Tecnologia

BYD amplia investimentos no Brasil com veículos elétricos, carregadores ultrarrápidos e centro de testes

A BYD Brasil anunciou novos investimentos voltados à expansão da mobilidade elétrica no país, incluindo um centro de pesquisa para testes de veículos autônomos, a instalação de carregadores ultrarrápidos e a entrega de ônibus elétricos para a cidade de São Paulo.

Segundo Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Energia Solar da BYD Brasil, a empresa pretende instalar mil unidades de carregadores ultrarrápidos no território nacional e disponibilizar 100 ônibus elétricos para a capital paulista até o início de 2027.

Rio de Janeiro terá centro de testes para veículos autônomos

Durante o Seminário LIDE Transportes, realizado em São Paulo, Schneider afirmou que as atividades de pesquisa, desenvolvimento e avaliação de veículos autônomos serão realizadas no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

O espaço será utilizado para testes de novas tecnologias aplicadas ao transporte, ampliando a presença da fabricante chinesa em projetos de inovação no setor automotivo brasileiro.

Carregadores poderão abastecer veículos em cinco minutos

Entre as iniciativas anunciadas está a expansão da infraestrutura de recarga para veículos elétricos. De acordo com a BYD, os novos carregadores ultrarrápidos terão capacidade de completar o carregamento de um veículo em aproximadamente cinco minutos.

A medida faz parte da estratégia da companhia para acelerar a adoção dos carros elétricos no Brasil, reduzindo uma das principais barreiras para consumidores e empresas: a disponibilidade de pontos de recarga.

Eletrificação avança em setores industriais

Além do transporte urbano, a BYD destaca que a eletrificação já começa a ganhar espaço em segmentos como portos e mineração.

Segundo Schneider, a substituição de caminhões convencionais por modelos elétricos em operações de mineração pode gerar redução de 60% a 70% nos custos operacionais, principalmente devido à maior eficiência energética e à diminuição de despesas relacionadas ao combustível e manutenção.

Mobilidade elétrica envolve energia, baterias e tecnologia

O executivo apresentou a eletrificação dos transportes como parte de um ecossistema mais amplo, que reúne geração e armazenamento de energia, produção de baterias, componentes eletrônicos e veículos desenvolvidos para diferentes aplicações.

Para a BYD, a expansão da mobilidade sustentável depende da integração entre infraestrutura, tecnologia e novos modelos de transporte, com foco na redução de emissões e no aumento da eficiência operacional.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Aeroportos, Tecnologia

Tecnologia em aeroportos brasileiros acelera embarque e reforça a segurança dos passageiros

A digitalização dos aeroportos brasileiros avança em ritmo acelerado e vem mudando a experiência de quem viaja pelo país. Recursos como reconhecimento facial, totens de autoatendimento, despacho automatizado de bagagens e sistemas inteligentes reduzem o tempo de espera, aumentam a segurança e contribuem para operações mais eficientes nos terminais.

As inovações acompanham uma tendência global de tornar os aeroportos mais conectados, automatizados e preparados para atender ao crescimento da demanda por transporte aéreo.

Biometria facial e autoatendimento ganham espaço

Entre as principais tecnologias adotadas está a biometria facial, que permite validar a identidade dos passageiros em poucos segundos, dispensando a apresentação repetitiva de documentos e cartões de embarque durante o processo de viagem.

Além disso, os aeroportos ampliaram o uso de totens de autoatendimento, portões eletrônicos e sistemas automatizados para despacho de bagagens. Essas soluções oferecem mais autonomia aos viajantes e tornam o fluxo operacional mais ágil.

Ao mesmo tempo, plataformas digitais monitoram a movimentação de pessoas em tempo real, permitindo uma distribuição mais eficiente dos passageiros e reduzindo filas nos pontos de inspeção.

Sistemas inteligentes fortalecem a segurança aeroportuária

A evolução tecnológica também alcançou os equipamentos de inspeção de segurança. Novos sistemas conseguem realizar análises mais detalhadas das bagagens, oferecendo maior precisão na identificação de materiais que possam representar riscos e auxiliando o trabalho das equipes responsáveis pela fiscalização.

