Importação

Fraudes em importações são barradas por MDIC e Receita Federal

A atuação conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Fazenda resultou na interrupção de diversas fraudes em importações nos últimos meses. As irregularidades envolviam práticas como subdeclaração de valor e classificação incorreta de mercadorias, com impacto direto no comércio exterior brasileiro.

Entre agosto de 2024 e dezembro de 2025, foram registradas 50 denúncias. Desse total, 21 tiveram indícios confirmados, abrangendo empresas de segmentos como têxtil, siderúrgico, linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e artigos esportivos.

Parte das denúncias segue em apuração

Além dos casos já confirmados, três denúncias foram consideradas improcedentes. Outras 26 ainda estão em fase de investigação, indicando que o trabalho de fiscalização segue em andamento.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, o objetivo das ações é garantir um ambiente mais justo, combatendo práticas que prejudicam empresas que atuam dentro das regras.

Licenciamento mais rígido ajuda a conter irregularidades

Quando há suspeita de irregularidade, as autoridades adotam o chamado licenciamento não automático, mecanismo que reforça o controle sobre operações de importação. A medida permite verificar previamente a veracidade das informações antes da liberação das mercadorias.

Esse modelo tem se mostrado eficaz: entre 19% e 79% dos pedidos de importação acabam sendo cancelados pelos próprios importadores ou rejeitados durante o processo de análise, dependendo do caso.

Fiscalização reforçada no comércio exterior

O trabalho é coordenado pelo Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), que reúne equipes da Secretaria de Comércio Exterior e da Receita Federal. O grupo atua na identificação de indícios de infrações, além de propor ações preventivas e repressivas.

A fiscalização aduaneira também foi intensificada, com verificações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias.

Combate a fraudes fortalece ambiente de negócios

De acordo com o governo, a estratégia integrada busca promover isonomia competitiva e fortalecer o ambiente empresarial, sem aumentar a burocracia para quem cumpre a legislação.

A iniciativa contribui para tornar o comércio exterior brasileiro mais transparente e equilibrado, reduzindo práticas ilegais que distorcem o mercado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Economia

Financiamento para aviação: CMN aprova R$ 8 bilhões para enfrentar alta do combustível

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a criação de uma linha de financiamento para aviação com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), totalizando R$ 8 bilhões. A iniciativa tem como foco reduzir os impactos da alta do querosene de aviação (QAv) no mercado global e fortalecer o setor aéreo brasileiro.

A decisão foi tomada em reunião realizada na noite de quarta-feira (23), em Brasília, e integra um pacote de medidas voltadas à sustentabilidade financeira das companhias aéreas.

Condições do crédito e limites por empresa

A nova linha de crédito do FNAC será reembolsável e contará com taxa de juros de 4% ao ano, acrescida de spread bancário de até 4,5% ao ano. O valor máximo por empresa será de R$ 2,5 bilhões, enquanto companhias de menor porte poderão acessar até R$ 500 milhões.

Os recursos poderão ser liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras credenciadas.

Prazos e regras para acesso aos recursos

Entre as principais condições estabelecidas para o financiamento estão:

  • Prazo total de até 60 meses;
  • Carência de até 12 meses;
  • Proibição de distribuição de dividendos durante o período de carência;
  • Ausência de contrapartidas diretas por parte das empresas.

A liberação efetiva dos valores ainda depende da edição de uma Medida Provisória para abertura de crédito extraordinário. Já os critérios detalhados de distribuição serão definidos pelo Comitê Gestor do FNAC.

Governo destaca impacto positivo para o setor

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, avaliou a medida como estratégica para garantir maior estabilidade ao setor. Segundo ele, as condições oferecidas devem ampliar o acesso ao crédito e melhorar a previsibilidade financeira das empresas aéreas.

A expectativa é que a iniciativa contribua para impulsionar investimentos, ampliar a conectividade e estimular o desenvolvimento da aviação civil brasileira.

Outras medidas para reduzir custos do QAv

A criação da linha de financiamento faz parte de um conjunto de ações anunciadas pelo governo federal no início de abril. Entre elas, está a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível de aviação, medida que pode gerar queda aproximada de R$ 0,07 por litro.

Outra iniciativa foi o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes ao período entre abril e junho de 2026, com vencimento postergado para dezembro.

