Evento

FIESC promove imersões sobre captação de recursos e negócios internacionais no Sul de SC

A Academia FIESC de Negócios realizará, em novembro de 2026, duas imersões executivas voltadas ao desenvolvimento empresarial no Sul de Santa Catarina. Os encontros ocorrerão em Tubarão, no dia 18, e em Criciúma, no dia 24, com foco na captação de recursos para inovação e na internacionalização de empresas.

As capacitações são direcionadas a lideranças empresariais interessadas em estruturar projetos, identificar oportunidades de financiamento e preparar seus negócios para atuar no mercado externo.

Com oito horas presenciais cada, as formações terão atividades práticas e ferramentas aplicáveis à realidade das organizações. A proposta é abordar duas frentes complementares para o crescimento das empresas: o acesso a recursos para viabilizar projetos e o planejamento estratégico para conquistar mercados internacionais.

Tubarão recebe imersão sobre captação de recursos e inovação

A primeira formação, intitulada Captação Estratégica de Recursos e Fomentos, será realizada em 18 de novembro, em Tubarão. A atividade será conduzida por Eline Casasola, CEO da Atitude Inovação e da Lúmen Connect Lab.

A programação contempla os instrumentos públicos de financiamento à inovação, a identificação de oportunidades de fomento e a estruturação de projetos empresariais. Durante o encontro, os participantes também desenvolverão um canvas de captação de recursos, ferramenta voltada à organização das estratégias para obtenção de financiamento.

Segundo Eline, o acesso a mecanismos de incentivo precisa fazer parte do planejamento contínuo das empresas, em vez de depender apenas de oportunidades pontuais.

A executiva destaca que a utilização estratégica desses instrumentos é importante para negócios brasileiros que buscam ampliar sua competitividade e disputar espaço no mercado global.

Criciúma terá capacitação sobre internacionalização de empresas

No dia 24 de novembro, será a vez de Criciúma receber a imersão Negócios Internacionais, conduzida por Maria Teresa Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC.

O conteúdo abordará fatores que influenciam a entrada de empresas em mercados estrangeiros, incluindo o cenário geopolítico e os aspectos comerciais, logísticos e financeiros das operações internacionais.

Os participantes também trabalharão na elaboração das bases de um Plano de Negócios Internacional, instrumento que auxilia na avaliação de oportunidades e na organização das estratégias de expansão para outros países.

A capacitação busca oferecer subsídios para que as empresas compreendam os desafios da atuação internacional e planejem suas operações com maior estruturação.

Contratação conjunta oferece desconto de 50% na segunda imersão

As empresas interessadas poderão participar das duas formações com condições comerciais especiais. Na contratação conjunta, a segunda imersão terá 50% de desconto.

O pacote inclui duas vagas em cada encontro, permitindo que uma mesma organização capacite até quatro profissionais nas áreas de captação de recursos e negócios internacionais.

A iniciativa reúne conteúdos voltados à estruturação de projetos, ao financiamento da inovação e ao planejamento de estratégias de expansão comercial.

Serviço: imersões executivas da FIESC no Sul de Santa Catarina

Captação Estratégica de Recursos e Fomentos

  • Data: 18 de novembro de 2026
  • Local: SESI Tubarão
  • Endereço: Avenida Marcolino Martins Cabral, 1702, Vila Moema, Tubarão (SC)
  • Horário: das 8h às 12h e das 14h às 18h

Negócios Internacionais

  • Data: 24 de novembro de 2026
  • Local: SESI Clínica
  • Endereço: Rua Marechal Deodoro, 80, Centro, Criciúma (SC)
  • Horário: das 8h às 12h e das 14h às 18h

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Indústria

Indústria de brinquedos de Santa Catarina reúne 69 empresas e exporta para 25 países

A indústria de brinquedos de Santa Catarina conta com 69 empresas, gera centenas de empregos e mantém presença no mercado internacional, com exportações destinadas a 25 países. De acordo com levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), as vendas externas do setor alcançaram US$ 817,2 mil em 2025.

A atividade emprega 692 trabalhadores distribuídos por 13 municípios catarinenses. Blumenau lidera em número de postos de trabalho, com 347 profissionais, seguida por Joinville, com 177, e Florianópolis, com 45.

A produção estadual abrange uma variedade de artigos, incluindo brinquedos de madeira, carrinhos, quebra-cabeças, jogos educativos e produtos de entretenimento eletrônico.

