Tecnologia

Cooxupé investe em logística digital para fortalecer exportações de café brasileiro

A Cooxupé, maior cooperativa de café arábica do Brasil, iniciou um processo de transformação tecnológica para otimizar sua operação logística e reduzir impactos causados por crises globais nas cadeias de suprimentos. A estratégia inclui a adoção de um sistema digital desenvolvido pela Flowls para integrar e monitorar embarques internacionais em tempo real.

A medida busca eliminar processos manuais e a dependência de planilhas, considerados gargalos históricos no setor de exportação de café.

Cooperativa quer reduzir custos e ampliar previsibilidade

Com mais de 20 mil cooperados e presença comercial em cerca de 50 países, a Cooxupé movimenta anualmente mais de 5 milhões de sacas de café. O volume coloca a cooperativa em posição comparável à produção anual de alguns países exportadores.

Apesar da escala, a operação enfrentava desafios relacionados à comunicação entre sistemas internos, transportadoras, terminais portuários e armadores.

Segundo a cooperativa, a digitalização da cadeia logística permitirá maior previsibilidade nos embarques, redução de atrasos e mais eficiência operacional.

Porto de Santos concentra principais gargalos

A logística do café brasileiro para exportação depende fortemente do Porto de Santos, responsável por cerca de 80% do escoamento do produto.

O setor convive há anos com problemas ligados ao tempo de espera, falta de integração de dados e dificuldades de acompanhamento em tempo real das cargas.

Com a nova plataforma, a Cooxupé pretende reduzir a chamada “assimetria de informação”, situação em que falhas ou atrasos na atualização de dados acabam gerando custos extras, multas e problemas contratuais.

“A logística é uma das bases da nossa expansão. Controle e previsibilidade são essenciais para manter a excelência operacional”, afirmou Deivison Ricciardi.

Integração tecnológica melhora gestão de embarques

O sistema implantado conecta diretamente o ERP da cooperativa às informações de terminais portuários e armadores marítimos.

Na prática, a ferramenta permite identificar possíveis atrasos com antecedência e automatizar o gerenciamento de exceções na operação logística.

Entre os principais impactos apontados pela empresa estão:

  • Automatização de alertas sobre status de navios;
  • Redução de lead time no transporte rodoviário e aduaneiro;
  • Integração digital entre despachantes, agentes e operadores logísticos;
  • Centralização das informações em um único fluxo operacional.

Para Anna Valle, a iniciativa representa um avanço importante para o mercado de commodities agrícolas.

“Transformar dados logísticos em inteligência operacional reduz custos e aumenta a competitividade do café brasileiro no mercado internacional”, destacou.

Digitalização acompanha exigências do mercado global

A modernização logística ocorre em um momento em que compradores internacionais ampliam a cobrança por rastreabilidade, eficiência operacional e sustentabilidade nas cadeias de fornecimento.

Ao otimizar rotas, reduzir tempos de espera e melhorar o controle dos embarques, a Cooxupé busca alinhar sua operação às novas exigências do comércio global de commodities.

A expectativa do setor é que investimentos em tecnologia logística se tornem cada vez mais estratégicos para manter a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

FONTE: Compre Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Informação, Tecnologia

Inmetro avalia novas regras para recarga de veículos elétricos no Brasil

O avanço da eletromobilidade no Brasil levou o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) a ampliar os estudos sobre segurança e regulamentação de equipamentos ligados ao setor. Entre os temas em análise estão os sistemas de recarga de veículos elétricos e as baterias de reposição usadas em bicicletas elétricas, patinetes e hoverboards.

A iniciativa é conduzida pela Diretoria de Avaliação da Conformidade (Dconf), por meio de um grupo de trabalho criado em março de 2025 e integrado à Agenda Regulatória 2025, com continuidade prevista para 2026 e 2027.

Inmetro acompanha crescimento da eletromobilidade

O aumento da circulação de veículos elétricos e equipamentos de micromobilidade impulsionou a necessidade de discutir critérios técnicos para garantir mais segurança aos consumidores.