Medidas visam fortalecer a aviação brasileira

Combinadas, as ações buscam mitigar os efeitos da alta dos custos operacionais e garantir maior fôlego financeiro às empresas do setor. O objetivo é preservar a competitividade da aviação comercial no país e evitar impactos mais amplos na economia.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Importação

Taxa das blusinhas preserva empregos e reduz importações, aponta CNI

A chamada taxa das blusinhas, que incide sobre compras internacionais de pequeno valor, tem gerado efeitos relevantes na economia do Brasil. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, apesar da resistência inicial de consumidores, a medida contribuiu para frear importações, estimular a produção local e preservar empregos.

Mais de 135 mil empregos foram mantidos

De acordo com o estudo, a tributação evitou cerca de R$ 4,5 bilhões em compras no exterior e ajudou a manter aproximadamente 135,8 mil empregos no país. Além disso, cerca de R$ 19,7 bilhões circularam na economia brasileira, reforçando a atividade interna.

Os dados foram calculados com base na comparação entre a projeção de importações para 2025 e o volume efetivamente registrado após a implementação da medida.

Queda no volume de encomendas internacionais

A incidência do imposto provocou uma redução significativa no número de remessas:

  • Diminuição de 10,9% entre 2024 e 2025
  • Queda de 23,4% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024
  • Total de pacotes caiu de 179,1 milhões em 2024 para 159,6 milhões em 2025

Sem a cobrança, a expectativa era que o volume ultrapassasse 205 milhões de encomendas, evidenciando o impacto direto da política sobre o consumo externo.

Como funciona a taxa

A regra estabelece um Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida entrou em vigor em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o e-commerce internacional.

O recolhimento ocorre no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz práticas irregulares.

Combate à concorrência desleal

Segundo a CNI, a taxação ajudou a equilibrar a disputa entre produtos nacionais e importados, especialmente diante da forte presença de itens vindos da Ásia. Antes da medida, mercadorias de baixo valor frequentemente entravam no país com tributação reduzida ou irregular, o que prejudicava a indústria brasileira.

Redução de fraudes e maior controle

Outro efeito observado foi a diminuição de práticas como subfaturamento, fracionamento de pedidos e uso indevido de isenções fiscais. Com o novo modelo, plataformas internacionais passaram a recolher os tributos diretamente na venda, aumentando a transparência e o controle.

Arrecadação federal cresce com a medida

A mudança também elevou a arrecadação de impostos sobre importações de pequeno valor. O montante subiu de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, reforçando o caixa público.

Proteção à indústria e geração de renda

Para a CNI, o principal benefício da taxação de importados é o fortalecimento da produção nacional. A medida contribui para manter empregos, gerar renda e melhorar a competitividade do setor industrial brasileiro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Importação

Taxa das blusinhas reduziu importações em R$ 4,5 bilhões e preservou empregos, diz CNI

A chamada taxa das blusinhas teria reduzido em R$ 4,5 bilhões o volume de importações no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quarta-feira (22). De acordo com a entidade, a medida também contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e movimentar cerca de R$ 20 bilhões na economia nacional.

O imposto de importação de 20% incide sobre compras internacionais de até US$ 50 e está em vigor desde agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

Queda no número de remessas internacionais

Dados apresentados pela CNI mostram que o volume de encomendas internacionais caiu após a implementação da taxa. Em 2024, foram registradas 179,1 milhões de remessas. Já em 2025, o número recuou para 159,6 milhões — uma redução de 10,9%.

A projeção da entidade indica que, sem a tributação, o total poderia ter alcançado 205,9 milhões de pacotes, ou seja, cerca de 46,3 milhões a mais do que o registrado. O valor médio das encomendas foi estimado em R$ 96,88.

Impactos econômicos e arrecadação federal

Com base nesses números, a CNI avalia que a tributação de compras internacionais ajudou a conter a entrada de produtos estrangeiros e favoreceu a economia interna. Além da preservação de empregos, a arrecadação federal com o imposto cresceu significativamente, passando de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.

Segundo a entidade, a medida busca equilibrar a concorrência entre produtos nacionais e importados, especialmente no segmento de baixo valor.

