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Porto de Itajaí recebe maior draga da história para reforçar serviços de dragagem

O Porto de Itajaí iniciou nesta quinta-feira (28) uma nova etapa dos trabalhos de dragagem no canal do Rio Itajaí-Açu com a entrada em operação da embarcação Utrecht, considerada a maior draga já utilizada na história do complexo portuário.

O equipamento passa a atuar na sucção de sedimentos acumulados no canal, ampliando os serviços de manutenção das profundidades operacionais e garantindo melhores condições para a navegação de grandes embarcações.

Nova etapa reforça manutenção do canal portuário

A chegada da Utrecht complementa os trabalhos já realizados nas bacias de evolução, nos berços de atracação e no canal de acesso ao porto. A operação ocorre após a recuperação da profundidade considerada adequada para assegurar segurança nas manobras marítimas.

De acordo com informações técnicas atualizadas pela empresa Hidrotopo, os levantamentos de batimetria confirmaram condições operacionais favoráveis para a continuidade das atividades de dragagem.

Com isso, o Porto de Itajaí amplia a capacidade de monitoramento e manutenção da infraestrutura portuária ao longo de toda a área operacional.

Dragagem é estratégica para operações no Porto de Itajaí

A manutenção das profundidades do canal é considerada essencial para o funcionamento do Complexo Portuário de Itajaí, especialmente para receber navios de grande porte e manter o fluxo das operações logísticas.

Mesmo durante o período de acompanhamento técnico, as atividades portuárias seguiram sem interrupções. O maior navio cargueiro recebido recentemente no porto operou com calado de 12,80 metros, dentro dos limites monitorados pelas equipes técnicas, pela Praticagem e pela Autoridade Marítima.

Trabalho inclui dispersão de lama fluida

As equipes responsáveis pela dragagem também atuam na dispersão da chamada lama fluida, fenômeno comum em regiões estuarinas e áreas portuárias com intensa dinâmica sedimentar, como ocorre no Rio Itajaí-Açu.

A medida busca preservar as condições de navegabilidade e evitar impactos nas operações marítimas.

Porto amplia segurança e competitividade logística

Com a entrada da Utrecht em operação, o Porto de Itajaí fortalece a recuperação das profundidades operacionais e amplia a segurança das manobras de embarcações.

Além de melhorar a eficiência logística, a obra contribui para aumentar a competitividade do complexo portuário e preparar a estrutura para o crescimento da movimentação de cargas nos próximos meses.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/Porto de Itajaí

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Porto de Itajaí recebe navio com mais de 4,5 mil veículos da BYD – veja o vídeo

O Porto de Itajaí recebeu nesta semana o navio Grande Shanghai, trazendo 4.509 veículos da montadora chinesa BYD. A embarcação atracou na tarde de terça-feira (26). A movimentação foi conduzida pela JBS Terminais e marca uma nova etapa das operações automotivas no terminal catarinense, consolidando o Porto de Itajaí como um dos principais pontos estratégicos para o desembarque de veículos no país.

Além da operação desta semana, uma nova escala já está programada para meados de junho. O navio BYD Changsha deve desembarcar cerca de 7,2 mil veículos no terminal. Com as duas operações previstas para 2026, o Porto de Itajaí deverá receber aproximadamente 11,7 mil veículos da fabricante chinesa ao longo deste ciclo logístico.

Antes da chegada do Grande Shanghai, o terminal já havia registrado a movimentação de 2.928 veículos em operações do tipo Ro-Ro neste ano. Com as novas escalas da BYD, a expectativa é alcançar cerca de 14.628 veículos movimentados em 2026.

Estrutura logística envolveu 150 trabalhadores e 90 cegonhas

A operação contou com uma força-tarefa de aproximadamente 150 trabalhadores e cerca de 90 caminhões-cegonha responsáveis pelo transporte dos veículos. O trabalho foi realizado em esquema contínuo para garantir agilidade no desembarque, segurança operacional e eficiência na distribuição da carga.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a chegada do Grande Shanghai demonstra a capacidade operacional do terminal em atender grandes demandas do setor automotivo. “A chegada do Grande Shanghai, com 4.509 veículos da BYD, demonstra a capacidade do Porto de Itajaí de executar operações de grande porte com eficiência, segurança e planejamento. A operação conduzida pela JBS Terminais reforça a confiança do mercado no porto público e federal de Itajaí”, afirmou.

