Exportação

UE pode suspender barreiras às exportações de aves e mel do Brasil

A União Europeia (UE) deverá reavaliar a suspensão das exportações brasileiras de carne de aves e mel após uma auditoria realizada no Brasil em agosto. O relatório elaborado pelo bloco apresentou conclusões positivas sobre os controles adotados pelo país para o uso de antimicrobianos, incluindo antibióticos, nessas duas cadeias produtivas.

As exportações dos produtos brasileiros para o mercado europeu estão suspensas desde 3 de setembro. Na avaliação inicial, a UE considerou que o sistema brasileiro de controle não oferecia garantias suficientes para atender às novas regras europeias sobre a utilização de antibióticos.

Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela coluna, o resultado da auditoria representa uma sinalização favorável e abre a possibilidade de que aves e mel brasileiros voltem ao mercado europeu até novembro.

Carne bovina enfrenta prazo mais longo

A situação é diferente para a carne bovina brasileira. O principal desafio para o governo está na retirada do produto da lista de itens excluídos pela União Europeia.

Como o critério adotado pelo bloco considera o tempo de vida dos animais, a suspensão relacionada à proteína bovina pode durar significativamente mais. Segundo as informações levantadas pela coluna, o prazo poderia chegar a dois anos.

O governo brasileiro também recebeu a informação oficial de que uma nova auditoria sobre a cadeia de carne de aves deverá ser realizada pela UE em 2027.

De acordo com fontes oficiais, a nova inspeção serviria também para responder a setores europeus que questionaram o resultado positivo da primeira auditoria.

Relatório aponta adequação dos controles brasileiros

O documento elaborado após a missão técnica concluiu que a estrutura brasileira apresenta condições para atender às exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos.

Segundo o relatório, a legislação, os procedimentos adotados e o treinamento dos fiscais, além dos mecanismos de controle utilizados no país, são considerados capazes de cumprir as exigências previstas no Regulamento (UE) 2019/6 para as cadeias de aves e mel.

Na produção avícola, um dos pontos destacados foi a separação da linha destinada ao mercado europeu. No caso do mel, a avaliação levou em conta a ausência de produtos registrados para utilização em abelhas e os controles aplicados ao fornecimento desses produtos aos apicultores.

A auditoria também considerou que o sistema brasileiro de fiscalização oferece uma base adequada para que as autoridades nacionais possam certificar o cumprimento das restrições europeias sobre determinados antimicrobianos nos certificados sanitários exigidos para as exportações.

Governo brasileiro questiona suspensão

Apesar da avaliação positiva, integrantes da diplomacia brasileira questionam os motivos que levaram à suspensão dos produtos e os impactos econômicos e de imagem provocados pela medida.

Fontes diplomáticas citadas pela coluna avaliam que pressões protecionistas na Europa podem ter influenciado a decisão. Segundo esse entendimento, parte do setor europeu vê o Brasil como um concorrente de grande escala no agronegócio e defende mecanismos de proteção ao mercado do bloco.

Essa discussão ganhou relevância após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, cuja negociação se estendeu por mais de 25 anos.

Comitê técnico vai decidir sobre retorno dos produtos

O próximo passo será a convocação de um comitê técnico da União Europeia, responsável por avaliar a retirada das restrições e a eventual reinclusão de aves e mel brasileiros na lista de produtos autorizados para entrada no bloco.

Embora seja um órgão de caráter técnico, fontes diplomáticas apontam que a decisão também está sujeita a pressões políticas.

França, Irlanda e Polônia estão entre os países que lideram a oposição ao acordo entre Mercosul e UE. Segundo uma fonte diplomática, um eventual voto contrário desses países à relistagem brasileira poderia reforçar a interpretação de que a suspensão teve motivação protecionista, e não exclusivamente relacionada ao cumprimento das normas sanitárias.

A decisão, porém, não depende de unanimidade. Até o momento, as autoridades europeias ainda não informaram ao governo brasileiro a data exata da votação.

Brasil avalia medidas caso barreira seja mantida

O governo brasileiro acompanha o processo e pretende continuar pressionando pela retirada das restrições. Fontes diplomáticas não descartam a adoção de medidas de reequilíbrio comercial caso as barreiras europeias permaneçam.

Também está no radar a possibilidade de levar a questão a organismos internacionais, incluindo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora o sistema multilateral de comércio enfrente dificuldades, inclusive em razão da ofensiva do governo Donald Trump contra mecanismos multilaterais, a organização continua sendo considerada uma via possível, ainda que com efeitos principalmente simbólicos.

