Evento

SC Expo Defense destaca inovações em defesa e segurança com satélites, drones e soluções tecnológicas

A SC Expo Defense, realizada na sede da FIESC, encerrou nesta sexta-feira (22) consolidando-se como vitrine para as principais inovações em defesa e segurança desenvolvidas no estado. O evento apresentou uma ampla gama de soluções voltadas ao setor, reunindo desde drones interceptadores, embarcações customizadas e coletes balísticos flutuantes até sistemas computacionais avançados e tecnologias sustentáveis para reaproveitamento energético.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, a diversidade de projetos apresentados evidencia o potencial de expansão da indústria catarinense no segmento.

Segundo ele, a feira reforça a proposta de integrar empresas consolidadas, startups, instituições de ensino, centros de pesquisa e representantes das forças de segurança em torno de uma cadeia produtiva de alto valor agregado.

Tecnologia dá novo destino às baterias de veículos elétricos

Entre os destaques, a Celesc apresentou o projeto Energia Celesc A Bordo, desenvolvido em parceria com a UFSC e a WEG.

A solução consiste em um caminhão equipado com baterias de íons de lítio reaproveitadas, formando um Sistema Transportável de Armazenamento de Energia em Baterias (STAEB). O projeto utiliza baterias que já não atendem ao uso automotivo, mas que ainda mantêm entre 70% e 80% da capacidade operacional.

A tecnologia pode ser utilizada para manter o fornecimento de energia durante manutenções, atender situações emergenciais e oferecer suporte em áreas críticas, antecipando desafios ambientais ligados à eletromobilidade.

Nanossatélites e transferência tecnológica reforçam soberania nacional

O SENAI/SC levou ao evento experiências ligadas ao desenvolvimento de nanossatélites, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados.

A instituição participou da criação do VCUB1, considerado o primeiro satélite integralmente brasileiro, além do projeto Catarina-A2, iniciativas voltadas ao fortalecimento da tecnologia espacial nacional.

Já a Força Aérea Brasileira apresentou uma réplica do caça supersônico F-39 Gripen. O modelo, originalmente desenvolvido pela Saab, passou a ser produzido parcialmente no Brasil após acordo de transferência tecnológica firmado com a FAB.

A parceria já possibilitou a capacitação de cerca de 350 engenheiros brasileiros na Suécia. Das 36 aeronaves adquiridas, 15 terão montagem final em território nacional.

Dinâmica interativa aproxima público do trabalho pericial

Outro espaço que chamou atenção foi a atividade promovida pela Polícia Científica de Santa Catarina.

A ação simulou uma cena de crime com elementos investigativos para que visitantes participassem da coleta de evidências e da resolução do caso fictício.

De acordo com a perita criminal Júlia Campos Dotto, a iniciativa teve como objetivo aproximar a população do trabalho técnico desenvolvido pelo setor e conscientizar sobre os principais tipos de ocorrências investigadas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Junior Somensi

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Evento

FIESC realiza oficina sobre acordo Mercosul-União Europeia em Florianópolis

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) promove, no dia 12 de maio de 2026, uma oficina técnica sobre regulação técnica e território aduaneiro no contexto do Acordo Mercosul-União Europeia.

O encontro é organizado pelo Conselho de Comércio Exterior da entidade e será realizado às 15h30, no Auditório Milton Fett, em Florianópolis.

A iniciativa reúne profissionais e interessados em comércio exterior, integração econômica e normas internacionais ligadas ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

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FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona exportações e cria oportunidades para Santa Catarina

A formalização do acordo entre Mercosul e União Europeia marca um novo capítulo na inserção internacional do Brasil e abre perspectivas relevantes para a economia de Santa Catarina. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado (FIESC), que considera o avanço um passo estratégico para ampliar a presença da indústria catarinense no comércio global.

Novo ciclo de competitividade e acesso a mercados

Na análise da entidade, o acordo Mercosul–UE inaugura uma fase de maior competitividade, sustentada por segurança jurídica, redução de entraves comerciais e ampliação do acesso ao mercado europeu. A expectativa é de que empresas brasileiras encontrem condições mais favoráveis para negociar com previsibilidade e eficiência.