Uma das frentes do grupo de trabalho está voltada às baterias de íon-lítio de reposição utilizadas em bicicletas elétricas e dispositivos autopropelidos, segmento que registra forte expansão no país.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o mercado de bicicletas elétricas, patinetes e similares atingiu 338.970 unidades em 2025, número que representa crescimento de aproximadamente 238% em comparação com 2023.

Expansão dos eletropostos acelera discussão sobre recarga

Outro foco do estudo envolve os Sistemas de Abastecimento de Veículos Elétricos (SAVE), responsáveis pela infraestrutura de recarga.

Segundo informações da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e da Tupi Mobilidade, o Brasil passou de cerca de 500 eletropostos em março de 2021 para uma expansão acumulada de 1.584% na oferta de pontos de recarga até 2026.

O crescimento acelerado da rede de carregamento aumentou a preocupação com padrões de qualidade, desempenho e segurança dos equipamentos disponíveis no mercado.

Estudos podem resultar em regulamentação técnica

O grupo de trabalho do Inmetro conduz duas Análises de Impacto Regulatório (AIR), mecanismo obrigatório antes da criação de novas regulamentações técnicas no país.

Os estudos têm como objetivo identificar possíveis falhas regulatórias, avaliar riscos, analisar alternativas e medir os impactos de futuras normas sobre fabricantes, importadores e consumidores. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até dezembro de 2026.

De acordo com Hercules Souza, chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro, o crescimento da eletromobilidade exige atenção especial à segurança dos produtos oferecidos no mercado brasileiro.

Segundo ele, o avanço acelerado do setor demanda análises técnicas consistentes para identificar riscos e eventuais lacunas regulatórias, sempre priorizando requisitos mínimos de segurança para os consumidores.

Caso os estudos indiquem necessidade de regulamentação, o Inmetro poderá estabelecer exigências técnicas obrigatórias para comercialização desses equipamentos no país.

Entenda os conceitos analisados pelo Inmetro

Regulamento técnico

Documento oficial e obrigatório emitido por órgão regulador, que estabelece exigências para determinadas atividades econômicas. O descumprimento pode gerar sanções.

Norma técnica

Diretriz de caráter orientativo, criada por consenso técnico para padronizar procedimentos, sem aplicação de penalidades.

Análise de Impacto Regulatório (AIR)

Processo obrigatório que avalia custos, benefícios, riscos e alternativas antes da criação de regulamentações técnicas no Brasil.

Grupo reúne representantes do setor e consumidores

O grupo de trabalho reúne entidades da cadeia produtiva da eletromobilidade, representantes de consumidores, laboratórios acreditados e organismos de certificação.

A proposta é ampliar a coleta de dados técnicos e garantir mais transparência no desenvolvimento das análises regulatórias relacionadas ao setor.

O Inmetro informou que novas atualizações sobre os estudos deverão ser divulgadas ao longo do ano, conforme o avanço das avaliações e consolidação dos resultados.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Tecnologia

Carros elétricos batem recorde no Brasil com mais de 17 mil unidades vendidas em abril

O mercado brasileiro de carros elétricos alcançou um novo recorde em abril de 2026. Dados divulgados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) mostram que o país emplacou 17.488 veículos 100% elétricos no período, maior marca já registrada para o segmento no Brasil.

O resultado representa um avanço de 24,3% em comparação com março, quando foram vendidas 14.073 unidades. Na comparação anual, o crescimento foi ainda mais expressivo: alta de 272% sobre abril de 2025, mês em que os emplacamentos de veículos elétricos somaram 4.702 unidades.

Eletrificados já representam 1 em cada 6 carros vendidos

O crescimento dos veículos eletrificados também impulsionou a participação desse tipo de tecnologia no mercado automotivo brasileiro.

Somando modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos convencionais (HEV) e híbridos flex (HEV Flex), o setor registrou 38.516 unidades vendidas em abril.

Com isso, os eletrificados passaram a representar 16,2% das vendas totais de veículos leves no país. Na prática, aproximadamente um em cada seis carros vendidos no Brasil já utiliza algum tipo de motorização eletrificada.

