Portos

Leilão do Porto de Itajaí é adiado para 2027 e concessão do canal fica para o segundo semestre

O calendário de concessões do Porto de Itajaí passou por mudanças relevantes. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o leilão do terminal portuário, inicialmente previsto para ocorrer em 2026, foi postergado e agora deve acontecer apenas no primeiro semestre de 2027.

Já a licitação do canal de acesso portuário, aguardada para o início deste ano, foi remarcada para o segundo semestre, após atrasos nas etapas de análise técnica.

Projeto do canal aguarda aval do TCU

O edital da concessão do canal ainda está em avaliação pelo Tribunal de Contas da União. Segundo o ministério, após essa fase será necessário incorporar recomendações do órgão antes da publicação definitiva do documento.

A proposta prevê investimentos de cerca de R$ 311 milhões, incluindo o aprofundamento do canal para 16 metros. A obra permitirá a operação de embarcações de grande porte, com até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do complexo portuário.

O modelo de concessão segue padrões semelhantes aos adotados no Porto de Paranaguá e aos projetos previstos para outros portos estratégicos do país.

Dragagem segue com contrato temporário

Enquanto a concessão definitiva não é realizada, a manutenção do canal continua sob contrato emergencial com a empresa Van Oord. O serviço foi retomado recentemente após uma interrupção de cerca de 50 dias.

O contrato atual tem duração de 12 meses, com possibilidade de prorrogação, garantindo a continuidade da dragagem do canal até a conclusão do processo licitatório.

A expectativa é que, em até 15 dias de operação, seja restabelecida a profundidade operacional de 14 metros no acesso externo. A Companhia Docas do Estado da Bahia informou que novas etapas incluirão o uso de draga de sucção para retirada e descarte de sedimentos.

Operações seguem sem paralisações

Apesar do período sem dragagem entre fevereiro e abril, não houve interrupção das atividades portuárias. Ainda assim, operadores relataram preocupação com a profundidade do canal.

O Porto de Navegantes chegou a adotar manobras com uso de maré para garantir segurança na atracação de embarcações em algumas operações, conforme comunicado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Arrendamento do porto prevê bilhões em investimentos

O projeto de arrendamento do Porto de Itajaí também teve o cronograma revisado. A expectativa agora é que o leilão ocorra em 2027, com previsão de aproximadamente R$ 3 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos de concessão.

Atualmente, o processo está em análise na Antaq, que deve abrir etapa de consulta pública e participação social. Após ajustes, o projeto seguirá novamente para avaliação do TCU.

Nova estatal portuária está em estudo

Paralelamente, o governo federal analisa a criação da Companhia Docas do Estado de Santa Catarina, que ficará responsável pela gestão do porto.

A proposta ainda está em fase técnica e poderá ser implementada por meio de projeto de lei ou medida provisória. Após essa etapa, o texto seguirá para a Casa Civil e, posteriormente, ao Congresso Nacional.

Enquanto isso, seguem os preparativos para a federalização da gestão, incluindo adequações operacionais e treinamento das equipes envolvidas.

Perspectiva é de modernização do complexo portuário

Mesmo com os adiamentos, os projetos indicam um movimento de modernização e fortalecimento da infraestrutura portuária brasileira. A ampliação da capacidade operacional e os investimentos previstos devem posicionar o Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do Sul do país.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

Ler Mais
Logística

Cabotagem no Nordeste movimenta 1,82 milhão de toneladas em janeiro e reforça logística regional

A cabotagem no Nordeste registrou movimentação de 1,82 milhão de toneladas em janeiro, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), organizados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O desempenho foi puxado pelo Maranhão, responsável por 1,24 milhão de toneladas, seguido por Bahia (1,14 milhão), Pernambuco (1,07 milhão) e Ceará (892 mil toneladas). O resultado evidencia a força da navegação marítima regional como eixo logístico estratégico.

Principais cargas garantem energia e produção

Entre os itens mais transportados pela cabotagem brasileira, destacam-se:

  • petróleo bruto (950 mil toneladas)
  • bauxita (875 mil toneladas)
  • derivados de petróleo (867 mil toneladas)
  • contêineres (613 mil toneladas)

Esses produtos são fundamentais para o abastecimento energético, o funcionamento da indústria nordestina e a distribuição de bens essenciais à população.

Navegação fortalece economia e reduz custos logísticos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o crescimento da cabotagem no Brasil reforça o papel do modal marítimo no desenvolvimento regional.