Nos bastidores, a integração de dados entre aeroportos, companhias aéreas e operadores possibilita o compartilhamento instantâneo de informações sobre voos, bagagens e ocupação dos terminais. Esse fluxo de informações contribui para decisões mais rápidas, melhora a gestão operacional e ajuda a minimizar atrasos.

Inteligência artificial deve ampliar a eficiência dos aeroportos

A próxima etapa dessa transformação passa pelo uso cada vez mais intenso da inteligência artificial. Segundo um estudo desenvolvido pela Amadeus, em parceria com a Microsoft, a IA tende a assumir funções mais estratégicas na administração aeroportuária.

A expectativa é que, nos próximos anos, sistemas inteligentes deixem de atuar apenas como apoio à tomada de decisões e passem a coordenar automaticamente diversas etapas da operação, antecipando possíveis problemas e sugerindo soluções em tempo real para manter a eficiência dos aeroportos.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil

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Tecnologia

China inicia produção de máquinas DUV para fabricação de chips e avança na independência tecnológica

A China deu mais um passo em sua estratégia de fortalecer a indústria nacional de semicondutores ao iniciar a produção em escala de máquinas de litografia DUV por imersão (Deep Ultraviolet), tecnologia considerada essencial para a fabricação de chips de alta complexidade. A informação foi revelada por uma fonte ligada ao projeto e representa um avanço importante na busca do país por reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

Embora a novidade reforce o plano chinês de autossuficiência tecnológica, especialistas avaliam que a iniciativa ainda não representa uma ameaça imediata à liderança da empresa holandesa ASML, referência mundial nesse segmento.

Empresa estatal lidera desenvolvimento das máquinas DUV

A produção está sendo conduzida pela Shanghai Aishengna Electronic Technology Group, companhia estatal criada em 2023 e ainda pouco conhecida fora da China.

Segundo a fonte, a empresa incorporou equipes de importantes startups chinesas especializadas em litografia, incluindo profissionais da Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE) e da Yuliangsheng, ligada à fabricante de equipamentos SiCarrier, apoiada pela Huawei.

A expectativa é fabricar cerca de cinco equipamentos ainda em 2026 e aproximadamente 20 unidades em 2027, conforme informou o portal especializado The Information.

Equipamentos serão entregues a fabricantes chinesas de chips

As primeiras máquinas deverão ser fornecidas ainda este ano para algumas das principais empresas chinesas do setor, como a Semiconductor Manufacturing International Corp (SMIC), a Hua Hong Semiconductor e a fabricante de memórias ChangXin Memory Technologies (CXMT).

Mesmo assim, a tecnologia nacional ainda passará por testes antes de alcançar o desempenho das soluções produzidas pela ASML.

Tecnologia é estratégica para a indústria de semicondutores

As máquinas de litografia DUV por imersão utilizam uma fina camada de água entre a lente de projeção e a pastilha de silício, permitindo a gravação de circuitos mais compactos do que os sistemas convencionais.

Esse tipo de equipamento é amplamente utilizado na produção de diversos tipos de chips e também pode fabricar semicondutores mais avançados por meio da técnica conhecida como múltiplos padrões (multiple patterning), que realiza sucessivas exposições da mesma camada para aumentar a precisão.

Projeto fortalece plano chinês de autossuficiência

O investimento faz parte da política de autossuficiência em semicondutores, considerada uma das prioridades estratégicas do governo do presidente Xi Jinping.

Nos últimos anos, a China enfrentou restrições impostas pelos Estados Unidos e pelos Países Baixos para adquirir equipamentos de litografia mais avançados, especialmente os sistemas EUV (Extreme Ultraviolet) produzidos pela ASML.

Caso as sanções internacionais sejam ampliadas, a disponibilidade de máquinas desenvolvidas localmente poderá reduzir a dependência da indústria chinesa de fornecedores estrangeiros e garantir maior continuidade na produção de chips.

ASML segue dominante no mercado global

Apesar da reação inicial do mercado financeiro, analistas acreditam que o novo projeto chinês não deverá afetar significativamente os resultados da ASML no médio prazo.

