses de paralisação no Estreito de Ormuz, um problema pouco visível passou a preocupar armadores e operadores marítimos: o acúmulo de bioincrustação nos cascos dos navios. Cracas, mexilhões, algas e outros organismos marinhos aderiram às embarcações que permaneceram ancoradas por longos períodos no Golfo Pérsico, criando uma nova barreira para a retomada do fluxo global de petróleo.

Especialistas do setor afirmam que a permanência dos navios em águas quentes por vários meses favoreceu a proliferação desses organismos. Antes de voltar a navegar, as embarcações precisarão passar por um processo de limpeza especializado para remover todo o material acumulado.

Limpeza dos cascos exige equipes especializadas

A remoção da chamada incrustação biológica é realizada por mergulhadores profissionais conhecidos como “limpadores de casco”. O trabalho envolve o uso de raspadores, equipamentos de alta pressão e ferramentas elétricas para retirar os organismos sem comprometer os revestimentos protetores das embarcações.

A tarefa é ainda mais complexa devido às dimensões dos superpetroleiros. Muitos deles ultrapassam 300 metros de comprimento, exigindo equipes de cinco ou seis mergulhadores trabalhando durante várias horas para concluir a limpeza de um único navio.

Com aproximadamente 600 embarcações aguardando autorização para atravessar a região, a demanda pelos serviços disparou, elevando significativamente os custos das operações.

Bioincrustação aumenta consumo de combustível e reduz eficiência

Além do aspecto visual, a presença de cracas e outros organismos marinhos impacta diretamente o desempenho das embarcações. A superfície irregular criada pela bioincrustação aumenta o atrito com a água, elevando o consumo de combustível e reduzindo a eficiência operacional dos navios.

Como o combustível representa uma das maiores despesas do transporte marítimo, qualquer perda de desempenho pode gerar custos expressivos, especialmente em rotas de longa distância entre o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Em situações mais graves, o acúmulo de organismos pode afetar hélices, sistemas de refrigeração e válvulas de admissão, comprometendo a operação dos navios.

Normas ambientais exigem remoção antes da chegada aos portos

As regras internacionais de navegação determinam que as embarcações removam a bioincrustação antes de atracar em diversos portos. O objetivo é evitar a disseminação de espécies invasoras, que podem causar impactos ambientais significativos em ecossistemas marinhos de outras regiões.

Além das exigências regulatórias, seguradoras marítimas também impõem cláusulas específicas relacionadas à manutenção dos cascos, exigindo que os navios permaneçam em condições adequadas de operação e eficiência.

Retomada do mercado de petróleo ainda enfrenta vários entraves

Mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz, especialistas avaliam que a normalização do transporte marítimo não ocorrerá de forma imediata. A limpeza das embarcações é apenas uma das etapas necessárias antes que os petroleiros retomem suas rotas comerciais.

Outros desafios incluem inspeções de segurança, operações de desminagem, novas exigências regulatórias impostas pelo Irã e a necessidade de aprovação por parte de seguradoras e financiadores.

Diante desse cenário, a recuperação plena do fluxo internacional de petróleo deve ocorrer de forma gradual. E, curiosamente, um dos primeiros obstáculos a serem vencidos não está relacionado à geopolítica, mas ao acúmulo de pequenos organismos marinhos nos cascos dos navios.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Internacional

Estreito de Ormuz mantém fluxo marítimo estável em meio às negociações entre EUA e Irã

O movimento de embarcações no Estreito de Ormuz permaneceu estável nesta terça-feira (23), segundo informações da plataforma de monitoramento marítimo MarineTraffic. O cenário ocorre enquanto avançam as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Considerado um dos corredores marítimos mais importantes para o transporte global de energia, o estreito continua operando sem interrupções relevantes, apesar das recentes preocupações envolvendo a segurança da região.

Tráfego de navios segue regular nas últimas 24 horas

Dados de monitoramento apontam que quase 24 embarcações cruzaram a passagem marítima nas últimas 24 horas. Entre elas, pelo menos sete navios-tanque e sete navios de carga seguiram em direção ao Golfo de Omã.

