Exportação

Exportações brasileiras para o Haiti disparam mais de 50% em 2026

Enquanto Brasil e Haiti se enfrentam em campo pela Copa do Mundo de 2026, a relação econômica entre os dois países também apresenta resultados positivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pelos setores de agronegócio, proteínas animais e indústria alimentícia.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil vendeu ao mercado haitiano US$ 29,3 milhões entre janeiro e maio de 2026. O valor representa um avanço de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, as compras brasileiras de produtos haitianos permaneceram reduzidas, totalizando US$ 436,6 mil no período. Com isso, o saldo da balança comercial ficou amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 28,9 milhões.

Agronegócio lidera pauta de exportações

Os produtos ligados à cadeia de alimentos seguem como os principais responsáveis pelo desempenho das vendas brasileiras ao Haiti. Entre os itens mais exportados estão os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, que responderam por 33,2% do total embarcado.

Na sequência aparecem as carnes de aves e miudezas comestíveis, com participação de 18,3%, além de outras carnes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados, que representaram 12% das exportações.

Além do setor de proteínas, o Brasil também comercializa com o Haiti produtos como café, farelo de soja, carne suína e bebidas alcoólicas. A pauta inclui ainda diversos bens industriais, entre eles máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos destinados ao transporte de cargas.

Corrente de comércio apresenta recuperação

Os números indicam uma retomada consistente do intercâmbio comercial entre os dois países. De janeiro a maio de 2026, a corrente de comércio Brasil-Haiti alcançou US$ 29,7 milhões, resultado 53,9% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

No ano passado, as exportações brasileiras para o Haiti somaram US$ 70,8 milhões. Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024, o país caribenho manteve sua importância como destino para segmentos específicos da produção nacional.

As importações brasileiras oriundas do Haiti totalizaram US$ 1,3 milhão em 2025, enquanto o fluxo comercial chegou a US$ 72,1 milhões. O superávit brasileiro no período foi de US$ 69,5 milhões.

Haiti segue relevante para setores estratégicos

Embora represente apenas 0,02% das exportações totais do Brasil e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros, o Haiti continua sendo um mercado relevante para empresas ligadas ao agronegócio, à indústria de carnes e à produção de alimentos processados.

O desempenho observado em 2026 reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras em nichos específicos do mercado caribenho.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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Exportação

Exportação de carne bovina para a Venezuela volta ao radar dos frigoríficos brasileiros

A retomada das exportações de carne bovina para a Venezuela está novamente no centro das estratégias da indústria brasileira. Uma missão multissetorial organizada pelo Ministério das Relações Exteriores desembarcou em Caracas nesta semana para discutir oportunidades comerciais e fortalecer o diálogo com autoridades e importadores venezuelanos.

O objetivo é recuperar um mercado que já esteve entre os mais importantes destinos da carne bovina brasileira no exterior, mas que sofreu forte retração na última década em razão da crise econômica enfrentada pelo país vizinho.

Brasil busca reabrir espaço em mercado estratégico

As vendas de carne bovina do Brasil para a Venezuela praticamente desapareceram a partir de 2015, período marcado pela queda dos preços internacionais do petróleo e pelo agravamento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao governo venezuelano.

Antes desse cenário, a Venezuela ocupava posição de destaque entre os compradores da proteína brasileira. Em 2014, os embarques alcançaram cerca de 160 mil toneladas, gerando receitas de aproximadamente US$ 852 milhões para o setor.

Agora, representantes da cadeia produtiva avaliam que os sinais de recuperação econômica observados no país podem abrir caminho para uma retomada gradual da demanda nos próximos anos.

Missão comercial reúne empresas dos dois países

A agenda da delegação brasileira inclui encontros com empresários, importadores e autoridades locais. As reuniões são voltadas à identificação de oportunidades de negócios, ampliação de investimentos e fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Venezuela.

A expectativa é que a aproximação institucional facilite novas negociações e contribua para a reativação do fluxo comercial de produtos agropecuários.

Consumo de carne ainda é desafio para o mercado

Apesar do interesse do setor, a recuperação do mercado venezuelano ainda enfrenta obstáculos relevantes. Entre eles estão a fragilidade econômica do país e os baixos níveis de consumo de carne bovina pela população.