Veja o desempenho de cada tecnologia

A divisão das vendas de eletrificados em abril ficou da seguinte forma:

  • BEV (100% elétricos): 17.488 unidades (45,4%)
  • PHEV (híbridos plug-in): 13.214 unidades (34,3%)
  • HEV Flex: 4.096 unidades (10,6%)
  • HEV: 3.718 unidades (9,7%)

Os dados mostram o forte domínio dos modelos plug-in, que incluem os veículos totalmente elétricos e os híbridos com recarga externa.

Juntos, BEVs e PHEVs responderam por cerca de 80% dos eletrificados comercializados no mês, indicando a crescente preferência do consumidor por tecnologias que permitem carregamento na tomada.

Marcas chinesas aceleram expansão no Brasil

O avanço dos carros elétricos no Brasil também reflete a expansão das montadoras chinesas no mercado nacional.

Entre os destaques de abril, o BYD Dolphin Mini apareceu na sexta posição do ranking geral de emplacamentos do país. Já o Geely EX2 passou a figurar entre os modelos mais vendidos no varejo brasileiro.

Segundo a ABVE, o desempenho reforça a consolidação da eletrificação como uma tendência cada vez mais relevante dentro da indústria automotiva nacional.

A ampliação da oferta de modelos, associada à entrada de novas marcas e segmentos, vem contribuindo para acelerar a adoção dos veículos elétricos entre os consumidores brasileiros.

Híbridos plug-in também seguem em alta

Além dos BEVs, os híbridos plug-in mantiveram forte ritmo de crescimento em abril.

Os PHEVs totalizaram 13.214 unidades vendidas no mês, avanço de 67% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já os híbridos convencionais e híbridos flex, juntos, registraram 7.814 unidades comercializadas.

Brasil pode chegar a 300 mil eletrificados em 2026

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o mercado brasileiro já soma 122.463 veículos eletrificados vendidos.

O volume corresponde a mais da metade de todo o total registrado ao longo de 2025, fortalecendo as projeções de que o país possa se aproximar da marca de 300 mil eletrificados vendidos até o fim deste ano.

Os números mostram uma mudança de escala no setor automotivo nacional, com os veículos elétricos deixando de ocupar um nicho restrito para disputar espaço de forma mais ampla no mercado brasileiro.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Motor1 Brasil

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Tecnologia

BAIC confirma entrada no Brasil e nova fábrica de carros elétricos deve gerar empregos

A montadora chinesa BAIC confirmou sua entrada no mercado brasileiro com a instalação de uma nova fábrica no país. A operação está prevista para começar no último trimestre de 2026 e faz parte da estratégia global de expansão da marca no segmento de veículos elétricos.

O anúncio foi feito durante o Salão de Pequim e reforça a intenção da empresa de disputar espaço com outras gigantes do setor, como BYD e GWM.

Fábrica ainda não tem localização definida

Apesar da confirmação do investimento, a BAIC ainda não revelou onde será instalada a unidade industrial no Brasil. A expectativa é que o projeto contribua para a geração de empregos no setor automotivo, além de fortalecer a cadeia produtiva local.

A iniciativa marca um novo passo na expansão internacional da montadora, que busca consolidar presença em mercados estratégicos.

Arcfox T1 será principal aposta no país

Entre os modelos previstos para o mercado brasileiro, o destaque é o Arcfox T1, hatch elétrico que deve liderar a estratégia da marca no país.

O veículo oferece autonomia de até 425 km na versão com bateria de 42,3 kWh e sistema de recarga rápida, capaz de atingir de 30% a 80% em cerca de 16 minutos. Com 4,33 metros de comprimento e entre-eixos de 2,77 metros, o modelo será concorrente direto do BYD Dolphin no segmento de compactos elétricos.

Portfólio pode ser ampliado no futuro

Além do Arcfox T1, a BAIC avalia ampliar sua oferta de modelos no Brasil. No entanto, ainda não há confirmação oficial sobre a chegada de veículos como BJ30, X55 ou BJ40.

