Economia

Dólar volta a superar R$ 5 e Ibovespa recua em sessão de ajuste no mercado financeiro

O mercado financeiro brasileiro passou por uma sessão de correção nesta quarta-feira (7), após a forte valorização registrada nos dias seguintes ao primeiro turno das eleições. O dólar voltou a ficar acima de R$ 5, enquanto o Ibovespa caiu 0,74%, aos 204.302,33 pontos.

O movimento acompanhou o desempenho negativo dos mercados internacionais, em um cenário marcado pela manutenção dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos em níveis elevados e pela valorização do petróleo, que permaneceu acima de US$ 100 por barril.

Dólar fecha acima de R$ 5

O dólar à vista encerrou o pregão com alta de 0,83%, cotado a R$ 5,016. Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,017.

A alta interrompeu uma sequência de dois pregões de queda, período em que o dólar acumulou desvalorização de 4,65%. Apesar da recuperação desta quarta-feira, a moeda ainda registra queda de 3,94% na semana e de 8,62% no acumulado de 2026.

No mercado internacional, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta formada por seis moedas, avançou 0,36%, para 102,280.

Juros nos Estados Unidos pressionam mercados

Um dos fatores acompanhados pelos investidores foi a trajetória dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano. A rentabilidade dos papéis de dez anos chegou a 5,36%, maior patamar em 24 anos, antes de recuar para aproximadamente 5,28%.

A manutenção de juros elevados em economias desenvolvidas tende a aumentar a atratividade desses mercados para os investidores. Com isso, países emergentes, como o Brasil, podem enfrentar saída de recursos, pressionando tanto o câmbio quanto o mercado acionário.

Ibovespa interrompe sequência de alta

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 204.176,12 pontos e a máxima de 206.877,47 pontos.

O volume financeiro movimentado durante o pregão foi de R$ 57,2 bilhões, antes dos ajustes finais.

Mesmo com a queda, o principal índice da Bolsa brasileira mantém desempenho positivo. Em outubro, o Ibovespa acumula alta de 9,64%, enquanto, no ano, a valorização chega a 26,8%.

Nos Estados Unidos, o movimento também foi negativo. O S&P 500, índice que reúne as ações das 500 maiores empresas norte-americanas, recuou 0,22%.

Petróleo permanece acima de US$ 100

Os preços do petróleo perderam força durante a tarde, mas o barril do tipo Brent para dezembro continuou sendo negociado acima de US$ 100.

A cotação da commodity permanece no radar dos investidores em meio às novas tensões no Oriente Médio, que aumentam as preocupações sobre a oferta global de petróleo e seus possíveis impactos sobre a inflação.

Mercado acompanha decisões do Federal Reserve

Os investidores também analisaram a ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Na ocasião, a autoridade monetária elevou a taxa básica de juros para a faixa entre 3,75% e 4%.

O documento revelou divergências entre os dirigentes sobre os motivos que justificaram a elevação dos juros. A inflação continua entre as principais preocupações do Fed e permanece como um dos fatores determinantes para as próximas decisões de política monetária.

Principais indicadores

  • Dólar à vista: R$ 5,016, alta de 0,83%
  • Dólar em 2026: queda de 8,62%
  • Ibovespa: 204.302,33 pontos, queda de 0,74%
  • Ibovespa em outubro: alta de 9,64%
  • Ibovespa em 2026: alta de 26,8%
  • S&P 500: queda de 0,22%
  • Petróleo Brent: acima de US$ 100 por barril

Fonte: Agência Brasil, com informações da Reuters.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Walter Campanato

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Economia

O Futuro do Petróleo Brasileiro: Por Que a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas São as Novas Fronteiras

O pré-sal tem sido o grande motor da economia e da balança comercial brasileira nas últimas décadas, respondendo por cerca de 80% de toda a produção nacional. No entanto, com previsões apontando para o declínio dessa extração na próxima década, a busca por novas fontes de energia tornou-se uma prioridade estratégica. Para garantir que o país continue entre os maiores exportadores globais, a Petrobras e o setor energético voltam os olhos para duas novas fronteiras: a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.

O Fenômeno da Guiana e a Aposta na Margem Equatorial

Localizada na costa norte do Amapá, a Margem Equatorial ganhou destaque após uma descoberta recente da Petrobras em um poço remoto, situado a apenas 700 quilômetros da zona de produção da Guiana.