Exportações de brinquedos catarinenses têm foco na América do Sul

Os países vizinhos concentram a maior parte das vendas internacionais do segmento. Em 2025, Paraguai, Argentina e Uruguai foram os principais mercados compradores de brinquedos e artigos relacionados fabricados em Santa Catarina.

Juntos, os três destinos responderam por 78,8% das exportações estaduais do setor, evidenciando a relevância do mercado sul-americano para a indústria catarinense.

Brinquedos e jogos diversos lideram as vendas externas

Os brinquedos e jogos diversos representaram a maior parcela das exportações do segmento em 2025, correspondendo a 89,4% do valor total comercializado no exterior.

Essa categoria reúne produtos como carrinhos, conjuntos de montar, quebra-cabeças e brinquedos confeccionados em madeira, refletindo a diversidade da fabricação estadual.

Consoles e jogos eletrônicos ganham espaço nas exportações

Os dados mais recentes também apontam mudanças na participação dos diferentes produtos vendidos ao exterior. Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações catarinenses de consoles e máquinas de videogame totalizaram US$ 301,1 mil.

No mesmo período, os embarques de brinquedos e jogos diversos somaram US$ 298,2 mil. Com isso, os produtos eletrônicos superaram essa categoria em valor exportado, indicando a relevância desse segmento no comércio exterior da indústria de brinquedos de Santa Catarina.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Negócios

Internacionalização de empresas exige planejamento e estrutura para conquistar mercados externos

A expansão para o mercado internacional pode abrir novas oportunidades para a indústria catarinense, especialmente diante dos acordos comerciais firmados ou negociados pelo Mercosul com a União Europeia e blocos como a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Para aproveitar esse cenário, porém, as empresas precisam avaliar se estão preparadas para exportar e sustentar operações fora do Brasil.

O alerta é da presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Maria Teresa Bustamante. Segundo ela, a entrada no mercado externo exige planejamento estratégico, capacidade produtiva e conhecimento das regras que orientam o comércio internacional.

Planejamento estratégico é essencial para exportar

Antes de prospectar clientes em outros países, a empresa deve analisar seu nível de preparação para a internacionalização dos negócios. Essa avaliação envolve fatores como estrutura de gestão, capacidade de produção, formação de preços, habilitação para exportar e adequação às exigências do mercado de destino.

Para Maria Teresa Bustamante, o tamanho da organização não determina sua capacidade de atuar internacionalmente. O fator decisivo é incluir esse objetivo no planejamento da empresa e conhecer suas condições atuais antes de definir os próximos passos.

“Internacionalização independe do tamanho da empresa, mas precisa estar no planejamento estratégico. Não é possível traçar a rota sem saber o ponto de partida”, afirma.

Formação de preços e capacidade produtiva merecem atenção

A definição do preço de exportação exige uma análise mais ampla do que a simples conversão do valor praticado no mercado brasileiro para dólares. É necessário contabilizar custos operacionais, tributos, despesas logísticas e a margem de lucro prevista para a operação.

Outro aspecto fundamental é verificar se a indústria consegue atender à demanda internacional de maneira contínua, sem comprometer o fornecimento aos clientes nacionais. A capacidade produtiva e a organização da cadeia de suprimentos são determinantes para manter a competitividade e cumprir os prazos acordados com compradores estrangeiros.

Habilitação e normas internacionais fazem parte do processo

O domínio dos procedimentos burocráticos também é indispensável para quem pretende ingressar no comércio exterior. Entre as etapas está a habilitação para operar no mercado internacional, incluindo o Radar, sistema de habilitação da Receita Federal que permite às empresas realizar operações de importação e exportação, conforme os requisitos aplicáveis.

A classificação correta das mercadorias pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e pelo código internacional HS Code é outro requisito importante. Esses sistemas identificam os produtos e auxiliam na determinação dos tributos, dos procedimentos aduaneiros e das exigências aplicáveis em cada destino.

Conforme o país e o tipo de mercadoria, também podem ser necessárias certificações específicas, adequações a normas técnicas e sanitárias e mudanças nas embalagens e na rotulagem.

Conhecer essas exigências antecipadamente ajuda a reduzir riscos, evitar custos inesperados e aumentar as chances de sucesso nas operações internacionais.

FIESC oferece avaliação gratuita de maturidade internacional

Para auxiliar as empresas nesse processo, a FIESC disponibiliza a Avaliação de Maturidade Internacional (AVM), um diagnóstico online e gratuito que permite identificar o nível de preparação do negócio para atuar no exterior.

O questionário contém 26 perguntas e examina diferentes áreas da operação, incluindo:

  • Estratégia e gestão empresarial;
  • Habilitação para o comércio exterior;
  • Produtos e serviços;
  • Formação de preços;
  • Manufatura e cadeia de suprimentos.