Porto de Itajaí amplia participação no setor automotivo

Em 2025, o Porto de Itajaí já havia movimentado cerca de 8 mil veículos da BYD. Agora, com a previsão de quase 12 mil unidades em 2026, o terminal fortalece sua posição estratégica na logística automotiva brasileira. O crescimento das operações também evidencia o aumento da presença da montadora chinesa no mercado nacional e reforça a relevância de Santa Catarina nas cadeias de importação e distribuição de veículos.

Fonte: Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

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Dragagem no Porto de Itajaí: draga gigante chega para recuperar calado operacional

A operação de dragagem no Porto de Itajaí ganha reforço nesta quinta-feira (27) com a chegada da draga Utrecht, uma das maiores embarcações do tipo em atividade no Brasil. O equipamento será utilizado para recuperar o calado operacional do complexo portuário de Itajaí e Navegantes, comprometido após semanas de acúmulo de sedimentos no canal de acesso.

Draga Utrecht reforça operação no canal portuário

De acordo com a programação da superintendência portuária, a embarcação deve atracar em Itajaí durante a manhã. A Utrecht veio do porto de Rio Grande (RS) e atua no modelo “hopper”, sistema que realiza a sucção de sedimentos acumulados no fundo do rio.

A chegada da draga ocorre após a retomada dos trabalhos de manutenção do canal, iniciados em 4 de abril. Na primeira etapa, a operação utilizou a draga de injeção Njord, responsável pela dispersão da chamada lama fluída, permitindo que o material fosse levado pela correnteza.

Retirada de sedimentos sólidos deve ampliar profundidade do canal

Segundo o Porto de Itajaí, a nova fase da operação será focada na remoção de sedimentos sólidos. Diferentemente da etapa anterior, o material retirado será transportado para descarte em área específica no alto-mar, localizada a cerca de seis quilômetros da costa catarinense.

A expectativa é de que o serviço permita restabelecer integralmente as profundidades previstas em contrato. Atualmente, o canal opera abaixo das cotas ideais.

Porto busca recuperar profundidade prevista em contrato

A última medição homologada pela Marinha do Brasil apontou redução de 40 centímetros no canal interno e de 30 centímetros na bacia de evolução 1. O projeto de dragagem portuária prevê profundidades variando entre 14 metros e 13,5 metros.

A Utrecht já participou de outras operações em Itajaí nos anos de 2019, 2024 e 2025. Com 159 metros de comprimento e capacidade para armazenar até 18 mil metros cúbicos de material dragado, a embarcação costuma permanecer cerca de duas semanas na região, realizando até 12 viagens diárias.

Porto de Itajaí responde notificação da Antaq

A perda de profundidade no canal levou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a emitir um auto de infração contra o Porto de Itajaí. A superintendência portuária argumenta, porém, que a situação foi causada principalmente pela presença de lama fluída, condição que, segundo a administração, não comprometeu a navegabilidade nem a segurança das manobras de navios.

Ainda conforme o porto, medições recentes indicam que o acesso aquaviário já teria retomado os níveis operacionais adequados. Os dados devem ser encaminhados à Marinha para atualização da Menor Profundidade Observada (MPO).

Canal segue operacional, afirma superintendência

Mesmo durante o período de redução do calado, o Porto de Itajaí informou que o canal permaneceu monitorado e operando dentro dos parâmetros de segurança definidos pela Marinha do Brasil.

Com a chegada da Utrecht, a expectativa da autoridade portuária é reforçar a manutenção das profundidades mínimas necessárias para garantir operações seguras e eficientes no complexo portuário.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Porto de Itajaí assina convênio para estudos técnicos de remoção dos destroços do Navio Pallas

Ato histórico marca nova etapa de expansão do complexo portuário e preparação para receber navios de grande porte

O Porto de Itajaí realizou, nesta segunda-feira (25), na Marina de Itajaí, a solenidade de assinatura do convênio com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal, representada pela Superintendência do Porto de Itajaí, para a realização de estudos técnicos voltados à remoção dos destroços do navio Pallas, embarcação naufragada desde 1893 no canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí.

