Indústria

Indústria química brasileira cresce 22,8% no primeiro trimestre de 2026, aponta Abiquim

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) informou que a produção da indústria química nacional avançou 22,8% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o fim de 2025. O desempenho acompanha a recuperação das vendas internas, que registraram alta de 22,7% no mesmo período.

Os dados fazem parte do Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC), divulgado pela entidade para monitorar o desempenho do setor químico brasileiro.

Recuperação ocorre após crise no segundo semestre de 2025

Segundo o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, o avanço registrado nos primeiros meses do ano representa uma reação importante após a forte retração observada no segundo semestre de 2025.

Apesar da melhora, a entidade avalia que o setor ainda enfrenta desafios estruturais relacionados à competitividade e aos custos de produção.

Queda das importações favorece indústria nacional

A recuperação da indústria química brasileira também foi impulsionada pela redução das importações de produtos químicos, que caíram 19,1% no trimestre.

Com isso, a participação da produção nacional no abastecimento interno passou de 42% em dezembro de 2025 para 56% em março de 2026.

Na avaliação da Abiquim, medidas de defesa comercial adotadas pelo governo federal ajudaram a conter a entrada de produtos importados com preços considerados artificialmente baixos.

Entre os instrumentos citados pela entidade estão a Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais (DCC) e mecanismos antidumping.

Segmentos de plásticos e fertilizantes lideram crescimento

Todos os segmentos acompanhados pelo relatório apresentaram crescimento na produção durante o trimestre.

Os maiores avanços foram observados nos intermediários para plásticos, com alta de 26% em março na comparação com fevereiro, e nos produtos destinados à fabricação de fertilizantes, que cresceram 10,6% no mesmo intervalo.

As resinas termoplásticas, amplamente utilizadas nos setores de embalagens, construção civil e indústria automotiva, também registraram crescimento de 4%.

Uso da capacidade instalada aumenta no setor

Outro indicador que apresentou melhora foi o nível de utilização da capacidade instalada da indústria química.

Em dezembro de 2025, o setor operava com apenas 49% da capacidade produtiva em uso. Já em março de 2026, o índice subiu para 63%, avanço de 14 pontos percentuais em apenas três meses.

As resinas termoplásticas alcançaram utilização de 70% da capacidade instalada no período.

Custos de energia ainda preocupam indústria química

Apesar da recuperação recente, a Abiquim alerta que o setor ainda enfrenta dificuldades estruturais. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, produção e vendas registraram retração de 4,1%.

No acumulado de 12 meses até março, a produção caiu 7%, enquanto as vendas internas recuaram 8,2%.

A entidade destaca que a redução dos custos de energia elétrica e gás natural será decisiva para garantir crescimento sustentável da indústria química nos próximos anos.

Segundo André Passos Cordeiro, a competitividade do setor depende diretamente do acesso a matérias-primas e energia com preços mais equilibrados.

FONTE: Broadcast
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha PE

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Indústria

Itajaí avança na indústria de defesa com criação de novo polo estratégico

A cidade de Itajaí deu um passo importante para fortalecer sua presença na indústria de defesa brasileira. A Prefeitura, a Fiesc e o Sebrae assinaram um protocolo de intenções para viabilizar a criação do Polo da Indústria da Defesa no município.

O acordo foi formalizado durante a abertura da 4ª edição da SC Expo Defense, Inovação e Tecnologia, em Florianópolis. A proposta busca estimular novos investimentos, incentivar a inovação tecnológica e ampliar a participação de empresas catarinenses em um setor considerado estratégico para a economia nacional.

Polo pretende fortalecer cadeia produtiva do setor

Com a parceria, as instituições envolvidas pretendem unir esforços para impulsionar negócios, fomentar pesquisas e desenvolver a cadeia produtiva ligada às áreas de defesa e segurança.

A iniciativa ganha força porque Itajaí já abriga uma das operações mais relevantes da indústria naval militar do país: o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), conduzido pelo TKMS Brasil Sul.

