Indústria

Dexco encerra produção de louças sanitárias em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco

O conselho de administração da Dexco aprovou, nesta segunda-feira, o encerramento das atividades industriais de sua unidade de louças sanitárias em Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco. A decisão foi comunicada pela companhia em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Dexco busca ampliar eficiência e competitividade

Segundo a empresa, a medida faz parte da estratégia de transformação do negócio de louças sanitárias, com foco no fortalecimento da competitividade, na melhoria da eficiência operacional e no aumento da rentabilidade e da sustentabilidade a longo prazo.

A companhia informou ainda que pretende concentrar a produção em segmentos nos quais a marca Deca apresenta maior potencial de diferenciação e geração de valor.

Unidade de Jundiaí receberá parte da produção

Apesar do encerramento das operações em Pernambuco, a Dexco destacou que o segmento de louças sanitárias continuará sendo relevante para seu portfólio.

Parte da produção atualmente realizada em Cabo de Santo Agostinho será transferida para a unidade de Jundiaí, em São Paulo. A fábrica paulista recebeu, nos últimos anos, investimentos em automação industrial, tecnologia e modernização, fatores que contribuirão para absorver parte das atividades da unidade pernambucana.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Indústria

Salão do Automóvel de Paris evidencia disputa entre montadoras europeias e chinesas

A crescente concorrência entre montadoras europeias e chinesas dominou a abertura do Salão do Automóvel de Paris, na segunda-feira (12). Em meio à expansão das fabricantes asiáticas no mercado europeu, empresas tradicionais apostam em novos modelos, veículos elétricos e mudanças nas estratégias de produção para recuperar competitividade, enquanto buscam maior apoio da União Europeia.

O evento começou poucos dias depois de Bruxelas anunciar um entendimento com Pequim para limitar as importações de veículos híbridos chineses para o bloco. Segundo um funcionário da Comissão Europeia, a proposta prevê um teto de 350 mil unidades por ano, embora os detalhes ainda estejam em fase de definição.

A iniciativa foi recebida positivamente por fabricantes europeus, mas representantes do setor afirmam que medidas adicionais serão necessárias para enfrentar os custos de produção e as exigências ambientais.

União Europeia busca conter avanço dos carros chineses

O presidente-executivo da Stellantis, Antonio Filosa, classificou o entendimento entre a União Europeia e a China como um marco positivo. Ao mesmo tempo, defendeu medidas do governo italiano para reduzir os elevados custos de energia e pediu que Bruxelas acelere as decisões sobre as regras de emissões de carbono.

François Provost, presidente-executivo da Renault, também manifestou apoio à iniciativa. Para ele, a entrada crescente de veículos híbridos chineses no mercado europeu não é sustentável, e um acordo negociado representa uma alternativa preferível a uma guerra comercial.

Do lado chinês, Zhao Fei, presidente da Changan, demonstrou pouca preocupação com as possíveis restrições. Segundo o executivo, eventuais exigências de conteúdo local, associadas à política de produção Made in Europe, poderão ser atendidas com a instalação de fábricas no continente.

A estratégia indica que, mesmo diante de barreiras comerciais, as fabricantes chinesas pretendem manter seus planos de expansão na Europa.

Marcas chinesas ampliam presença no Salão de Paris

A edição deste ano reúne cerca de 20 marcas chinesas, entre elas BYD, Chery e Changan, o dobro da presença registrada no evento de 2024.

As empresas buscam conquistar consumidores europeus em um cenário de concorrência acirrada e desaceleração da demanda doméstica chinesa. Nos últimos três anos, as fabricantes do país ampliaram rapidamente sua participação no mercado europeu.

Dados da alfândega chinesa indicam que as exportações de veículos híbridos para os 27 países da União Europeia triplicaram, alcançando US$ 7,5 bilhões no primeiro semestre de 2026.

Segundo analistas da Jefferies, a BYD, a Chery e a MG, marca controlada pela estatal chinesa SAIC, poderão sentir os efeitos das novas restrições com maior intensidade. Juntas, as três responderam por 90% das vendas de híbridos de marcas chinesas na União Europeia nos primeiros oito meses de 2026.

A BYD reconheceu que o acordo representa uma pressão no curto prazo, mas reiterou seu compromisso com o mercado europeu.

Volkswagen enfrenta queda nas entregas de veículos

Enquanto as marcas chinesas ampliam suas operações no exterior, fabricantes tradicionais enfrentam dificuldades em mercados importantes.

A Volkswagen informou, na segunda-feira, que suas entregas globais recuaram 14,3% no terceiro trimestre. Foi a maior queda trimestral da montadora em quatro anos, atribuída principalmente à nova retração da demanda na China, seu principal mercado.