O país vizinho transformou-se em uma potência petrolífera impressionante em tempo recorde, saltando para reservas de bilhões de barris em poucos anos de exploração. Como a geologia da região compartilhada com o Amapá apresenta semelhanças estruturais com o solo guianense, especialistas avaliam que o subsolo brasileiro pode esconder um potencial semelhante.

Ainda assim, especialistas ponderam que existe uma grande distância entre encontrar indícios e comprovar a viabilidade comercial da extração. A estimativa oficial aponta para o início de operações na área em 2033, preenchendo exatamente a lacuna deixada pelo envelhecimento do pré-sal.

Bacia de Pelotas: A Conexão Geológica com a Namíbia

No extremo oposto do litoral brasileiro, a Bacia de Pelotas desponta como a outra grande aposta para o futuro energético do país. A região compartilha traços geológicos idênticos aos da Namíbia, na costa africana, já que ambos os territórios formavam uma única massa continental há milhões de anos.

Com campanhas de perfuração programadas para os próximos anos por gigantes do setor, a bacia sulista atrai atenções internacionais. Inclusive, operações vizinhas conduzidas no Uruguai podem antecipar respostas importantes sobre a presença de reservas comerciais viáveis na mesma faixa marítima.

Desafios e Sustentabilidade Econômica

Manter os níveis de arrecadação pública obtidos por meio de dividendos, royalties e participações especiais de petroleiras exigirá planejamento estratégico e novos investimentos em infraestrutura setorial. Com o avanço das pesquisas sísmicas e novas campanhas exploratórias, o Brasil se prepara para definir os rumos da sua segurança energética e manter sua relevância no cenário internacional de óleo e gás.

FONTE: Investnews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração: Daniela Arbex

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Economia

Dólar a R$ 5,20: eleições e cenário externo devem manter câmbio volátil

O dólar voltou a superar a marca de R$ 5,20 na segunda-feira (28), em um momento de maior cautela nos mercados financeiros diante da proximidade do primeiro turno das eleições gerais de 2026. A moeda norte-americana avançou pela primeira vez em pouco mais de um mês para esse patamar, após encerrar o pregão anterior cotada a R$ 5,18.

A expectativa de analistas consultados pela CNN Money é de que a volatilidade do câmbio continue elevada nas próximas sessões. Além das pesquisas eleitorais e das perspectivas para o cenário político brasileiro, fatores internacionais também devem influenciar a cotação.

O boletim Focus aponta que a mediana das projeções do mercado indica o dólar em R$ 5,20 ao fim de 2026. Apesar disso, especialistas destacam a dificuldade de estabelecer uma trajetória definida para a moeda até o encerramento do ano.

Eleições colocam cenário fiscal no radar

A preocupação dos investidores não está necessariamente relacionada ao processo eleitoral, mas aos possíveis impactos do resultado sobre a condução da economia brasileira, especialmente em relação às contas públicas.

Relatório do Goldman Sachs, divulgado em 23 de setembro, apontou que o dólar apresentou movimentos relevantes frente ao real à medida que os primeiros turnos de eleições anteriores se aproximaram.

Uma análise do banco Inter sobre os três últimos ciclos de eleições presidenciais também identificou forte influência do chamado risco fiscal-eleitoral sobre a formação da taxa de câmbio.

Segundo os analistas, informações relacionadas à política fiscal têm peso importante nas oscilações diárias do câmbio e da curva de juros. À medida que a eleição se aproxima, mudanças nas expectativas do mercado sobre os candidatos também podem influenciar os preços dos ativos.

Risco fiscal pode pressionar o real

O estudo do Inter estimou que, considerando os 30 dias anteriores e posteriores ao segundo turno das três eleições mais recentes, o componente fiscal contribuiu para um prêmio de risco que resultou em uma desvalorização do real entre 2% e 4%.

Para Carlos Henrique Silva Junior, strategic advisor da corretora de câmbio Freex, a perspectiva mais cautelosa é de que o mercado de câmbio não apresente uma direção definida até dezembro.

Na avaliação dele, dúvidas relacionadas à situação fiscal, ao resultado eleitoral ou à capacidade de governabilidade tendem a elevar o prêmio de risco exigido pelos investidores para manter recursos em ativos brasileiros.