O ato representa um avanço estratégico para o futuro da infraestrutura aquaviária do complexo portuário e integra o novo ciclo de retomada e modernização do Porto de Itajaí sob gestão do Governo Federal. A iniciativa permitirá a elaboração dos estudos necessários para viabilizar a futura retirada da embarcação, localizada entre as boias 9 e 11, próxima à Bacia de Evolução nº 2.

Com investimento de R$ 310 mil do Governo Federal destinados aos estudos técnicos para a remoção dos destroços, o projeto busca solucionar uma limitação histórica do complexo portuário. A presença dos destroços impede atualmente o aprofundamento daquela área e limita a ampliação da capacidade operacional do porto.

Com a futura remoção do navio e a realização da dragagem de adequação, o Porto de Itajaí poderá ampliar a Bacia de Evolução nº 2 para 530 metros de diâmetro e preparar a estrutura para receber embarcações maiores, alinhando-se às novas demandas da navegação internacional.

Além do ganho operacional, a medida representa mais segurança para as manobras, aumento de produtividade, redução de custos logísticos e fortalecimento da competitividade do complexo portuário catarinense no cenário global.

Antes da solenidade, representantes do Porto de Itajaí e da Univali atenderam a imprensa para apresentar detalhes técnicos do projeto, os desafios relacionados ao navio Pallas e os impactos futuros da iniciativa para o desenvolvimento portuário da região.

Durante a abertura do evento, um vídeo institucional destacou que a iniciativa representa “um gesto que une passado e futuro, respeita a história, qualifica o presente e prepara o Porto de Itajaí para novos tempos”.

A mesa de autoridades foi composta pelo superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira; pelo representante da Univali, professor doutor Luiz Rodolfo Burger; pelo ex-superintendente do Porto de Itajaí, ex-deputado federal e ex-presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima; pela deputada federal Ana Paula Lima; pelo ex-superintendente do Porto de Itajaí João Paulo Tavares Bastos; pelo CEO da JBS Terminais, Aristides Júnior; pelo gerente da Portonave, Rodrigo Santa Rita; pelo professor da Univali e responsável pela parte técnica e histórica do projeto, Jules Souto; e pelo prefeito de Navegantes, Ricardo Ventura.

Também participaram representantes da Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, ANTAQ, SC Portos, Prefeitura Municipal de Itajaí, trade portuário, sindicatos, Câmara de Vereadores, Associação Empresarial de Itajaí e Navegantes, Embratur e demais autoridades civis e portuárias.

“Esse convênio significa muito mais do que o início de um estudo técnico. Ele simboliza visão, ousadia, retomada e confiança no potencial do Porto de Itajaí”, afirmou o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

Estudos unem desenvolvimento portuário e preservação histórica

Responsável pela contextualização técnica e histórica do projeto, o professor Jules Souto destacou que os estudos relacionados ao navio começaram ainda na década de 1990 e ganharam força após a localização precisa da embarcação, confirmada em 2016.

Segundo ele, o trabalho busca conciliar desenvolvimento logístico, responsabilidade técnica e preservação patrimonial.

“Nosso objetivo é resolver um problema histórico para os municípios de Itajaí e Navegantes, com responsabilidade técnica, respeito ao patrimônio histórico e da forma mais econômica possível. Acreditamos que também existe uma oportunidade importante de resgate histórico e cultural a partir desse processo”, afirmou.

Jules também relembrou que o navio Pallas possui relevância histórica para a região. Naufragada em 25 de outubro de 1893, durante o período da Revolução Federalista, a embarcação permaneceu submersa por mais de um século no canal de acesso ao porto, tornando-se parte da história marítima local.

O gerente da Portonave, Rodrigo Santa Rita, ressaltou que o projeto representa uma nova etapa para todo o complexo portuário de Itajaí e Navegantes.
“Esse projeto marcará o futuro do complexo portuário de Itajaí. Os navios de 366 metros fazem parte da nova realidade da navegação mundial e era fundamental enfrentarmos esse desafio preservando a memória, mas olhando para o futuro e para o desenvolvimento sustentável”, declarou.