A empresa também registrou redução nas entregas na América do Norte e na Europa Ocidental, evidenciando os desafios enfrentados pela indústria automobilística em diferentes regiões.

Diante desse cenário, as fabricantes europeias têm acelerado o lançamento de modelos e investido em novas tecnologias para recuperar espaço entre os consumidores.

Stellantis aposta em novos modelos e veículos elétricos

A Stellantis levou ao Salão de Paris seis novos modelos de suas marcas europeias, além de nove carros-conceito. A iniciativa integra os esforços do grupo para fortalecer sua posição no mercado regional.

Na véspera da abertura, Filosa apresentou uma versão elétrica de proposta acessível e estilo retrô do Citroën 2CV, descrita pelo executivo como uma reinvenção de um ícone europeu.

A empresa também pretende reduzir os prazos de desenvolvimento de veículos, adotando práticas inspiradas na velocidade de execução das fabricantes chinesas.

Segundo o diretor de tecnologia da Stellantis, Ned Curic, o grupo planeja produzir pequenos carros elétricos na Itália utilizando uma plataforma desenvolvida em parceria com a chinesa Leapmotor.

A Renault também anunciou planos de expansão. Fabrice Cambolive, responsável pela área de crescimento da companhia, afirmou que a montadora poderá elevar em pelo menos 50% a produção de veículos elétricos na França nos próximos 12 meses.

Fabricantes chinesas planejam produzir carros na Europa

A presença no Salão de Paris também serve como vitrine para os planos de expansão industrial das empresas chinesas.

Além de marcas já conhecidas, como BYD e Chery, a feira deste ano recebe a Aito. A Changan, por sua vez, prepara a entrada das marcas Nevo e Avatr no mercado europeu.

Zhao Fei afirmou que a Changan negocia com fabricantes para viabilizar a produção de veículos no continente. A expectativa da empresa é fabricar seu primeiro automóvel na Europa no início de 2027.

A BYD também avalia a possibilidade de construir uma fábrica na França, segundo declaração da vice-presidente executiva da companhia, Stella Li, à emissora BFM TV.

A instalação de unidades produtivas no mercado europeu pode ajudar as fabricantes chinesas a reduzir a exposição às tarifas de importação e a se adaptar às futuras exigências de conteúdo local.

Tarifas e regras de conteúdo local mudam estratégia do setor

Em outubro de 2024, a União Europeia impôs tarifas adicionais sobre veículos totalmente elétricos fabricados na China. Desde então, o bloco também avançou nas discussões sobre regras conhecidas como Made in Europe, que preveem níveis mínimos de conteúdo local para que veículos elétricos tenham acesso a parcelas relevantes do mercado europeu.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou durante o evento que um acordo entre França e Alemanha sobre essas disposições estava próximo de ser concluído.

Antecipando possíveis mudanças regulatórias, montadoras chinesas têm procurado estabelecer bases de produção no continente, inclusive por meio de parcerias com fabricantes já instalados.

Em julho, a Geely anunciou que produziria SUVs elétricos em uma fábrica da Ford na Espanha.

Em outro movimento de cooperação internacional, a indiana Tata Motors Passenger Vehicles e a Stellantis comunicaram a ampliação de sua parceria para incluir tecnologia e desenvolvimento de produtos. O plano prevê a fabricação de veículos na Índia destinados a mais de 50 mercados globais.

Crise no mercado chinês aumenta pressão por exportações

A expansão internacional tornou-se ainda mais importante para as montadoras chinesas diante do enfraquecimento das vendas domésticas.

Segundo os dados apresentados na reportagem, as vendas de automóveis na China recuaram 20% no primeiro semestre de 2026, aumentando a pressão sobre as fabricantes para encontrar consumidores em outros países.

Com o mercado norte-americano praticamente fechado para a indústria automobilística chinesa, a Europa ganhou importância como destino das exportações.

François Roudier, secretário-geral da Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores, destacou a dependência das empresas chinesas em relação ao mercado europeu. Na avaliação dele, a perda desse destino comercial poderia comprometer a rentabilidade das fabricantes, que encontram dificuldades para compensar essa ausência em outras regiões.

A disputa no Salão de Paris, portanto, vai além do lançamento de novos modelos. O evento reflete uma transformação estrutural da indústria automobilística global, na qual tarifas, inovação tecnológica, custos de produção e localização das fábricas se tornaram fatores decisivos para a competitividade.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessie

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Indústria

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 953,2 milhões para impulsionar indústria naval na Bahia

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 953,2 milhões em investimentos para fortalecer a indústria naval do Nordeste. A decisão foi tomada durante a 64ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada na última quinta-feira (8), e contempla quatro projetos voltados à construção de 13 embarcações na Bahia.

