Segurança

Alerta Consular para o Oriente Médio: Itamaraty orienta brasileiros a evitarem viagens para áreas de conflito

O Ministério das Relações Exteriores emitiu um novo alerta consular diante do aumento das tensões no Oriente Médio. A orientação é para que brasileiros evitem deslocamentos para países e regiões afetados pelos conflitos, além de adotarem medidas de segurança caso já estejam na região.

Países e regiões com recomendação para não viajar

O Itamaraty recomenda que brasileiros não viajem para os seguintes destinos:

  • Irã
  • Israel
  • Sul do Líbano
  • Faixa de Gaza (Palestina)
  • Iêmen

Locais onde viagens não essenciais devem ser evitadas

A recomendação também inclui evitar deslocamentos que não sejam indispensáveis para:

  • Cisjordânia (Palestina)
  • Síria
  • Iraque
  • Demais regiões do Líbano
  • Jordânia
  • Catar
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Arábia Saudita

O Ministério esclarece que, até o momento, não existem restrições para conexões aéreas em Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

Recomendações de segurança para brasileiros

Quem estiver no Oriente Médio deve seguir uma série de orientações para reduzir riscos:

  • Acompanhar os canais oficiais e redes sociais das embaixadas brasileiras na região;
  • Cumprir rigorosamente as determinações das autoridades locais;
  • Evitar manifestações, protestos e aglomerações;
  • Não registrar imagens ou vídeos de instalações militares, tropas, ataques ou qualquer evento relacionado ao conflito, pois isso pode resultar em detenção conforme a legislação local;
  • Evitar publicar nas redes sociais conteúdos sobre os confrontos que possam ser interpretados como ameaça à segurança nacional;
  • Manter acompanhamento constante da imprensa local;
  • Não sair de casa sem verificar as condições de segurança;
  • Em caso de cancelamento de voos, procurar imediatamente a companhia aérea para remarcação;
  • Conferir se o passaporte e demais documentos de viagem possuem validade mínima de seis meses.

O que fazer em caso de ataques ou bombardeios

Em situações de emergência, a orientação é buscar imediatamente um abrigo seguro. Quem estiver em vias públicas deve procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.

Se estiver em uma residência, o ideal é permanecer em ambientes internos protegidos por pelo menos duas paredes em relação à área externa, como corredores, escadas de porão, salas no térreo e cômodos sem janelas. Portas e janelas devem permanecer fechadas.

Também é recomendado:

  • Permanecer longe de locais com visão direta para o céu;
  • Buscar áreas mais internas da construção;
  • Manter duas barreiras físicas entre você e possíveis estilhaços;
  • Priorizar o abrigo antes de utilizar telefone ou aplicativos de mensagens;
  • Armazenar água em banheiras ou recipientes grandes para eventual interrupção no abastecimento.

Contatos de emergência das embaixadas brasileiras

Brasileiros que necessitarem de assistência consular podem acionar os plantões das representações diplomáticas nos seguintes países:

  • Teerã (Irã): +98 (0)912-148-5200
  • Tel Aviv (Israel): +972 54 803 5858
  • Doha (Catar): +974 6612 6585
  • Kuwait: +965 6684 0540
  • Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos): +971 50 668 3258
  • Manama (Bahrein): +973 3364 6483
  • Bagdá (Iraque): +964 780 929 1396
  • Beirute (Líbano): +961 70 108 374
  • Ramala (Palestina): +972 59 205 5510
  • Damasco (Síria): +963 933 213 438
  • Riade (Arábia Saudita): +966 58 032 9064 (somente chamadas)
  • Mascate (Omã): +968 9709 7954

No caso de Israel, também é recomendado utilizar o aplicativo oficial do Home Front Command para acompanhar alertas de segurança.

O Itamaraty destaca ainda que, em alguns países da região, chamadas pelo WhatsApp podem sofrer restrições. Nesses casos, a orientação é optar pelo envio de mensagens.

Situações consideradas emergenciais são aquelas que envolvem risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos brasileiros no exterior e que exigem atuação urgente da assistência consular.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério das Relações Exteriores

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Segurança

MPor lança acordo para reforçar proteção de crianças, adolescentes e mulheres em portos, aeroportos e hidrovias

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) formalizou, na terça-feira (16), um acordo de cooperação voltado ao fortalecimento da proteção de crianças, adolescentes e mulheres em áreas ligadas ao transporte aquaviário e aéreo no Brasil.

