Exportação

Exportações de cacau pelo Porto de Callao superam 70% no Terminal Sul administrado pela DP World

O Porto de Callao, no Peru, consolidou sua importância na logística de exportação de cacau, com o Terminal Sul (Muelle Sur) respondendo por 71,4% dos embarques do produto realizados pelo país entre janeiro e maio de 2026.

No período, o terminal operado pela DP World Callao movimentou 2.579 TEU de cacau peruano, reforçando seu papel estratégico no escoamento da produção destinada ao mercado internacional.

Europa lidera como principal destino do cacau peruano

Divulgados durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau, os dados mostram que a Europa concentrou 43,4% das exportações realizadas pelo terminal no período analisado.

Na sequência aparecem os mercados das Américas e da Ásia, que também figuram entre os principais destinos do cacau peruano, evidenciando a crescente demanda global pelo produto.

Qualidade e sustentabilidade impulsionam o produto no mercado externo

Segundo o diretor-geral da DP World Callao, Marco Hernández, o cacau do Peru vem conquistando cada vez mais espaço em mercados internacionais que exigem elevados padrões de qualidade.

De acordo com o executivo, esse avanço é resultado não apenas da excelência do produto, mas também do compromisso de toda a cadeia exportadora com práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência logística, fatores considerados essenciais pelos compradores globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Exportação

Exportação de algodão em pluma cresce 13,6% e Mato Grosso embarca quase 2 milhões de toneladas

As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso seguem em ritmo recorde na safra 2024/25. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, o estado embarcou 1,97 milhão de toneladas da fibra para o mercado internacional, volume 13,57% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Os dados mostram que a China permanece como o principal destino da produção mato-grossense, consolidando sua posição como maior compradora da fibra produzida no estado.

Junho registra maior volume da série histórica para o mês

Somente em junho, Mato Grosso exportou 154,18 mil toneladas de algodão em pluma. Embora o resultado represente uma queda de 20,7% em relação a maio, houve um crescimento expressivo de 66,38% na comparação com junho de 2025.

Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), esse foi o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica.

China amplia compras de algodão brasileiro

Ao longo da safra, a China importou 389,2 mil toneladas de algodão em pluma provenientes de Mato Grosso, respondendo por 19,75% de todas as exportações do estado.

Na comparação com a temporada 2023/24, as aquisições chinesas cresceram 53,97%, reforçando a presença do produto brasileiro no mercado asiático.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço nas compras foi impulsionado pela maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta para exportação.

O instituto também destaca que Mato Grosso foi responsável por mais da metade de todo o algodão brasileiro destinado ao mercado chinês durante o período analisado.

Bangladesh, Turquia e Vietnã completam ranking dos principais destinos

Além da China, outros importantes mercados ampliaram a demanda pela fibra produzida em Mato Grosso.

Bangladesh aparece como o segundo maior comprador, com 359,5 mil toneladas importadas. Na sequência estão a Turquia, com 302,06 mil toneladas, e o Vietnã, que adquiriu 237,03 mil toneladas ao longo da safra.

O desempenho confirma a força do algodão brasileiro no comércio internacional e reforça o protagonismo de Mato Grosso como principal estado exportador da commodity.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Imposto sobre exportação de petróleo permanece em 12% por mais 60 dias

O governo federal decidiu manter por mais dois meses a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto e os minerais betuminosos. A medida foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e continuará em vigor por até 60 dias, com possibilidade de revisão após o primeiro mês.

A decisão foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que justificou a prorrogação diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos possíveis impactos no mercado internacional de energia.

Conflitos no Oriente Médio motivaram a decisão

Segundo o governo, a manutenção da alíquota foi motivada pela piora do cenário internacional, especialmente após a retomada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além da instabilidade registrada no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

A preocupação é que eventuais interrupções no fluxo da commodity elevem os preços internacionais e afetem o abastecimento de combustíveis no Brasil.

Objetivo é proteger o mercado interno

De acordo com o MDIC, a continuidade da tributação busca garantir matéria-prima para as refinarias instaladas no país e preservar o fornecimento de combustíveis ao mercado interno.

A pasta afirma que a medida pretende assegurar condições adequadas para o funcionamento do parque nacional de refino, reduzindo riscos de desabastecimento em um momento de maior instabilidade no cenário externo.