Com base nas respostas, a empresa recebe um diagnóstico e um plano de ação que apontam os aspectos que precisam ser desenvolvidos para avançar na internacionalização.

Programa Intercomp apoia empresas na expansão internacional

A Avaliação de Maturidade Internacional integra o Intercomp — Programa de Internacionalização da FIESC, iniciativa que reúne soluções para apoiar as empresas em diferentes etapas de sua atuação no mercado externo.

O programa oferece trilhas voltadas à exportação e à importação, inteligência comercial e rodadas de negócios, contribuindo para que as empresas identifiquem oportunidades e desenvolvam estratégias de acesso a novos mercados.

A AVM pode ser realizada gratuitamente pela internet e representa um ponto de partida para indústrias que desejam avaliar suas condições, corrigir fragilidades e estruturar um plano consistente de internacionalização e expansão comercial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Indústria

FIESC leva empresários catarinenses à China para conhecer polos industriais e de inovação

Uma delegação de empresários e representantes da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) iniciou, nesta terça-feira (13), uma missão empresarial à China, com duração prevista de aproximadamente duas semanas. A iniciativa busca ampliar as conexões comerciais e aproximar a indústria catarinense dos principais centros de tecnologia, inovação e produção industrial chineses.

Missão empresarial inclui feira internacional e visitas técnicas

Organizada pela FIESC, a programação reúne participação na Canton Fair, workshops com especialistas do ambiente empresarial chinês e visitas técnicas a empresas de destaque internacional. A agenda também contempla atividades culturais e encontros de networking com empresários brasileiros e chineses, criando oportunidades para novas parcerias e negócios.

Ao todo, 24 empresários catarinenses participam da missão, que percorre quatro importantes centros econômicos e tecnológicos da China.

Quatro polos industriais e tecnológicos estão no roteiro

A programação foi estruturada para apresentar diferentes setores estratégicos da economia chinesa. Em Guangzhou, os participantes acompanham a Canton Fair, uma das principais atrações da agenda empresarial.

Em Shenzhen, a delegação conhecerá o ecossistema de inovação local, com ênfase em tecnologia, eletrônicos e manufatura inteligente. Já em Shanghai, o foco será o ambiente de negócios internacionais, a inovação e a indústria avançada.

A última frente de visitas inclui Hangzhou, reconhecida por seu ecossistema digital e pelas iniciativas de transformação industrial.

Delegação reúne diferentes segmentos da indústria catarinense

Os representantes de Santa Catarina vêm de áreas variadas da atividade industrial. Entre os segmentos presentes estão fabricantes de máquinas injetoras e equipamentos, empresas de automação industrial, negócios ligados à inovação, além dos setores de parafusos e madeira.

A diversidade dos participantes permite explorar possibilidades de cooperação em diferentes cadeias produtivas, além de identificar tendências e oportunidades aplicáveis à indústria do estado.

Exportações para a China crescem no primeiro semestre

A aproximação com o mercado chinês ocorre em um contexto de relevância comercial para Santa Catarina. A China representa 10,6% das exportações catarinenses, consolidando-se como um dos destinos importantes para os produtos do estado.

No primeiro semestre deste ano, as vendas catarinenses ao país asiático registraram alta de 10,4%, alcançando US$ 649,1 milhões.

Nesse cenário, a missão empresarial busca fortalecer as relações comerciais, ampliar o acesso a novos mercados e aproximar empresas catarinenses de oportunidades nos setores de tecnologia, inovação e indústria avançada.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Negócios

Bunge, BRF e WEG lideram ranking das 100 maiores empresas de Santa Catarina

A Bunge, a BRF e a WEG estão entre os principais destaques do ranking das 100 maiores empresas de Santa Catarina, levantamento que evidencia a força da indústria catarinense e o desempenho das companhias no cenário econômico regional e nacional.

Os resultados foram apresentados durante a premiação 500 Maiores do Sul, promovida pelo Grupo Amanhã em parceria com a PwC Brasil. O evento foi realizado na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis, e reuniu representantes do setor empresarial.

Na abertura do encontro, o presidente em exercício da FIESC, André Odebrecht, destacou a capacidade de crescimento e adaptação das empresas do Estado, além da importância da atuação empresarial para o desenvolvimento econômico catarinense.

“Nos orgulha muito ver nessa lista indústrias de Santa Catarina crescendo, liderando setores e destacando-se entre as maiores do Sul. Para além do ranking, nos orgulha vê-las fazendo história, impulsionando a economia catarinense, conquistando mercados aqui e no exterior”, afirmou.

