Meio Ambiente, Transporte

Dia Mundial da Água: hidrovias ganham força como alternativa sustentável no transporte

Celebrado em 22 de março, o Dia Mundial da Água reforça a importância de soluções sustentáveis no uso dos recursos naturais. Nesse contexto, o transporte hidroviário se consolida como uma das principais alternativas para tornar a logística brasileira mais eficiente e menos poluente.

Com uma das maiores redes hidrográficas do planeta e cerca de 12% da água doce superficial global, o Brasil possui condições privilegiadas para expandir o uso de hidrovias no transporte de cargas e passageiros, reduzindo impactos ambientais e ampliando a competitividade econômica.

Hidrovias como solução para reduzir emissões

O setor de transportes está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa. Diante desse cenário, o transporte por rios surge como uma opção estratégica, já que apresenta menor consumo de combustível por tonelada transportada, reduz as emissões de CO₂ e exige menos intervenção territorial em comparação a modais rodoviário e ferroviário.

A aposta no modal hidroviário também está alinhada às demandas globais por uma matriz logística mais limpa e eficiente, contribuindo diretamente para metas ambientais e climáticas.

Potencial logístico e desenvolvimento regional

Além dos benefícios ambientais, o fortalecimento das hidrovias representa um avanço significativo para a economia. A ampliação desse sistema favorece o escoamento da produção, reduz custos logísticos e promove maior integração entre regiões.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, transformar o potencial hídrico do país em vantagem competitiva é uma prioridade estratégica, com foco em desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades.

Investimentos em infraestrutura e modernização

Para viabilizar o crescimento do setor, o governo tem investido na modernização da infraestrutura hidroviária. Entre as principais ações estão:

  • Dragagens realizadas com responsabilidade ambiental
  • Monitoramento contínuo das condições de navegabilidade
  • Planejamento logístico para aumentar a previsibilidade do transporte

Essas iniciativas aumentam a segurança das operações e tornam o sistema mais resiliente diante de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas ou cheias intensas.

Alinhamento com agenda global de sustentabilidade

O avanço das hidrovias no Brasil acompanha movimentos internacionais voltados à descarbonização do transporte. Um dos principais marcos é a Década das Nações Unidas para o Transporte Sustentável (2026–2035), que busca incentivar sistemas mais eficientes, acessíveis e resilientes.

Embora não exista um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) exclusivo para o setor, o transporte está diretamente ligado a metas relacionadas à infraestrutura, crescimento econômico, eficiência energética e combate às mudanças climáticas.

A expansão do transporte hidroviário representa uma oportunidade concreta para o Brasil reduzir emissões, otimizar custos e aproveitar melhor seus recursos naturais. Com planejamento e investimentos contínuos, as hidrovias tendem a assumir um papel cada vez mais relevante na matriz logística nacional.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos

Texto: Redação

Imagem: Divulgação MPOR

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Meio Ambiente

Lei Geral do Licenciamento Ambiental: CNI pede participação em ações no STF

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e 24 federações estaduais da indústria solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para participar, como amicus curiae, das ações que questionam pontos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA). A legislação foi sancionada no fim de 2025, após mais de duas décadas de debates no Congresso Nacional.

O pedido foi protocolado nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.913, 7.916 e 7.919, que contestam trechos da nova lei. As ações foram apresentadas pelo Partido Verde (PV); pela Rede Sustentabilidade em conjunto com a Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma); e pelo PSol ao lado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

Indústria defende constitucionalidade da lei

Para a CNI e as federações industriais, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental está alinhada com a Constituição e atende às necessidades do país em termos de desenvolvimento sustentável e segurança jurídica.

Segundo o diretor jurídico da CNI, Alexandre Vitorino, a nova legislação preenche uma lacuna histórica no marco regulatório brasileiro.

Ele afirma que a norma contribui para tornar os processos de licenciamento ambiental mais previsíveis e claros para todos os envolvidos, desde empresas até órgãos públicos responsáveis pela análise dos projetos.

Objetivo é apresentar estudos técnicos ao STF

Ao solicitar a participação nos processos, as entidades pretendem fornecer subsídios técnicos e jurídicos ao Supremo Tribunal Federal.