O projeto é considerado atualmente o maior programa de construção naval militar em execução no Brasil, com investimentos estimados em R$ 12 bilhões. Além disso, o empreendimento gera cerca de 2 mil empregos diretos e mais de 6 mil vagas indiretas na região.

Projeto quer atrair empresas de tecnologia e pesquisa

Além da fabricação das fragatas, o futuro polo industrial pretende ampliar a presença de fornecedores, startups, centros de pesquisa e instituições de ensino voltadas ao segmento de defesa nacional.

A expectativa é criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e serviços voltados às demandas das Forças Armadas e do setor de segurança.

Outro fator considerado estratégico para a implantação do polo é a infraestrutura logística de Itajaí. O município conta com porto, acesso rodoviário e tradição industrial, características vistas como fundamentais para a expansão da atividade econômica.

Prefeitura destaca protagonismo de Itajaí no setor

Segundo o prefeito Robison Coelho, a formalização do protocolo marca um avanço importante para consolidar o município como referência nacional na área de defesa.

De acordo com ele, a cidade já ocupa posição de destaque com a construção das fragatas e agora busca ampliar sua atuação no fornecimento para a base industrial de defesa do país, além de abrir novas oportunidades econômicas para a região.

Indústria de defesa movimenta bilhões na economia

A chamada Base Industrial de Defesa reúne empresas, universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção de equipamentos utilizados pelas Forças Armadas.

O setor engloba a produção de navios, aeronaves, drones, radares, sistemas tecnológicos e diversos componentes estratégicos para operações militares e de segurança.

Dados da Estratégia Nacional de Defesa 2025 apontam que cada R$ 1 investido na indústria de defesa pode gerar aproximadamente R$ 10 no Produto Interno Bruto (PIB). Já aportes de R$ 10 milhões no segmento têm potencial para movimentar cerca de R$ 18,6 milhões na economia de forma direta e indireta.

Em Santa Catarina, o setor movimentou cerca de R$ 211 milhões no último ano, consolidando o estado entre os principais polos brasileiros da área.

Com a criação do novo polo industrial, a expectativa é ampliar a competitividade regional, atrair novos empreendimentos e fortalecer Itajaí como referência nacional em tecnologia de defesa e inovação industrial.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo / Marinha do Brasil

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Indústria

Fim da taxa das blusinhas preocupa indústria e pode afetar empregos, alerta CNI

A decisão do governo federal de acabar com a cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, gerou reação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a entidade, a medida pode prejudicar a indústria brasileira, reduzir postos de trabalho e ampliar a vantagem competitiva de fabricantes estrangeiros, principalmente da China.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a isenção tributária para produtos importados cria um cenário desigual para empresas nacionais, especialmente nos setores de vestuário e comércio.

CNI critica concorrência com produtos estrangeiros

De acordo com a entidade, permitir a entrada de mercadorias importadas sem tributação favorece fabricantes internacionais de baixo custo e impacta diretamente a produção nacional.

A CNI argumenta que a medida beneficia principalmente empresas chinesas que atuam no comércio eletrônico, enquanto indústrias brasileiras continuam sujeitas à elevada carga tributária.

Para Ricardo Alban, a retirada do imposto enfraquece a competitividade da produção interna e desestimula investimentos no país.

Entidade aponta risco para micro e pequenas empresas

A confederação afirma que o fim da cobrança pode atingir principalmente micro e pequenas empresas brasileiras, que enfrentam dificuldades para competir com produtos importados de menor valor.

Segundo a avaliação da CNI, o atual cenário internacional é marcado por disputas comerciais e políticas de proteção econômica adotadas por diversos países. Nesse contexto, a entidade considera contraditória a redução de mecanismos de equilíbrio concorrencial no mercado brasileiro.

Taxação começou em 2023

A cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 começou a ser aplicada em 2023, inicialmente com a incidência do ICMS estadual sobre encomendas vindas do exterior.

Já em 2024, plataformas estrangeiras de comércio eletrônico passaram a recolher também uma alíquota de 20% referente ao imposto federal de importação.

Estudo aponta impacto econômico positivo da taxação

A CNI destacou ainda que estudos recentes indicam que a tributação ajudou a evitar a entrada de cerca de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil.