Reino Unido fará auditoria sobre carne brasileira

Outra avaliação importante ocorrerá em outubro. Na semana de 13 de outubro, o Reino Unido deverá enviar uma missão ao Brasil para verificar os controles relacionados ao uso de antimicrobianos na produção destinada à exportação de carne de aves, mel e carne bovina.

Um resultado positivo na auditoria britânica, especialmente em relação à carne bovina, poderá contribuir para uma futura revisão da posição europeia e favorecer a reintegração do Brasil ao mercado da União Europeia também nesse segmento.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Whitaker

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Exportação

Brasil amplia exportações agroalimentares para a União Europeia e ganha espaço no mercado

O Brasil foi o único entre os cinco principais parceiros comerciais da União Europeia (UE) a registrar crescimento nas exportações de produtos agroalimentares para o bloco nos primeiros sete meses deste ano. Até julho, os embarques brasileiros somaram € 11,2 bilhões, o equivalente a uma participação de aproximadamente 10% nas importações europeias do setor.

No mesmo período, a União Europeia importou € 108,6 bilhões em produtos agroalimentares. A participação brasileira poderia ter sido ainda maior, mas a queda nas cotações do café reduziu o valor total das compras.

Café e soja estão entre os principais produtos importados pela UE

Entre os produtos que mais pesam na pauta de importações europeias estão café, cacau, chá e especiarias. Juntos, eles movimentaram € 20,5 bilhões em compras até julho, valor 19% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Além desses produtos, frutas, castanhas e soja aparecem entre os principais itens adquiridos pelo bloco. No caso da soja, o Brasil ampliou sua participação ao elevar o volume destinado ao mercado europeu.

Os dados da Comissão Europeia também mostram aumento nos gastos com carne bovina. Até julho, as compras do bloco alcançaram € 2,1 bilhões. Apesar da relevância desse mercado, a União Europeia suspendeu, no início deste mês, a entrada de carne bovina brasileira.

Tarifas dos EUA afetam comércio com a Europa

A política comercial adotada pelo governo de Donald Trump, marcada pela aplicação de tarifas sobre parceiros comerciais dos Estados Unidos, também repercutiu nas relações entre norte-americanos e europeus.

De janeiro a julho, as importações da União Europeia provenientes dos Estados Unidos recuaram 4%, para € 7,69 bilhões. No sentido contrário, as exportações europeias para o mercado norte-americano caíram 9%, para € 16 bilhões.

A relação comercial entre a UE e a China também perdeu ritmo. As exportações europeias para os chineses diminuíram 3%, enquanto as importações permaneceram praticamente estáveis.

Produtos agroalimentares movimentam bilhões

Entre as principais dependências da União Europeia no setor agroalimentar estão café, cacau, frutas, soja e cereais. Já entre os produtos mais exportados pelo bloco aparecem cereais processados, lácteos, vinho, café e carne suína.

Café e cacau estão entre os produtos que mais movimentam o comércio agroalimentar europeu. Até julho, a UE desembolsou € 20,5 bilhões para importar esses itens e, posteriormente, reexportou € 6,6 bilhões em produtos de maior valor agregado relacionados ao café.

No mercado de tabaco, as importações chegaram a € 3,1 bilhões, enquanto as exportações alcançaram € 4,8 bilhões.

Exportações de soja brasileira avançam

O desempenho brasileiro também aparece nos dados mais recentes de exportação. Segundo a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), as vendas externas de soja brasileira chegaram a 7,24 milhões de toneladas neste mês.

Com exceção de fevereiro, o volume embarcado em todos os meses deste ano ficou acima do registrado nos mesmos períodos de 2025.

O acumulado já alcança 102 milhões de toneladas, aproximando-se das 109 milhões de toneladas exportadas durante todo o ano passado, conforme os dados da Anec.

Farelo de soja e DDGS também ganham mercado

As exportações brasileiras de milho apresentam ritmo mais moderado. De janeiro a setembro, os embarques somaram 19,5 milhões de toneladas.

Enquanto isso, o aumento no processamento da soja impulsionou as vendas externas de farelo de soja. Os embarques chegaram a 19,3 milhões de toneladas no acumulado do ano, diante das 23 milhões de toneladas exportadas em todo 2025.

Outro produto que vem ampliando espaço no comércio exterior é o DDGS, subproduto da fabricação de etanol de milho com alto teor de proteínas. Segundo cálculos da Anec, o Brasil já exportou 840 mil toneladas neste ano, superando as 796 mil toneladas embarcadas durante todo o ano passado.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roosevelt Cassio/Reuters

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Exportação

Brasil amplia acesso a mercados e conquista novas autorizações para exportação em cinco países

Produtos brasileiros ganharam acesso a novos mercados internacionais após as autoridades sanitárias e fitossanitárias de Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai comunicarem ao Brasil a aprovação de novas oportunidades comerciais.