Tributo foi criado para compensar redução de impostos sobre o diesel

O Imposto de Exportação sobre o petróleo foi instituído em março por meio de uma medida provisória, como forma de compensar a redução de tributos federais incidente sobre o diesel.

Na ocasião, o governo adotou a iniciativa para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis provocada pelas tensões internacionais que pressionavam o preço do barril de petróleo.

Embora a medida provisória tenha perdido a validade, o Gecex manteve a cobrança por decisão administrativa, já que o imposto possui caráter regulatório e não depende de nova aprovação do Congresso Nacional.

Alta do petróleo levou governo a rever estratégia

Inicialmente, a equipe econômica avaliava reduzir gradualmente a alíquota até eliminá-la, caso os preços internacionais do petróleo permanecessem em níveis mais baixos.

No entanto, o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã alterou esse cenário. A valorização do petróleo Brent, que voltou a se aproximar dos US$ 80 por barril, reforçou as preocupações sobre possíveis impactos no abastecimento global.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo, tornando qualquer instabilidade na região um fator de pressão para os preços internacionais.

Nova avaliação ocorrerá em 30 dias

O governo informou que acompanhará a evolução do mercado internacional antes de decidir os próximos passos. A alíquota será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando o comportamento dos preços do petróleo e o cenário geopolítico.

Além disso, o Ministério da Fazenda também estuda possíveis ajustes no cronograma de retirada de incentivos relacionados aos combustíveis, diante das incertezas no mercado global.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Exportação

Exportação de carne suína do Brasil cresce 10% no primeiro semestre de 2026

As exportações de carne suína brasileiras mantiveram ritmo positivo ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país embarcou 794,2 mil toneladas do produto, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 722 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Além do aumento no volume embarcado, o setor também registrou crescimento nas receitas obtidas com as vendas ao mercado externo.

Receita com exportações supera US$ 1,8 bilhão

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a receita gerada pelas exportações brasileiras de carne suína alcançou US$ 1,859 bilhão, resultado 7,9% maior que os US$ 1,723 bilhão registrados no primeiro semestre do ano passado.

Apesar do desempenho positivo no acumulado, o mês de junho apresentou retração. Os embarques somaram 132,4 mil toneladas, uma redução de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

A receita também recuou no período, totalizando US$ 312,8 milhões, queda de 8,4% frente aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano anterior.

Filipinas lideram entre os principais compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com importações de 23,5 mil toneladas.

Na sequência aparecem o Japão, com 17,2 mil toneladas, o Chile, com 11,7 mil toneladas, a China, com 11,4 mil toneladas, e Hong Kong, que adquiriu 8 mil toneladas do produto.

Entre os demais mercados de destaque estão o México (6,9 mil toneladas), Singapura (5,9 mil toneladas), Argentina (5,9 mil toneladas), Vietnã (5,8 mil toneladas) e Uruguai (4,7 mil toneladas).

Santa Catarina segue na liderança das exportações

No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional em junho, com 65,2 mil toneladas embarcadas para o mercado internacional.

O Rio Grande do Sul aparece na segunda posição, com 31,4 mil toneladas exportadas, seguido pelo Paraná, com 20,7 mil toneladas.

Também figuram entre os principais estados exportadores Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, que embarcou 4 mil toneladas no período.

O desempenho reforça a competitividade da suinocultura brasileira no mercado internacional, sustentada pela diversificação de destinos e pela demanda crescente de importantes mercados consumidores.

FONTE: Boca Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de soja de Mato Grosso batem recorde no primeiro semestre de 2026

Mato Grosso registrou um novo recorde nas exportações de soja durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o estado embarcou 24,06 milhões de toneladas do grão, volume que corresponde a 34,59% de toda a soja exportada pelo Brasil no período.

Os dados confirmam o protagonismo mato-grossense no mercado internacional e refletem o desempenho da safra 2025/26, considerada uma das maiores já registradas.

Safra elevada impulsiona desempenho brasileiro

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 69,58 milhões de toneladas de soja no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 7,13% em comparação com o mesmo período de 2025.

Em Mato Grosso, o avanço foi de 5,15% na comparação anual, resultado atribuído à elevada produção obtida na última safra.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o cenário demonstra a continuidade da forte demanda internacional pela soja brasileira.

China segue como principal compradora

A China permaneceu como o principal destino da soja produzida em Mato Grosso. No entanto, o volume adquirido pelo país asiático apresentou redução de 4,77% em relação ao primeiro semestre de 2025.