O tratado, resultado de mais de 20 anos de negociações, prevê a diminuição gradual de tarifas sobre a maior parte dos produtos comercializados entre os blocos — abrangendo cerca de 91% das importações do Mercosul e 95% da União Europeia. Além disso, estabelece avanços em áreas como facilitação de comércio, normas sanitárias, propriedade intelectual e compras governamentais.

Indústria catarinense pode ampliar exportações

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o momento representa uma inflexão estratégica para o setor produtivo. Segundo ele, o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil e amplia as oportunidades de negócios.

A expectativa é de crescimento das exportações catarinenses, além de maior atração de investimentos estrangeiros. O objetivo é consolidar Santa Catarina como um agente relevante no comércio internacional.

Por outro lado, a entidade ressalta que o tratado também facilita a entrada de produtos europeus no mercado brasileiro, o que exige atenção e adaptação por parte das indústrias locais.

União Europeia ganha peso nas exportações do estado

Os efeitos desse movimento já começam a aparecer. Em 2025, a União Europeia ocupou a posição de segundo principal destino das exportações de Santa Catarina, com alta de 10,7% nas vendas externas.

Diante desse cenário, empresas do estado intensificam estratégias para ampliar sua atuação internacional, enquanto a FIESC reforça iniciativas voltadas ao fortalecimento das relações comerciais com o exterior.

Seminário vai discutir impactos do acordo

Para aprofundar o debate, a FIESC realiza em 12 de maio o seminário “Acordo União Europeia e Mercosul – Impactos, desafios e oportunidades”. O evento contará com especialistas em Direito Internacional Comercial e Direito Aduaneiro, além de lideranças empresariais.

A programação inclui um painel com industriais catarinenses que atuam no mercado externo, trazendo experiências práticas sobre os efeitos do acordo e os desafios para adaptação ao novo cenário.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Informação

Alta do petróleo eleva custos da construção civil em Santa Catarina, aponta estudo da FIESC

A construção civil em Santa Catarina enfrenta pressão crescente nos custos de produção em meio à instabilidade do mercado internacional de petróleo. Um estudo preliminar do Observatório FIESC aponta que o conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio tem impactado diretamente os preços de insumos e da logística do setor.

Petróleo pressiona insumos e eleva custos das obras

Segundo o levantamento, o aumento no preço dos combustíveis funciona como um choque externo de custos, com tendência de repasse ao consumidor final.

Entre dezembro de 2025 e março de 2026, diversos materiais apresentaram alta significativa. O destaque é o PVC, que registrou aumento de 39,1% — produto diretamente ligado à cadeia do petróleo.

Outros insumos essenciais também tiveram reajustes relevantes:

  • Alumínio: alta de 30,3%
  • Aço: aumento de 15,8%
  • Concreto: elevação de 6,5%

Impacto direto no preço de imóveis e reformas

Para o presidente do Conselho da Indústria da Construção, Marcos Bellicanta, a alta desses materiais aumenta o custo final das obras e reduz o poder de compra de quem pretende construir ou reformar.

Além disso, o cenário pressiona o preço de novos imóveis, afetando toda a cadeia da construção civil.

Possível antecipação de reajustes preocupa setor

O estudo também aponta que parte dos aumentos pode estar sendo antecipada por fornecedores, diante da incerteza no mercado global de energia.

Segundo Bellicanta, há indícios de que empresas estejam se antecipando a possíveis altas do petróleo e do diesel, repassando custos antes mesmo da consolidação dos reajustes internacionais.

“A sinalização é de que fornecedores podem estar se aproveitando do cenário de incerteza para antecipar novos aumentos”, afirmou.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Comércio Internacional

FIESC recebe delegação chinesa e amplia diálogo comercial entre Santa Catarina e China

A Federação das Indústrias de Santa Catarina recebeu, na terça-feira (31), uma comitiva oficial da Província de Heilongjiang para discutir a ampliação das relações comerciais com o estado catarinense.

O encontro teve como foco o fortalecimento do comércio bilateral e a busca por novas oportunidades de cooperação entre empresas brasileiras e chinesas.

