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Tecon Santos amplia capacidade de armazenagem e chega a 2,9 milhões de TEUs por ano

O Tecon Santos, terminal operado pela Santos Brasil no Porto de Santos (SP), concluiu mais uma etapa do projeto de ampliação e modernização, elevando sua capacidade anual para 2,9 milhões de TEUs. A expansão ocorre em um período estratégico para o comércio exterior brasileiro, próximo à chamada peak season do segundo semestre, quando aumentam as importações para datas como Black Friday e Natal, além do escoamento da produção de commodities agrícolas.

A nova capacidade foi alcançada com a incorporação de uma área de 4 mil metros quadrados ao pátio operacional do terminal. O espaço antes era ocupado pelo antigo prédio administrativo da companhia, demolido em maio para dar lugar à ampliação da área de armazenagem.

Nova área adiciona 137 mil TEUs de capacidade ao terminal

Localizada na região central do Tecon Santos, a área passou por obras de adequação e agora contribui com aproximadamente 137 mil TEUs de capacidade dinâmica, ampliando a estrutura disponível para movimentação de contêineres no Porto de Santos.

O projeto de expansão do terminal começou em 2019 e prevê investimentos totais próximos de R$ 3 bilhões, com a meta de alcançar uma capacidade operacional de 3 milhões de TEUs por ano.

Até o momento, a Santos Brasil já aplicou mais de R$ 2,5 bilhões no programa de modernização.

Investimentos antecipam demanda do comércio exterior

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, os aportes realizados refletem uma estratégia de longo prazo para acompanhar o crescimento das operações internacionais brasileiras.

“Nosso compromisso é preparar a infraestrutura antes que a demanda se materialize, garantindo capacidade ao Porto de Santos, eficiência operacional e serviço premium para os nossos clientes”, afirmou o executivo.

Segundo Thibault, a expansão permite que o Tecon Santos responda atualmente por quase metade da capacidade de movimentação de contêineres do porto.

Nova sede administrativa será construída até 2027

Como parte do processo de modernização, a Santos Brasil também iniciará no quarto trimestre deste ano a construção de uma nova sede administrativa.

O edifício será instalado próximo à portaria terrestre do terminal e terá cinco andares, cerca de 1,2 mil metros quadrados de área construída e capacidade para acomodar até 450 colaboradores.

A previsão é que a nova estrutura seja concluída até o final de 2027, substituindo as instalações administrativas anteriores por um espaço mais moderno e sustentável.

Terminal amplia uso de equipamentos elétricos e operação remota

Além da expansão física, o Tecon Santos avançou na modernização dos equipamentos utilizados nas operações portuárias.

Neste mês, cinco dos oito RTGs elétricos fabricados pela ZPMC iniciaram operação remota no terminal. Os equipamentos chegaram da China no início do ano, junto com dois novos portêineres.

Os novos RTGs se somam às oito primeiras unidades elétricas já utilizadas pelo terminal. A tecnologia permite operação à distância, iniciativa implantada de forma pioneira no Brasil pelo Tecon Santos no final de 2024.

Segundo a empresa, o sistema aumenta a segurança operacional e melhora as condições ergonômicas dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos.

Renovação da frota reduzirá emissões de carbono

A Santos Brasil prevê a aquisição de outros 30 RTGs elétricos nos próximos anos, substituindo equipamentos convencionais movidos a diesel.

Com a renovação completa da frota, a expectativa é reduzir em 97% as emissões de carbono associadas a esses equipamentos, evitando o lançamento de cerca de 713 toneladas de CO₂ por mês na atmosfera.

Os novos portêineres, que já operam manualmente, também serão os primeiros do Brasil preparados para operar remotamente.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

CODEBA registra crescimento recorde na movimentação portuária no primeiro semestre de 2026

Os portos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) fecharam o primeiro semestre de 2026 com desempenho histórico. Entre janeiro e junho, a movimentação de cargas cresceu 22,49% em relação ao mesmo período de 2025, alcançando o maior volume já registrado para um primeiro semestre.

Além dos terminais baianos, o Porto de Itajaí (SC), que está sob gestão transitória da CODEBA, também apresentou resultado expressivo, com alta de 40,97% na movimentação de cargas no período.

Porto de Aratu-Candeias lidera movimentação de cargas

O Porto de Aratu-Candeias foi o terminal com maior volume movimentado entre os administrados pela companhia. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, foram 3,70 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 26,09% sobre o mesmo intervalo de 2025.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que avançaram 95,77%, enquanto as importações registraram aumento de 12,99%.

