Importação

Brasil pode ficar com até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos EUA

O Brasil pode conquistar uma fatia de até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos Estados Unidos. A medida anunciada pelo presidente americano Donald Trump prevê a entrada adicional de até 300 mil toneladas do produto no mercado dos EUA durante um período de 90 dias.

Pelas estimativas do setor, os frigoríficos brasileiros podem responder por algo entre 90 mil e 120 mil toneladas desse volume. Se a projeção se confirmar, o país terá participação relevante na ampliação das importações americanas.

A iniciativa do governo Trump busca aumentar a oferta de carne bovina nos Estados Unidos e, consequentemente, contribuir para a redução dos preços ao consumidor. Um dos focos é a carne moída utilizada na preparação de hambúrgueres.

Redução do rebanho americano favorece importações

Os Estados Unidos atravessam um período de redução do rebanho bovino, cenário que restringiu a disponibilidade de carne e contribuiu para a alta dos preços.

Para estimular a recomposição da pecuária doméstica, o governo americano também adotou medidas de incentivo aos produtores. No entanto, a recuperação do rebanho exige tempo. Enquanto isso, as importações de carne bovina aparecem como alternativa para ampliar a oferta no curto prazo.

A avaliação é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. Para ele, o Brasil parte de uma posição competitiva devido à dimensão de sua indústria frigorífica e ao número de estabelecimentos autorizados a vender carne para o mercado americano.

Nova cota é diferente do limite já utilizado pelo Brasil

A nova medida não deve ser confundida com a cota que atualmente regula parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Hoje, o Brasil dispõe de uma cota compartilhada de 52,4 mil toneladas que permite a entrada de carne no mercado americano sem a tarifa adicional. De acordo com Iglesias, esse limite foi completamente utilizado em apenas 15 dias.

Depois que a cota é esgotada, os frigoríficos brasileiros ainda podem exportar para os EUA, mas o produto passa a sofrer uma tarifa adicional de 26,4%.

Entre janeiro e agosto, os Estados Unidos importaram 269,1 mil toneladas de carne bovina brasileira, movimentando US$ 1,74 bilhão. O resultado representa crescimento de 28,7% em relação ao mesmo período de 2025.

A nova cota de até 300 mil toneladas, válida por 90 dias, cria uma oportunidade adicional para os exportadores que conseguirem ocupar esse espaço sem a cobrança da tarifa extra.

Brasil aparece entre os principais candidatos

Nem todos os grandes fornecedores de carne dos Estados Unidos disputarão diretamente a nova cota. A Argentina, por exemplo, possui mecanismos próprios de acesso ao mercado americano.

Entre os principais países fornecedores de carne bovina aos EUA estão:

  • Brasil;
  • Austrália;
  • Canadá;
  • México;
  • Nova Zelândia.

Na avaliação de Iglesias, Paraguai e países da América Central estão entre os concorrentes que podem disputar mais diretamente o novo volume com o Brasil.

O país, entretanto, possui vantagens competitivas importantes, principalmente pela capacidade de sua indústria frigorífica e pela quantidade de unidades habilitadas a exportar para os Estados Unidos.

Isso não significa que as 300 mil toneladas serão distribuídas proporcionalmente entre os países. Na prática, os exportadores terão de disputar espaço com base na capacidade de atender à demanda e, principalmente, nos preços oferecidos aos compradores americanos.

Preço dos trimmings pode ser decisivo

Apesar da oportunidade, existe uma questão importante para os frigoríficos brasileiros: o tipo de carne que os Estados Unidos estão buscando.

A demanda está concentrada nos chamados trimmings, cortes e aparas retirados durante o processamento das carcaças e utilizados, entre outras aplicações, na produção de carne moída.

Como esse produto possui menor valor agregado e representa apenas uma parcela da carcaça, os frigoríficos precisam avaliar se a exportação para os EUA é financeiramente vantajosa.

O cálculo envolve o preço oferecido pelos compradores americanos, os custos de exportação e o retorno que o frigorífico poderia obter ao direcionar o mesmo animal para outros mercados.

Segundo Iglesias, as empresas ainda analisam esses fatores antes de definir o quanto poderão destinar aos Estados Unidos.

Alta dos preços pode limitar a operação

Outro ponto de atenção é o equilíbrio entre oferta e preço. Se os valores da carne subirem demais, a operação pode perder atratividade para os compradores americanos.

