Negócios

JBS firma parceria com empresa sul-coreana para ampliar presença no mercado asiático

A JBS anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a empresa sul-coreana Highland Foods Co., Ltd., marcando o início de uma parceria estratégica voltada à expansão dos negócios no mercado asiático. O acordo foi formalizado na terça-feira (28) e tem como foco ampliar a cooperação comercial entre as duas companhias, impulsionar a inovação e fortalecer a presença dos produtos da empresa brasileira na Coreia do Sul e em outros mercados considerados estratégicos.

A iniciativa representa mais um passo da JBS na ampliação de sua atuação internacional, especialmente em uma região com crescente demanda por proteína animal.

Assinatura ocorreu durante encontro empresarial Brasil-Coreia

A parceria foi oficializada durante a Mesa Redonda Empresarial Brasil-Coreia, realizada em São Paulo e promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em conjunto com a Federação das Indústrias da Coreia (FKI).

O documento foi assinado pelo presidente do Conselho de Administração da JBS, Jerry O’Callaghan, e pela fundadora e CEO da Highland Foods, Young Mi Youn.

Além do memorando firmado entre as duas empresas, o evento reuniu representantes dos setores público e privado e resultou na assinatura de outros cinco acordos envolvendo áreas como inovação, inteligência artificial, indústria farmacêutica e setor aeroespacial.

Highland Foods atua em 19 países

Fundada em 1999, a Highland Foods é especializada na importação, processamento, logística e distribuição de carnes bovina, suína, de frango e cordeiro.

A empresa mantém parcerias comerciais em 19 países, abrangendo mercados das Américas, Europa, Oceania e Sudeste Asiático. Em 2025, a companhia registrou faturamento de aproximadamente US$ 876,4 milhões, consolidando sua posição como uma das principais distribuidoras de proteínas na Coreia do Sul.

Parceria acompanha avanço das relações entre Brasil e Coreia do Sul

O anúncio ocorre em meio ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul, durante a visita oficial do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ao país.

Na segunda-feira (27), o presidente participou de encontros em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi anunciada a criação de um grupo de trabalho destinado a retomar as negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul, interrompidas desde 2019.

Mercado coreano pode abrir espaço para carne bovina brasileira

Durante a agenda bilateral, o governo brasileiro também informou que autoridades sanitárias da Coreia do Sul devem visitar o Brasil em agosto. A missão faz parte das negociações para viabilizar a abertura do mercado sul-coreano à carne bovina brasileira, medida considerada estratégica para ampliar as exportações do setor.

Caso avance, o processo poderá fortalecer ainda mais a presença da JBS e de outras empresas brasileiras no mercado asiático, ampliando as oportunidades para a cadeia nacional de proteína animal.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: JBS

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-Singapura entra em vigor em agosto; Siscomex disponibiliza manuais para orientar empresas

O Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Singapura começa a valer no próximo dia 1º de agosto, marcando uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois mercados. O decreto presidencial que oficializa o tratado foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (28).

Para facilitar a adaptação de empresas e operadores do comércio exterior às novas regras, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizou no Portal Siscomex uma série de materiais de apoio, incluindo o Manual de Regras de Origem, o Manual de Desgravação Tarifária, além de tabelas, painéis de dados e orientações práticas voltadas a exportadores, importadores e despachantes.

Os documentos apresentam informações sobre critérios de origem das mercadorias, aplicação das preferências tarifárias e procedimentos necessários para utilizar os benefícios previstos no acordo, oferecendo um guia prático para operações comerciais entre os países envolvidos.

Manuais detalham regras tarifárias e critérios de origem

O Manual de Desgravação Tarifária explica como identificar a alíquota-base, a categoria de redução tarifária e os cronogramas de eliminação dos impostos de importação para cada produto. O material também esclarece regras de classificação, prazos, categorias de desgravação — que variam entre eliminação imediata e períodos de até 15 anos —, além de apresentar exemplos práticos para facilitar a utilização das tabelas publicadas no Siscomex.

Segundo o documento, Singapura concederá acesso imediato com tarifa zero para todas as linhas tarifárias contempladas, enquanto o cronograma do Mercosul prevê reduções graduais e mantém 433 linhas tarifárias fora das preferências negociadas.

