Portos

Porto de Santos registra recorde histórico com 16,5 milhões de toneladas em abril

O Porto de Santos voltou a bater recorde de movimentação de cargas e alcançou 16,5 milhões de toneladas em abril de 2026, consolidando o melhor resultado já registrado para o mês. O volume representa crescimento de 11,5% em comparação com abril do ano passado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 59,3 milhões de toneladas, avanço de 6,6% sobre o mesmo período de 2025 e novo recorde histórico para um primeiro quadrimestre.

Movimentação de contêineres cresce acima de 10%

A operação de contêineres também apresentou desempenho histórico. Em abril, o porto registrou 508,7 mil TEUs movimentados, alta de 10,7% na comparação anual.

No acumulado entre janeiro e abril, foram processados 1,91 milhão de TEUs — unidade padrão utilizada para medição de contêineres — representando crescimento de 5,4% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Granéis líquidos avançam com alta no diesel e gasolina

O segmento de granéis líquidos encerrou o primeiro quadrimestre com 6,6 milhões de toneladas movimentadas, resultado 10,1% superior ao registrado no ano anterior e novo recorde para o período.

Somente em abril, o setor respondeu por 1,7 milhão de toneladas. Entre os principais destaques aparecem os embarques de diesel, óleo combustível e gasolina, que cresceram 27,9%, 23,9% e 15,8%, respectivamente.

Soja e açúcar impulsionam granéis sólidos

A movimentação de granéis sólidos atingiu 29,2 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses de 2026, aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Os produtos com maior crescimento foram a soja em grãos, com avanço de 54,8%, seguida pelo açúcar, que subiu 16%, e pela soja peletizada, com alta de 12%.

Em abril, o segmento apresentou expansão de 16,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Porto de Santos amplia participação no comércio exterior

O Porto de Santos respondeu por 28,5% da corrente comercial brasileira no acumulado do quadrimestre, reforçando sua importância estratégica para o comércio exterior brasileiro.

A China permaneceu como principal parceiro comercial das operações realizadas no porto. Cerca de 31,9% das transações internacionais que passaram pelo complexo tiveram o país asiático como origem ou destino.

O volume financeiro movimentado nas negociações com a China alcançou US$ 18,98 bilhões no período. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 6,27 bilhões em operações comerciais.

São Paulo lidera operações comerciais pelo porto

O estado de São Paulo manteve a maior participação nas transações internacionais realizadas por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026.

Ao todo, foram movimentados US$ 30,3 bilhões, valor equivalente a 50,9% de toda a corrente comercial operada pelo terminal santista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Evento

Global Trade Summit 26 debate comércio exterior e oportunidades internacionais em SC

O Global Trade Summit 26 reúne especialistas, empresários e profissionais do setor para discutir os principais desafios e tendências do comércio exterior. O encontro promove palestras, networking e debates sobre temas como logística, importação, exportação e inovação nos negócios internacionais.

Evento fortalece setor em Santa Catarina

O summit busca aproximar empresas de novas oportunidades comerciais e ampliar o conhecimento sobre o cenário econômico global. A programação também destaca a importância estratégica do mercado internacional para o crescimento econômico de Santa Catarina.

Além disso, o evento reforça o papel do comércio exterior brasileiro na competitividade das empresas nacionais e na expansão de negócios em outros países.

Networking e inovação em destaque

Durante o encontro, empresários e profissionais do setor têm a oportunidade de trocar experiências, fortalecer conexões e acompanhar discussões sobre inovação e desenvolvimento no ambiente global de negócios.

Confira entrevista da CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, para o Programa Ver Mais Itajaí (NDTV)

*Entrevista concedida ontem, dia 13 de maio de 2026

FONTE: NDTV+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NDTV

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Economia

Como o dólar afeta importação e exportação no Brasil e impacta preços, empresas e consumo

A cotação do dólar segue como um dos principais fatores de influência sobre a economia brasileira em 2026. A variação cambial afeta diretamente o custo de vida, a inflação, os preços de produtos importados e a competitividade das exportações nacionais.

Com a economia global cada vez mais integrada, oscilações no câmbio são rapidamente percebidas por consumidores, empresas e investidores.

Dólar alto pressiona inflação e custo de vida

O impacto da alta do dólar vai muito além das viagens internacionais. A moeda norte-americana influencia desde alimentos e combustíveis até eletrônicos e medicamentos vendidos no Brasil.