Antes da crise, o consumo médio anual era de cerca de 21 quilos por habitante. Com o agravamento das dificuldades econômicas, esse volume caiu drasticamente, chegando a apenas três quilos per capita em 2019.

Nos últimos anos houve melhora gradual, mas o consumo ainda permanece em torno de nove quilos por pessoa ao ano, patamar distante da média brasileira, que gira em torno de 35 quilos anuais.

Setor vê potencial de crescimento no longo prazo

Mesmo diante dos desafios, representantes da indústria enxergam espaço para expansão futura. A avaliação é que a proximidade geográfica e o histórico comercial entre os dois países podem favorecer uma retomada consistente das exportações.

Segundo Julio Ramos, diretor de Assuntos Estratégicos da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o mercado venezuelano continua sendo estratégico para o Brasil.

Para ele, muitas oportunidades relevantes podem ser encontradas dentro da própria América do Sul, sem a necessidade de focar exclusivamente em mercados mais distantes.

Frigoríficos já possuem habilitação para exportar

Atualmente, quase 80 frigoríficos brasileiros estão habilitados para exportar carne bovina para a Venezuela, o que facilita uma eventual retomada dos embarques em maior escala.

Dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Ministério da Agricultura, mostram que entre 2016 e 2026 a Venezuela importou cerca de 25,3 mil toneladas de carne bovina brasileira, volume significativamente inferior ao registrado antes da crise.

A expectativa do setor é que o fortalecimento das relações comerciais e a recuperação gradual da economia venezuelana possam impulsionar novos negócios nos próximos anos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de frango pelos portos do Paraná atingem 47,3% do total brasileiro em 2026

Os portos paranaenses consolidaram sua posição de destaque no comércio exterior brasileiro ao responderem por 47,3% das exportações de frango do país entre janeiro e maio de 2026. No período, foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas de carne de aves congeladas para o mercado internacional, o maior volume já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

Somente em maio, os embarques ultrapassaram 208 mil toneladas. O desempenho reforça a liderança do Porto de Paranaguá no segmento e o coloca entre os principais polos mundiais de movimentação de proteínas animais.

Crescimento supera resultados de anos anteriores

O volume exportado representa um avanço de 13,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 921,9 mil toneladas. O recorde anterior havia sido alcançado em 2023, com 945,9 mil toneladas exportadas.

Os números são do Comex Stat, plataforma oficial do Governo Federal que reúne estatísticas do comércio exterior brasileiro.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem os investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura e modernização operacional.

Ele destaca que os aportes em tecnologia, melhorias estruturais e qualificação das equipes têm contribuído para aumentar a competitividade dos portos paranaenses e elevar a qualidade dos serviços oferecidos ao mercado.

Receita com exportações ultrapassa US$ 1,8 bilhão

Além da liderança em volume, a Portos do Paraná também registrou a maior participação na receita gerada pelas exportações brasileiras de carne de frango. Em valores FOB, as cargas embarcadas pelos terminais paranaenses somaram US$ 1,88 bilhão, de um total nacional de US$ 4,08 bilhões.

China lidera entre os principais destinos da carne de frango

A China permaneceu como principal compradora da carne de frango exportada pelos portos do Paraná. O país asiático recebeu 114,2 mil toneladas do produto, o equivalente a 11% de todo o volume embarcado em Paranaguá.

Entre os demais mercados de destaque estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países importaram carne de frango pelos terminais paranaenses neste ano.

Estrutura refrigerada impulsiona competitividade

De acordo com o diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, um dos principais diferenciais do Porto de Paranaguá é sua capacidade logística para movimentação de cargas refrigeradas.

O terminal possui mais de 5,2 mil tomadas para contêineres refrigerados, conhecidos como reefers, configurando a maior estrutura do gênero no Brasil. Essa capacidade é considerada fundamental para o escoamento da produção avícola destinada ao mercado internacional.

Paraná mantém protagonismo na produção avícola

O desempenho das exportações também acompanha a força da avicultura paranaense. Atualmente, o estado responde por cerca de 35% da produção nacional de aves para abate, sendo que grande parte desse volume é destinada ao mercado externo por meio dos portos locais.