Somente em junho, o porto movimentou 692,2 mil toneladas, volume 30,17% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Porto de Salvador mantém ritmo de crescimento

O Porto de Salvador também apresentou resultados positivos no primeiro semestre, com movimentação acumulada de 3,79 milhões de toneladas, crescimento de 20,94% na comparação anual.

As importações lideraram o avanço, com alta de 31,84%, enquanto as exportações tiveram crescimento de 2,47%.

No mês de junho, o terminal registrou movimentação de 703,9 mil toneladas, desempenho 44,52% superior ao observado em junho de 2025.

Porto de Ilhéus amplia portfólio com nova operação internacional

No sul da Bahia, o Porto de Ilhéus movimentou 89,9 mil toneladas no acumulado do primeiro semestre.

Em junho, passaram pelo terminal 11,9 mil toneladas de cargas, representando crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O destaque do período foi a realização da primeira operação de embarque de óxido de magnésio no porto. A carga, de 8,7 mil toneladas, teve como destino o Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos, marcando a entrada de um novo tipo de produto no portfólio operacional do terminal e ampliando as oportunidades para a logística de exportação na região.

Desempenho reforça crescimento da logística portuária

Os resultados do primeiro semestre evidenciam o fortalecimento da infraestrutura portuária administrada pela CODEBA e o aumento da movimentação de cargas nos principais terminais sob sua gestão. O desempenho recorde reflete a expansão das operações de importação e exportação, além da diversificação das cargas movimentadas nos portos baianos.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Bernardo

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Antaq analisa revisão das tarifas do Porto de Santos e processo entra na fase final

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) concluiu a análise técnica da proposta de revisão tarifária extraordinária do Porto de Santos. Com a etapa encerrada, o processo foi considerado apto e segue agora para avaliação da Diretoria Colegiada, instância responsável pela decisão final dentro da agência reguladora.

Segundo a Antaq, o caso já foi distribuído ao relator, que deverá incluir a matéria na pauta para apreciação do colegiado. Somente após essa deliberação será possível avançar para as etapas seguintes previstas na legislação.

Novo tarifário depende de homologação e prazos legais

Depois da decisão da Diretoria Colegiada, o procedimento prevê a comunicação oficial ao Ministério da Fazenda e ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

A homologação definitiva da revisão e a publicação dos novos valores das tarifas ocorrerão apenas após o cumprimento de todas as exigências administrativas e dos prazos legais estabelecidos.

Desconto de 34,6% continua em vigor

Enquanto o processo não é concluído, permanece válido o desconto de 34,6% na chamada Tabela 3, tarifa cobrada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) pelo uso da infraestrutura operacional e terrestre do porto.

A redução foi determinada pela Antaq em setembro do ano passado após constatar que parte dos investimentos previstos com recursos arrecadados entre 2022 e 2024, superiores a R$ 600 milhões, não foi executada pela APS.

Com a medida, o valor da tarifa caiu de R$ 28,06 para R$ 18,35 por contêiner movimentado entre a embarcação e as áreas de armazenagem ou os limites do porto, representando redução de R$ 9,71 por unidade.

APS afirma que cumpriu determinação e aguarda decisão

Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que apresentou os recursos administrativos previstos após a publicação do Acórdão nº 559/2025 e implementou o abatimento tarifário determinado pela agência reguladora.

A administração do porto destacou que, até o momento, não houve decisão administrativa ou judicial que modificasse esse cenário. Também reforçou que a revisão extraordinária segue em análise na Antaq e que ainda não existe definição oficial sobre os novos valores das tarifas.

Revisão define limites máximos das tarifas

A Antaq esclareceu que o processo em andamento não trata da concessão de descontos comerciais, mas da atualização dos limites máximos das tarifas portuárias, conhecidos como preços-teto, aplicáveis às tabelas tarifárias do porto.

Os valores finais dependerão da análise da capacidade de geração de receitas do complexo portuário, dos custos operacionais e da avaliação do equilíbrio econômico-financeiro da operação, fatores que serão apreciados pela Diretoria Colegiada.

Execução dos investimentos será determinante

Outro ponto considerado pela agência reguladora é o cumprimento das obras previstas no ciclo tarifário anterior. A Antaq avalia o nível de execução física e financeira dos investimentos para verificar se a estrutura tarifária reflete efetivamente as melhorias entregues aos usuários do porto.

