Segurança

Roubos de carga no Rio de Janeiro concentram 53% dos casos no Brasil

O Rio de Janeiro concentra 53% dos roubos de carga registrados no Brasil nos oito primeiros meses deste ano, segundo dados consolidados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Apesar da redução no número de ocorrências nos últimos meses, o impacto financeiro do crime aumentou significativamente.

De acordo com o Sindicarga, cerca de R$ 201,1 milhões em mercadorias foram roubados no estado no período. O montante representa uma alta de 39% em relação aos R$ 144,4 milhões registrados nos oito primeiros meses de 2025.

Número de roubos de carga está em queda

Levantamento da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Polícia Civil (DRFC) aponta 2.084 ocorrências no Rio neste ano.

A curva começou a cair depois de março, mês que registrou o maior número de casos, com 397 ocorrências. Em agosto, foram contabilizados 130 roubos, o menor resultado mensal de 2026 e também o menor número registrado para o mês em mais de duas décadas.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a redução está relacionada ao emprego de inteligência policial e à atuação integrada com a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal.

Os números, entretanto, variam conforme a fonte. Na base do Ministério da Justiça, o estado acumulava 2.566 ocorrências até agosto, acima dos 1.636 casos registrados em São Paulo.

Diferença nos dados gera questionamento

Para o presidente do Sindicarga, Filipe Coelho, a diferença entre as estatísticas do Rio e de São Paulo pode estar relacionada à ausência de um padrão único para classificar os roubos de carga.

Segundo ele, seria pouco provável que o Rio apresentasse um número tão superior ao de São Paulo, considerando que o estado paulista movimenta um volume maior de mercadorias.

O Sindicarga pretende levar ao Ministério da Justiça uma proposta para uniformizar a metodologia utilizada na contabilização das ocorrências.

Roubo de carga financia parte das atividades do tráfico

O diretor da DRFC, André Prates, afirma que o roubo de cargas no Rio representa uma fonte relevante de recursos para organizações ligadas ao tráfico de drogas.

Segundo o delegado, grupos criminosos fornecem armas, veículos de apoio e estrutura territorial para receber os caminhões e realizar o transbordo das mercadorias. Em contrapartida, recebem uma parcela do dinheiro obtido com a revenda dos produtos.

As quadrilhas também contam, em muitos casos, com redes de receptação já estruturadas. Isso permite definir previamente como e onde a mercadoria será distribuída.

Criminosos usam diferentes estratégias para escolher cargas

A forma de atuação varia conforme o grau de organização dos grupos.

Em alguns casos, os criminosos conseguem informações por meio de pessoas infiltradas em empresas fornecedoras ou responsáveis pelo monitoramento das cargas. Também há quadrilhas que observam pontos de parada e pernoite de caminhões ou utilizam olheiros nas principais rotas de transporte.

Outra estratégia ocorre quando o grupo aborda um caminhão sem saber exatamente qual mercadoria está sendo transportada. Depois de dominar os motoristas, os criminosos entram em contato com integrantes responsáveis pela operação para verificar se a carga interessa e indicar o destino dos produtos.

Medicamentos e cargas de maior valor entram no radar

Especialistas ouvidos pelo GLOBO apontam uma mudança no perfil das mercadorias procuradas pelos assaltantes.

Além de cargas maiores, que oferecem maior potencial de lucro apesar do risco elevado, os criminosos passaram a demonstrar interesse por produtos de alto valor agregado, como medicamentos.

Ainda assim, os alimentos continuam liderando as estatísticas da DRFC. A facilidade de distribuição e comercialização torna esse tipo de mercadoria especialmente atrativo para as redes criminosas.

Carga de laticínios foi avaliada em R$ 260 mil

Um caso ocorrido em 21 de maio ilustra esse tipo de ação. Um caminhoneiro aguardava para entregar uma carga de leite condensado e creme de leite em um mercado de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quando foi surpreendido por homens armados.

Segundo o relato prestado à polícia, os criminosos disseram que não pretendiam feri-lo e queriam apenas assumir o controle da carga.

O motorista foi levado para a Penha e permaneceu no local por algumas horas enquanto os assaltantes buscavam informações sobre o destino da mercadoria após o transbordo.

Durante o período, representantes da empresa responsável pelo gerenciamento de risco tentaram entrar em contato com o motorista, mas ele foi impedido pelos criminosos de atender às ligações.

Depois que toda a mercadoria foi retirada, o caminhoneiro foi levado de carro até a Cidade Alta, em Cordovil, onde acabou abandonado. O caminhão foi localizado posteriormente pela polícia, vazio. O carregamento roubado estava avaliado em mais de R$ 260 mil.