Exportações de proteínas animais crescem quase 10%

Ao considerar todas as categorias de proteínas animais, incluindo carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, os portos do Paraná embarcaram mais de 1,4 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026.

O volume representa 37% das exportações brasileiras do segmento e corresponde a um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Carne bovina e suína também apresentam resultados expressivos

Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá movimentou 277,5 mil toneladas nos cinco primeiros meses do ano, alcançando participação de 24,7% no total exportado pelo Brasil. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Já os embarques de carne suína chegaram a 84,8 mil toneladas no acumulado de 2026. O resultado supera em 6,5% o volume registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram exportadas 79,6 mil toneladas.

Mais de 50 países importaram carne suína pelos portos paranaenses, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Exportação

Caravana do Agro Exportador Impulsiona a Exportação de Vinhos e Cachaças do Brasil

A busca por novos mercados globais ganhou destaque na 32ª edição da Caravana do Agro Exportador, realizada na capital paulista. O evento reuniu lideranças, produtores e especialistas dos setores vitivinícola e de destilados com o objetivo de traçar estratégias eficientes para a exportação de vinhos e a inserção da autêntica cachaça brasileira no cenário internacional.

Sediado no Expo Center Norte, o encontro ocorreu paralelamente às feiras Wine São Paulo Trade Fair e Cachaça Trade Fair. A escolha dos segmentos reflete o excelente momento da produção nacional e o grande potencial de expansão do comércio exterior para bebidas brasileiras, como espumantes, sucos de uva, cachaças e derivados.

Apoio Governamental e Ferramentas de Incentivo ao Produtor

Durante a programação, integrantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) detalharam as ações de promoção comercial desenvolvidas pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI). Foram apresentadas plataformas estratégicas que facilitam a vida do empresário de campo, como o AgroInsight, o ConectAgro e o Passaporte Agro, além do planejamento para a participação em feiras globais.

Para garantir que as empresas cumpram as normas internacionais, técnicos do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov/SDA) sanaram dúvidas cruciais sobre:

  • Registro oficial de estabelecimentos e bebidas;
  • Emissão de certificação internacional;
  • Critérios e barreiras sanitárias exigidas pelos países compradores.

Alianças Setoriais de Olho no Mercado Externo

O fortalecimento das marcas brasileiras lá fora também conta com o suporte de entidades de classe. O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) e o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) expuseram seus projetos desenvolvidos em parceria com a ApexBrasil.

Iniciativas como o “Cachaça: Taste the New, Taste Brasil” e o “Wines of Brazil” foram apontadas como motores fundamentais para a capacitação de produtores e consolidação do agronegócio brasileiro no exterior.

A análise de conjuntura internacional ganhou o reforço de adidos agrícolas brasileiros lotados nos Estados Unidos, México e União Europeia. Por videoconferência, eles mapearam as principais tendências de consumo locais, exigências alfandegárias e as expectativas comerciais em torno do andamento do Acordo Mercosul-União Europeia.

Inovação, Sustentabilidade e o Perfil do Novo Consumidor

As transformações nos hábitos globais de consumo foram debatidas por Fernanda Spinelli, delegada científica brasileira de Enologia e presidente de subcomissão na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Segundo a especialista, o mercado internacional sinaliza uma forte virada em direção a produtos mais saudáveis e sustentáveis.

Entre os principais movimentos apontados estão o crescimento da demanda por bebidas desalcoolizadas, com menor índice de açúcar e de origem estritamente orgânica. Spinelli também alertou para a necessidade urgente de adaptação dos manejos agrícolas frente às mudanças climáticas e da rápida absorção de novas tecnologias na indústria de bebidas.

Como Receber a Caravana do Agro Exportador

Sob a coordenação da SCRI, a iniciativa percorre o Brasil adaptando seu conteúdo técnico à vocação econômica de cada região geográfica. O projeto funciona como uma ponte de conhecimento sobre inteligência comercial e desburocratização de trâmites de exportação.