Por enquanto, o foco da operação está concentrado no hatch elétrico, considerado estratégico para a adaptação ao mercado brasileiro.

Rede de concessionárias será ampliada

A empresa também planeja estruturar uma ampla rede de concessionárias no país. A expansão da presença comercial é vista como parte essencial da estratégia para consolidar a marca no segmento de mobilidade elétrica.

Expansão reforça disputa no mercado de elétricos

A chegada da BAIC ao Brasil em 2026 representa mais um movimento de fortalecimento da concorrência no setor de carros elétricos. A instalação da fábrica deve impulsionar investimentos, ampliar a oferta de modelos e estimular a disputa por participação de mercado.

A expectativa é de que o projeto também contribua para a criação de novos postos de trabalho e para o avanço da eletrificação automotiva no país.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Comércio

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Tecnologia

Nissan encerra produção na Argentina e adota novo modelo de operação com importações

A Nissan na Argentina anunciou uma mudança significativa em sua estratégia ao encerrar a produção local e transferir sua operação para um modelo baseado em importação e distribuição terceirizada. A decisão faz parte do plano global de reestruturação da montadora japonesa.

Reestruturação inclui transferência de gestão

Como parte do novo formato, a fabricante firmou um acordo para repassar a gestão comercial e logística a grupos locais. O Grupo SIMPA deve assumir 90% da operação, enquanto o Grupo Tagle ficará responsável pelos 10% restantes.

A proposta busca reduzir custos fixos e tornar a operação mais eficiente em um ambiente econômico considerado desafiador.

Fim da produção industrial já havia sido iniciado

A mudança estratégica não é recente. Em 2024, a Nissan encerrou definitivamente a produção na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba. A unidade era responsável pela montagem da picape Frontier, mas segue ativa sob operação da Renault para outros modelos.

Entre os fatores que levaram ao fechamento estão os altos custos operacionais, desempenho abaixo do esperado no mercado interno e perda de competitividade nas exportações.

Importação do México será nova base de operação

Com o novo modelo, a picape Nissan Frontier passará a ser importada do México. A escolha está relacionada à menor carga tributária e melhores condições logísticas, o que favorece a rentabilidade da operação.

A estratégia permite à empresa manter presença no mercado argentino sem os custos elevados de produção local.

Plano global orienta mudanças

A decisão integra o programa global “Re:Nissan”, que busca otimizar recursos e aumentar a eficiência da marca em mercados considerados mais voláteis.

Com isso, a operação argentina deixa de atuar como filial independente e passa a integrar a divisão Nissan Importers Business Unit (NIBU) — modelo já adotado em países como Chile e Peru.

Transição ocorre até o segundo semestre

A expectativa é que a transição para o novo formato seja concluída entre julho e setembro deste ano. Apesar das mudanças, a montadora afirma que o atendimento aos clientes será mantido.

A rede de concessionárias continua operando normalmente, assim como os contratos vigentes, portfólio de produtos e lançamentos planejados.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Tecnologia

Demissões na Microsoft: empresa cria plano e acelera transição para inteligência artificial

A Microsoft iniciou um programa de desligamento voluntário nos Estados Unidos como parte de uma reestruturação focada em inteligência artificial (IA). A iniciativa pode alcançar cerca de 7% da força de trabalho no país, o que representa aproximadamente 8,7 mil profissionais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o plano marca uma mudança relevante na estratégia da companhia, que busca adaptar sua estrutura ao avanço das novas tecnologias.

Foco em profissionais mais experientes

O programa é direcionado principalmente a funcionários com maior tempo de casa. Para aderir, os colaboradores precisam atingir uma pontuação mínima que combina idade e anos de serviço, concentrando a proposta em perfis mais seniores.

Executivos de alto escalão e áreas consideradas estratégicas ficaram de fora da iniciativa, indicando uma seleção criteriosa dentro do processo de reestruturação.

Estratégia ligada ao avanço da inteligência artificial

A medida está inserida em um movimento mais amplo de reorganização interna, com foco na expansão de soluções baseadas em tecnologia e inovação. A empresa busca simplificar operações e aumentar a agilidade diante de um cenário competitivo cada vez mais orientado pela IA.