Já o Manual de Regras de Origem reúne os requisitos necessários para que um produto seja considerado originário e possa usufruir das vantagens tarifárias do acordo. O conteúdo aborda conceitos como produtos totalmente obtidos, processamento suficiente, regras específicas por mercadoria, acumulação de origem e demais critérios técnicos.

O material também orienta sobre os procedimentos para obtenção do tratamento tarifário preferencial, incluindo emissão de certificados e declarações de origem, atuação de operadores terceirizados, responsabilidades de exportadores e importadores, verificações aduaneiras e penalidades em caso de informações incorretas.

Painel reúne informações sobre comércio entre Brasil e Singapura

Além dos manuais, o Portal Siscomex passou a oferecer um Painel Customizado de Dados dedicado ao relacionamento comercial entre Brasil e Singapura. A ferramenta reúne indicadores sobre exportações e importações por estado, setor econômico e produto, além de informações relacionadas a investimentos, comércio de serviços e compras governamentais.

Considerada um dos principais polos logísticos, financeiros e comerciais da Ásia, Singapura ocupa atualmente a posição de sétimo principal destino das exportações brasileiras. O país possui cerca de 6 milhões de habitantes, apresenta um PIB per capita próximo de US$ 99 mil e registrou US$ 504 bilhões em importações em 2025, consolidando-se como um mercado estratégico para empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença na região asiática.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Feita com IA

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Internacional

Acordo Mercosul-China avança após conversa entre Lula e Xi Jinping

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na noite de domingo (26) durante mais de uma hora. Entre os principais assuntos discutidos esteve o avanço das negociações para um acordo Mercosul-China, além da integração entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países.

Segundo comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), os chefes de Estado concordaram sobre a necessidade de acelerar as tratativas para a criação de uma zona de livre comércio, considerando as flexibilidades necessárias para viabilizar o entendimento entre as partes.

Cooperação em tecnologia e comércio ganha destaque

Durante a conversa, Lula e Xi reforçaram o interesse em ampliar a cooperação bilateral em setores estratégicos e de alta tecnologia. Entre as áreas citadas estão inteligência artificial, satélites, processamento de minerais críticos e o comércio de fertilizantes, considerados fundamentais para o fortalecimento da parceria econômica.

Os presidentes também fizeram uma avaliação positiva da relação comercial entre Brasil e China, destacando os resultados das iniciativas já implementadas. Entre elas está a isenção de visto para viagens de curta duração, em vigor desde maio deste ano, além das atividades previstas para o Ano Cultural Brasil-China 2026, que busca estreitar os laços entre os dois povos.

Conflitos internacionais preocupam Brasil e China

Na área internacional, os líderes manifestaram preocupação com os impactos dos conflitos globais sobre a população, especialmente em relação à segurança alimentar e à segurança energética.

De acordo com a Secom, ambos demonstraram preocupação com a situação humanitária na Faixa de Gaza e alertaram para os prejuízos causados pelas restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, consideradas fatores que afetam diretamente a economia mundial.

Defesa do multilateralismo e busca pela paz

Outro tema abordado foi a atuação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa diplomática liderada por Brasil e China no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). O grupo tem como objetivo incentivar soluções negociadas para conflitos internacionais, com foco no diálogo entre países do Sul Global, incluindo esforços voltados ao fim da guerra na Ucrânia.

Apesar das críticas à atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das crises internacionais, Lula e Xi reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e defenderam uma atuação coordenada dos dois países nos principais fóruns internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Tingshu Wang

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Exportação

Exportações do Brasil para a União Europeia crescem US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) registraram forte crescimento nos primeiros meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, somente em maio e junho de 2026, as vendas brasileiras ao bloco aumentaram US$ 2 bilhões, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dois meses correspondem ao início da aplicação provisória do acordo, que passou a valer em 1º de maio e prevê a redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos comercializados entre os dois blocos.

Primeiro semestre registra alta de 12,8% nas exportações

No acumulado de janeiro a junho de 2026, o Brasil exportou US$ 26,9 bilhões para os países da União Europeia, resultado 12,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Em valores absolutos, o crescimento foi de US$ 3 bilhões. Desse total, cerca de dois terços foram concentrados justamente nos meses de maio e junho, indicando os primeiros efeitos positivos da implementação provisória do acordo comercial.

