Comércio Internacional

Comércio entre Brasil e Líbano cresce no primeiro quadrimestre de 2026

As trocas comerciais entre Brasil e Líbano apresentaram crescimento nos primeiros quatro meses de 2026, com avanço tanto nas exportações brasileiras quanto nas importações vindas do país árabe.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, apontam que as exportações do Brasil para o Líbano alcançaram US$ 170,8 milhões entre janeiro e abril, resultado 8,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Exportações brasileiras mantêm saldo positivo

Mesmo com o aumento das importações, a balança comercial permaneceu favorável ao Brasil. O superávit acumulado no período chegou a US$ 169,9 milhões.

A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 171,6 milhões no quadrimestre.

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado libanês estão carne bovina congelada, café, açúcar, soja, gado vivo e carne de frango, itens que seguem liderando a pauta do agronegócio brasileiro nas negociações com o Oriente Médio.

Importações do Líbano avançam mais de 39%

As importações brasileiras de produtos libaneses atingiram US$ 842 mil no acumulado do ano, alta de 39,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os principais itens comprados pelo Brasil foram máquinas para fabricação de alimentos, resíduos de alumínio e frutas em conserva.

O crescimento reforça o avanço das relações comerciais entre os dois países e a ampliação do intercâmbio de produtos industriais e alimentícios.

Abril registra forte alta no comércio bilateral

Somente em abril, as exportações brasileiras para o Líbano totalizaram US$ 54,6 milhões, crescimento de 18,2% na comparação com abril do ano passado.

As importações também registraram forte expansão no mês e chegaram a US$ 187 mil, salto expressivo de 1003,4%.

Com isso, a corrente de comércio em abril alcançou US$ 54,8 milhões, enquanto o saldo positivo para o Brasil ficou em US$ 54,5 milhões.

O desempenho confirma o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países e o aumento da presença dos produtos brasileiros no mercado libanês.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 13,5 bilhões na terceira semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 13,5 bilhões, resultado de US$ 7,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.

Exportações e importações mantêm crescimento em maio

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 23,5 bilhões e importou US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo da balança chegou a US$ 5,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 41,3 bilhões.

Os números mostram avanço nas transações internacionais em relação ao mesmo período do ano passado. A média diária das exportações em maio de 2026 ficou em US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% na comparação com maio de 2025.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária passou de US$ 1,088 bilhão em maio do ano anterior para US$ 1,188 bilhão neste mês, avanço de 9,2%.

Corrente de comércio supera US$ 249 bilhões no ano

No acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 140 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 109,6 bilhões.

Com isso, o país acumula superávit comercial de US$ 30,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,6 bilhões ao longo do ano.

A média diária da corrente de comércio até a terceira semana de maio chegou a US$ 2,75 bilhões, representando crescimento de 9,6% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve um dos melhores desempenhos no período. A média diária de exportações do segmento cresceu US$ 65,17 milhões, avanço de 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já os produtos da indústria de transformação registraram aumento de US$ 111,89 milhões por dia, crescimento de 15,4%.

Na contramão, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 37,56 milhões na média diária exportada, queda de 11,1%.

Importações avançam na indústria de transformação

Do lado das importações, o principal destaque foi novamente a indústria de transformação, que registrou crescimento diário de US$ 98,79 milhões, alta de 9,8%.

A indústria extrativa também avançou, com aumento de 3% na média diária das compras internacionais.

Por outro lado, as importações da agropecuária recuaram 5,5% na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Economia

Dólar em queda impulsiona importações, mas custos extras ainda pesam no bolso

A queda do dólar comercial para abaixo de R$ 4,90 na primeira semana de maio de 2026 — menor patamar desde janeiro de 2024 — reacendeu o interesse dos brasileiros por importações, viagens ao exterior e contratação de serviços digitais internacionais.

Apesar do cenário favorável no câmbio, especialistas alertam que o valor da moeda americana não é o único fator que define o custo final de uma compra internacional.