Representando a JBS Terminais, Aristides Júnior destacou a importância estratégica da infraestrutura portuária para o desenvolvimento econômico nacional.
“Poucos portos estão preparados para receber navios desse porte. O Porto de Itajaí precisa estar inserido nesse cenário global de competitividade e desenvolvimento logístico. Esse projeto representa protagonismo e visão de futuro”, afirmou.

Em nome da Univali, o professor Luiz Rodolfo Burger enfatizou a integração entre universidade, ciência e setor produtivo.
“Estamos unindo excelência acadêmica e força logística para destravar o potencial do complexo portuário. Essa parceria representa coragem, visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento regional”, disse.

Porto de Itajaí vive novo ciclo de retomada e expansão
Durante sua manifestação, o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, destacou que o projeto simboliza uma nova etapa do processo de retomada do complexo portuário sob gestão do Governo Federal.
Artur relembrou o cenário enfrentado pelo porto após o período de paralisação das atividades e destacou os resultados alcançados a partir da retomada operacional.
“Em 2025 o Porto de Itajaí retomou suas operações batendo recordes de movimentação e receita, impulsionando geração de renda e desenvolvimento econômico para nossa cidade e para Santa Catarina. O Porto voltou a transmitir confiança ao mercado internacional”, destacou.
O superintendente também mencionou o crescimento das operações de veículos no complexo portuário, incluindo novas operações da montadora chinesa BYD e a continuidade da movimentação de veículos BMW.

“Nós voltamos a operar com confiança internacional e consolidamos novamente o Porto de Itajaí como referência em operações de alto valor econômico. Isso demonstra que a retomada deixou de ser expectativa e se tornou realidade”, afirmou.

Artur ainda anunciou que o Porto de Itajaí já iniciou negociações junto ao BNDES para viabilizar o financiamento destinado à futura remoção do navio Pallas e ao aprofundamento do canal para 16 metros.
“Hoje o Porto de Itajaí voltou a ter capacidade de planejamento, sustentabilidade econômica e condições de pensar alto. Estamos escrevendo um novo capítulo de desenvolvimento, confiança e evolução”, declarou.

O ex-superintendente João Paulo Tavares Bastos relembrou que a retirada do navio foi uma das primeiras pautas trabalhadas durante sua gestão.

“Essa cerimônia é resultado de muito trabalho e representa apenas o primeiro passo para a solução de um problema centenário que faz parte da história da nossa região”, afirmou.
Já o ex-superintendente do Porto de Itajaí e ex-presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, classificou o momento como histórico para Santa Catarina e para a logística nacional.
“Porto é uma porta para o mundo. É desenvolvimento, geração de empregos, soberania nacional e crescimento econômico. O Porto de Itajaí voltou a ocupar o lugar estratégico que nunca deveria ter perdido”, declarou.

Representando o Congresso Nacional, a deputada federal Ana Paula Lima destacou os impactos econômicos e sociais da iniciativa para toda a região.
“Cada metro de dragagem que hoje não pode ser realizado representa menos cargas, menos empregos e menos desenvolvimento. Esse projeto prepara o Porto de Itajaí para receber navios maiores, ampliar sua competitividade e fortalecer toda a economia regional”, afirmou.

Novo momento para o complexo portuário
Ao final do evento, as autoridades realizaram a assinatura oficial do convênio e participaram de um registro simbólico que marcou o início desta nova etapa voltada à modernização e ampliação da capacidade operacional do Complexo Portuário de Itajaí.

O projeto é considerado estratégico para o futuro do porto e integra o conjunto de ações voltadas à qualificação da infraestrutura logística da região, preparando o complexo para atender às novas exigências do comércio marítimo internacional.
A futura remoção do navio Pallas permitirá não apenas o aprofundamento do canal e a ampliação da bacia de evolução, mas também abrirá caminho para um novo ciclo de investimentos, expansão operacional e fortalecimento da economia regional. O próximo passo é a elaboração do plano de trabalho.

Com a retomada operacional consolidada, crescimento da movimentação de cargas e novos projetos estruturantes em andamento, o Porto de Itajaí avança em direção a um novo momento de desenvolvimento, modernização e protagonismo no cenário portuário brasileiro.

TEXTO E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí avança com estudos para retirada do navio Pallas do canal de acesso

O Porto de Itajaí oficializa na segunda-feira a assinatura do contrato com a Univali para a elaboração dos estudos técnicos que vão orientar a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado há 133 anos no canal de acesso portuário, próximo ao molhe de Navegantes.