As iniciativas serão executadas no estaleiro Belov Offshore Industrial, localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A expectativa é de que os empreendimentos gerem 750 empregos diretos, além de movimentar fornecedores e prestadores de serviços ligados à cadeia produtiva naval.

Os projetos incluem empurradores fluviais, rebocadores portuários e balsas destinadas ao transporte de cargas e ao apoio marítimo.

Construção de empurradores terá investimento de R$ 402,7 milhões

A maior parcela dos recursos aprovados, de R$ 402,7 milhões, será destinada à LHG Logística para a construção de quatro empurradores fluviais. O projeto tem prazo de execução de quatro anos e previsão de criação de 300 postos de trabalho diretos.

As embarcações serão utilizadas no transporte de minérios pelos rios Paraguai e Paraná, em um trajeto que liga Corumbá, no Mato Grosso do Sul, a Nueva Palmira, no Uruguai.

No destino, a carga será transferida para navios de longo curso, responsáveis pelo transporte dos produtos ao mercado internacional.

Embora a operação logística esteja concentrada fora do Nordeste, a fabricação dos equipamentos na Bahia amplia a participação dos estaleiros regionais na cadeia de exportação mineral.

SAAM Towage investirá R$ 343,85 milhões em rebocadores

Dois projetos apresentados pela SAAM Towage Brasil receberam aprovação para a construção de seis rebocadores portuários, com investimentos combinados de R$ 343,85 milhões. A previsão é de geração de outros 300 empregos diretos.

A primeira iniciativa prevê a fabricação de quatro embarcações, com orçamento de R$ 223,35 milhões e prazo de execução de 36 meses.

O segundo projeto contempla dois rebocadores, com investimento de R$ 120,5 milhões e conclusão prevista em até 18 meses. Essas unidades contarão com motores projetados para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂).

Os rebocadores são fundamentais para auxiliar navios durante manobras de atracação e desatracação, contribuindo para a segurança e a eficiência das atividades portuárias. Os projetos aprovados, entretanto, não especificam os portos onde as embarcações serão empregadas.

Belov Engenharia terá R$ 206,7 milhões para construir três embarcações

A Belov Engenharia também teve um projeto aprovado, no valor de R$ 206,7 milhões, para ampliar sua frota. A iniciativa prevê a construção de três embarcações, com prazo de execução de 20 meses e expectativa de gerar 150 empregos diretos.

O plano inclui duas balsas de 60 metros, destinadas ao transporte de carga geral e a atividades de apoio marítimo, além de uma balsa autoelevatória, equipamento utilizado em operações de suporte no mar e em atividades offshore.

Assim como nos demais projetos, não foram divulgados os locais onde as embarcações deverão atuar.

Investimentos fortalecem a indústria naval do Nordeste

A aprovação dos recursos pelo Fundo da Marinha Mercante representa um estímulo à indústria naval da Bahia e ao desenvolvimento econômico regional. A construção das embarcações deve beneficiar não apenas os estaleiros, mas também empresas fornecedoras de materiais, equipamentos e serviços especializados.

Além da geração de empregos, os investimentos podem ampliar a circulação de renda e criar oportunidades de qualificação profissional, contribuindo para o desenvolvimento de mão de obra especializada no setor.

O financiamento também favorece a expansão da capacidade produtiva dos estaleiros brasileiros e a modernização da infraestrutura industrial. Com isso, a indústria naval nordestina poderá atender à demanda de diferentes segmentos econômicos, inclusive de operações realizadas em outras regiões do país e no exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Estaleiro Belov

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Indústria

Indústria de brinquedos de Santa Catarina reúne 69 empresas e exporta para 25 países

A indústria de brinquedos de Santa Catarina conta com 69 empresas, gera centenas de empregos e mantém presença no mercado internacional, com exportações destinadas a 25 países. De acordo com levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), as vendas externas do setor alcançaram US$ 817,2 mil em 2025.

A atividade emprega 692 trabalhadores distribuídos por 13 municípios catarinenses. Blumenau lidera em número de postos de trabalho, com 347 profissionais, seguida por Joinville, com 177, e Florianópolis, com 45.

A produção estadual abrange uma variedade de artigos, incluindo brinquedos de madeira, carrinhos, quebra-cabeças, jogos educativos e produtos de entretenimento eletrônico.

Exportações de brinquedos catarinenses têm foco na América do Sul

Os países vizinhos concentram a maior parte das vendas internacionais do segmento. Em 2025, Paraguai, Argentina e Uruguai foram os principais mercados compradores de brinquedos e artigos relacionados fabricados em Santa Catarina.

Juntos, os três destinos responderam por 78,8% das exportações estaduais do setor, evidenciando a relevância do mercado sul-americano para a indústria catarinense.

