Comércio

Fim da taxa da blusinha preocupa indústria têxtil e acende alerta para desindustrialização

A decisão do governo federal de eliminar novamente o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 voltou a gerar preocupação entre representantes da indústria nacional. O tema esteve no centro de um debate promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com participação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e integrantes do Conselho da Indústria Têxtil, Confecções, Couro e Calçados.

Segundo as entidades, a mudança pode ampliar a pressão sobre a competitividade das empresas brasileiras, especialmente em segmentos que já enfrentam elevados custos de produção.

Medida reduz tributação sobre compras internacionais

A alteração foi estabelecida por meio da Medida Provisória nº 1.357/2026, que retirou a cobrança federal de 20% aplicada às remessas internacionais de pequeno valor realizadas por plataformas vinculadas ao programa Remessa Conforme.

Com a nova regra, compras de até US$ 50 passam a recolher apenas o ICMS estadual. Já os produtos que ultrapassam esse limite continuam sujeitos à tributação federal.

Setor aponta desigualdade competitiva

Para a analista de Comércio Exterior da ABIT, Jaqueline Arruda, a medida pode aprofundar a diferença de tratamento tributário entre produtos importados e aqueles fabricados no Brasil.

De acordo com a especialista, a redução de impostos sobre mercadorias estrangeiras, sem uma revisão dos custos que incidem sobre a produção nacional, tende a ampliar o desequilíbrio competitivo. Entre os possíveis impactos estão a redução de investimentos, queda na produção e reflexos negativos sobre a geração de empregos.

Congresso terá decisão final sobre a medida

Publicada em junho, a medida provisória possui validade de até 120 dias. Caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional dentro desse período, perderá seus efeitos legais.

O prazo para análise pelos parlamentares se encerra em setembro, quando o futuro da proposta será definido.

Santa Catarina acompanha debate com atenção

A discussão ganha relevância especial em Santa Catarina, estado que possui uma das mais importantes cadeias de indústria têxtil e de confecção do país.

O segmento representa cerca de 20% dos empregos industriais catarinenses e concentra empresas de destaque nacional, tornando o tema estratégico para a economia regional.

Novas exigências no Remessa Conforme

Além da questão tributária, o setor acompanha as mudanças recentes no programa Remessa Conforme. A Receita Federal publicou a Portaria Coana nº 193, que aumentou os critérios de conformidade exigidos das plataformas participantes.

Entre as novas determinações está a possibilidade de exclusão de empresas que não alcancem índice mínimo de 98% de conformidade em suas operações.

Entidades reforçam defesa da produção nacional

A mobilização da indústria também inclui manifestações públicas em defesa da manutenção da tributação sobre remessas internacionais de pequeno valor.

Recentemente, a FIESC declarou apoio a uma nota divulgada pela ABIT sobre o tema. Em artigo intitulado “Desindustrialização com frete grátis”, o presidente da entidade, Gilberto Seleme, argumentou que a proposta amplia a diferença competitiva entre produtos importados e a produção brasileira, com possíveis consequências para o emprego, os investimentos e o desenvolvimento industrial do país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marisol

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Comércio

Brasil e Colômbia reforçam parceria para ampliar comércio bilateral e cooperação industrial

Os governos de Brasil e Colômbia deram mais um passo para fortalecer as relações econômicas entre os dois países. Durante reunião bilateral realizada nesta terça-feira (16), em Bogotá, representantes das duas nações discutiram medidas para ampliar o comércio bilateral, incentivar investimentos e aprofundar a integração produtiva em setores estratégicos.

O encontro reuniu o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e a ministra de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Diana Morales Rojas.

Acordo Automotivo segue como pilar da relação comercial

Entre os principais temas debatidos esteve a continuidade do Acordo Automotivo, firmado no âmbito do ACE 72. As autoridades destacaram a importância do mecanismo para garantir previsibilidade nas trocas comerciais e fortalecer a cadeia produtiva do setor entre os dois mercados.