Segundo a agência, essa análise é essencial para garantir que os recursos arrecadados por meio das tarifas sejam compatíveis com as obras executadas e com os benefícios oferecidos ao setor portuário.

Sopesp mantém silêncio enquanto discussão continua

O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), responsável pela denúncia que questionou a falta de investimentos da APS e defendia a suspensão integral da cobrança da tarifa, informou que não irá se pronunciar neste momento.

De acordo com a entidade, o tema ainda está em discussão tanto na esfera administrativa quanto no Poder Judiciário.

Entenda a origem do desconto tarifário

Em 2021, a APS aprovou um cronograma de investimentos financiados com os recursos da Tabela 3, incluindo obras nas avenidas perimetrais das margens direita e esquerda do porto, melhorias no acesso à Ilha Barnabé e a recuperação dos Armazéns 1 ao 11.

Posteriormente, a autoridade portuária revisou o planejamento e informou que apenas 65,4% dos investimentos originalmente previstos seriam concluídos dentro do prazo estabelecido. Diante desse cenário, a Antaq calculou que 34,6% das obras deixariam de ser executadas no período previsto, percentual que serviu de base para o desconto aplicado sobre a tarifa.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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ISS em Itapoá: MP-SC pede suspensão de acordo tributário com porto e ressarcimento de mais de R$ 20 milhões

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) ingressou com pedido para suspender um acordo tributário firmado entre o município de Itapoá e o Porto Itapoá. A ação questiona a devolução de valores relacionados ao Imposto Sobre Serviços (ISS) e aponta um possível prejuízo milionário aos cofres públicos municipais.

Segundo o órgão, a medida busca anular os efeitos do acordo celebrado em 2023 e garantir a recomposição de recursos que, conforme a investigação, podem superar R$ 20 milhões.

Auditoria aponta possíveis irregularidades no acordo

Em nota divulgada no último domingo (26), o MP-SC informou que uma auditoria identificou indícios de irregularidades na negociação que encerrou a disputa judicial envolvendo o ISS.

De acordo com a investigação, o valor definido no acordo não teria sido fundamentado em critérios técnicos claros. O Ministério Público afirma ainda que o município assumiu uma obrigação financeira superior a R$ 18,7 milhões, com pagamento parcelado, situação que, na avaliação do órgão, teria causado prejuízo ao erário.

Com a ação, o MP-SC busca o ressarcimento de valores que ultrapassam R$ 20 milhões.

Disputa sobre ISS começou antes do acordo

O impasse entre o município e o terminal portuário teve início anos antes da assinatura do acordo.

Em 2020, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu pela devolução de mais de R$ 10 milhões ao Porto Itapoá que estavam depositados em juízo. Na ocasião, a Corte reconheceu diferenças na incidência das alíquotas do ISS sobre serviços prestados em áreas distintas do complexo portuário, aplicando percentuais de 3% e 5%.

A decisão serviu de base para os desdobramentos que culminaram no acordo firmado entre as partes em 2023.

Porto Itapoá afirma que acordo seguiu a legislação

Em manifestação encaminhada à imprensa, o Porto Itapoá informou que acompanha o caso com tranquilidade e reafirmou respeito à atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A administração do terminal declarou estar à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e disse confiar que o processo será analisado com base nos fatos, nas provas constantes dos autos e no rigor técnico-jurídico.

Empresa nega qualquer irregularidade

Em nota enviada à revista Portos e Navios, o Porto Itapoá sustentou que sempre conduziu suas atividades com transparência, boa-fé e observância da legislação vigente.

A empresa também afirmou que o acordo firmado com o município não apresenta irregularidades. Segundo o terminal, a negociação foi realizada em conformidade com o acórdão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, posteriormente homologada pelo Poder Judiciário e já transitada em julgado.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Portos

ANTAQ adia audiência pública sobre arrendamento de área no Porto de Itajaí

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) adiou a audiência pública que integra o processo de arrendamento da área ITJ01, no Porto Organizado de Itajaí. Inicialmente prevista para o dia 31 de julho, a sessão será realizada em 6 de agosto de 2026, às 9h30, em formato virtual. A decisão foi oficializada por meio da Deliberação-DG nº 52/2026, assinada pelo diretor-geral da agência, Frederico Dias.