Nesse cenário, a própria finalidade da nova cota pode ser prejudicada. O objetivo do governo dos Estados Unidos é justamente ampliar a disponibilidade de carne e ajudar a reduzir os preços no mercado interno.

Para o Brasil, portanto, a nova cota representa uma oportunidade de ampliar as exportações, mas a efetiva participação no volume adicional dependerá da competitividade dos frigoríficos e das condições comerciais oferecidas aos importadores americanos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Internacional

EUA impõem tarifa adicional de 50% sobre produtos do Canadá

Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 50% sobre determinados produtos importados do Canadá. A medida foi divulgada pela Casa Branca na terça-feira (8) e ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países.

A decisão veio depois que o governo canadense colocou em vigor tarifas de retaliação sobre produtos norte-americanos, com alíquotas que variam de 15% a 50%. Entre os itens atingidos estão produtos de aço, móveis, roupas e equipamentos eletrônicos.

Casa Branca cita discriminação contra veículos dos EUA

De acordo com um comunicado publicado pela Casa Branca, o presidente Donald Trump justificou a adoção das novas tarifas como uma resposta ao que classificou como discriminação do Canadá contra as exportações norte-americanas de automóveis e autopeças.

Segundo o documento, as novas cobranças foram estabelecidas com base no artigo 338 da Lei Tarifária de 1930 e serão aplicadas a determinados produtos canadenses.

A medida amplia a pressão sobre o comércio entre EUA e Canadá, que vem sendo marcado por sucessivas ações tarifárias e respostas dos dois governos.

Importação de bebidas, carros e lácteos será proibida

Além da tarifa adicional, o governo Trump anunciou outras restrições às importações canadenses.

A partir de 29 de setembro, os Estados Unidos deverão proibir a entrada de determinados tipos de bebidas alcoólicas, veículos automotores e produtos lácteos provenientes do Canadá.

A medida representa mais um obstáculo para empresas canadenses que dependem do mercado norte-americano.

Novas tarifas entram em vigor em setembro

As alterações anunciadas pela Casa Branca serão aplicadas às mercadorias importadas para consumo nos Estados Unidos ou retiradas de armazéns para essa finalidade a partir de 15 de setembro.

O novo pacote de medidas aumenta a pressão sobre as relações comerciais entre os dois países e afeta setores importantes da economia canadense, especialmente aqueles com forte participação no mercado dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Comércio Internacional

China registra alta de 25% nas exportações em agosto, impulsionada pela inteligência artificial

As exportações da China avançaram 25% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, impulsionadas principalmente pela forte demanda internacional por produtos de tecnologia utilizados na expansão da inteligência artificial (IA). No mesmo período, as importações chinesas cresceram 28,2%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pela Administração Geral de Alfândegas da China (AGC).

Os números mostram que o comércio exterior chinês continua em ritmo acelerado, sustentado pela procura global por componentes e equipamentos ligados ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Exportações de tecnologia ganham força

Entre janeiro e agosto, o valor das exportações chinesas de computadores e componentes relacionados aumentou 49,4%, de acordo com a AGC.

A expansão ocorre em um momento de forte crescimento dos investimentos internacionais em infraestrutura para inteligência artificial, o que amplia a demanda por semicondutores, equipamentos de informática e outros produtos tecnológicos fabricados na China.

O desempenho também mantém a trajetória positiva registrada pelo país no comércio internacional. Em 2025, a China alcançou um superávit comercial recorde, favorecido pela demanda externa por produtos associados ao setor de tecnologia e à cadeia global de inteligência artificial.

Vendas para os Estados Unidos aceleram

As exportações chinesas destinadas aos Estados Unidos também apresentaram crescimento expressivo. Em agosto, as vendas para o mercado americano aumentaram 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado representa uma aceleração em relação a julho, quando as exportações chinesas para os EUA haviam registrado crescimento anual de 17%.

O desempenho chama atenção diante das disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo e ocorre enquanto os dois países buscam avançar nas negociações sobre suas relações econômicas.

Dados antecedem encontro entre Trump e Xi

A divulgação dos números ocorre poucas semanas antes de uma reunião prevista para outubro, em Washington, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

O avanço das exportações chinesas e o aumento das vendas para o mercado americano devem integrar o contexto das discussões entre os dois governos, especialmente diante da importância do comércio bilateral para a economia mundial.