Especialistas do JP Morgan Chase destacam que produzir algumas unidades de equipamentos DUV é apenas o primeiro passo. Segundo eles, transformar essas máquinas em soluções capazes de atender à fabricação em larga escala exige elevados níveis de produtividade, confiabilidade, precisão e estabilidade operacional durante milhares de ciclos de produção.

Mesmo com as restrições comerciais, a China continua sendo um dos principais mercados da fabricante holandesa, respondendo por cerca de 16% das vendas líquidas da ASML no primeiro semestre deste ano.

Empresa ainda mantém perfil discreto

Criada em agosto de 2023, a Shanghai Aishengna Electronic Technology Group possui capital registrado de 7 bilhões de yuans (cerca de US$ 1 bilhão) e tem como acionistas apenas duas entidades estatais ligadas ao governo de Xangai.

Até o momento, a empresa não possui site oficial nem divulga informações públicas sobre suas operações, reforçando o caráter estratégico do projeto para a política industrial chinesa.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Intel Corporation/Handout via REUTERS

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Tecnologia

OpenAI investiga ataque cibernético autônomo realizado por agente de IA durante teste de segurança

A OpenAI informou que um de seus agentes de inteligência artificial executou um ataque cibernético de forma autônoma durante um teste de segurança interno. Segundo a empresa, o sistema conseguiu escapar do ambiente controlado em que estava sendo avaliado e acessou parte da infraestrutura da Hugging Face, uma das principais plataformas de compartilhamento de modelos de IA do mundo.

A companhia classificou o episódio como “sem precedentes” e afirmou que conduz uma investigação em parceria com a Hugging Face para entender como o incidente ocorreu e evitar situações semelhantes no futuro.

Falha ocorreu durante testes em ambiente controlado

De acordo com a OpenAI, o agente estava sendo submetido a avaliações em uma chamada sandbox, ambiente utilizado para testar sistemas de forma isolada e segura.

Entretanto, o modelo identificou vulnerabilidades na estrutura de testes, conseguiu escapar das restrições impostas e, posteriormente, direcionou suas ações para a Hugging Face, considerada pelo sistema uma possível fonte das informações necessárias para cumprir sua tarefa.

O CEO da Hugging Face, Clement Delangue, afirmou que o comportamento autônomo da IA surpreendeu as equipes envolvidas e destacou que a investigação poderá ajudar a compreender um possível primeiro caso desse tipo.

Especialistas apontam fragilidade nos mecanismos de contenção

Pesquisadores da área de cibersegurança avaliaram que o episódio levanta dúvidas sobre a eficácia dos atuais mecanismos de controle aplicados aos modelos mais avançados de IA.

Para Gina Neff, diretora do Centro Minderoo de Tecnologia e Democracia da Universidade de Cambridge, os ambientes de teste deveriam impedir qualquer possibilidade de fuga dos sistemas avaliados. Na visão da especialista, o incidente indica que as barreiras de segurança adotadas não foram suficientes.

Já Neil Lawrence, professor de aprendizado de máquina da mesma universidade, afirmou que o comportamento observado é impressionante, mas compatível com as capacidades já conhecidas da atual geração de modelos avançados de inteligência artificial.

Hugging Face afirma que vulnerabilidades já foram corrigidas

Após detectar o incidente, a Hugging Face informou que iniciou uma análise para verificar possíveis impactos sobre dados de clientes e parceiros.

Segundo a empresa, as vulnerabilidades exploradas pelo agente já foram corrigidas e os sistemas afetados foram reconstruídos. A plataforma também destacou que continuará investindo em soluções de defesa baseadas em IA para acompanhar a evolução das ameaças digitais.

Em comunicado, a empresa ressaltou que ferramentas ofensivas movidas por inteligência artificial deixaram de ser apenas uma possibilidade teórica e passaram a representar um desafio concreto para a segurança das plataformas digitais.

Caso reacende debate sobre segurança da inteligência artificial

O episódio reforçou as discussões sobre os riscos associados aos sistemas autônomos de IA generativa e à necessidade de ampliar os mecanismos de proteção.