Isso acontece porque grande parte dos insumos utilizados pela indústria nacional é cotada em moeda estrangeira. Quando o real perde valor frente ao dólar, os custos de importação aumentam e acabam sendo repassados ao consumidor.

Economistas classificam esse movimento como pass-through cambial, mecanismo que acelera a transmissão da alta do dólar para os preços internos.

Produtos mais afetados pela alta do dólar

Alguns setores sentem os efeitos da valorização cambial de forma quase imediata.

Alimentos e commodities

Produtos como soja, trigo e milho possuem preços internacionais em dólar. Quando a moeda sobe, produtores tendem a priorizar exportações, reduzindo a oferta interna e elevando os preços no mercado brasileiro.

Combustíveis e energia

O preço do diesel e da gasolina acompanha o mercado internacional, impactando diretamente fretes, logística e transporte de mercadorias.

Eletrônicos e medicamentos

A indústria de tecnologia e farmacêutica depende fortemente de componentes importados e princípios ativos comprados no exterior, tornando os produtos mais caros com o dólar elevado.

Exportadores e agronegócio ganham competitividade

Se o câmbio alto pesa no bolso do consumidor, ele também favorece setores exportadores, especialmente o agronegócio brasileiro.

Como commodities agrícolas são negociadas em dólar no mercado internacional, produtores recebem mais em reais quando convertem receitas vindas das exportações.

Além disso, a desvalorização do real torna os produtos brasileiros mais competitivos no exterior, favorecendo vendas para mercados da Europa, Ásia e América do Norte.

Dependência de fertilizantes reduz ganhos do agro

Apesar do aumento nas receitas, o setor agrícola também enfrenta desafios causados pelo dólar elevado.

O Brasil ainda depende da importação de fertilizantes e defensivos agrícolas vindos principalmente da Rússia e da China. Como esses produtos são dolarizados, os custos de produção sobem junto com a moeda americana.

Especialistas apontam que produtores que realizaram compras antecipadas de insumos em períodos de dólar mais baixo conseguiram preservar melhor suas margens de lucro.

Indústria sofre com aumento dos custos de importação

Na indústria nacional, a valorização do dólar representa um forte impacto sobre os custos de produção.

Setores como o automotivo, eletrônico e tecnológico dependem de peças, semicondutores e componentes estrangeiros. Empresas que não conseguem absorver os custos acabam reajustando preços ou reduzindo margens.

A dependência de fornecedores globais também aumenta os riscos de desindustrialização em períodos de forte volatilidade cambial.

Hedge cambial ganha espaço entre empresas

Para reduzir riscos, empresas brasileiras vêm ampliando o uso do chamado hedge cambial, estratégia financeira que protege operações contra oscilações do dólar.

Por meio de contratos futuros e travas de câmbio, companhias conseguem fixar previamente uma cotação para pagamentos futuros em moeda estrangeira.

Nos últimos anos, fintechs e plataformas digitais facilitaram o acesso de pequenas e médias empresas a ferramentas antes restritas às grandes corporações.

Superávit comercial cresce, mas consumo perde força

A valorização do dólar também fortalece a balança comercial brasileira, impulsionando exportações e aumentando a entrada de moeda estrangeira no país.

Ao mesmo tempo, o consumidor brasileiro enfrenta perda de poder de compra devido à inflação provocada pelo encarecimento de produtos e serviços.

Analistas avaliam que o principal desafio econômico de 2026 será equilibrar o crescimento das exportações com a preservação do mercado interno.

Como reduzir impactos da volatilidade cambial

Especialistas recomendam algumas estratégias para empresas e consumidores enfrentarem períodos de forte oscilação do dólar:

  • Diversificar investimentos e manter parte da reserva financeira atrelada ao dólar;
  • Evitar dívidas indexadas à moeda estrangeira;
  • Planejar compras internacionais com antecedência;
  • Priorizar fornecedores nacionais quando possível;
  • Utilizar proteção cambial em operações de importação.

Economia brasileira segue dependente do cenário externo

O comportamento do dólar continuará sendo um dos principais indicadores econômicos acompanhados pelo mercado em 2026.

Enquanto o setor exportador se beneficia do câmbio elevado, consumidores e empresas dependentes de importações seguem enfrentando inflação e aumento de custos.

A capacidade do Brasil de reduzir a dependência de tecnologia e insumos estrangeiros será determinante para diminuir os impactos da volatilidade cambial nos próximos anos.