Os dados de agosto reforçam, ainda, o peso da China na cadeia global de fornecimento de tecnologia, semicondutores e equipamentos para inteligência artificial.

FONTE: Jovem Pan
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pekín (China)EFE/WU HAO

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Comércio Internacional

Brasil critica tarifas dos Estados Unidos e classifica medidas como discriminatórias

O governo brasileiro voltou a manifestar insatisfação com as tarifas dos Estados Unidos aplicadas a produtos nacionais. Na segunda-feira (31), Brasília afirmou que as medidas adotadas pelo governo de Washington são discriminatórias e não estão de acordo com as normas internacionais de comércio.

A posição foi apresentada pelos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, durante uma reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu no início da tarde.

Governo brasileiro contesta justificativas dos EUA

Em comunicado conjunto, os ministérios brasileiros classificaram como injusto o tratamento recebido pelo país e questionaram os fundamentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as medidas comerciais contra o Brasil.

Segundo a nota, as conclusões das investigações realizadas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial americana não refletiriam as práticas efetivamente adotadas pelo Brasil.

Os ministros reforçaram que consideram inadequada a aplicação de um tratamento que, na avaliação brasileira, é discriminatório para as exportações brasileiras.

Brasil e Estados Unidos mantêm negociações

Apesar das divergências em torno das tarifas comerciais, os dois governos decidiram preservar o canal de diálogo. Novas reuniões técnicas deverão ocorrer nas próximas semanas, tanto por videoconferência quanto presencialmente.

Depois dessa etapa, está previsto outro encontro entre os ministros para analisar os resultados das negociações e verificar eventuais avanços.

O governo brasileiro informou que pretende continuar trabalhando pela construção de um acordo comercial equilibrado, baseado em benefícios mútuos, diálogo e respeito à soberania de cada país.

Como começou a disputa tarifária

A retomada das negociações acontece depois de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 21 de agosto.

Durante o contato, Lula voltou a questionar as tarifas aplicadas ao Brasil. Trump, por sua vez, sinalizou a disposição de retomar as tratativas entre os dois países.

Atualmente, o Brasil enfrenta uma tarifa adicional de 25% estabelecida especificamente pelo governo norte-americano, além de uma sobretaxa de 12,5% que Washington relaciona a questões envolvendo o combate ao trabalho forçado.

Tarifas envolvem Pix e mercado de etanol

A tarifa adicional de 25% teve como base uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão apontou possíveis práticas comerciais consideradas desleais em áreas como pagamentos eletrônicos, incluindo o Pix, e acesso ao mercado brasileiro de etanol.

Brasília rejeita essas alegações e sustenta que as medidas adotadas pelos Estados Unidos não encontram justificativa adequada.

Disputa também tem impacto geopolítico

Além das questões diretamente relacionadas ao comércio, a negociação entre Brasil e Estados Unidos ocorre em um cenário de aumento da competição econômica entre EUA e China na América Latina.

A disputa pela influência na região acrescenta um componente geopolítico às discussões entre Brasília e Washington e amplia a importância estratégica das negociações sobre as tarifas e o comércio bilateral.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Erich Sacco/ Adobe Stock

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Comércio Internacional

Canadá anuncia tarifas retaliatórias de US$ 20 bilhões contra produtos dos EUA

O Canadá anunciou novas tarifas sobre produtos dos Estados Unidos nesta terça-feira (25), em resposta à escalada das medidas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump. O pacote atinge C$ 27,6 bilhões, equivalente a cerca de US$ 19,94 bilhões, e busca igualar, dólar por dólar, as tarifas impostas por Washington.

As novas taxas entram em vigor em 8 de setembro e alcançarão aproximadamente 700 produtos importados dos EUA. As alíquotas serão de 15%, 25% e 50%, conforme o tipo de mercadoria.

O governo canadense também apresentou um pacote de apoio de C$ 7,5 bilhões para empresas e trabalhadores afetados pelo agravamento da guerra comercial entre Canadá e EUA.

Tarifas canadenses atingem 700 produtos americanos

As medidas de retaliação foram estruturadas para atingir diferentes setores da economia americana. Segundo um funcionário do governo canadense, a intenção é limitar os efeitos sobre consumidores e empresas do próprio Canadá, embora os produtos americanos exportados para o Canadá também sejam impactados.

Entre os itens submetidos à tarifa mais elevada, de 50%, estão produtos de setores como aço, alumínio, móveis e vestuário.

