Economia

PIB do Brasil: Banco Mundial reduz projeção de crescimento para 1,9% em 2026

O Banco Mundial revisou para baixo sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2026. A nova projeção aponta expansão de 1,9% do PIB, ligeiramente inferior aos 2% previstos anteriormente. Para 2027, a expectativa também foi ajustada, passando de 2,3% para 2%.

Consumo mais fraco pesa nas perspectivas

Segundo o relatório mais recente da instituição, divulgado nesta semana, a revisão reflete principalmente a expectativa de desaceleração do consumo interno nos próximos anos.

Apesar do ajuste, o Banco Mundial avalia que a economia brasileira poderá ganhar fôlego gradualmente a partir de 2027, impulsionada por um cenário de redução das taxas de juros. Ainda assim, o ritmo de recuperação projetado é mais moderado do que o previsto no início do ano.

Conflitos no Oriente Médio têm impacto limitado no Brasil

O documento também analisa os reflexos da escalada das tensões no Oriente Médio sobre a economia global.

Na avaliação da instituição, os efeitos diretos do aumento dos preços do petróleo tendem a ser mais limitados na América Latina, especialmente em países como o Brasil, que figuram entre os exportadores líquidos de commodities energéticas.

Por outro lado, o Banco Mundial alerta para possíveis pressões inflacionárias decorrentes da alta dos combustíveis, o que pode exigir medidas econômicas por parte dos governos, incluindo subsídios e mecanismos de controle de preços.

América Latina enfrenta desafios para crescer

As perspectivas para a região também foram revisadas. A previsão de crescimento para a América Latina e Caribe foi reduzida de 2,3% para 2,2%.

Entre os principais riscos apontados estão a desaceleração das economias dos Estados Unidos e da China, além da manutenção de juros elevados por um período mais longo no cenário internacional.

Inflação e restrições fiscais limitam estímulos

O relatório destaca que a persistência da inflação em algumas economias reduz a margem para cortes de juros e dificulta a adoção de políticas de estímulo ao crescimento.

Além disso, as restrições fiscais enfrentadas por diversos governos da região diminuem a capacidade de investimentos públicos e tornam mais onerosa a implementação de medidas para conter os impactos da alta dos combustíveis.

Reformas são apontadas como caminho para acelerar o crescimento

Na avaliação do Banco Mundial, a região continuará registrando um desempenho econômico modesto caso não avance em reformas estruturais.

Entre as prioridades destacadas estão o aumento da produtividade, a ampliação dos investimentos, a qualificação da mão de obra e melhorias no ambiente de negócios, fatores considerados fundamentais para elevar o potencial de crescimento de longo prazo.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil tem superávit de US$ 3,2 bilhões na primeira semana de junho

O Brasil iniciou junho com desempenho positivo no comércio internacional. Na primeira semana do mês, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,2 bilhões, resultado de US$ 8 bilhões em exportações e US$ 4,7 bilhões em importações. A corrente de comércio no período alcançou US$ 12,7 bilhões.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Saldo comercial acumula US$ 35,9 bilhões em 2026

No acumulado do ano, o país exportou US$ 156,6 bilhões e importou US$ 120,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 35,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio brasileira somou US$ 277,2 bilhões.

Os dados reforçam o desempenho favorável do setor externo ao longo de 2026, com crescimento consistente das vendas para o mercado internacional.

Exportações avançam 37,6% em relação a junho do ano passado

A média diária das exportações até a primeira semana de junho atingiu US$ 1,997 bilhão, representando alta de 37,6% na comparação com a média registrada em junho de 2025, que foi de US$ 1,451 bilhão.

Já as importações apresentaram crescimento mais moderado. A média diária passou de US$ 1,158 bilhão em junho de 2025 para US$ 1,186 bilhão em junho de 2026, avanço de 2,3%.

Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,184 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 811,6 milhões. Na comparação com junho do ano anterior, a corrente de comércio apresentou expansão de 22%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação lideram exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na média diária em relação ao mesmo período de 2025.

A agropecuária teve aumento de US$ 126,1 milhões, avanço de 36,6%. Na indústria extrativa, o crescimento foi de US$ 120,7 milhões, equivalente a 38,5%. Já os produtos da indústria de transformação apresentaram expansão de US$ 295,9 milhões, alta de 37,6%.