Segundo ele, a expansão contribui para a geração de empregos, redução de custos logísticos e maior segurança no abastecimento, além de ampliar a conexão entre estados e mercados nacionais e internacionais.

Alternativa estratégica à matriz rodoviária

O avanço da logística marítima também ajuda a equilibrar a matriz de transportes no país. Ao concentrar grandes volumes nos portos, a cabotagem diminui a dependência das rodovias e melhora a eficiência no transporte de cargas estratégicas.

Políticas públicas impulsionam o setor

O crescimento do setor está diretamente ligado a iniciativas como o Programa BR do Mar, que trouxe maior organização, transparência regulatória e segurança para investidores e operadores da navegação entre portos.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a combinação de regulação clara, planejamento e incentivos fortalece a integração logística e amplia a eficiência do transporte aquaviário no país.

Perspectivas de crescimento da cabotagem

Com a ampliação das rotas e o aumento da movimentação portuária, a cabotagem no Nordeste se consolida como alternativa estratégica para integrar regiões e otimizar o transporte de cargas.

A expectativa do governo é que o setor continue crescendo, aumentando sua participação na matriz de transportes e contribuindo para uma logística mais eficiente, sustentável e conectada em todo o Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Comércio Exterior

Cabotagem na Região Norte movimenta 1,85 milhão de toneladas e cresce em 2026

A cabotagem no Brasil segue em expansão e reforça sua importância logística na Região Norte. Em janeiro de 2026, o transporte entre portos brasileiros movimentou 1,85 milhão de toneladas, crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Antaq.

O resultado confirma a consolidação do transporte aquaviário como alternativa eficiente para regiões com محدود infraestrutura terrestre, garantindo o abastecimento e a circulação de mercadorias.

Modal reduz custos e amplia integração logística

O avanço da cabotagem está diretamente ligado à busca por soluções mais econômicas e eficientes. O modal tem contribuído para reduzir custos logísticos e melhorar a conexão da produção regional com os principais centros consumidores do país.

Para o Ministério de Portos e Aeroportos, o cenário reflete o fortalecimento de políticas públicas voltadas à logística nacional, além de ampliar a competitividade da economia brasileira.

Amazonas e Pará lideram movimentação de cargas

A maior parte da movimentação na Região Norte se concentra em dois estados:

  • Amazonas: 1,29 milhão de toneladas
  • Pará: 552,3 mil toneladas

A partir desses polos, as cargas seguem principalmente para portos das regiões Nordeste e Sudeste, que atuam como centros de distribuição e consumo.

Esse fluxo evidencia o papel estratégico da cabotagem no escoamento da produção e no abastecimento de regiões dependentes da navegação.

Diversidade de cargas impulsiona o setor

A variedade de produtos transportados demonstra a relevância do modal para diferentes segmentos econômicos. Entre os principais destaques estão:

  • Contêineres: 576,9 mil toneladas
  • Bauxita: 875,1 mil toneladas
  • Petróleo e derivados: 293,7 mil toneladas
  • Petróleo (óleo bruto): 69,3 mil toneladas
  • Cimento: 18,9 mil toneladas
  • Gás de petróleo: 16,9 mil toneladas

Essas cargas são essenciais para o abastecimento regional e para o funcionamento da indústria.

Ambiente regulatório favorece crescimento da cabotagem

O desempenho positivo também está relacionado ao aprimoramento das regras do setor. Iniciativas como o BR do Mar têm ampliado a segurança jurídica e incentivado investimentos no transporte aquaviário.

Com maior previsibilidade, empresas do setor têm expandido rotas e aumentado a eficiência operacional, contribuindo para o desenvolvimento regional e a integração logística do país.

Cabotagem se consolida como eixo estratégico

Com crescimento consistente e maior oferta de serviços, a cabotagem na Região Norte se firma como um dos principais pilares da logística brasileira. O modal é fundamental para reduzir custos, garantir o abastecimento e integrar áreas mais isoladas ao restante do país.

FONTE: Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Portos

Portos do Nordeste crescem 17% e Suape e Itaqui lideram movimentação

Os portos públicos do Nordeste iniciaram o ano com desempenho positivo. Em janeiro, a movimentação total alcançou 6,3 milhões de toneladas, um avanço de 17% na comparação com o mesmo período de 2025.