Cooperativas, associações e entidades setoriais que desejam sediar o evento podem formalizar o pedido junto à Coordenação-Geral de Apoio ao Exportador da SCRI. O contato está disponível pelo e-mail oficial cgae-scri@agro.gov.br ou pelo telefone de atendimento (61) 3218-2528.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mapa

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Exportação

Exportação de carne bovina: Vietnã autoriza mais duas plantas brasileiras

O mercado do Vietnã ampliou o acesso da carne bovina brasileira ao aprovar mais duas unidades frigoríficas para exportação. As plantas da Naturafrig, localizada em Pirapozinho (SP), e da Sulbeef, em Aparecida do Taboado (MS), receberam a habilitação oficial das autoridades vietnamitas para comercializar seus produtos no país asiático.

Com a nova autorização, o Brasil passa a contar com 12 unidades aptas a exportar cortes bovinos para o mercado vietnamita, reforçando a presença nacional em um destino considerado estratégico para o agronegócio.

Número de frigoríficos habilitados chega a 12

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira ocorreu em março de 2025. Desde então, cinco grupos empresariais conquistaram autorização para operar no país.

Atualmente, a lista de unidades habilitadas inclui quatro plantas da JBS, quatro da Minerva, duas da MBRF e as duas recém-aprovadas da Naturafrig e da Sulbeef.

A ampliação do número de frigoríficos autorizados representa mais oportunidades para o setor de exportação de carne bovina, que busca expandir sua participação nos mercados internacionais.

Mercado vietnamita tem potencial de crescimento

O interesse da indústria brasileira pelo Vietnã continua elevado. Quase 100 plantas frigoríficas em diferentes estados já protocolaram a documentação necessária para obter a habilitação e aguardam análise das autoridades locais.

A expectativa do setor é significativa, já que o mercado vietnamita apresenta potencial para absorver cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano.

Coreia do Sul amplia compras de carne de aves

Além dos avanços nas exportações de carne bovina, o Brasil também registrou expansão no comércio de carne de frango com a Coreia do Sul.

O número de frigoríficos autorizados a exportar produtos avícolas para o mercado sul-coreano aumentou de 45 para 54 unidades. Já a quantidade de armazéns frigorificados habilitados passou de nove para dez estabelecimentos.

O avanço das habilitações fortalece a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e amplia as oportunidades para os setores de proteínas animais em mercados de alto potencial de consumo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Tarifa dos EUA pode atingir mais de um terço das exportações brasileiras, aponta CNI

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que a proposta de ampliação de tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos pode afetar uma parcela significativa das vendas externas do país. Caso a recomendação apresentada pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) seja adotada, cerca de 31,6% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão enfrentar uma tarifa de importação de 37,5%.

A análise mostra ainda que outros 3,6% dos embarques brasileiros estariam sujeitos a um aumento tarifário de 10% para 12,5%. Somadas, as medidas alcançariam 35,2% de tudo o que o Brasil exporta para os Estados Unidos.

Impacto pode alcançar mais da metade das exportações

Segundo a entidade, o percentual de produtos afetados pode ser ainda maior. Ao considerar as tarifas adicionais já aplicadas por meio das medidas setoriais da Seção 232, a fatia das exportações brasileiras sujeita a algum tipo de sobretaxa chegaria a 54,1%.

O levantamento reforça a preocupação do setor industrial com os possíveis efeitos sobre a competitividade dos produtos brasileiros em um dos principais mercados de destino das exportações nacionais.

Produtos mais expostos às novas tarifas

Entre os itens que poderão ser enquadrados na tarifa de 37,5% estão mercadorias com forte dependência do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos. A lista inclui ferro gusa não ligado, açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível, álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira de pinho.

Já outros produtos poderão ser submetidos a uma alíquota de 12,5%, caso a proposta avance. Nessa categoria estão minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas, lajes de quartzito, óleos essenciais de laranja, silício e pasta química de madeira para dissolução.

CNI defende diálogo entre os países

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a adoção de novas barreiras tarifárias tende a gerar efeitos negativos para ambos os lados da relação comercial.

De acordo com ele, o aumento das taxas pode elevar custos para as empresas, reduzir a competitividade dos negócios e ampliar as incertezas para novos investimentos. A entidade defende que as negociações avancem por meio do diálogo técnico e da busca por soluções que preservem a parceria econômica entre os dois países.

Decisão ainda depende de consulta pública

As tarifas sugeridas pelo USTR ainda não foram implementadas. Antes de qualquer definição, a proposta passará por etapas de consulta pública e audiências previstas para as próximas semanas.