Além de reafirmarem o compromisso com os instrumentos já existentes, os dois governos manifestaram interesse em expandir as oportunidades de negócios e promover novas iniciativas de cooperação econômica.

Relação bilateral ganha caráter estratégico

Durante o encontro, o ministro Márcio Elias Rosa ressaltou que a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Colômbia, realizada em abril de 2024, elevou a relação entre os países a um novo patamar de relevância.

Segundo ele, o momento atual oferece condições favoráveis para transformar essa aproximação política em resultados concretos para as economias e para a população de ambos os países.

Cooperação industrial mira setores de alta relevância

Outro ponto destacado foi a convergência entre a política brasileira da Nova Indústria Brasil (NIB) e a estratégia de reindustrialização adotada pela Colômbia.

A avaliação é de que essa sintonia pode abrir espaço para projetos conjuntos em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico e tecnológico, incluindo mobilidade sustentável, hidrogênio verde, biocombustíveis, bioinsumos, indústria farmacêutica, construção naval e defesa.

Comércio entre os países movimenta US$ 5,4 bilhões

Os números do intercâmbio comercial reforçam a relevância da parceria. Em 2025, a corrente de comércio exterior entre Brasil e Colômbia alcançou US$ 5,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras somaram US$ 3,4 bilhões.

A pauta exportadora brasileira para o mercado colombiano é diversificada e inclui veículos, autopeças, medicamentos, produtos químicos, máquinas e equipamentos, além de itens como café, pneus, papel, cartão, calçados e produtos de perfumaria.

A expectativa dos governos é que a ampliação da cooperação econômica e industrial contribua para elevar ainda mais o fluxo de negócios nos próximos anos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Notícia

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 13,5 bilhões na terceira semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 13,5 bilhões, resultado de US$ 7,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.

Exportações e importações mantêm crescimento em maio

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 23,5 bilhões e importou US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo da balança chegou a US$ 5,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 41,3 bilhões.

Os números mostram avanço nas transações internacionais em relação ao mesmo período do ano passado. A média diária das exportações em maio de 2026 ficou em US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% na comparação com maio de 2025.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária passou de US$ 1,088 bilhão em maio do ano anterior para US$ 1,188 bilhão neste mês, avanço de 9,2%.

Corrente de comércio supera US$ 249 bilhões no ano

No acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 140 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 109,6 bilhões.

Com isso, o país acumula superávit comercial de US$ 30,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,6 bilhões ao longo do ano.

A média diária da corrente de comércio até a terceira semana de maio chegou a US$ 2,75 bilhões, representando crescimento de 9,6% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve um dos melhores desempenhos no período. A média diária de exportações do segmento cresceu US$ 65,17 milhões, avanço de 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já os produtos da indústria de transformação registraram aumento de US$ 111,89 milhões por dia, crescimento de 15,4%.

Na contramão, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 37,56 milhões na média diária exportada, queda de 11,1%.

Importações avançam na indústria de transformação

Do lado das importações, o principal destaque foi novamente a indústria de transformação, que registrou crescimento diário de US$ 98,79 milhões, alta de 9,8%.

A indústria extrativa também avançou, com aumento de 3% na média diária das compras internacionais.

Por outro lado, as importações da agropecuária recuaram 5,5% na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 27,9 bilhões até a segunda semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio alcançou US$ 12,5 bilhões, resultado de US$ 7,02 bilhões em exportações e US$ 5,5 bilhões em importações.

Corrente de comércio acumula US$ 27,9 bilhões em maio

No acumulado de maio, o Brasil já soma US$ 16 bilhões em exportações e US$ 11,9 bilhões em importações. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 4,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 27,9 bilhões.

Os números reforçam o avanço das transações internacionais brasileiras e o crescimento do fluxo comercial do país em 2026.

Superávit comercial ultrapassa US$ 28 bilhões no ano

De janeiro até a segunda semana de maio, as exportações brasileiras totalizaram US$ 132,6 bilhões. No mesmo período, as importações chegaram a US$ 103,6 bilhões.