Caso o pedido seja aceito, a CNI e as federações poderão apresentar memoriais colaborativos, estudos técnicos e sustentações orais durante o julgamento das ações.

De acordo com as instituições, grande parte dos dispositivos questionados nas ADIs representa avanços importantes para garantir eficiência administrativa e segurança jurídica, sem comprometer os mecanismos de proteção ambiental.

Indústria destaca peso econômico do setor

Na manifestação enviada ao STF, as entidades também ressaltam a importância da indústria brasileira para a economia nacional.

O setor responde atualmente por 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e por 20,6% dos empregos formais. Além disso, a cada R$ 1 produzido pela indústria, são gerados R$ 2,44 em movimentação econômica, segundo dados citados no documento.

Para a CNI, esse impacto reforça a necessidade de um sistema de licenciamento ambiental eficiente, capaz de equilibrar o crescimento econômico com a conservação ambiental, seguindo o chamado tripé da sustentabilidade.

Legislação deve permitir uso racional dos recursos naturais

Outro ponto defendido pelas entidades é que a legislação ambiental precisa considerar não apenas a preservação, mas também o uso racional dos recursos naturais.

No entendimento da indústria, as normas ambientais devem evoluir de acordo com as transformações econômicas e sociais do país, sempre guiadas pelo princípio do desenvolvimento sustentável.

Respeito ao pacto federativo é destaque na manifestação

A manifestação também destaca a importância de preservar o pacto federativo na aplicação do licenciamento ambiental.

Atualmente, a maior parte dos processos ocorre nos âmbitos estadual e municipal, e não na esfera federal. Enquanto o Ibama emite algumas centenas de licenças por ano, estados e municípios concentram grande parte das autorizações.

Como exemplo, o documento cita o estado de São Paulo, onde cerca de 20 mil licenças ambientais são concedidas anualmente.

Modelo de licenciamento brasileiro é alvo de debate

Outro ponto levantado pela indústria é o modelo trifásico de licenciamento ambiental, que envolve três etapas: licença prévia, licença de instalação e licença de operação.

Segundo estudos apresentados pela CNI durante a tramitação da lei no Congresso, o Brasil é o único país, entre os integrantes do G7 e do Brics, que exige esse modelo de forma generalizada.

Em diversos países, o processo ocorre em fase única, o que torna o licenciamento mais ágil e racional.

Modernização pode estimular investimentos

Na avaliação da CNI e das federações, exigir estudos complexos, como EIA/RIMA, para todos os empreendimentos não seria adequado, já que grande parte das atividades licenciadas possui baixo ou médio impacto ambiental.

Para as entidades, a modernização do sistema de licenciamento ambiental no Brasil é fundamental para destravar projetos de infraestrutura e novas plantas industriais, contribuindo para a geração de empregos e renda.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Meio Ambiente

Terras raras no Brasil: 2ª maior reserva global, mas produção ainda é mínima

O Brasil concentra cerca de 23% das reservas mundiais de terras raras, ocupando a segunda posição no ranking global. Apesar desse potencial estratégico, o país responde por menos de 1% da produção global, permanecendo praticamente fora das cadeias internacionais que abastecem setores como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

A avaliação consta em relatório do Bank of America (BofA), que classifica o cenário como uma oportunidade ainda pouco aproveitada pelo país.

China domina refino e separação

O estudo destaca que a China mantém liderança absoluta nas etapas mais complexas da cadeia produtiva: a separação e o refino dos minerais. O país asiático concentra a maior parte da produção mundial de óxidos de terras raras e controla integralmente a separação dos elementos mais valiosos, conhecidos como HREE (heavy rare earth elements).

Esse domínio assegura vantagem competitiva na fabricação de ligas metálicas e ímãs permanentes, componentes essenciais para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.

Potencial brasileiro ainda subutilizado

De acordo com o relatório, o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras. Grande parte dessas reservas está associada a depósitos de argilas iônicas, cujo processamento é considerado mais simples, econômico e ambientalmente favorável em comparação às rochas duras exploradas por países como Austrália e Estados Unidos.