Bunge mantém liderança entre as maiores empresas catarinenses

O levantamento aponta uma disputa acirrada entre as principais companhias de Santa Catarina. A Bunge permanece na primeira posição do ranking estadual, enquanto BRF e WEG aparecem entre as empresas que se aproximam da liderança.

A classificação considera o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), indicador utilizado para avaliar o porte econômico das organizações a partir de três componentes financeiros.

A metodologia atribui pesos diferentes aos indicadores analisados:

  • Patrimônio líquido: corresponde a 50% da pontuação.
  • Receita líquida: representa 40% do cálculo.
  • Resultado financeiro: responde pelos 10% restantes.

A combinação desses fatores permite comparar o porte e o desempenho das companhias com base em seus resultados financeiros e patrimoniais.

WEG se destaca em patrimônio, lucro e capital de giro

Além de figurar entre as líderes do ranking, a WEG apresentou resultados expressivos em indicadores financeiros. A companhia registrou o maior patrimônio líquido, o maior lucro líquido e o maior capital de giro próprio entre as empresas catarinenses avaliadas.

Os números reforçam a posição da empresa entre os destaques da economia de Santa Catarina e evidenciam sua relevância no cenário industrial do Estado.

O desempenho da WEG também contribui para demonstrar a diversidade e a competitividade das grandes empresas catarinenses, que atuam em diferentes segmentos e disputam espaço nos mercados brasileiro e internacional.

Empresas de Santa Catarina têm menor endividamento do Sul

Outro dado relevante do levantamento é a situação financeira das cem maiores empresas catarinenses. Em conjunto, elas apresentam um índice de endividamento de 54,8%, o menor entre os três estados da Região Sul.

Para comparação, as grandes empresas do Rio Grande do Sul registram endividamento de 58,8%, enquanto as companhias do Paraná apresentam índice de 59%.

Os resultados colocam as empresas catarinenses em posição de destaque nesse indicador e reforçam a importância da gestão financeira para a manutenção da competitividade empresarial.

Indústria catarinense reforça protagonismo econômico

A presença de empresas como Bunge, BRF e WEG entre os principais nomes do ranking evidencia a participação das grandes companhias na economia estadual.

A premiação 500 Maiores do Sul também funciona como uma referência para acompanhar a evolução das empresas da região, considerando indicadores patrimoniais, receitas e resultados financeiros.

Para a FIESC, o crescimento das indústrias catarinenses e a conquista de novos mercados são fatores importantes para o fortalecimento da atividade econômica, a geração de oportunidades e a ampliação da presença de Santa Catarina no Brasil e no exterior.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Elis Pereira

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Mulheres

Starnav Elektra: primeiro navio híbrido construído no Brasil tem tripulação 100% feminina

Comandante, oficiais, profissionais da navegação, sala de máquinas e demais áreas de operação são mulheres no Starnav Elektra, embarcação construída pelo Estaleiro Detroit, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Além de contar com uma tripulação exclusivamente feminina, o navio se destaca pela adoção de um sistema de propulsão híbrida, desenvolvido para reduzir o consumo de combustível e aumentar a eficiência energética durante a operação.

À frente da embarcação está a comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon. Para ela, a composição da equipe representa, principalmente, o resultado da formação e da qualificação das profissionais.

Segundo Isabela, a presença feminina em todas as funções não deve ser tratada como uma exceção, mas como resultado da preparação profissional e das oportunidades disponíveis para as mulheres.

Participação feminina ainda é menor no setor aquaviário

A experiência do Elektra ocorre em um segmento no qual a participação das mulheres ainda é inferior à dos homens.

Dados da 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mostram que as mulheres correspondiam a 17,8% dos empregos do setor em 2024. O índice representou um crescimento de 0,5 ponto percentual em relação a 2022.

A presença feminina variava conforme a função: era de 10% nos cargos operacionais, 15% nas posições de direção e 25% entre os postos de gerência. Já nas atividades administrativas, as mulheres representavam 40% dos trabalhadores.

No Starnav Elektra, as profissionais também estão presentes justamente em áreas operacionais e de comando, nas quais a participação feminina ainda é mais restrita.

A segunda oficial de náutica e piloto Jéssica Gomes, por exemplo, atua no planejamento das viagens, definição de rotas, preparação de equipamentos, realização de checklists e operações de atracação e desatracação. Ela também participa de procedimentos relacionados à segurança e a situações de emergência.