Acordo ainda aguarda aprovação definitiva

Embora já produza efeitos nas relações comerciais, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça da União Europeia e do Parlamento Europeu para entrar em vigor de forma definitiva.

Enquanto isso, empresas brasileiras já começam a aproveitar as vantagens proporcionadas pela redução de tarifas em diversos segmentos exportadores.

Sul do Brasil concentra maior potencial de novos exportadores

Além do aumento nas vendas externas, a ApexBrasil mapeou o potencial de expansão das exportações por estado, identificando oportunidades para empresas que ainda podem ingressar no mercado europeu.

A Região Sul aparece como a principal beneficiada pelo acordo, concentrando o maior número de oportunidades para novos negócios.

Os estados com maior potencial identificado são:

  • Santa Catarina: 167 oportunidades;
  • São Paulo: 127;
  • Paraná: 76;
  • Rio Grande do Sul: 74;
  • Ceará: 69;
  • Bahia: 67;
  • Pernambuco: 53;
  • Maranhão: 13;
  • Alagoas: 13;
  • Piauí: 7.

Segundo a ApexBrasil, o levantamento reforça o potencial de ampliação das exportações brasileiras para o mercado europeu, especialmente em estados com forte presença da indústria e do agronegócio.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Lei da Reciprocidade orienta resposta do Brasil ao tarifaço dos EUA e governo prepara pacote de apoio

O governo federal reforçou que a Lei da Reciprocidade não tem caráter de retaliação aos Estados Unidos, mas representa um mecanismo legal para responder a medidas consideradas prejudiciais ao comércio brasileiro. A declaração foi feita nesta terça-feira (21) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, após reunião com representantes dos setores impactados pelas novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano.

Segundo Alckmin, o objetivo da legislação é restabelecer condições de equilíbrio nas relações comerciais entre os dois países, sem estimular uma escalada de conflitos econômicos. “A ideia não é retaliação. A reciprocidade busca corrigir uma situação em que o Brasil está sendo prejudicado”, afirmou.

A reunião contou também com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que apresentou as ações em estudo para reduzir os impactos sobre os exportadores brasileiros.

Governo estrutura resposta em três frentes

A estratégia do Executivo diante do novo tarifaço dos Estados Unidos está baseada em três pilares principais:

  • apoio financeiro às empresas afetadas;
  • ampliação de mercados internacionais para as exportações brasileiras;
  • diálogo permanente com os setores produtivos para avaliar os impactos das medidas.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos preveem uma alíquota de 25% sobre produtos brasileiros, com possibilidade de um acréscimo de 12,5% em determinados casos. Caso isso ocorra, aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, equivalentes a cerca de US$ 7,4 bilhões, poderão ser afetadas.

Pacote prevê crédito e flexibilização para exportadores

Entre as iniciativas em análise está a oferta de linhas de financiamento por meio do programa Brasil Soberano, destinadas ao capital de giro e investimentos das empresas prejudicadas pelas novas tarifas. Outra medida avaliada é a flexibilização temporária das regras do drawback, regime que concede isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos utilizados na produção de bens exportados.

A proposta busca garantir mais prazo para que empresas que perderem mercado nos Estados Unidos cumpram seus compromissos de exportação sem perder os benefícios fiscais. O governo também discute ajustes temporários nas exigências relacionadas à manutenção de empregos para empresas que eventualmente recebam apoio emergencial.

Para Márcio Elias Rosa, a prioridade é reduzir os impactos sobre a indústria nacional. “O governo brasileiro precisa agir para socorrer os setores afetados e adotar medidas capazes de amenizar os prejuízos provocados por uma decisão considerada injustificada”, destacou o ministro.

Diversificação de mercados ganha prioridade

Além das medidas internas, a ApexBrasil intensificará as ações para ampliar a presença dos produtos brasileiros em novos mercados internacionais.

Entre os destinos considerados estratégicos estão:

  • Índia;
  • México;
  • Singapura;
  • Japão;
  • países do Sudeste Asiático.

O governo também pretende acelerar as negociações dos acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, Mercosul e EFTA e Mercosul e Singapura, como forma de ampliar oportunidades para os exportadores brasileiros.

A avaliação é que a diversificação dos mercados pode reduzir a dependência das vendas para os Estados Unidos, especialmente em segmentos industriais de maior valor agregado.