De acordo com a deliberação, permanecem inalteradas as demais regras já estabelecidas para a audiência, incluindo o formato de participação dos interessados, que deverão se inscrever via WhatsApp no dia 5 de agosto, das 9h às 15h.

O encontro integra a etapa de participação social da licitação da área ITJ01, destinada à movimentação e armazenagem de cargas conteinerizadas e carga geral no Porto de Itajaí. As contribuições apresentadas durante a audiência e a consulta pública serão utilizadas para aperfeiçoar os documentos técnicos e jurídicos que embasarão a publicação do edital, considerado uma etapa estratégica para o futuro das operações no Porto Organizado de Itajaí.

Mudança ocorre em meio às discussões sobre a concessão do canal

O adiamento da audiência pública ocorre em meio às discussões sobre a concessão do canal portuário de Itajaí, que segue um trâmite separado ao do arrendamento. Na última semana, a ANTAQ decidiu manter o andamento do processo relacionado ao canal de acesso, ao rejeitar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). Segundo a Agência, não foram identificados impedimentos legais ou técnicos que justificassem a interrupção do projeto, que já se encontra na fase final antes da publicação do edital.

O pedido da SPI defendia a revisão dos estudos técnicos, a atualização de cálculos e o cumprimento de determinações do Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, a ANTAQ concluiu que as 27 recomendações feitas pelo tribunal já foram atendidas durante a elaboração do projeto. A ANTAQ também ressaltou que os estudos de engenharia foram atualizados, que a modelagem da concessão está integrada ao processo de arrendamento do terminal e que foram realizados dois ciclos de audiências públicas para garantir a participação da sociedade.

O projeto prevê uma concessão de 25 anos, com possibilidade de prorrogação, e investimentos estimados em cerca de R$ 350 milhões, destinados à dragagem permanente do canal, aprofundamento para 16 metros, retirada do navio naufragado Pallas e conclusão da nova bacia de evolução, permitindo a operação de navios de até 400 metros de comprimento.

Com a decisão da ANTAQ, o processo de concessão segue para análise da Procuradoria Federal junto à Agência. Após a emissão do parecer jurídico e eventuais ajustes, a expectativa é que o edital da concessão do canal portuário de Itajaí seja publicado até setembro.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: JBS / Foto Tanajura

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Portos

Porto de Santos avalia transferência de cargas em alto-mar para ampliar exportações de grãos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Porto de Ningbo-Zhoushan, na China, iniciaram uma cooperação técnica para avaliar a implantação de operações de transferência de cargas em alto-mar entre navios, modelo conhecido como ship-to-ship (STS). A proposta busca aumentar a eficiência das exportações brasileiras de soja e milho, principais commodities enviadas ao mercado chinês.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois portos. A primeira reunião técnica está programada para ocorrer na China dentro de aproximadamente 45 dias, marcando o início dos estudos sobre a viabilidade da operação. Atualmente, nenhum dos dois complexos portuários utiliza esse sistema para movimentação de grãos.

Objetivo é permitir embarques em navios de maior porte

O projeto pretende possibilitar que navios do tipo capesize, com capacidade entre 150 mil e 180 mil toneladas, sejam carregados em alto-mar por meio da transferência da carga transportada inicialmente por embarcações menores que operam no cais santista.

Hoje, os maiores navios graneleiros que atracam no Porto de Santos transportam cerca de 80 mil toneladas. Com a adoção do novo modelo, seria possível ampliar significativamente o volume embarcado sem depender exclusivamente da infraestrutura disponível nos berços de atracação.

Segundo o diretor de Operações da APS, Edilberto Ferreira Beto Mendes, a iniciativa busca aumentar a competitividade logística e reduzir custos.

“Eles buscam alternativas para receber cargas de navios com maior volume. Obviamente, isso aumenta a eficiência da operação e reduz emissão de carbono e o custo do frete marítimo”, afirmou em entrevista ao jornal A Tribuna.

Modelo pode acelerar operações e reduzir custos logísticos

De acordo com a APS, o transbordo offshore permitirá que embarcações menores retornem mais rapidamente aos terminais para novos carregamentos, tornando o fluxo operacional mais ágil e eficiente.

A parceria também atende à necessidade do Porto de Ningbo-Zhoushan, considerado o maior porto do mundo em movimentação de cargas, com mais de 1,4 bilhão de toneladas movimentadas por ano.