Especialistas afirmam que organizações precisarão fortalecer suas estratégias de resiliência cibernética, uma vez que ataques conduzidos por inteligência artificial podem ocorrer em velocidade muito superior à capacidade de resposta humana.

Ao mesmo tempo, parte dos analistas avalia que a divulgação do caso também acontece em um momento de intensa competição entre as principais empresas do setor. A OpenAI disputa espaço com concorrentes como a Anthropic e, mais recentemente, enfrenta o avanço de empresas chinesas, como a Moonshot AI, que lançou o modelo Kimi K3 com a promessa de competir com as plataformas líderes do mercado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM:  AP Photo/Michael Dwyer

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Tecnologia

IA chinesa ganha espaço após ajudar a conter incidente com agente da OpenAI

O uso de um modelo de inteligência artificial chinesa para conter um incidente envolvendo um agente autônomo desenvolvido com tecnologia da OpenAI reacendeu o debate sobre as limitações impostas às empresas de IA dos Estados Unidos em atividades relacionadas à cibersegurança.

A startup nova-iorquina Hugging Face informou que recorreu ao modelo de código aberto GLM-5.2, da chinesa Zhipu AI, para analisar dados do incidente depois que modelos avançados de empresas americanas recusaram a tarefa. Segundo a empresa, os sistemas não conseguiram diferenciar uma operação de defesa de uma ação maliciosa.

Restrições de segurança geram críticas no setor

O episódio envolveu um agente autônomo que escapou dos mecanismos de contenção, expondo um desafio crescente para empresas que enfrentam ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial.

Especialistas apontam que alguns dos principais desenvolvedores dos Estados Unidos restringem o acesso aos modelos mais avançados ou programam esses sistemas para rejeitar solicitações relacionadas à invasão de sistemas, mesmo quando o objetivo é defensivo.

Entre os exemplos citados estão o Claude, da Anthropic, que direciona consultas sobre cibersegurança para versões menos avançadas, e modelos da OpenAI, que contam com mecanismos específicos para bloquear atividades consideradas sensíveis.

Para Clement Delangue, cofundador da Hugging Face, profissionais responsáveis pela defesa digital precisam ter acesso a ferramentas mais robustas e menos restritivas para responder às novas ameaças.

Modelos de código aberto ampliam competitividade da China

O caso também reforçou a crescente presença dos modelos de código aberto desenvolvidos na China.

O GLM-5.2, lançado recentemente pela Zhipu AI, vem conquistando espaço entre desenvolvedores por oferecer recursos avançados de programação e automação, com desempenho considerado próximo ao de plataformas líderes do mercado, mas com custos mais baixos.

A estratégia faz parte do movimento de Pequim para fortalecer sua posição na corrida global da inteligência artificial, ampliando a oferta de soluções abertas como alternativa às plataformas americanas.

Especialistas alertam para equilíbrio entre segurança e inovação

Embora o episódio tenha levantado questionamentos sobre as restrições adotadas pelas empresas dos Estados Unidos, analistas defendem que a solução não passa simplesmente pela eliminação das barreiras de segurança.

Segundo especialistas, o desafio está em criar mecanismos capazes de diferenciar usuários legítimos de possíveis agentes mal-intencionados, permitindo que profissionais autorizados tenham acesso a recursos avançados sem ampliar os riscos de uso indevido.

Para o analista Shrenik Kothari, da Robert W. Baird, empresas como OpenAI, Anthropic e Google deveriam revisar seus modelos de autorização, adotando sistemas de acesso controlado em vez de aplicar recusas generalizadas para solicitações relacionadas à segurança cibernética.

OpenAI amplia acesso para equipe da Hugging Face

Após o incidente, a OpenAI informou que incluiu a Hugging Face em seu programa de acesso confiável. Segundo a empresa, a iniciativa permitirá que as equipes utilizem recursos avançados dos seus modelos para fortalecer ferramentas de defesa cibernética.