FONTE: Revista Oeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Oeste

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Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase concluída, mas enfrenta desafios alfandegários e regulatórios

As obras da Rota Bioceânica seguem em ritmo acelerado, especialmente no trecho que conecta Brasil e Paraguai pela futura ponte sobre o Rio Paraguai. No entanto, especialistas e autoridades alertam que a infraestrutura física, por si só, não garantirá o funcionamento imediato do corredor logístico internacional.

Questões ligadas à alfândega, harmonização de regras e integração entre os países envolvidos ainda representam obstáculos para a operação plena do chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Entraves regulatórios podem atrasar operação da rota

De acordo com o secretário da Semadesc de Mato Grosso do Sul, Artur Falcette, a previsão é de que a ponte internacional seja concluída no segundo semestre de 2026. Mesmo assim, o funcionamento eficiente da rota dependerá de acordos institucionais entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Segundo ele, além das obras estruturais, os países precisarão alinhar procedimentos de fiscalização, controle migratório e legislação aduaneira para garantir segurança jurídica e previsibilidade no transporte internacional de cargas.

O entendimento entre os governos é que ainda existe um amplo trabalho diplomático e técnico em andamento para padronizar normas operacionais e tornar o corredor competitivo no comércio exterior.

Infraestrutura pronta não garante operação imediata

Relatórios discutidos entre os países envolvidos apontam que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá da capacidade de integração entre os sistemas alfandegários e operacionais.

O documento destaca que não basta concluir estradas, acessos e pontes. Será necessário criar mecanismos permanentes de coordenação entre os países, além de procedimentos unificados para reduzir burocracias e aumentar a eficiência logística.

Outro ponto levantado é a necessidade de profissionalização das operações de fronteira, com foco na agilidade do fluxo de cargas e redução de custos para exportadores e importadores.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Empresas de transporte, exportadores e operadores logísticos também demonstram preocupação com a baixa participação do setor privado nas decisões estratégicas do corredor internacional.

Apesar de serem os principais usuários da futura rota comercial, representantes empresariais afirmam que ainda possuem pouca influência na definição de procedimentos operacionais, obras alfandegárias e estrutura das Áreas de Controle Integrado (ACIs).

Estudos coordenados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) indicam que essa ausência pode gerar soluções desconectadas da realidade operacional enfrentada diariamente nas fronteiras.

Ponte da Rota Bioceânica chega a 90% de execução

O trecho considerado mais avançado da megaobra é a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, ligando Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta.

A estrutura estaiada sobre o Rio Paraguai possui 1.294 metros de extensão e já se aproxima de 90% de execução. A expectativa é de que a parte estrutural seja concluída até o fim de maio, conforme os cenários mais otimistas.

Ao todo, a Rota Bioceânica terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de territórios brasileiros, paraguaios, argentinos e chilenos.

Corredor pode reduzir custos logísticos e tempo de transporte

A expectativa dos países envolvidos é transformar o corredor em uma alternativa estratégica para o comércio entre a América do Sul e a Ásia.

Projeções indicam que a nova rota poderá reduzir em até 30% os custos logísticos e diminuir em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias, em comparação com rotas tradicionais, como o Canal do Panamá.

O projeto também é visto como uma oportunidade para atrair novos investimentos privados e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Mato Grosso do Sul aposta em diversificação econômica

Mesmo sem previsão de novos investimentos estaduais diretamente ligados à operação da rota, o governo de Mato Grosso do Sul acompanha o interesse crescente de empresas na utilização do corredor.

Segundo a Semadesc, setores como citricultura, produção de amendoim e indústrias de base tecnológica estão entre as prioridades para ampliar a matriz econômica da região.

A avaliação é que a consolidação da Rota Bioceânica poderá estimular novos negócios e fortalecer o desenvolvimento econômico do Estado nos próximos anos.

Gargalos nas fronteiras ainda preocupam

O estudo sobre facilitação do comércio realizado em 2025 também identificou fragilidades nas Áreas de Controle Integrado entre os países envolvidos.

Atualmente, apenas os trechos de fronteira entre Argentina e Chile estão habilitados para o transporte internacional de cargas. Mesmo nesses pontos, o relatório aponta necessidade de melhorias estruturais e operacionais.

Já os segmentos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda não operam oficialmente para o fluxo internacional de mercadorias.

Outro ponto considerado sensível é a futura alfândega entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve consulta técnica formal ao setor privado sobre o funcionamento do espaço.

Governança será decisiva para o sucesso do corredor

Especialistas envolvidos no projeto defendem a criação de uma governança técnico-operacional exclusiva para a Rota Bioceânica.