Em comparação, o Porto de Santos registrou movimentação de 186,4 milhões de toneladas no último ano, volume equivalente a cerca de 13,3% do complexo portuário chinês.

Estratégia amplia competitividade do Porto de Santos

Segundo Beto Mendes, Santos foi escolhido para a cooperação devido à sua relevância no comércio exterior brasileiro e por concentrar grande parte das exportações de grãos destinadas à China.

O diretor ressalta que o acordo não representa um projeto pronto, mas sim uma etapa de desenvolvimento conjunto para definir o modelo operacional, as tecnologias necessárias e os procedimentos de segurança para a operação de transbordo navio a navio.

A delegação brasileira que participará das discussões na China será composta pelo superintendente de Operações do Porto de Santos, além de especialistas das áreas operacional e ambiental da Autoridade Portuária.

Estudos incluem aspectos ambientais e viabilidade técnica

Apesar do potencial da iniciativa, ainda não existe um cronograma para a implantação da tecnologia. Nesta fase, os trabalhos estarão concentrados na análise da viabilidade técnica, dos impactos ambientais, dos requisitos operacionais e das normas necessárias para execução das operações.

Para a APS, a adoção desse sistema poderá permitir que o Porto de Santos receba embarcações com até 21 metros de calado, ampliando significativamente sua capacidade logística e reduzindo a dependência de futuros projetos de aprofundamento do canal de navegação.

Expectativa é acompanhar o crescimento das exportações brasileiras

A proposta integra o planejamento estratégico da Autoridade Portuária para preparar o complexo santista para o aumento da movimentação de cargas nos próximos anos, especialmente do agronegócio.

A expectativa é que o Porto de Santos alcance aproximadamente 300 milhões de toneladas movimentadas na próxima década, cenário que exigirá investimentos em infraestrutura, inovação e eficiência logística.

Operações ship-to-ship já são utilizadas em outros países

As operações ship-to-ship (STS) já fazem parte da logística portuária em diversos mercados internacionais. O modelo é empregado para movimentação de petróleo, derivados, gases liquefeitos e granéis sólidos, como minério de ferro, carvão e, em alguns casos, grãos.

Entre os países que utilizam esse tipo de operação estão Indonésia, Índia, Austrália e Estados Unidos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luiz Damasceno/APS/Divulgação

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Portos

Praticagem: entenda por que a atividade é essencial para a segurança dos portos brasileiros

A praticagem desempenha um papel estratégico para a segurança da navegação e o funcionamento dos portos no Brasil. Embora o comandante seja responsável pela embarcação, é o prático quem possui conhecimento detalhado das condições locais e conduz as manobras em áreas de maior complexidade, como canais estreitos, baías e acessos portuários.

Antes da chegada do navio ao porto, o profissional é transportado por uma lancha de praticagem até a embarcação. Em alto-mar, ele embarca por uma escada de corda fixada ao casco e acompanha toda a operação até a atracação ou até que o navio deixe a chamada Zona de Praticagem (ZP) em segurança.

Conhecimento local garante operações mais seguras

Enquanto o comandante está preparado para navegar em diferentes rotas ao redor do mundo, o prático é especializado nas características específicas da região onde atua. Cada Zona de Praticagem exige habilitação própria, já que fatores como marés, correntes, ventos e condições meteorológicas variam de um porto para outro.

Esse domínio técnico permite que as manobras sejam executadas com precisão, reduzindo riscos durante a entrada e a saída de embarcações em áreas de navegação consideradas críticas.

Praticagem é fundamental para o comércio marítimo

O transporte marítimo responde por cerca de 95% do comércio internacional brasileiro, tornando a praticagem uma atividade indispensável para a logística nacional. A atuação dos práticos contribui para evitar colisões, encalhes e outros acidentes que podem interromper operações portuárias, causar prejuízos econômicos e comprometer o abastecimento de diversos setores.

Além de proteger a infraestrutura dos portos, o serviço garante que cargas como alimentos, combustíveis, medicamentos, máquinas e outros produtos cheguem ao destino com segurança e eficiência.

Proteção ambiental e segurança operacional

Outro aspecto relevante da praticagem é a preservação do meio ambiente. Ao reduzir a possibilidade de acidentes envolvendo grandes embarcações, a atividade diminui o risco de vazamentos de combustíveis e cargas, protegendo rios, baías e áreas costeiras.