Reincidência chega a 94% entre réus analisados

Para o Sindicarga, um dos principais desafios no combate ao crime de roubo de carga no Rio está relacionado à reincidência.

A entidade analisou cem processos judiciais envolvendo esse tipo de delito nos últimos três anos. Entre os 168 réus avaliados, 158 já tinham antecedentes por outros crimes, o equivalente a 94% de reincidência, segundo o levantamento.

Filipe Coelho argumenta que o problema não estaria apenas na atuação policial. Na avaliação dele, a rápida saída de criminosos do sistema prisional contribui para a repetição dos delitos.

Quadrilhas passam a recrutar adolescentes

A DRFC também identificou outra mudança na dinâmica dos roubos de caminhões: o aliciamento de adolescentes para participar das abordagens.

De acordo com André Prates, os veículos de carga possuem sistemas de bloqueio que são acionados quando uma porta é aberta externamente durante o deslocamento.

Por isso, segundo o delegado, algumas quadrilhas passaram a utilizar adolescentes para facilitar a entrada nos caminhões pelas janelas. A estratégia permitiria uma abordagem mais rápida do que a realizada por adultos, devido às características físicas dos veículos.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Segurança

Acidentes em ferrovias: Brasil registra 2.685 ocorrências em cinco anos

O Brasil registrou 2.685 acidentes envolvendo ferrovias ao longo de cinco anos, segundo dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). O levantamento foi divulgado na última sexta-feira (18), durante a Semana Nacional de Trânsito.

A média equivale a 537 ocorrências por ano, ou aproximadamente três acidentes a cada dois dias.

Desrespeito à sinalização está entre as principais causas

De acordo com a ANTF e empresas que operam ferrovias no país, o desrespeito às regras de trânsito em passagens ferroviárias está entre os principais fatores relacionados aos acidentes.

A situação é especialmente preocupante em áreas urbanas, onde veículos e pedestres circulam próximos aos trilhos. Mesmo com buzinas, semáforos, sinais de alerta e cancelas fechadas, ainda são registradas tentativas de atravessar a ferrovia durante a aproximação de trens.

As composições têm prioridade de circulação e não conseguem parar imediatamente. Um trem com até 330 vagões carregados, por exemplo, pode precisar percorrer mais de um quilômetro entre o acionamento dos freios e a parada completa, mesmo quando circula em áreas urbanas a velocidades inferiores a 25 km/h.

Grande BH registra mais de 43 mil imprudências

Os números de uma das principais operadoras do setor ajudam a dimensionar o problema. A VLI, responsável pela operação da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), contabilizou mais de 43 mil imprudências em passagens ferroviárias na Grande Belo Horizonte entre janeiro e agosto deste ano.

Segundo informações do Centro de Controle de Passagens em Nível (CCPN) da companhia, foram aproximadamente 182 ocorrências por dia, o equivalente a mais de sete registros por hora.

O comportamento irregular também provocou danos à infraestrutura. No período, 58 cancelas precisaram ser substituídas após serem quebradas por veículos que se aproximaram ou atravessaram os cruzamentos de maneira inadequada.

Betim concentrou a maior quantidade de registros, com 36.441 ocorrências. Na sequência aparecem Santa Luzia, com 3.253; Prudente de Morais, com 3.208; e Pedro Leopoldo, com 785.

No mesmo período do ano anterior, haviam sido contabilizadas cerca de 30 mil invasões de veículos em passagens ferroviárias.

Campanha reforça cuidados em cruzamentos ferroviários

O diretor-presidente da ANTF, Davi Barreto, afirmou, por meio da assessoria da entidade, que a segurança ferroviária depende da participação de todos. Segundo ele, a prevenção passa também pela conscientização das pessoas que vivem ou circulam nas proximidades das linhas férreas.

Como parte das ações da Semana Nacional de Trânsito, as empresas Brado, Rumo, MRS, VLI, Vale, Fips, FLT, FTC e TLSA lançaram um movimento voltado à segurança em ferrovias.

A iniciativa busca chamar a atenção principalmente de motoristas e pedestres para os riscos existentes nas passagens em nível.

“Pare, olhe, escute”: veja as recomendações

As operadoras reforçam uma série de medidas para reduzir acidentes nas proximidades dos trilhos. Entre as principais orientações estão:

  • manter uma distância de pelo menos 15 metros da ferrovia quando houver necessidade de aguardar;
  • respeitar placas, sinais e demais avisos de segurança;
  • nunca parar ou estacionar sobre os trilhos;
  • evitar o uso de fones de ouvido ao circular perto da linha férrea;
  • jamais tentar atravessar ou passar entre vagões.