Apesar desse recuo, o estado conseguiu ampliar sua presença em outros mercados. Os cinco principais importadores, excluindo a China, aumentaram suas compras em 42,25%, compensando parte da diminuição da demanda chinesa.

Embarques devem perder ritmo no segundo semestre

A expectativa do Imea é de que o ritmo das exportações de soja diminua nos próximos meses. A previsão está relacionada à menor oferta do grão disponível para comercialização, comportamento considerado habitual na segunda metade do ano após o pico dos embarques registrados no primeiro semestre.

Mesmo com essa desaceleração sazonal, Mato Grosso mantém posição de destaque como principal exportador de soja do país.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Elas Exportam inicia nova edição com 117 empreendedoras e fortalece a internacionalização feminina

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), deu início à sexta edição do Programa Elas Exportam, iniciativa que incentiva a participação de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior.

Nesta edição, 117 empreendedoras foram selecionadas para participar de uma jornada de capacitação e mentoria voltada ao desenvolvimento de estratégias para ampliar a presença de seus negócios no mercado internacional.

Mentorias e capacitação impulsionam empresas lideradas por mulheres

Ao longo do programa, cada participante contará com o acompanhamento de uma mentora especializada em exportação e negócios internacionais. A programação reúne conteúdos técnicos, atividades práticas e orientações estratégicas para preparar as empresas para competir em mercados globais.

Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, a iniciativa integra uma trilha de desenvolvimento que acompanha as empresas desde a capacitação até a promoção comercial, fortalecendo a inserção dos produtos brasileiros no exterior.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que o programa já se consolidou como uma importante política pública para ampliar a participação feminina no comércio internacional e tornar esse ambiente mais inclusivo.

Nova edição amplia setores atendidos

Entre as novidades deste ano está a expansão da programação, que passa a oferecer mais encontros coletivos, conteúdos voltados ao desenvolvimento socioemocional e à gestão estratégica, além do fortalecimento das parcerias institucionais.

Outra inovação é a criação de vagas específicas para empresas dos setores de tecnologia da informação, audiovisual e games, ampliando o alcance da iniciativa para segmentos de alto potencial de crescimento.

Procura pelo programa cresce em todo o Brasil

O interesse pelo Elas Exportam aumentou significativamente nesta edição. O programa recebeu quase 600 manifestações de interesse de empreendedoras e contabilizou 374 inscrições para o Banco de Mentoras.

As participantes representam todas as regiões do país, sendo que aproximadamente 30% das selecionadas são dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, reforçando o compromisso com a diversidade regional.

Programa já beneficiou centenas de empresas

Desenvolvido dentro da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), o programa conta com o apoio do Banco do Brasil, Sebrae, INPI e de diversas instituições parceiras que contribuem com mentorias e capacitações.

Desde sua criação, o Elas Exportam já apoiou 219 empresas e reuniu 196 mentoras, formando uma ampla rede de incentivo ao empreendedorismo feminino e à internacionalização de pequenos e médios negócios.

Em 2025, a iniciativa recebeu reconhecimento internacional ao conquistar o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, concedido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), na categoria dedicada às mulheres empreendedoras.

Com o avanço de cada edição, o programa fortalece o ambiente de apoio às empresárias brasileiras, ampliando as oportunidades para que mais negócios liderados por mulheres conquistem espaço no mercado global.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Etanol de milho ganha padrão oficial e fortalece exportações brasileiras

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializaram uma portaria conjunta que estabelece, pela primeira vez, critérios nacionais de identidade e qualidade para produtos derivados da biorrefinaria de milho e de outros cereais destinados à alimentação animal.

A medida foi anunciada durante o lançamento do Plano Safra e regulamenta o DDG (grãos secos de destilaria), principal coproduto obtido na fabricação do etanol de milho.

Medida amplia segurança jurídica e incentiva exportações

A nova regulamentação atende a uma antiga demanda da cadeia de biocombustíveis e cria um marco regulatório para o setor.

Com a definição de padrões oficiais de qualidade, a expectativa é ampliar a segurança jurídica para indústrias e produtores, fortalecer a credibilidade dos produtos brasileiros no mercado internacional e facilitar a abertura de novos mercados para exportação.

Além de aumentar a competitividade da cadeia produtiva, a padronização contribui para consolidar o Brasil como fornecedor de derivados do milho com qualidade reconhecida.