Importações também avançam em diferentes setores

No lado das importações, a agropecuária registrou crescimento de US$ 1,78 milhão na média diária, representando alta de 8%.

A indústria extrativa apresentou aumento de US$ 19,6 milhões, com avanço de 41,6%, enquanto os produtos da indústria de transformação tiveram acréscimo de US$ 8,5 milhões, crescimento de 0,8%.

O resultado demonstra que a atividade comercial do país segue aquecida, sustentada pelo avanço das exportações e pela ampliação das operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Internacional

EUA classificam facções brasileiras como terroristas e medida pode elevar custos para empresas

A decisão dos Estados Unidos de classificar as principais facções criminosas do Brasil como organizações terroristas estrangeiras passa a valer nesta sexta-feira e deve aumentar os desafios para empresas que atuam no país. Especialistas avaliam que a medida tende a elevar os custos de conformidade e ampliar a fiscalização sobre operações com potencial ligação ao crime organizado.

Os grupos Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), que surgiram originalmente dentro do sistema prisional brasileiro, expandiram sua atuação ao longo das últimas décadas e se consolidaram como protagonistas do tráfico de drogas na América do Sul. Paralelamente, investigações apontam que as organizações também avançaram sobre setores formais da economia por meio de esquemas de lavagem de dinheiro.

Facções ampliaram presença em setores estratégicos da economia

Apurações recentes revelaram que os grupos criminosos infiltraram recursos em segmentos como distribuição de combustíveis, mercado imobiliário e setor financeiro. Segundo investigadores, bilhões de reais provenientes do narcotráfico foram movimentados por meio de empresas e operações aparentemente legais.

A nova classificação anunciada pelo governo norte-americano na semana passada — e contestada pelas autoridades brasileiras — abre caminho para sanções econômicas mais severas, investigações criminais e responsabilizações civis que podem atingir até empresas com vínculos indiretos com as facções.

Além disso, especialistas destacam que medidas como congelamento de ativos, restrições bancárias e aumento da supervisão regulatória poderão ser adotadas pelas autoridades dos Estados Unidos.

Setor financeiro deverá intensificar processos de verificação

Para analistas jurídicos, a medida internacionaliza um risco que já vinha sendo monitorado pelas instituições financeiras brasileiras. Com isso, empresas e bancos devem reforçar procedimentos de due diligence, análise de parceiros comerciais e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.

A expectativa é que investidores estrangeiros e parceiros internacionais passem a exigir controles ainda mais rigorosos antes de realizar negócios no Brasil.

Impacto pode atingir diversos segmentos econômicos

Os efeitos da nova classificação não devem se limitar ao sistema financeiro. Áreas como logística, infraestrutura, mineração, agronegócio, apostas e redes de varejo que operam com grande volume de dinheiro em espécie também podem enfrentar exigências adicionais de compliance.

Um exemplo citado pelas autoridades ocorreu em agosto, quando uma grande operação policial identificou um esquema que teria movimentado cerca de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 por meio de postos de combustíveis e distribuidoras supostamente controlados pelo PCC.

Já uma etapa mais recente das investigações apontou a movimentação de aproximadamente US$ 5 bilhões em operações de lavagem de dinheiro realizadas ao longo de quatro anos por intermédio de fintechs e fundos de investimento sediados na Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do país.

Fintechs entram no radar das autoridades

Especialistas apontam que o crescimento acelerado das fintechs brasileiras, aliado a exigências regulatórias historicamente mais flexíveis, tornou o segmento um canal atrativo para movimentações financeiras ilícitas. Em contrapartida, grandes bancos com estruturas robustas de governança e controle tendem a estar mais protegidos contra esse tipo de risco.

Caso mexicano serve de referência

Situação semelhante ocorreu no México após os Estados Unidos ampliarem a pressão sobre organizações ligadas ao narcotráfico. Na ocasião, instituições financeiras de menor porte foram alvo de medidas por supostas conexões com cartéis.

Segundo avaliações da agência Fitch Ratings, o impacto sistêmico foi limitado devido à baixa participação dessas instituições no mercado e à rápida resposta dos órgãos reguladores locais.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Alexandre Meneghini

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Comércio Internacional

Lula diz que Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir impactos de tarifas dos EUA

O presidente da República afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil pretende ampliar sua rede de parceiros comerciais internacionais para minimizar os efeitos das novas barreiras impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi feita durante uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto.