Para Jéssica, a presença das mulheres em todas as áreas de trabalho deveria ser encarada com naturalidade.

Navio aposta em tecnologia desenvolvida no Brasil

A tripulação feminina é um dos destaques do Elektra, mas a embarcação também representa um avanço tecnológico para a indústria naval brasileira.

Construído pelo Estaleiro Detroit para a Starnav Serviços Marítimos, o navio é apontado como a primeira embarcação com propulsão híbrida construída no Brasil.

A embarcação pertence e é operada pela Starnav e presta serviços à Petrobras por meio de um contrato com duração de 12 anos.

O projeto faz parte da Detroit Green Line, linha desenvolvida pelo estaleiro com foco em eficiência energética, menor consumo de combustível e redução das emissões ambientais.

Como funciona a propulsão híbrida do Elektra

O sistema utilizado no navio combina a geração convencional de energia com um conjunto de baterias. Motores, sistemas elétricos, propulsão e armazenamento de energia são integrados por meio de um sistema de gerenciamento.

A tecnologia permite ajustar o funcionamento dos geradores de acordo com a demanda da embarcação e utilizar a energia armazenada em determinadas condições de operação.

Segundo Juliano Zimmermann de Freitas, CFO do Estaleiro Detroit Brasil, o projeto básico foi elaborado pela própria equipe de engenharia do estaleiro.

A construção também contou com mão de obra e fornecedores nacionais, além de engenharia brasileira. O conteúdo local estimado ficou entre 65% e 70%.

O projeto foi desenvolvido ainda com possibilidade de utilização de combustíveis alternativos, como o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), uma alternativa renovável aos combustíveis fósseis.

Para Freitas, a construção do Elektra representou uma oportunidade de desenvolver conhecimento e tecnologia aplicados à construção naval no Brasil.

Além do sistema híbrido, a embarcação incorpora outras soluções destinadas a melhorar a eficiência energética. A combinação das tecnologias busca diminuir a quantidade de energia necessária para a operação e, consequentemente, reduzir os impactos ambientais.

Mulheres também participaram da construção

A participação feminina no projeto começou antes de o navio entrar em operação. Durante a construção do Elektra, uma média de 58 mulheres esteve envolvida diretamente em diferentes etapas.

As profissionais atuaram em áreas como engenharia, planejamento, qualidade, suprimentos, segurança, produção e administração, além de atividades de apoio à construção.

De acordo com Juliano Zimmermann de Freitas, a presença de mulheres na indústria naval vem crescendo gradualmente e já alcança áreas técnicas, de engenharia, produção, qualidade e planejamento.

Participação feminina cresce na formação aquaviária

O aumento da presença de mulheres também aparece na formação de profissionais para o setor aquaviário.

Durante a segunda reunião do Fórum Permanente para Discussão de Políticas Públicas para os Trabalhadores Aquaviários, realizada em 2025, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (Conttmaf) destacou a evolução da participação feminina.

As primeiras turmas com mulheres no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba) começaram em 1997. Em 2025, elas já representavam 35% das vagas dessas turmas, segundo a entidade.

O tema também ganhou espaço nas políticas voltadas ao setor. Em julho de 2026, a Antaq lançou o Guia de Incentivo à Liderança Feminina: Navegando Juntas, com diretrizes destinadas a ampliar a participação das mulheres em posições de liderança e tomada de decisão no setor aquaviário.

A agência mantém ainda uma pesquisa periódica sobre equidade de gênero para acompanhar a presença feminina nos diferentes segmentos e identificar avanços e desafios.

Elektra reúne inovação e diversidade na indústria naval

A operação do Starnav Elektra coloca em prática uma configuração ainda pouco comum no setor: mulheres ocupando simultaneamente funções de comando, navegação, operação e máquina em uma mesma embarcação.

Para a comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, o objetivo é que experiências como essa contribuam para tornar cada vez mais comum a presença feminina nas diferentes áreas da Marinha Mercante.

A embarcação, ao mesmo tempo em que reúne uma equipe exclusivamente feminina, incorpora soluções de tecnologia naval, eficiência energética e propulsão híbrida, combinando inovação e participação nacional em sua construção.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Internet

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Tecnologia

SIM Móbile debate inovação e futuro da indústria moveleira em Florianópolis

Evento reuniu empresários e fornecedores para discutir tecnologia, novos hábitos de consumo, sustentabilidade e estratégias de gestão para aumentar a competitividade do setor

Encontro reúne indústria moveleira e fornecedores

As mudanças que estão transformando a indústria moveleira estiveram no centro da segunda edição do SIM Móbile, encontro promovido pelo Sindicato do Mobiliário da Grande Florianópolis (SIM), entidade vinculada à Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Realizado na sede da FIESC, em Florianópolis, o evento reuniu empresários, industriais e fornecedores em uma programação voltada à troca de conhecimentos, geração de negócios e networking.