Brinquedos e jogos diversos lideram as vendas externas

Os brinquedos e jogos diversos representaram a maior parcela das exportações do segmento em 2025, correspondendo a 89,4% do valor total comercializado no exterior.

Essa categoria reúne produtos como carrinhos, conjuntos de montar, quebra-cabeças e brinquedos confeccionados em madeira, refletindo a diversidade da fabricação estadual.

Consoles e jogos eletrônicos ganham espaço nas exportações

Os dados mais recentes também apontam mudanças na participação dos diferentes produtos vendidos ao exterior. Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações catarinenses de consoles e máquinas de videogame totalizaram US$ 301,1 mil.

No mesmo período, os embarques de brinquedos e jogos diversos somaram US$ 298,2 mil. Com isso, os produtos eletrônicos superaram essa categoria em valor exportado, indicando a relevância desse segmento no comércio exterior da indústria de brinquedos de Santa Catarina.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Indústria

FIESC leva empresários catarinenses à China para conhecer polos industriais e de inovação

Uma delegação de empresários e representantes da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) iniciou, nesta terça-feira (13), uma missão empresarial à China, com duração prevista de aproximadamente duas semanas. A iniciativa busca ampliar as conexões comerciais e aproximar a indústria catarinense dos principais centros de tecnologia, inovação e produção industrial chineses.

Missão empresarial inclui feira internacional e visitas técnicas

Organizada pela FIESC, a programação reúne participação na Canton Fair, workshops com especialistas do ambiente empresarial chinês e visitas técnicas a empresas de destaque internacional. A agenda também contempla atividades culturais e encontros de networking com empresários brasileiros e chineses, criando oportunidades para novas parcerias e negócios.

Ao todo, 24 empresários catarinenses participam da missão, que percorre quatro importantes centros econômicos e tecnológicos da China.

Quatro polos industriais e tecnológicos estão no roteiro

A programação foi estruturada para apresentar diferentes setores estratégicos da economia chinesa. Em Guangzhou, os participantes acompanham a Canton Fair, uma das principais atrações da agenda empresarial.

Em Shenzhen, a delegação conhecerá o ecossistema de inovação local, com ênfase em tecnologia, eletrônicos e manufatura inteligente. Já em Shanghai, o foco será o ambiente de negócios internacionais, a inovação e a indústria avançada.

A última frente de visitas inclui Hangzhou, reconhecida por seu ecossistema digital e pelas iniciativas de transformação industrial.

Delegação reúne diferentes segmentos da indústria catarinense

Os representantes de Santa Catarina vêm de áreas variadas da atividade industrial. Entre os segmentos presentes estão fabricantes de máquinas injetoras e equipamentos, empresas de automação industrial, negócios ligados à inovação, além dos setores de parafusos e madeira.

A diversidade dos participantes permite explorar possibilidades de cooperação em diferentes cadeias produtivas, além de identificar tendências e oportunidades aplicáveis à indústria do estado.

Exportações para a China crescem no primeiro semestre

A aproximação com o mercado chinês ocorre em um contexto de relevância comercial para Santa Catarina. A China representa 10,6% das exportações catarinenses, consolidando-se como um dos destinos importantes para os produtos do estado.

No primeiro semestre deste ano, as vendas catarinenses ao país asiático registraram alta de 10,4%, alcançando US$ 649,1 milhões.

Nesse cenário, a missão empresarial busca fortalecer as relações comerciais, ampliar o acesso a novos mercados e aproximar empresas catarinenses de oportunidades nos setores de tecnologia, inovação e indústria avançada.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Indústria

Anfavea eleva previsão de crescimento da produção de veículos no Brasil para 6,7% em 2026

A produção de veículos no Brasil deve crescer 6,7% em 2026, segundo nova projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa, que era de 5,8% em junho, foi revisada para cima após o desempenho do setor superar as expectativas nos primeiros meses do ano.

Caso a previsão se confirme, as montadoras brasileiras deverão produzir 2,82 milhões de veículos até dezembro. O volume será o maior registrado em sete anos, indicando uma recuperação da indústria automotiva aos patamares anteriores à pandemia.

A revisão positiva está relacionada principalmente ao aquecimento do mercado interno, que tem impulsionado a procura por automóveis, utilitários leves, caminhões e ônibus.

Venda de veículos deve atingir maior volume em 12 anos

A Anfavea também aumentou a estimativa para o crescimento das vendas de veículos novos no mercado brasileiro. A projeção passou de 12,1% para 15,2% em 2026.

Com isso, a expectativa é que sejam comercializadas 3,1 milhões de unidades ao longo do ano, considerando automóveis de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Se confirmado, será o maior volume de vendas em 12 anos.

O avanço das comercializações reforça a importância da demanda doméstica para o desempenho da indústria automobilística, mesmo diante de desafios relacionados aos custos de financiamento e à concorrência com veículos importados.