Segundo Lula, o país não ficará dependente de um único mercado e seguirá buscando alternativas para fortalecer as relações econômicas e ampliar oportunidades de negócios no exterior.

“Se um país não quiser comprar nossos produtos, vamos comercializar com quem tiver interesse. Da mesma forma, se não houver interesse em investir aqui, buscaremos novos investidores. O Brasil é uma nação soberana e democrática”, afirmou o presidente.

Lula reforça defesa da soberania brasileira

Durante o encontro, o chefe do Executivo destacou que o Brasil não deve adotar uma postura de submissão diante das grandes potências mundiais. Para ele, o país deve manter relações baseadas no respeito mútuo.

Lula ressaltou que o governo busca uma política externa pautada pela independência e pelo fortalecimento da posição brasileira no cenário internacional.

Tarifas de 25% entram no centro das discussões

A manifestação do presidente ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras.

A proposta é resultado de uma investigação iniciada durante a gestão do presidente Donald Trump, que apura supostas práticas consideradas desleais nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Entre os argumentos apresentados pelo órgão norte-americano está a alegação de que o Pix teria favorecido o sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas dos EUA que atuam no setor, como operadoras de cartões de crédito e plataformas de pagamento digital.

Participação no G7 ganha importância diante do cenário internacional

Lula também confirmou que participará da próxima reunião do G7, marcada para junho, na França. Inicialmente, a viagem não fazia parte da agenda presidencial.

O encontro reúne os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil participará como país convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron.

De acordo com Lula, a presença no evento será uma oportunidade para defender o fortalecimento do multilateralismo, das instituições internacionais e da cooperação entre os países.

Defesa da ONU e da governança global

Durante sua fala, o presidente voltou a defender a valorização da Organização das Nações Unidas (ONU) e a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da entidade.

Segundo ele, os desafios globais exigem o fortalecimento dos mecanismos internacionais de diálogo e cooperação, em vez do enfraquecimento das instituições multilaterais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA ameaça exportações do Rio de Janeiro e preocupa indústria

A possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na indústria fluminense. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifestou preocupação com a recomendação preliminar apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), no âmbito das investigações conduzidas com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.

Caso a proposta avance, a nova cobrança poderá atingir uma ampla gama de exportações brasileiras, embora existam exceções para determinadas categorias e produtos contemplados em cerca de 1.690 linhas tarifárias, além daqueles já enquadrados nas regras da Seção 232.

Setor industrial acompanha investigação nos Estados Unidos

A Firjan informou que participa formalmente do processo conduzido pelo USTR, em articulação com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras entidades representativas dos setores produtivos.

Segundo a federação, o objetivo é defender os interesses da indústria nacional e preservar a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos, considerada estratégica para ambos os países.

Durante as consultas e audiências públicas promovidas pelas autoridades americanas, representantes do setor industrial apresentaram argumentos em favor da manutenção de um ambiente comercial equilibrado, destacando compromissos relacionados à concorrência justa, sustentabilidade e boas práticas do comércio internacional.

Insegurança pode afetar investimentos e geração de empregos

Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, embora a recomendação ainda não produza efeitos imediatos, ela amplia o cenário de incerteza nas relações comerciais entre os dois países.

Segundo ele, a medida pode gerar reflexos negativos sobre investimentos, geração de empregos e atividade econômica tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

A entidade avalia que o aumento da imprevisibilidade tende a impactar decisões empresariais e projetos de expansão ligados ao comércio exterior.

Firjan defende retomada do diálogo entre os governos

Diante do cenário, a federação reforça a necessidade de intensificar as negociações diplomáticas e técnicas entre os governos brasileiro e norte-americano.

A participação do setor produtivo nesse processo também é considerada essencial para buscar soluções que preservem a estabilidade das relações comerciais e fortaleçam a parceria bilateral.

A expectativa da entidade é que o diálogo contribua para evitar novas barreiras ao comércio e garantir segurança jurídica para empresas que atuam no mercado internacional.

FONTE: Firjan
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Taxação de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros ameaça exportações de Santa Catarina

A possível aplicação de uma tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta na indústria de Santa Catarina. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), que vê risco de impacto direto na competitividade das exportações do estado.

A proposta partiu do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), no âmbito da Seção 301 do Trade Act de 1974, e mira principalmente produtos manufaturados — segmento relevante na pauta exportadora catarinense.