Com isso, o saldo positivo acumulado em 2026 alcançou US$ 28,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio somou US$ 236,2 bilhões.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC.

Exportações crescem mais de 12% em maio

Na comparação entre as médias diárias de maio de 2026 e maio de 2025, as exportações brasileiras tiveram crescimento de 12,4%.

A média diária de exportações neste mês chegou a US$ 1,6 bilhão, acima dos US$ 1,4 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

As importações também apresentaram alta de 8,9%, passando de US$ 1,088 bilhão para US$ 1,185 bilhão na média diária.

Já a média diária da corrente de comércio ficou em US$ 2,786 bilhões, enquanto o saldo comercial diário alcançou US$ 415,35 milhões. O resultado representa crescimento de 10,9% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária brasileira apresentou um dos melhores desempenhos no acumulado até a segunda semana de maio.

Na comparação com igual período do ano anterior, houve crescimento de US$ 85,68 milhões na média diária, avanço de 24,3%.

A indústria de transformação também registrou alta significativa, com aumento de US$ 121,01 milhões, equivalente a 16,7%.

Por outro lado, a indústria extrativa teve retração de US$ 33,92 milhões, queda de 10% na média diária das exportações.

Importações avançam em todos os setores

No cenário das importações, todos os principais segmentos registraram crescimento na comparação anual.

A agropecuária teve aumento de 3,4% na média diária das compras externas. Já a indústria extrativa avançou 7,4%.

O maior crescimento foi observado na indústria de transformação, que registrou alta de 9%, com incremento de US$ 90,86 milhões nas importações.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estado de Excelência

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil soma US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio

A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 9,04 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões, garantindo um superávit de US$ 2,7 bilhões na balança comercial.

Superávit comercial acumula US$ 27,5 bilhões no ano

No acumulado de 2026, o país já registra US$ 125,6 bilhões em exportações e US$ 98,1 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 27,5 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 223,68 bilhões.

Os números foram apresentados nesta segunda-feira (11) pela Secex/MDIC e refletem o avanço das relações comerciais brasileiras no mercado internacional.

Exportações crescem quase 27% em maio

A média diária das exportações até a primeira semana de maio de 2026 ficou em US$ 1,807 bilhão, representando alta de 26,9% na comparação com maio de 2025, quando o valor médio era de US$ 1,424 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento de 16,1%, passando de US$ 1,088 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,263 bilhão neste ano.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,07 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 544,39 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, o avanço da corrente de comércio foi de 22,2%.

Agropecuária e indústria de transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou crescimento de US$ 134,64 milhões na média diária, avanço de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A indústria de transformação também teve desempenho positivo, com alta de US$ 264,32 milhões, equivalente a crescimento de 36,4%.

Por outro lado, a indústria extrativa registrou queda de US$ 19,15 milhões, recuo de 5,7%.

Importações avançam na indústria de transformação

No segmento das importações, a indústria de transformação liderou o crescimento, com aumento de US$ 187,83 milhões na média diária, avanço de 18,6%.

Já a agropecuária apresentou leve retração de 1,7%, enquanto a indústria extrativa caiu 24,5%, com redução de US$ 11,1 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil cresce 10,8% em abril e bate recorde nas exportações

A corrente de comércio brasileira registrou crescimento de 10,8% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionada pelo avanço das exportações brasileiras, que alcançaram o maior valor da série histórica para o mês.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que as exportações somaram US$ 34,1 bilhões em abril, enquanto as importações chegaram a US$ 23,6 bilhões. O saldo positivo da balança comercial foi de US$ 10,5 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 57,8 bilhões no período.

Exportações avançam mais de 14% em abril

Na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025, as exportações cresceram 14,3%, passando de US$ 29,8 bilhões para US$ 34,1 bilhões.

Já as importações apresentaram alta de 6,2% no mesmo intervalo, saindo de US$ 22,2 bilhões para US$ 23,6 bilhões.