Proposta busca equilibrar a balança comercial

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a necessidade de diversificar a pauta comercial. Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência de commodities nas exportações e incentivar a internalização de etapas produtivas no Brasil.

A estratégia inclui atrair investimentos para a produção local de componentes e ampliar a participação da indústria catarinense em cadeias globais de valor.

Descarbonização e energia limpa entram na pauta

A agenda também apresentou iniciativas do Hub de Descarbonização da FIESC, com destaque para projetos voltados à energia renovável e à produção de biogás a partir de resíduos da suinocultura — setor em que Santa Catarina é referência nacional.

Essas ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade industrial e abrem espaço para parcerias tecnológicas com o mercado chinês.

Cooperação inclui governo e área ambiental

Além da visita à FIESC, a delegação chinesa cumpriu agenda com o Governo de Santa Catarina e realizou encontros técnicos na EPAGRI, abordando temas como ecologia, proteção ambiental e inovação no agronegócio.

As atividades foram acompanhadas pelo secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, reforçando o caráter institucional da missão.

Parceria mira inovação e cadeias produtivas

A aproximação entre Santa Catarina e a China sinaliza novas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas, como indústria, energia e agronegócio. A expectativa é ampliar investimentos, fomentar inovação e fortalecer a presença do estado no cenário global de negócios internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Indústria

Produção industrial de Santa Catarina recua 6,5% em janeiro

A produção industrial de Santa Catarina registrou queda de 6,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2025. No cenário nacional, o desempenho foi praticamente estável: a produção industrial brasileira avançou apenas 0,2% no período.

De acordo com Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, o resultado reflete um cenário de desaceleração da atividade industrial, influenciado principalmente pelo ciclo de alta dos juros, que restringe o acesso ao crédito, reduz investimentos e impacta o ritmo da economia. A avaliação é do presidente da entidade, Gilberto Seleme.

Setor moveleiro lidera queda na indústria catarinense

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, compilado pelo Observatório FIESC, aponta que a fabricação de móveis apresentou o pior desempenho entre os segmentos analisados. O setor teve retração de 25,9% em relação a janeiro do ano passado.

Um dos fatores apontados para o resultado negativo é o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, principal destino das exportações do setor. Em janeiro, as exportações de madeira e móveis para os EUA registraram queda de 56,25% na comparação com o mesmo período de 2025.

Máquinas, equipamentos e veículos também recuam

Outros segmentos relevantes da indústria catarinense também apresentaram retração no início do ano. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 24,9%, enquanto a produção de máquinas e equipamentos registrou queda de 18,2%.

Entre os fatores que explicam o desempenho negativo estão a taxa Selic elevada, que restringe o crédito para empresas e consumidores, e o aumento do endividamento das famílias, que tende a reduzir o consumo e afetar a produção industrial.

Apenas dois setores apresentam crescimento

Dos 14 segmentos industriais analisados em Santa Catarina, somente dois apresentaram resultado positivo em janeiro.

A fabricação de produtos alimentícios avançou 0,9%, enquanto a indústria de borracha e plástico registrou crescimento de 5,3%, destacando-se como exceções em um cenário de retração mais ampla da atividade industrial no estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sollos

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Indústria

Impasse na BR-101 Norte preocupa indústria e pode frear desenvolvimento de Santa Catarina

A falta de acordo para a repactuação do contrato de concessão da BR-101 Norte acendeu um alerta no setor produtivo de Santa Catarina. A Federação das Indústrias de Santa Catarina avalia que o impasse pode comprometer o desenvolvimento socioeconômico do estado, além de agravar problemas históricos de mobilidade e segurança na rodovia.

Segundo a entidade, a decisão da comissão de solução consensual instalada no Tribunal de Contas da União de encerrar as negociações para revisar o contrato com a concessionária Autopista Litoral Sul frustrou as expectativas de empresários e da população catarinense.

Rodovia enfrenta congestionamentos e altos índices de acidentes

A BR-101 Norte é considerada um dos principais corredores logísticos de Santa Catarina, conectando importantes polos industriais, turísticos e portuários do estado.