No sentido oposto, seis embarcações de carga entraram no Golfo Pérsico, incluindo dois navios que navegavam sob bandeira iraniana.

O volume registrado reflete a continuidade das operações comerciais e ocorre após um aumento gradual da movimentação marítima desde o início das conversas entre representantes de alto escalão dos dois países, realizadas em Genebra.

Redução das interferências em sistemas de navegação

Outro fator que demonstra a melhora do cenário regional é a diminuição das interferências nos sinais de GPS. O problema havia se intensificado durante o período de maior tensão entre Washington e Teerã, afetando a navegação de embarcações na área.

Nos últimos dias, entretanto, os registros de interrupções e falhas nos sistemas de posicionamento apresentaram queda significativa, contribuindo para a normalização das operações marítimas.

ONU coordena retirada de milhares de marinheiros retidos na região

Em paralelo à retomada gradual da estabilidade, a agência marítima da Organização das Nações Unidas anunciou um plano para retirar mais de 11 mil marinheiros que permanecem retidos em áreas próximas ao conflito.

Segundo o secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, a operação será conduzida em cooperação com Irã, Omã, demais países costeiros da região, além dos Estados Unidos e representantes da indústria marítima internacional.

Acúmulo de detritos nos cascos desafia setor marítimo

Apesar da manutenção do fluxo comercial, empresas de transporte marítimo enfrentam um novo obstáculo para restabelecer plenamente a eficiência da rota.

Durante meses, diversas embarcações permaneceram aguardando autorização ou condições seguras para atravessar o estreito. Nesse período, grandes quantidades de detritos e organismos marinhos se acumularam nos cascos dos navios, cobrindo extensas áreas.

Agora, a remoção desse material tornou-se uma etapa necessária para garantir melhor desempenho operacional e reduzir impactos sobre a navegação em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Stringer/Reuters

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Portos

Porto de São Sebastião reduz tarifas em 35% para atrair novas cargas de granéis sólidos

O Porto de São Sebastião passou a conceder um desconto de 35% nas tarifas portuárias para operações envolvendo granéis sólidos que ainda não fazem parte da carteira regular de cargas do terminal. A iniciativa já está em vigor após aprovação do Conselho de Administração da Companhia Docas de São Sebastião.

A estratégia tem como foco atrair novos clientes, ampliar a utilização da infraestrutura disponível e fortalecer a posição do porto no mercado de logística portuária paulista.

Benefício contempla cargas minerais e vegetais

A redução tarifária é destinada a cargas de origem mineral e vegetal que ainda não são movimentadas regularmente no terminal. Entre os produtos analisados está a gipsita, matéria-prima amplamente utilizada na fabricação de cimento e fertilizantes, embora outras cargas também possam se enquadrar na política de incentivo.

A expectativa é diversificar as operações e ampliar o volume de mercadorias movimentadas pelo porto nos próximos anos.

Estudos de produtividade embasam política de descontos

A definição do benefício levou em consideração análises técnicas relacionadas à eficiência operacional das cargas. Um dos principais indicadores avaliados foi a prancha operacional, que mede a quantidade de toneladas movimentadas diariamente durante as operações de embarque e desembarque.

Segundo a autoridade portuária, cargas com maior produtividade tendem a reduzir os custos da infraestrutura pública utilizada, criando condições para a concessão de descontos sem comprometer a sustentabilidade financeira das operações.

Gipsita apresenta potencial para ampliar movimentação

Entre os produtos estudados, a gipsita se destaca pelo potencial de movimentação estimado em cerca de 8 mil toneladas por dia.

Além do volume expressivo, a carga possui uma vantagem operacional relevante: pode ser movimentada mesmo em períodos de chuva, reduzindo interrupções nas atividades portuárias e aumentando a disponibilidade do cais para receber novas embarcações.

Essa característica contribui para melhorar o aproveitamento da infraestrutura e elevar a eficiência das operações.