Importação de carros limita avanço da produção nacional

Apesar da perspectiva de aumento na fabricação, a produção das montadoras brasileiras não acompanha o mesmo ritmo de crescimento esperado para as vendas.

Um dos fatores que explicam essa diferença é a maior participação dos veículos importados no mercado nacional, especialmente os modelos provenientes da China.

Com mais automóveis estrangeiros disponíveis para os consumidores, parte da demanda interna deixa de ser atendida pela produção das fábricas instaladas no Brasil.

Outro obstáculo é a retração das exportações, principalmente para a Argentina, principal destino dos veículos brasileiros enviados ao exterior. A redução das compras pelo mercado argentino afeta diretamente o desempenho das montadoras nacionais.

Anfavea prevê queda de 17,7% nas exportações

As perspectivas para o comércio externo do setor automotivo ficaram mais negativas. A entidade passou a projetar uma redução de 17,7% nas exportações de veículos em 2026, com embarques estimados em 435 mil unidades.

Na previsão anterior, a queda esperada era menor, de 12,8%.

A revisão evidencia as dificuldades enfrentadas pela indústria brasileira para ampliar suas vendas internacionais, sobretudo diante da diminuição da demanda em mercados importantes da América do Sul.

O cenário contrasta com as expectativas mais favoráveis para o consumo interno e mostra que o crescimento do setor depende também da recuperação dos mercados compradores de veículos fabricados no país.

Juros elevados continuam pressionando o setor automotivo

Embora o mercado de trabalho apresente baixo desemprego e a economia conte com estímulos fiscais que favorecem o consumo, o custo do crédito continua sendo um ponto de atenção para a indústria automobilística.

A direção da Anfavea destacou que a taxa Selic permanece elevada e vem recuando em ritmo inferior ao esperado pelo mercado no início do ano.

Os juros altos podem encarecer os financiamentos e dificultar a aquisição de veículos, especialmente em um segmento no qual o crédito tem papel relevante nas decisões de compra.

Assim, apesar da revisão positiva das projeções de produção e vendas, a indústria automotiva brasileira segue exposta a fatores como o custo do financiamento, a concorrência dos importados e a desaceleração das exportações.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Indústria

Confiança da indústria no Brasil cai pelo terceiro mês seguido em setembro, diz FGV

A confiança da indústria brasileira recuou pelo terceiro mês consecutivo em setembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. A queda foi disseminada entre os diferentes segmentos pesquisados e indica uma percepção mais negativa dos empresários sobre o desempenho do setor.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) registrou baixa de 2,4 pontos em relação a agosto, chegando a 91,3 pontos.

Avaliação sobre o cenário atual também piora

O Índice de Situação Atual (ISA), que acompanha a percepção dos empresários sobre as condições presentes da indústria, caiu 1,3 ponto e ficou em 93,6 pontos.

Esse foi o menor nível do indicador desde dezembro de 2025, de acordo com a FGV.

Para Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE, os dados continuam mostrando sinais de enfraquecimento da demanda e aumento dos estoques, movimento observado nos últimos três meses.

Segundo o economista, esse cenário eleva a possibilidade de as empresas promoverem ajustes nos níveis de produção diante de uma demanda menos aquecida.

Expectativas para os próximos meses recuam

A percepção dos empresários sobre o futuro também apresentou deterioração. O Índice de Expectativas (IE) caiu 3,4 pontos em setembro, para 89,2 pontos.

O resultado representa o nível mais baixo do indicador desde novembro de 2025 e reforça a cautela do setor industrial em relação aos próximos meses.

De acordo com Pacini, as projeções para a produção industrial apontam para a continuidade da desaceleração da atividade econômica durante o segundo semestre.

Selic elevada limita recuperação da indústria

Na avaliação da FGV, o ambiente econômico continua impondo obstáculos a uma recuperação mais consistente da confiança empresarial.

Entre os fatores apontados está a política monetária restritiva, com a Selic em 13,75%, além de um cenário de maior incerteza. Segundo Pacini, esse ambiente tende a ficar ainda mais complexo com a aproximação das eleições.

A combinação de juros elevados, menor dinamismo da demanda e maior incerteza mantém a indústria brasileira em um cenário de cautela, refletido tanto na avaliação das condições atuais quanto nas expectativas para os próximos meses.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Rafael Martins

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Indústria

FIESC discute transformação digital da indústria com comitiva da Espanha

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) recebeu, na quinta-feira (24), representantes da Câmara de Comércio Brasil-Espanha para discutir oportunidades de ampliar a cooperação entre Santa Catarina e o país europeu. Entre os principais assuntos do encontro esteve a transformação digital na indústria, especialmente entre empresas de pequeno e médio porte.