A Marinha do Brasil regulamenta a atividade e estabelece critérios rigorosos para formação, qualificação e treinamento dos profissionais, assegurando elevados padrões de segurança nas operações.

Atividade estratégica para o desenvolvimento do país

Mesmo sendo pouco percebida pela população, a praticagem é um dos pilares da logística portuária brasileira. A atuação dos práticos garante o funcionamento eficiente dos portos, protege vidas, preserva o meio ambiente e fortalece a competitividade do comércio marítimo, mantendo o Brasil conectado aos mercados internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Praticagem do Brasil

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Portos

Antaq mantém processo de concessão do canal portuário de Itajaí e rejeita pedido de suspensão

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) decidiu manter o andamento do processo de concessão do canal portuário de Itajaí ao negar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). A decisão consta em nota técnica divulgada na segunda-feira e reforça que não foram encontrados impedimentos legais ou técnicos capazes de justificar a paralisação do projeto, que está na etapa final antes da publicação do edital.

Além de afastar a possibilidade de interrupção do processo, a agência destacou que a SPI não possui legitimidade jurídica para representar institucionalmente a administração portuária nesse tipo de solicitação. Apesar disso, reconheceu a legitimidade técnica da superintendência por atuar diretamente nas operações do porto.

Codeba afirma que pedido não passou pelos trâmites institucionais

Segundo a Antaq, a administração do Porto de Itajaí está vinculada à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) desde a federalização. Por esse motivo, a manifestação encaminhada pela SPI não representa oficialmente a posição da autoridade portuária nem do Ministério de Portos e Aeroportos, responsável pelo poder concedente.

O presidente da Codeba, Antônio Gobbo, informou que não tinha conhecimento do pedido de suspensão. Em manifestação oficial, afirmou que o documento foi elaborado e enviado sem passar pela diretoria executiva nem pelos canais institucionais da companhia, procedimento que será apurado internamente.

Setor empresarial defende continuidade do projeto

A possibilidade de suspensão da concessão do canal portuário mobilizou entidades empresariais de Itajaí e Navegantes na última semana. As associações alertaram que qualquer paralisação poderia ampliar atrasos em um processo que já se arrasta há mais de cinco anos, além de comprometer investimentos considerados essenciais para preservar a competitividade do complexo portuário.

O projeto prevê uma concessão com prazo inicial de 25 anos, podendo ser prorrogada por até 70 anos. Entre os investimentos estimados em aproximadamente R$ 350 milhões estão a dragagem permanente do canal, o aprofundamento para 16 metros, a remoção do navio naufragado Pallas e a conclusão da nova bacia de evolução. As intervenções permitirão a operação de embarcações de até 400 metros de comprimento.

Antaq afirma que estudos foram revisados e exigências do TCU cumpridas

Na análise técnica, a Antaq concluiu que não há fundamentos para interromper a licitação do canal portuário. A SPI defendia a suspensão alegando necessidade de revisar estudos, atualizar cálculos e atender determinações do Tribunal de Contas da União (TCU).

Entretanto, a agência informou que os 27 apontamentos feitos pelo TCU foram integralmente atendidos e validados durante a tramitação do projeto. Também ressaltou que a modelagem da concessão está alinhada ao processo de arrendamento do terminal, enquanto os estudos de engenharia foram atualizados com dados mais recentes. Outro ponto destacado foi a realização de dois ciclos de audiências públicas, garantindo participação da sociedade.

Sustentabilidade financeira e edital seguem em andamento

A Antaq também respondeu às preocupações relacionadas à arrecadação da autoridade portuária. Conforme a nota técnica, a sustentabilidade financeira será assegurada pela integração das receitas provenientes do arrendamento do terminal, com projeções indicando arrecadação superior à estimada como perda já no primeiro ano de operação.

Com o projeto considerado consolidado e aprovado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, a proposta segue agora para análise da Procuradoria Federal junto à Antaq. Após a emissão do parecer jurídico e eventuais adequações, a expectativa é de que o edital da concessão do canal portuário de Itajaí seja publicado até setembro.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Porto de Santos firma acordo para estudar transbordo offshore de soja e ampliar eficiência logística

A Autoridade Portuária de Santos assinou, na última segunda-feira (20), um memorando de entendimentos com o porto de Ningbo Zhoushan, na China, para desenvolver estudos voltados à implantação do transbordo offshore de soja. A iniciativa busca tornar mais eficiente o transporte marítimo da commodity, com operações realizadas ainda na costa brasileira.