Porto busca expandir participação nas cadeias logísticas

A iniciativa ocorre em um momento de prospecção de novos fluxos de carga para o terminal, que conta com um berço dedicado à navegação de longo curso.

Nesse contexto, a rapidez nas operações de carregamento e descarregamento tem influência direta na capacidade de atendimento do porto e na atração de novos negócios.

De acordo com a administração portuária, ganhos de produtividade geram benefícios para toda a cadeia logística, permitindo melhor aproveitamento da infraestrutura existente, redução de custos operacionais e ampliação da capacidade de movimentação de cargas.

Expectativa é atrair novos investimentos e aumentar volume operacional

A administração do Porto de São Sebastião acredita que a política tarifária diferenciada poderá estimular a chegada de novos granéis sólidos, fortalecer a competitividade do terminal e ampliar sua participação nas cadeias logísticas do estado de São Paulo.

Com a medida, o porto busca consolidar sua posição como alternativa estratégica para empresas que operam no setor de transporte e comércio de cargas a granel.

FONTE: Agência SP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Suape movimenta mais de 11,2 milhões de toneladas e registra crescimento de 26,9% em 2026

O Porto de Suape encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com resultados expressivos na movimentação de cargas. Entre janeiro e maio, o complexo portuário pernambucano registrou 11.268.644 toneladas transportadas, volume 26,9% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

Com o desempenho acumulado até maio, Suape ocupa a quarta posição entre os portos públicos mais movimentados do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado reforça a importância estratégica do terminal para a logística nacional e para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Granéis líquidos lideram operações e impulsionam crescimento

A principal contribuição para o avanço da movimentação veio dos granéis líquidos, segmento responsável por 66,2% das cargas movimentadas no período.

Ao todo, foram registradas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, derivados e outros produtos líquidos, representando um crescimento de 41,9% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Segundo o complexo portuário, o aumento está diretamente relacionado à expansão das atividades da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que atualmente possui capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Movimentação de contêineres permanece estável

O terminal de contêineres, conhecido como Tecon Suape, manteve um volume consistente de operações ao longo do período.

Entre janeiro e maio, foram movimentados 275.714 TEUs, desempenho semelhante ao registrado no mesmo intervalo de 2025. O segmento respondeu por 25,9% de toda a movimentação do complexo.

A estabilidade demonstra a manutenção da demanda pelos serviços de transporte marítimo de contêineres, fundamentais para a conexão de Pernambuco com mercados nacionais e internacionais.

Granéis sólidos avançam mais de 40%

Outro destaque foi o crescimento das operações de granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas, avanço de 43,6% na comparação anual.

Os principais produtos movimentados foram trigo, cimento, clínquer e coque, refletindo o fortalecimento das cadeias industriais e da construção civil. As cargas gerais soltas representaram 2,1% do volume total registrado pelo porto.

Número de embarcações cresce e reforça atividade portuária

O aumento da movimentação também impactou o fluxo marítimo em Suape. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo recebeu 693 embarcações de diferentes perfis e portes, número 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O resultado evidencia a intensificação das operações e o fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda logística.

Investimentos ampliam competitividade do complexo

De acordo com a administração do porto, os números refletem um ciclo contínuo de expansão sustentado pelo crescimento industrial, pelas operações ligadas ao setor energético e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

A estratégia inclui obras de modernização, ampliação da capacidade operacional e melhorias na infraestrutura, fortalecendo a posição de Suape como um dos principais hubs logísticos, industriais e energéticos do país.

Além disso, novos investimentos previstos para os píeres destinados à movimentação de granéis líquidos devem aumentar a eficiência operacional e preparar o porto para acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, segmento que concentra a maior parte das cargas movimentadas no complexo.

FONTE: Porto de Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Porto do Rio Grande registra 3,1 mil embarcações e reforça recuperação após enchentes

O Porto do Rio Grande recebeu aproximadamente 3,1 mil embarcações ao longo de 2025, consolidando a recuperação das atividades após os impactos causados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado. Os números foram apresentados durante o programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha Zona Sul, realizado na sala de operações do complexo portuário.