As autorizações contemplam diferentes segmentos do agronegócio brasileiro, incluindo carnes, produtos de origem animal, grãos e derivados agrícolas.

Antígua e Barbuda libera exportação de carnes brasileiras

Em Antígua e Barbuda, foi autorizada a entrada de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos provenientes do Brasil.

A medida amplia as possibilidades de comercialização de produtos de origem animal brasileiros no mercado caribenho.

Chile autoriza extrato de carne de ruminantes

O Chile também abriu espaço para um novo produto brasileiro. O país autorizou a importação de extrato de carne de ruminantes destinado ao consumo humano.

A decisão amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao mercado chileno.

Argélia abre mercado para DDG de milho

Na Argélia, a autorização envolve os grãos secos de destilaria (DDG) de milho, um coproduto obtido no processo de produção de etanol.

Com a abertura, o DDG de milho brasileiro passa a contar com autorização para exportação ao mercado argelino.

China autoriza miúdos, pele e ossos de suínos

A China aprovou a importação de miúdos internos, pele e ossos de suínos de origem brasileira.

O país asiático é um dos principais destinos dos produtos do agronegócio brasileiro, e a nova autorização amplia a variedade de itens de origem suína que podem ser comercializados no mercado chinês.

Paraguai libera fibra de coco brasileira

Já o Paraguai autorizou a importação de fibra de coco utilizada como substrato, abrindo mais uma possibilidade para produtos brasileiros no mercado paraguaio.

As novas habilitações reforçam a expansão do acesso de produtos brasileiros no mercado internacional, com autorizações distribuídas entre alimentos, produtos de origem animal e insumos agrícolas.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Outubro é janela para Brasil exportar carne bovina da cota uruguaia à China

O Brasil terá uma janela bastante restrita para aproveitar, ainda em 2026, parte da cota de carne bovina destinada pelo Uruguai à China. O país vizinho deverá ceder ao Brasil cerca de 80 mil toneladas de sua cota de 324 mil toneladas prevista para o mercado chinês.

A informação foi mencionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (21), durante encontro com o presidente uruguaio em Nova York. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a parcela cedida deve ficar próxima de 80 mil toneladas.

Autorização da China ainda é necessária

Apesar do acordo entre Brasil e Uruguai, a utilização da cota não está automaticamente garantida. Até o momento, a China ainda não autorizou que produtos brasileiros sejam contabilizados dentro da parcela originalmente destinada ao Uruguai.

Iglesias explica que a operação depende da aprovação das autoridades chinesas e da criação de um mecanismo que permita registrar carne brasileira dentro desse volume.

“Qualquer operação depende da anuência chinesa e da definição de um mecanismo que permita contabilizar carne de origem brasileira dentro desse volume”, afirmou o analista.

Outubro concentra a janela para os embarques

Caso a autorização seja concedida rapidamente, o prazo para o Brasil aproveitar a oportunidade em 2026 será um dos principais obstáculos.

O transporte marítimo entre Brasil e China costuma levar aproximadamente 45 a 60 dias. Por isso, segundo Iglesias, outubro aparece como praticamente a única janela segura para realizar os embarques e garantir que a mercadoria seja internalizada ainda neste ano.

A partir de novembro, aumenta o risco de que os carregamentos cheguem à China somente em 2027. Com isso, o Brasil poderia não conseguir utilizar integralmente as cerca de 80 mil toneladas disponíveis em 2026.

Volume de carne pode representar até 400 mil bovinos

Do ponto de vista da capacidade de exportação, o volume não seria considerado um problema para o Brasil. O desafio está principalmente na velocidade necessária para originar, produzir e embarcar a carne bovina.

De acordo com Iglesias, as 80 mil toneladas equivaleriam, em uma estimativa aproximada, a 320 mil a 400 mil cabeças de gado.

Uma autorização rápida da China também poderia estimular a recomposição das compras de boi para exportação à China ao longo de outubro. O movimento ocorreria justamente no período em que a indústria começa a preparar os embarques vinculados à cota chinesa de 2027.

Abiec destaca impacto para 2027

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também ressaltou que o prazo para o Brasil aproveitar a parcela uruguaia ainda em 2026 é limitado. A entidade considera o tempo necessário para negociação, preparação das cargas, embarque e transporte até o mercado chinês.

Para 2027, porém, a medida pode ganhar relevância para as exportações brasileiras de carne bovina. Isso porque a cota brasileira para o mercado chinês será de 1,128 milhão de toneladas.