Ao todo, estão previstas 190 atividades em 120 cidades durante a programação da Semana Nacional de Trânsito. As principais ações estão marcadas para quarta-feira (23).

Campanhas alertam sobre uso de celular perto dos trilhos

A distração de pedestres e motoristas também passou a ser alvo de iniciativas específicas das concessionárias.

Em julho, a MRS lançou uma campanha direcionada a crianças e adolescentes para alertar sobre os riscos do uso de smartphones próximo às linhas férreas.

A programação inclui ainda exercícios de preparação para situações de emergência. A VLI realizará dois simulados de acidentes ferroviários: o primeiro ocorrerá no dia 23, em Uberaba (MG), na passagem em nível da Rua Espanha. O segundo está previsto para o dia seguinte, em Aguaí (SP), na passagem em nível da Rua Eleodoro Mateus de Moraes.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Toledo/Folhapress

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Segurança

Segurança viária: prevenção de acidentes pode reduzir custos e salvar vidas

Os impactos de um sinistro de trânsito vão muito além do ponto onde a ocorrência acontece. Hospitais, Sistema Único de Saúde (SUS), Previdência Social, famílias e empresas também absorvem parte das consequências. Além das vidas perdidas, há custos econômicos relacionados a atendimentos médicos, afastamentos, danos materiais e perda de produtividade.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que os sinistros de trânsito custam cerca de R$ 50 bilhões por ano ao Brasil. Considerando despesas hospitalares, perdas de produção, danos materiais e custos institucionais, cada ocorrência representa, em média, R$ 261.689 para a sociedade. Quando há uma morte, o custo médio sobe para R$ 664.821.

Investir em prevenção pode reduzir gastos públicos

Diante desses números, a infraestrutura viária segura deixa de ser apenas uma questão de mobilidade e passa a ter também impacto sobre as contas públicas.

Um levantamento realizado pela Imtraff Mobilidade e Engenharia, sob coordenação do doutor em Engenharia de Transportes Frederico Rodrigues, em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária, avaliou os possíveis efeitos da adoção de dispositivos de segurança de baixo custo nas rodovias brasileiras.

Segundo a estimativa, a instalação direcionada de estruturas como postes flexíveis, sistemas de contenção lateral e sonorizadores poderia evitar mais de 50 mil mortes e 600 mil feridos. O estudo também calcula uma economia potencial de até R$ 90,3 bilhões aos cofres públicos em cinco anos.

As projeções dependem de premissas relacionadas aos custos, à extensão das intervenções e à eficiência dos dispositivos. Ainda assim, os resultados indicam o potencial econômico de políticas de prevenção de acidentes de trânsito.

Segurança rodoviária vai além da qualidade do asfalto

A condição do pavimento é um componente importante da segurança e da eficiência das rodovias. Nas estradas sob administração pública, 64,4% apresentam algum tipo de problema no pavimento, de acordo com os dados citados no levantamento.

Essas condições podem elevar em até 35,8% os custos operacionais dos veículos. O impacto também aparece no consumo de combustível: estima-se um desperdício anual de R$ 7,2 bilhões decorrente da utilização adicional de aproximadamente 1,2 bilhão de litros de diesel.

Mas uma rodovia segura precisa oferecer mais do que pavimento em boas condições.

A infraestrutura deve ajudar o motorista a identificar riscos, organizar os fluxos, evitar saídas de pista e reduzir as consequências de eventuais erros de condução. Elementos de segurança podem fazer com que uma distração ou perda momentânea de controle não resulte necessariamente em uma ocorrência grave.

Saídas de pista e colisões frontais exigem atenção

Os dados sobre ocorrências nas rodovias brasileiras mostram a dimensão do problema.

Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal registrou 72.483 sinistros e 6.044 mortes nas rodovias federais.

A Pesquisa CNT Rodovias identificou 23.042 ocorrências relacionadas a saídas de pista e situações decorrentes desse tipo de evento, como capotamentos, tombamentos e colisões contra objetos. Outros 4.739 registros foram classificados como colisões frontais.

Levantamento da Fundação Dom Cabral aponta ainda que o número de ocorrências nas rodovias federais aumentou 9% entre 2018 e 2024. As pistas simples concentraram 52,38% dos registros.

Entre os diferentes tipos de colisão analisados, a colisão frontal apresentou a maior participação na taxa de severidade, com 18,33%.

Dados podem orientar investimentos em segurança viária

Os números não devem ser analisados apenas como balanços anuais. Eles também podem servir como base para definir onde e como aplicar recursos públicos.