A expectativa é que o governo norte-americano tome uma decisão sobre o tema na primeira quinzena de julho, período em que estão programadas as audiências destinadas a discutir os possíveis impactos da medida.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Correios Braziliense

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Exportação

Exportação de maçã cresce em 2026 e impulsiona recuperação do setor brasileiro

A exportação de maçã brasileira apresentou forte recuperação nos primeiros meses de 2026, refletindo o aumento da produção e a melhora na qualidade da fruta. Após uma safra anterior marcada por menor produtividade e redução dos embarques, o setor volta a ganhar fôlego no mercado internacional.

Os resultados positivos observados ao longo do primeiro semestre reforçam as perspectivas de uma balança comercial mais equilibrada para a cadeia produtiva da maçã neste ano.

Produção maior favorece avanço das exportações

Durante a safra 2024/25, o desempenho das exportações foi afetado pela menor oferta de frutas, consequência de uma produtividade abaixo do esperado. Já na safra 2025/26, o cenário mudou com a recuperação dos pomares e o aumento dos volumes produzidos.

Esse crescimento da oferta tem permitido ao Brasil ampliar sua presença nos mercados internacionais e atender à demanda de importantes compradores da fruta.

Embarques triplicam nos cinco primeiros meses do ano

Dados do Comex Stat mostram que o Brasil exportou cerca de 38 mil toneladas de maçãs entre janeiro e maio de 2026. O volume é três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O desempenho também se refletiu na receita gerada pelas vendas externas. Os embarques renderam aproximadamente US$ 39,64 milhões FOB, resultado que representa um avanço de 222% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Qualidade da fruta fortalece competitividade

Além da recuperação produtiva, a melhora da qualidade das maçãs brasileiras tem sido um fator importante para o crescimento das exportações.

Com frutas de melhor padrão, os exportadores ampliaram sua competitividade em mercados estratégicos e fortaleceram o posicionamento do produto brasileiro no comércio internacional.

Índia, Arábia Saudita e Rússia lideram compras

Entre os principais destinos da maçã brasileira, destacam-se a Índia, a Arábia Saudita e a Rússia.

Juntos, esses três mercados responderam por cerca de 76% do total exportado pelo Brasil no período, consolidando-se como os principais compradores da fruta nacional.

Estoques elevados sustentam perspectivas positivas

O setor mantém uma expectativa favorável para os próximos meses. Com ampla disponibilidade de frutas armazenadas no mercado interno, a tendência é de continuidade do atual ritmo de embarques ao exterior.

Caso esse cenário se confirme, a exportação de maçãs deverá contribuir para reduzir o déficit da balança comercial do segmento ao longo de 2026, fortalecendo a rentabilidade dos produtores e ampliando a participação do Brasil no mercado global da fruta.

FONTE: HF Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação por contêiner cresce no Brasil e impulsiona abertura de novos mercados

A exportação por contêineres no Brasil vem apresentando mudanças significativas em seu perfil, acompanhadas pela ampliação dos destinos comerciais atendidos pelo país. O movimento ocorre em meio à reconfiguração das relações internacionais de comércio após as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros.

Levantamento do Observatório de Infraestrutura do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), obtido pela CNN, mostra que a movimentação de cargas conteinerizadas nos portos nacionais avançou de 1,2 milhão para 1,3 milhão de TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés — entre março e abril deste ano.

Crescimento supera ritmo do mercado internacional

Para consolidar os números mais recentes, o IBI realizou consultas diretas aos terminais portuários brasileiros. Os dados oficiais ainda não foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que enfrenta dificuldades operacionais desde um ataque cibernético registrado em maio.

Considerando o histórico compilado até abril, o estudo aponta crescimento de 7,7% na movimentação de contêineres nos últimos 12 meses.

Segundo o gerente do Observatório do IBI, Bruno Pinheiro, o desempenho brasileiro chama atenção por ocorrer em um cenário de desaceleração do mercado global. Enquanto a demanda mundial por transporte conteinerizado cresceu cerca de 4% em 2025 e tem projeção de avanço entre 2% e 3% em 2026, o Brasil mantém uma expansão em ritmo superior.