Espanha pode ampliar parceria com Santa Catarina

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a relação construída ao longo dos anos entre Santa Catarina e a Espanha. Segundo ele, existe espaço para ampliar as relações comerciais com a Europa, principalmente diante das perspectivas relacionadas ao acordo Mercosul-União Europeia.

Seleme também lembrou que a FIESC realizou uma missão à Espanha em abril, reforçando a aproximação entre o setor industrial catarinense e empresas e instituições espanholas.

A presidente da Câmara de Comércio Brasil-Espanha, Trinidad Jiménez, afirmou que o acordo entre os blocos contribuiu para ampliar as possibilidades de negócios internacionais e investimentos.

Transformação digital é desafio para pequenas e médias empresas

O presidente do Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação e Comunicação da FIESC, Alexandre d’Avila da Cunha, ressaltou o papel da transformação digital da indústria para melhorar processos e resultados empresariais.

De acordo com ele, a adoção de tecnologias pode ajudar a reduzir lacunas, elevar a qualidade e ampliar a conformidade das empresas. O executivo também defendeu que a digitalização deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar uma necessidade para a competitividade industrial.

A experiência espanhola em manufatura avançada também foi apontada como uma oportunidade de cooperação. A transferência de tecnologias e conhecimentos pode contribuir para elevar a produtividade industrial e modernizar plantas fabris em Santa Catarina.

Cooperação pode ir além do comércio

O secretário-executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que Santa Catarina já mantém uma relação positiva com a Espanha, mas que há espaço para aprofundar essa aproximação.

Além do comércio exterior, a cooperação pode avançar em diferentes áreas, ampliando as possibilidades de intercâmbio entre empresas, instituições e setores produtivos dos dois lados.

Comércio entre Santa Catarina e Espanha

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões em produtos para a Espanha. Entre os principais itens comercializados estiveram carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis.

No sentido inverso, as importações catarinenses de produtos espanhóis chegaram a US$ 322 milhões. A pauta foi liderada por pigmentos, azeite de oliva, maquiagens e produtos para cabelo, além de medicamentos.

A ampliação da cooperação em tecnologia industrial, inovação e comércio exterior pode criar novas oportunidades para empresas catarinenses e espanholas, especialmente no contexto de maior integração comercial entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Indústria

Máquinas antigas e juros altos pressionam a produtividade da indústria brasileira

A combinação de máquinas envelhecidas, juros elevados e dificuldades de acesso a investimentos ajuda a explicar um dos principais entraves da indústria brasileira: a baixa produtividade. Enquanto grandes empresas conseguem incorporar tecnologias avançadas, uma parcela significativa das fábricas ainda opera com equipamentos próximos do fim de sua vida útil.

Na unidade da ABB Robotics em Sorocaba, no interior de São Paulo, entre dez e 15 robôs industriais usados chegam todos os meses. Muitos passaram anos trabalhando em linhas de montagem de veículos, realizando tarefas como soldagem, pintura e movimentação de componentes.

Os equipamentos são desmontados, atualizados e submetidos a testes antes de voltar ao mercado. Um robô reformado pode custar entre 40% e 60% do valor de um modelo novo e, depois da recuperação, costuma ser vendido para indústrias de máquinas, alimentos, plásticos e autopeças.

Esse mercado de equipamentos recondicionados revela um problema mais amplo: o envelhecimento do parque industrial brasileiro.

Indústria brasileira opera com máquinas cada vez mais antigas

As máquinas utilizadas pela indústria nacional têm, em média, 14 anos. De acordo com uma sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 38% dos equipamentos já atingiram ou estão próximos da idade considerada adequada para o fim de seu ciclo de vida pelo fabricante.

Para Rafael Cagnin, economista-chefe e diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), o cenário mostra o limite ao qual parte das empresas chegou para manter equipamentos antigos em operação.

Máquinas envelhecidas tendem a apresentar mais falhas e consumir mais energia. Além disso, os recursos destinados à manutenção deixam de ser utilizados na renovação das linhas de produção.

Nesse contexto, o retrofit industrial, que consiste na modernização de equipamentos existentes, aparece como alternativa para empresas que querem avançar na automação industrial sem assumir o custo integral de uma máquina nova.

Baixa produtividade é um problema histórico

A dificuldade para disseminar tecnologia entre empresas de diferentes portes contribui para um problema que acompanha a economia brasileira há décadas: a baixa produtividade do trabalho.

Em 2025, cada hora trabalhada no Brasil gerou, em média, US$ 21,2, considerando dólares de 2021 ajustados pela paridade do poder de compra, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O resultado correspondia a 26% da produtividade registrada nos Estados Unidos e a 62% da observada no Chile. O indicador considera não apenas as máquinas disponíveis, mas também fatores como organização da produção, qualificação dos trabalhadores e infraestrutura.