Grupo de trabalho avaliará impactos do El Niño no campo

Durante o mesmo evento, o Ministério da Agricultura também anunciou a criação de um grupo de trabalho voltado ao monitoramento dos efeitos do El Niño sobre a produção agropecuária.

O comitê será formado por representantes do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Embrapa, com a missão de analisar os impactos climáticos provocados pelo fenômeno e desenvolver estratégias de adaptação para reduzir riscos à produção rural.

A iniciativa busca fortalecer o planejamento do setor agropecuário diante de eventos climáticos extremos e ampliar a capacidade de resposta dos produtores.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Exportações de frango registram recorde histórico no primeiro semestre de 2026

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados históricos nas exportações de frango, tanto em volume quanto em faturamento. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e confirmam o melhor desempenho já registrado pelo setor no período.

Somente em junho, os embarques de carne de frango — incluindo produtos in natura e processados — totalizaram 482,8 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 40,6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram exportadas 343,4 mil toneladas.

A receita também avançou de forma expressiva. No mês, o setor movimentou US$ 985,5 milhões, resultado 54,7% superior aos US$ 637 milhões obtidos em junho do ano passado.

Primeiro semestre fecha com alta nas exportações e no faturamento

Com o desempenho registrado em junho, o país acumulou 2,936 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e junho de 2026. O volume é 12,9% maior do que o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando os embarques somaram 2,6 milhões de toneladas.

No aspecto financeiro, a receita acumulada alcançou US$ 5,7 bilhões no semestre, crescimento de 17% frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

China lidera entre os principais mercados compradores

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em junho, com a compra de 50,1 mil toneladas.

Na sequência aparecem Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, que importaram 46,6 mil, 46,2 mil e 33,1 mil toneladas, respectivamente.

Também figuram entre os principais mercados a União Europeia, com 28 mil toneladas, a África do Sul, com 26,3 mil toneladas, e o México, com 25,4 mil toneladas. Coreia do Sul, Filipinas e Singapura completam a lista dos maiores compradores.

Base de comparação favoreceu crescimento em junho

De acordo com a ABPA, parte da forte expansão observada em junho está relacionada à base de comparação reduzida do mesmo período de 2025. Na ocasião, houve restrições temporárias às exportações após o registro do único caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial brasileira, situação posteriormente controlada.

Paraná segue como maior exportador brasileiro

Entre os estados, o Paraná manteve a liderança nas exportações em junho, com 199,3 mil toneladas embarcadas.

Na sequência aparecem Santa Catarina (103,3 mil toneladas), Rio Grande do Sul (56,7 mil toneladas), São Paulo (29,9 mil toneladas) e Goiás (29,4 mil toneladas).

Setor destaca expansão em mercados estratégicos

Em nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que os resultados foram obtidos mesmo diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e dificuldades logísticas nas rotas marítimas ligadas ao Estreito de Ormuz.

Segundo ele, o Brasil conseguiu ampliar sua participação em mercados estratégicos e de maior valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, além de manter forte presença no Oriente Médio e abrir novas oportunidades em mercados emergentes.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrofy News

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Exportação

Brasil adota novas regras para exportação de carnes à União Europeia

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou a implementação de novos procedimentos de inspeção para a produção de carnes e derivados destinados à União Europeia (UE). A medida busca adequar o sistema brasileiro às exigências do bloco europeu e preservar o acesso dos produtos nacionais ao mercado internacional.

As novas orientações foram divulgadas pelo Globo Rural, que informou ter obtido um documento enviado pelo governo federal aos auditores fiscais federais agropecuários.

Objetivo é evitar restrições às exportações brasileiras

A iniciativa faz parte da estratégia do governo para impedir que a União Europeia suspenda, a partir de setembro, a importação de determinados produtos de origem animal provenientes do Brasil.

Entre os itens que podem ser afetados pelas restrições estão carne bovina, carne de frango, ovos e animais vivos, segmentos de grande relevância para o agronegócio brasileiro e para a pauta de exportações do país.

Mudança atende exigências sanitárias da União Europeia

As exigências europeias estão relacionadas às normas que regulamentam o uso de determinadas substâncias antimicrobianas em animais destinados à produção de alimentos.

Anunciadas pela União Europeia em maio, as novas regras estabelecem critérios mais rigorosos para a entrada de produtos de origem animal no bloco, exigindo que os países exportadores comprovem conformidade com os padrões sanitários adotados pelos europeus.