Setores mais afetados pelas tarifas

Os segmentos que concentram maior exposição às novas tarifas incluem:

  • eletroeletrônicos;
  • máquinas e equipamentos;
  • autopeças;
  • calçados;
  • outros produtos industriais exportados para o mercado norte-americano.

Segundo o governo, os Estados Unidos são atualmente o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos e respondem por cerca de 25% das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.

Próximos passos

O Executivo trabalha com um cronograma para definir as medidas de resposta. Na próxima sexta-feira, é aguardada uma posição oficial do governo norte-americano sobre a possível aplicação adicional de 12,5% de tarifa em produtos brasileiros ligados a acusações de trabalho forçado. Já no dia 29 de julho, entra em vigor a sobretaxa de 25% para mercadorias brasileiras que já estiverem em trânsito para os Estados Unidos.

Até essa data, o Ministério do Desenvolvimento pretende concluir reuniões com representantes dos setores de plásticos, máquinas, veículos, autopeças, borracha e calçados, consolidando um diagnóstico dos impactos para definir o pacote final de apoio. Também está prevista uma missão comercial à Índia, com foco na abertura de novas oportunidades para fabricantes brasileiros, especialmente da indústria de máquinas e equipamentos.

Fonte: Agência Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Internacional

Egito quer dobrar exportações da indústria de engenharia até 2030 com nova estratégia nacional

O governo do Egito estabeleceu uma meta ambiciosa para expandir as exportações da indústria de engenharia, passando de mais de US$ 6 bilhões em 2025 para US$ 13 bilhões até 2030. A iniciativa faz parte de um plano estratégico elaborado pelo Fundo de Desenvolvimento das Exportações do Egito em conjunto com o Conselho de Exportação da Indústria de Engenharia.

A proposta busca fortalecer a competitividade do setor, ampliar o apoio aos fabricantes e aumentar a presença dos produtos egípcios em mercados internacionais.

Apoio aos fabricantes e modernização do sistema de exportação

Entre as principais ações previstas está a modernização do sistema de incentivo às exportações, combinando apoio financeiro com medidas voltadas à expansão comercial.

Os fabricantes deverão receber suporte para conquistar novos mercados, atender aos padrões internacionais de qualidade e ampliar a capacidade de produção. A expectativa é tornar as empresas mais competitivas diante da concorrência global.

Digitalização e maior eficiência nos processos

Outro ponto central da estratégia é a transformação digital das operações ligadas ao comércio exterior. O governo pretende simplificar o acesso aos serviços públicos, digitalizar os processos de exportação e aprimorar a comunicação com as empresas exportadoras.

Com essas mudanças, a meta é reduzir a burocracia e tornar as operações mais rápidas e eficientes.

Acordos comerciais devem impulsionar novos mercados

O plano também aposta no aproveitamento das oportunidades criadas pela Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) e pelo acordo comercial entre o Egito e o Mercosul.

Essas parcerias são vistas como estratégicas para ampliar a presença da indústria de engenharia egípcia em novos mercados e aumentar o volume das exportações.

Governo quer ampliar participação nas cadeias globais

Além de estimular as vendas externas, a estratégia prevê fortalecer a inserção das empresas egípcias nas cadeias globais de suprimentos, incentivar a produção nacional de componentes e ampliar a oferta de produtos com maior valor agregado.

Segundo o presidente do Conselho de Exportação da Indústria de Engenharia, Sherif El-Sayyad, a meta do setor faz parte do objetivo mais amplo do governo de elevar as exportações egípcias para US$ 100 bilhões até 2030.

FONTE: TV Brics
TEXTO: Redação
IMAGEM: coffeekai/iStock

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Comércio Internacional

Canadá quer concluir acordo de livre comércio com o Mercosul até o fim de 2026

O Canadá pretende acelerar as negociações para firmar um acordo de livre comércio com o Mercosul ainda em 2026. A iniciativa faz parte da estratégia do governo canadense para ampliar suas parcerias comerciais e reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos, em meio às recentes tensões tarifárias entre os dois países.

Negociações ganharam novo impulso

As conversas entre o Canadá e o Mercosul, que permaneceram paralisadas durante vários anos, voltaram a avançar em 2025 após as mudanças na política comercial adotada por Washington.

Durante visita a São Paulo, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, afirmou que os dois lados concordaram em intensificar as negociações para concluir o tratado até o fim deste ano.