A iniciativa, denominada “Manas que Protegem”, foi firmada em Brasília em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério Público Militar, com o objetivo de ampliar ações de prevenção, acolhimento e enfrentamento de situações de violência e vulnerabilidade em portos, aeroportos e hidrovias.

Cooperação prevê ações de prevenção e capacitação

O acordo estabelece uma atuação conjunta entre as instituições para promover iniciativas de proteção social e garantia de direitos nos setores portuário, hidroviário e aeroviário.

Entre as medidas previstas estão programas de capacitação, fortalecimento das redes de atendimento, campanhas de conscientização e mecanismos para identificação e combate a violações de direitos.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a proposta amplia o papel desses espaços além da função econômica.

“Portos, aeroportos e hidrovias são fundamentais para o desenvolvimento do país, mas também devem atuar como ambientes de cidadania e proteção. A preparação de trabalhadores e operadores para identificar situações de risco é essencial para ampliar a prevenção e o acolhimento”, destacou.

Presença nacional amplia alcance das ações

Durante a cerimônia, a diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, ressaltou que a estrutura do ministério em diferentes regiões brasileiras favorece a implementação das medidas previstas no acordo.

De acordo com ela, a integração entre órgãos públicos e iniciativa privada é um dos pilares para ampliar o alcance das ações preventivas e garantir a continuidade dos projetos de proteção social.

Guia orientará profissionais sobre proteção à infância

O evento também marcou o lançamento do Guia de Proteção à Infância e Juventude, elaborado pela Ouvidoria do MPor.

O material reúne orientações práticas para profissionais que atuam no ambiente aquaviário, auxiliando na identificação de situações de risco e na adoção de medidas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de violações de direitos.

A publicação foi desenvolvida em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), com apoio do IBI Social e da Childhood Brasil, além de revisão técnica do CNMP.

Segundo a ouvidora do ministério, Maíra Cervi, o guia fortalece a articulação entre instituições e contribui para consolidar uma rede de proteção mais eficiente.

Setor portuário reforça compromisso com ambientes seguros

Representando a Antaq, a diretora substituta Cristina Castro destacou a importância de colocar a proteção de crianças, adolescentes e mulheres entre as prioridades das instituições ligadas à infraestrutura e à logística.

Para ela, os portos exercem papel que vai além da movimentação de cargas, influenciando diretamente a realidade social das comunidades onde estão inseridos.

Evento debate combate à violência e exploração infantil

A programação contou ainda com debates sobre prevenção à violência, exploração infantil e fortalecimento das redes de proteção.

Durante o encontro também foi apresentada a iniciativa Barco Infância Protegida, desenvolvida pela Childhood Brasil para ampliar a conscientização e o combate às violações de direitos.

A ação recebeu apoio do IBI Social e da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph).

Diversos órgãos participaram da iniciativa

O lançamento reuniu representantes de diferentes instituições federais, entre elas o Ministério das Mulheres, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Ministério do Turismo, a Antaq e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de especialistas e organizações dedicadas à proteção da infância, juventude e mulheres.

A expectativa é que o acordo contribua para ampliar a segurança e fortalecer a rede de acolhimento em áreas estratégicas da infraestrutura nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Ministério Publico Militar

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Segurança

Áreas de escape em rodovias preservam mais de 1.500 vidas, aponta Arteris

As áreas de escape instaladas e administradas pela Arteris nas rodovias BR-116, em São Paulo, e BR-376, no Paraná, já contribuíram para salvar mais de 1.500 vidas desde que começaram a operar. Os equipamentos são projetados para conter caminhões e veículos pesados que enfrentam falhas no sistema de freios, reduzindo significativamente o risco de acidentes de grande impacto.

As estruturas utilizam um leito de argila expandida, material que permite a desaceleração gradual dos veículos de forma segura e controlada, especialmente em descidas de serra consideradas críticas para o transporte de cargas.