A identificação de trechos críticos, dos tipos de sinistros mais recorrentes e das condições que aumentam a gravidade das ocorrências permite direcionar intervenções para pontos com maior potencial de redução de acidentes e mortes.

Um planejamento baseado em evidências envolve integração de bases de dados, definição de prioridades, acompanhamento dos resultados e inclusão da segurança viária nas decisões de orçamento, concessão, manutenção e fiscalização.

A lógica é substituir intervenções genéricas por ações direcionadas aos problemas identificados em cada trecho.

Prevenção também reduz pressão sobre saúde e Previdência

Os recursos públicos são disputados por diferentes áreas, como saúde, educação, Previdência Social, infraestrutura e proteção social. Nesse cenário, investimentos preventivos podem produzir efeitos que ultrapassam o setor diretamente beneficiado.

A prevenção de um sinistro grave pode significar evitar uma morte, uma internação hospitalar ou um longo processo de reabilitação. Também pode reduzir afastamentos previdenciários, preservar a renda familiar e manter um trabalhador em atividade.

Dessa forma, investimentos bem direcionados em infraestrutura rodoviária também podem contribuir para reduzir despesas futuras em saúde e proteção social.

Desafio está em definir prioridades

A discussão sobre segurança no trânsito não envolve apenas a disponibilidade de recursos. Também passa pela capacidade de estabelecer prioridades e direcionar investimentos para medidas que apresentem resultados concretos.

Reduzir a ocorrência e a gravidade dos sinistros significa atacar custos que atualmente recaem sobre o poder público, empresas, famílias e toda a sociedade.

A prevenção, portanto, pode representar não apenas uma estratégia para reduzir despesas futuras, mas principalmente uma política voltada à preservação de vidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Segurança

Segurança portuária é reforçada, mas mudanças na regulação preocupam ABTP

A segurança nos terminais portuários brasileiros conta com estruturas de fiscalização e controle consolidadas, mas possíveis mudanças nas regras do setor podem criar vulnerabilidades. A avaliação é de Jesualdo Conceição Silva, diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

O dirigente participou, nesta terça-feira (15/9), do CB Talks Segurança para o desenvolvimento do Brasil: uma agenda contra o crime organizado, evento promovido pelo Correio. Durante o painel “A nova fronteira do crime organizado: mercado formal vs. mercado irregular”, ele abordou os desafios para proteger a infraestrutura portuária da atuação de organizações criminosas.

Segurança nos terminais envolve diferentes órgãos

Segundo Jesualdo, o combate ao crime organizado nos terminais portuários tem sido fortalecido. Ele ressaltou, porém, que a manutenção dos mecanismos de controle é necessária para evitar vulnerabilidades que possam ser exploradas por atividades criminosas.

Na avaliação do presidente da ABTP, o reforço da segurança pública nos portos não se limita à repressão ao crime. A atuação também contribui para preservar a qualidade e o funcionamento da infraestrutura instalada nos terminais.

Ele destacou a participação da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), em conjunto com órgãos do governo federal, na estrutura de segurança das instalações portuárias.

ABTP manifesta preocupação com revisão de resolução da ANP

Durante o debate, Jesualdo também chamou atenção para a revisão da Resolução 852 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A norma possui um dispositivo que permite que refinarias exerçam atividades como terminais. Para o dirigente, a alteração pode gerar brechas capazes de aumentar os riscos relacionados à presença do crime organizado no setor portuário.

“Não somos contra a flexibilização, mas é necessário que todas as exigências técnicas, ambientais e de segurança que são colocadas e exigidas hoje, assim como os controles aplicados aos terminais, sejam mantidos”, afirmou.

Regulação deve preservar mecanismos de controle

Jesualdo classificou a regulação do setor portuário como fundamental, especialmente diante do volume de investimentos envolvidos na área de infraestrutura.

Ao mesmo tempo, afirmou que mudanças nas normas precisam ser avaliadas de forma cuidadosa para evitar que medidas de flexibilização produzam fragilidades nos mecanismos de segurança.

“A forma como ela é colocada, talvez, na busca por uma flexibilização, possa estar sendo criada uma brecha, uma fragilidade que facilite a entrada do crime organizado”, declarou.

Para o presidente da ABTP, eventuais ajustes regulatórios devem ser discutidos entre representantes do poder público e do setor empresarial. O objetivo, segundo ele, é encontrar regras que atendam às necessidades das operações sem comprometer os instrumentos de controle existentes.

“Não tem outra forma de não ser esse diálogo, né? Do setor empresarial ao setor público”, disse.