Com a adoção dos novos procedimentos de inspeção, o Brasil busca manter a habilitação de seus estabelecimentos exportadores e assegurar a continuidade das vendas para um dos principais mercados consumidores de proteínas do mundo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 4,3% e somam US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações de Santa Catarina alcançaram US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete a ampliação e diversificação dos mercados compradores, com avanço expressivo das vendas para a União Europeia, Japão e México.

A estratégia de redirecionamento dos embarques ajudou a minimizar os impactos provocados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, além das incertezas geradas pelo cenário geopolítico no Oriente Médio.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, a indústria catarinense demonstrou capacidade de adaptação diante dos desafios do comércio internacional.

“A reconfiguração dos nossos destinos comerciais demonstra a resiliência e a agilidade da indústria catarinense, que conseguiu expandir sua atuação em mercados estratégicos e compensar perdas expressivas com as vendas aos Estados Unidos”, afirmou.

União Europeia lidera crescimento das exportações

Enquanto as vendas para os Estados Unidos recuaram 31,3% entre janeiro e junho, a União Europeia tornou-se o principal destino dos produtos catarinenses, com crescimento de 11,5%, impulsionado pelos efeitos do acordo entre Mercosul e o bloco europeu.

Além disso, outros mercados registraram expansão nas compras de produtos catarinenses, como Japão (+41,2%), México (+15,2%), Paraguai (+13,3%) e China (+10,4%).

Proteína animal impulsiona desempenho das exportações

O segmento de proteína animal foi o principal responsável pelo desempenho positivo da balança comercial catarinense.

As exportações de carne de aves atingiram US$ 1,13 bilhão no semestre, sustentadas pela demanda de países como China, México, Chile, Coreia do Sul e Japão.

Já as vendas externas de carne suína somaram US$ 873,9 milhões, com destaque para o crescimento das exportações destinadas ao mercado japonês.

Apesar dos bons resultados no setor, segmentos tradicionais da indústria catarinense enfrentaram dificuldades em razão das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Setor madeireiro sofre forte impacto das tarifas dos EUA

As exportações catarinenses para os Estados Unidos totalizaram US$ 582,9 milhões no primeiro semestre, representando queda de 31,3% em comparação ao mesmo período de 2025.

De acordo com Gilberto Seleme, o maior impacto foi sentido pela indústria de madeira, cujas vendas ao mercado norte-americano caíram 40,8%, passando de US$ 316,6 milhões para US$ 187,5 milhões.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que parte dos produtos que sofreram tarifa adicional de 50% em 2025 começou a apresentar sinais de recuperação após o encerramento da cobrança, em março deste ano. No entanto, os itens enquadrados na Seção 232 seguem enfrentando dificuldades.

Segundo ele, essa restrição reduziu pela metade o volume exportado desses produtos — de 22 mil para 11,7 mil toneladas — afetando principalmente a economia das regiões Serrana e do Planalto Norte de Santa Catarina.

Importações de Santa Catarina avançam 7,9%

No primeiro semestre de 2026, as importações de Santa Catarina chegaram a US$ 18,15 bilhões, crescimento de 7,9% frente ao mesmo período de 2025.

Entre os principais produtos importados estão o cobre em formas brutas, que movimentou US$ 819,5 milhões, alta de 24,6%, e os pneus, com US$ 496,5 milhões e expressivo avanço de 86,5%.

O setor automotivo também apresentou expansão. As compras de autopeças totalizaram US$ 533,1 milhões, aumento de 17,3%, enquanto as importações de automóveis de passageiros cresceram 22,6%, alcançando US$ 416,3 milhões entre janeiro e junho.

Perspectivas para o comércio exterior catarinense

A expectativa da FIESC é de que o Acordo União Europeia–Mercosul continue favorecendo as exportações catarinenses, ampliando oportunidades para os produtos fabricados no estado.

Por outro lado, a permanência das tensões comerciais com os Estados Unidos e a possibilidade de novas tarifas seguem no radar dos setores exportadores.

Na avaliação de Pablo Bittencourt, a continuidade do crescimento dependerá da capacidade de segmentos como o madeireiro e o moveleiro de ampliar sua presença em novos mercados internacionais, reduzindo a dependência de parceiros comerciais tradicionais e diminuindo os impactos de oscilações externas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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