Exportações de Santa Catarina podem ser diretamente afetadas

Segundo a FIESC, a preocupação é maior porque a estrutura das exportações de Santa Catarina para o mercado norte-americano é concentrada em bens industrializados.

O presidente da entidade, Gilberto Seleme, afirma que o cenário exige atenção. Para ele, a medida é especialmente sensível para o estado devido ao perfil dos embarques destinados aos Estados Unidos, fortemente baseado em produtos de maior valor agregado.

Estudo aponta possível impacto sobre a pauta exportadora

Uma análise preliminar da FIESC indica que apenas entre 3,2% e 5,8% das vendas externas catarinenses para os EUA estariam fora do alcance das novas tarifas propostas.

No entanto, parte dos itens já é tributada por outras regras, como as tarifas globais da Seção 232, que incluem setores como aço e alumínio, o que reduz o universo de produtos efetivamente atingidos.

Com isso, a fatia da pauta exportadora de Santa Catarina potencialmente isenta da nova taxação pode variar entre 25,2% e 41,2%, dependendo da classificação adotada entre os sistemas brasileiro e norte-americano.

FIESC orienta revisão detalhada por parte das empresas

A federação recomenda que os exportadores realizem uma checagem individual dos produtos enviados aos Estados Unidos, já que a lista de exceções inclui cerca de 1,7 mil itens.

A orientação é que cada empresa avalie se seus produtos estão entre os contemplados como exceção ou sujeitos à nova cobrança.

Entidades acompanham negociações internacionais

A FIESC afirma que está preparada para atuar na defesa do setor produtivo catarinense. Como a proposta ainda não é definitiva e passa por consulta pública, a entidade pretende atuar em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A estratégia inclui articulação com autoridades e acompanhamento das negociações entre Brasil e Estados Unidos, com foco na preservação da relação comercial bilateral e na proteção das exportações industriais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Economia

Confiança empresarial permanece em 90,9 pontos em maio, aponta FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) manteve-se estável em maio na comparação com abril, permanecendo em 90,9 pontos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de queda, considerando a série com ajuste sazonal.

Apesar da estabilidade no indicador principal, a média móvel trimestral registrou retração de 0,5 ponto, sinalizando cautela no ambiente de negócios.

Situação atual dos negócios segue estável

De acordo com o pesquisador Aloisio Campelo Jr., do Ibre/FGV, o comportamento dos indicadores mostra que a atividade econômica dos setores analisados continua relativamente estável. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou levemente 0,1 ponto em maio, alcançando 93,1 pontos.

Entre os componentes do indicador, a avaliação sobre a situação corrente dos negócios caiu 0,4 ponto, chegando a 91,6 pontos. Em contrapartida, o indicador que mede a percepção sobre a demanda atual avançou 0,2 ponto, atingindo 94,7 pontos.

Expectativas empresariais apresentam leve melhora

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou alta de 0,2 ponto em maio, alcançando 88,8 pontos. O movimento interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores.

Segundo a FGV, o indicador que mede o otimismo em relação à demanda para os próximos três meses subiu 0,3 ponto, chegando a 88,5 pontos. Já a expectativa sobre a evolução dos negócios para os seis meses seguintes avançou 0,1 ponto, alcançando 89,2 pontos.

Cenário econômico ainda inspira cautela

Embora os dados indiquem estabilidade e uma leve recuperação das expectativas, a trajetória da confiança empresarial nos próximos meses ainda é considerada incerta.

Na avaliação de Campelo, fatores externos podem influenciar o desempenho da economia brasileira, especialmente os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre a atividade econômica nacional.

Indústria e serviços lideram avanço da confiança

Entre os quatro principais setores analisados, dois apresentaram crescimento nos índices de confiança em maio:

  • Indústria: alta de 1,1 ponto;
  • Serviços: avanço de 0,9 ponto;
  • Construção: estabilidade (0,0 ponto);
  • Comércio: queda de 2,0 pontos.

O levantamento também mostra que 55% dos 49 segmentos pesquisados registraram aumento da confiança em abril.

A coleta de informações para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 1º e 26 do mês.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Economia

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE e mostram avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes setores da atividade econômica.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento da economia alcançou 2%.

PIB brasileiro chega a R$ 3,3 trilhões

Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro somou R$ 3,3 trilhões em valores correntes entre janeiro e março de 2026.