O crescimento foi puxado principalmente por dois terminais estratégicos: o Porto de Suape, em Pernambuco, e o Porto do Itaqui, no Maranhão. Juntos, eles responderam por cerca de 20% de toda a carga movimentada na região.

Os dados fazem parte do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Suape e Itaqui lideram crescimento no Nordeste

O Porto de Suape registrou movimentação de 2,2 milhões de toneladas, com crescimento expressivo de 38,5%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento no fluxo de cargas, maior número de atracações e avanço nos segmentos de granéis líquidos e contêineres.

Já o Porto do Itaqui alcançou 2,1 milhões de toneladas, com alta ainda mais significativa de 44%. O resultado foi puxado principalmente pela movimentação de granéis sólidos e líquidos, com destaque para fertilizantes, milho e soja.

Estratégia logística fortalece o Nordeste

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o desempenho reflete políticas públicas voltadas à modernização da gestão portuária e ao fortalecimento da região como hub logístico internacional.

A avaliação é de que o Nordeste vem se consolidando como uma importante rota de exportação, ampliando sua competitividade no comércio exterior.

Indicadores reforçam competitividade dos portos

A administração do Porto de Suape destacou que o crescimento consistente demonstra confiança do mercado e eficiência operacional. Já os dados do Porto do Itaqui apontam que janeiro de 2026 foi o melhor da história do terminal, superando inclusive recordes anteriores.

Tipos de cargas e modalidades de navegação

Entre os principais produtos movimentados nos portos nordestinos estão:

  • Petróleo e derivados
  • Contêineres
  • Fertilizantes
  • Sal

Na navegação de longo curso (internacional), foram registradas 3,7 milhões de toneladas, com crescimento de 13,8%. Já a cabotagem (transporte entre portos nacionais) movimentou 1,6 milhão de toneladas, alta de 22%.

Terminais também registram movimentação relevante

Além dos portos públicos, terminais autorizados apresentaram resultados variados:

  • Terminal Portuário do Pecém, no Ceará: 1,5 milhão de toneladas (+0,3%)
  • Terminal Marítimo de Ponta da Madeira: 9,9 milhões de toneladas
  • Terminal Aquaviário de Madre de Deus, na Bahia: 1,5 milhão de toneladas

Panorama geral da movimentação na região

No total, os portos e terminais do Nordeste movimentaram 21,5 milhões de toneladas em janeiro. A maior parte corresponde a granéis sólidos, com 14,5 milhões de toneladas. Já a carga conteinerizada somou 1,7 milhão de toneladas.

Os granéis líquidos, por sua vez, registraram crescimento de 8%, totalizando 4,1 milhões de toneladas, com destaque para petróleo e derivados.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Sustentabilidade

Outorga Verde em Suape impulsiona projeto de energia a partir de resíduos

O Complexo Industrial Portuário de Suape foi escolhido como área de referência para a implementação da primeira Outorga Verde aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta faz parte de um programa inovador que busca estimular soluções voltadas à transição energética nos portos e ao fortalecimento da economia circular no Brasil.

O projeto selecionado, apresentado pela empresa Hardrada Energy Tech, prevê investimentos de até R$ 28,8 milhões e será desenvolvido dentro de um ambiente regulatório experimental da agência.

Projeto transforma resíduos em energia limpa e insumos industriais

A iniciativa contempla a instalação de uma planta voltada ao processamento de resíduos urbanos e portuários, com foco na geração de energia renovável e na produção de novos insumos industriais.

Entre as tecnologias previstas estão a gaseificação e a pirólise, processos que permitem a decomposição térmica de materiais orgânicos em altas temperaturas, sem presença de oxigênio. O projeto também prevê integração com a cadeia de reciclagem e com a logística regional, garantindo o abastecimento de matéria-prima.

Suape reforça papel estratégico em inovação sustentável

A participação de Suape ocorre por meio de apoio institucional, alinhado à estratégia do complexo de incentivar a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a descarbonização das operações portuárias.

As etapas de implantação seguirão os procedimentos regulatórios específicos, incluindo uso de áreas e formalizações exigidas em cada fase do projeto.

Segundo a diretora interina da Antaq, Cristina Castro, a Outorga Verde representa um marco para o setor. A iniciativa busca transformar compromissos climáticos e políticas públicas de energia limpa em ações práticas, com colaboração entre agentes públicos e privados.