O cenário ganha importância diante do envelhecimento da população brasileira. O chamado bônus demográfico, que respondeu por aproximadamente 70% do crescimento médio do PIB per capita nos anos 1990, já deixou de impulsionar a economia.

Com uma população economicamente ativa crescendo mais lentamente, o aumento da renda dependerá cada vez mais da capacidade de produzir mais a cada hora trabalhada.

Brasil ainda utiliza poucos robôs industriais

Apesar da presença de fornecedores internacionais de tecnologia e de linhas públicas de financiamento, o Brasil continua com uma densidade relativamente baixa de robôs industriais.

O país não aparece entre os dez maiores mercados de novas instalações de robôs no levantamento mais recente da Federação Internacional de Robótica (IFR).

Em 2024, a média mundial chegou a 132 robôs em funcionamento para cada 10 mil trabalhadores da indústria manufatureira. A Coreia do Sul, líder do indicador, registrava 1.220. No México, cuja indústria automobilística está fortemente integrada às cadeias produtivas dos Estados Unidos, eram 62.

No Brasil, segundo dados da IFR citados por Adrian Covi, gerente da área de Indústrias Gerais da ABB Robotics para a América do Sul, havia 19 robôs para cada 10 mil trabalhadores. Na indústria automotiva, a proporção chegava a 139, enquanto nos demais segmentos industriais era de apenas 13.

A ABB também realiza avaliações nas fábricas para identificar processos nos quais a robotização poderia trazer ganhos iniciais de eficiência.

Grandes empresas avançam, mas tecnologia não se espalha de forma uniforme

Rafael Cagnin, do IEDI, define o cenário brasileiro como uma situação de “heterogeneidade estrutural”. O conceito descreve a convivência entre empresas altamente tecnológicas e uma grande parcela do setor produtivo que permanece defasada.

Empresas como Embraer e WEG, por exemplo, conseguem competir internacionalmente utilizando tecnologias avançadas. Ao redor delas, porém, existe uma extensa cadeia de fornecedores menores, muitas vezes mais dependentes do mercado interno e com acesso limitado ao crédito.

Essa diferença de condições ajuda a explicar por que a modernização tecnológica não ocorre no mesmo ritmo em todos os segmentos da indústria brasileira.

Juros altos dificultam investimento em máquinas

A decisão de substituir uma máquina envolve também uma comparação financeira. Para uma empresa com recursos disponíveis, investir em equipamentos significa assumir riscos e esperar anos pelo retorno.

Em um ambiente de juros altos, entretanto, aplicações financeiras de menor risco podem oferecer uma alternativa mais atraente para o capital.

Em setembro, a taxa Selic estava em 13,75% ao ano, enquanto o IPCA acumulava alta de 4,22% em 12 meses. O juro real retrospectivo ficava, portanto, próximo de 9,5%.

Na prática, um projeto de expansão ou modernização industrial precisa apresentar retorno superior ao custo de oportunidade do dinheiro para se tornar financeiramente interessante.

O problema afeta principalmente pequenas e médias indústrias. Grandes grupos têm mais facilidade para emitir dívida ou captar recursos no exterior, enquanto empresas menores dependem do crédito bancário doméstico ou do próprio caixa.

Quando as vendas diminuem ou o custo do financiamento aumenta, a tendência é postergar a compra de novos equipamentos.

Investimento em automação pode aliviar falta de mão de obra

O baixo investimento em automação industrial também interfere na capacidade de aumentar a produção por trabalhador.

À medida que a mão de obra se torna mais escassa e os salários avançam, o investimento em tecnologia pode permitir que as empresas produzam mais sem depender proporcionalmente do aumento do número de trabalhadores.

Para Cagnin, esse mecanismo é fundamental para elevar a produtividade da indústria. O obstáculo, segundo o economista, é que o elevado custo do investimento dificulta justamente essa transição.

Impostos também entram na conta da modernização

O custo da automação brasileira não é determinado apenas pelos juros. A política de importação de máquinas e equipamentos também influencia o preço final.

A unidade da ABB Robotics em Sorocaba ocupa cerca de 4 mil metros quadrados e concentra atividades como treinamento, manutenção, montagem e testes de células robotizadas. A fabricação dos braços robóticos, porém, ocorre em outras unidades da empresa.

A ABB possui fábricas de robôs na China, nos Estados Unidos e na Suécia. No mercado brasileiro, os equipamentos são principalmente importados da China. Já componentes como garras, ferramentas e sistemas de visão podem ser desenvolvidos pela engenharia local e produzidos por fornecedores brasileiros.