Brasileiros movimentam mais de R$ 100 bilhões em gastos no exterior

O avanço do consumo internacional já aparece nos números do mercado. Dados da Abecs apontam que os brasileiros gastaram US$ 18 bilhões no exterior em 2025, crescimento de 14% em comparação ao ano anterior.

Convertido em moeda nacional, o volume alcançou R$ 100,7 bilhões, impulsionado principalmente pelo crescimento do e-commerce internacional, plataformas digitais e assinaturas de serviços estrangeiros.

Com isso, oscilações do dólar passaram a influenciar diretamente decisões de consumo relacionadas a compras online, streaming, viagens e serviços contratados fora do país.

Consumidor passou a analisar o custo total das compras internacionais

Segundo Gustavo Siuves, os consumidores brasileiros deixaram de observar apenas a cotação da moeda e passaram a considerar outros encargos envolvidos nas operações internacionais.

Entre os fatores que influenciam o preço final estão o IOF, tarifas bancárias, taxas de conversão e o modelo utilizado pelas instituições financeiras para calcular o câmbio.

Nos cartões de crédito tradicionais, por exemplo, a conversão costuma ser realizada na data de fechamento da fatura, o que pode gerar diferença entre o valor exibido no momento da compra e o montante efetivamente cobrado.

Câmbio automático ganha espaço nas operações internacionais

Para reduzir essa diferença, algumas plataformas financeiras passaram a adotar sistemas de câmbio automático em operações internacionais. Nesse modelo, a conversão para reais é feita no instante da compra, permitindo que o consumidor visualize previamente o valor final da transação.

De acordo com Siuves, a tecnologia já permite operações internacionais mais rápidas, transparentes e menos dependentes de intermediários financeiros.

Ele destaca ainda que o desafio atual está em ampliar o acesso dessas soluções para pequenas e médias empresas, que historicamente enfrentam custos mais elevados e processos burocráticos no comércio exterior.

Dólar baixo não significa necessariamente compra mais barata

Mesmo com a valorização do real frente à moeda americana, o custo das compras internacionais continua sujeito a diversos encargos adicionais.

Além do câmbio, fatores como tributos, tarifas operacionais e regras de conversão adotadas pelas instituições financeiras seguem impactando diretamente o preço final pago pelos consumidores.

A tendência do mercado é que ferramentas de conversão em tempo real avancem em setores como turismo, serviços digitais e comércio eletrônico internacional, acompanhando o aumento das transações feitas por brasileiros no exterior.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

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Importação

CNI aciona STF contra fim da taxa das blusinhas e contesta isenção em importações

A Confederação Nacional da Indústria protocolou nesta sexta-feira (22), no Supremo Tribunal Federal, uma ação direta de inconstitucionalidade contra a medida provisória que extinguiu a cobrança de imposto sobre importações de até US$ 50, conhecidas popularmente como taxa das blusinhas.

Para a entidade, a retirada da alíquota de 20% aplicada sobre remessas internacionais de pequeno valor cria um desequilíbrio competitivo ao favorecer produtos estrangeiros em detrimento da indústria nacional.

CNI aponta risco à indústria e ao mercado interno

Na avaliação da confederação, a isenção tributária fere princípios constitucionais como isonomia tributária, livre concorrência e proteção ao mercado interno brasileiro.

Segundo a ação apresentada ao STF, a medida pode ampliar a desigualdade competitiva entre empresas instaladas no país e plataformas internacionais de comércio eletrônico, comprometendo empregos, arrecadação e investimentos.

O diretor jurídico da CNI, Alexandre Vitorino, argumenta que o uso de medida provisória não atende ao requisito constitucional de urgência.

De acordo com ele, embora o tema tenha relevância econômica, não haveria justificativa para adoção do instrumento em caráter emergencial.

Entidade alerta para impacto econômico e perda de empregos

A CNI sustenta que a revogação da tributação representa um retrocesso para a economia nacional.