O Goldman Sachs considera plausível que o dólar seja negociado entre R$ 4,50 e R$ 4,80 em um cenário eleitoral percebido pelo mercado como favorável a uma política fiscal mais rigorosa. O banco, porém, ressalta que a manutenção do atual quadro fiscal, sem deterioração adicional, também poderia permitir alguma valorização do real, embora envolva riscos diante do desequilíbrio das contas públicas e das condições dos juros internacionais.

Mercado externo também influencia o dólar

A trajetória do câmbio brasileiro não depende apenas dos fatores domésticos. O comportamento da moeda norte-americana no exterior também exerce influência direta sobre o real.

Tomás Urani, head de estratégia macroeconômica do Santander, destaca que o dólar é uma das variáveis da economia brasileira mais sensíveis às condições internacionais. Segundo ele, uma valorização global da moeda americana tende a pressionar o real, mesmo quando os fundamentos domésticos são favoráveis.

O Santander projeta o dólar em R$ 5,30 no fim de 2026, acima tanto das cotações observadas recentemente quanto da mediana apresentada no boletim Focus.

Entre os fatores de risco apontados pelo banco estão, além das incertezas relacionadas à política fiscal brasileira, a possibilidade de fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional.

Conflitos internacionais aumentam cautela

O cenário geopolítico também está no radar dos investidores. A continuidade dos conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã mantém a atenção sobre os preços de energia e seus possíveis efeitos sobre a inflação global.

A pressão inflacionária pode influenciar as decisões do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, sobre os juros. Nesse ambiente, investidores podem buscar maior proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries.

A ausência de uma solução de curto prazo para os conflitos no Oriente Médio também aumenta as preocupações com a inflação internacional e pode manter os juros dos Estados Unidos em níveis elevados.

Na avaliação de Urani, parte importante da recente valorização do dólar está relacionada ao ambiente externo, e não exclusivamente às condições econômicas brasileiras. Comparado ao desempenho de outras moedas diante do dólar, o real apresenta uma valorização relativamente mais expressiva em 2026.

Outubro deve continuar marcado pela volatilidade

Para Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren Investimentos, o comportamento do câmbio continuará bastante dependente das notícias relacionadas aos conflitos internacionais e às eleições brasileiras.

Indicadores econômicos divulgados no Brasil e nos Estados Unidos também devem contribuir para os movimentos da moeda nas próximas semanas.

Nesse contexto, as avaliações dos especialistas apontam para um ambiente de alta volatilidade do dólar ao longo de outubro, com os mercados atentos simultaneamente ao cenário eleitoral, às contas públicas brasileiras e às condições da economia internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Internacional

China e EUA concordam em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias

China e Estados Unidos chegaram a um acordo para reduzir tarifas de importação sobre cerca de US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. A medida contempla produtos como milho, cosméticos, eletrodomésticos, brinquedos e itens para o lar.

Por meio do Conselho de Comércio EUA-China, cada país indicou US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis para receber um tratamento tarifário mais favorável. A informação foi divulgada no domingo pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Segundo Greer, a iniciativa deve ampliar o acesso de produtos norte-americanos ao mercado chinês e alcançar aproximadamente 30% das exportações dos EUA destinadas à China.

Redução de tarifas faz parte de nova trégua comercial

A redução recíproca de tarifas está entre os principais resultados da segunda reunião realizada neste ano entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.

O encontro também resultou na extensão da trégua comercial entre China e EUA, com o objetivo de manter as negociações econômicas e comerciais em andamento.

Uma das listas divulgadas pela Casa Branca prevê que Pequim reduza tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, incluindo milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A soja, porém, ficou de fora dessa relação.

A China também pretende diminuir as tarifas aplicadas a peixes e frutos do mar, madeira e toras, cosméticos e dispositivos médicos provenientes dos Estados Unidos.

Na direção oposta, os Estados Unidos planejam reduzir tarifas sobre uma série de produtos chineses. Entre eles estão pequenos eletrodomésticos, como cafeteiras e torradeiras, além de louças, cobertores e roupas de cama.

A lista norte-americana inclui ainda brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, iluminação para árvores de Natal, outros artigos de decoração festiva e cadeirinhas infantis para automóveis.

Trégua comercial é prorrogada por dois meses

O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira que a trégua comercial será estendida por dois meses, até 10 de janeiro. O período permitirá que os dois governos avaliem os compromissos já firmados e discutam os próximos passos nas relações econômicas.

Segundo a pasta, a extensão do acordo cria um ambiente considerado mais estável e previsível para empresas dos dois países, além de favorecer a continuidade das negociações.