A cerimônia está marcada para as 10h, na Marina Itajaí, e representa um avanço importante no processo de remoção dos destroços, considerado estratégico para a ampliação da estrutura portuária.

Estudos técnicos vão definir método de retirada

A contratação ocorre quase uma década após a identificação da embarcação, localizada em 2017 durante as obras de dragagem para implantação da nova bacia de evolução.

O levantamento terá prazo de dois meses e deverá apontar as condições atuais do casco submerso, além de indicar o procedimento mais adequado para a remoção e a destinação correta do material retirado.

As informações técnicas também vão subsidiar a definição de orçamento e cronograma da futura obra, estimada em aproximadamente R$ 23 milhões, com recursos previstos pelo Ministério dos Portos.

Obra é considerada essencial para ampliação do canal portuário

A retirada do navio Pallas é considerada indispensável para viabilizar a segunda fase das intervenções na bacia de evolução 2, que terá ampliação para 530 metros de diâmetro.

Com a adequação da área, o complexo portuário poderá receber navios de grande porte, com até 400 metros de comprimento. A expectativa é de aumento da capacidade operacional, maior eficiência logística e redução de custos para o setor.

Estrutura histórica terá acompanhamento arqueológico

Os destroços estão localizados entre as boias 9 e 11 do canal de acesso, nas proximidades do porto pesqueiro do bairro Pontal, em Navegantes.

Devido ao valor histórico da embarcação, o Iphan determinou a apresentação de um projeto específico de salvamento arqueológico, que será acompanhado de forma integrada pela autoridade portuária, Marinha do Brasil e pelo próprio instituto.

A iniciativa busca garantir a preservação do patrimônio histórico durante a execução das obras de modernização da infraestrutura portuária.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portos

Porto de Itajaí receberá 11,7 mil veículos da BYD em megaoperações logísticas

O Porto de Itajaí se prepara para uma das maiores movimentações automotivas do ano com a chegada de 11,7 mil veículos da montadora chinesa BYD. As operações ocorrerão em duas etapas e devem impulsionar a economia regional, gerar empregos temporários e fortalecer o setor de logística automotiva em Santa Catarina.

As cargas serão desembarcadas em duas escalas programadas para maio e junho. A primeira acontece na próxima terça-feira (26), quando um navio da Grimaldi atracará com 4,5 mil automóveis. Já no dia 23 de junho, o navio BYD Shenzhen retornará ao terminal trazendo outras 7,2 mil unidades.

Somadas, as duas operações resultarão no desembarque de 11.700 veículos no complexo portuário catarinense.

Operação mobilizará centenas de profissionais

A chegada dos automóveis exigirá uma grande estrutura operacional no porto. Apenas na primeira etapa, cerca de 150 trabalhadores atuarão diretamente na movimentação das cargas.

Além disso, aproximadamente 90 caminhões-cegonha serão utilizados no transporte dos veículos para diferentes regiões do Brasil. A operação começará às 7h e seguirá de forma contínua durante 24 horas.

Segundo a Prefeitura de Itajaí, o planejamento logístico foi desenvolvido para garantir agilidade no desembarque e rapidez na distribuição dos automóveis.

Plano especial busca reduzir impactos no trânsito

Para minimizar congestionamentos e manter a mobilidade urbana durante as operações, foram definidas rotas específicas para circulação dos caminhões-cegonha.

Os veículos vazios acessarão o porto pela saída 120 da BR-101, utilizando as avenidas Adolfo Konder e Carolina Vailatti, além das ruas Indaial e Felipe Reiser.

Já os caminhões carregados deixarão a área portuária pela rua Felipe Reiser, seguindo pelas vias Benjamin Franklin Pereira e Blumenau até alcançar a BR-101 pela avenida Reinaldo Schmithausen.

A organização também criou áreas exclusivas para espera e recebimento dos veículos, com o objetivo de garantir mais segurança viária e reduzir impactos no tráfego local.

Porto reforça posição estratégica na logística automotiva

O prefeito Robison Coelho afirmou que operações desse porte fortalecem a economia do município e ampliam oportunidades para empresas ligadas aos setores de transporte e logística.