Segundo a Abiec, caso o ritmo atual de vendas continue, existe o risco de essa cota ser consumida já nos primeiros meses do próximo ano. Nesse cenário, o acesso a parte da cota uruguaia poderia representar uma alternativa adicional para os exportadores brasileiros.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Exportação

Tarifaço dos EUA gera reembolsos milionários para exportadores brasileiros

O reembolso do tarifaço dos Estados Unidos já começou a impactar os resultados financeiros de empresas brasileiras com operações no país. No segundo trimestre, companhias como Embraer e Taurus reconheceram valores recuperados após a revisão de tributos de importação.

A próxima etapa dos ressarcimentos, porém, foi adiada pelo U.S. Customs and Border Protection (CBP), a alfândega americana. O novo cronograma prevê o início do processo em 6 de outubro. A medida envolve bilhões de dólares em possíveis devoluções e, para exportadores brasileiros, os valores podem alcançar centenas de milhões de reais.

Embraer registra R$ 358,6 milhões em recuperação

A Embraer contabilizou R$ 358,6 milhões no segundo trimestre relacionados à recuperação de tributos de importação nos Estados Unidos.

Segundo avaliação da XP, o valor recebido, somado à isenção concedida a aviões e peças na versão mais recente do tarifaço americano, contribuiu para que a companhia elevasse sua projeção de margem de lucro para este ano.

Procurada pelo Valor, a Embraer não comentou o assunto.

Taurus recupera R$ 91,1 milhões

Outra empresa brasileira beneficiada foi a Taurus, que reconheceu R$ 91,1 milhões em reembolsos no período. O montante corresponde a quase todo o valor solicitado pela fabricante.

O diretor-presidente da companhia, Salesio Nuhs, afirmou que a empresa se preparou para solicitar os valores diante da possibilidade de reversão das tarifas na Justiça americana.

O processo também foi facilitado pelo modelo de operação da Taurus. A companhia exporta seus produtos para uma subsidiária nos Estados Unidos, que foi responsável por solicitar o ressarcimento.

O mercado americano representa mais de 80% das vendas de armas da fabricante e, por isso, tem peso significativo nos negócios da empresa.

WEG pode receber até R$ 230 milhões

A WEG também aparece entre as empresas brasileiras com potencial de recuperação de valores pagos durante o tarifaço.

Em relatório recente, o J.P. Morgan estimou que a fabricante catarinense poderá receber entre R$ 170 milhões e R$ 230 milhões em reembolsos. Segundo os cálculos do banco, o valor poderia representar até 9% do Ebitda projetado para a companhia no terceiro trimestre.

A WEG foi inicialmente submetida à tarifa de 10% e posteriormente à sobretaxa de 40%. Parte de seus produtos foi retirada da lista de itens taxados, enquanto outros permaneceram sujeitos à alíquota máxima.

A empresa não informou publicamente se solicitou o ressarcimento ao governo americano.

Empresas americanas também recebem bilhões

O impacto dos reembolsos do tarifaço também foi significativo entre grandes empresas dos Estados Unidos.

O Walmart, um dos principais importadores americanos, recebeu US$ 2,9 bilhões de volta no segundo trimestre. O valor ajudou a reforçar tanto o lucro quanto a margem bruta da varejista.

No caso da Apple, o valor não foi divulgado oficialmente, mas analistas estimaram o ressarcimento em aproximadamente US$ 2,2 bilhões.

Suzano recorre à Justiça americana

A Suzano também entrou na disputa judicial envolvendo a devolução dos valores pagos com as tarifas.

Um documento protocolado pela companhia e por duas subsidiárias na Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos, ao qual o Valor teve acesso, mostra que as empresas solicitaram que o tribunal determinasse ao CBP a chamada reliquidação das importações atingidas pelo tarifaço.

Na prática, a reliquidação permite reabrir um processo de importação que já havia sido encerrado para recalcular os tributos aplicados e, posteriormente, efetuar eventual restituição.

A Corte de Comércio Internacional determinou que o CBP realize o procedimento para as importações submetidas ao tarifaço. Essa é justamente a base da próxima etapa de reembolsos.

Governo Trump questiona autoridade do CBP

A administração de Donald Trump recorreu da decisão judicial. O governo argumenta que o CBP não teria autoridade legal para reabrir, por iniciativa própria, processos de importação já liquidados.

Segundo a posição apresentada pelo governo, seria necessária uma determinação judicial específica para autorizar a medida. O recurso continua sob análise da Corte de Apelações dos Estados Unidos.

Um representante do CBP informou à Corte de Comércio Internacional que a próxima etapa do programa de ressarcimento será destinada às importações cuja reliquidação tenha sido determinada judicialmente.