Conforme estimativas da entidade, a cobrança instituída anteriormente ajudou a preservar cerca de 135 mil empregos e movimentou aproximadamente R$ 19,7 bilhões em 2025.

O argumento central é que a desoneração beneficia empresas estrangeiras ao transferir renda e arrecadação para o exterior, enfraquecendo o setor produtivo brasileiro.

Importações cresceram com avanço das plataformas digitais

Dados apresentados pela confederação mostram crescimento expressivo nas importações de pequeno valor ao longo da última década.

O volume financeiro saltou de US$ 800 milhões em 2013 para US$ 13,1 bilhões em 2022. Já o número de remessas postais passou de 70,5 milhões em 2018 para 176,3 milhões em 2022.

A entidade destaca ainda que, após a implementação da tributação em 2024 por meio do programa Remessa Conforme, houve retração no fluxo de encomendas internacionais em 2025.

Entidade critica retomada da isenção

Para a CNI, o retorno da isenção desfaz avanços conquistados nos últimos anos, quando plataformas estrangeiras passaram a recolher tributos no país.

A tributação começou em 2023 com a incidência de ICMS estadual e foi ampliada em 2024 com a cobrança federal de 20% sobre importações de até US$ 50.

Segundo a entidade, manter tratamento favorecido às compras internacionais cria uma vantagem artificial para produtos estrangeiros e compromete a competitividade da produção nacional.

Debate sobre isenção ganhou novo contexto com o e-commerce

A confederação também argumenta que a regra original da isenção foi criada em um cenário econômico distinto, quando o comércio eletrônico internacional ainda tinha participação reduzida.

Com a expansão das plataformas digitais, a desoneração, antes restrita a remessas ocasionais entre pessoas físicas, passou a beneficiar operações comerciais recorrentes realizadas por empresas estrangeiras.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Iano Andrade / CNI

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Economia

Economia da Alemanha cresce 0,3% no primeiro trimestre de 2026 com avanço das exportações

A Alemanha registrou crescimento de 0,3% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores. O resultado foi confirmado nesta sexta-feira pelo escritório federal de estatísticas do país.

O desempenho da economia da Alemanha foi impulsionado principalmente pela recuperação das exportações alemãs, que avançaram de forma significativa no início do ano.

Exportações fortalecem atividade econômica alemã

Segundo Ruth Brand, presidente do órgão de estatísticas, o aumento das vendas externas teve papel decisivo para o crescimento econômico no período.

As exportações de bens e serviços subiram 3,3% no primeiro trimestre, revertendo a queda observada no último trimestre de 2025. Enquanto isso, as importações registraram leve alta de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.

O cenário reforça a relevância do setor externo para a recuperação da maior economia da Europa.

Gastos públicos avançam, mas consumo das famílias fica estagnado

Outro fator que contribuiu para o resultado positivo foi o crescimento dos gastos do governo. As despesas públicas aumentaram 1,1% no período, colaborando para sustentar a atividade econômica.

Por outro lado, o consumo das famílias permaneceu estável, sem crescimento no trimestre, indicando cautela dos consumidores diante do cenário econômico europeu.

Investimentos recuam no início de 2026

Apesar do avanço do Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos apresentaram retração de 1,5% no primeiro trimestre do ano.

A queda nos investimentos mostra que, embora as exportações estejam fortalecendo a economia alemã, ainda existem desafios internos relacionados à confiança empresarial e à expansão da atividade produtiva.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Annegret Hilse

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 27,9 bilhões até a segunda semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio alcançou US$ 12,5 bilhões, resultado de US$ 7,02 bilhões em exportações e US$ 5,5 bilhões em importações.

Corrente de comércio acumula US$ 27,9 bilhões em maio

No acumulado de maio, o Brasil já soma US$ 16 bilhões em exportações e US$ 11,9 bilhões em importações. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 4,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 27,9 bilhões.

Os números reforçam o avanço das transações internacionais brasileiras e o crescimento do fluxo comercial do país em 2026.