A chegada dos veículos também consolida a capacidade do Porto de Itajaí em operações do sistema Roll-on/Roll-off (Ro-Ro), modelo utilizado para embarque e desembarque de automóveis utilizando as próprias rodas, sem necessidade de guindastes.

Esse formato reduz o tempo operacional e aumenta a eficiência logística nos terminais portuários.

Histórico de operações amplia vocação automotiva do porto

As novas escalas da BYD reforçam a crescente atuação do Porto de Itajaí no segmento automotivo. Em maio de 2025, o mesmo navio BYD Shenzhen desembarcou 7.292 veículos elétricos e híbridos no terminal, operação considerada a maior da história portuária brasileira no setor.

Na ocasião, a movimentação ocorreu durante quatro dias consecutivos e mobilizou centenas de trabalhadores e caminhões-cegonha.

Mais recentemente, o porto também recebeu navios Ro-Ro transportando veículos de montadoras internacionais, como a BMW.

Somente em 2026, o terminal já contabiliza cinco operações automotivas, com quase 3 mil veículos movimentados, consolidando sua retomada operacional e sua relevância na logística portuária nacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Prefeitura de Itajaí

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Portos

Porto Piauí aposta na cabotagem para ligar Nordeste ao Sul do Brasil

A Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias iniciaram estudos para implantar uma nova rota de cabotagem entre o litoral do Piauí e os portos da região Sul do país. A proposta busca fortalecer o transporte marítimo nacional, ampliar a integração logística e criar alternativas ao modal rodoviário de longa distância.

O projeto prevê a conexão do Porto de Luís Correia, no Piauí, com terminais catarinenses, ampliando o fluxo de cargas entre as regiões Nordeste, Norte e Sul do Brasil.

Memorando prevê estudos operacionais e econômicos

As empresas assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para avaliar a viabilidade técnica e econômica da operação. Os estudos vão analisar potencial de carga, custos operacionais, frequência das escalas e modelos de operação da futura rota marítima.

As conversas entre as companhias começaram durante a edição de 2026 da Intermodal South America, evento voltado ao setor de logística e transporte, onde executivos discutiram possibilidades de integração entre os mercados nordestino e sulista.

Cabotagem cresce no Brasil, mas ainda tem participação limitada

Apesar do avanço recente da navegação costeira, o transporte marítimo entre portos brasileiros ainda ocupa uma fatia reduzida da matriz logística nacional.

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apontam que a cabotagem representa atualmente cerca de 11% do transporte de cargas no país, enquanto o modal rodoviário concentra aproximadamente 65% da movimentação.

Em 2025, o setor ultrapassou a marca de 240 milhões de toneladas transportadas, impulsionado principalmente por combustíveis, granéis minerais, contêineres e cargas industriais.

O segmento de contêineres aparece como um dos principais motores de crescimento da cabotagem, favorecido pela expansão do e-commerce e pela busca de alternativas mais eficientes ao frete rodoviário.

Rotas seguem concentradas em grandes portos

Mesmo com a expansão do setor, as operações de cabotagem continuam concentradas em corredores já consolidados no mercado brasileiro.

No Nordeste, portos como Porto de Suape, Porto do Pecém e Porto de Salvador já operam rotas regulares ligando a região ao Sudeste e ao Sul.

As operações contam com participação de empresas como Aliança Navegação, Log-In Logística Intermodal e Mercosul Line.

Na região Sul, terminais como o Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e Porto de Paranaguá concentram parte significativa das operações domésticas de contêineres.

Viabilidade depende de volume de carga

Especialistas do setor apontam que a consolidação de novas rotas de transporte marítimo depende diretamente da formação de escala operacional e da existência de demanda contínua de cargas.

No caso do Porto Piauí, o desafio será transformar o terminal de Luís Correia em uma estrutura competitiva dentro de um mercado dominado por portos nordestinos mais consolidados e com maior maturidade operacional.

Além disso, o setor acompanha fatores como custos de combustível marítimo, burocracia portuária, disponibilidade de embarcações e tempo de operação nos terminais.

Programa BR do Mar impulsiona expansão da cabotagem

O avanço de novos projetos ocorre em meio à consolidação do programa federal BR do Mar, criado para ampliar a participação da cabotagem na logística nacional.