Investimentos reforçam a segurança nas rodovias

Segundo a concessionária, foram destinados cerca de R$ 38 milhões para a implantação dos três dispositivos localizados em pontos estratégicos das rodovias. Os locais são monitorados ininterruptamente por câmeras de vigilância, e equipes operacionais são acionadas imediatamente sempre que uma área de escape é utilizada.

A empresa destaca que o investimento faz parte de uma estratégia mais ampla voltada ao fortalecimento da segurança viária e à redução de ocorrências nas estradas sob sua administração.

Redução de acidentes e fatalidades

Além das áreas de escape, a Arteris atribui os resultados positivos a ações como monitoramento operacional, campanhas de conscientização para motoristas e intervenções de engenharia de tráfego.

De acordo com dados divulgados pela concessionária, as rodovias administradas pela empresa registraram queda de 11,8% no número de mortes e redução de 6,4% nos acidentes em 2025, na comparação com o ano anterior.

Manutenção preventiva continua sendo essencial

Embora as áreas de escape representem um importante recurso de emergência, a concessionária ressalta que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar acidentes. Entre as recomendações estão a manutenção periódica dos sistemas de freio dos veículos e o uso adequado do freio-motor, especialmente em trechos de serra com longas descidas.

A empresa reforça que a combinação entre infraestrutura, fiscalização e condução responsável é fundamental para aumentar a segurança nas rodovias brasileiras.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Segurança

Segurança no transporte de cargas aumenta custos da indústria e pressiona competitividade

Os investimentos em segurança no transporte de cargas têm elevado os custos operacionais da indústria brasileira e impactado diretamente o preço final dos produtos. Levantamento recente revela que a preocupação com roubos, furtos e ataques cibernéticos faz parte da rotina de grande parte das empresas do setor.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62% das empresas industriais afirmam que os gastos com segurança no transporte contribuem para o aumento dos custos finais de seus produtos. O estudo também mostra que 81% dos empresários consideram que a insegurança patrimonial é um dos fatores que ampliam o chamado Custo Brasil, reduzindo a competitividade das organizações. Além disso, 45% das indústrias reconhecem que os investimentos em proteção patrimonial e prevenção de perdas acabam encarecendo a produção, enquanto 20% relatam já terem sido vítimas de roubo ou furto de cargas no transporte rodoviário.

Rodovias concentram a maior parte dos roubos de cargas

Entre as empresas que sofreram esse tipo de ocorrência nos últimos cinco anos, 68% apontam as rodovias como o principal cenário dos crimes. Os materiais mais visados pelos criminosos são fios e cabos, presentes em 60% dos casos registrados. Ferramentas aparecem na sequência, representando 31% das ocorrências, enquanto máquinas e equipamentos industriais correspondem a 23%.

Diante desse cenário, mais da metade dos executivos entrevistados, cerca de 54%, defende o aumento do policiamento em áreas industriais como prioridade das políticas públicas de segurança. Apenas uma pequena parcela, equivalente a 4%, acredita que houve melhora na segurança patrimonial nos últimos cinco anos.

Ataques cibernéticos também preocupam o setor industrial

Além dos riscos físicos nas estradas, a indústria brasileira enfrenta uma crescente ameaça digital. Casos de vazamento de dados e ataques de ransomware têm provocado prejuízos financeiros significativos. Segundo a pesquisa, 30% das empresas registraram perdas diretas relacionadas a fraudes eletrônicas ou pagamento de resgates de dados.

Para minimizar esses riscos, as organizações têm investido em estratégias de proteção digital. Entre as principais medidas adotadas estão:

  • Backups periódicos dos dados (75%);
  • Utilização de softwares de segurança (67%);
  • Políticas mais rigorosas de controle de acesso e senhas (45%);
  • Capacitação dos colaboradores em segurança digital (38%);
  • Contratação de equipes especializadas em cibersegurança, internas ou terceirizadas (34%)

Pesquisa ouviu empresas de todo o país

O levantamento foi realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados para a CNI entre março e abril de 2026, com a participação de 1.003 executivos de indústrias de pequeno, médio e grande porte, distribuídas por todas as regiões brasileiras. Desse total, 503 representam pequenas empresas e 500 pertencem aos segmentos de médio e grande porte.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI), com levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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