De acordo com o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Almeida, o volume contempla todos os navios e embarcações que acessaram o porto neste ano. Considerando também os terminais de Pelotas e Porto Alegre, administrados pela estatal, a movimentação se aproxima de 4 mil embarcações.

Os dados evidenciam a retomada da movimentação de cargas e o restabelecimento gradual das operações logísticas após os prejuízos provocados pelas enchentes históricas de 2024.

Projeto aproxima comunidade das atividades portuárias

Além dos resultados operacionais, a Portos RS destacou os avanços do projeto Minha Cidade Tem Um Porto, criado para fortalecer a conexão entre a população e o ambiente portuário.

A iniciativa promove visitas guiadas, ações educativas e atividades voltadas principalmente para estudantes da região. Segundo o diretor institucional da Portos RS, Sandro Oliveira, o objetivo é ampliar o conhecimento da comunidade sobre a importância econômica e social dos portos.

Ele afirma que, historicamente, os portos mantinham uma relação mais restrita com o público externo. Hoje, porém, a proposta é tornar as operações mais acessíveis e aproximar moradores da realidade do setor.

Participação de estudantes fortalece vínculo com o porto

Conforme Oliveira, praticamente todas as escolas das redes municipal e estadual da região já participaram das atividades do projeto. A iniciativa tem contribuído para ampliar o entendimento da população sobre o papel estratégico do porto no desenvolvimento regional.

O diretor destacou ainda que estudantes têm levado discussões sobre o complexo portuário para dentro das salas de aula e até apresentado sugestões relacionadas à infraestrutura utilizada por caminhoneiros e profissionais que atuam na área.

Para ele, esse envolvimento demonstra que a importância do porto está cada vez mais presente no cotidiano das famílias da região Sul do estado.

Novo sistema de radar ampliará controle do tráfego marítimo

Outro destaque foi a implantação do Vessel Traffic System (VTS), tecnologia baseada em radar que permitirá monitoramento mais preciso das embarcações que circulam pelo canal de acesso ao porto.

O sistema está sendo implementado pela Portos RS desde o ano passado e terá a função de acompanhar o fluxo de navios, aumentar a eficiência operacional e reforçar a segurança da navegação.

Segundo Bruno Almeida, o elevado número de atracações registradas no complexo é um dos fatores que justificam o investimento na nova ferramenta de monitoramento.

Dragagens avançam e recuperam hidrovias gaúchas

As obras de dragagem nas hidrovias do Rio Grande do Sul também seguem em ritmo acelerado. De acordo com o diretor de Infraestrutura da Portos RS, Lucas Cardoso, cerca de 13 milhões de metros cúbicos de sedimentos já foram retirados dos canais de navegação.

O volume representa aproximadamente 65% da meta estabelecida no programa estadual de recuperação das hidrovias, criado para restaurar as condições de navegabilidade comprometidas pelas enchentes de 2024.

Atualmente, três frentes de trabalho atuam simultaneamente em diferentes regiões, com foco no fortalecimento da logística e no escoamento de cargas para os portos gaúchos.

Destinação de sedimentos segue critérios ambientais rigorosos

O diretor de Meio Ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, explicou que todo o material retirado durante as dragagens é destinado a áreas previamente licenciadas e acompanhadas por órgãos ambientais.

No caso do Porto do Rio Grande, os sedimentos são descartados em uma área localizada a cerca de 20 quilômetros da costa, em local considerado seguro para evitar impactos ambientais. Nas hidrovias interiores, o material é depositado em pontos afastados dos canais de navegação, reduzindo o risco de novos processos de assoreamento.

Segundo Ilha, as operações contam com monitoramento permanente da qualidade da água, da fauna, da flora e da dispersão dos sedimentos, garantindo o cumprimento das exigências ambientais.