Nos últimos meses, a companhia também promoveu mudanças em sua liderança, especialmente em áreas ligadas a plataformas digitais e desenvolvimento tecnológico.

Redução de custos e pressão por eficiência

O setor de tecnologia tem direcionado investimentos bilionários para infraestrutura, como data centers e desenvolvimento de modelos avançados de IA. Esse cenário tem elevado a pressão por eficiência operacional e controle de despesas.

No caso da Microsoft, a reestruturação ocorre após cortes significativos realizados anteriormente, quando mais de 15 mil postos foram eliminados globalmente.

Tendência global no mercado de trabalho

O movimento da empresa reflete uma tendência mais ampla entre grandes companhias de tecnologia, que vêm ajustando suas equipes diante do potencial da automação e inteligência artificial para aumentar produtividade.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por profissionais altamente qualificados, enquanto funções mais tradicionais podem perder espaço nesse novo modelo.

Impactos no mercado e na estratégia corporativa

Além da reorganização interna, a decisão também dialoga com a pressão do mercado financeiro por melhores resultados. Investidores têm cobrado retorno mais rápido sobre os investimentos em IA, o que leva empresas a revisarem custos e estratégias.

Ao optar por um modelo de desligamento voluntário, a Microsoft busca equilibrar redução de despesas com preservação de sua imagem corporativa e clima organizacional.

Transição tecnológica deve afetar empregos

A iniciativa reforça que a migração para uma economia baseada em inteligência artificial tende a provocar mudanças significativas no mercado de trabalho, especialmente para profissionais mais experientes e funções tradicionais.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Economy

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Tecnologia

Norte Show 2026 usa inteligência artificial para orientar visitantes no evento

A Norte Show 2026 aposta em inovação para melhorar a experiência do público. Durante o evento, realizado entre 21 e 24 de abril em Sinop, os visitantes contam com um aplicativo baseado em inteligência artificial no agronegócio para facilitar a navegação pelo Parque Tecnológico da Acrinorte.

A ferramenta foi desenvolvida para centralizar informações e permitir acesso rápido à programação, além de indicar a localização exata dos estandes e expositores.

Aplicativo funciona sem necessidade de download

Um dos diferenciais do sistema é a praticidade. O acesso ocorre diretamente pelo navegador do celular, dispensando a instalação de aplicativos pesados e economizando espaço no dispositivo.

Ao ativar as notificações, o usuário recebe alertas em tempo real sobre rodadas de negócios, leilões e palestras técnicas, garantindo que não perca atividades importantes durante a feira.

Assistente virtual orienta visitantes em tempo real

O suporte ao público é feito por uma assistente virtual com inteligência artificial, disponível 24 horas por dia. A ferramenta responde dúvidas sobre a programação e ajuda a localizar estandes específicos, funcionando como um verdadeiro guia digital em eventos agropecuários.

A proposta é otimizar o tempo dos visitantes e tornar a experiência mais dinâmica dentro do parque, especialmente devido à grande dimensão da feira.

Tecnologia melhora logística e interação

Além da programação, o aplicativo também oferece informações logísticas, como horários e pontos de embarque do transporte entre o evento, o Shopping Sinop e o aeroporto.

Outro recurso disponível é o espaço interativo para compartilhamento de atualizações e fotos em tempo real, incentivando a conexão entre os participantes.

Benefícios e integração com o comércio local

A plataforma também inclui um sistema de vantagens para os visitantes, com acesso a descontos e condições especiais em hotéis e estabelecimentos comerciais da cidade.

A iniciativa busca integrar a tecnologia no agronegócio com o desenvolvimento econômico local, ampliando os impactos positivos da feira na região.