Em fevereiro, o governo elevou para 20% o Imposto de Importação aplicado a um conjunto de máquinas e equipamentos, incluindo braços robóticos. A reação do setor levou a mudanças ainda naquele mês: o imposto voltou a zero para mais de cem produtos e retornou ao nível anterior para outros 15.

As alterações na tributação aumentam a incerteza para as empresas que precisam calcular o prazo de retorno de investimentos em células robotizadas e outras tecnologias de automação.

China ganha espaço no mercado de máquinas e robôs

A importância da China no fornecimento de equipamentos industriais também aparece nos números globais.

Em 2024, foram instalados 542 mil robôs industriais em todo o mundo, dos quais 295 mil na China, segundo a IFR. O país asiático respondeu por 54% das novas instalações e seus fabricantes conquistaram 57% do próprio mercado.

No primeiro bimestre de 2026, a China representou 36,2% das importações brasileiras de máquinas e equipamentos. Estados Unidos, Alemanha e Itália, juntos, responderam por 29,8%, de acordo com levantamento da Abimaq.

Um exemplo está na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia. Cerca de 200 robôs de pintura utilizados no projeto foram fornecidos pela ABB na China. No Brasil, ficaram a instalação dos equipamentos e aproximadamente US$ 1 milhão em serviços e mão de obra.

Pela metodologia da IFR, esses robôs entram nas estatísticas de instalações realizadas no mercado brasileiro, embora tenham sido fabricados na China. O dado, portanto, registra a modernização da unidade industrial, mas não significa que a fabricação dos equipamentos tenha ocorrido no país.

Robôs usados podem levar tecnologia a empresas menores

Existe ainda outro caminho para a disseminação da automação: a revenda de equipamentos usados.

Os robôs que chegam à unidade da ABB em Sorocaba são recuperados e podem deixar o setor automotivo, onde a densidade de equipamentos é maior, para atender segmentos industriais com menor nível de robotização.

Essa circulação de máquinas reformadas pode ampliar o acesso à tecnologia industrial entre empresas que não têm capital suficiente para comprar equipamentos novos.

O desafio para o Brasil é fazer com que a modernização ultrapasse as grandes fábricas e alcance uma parcela maior do parque produtivo. Em um cenário de envelhecimento populacional, o ritmo desse processo terá impacto direto sobre quanto a economia conseguirá produzir a cada hora de trabalho.

O avanço da produtividade industrial, portanto, dependerá da capacidade de superar simultaneamente obstáculos como máquinas antigas, crédito caro, tributação e desigualdade no acesso à tecnologia. São questões que estarão entre os desafios econômicos enfrentados pelo próximo governo, independentemente de quem vencer as eleições.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniela Arbex

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Indústria

Nova parceria entre ApexBrasil e CNI investe R$ 7,1 milhões para impulsionar a internacionalização da indústria brasileira

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) firmaram um novo convênio no valor de R$ 7,1 milhões para expandir a presença de produtos nacionais no exterior. A assinatura ocorreu em Brasília, com a participação de lideranças industriais e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com vigência de 12 meses, o acordo prevê o atendimento a 400 empresas brasileiras por meio de oito ações estratégicas voltadas a mercados na América Latina, Caribe, Europa, Ásia e África. O aporte financeiro será dividido igualmente entre as duas instituições, somando R$ 3,551 milhões de cada parte.

Estratégia de expansão e mercados alternativos

A iniciativa faz parte do Plano de Diversificação de Exportações e ganha ainda mais relevância diante de barreiras comerciais e tarifas impostas pelos Estados Unidos. O objetivo é mitigar impactos sobre o setor produtivo nacional, aproximando marcas brasileiras de novos compradores internacionais.

Além do convênio comercial, a cerimônia marcou a oficialização de um Acordo de Cooperação Técnica entre o MDIC e a CNI, focado no aumento da competitividade global das empresas locais.

Foco em inovação, bioeconomia e quatro frentes estratégicas

Durante o evento, os dirigentes destacaram que a meta vai além do envio tradicional de mercadorias. A proposta é consolidar o valor agregado do Brasil no exterior, destacando pilares como:

  • Bioeconomia e sustentabilidade ambiental;
  • Inteligência tecnológica e transformação digital da indústria;
  • Aproveitamento inteligente de acordos comerciais vigentes;
  • Estímulo à participação de mulheres na indústria.

A execução do projeto contará com a capilaridade da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), articulando recursos das federações estaduais e de entidades como SESI, SENAI e IEL.

Histórico de sucesso na promoção comercial

A cooperação mútua entre a ApexBrasil e a CNI não é recente: iniciada em 2008, a aliança já acumula cerca de 200 ações executadas, beneficiando mais de 7 mil companhias e gerando bilhões de dólares em expectativas de negócios ao longo dos anos.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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