Segundo a entidade, a medida também contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e movimentar aproximadamente R$ 20 bilhões na economia nacional.

A confederação reforçou que não é contrária às importações, mas defende regras equilibradas de concorrência entre produtos nacionais e estrangeiros.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Indústria

Escassez de ácido sulfúrico ameaça indústria global e pressiona agronegócio e tecnologia

A intensificação do conflito no Oriente Médio e as restrições no Estreito de Ormuz provocaram uma forte turbulência no mercado internacional de ácido sulfúrico, considerado um dos insumos mais importantes da economia mundial. Conhecido como o “sangue da indústria”, o composto químico é essencial para diversos setores produtivos e sua falta já acende um alerta em cadeias estratégicas ao redor do planeta.

Crise afeta fertilizantes, chips e baterias

A redução na oferta global do produto impacta diretamente a fabricação de fertilizantes agrícolas, elevando os custos de produção no campo e pressionando os preços dos alimentos. Ao mesmo tempo, segmentos ligados à tecnologia, como a produção de semicondutores e chips eletrônicos, também enfrentam dificuldades de abastecimento.

Outro setor atingido é a mineração de metais utilizados em baterias elétricas, fundamentais para a indústria de veículos eletrificados e armazenamento de energia. Especialistas apontam que o problema deixou de ser regional e se transformou em uma ameaça global para a segurança industrial e econômica.

Dependência logística expõe fragilidade do mercado

A crise também revelou a vulnerabilidade das cadeias internacionais de suprimentos e a forte dependência de rotas comerciais consideradas estratégicas. Empresas de diferentes países passaram a enfrentar aumento expressivo nos custos operacionais para garantir o fornecimento mínimo do insumo químico.

Em vários mercados, indústrias já operam sob risco de paralisações e redução de produção, cenário que compromete margens de lucro e amplia a insegurança em setores considerados essenciais para a economia global.

Estratégia e diversificação ganham importância em 2026

Diante do cenário de instabilidade, cresce a pressão para que empresas adotem medidas de resiliência estratégica. Entre as alternativas avaliadas estão a diversificação de fornecedores, a busca por substitutos químicos e o fortalecimento de parcerias regionais para reduzir a dependência de mercados instáveis.

A nova realidade do comércio internacional reforça a necessidade de adaptação rápida das companhias frente à fragilidade das commodities essenciais e aos riscos geopolíticos que impactam diretamente a indústria mundial.

FONTE: Maxiquim
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Indústria

Itajaí se destaca na indústria de defesa e atrai interesse internacional

A cidade de Itajaí reforçou seu papel como novo polo da indústria de defesa no Brasil após receber uma comitiva com 22 embaixadores estrangeiros. A visita, realizada na última semana, evidenciou o potencial do município para atrair investimentos internacionais e ampliar parcerias estratégicas.

Projeto das fragatas chama atenção de diplomatas

Durante a agenda, representantes de diversos países conheceram de perto o projeto das fragatas classe Tamandaré, desenvolvido para a Marinha do Brasil no TKMS Estaleiro Brasil Sul, localizado no bairro Murta.

A iniciativa despertou o interesse de nações como Eslováquia e Coreia do Sul, que identificaram oportunidades de cooperação industrial e tecnológica com empresas brasileiras.

Parcerias internacionais ganham força

A embaixadora da Eslováquia no Brasil, Katarina Tonkova, destacou o potencial de colaboração entre empresas eslovacas e catarinenses. Segundo ela, setores como logística, metal-mecânico e automotivo apresentam forte sinergia entre os dois países, abrindo caminho para futuras parcerias comerciais.

Já o embaixador da Coreia do Sul, Young Han Choi, ressaltou a relevância estratégica do projeto naval brasileiro. Ele apontou possibilidades de cooperação tecnológica, compartilhamento de conhecimento e novos investimentos no segmento de defesa.

Itajaí ganha visibilidade global

A visita internacional consolida Itajaí como um centro emergente da indústria naval e de defesa, com capacidade de gerar empregos qualificados e fortalecer a economia regional.