Debate político sobre a manutenção da taxa

Apesar dos efeitos econômicos apontados, a taxa das blusinhas enfrenta questionamentos dentro do próprio governo, principalmente devido à sua repercussão negativa entre consumidores.

Recentemente, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a medida foi aprovada pelo Congresso Nacional e que ainda não há uma decisão definitiva sobre possíveis mudanças.

Concorrência desigual motivou mudança na regra

Antes da nova tributação, compras de até US$ 50 enviadas entre pessoas físicas eram isentas de imposto de importação. A CNI argumenta que essa regra vinha sendo utilizada de forma irregular, com práticas como subfaturamento e envio de mercadorias por empresas disfarçadas de pessoas físicas.

Além disso, empresas brasileiras apontavam desvantagem competitiva, já que produtos nacionais seguem sujeitos a tributos como ICMS, IPI e PIS/Cofins, enquanto parte das mercadorias importadas entrava no país com carga tributária reduzida.

Regras atuais para compras internacionais

Atualmente, compras de até US$ 50 estão sujeitas a 20% de imposto de importação, além do ICMS. Para valores acima desse limite, a alíquota sobe para 60%, com desconto fixo de US$ 20 no valor devido, mantendo a cobrança do imposto estadual.

A mudança representou, na prática, o fim da isenção conhecida como de minimis, que permitia a entrada de produtos de baixo valor sem tributação federal.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: RoseBox/ Unsplash

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil movimenta US$ 12 bilhões na terceira semana de abril

A corrente de comércio exterior do Brasil alcançou US$ 12 bilhões na terceira semana de abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado reflete o desempenho positivo das exportações e mantém o saldo da balança comercial em patamar elevado no período.

Superávit semanal e desempenho das operações

No recorte da semana, o país registrou superávit comercial de US$ 878 milhões. O resultado foi obtido com exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

Esse desempenho reforça a tendência de equilíbrio positivo na corrente de comércio brasileira, mesmo diante de variações no cenário internacional.

Resultado acumulado do mês segue positivo

No acumulado de abril, até a terceira semana, as exportações somaram US$ 21,2 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 13,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo atingiu US$ 7,5 bilhões, e a corrente de comércio totalizou US$ 34,9 bilhões.

Crescimento no acumulado do ano

No acumulado de 2026, o Brasil registra exportações de US$ 103,6 bilhões e importações de US$ 81,86 bilhões. O resultado mantém o superávit em US$ 21,7 bilhões e eleva a corrente de comércio para US$ 185,4 bilhões.

Exportações crescem acima das importações

A análise comparativa entre abril de 2026 e o mesmo período de 2025 mostra desempenho mais forte nas exportações. A média diária exportada subiu 18,5%, passando de US$ 1,494 bilhão para US$ 1,770 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento mais moderado, de 2,7%, com média diária passando de US$ 1,111 bilhão para US$ 1,141 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 2,91 bilhões, um avanço de 11,7% na comparação anual.

Setores exportadores impulsionam crescimento

O desempenho das exportações foi sustentado por três principais setores:

  • Agropecuária, com alta de US$ 63,95 milhões (+16,1%);
  • Indústria Extrativa, com crescimento de US$ 105,12 milhões (+29,9%);
  • Indústria de Transformação, com aumento de US$ 106,11 milhões (+14,4%).

O avanço da indústria extrativa foi o mais expressivo proporcionalmente no período.

Importações têm comportamento misto por setor

Do lado das importações, os resultados foram variados:

  • Indústria Extrativa cresceu US$ 11,88 milhões (+21,8%);
  • Indústria de Transformação avançou US$ 30,47 milhões (+3,0%);
  • Agropecuária recuou US$ 9,06 milhões (-32%).

A queda no setor agropecuário indica menor dependência de produtos importados nesse segmento no período analisado.

Comércio exterior mantém ritmo de expansão

Os números reforçam o avanço da corrente de comércio brasileira, sustentada principalmente pelo crescimento das exportações. O desempenho indica fortalecimento das trocas internacionais do país, com destaque para setores ligados a commodities e indústria.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Informação

Petróleo impulsiona superávit recorde do Brasil no 1º trimestre

O petróleo consolidou-se como principal motor do superávit comercial brasileiro no início do ano. Entre janeiro e março, o saldo positivo no segmento de óleo e combustíveis atingiu US$ 9,52 bilhões — o maior já registrado — equivalente a 67,2% do superávit total do país no período.