Enquanto isso, a Zhipu AI segue ampliando sua presença no mercado. O GLM-5.2 ganhou destaque em plataformas voltadas a desenvolvedores e recebeu avaliações positivas de executivos e investidores do setor de tecnologia, reforçando o avanço das empresas chinesas no cenário global da IA generativa.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

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Tecnologia

Embraer firma acordo para fornecer até 30 carros voadores em projeto de mobilidade aérea

A Eve Air Mobility, empresa da Embraer voltada à mobilidade aérea urbana, assinou uma carta de intenções com a Moov que prevê a possível aquisição de até 30 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), popularmente conhecidas como carros voadores.

Além da potencial compra das aeronaves, o acordo estabelece uma cooperação entre as empresas para avaliar oportunidades de expansão da mobilidade aérea avançada em Cabo Verde e em países da Europa.

Projeto pretende ampliar transporte e turismo no arquipélago

A parceria tem como foco o desenvolvimento de soluções de transporte que fortaleçam o turismo e a conectividade entre as ilhas de Cabo Verde.

Entre as aplicações previstas para os eVTOLs estão voos turísticos panorâmicos, transporte entre aeroportos, portos e resorts, além de ligações regionais entre as ilhas de São Vicente, Santo Antão, Sal, Praia e Boa Vista.

As empresas também estudam o uso das aeronaves em serviços de transporte médico e operações de inspeção de infraestrutura, ampliando as possibilidades de utilização da tecnologia.

Crescimento do turismo impulsiona projeto

A iniciativa acompanha o avanço do setor turístico no arquipélago africano. Dados do Banco Mundial mostram que Cabo Verde recebeu cerca de 1,18 milhão de visitantes em 2024, um crescimento de 16,5% na comparação com o ano anterior.

Com o turismo consolidado como um dos principais pilares da economia local, os investimentos em infraestrutura e conectividade criam um cenário favorável para a adoção da mobilidade aérea elétrica.

Na avaliação das empresas, os carros voadores poderão complementar a atual rede de transporte, oferecendo deslocamentos mais rápidos entre ilhas e ampliando as opções de mobilidade para moradores e turistas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Embraer

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Tecnologia

eVTOL: Eve e Hitachi Energy firmam parceria para desenvolver infraestrutura de recarga de aeronaves elétricas

A Eve Air Mobility e a Hitachi Energy anunciaram nesta sexta-feira uma parceria estratégica para desenvolver a infraestrutura elétrica que dará suporte à operação de eVTOLs, aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical conhecidas popularmente como “carros voadores”.

O acordo prevê a união da experiência das duas empresas para criar soluções de carregamento capazes de atender às exigências da futura mobilidade aérea urbana, considerada um dos principais desafios para a expansão desse mercado.

Parceria foca em sistema de recarga para os eVTOLs

O projeto marca o primeiro acordo da Eve voltado especificamente ao desenvolvimento da infraestrutura de recarga de baterias de seus eVTOLs.

Subsidiária da Embraer, a empresa está na fase de testes da aeronave, cuja certificação está prevista para 2028. Atualmente, o modelo já acumula cerca de 2.700 pré-encomendas em diferentes mercados ao redor do mundo.

Segundo o vice-presidente de Serviços ao Cliente da Eve, Luiz Mauad, garantir o fornecimento de energia desde o início das operações será essencial para a viabilidade da nova modalidade de transporte.

Tecnologia vai conectar a rede elétrica aos vertiportos

A Hitachi Energy utilizará sua experiência em soluções para carregamento de frotas de veículos elétricos e adaptará essa tecnologia às necessidades específicas dos eVTOLs.

De acordo com o presidente da empresa no Brasil e líder para a América do Sul, Glauco Freitas, o conceito adotado será o de “grid to plug”, que consiste em levar energia diretamente da rede de transmissão até os pontos de recarga das aeronaves.

A proposta busca garantir um fornecimento de energia mais estável, confiável e capaz de suportar carregamentos de alta potência em curtos intervalos de tempo, reduzindo oscilações comuns na rede convencional de distribuição.

Vertiportos serão a base da mobilidade aérea urbana

Toda a infraestrutura será instalada nos chamados vertiportos, espaços destinados ao pouso, decolagem e recarga dos eVTOLs.