Segundo a ministra, o governo canadense pretende ampliar sua rede de acordos comerciais com mercados fora dos Estados Unidos nas próximas décadas, fortalecendo a diversificação das relações econômicas do país.

Brasil lidera negociações pelo Mercosul

O Brasil conduz as tratativas em nome do Mercosul, bloco formado por Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e o próprio Brasil.

Após reunião com Anita Anand, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que já foram realizadas seis rodadas de negociação e que as discussões têm avançado de forma positiva.

Segundo ele, ainda restam alguns pontos técnicos a serem ajustados antes da conclusão do acordo.

Agricultura segue como principal desafio

Apesar do avanço nas conversas, a abertura comercial ainda desperta preocupação entre produtores rurais canadenses.

A própria ministra reconheceu que parte do setor agrícola teme os impactos que um acordo poderá provocar sobre a produção doméstica, diante da competitividade do agronegócio sul-americano.

Acordo com União Europeia serve de referência

As negociações entre Canadá e Mercosul ocorrem poucos meses após o avanço do tratado comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia.

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo foi concluído em janeiro e entrou em vigor de forma provisória em maio, embora ainda dependa da ratificação definitiva pelos países europeus.

Assim como ocorre no Canadá, agricultores da Europa manifestaram resistência ao tratado por receio da concorrência de produtos agrícolas mais competitivos exportados pelo Brasil e pelos demais integrantes do Mercosul.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Internacional

Argentina anuncia plano para eliminar impostos sobre exportações agrícolas até 2028

O governo da Argentina deu mais um passo na reformulação de sua política econômica ao apresentar um cronograma para extinguir gradualmente os impostos sobre exportações agrícolas, conhecidos no país como retenciones. A proposta prevê a redução progressiva das alíquotas até 2028 e marca uma das mudanças mais relevantes para o agronegócio argentino nas últimas décadas.

A iniciativa busca aumentar a competitividade do setor, estimular investimentos e ampliar a presença dos produtos argentinos no mercado internacional, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Imposto sobre exportações existe desde a crise de 2002

As chamadas retenciones foram reintroduzidas em 2002, logo após a grave crise econômica enfrentada pela Argentina. Na época, o governo recorreu à cobrança como forma de elevar a arrecadação, conter o desequilíbrio fiscal e enfrentar os impactos do calote da dívida pública.

Embora tenham sido apresentadas inicialmente como uma medida temporária, as tarifas acabaram se tornando permanentes. Durante mais de duas décadas, elas representaram entre 6% e 10% da arrecadação tributária do país, tornando-se uma importante fonte de receita para diferentes governos.

Além da função fiscal, os impostos passaram a ser utilizados para reduzir o impacto dos preços internacionais sobre o mercado interno de alimentos e redistribuir parte da renda gerada pelo setor agropecuário.

Proposta prevê redução gradual das tarifas

O novo projeto estabelece um calendário oficial para diminuir as alíquotas incidentes sobre diferentes produtos agrícolas.

A redução começa imediatamente para trigo e cevada, enquanto culturas como soja, milho, sorgo e produtos destinados à produção de biocombustíveis terão cortes progressivos até 2028.

Segundo o governo, a meta continua sendo eliminar totalmente os impostos sobre exportações, mas de forma gradual para preservar a estabilidade fiscal conquistada nos últimos meses.

Reforma acompanha ajuste econômico do governo Milei

A mudança faz parte do programa econômico implementado pelo presidente Javier Milei, que desde o início do mandato tem priorizado o ajuste das contas públicas, o controle da inflação e a redução da intervenção estatal na economia.

Após registrar o primeiro superávit fiscal primário em mais de dez anos, o governo afirma que criou condições para iniciar a retirada de tributos considerados prejudiciais à competitividade do setor produtivo.

Outro aspecto destacado pelas autoridades é a previsibilidade. Pela primeira vez desde 2002, produtores, exportadores e investidores terão um cronograma oficial para acompanhar a redução da carga tributária incidente sobre as exportações.

Agronegócio pode ganhar competitividade e atrair investimentos

A expectativa é que a diminuição dos impostos aumente a rentabilidade de toda a cadeia do agronegócio, incentivando novos investimentos em tecnologia, infraestrutura, armazenagem, irrigação e modernização da produção.