Produção do pré-sal sustenta desempenho

O avanço é reflexo direto do aumento da produção, especialmente após a expansão do pré-sal, que desde 2016 vem garantindo superávits consecutivos nesse segmento. Ainda assim, o país segue dependente da importação de derivados, mantendo déficit nessa categoria.

Nos anos recentes, o setor já vinha ganhando relevância: no primeiro trimestre de 2024 e 2025, os saldos foram de US$ 7,2 bilhões e US$ 6,4 bilhões, respectivamente — números inferiores ao desempenho atual.

Exportações de petróleo seguem em alta em abril

Dados preliminares indicam que o ritmo positivo deve continuar. Na segunda semana de abril, a receita média diária com exportações de petróleo bruto mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, com alta de 101%.

Esse crescimento foi impulsionado por:

  • aumento de 74,5% no volume exportado;
  • elevação de 15% nos preços internacionais.

A valorização está ligada à alta das commodities, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

Guerra pressiona preços e favorece o Brasil

Analistas avaliam que, mesmo com eventual fim do conflito, os preços do petróleo devem permanecer elevados ao longo de 2026. Isso tende a fortalecer ainda mais o saldo da balança comercial brasileira e impactar positivamente o câmbio.

Segundo especialistas, o cenário atual repete ciclos anteriores de protagonismo de commodities, como soja e minério de ferro, mas agora com o petróleo liderando.

China amplia compras e lidera demanda

A China foi o principal destino do petróleo brasileiro. Em março:

  • respondeu por 64,6% das exportações do produto;
  • ampliou significativamente suas compras;
  • absorveu US$ 3,1 bilhões em petróleo bruto.

O país asiático tem buscado diversificar fornecedores diante das tensões no Golfo Pérsico, elevando a participação do Brasil como parceiro estratégico.

Petróleo supera soja no crescimento das exportações

Embora a soja tenha liderado a receita total em março (US$ 5,9 bilhões), o petróleo foi responsável por 68,5% do crescimento das exportações brasileiras na comparação anual.

No mês:

  • exportações de petróleo somaram US$ 4,8 bilhões;
  • volume embarcado cresceu 75,9%;
  • preços recuaram levemente, mas sem comprometer o resultado.

Projeções indicam superávit maior em 2026

Estimativas apontam revisão significativa no superávit comercial brasileiro. A projeção passou de US$ 68,4 bilhões para cerca de US$ 85 bilhões, impulsionada pela alta do petróleo.

Antes da crise, o barril do Brent era estimado em US$ 60 para 2026. Agora, a previsão gira em torno de US$ 90. Cada aumento de US$ 10 no preço médio pode elevar o saldo comercial em aproximadamente US$ 8,5 bilhões.

Impactos indiretos: inflação e câmbio

Apesar dos ganhos na balança comercial, há efeitos colaterais:

  • aumento no preço de combustíveis, como o diesel, que subiu 13,9% em março;
  • pressão inflacionária;
  • encarecimento de fertilizantes e insumos.

Por outro lado, o cenário favorece a valorização do real frente ao dólar, impulsionada também pelo fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

Desafios estruturais permanecem

Especialistas destacam que o Brasil ainda precisa avançar em pontos estratégicos:

  • ampliar a capacidade de refino;
  • reduzir a dependência de derivados importados;
  • investir na produção de fertilizantes;
  • explorar alternativas como o biodiesel.

O momento, segundo analistas, pode ser uma oportunidade para acelerar essas mudanças estruturais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Informação

Crédito de R$ 15 bilhões: governo define setores prioritários para acesso aos recursos

O governo federal detalhou os setores que terão prioridade no acesso à linha de crédito de R$ 15 bilhões, criada para amenizar os efeitos da guerra no Oriente Médio e das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O anúncio foi feito na quinta-feira (16) pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, durante coletiva no Palácio do Planalto. A iniciativa também contempla áreas consideradas estratégicas para o país, especialmente aquelas com déficit na balança comercial brasileira, como os segmentos farmacêutico e de tecnologia da informação.