O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é considerado um dos principais termômetros da atividade econômica.

Agropecuária lidera crescimento da economia

Os três principais setores analisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo no trimestre:

  • Agropecuária: alta de 2%
  • Indústria: crescimento de 1%
  • Serviços: avanço de 0,5%

A agropecuária teve o maior impacto positivo no resultado geral da economia, enquanto o setor de serviços contribuiu de forma mais moderada para o desempenho do PIB.

Indústria cresce puxada por mineração e construção

A indústria brasileira, responsável por cerca de 23% do PIB, teve como destaque o avanço da atividade extrativa mineral, com crescimento de 3,6%.

O setor da construção civil também apresentou forte desempenho, com alta de 2,9% no período.

Setor de serviços mantém peso na economia

Mesmo com crescimento mais moderado, o segmento de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia nacional, continuou sendo o principal componente do PIB.

As áreas que mais contribuíram para o avanço do setor foram:

  • Informação e comunicação: 2,4%
  • Atividades imobiliárias: 1,2%
  • Outras atividades de serviços: 0,8%
  • Comércio: 0,6%

Consumo das famílias e investimentos avançam

Os dados do IBGE também apontam crescimento de 1% nas despesas de consumo das famílias.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o nível de investimentos na economia, avançou 3,5% no trimestre.

O consumo do governo apresentou elevação de 0,4%.

Exportações caem e importações sobem

No setor externo, as exportações brasileiras recuaram 1,7% no primeiro trimestre de 2026.

Em contrapartida, as importações cresceram 4,4%, movimento que acaba impactando negativamente o cálculo do PIB.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA acumulam nove meses de queda

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a registrar retração em abril e completaram nove meses consecutivos de resultados negativos. No período, as vendas somaram US$ 3,1 bilhões, o que representa uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do desempenho negativo, o ritmo de desaceleração perdeu força nos últimos meses, sinalizando uma possível estabilização no comércio entre os dois países. Ainda assim, permanecem as incertezas envolvendo negociações comerciais e a possibilidade de novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

Produtos sobretaxados lideram recuo nas exportações

Dados levantados pela Amcham mostram que, entre janeiro e abril, tanto os produtos com sobretaxa quanto os isentos sofreram queda nas vendas para o mercado americano.

Os itens sem tarifas adicionais apresentaram retração de 16,4%, enquanto os produtos sobretaxados recuaram 17%. Entre os segmentos afetados pela chamada Seção 232, destacam-se cobre, caminhões e madeira. Já os produtos submetidos à tarifa extra de 10% tiveram queda ainda mais intensa, de 23,7%.

No acumulado de 2025, as exportações do Brasil aos EUA caíram 6,6%, atingindo todos os principais setores da economia. A indústria de transformação teve baixa de 4,2%, a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária recuou 3,8%.

Segundo a Amcham, o resultado foi na contramão do desempenho das exportações brasileiras destinadas a outros mercados internacionais.

Indústria brasileira sente impacto do mercado americano

A indústria brasileira foi uma das áreas mais prejudicadas pela retração comercial e registrou a primeira queda nas vendas aos EUA desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos industrializados brasileiros, movimentando US$ 30,2 bilhões — o equivalente a 16% de tudo o que o setor exportou no período.

Do lado das importações, o Brasil também reduziu as compras de produtos americanos no primeiro quadrimestre de 2026, com queda de 13%.

Entretanto, em 2025, as importações vindas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando US$ 45,2 bilhões, o segundo maior volume da série histórica. Os norte-americanos permaneceram como a segunda principal origem das importações brasileiras, respondendo por 16,1% do total.

A indústria de transformação concentrou 91,1% dessas compras, com avanço de 15% frente ao ano anterior. Já os setores extrativo e agropecuário registraram retrações de 15,4% e 35,2%, respectivamente.

China ganha espaço no comércio exterior brasileiro

De acordo com Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre, parte das perdas no mercado americano foi compensada pelo aumento das vendas brasileiras para a China ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre agosto e dezembro, o volume exportado aos Estados Unidos caiu 21,3%, enquanto as exportações para o mercado chinês cresceram 29,8%.

A especialista afirma que muitas empresas brasileiras passaram a buscar novos compradores internacionais diante das incertezas envolvendo o comércio com os EUA, especialmente no setor de commodities.