Os maiores beneficiados tendem a ser os produtores de grãos e oleaginosas, já que soja, milho, trigo e cevada estão entre os principais produtos exportados pela Argentina.

Especialistas avaliam que o país já possui vantagens competitivas importantes, como a elevada produtividade da região dos Pampas, o uso consolidado do plantio direto, a adoção de tecnologias agrícolas e uma eficiente estrutura logística voltada às exportações.

Nesse contexto, a retirada das retenciones tende a ampliar o potencial produtivo existente, favorecendo ganhos de eficiência e agregação de valor.

Desafio ambiental segue no radar

Apesar das perspectivas positivas para o setor, a ampliação da rentabilidade desperta preocupações sobre uma possível expansão da fronteira agrícola, especialmente em áreas de vegetação nativa, como a região do Gran Chaco.

Entretanto, a tendência é que o crescimento da produção esteja mais associado ao aumento da produtividade do que à abertura de novas áreas agrícolas. Isso ocorre porque mercados como a União Europeia passaram a exigir critérios rigorosos de rastreabilidade e conformidade ambiental, especialmente após a entrada em vigor do Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Reforma coincide com maior integração comercial

O anúncio também ocorre em um momento de maior abertura econômica da Argentina e de fortalecimento das relações comerciais com a União Europeia.

A aplicação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia cria um ambiente mais favorável para investimentos e amplia as perspectivas para as exportações argentinas.

Embora a redução das tarifas e o tratado comercial sejam iniciativas independentes, ambas apontam para uma estratégia voltada ao fortalecimento da inserção do país no comércio internacional.

Previsibilidade é considerada principal avanço

A eliminação completa das retenciones ainda dependerá da manutenção do equilíbrio fiscal e da estabilidade macroeconômica nos próximos anos.

Mesmo assim, analistas destacam que o maior diferencial da proposta é oferecer segurança jurídica e previsibilidade para produtores rurais, exportadores e investidores, que passam a contar com um calendário oficial para a redução da tributação sobre as exportações agrícolas.

Esse cenário tende a facilitar o planejamento de investimentos de longo prazo e fortalecer a confiança no ambiente de negócios do agronegócio argentino.

FONTE: Agroberichten Buitenland – Netherlands
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Corredor bioceânico deve ser prioridade para Brasil, Argentina e Paraguai, defende presidente do Chile

O presidente do Chile, José Antonio Kast, pediu que Brasil, Argentina e Paraguai acelerem as obras do corredor bioceânico, projeto considerado estratégico para ampliar a integração regional e fortalecer as conexões entre os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de uma ampla malha rodoviária.

Durante participação no Congresso paraguaio, nesta quarta-feira (1º), Kast destacou a importância de que todos os países envolvidos cumpram os prazos previstos para as obras de infraestrutura.

“Esperamos que todas as intervenções necessárias sejam concluídas dentro do cronograma, para que nenhuma etapa fique pendente”, afirmou.

Corredor bioceânico é visto como motor da integração regional

Segundo o presidente chileno, a conclusão do Corredor Rodoviário Bioceânico depende do comprometimento conjunto dos governos participantes. Para ele, o empreendimento representa uma oportunidade de ampliar a integração regional, fortalecer as relações entre os países e impulsionar o comércio internacional.

A declaração ocorreu durante sua primeira visita oficial ao Paraguai desde que assumiu a presidência, em março deste ano. Antes do discurso no Parlamento, Kast participou de um encontro com o presidente paraguaio, Santiago Peña.

O projeto prevê uma rota de aproximadamente 2.400 quilômetros, ligando o Centro-Oeste brasileiro ao norte do Chile. O trajeto passará pelo Chaco paraguaio, pelas províncias argentinas de Salta e Jujuy e chegará aos portos chilenos de Antofagasta, Mejillones e Iquique, ampliando o acesso aos mercados do Pacífico.

Paraguai aposta em acesso aos mercados asiáticos

Após a sessão no Congresso, Kast seguiu para o Palácio de López, em Assunção, onde participou de uma entrevista coletiva ao lado de Santiago Peña.

Na ocasião, o presidente paraguaio ressaltou que o corredor bioceânico terá papel fundamental para ampliar a presença do país no comércio exterior, permitindo acesso mais competitivo aos mercados asiáticos por meio dos portos chilenos.