FONTE: Gaúcha ZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Acervo Porto RS/Divulgação

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Transporte

El Niño pode impactar o transporte marítimo global e acender alerta no Canal do Panamá

O avanço do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico já mobiliza autoridades climáticas e preocupa o setor de transporte marítimo internacional. A confirmação oficial do evento pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aumenta os temores sobre possíveis impactos em rotas comerciais, operações portuárias e cadeias globais de suprimentos nos próximos meses.

Segundo as projeções mais recentes, o fenômeno climático pode alcançar intensidade histórica até o fim de 2026, elevando o risco de restrições em importantes corredores logísticos ao redor do mundo.

NOAA alerta para possibilidade de um dos maiores eventos já registrados

A NOAA confirmou o desenvolvimento do El Niño no Pacífico tropical e divulgou previsões que apontam para um fortalecimento significativo do fenômeno nos próximos meses.

De acordo com o Centro de Previsão Climática da agência, há 88% de probabilidade de que o evento atinja intensidade considerada forte entre novembro e janeiro. Além disso, existe uma chance de 63% de que ele alcance níveis classificados como muito fortes.

Caso esse cenário se confirme, o fenômeno poderá ser comparado aos episódios de 1997-1998 e 2015-2016, considerados alguns dos mais intensos desde o início dos registros modernos, em 1950.

Canal do Panamá volta ao centro das preocupações

Um dos principais reflexos do fortalecimento do El Niño pode ocorrer no Canal do Panamá, uma das rotas marítimas mais estratégicas do comércio global.

Durante o ciclo climático de 2023-2024, a região enfrentou uma severa estiagem que reduziu significativamente os níveis dos reservatórios responsáveis pela operação da via. Como consequência, a Autoridade do Canal do Panamá precisou limitar o calado das embarcações e diminuir em até 40% o número diário de travessias.

O processo de recuperação das operações levou cerca de um ano após a normalização das condições climáticas.

Medidas preventivas já foram anunciadas

Mesmo antes da confirmação oficial da NOAA, a Autoridade do Canal do Panamá já havia adotado ações preventivas para enfrentar um possível agravamento da situação.

Entre as medidas está a redução do calado máximo permitido para embarcações que utilizam as eclusas neopanamax, que passará a ser de 49,5 pés a partir de julho. A decisão foi baseada na possibilidade de um novo período de escassez hídrica associado ao fenômeno climático.

Com o monitoramento contínuo das condições meteorológicas, especialistas avaliam que novas restrições poderão ser implementadas caso o fenômeno atinja os níveis projetados.

Exportações dos EUA aumentam pressão sobre a rota

Além dos desafios climáticos, o Canal do Panamá enfrenta um aumento expressivo da demanda por espaço de navegação.

Dados da Clarksons Research indicam que as exportações energéticas dos Estados Unidos seguem em níveis recordes. O volume de transporte de derivados de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e etano tem ampliado a disputa por vagas de trânsito na hidrovia.

Esse cenário pode tornar ainda mais complexa a gestão operacional do canal caso as restrições de água sejam ampliadas.

Efeitos podem atingir outras rotas e sistemas hidroviários

Os impactos do El Niño não se limitam ao Panamá. O aquecimento das águas do Pacífico equatorial altera padrões atmosféricos em diversas regiões do planeta, influenciando regimes de chuva e períodos de seca.

Historicamente, eventos intensos estão associados à redução das precipitações em áreas da América Central e do Sudeste Asiático, aumentando o risco de dificuldades para sistemas logísticos dependentes de rios, canais e hidrovias.

As mudanças também podem afetar regiões que dependem das monções para manter níveis adequados de navegação e abastecimento hídrico.

Temporada de furacões pode trazer alívio parcial

Embora o fenômeno represente riscos para diversas operações marítimas, ele também pode gerar efeitos positivos em determinadas rotas.

O El Niño costuma aumentar o cisalhamento dos ventos sobre o Oceano Atlântico, condição que normalmente dificulta a formação e o fortalecimento de furacões.