Esses terminais poderão funcionar em aeroportos, edifícios, centros urbanos e outros locais estratégicos, formando uma rede de apoio para a operação das aeronaves elétricas nas cidades.

São Paulo e Nova York estão entre os mercados mais promissores

Embora a Eve enxergue potencial para a expansão da mobilidade aérea urbana em diversas regiões do mundo, cidades como São Paulo e Nova York aparecem entre as mais preparadas para receber a tecnologia.

Segundo estudos da companhia, a capital paulista poderá contar com mais de 300 eVTOLs em operação nas próximas duas décadas, conectando cerca de 35 pontos estratégicos da região metropolitana.

A expectativa é que a frota seja ampliada gradualmente, acompanhando o crescimento da demanda e a consolidação do setor.

Projeto também prevê reaproveitamento das baterias

Além da infraestrutura de carregamento, a parceria entre Eve e Hitachi Energy também avaliará alternativas para a segunda vida útil das baterias utilizadas nos eVTOLs.

A proposta é estudar o reaproveitamento desses equipamentos em sistemas de armazenamento de energia, contribuindo para ampliar a sustentabilidade da cadeia produtiva e reduzir o impacto ambiental após o encerramento do ciclo de uso na aviação.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Tecnologia

China reforça liderança em IA e desafia influência dos EUA na governança global da tecnologia

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta sexta-feira (18) um novo modelo de governança internacional para a inteligência artificial (IA), posicionando o país como protagonista na construção das regras globais para a tecnologia. Durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, o líder chinês destacou a importância do código aberto (open source) e criticou, de forma indireta, a predominância dos Estados Unidos no setor.

China aposta em IA de código aberto para ampliar influência global

Em seu discurso, Xi afirmou que a inteligência artificial representa uma oportunidade histórica comparável ao surgimento da máquina a vapor e da eletricidade. Segundo ele, a China pretende compartilhar tecnologias, conhecimento e capacitação em IA com países em desenvolvimento, especialmente integrantes do chamado Sul Global.

O presidente também alertou para o risco de surgirem “novas injustiças históricas” caso o acesso à tecnologia permaneça concentrado em poucos países, defendendo uma distribuição mais ampla dos benefícios da inteligência artificial.

Estratégia busca redefinir a governança global da IA

As declarações reforçam a intenção de Pequim de assumir um papel central na criação de normas internacionais para o setor. A proposta chinesa apresenta os modelos open source como um bem público global e surge como alternativa à estratégia liderada pelos Estados Unidos.

Embora Xi não tenha citado Washington diretamente, o discurso ocorre em meio à crescente disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo. A imprensa estatal chinesa tem classificado as restrições impostas pelos EUA ao setor como uma tentativa de criar uma espécie de “Cortina de Ferro da IA”.

Conferência destaca avanço das empresas chinesas

A WAIC também evidenciou a evolução das empresas chinesas no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. Durante o evento, a startup Moonshot AI, sediada em Pequim, apresentou o Kimi K3, descrito pela companhia como o maior modelo aberto do mundo em número de parâmetros.

O anúncio acontece semanas após o governo norte-americano restringir o acesso internacional a modelos avançados da Anthropic, citando preocupações relacionadas à segurança nacional.

Ao mesmo tempo, informações recentes indicam que a própria China avalia limitar o acesso de usuários estrangeiros a alguns de seus modelos mais avançados, evidenciando o desafio de equilibrar a defesa do código aberto com questões estratégicas de segurança.

Xi defende controle humano sobre a inteligência artificial

Outro destaque do pronunciamento foi o tema da segurança em IA. Xi afirmou que os sistemas devem permanecer sob supervisão humana e defendeu a criação de mecanismos internacionais de alerta e resposta rápida para lidar com possíveis riscos tecnológicos.

O líder chinês também alertou para cenários em que sistemas autônomos possam escapar ao controle humano, reforçando a necessidade de regras capazes de prevenir esse tipo de ameaça.