Superávit comercial ultrapassa US$ 28 bilhões no ano

De janeiro até a segunda semana de maio, as exportações brasileiras totalizaram US$ 132,6 bilhões. No mesmo período, as importações chegaram a US$ 103,6 bilhões.

Com isso, o saldo positivo acumulado em 2026 alcançou US$ 28,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio somou US$ 236,2 bilhões.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC.

Exportações crescem mais de 12% em maio

Na comparação entre as médias diárias de maio de 2026 e maio de 2025, as exportações brasileiras tiveram crescimento de 12,4%.

A média diária de exportações neste mês chegou a US$ 1,6 bilhão, acima dos US$ 1,4 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

As importações também apresentaram alta de 8,9%, passando de US$ 1,088 bilhão para US$ 1,185 bilhão na média diária.

Já a média diária da corrente de comércio ficou em US$ 2,786 bilhões, enquanto o saldo comercial diário alcançou US$ 415,35 milhões. O resultado representa crescimento de 10,9% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária brasileira apresentou um dos melhores desempenhos no acumulado até a segunda semana de maio.

Na comparação com igual período do ano anterior, houve crescimento de US$ 85,68 milhões na média diária, avanço de 24,3%.

A indústria de transformação também registrou alta significativa, com aumento de US$ 121,01 milhões, equivalente a 16,7%.

Por outro lado, a indústria extrativa teve retração de US$ 33,92 milhões, queda de 10% na média diária das exportações.

Importações avançam em todos os setores

No cenário das importações, todos os principais segmentos registraram crescimento na comparação anual.

A agropecuária teve aumento de 3,4% na média diária das compras externas. Já a indústria extrativa avançou 7,4%.

O maior crescimento foi observado na indústria de transformação, que registrou alta de 9%, com incremento de US$ 90,86 milhões nas importações.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estado de Excelência

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Indústria

Fim da taxa das blusinhas preocupa indústria e pode afetar empregos, alerta CNI

A decisão do governo federal de acabar com a cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, gerou reação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a entidade, a medida pode prejudicar a indústria brasileira, reduzir postos de trabalho e ampliar a vantagem competitiva de fabricantes estrangeiros, principalmente da China.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a isenção tributária para produtos importados cria um cenário desigual para empresas nacionais, especialmente nos setores de vestuário e comércio.

CNI critica concorrência com produtos estrangeiros

De acordo com a entidade, permitir a entrada de mercadorias importadas sem tributação favorece fabricantes internacionais de baixo custo e impacta diretamente a produção nacional.

A CNI argumenta que a medida beneficia principalmente empresas chinesas que atuam no comércio eletrônico, enquanto indústrias brasileiras continuam sujeitas à elevada carga tributária.

Para Ricardo Alban, a retirada do imposto enfraquece a competitividade da produção interna e desestimula investimentos no país.

Entidade aponta risco para micro e pequenas empresas

A confederação afirma que o fim da cobrança pode atingir principalmente micro e pequenas empresas brasileiras, que enfrentam dificuldades para competir com produtos importados de menor valor.

Segundo a avaliação da CNI, o atual cenário internacional é marcado por disputas comerciais e políticas de proteção econômica adotadas por diversos países. Nesse contexto, a entidade considera contraditória a redução de mecanismos de equilíbrio concorrencial no mercado brasileiro.

Taxação começou em 2023

A cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 começou a ser aplicada em 2023, inicialmente com a incidência do ICMS estadual sobre encomendas vindas do exterior.

Já em 2024, plataformas estrangeiras de comércio eletrônico passaram a recolher também uma alíquota de 20% referente ao imposto federal de importação.

Estudo aponta impacto econômico positivo da taxação

A CNI destacou ainda que estudos recentes indicam que a tributação ajudou a evitar a entrada de cerca de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil.

Segundo a entidade, a medida também contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e movimentar aproximadamente R$ 20 bilhões na economia nacional.