Programa será operado pelo BNDES

A nova rodada de apoio faz parte da segunda fase do Programa Brasil Soberano, lançado em 2025. A operacionalização ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Inicialmente voltado a empresas exportadoras afetadas pelo chamado tarifaço dos EUA, o programa ganha agora maior abrangência, incluindo setores impactados por instabilidades geopolíticas e comerciais.

As tarifas norte-americanas, que chegaram a 50%, foram posteriormente revistas e fixadas em 15% após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, mas continuam afetando a competitividade de produtos brasileiros.

Três grupos terão acesso ao crédito

De acordo com portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), três perfis de empresas poderão acessar os recursos:

Exportadoras afetadas por tarifas

O primeiro grupo reúne empresas industriais exportadoras e seus fornecedores diretamente impactados pelas tarifas dos EUA. Para se enquadrar, é necessário que as exportações tenham representado pelo menos 5% do faturamento bruto entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Entre os mais prejudicados estão os setores de aço, cobre e alumínio, que enfrentam sobretaxas de até 50%, além de segmentos como autopeças e móveis, sujeitos a tarifas de 25%.

Setores estratégicos da economia

O segundo grupo inclui áreas consideradas essenciais para a modernização produtiva e inovação do país. Estão na lista os setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, além de indústrias de máquinas, equipamentos eletrônicos, informática, borracha e minerais críticos.

Empresas com foco no Oriente Médio

O terceiro grupo contempla empresas exportadoras que atuam no mercado do Golfo Pérsico, incluindo países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Nesse caso, o critério exige que as exportações tenham representado ao menos 5% do faturamento bruto entre janeiro e dezembro de 2025. A medida busca reduzir os impactos da instabilidade na região sobre o comércio exterior brasileiro.

Condições de financiamento e prazos

As linhas de crédito poderão ser utilizadas para diversas finalidades, como:

  • capital de giro
  • produção voltada à exportação
  • aquisição de bens de capital
  • investimentos em ampliação produtiva
  • inovação tecnológica e adaptação de processos

As taxas de juros variam conforme o tipo de operação. Nas contratações diretas com o BNDES, os encargos vão de 0,94% ao mês (investimentos) até 1,28% (capital de giro).

Já nas operações indiretas, realizadas por instituições financeiras, as taxas ficam entre 1,06% e 1,41% ao mês. Os prazos de carência variam de um a quatro anos, enquanto o período total para pagamento pode chegar a 20 anos, dependendo da modalidade.

Estratégia mira competitividade e crescimento

Com a iniciativa, o governo pretende fortalecer setores-chave, ampliar a competitividade internacional e reduzir vulnerabilidades da economia brasileira diante de crises externas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

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Agronegócio

Exportações do agronegócio batem recorde e somam US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre

O agronegócio brasileiro alcançou um novo marco no comércio exterior ao registrar US$ 38,1 bilhões em exportações no primeiro trimestre deste ano. O resultado, divulgado pelo Ministério da Agricultura, representa o maior valor já registrado para o período e indica avanço de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Na comparação anual, o crescimento equivale a um acréscimo de US$ 342 milhões frente aos US$ 37,74 bilhões exportados nos três primeiros meses do ano passado. Apesar do avanço, a participação do setor nas exportações totais do país recuou de 49,1% para 46,3%.

Volume maior compensa queda de preços

O desempenho positivo das exportações do agronegócio foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,8% no volume embarcado ao exterior. Esse crescimento conseguiu neutralizar a queda de 2,8% nos preços médios dos produtos.

De acordo com a análise técnica, a retração nos preços está ligada à desvalorização de importantes commodities agrícolas, como açúcar bruto, algodão, milho e farelo de soja.

Abertura de mercados impulsiona desempenho

Outro fator relevante para o resultado foi a ampliação do acesso a novos destinos internacionais. Entre janeiro e março, o Brasil abriu 30 novos mercados para produtos do setor, fortalecendo a presença global do agro brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, essa estratégia contribui tanto para consolidar mercados já tradicionais quanto para diversificar as exportações, garantindo maior previsibilidade ao comércio exterior.