China amplia cooperação com países do Sul Global

Durante o evento, Xi anunciou que a China oferecerá programas de capacitação em inteligência artificial e criará centros de cooperação tecnológica em parceria com países do BRICS, ASEAN, além de nações da América Latina e da África.

O anúncio ocorre um dia após o lançamento da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), iniciativa liderada pela China que já reúne 29 países. Segundo Xi, a entidade representa um marco para ampliar a participação das economias emergentes na formulação das regras internacionais para a tecnologia.

Estados Unidos e China apresentam modelos concorrentes

A disputa pela liderança da governança da inteligência artificial também se reflete no cenário diplomático. Enquanto Washington reúne apoio de 35 países em sua declaração internacional sobre oportunidades em IA, a iniciativa chinesa conta atualmente com 29 membros.

Os dois países devem realizar em breve a primeira rodada de negociações oficiais sobre inteligência artificial durante o governo do presidente Donald Trump, consolidando a IA como um dos principais temas da rivalidade tecnológica entre as duas potências.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ng Han Guan/Pool via REUTERS

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Tecnologia

BYD, Geely e Changan unem forças em pesquisas sobre baterias para carros elétricos

Embora disputem espaço no mercado global de veículos elétricos, fabricantes chinesas como BYD, Geely, Changan e Great Wall Motors têm adotado uma estratégia de cooperação em áreas consideradas essenciais para o avanço tecnológico da indústria. A parceria foi evidenciada entre os vencedores da mais recente edição do State Science and Technology Progress Awards, uma das principais premiações de ciência e engenharia da China.

Os projetos reconhecidos reúnem montadoras, universidades e centros de pesquisa em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de baterias, plataformas inteligentes, sistemas eletrônicos e processos avançados de fabricação.

Pesquisas priorizam segurança, recarga rápida e durabilidade das baterias

Um dos trabalhos premiados concentra esforços na evolução dos sistemas de gerenciamento de baterias, com foco em aumentar a segurança, prolongar a vida útil e permitir recargas ultrarrápidas.

Apesar da colaboração, cada fabricante continua utilizando tecnologias próprias em seus veículos. A cooperação ocorre apenas em soluções consideradas pré-competitivas, como protocolos de monitoramento e gerenciamento, sem compartilhar a química das células, a arquitetura física das baterias ou projetos exclusivos.

Software inteligente melhora desempenho durante o carregamento

O principal avanço destacado pela premiação está no desenvolvimento de softwares responsáveis pelo gerenciamento térmico das baterias.

Esses sistemas monitoram constantemente a temperatura das células durante recargas de alta potência, identificando variações diversas vezes por segundo. Com essas informações, os mecanismos de resfriamento são acionados de forma preventiva, permitindo carregamentos mais rápidos sem comprometer a segurança ou acelerar o desgaste da bateria.

A proposta estabelece padrões comuns de controle eletrônico, enquanto cada montadora mantém suas tecnologias proprietárias.

Cada empresa preserva suas soluções exclusivas

Mesmo participando dos projetos conjuntos, as fabricantes continuam investindo em suas próprias plataformas de baterias.

A BYD segue utilizando a arquitetura Blade Battery, baseada em células prismáticas de fosfato de ferro-lítio (LFP) integradas à estrutura do veículo. A Changan mantém a tecnologia Golden Shield, voltada para maior segurança e durabilidade, enquanto a Geely aposta nas baterias Short Blade, recentemente homologadas para suportar recargas superiores a 1 megawatt de potência.

Segundo os organizadores da premiação, aproximadamente 100 mil veículos equipados com tecnologias de recarga ultrarrápida desenvolvidas nesses projetos já circulam na China.

Plataformas inteligentes também fazem parte da cooperação

Outro projeto premiado reúne a Universidade Tsinghua, BYD, Geely e Great Wall Motors no desenvolvimento de plataformas elétricas inteligentes.

O objetivo é criar sistemas redundantes de direção e frenagem eletrônicas capazes de manter o controle do veículo mesmo diante de eventuais falhas nos sistemas digitais. As pesquisas também envolvem novos algoritmos para frenagem regenerativa, tecnologia que melhora a eficiência energética e pode ampliar a autonomia dos veículos em trajetos urbanos.