Jesualdo defendeu, portanto, uma regulação adequada às operações portuárias, mas que preserve as exigências técnicas, ambientais e de segurança e não crie espaços que possam ser utilizados por organizações criminosas.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

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Segurança

Áreas de escape: como caixas de argila já ajudaram a salvar 1.500 vidas nas rodovias brasileiras

Descer uma serra em um caminhão ou ônibus exige atenção redobrada. Em trechos com forte inclinação, o esforço sobre o sistema de freios de veículos pesados aumenta significativamente e pode resultar em uma falha mecânica, mesmo quando o veículo é novo e passa por manutenção regularmente.

Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 300 acidentes por ano nas rodovias federais envolvem caminhões que apresentaram algum tipo de problema no sistema de frenagem.

O risco é ainda maior em trechos considerados críticos. Durante operações de fiscalização na Serra de São Vicente, em Mato Grosso, a PRF identificou problemas nos freios em 53% dos caminhões pesados vistoriados.

Como funcionam as áreas de escape

Uma das principais alternativas para evitar acidentes graves em descidas de serra é a área de escape, estrutura instalada em pontos estratégicos de rodovias com alta incidência ou risco de falhas de frenagem.

Esses dispositivos funcionam como uma espécie de pista de emergência. Quando o motorista percebe que perdeu a capacidade de frear, deve direcionar o veículo para o acesso sinalizado da área de escape.

Ao final do trajeto, o veículo entra em uma caixa preenchida com argila expandida, cinesita, brita ou cascalho. O material aumenta a resistência ao movimento e ajuda a reduzir a velocidade até a parada.

Em algumas estruturas, a pista também possui uma inclinação ascendente. Nesse caso, a própria gravidade contribui para diminuir a velocidade do veículo.

Caixas podem chegar a 1,5 metro de profundidade

O tamanho das áreas de escape varia conforme as características de cada rodovia. No Brasil, há estruturas com aproximadamente 85 metros de extensão, como as existentes na Via Anchieta, em São Paulo, enquanto outras ultrapassam 240 metros, como algumas instaladas na BR-376, no Paraná.

A largura normalmente fica em torno de cinco metros. Já a caixa de material de frenagem começa com pouca profundidade e vai ficando mais funda ao longo do percurso.

Em determinados dispositivos, a camada de material parte de aproximadamente 15 centímetros e chega a até 1,5 metro na extremidade final. Dessa maneira, o veículo vai perdendo velocidade ao afundar na argila expandida.

Onde estão as áreas de escape no Brasil

Diversos trechos de serra contam com esse tipo de estrutura de segurança viária. Entre os locais que possuem áreas de escape estão:

  • Via Anchieta (SP-160), em São Paulo: nos quilômetros 42,6 e 49, no sentido litoral, durante a descida da Serra do Mar.
  • BR-376, em Guaratuba (PR): nos quilômetros 667,3 e 671,7, no sentido Santa Catarina, na descida da Serra do Mar.
  • BR-116, na Serra do Cafezal (SP): no km 353, em Miracatu, no sentido Sul, no trajeto entre São Paulo e Curitiba.
  • BR-277, em Morretes (PR): no km 37,9, na Serra do Mar, no sentido litoral.
  • SC-418, em Joinville (SC): nos quilômetros 15 e 17, na Serra Dona Francisca.
  • BR-146, em Minas Gerais: na região da Serra do Salitre.
  • Anel Rodoviário de Belo Horizonte (MG): também possui estrutura de escape para situações de emergência.

Motorista relata momento de tensão durante falha nos freios

Quem já precisou recorrer a uma área de escape conhece a importância da estrutura em uma situação de emergência.

Em maio de 2025, Adriano Martins, piloto de corridas de Santa Catarina, viajava com a família e integrantes de sua equipe, a AVM Racing, em um ônibus que seguia de Cuiabá (MT) para Florianópolis (SC).

Durante o percurso, uma peça do sistema de freio do eixo traseiro se rompeu e o veículo perdeu a capacidade de frenagem. O pai de Adriano, José Augusto Martins, que dirigia o ônibus e tinha experiência ao volante, identificou o problema e conduziu imediatamente o veículo para uma área de escape.

O ônibus transportava equipamentos da equipe, um carro de competição e ainda tracionava uma carreta com outro veículo. Apesar da situação, os danos ficaram limitados ao veículo.

Segundo Adriano, a área de escape com argila expandida foi fundamental para evitar uma consequência mais grave. O ônibus precisou ser retirado do local com auxílio de uma escavadeira da concessionária Arteris e posteriormente rebocado.