Inicialmente prevista para agosto, essa fase foi postergada para permitir ajustes no sistema responsável pelo processamento dos pagamentos. A nova previsão é de início em 6 de outubro.

Reembolsos podem alcançar outros setores no Brasil

O advogado Matthew McConkey, sócio do escritório americano Mayer Brown, associado ao brasileiro Tauil & Chequer, afirmou que existem preocupações em Washington sobre possíveis mudanças na condução dessa etapa pelo CBP.

Na avaliação do advogado, contudo, o órgão estaria conduzindo o processo de forma adequada, já que a questão está sendo tratada por meio da Corte de Comércio Internacional.

No Brasil, especialistas relatam que outras companhias também podem estar buscando a devolução de valores pagos durante o tarifaço dos EUA.

William Roberto Crestani, sócio da área tributária do Pinheiro Neto Advogados, afirma que há relatos de empresas brasileiras que já obtiveram ressarcimentos e de outras que ainda estão fazendo os pedidos. Entre os segmentos citados estão máquinas, siderurgia e papel e celulose.

Segundo o advogado, além do adiamento determinado pelo CBP, algumas empresas enfrentam dificuldades práticas para receber os valores, incluindo problemas relacionados ao fornecimento de informações bancárias.

Empresas brasileiras mantêm silêncio sobre pedidos

A expectativa é de que mais companhias brasileiras estejam recorrendo ao mecanismo de ressarcimento, embora poucas tenham confirmado publicamente os pedidos.

O presidente da Abimaq, José Velloso, afirmou acreditar que diversas empresas associadas estejam buscando recuperar os valores pagos nos Estados Unidos.

Empresas dos setores mencionados foram procuradas, mas não quiseram comentar. O Instituto Aço Brasil também não se manifestou.

A Confederação Nacional da Indústria informou não ter dados suficientes para contribuir com informações sobre o tema. Já a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) declarou que não reúne dados sobre operações individuais de suas associadas no exterior.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços não respondeu aos questionamentos.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Denis Balibouse

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Exportação

Missão chinesa inspeciona frigoríficos brasileiros e avalia exportações de carne

Uma equipe de autoridades sanitárias da China iniciou no domingo (20) uma auditoria no sistema brasileiro de controle de produtos de origem animal. A missão, que segue até o dia 28, inclui visitas a frigoríficos, laboratórios e propriedades rurais.

Ao todo, 17 unidades industriais dos setores de carne bovina, suína e de aves estão incluídas no roteiro apresentado às autoridades chinesas.

Frigoríficos buscam autorização para exportar à China

A inspeção contempla tanto estabelecimentos que pretendem obter autorização para exportar carne para a China quanto unidades que tiveram suas habilitações suspensas temporariamente.

Entre os frigoríficos de carne bovina que serão avaliados estão uma unidade da JBS, em Vilhena (RO), uma planta da Minerva Foods, em Rolim de Moura (RO), e uma unidade da MBRF, em Promissão (SP).

A planta da JBS em Vilhena está impedida de exportar para o mercado chinês desde maio. A suspensão ocorreu após a identificação de progesterona em cargas destinadas à China.

A missão também inclui estabelecimentos interessados em vender ao país asiático miúdos bovinos e suínos, além de produtos como vesícula biliar.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a auditoria poderá contribuir para a reabilitação de frigoríficos que tiveram as exportações interrompidas e para a habilitação de novas unidades.

China já suspendeu frigoríficos brasileiros

A visita ocorre após uma série de medidas adotadas pela China ao longo deste ano envolvendo frigoríficos brasileiros.

Algumas unidades tiveram as exportações suspensas depois que foram identificados resíduos de substâncias proibidas pela legislação sanitária chinesa em produtos enviados ao país.

Em abril, uma unidade brasileira foi suspensa por esse tipo de ocorrência. No mês seguinte, outras três plantas tiveram a mesma medida adotada após a identificação de resíduos de acetato de medroxiprogesterona.

Posteriormente, a unidade da JBS em Vilhena também entrou na lista de estabelecimentos suspensos, após a detecção de progesterona.

Exportações de carne bovina caem em agosto

A auditoria chinesa acontece em um período de forte retração das exportações brasileiras de carne bovina para a China.

Em agosto, o Brasil embarcou 18,9 mil toneladas de carne bovina para o mercado chinês. O volume representa uma queda de 88,2% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Apesar da redução registrada em agosto, a China continuou sendo o principal destino da carne bovina brasileira no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, foram exportadas 899,2 mil toneladas, gerando receita de US$ 5,51 bilhões.