Já a alíquota de 25% será aplicada a produtos como queijo, eletrodomésticos e determinados tipos de frutos do mar.

Para eletrônicos e ferramentas, a tarifa definida pelo governo canadense será de 15%.

Canadá cria pacote de US$ 5,4 bilhões para empresas e trabalhadores

Além das tarifas, Ottawa anunciou novas medidas de proteção para os setores afetados pelo conflito comercial. O pacote totaliza C$ 7,5 bilhões e inclui iniciativas voltadas principalmente para pequenas e médias empresas.

Entre as ações estão uma linha de financiamento para capital de giro e mecanismos de apoio a trabalhadores que possam sofrer impactos decorrentes das novas barreiras comerciais.

O objetivo é reduzir os efeitos da disputa tarifária sobre empresas, empregos e cadeias produtivas canadenses.

Retaliação ocorre após novas tarifas de Trump

A decisão do Canadá acontece depois que novas tarifas de 50% determinadas pelo presidente Donald Trump sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses entraram em vigor no sábado.

As medidas foram adotadas após o fracasso das negociações entre os dois governos para tentar impedir uma nova rodada de tarifas comerciais.

Com a nova resposta de Ottawa, a relação econômica entre os dois países chega a um dos momentos mais tensos das últimas décadas.

Governo canadense promete proteção à economia

O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, afirmou que as medidas foram desenhadas para compensar os efeitos das tarifas americanas e proteger diferentes setores da economia canadense.

Segundo o governo, a combinação entre tarifas retaliatórias e apoio financeiro deve ajudar trabalhadores, agricultores, famílias e empresas a enfrentar os impactos da disputa.

Apesar da tentativa de reduzir os efeitos internos, a escalada das tarifas aumenta a pressão sobre o comércio bilateral e pode atingir empresas americanas que dependem do mercado canadense.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões e aumenta pressão sobre os juros

A dívida pública dos Estados Unidos superou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões, ampliando as preocupações sobre o custo de financiamento do governo e os efeitos do endividamento sobre a economia americana.

O novo recorde foi registrado na quarta-feira (19) e ocorre em meio ao aumento dos gastos públicos, às despesas militares, aos cortes de impostos e à necessidade de devolver valores relacionados às tarifas de importação adotadas pelo governo de Donald Trump.

Endividamento avança em ritmo acelerado

Segundo informações atribuídas ao The New York Times, os Estados Unidos devem captar mais de US$ 1,98 trilhão em 2026 para cumprir seus compromissos financeiros.

Entre os principais fatores de pressão sobre as contas estão os gastos com previdência social, medicamentos, despesas militares e juros da dívida pública.

O crescimento do endividamento também tem sido rápido. A dívida havia chegado a US$ 38,8 trilhões em março de 2026, depois de atingir US$ 37,8 trilhões em outubro de 2025, conforme dados da Associated Press.

Os juros da dívida americana já representam uma parcela expressiva do déficit federal. Quanto maior o estoque de títulos emitidos pelo governo e o custo para refinanciá-los, maior tende a ser a pressão sobre o orçamento.

Guerra e devolução de tarifas pressionam o orçamento

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reconheceu que a trajetória do déficit fiscal neste ano segue em direção desfavorável. Entre os fatores citados estão os custos militares relacionados à guerra no Irã e a devolução de receitas provenientes de tarifas.

A Suprema Corte dos Estados Unidos também determinou a anulação de determinados impostos sobre importações, o que levou o governo a devolver cerca de US$ 160 bilhões às empresas.

A decisão reduziu parte da arrecadação que a administração Trump esperava utilizar para melhorar as contas públicas.

Promessas de cortes não impediram avanço da dívida

A expansão da dívida ocorre apesar das promessas de redução dos gastos públicos feitas por Trump.

Desde 2016, quando lançou sua primeira campanha presidencial, a dívida bruta dos EUA praticamente dobrou.

Outro ponto de atenção envolve o antigo Departamento de Eficiência Governamental, liderado por Elon Musk, que havia anunciado a intenção de promover cortes de aproximadamente US$ 1 trilhão.

Segundo o New York Times, o órgão afirma ter obtido pouco mais de US$ 190 bilhões em economias. O Escritório de Responsabilidade Governamental, entretanto, questionou a transparência e a confiabilidade dessas estimativas.