Atualmente, a rodovia enfrenta longos congestionamentos e elevado número de acidentes, cenário que preocupa usuários e empresas que dependem da via para transporte de mercadorias e deslocamentos diários.

Na avaliação da FIESC, as obras previstas na proposta de repactuação eram fundamentais para aumentar a fluidez do tráfego e melhorar a segurança viária em trechos críticos da estrada.

Setor produtivo cobra investimentos na infraestrutura

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a ausência de novos investimentos pode transformar a rodovia em um obstáculo ainda maior ao crescimento econômico do estado.

Segundo ele, sem melhorias estruturais, a BR-101 Norte tende a continuar sobrecarregada, prejudicando o comércio exterior, o turismo e diversas atividades econômicas que dependem do corredor rodoviário.

O dirigente também destaca que os impactos não se limitam ao setor empresarial, atingindo moradores das cidades próximas e turistas que utilizam a rodovia.

Trechos críticos concentram maiores problemas

A federação defende que sejam adotadas soluções urgentes para os pontos mais críticos da BR-101, especialmente nos trechos que ligam:

  • Itapema
  • Balneário Camboriú
  • Itajaí
  • Penha
  • Joinville

Essas regiões concentram intenso fluxo de veículos, especialmente durante a alta temporada turística e em períodos de grande movimentação logística.

Entenda o impasse na concessão da rodovia

A Agência Nacional de Transportes Terrestres e o Ministério dos Transportes informaram que não houve consenso nas negociações para revisar o contrato da concessionária responsável pela rodovia.

As tratativas ocorreram no âmbito da comissão criada pelo TCU para buscar uma solução consensual para o contrato de concessão.

A proposta inicial de repactuação incluía novas obras e melhorias operacionais, voltadas a aumentar a eficiência da rodovia e reduzir congestionamentos. O plano chegou a ser discutido com entidades do setor produtivo catarinense, incluindo a FIESC, que apresentou sugestões de intervenções e mecanismos para ampliar a segurança e a fluidez do tráfego.

Com o encerramento das negociações, o futuro das melhorias previstas para a BR-101 Norte permanece indefinido.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Heitor Pergher/Grupo ND

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Indústria

Indústrias de SC recebem missão empresarial da Suíça para ampliar parcerias e negócios

Empresas de Santa Catarina participaram de uma reunião de negócios com uma missão empresarial da Suíça, realizada na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O encontro reuniu representantes do setor produtivo brasileiro e suíço com o objetivo de ampliar parcerias comerciais, cooperação tecnológica e oportunidades de investimento.

A visita integra as ações de relacionamento internacional iniciadas durante o SC Day, evento realizado em janeiro no cantão de Berna.

Encontro busca fortalecer relações entre empresas dos dois países

Com a participação de empresários, entidades industriais e agências de promoção de negócios, a reunião teve como foco aproximar os mercados de Santa Catarina e da Suíça.

A iniciativa pretende estimular projetos conjuntos, internacionalização de empresas e intercâmbio tecnológico, ampliando a presença de indústrias catarinenses em mercados internacionais.

Para Luiz Gonzaga Coelho, que também é sócio-fundador da empresa C-Pack, a aproximação entre os dois ecossistemas industriais pode gerar benefícios mútuos.

Segundo ele, empresas brasileiras e suíças têm potencial para avançar juntas em estratégias de expansão global e desenvolvimento de novos negócios.

Cooperação pode envolver ciência, tecnologia e investimentos

Durante o encontro, o secretário de Estado de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, destacou o interesse do estado em fortalecer laços com o cantão de Berna.

De acordo com o secretário, a parceria entre as regiões pode ir além das relações comerciais e incluir iniciativas nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico.

Empresas discutem parcerias estratégicas

Ao longo do evento, os participantes tiveram a oportunidade de realizar reuniões diretas entre empresas, discutindo possibilidades de cooperação em áreas como:

  • parcerias comerciais internacionais
  • cooperação tecnológica
  • desenvolvimento de mercado
  • novos investimentos industriais

A delegação suíça também conheceu as instalações do Observatório FIESC, que oferece estudos e análises estratégicas sobre economia, indústria e inovação.