Esses depósitos contêm minerais estratégicos como disprósio (Dy), térbio (Tb), neodímio (Nd) e praseodímio (Pr) — fundamentais para a produção de ímãs de alto desempenho.

Mesmo com essa vantagem geológica, o país ainda exporta majoritariamente matéria-prima bruta e importa compostos processados, muitos deles provenientes da própria China, o que limita a agregação de valor na cadeia produtiva.

Gargalos estruturais travam avanço

O BofA aponta entraves que explicam o baixo aproveitamento do setor. Entre os principais obstáculos estão:

  • Restrição de financiamento, já que direitos minerários não podem ser utilizados como garantia, dificultando acesso a crédito;
  • Fragmentação regulatória e ausência de uma estratégia nacional integrada;
  • Dependência tecnológica externa, com carência de capacidade industrial para separação e refino em larga escala.

A falta de políticas coordenadas que conectem mineração, processamento e manufatura também é citada como fator limitante.

Projetos avançam, mas desafios persistem

Apesar das dificuldades, há sinais de evolução. O projeto Serra Verde, atualmente o único empreendimento em escala comercial no país, iniciou operações e impulsionou recordes de exportações de metais raros em 2025.

Ainda assim, o Brasil segue como importador líquido de compostos de terras raras, evidenciando que o avanço ainda não alterou o quadro estrutural do setor.

Para capturar maior valor econômico, o relatório indica a necessidade de expandir a capacidade de separação e refino, atrair investimentos, estruturar melhor o cronograma de projetos e implementar uma política industrial coordenada.

Na avaliação do banco, o Brasil possui uma “oportunidade rara”, mas ainda distante de ser plenamente concretizada.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Maxar Technologies/Divulgação via REUTERS

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Meio Ambiente

Suape avança na transição energética e projeta atingir 50% de energia limpa ainda neste semestre

O Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado na Região Metropolitana do Recife, acelera sua agenda de transição energética e trabalha para alcançar, ainda neste semestre, a marca de 50% de energia limpa em sua matriz de consumo elétrico.

Atualmente, 35,95% da energia utilizada pelo complexo já é proveniente de fontes renováveis, resultado de uma estratégia institucional voltada à eficiência energética, à redução das emissões de carbono e à adaptação da infraestrutura portuária às exigências de uma economia de baixo carbono.

Áreas estratégicas já operam com energia renovável

A energia limpa já abastece setores de alta demanda do complexo, como o Centro Administrativo, os Cais 1, 4 e 5, o Pátio Público de Veículos e o Prédio da Autoridade Portuária. Essas unidades concentram atividades administrativas e operacionais essenciais para o funcionamento do porto.

O consumo anual dessas áreas é estimado em 1,46 GWh, volume que, para efeito de comparação, equivale ao consumo mensal de cerca de 7.300 residências populares, considerando uma média de até 200 kWh por domicílio.

Viveiro florestal opera 100% com energia solar

Paralelamente à ampliação do uso de fontes renováveis, Suape também avança em projetos ambientais. O Viveiro Florestal de Suape, com capacidade de produção de aproximadamente 450 mil mudas por ano, é abastecido integralmente por energia solar.

A iniciativa fortalece ações de sustentabilidade no território do complexo, que possui 17,3 mil hectares, sendo que 59% da área está inserida na Zona de Preservação Ecológica (ZPEC).

Sistema inteligente reduz consumo de energia em até 60%

Outro destaque é o investimento em tecnologia para otimizar o uso energético. No Cais 5 e no Pátio Público de Veículos, um sistema inteligente de iluminação ajusta automaticamente a intensidade da luz conforme a necessidade operacional, gerando uma economia estimada de até 60% no consumo de energia dessas áreas.

Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, as ações reforçam o compromisso da estatal com um modelo portuário mais sustentável e inovador. “Esse é o caminho e estamos trabalhando fortemente para seguir avançando”, afirmou.

Fonte: Com informações do Complexo Industrial Portuário de Suape.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO INDUSTRIAL PORTUÁRIO SUAPE

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