Isso pode reduzir a ocorrência de tempestades tropicais nas áreas do Golfo do México e do Caribe, beneficiando operações de navegação e transporte marítimo durante o segundo semestre de 2026.

Mercado de grãos também pode sentir os efeitos

O setor de granéis sólidos e o comércio agrícola estão entre os segmentos mais sensíveis às alterações climáticas provocadas pelo fenômeno.

Mudanças nos regimes de chuva podem afetar importantes regiões produtoras de soja, milho e outros grãos na Índia, Austrália e partes do Sudeste Asiático. A redução da produção ou alterações nas safras costumam influenciar diretamente os fluxos comerciais globais e a demanda por navios graneleiros.

Com isso, armadores, exportadores e operadores logísticos acompanham atentamente as projeções climáticas para avaliar possíveis impactos nos mercados ao longo dos próximos doze meses.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Los Angeles bate recorde de importações e enfrenta impacto da alta no combustível marítimo

O Porto de Los Angeles, principal terminal de contêineres dos Estados Unidos, registrou em maio o segundo maior volume de movimentação de sua história. O avanço foi impulsionado pela corrida de varejistas para antecipar compras e reforçar estoques antes da entrada em vigor de novos repasses nos custos do combustível marítimo, prevista para julho.

A busca por maior previsibilidade logística ocorre em meio às incertezas provocadas pelo conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, que tem afetado cadeias globais de abastecimento e elevado os custos do transporte internacional.

Conflito no Oriente Médio pressiona cadeias globais

As tensões geopolíticas na região do Oriente Médio provocaram interrupções em rotas estratégicas de navegação e reduziram a oferta de petróleo e derivados utilizados na produção de plásticos e diversos insumos industriais.

Com isso, empresas dos setores varejista e industrial passaram a monitorar mais de perto os riscos relacionados ao fornecimento de matérias-primas, ao aumento dos custos de produção e à possível escassez de produtos essenciais.

Segundo Gene Seroka, diretor executivo do Porto de Los Angeles, as decisões de compra e transporte estão sendo influenciadas por uma combinação de fatores, incluindo preços da energia, tarifas comerciais, níveis de estoque e o cenário geopolítico internacional.

De acordo com o executivo, quando surgem períodos de maior estabilidade, muitas companhias aproveitam para acelerar o embarque e a movimentação de mercadorias.

Importações crescem 26% em maio

Os números divulgados pelo porto mostram que a movimentação total alcançou 840.165 TEUs em maio. Desse volume, 449.370 TEUs corresponderam às importações, representando um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ano passado.

O resultado reflete uma recuperação em relação a 2024, quando tarifas de importação posteriormente revogadas levaram diversas empresas a reduzir temporariamente seus embarques.

O TEU é a unidade padrão utilizada no transporte marítimo para medir a capacidade de contêineres. Um contêiner de 40 pés equivale a dois TEUs.

Perspectiva é de novos recordes nos próximos meses

A expectativa do Porto de Los Angeles é que os volumes registrados em junho e julho superem os números de maio, mantendo o ritmo acelerado das importações.

Seroka também alertou que a normalização das cadeias globais de suprimentos poderá levar meses, mesmo após o encerramento das hostilidades envolvendo o Irã e a retomada plena da navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o comércio de petróleo.

Alta do bunker marítimo preocupa transportadoras

Outro fator de atenção para o setor é o aumento expressivo do preço do bunker marítimo, combustível utilizado por navios de carga.

Em março, os valores praticamente dobraram em 20 portos internacionais, chegando a US$ 1.053 por tonelada. Embora os preços tenham recuado posteriormente diante das expectativas de cessar-fogo, o mercado ainda opera sob pressão.

A partir de 1º de julho, armadores e operadores marítimos devem começar a transferir esses custos adicionais para contratos que abrangem grande parte das cargas transportadas globalmente.

Tarifas comerciais ampliam incertezas

Além dos custos logísticos mais elevados, o comércio internacional acompanha a possível expiração das tarifas globais de 10% previstas na Seção 122, programada para o fim de julho.