Déficit comercial entre Brasil e EUA aumenta

A balança comercial Brasil-EUA apresentou forte deterioração nos últimos anos. O saldo, que havia registrado déficit de US$ 300 milhões em 2024, passou para US$ 7,5 bilhões em 2025.

Segundo analistas, a principal razão para o aumento do déficit foi justamente a redução das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Enquanto o comércio de bens perdeu força, o setor de serviços mostrou avanço relevante em 2025. As importações brasileiras de serviços americanos chegaram a US$ 25,7 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 14,3 bilhões, com altas de 17% e 11,7%, respectivamente.

Especialistas defendem diversificação de mercados

Para Sergio Vale, da MB Associados, a economia brasileira sofreu impacto relativamente limitado diante das tensões comerciais internacionais, especialmente quando comparada a crises anteriores.

Entre os fatores considerados positivos estão a reforma tributária, o avanço do projeto dos minerais críticos e o crescimento das exportações de petróleo bruto.

A preocupação atual, segundo especialistas, está relacionada às investigações conduzidas pelos EUA com base na Seção 301, consideradas mais amplas e com efeitos potencialmente duradouros sobre o comércio exterior.

Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação das parcerias comerciais do Brasil. O acordo entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento das relações comerciais com a China, aparecem como alternativas para reduzir a dependência do mercado americano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que a balança comercial entre os dois países pode começar a apresentar maior equilíbrio nos próximos meses, embora os Estados Unidos continuem sendo estratégicos para a economia brasileira.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Indústria

Indústria química brasileira cresce 22,8% no primeiro trimestre de 2026, aponta Abiquim

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) informou que a produção da indústria química nacional avançou 22,8% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o fim de 2025. O desempenho acompanha a recuperação das vendas internas, que registraram alta de 22,7% no mesmo período.

Os dados fazem parte do Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC), divulgado pela entidade para monitorar o desempenho do setor químico brasileiro.

Recuperação ocorre após crise no segundo semestre de 2025

Segundo o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, o avanço registrado nos primeiros meses do ano representa uma reação importante após a forte retração observada no segundo semestre de 2025.

Apesar da melhora, a entidade avalia que o setor ainda enfrenta desafios estruturais relacionados à competitividade e aos custos de produção.

Queda das importações favorece indústria nacional

A recuperação da indústria química brasileira também foi impulsionada pela redução das importações de produtos químicos, que caíram 19,1% no trimestre.

Com isso, a participação da produção nacional no abastecimento interno passou de 42% em dezembro de 2025 para 56% em março de 2026.

Na avaliação da Abiquim, medidas de defesa comercial adotadas pelo governo federal ajudaram a conter a entrada de produtos importados com preços considerados artificialmente baixos.

Entre os instrumentos citados pela entidade estão a Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais (DCC) e mecanismos antidumping.

Segmentos de plásticos e fertilizantes lideram crescimento

Todos os segmentos acompanhados pelo relatório apresentaram crescimento na produção durante o trimestre.

Os maiores avanços foram observados nos intermediários para plásticos, com alta de 26% em março na comparação com fevereiro, e nos produtos destinados à fabricação de fertilizantes, que cresceram 10,6% no mesmo intervalo.

As resinas termoplásticas, amplamente utilizadas nos setores de embalagens, construção civil e indústria automotiva, também registraram crescimento de 4%.

Uso da capacidade instalada aumenta no setor

Outro indicador que apresentou melhora foi o nível de utilização da capacidade instalada da indústria química.

Em dezembro de 2025, o setor operava com apenas 49% da capacidade produtiva em uso. Já em março de 2026, o índice subiu para 63%, avanço de 14 pontos percentuais em apenas três meses.

As resinas termoplásticas alcançaram utilização de 70% da capacidade instalada no período.

Custos de energia ainda preocupam indústria química

Apesar da recuperação recente, a Abiquim alerta que o setor ainda enfrenta dificuldades estruturais. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, produção e vendas registraram retração de 4,1%.

No acumulado de 12 meses até março, a produção caiu 7%, enquanto as vendas internas recuaram 8,2%.

A entidade destaca que a redução dos custos de energia elétrica e gás natural será decisiva para garantir crescimento sustentável da indústria química nos próximos anos.

Segundo André Passos Cordeiro, a competitividade do setor depende diretamente do acesso a matérias-primas e energia com preços mais equilibrados.

FONTE: Broadcast
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha PE

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