A parte dianteira do ônibus, que tinha 12 metros de comprimento e carroceria Marcopolo, sofreu danos. Ainda assim, ninguém ficou ferido.

Estruturas já ajudaram a salvar 1.500 vidas

O investimento em segurança nas rodovias tem apresentado resultados expressivos. De acordo com a Arteris, três áreas de escape administradas pela concessionária — duas na BR-376/PR, nos quilômetros 667,3 e 671,7, e uma na BR-116/SP, no km 353 — receberam investimento total de R$ 38 milhões.

As estruturas já foram responsáveis por salvar aproximadamente 1.500 vidas, segundo a concessionária.

Os três dispositivos contam com monitoramento por câmeras durante 24 horas. Quando um veículo entra na área de escape, equipes do Centro de Controle e Segurança Operacional (CCSO) são acionadas para acompanhar a ocorrência e prestar o atendimento necessário.

Para Cesar Sass, diretor-superintendente da Arteris Litoral Sul, os resultados reforçam a importância de investimentos permanentes em segurança viária e prevenção de acidentes.

As áreas de escape mostram, assim, como uma solução de engenharia relativamente simples pode fazer a diferença em situações nas quais um caminhão ou ônibus perde os freios durante uma descida de serra.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Segurança

Alerta Consular para o Oriente Médio: Itamaraty orienta brasileiros a evitarem viagens para áreas de conflito

O Ministério das Relações Exteriores emitiu um novo alerta consular diante do aumento das tensões no Oriente Médio. A orientação é para que brasileiros evitem deslocamentos para países e regiões afetados pelos conflitos, além de adotarem medidas de segurança caso já estejam na região.

Países e regiões com recomendação para não viajar

O Itamaraty recomenda que brasileiros não viajem para os seguintes destinos:

  • Irã
  • Israel
  • Sul do Líbano
  • Faixa de Gaza (Palestina)
  • Iêmen

Locais onde viagens não essenciais devem ser evitadas

A recomendação também inclui evitar deslocamentos que não sejam indispensáveis para:

  • Cisjordânia (Palestina)
  • Síria
  • Iraque
  • Demais regiões do Líbano
  • Jordânia
  • Catar
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Arábia Saudita

O Ministério esclarece que, até o momento, não existem restrições para conexões aéreas em Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

Recomendações de segurança para brasileiros

Quem estiver no Oriente Médio deve seguir uma série de orientações para reduzir riscos:

  • Acompanhar os canais oficiais e redes sociais das embaixadas brasileiras na região;
  • Cumprir rigorosamente as determinações das autoridades locais;
  • Evitar manifestações, protestos e aglomerações;
  • Não registrar imagens ou vídeos de instalações militares, tropas, ataques ou qualquer evento relacionado ao conflito, pois isso pode resultar em detenção conforme a legislação local;
  • Evitar publicar nas redes sociais conteúdos sobre os confrontos que possam ser interpretados como ameaça à segurança nacional;
  • Manter acompanhamento constante da imprensa local;
  • Não sair de casa sem verificar as condições de segurança;
  • Em caso de cancelamento de voos, procurar imediatamente a companhia aérea para remarcação;
  • Conferir se o passaporte e demais documentos de viagem possuem validade mínima de seis meses.

O que fazer em caso de ataques ou bombardeios

Em situações de emergência, a orientação é buscar imediatamente um abrigo seguro. Quem estiver em vias públicas deve procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.

Se estiver em uma residência, o ideal é permanecer em ambientes internos protegidos por pelo menos duas paredes em relação à área externa, como corredores, escadas de porão, salas no térreo e cômodos sem janelas. Portas e janelas devem permanecer fechadas.

Também é recomendado:

  • Permanecer longe de locais com visão direta para o céu;
  • Buscar áreas mais internas da construção;
  • Manter duas barreiras físicas entre você e possíveis estilhaços;
  • Priorizar o abrigo antes de utilizar telefone ou aplicativos de mensagens;
  • Armazenar água em banheiras ou recipientes grandes para eventual interrupção no abastecimento.

Contatos de emergência das embaixadas brasileiras

Brasileiros que necessitarem de assistência consular podem acionar os plantões das representações diplomáticas nos seguintes países:

  • Teerã (Irã): +98 (0)912-148-5200
  • Tel Aviv (Israel): +972 54 803 5858
  • Doha (Catar): +974 6612 6585
  • Kuwait: +965 6684 0540
  • Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos): +971 50 668 3258
  • Manama (Bahrein): +973 3364 6483
  • Bagdá (Iraque): +964 780 929 1396
  • Beirute (Líbano): +961 70 108 374
  • Ramala (Palestina): +972 59 205 5510
  • Damasco (Síria): +963 933 213 438
  • Riade (Arábia Saudita): +966 58 032 9064 (somente chamadas)
  • Mascate (Omã): +968 9709 7954

No caso de Israel, também é recomendado utilizar o aplicativo oficial do Home Front Command para acompanhar alertas de segurança.