A iniciativa reforça o movimento de internacionalização da indústria catarinense, que busca ampliar sua presença no cenário global por meio de parcerias com mercados estratégicos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Exportação

Queda do tarifaço dos EUA impulsiona exportações de Santa Catarina

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros trouxe novo fôlego aos exportadores de Santa Catarina. Desde a última terça-feira (24), mercadorias enviadas ao mercado norte-americano deixaram de sofrer a sobretaxa de 50% e passaram a ser tributadas em 10%.

A nova alíquota foi definida pelo presidente Donald Trump após a decisão judicial, com a possibilidade de ampliação para 15% para todos os países. Mesmo diante da incerteza, a redução representa alívio para empresas catarinenses que haviam perdido espaço ou absorvido parte do custo adicional para manter contratos com clientes nos Estados Unidos.

Impacto bilionário nas exportações brasileiras

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024, estima que o fim do tarifaço pode gerar impacto positivo de US$ 21,6 bilhões por ano nas exportações brasileiras aos EUA.

O Brasil, segundo análise da Global Trade Alert, tende a ser o país mais beneficiado com a reversão das tarifas. Ainda assim, o ambiente de negócios segue marcado por cautela, especialmente diante da possibilidade de novas mudanças na política comercial norte-americana.

Fiesc vê avanço, mas alerta para insegurança

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) classificou como positiva a decisão da Suprema Corte, mas destacou preocupação com a reação da Casa Branca ao manter uma nova taxa.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, as mudanças frequentes elevam o nível de insegurança nas relações comerciais com os Estados Unidos. Já a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, reforçou que a federação continuará apoiando a diversificação de mercados internacionais, estratégia considerada essencial para reduzir riscos.

Setores mais beneficiados em SC

Em Santa Catarina, o segmento de madeira e móveis deve ser o principal beneficiado com a redução tarifária. O cenário também melhora para a indústria metalmecânica, especialmente para empresas com forte presença no mercado externo, como:

  • WEG
  • Tupy
  • Nidec
  • Schulz

Além das grandes companhias, dezenas de empresas que exportam ou já exportaram aos EUA também devem sentir efeitos positivos. Entre os setores contemplados estão:

  • Revestimentos cerâmicos
  • Plásticos
  • Têxteis
  • Barcos de lazer
  • Gelatina
  • Pescados
  • Couros
  • Máquinas e equipamentos

Apesar do cenário mais favorável, a expectativa é de que as indústrias catarinenses mantenham postura prudente nas negociações com o mercado americano, ao menos até o fim do atual ciclo político nos Estados Unidos, previsto para janeiro de 2029.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Evento

FIESC promove Encontro de Negócios Espanha x Santa Catarina em abril

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) organiza, entre os dias 17 e 26 de abril, o Encontro de Negócios Espanha x SC – Aliança Estratégica Global, com o objetivo de aproximar empresas catarinenses do mercado europeu. O evento acontecerá em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, reunindo instituições e empresas multissetoriais, com foco especial no setor de máquinas e equipamentos.

Geração de negócios e cooperação tecnológica

A iniciativa visa fomentar negócios, fortalecer redes de relacionamento e identificar sinergias estratégicas, além de potenciais parceiros para cooperação tecnológica. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha, destacando-se carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis. No mesmo período, as importações espanholas chegaram a US$ 322 milhões, puxadas por pigmentos, azeite de oliva, produtos de beleza e medicamentos.

Com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, a FIESC identificou produtos catarinenses com maior potencial de crescimento na Espanha, reforçando a importância da missão.

Etapas do evento: Madri e Las Palmas

Na primeira etapa, em Madri, as indústrias catarinenses participarão de reuniões com potenciais compradores, agendas institucionais em entidades do setor produtivo e na Embaixada do Brasil, além de visitas técnicas.

Na segunda etapa, em Las Palmas, os participantes terão encontros com associações empresariais e visitas ao porto local, ampliando oportunidades de parcerias e logística para exportação.

Indústrias catarinenses do segmento de máquinas e equipamentos interessadas em participar podem se inscrever por meio dos canais da FIESC.

Faça sua inscrição

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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