Complexo soja lidera exportações

Entre os segmentos que mais exportaram no período, destaque para:

  • Complexo soja: US$ 12,13 bilhões (31,8% do total)
  • Carnes: US$ 8,12 bilhões
  • Produtos florestais: US$ 3,94 bilhões
  • Café: US$ 3,32 bilhões
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 2,33 bilhões
  • Cereais, farinhas e preparações: US$ 2,08 bilhões

Juntos, esses setores responderam por 83,8% das exportações do agronegócio no trimestre. Houve ainda recorde nas vendas externas de carne bovina e suína, tanto em valor quanto em volume.

China segue como principal destino

A China manteve a liderança como maior compradora de produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 11,33 bilhões importados, o equivalente a 29,8% do total — alta de 4,7% na comparação anual.

Na sequência aparecem:

  • União Europeia: US$ 5,67 bilhões (14,9%)
  • Estados Unidos: US$ 2,24 bilhões (5,9%)

Também foi registrado aumento nas exportações para países como Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia.

Importações caem, mas fertilizantes sobem

As importações do agronegócio somaram US$ 5,014 bilhões no trimestre, queda de 3,3% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, as compras de fertilizantes cresceram 23,9%, alcançando US$ 3,06 bilhões.

Já os gastos com defensivos agrícolas apresentaram recuo de 11,5%, totalizando US$ 891,4 milhões.

Superávit comercial do agro cresce

Com exportações em alta e importações em queda, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 33,073 bilhões no primeiro trimestre, acima dos US$ 32,562 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O resultado reforça a relevância do setor no cenário internacional, sustentado por produtividade, tecnologia e capacidade de atender às demandas globais.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Economia

Dólar em queda: impacto nas reservas, inflação e taxa de juros no Brasil

A redução do valor do dólar frente ao real costuma trazer uma percepção imediata de alívio para consumidores e empresas. Produtos importados ficam mais acessíveis, viagens ao exterior se tornam mais baratas e há uma tendência de desaceleração da inflação. No entanto, no campo das contas públicas, esse movimento envolve efeitos mais amplos e, por vezes, contraditórios.

Enquanto a queda da moeda americana pode reduzir o valor contábil das reservas internacionais, ela também contribui para um ambiente favorável à diminuição da taxa Selic, com impactos positivos na economia.

Impactos diretos e indiretos do dólar mais baixo

A dinâmica do câmbio pode ser analisada sob duas perspectivas principais: a contábil e a econômica.

No aspecto contábil, a valorização do real reduz, em termos nominais, o valor das reservas internacionais — que são mantidas em moeda estrangeira. Ou seja, quando convertidas para reais, essas reservas aparentam encolher. Por outro lado, a parcela da dívida externa atrelada ao dólar também diminui, o que gera um efeito de compensação no balanço público.

Já no campo econômico, os efeitos são mais abrangentes. Um dólar mais barato reduz o custo de importações, contribuindo diretamente para o controle da inflação. Esse cenário abre espaço para decisões de política monetária mais flexíveis, especialmente no que diz respeito à redução dos juros.

Por que o Brasil mantém reservas em dólar?

Mesmo com oscilações no valor contábil, as reservas internacionais cumprem um papel estratégico. Elas funcionam como uma espécie de seguro contra crises externas, oferecendo liquidez e confiança aos investidores.

Esse “colchão” financeiro permite ao país operar com maior estabilidade em um regime de câmbio flutuante, além de reduzir riscos de ataques especulativos contra a moeda nacional.

No entanto, existe um custo associado à manutenção dessas reservas. Para acumulá-las, o Banco Central emite dívida interna, geralmente atrelada à taxa de juros doméstica. Como os juros pagos internamente costumam ser mais elevados do que o retorno obtido com ativos internacionais, manter esse volume de recursos pode gerar despesas relevantes.

Moeda forte como proteção contra inflação

A valorização do real também atua como um mecanismo de proteção contra pressões inflacionárias externas. Em um cenário global de alta de preços — especialmente de commodities como o petróleo —, um câmbio favorável ajuda a suavizar os impactos no mercado interno.

Na prática, isso significa que aumentos nos preços internacionais podem ser parcialmente compensados por um real mais forte, reduzindo o repasse ao consumidor final e ajudando a estabilizar índices de preços.

Além disso, o bom desempenho da moeda brasileira tem sido associado a fatores estruturais, como o avanço da balança comercial e o aumento no volume de exportações de bens e serviços.