O desempenho reforça o crescimento do comércio exterior brasileiro em 2026, especialmente diante do aumento da demanda por produtos ligados ao agronegócio, indústria extrativa e indústria de transformação.

Comércio exterior acumula mais de US$ 208 bilhões no ano

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, as exportações brasileiras atingiram US$ 116,6 bilhões, avanço de 9,2% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações somaram US$ 91,7 bilhões no quadrimestre, alta de 2,5%.

Com isso, o saldo da balança comercial chegou a US$ 24,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio acumulada alcançou US$ 208,3 bilhões, crescimento de 6,1% na comparação anual.

Agropecuária e indústria puxam alta das exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve crescimento de US$ 1,28 bilhão em abril, avanço de 16,1% frente ao mesmo mês do ano anterior.

A indústria extrativa também apresentou forte desempenho, com aumento de US$ 1,26 bilhão, equivalente a 17,9%.

Já os produtos da indústria de transformação registraram expansão de US$ 1,71 bilhão, alta de 11,6%.

No acumulado de 2026, o destaque ficou para a indústria extrativa, que cresceu 22,2%, somando avanço de US$ 5,32 bilhões.

Importações crescem na indústria de transformação

No lado das importações, o principal avanço ocorreu nos produtos da indústria de transformação, que tiveram crescimento de US$ 1,51 bilhão em abril, alta de 7,4%.

A indústria extrativa apresentou leve aumento de 0,4%, enquanto a agropecuária registrou queda de 25,8% nas importações do mês.

No acumulado do ano, as compras externas da indústria de transformação cresceram 3,6%, enquanto agropecuária e indústria extrativa apresentaram retração.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Feed&Food

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Comércio

Minerva Foods registra queda de 52,8% no lucro do 1º trimestre apesar de alta na receita

A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 87,3 milhões. O resultado representa uma queda de 52,8% em relação ao mesmo período do ano passado, influenciado principalmente pelos impactos financeiros, pela alta no preço do boi gordo e pela menor disponibilidade de animais para abate.

Mesmo diante do cenário mais desafiador, a companhia conseguiu ampliar indicadores operacionais e manter o crescimento das receitas, impulsionada pela integração de ativos adquiridos da antiga Marfrig, atualmente MBRF.

Ebitda cresce com sinergias das aquisições

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da empresa avançou 16,2% no comparativo anual, alcançando R$ 1,12 bilhão.

Segundo o diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, o trimestre foi marcado por forte volatilidade no mercado, mas os ganhos obtidos com as novas unidades adquiridas ajudaram a sustentar o desempenho operacional da companhia.

A Minerva concluiu no fim de 2025 a incorporação de uma série de plantas compradas da Marfrig, operação considerada estratégica para ampliar escala e eficiência.

Alta da arroba reduz margens da companhia

Durante o trimestre, a empresa registrou queda de 5,3% no volume de abates, totalizando 1,35 milhão de cabeças de gado.

O cenário de oferta mais restrita elevou os preços da arroba bovina, pressionando as margens da operação. Ainda assim, o volume de vendas cresceu 16,2%, chegando a 481,7 mil toneladas, sustentado principalmente pela utilização de estoques.

O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, afirmou que a valorização do boi gordo já fazia parte das projeções internas da companhia devido ao atual ciclo pecuário brasileiro.

Segundo ele, a compressão da margem bruta vem sendo parcialmente compensada pelos ganhos de escala e pela redução de despesas obtidas com a integração dos ativos incorporados.

Guerra no Oriente Médio eleva custos logísticos

Executivos da companhia também comentaram os impactos do conflito envolvendo o Irã sobre as operações globais da empresa.

De acordo com Queiroz, o principal reflexo ocorre nos custos logísticos, especialmente no frete marítimo e nas rotas comerciais destinadas ao Oriente Médio.