A iniciativa ganhou força regulatória em 2025 com a regulamentação de medidas previstas na legislação aprovada em 2022.

Entre os principais pontos do programa estão a flexibilização do afretamento de navios estrangeiros, o aumento da oferta de embarcações e estímulos à concorrência no setor de navegação.

O governo federal avalia que a medida poderá reduzir custos logísticos e aumentar a participação da cabotagem no transporte doméstico nos próximos anos.

Porto Piauí quer se consolidar como corredor logístico

Para a Companhia Porto Piauí, o investimento na cabotagem faz parte da estratégia de transformar o litoral piauiense em um novo corredor logístico regional.

A expectativa é atender setores ligados ao agronegócio, combustíveis, fertilizantes e movimentação de contêineres, fortalecendo a presença do estado nas principais rotas marítimas do país.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

BR do Mar impulsiona nova rota marítima entre Nordeste e Sul do Brasil

Uma nova conexão marítima pode transformar a logística de transporte de cargas no país ao ligar o Nordeste e o Norte ao Sul do Brasil por meio da cabotagem. A proposta envolve o trajeto entre o Porto de Luís Correia, no Piauí, e o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com foco em reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência no escoamento de mercadorias.

A iniciativa ganhou força após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias. O objetivo é avaliar a viabilidade da implantação de linhas regulares de transporte marítimo, alinhadas ao programa federal BR do Mar.

Acordo vai analisar viabilidade da nova rota

O documento firmado pelas empresas prevê estudos técnicos e econômicos para identificar as melhores condições de operação entre os terminais portuários. Entre os pontos que serão avaliados estão os modelos logísticos, os custos envolvidos e o potencial de movimentação de cargas para o estado do Piauí.

A proposta busca fortalecer a cabotagem no Brasil, modalidade de transporte feita entre portos do mesmo país, considerada estratégica para diminuir a dependência das rodovias e tornar o setor logístico mais competitivo.

Rotas em estudo podem integrar várias regiões do país

Os levantamentos iniciais apontam que a futura operação poderá conectar o Sul às regiões Nordeste e Norte, criando um corredor marítimo nacional mais amplo. Além dos portos do Piauí e de Santa Catarina, o trajeto também pode incluir operações no estado de São Paulo.

Segundo a Companhia Porto Piauí, a parceria permitirá a troca de informações técnicas e o desenvolvimento de pesquisas voltadas à modernização das operações portuárias.

Porto de Luís Correia terá papel estratégico

Conhecido também como Porto Piauí, o complexo portuário de Luís Correia conta com áreas destinadas a diferentes tipos de cargas, além de infraestrutura de apoio logístico, acessos rodoviários e ferroviários e espaços administrativos.

A expectativa é que o terminal se torne um importante ponto de integração das rotas marítimas brasileiras, ampliando a competitividade do litoral piauiense no cenário nacional.

Empresas apostam em logística mais barata

Para a Companhia Porto Piauí, a criação da nova rota pode gerar alternativas mais eficientes para empresas que dependem do transporte de mercadorias entre diferentes regiões do país.

A estatal também destaca que a experiência da SC Portos em logística internacional e operação de terminais será fundamental para garantir estudos técnicos mais consistentes e viáveis.

Memorando antecede contratos definitivos

O Memorando de Entendimento funciona como um acordo preliminar utilizado para formalizar interesses entre empresas antes da assinatura de contratos definitivos. Esse tipo de documento é comum em projetos de cooperação e parcerias estratégicas no setor de infraestrutura e logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yuri Lima

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Portos

TCU aprova concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí com previsão de R$ 300 milhões em investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta terça-feira (19) a concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões e terá contrato inicial de 25 anos, podendo ser prorrogado por até 70 anos.

A medida busca garantir mais estabilidade operacional para os portos de Itajaí e Navegantes, especialmente em relação aos serviços de dragagem e à manutenção da profundidade do canal, fatores considerados estratégicos para a logística portuária da região.

Projeto busca solucionar problemas de dragagem

A concessão do canal de acesso surge após uma série de interrupções nos serviços de dragagem registrados nos últimos anos. Em abril, a profundidade operacional da área teve redução de cerca de 30 centímetros depois de quase dois meses sem manutenção, conforme atualização da Capitania dos Portos.