China e Estados Unidos também deverão manter conversas regulares sobre oportunidades e obstáculos relacionados a investimentos. A intenção é ampliar a transparência das políticas, aumentar a previsibilidade regulatória e responder às preocupações apresentadas pelo setor empresarial.

Agricultura ganha espaço nas negociações

A seleção dos produtos chineses que terão tarifas reduzidas está relacionada, segundo a Casa Branca, ao compromisso de Pequim de adquirir US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA.

A China já retomou compras em grande escala de soja norte-americana, dentro de um acordo firmado no ano passado que prevê a aquisição anual de 25 milhões de toneladas métricas do produto.

Os dois governos também vão criar um grupo de trabalho dedicado à agricultura, subordinado ao Conselho de Comércio EUA-China. A primeira reunião está prevista para ocorrer antes do fim do ano e deverá tratar de acesso aos mercados e questões regulatórias.

China prevê novas compras de carvão dos EUA

Outro resultado da reunião de Xi Jinping e Donald Trump foi o compromisso chinês de importar 10 milhões de toneladas métricas de carvão dos Estados Unidos por ano em 2027 e 2028.

De acordo com a Casa Branca, o volume corresponde a aproximadamente 2% das importações anuais de carvão realizadas pela China.

O Ministério do Comércio chinês afirmou que a compra de carvão norte-americano poderá complementar o abastecimento do mercado doméstico e, ao mesmo tempo, gerar receita e empregos para o setor de mineração dos Estados Unidos.

Petróleo e gás natural liquefeito (GNL) não aparecem entre os produtos contemplados pelas listas de redução tarifária.

Inteligência artificial e serviços financeiros entram na pauta

As negociações também avançaram em áreas que vão além das tarifas comerciais. China e Estados Unidos concordaram em estabelecer um canal de comunicação para tratar de eventuais incidentes relacionados à inteligência artificial (IA).

Os dois países também deverão realizar um novo diálogo sobre o tema até o fim de novembro.

No setor financeiro, Pequim informou que avaliará e aprovará instituições estrangeiras de serviços financeiros, incluindo empresas com capital norte-americano, interessadas em atuar e abrir filiais na China.

Além disso, os governos manterão comunicação sobre a ampliação da oferta de voos diretos entre China e Estados Unidos, segundo o Ministério do Comércio chinês.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Indústria

Nova parceria entre ApexBrasil e CNI investe R$ 7,1 milhões para impulsionar a internacionalização da indústria brasileira

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) firmaram um novo convênio no valor de R$ 7,1 milhões para expandir a presença de produtos nacionais no exterior. A assinatura ocorreu em Brasília, com a participação de lideranças industriais e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com vigência de 12 meses, o acordo prevê o atendimento a 400 empresas brasileiras por meio de oito ações estratégicas voltadas a mercados na América Latina, Caribe, Europa, Ásia e África. O aporte financeiro será dividido igualmente entre as duas instituições, somando R$ 3,551 milhões de cada parte.

Estratégia de expansão e mercados alternativos

A iniciativa faz parte do Plano de Diversificação de Exportações e ganha ainda mais relevância diante de barreiras comerciais e tarifas impostas pelos Estados Unidos. O objetivo é mitigar impactos sobre o setor produtivo nacional, aproximando marcas brasileiras de novos compradores internacionais.

Além do convênio comercial, a cerimônia marcou a oficialização de um Acordo de Cooperação Técnica entre o MDIC e a CNI, focado no aumento da competitividade global das empresas locais.

Foco em inovação, bioeconomia e quatro frentes estratégicas

Durante o evento, os dirigentes destacaram que a meta vai além do envio tradicional de mercadorias. A proposta é consolidar o valor agregado do Brasil no exterior, destacando pilares como:

  • Bioeconomia e sustentabilidade ambiental;
  • Inteligência tecnológica e transformação digital da indústria;
  • Aproveitamento inteligente de acordos comerciais vigentes;
  • Estímulo à participação de mulheres na indústria.

A execução do projeto contará com a capilaridade da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), articulando recursos das federações estaduais e de entidades como SESI, SENAI e IEL.