Apesar disso, o executivo avalia que o impacto financeiro ainda é limitado em relação ao valor agregado da carne exportada. Ele ressaltou ainda que as regiões mais afetadas pelas dificuldades logísticas representam uma fatia menor das operações internacionais da Minerva.

Minerva aposta na diversificação geográfica para manter exportações à China

A empresa afirmou que pretende manter, ao longo de 2026, níveis semelhantes de exportação de carne bovina para a China, mesmo diante das restrições tarifárias que afetam principalmente as plantas brasileiras.

A estratégia da companhia está baseada na diversificação geográfica da operação, utilizando unidades localizadas na Argentina, Colômbia e Uruguai para atender parte da demanda chinesa.

Segundo a Minerva, a presença em diferentes países fortalece sua posição no mercado internacional e amplia a flexibilidade comercial em momentos de instabilidade.

Mercado dos EUA surge como alternativa

Além da China, os Estados Unidos aparecem como opção para absorver parte da produção brasileira afetada pelas limitações tarifárias impostas ao setor.

No entanto, o CEO destacou que o mercado chinês continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira e lembrou que há menos plantas habilitadas para exportação aos EUA do que para a China.

A empresa avalia que esse cenário pode aumentar a oferta no mercado interno brasileiro e gerar pressão sobre os preços domésticos.

Receita da Minerva cresce quase 20% no trimestre

Apesar da queda no lucro, a receita líquida da companhia avançou 19,8% nos três primeiros meses do ano, atingindo R$ 13,4 bilhões.

As vendas no mercado interno cresceram 23,6%, somando R$ 6,55 bilhões. Já as operações internacionais tiveram alta de 19,6%, alcançando R$ 7,9 bilhões.

Segundo a empresa, a América do Sul continua desempenhando papel estratégico no abastecimento global de proteína bovina, especialmente em um cenário de restrição de oferta em mercados internacionais.

FONTE: Istoé Dinheiro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Istoé

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Comércio

Brasil e Itália ampliam cooperação no setor cafeeiro e comércio agrícola

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu nesta quarta-feira (6) com o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, e com o presidente da Illycaffè, Andrea Illy. O encontro tratou de temas ligados à cadeia produtiva do café, comércio bilateral e cooperação técnica entre os dois países.

Durante a reunião, André de Paula destacou a importância do fortalecimento das relações comerciais com parceiros estratégicos, como a Itália, especialmente no agronegócio e no setor cafeeiro.

Brasil reforça liderança na produção de café

Andrea Illy ressaltou o papel do Brasil como principal fornecedor de café arábica da empresa italiana e destacou a relevância do país na produção global do grão. Segundo ele, o foco da companhia está na qualidade do produto exportado e na compra direta junto aos produtores brasileiros.

O executivo também afirmou que a empresa mantém programas de capacitação voltados à agricultura regenerativa, manejo sustentável e gestão das propriedades rurais, oferecendo incentivos financeiros aos produtores que alcançam padrões superiores de qualidade.

Acordo Mercosul-União Europeia amplia oportunidades

O embaixador Alessandro Cortese destacou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode facilitar o avanço das relações comerciais entre Brasil e Itália, especialmente no setor agrícola.

Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, afirmou que a redução gradual de tarifas até 2034 poderá beneficiar empresas ligadas a insumos, maquinários e cápsulas de café.

Sustentabilidade e clima estiveram no centro das discussões

As mudanças climáticas e os desafios para a produção agrícola também fizeram parte da pauta. O governo brasileiro apresentou iniciativas como o Plano ABC+, voltado à agropecuária de baixa emissão de carbono, e o programa Caminho Verde Brasil, que busca recuperar áreas degradadas e ampliar a produção sustentável.

A assessora especial do ministério, Sibelle Andrade, destacou ainda o trabalho da Embrapa na disseminação de tecnologias ligadas à agricultura sustentável e à transferência de conhecimento técnico para outros países.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva/Mapa

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Comércio

Acordo Mercosul–União Europeia: governo define regras para uso de cotas comerciais

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgou as normas que regulamentam o uso das cotas de exportação e importação previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. As diretrizes passaram a valer no dia 1º e detalham a aplicação prática do tratado, incluindo atualizações no Certificado de Origem.