Paralelamente, o governo do presidente Donald Trump avalia a aplicação de novas tarifas de até 12,5% sobre produtos importados de cerca de 60 países, medida relacionada a denúncias de utilização de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

A combinação entre custos de transporte, tarifas comerciais e instabilidade geopolítica continua sendo um dos principais desafios para empresas que dependem do comércio exterior e das cadeias globais de suprimentos.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Mercado de afretamento de navios segue aquecido com demanda elevada e oferta restrita

O mercado de afretamento de navios porta-contêineres continua registrando desempenho positivo, sustentado pela forte procura por embarcações em praticamente todas as faixas de capacidade. A avaliação consta na mais recente análise da consultoria Alphaliner, especializada no setor de transporte marítimo.

Escassez de embarcações limita novos contratos

Apesar da demanda aquecida, a baixa disponibilidade de navios segue sendo um dos principais obstáculos para a ampliação das negociações. A restrição é mais evidente entre embarcações com capacidade superior a 3.000 TEUs, reduzindo o número de novos contratos fechados.

Nas últimas semanas, o cenário também foi influenciado por uma desaceleração temporária das atividades comerciais devido à realização da feira Posidonia, em Atenas, considerada um dos eventos mais relevantes da indústria marítima global.

Segmento de menor porte concentra negociações

Com a oferta limitada de grandes embarcações, os contratos têm se concentrado principalmente nos navios com capacidade inferior a 2.000 TEUs, onde há maior disponibilidade no mercado.

Ao mesmo tempo, os contratos de longo prazo continuam escassos. O movimento reflete uma postura mais cautelosa das empresas de navegação diante das incertezas que ainda cercam o setor de transporte marítimo internacional.

Taxas de afretamento permanecem em patamares elevados

Segundo a Alphaliner, as taxas de afretamento seguem em níveis considerados saudáveis e relativamente estáveis na maior parte dos segmentos.

Em alguns casos, navios com características diferenciadas ou posicionados em regiões estratégicas conseguiram obter valores acima da média do mercado, estabelecendo novos referenciais para determinadas categorias de embarcações.

Falta de navios reduz movimentação entre os VLCS

No segmento dos navios VLCS (Very Large Container Ships), com capacidades entre 7.500 e 13.000 TEUs, não houve registro de novos contratos nas últimas duas semanas.

De acordo com a consultoria, a ausência de negociações não está relacionada à falta de interesse por parte dos operadores, mas sim à escassez de embarcações disponíveis para entrega imediata.

GSL encomenda dez novos porta-contêineres de médio porte

Entre os navios do segmento LCS (5.300 a 7.499 TEUs), também não foram identificadas novas operações de afretamento. No entanto, o mercado foi movimentado pela informação de que a armadora Global Ship Lease (GSL) encomendou a construção de dez novos navios porta-contêineres.

As embarcações deverão ser entregues entre 2028 e 2030 e, segundo estimativas da Alphaliner, serão construídas na China, com capacidade superior a 6.000 TEUs e estrutura voltada para o transporte de cargas refrigeradas.

Ainda de acordo com a consultoria, os navios já teriam contratos de afretamento assegurados por aproximadamente sete anos, possivelmente junto à MSC.

Mercado Panamax registra apenas uma nova contratação

A atividade também permaneceu limitada entre os navios Panamax clássicos, com capacidade entre 4.000 e 5.299 TEUs.

Nas duas últimas semanas, foi registrado apenas um novo contrato envolvendo um navio recém-construído de 4.600 TEUs. A embarcação teria sido contratada para uma operação de curto prazo, com remuneração na faixa inferior de US$ 60 mil por dia.

Perspectiva é de continuidade da oferta limitada

Para os próximos meses, a expectativa da Alphaliner é de que a disponibilidade reduzida de navios continue restringindo o volume de novas contratações.