Cota tarifária afeta embarques brasileiros

Parte da redução nas exportações de agosto também está relacionada ao limite da cota tarifária para carne bovina estabelecida pela China.

Depois que a cota é preenchida, o volume excedente passa a sofrer uma tarifa adicional de 50%. Com a cobrança, a tarifa total chega a 62%, o que reduz a competitividade da carne brasileira no mercado chinês.

Decisão sobre frigoríficos virá após auditoria

As conclusões da missão dependerão das avaliações técnicas realizadas durante as visitas aos estabelecimentos e demais estruturas incluídas no roteiro.

Eventuais decisões sobre a reabilitação de frigoríficos suspensos ou a autorização de novas plantas para exportação serão tomadas posteriormente pelas autoridades chinesas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Exportação

Setor de mel e própolis do Brasil movimenta US$ 10,25 milhões em rodadas internacionais no Ceará

A apicultura nacional deu um passo importante rumo à expansão global durante a edição especial do programa Exporta Mais Brasil, focada em mel e própolis. O evento, promovido pela ApexBrasil na sede da FIEC, em Fortaleza, reuniu 22 empresas do país e 11 compradores estrangeiros em um total de 157 rodadas de negócios.

Os resultados financeiros superaram as expectativas: o evento gerou US$ 4,5 milhões em negócios fechados de forma imediata, com uma projeção total de US$ 10,25 milhões em acordos futuros.

Imersão no Ceará e valorização da apicultura familiar

Antes dos encontros comerciais na capital cearense, a comitiva internacional participou de uma imersão técnica no interior do estado. O roteiro incluiu passagens por Juazeiro do Norte e visitas ao Apiário Arneiroz, onde os importadores acompanharam o manejo sustentável das colmeias e a extração do mel da Caatinga.

A iniciativa permitiu evidenciar o impacto socioeconômico da apicultura familiar, pilar essencial para o desenvolvimento do semiárido e para a garantia de um produto com alto padrão de pureza.

Competitividade global e diversificação de mercados

O Brasil se destaca mundialmente como o maior produtor de mel orgânico certificado, sendo responsável por fornecer cerca de 81,2% de todo o insumo orgânico importado pelos Estados Unidos.

A diversificação de clientes também tem avançado: compradores de dez países — incluindo Alemanha, China, Arábia Saudita, Polônia, Suíça e Japão — participaram das negociações. O desempenho reflete o vigor do setor, que registrou alta de 9% nas exportações entre janeiro e julho, somando US$ 80,8 milhões no período.

Investidores estrangeiros destacaram a excelência do portfólio nacional, ressaltando o potencial de variedades exclusivas, como o mel de Aroeira, para conquistar novos nichos de consumo na Europa e no Oriente Médio.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Exportação de café pelo Espírito Santo bate recorde e supera 4,3 milhões de sacas

A exportação de café pelo Espírito Santo atingiu um novo recorde em 2026. Entre janeiro e agosto, os portos de Vitória e Vila Velha movimentaram mais de 4,3 milhões de sacas de café com destino ao mercado internacional.

O volume representa um crescimento de 58% em relação aos oito primeiros meses de 2025 e já ultrapassa toda a quantidade exportada pelo Estado ao longo do ano passado.

De acordo com informações do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o avanço foi puxado principalmente pelo café conilon, cujos embarques cresceram 74%. O café arábica também apresentou alta, de 27%.

Na contramão, as exportações de café solúvel recuaram 14% no período.

Receita das exportações de café supera US$ 1 bilhão

O aumento das exportações também se refletiu no faturamento do setor. A receita cambial acumulada pelo Espírito Santo nos primeiros oito meses de 2026 ultrapassou US$ 1 bilhão, crescimento de 26% na comparação com o mesmo período de 2025.

Somente em agosto, foram embarcadas 854 mil sacas de café pelos portos capixabas. O resultado ficou 9% acima do registrado em julho e 29% superior ao volume de agosto do ano passado.

O café conilon respondeu pela maior parte das exportações do mês, com 762 mil sacas. O arábica representou 63 mil sacas, enquanto o café solúvel somou 29 mil.

Bélgica lidera compras de café capixaba

O café produzido no Espírito Santo alcançou diferentes mercados internacionais. A Bélgica foi o principal destino das exportações entre janeiro e agosto, respondendo por 21% do volume embarcado.

Na sequência aparecem:

  • México: 15%;
  • Alemanha: 8%;
  • Reino Unido: 6%;
  • Espanha: 6%;
  • Estados Unidos: 5%;
  • Itália: 5%;
  • Equador: 4%;
  • Indonésia: 4%;
  • Turquia: 4%.

Juntos, os dez principais compradores concentraram 78% das exportações de café do Espírito Santo no período.

Investimentos ampliam estrutura dos portos capixabas

O crescimento da movimentação de café nos portos do Espírito Santo ocorre paralelamente à expansão da infraestrutura portuária.

No Porto de Capuaba, a Vports ampliou em 70 mil metros quadrados a área destinada à operação de contêineres. O projeto aumentou em 60% o espaço anteriormente utilizado pelo terminal e recebeu investimento de R$ 35 milhões.

Segundo o diretor-presidente da Vports, Pedro Benevides, os aportes contribuíram para aumentar a capacidade operacional dos portos.

“Nosso modelo multipropósito traz agilidade, eficiência e, principalmente, flexibilidade para nos adaptarmos às necessidades de cada cliente”, afirmou.

Espírito Santo pode alcançar novo patamar nas exportações

Para o presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória, Fabrício Tristão, os números registrados em 2026 apontam para uma possível mudança no nível das exportações de café do Espírito Santo.

Segundo ele, empresas exportadoras vêm aumentando os investimentos em processamento e armazenamento, ao mesmo tempo em que trabalham para ampliar o reconhecimento da qualidade do café produzido no Estado no mercado internacional.

Tristão também ressaltou a parceria entre o CCCV e a Vports como uma iniciativa voltada à ampliação da movimentação de café pelos portos capixabas.

FONTE: Folha do ES
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha do ES

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Exportação

Exportações de amendoim desaceleram em agosto e pressionam preços da cadeia

Os números de agosto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam uma desaceleração nas exportações de amendoim. Tanto os embarques de grãos quanto os de óleo recuaram no mês, dando continuidade a uma sequência de quedas que chama atenção por ocorrer antes do período tradicionalmente mais fraco do ano.

As exportações de grãos de amendoim registraram a segunda queda consecutiva, enquanto os embarques de óleo de amendoim recuaram pelo terceiro mês seguido. Historicamente, o período costuma apresentar estabilidade ou até crescimento nos volumes exportados, com uma redução mais significativa esperada apenas nos últimos meses do ano.

Em 2026, entretanto, o movimento de desaceleração começou mais cedo.

Exportações ainda acumulam resultados positivos

Apesar do recuo observado em agosto, o desempenho acumulado do ano ainda apresenta números relevantes.

Entre janeiro e agosto, o volume exportado de grãos de amendoim está 20% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Caso a média mensal seja mantida nos próximos meses, o país poderá encerrar 2026 com um novo recorde histórico de embarques.

No caso do óleo, o cenário é diferente. O volume acumulado está 24% abaixo do observado na comparação anual. Ainda assim, a expectativa é de que as exportações superem a marca de 125 mil toneladas, um patamar considerado expressivo dentro da série histórica.

O principal desafio, portanto, não está necessariamente na quantidade exportada, mas na remuneração obtida pela cadeia do amendoim.

Preços internacionais preocupam o setor

Quando os valores são analisados em dólar, o cenário fica mais evidente. A receita acumulada com as exportações de grãos e óleo de amendoim chega a aproximadamente US$ 378 milhões entre janeiro e agosto, abaixo dos US$ 396 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

A diferença mostra que o aumento dos volumes exportados não vem sendo acompanhado na mesma proporção pela receita.

Atualmente, os preços recebidos nas exportações de grãos e óleo de amendoim estão, respectivamente, 34% e 38% abaixo dos níveis registrados em 2021. Ao mesmo tempo, os custos enfrentados por produtores, beneficiadores e exportadores avançaram.

O resultado é uma forte pressão sobre as margens de toda a cadeia.

Custo de produção limita rentabilidade

Na origem, as cotações do amendoim estão atualmente na faixa de R$ 72 a R$ 78 por saca de 25 quilos. Para uma parcela significativa dos produtores, esses valores ainda não são suficientes para cobrir os custos de produção.

A situação também afeta empresas responsáveis pelo beneficiamento, processamento e exportação. A aquisição da matéria-prima nesses níveis de preço pode resultar em margens muito reduzidas ou até negativas, especialmente no segmento de óleo de amendoim.

Ao mesmo tempo, o mercado doméstico permanece enfraquecido, reduzindo as alternativas para a comercialização da produção.

O cenário, portanto, reúne preços pressionados, custos elevados e demanda interna desaquecida, criando um ambiente desafiador para o setor.

Produtor precisa buscar eficiência e produtividade

Parte significativa dos fatores que afetam a cadeia está fora do controle direto dos agentes do setor. Entre eles estão taxas de juros, gastos públicos, câmbio, clima, conflitos internacionais, tarifas comerciais, preço do diesel, custo Brasil, crédito e seguro agrícola.

Ainda assim, existem medidas que podem ser adotadas dentro das propriedades.

Para o produtor, a busca por redução dos custos de produção e aumento da produtividade deve permanecer entre as prioridades, sempre considerando as condições climáticas.

Boas práticas agrícolas, manejo integrado de pragas, semeadura na palha — especialmente nas propriedades paulistas — e uma gestão mais precisa do negócio podem contribuir para melhorar a eficiência.

Outro ponto fundamental é projetar antecipadamente os custos da próxima safra e acompanhar o comportamento do mercado. A análise das tendências dos preços futuros do amendoim pode ajudar o produtor a tomar decisões de comercialização com maior planejamento.

Cadeia precisa estimular consumo e agregar valor

Para os demais integrantes da cadeia, a estratégia passa por maior integração e atuação conjunta.

Uma das oportunidades está no fortalecimento do consumo interno de amendoim e óleo de amendoim, produtos associados a benefícios à saúde e que ainda possuem espaço para ampliar sua presença na alimentação dos brasileiros.

Também há espaço para desenvolver ações de marketing, rastreabilidade e promoção comercial tanto no mercado nacional quanto no exterior.

Experiências internacionais mostram que iniciativas desse tipo podem contribuir para ampliar o consumo doméstico. Um mercado interno mais forte, por sua vez, ajudaria a reduzir a dependência do setor em relação às oscilações dos preços internacionais e ao desempenho das exportações.

Diversificação pode reduzir exposição ao mercado externo

O atual cenário reforça a importância de construir uma cadeia de amendoim mais eficiente, integrada e diversificada.

A expansão do consumo interno, combinada à melhoria da produtividade, controle de custos, rastreabilidade e estratégias comerciais, pode criar novas alternativas para produtores e empresas do setor.

O desafio é transformar um cenário de margens pressionadas em oportunidades de maior eficiência e agregação de valor ao longo da cadeia.

Como resume uma frase frequentemente atribuída a Winston Churchill: “O sucesso não é definitivo, o fracasso não é fatal, o que conta é a coragem de continuar”.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Governo condiciona debate sobre imposto de exportação ao aumento da produção de minerais críticos

O governo federal pretende deixar para um momento posterior a discussão sobre a criação de um imposto de exportação para minerais críticos. A medida só deverá entrar em avaliação quando o Brasil ampliar a produção desses recursos.

A declaração foi feita na quarta-feira (16) pelo secretário nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Anderson Arruda, após a cerimônia de sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

A nova legislação permite ao governo criar mecanismos e estabelecer condições para a exportação de minerais críticos e estratégicos. Parte das medidas, no entanto, ainda precisa ser regulamentada.

Imposto depende do aumento da produção mineral

Segundo Arruda, a possibilidade de instituir uma cobrança sobre as exportações será analisada apenas quando houver uma produção nacional mais significativa dos minerais abrangidos pela política.

O secretário afirmou que, atualmente, a produção brasileira desses recursos ainda é pequena. Por isso, uma eventual tributação das exportações seria considerada em uma etapa futura, conforme o desenvolvimento do setor.

Análise será feita mineral por mineral

A avaliação do governo não deverá seguir uma regra única para todas as commodities minerais. A proposta é analisar cada cadeia produtiva individualmente, levando em conta fatores como o volume produzido no Brasil, a capacidade de processamento nacional e as condições específicas de cada mercado.

Dessa forma, o governo deverá verificar, para cada mineral, se algum mecanismo de controle ou tributação das exportações é necessário e qual seria o momento adequado para sua eventual adoção.

Governo busca ampliar processamento no Brasil

A discussão está relacionada à estratégia de aumentar o processamento de minerais no país e estimular a agregação de valor à produção nacional.

No entanto, técnicos do setor reconhecem que as diferentes cadeias produtivas apresentam níveis distintos de desenvolvimento. Enquanto algumas já possuem estruturas mais consolidadas, outras ainda estão em fase inicial de produção.

Para determinados minerais críticos, a avaliação é que impor restrições ou tributos às exportações neste momento poderia ocorrer antes de o Brasil contar com uma cadeia produtiva nacional capaz de absorver esses materiais.

Regulamentação definirá critérios

Os critérios que poderão orientar a adoção de mecanismos sobre as exportações deverão ser detalhados na regulamentação da nova política de minerais críticos.

A definição das regras deverá considerar as particularidades de cada cadeia, incluindo a produção nacional, a capacidade de processamento e as condições do mercado.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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