Já o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, destaca que o projeto reforça a capacidade do complexo de atrair iniciativas que conciliam desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Ambiente experimental amplia soluções de baixo carbono

Para o diretor de Sustentabilidade e Inovação de Suape, Sóstenes Alcoforado, o projeto contribui para expandir o ambiente de testes tecnológicos no porto. A proposta estimula alternativas capazes de transformar resíduos em recursos úteis, além de reduzir as emissões de carbono nas operações.

A Outorga Verde integra o primeiro sandbox regulatório da Antaq, que já selecionou propostas em áreas como energia renovável, combustíveis alternativos, eletrificação portuária e abastecimento com combustíveis limpos.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

Ler Mais
Portos

Terminais privados no Brasil: diagnóstico da ANTAQ revela entraves a R$ 36,8 bilhões em investimentos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou um diagnóstico detalhado sobre a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no Brasil, destacando os principais obstáculos que têm impedido a operação de empreendimentos já autorizados. O estudo também aponta impactos diretos para o setor portuário e para a economia nacional.

O levantamento foi apresentado em Brasília, com participação de representantes da Agência e do setor, e traz uma análise aprofundada sobre a situação de projetos autorizados nos últimos anos.

Panorama dos terminais autorizados

O estudo analisou 178 terminais privados autorizados entre 2013 e 2019, com foco naqueles que não iniciaram suas atividades dentro do prazo legal de cinco anos. A avaliação considerou o estágio operacional, os motivos dos atrasos, os investimentos previstos e os pedidos de prorrogação.

Segundo os dados, 21 terminais seguem sem operar. Apesar de representarem uma parcela reduzida do total, esses projetos concentram cerca de R$ 36,8 bilhões em investimentos ainda não realizados, além de uma área estimada em 48,3 milhões de metros quadrados fora da infraestrutura portuária ativa.

Entraves ambientais lideram obstáculos

Entre os principais fatores que travam a implantação dos TUPs, as questões ambientais aparecem como o maior desafio. Durante a apresentação, foi ressaltada a necessidade de maior integração entre órgãos reguladores e ambientais para acelerar os processos sem ampliar a burocracia.

Além disso, representantes do setor privado destacaram que a autorização para operação é apenas uma etapa inicial. A implantação efetiva dos terminais exige um longo percurso, que envolve licenciamento, viabilidade econômica e articulação institucional.

Desafios estruturais e institucionais

O diagnóstico também evidencia que os entraves vão além da regulação, envolvendo fatores ambientais, financeiros e judiciais. Esses elementos, muitas vezes combinados, explicam grande parte dos atrasos observados.

A análise indica que o setor portuário brasileiro já apresenta maior maturidade institucional, mas ainda enfrenta gargalos que dificultam a execução dos projetos e a entrada em operação dos terminais.

Prorrogações e maturação dos projetos

Outro ponto relevante é o uso recorrente de prorrogações de prazo para início das operações. Embora previstas na legislação e necessárias diante da complexidade dos investimentos portuários, essas extensões podem indicar baixa maturidade de alguns projetos.

O estudo também aponta um descompasso entre o volume de autorizações concedidas após a Lei nº 12.815/2013 e a efetiva implementação dos empreendimentos, reforçando a necessidade de maior alinhamento entre planejamento e execução.

Impactos econômicos e sociais

A não implantação dos terminais privados gera impactos significativos. No campo econômico, há redução da capacidade logística e frustração de investimentos bilionários, afetando a competitividade do setor portuário brasileiro.

Já no aspecto social, estima-se que mais de 533 mil empregos deixaram de ser gerados em função dos atrasos. Do ponto de vista regulatório, o cenário exige maior esforço de monitoramento e compromete a previsibilidade do planejamento setorial.

Caminhos para o aprimoramento regulatório

Como resultado, o diagnóstico oferece subsídios para o aperfeiçoamento da atuação regulatória. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Monitoramento mais rigoroso dos cronogramas
  • Revisão dos instrumentos de outorga
  • Avaliação dos critérios de prorrogação
  • Fortalecimento da coordenação entre instituições

A iniciativa integra a agenda de estudos da ANTAQ e amplia a base técnica para decisões mais assertivas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária no Brasil.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTAQ

Ler Mais
Portos

Portos brasileiros movimentam 104 milhões de toneladas em janeiro e registram crescimento de 12,8%

O setor portuário brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado, registrando 104 milhões de toneladas movimentadas em janeiro, alta de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária no país.