Títulos do Tesouro ficam mais caros

O aumento do endividamento também repercute no mercado financeiro. Investidores passaram a exigir rendimentos maiores dos títulos do Tesouro americano, elevando o custo de financiamento do governo.

O rendimento dos títulos de 30 anos chegou ao maior nível em quase duas décadas.

A elevação dos juros pode atingir outras áreas da economia. Segundo especialistas citados na reportagem, o movimento tende a encarecer financiamentos imobiliários e de veículos, além de reduzir o espaço para investimentos das empresas.

O aumento do custo financeiro também pode exercer pressão sobre salários e preços de produtos e serviços.

Governo aposta em crescimento econômico

A Casa Branca afirma que pretende combater desperdícios, fraudes e gastos considerados abusivos no orçamento federal.

Segundo o porta-voz Kush Desai, a estratégia também inclui estimular o crescimento econômico. A expectativa do governo é que uma expansão maior da economia ajude a melhorar a relação entre dívida pública e PIB.

Economistas, porém, alertam para o risco de uma trajetória em que o crescimento dos juros e da dívida se retroalimente.

Marc Goldwein, do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, classificou o início desse processo como um dos principais riscos para as finanças americanas.

Fed avalia redução da carteira de títulos

O Federal Reserve (Fed) também está no centro das discussões sobre o tamanho do balanço do governo americano.

A autoridade monetária avalia a redução de sua carteira de títulos públicos e outros ativos, que chegou a aproximadamente US$ 6,8 trilhões após as medidas adotadas durante diferentes crises econômicas.

A redução dos ativos pode alterar as condições de liquidez do mercado e ocorre em um momento de crescente preocupação com a sustentabilidade fiscal americana.

Dívida cresceu durante diferentes governos

O avanço da dívida dos Estados Unidos não é resultado de uma única administração. O país mantém há anos um cenário em que as despesas federais superam a arrecadação de impostos.

Durante a pandemia de Covid-19, tanto os governos Trump quanto Joe Biden ampliaram significativamente os empréstimos para sustentar a economia e financiar medidas de recuperação.

Em 2025, Trump também sancionou uma legislação republicana que combinou redução de impostos e aumento de gastos, aumentando as preocupações entre defensores do equilíbrio fiscal.

Teto da dívida volta ao radar

Os Estados Unidos possuem um teto legal para a dívida pública, cujo limite pode ser elevado, suspenso ou alterado pelo Congresso.

Estimativa do Bipartisan Policy Center aponta que o país pode alcançar o limite de aproximadamente US$ 40,9 trilhões entre março e agosto de 2027. Nesse momento, os parlamentares terão novamente de decidir sobre o teto da dívida.

A situação fiscal americana também chama atenção internacionalmente. Uma análise recente da OCDE apontou que os Estados Unidos apresentam uma das posições fiscais mais pressionadas entre as economias desenvolvidas.

Com a dívida acima de US$ 40 trilhões, o desafio para Washington passa a ser administrar o aumento dos juros, déficits e gastos públicos sem comprometer ainda mais o espaço disponível para políticas econômicas futuras.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rick Wilking/Reuters

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Comércio Internacional

Reciprocidade busca pressionar EUA a retomar negociações sobre tarifas, diz Arko Advice

O governo brasileiro comunicou oficialmente a Washington o início do processo de reciprocidade econômica em resposta às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. Segundo Michael Lopez Stewart, da Arko Advice, a medida tem como principal objetivo aumentar a pressão para que os americanos voltem à mesa de negociações, e não provocar uma escalada imediata da disputa comercial.

Atualmente, os produtos brasileiros estão sujeitos a duas cobranças distintas: uma tarifa de 25% específica para o Brasil e outra de 12,5%, aplicada também a mercadorias de outros países. Em determinados produtos, a soma das duas alíquotas pode alcançar 37,5%. Há, porém, uma relação de exceções que retira alguns itens da incidência das tarifas.

Lei de Reciprocidade Econômica abre caminho para negociação

O governo federal decidiu colocar em prática a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 2025. De acordo com a análise da Arko Advice, o acionamento do mecanismo não significa que o Brasil tenha decidido aplicar imediatamente medidas de retaliação.

Nesta etapa inicial, o Itamaraty notificou o governo americano e solicitou a abertura de consultas diplomáticas. Ao mesmo tempo, a Camex deverá analisar os impactos das tarifas sobre a economia brasileira e avaliar quais respostas poderiam ser adotadas posteriormente.