Queda da Selic e alívio na dívida pública

O principal benefício de um dólar mais baixo está na sua influência sobre a inflação. Com preços mais controlados, o Banco Central ganha margem para reduzir a taxa Selic, o que tem impacto direto sobre a dívida pública.

Como grande parte da dívida brasileira é indexada aos juros básicos, qualquer redução na Selic gera economia significativa para o Tesouro Nacional. Esse efeito prático tende a superar eventuais perdas contábeis associadas à queda no valor das reservas.

Em resumo, embora a valorização do real possa trazer desafios pontuais no balanço das reservas, seus efeitos positivos sobre a inflação, os juros e a sustentabilidade da dívida pública são amplamente relevantes para a economia.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infomoney

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Economia

Real valorizado frente ao dólar: entenda os fatores por trás da alta em 2026

A recente valorização do real frente ao dólar tem chamado a atenção do mercado financeiro. Mesmo em meio a um cenário global instável, a moeda brasileira tem se fortalecido e surpreendido analistas. A seguir, veja os principais fatores que explicam esse movimento.

Fluxo de capital externo favorece o Brasil

Um dos principais motores da valorização do real é a mudança no fluxo de investimentos globais. Parte do capital que antes estava concentrado nos Estados Unidos passou a buscar oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil.

Esse movimento impulsiona ativos brasileiros e fortalece a moeda local, especialmente em um contexto de incertezas na economia norte-americana.

Alta do petróleo melhora cenário externo

A elevação dos preços do petróleo também contribui para esse cenário positivo. Como exportador da commodity, o Brasil se beneficia diretamente com a valorização do produto, o que melhora os termos de troca e aumenta a entrada de dólares no país.

Além disso, o aumento do superávit comercial reforça a percepção de solidez externa da economia brasileira.

Juros elevados impulsionam o carry trade

Outro fator relevante é o nível elevado da taxa de juros no Brasil. Com a taxa básica ainda em patamar alto, investidores estrangeiros são atraídos por operações de carry trade, que exploram a diferença entre os juros domésticos e internacionais.

Com retornos reais próximos de 10%, o Brasil se torna um destino atrativo para aplicações financeiras, aumentando a demanda pelo real.

Câmbio mais forte ajuda a conter a inflação

A valorização da moeda brasileira tem impacto direto no controle da inflação. Com o dólar mais baixo, há redução na pressão sobre preços de produtos importados e insumos industriais.

Esse efeito é particularmente importante em um momento de alta nos preços de combustíveis e alimentos, que pressionaram o IPCA recentemente. Em março, por exemplo, o índice registrou avanço de 0,88%, influenciado principalmente pelo aumento do diesel e da gasolina.

Expectativas de inflação e juros seguem em revisão

Apesar do alívio proporcionado pelo câmbio, as projeções de inflação para 2026 seguem elevadas, em torno de 5%, acima do teto da meta.

Esse cenário tem levado o mercado a revisar as expectativas para a taxa Selic. Antes projetada para encerrar o ano entre 12% e 12,5%, a estimativa atual indica um patamar mais alto, próximo de 13,5%.

Incertezas políticas também influenciam o câmbio

O ambiente político também exerce influência sobre a taxa de câmbio. A queda de popularidade do presidente Lula em pesquisas eleitorais tem sido interpretada por parte do mercado como um possível indicativo de mudanças na política fiscal a partir de 2027.

Essa percepção, ainda que incerta, pode impactar as expectativas dos investidores e o comportamento do dólar nos próximos anos.

Perspectivas para o dólar em 2026

Mesmo com o real mais forte no início do ano, a expectativa predominante entre analistas é de que o câmbio não se mantenha em torno de R$5 ao longo de todo o período.

Fatores como a proximidade das eleições e preocupações fiscais tendem a pressionar a moeda brasileira no segundo semestre. Projeções indicam o dólar em níveis mais altos até o fim do ano, ainda que abaixo de estimativas anteriores.

Cenário global segue como fator de risco

Por fim, o ambiente internacional continua sendo um elemento de atenção. Tensões geopolíticas e incertezas econômicas globais podem afetar moedas de países emergentes.

Ainda assim, a combinação de juros elevados, fluxo de capital estrangeiro e alta das commodities deve continuar sustentando o real no curto prazo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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