O CEO do consórcio Águas Azuis, Fernando Queiroz, afirmou que o programa das fragatas projeta a cidade no cenário global, destacando o avanço tecnológico e a produção nacional de alto nível.

Setor estratégico para economia e tecnologia

Para o presidente do Conselho de Defesa da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, César Olsen, o setor possui importância estratégica não apenas para Itajaí, mas também para Santa Catarina e o Brasil.

Segundo ele, iniciativas como essa demonstram a capacidade da indústria brasileira de competir globalmente, impulsionando inovação, desenvolvimento tecnológico e crescimento econômico.

FONTE: CWA Clipping
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikipédia

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Indústria

Argentina amplia Regime de Aduana em Factoría e impulsiona competitividade industrial

O governo da Argentina anunciou a ampliação do Regime de Aduana em Factoría (RAF), que agora passa a contemplar todos os setores produtivos. Antes restrito quase exclusivamente à indústria automotiva, o modelo foi flexibilizado para alcançar empresas de diferentes segmentos, eliminando barreiras burocráticas que limitavam sua adesão.

A iniciativa busca fortalecer o comércio exterior argentino e aumentar a competitividade das indústrias locais no cenário internacional.

Benefício reduz custos e melhora fluxo de caixa

Com a mudança, as empresas poderão realizar a importação de insumos sem a necessidade de pagamento imediato de tributos. O principal diferencial do regime está no diferimento ou isenção de impostos, dependendo do destino do produto final.

Na prática:

  • Se o produto for exportado, não há cobrança de tributos sobre os insumos
  • Se for destinado ao mercado interno, os impostos são pagos apenas no momento da venda

Esse modelo funciona como um mecanismo de gestão financeira, permitindo reduzir custos operacionais e evitar a imobilização de capital em tributos antecipados.

Estímulo à produção com valor agregado

O regime exige que os insumos importados sejam utilizados em processos que gerem valor agregado nacional, incentivando a industrialização interna. A medida também favorece o aumento da eficiência produtiva e a integração às cadeias globais.

Menos burocracia e mais acesso para pequenas empresas

Outro ponto central da reformulação é a eliminação de exigências anteriores, como acordos setoriais complexos e metas específicas de emprego. Essas condições dificultavam o acesso ao programa, especialmente para pequenas e médias empresas.

Com a simplificação promovida pelo governo, a expectativa é ampliar a participação das PMEs no comércio internacional, tornando o sistema mais inclusivo e dinâmico.

Impactos na logística e no comércio exterior

A flexibilização do regime aduaneiro deve impulsionar a atividade industrial e aumentar a movimentação no setor logístico. Especialistas avaliam que a medida contribui para tornar a Argentina mais competitiva frente a outros mercados.

Além disso, a possibilidade de planejar melhor a compra de insumos no exterior traz mais previsibilidade às operações e melhora o desempenho das empresas na cadeia de suprimentos.

Estratégia para fortalecer exportações

A ampliação do Regime de Aduana em Factoría faz parte de uma estratégia mais ampla de desburocratização e modernização do ambiente de negócios. O objetivo é transformar a indústria argentina em uma plataforma exportadora mais eficiente, com menor carga tributária e maior agilidade operacional.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Indústria

Preço de matérias-primas dispara com guerra no Oriente Médio e pressiona indústria, aponta CNI

A recente escalada de tensões no Oriente Médio provocou aumento significativo no custo das matérias-primas industriais, impactando diretamente o setor produtivo. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, o índice que mede a evolução dos preços desses insumos saltou de 55,3 para 66,1 pontos entre o último trimestre de 2025 e o primeiro de 2026.

O resultado representa o maior nível desde 2022 e reflete a pressão exercida pela valorização do petróleo e de outros insumos essenciais.

Juros altos e custos elevam pressão financeira

Além da alta nos insumos, as empresas enfrentam dificuldades financeiras. O indicador de satisfação com a situação financeira recuou para 47,2 pontos, enquanto o índice de lucro operacional caiu para 41,9 pontos, atingindo um dos níveis mais baixos desde o período da pandemia.