A proposta prevê sistemas compartilhados de informação, integração entre órgãos públicos e regras harmonizadas entre os países participantes para garantir operações mais rápidas, transparentes e seguras.

O desafio se torna ainda maior pelo fato de o Chile não integrar o Mercosul, diferentemente de Brasil, Argentina e Paraguai. Isso aumenta a complexidade institucional e exige novos mecanismos de cooperação internacional.

O estudo apoiado pelo BID reuniu representantes do setor público, empresas e associações empresariais em dezenas de encontros presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas mais de 260 propostas para aprimorar o funcionamento do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Portos

Porto Seco em Erechim entra em debate e pode transformar logística no Norte do RS

A Câmara Municipal de Erechim recebe nesta segunda-feira (11), às 15h30, uma audiência pública para discutir a implantação de um Porto Seco em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul. O encontro será promovido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e terá como foco a análise da viabilidade técnica da futura Estação Aduaneira do Interior (EADI).

A proposta busca descentralizar serviços alfandegários atualmente concentrados em regiões portuárias e cidades de fronteira.

Projeto quer reduzir custos logísticos no Norte gaúcho

Hoje, empresas instaladas no Norte do estado precisam percorrer mais de 600 quilômetros até o Porto de Rio Grande para realizar operações de exportação e importação.

Com a criação de um porto seco, procedimentos como desembaraço aduaneiro, armazenamento e movimentação de cargas poderiam ser feitos diretamente em Erechim.

A expectativa é que a estrutura reduza custos operacionais, agilize o transporte de mercadorias e aumente a competitividade das indústrias da região.

Região possui forte potencial industrial e agroindustrial

A apresentação técnica do projeto ficará a cargo de José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa e assessor do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

O especialista deve apresentar estudos sobre o potencial logístico do município e da região, que concentra um importante polo metalmecânico e agroindustrial.

Segundo os organizadores, a iniciativa pode fortalecer a integração do Norte gaúcho aos principais corredores de comércio exterior do Brasil e do Mercosul.

Lideranças articulam projeto junto ao governo federal

A proposta de implantação do Porto Seco em Erechim vem sendo discutida com autoridades federais em Brasília e conta com apoio de lideranças políticas e empresariais da região.

O deputado estadual Paparico Bacchi, responsável pela proposição da audiência pública, afirmou que o projeto pode representar um avanço estratégico para a economia regional.

Segundo ele, documentos relacionados à proposta já foram encaminhados à prefeitura de Erechim e a ministérios do governo federal.

Porto Seco pode ampliar competitividade regional

A criação de uma estrutura alfandegária no interior do estado é vista pelo setor produtivo como uma alternativa para modernizar a logística regional e reduzir a dependência das áreas portuárias tradicionais.

Além da diminuição de custos, o projeto pode atrair novos investimentos, ampliar a capacidade exportadora e facilitar o acesso das empresas locais ao mercado internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Imagem meramente ilustrativa / Magnific / Porto Alegre 24 horas

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Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase pronta, mas entraves alfandegários preocupam setor logístico

A construção da chamada Rota Bioceânica segue avançando em Mato Grosso do Sul, mas desafios regulatórios e alfandegários ainda ameaçam atrasar a operação completa do corredor logístico internacional. A avaliação é do secretário da Semadesc, Artur Falcette, ao analisar o estágio atual do projeto conhecido também como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Segundo ele, a conclusão da ponte que liga Brasil e Paraguai está prevista para o segundo semestre de 2026. No entanto, a estrutura física não será suficiente para garantir o funcionamento eficiente da rota sem acordos integrados entre os países envolvidos.

Integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda é desafio

Além das obras de infraestrutura, os governos de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile precisam avançar na harmonização de regras alfandegárias, procedimentos de fiscalização e segurança jurídica para assegurar previsibilidade ao transporte internacional de cargas.

De acordo com Falcette, ainda existem pendências legislativas e operacionais que precisam ser resolvidas para que o corredor se torne uma alternativa competitiva de exportação e importação.

Relatório obtido pelo Campo Grande News reforça que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas de rodovias, pontes e acessos, mas também da capacidade institucional de integrar processos e padronizar normas entre os países participantes.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação do setor privado na formulação das diretrizes operacionais do corredor.

Embora empresas de logística, exportadores, transportadoras e despachantes aduaneiros sejam os principais usuários da futura rota, o relatório aponta que esses grupos ainda possuem pouca influência nas definições sobre obras, áreas de controle integrado e procedimentos de fiscalização.