A orientação transmitida pelo governo é de que qualquer eventual reação siga critérios de proporcionalidade. Márcio Elias Rosa também indicou que as medidas deverão contribuir para a solução do impasse comercial, mantendo a negociação entre Brasil e Estados Unidos como prioridade.

Dessa forma, a legislação funciona não apenas como mecanismo de resposta, mas também como uma ferramenta de pressão diplomática. O Brasil demonstra que dispõe de alternativas para reagir às tarifas, enquanto preserva a possibilidade de chegar a um entendimento com Washington.

Tarifas americanas aumentam preocupação entre empresas brasileiras

A movimentação também gera atenção no setor privado. Empresas brasileiras, especialmente aquelas com forte exposição ao mercado dos Estados Unidos, acompanham os próximos passos do governo diante do risco de uma eventual ampliação das medidas tarifárias.

Uma escalada da disputa poderia elevar a incerteza para exportações brasileiras, investimentos e decisões empresariais. Por isso, empresários demonstram preocupação com os possíveis efeitos de novas medidas comerciais.

No campo diplomático, a abertura formal do processo também pode provocar uma reação do governo americano. Diante do histórico e do perfil da administração de Donald Trump, existe a possibilidade de que Washington adote novas iniciativas caso interprete a medida brasileira como uma escalada.

Governo deve evitar retaliação imediata

Para Michael Lopez Stewart, contudo, não há indicação de que o Brasil esteja próximo de implementar uma retaliação efetiva. A avaliação considera que o governo ainda busca uma solução negociada e reconhece que uma intensificação do conflito comercial poderia gerar custos para os dois países.

O comportamento de Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas deve ser acompanhado de perto. A questão ganhou peso político e internacional em um momento de maior exposição do governo brasileiro, enquanto também se aproximam compromissos relevantes da agenda externa, incluindo a próxima cúpula dos BRICS.

Brasil amplia pressão, mas mantém diálogo com Washington

O movimento anunciado nesta semana representa uma nova frente de pressão do Brasil sobre os Estados Unidos. Apesar de ainda não configurar uma decisão definitiva de retaliação, o acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica possui relevância diplomática e pode influenciar os próximos capítulos da disputa tarifária.

O principal desafio agora será determinar se o mecanismo será suficiente para levar Brasil e EUA de volta às negociações ou se a relação comercial entre os dois países avançará para uma nova rodada de medidas e contramedidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã e EUA fazem alegações opostas sobre controle da via estratégica

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de energia, voltou ao centro da tensão entre Irã e Estados Unidos. Nesta quinta-feira, Hossein Taeb, recém-nomeado comandante da força paramilitar Basij, afirmou que a passagem está sob “controle e gestão” da República Islâmica.

A declaração ocorreu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington possui “controle total” sobre o estratégico Estreito de Ormuz.

Irã afirma manter controle do Estreito de Ormuz

Segundo a agência semioficial iraniana Fars, Taeb declarou que os Estados Unidos tentaram enfraquecer a influência do Irã na região ao iniciar uma nova guerra em torno do estreito, mas não teriam alcançado esse objetivo.

“Hoje, vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a gestão e o controle da República Islâmica”, afirmou Taeb, acrescentando que o Irã continua sua atuação com segurança.

A disputa ocorre em meio a um cenário de forte tensão militar no Golfo Pérsico, com impactos diretos sobre a navegação internacional e o mercado global de energia.

Conflito afetou transporte de petróleo e gás

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Na sequência, Teerã praticamente interrompeu o tráfego pelo estreito, por onde anteriormente passava cerca de um quinto do petróleo mundial e do gás natural liquefeito (GNL) transportado por via marítima.

Posteriormente, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio naval contra embarcações iranianas e seus portos. Washington, porém, afirmou que manteria a proteção à liberdade de navegação para navios que transitassem entre portos não iranianos.

Acordo de cessar-fogo não foi mantido

Em junho, Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo provisório que previa um cessar-fogo permanente e a retomada rápida da liberdade de navegação no Golfo.

O entendimento, no entanto, perdeu força poucas semanas depois. O Irã retomou ataques limitados contra embarcações que, segundo Teerã, descumpriam as condições estabelecidas no acordo.

Em resposta, os Estados Unidos voltaram a realizar ataques contra províncias do sul iraniano. De acordo com Washington, as operações tinham como objetivo reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo Pérsico.