O acesso ao crédito também piorou, chegando a 39 pontos — patamar considerado baixo e que evidencia obstáculos para financiamento das operações industriais.

Matéria-prima vira principal preocupação do setor

A carga tributária segue como o principal problema apontado pelos empresários, mas a preocupação com o custo e a disponibilidade de matérias-primas avançou rapidamente, passando a ocupar a segunda posição no ranking.

Segundo a CNI, esse movimento está diretamente ligado ao cenário internacional, com reflexos da guerra elevando os preços de insumos estratégicos e afetando o caixa das empresas.

Produção industrial mostra reação em março

Apesar do cenário desafiador, a atividade industrial apresentou recuperação em março. O índice de produção subiu para 53,7 pontos, indicando crescimento após meses de retração.

A utilização da capacidade instalada também avançou, alcançando 69%, acima da média histórica para o período. Ainda assim, os estoques permanecem abaixo do nível considerado ideal pelos empresários.

Emprego segue em queda, mas ritmo desacelera

O nível de emprego na indústria continua em retração, embora com menor intensidade. O indicador subiu levemente, mas permanece abaixo da linha de equilíbrio, acumulando mais de um ano de queda no número de trabalhadores.

Expectativas melhoram, mas investimentos recuam

Os sinais positivos na produção contribuíram para uma leve melhora nas expectativas industriais. Empresários projetam aumento da demanda, das exportações e da compra de insumos nos próximos meses.

Por outro lado, a intenção de investimento caiu pelo quarto mês consecutivo, influenciada pelo cenário externo incerto e pelos juros elevados.

Levantamento ouviu mais de 1,4 mil empresas

A Sondagem Industrial da CNI foi realizada com 1.406 empresas de diferentes portes entre os dias 1º e 13 de abril de 2026, oferecendo um panorama atualizado dos desafios e perspectivas da indústria brasileira.

FONTE: Agência de Notícias da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Iano Andrade/CNI

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Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Indústria

Indústria têxtil da Argentina enfrenta crise com queda na produção e avanço das importações

A indústria têxtil argentina vive um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos, pressionada pela forte entrada de importações de vestuário e pela retração da atividade interna. Dados de entidades do setor indicam queda acentuada na produção, redução no uso da capacidade instalada e impactos crescentes no emprego.

Produção despenca e atinge menor nível da série

O índice de produção industrial têxtil registrou recuo de 23,9% em janeiro na comparação anual, alcançando o nível mais baixo desde o início da série, em 2016. As informações constam em relatório da Federação das Indústrias Têxteis Argentinas (FITA).

A retração foi mais intensa em segmentos como tecidos, acabamentos e fios de algodão, com quedas superiores a 30%. No mesmo período, a indústria manufatureira como um todo apresentou redução mais moderada, de 3,2%.

Capacidade ociosa e perda de competitividade

O enfraquecimento do setor já vinha sendo observado. Segundo a Fundação Pro Tejer, a produção têxtil está 27,8% abaixo do nível de dois anos atrás.

O uso da capacidade instalada reforça o cenário crítico: em janeiro de 2026, o setor operava com apenas 24% do potencial produtivo, bem distante da média da indústria geral, de 53,6%.

Emprego encolhe e perdas se acumulam

A crise também atinge o mercado de trabalho. Os segmentos de têxteis, vestuário, couro e calçados eliminaram cerca de 12 mil empregos formais no último ano, totalizando 100 mil postos em dezembro de 2025.

Desde o fim de 2023, as perdas superam 20 mil vagas. De acordo com a Pro Tejer, o setor lidera a queda proporcional de empregos entre as atividades privadas do país.

E-commerce cresce, mas favorece importados

Enquanto o mercado interno enfraquece, o comércio eletrônico na Argentina avança rapidamente. Em 2025, o setor cresceu 55%, acima da inflação de 31,5%.

No entanto, esse crescimento tem sido puxado por compras internacionais: 47% dos consumidores online já adquirem produtos do exterior. Plataformas como Temu, Shein e Amazon ganham espaço e intensificam a concorrência com a produção local.