Na abertura, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a participação do setor de móveis na economia catarinense e a importância da atuação conjunta entre empresas.

Segundo Seleme, a cooperação entre os diferentes segmentos da indústria contribui para ampliar a competitividade, gerar desenvolvimento e fortalecer a economia de Santa Catarina.

Tecnologia e sustentabilidade mudam o setor moveleiro

A programação técnica contou com a participação de Sandra Furst, coordenadora do Instituto SENAI de Tecnologia em Madeira e Mobiliário. Ela apresentou um panorama das transformações que estão alterando os critérios de competitividade da indústria de móveis.

A especialista estruturou a apresentação em três eixos: sustentabilidade, mudanças no comportamento do consumidor e tecnologia.

Nesse cenário, práticas relacionadas à agenda ESG, como a rastreabilidade da madeira, o desenvolvimento de matérias-primas alternativas e soluções voltadas à eficiência das embalagens utilizadas no comércio eletrônico global, passaram a ser consideradas requisitos importantes para as empresas.

Entre os exemplos apresentados está o Projeto Banana Têxtil, que trabalha com matéria-prima alternativa.

Sandra também chamou atenção para a mudança na forma como os consumidores tomam decisões de compra. Ferramentas de inteligência artificial e realidade aumentada já são utilizadas para comparar experiências, reputação e propósito das marcas, além dos preços.

Para a especialista, as decisões tomadas atualmente pela indústria terão impacto direto no futuro do setor.

Gestão, inovação e novos negócios entram na programação

Além da apresentação sobre as tendências do mercado, o SIM Móbile trouxe diferentes conteúdos voltados à gestão empresarial e ao desenvolvimento de negócios.

A programação incluiu o Case Casttini, apresentado por Vitor Agostini, além de palestras sobre gestão financeira, com Vivian Sesto, da XP Investimentos, e inteligência comercial, conduzida por Luiz Bagattini, da KLA.

O empresário Morongo, da Mormaii, também participou do encontro com uma apresentação sobre cultura de liderança.

No período da tarde, os participantes tiveram acesso a uma feira de exposição de negócios, ampliando as oportunidades de contato entre empresas, fornecedores e profissionais do setor.

Associativismo aproxima empresas das soluções da FIESC

Para Bruno Pauli, presidente do Sindicato do Mobiliário da Grande Florianópolis, o evento tem entre seus objetivos aproximar as empresas associadas das ferramentas disponíveis no ecossistema da FIESC.

A estrutura reúne instituições como SESI, SENAI e IEL, que oferecem soluções relacionadas à inovação, tecnologia, capacitação e desenvolvimento empresarial.

Pauli destacou que a realização da segunda edição demonstra a construção de um espaço permanente de aproximação entre as empresas do setor.

A vice-presidente regional da FIESC, Micheli Poli, também ressaltou a importância da atuação sindical para representar os interesses da indústria e estimular a troca de experiências entre empresários.

Segundo ela, a colaboração e o networking podem contribuir para que as empresas enfrentem os desafios do mercado e encontrem caminhos para manter o crescimento dos negócios.

Evento entrega Mérito Associativo

A programação também contou com uma homenagem às empresas que participam do desenvolvimento da indústria moveleira na Grande Florianópolis.

O Mérito Associativo foi concedido à J Móveis e Artefatos de Madeira Ltda., em reconhecimento aos 15 anos de atuação, dedicação e parceria com o Sindicato do Mobiliário da Grande Florianópolis.

A homenagem encerrou uma programação que combinou conteúdo técnico, relacionamento empresarial e discussão sobre os caminhos para ampliar a competitividade do setor moveleiro catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Portos

Porto de Itajaí: chuvas elevam sedimentação e reforçam debate sobre concessão da dragagem

A elevada quantidade de sedimentos retirada do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí, em Santa Catarina, voltou a colocar em evidência a necessidade de uma nova estrutura para a gestão da dragagem do Porto de Itajaí.

A campanha mais recente foi concluída após 20 dias, com a remoção de mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos. O volume é significativamente superior ao registrado em campanhas consideradas regulares, que normalmente retiram entre 600 mil e 800 mil metros cúbicos.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a forte sedimentação levou à antecipação dos trabalhos.