Para especialistas envolvidos nas discussões, a ausência de participação formal dos operadores econômicos pode resultar em soluções pouco eficientes ou incompatíveis com a realidade do comércio exterior.

Ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é peça-chave

Com cerca de 90% das obras executadas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica é considerada o principal eixo de conexão do Brasil com o corredor continental.

A estrutura estaiada possui 1.294 metros de extensão sobre o Rio Paraguai e liga Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A previsão mais otimista indica que a conclusão estrutural ocorra até o fim de maio.

O corredor completo terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rotas terrestres que atravessam os quatro países sul-americanos.

Corredor promete reduzir custos e tempo de transporte

A expectativa em torno da Rota Bioceânica é alta entre empresários e operadores logísticos. O projeto pode reduzir em até 30% os custos de transporte e diminuir em até 15 dias o tempo de entrega de mercadorias destinadas à Ásia, em comparação com trajetos tradicionais como o Canal do Panamá.

Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul afirma que ainda não existem investimentos públicos estaduais diretamente voltados para a operação logística da rota.

Segundo Artur Falcette, o interesse crescente da iniciativa privada pode atrair novos empreendimentos para o estado, especialmente em setores estratégicos ligados à exportação.

Estado aposta em diversificação econômica

O governo sul-mato-grossense trabalha atualmente na ampliação da matriz produtiva regional. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a citricultura, produção de amendoim e segmentos ligados à tecnologia e inovação.

A estratégia busca preparar o estado para aproveitar as oportunidades comerciais que poderão surgir com a consolidação da rota internacional.

Gargalos alfandegários preocupam especialistas

Estudo coordenado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou gargalos importantes nas chamadas Áreas de Controle Integrado (ACIs), consideradas fundamentais para o funcionamento do corredor.

Atualmente, apenas as passagens entre Argentina e Chile estão habilitadas para transporte internacional de cargas. Ainda assim, o relatório aponta necessidade urgente de melhorias operacionais e maior integração com o setor privado.

Já os trechos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda aguardam estruturação operacional e autorização plena.

Área alfandegária entre Brasil e Paraguai gera alerta

O trecho entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é considerado um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve abertura de consulta técnica formal junto ao setor privado para definir aspectos essenciais da operação, como áreas de espera, tecnologia de fiscalização e fluxo de veículos.

O temor é que a ausência desse diálogo gere problemas operacionais futuros e comprometa a eficiência logística da Rota Bioceânica.

Governança internacional será decisiva para sucesso da rota

O relatório também destaca a necessidade de uma estrutura permanente de governança técnica entre os países envolvidos.

Como o Chile não integra o Mercosul, diferentemente de Brasil, Paraguai e Argentina, especialistas avaliam que o ambiente regulatório se torna mais complexo e exige mecanismos específicos de coordenação internacional.

O documento apoiado pelo BID reuniu representantes de governos, empresas e entidades empresariais em dezenas de reuniões presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas 264 propostas para otimizar a operação do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Comércio Exterior

Programa OEA é reformulado e ganha novos níveis de conformidade no Brasil

A Receita Federal do Brasil anunciou uma série de mudanças estruturais no Programa de Operador Econômico Autorizado (OEA), com foco na modernização, alinhamento a padrões internacionais e fortalecimento da facilitação do comércio exterior. As atualizações acompanham diretrizes do Organização Mundial das Aduanas e do Acordo sobre Facilitação do Comércio.

Nova estrutura do Programa OEA

A principal mudança está na reformulação da modalidade OEA-Conformidade, que passa a ser organizada em três níveis: OEA-C Essencial, OEA-C Qualificado e OEA-C Referência. A nova estrutura busca classificar os operadores conforme o grau de conformidade tributária e aduaneira, garantindo benefícios proporcionais.

O nível Essencial será destinado exclusivamente às empresas comerciais exportadoras, com um processo de adesão simplificado. Já o nível Qualificado corresponde ao modelo atual do programa. Por sua vez, o nível Referência será voltado a empresas com alto grau de conformidade, incluindo aquelas certificadas no programa Confia ou classificadas como A+ no Sintonia.

Benefícios e facilitação para empresas

Com a reformulação, empresas enquadradas no nível Essencial poderão acessar a suspensão de tributos como IBS e CBS nas operações previstas em lei. Já os operadores classificados como Referência terão vantagens adicionais, como o pagamento de tributos de importação até o dia 20 do mês seguinte e maior agilidade no despacho aduaneiro, com direcionamento preferencial ao canal verde.