Mesmo com a demanda por capacidade de transporte marítimo permanecendo forte, a limitação da oferta deverá seguir como fator determinante para o comportamento do mercado de afretamento.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Estreito de Ormuz pode levar até 50 dias para retomar tráfego normal após acordo entre EUA e Irã

A reabertura do Estreito de Ormuz após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não significa uma retomada imediata da navegação comercial. Especialistas em segurança marítima alertam que a verificação e remoção de possíveis minas navais na região podem atrasar por várias semanas o retorno das operações em níveis considerados normais.

Segundo avaliações de fontes ligadas ao setor naval e de segurança internacional, o processo de inspeção, realizado por navios varredores de minas e drones submarinos especializados, pode durar entre 40 e 50 dias. Até que haja garantias concretas de segurança, seguradoras, armadores e empresas petrolíferas tendem a manter cautela em relação ao tráfego pela rota.

Possível presença de minas preocupa setor marítimo

A principal preocupação das companhias de navegação é a existência de minas navais ao longo da via marítima, considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial diária de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Qualquer atraso na normalização do corredor pode manter retidos milhões de barris de petróleo e prolongar os impactos sobre o mercado energético global.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da redução dos estoques de petróleo nas principais economias mundiais, que se aproximam dos menores níveis registrados desde 2003, segundo análises recentes do setor energético.

Empresas exigem garantias antes de retomar operações

Embora embarcações tenham conseguido cruzar a região nas últimas semanas com apoio indireto de autoridades dos dois países, empresas do setor afirmam que o risco continua elevado.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação internacional de transporte marítimo Bimco, afirmou que ainda não existem condições para uma retomada plena da navegação comercial.

De acordo com ele, a ameaça representada pelas minas exige a definição de corredores comprovadamente seguros antes que os navios voltem a operar normalmente.

A preocupação também envolve os altos valores em risco. Um superpetroleiro carregado pode representar cerca de US$ 300 milhões entre embarcação e carga, o que leva seguradoras e operadores a exigirem elevados níveis de segurança antes da travessia.

Informações sobre minas permanecem incertas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de minas que teriam sido posicionadas na região.

Durante o conflito, o Irã ameaçou utilizar minas marítimas para restringir o acesso ao estreito, mas não confirmou publicamente a instalação dos artefatos. Já os Estados Unidos afirmam que embarcações iranianas envolvidas em operações de minagem foram alvo de ataques militares.

No início de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou ao Senado que extensas áreas de Ormuz haviam sido minadas. Dias depois, a Marinha da Alemanha informou ter recebido relatórios dos Estados Unidos e do Reino Unido apontando a localização de minas em quatro pontos próximos ao estreito, embora sem confirmação independente.

Tráfego marítimo segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

Apesar dos avanços diplomáticos, a movimentação de navios continua bastante reduzida.

Dados do setor mostram que, nas últimas semanas, entre 12 e 15 embarcações cruzaram diariamente o estreito. Antes da guerra, esse volume variava entre 120 e 140 navios por dia.

A diferença demonstra que boa parte das empresas ainda aguarda condições mais seguras antes de retomar suas rotas regulares.

Operação internacional de limpeza pode durar meses

Diversos países já mobilizaram recursos para uma eventual operação de desminagem. Reino Unido, França e Alemanha enviaram navios de guerra e embarcações especializadas para o Oriente Médio, com o objetivo de apoiar possíveis ações de remoção de explosivos.

Especialistas em segurança marítima avaliam que a tarefa poderá ser complexa. Corey Ranslem, diretor da Dryad Global, afirma que, mesmo após ataques contra estruturas militares iranianas, estimativas indicam que o país poderia manter até mil minas navais disponíveis.

Segundo ele, a identificação de um campo minado pode exigir semanas ou até meses de trabalho até que a área seja considerada totalmente segura para a navegação comercial.

OMI destaca importância da reabertura

Para a Organização Marítima Internacional (OMI), o acordo entre Estados Unidos e Irã representa um avanço importante para restabelecer a segurança em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, destacou que a reabertura do corredor é um passo positivo para a proteção de tripulações e embarcações. No entanto, ressaltou que a normalização completa dependerá da implementação de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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