O Itamaraty destaca ainda que, em alguns países da região, chamadas pelo WhatsApp podem sofrer restrições. Nesses casos, a orientação é optar pelo envio de mensagens.

Situações consideradas emergenciais são aquelas que envolvem risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos brasileiros no exterior e que exigem atuação urgente da assistência consular.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério das Relações Exteriores

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Segurança

MPor lança acordo para reforçar proteção de crianças, adolescentes e mulheres em portos, aeroportos e hidrovias

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) formalizou, na terça-feira (16), um acordo de cooperação voltado ao fortalecimento da proteção de crianças, adolescentes e mulheres em áreas ligadas ao transporte aquaviário e aéreo no Brasil.

A iniciativa, denominada “Manas que Protegem”, foi firmada em Brasília em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério Público Militar, com o objetivo de ampliar ações de prevenção, acolhimento e enfrentamento de situações de violência e vulnerabilidade em portos, aeroportos e hidrovias.

Cooperação prevê ações de prevenção e capacitação

O acordo estabelece uma atuação conjunta entre as instituições para promover iniciativas de proteção social e garantia de direitos nos setores portuário, hidroviário e aeroviário.

Entre as medidas previstas estão programas de capacitação, fortalecimento das redes de atendimento, campanhas de conscientização e mecanismos para identificação e combate a violações de direitos.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a proposta amplia o papel desses espaços além da função econômica.

“Portos, aeroportos e hidrovias são fundamentais para o desenvolvimento do país, mas também devem atuar como ambientes de cidadania e proteção. A preparação de trabalhadores e operadores para identificar situações de risco é essencial para ampliar a prevenção e o acolhimento”, destacou.

Presença nacional amplia alcance das ações

Durante a cerimônia, a diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, ressaltou que a estrutura do ministério em diferentes regiões brasileiras favorece a implementação das medidas previstas no acordo.

De acordo com ela, a integração entre órgãos públicos e iniciativa privada é um dos pilares para ampliar o alcance das ações preventivas e garantir a continuidade dos projetos de proteção social.

Guia orientará profissionais sobre proteção à infância

O evento também marcou o lançamento do Guia de Proteção à Infância e Juventude, elaborado pela Ouvidoria do MPor.

O material reúne orientações práticas para profissionais que atuam no ambiente aquaviário, auxiliando na identificação de situações de risco e na adoção de medidas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de violações de direitos.

A publicação foi desenvolvida em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), com apoio do IBI Social e da Childhood Brasil, além de revisão técnica do CNMP.

Segundo a ouvidora do ministério, Maíra Cervi, o guia fortalece a articulação entre instituições e contribui para consolidar uma rede de proteção mais eficiente.

Setor portuário reforça compromisso com ambientes seguros

Representando a Antaq, a diretora substituta Cristina Castro destacou a importância de colocar a proteção de crianças, adolescentes e mulheres entre as prioridades das instituições ligadas à infraestrutura e à logística.

Para ela, os portos exercem papel que vai além da movimentação de cargas, influenciando diretamente a realidade social das comunidades onde estão inseridos.

Evento debate combate à violência e exploração infantil

A programação contou ainda com debates sobre prevenção à violência, exploração infantil e fortalecimento das redes de proteção.

Durante o encontro também foi apresentada a iniciativa Barco Infância Protegida, desenvolvida pela Childhood Brasil para ampliar a conscientização e o combate às violações de direitos.

A ação recebeu apoio do IBI Social e da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph).

Diversos órgãos participaram da iniciativa

O lançamento reuniu representantes de diferentes instituições federais, entre elas o Ministério das Mulheres, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Ministério do Turismo, a Antaq e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de especialistas e organizações dedicadas à proteção da infância, juventude e mulheres.

A expectativa é que o acordo contribua para ampliar a segurança e fortalecer a rede de acolhimento em áreas estratégicas da infraestrutura nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Ministério Publico Militar

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Segurança

Áreas de escape em rodovias preservam mais de 1.500 vidas, aponta Arteris

As áreas de escape instaladas e administradas pela Arteris nas rodovias BR-116, em São Paulo, e BR-376, no Paraná, já contribuíram para salvar mais de 1.500 vidas desde que começaram a operar. Os equipamentos são projetados para conter caminhões e veículos pesados que enfrentam falhas no sistema de freios, reduzindo significativamente o risco de acidentes de grande impacto.