Apesar das mudanças, os benefícios já existentes no programa foram mantidos e ajustados para se adequar à nova estrutura, garantindo continuidade e segurança jurídica às empresas participantes.

Integração com programas de conformidade

A atualização do Programa OEA também reforça a integração com outras iniciativas da Receita Federal, como o Programa Confia e o Sintonia. Essa convergência permite uma atuação coordenada entre as áreas tributária e aduaneira, promovendo um tratamento mais eficiente e personalizado aos contribuintes. Para viabilizar essa integração, foi criada uma equipe dedicada à análise de empresas em processo de certificação simultânea no OEA e no Confia, priorizando a tramitação desses pedidos.

As mudanças incluem ainda ajustes nos critérios de exclusão do programa, alinhados à legislação vigente, garantindo direito à ampla defesa e revisão de decisões. Também foi estabelecida a restrição à participação de devedores contumazes.

Outro avanço importante está na simplificação de procedimento: documentos que já constam nas bases da Receita Federal, como dados cadastrais e regularidade fiscal, deixam de ser exigidos no sistema, reduzindo a burocracia.

Além das mudanças operacionais, a Receita Federal também atualizou o manual de identidade visual do programa, estabelecendo regras para o uso do selo OEA por empresas certificadas. A medida visa assegurar padronização e credibilidade na comunicação institucional.

Impactos no comércio exterior

Com as novas normas, o Programa OEA se consolida como uma ferramenta estratégica para o comércio exterior brasileiro, promovendo maior eficiência logística, segurança nas operações e estímulo à conformidade fiscal e aduaneira. A iniciativa reforça a parceria entre o setor público e privado, contribuindo para um ambiente de negócios mais competitivo.

Fonte: Receita Federal do Brasil

Texto: Redação

Imagem: Receita Federal do Brasil

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Comércio Internacional

Irã registra primeira receita com pedágio no Estreito de Ormuz e amplia tensão internacional

O governo iraniano confirmou o recebimento da primeira receita proveniente da cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Parlamento do país, Hamid-Reza Haji Babaei, conforme noticiado por uma agência semioficial iraniana.

A medida, aprovada no mês anterior pela Comissão de Segurança do Parlamento, prevê a cobrança de taxas de embarcações que transitam pela região — responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

A iniciativa provocou forte reação internacional. Autoridades dos Estados Unidos classificaram a cobrança como ilegal e uma ameaça à estabilidade global. À época, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a ação é “inaceitável” e representa risco ao comércio internacional.

Fluxo marítimo reduzido e impacto no petróleo global

O tráfego no Estreito de Ormuz segue significativamente abaixo do normal. O cenário é influenciado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, além de episódios recentes envolvendo apreensão de embarcações na região.

Especialistas alertam que qualquer restrição prolongada nessa rota pode impactar diretamente o mercado energético global, elevando preços e aumentando a volatilidade.

Irã reforça discurso de soberania sobre a região

Autoridades iranianas têm reiterado que o controle sobre o Estreito de Ormuz é uma condição central para encerrar o conflito em curso. Atualmente, o Parlamento e o Conselho Supremo de Segurança Nacional analisam propostas para consolidar a soberania do país sobre a hidrovia.

Em paralelo, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que, mesmo após o fim de um eventual conflito, a remoção de minas marítimas na região pode levar até seis meses — o que prolongaria os impactos logísticos e comerciais.

Tensão militar e incerteza sobre cessar-fogo

A situação geopolítica permanece instável. O Irã já apreendeu duas embarcações no estreito, reforçando seu controle estratégico. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram a extensão de um cessar-fogo temporário, sem confirmação formal por parte de Teerã.

O governo iraniano, por sua vez, critica a manutenção do bloqueio naval americano, classificando a medida como um ato de guerra. Segundo lideranças do Parlamento iraniano, qualquer acordo de cessar-fogo só será viável com a suspensão dessas restrições.

Cenário segue indefinido

Com negociações ainda incertas e interesses estratégicos em jogo, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão global. A combinação de medidas econômicas, ações militares e disputas diplomáticas mantém o cenário volátil, com possíveis reflexos diretos na economia mundial.

Tags: Irã, Estreito de Ormuz, pedágio marítimo, petróleo global, geopolítica, bloqueio naval, EUA Irã, crise internacional, comércio marítimo

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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