Atualmente, o canal possui profundidade de 13,5 metros. A expectativa do governo federal é ampliar esse número para até 16 metros, permitindo a operação de navios maiores e aumentando a competitividade dos portos catarinenses.

A concessão será a segunda desse modelo no Brasil. O primeiro canal de acesso concedido no país foi o do Porto de Paranaguá, leiloado em 2025.

Impactos na logística portuária

A redução da profundidade do canal afeta diretamente a movimentação de cargas, principalmente de contêineres, principal segmento operado nos portos de Itajaí e Navegantes.

Segundo estimativas do setor portuário, as restrições operacionais podem provocar perdas de até 10% na movimentação logística da região, além de dificultar a atracação de embarcações de grande porte.

O serviço de dragagem ficou interrompido no início deste ano e foi retomado apenas em abril, por meio de contrato emergencial com a empresa Van Oord, responsável pela execução dos trabalhos.

Histórico recente de instabilidade no Porto de Itajaí

Além dos desafios operacionais, o Porto de Itajaí também enfrentou mudanças administrativas nos últimos anos. Em janeiro de 2025, após dificuldades financeiras e operacionais, a gestão portuária foi transferida para a Autoridade Portuária de Santos, por decisão do Ministério de Portos e Aeroportos.

Posteriormente, diante de disputas políticas e administrativas na região, o governo federal decidiu repassar a administração para a Codeba.

Governo prepara concessão definitiva do terminal

Paralelamente à concessão do canal de acesso, o governo federal segue trabalhando na modelagem definitiva para a concessão do terminal do Porto de Itajaí. Os estudos do projeto já foram aprovados em 2025.

Inicialmente, a proposta previa uma concessão conjunta do terminal e do canal de acesso, mas o governo optou por separar os ativos.

Atualmente, o terminal é operado temporariamente pela JBS, cujo contrato segue até o final de 2026. A empresa já manifestou interesse em participar do futuro leilão da concessão permanente.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação
Imagem: Reprodução CNN Brasil / Reuters

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 739 veículos e chega à quinta operação roll-on/roll-off em 2026

Com nova escala do Dover Highway, terminal alcança 2.928 veículos movimentados no ano

O Porto de Itajaí recebeu, nesta segunda-feira, uma nova escala do navio Dover Highway, com 739 veículos destinados ao terminal. A embarcação atracou às 00h30, e a operação de descarga teve início às 7h da manhã, reforçando a movimentação portuária e a diversificação das operações realizadas no porto público.

A operação ocorre com o canal de acesso plenamente praticável, garantindo segurança à navegação, regularidade operacional e previsibilidade às atividades portuárias.

Com a escala desta segunda-feira, o Porto de Itajaí contabiliza, em 2026, cinco operações de navios do tipo roll-on/roll-off, totalizando 2.928 veículos movimentados. O histórico do ano inclui as escalas do Victoria Highway, com 628 veículos; do Dover Highway, com 457 veículos; do Good Wood, com 430 unidades; do Victoria Highway, com 674 veículos; e, agora, do Dover Highway, com 739 veículos.

A movimentação reforça a retomada desse tipo de operação no Porto de Itajaí e demonstra a confiança do mercado no terminal, que vem ampliando seu portfólio de cargas e consolidando-se como alternativa logística eficiente e estratégica no cenário nacional.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a nova escala confirma o avanço da recuperação operacional do porto público.

“Essa nova operação demonstra que o trade portuário voltou a confiar no Porto de Itajaí. A retomada das atividades, com canal praticável, regularidade e eficiência, tem devolvido ao terminal a competitividade necessária para atrair novas cargas e ampliar oportunidades. É um resultado que fortalece o porto público, movimenta a economia e reafirma a importância estratégica de Itajaí no cenário logístico nacional”, destaca.

A ampliação das operações roll-on/roll-off reafirma o processo de retomada do Porto de Itajaí, que vem recuperando sua capacidade operacional, atraindo novas cargas e fortalecendo sua posição como ativo estratégico para Santa Catarina e para o comércio exterior brasileiro.

FONTE E IMAGENS: Porto de Itajaí

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