Teerã condiciona reabertura do estreito

Também nesta quinta-feira, o oficial militar e político iraniano Rasoul Sanaei-Rad afirmou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz enquanto a outra parte não cumprir suas obrigações previstas no acordo provisório.

Segundo a Fars, Sanaei-Rad ressaltou ainda que a reabertura da estratégica rota marítima não poderia ser determinada unilateralmente pelos Estados Unidos.

O dirigente também elevou o tom ao falar sobre um eventual novo conflito. Ele afirmou que o Irã adotaria uma postura ainda mais firme e ofensiva caso uma nova guerra ocorresse.

A disputa em torno do Estreito de Ormuz mantém em alerta os mercados e amplia as preocupações sobre a segurança das rotas de energia, a liberdade de navegação e o abastecimento internacional de petróleo e gás.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Irã endurece exigências e aumenta pressão sobre os EUA no Estreito de Ormuz

O Irã elevou o tom nas negociações sobre o futuro do Estreito de Ormuz e apresentou condições mais duras para uma eventual reabertura da estratégica rota marítima. As exigências de Teerã indicam que um entendimento limitado negociado com Omã não significa, necessariamente, a retomada da circulação de embarcações nos termos defendidos por Washington.

Representantes dos setores mais radicais do regime iraniano vêm reiterando que os Estados Unidos precisam mudar sua postura antes de qualquer avanço significativo relacionado ao estreito.

A nova lista de condições apresentada por Teerã vai além dos termos previstos no memorando de entendimento firmado em junho, posteriormente suspenso após ataques americanos contra o Irã, a reação iraniana em diferentes pontos do Oriente Médio e uma nova escalada de ataques contra embarcações.

Irã apresenta lista de condições aos EUA

No sábado (8), Mohammad Bagher Zolghadr, uma das figuras de maior influência da Guarda Revolucionária do Irã, apresentou uma série de exigências para que o processo avance.

A postura adotada por Teerã reforça a avaliação de que o governo iraniano considera estar em uma posição favorável nas negociações com os Estados Unidos.

Entre os fatores que podem ter contribuído para essa percepção estão informações sobre a redução dos estoques de munições americanos — negadas pelo presidente Donald Trump — e sinais de que o principal comandante militar dos EUA estaria procurando uma forma de encerrar o conflito.

Teerã também pode estar levando em consideração o histórico de ameaças feitas por Trump de promover grandes ofensivas que, posteriormente, não foram concretizadas nos termos anunciados.

Exigências incluem retirada militar e fim de sanções

Entre as condições apresentadas por Zolghadr está a exigência de que os Estados Unidos suspendam o bloqueio naval e afastem suas forças militares das proximidades do território iraniano.

O representante iraniano também cobrou indenizações pelos danos provocados pelas guerras deste ano e pelo conflito ocorrido em junho do ano anterior, que teve Israel como principal força militar.

Outra exigência é o fim das sanções econômicas contra o Irã, além da liberação, sem condições, dos ativos iranianos atualmente congelados em outros países.

A declaração indica que Teerã pretende que essas medidas sejam adotadas antes — ou pelo menos simultaneamente — a qualquer compromisso relacionado ao Estreito de Ormuz.

Condições entram em choque com acordo anterior

A posição apresentada pelo Irã representa um possível obstáculo ao modelo estabelecido no memorando de entendimento negociado anteriormente.

Pelos termos do documento, as sanções contra o Irã seriam retiradas integralmente somente depois de um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano.

O memorando também previa uma liberação progressiva dos ativos iranianos congelados no exterior. Nesse caso, os dois lados deveriam definir conjuntamente os procedimentos para liberar os recursos.

A nova posição de Teerã, portanto, altera a ordem das concessões prevista anteriormente e pode dificultar a retomada das negociações sobre a passagem de navios pelo estreito.

Estreito de Ormuz é ponto estratégico

O Estreito de Ormuz ocupa uma posição central nas disputas entre Irã e Estados Unidos por sua importância para a navegação internacional e para o transporte de energia.

Por isso, qualquer restrição prolongada à circulação de embarcações na região pode aumentar a tensão geopolítica e gerar impactos sobre as rotas comerciais e o mercado internacional.

Com a apresentação das novas exigências, o governo iraniano sinaliza que pretende vincular a normalização da navegação no estreito a uma série mais ampla de concessões por parte de Washington.