As estruturas utilizam um leito de argila expandida, material que permite a desaceleração gradual dos veículos de forma segura e controlada, especialmente em descidas de serra consideradas críticas para o transporte de cargas.

Investimentos reforçam a segurança nas rodovias

Segundo a concessionária, foram destinados cerca de R$ 38 milhões para a implantação dos três dispositivos localizados em pontos estratégicos das rodovias. Os locais são monitorados ininterruptamente por câmeras de vigilância, e equipes operacionais são acionadas imediatamente sempre que uma área de escape é utilizada.

A empresa destaca que o investimento faz parte de uma estratégia mais ampla voltada ao fortalecimento da segurança viária e à redução de ocorrências nas estradas sob sua administração.

Redução de acidentes e fatalidades

Além das áreas de escape, a Arteris atribui os resultados positivos a ações como monitoramento operacional, campanhas de conscientização para motoristas e intervenções de engenharia de tráfego.

De acordo com dados divulgados pela concessionária, as rodovias administradas pela empresa registraram queda de 11,8% no número de mortes e redução de 6,4% nos acidentes em 2025, na comparação com o ano anterior.

Manutenção preventiva continua sendo essencial

Embora as áreas de escape representem um importante recurso de emergência, a concessionária ressalta que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar acidentes. Entre as recomendações estão a manutenção periódica dos sistemas de freio dos veículos e o uso adequado do freio-motor, especialmente em trechos de serra com longas descidas.

A empresa reforça que a combinação entre infraestrutura, fiscalização e condução responsável é fundamental para aumentar a segurança nas rodovias brasileiras.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Segurança

Segurança no transporte de cargas aumenta custos da indústria e pressiona competitividade

Os investimentos em segurança no transporte de cargas têm elevado os custos operacionais da indústria brasileira e impactado diretamente o preço final dos produtos. Levantamento recente revela que a preocupação com roubos, furtos e ataques cibernéticos faz parte da rotina de grande parte das empresas do setor.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62% das empresas industriais afirmam que os gastos com segurança no transporte contribuem para o aumento dos custos finais de seus produtos. O estudo também mostra que 81% dos empresários consideram que a insegurança patrimonial é um dos fatores que ampliam o chamado Custo Brasil, reduzindo a competitividade das organizações. Além disso, 45% das indústrias reconhecem que os investimentos em proteção patrimonial e prevenção de perdas acabam encarecendo a produção, enquanto 20% relatam já terem sido vítimas de roubo ou furto de cargas no transporte rodoviário.

Rodovias concentram a maior parte dos roubos de cargas

Entre as empresas que sofreram esse tipo de ocorrência nos últimos cinco anos, 68% apontam as rodovias como o principal cenário dos crimes. Os materiais mais visados pelos criminosos são fios e cabos, presentes em 60% dos casos registrados. Ferramentas aparecem na sequência, representando 31% das ocorrências, enquanto máquinas e equipamentos industriais correspondem a 23%.

Diante desse cenário, mais da metade dos executivos entrevistados, cerca de 54%, defende o aumento do policiamento em áreas industriais como prioridade das políticas públicas de segurança. Apenas uma pequena parcela, equivalente a 4%, acredita que houve melhora na segurança patrimonial nos últimos cinco anos.

Ataques cibernéticos também preocupam o setor industrial

Além dos riscos físicos nas estradas, a indústria brasileira enfrenta uma crescente ameaça digital. Casos de vazamento de dados e ataques de ransomware têm provocado prejuízos financeiros significativos. Segundo a pesquisa, 30% das empresas registraram perdas diretas relacionadas a fraudes eletrônicas ou pagamento de resgates de dados.

Para minimizar esses riscos, as organizações têm investido em estratégias de proteção digital. Entre as principais medidas adotadas estão:

  • Backups periódicos dos dados (75%);
  • Utilização de softwares de segurança (67%);
  • Políticas mais rigorosas de controle de acesso e senhas (45%);
  • Capacitação dos colaboradores em segurança digital (38%);
  • Contratação de equipes especializadas em cibersegurança, internas ou terceirizadas (34%)

Pesquisa ouviu empresas de todo o país

O levantamento foi realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados para a CNI entre março e abril de 2026, com a participação de 1.003 executivos de indústrias de pequeno, médio e grande porte, distribuídas por todas as regiões brasileiras. Desse total, 503 representam pequenas empresas e 500 pertencem aos segmentos de médio e grande porte.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI), com levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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