Modelo pode reduzir custos e acelerar operações

A proposta prevê que navios de menor porte, carregados no cais do Porto de Santos, transfiram a carga para embarcações do tipo capesize em alto-mar. Esses gigantes do transporte marítimo têm capacidade superior a 150 mil toneladas, enquanto os maiores graneleiros que atualmente atracam no terminal santista comportam cerca de 80 mil toneladas.

Com esse sistema, os navios menores retornariam ao porto mais rapidamente para novos carregamentos, aumentando a produtividade das operações. Além disso, o uso de embarcações de maior capacidade tende a reduzir os custos com frete marítimo e otimizar a logística portuária.

Grupo bilateral vai avaliar viabilidade do projeto

O memorando estabelece a criação de um grupo de trabalho formado por representantes dos dois portos. A equipe será responsável pela troca de informações e pela realização de estudos técnicos para avaliar a implementação do modelo de transbordo offshore entre Brasil e China.

Maior porto do mundo participa da iniciativa

O porto de Ningbo Zhoushan é atualmente o maior do mundo em volume de cargas movimentadas. O complexo portuário registra uma movimentação anual superior a 1,4 bilhão de toneladas, consolidando-se como uma das principais referências globais em infraestrutura e eficiência logística.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Concessão de canais de acesso impulsiona novo modelo de gestão portuária no Brasil

Os canais de acesso portuário desempenham um papel estratégico para o funcionamento dos portos, embora sejam pouco conhecidos pelo público em geral. São essas vias navegáveis que conectam o mar aos terminais e determinam as condições de entrada e saída das embarcações.

A profundidade dos canais é um dos principais fatores para a operação portuária, pois define quais navios podem atracar com segurança e qual volume de carga conseguem transportar. Quanto maior a capacidade das embarcações, menor tende a ser o custo logístico por tonelada ou contêiner movimentado, tornando os portos brasileiros mais competitivos no comércio internacional.

Além de beneficiar as exportações, a melhoria da infraestrutura também contribui para reduzir os custos das importações e aumentar a eficiência do transporte marítimo.

Novo modelo de concessão reúne serviços em um único contrato

A gestão dos canais de acesso passa por uma transformação com a adoção de um novo modelo de concessão à iniciativa privada. Diferentemente do formato tradicional, baseado em contratos separados para serviços de dragagem, a proposta reúne em um único contrato toda a administração da infraestrutura aquaviária.

O escopo inclui a dragagem, responsável pela manutenção da profundidade dos canais, a sinalização náutica, o gerenciamento do tráfego de embarcações, além da conservação das áreas de manobra e dos locais de fundeio utilizados pelos navios enquanto aguardam autorização para atracar.

Esse modelo busca garantir manutenção contínua da infraestrutura, aumentar a previsibilidade das operações e reduzir restrições que impactam armadores, operadores portuários e exportadores.

Crescimento dos navios exige canais mais profundos

A necessidade de investimentos acompanha a evolução da frota marítima mundial. Nas últimas décadas, os porta-contêineres aumentaram significativamente de tamanho, passando de embarcações com cerca de 300 metros para modelos que chegam a 400 metros de comprimento.

Esses navios possuem capacidade para transportar quase três vezes mais contêineres do que as embarcações utilizadas no início dos anos 2000. Para atender essa nova realidade, os canais precisam oferecer profundidade compatível com o maior calado operacional, permitindo que os navios operem com sua capacidade máxima.

Dragagem fortalece logística e reduz emissões

Estudo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) aponta que o aprofundamento dos canais traz ganhos importantes para a logística portuária.

Segundo a entidade, canais mais profundos permitem que os navios transportem maior volume de carga por viagem, reduzam o consumo de combustível por contêiner movimentado e contribuam para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Por outro lado, quando a profundidade limita o carregamento ou obriga as embarcações a aguardar condições favoráveis de maré para navegar, parte dessa eficiência é perdida. O resultado é o aumento dos custos operacionais, maior tempo de espera e redução da competitividade dos portos e das cadeias logísticas brasileiras.

A adoção do novo modelo de concessão de canais de acesso busca justamente oferecer maior previsibilidade, elevar a eficiência operacional e preparar a infraestrutura portuária nacional para atender à crescente demanda do comércio marítimo internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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