A confederação reforçou que não é contrária às importações, mas defende regras equilibradas de concorrência entre produtos nacionais e estrangeiros.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona primeiras operações com cotas tarifárias no Brasil

O Brasil registrou as primeiras movimentações comerciais com uso das cotas tarifárias previstas no Acordo Mercosul–União Europeia, em vigor desde 1º de maio de 2026. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) já autorizou oito licenças de exportação e seis de importação envolvendo produtos beneficiados pelo tratado.

Exportações brasileiras já contam com tarifas reduzidas

Entre as operações liberadas até 10 de maio estão embarques de carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça. Em alguns casos, como aves desossadas e a bebida brasileira, os produtos entram no mercado europeu com tarifa zero, desde que respeitados os limites das cotas estabelecidas.

A carne bovina brasileira também passou a ter condições mais vantajosas para acesso à União Europeia. A tradicional Cota Hilton, que anteriormente aplicava taxa de 20% sobre cortes nobres exportados pelo Brasil, agora opera sem cobrança tarifária.

Além disso, o acordo criou uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes da vigência do tratado, exportações fora da Cota Hilton enfrentavam cobrança de 12,8% mais € 304,10 por 100 kg. Com as novas regras, a tarifa intracota caiu para 7,5%.

Importações incluem chocolates, tomates e queijos europeus

No fluxo de importações, as licenças emitidas contemplam produtos como chocolates, tomates e queijos vindos da União Europeia.

Para os queijos, já houve redução inicial da tarifa de importação, que passou de 28% para 25,2% dentro das preferências negociadas no acordo comercial. Já produtos como chocolate e tomate terão cortes tarifários graduais a partir de 2027. Neste primeiro ano de vigência, chamado de “ano zero”, permanecem as alíquotas atualmente aplicadas.

Portarias regulamentam uso das cotas tarifárias

As operações comerciais foram regulamentadas pelas Portarias Secex nº 491 e nº 492, publicadas em 1º de maio. As medidas definem os procedimentos necessários para utilização das cotas tarifárias entre Mercosul e União Europeia.

Posteriormente, as normas receberam atualizações por meio das Portarias nº 494 e nº 495, que ajustaram critérios técnicos e regras para administração das cotas comerciais.

Maior parte do comércio já opera sem limites quantitativos

Segundo o governo federal, grande parte das trocas comerciais entre os dois blocos já ocorre com redução ou eliminação de tarifas, sem necessidade de utilização de cotas.

Atualmente, mais de 5 mil linhas tarifárias — equivalentes a 54,3% do universo tarifário — já possuem tarifa zero para entrada de produtos brasileiros na União Europeia. No Mercosul, 1.152 linhas tarifárias, cerca de 11% do total, também passaram a operar com tarifa zero para mercadorias europeias.

Para acessar os benefícios previstos no acordo, empresas precisam apenas seguir os procedimentos tradicionais de comércio exterior e comprovar a origem dos produtos conforme as regras negociadas.

Portal Único Siscomex já opera plenamente

Nos casos de produtos sujeitos às cotas tarifárias — que representam aproximadamente 4% das exportações brasileiras e 0,3% das importações —, os operadores devem cumprir etapas específicas de licenciamento e certificação no Portal Único Siscomex.

De acordo com o MDIC, todo o sistema já está preparado para receber, processar e emitir licenças relacionadas às cotas do Acordo Mercosul–União Europeia, garantindo maior previsibilidade e segurança às operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia já registra 14 licenças aprovadas pela Secex

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), autorizou 14 operações comerciais dentro do novo acordo entre Mercosul e União Europeia. O balanço divulgado nesta segunda-feira (11) reúne oito licenças de exportação de produtos brasileiros para o mercado europeu e seis permissões para importação de mercadorias europeias ao Brasil.

As operações contemplam o período entre 1º de maio de 2026 — data de entrada em vigor do tratado — e o último sábado (10).