Concessão do canal de acesso ainda aguarda definição

Enquanto os efeitos das chuvas aumentam a demanda por dragagem, o projeto de concessão do acesso aquaviário ao Complexo Portuário de Itajaí segue aguardando definição da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A proposta prevê a transferência para a iniciativa privada da administração do canal e dos serviços relacionados à dragagem, manutenção e aprofundamento do acesso aquaviário.

A análise do projeto pela Antaq era esperada para agosto, seguida pela publicação do edital. Até o momento, porém, o Porto de Itajaí informa que não houve atualização sobre o andamento do processo.

O projeto estabelece um contrato de 25 anos e prevê investimentos estimados em aproximadamente R$ 350 milhões. Além da dragagem, a futura concessão deverá contemplar a administração e exploração do acesso aquaviário e intervenções em estruturas utilizadas pelos navios para entrar e sair do complexo.

Chuvas aumentam volume de sedimentos no canal

A atual campanha de dragagem foi antecipada diante da velocidade considerada elevada de deposição de sedimentos no canal. Para Pereira, o cenário é atípico e está relacionado às condições climáticas registradas na região.

O superintendente relaciona o aumento da quantidade de material no canal ao maior volume de chuvas e à liberação gradual de água e sedimentos acumulados nas barragens da bacia do Rio Itajaí-Açu.

Pereira também citou a influência do El Niño sobre o regime de chuvas. Segundo ele, o fenômeno contribuiu para o aumento das precipitações e, consequentemente, para a chegada de mais sedimentos ao canal de acesso.

Mesmo após a redução das chuvas, o processo de sedimentação não é interrompido imediatamente. Isso ocorre porque as barragens continuam liberando de forma gradual água e materiais acumulados, que acabam transportados para o canal.

Contrato atual pode não ser suficiente em cenário excepcional

Na avaliação do superintendente, o modelo utilizado nos últimos oito anos para executar a dragagem do canal de Itajaí atende às necessidades em condições consideradas normais.

O cenário atual, entretanto, levanta a possibilidade de medidas adicionais. A administração portuária avalia alternativas como um aditivo ao contrato vigente ou uma contratação emergencial complementar, caso o nível de sedimentação permaneça acima do padrão.

A preocupação está relacionada à possibilidade de recorrência de condições climáticas excepcionais, que podem aumentar a necessidade de intervenções no canal.

Epagri aponta chuvas acima da média em Santa Catarina

As condições climáticas também foram destacadas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Em boletim divulgado em julho, a entidade apontou que a atuação do El Niño aumentou a frequência de sistemas de chuva no Estado. A previsão indicava volumes de precipitação acima da média climatológica entre agosto e outubro.

O cenário climático reforça a atenção sobre os impactos da chuva na sedimentação do canal de acesso ao Porto de Itajaí e, consequentemente, sobre a necessidade de manutenção da profundidade adequada para a navegação.

Fiesc defende concessão independente dos terminais

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) defende que a futura concessão do canal de acesso seja estruturada separadamente da operação dos terminais terrestres.

Em ofício encaminhado em agosto ao Ministério de Portos e Aeroportos, à Antaq e à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), a entidade argumentou que atividades como dragagem, manutenção e aprofundamento do canal devem contar com regras, responsabilidades e recursos próprios.

Para Maurício Battistella, presidente do Conselho para Assuntos de Transporte e Logística da Fiesc, a separação entre os contratos ajudaria a garantir a manutenção dos parâmetros necessários à navegação e a execução de obras estruturantes, como o aprofundamento do canal e a ampliação da bacia de evolução.

Porto de Itajaí também defende contratos separados

A administração do Porto de Itajaí possui entendimento semelhante ao apresentado pela Fiesc.

Para Artur Antunes Pereira, o canal de acesso e os terminais terrestres possuem funções distintas e, portanto, deveriam ser tratados como objetos independentes em uma eventual concessão.

O superintendente também ressalta que a modelagem econômica da concessão do canal precisa estar definida antes da publicação do edital. A avaliação é de que as regras para a administração do acesso aquaviário devem considerar as particularidades e os custos envolvidos na manutenção e no aprofundamento do canal.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gazeta do Povo

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Sustentabilidade

FIESC debate novas regras da União Europeia para embalagens e produtos florestais

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realiza, no dia 29 de setembro, uma reunião para discutir novas exigências da União Europeia que podem afetar empresas catarinenses que exportam para o bloco. O encontro do Conselho da Base Florestal, Meio Ambiente e Sustentabilidade terá como foco duas regulamentações: o PPWR, relacionado a embalagens e resíduos, e o EUDR, que trata da rastreabilidade e da origem de produtos ligados a cadeias de commodities e madeira.