Regras afetam pequena parcela do comércio

De acordo com o MDIC, as cotas comerciais impactam uma fatia limitada das trocas entre os blocos: cerca de 4% das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações. A maior parte do fluxo comercial será beneficiada pela redução ou eliminação total de tarifas, sem limites quantitativos.

Regulamentação complementa acordo histórico

O acordo de livre-comércio Mercosul–UE, oficializado por decreto presidencial no fim de abril, encerra um processo de negociação que durou quase 30 anos. Com a publicação das regras pela Secex, entram em vigor os critérios operacionais para acesso às cotas e às preferências tarifárias.

Como funcionam as cotas de importação

Para as importações, produtos como veículos, lácteos, alho, derivados de tomate, chocolates e itens de confeitaria seguirão o sistema de ordem de registro no Portal Único Siscomex. Para garantir o benefício, o importador deve vincular a licença à Declaração Única de Importação (Duimp) no prazo de até 60 dias, respeitando os limites estabelecidos.

Exportações brasileiras também têm limites

No caso das exportações, as cotas incluem produtos estratégicos da pauta brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz e milho, além de mel, ovos, rum e cachaça. A distribuição será feita por ordem de solicitação, considerando a disponibilidade no momento da análise.

Após a conclusão da operação, será emitido o Certificado de Autorização de Cotas Mercosul, documento que acompanha a mercadoria e assegura o acesso às condições tarifárias no mercado europeu.

Divisão entre países ainda será definida

A partilha das cotas entre os países do Mercosul ainda depende de negociação interna. Até que haja consenso, cada nação seguirá com seus próprios procedimentos, sem prejuízo ao volume negociado ou ao acesso aos benefícios do acordo.

Para produtos fora do regime de cotas, o acesso ao mercado europeu continuará condicionado apenas ao cumprimento das regras de origem.

FONTE: Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio

Acordo Mercosul-Canadá avança e nova rodada de negociações é marcada para maio

As negociações para o acordo de livre comércio Mercosul-Canadá registraram avanços importantes após a nona rodada realizada em Brasília, entre os dias 27 e 30 de abril. Segundo o governo brasileiro, ao menos três capítulos do tratado estão próximos de serem concluídos.

Uma nova rodada de discussões já está prevista para maio, com o objetivo de acelerar o fechamento das pendências e consolidar o entendimento entre as partes.

Progresso nas negociações comerciais

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios envolvidos, o diálogo entre Mercosul e Canadá tem avançado de forma consistente desde a retomada das tratativas, em outubro do ano passado.

O esforço conjunto busca fortalecer as relações bilaterais e ampliar a integração econômica internacional, promovendo mais oportunidades de comércio e investimentos.

Temas discutidos na rodada

Durante os encontros presenciais, grupos técnicos trataram de diversos pontos estratégicos do acordo, incluindo:

  • comércio de bens e serviços
  • serviços financeiros
  • regras de origem
  • propriedade intelectual
  • barreiras sanitárias e fitossanitárias
  • comércio sustentável

Além disso, reuniões híbridas abordaram temas como compras governamentais, barreiras técnicas ao comércio e questões relacionadas ao trabalho.

Governo brasileiro busca conclusão do acordo

O avanço das negociações ocorre em meio ao esforço do governo federal para concluir o tratado. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil trabalha para finalizar o acordo comercial com o Canadá.

A expectativa é que o tratado amplie o acesso a mercados, reduza tarifas e fortaleça a presença de produtos do Mercosul no comércio internacional.

Próximos passos

Com capítulos já próximos do encerramento, a próxima rodada será decisiva para avançar nos pontos restantes e aproximar as partes de um consenso final.

O acordo é considerado estratégico para diversificar parcerias comerciais e impulsionar o comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Oliveira/Agência Senado

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