Máquinas e commodities lideram avanço das cargas

Os dados revelam mudanças importantes na composição das mercadorias movimentadas pelos portos.

Nas importações, o destaque ficou para os bens de capital, categoria que inclui máquinas, equipamentos industriais e tecnologias produtivas. O segmento registrou crescimento de 23,7% ao longo de 2025.

Já nas exportações, produtos tradicionalmente transportados em contêineres, como café verde e algodão, alcançaram volumes recordes. Outros setores também ampliaram presença no mercado internacional, incluindo carnes, açúcar e celulose.

Para especialistas, o cenário demonstra um aumento da participação de produtos com maior valor agregado na pauta exportadora brasileira.

China, Argentina e Índia ganham espaço nas exportações brasileiras

A mudança nos fluxos comerciais ocorre após a redução das vendas para os Estados Unidos. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano recuaram 6,6%, chegando a registrar queda de 35,4% em outubro, período marcado pelo anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Apesar desse impacto, a atividade nos portos continuou em expansão.

De acordo com Bruno Pinheiro, o crescimento foi sustentado pela intensificação das relações comerciais com a China e pela ampliação dos negócios com países como Argentina e Índia, que passaram a absorver parte da produção antes direcionada aos Estados Unidos.

Cabotagem reforça expansão da logística nacional

Outro fator apontado como decisivo para o desempenho positivo é o avanço contínuo da cabotagem, modalidade que realiza o transporte de cargas entre portos brasileiros.

O segmento mantém trajetória de crescimento há quase dez anos e vem contribuindo para aumentar a eficiência da logística portuária, reduzindo custos e fortalecendo a integração entre diferentes regiões do país.

Infraestrutura portuária enfrenta desafio para acompanhar demanda

Com a perspectiva de crescimento contínuo da movimentação de cargas, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a capacidade dos acessos portuários e dos terminais brasileiros.

Segundo o IBI, alguns gargalos operacionais já começam a demonstrar sinais de saturação, o que pode comprometer o atendimento à futura demanda caso novos investimentos não sejam realizados.

Nesse cenário, o setor aguarda a realização do leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior projeto de concessão de contêineres do país. Além disso, a expectativa é de que outros três terminais especializados em movimentação conteinerizada sejam licitados ainda em 2026.

Caso confirmadas, essas quatro concessões representarão o primeiro ciclo de grandes licitações voltadas exclusivamente para terminais de contêineres em aproximadamente dez anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Exportação

Exportações de Mato Grosso em maio: soja perde ritmo, enquanto milho e algodão batem recordes

As exportações de Mato Grosso apresentaram movimentos distintos em maio de 2026. Enquanto a soja registrou desaceleração nos embarques, impulsionada pela menor demanda chinesa, o milho e o algodão alcançaram resultados expressivos e renovaram marcas históricas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O cenário reforça a relevância do estado no comércio exterior brasileiro, especialmente no escoamento de commodities agrícolas.

Menor demanda da China reduz embarques de soja

Mato Grosso exportou 4,55 milhões de toneladas de soja em maio, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O principal fator para a retração foi a redução das compras pela China, principal destino da oleaginosa produzida no estado.

No quinto mês de 2026, os chineses adquiriram 2,79 milhões de toneladas, uma queda de 22,74% na comparação anual.

Além do enfraquecimento da demanda externa, parte da produção permaneceu no mercado interno. O aumento do processamento da soja para obtenção de óleo, utilizado na fabricação de biodiesel, contribuiu para absorver uma parcela maior da oferta disponível.

Apesar da redução pontual em maio, o desempenho acumulado entre janeiro e maio segue robusto. No período, Mato Grosso embarcou 19,85 milhões de toneladas, o maior volume exportado para os cinco primeiros meses do ano nos últimos cinco anos.

Segundo o Imea, oscilações no fluxo de exportação são comuns durante o intervalo entre safras. Para 2026, a estimativa é de que o estado exporte 32,11 milhões de toneladas de soja, número que representa crescimento de 0,31% em relação ao volume registrado em 2025.