PPWR estabelece novas exigências para embalagens

O PPWR (Packaging and Packaging Waste Regulation) define requisitos para as embalagens comercializadas no mercado europeu. Entre os pontos abrangidos estão critérios relacionados aos materiais utilizados, reciclabilidade, reutilização e gerenciamento de resíduos.

A regulamentação será apresentada por Luciana Pellegrino, presidente executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE). A discussão é relevante para empresas que mantêm relações comerciais com o mercado europeu e precisam se adequar às novas normas para continuar exportando para o bloco.

EUDR amplia exigências sobre origem dos produtos

Outro tema da reunião será o EUDR (Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento). A norma estabelece que empresas devem demonstrar que determinados produtos e matérias-primas comercializados no mercado europeu não estão relacionados ao desmatamento.

As exigências envolvem rastreabilidade, comprovação de origem e informações sobre a cadeia de fornecimento. O assunto tem impacto direto sobre setores ligados à base florestal, que têm participação nas exportações de Santa Catarina.

A apresentação sobre o EUDR será conduzida por Patrick Reydams, CEO da Protimber, consultor especialista do Conselho da Madeira da FIEP e diretor do Comitê de Construções em Madeira da ABIMCI.

Reunião será realizada em formato híbrido

O encontro também contará com a participação de José Lourival Magri, coordenador de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, e Mauro Murara, coordenador Florestal da entidade.

Empresários e representantes do setor industrial poderão acompanhar a reunião presencialmente ou pela internet. A participação deve ser feita mediante inscrição por formulário.

Serviço

Reunião do Conselho da Base Florestal, Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC

Data: 29 de setembro de 2026
Horário: 14h
Local: Sede da FIESC, em Florianópolis
Formato: Híbrido

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Indústria

FIESC discute transformação digital da indústria com comitiva da Espanha

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) recebeu, na quinta-feira (24), representantes da Câmara de Comércio Brasil-Espanha para discutir oportunidades de ampliar a cooperação entre Santa Catarina e o país europeu. Entre os principais assuntos do encontro esteve a transformação digital na indústria, especialmente entre empresas de pequeno e médio porte.

Espanha pode ampliar parceria com Santa Catarina

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a relação construída ao longo dos anos entre Santa Catarina e a Espanha. Segundo ele, existe espaço para ampliar as relações comerciais com a Europa, principalmente diante das perspectivas relacionadas ao acordo Mercosul-União Europeia.

Seleme também lembrou que a FIESC realizou uma missão à Espanha em abril, reforçando a aproximação entre o setor industrial catarinense e empresas e instituições espanholas.

A presidente da Câmara de Comércio Brasil-Espanha, Trinidad Jiménez, afirmou que o acordo entre os blocos contribuiu para ampliar as possibilidades de negócios internacionais e investimentos.

Transformação digital é desafio para pequenas e médias empresas

O presidente do Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação e Comunicação da FIESC, Alexandre d’Avila da Cunha, ressaltou o papel da transformação digital da indústria para melhorar processos e resultados empresariais.

De acordo com ele, a adoção de tecnologias pode ajudar a reduzir lacunas, elevar a qualidade e ampliar a conformidade das empresas. O executivo também defendeu que a digitalização deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar uma necessidade para a competitividade industrial.

A experiência espanhola em manufatura avançada também foi apontada como uma oportunidade de cooperação. A transferência de tecnologias e conhecimentos pode contribuir para elevar a produtividade industrial e modernizar plantas fabris em Santa Catarina.

Cooperação pode ir além do comércio

O secretário-executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que Santa Catarina já mantém uma relação positiva com a Espanha, mas que há espaço para aprofundar essa aproximação.

Além do comércio exterior, a cooperação pode avançar em diferentes áreas, ampliando as possibilidades de intercâmbio entre empresas, instituições e setores produtivos dos dois lados.

Comércio entre Santa Catarina e Espanha

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões em produtos para a Espanha. Entre os principais itens comercializados estiveram carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis.

No sentido inverso, as importações catarinenses de produtos espanhóis chegaram a US$ 322 milhões. A pauta foi liderada por pigmentos, azeite de oliva, maquiagens e produtos para cabelo, além de medicamentos.

A ampliação da cooperação em tecnologia industrial, inovação e comércio exterior pode criar novas oportunidades para empresas catarinenses e espanholas, especialmente no contexto de maior integração comercial entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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