Segundo os desenvolvedores da startup responsável pela solução, o objetivo foi criar uma ferramenta simples, intuitiva e eficiente, capaz de transformar o smartphone em um assistente pessoal durante toda a jornada no evento.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria Norte Show

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Tecnologia

Apple aos 50 anos: gigante do lucro enfrenta desafios em inovação e inteligência artificial

A Apple completou 50 anos em abril reafirmando seu discurso de inovação, marca registrada desde a fundação por Steve Jobs e Steve Wozniak. Em mensagem oficial, o CEO Tim Cook destacou o compromisso da empresa com o futuro e resgatou o conceito de “pensar diferente”, que marcou a identidade da companhia.

Apesar do tom otimista, o aniversário acontece em um contexto de questionamentos sobre a capacidade da empresa de manter seu protagonismo criativo no setor de tecnologia.

Força financeira mantém liderança global

Mesmo diante das críticas, a Apple segue como uma potência econômica. A empresa ocupa atualmente a segunda posição entre as mais valiosas do mundo, com valor de mercado trilionário, atrás apenas da Nvidia.

O desempenho financeiro robusto reforça sua eficiência operacional e capacidade de geração de receita, especialmente com produtos consolidados no mercado.

Falta de inovação levanta preocupações

Embora continue lucrativa, a companhia já não apresenta o mesmo impacto disruptivo de lançamentos anteriores, como o iPhone e o iPod, que transformaram a indústria tecnológica.

Analistas apontam que a empresa enfrenta um descompasso entre sua imagem inovadora e a realidade atual, mais próxima de uma corporação tradicional focada em resultados financeiros.

Inteligência artificial expõe fragilidades

O avanço da inteligência artificial se tornou um dos principais desafios para a empresa. Apesar de ter sido pioneira em iniciativas como reconhecimento de escrita e assistentes virtuais, como a Siri, a Apple perdeu espaço na corrida recente por soluções mais avançadas.

A entrada de novos competidores no mercado de IA generativa, especialmente a OpenAI, evidenciou a falta de protagonismo da empresa nesse segmento.

Um dos movimentos mais simbólicos foi o acordo com o Google para integrar o modelo Gemini aos seus dispositivos, indicando uma dependência externa em uma área estratégica.

Dependência do iPhone preocupa mercado

Outro ponto de atenção é a forte dependência do iPhone nas receitas da empresa. Estimativas de mercado indicam que o produto e seus serviços associados representam a maior parte do faturamento total.

Essa concentração aumenta os riscos em um cenário tecnológico em constante transformação, especialmente com o crescimento de soluções baseadas em software.

Desafios para o futuro da gigante de tecnologia

A Apple entra em sua sexta década como uma das empresas mais influentes do mundo, mas enfrenta o desafio de equilibrar sua solidez financeira com a necessidade de retomar o protagonismo em inovação tecnológica.

O futuro da companhia dependerá da capacidade de se reposicionar em áreas estratégicas, como inteligência artificial, sem perder a identidade que a tornou referência global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Tecnologia

Carros elétricos avançam em Santa Catarina com alta do diesel e da gasolina

O aumento no preço do diesel e da gasolina no Brasil, influenciado pela volatilidade do petróleo e por tensões geopolíticas, tem acelerado a adoção de carros elétricos em Santa Catarina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o diesel acumulou alta de quase 20% desde fevereiro, enquanto a gasolina subiu 5,5%.

Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas mais econômicas e sustentáveis, fortalecendo a eletromobilidade no país.

Frota de veículos eletrificados cresce no Brasil

Desde 2020, o uso de veículos elétricos e híbridos vem ganhando espaço entre motoristas brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota nacional cresceu 26% em 2025, superando 230 mil unidades.

Em Santa Catarina, mais de 30 mil veículos eletrificados já circulam, representando cerca de 10% do mercado de veículos leves, com destaque para modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV).

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

Apesar do crescimento, a expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda enfrenta limitações. O Brasil conta atualmente com cerca de 16 mil pontos públicos e semipúblicos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Mesmo em expansão, essa rede atende apenas cerca de 25% dos municípios, evidenciando um gargalo que demanda novos investimentos para acompanhar o avanço da frota elétrica.