Histórico de sucesso na promoção comercial

A cooperação mútua entre a ApexBrasil e a CNI não é recente: iniciada em 2008, a aliança já acumula cerca de 200 ações executadas, beneficiando mais de 7 mil companhias e gerando bilhões de dólares em expectativas de negócios ao longo dos anos.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Negócios

Brasil Soberano 3: BNDES abre pedidos de empréstimos para empresas

Empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio já podem solicitar financiamento por meio da terceira fase do Plano Brasil Soberano. O programa prevê R$ 22,6 bilhões em crédito para negócios enquadrados nas regras estabelecidas pelo governo.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abriu nesta quinta-feira (17) o protocolo para que as empresas interessadas façam a habilitação aos financiamentos.

Além dos negócios diretamente atingidos pelas medidas comerciais norte-americanas e pelo conflito no Oriente Médio, o programa contempla empresas de setores estratégicos, incluindo segmentos como fertilizantes e minerais críticos.

Brasil Soberano 3 reúne recursos do Tesouro e do BNDES

O pacote de crédito é composto por R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e outros R$ 9,1 bilhões em recursos do BNDES, instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A nova etapa amplia o alcance das medidas de apoio financeiro criadas pelo governo para empresas que enfrentam dificuldades relacionadas ao cenário comercial e geopolítico internacional.

Quem pode ter acesso ao crédito?

A terceira fase do Plano Brasil Soberano estabelece três grupos de empresas que podem ser contemplados, de acordo com portaria do governo:

  • Grupo 1: empresas exportadoras de bens e seus fornecedores prejudicados pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
  • Grupo 2: empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior ou considerados estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono.
  • Grupo 3: exportadoras de bens e seus fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico.

No terceiro grupo estão incluídos negócios que exportam para Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.

Entre os segmentos contemplados no segundo grupo estão as indústrias têxtil, química, farmacêutica e automotiva, além dos setores de minerais críticos e de máquinas e equipamentos.

Programa Brasil Soberano está em sua terceira fase

O Plano Brasil Soberano foi criado em meados de 2025 como uma iniciativa de apoio às empresas brasileiras depois que os Estados Unidos elevaram as tarifas sobre produtos nacionais.

Uma segunda etapa foi lançada em março de 2026 e passou a incluir empresas afetadas pelos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio.

Agora, a terceira fase amplia novamente o público que pode buscar os financiamentos oferecidos pelo programa.

Quais são as condições para conseguir o financiamento?

As empresas enquadradas nos grupos relacionados ao tarifaço norte-americano ou ao conflito no Oriente Médio precisam atender a determinados critérios de elegibilidade.

Entre as exigências está a comprovação de que pelo menos 1% do faturamento da empresa tenha origem em operações comerciais com os países envolvidos nas medidas ou no conflito, conforme o enquadramento.

Os empresários podem consultar previamente se a empresa atende aos requisitos por meio do sistema disponibilizado pelo programa.

Para que o dinheiro pode ser usado?

Os recursos do crédito do Brasil Soberano podem ser destinados a diferentes finalidades empresariais, entre elas:

  • Capital de giro;
  • Compra de máquinas e equipamentos;
  • Projetos de investimento.

As taxas de juros variam entre 4,3% e 17,5% ao ano. O custo do financiamento depende de fatores como o porte da empresa e a finalidade para a qual o dinheiro será utilizado.

As empresas interessadas também podem consultar no BNDES as regras completas e os procedimentos necessários para solicitar a habilitação ao programa.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Comércio Exterior

Exportações aceleram e superávit comercial dispara 233,7% na primeira semana de setembro

Vendas externas somaram US$ 7,30 bilhões até a primeira semana de setembro, enquanto importações chegaram a US$ 5,39 bilhões; no acumulado do ano, saldo positivo já supera US$ 57 bilhões

O comércio exterior brasileiro começou setembro em ritmo forte. Até a primeira semana de setembro de 2026, as exportações alcançaram US$ 7,30 bilhões, alta de 31,7% em relação ao mesmo período de 2025. As importações também avançaram, mas em ritmo mais moderado, somando US$ 5,39 bilhões, crescimento de 8,4%.

O resultado foi um superávit de US$ 1,91 bilhão na balança comercial, uma expansão expressiva de 233,7% na comparação anual. Já a corrente de comércio — soma das exportações e importações — cresceu 20,7%, chegando a US$ 12,69 bilhões.

Os números divulgados nesta terça-feira (08)mostram uma diferença importante entre o ritmo de crescimento das vendas e das compras externas: enquanto as exportações avançaram quase quatro vezes mais que as importações no período, o saldo comercial ganhou força.

Indústria extrativa lidera avanço das exportações

Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa apresentou o crescimento mais expressivo na primeira semana de setembro. As vendas externas do segmento chegaram a US$ 2,26 bilhões, alta de 84,4% frente ao mesmo período de 2025.

A Indústria de Transformação também teve desempenho positivo, com exportações de US$ 3,60 bilhões, crescimento de 17,9%. Já a Agropecuária movimentou US$ 1,41 bilhão, avanço de 15,7%.

O resultado mostra que o desempenho brasileiro no comércio exterior não está concentrado em apenas uma frente. Commodities agrícolas, produtos minerais e itens industrializados contribuíram para ampliar as vendas ao mercado internacional.

Dentro da indústria extrativa, alguns produtos apresentaram altas bastante expressivas. As exportações de minérios de cobre e seus concentrados cresceram 126,5%, enquanto os minérios de metais preciosos e seus concentrados avançaram 1.397,6%.

Outro destaque foi o petróleo bruto, cujas vendas externas aumentaram 151% na comparação com a primeira semana de setembro de 2025.

Na indústria de transformação, o crescimento também foi relevante em produtos como farelo de soja e outros alimentos para animais, com alta de 109,7%, celulose, que avançou 45,9%, e ouro não monetário, com crescimento de 169,7%.

Na agropecuária, o café não torrado registrou alta de 61,7%, enquanto as exportações de soja cresceram 5,8%.

Nem todos os produtos acompanharam a alta

Apesar do resultado positivo das exportações, alguns segmentos registraram retração.

Entre os produtos agropecuários, as vendas de algodão em bruto caíram 6%, enquanto as de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras recuaram 68,6%.

Na indústria extrativa, o minério de ferro e seus concentrados apresentou queda de 18,6%, enquanto as vendas de minérios de níquel recuaram 100% e as de minérios de alumínio diminuíram 27%.

Já na indústria de transformação, chamam atenção as quedas nas exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, de 22,5%, e de veículos automóveis de passageiros, de 56,1%.

Importações avançam, puxadas pela indústria

Do lado das compras externas, a Indústria de Transformação continua concentrando a maior parcela das importações brasileiras. O setor movimentou US$ 5,02 bilhões até a primeira semana de setembro, alta de 7,8%. A indústria extrativa somou US$ 270 milhões, crescimento de 32,4%, enquanto a agropecuária registrou US$ 90 milhões, avanço de 3,5%.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão os óleos combustíveis de petróleo, com alta de 108,8%, válvulas, tubos termiônicos, diodos e transistores, que avançaram 84,2%, e veículos automóveis de passageiros, com crescimento de 83,3%.

Também aumentaram as compras externas de soja, que registraram alta de 81,4%, e de milho não moído, com avanço de 23,2%.

Superávit acumulado passa de US$ 57 bilhões

O desempenho de setembro reforça uma trajetória positiva observada ao longo de 2026. No acumulado de janeiro até a primeira semana de setembro, as exportações brasileiras somaram US$ 258,15 bilhões, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações alcançaram US$ 200,93 bilhões, alta de 5%. Com isso, o Brasil acumula um superávit comercial de US$ 57,22 bilhões, crescimento de 36,7% na comparação anual. A corrente de comércio também avançou, chegando a US$ 459,08 bilhões, alta de 8,1%.

Mercado acompanha ritmo das exportações

Os dados da primeira semana de setembro reforçam um cenário de crescimento das operações de comércio exterior brasileiro, especialmente pelo ritmo das exportações.

O avanço de 31,7% nas vendas externas, combinado ao crescimento mais moderado das importações, ampliou significativamente o saldo comercial no período. No acumulado do ano, a diferença entre exportações e importações já ultrapassa US$ 57 bilhões.

Para empresas que atuam em comércio exterior, logística, transporte internacional e operações portuárias, o desempenho também sinaliza um mercado externo movimentado, com forte participação de commodities e expansão em determinados produtos de maior valor agregado.

Mais do que o tamanho do saldo, o ponto de atenção está na velocidade de crescimento das exportações, que começa setembro muito acima do ritmo observado nas importações.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – Balança Comercial.

Texto: Redação

Imagem: JBS Terminais / Foto Tanajura

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Eventos, Portos

Quando o navio espera, o Brasil paga: os gargalos que travam a logística

ReConecta News acompanhou o 5º Fórum Conexão Porto e Indústria que debateu os impactos dos gargalos portuários no Custo Brasil e os investimentos necessários para ampliar a eficiência logística.

Os gargalos de infraestrutura e os impactos econômicos provocados pela espera de navios nos portos brasileiros estiveram no centro dos debates do 5º Fórum Conexão Porto e Indústria, realizado na sexta-feira (4), em Santos (SP). Promovido pela RECORD Litoral e Vale, em parceria com a RECORD News, o encontro reuniu autoridades, instituições, empresas e representantes de diferentes segmentos ligados à logística e ao comércio exterior.

O ReConecta News esteve presente acompanhando as discussões, com cobertura dos principais debates e dos temas que impactam diretamente a competitividade do comércio exterior brasileiro.

O ponto central do fórum foi o chamado Custo Brasil e a necessidade de reduzir ineficiências que encarecem a operação logística. Entre os assuntos discutidos esteve o custo gerado pelas filas de navios e pela limitação da infraestrutura portuária diante do crescimento da demanda.

O Porto de Santos (SP), principal complexo portuário do país, vem registrando volumes históricos de movimentação. Só nesse ano já movimentou mais de 186 milhões de toneladas – quantidade histórica. O cenário reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, acessos e eficiência operacional para garantir que o crescimento da movimentação seja acompanhado pela capacidade de atendimento, não apenas em Santos, mas em todos os portos do país.

Monitoramento da saturação portuária

A abertura do evento contou com palestra do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que apresentou investimentos realizados pelo governo e anunciou a criação de um novo grupo de trabalho voltado ao monitoramento da saturação portuária.

Segundo o ministro, a iniciativa deverá avaliar a demanda, a capacidade instalada e o nível de serviço dos portos brasileiros, permitindo identificar gargalos e apontar soluções. “O resultado desse grupo de trabalho vai justamente apontar as demandas, a capacidade instalada e as soluções necessárias para os portos, não apenas o Porto de Santos, mas para todos os portos do Brasil.”

A proposta é ampliar a capacidade de planejamento do setor e antecipar problemas que possam comprometer o fluxo de cargas nos próximos anos.

Eficiência agora e grandes obras para o futuro

O fórum foi dividido em dois painéis. O primeiro tratou da eficiência operacional e das medidas que podem ser adotadas no curto prazo para melhorar o desempenho dos portos.

Já o segundo debateu grandes obras e projetos de infraestrutura, considerando investimentos de maior porte e prazos mais longos de implantação. Durante as discussões, o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, destacou a necessidade de pensar a estrutura portuária para as próximas décadas, com investimentos tanto no canal de navegação quanto nos acessos terrestres. A visão de longo prazo considera a necessidade de garantir maior agilidade para a entrada e saída de navios, além da melhoria das áreas secas e das vias de acesso ao complexo portuário.

Diálogo entre setor público e iniciativa privada

Outro ponto que ganhou destaque ao longo do encontro foi a necessidade de ampliar o diálogo entre empresas, terminais, entidades e poder público. A avaliação compartilhada durante o fórum é de que a construção de soluções para os gargalos logísticos depende de uma atuação coordenada entre os diferentes atores envolvidos na cadeia.

Para o ReConecta News, acompanhar esse tipo de debate é também uma forma de aproximar o mercado das discussões que definem os rumos da infraestrutura brasileira. Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, destaca a importância de estar próximo dos principais debates do setor. “O ReConecta tem como propósito conectar pessoas, empresas e informações que movimentam o comércio exterior e a logística. Estar presente em um fórum como este é fundamental para acompanhar de perto as discussões que impactam toda a cadeia e levar ao nosso público os principais desafios, oportunidades e caminhos apontados pelos especialistas e autoridades.”

O debate realizado em Santos reforçou que a eficiência portuária não é uma questão restrita aos terminais. Os impactos alcançam toda a cadeia logística e podem refletir diretamente nos custos das empresas, na competitividade das exportações e importações e, consequentemente, na economia brasileira.

Com o aumento da movimentação de cargas e a perspectiva de crescimento da demanda, o desafio é encontrar um equilíbrio entre ações imediatas de eficiência e investimentos estruturantes de longo prazo.

TEXTO E IMAGENS: ReConecta News

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Indústria

Venda de máquinas recua 8,9% em julho, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou nova queda nas vendas em julho de 2026, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A receita líquida do setor somou R$ 24,4 bilhões no mês, retração de 8,9% em relação a julho de 2025.

Apesar do resultado negativo na comparação anual, houve uma leve recuperação frente a junho. Considerando os efeitos sazonais, a receita avançou 0,7% na comparação mensal. No acumulado de janeiro a julho, porém, o setor ainda apresenta queda de 12,9%.

Mercado interno segue pressionado

A receita obtida no mercado doméstico alcançou R$ 18,7 bilhões em julho, recuo de 5,3% sobre o mesmo mês do ano passado.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos acompanhou esse movimento e caiu 5,3%, chegando a R$ 34,6 bilhões.

Para a Abimaq, o desempenho está relacionado aos efeitos da política monetária restritiva, que continuam influenciando as decisões de investimento das empresas.

Exportações caem, enquanto importações avançam

O mercado externo também apresentou resultado negativo para a indústria brasileira de máquinas. As exportações de máquinas e equipamentos totalizaram US$ 1,1 bilhão em julho, valor 10,9% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

Na direção oposta, as importações cresceram. As compras externas somaram US$ 2,95 bilhões no mês, alta de 2,1% na comparação anual.

O desempenho evidencia um cenário de maior pressão sobre a indústria nacional, com redução das vendas internas e externas e avanço das importações de máquinas.

Utilização da capacidade instalada tem pequena queda

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 78,4% em julho. No mesmo mês de 2025, o indicador estava em 78,7%, representando uma redução de 0,3 ponto percentual.

Apesar da queda, o índice permanece próximo ao patamar registrado um ano antes.

Carteira de pedidos mostra melhora

Um dos indicadores positivos do mês foi a carteira de pedidos. O prazo médio alcançou 9,4 semanas em julho, resultado 3,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

O dado indica uma melhora no volume de pedidos futuros, embora o desempenho das vendas acumuladas no ano continue refletindo um ambiente de negócios desafiador para o setor de bens de capital.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Giselleflissak / Getty Images

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Exportação

Imposto de exportação do petróleo de 12% é prorrogado pelo governo a partir de setembro

O governo federal decidiu manter por mais 60 dias o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A medida foi anunciada na quinta-feira (27), pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), e terá início em 8 de setembro de 2026.

A decisão ocorre no mesmo dia em que a Justiça Federal determinou a suspensão da cobrança que havia sido estabelecida anteriormente pelo governo. A medida judicial foi concedida pela 17ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal.

As empresas petrolíferas questionam a legalidade da cobrança e vêm recorrendo das decisões adotadas pelo Executivo para instituir e manter o tributo.

Justiça suspende cobrança do imposto sobre petróleo

Horas antes da nova deliberação do Gecex, a Justiça concedeu uma liminar suspendendo a exigibilidade do Imposto de Exportação sobre petróleo bruto.

Na decisão, o juiz Diego Câmara determinou que a autoridade responsável não cobre das empresas representadas pela parte autora a alíquota de 12% incidente sobre as exportações de óleo bruto de petróleo ou de minerais betuminosos.

A decisão interrompeu os efeitos da deliberação anterior do Gecex justamente no dia em que o comitê analisaria a continuidade do tributo.

AGU avalia decisão judicial

A Advocacia-Geral da União (AGU) passou a analisar a decisão da Justiça Federal do Distrito Federal.

O objetivo é avaliar os próximos passos diante da liminar que suspendeu a cobrança. Enquanto isso, o governo decidiu aprovar uma nova prorrogação da alíquota de 12%, com vigência prevista para começar em setembro.

O embate judicial ocorre em meio à contestação das petroleiras, que consideram frágeis os fundamentos jurídicos utilizados para justificar a cobrança.

Imposto sobre exportação de petróleo foi criado em março

A primeira instituição do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo neste ano ocorreu em março de 2026, por meio de uma Medida Provisória (MP).

Como a medida tinha prazo de validade, o Gecex decidiu, em 9 de julho, manter a cobrança por mais 60 dias.

A nova extensão do prazo já estava prevista na agenda do comitê, que avaliaria se o imposto continuaria em vigor ou perderia a validade. A decisão judicial, porém, foi proferida poucas horas antes da reunião que trataria do tema.

Com a nova deliberação, o governo busca preservar a cobrança do imposto de exportação de petróleo por mais dois meses, embora a medida esteja sob questionamento judicial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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