Empresas argentinas já sentem os efeitos dessa mudança. Dados da plataforma Tiendanube apontam queda de 14% no faturamento nominal do segmento de vestuário não esportivo. Além disso, 88% das pequenas e médias empresas indicam retração nas vendas como principal desafio.

Importações avançam e pressionam indústria local

Os números de comércio exterior mostram uma mudança estrutural. As importações de roupas prontas cresceram 54% em volume e 27% em valor em fevereiro. No acumulado do ano, o avanço chega a 82% em toneladas.

Por outro lado, as compras externas de insumos têxteis — como fios e tecidos — caíram mais de 35% em volume, indicando redução da atividade produtiva local.

Dados logísticos também apontam aumento de 39% na movimentação de contêineres (TEUs) ligados ao setor de vestuário.

Subfaturamento e concorrência desleal preocupam

A FITA alerta ainda para práticas de subfaturamento nas importações, com mais de 70% dos produtos declarados abaixo de valores históricos — em alguns casos, inferiores ao custo da matéria-prima.

Exemplos incluem camisetas de algodão com preços irrisórios e jeans importados por valores muito baixos, o que distorce a concorrência e prejudica os fabricantes locais.

Rentabilidade negativa agrava cenário

Apesar da pressão, os preços ao consumidor não acompanham os custos da indústria. Em fevereiro de 2026, a categoria de vestuário, couro e calçados ficou estável.

Segundo a Pro Tejer, esse comportamento reflete margens negativas, com empresas vendendo abaixo do custo em meio à queda do consumo e ao avanço dos produtos importados.

FONTE: Forbes Argentina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Indústria

Faturamento da indústria cresce 4,9% em fevereiro, mas cenário ainda é de cautela

O faturamento da indústria de transformação registrou avanço de 4,9% em fevereiro, segundo os indicadores industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado vem após alta de 1,3% em janeiro, acumulando crescimento de 6,2% frente a dezembro de 2025.

Apesar da sequência positiva, o desempenho ainda não sinaliza uma recuperação sólida do setor. A avaliação é de que o avanço recente reflete, principalmente, uma base de comparação mais baixa.

Comparação anual mostra queda significativa

Na análise do primeiro bimestre de 2026, o cenário é menos favorável. O faturamento industrial apresentou retração de 8,5% em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando a continuidade das dificuldades enfrentadas pela indústria desde o segundo semestre do ano passado.

De acordo com especialistas da CNI, ainda é prematuro afirmar uma reversão da tendência negativa, já que os resultados positivos recentes não representam uma mudança estrutural no ambiente econômico.

Produção industrial tem leve recuperação

As horas trabalhadas na produção cresceram 0,7% em fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de alta. Mesmo assim, o indicador recupera apenas parte das perdas acumuladas ao longo de 2025.

Na comparação anual, houve queda de 2,7% no volume de horas trabalhadas, reforçando o ritmo ainda moderado da atividade industrial.

Capacidade instalada segue estável

A utilização da capacidade instalada (UCI) permaneceu praticamente inalterada, passando de 77,5% em janeiro para 77,3% em fevereiro. No acumulado do primeiro bimestre, o nível está 1,6 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Mercado de trabalho industrial sem avanços

Os dados ligados ao emprego na indústria mostram estabilidade. Em fevereiro, houve leve recuo de 0,1% no número de trabalhadores, com queda acumulada de 0,4% no ano em comparação ao mesmo intervalo de 2025.

Já a massa salarial segue em nível elevado, sustentada pelos bons resultados do segundo semestre do ano passado. No acumulado de 2026, o indicador registra alta de 0,9% na comparação anual.

O rendimento médio dos trabalhadores também apresentou crescimento, com avanço de 1,4% no mesmo período.

Perspectivas ainda moderadas para o setor

Embora alguns indicadores apontem melhora pontual, o cenário da indústria brasileira ainda exige cautela. A recuperação mais consistente dependerá de fatores como demanda interna, condições macroeconômicas e continuidade dos investimentos produtivos.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro / CNI

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