Kast desembarcou no Paraguai na última segunda-feira para participar da 18ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, bloco no qual o Chile atua como membro associado. Após encerrar a agenda oficial no país, o presidente seguirá viagem para o Uruguai.

Presidente chileno defende união contra o crime organizado

Além da pauta de infraestrutura, José Antonio Kast reforçou a necessidade de uma atuação conjunta dos países sul-americanos no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

Em discurso aos parlamentares paraguaios, o presidente afirmou que organizações criminosas atuam sem respeitar fronteiras e defendeu políticas coordenadas para combater ameaças como o narcotráfico, as máfias e outras redes criminosas.

Segundo Kast, a neutralidade diante desse cenário não é uma alternativa eficaz e a cooperação entre os países da região será decisiva para enfrentar o avanço dessas organizações e proteger a população.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: EFE /Adriana Thomasa

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Internacional

Acordo UE-Mercosul ainda enfrenta desafios, admite ministro da Alemanha

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, reconheceu que o acordo UE-Mercosul ainda enfrenta obstáculos antes de sua implementação completa. Apesar disso, ele afirmou que as pendências podem ser solucionadas ao longo do processo de consolidação do tratado.

Durante entrevista coletiva realizada em Buenos Aires, ao lado do ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, Wadephul destacou que a entrada em vigor definitiva do acordo ainda exigirá tempo. Segundo ele, embora existam questões pendentes, os avanços conquistados até agora são suficientes para permitir que os países envolvidos encontrem soluções para os desafios restantes.

Avanços após a cúpula do Mercosul

A declaração foi feita um dia após a 68ª Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, que reuniu representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e países associados. O encontro teve como foco o fortalecimento da integração regional, a ampliação do comércio entre os integrantes do bloco e o avanço de pautas sociais e de desenvolvimento econômico.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, criando acesso a um mercado com mais de 700 milhões de consumidores e ampliando as oportunidades para exportadores brasileiros.

Resistência de países europeus continua

Apesar do avanço nas negociações, o tratado ainda enfrenta resistência em alguns países da Europa. Parte dos críticos teme que produtos sul-americanos, com custos mais competitivos, prejudiquem agricultores e setores produtivos europeus.

Entre os principais opositores está a Polônia. Em abril, o vice-primeiro-ministro Wladyslaw Kosiniak-Kamysz anunciou que o país pretende recorrer ao tribunal superior da União Europeia para contestar o acordo. A França também mantém posição crítica, alegando possíveis impactos negativos para os produtores rurais do continente.

Enquanto avalia os próximos passos relacionados ao tratado de livre comércio, o Parlamento Europeu aprovou, em junho, o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos. O pacto prevê redução de tarifas para diversos produtos industriais e agrícolas norte-americanos, após negociações conduzidas no ano passado com o governo de Donald Trump.

Implementação provisória prevê redução de tarifas

O acordo UE-Mercosul começou a ser aplicado de forma provisória em 1º de maio, encerrando um processo de negociações que durou cerca de 25 anos. Nesta etapa inicial, as medidas são implementadas gradualmente, principalmente no que diz respeito à redução de tarifas de importação e exportação.

De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras destinadas ao mercado europeu já passam a contar com tarifa zero. Entre os produtos beneficiados estão café solúvel, frutas frescas, óleos vegetais e diversos itens agroindustriais.

Outros produtos, como aves e açúcar, passam a operar dentro de sistemas de cotas com tarifas reduzidas. Já a carne bovina enfrenta incertezas após a União Europeia impor restrições às importações de cortes brasileiros por motivos sanitários.

No sentido inverso, produtos europeus como vinhos, queijos, azeites, chocolates, máquinas industriais, produtos químicos e automóveis terão redução gradual das tarifas para ingresso no mercado brasileiro, conforme os prazos estabelecidos no tratado.

Aprovação definitiva ainda depende de novas etapas

Mesmo com a aplicação provisória em andamento, o acordo de livre comércio ainda precisa cumprir etapas políticas e jurídicas em alguns países da União Europeia. Além da análise de pontos específicos pelo Parlamento Europeu, questionamentos apresentados por grupos contrários ao tratado continuam sendo avaliados pelas instâncias competentes.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Boris Roessler/picture alliance/Getty Images

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