Economia no uso favorece adoção

O fator econômico também pesa na decisão dos consumidores. O custo por quilômetro rodado com carros elétricos pode ser até 70% menor em comparação aos veículos a combustão.

Além disso, a menor dependência das oscilações do mercado internacional garante maior previsibilidade de खर्च, especialmente para quem percorre longas distâncias mensalmente.

Expansão de eletropostos acompanha demanda em SC

Em Santa Catarina, a rede de postos de recarga começa a se expandir para atender ao crescimento da demanda. Um dos exemplos é o Ecoposto Rudnik, que já opera unidades em cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão.

A estratégia inclui parcerias com redes varejistas e postos de combustíveis, integrando a recarga a atividades do dia a dia. A empresa projeta alcançar 50 unidades na região Sul até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo lacunas na infraestrutura.

Energia solar reforça sustentabilidade do modelo

Outro destaque é a integração da energia solar aos sistemas de recarga. Parte dos eletropostos opera com geração própria por meio de usinas solares, alinhando a mobilidade elétrica à transição energética.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil já ultrapassa 30 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Esse modelo reduz custos operacionais, diminui a dependência de fontes fósseis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A combinação entre mobilidade elétrica e fontes renováveis aponta para uma transformação estrutural no setor, com impactos no consumo, na sustentabilidade e nos modelos de negócio.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Tecnologia

Carros chineses no Brasil: participação pode chegar a 35% do mercado até 2035

A presença de carros chineses no Brasil deve crescer de forma acelerada na próxima década e transformar o equilíbrio do setor automotivo. A projeção é de que 1 em cada 3 veículos vendidos no país seja de marcas chinesas até 2035.

Participação das marcas chinesas deve triplicar

A estimativa é do consultor Rogélio Golfarb, ex-presidente da Anfavea. Segundo ele, a fatia das montadoras chinesas deve sair de cerca de 10% registrada recentemente para:

  • 20% do mercado até 2030
  • 35% até 2035

O avanço ocorre em um cenário de expansão das montadoras chinesas em diferentes segmentos do mercado brasileiro.

Estratégia mira segmentos de maior volume

De acordo com a análise, o crescimento será impulsionado pela entrada dessas marcas em categorias com maior demanda, como:

  • carros de entrada
  • picapes
  • vans e veículos comerciais

Essa diversificação amplia o alcance das empresas chinesas e fortalece sua competitividade frente às fabricantes tradicionais.

Vantagem competitiva vem de tecnologia e escala

Um dos principais diferenciais das montadoras chinesas está no custo de produção. Mesmo com a tendência de nacionalização, elas continuam competitivas devido ao acesso a componentes mais baratos vindos da China.

Entre os itens estratégicos estão:

  • baterias para veículos elétricos
  • semicondutores
  • componentes eletrônicos automotivos
  • telas e sistemas digitais

Além disso, fatores como integração produtiva e ganhos de escala explicam grande parte da eficiência de custos dessas empresas.

Comparação com concorrentes globais

Para ilustrar essa vantagem, Golfarb comparou um modelo elétrico da Tesla, o Tesla Model 3, com um veículo similar de uma fabricante chinesa, ambos produzidos na China.

Segundo ele, o carro chinês pode custar cerca de US$ 4 mil a menos, resultado principalmente de:

  • integração da cadeia produtiva
  • produção em larga escala

Subsídios governamentais e condições de pagamento também contribuem, mas têm impacto menor.

Presença de gigantes reforça mudança no setor

O especialista destaca que as marcas chinesas que estão chegando ao Brasil são grandes grupos industriais, com capacidade global consolidada.

Parcerias recentes reforçam esse movimento, como:

  • Stellantis com a Leapmotor
  • General Motors com a Hyundai

Esse cenário evidencia uma transformação estrutural na indústria.

Indústria automotiva vive transformação global

Para Golfarb, o avanço das marcas chinesas no mercado automotivo faz parte de uma mudança profunda e irreversível no setor.

A combinação de tecnologia, escala e competitividade deve consolidar a presença dessas empresas no Brasil, alterando de forma definitiva o perfil da indústria nos próximos anos.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Comércio

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