Portos públicos e privados em destaque

Nos Portos Públicos, a movimentação chegou a 35,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10,3% em relação a janeiro de 2025. O Porto de Santarém (PA) se destacou com crescimento expressivo de 156,3%, movimentando 1,6 milhão de toneladas.

Já os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram crescimento de 14,1%, totalizando 68,7 milhões de toneladas. Entre os destaques está o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, no Porto do Açu (RJ), com movimentação de 7,7 milhões de toneladas, aumento de 159,8%.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os números refletem o avanço da infraestrutura e da capacidade operacional dos terminais brasileiros. “O setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão. Os dados evidenciam a melhoria dos nossos terminais e reforçam a logística nacional”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que o crescimento é resultado de políticas públicas, concessões e arrendamentos realizados pelo Ministério de Portos, que têm atraído investimentos e aumentado a eficiência logística do país.

Crescimento na navegação de longo curso e cabotagem

A navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional, movimentou 70,9 milhões de toneladas, alta de 11% em relação a janeiro de 2025. Já a cabotagem, transporte entre portos nacionais, registrou aumento de 15%, com 20,2 milhões de toneladas, reforçando seu papel estratégico na logística interna, reduzindo custos e impactos ambientais.

Movimentação por tipo de carga

  • Granéis líquidos (petróleo, derivados e produtos químicos): alta de 29,7%, totalizando 31,2 milhões de toneladas.
  • Granéis sólidos (soja, milho, minério de ferro e fertilizantes): crescimento de 10,4%, com 54,7 milhões de toneladas.
  • Cargas conteinerizadas: aumento de 1,9%, movimentando 13,2 milhões de toneladas.
  • Carga geral solta (produtos industrializados, veículos e mercadorias diversas): queda de 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas.

Entre as mercadorias mais movimentadas, o óleo bruto de petróleo liderou com 21,4 milhões de toneladas (+37,6%), seguido da soja com 4,0 milhões de toneladas (+114,3%) e o açúcar, com 2,2 milhões de toneladas (+31,3%).

Impacto para a economia brasileira

O crescimento da movimentação portuária reflete não apenas o aumento das exportações, mas também o fortalecimento da infraestrutura logística do país. O desempenho dos portos é estratégico para o comércio exterior, para o escoamento da produção agrícola e industrial e para a competitividade do Brasil no mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Portos

STF valida posição da Antaq e autoriza cobrança da taxa de entrega de contêineres nos portos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, reconhecer a posição técnica da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e invalidar uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que havia proibido a cobrança da taxa referente ao Serviço de Segregação e Entrega (SSE) em terminais de contêineres no Brasil.

A decisão representa um marco para o setor portuário, ao reforçar a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória nas operações logísticas ligadas à movimentação de cargas importadas.

Ação da Abratec levou o caso ao STF

O julgamento ocorreu após questionamento apresentado pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec). A entidade contestou no Supremo a decisão do TCU que havia impedido os terminais portuários de cobrar pelo serviço de gestão e disponibilização de contêineres importados.

A Corte acompanhou o voto do relator do processo, ministro Dias Toffoli, que entendeu que o Tribunal de Contas ultrapassou os limites de sua competência ao interferir em decisões técnicas que cabem à agência reguladora do setor.

Segundo o ministro, o TCU tem a função de fiscalizar a administração pública, mas não pode substituir avaliações técnicas realizadas por órgãos reguladores especializados. O relator também destacou que a Antaq já havia analisado a questão por meio de processos técnicos e consultas públicas conduzidas dentro do marco regulatório portuário.

Decisão reforça segurança jurídica para terminais de contêineres

Para a Abratec, que reúne alguns dos principais operadores de terminais de contêineres do país, o posicionamento do Supremo fortalece a previsibilidade das regras aplicadas ao setor.

O presidente executivo da entidade, Caio Morel, avaliou que o julgamento reafirma um princípio essencial para atividades reguladas: a definição de normas técnicas deve permanecer sob responsabilidade das agências reguladoras.

Na avaliação da entidade, ao reconhecer essa competência, o STF contribui para manter um ambiente regulatório mais estável, condição considerada fundamental para o funcionamento das operações portuárias e para a atração de investimentos no segmento.

Especialistas analisam impacto para o setor portuário

Especialistas em infraestrutura também destacaram a relevância da decisão. O advogado Diogo Nebias afirmou que a Antaq possui equipe técnica especializada para analisar aspectos operacionais e econômicos do setor portuário, o que justifica a autonomia regulatória da agência.