Exportações de milho superam resultado da safra anterior

O milho também teve participação relevante no comércio exterior brasileiro em maio. O Brasil exportou 249,31 mil toneladas do cereal, volume inferior ao registrado em abril, mas significativamente superior ao observado no mesmo mês do ano passado.

Mato Grosso respondeu por quase metade dos embarques nacionais ao exportar 121,03 mil toneladas. O resultado corresponde ao quinto maior volume já registrado para meses de maio na série histórica estadual.

Na comparação com a divulgação anterior, os embarques cresceram 207,36%. Já no acumulado da safra 2024/25, o estado alcançou 24,03 milhões de toneladas exportadas, superando em 1,68% todo o volume embarcado durante a safra 2023/24.

Com os números atuais, a temporada ocupa a terceira posição entre os maiores volumes de exportação de milho já registrados em Mato Grosso.

Algodão alcança melhor resultado da história para maio

O destaque do mês ficou com o algodão, que atingiu um novo recorde para o período. Mato Grosso embarcou 194,42 mil toneladas da pluma, respondendo por 66,77% de todas as exportações brasileiras do produto em maio.

Entre os principais compradores, Bangladesh liderou as aquisições com 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, que importou 35,83 mil toneladas.

A China, embora tenha reduzido o ritmo de compras nos últimos meses e perdido a liderança mensal, continua sendo o principal destino do algodão mato-grossense na temporada atual. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, o país asiático recebeu 381,15 mil toneladas, enquanto Bangladesh acumulou 326,31 mil toneladas.

Temporada do algodão caminha para novo recorde

No acumulado da temporada, Mato Grosso já exportou 1,82 milhão de toneladas de algodão, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo.

As projeções do Imea indicam que os embarques entre agosto de 2025 e julho de 2026 deverão alcançar 2,08 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra histórica para a cadeia produtiva da fibra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de carnes de SC podem ser afetadas por restrições da União Europeia, alerta FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da relação de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026, caso o país não apresente as garantias exigidas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a entidade, a determinação pode gerar impactos relevantes para a economia catarinense, especialmente sobre as exportações de carnes e produtos avícolas, segmentos que figuram entre os principais motores da indústria estadual.

Setor de carnes teme perdas no mercado europeu

Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 7,5% das vendas externas catarinenses de carnes e derivados, movimentando aproximadamente US$ 170 milhões por ano. A possível interrupção desses embarques preocupa o setor, já que encontrar novos mercados para absorver esse volume em curto prazo exigiria grande esforço logístico, comercial e operacional.

Na avaliação da FIESC, a restrição pode afetar não apenas os frigoríficos exportadores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor de proteína animal.

Impactos podem atingir empregos e cadeia produtiva

A Federação destaca que a manutenção das barreiras sanitárias tende a provocar reflexos indiretos sobre o sistema de integração que sustenta a produção agroindustrial no estado. O cenário aumenta o risco de redução de postos de trabalho, especialmente na região Oeste de Santa Catarina, onde a atividade possui forte peso econômico e social.

O receio é que os efeitos se espalhem por diferentes elos da cadeia, afetando produtores integrados, transportadores, fornecedores e demais empresas ligadas ao segmento.

Mel e pescado também estão entre os setores afetados

Além das carnes, a FIESC observa com atenção os possíveis impactos sobre os segmentos de mel e pescado. Embora esses produtos tenham participação menor nas exportações para o mercado europeu, ambos registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.

Parte desse avanço foi impulsionada pelas expectativas geradas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que abriu perspectivas de ampliação comercial. Com as novas restrições sanitárias, os setores correm o risco de perder oportunidades justamente em um momento considerado favorável para expansão dos negócios.

Entidade cobra agilidade nas negociações

A Federação reconhece os esforços realizados pelo setor privado e pelos órgãos envolvidos nas tratativas com a União Europeia. No entanto, a entidade mantém preocupação quanto à capacidade de o governo federal avançar com rapidez e eficiência nas negociações necessárias para comprovar o atendimento às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu dentro do prazo estabelecido.

FIESC seguirá acompanhando o tema

Diante do cenário, a FIESC informou que continuará monitorando a evolução das negociações e se coloca à disposição para colaborar com informações técnicas, articulações institucionais e contribuições que possam auxiliar na busca por uma solução favorável à indústria catarinense e ao setor exportador.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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