O movimento aumenta a complexidade das negociações e coloca os Estados Unidos diante de uma agenda que envolve sanções, ativos congelados, presença militar e indenizações, além da própria circulação marítima no Estreito de Ormuz.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz: proposta pode ampliar controle do Irã sobre rota estratégica de petróleo

Uma proposta em negociação entre Irã e Omã pode alterar o controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o acordo em discussão prevê que Teerã passe a exercer autoridade sobre os navios que ingressam no Golfo Pérsico, representando uma das maiores concessões já consideradas nas tratativas para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos.

Até o momento, o governo norte-americano não comentou oficialmente o conteúdo da proposta. Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado que um acordo para a reabertura da passagem marítima estaria próximo, autoridades dos Estados Unidos reiteraram anteriormente que não aceitariam conceder ao Irã o controle sobre a navegação na região.

Mudança pode alterar o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio

Caso seja implementado, o acordo poderá representar uma mudança significativa no equilíbrio de poder no Oriente Médio, fortalecendo a posição estratégica do Irã após meses de conflito com Estados Unidos e Israel.

Antes da guerra, iniciada em fevereiro, o Estreito de Ormuz operava com livre circulação de embarcações, sem cobrança de taxas para o tráfego internacional.

De acordo com fontes regionais, as negociações entre Irã e Omã avançaram nas últimas semanas. O governo iraniano afirma que houve progresso relevante nas conversas e defende que tanto a entrada quanto a saída de navios ocorram por águas sob sua jurisdição.

Irã ameaça infraestrutura energética em caso de novos ataques

Paralelamente às negociações diplomáticas, o Irã enviou alertas a países do Golfo informando que eventuais novos ataques dos Estados Unidos ao território iraniano provocariam retaliações contra instalações estratégicas de energia na região.

Segundo fontes consultadas pela Reuters, Teerã busca aumentar o custo político e militar de uma nova ofensiva ao sinalizar que poderá atingir aliados regionais de Washington.

Nos últimos meses, o Irã respondeu ao conflito com o lançamento de mísseis e drones contra aliados dos Estados Unidos e também intensificou ações contra embarcações comerciais que cruzavam o estreito sem autorização iraniana.

Taxas sobre navios seguem como principal impasse

Apesar dos avanços nas negociações, ainda existem divergências importantes sobre o formato do eventual acordo.

Uma das principais discussões envolve a cobrança de tarifas para embarcações que utilizarem o Estreito de Ormuz. Segundo uma autoridade iraniana, Teerã propõe taxas entre 5% e 7% sobre o valor das cargas transportadas. Omã trabalha com uma alternativa próxima de 3%, enquanto os Estados Unidos defendem que não haja qualquer cobrança.

Outro ponto ainda sem consenso diz respeito ao nível de controle que o Irã teria sobre os navios que deixam o Golfo Pérsico, além daqueles que ingressam na região.

Irã afirma que negociações avançam para fase final

Em declarações à agência estatal IRNA, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o modelo discutido prevê a passagem de embarcações comerciais por águas territoriais iranianas tanto na entrada quanto na saída do estreito.

Segundo o diplomata, as conversas com Omã alcançaram entendimentos considerados fundamentais e estariam próximas da conclusão.

Gharibabadi também afirmou que o governo iraniano recebeu mensagens dos Estados Unidos indicando disposição para retomar compromissos assumidos em um memorando firmado em meados de junho, condição considerada essencial por Teerã para a reabertura da rota marítima. Apesar disso, o representante iraniano declarou que não houve negociações diretas recentes entre os dois países.

Pressão política cresce sobre Donald Trump

Enquanto busca uma solução diplomática para o conflito, o presidente Donald Trump enfrenta crescente pressão interna. Pesquisas apontam resistência significativa do eleitorado norte-americano à continuidade da guerra, especialmente às vésperas das eleições legislativas de novembro.

Após meses de confrontos, os Estados Unidos ainda não conseguiram reduzir a influência iraniana sobre o Estreito de Ormuz. Fontes militares também indicam preocupação com a redução dos estoques de armamentos de precisão utilizados durante a campanha militar.

Nos mercados internacionais, os preços do petróleo registraram queda nos últimos dias após Trump suspender novos ataques ao Irã e indicar que as negociações diplomáticas podem abrir caminho para o fim do conflito.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/National Geographic

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