Segundo ele, o entendimento do STF impede que o TCU suspenda a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega — conhecido no mercado como THC2 — nos terminais de contêineres.

Por outro lado, a advogada Mayra Mega Itaborahy, especialista em contratos empresariais, observou que o julgamento não tratou diretamente da legalidade da cobrança do SSE. De acordo com ela, o Supremo limitou-se a analisar os limites institucionais da atuação do Tribunal de Contas.

A especialista acrescenta que eventuais questionamentos jurídicos sobre a cobrança ainda poderão ser avaliados pelo Poder Judiciário, caso novas ações sejam apresentadas.

Fonte: Jornal Portuário.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Ilustrativa / Arquivo

Ler Mais
Logística

Cabotagem no Sul do Brasil movimenta 33,6 milhões de toneladas em 2025

O transporte de cabotagem no Sul do Brasil registrou a movimentação de 33,6 milhões de toneladas de cargas em 2025, resultado que representa crescimento de 1,38% em relação ao ano anterior.

Os dados constam em levantamento divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, que aponta uma recuperação do setor de cabotagem após os impactos climáticos severos registrados no Rio Grande do Sul.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina concentrou o maior volume transportado, com 19,6 milhões de toneladas movimentadas ao longo do ano.

Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 9,6 milhões de toneladas, e o Paraná, responsável por 4,4 milhões de toneladas.

De acordo com o relatório, os três estados formam um corredor estratégico para a logística marítima brasileira, desempenhando papel importante na redistribuição de cargas, integração das cadeias produtivas e abastecimento do país.

Petróleo e contêineres lideram cargas transportadas

O estudo também detalha os principais produtos movimentados pela cabotagem na região Sul. O petróleo lidera a lista, com 17,2 milhões de toneladas transportadas.

Em seguida aparecem os contêineres, que somaram 10 milhões de toneladas, além de derivados de petróleo, com 3 milhões de toneladas, e ferro e aço, com 2,6 milhões de toneladas.

Também foram registrados embarques de gás de petróleo e biodiesel, cargas consideradas essenciais para garantir o abastecimento energético, além de fornecer insumos para a indústria e contribuir para a geração de empregos e renda.

Cabotagem mantém operação mesmo diante de eventos climáticos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho do setor demonstra a capacidade de adaptação do transporte marítimo brasileiro.

De acordo com ele, mesmo diante de eventos climáticos extremos, a cabotagem manteve a continuidade operacional, assegurando o abastecimento e reforçando a competitividade das cadeias produtivas.

“O sistema mostrou capacidade de adaptação e manteve o fluxo logístico, garantindo o fornecimento de cargas e fortalecendo a indústria”, destacou o ministro.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

Ler Mais
Informação

ANTAQ divulga pauta da 605ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) anunciou a pauta da 605ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada (ROD), marcada para o dia 12 de março, às 9h. O encontro será realizado em formato telepresencial, com transmissão a partir do auditório da sede da Agência, em Brasília (DF).

A reunião ocorrerá no Edifício Sede da ANTAQ, localizado no SEPN Quadra 514, Conjunto E, Asa Norte, e integra a agenda periódica de deliberações do órgão regulador do setor aquaviário brasileiro.

Participação de interessados na reunião

Durante a reunião da Diretoria Colegiada da ANTAQ, será permitida a participação de partes interessadas nos processos pautados, que poderão apresentar sustentação oral. Essa manifestação pode ser realizada pelo próprio interessado ou por meio de advogados ou representantes legais devidamente constituídos.

A Agência ressalta que o pedido de participação deve ser feito obrigatoriamente pelos representantes legais das empresas ou partes envolvidas.

Prazo para solicitação de sustentação oral

Para participar da reunião e realizar a sustentação oral, é necessário preencher o formulário específico e encaminhar a documentação exigida com antecedência mínima de 24 horas úteis, considerando o horário de Brasília, em relação à reunião em que o processo estiver na pauta.

Solicitações enviadas após esse prazo não serão analisadas pela Agência.

Reuniões da ANTAQ e decisões regulatórias

As Reuniões Ordinárias da Diretoria Colegiada são momentos em que a ANTAQ avalia processos administrativos, decisões regulatórias e temas relacionados à regulação do transporte aquaviário, portos e infraestrutura logística marítima e fluvial no país.

Confira a pauta da 605ª ROD. 

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook