Tecnologia

Inteligência Artificial movimenta US$ 110 bilhões e acelera expansão do mercado global

A Inteligência Artificial consolidou um novo patamar de crescimento no mercado mundial. De acordo com o relatório The State of the AI Economy, elaborado pela consultoria britânica Exponential View, a IA generativa acumulou US$ 110 bilhões em receita nos últimos 12 meses. Considerando o ritmo atual de crescimento, o setor já opera com uma projeção anualizada de aproximadamente US$ 175 bilhões.

O levantamento reúne informações de balanços financeiros de empresas de capital aberto, contratos de computação em nuvem e estimativas de mercado para oferecer uma visão mais precisa da economia da IA.

Metodologia evita duplicidade na contagem das receitas

Um dos diferenciais do estudo é a metodologia adotada para impedir que a mesma receita seja contabilizada mais de uma vez ao longo da cadeia de serviços da Inteligência Artificial.

Na prática, quando um cliente paga US$ 100 por um aplicativo de IA, esse valor permanece único na contabilização, mesmo que parte dele seja repassada a fornecedores de modelos de linguagem e empresas responsáveis pela infraestrutura em nuvem. Dessa forma, evita-se inflar artificialmente o tamanho do mercado.

Crescimento acelerado amplia diferença entre receita e projeção

O relatório aponta que existe uma diferença significativa entre a receita efetivamente registrada nos últimos 12 meses (US$ 110 bilhões) e o ritmo anualizado estimado (US$ 175 bilhões), uma distância equivalente a cerca de 1,6 vez.

Segundo os pesquisadores, essa diferença é consequência da rápida expansão da economia da IA. Quanto maior o ritmo de crescimento, maior tende a ser a distância entre os resultados já consolidados e a projeção baseada no desempenho mais recente do setor.

Gigantes da tecnologia acumulam contratos bilionários

Outro destaque do levantamento está no elevado volume de contratos ainda pendentes de execução pelas principais empresas de tecnologia.

Juntas, Microsoft, Oracle, Amazon e Google acumulavam cerca de US$ 2 trilhões em compromissos contratuais no trimestre mais recente. Desse total, aproximadamente US$ 633 bilhões pertencem à Microsoft, enquanto a Oracle concentra cerca de US$ 553 bilhões.

A Nvidia também registrou forte avanço nesse indicador. Os compromissos futuros da empresa cresceram de US$ 31 bilhões para US$ 95 bilhões em apenas um ano.

Investimentos em infraestrutura continuam em alta

O avanço das receitas acompanha um ciclo robusto de investimentos das big techs em infraestrutura para Inteligência Artificial. Segundo o estudo, os aportes previstos para este ano somam US$ 725 bilhões, valor 77% superior ao recorde registrado no período anterior.

Entre os desenvolvedores de modelos de IA, Anthropic, responsável pelo Claude, e OpenAI aparecem na liderança da disputa tecnológica. Apesar de ainda representarem uma parcela relativamente pequena da receita total do mercado, a participação desse segmento segue em expansão.

O relatório também ressalta que sua metodologia não considera receitas provenientes da venda de chips, publicidade impulsionada por IA nem funcionalidades de Inteligência Artificial incorporadas a softwares tradicionais. Por esse motivo, os números apresentados são considerados mais conservadores do que outras estimativas amplamente divulgadas pelo mercado.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Tecnologia

Gigante de SC investe R$ 350 milhões em nova fábrica automatizada e cria 950 empregos

A Aurora Coop, cooperativa fundada em Chapecó (SC), concluiu a ampliação do Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (FASGO), em Mato Grosso do Sul. O projeto recebeu investimento de R$ 350 milhões e marca uma nova etapa da empresa, com forte aposta em automação industrial, modernização da produção e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência.

A inauguração da nova estrutura está prevista para 2 de julho de 2026, em São Gabriel do Oeste.

Capacidade de produção cresce 60%

Com a expansão, a unidade amplia sua capacidade de abate de suínos de 3.200 para 5 mil animais por dia, um crescimento de 60%. O aumento coloca o frigorífico entre os maiores do Centro-Oeste no processamento da proteína suína.

Além do reforço na produção, a ampliação terá reflexos no mercado de trabalho. A expectativa é de criação de cerca de 950 vagas de emprego diretas, com prioridade para trabalhadores de São Gabriel do Oeste e municípios vizinhos.

Automação e robôs impulsionam a modernização da fábrica

O investimento contempla a substituição completa da linha de abate, que passa a operar com maior velocidade, precisão e melhores condições ergonômicas para os colaboradores.

A nova fase da planta também prepara a unidade para futuras aplicações de robotização em etapas específicas da produção, além da instalação de equipamentos industriais de última geração e novos sistemas de processamento.

Do total investido, aproximadamente R$ 125 milhões foram destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, R$ 130 milhões às obras civis e outros R$ 95 milhões às instalações industriais.

Segundo a cooperativa, as melhorias também fortalecem os padrões de segurança alimentar, qualidade dos produtos e sustentabilidade dos processos.

Produção de industrializados será ampliada

Com a modernização da unidade, a Aurora Coop também expandirá a fabricação de produtos derivados da carne suína.

A expectativa é elevar a produção diária de itens como presuntos, produtos cozidos, defumados, embutidos frescos e banha, fazendo com que a capacidade de industrializados ultrapasse 400 toneladas por dia.

A produção abastecerá tanto o mercado brasileiro quanto os mercados internacionais onde a cooperativa já possui habilitação para exportação, incluindo países da Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio.

Investimento fortalece a economia regional

Além de ampliar a produção, o projeto deverá impulsionar a economia da região centro-norte de Mato Grosso do Sul, com expectativa de movimentar centenas de milhões de reais em atividades ligadas à cadeia produtiva.

A unidade opera integrada ao sistema de produção da cooperativa, que reúne produtores rurais e cooperativas filiadas responsáveis pelo fornecimento de suínos para o frigorífico.

Obras ampliaram estrutura e reforçaram sustentabilidade

As obras começaram em 2022 e mobilizaram mais de 250 trabalhadores nos períodos de maior atividade, além da participação de diversas empresas terceirizadas.

A expansão acrescentou mais de 9,5 mil metros quadrados à planta industrial. Entre as novas estruturas estão restaurante industrial, vestiários, ambulatório, áreas administrativas, setores de processamento e a ampliação da estação de tratamento de efluentes.

A cooperativa também adotou um novo sistema de tratamento de resíduos por lodos ativados, tecnologia que melhora a eficiência ambiental da operação, reduz a emissão de gases de efeito estufa e eleva a qualidade do tratamento dos efluentes.

Plano de expansão da Aurora Coop segue em ritmo acelerado

A ampliação do frigorífico faz parte da estratégia nacional de crescimento da Aurora Coop, que vem ampliando sua capacidade industrial e fortalecendo sua presença no mercado global de proteínas.

Nos últimos anos, a cooperativa destinou bilhões de reais à expansão de suas operações, com investimentos em novas unidades, modernização industrial e geração de milhares de empregos em diferentes estados brasileiros.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aurora Coop

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Tecnologia

Índia e Japão ampliam parceria em inteligência artificial, energia e defesa

A Índia e o Japão deram um novo passo no fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países ao firmarem acordos voltados para inteligência artificial (IA), energia, metais, defesa e segurança econômica. Os entendimentos foram anunciados nesta quinta-feira após encontro entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e a premiê japonesa, Sanae Takaichi, em Nova Délhi.

A visita oficial de Takaichi, com duração de três dias, reforça o avanço da cooperação bilateral em um momento de mudanças no cenário geopolítico e econômico internacional.

Cooperação busca ampliar segurança econômica

Após a reunião, os dois governos confirmaram a elaboração de um roteiro conjunto para aprofundar a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico e a estabilidade regional.

Durante coletiva de imprensa, Sanae Takaichi destacou que Índia e Japão pretendem aproveitar as competências de cada país para impulsionar o desenvolvimento mútuo.

Segundo a premiê japonesa, o cenário internacional cada vez mais instável torna essencial a construção de uma relação baseada em complementaridade e cooperação.

Inteligência artificial e tecnologia ganham protagonismo

Entre os principais resultados do encontro está a adoção de três documentos considerados históricos pelos governos, abrangendo segurança econômica, resiliência energética e inteligência artificial.

Narendra Modi afirmou que a combinação da tecnologia de precisão desenvolvida pelo Japão com a expertise da Índia em desenvolvimento de software poderá acelerar a evolução global da IA e abrir novas oportunidades de inovação.

Os dois líderes não responderam a perguntas da imprensa após o anúncio dos acordos.

Primeiro projeto conjunto na área de defesa

Outro destaque da reunião foi a assinatura do primeiro acordo de codesenvolvimento na área de defesa entre Índia e Japão.

Os dois países integram o Quad, grupo formado também por Estados Unidos e Austrália, que atua na cooperação estratégica na região do Indo-Pacífico e é frequentemente visto como um contraponto ao crescimento da influência chinesa na área.

Além da defesa, as conversas abordaram temas como comércio exterior, investimentos, tecnologias emergentes, energia e intercâmbio entre as populações dos dois países.

Comércio e investimentos seguem em expansão

As relações econômicas entre Índia e Japão vêm registrando crescimento contínuo. No ano fiscal de 2025/26, o comércio bilateral alcançou US$ 27,5 bilhões.

No mesmo período, os investimentos japoneses na economia indiana somaram US$ 3,2 bilhões entre abril e dezembro de 2025, segundo dados do governo da Índia.

A visita de Sanae Takaichi ocorre menos de um ano após a viagem de Narendra Modi a Tóquio, quando o governo japonês anunciou a intenção de ampliar seus investimentos no mercado indiano para mais de US$ 61 bilhões ao longo da próxima década.

Japão amplia presença em projetos estratégicos na Índia

O Japão figura entre os principais investidores estrangeiros na Índia e participa de importantes projetos de infraestrutura, como a construção da ferrovia de alta velocidade que ligará Mumbai a Ahmedabad.

Empresas japonesas também vêm ampliando sua participação no setor privado indiano. Um dos negócios recentes foi a aquisição de uma participação de 20% no Yes Bank, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1,6 bilhão.

A agenda da premiê japonesa inclui ainda encontros com representantes do setor empresarial e participação em uma conferência de negócios durante a visita oficial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Altaf Hussain

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Tecnologia

Imposto de Importação de 35% entra em vigor e impacta mercado de carros importados no Brasil

O mercado de carros importados inicia uma nova fase a partir desta quarta-feira (1º), com a entrada em vigor da alíquota integral de 35% do Imposto de Importação para veículos eletrificados totalmente montados (CBU) e para modelos semidesmontados (SKD) que ultrapassarem a cota de isenção estabelecida pelo governo.

Apesar da mudança, o consumidor não verá, necessariamente, um aumento imediato de 35% no preço dos veículos. Isso porque o tributo incide sobre a importação, enquanto o valor final também considera fatores como câmbio, logística, margem das montadoras, custos de estoque e estratégias comerciais.

Entenda como ficam as novas regras

A nova política tributária diferencia os tipos de importação de veículos.

Os modelos CBU, importados completamente montados, passam a recolher integralmente os 35% de Imposto de Importação, sem qualquer cota de isenção.

Já os veículos CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), destinados à montagem no Brasil, terão acesso a uma cota temporária de importação com imposto zerado, limitada a US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões), válida por seis meses.

Após o esgotamento desse limite, os modelos SKD passam a pagar 35% de imposto. No caso dos veículos CKD, a tributação permanece em 14% até o fim de 2026, alcançando os 35% somente em janeiro de 2027.

A estratégia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) busca estimular a montagem de veículos no país e reduzir a dependência da importação de automóveis prontos.

Preços devem variar conforme estratégia das montadoras

O impacto da nova tributação não será uniforme entre as fabricantes.

Veículos importados que chegaram ao Brasil antes da mudança ainda poderão ser comercializados pelos preços atuais enquanto houver estoque. Nos últimos meses, diversas montadoras ampliaram as importações justamente para formar estoques antes da entrada em vigor das novas alíquotas.

Além disso, fabricantes com maior capacidade financeira poderão absorver parte do aumento para preservar competitividade, enquanto outras devem optar por reajustes, redução de versões, revisão dos pacotes de equipamentos ou até adiamento de lançamentos.

Cada segmento tende a reagir de maneira diferente, seja entre carros elétricos, híbridos plug-in ou modelos premium.

Mercado de eletrificados deve sentir maior impacto

Segundo o consultor Cássio Pagliarini, CMO da Bright Consulting, a aplicação da alíquota integral pode representar um reajuste de até 8% nos preços dos veículos elétricos importados.

A medida encerra o cronograma gradual de aumento do Imposto de Importação, iniciado em janeiro de 2024. Até o fim de junho, as alíquotas variavam entre 25% e 30%, dependendo da tecnologia do veículo.

O segmento de veículos eletrificados é considerado o mais sensível à mudança, já que seu crescimento recente foi impulsionado por preços competitivos, elevado nível tecnológico e ampla oferta de equipamentos.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que, em maio, foram comercializadas 51,6 mil unidades eletrificadas, representando quase 20% das vendas de veículos leves no país.

Ao mesmo tempo, a participação dos eletrificados importados caiu de 94% em maio de 2025 para 61% no mesmo período de 2026. Já os veículos fabricados ou montados no Brasil ampliaram sua participação de 6% para 39%, indicando um movimento gradual de nacionalização da produção.

Indústria nacional pode ganhar competitividade

Com a nova tributação, o governo espera fortalecer a indústria automotiva instalada no Brasil, incentivando investimentos em produção local, geração de empregos e expansão da cadeia de fornecedores.

No entanto, especialistas destacam que ampliar a montagem de veículos no país não significa, automaticamente, elevar o índice de nacionalização. Componentes como baterias, semicondutores, motores elétricos, eletrônica de potência e softwares ainda representam desafios para a indústria brasileira.

Montadoras chinesas entram em fase decisiva

As fabricantes chinesas, responsáveis por impulsionar a expansão dos carros elétricos no Brasil, terão agora o desafio de consolidar sua presença industrial no país.

Marcas como BYD, GWM, Leapmotor, MG, Omoda & Jaecoo e Geely deverão acelerar projetos de montagem nacional para reduzir os efeitos da nova carga tributária.

Empresas que conseguirem ampliar sua produção local e fortalecer a rede de concessionárias tendem a enfrentar melhor o novo cenário. Já aquelas que mantiverem forte dependência da importação de veículos prontos poderão sofrer maior pressão sobre preços e competitividade.

Mercado deve passar por período de adaptação

Especialistas avaliam que o setor deve enfrentar três movimentos nos próximos meses: liquidação dos estoques importados adquiridos antes da mudança tributária, valorização dos modelos produzidos ou montados no Brasil e reajustes mais expressivos nos veículos importados de segmentos premium.

Além disso, o mercado de seminovos eletrificados também poderá ser beneficiado. Caso os preços dos veículos zero quilômetro aumentem, modelos usados com boa garantia e assistência técnica estruturada tendem a preservar melhor seu valor de revenda.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Gabriel Lordello

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Tecnologia

Acordo Mercosul-UE impulsiona exportação de tecnologia brasileira para a indústria da moda

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia abre novas oportunidades para empresas brasileiras que atuam na cadeia da moda. Mais do que ampliar as exportações de roupas, calçados e produtos manufaturados, o tratado cria um ambiente favorável para a venda de tecnologia, automação industrial, rastreabilidade e soluções voltadas à eficiência produtiva.

Com acesso facilitado a um dos maiores mercados consumidores do mundo, o Brasil passa a fortalecer também sua posição como fornecedor de inovação para a indústria têxtil internacional.

Mercado europeu amplia espaço para soluções brasileiras

Em vigor desde 1º de maio, o acordo reduziu ou eliminou tarifas sobre mais de 5 mil categorias de produtos, o equivalente a 54,3% das linhas tarifárias contempladas. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia passaram a entrar no bloco com tarifa de importação zerada já nesta primeira fase.

O tratado conecta o Brasil a um mercado formado por mais de 700 milhões de consumidores e cria novas possibilidades para empresas que desenvolvem tecnologias voltadas à produtividade e à transformação digital da indústria.

Além da redução de custos comerciais, o cenário favorece fornecedores capazes de entregar soluções alinhadas às exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência operacional.

Indústria da moda movimenta US$ 190 bilhões por ano

A oportunidade é considerada estratégica diante da dimensão do setor europeu. Dados da Euratex apontam que a indústria de têxtil e vestuário da União Europeia movimenta cerca de US$ 190 bilhões por ano, reúne aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores e quase 200 mil empresas distribuídas pelos 27 países do bloco.

Ao mesmo tempo em que enfrenta forte concorrência de fabricantes asiáticos, o mercado europeu busca acelerar processos de digitalização e atender normas ambientais cada vez mais rigorosas, ampliando a demanda por tecnologias capazes de otimizar a produção.

Tecnologia brasileira ganha protagonismo

Nesse contexto, empresas brasileiras especializadas em soluções para a indústria da moda enxergam espaço para ampliar sua presença internacional.

A Audaces, multinacional de origem ítalo-brasileira fundada em Santa Catarina, atua hoje em mais de 120 países desenvolvendo softwares, equipamentos, inteligência artificial e sistemas de automação para integrar todas as etapas da produção de vestuário, desde o desenvolvimento das coleções até o corte das peças.

Segundo o CEO global da empresa, Matheus Fagundes, o novo ambiente comercial favorece não apenas a exportação de produtos, mas também de conhecimento e inovação.

A companhia afirma que suas soluções permitem reduzir em até 20% o desperdício de matéria-prima, além de aumentar a produtividade e oferecer maior precisão aos processos industriais.

Brasil busca ampliar presença global

Criada em 1992, a Audaces tornou-se uma das principais fornecedoras de tecnologia para o setor de confecção no Brasil. Atualmente, sete em cada dez peças produzidas no país utilizam alguma solução desenvolvida pela empresa durante o processo produtivo.

Com mais de 100 mil profissionais utilizando diariamente suas plataformas, a companhia estabeleceu uma meta ambiciosa: conquistar até 70% do mercado global de tecnologias multiplataforma para a indústria da moda até 2030.

Para atingir esse objetivo, a empresa pretende investir cerca de R$ 1 bilhão até o fim da década em pesquisa, desenvolvimento, novos produtos, expansão internacional, marketing e ampliação de participação de mercado.

Sustentabilidade e rastreabilidade se tornam diferenciais

O acordo entre Mercosul e União Europeia também eleva o nível de exigência para empresas que desejam exportar ao bloco europeu.

Além da competitividade em custos, fabricantes precisarão demonstrar controle sobre a origem das matérias-primas, redução de desperdícios, conformidade ambiental e rastreabilidade dos processos produtivos.

Nesse cenário, plataformas digitais e sistemas integrados passam a desempenhar papel fundamental ao fornecer indicadores capazes de apoiar certificações, auditorias e o cumprimento das chamadas barreiras não tarifárias impostas pela legislação europeia.

Santa Catarina fortalece vocação em tecnologia para a moda

A trajetória da Audaces reflete uma transformação da economia catarinense, tradicionalmente ligada à produção de roupas e tecidos. Além da indústria têxtil, o estado vem consolidando um polo de empresas especializadas no desenvolvimento de tecnologias para o próprio setor de confecção.

A empresa mantém sua fábrica em Palhoça, na Grande Florianópolis, e inaugurou recentemente uma nova sede corporativa na capital catarinense, voltada à integração entre clientes, universidades, startups e parceiros de inovação.

Em 2025, a companhia também ampliou sua presença internacional com novos canais de distribuição na Colômbia, México e Índia, reforçando a estratégia de expansão global.

Inovação deve impulsionar competitividade internacional

Para especialistas do setor, o novo acordo comercial representa uma oportunidade para que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de produtos e passe a ganhar espaço como fornecedor de tecnologia para a indústria da moda.

A combinação entre inteligência artificial, automação, digitalização e processos sustentáveis tende a aumentar a competitividade das empresas brasileiras em mercados mais exigentes, consolidando o país como referência em soluções voltadas à transformação da cadeia global de vestuário.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Tecnologia

Cota zero para CKD e SKD impulsiona mercado de veículos eletrificados no Brasil

O Governo Federal anunciou uma nova medida que altera o cenário da mobilidade elétrica no país. O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou uma cota de US$ 463 milhões (aproximadamente R$ 2,4 bilhões) para a importação de veículos eletrificados nos regimes CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), com isenção do Imposto de Importação entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2026.

A decisão, porém, não contempla os veículos CBU, que chegam ao Brasil totalmente montados. Esses modelos voltarão a pagar a tarifa integral de 35% de imposto a partir de julho.

Benefício vale apenas para veículos desmontados

A nova política não representa uma isenção ampla para todos os carros elétricos e híbridos importados. O incentivo foi direcionado exclusivamente aos kits destinados à montagem em território nacional.

Após o esgotamento da cota, os veículos no regime SKD passarão a recolher 35% de imposto de importação já em julho. Já os modelos CKD continuarão sujeitos à alíquota de 14% até o fim de 2026, quando também passarão a pagar 35%, em janeiro de 2027.

Mercado passa a operar em dois cenários

A medida cria uma diferença significativa entre fabricantes que produzem localmente e aquelas que dependem da importação de veículos prontos.

Empresas que comercializam modelos totalmente importados poderão enfrentar aumento de custos, necessidade de reajustar preços ou recorrer aos estoques para manter a competitividade. Em contrapartida, montadoras que já possuem ou estão implantando linhas de montagem no Brasil ganham uma vantagem tributária durante o período de transição.

BYD e outras montadoras são favorecidas

Entre as empresas beneficiadas está a BYD, que mantém operações em Camaçari (BA) e defendia a ampliação do prazo para utilização das cotas sem incidência do imposto enquanto conclui sua estrutura industrial no país.

A medida também favorece a GWM, que iniciou a produção em Iracemápolis (SP), além da General Motors e da MG, que deverá iniciar operações no polo automotivo do Ceará em outubro.

Nos bastidores da indústria, a decisão intensificou o debate entre fabricantes recém-chegadas e montadoras tradicionais instaladas no Brasil.

Governo reforça estratégia para ampliar produção nacional

Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, a iniciativa está alinhada às políticas de renovação da frota, inovação tecnológica e descarbonização da indústria automotiva.

De acordo com o governo, a cota funciona como um mecanismo de transição entre a simples importação de veículos e a produção nacional, permitindo que fabricantes em fase de instalação mantenham competitividade até ampliarem suas operações industriais no país.

Moreira também destacou que o objetivo é consolidar o Brasil como referência na fabricação de veículos eletrificados, fortalecendo toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de autopeças, baterias, engenharia e software.

Indústria automotiva e setor de autopeças criticam medida

A decisão gerou reação da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que afirmou que a mudança altera uma política previamente estabelecida pelo próprio governo sem consulta ao setor produtivo.

Em nota, a entidade argumenta que a medida pode comprometer a estratégia criada para incentivar simultaneamente a expansão da eletromobilidade e a atração de investimentos industriais de longo prazo.

O setor de autopeças também demonstrou preocupação. Abipeças e Sindipeças criticaram a criação da nova cota, alegando que a redução do imposto para kits importados diminui o incentivo à nacionalização de componentes, colocando em risco investimentos, empresas e empregos ligados à cadeia automotiva brasileira.

ABVE vê medida como incentivo temporário

Para o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, a política possui prazo e orçamento definidos, funcionando como um incentivo temporário para acelerar a adoção de novas tecnologias.

Segundo ele, a tributação dos veículos prontos permanece conforme o cronograma estabelecido em 2023 dentro do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), preservando a política industrial de médio e longo prazo.

Bastos avalia que a medida favorece o abastecimento do mercado com produção nacional, reduzindo a necessidade de importar veículos totalmente montados.

Mercado de eletrificados deve seguir em expansão

A ABVE projeta que as vendas de veículos elétricos e híbridos poderão atingir cerca de 400 mil unidades, número que sobe para aproximadamente 430 mil quando considerados também os modelos híbridos leves (MHEV).

Embora a nova cota reduza a carga tributária das montadoras que utilizam os regimes CKD e SKD, o mercado ainda acompanhará se essa redução será efetivamente repassada ao consumidor final nos preços praticados por fabricantes como BYD, General Motors, GWM, Caoa Chery e MG.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: BYD

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Tecnologia

IA e nova energia impulsionam crescimento dos lucros industriais da China em 2026

A forte demanda por produtos ligados à inteligência artificial (IA) e ao setor de nova energia impulsionou os resultados da indústria chinesa nos primeiros cinco meses de 2026. Dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) mostram que os lucros das principais empresas industriais do país mantiveram trajetória de aceleração, refletindo o avanço da manufatura de alta tecnologia e o fortalecimento da atividade econômica.

Entre janeiro e maio, as empresas industriais com receita anual superior a 20 milhões de yuans registraram lucro combinado de 3,14 trilhões de yuans (cerca de US$ 2,93 milhões de receita mínima por empresa), crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Lucros industriais aceleram em maio

O desempenho superou o avanço de 18,2% registrado no acumulado até abril. Apenas no mês de maio, os lucros industriais cresceram 21,1%, indicando uma aceleração da atividade no setor.

Além disso, a receita industrial avançou 5,5% entre janeiro e maio, ritmo superior ao observado no quadrimestre anterior. Segundo o DNE, o resultado foi favorecido pela expansão da produção industrial e pela continuidade da recuperação dos preços ao produtor.

Setor de equipamentos lidera expansão

A manufatura de equipamentos permaneceu entre os principais motores da indústria chinesa. Os lucros do segmento aumentaram 14,1%, respondendo por uma parcela significativa do crescimento total registrado pela indústria.

Dentro desse grupo, a indústria eletrônica apresentou um desempenho expressivo, com alta de 103,9% nos lucros. O avanço foi impulsionado pela crescente demanda global por equipamentos voltados à inteligência artificial, especialmente produtos de computação de alto desempenho e componentes de memória.

Nova energia fortalece indústria de matérias-primas

Outro destaque foi o setor de matérias-primas, que registrou crescimento de 83,1% nos lucros durante o período.

O aumento da procura por insumos destinados às cadeias de energia limpa e IA manteve elevados os preços de metais como cobre e alumínio, favorecendo a indústria de metais não ferrosos, cujos lucros dispararam 117,1%.

Também houve recuperação da indústria de processamento de petróleo, que voltou a operar com lucro, enquanto o setor químico registrou avanço de 71,6%.

Alta tecnologia mantém crescimento acelerado

A manufatura de alta tecnologia continuou sendo um dos segmentos mais dinâmicos da economia chinesa. Entre janeiro e maio, os lucros cresceram 44,7%, reforçando sua contribuição para o desempenho industrial do país.

Os maiores destaques ficaram por conta da fabricação de materiais eletrônicos especiais, que registrou salto de 665,4%, além da produção de dispositivos optoeletrônicos (+53,8%) e de componentes eletrônicos discretos (+40,6%).

Custos caem e rentabilidade melhora

O levantamento também mostra uma melhora na eficiência operacional das empresas.

Para cada 100 yuans de receita operacional, os custos recuaram para 84,95 yuans, redução de 0,59 yuan em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse foi o quinto mês consecutivo de queda dos custos industriais.

A margem de lucro operacional alcançou 5,56%, avanço de 0,63 ponto percentual e o maior nível registrado em períodos acumulados desde 2024.

Governo pretende reforçar políticas de crescimento

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, a expectativa é de continuidade do fortalecimento da indústria ao longo de 2026. O governo chinês pretende ampliar o uso de políticas macroeconômicas para estimular a demanda interna, aperfeiçoar a oferta industrial e incentivar novos vetores de crescimento econômico, com foco no desenvolvimento de alta qualidade.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shi Kuanbing/Xinhua

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Tecnologia

China promove Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 com foco em governança global

A China receberá, em julho, a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, em Shanghai. O anúncio foi feito pelo governo chinês, que pretende utilizar o encontro para ampliar o diálogo internacional sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.

O evento deve reunir representantes de diversos países, especialistas e autoridades para discutir os desafios e as oportunidades da tecnologia, além de fortalecer a cooperação internacional na área.

Cooperação internacional será prioridade

Durante coletiva de imprensa, o vice-chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhou Haibing, afirmou que a conferência será uma oportunidade para aprofundar as parcerias globais relacionadas à IA.

Segundo ele, o avanço da inteligência artificial exige uma atuação conjunta entre os países, já que a governança da tecnologia representa um desafio compartilhado pela comunidade internacional e terá impacto direto no futuro da humanidade.

China defende desenvolvimento responsável da IA

De acordo com Zhou, o governo chinês continuará defendendo o multilateralismo, a cooperação internacional e uma abordagem baseada na abertura e na inclusão para o desenvolvimento da inteligência artificial.

A proposta do país é estimular o uso da tecnologia com foco nas pessoas, conciliando inovação tecnológica com responsabilidade, segurança e benefícios sociais.

Segurança e regulamentação estão entre os principais temas

Além de incentivar o desenvolvimento da IA, a China pretende ampliar as discussões sobre mecanismos de regulamentação e gestão de riscos associados à tecnologia.

O governo também informou que buscará fortalecer a cooperação internacional para criar medidas de prevenção capazes de reduzir ameaças à segurança relacionadas ao uso da inteligência artificial, reforçando sua participação nas iniciativas globais voltadas à governança do setor.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Chen Haoming

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Tecnologia

Baterias em usinas solares podem elevar em até 60% os ganhos da geração distribuída

A adoção de sistemas de armazenamento de energia (SAE) com baterias em usinas solares remotas pode aumentar em mais de 60% os créditos obtidos por consumidores atendidos pela micro e minigeração distribuída (MMGD). A conclusão é de um estudo desenvolvido pela TR Soluções, que avaliou o impacto da estratégia para consumidores do subgrupo A4, composto por unidades atendidas em média tensão.

Nesse segmento, que inclui indústrias, supermercados, hospitais e outros grandes consumidores, a cobrança de energia ocorre por meio da tarifa horária, com valores distintos para os períodos de ponta e fora de ponta.

Estratégia aproveita diferença entre tarifas de energia

Segundo a análise, a energia gerada pelas usinas solares durante o dia — período em que a produção é maior e a tarifa costuma ser mais baixa — pode ser armazenada em baterias. Posteriormente, esse volume é injetado na rede elétrica no horário de ponta, geralmente no início da noite, quando o custo da energia é mais elevado.

Esse deslocamento da energia entre os períodos tarifários aumenta o valor dos créditos recebidos pelos consumidores, tornando a operação mais vantajosa financeiramente.

Cada 1 kWh armazenado pode render até 1,61 kWh em créditos

Pelas regras atuais da MMGD, a compensação de energia depende do horário em que ocorre a geração e o consumo. Quando ambos acontecem no mesmo período tarifário, a equivalência é direta: cada 1 kWh injetado corresponde a 1 kWh de crédito.

No entanto, quando a energia é armazenada durante o período fora de ponta e utilizada no horário de ponta, entra em vigor um fator de ajuste baseado na diferença entre as tarifas. De acordo com o levantamento da TR Soluções, essa relação chega a aproximadamente 1,61, permitindo que cada 1 kWh armazenado gere créditos equivalentes a 1,61 kWh para compensação futura.

Tecnologia fortalece a viabilidade econômica da geração distribuída

Para o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa, o armazenamento de energia passa a ocupar um papel estratégico na rentabilidade dos projetos de geração distribuída.

“Com o armazenamento da energia ao longo do dia e seu fornecimento à rede no horário de ponta, a lógica de mercado se inverte a favor do consumidor vinculado à usina”, afirmou.

Segundo o especialista, os sistemas de armazenamento de energia deixam de ser apenas uma solução complementar e passam a representar um elemento essencial para ampliar o retorno financeiro dos chamados prosumidores — consumidores que também produzem energia.

Benefícios também alcançam o sistema elétrico

Além do aumento na rentabilidade, o uso de baterias contribui para melhorar o desempenho do Sistema Interligado Nacional (SIN). A injeção de energia nos momentos de maior demanda ajuda a reduzir a sobrecarga nas redes de distribuição e transmissão.

A estratégia também auxilia no enfrentamento da chamada “curva do pato”, fenômeno que representa o descompasso entre a elevada geração de energia solar durante o dia e o pico de consumo registrado no início da noite.

Como consequência, o sistema elétrico ganha maior equilíbrio entre oferta e demanda, reduzindo inclusive a necessidade de contratação de reserva de capacidade para atender aos horários críticos.

FONTE: Megawhat
TEXTO: Redação
IMAGEM: USP Imagens

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Tecnologia

Greve na Hyundai Motor: sindicato usa ameaça de paralisação contra implantação do robô Atlas humanoide

A Hyundai Motor enfrenta uma crescente tensão trabalhista após seu sindicato sinalizar que pode recorrer a uma greve na Hyundai como forma de pressionar a montadora a garantir proteção de empregos diante da implantação do robô humanoide Atlas nas linhas de produção.

Votação massiva autoriza paralisação

Mais de 86% dos cerca de 40 mil trabalhadores sindicalizados votaram a favor de uma paralisação na última quarta-feira. O resultado abre caminho para um embate direto envolvendo reajustes salariais, segurança no emprego e a introdução de tecnologias de automação.

Na quinta-feira, o sindicato também conquistou respaldo legal para avançar com a greve, após uma comissão estatal de mediação trabalhista suspender o processo de arbitragem entre as partes.

Automação e inteligência artificial entram no centro da disputa

Tradicionalmente focadas em salários e benefícios, as negociações anuais da montadora passaram a incluir um novo eixo central: a automação industrial e o impacto da inteligência artificial (IA) no emprego.

A Hyundai Motor Group anunciou planos para implementar gradualmente o robô Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, em suas principais fábricas no mundo. A medida, no entanto, gerou forte resistência sindical.

Expansão do robô Atlas preocupa trabalhadores

O cronograma da empresa prevê o uso do Atlas a partir de 2028 na fábrica Hyundai Motor Group Metaplant America, localizada na Geórgia, nos Estados Unidos. A tecnologia deve ser aplicada inicialmente para aumentar a eficiência produtiva e, posteriormente, expandida para outras unidades.

O sindicato, porém, vê o avanço da robótica como uma ameaça direta aos postos de trabalho e incluiu na pauta de negociação a exigência de “garantia de emprego e condições de trabalho relacionadas à IA”.

Reivindicações salariais e bônus milionário

Além das preocupações com automação, os trabalhadores também pedem um bônus de desempenho equivalente a 30% do lucro líquido da montadora em 2024, o que pode ultrapassar 3 trilhões de won (cerca de US$ 1,94 bilhão).

A possibilidade de paralisação surge como uma ferramenta de pressão em meio às negociações estagnadas.

Pressão econômica e cenário global desafiador

A eventual greve na Hyundai Motor representa um risco adicional para a empresa em um momento de incerteza no comércio internacional.

No primeiro trimestre, a montadora registrou receita de 45,94 trilhões de won, alta de 3,4% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro operacional caiu 30,8%, impactado por tarifas nos Estados Unidos.

Além disso, a concorrência crescente de fabricantes chineses, especialmente no setor de veículos elétricos, intensifica a pressão sobre a montadora sul-coreana.

Desafio para a gestão: emprego versus automação

Para a administração da Hyundai, o principal impasse está na exigência sindical de manter garantias de emprego mesmo com a expansão da robótica e da IA.

Historicamente, as negociações trabalhistas da empresa se concentravam em salários, bônus e benefícios de aposentadoria. Agora, porém, o debate avança para questões estruturais de longo prazo, envolvendo o futuro do trabalho diante da automação industrial.

FONTE: Korea Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Korea Times

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