Carnes e cachaça lideram exportações brasileiras

Entre os produtos brasileiros autorizados para exportação estão carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça, itens incluídos nas cotas tarifárias negociadas entre os blocos econômicos.

Segundo a Secex, alguns produtos já passam a contar com vantagens tarifárias imediatas. É o caso da carne de aves desossada e da cachaça, que agora entram na União Europeia com tarifa zero dentro dos limites definidos pelo acordo.

Acordo reduz tarifas para carne bovina

O novo tratado também alterou as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado europeu. A chamada Cota Hilton, mecanismo já existente antes do acordo, aplicava tarifa de 20% sobre cortes nobres exportados pelo Brasil. Com a implementação do tratado, a cobrança foi zerada.

Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes da vigência do acordo, embarques fora da Cota Hilton eram taxados em 12,8%, além de uma cobrança adicional de € 304,10 a cada 100 quilos. Agora, dentro da nova cota, a tarifa caiu para 7,5%.

Importações incluem chocolates, tomates e queijos

No fluxo de importação, as licenças emitidas pela Secex envolvem produtos europeus como chocolates, tomates e queijos.

Os queijos já tiveram redução tarifária imediata, passando de 28% para 25,2% dentro das condições negociadas. Já os produtos como tomate e chocolate terão cortes graduais nas tarifas a partir de 2027. Em 2026, considerado o “ano zero” do acordo, permanecem as alíquotas atuais.

Mais de 5 mil linhas tarifárias já operam com tarifa zero

De acordo com o MDIC, mais de 5 mil linhas tarifárias — o equivalente a 54,3% do universo tarifário — passaram a operar com tarifa zero para entrada de produtos do Mercosul na União Europeia desde o início da vigência do acordo.

No sentido inverso, o Mercosul zerou tarifas em 1.152 linhas tarifárias para mercadorias europeias, o que representa cerca de 11% do total.

Operações ainda estão em fase inicial

Os primeiros números divulgados pelo governo indicam o início da implementação prática das cotas e preferências tarifárias previstas no acordo comercial.

Apesar disso, ainda não foram detalhados os volumes financeiros nem a quantidade de mercadorias efetivamente licenciadas nas 14 operações autorizadas até agora. O impacto sobre o comércio entre os blocos dependerá da utilização das cotas nas próximas semanas e da adesão das empresas aos novos mecanismos comerciais.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil soma US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio

A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 9,04 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões, garantindo um superávit de US$ 2,7 bilhões na balança comercial.

Superávit comercial acumula US$ 27,5 bilhões no ano

No acumulado de 2026, o país já registra US$ 125,6 bilhões em exportações e US$ 98,1 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 27,5 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 223,68 bilhões.

Os números foram apresentados nesta segunda-feira (11) pela Secex/MDIC e refletem o avanço das relações comerciais brasileiras no mercado internacional.

Exportações crescem quase 27% em maio

A média diária das exportações até a primeira semana de maio de 2026 ficou em US$ 1,807 bilhão, representando alta de 26,9% na comparação com maio de 2025, quando o valor médio era de US$ 1,424 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento de 16,1%, passando de US$ 1,088 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,263 bilhão neste ano.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,07 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 544,39 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, o avanço da corrente de comércio foi de 22,2%.

Agropecuária e indústria de transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou crescimento de US$ 134,64 milhões na média diária, avanço de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A indústria de transformação também teve desempenho positivo, com alta de US$ 264,32 milhões, equivalente a crescimento de 36,4%.

Por outro lado, a indústria extrativa registrou queda de US$ 19,15 milhões, recuo de 5,7%.

Importações avançam na indústria de transformação

No segmento das importações, a indústria de transformação liderou o crescimento, com aumento de US$ 187,83 milhões na média diária, avanço de 18,6%.

Já a agropecuária apresentou leve retração de 1,7%, enquanto a indústria extrativa caiu 24,5%, com redução de US$ 11,1 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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