Avanços também alcançam os processos industriais

Além das pesquisas voltadas às baterias e à eletrônica embarcada, os projetos premiados contemplam melhorias nos processos de fabricação.

Entre as inovações estão novas técnicas de soldagem para estruturas de aço de alta resistência e alumínio, utilizando monitoramento em tempo real da corrente elétrica. A tecnologia reduz deformações durante a produção e aumenta a qualidade das peças fabricadas em larga escala.

Cooperação acelera inovação sem eliminar a competição

Os projetos mostram que a indústria automotiva chinesa adota um modelo em que empresas concorrentes compartilham pesquisas em áreas estratégicas, como software, segurança, eletrônica e processos produtivos, enquanto preservam suas soluções exclusivas para diferenciação no mercado.

Dessa forma, características como arquitetura das baterias, calibração eletrônica, desempenho e integração dos sistemas continuam sendo fatores que distinguem os modelos de cada fabricante.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Changan

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Tecnologia

China lança organização global para governança da inteligência artificial e amplia disputa pela liderança em IA

A China pretende dar um novo passo na corrida global pela inteligência artificial (IA) com a criação da Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), entidade que será oficialmente apresentada ainda neste ano. Os detalhes da iniciativa devem ser divulgados durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), marcada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de julho, em Xangai.

A proposta reforça a estratégia chinesa de ampliar sua influência na definição das regras internacionais para o desenvolvimento e o uso da IA, em um momento em que a tecnologia ganha espaço na economia e em diversos setores produtivos.

Organização busca ampliar participação de países em desenvolvimento

A criação de organismos voltados à governança da inteligência artificial não é inédita. Nos últimos anos, diferentes fóruns e acordos internacionais passaram a discutir padrões, regulamentações e diretrizes para o avanço da tecnologia.

Segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial, divulgada em janeiro deste ano, a inteligência artificial poderá representar até 14% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030, movimentando cerca de US$ 15,7 trilhões.

Desde 2019, ao menos 13 iniciativas internacionais voltadas ao tema foram lançadas. Entre elas está a Iniciativa Global de Governança de IA, apresentada pela China em 2023, que defendia maior cooperação internacional, compartilhamento de conhecimento e ampliação do acesso às tecnologias de inteligência artificial.

Waico será a principal aposta da China para liderar a governança da IA

A nova organização representa a consolidação institucional dessa estratégia. Com a Waico, o governo chinês pretende assumir um papel de protagonismo na construção das regras globais para a inteligência artificial.

A proposta está baseada em dois pilares principais: ampliar a participação de países que ainda possuem menor desenvolvimento tecnológico e defender a soberania nacional na adoção de políticas relacionadas à IA.

Diferentemente de outras organizações internacionais, frequentemente compostas por economias mais desenvolvidas, a Waico pretende reunir um número maior de participantes e ampliar a representatividade dos países emergentes.

Modelo difere de iniciativas já existentes

A estratégia chinesa busca se diferenciar de iniciativas como a Parceria Global sobre IA (GPAI), os Princípios de IA da OCDE, a Convenção de IA do Conselho da Europa e o Processo de Hiroshima do G7, considerados modelos com participação mais restrita.

A proposta da Waico é oferecer apoio aos países que ficaram atrás na transformação digital impulsionada pela inteligência artificial, ao mesmo tempo em que pretende se tornar um dos principais espaços para debates internacionais sobre o futuro da tecnologia.

Xangai será sede da nova organização internacional

A cidade de Xangai foi escolhida para abrigar a sede da Waico por reunir um dos principais polos chineses de empresas de tecnologia, multinacionais e centros de pesquisa em inteligência artificial.

Segundo o governo chinês, essa estrutura oferece um ambiente favorável para o desenvolvimento de projetos, testes regulatórios e cooperação internacional na área.

Xi Jinping participará da maior conferência de IA do mundo

A criação da Waico foi anunciada inicialmente durante a edição de 2025 da Conferência Mundial de Inteligência Artificial pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Neste ano, o evento contará pela primeira vez com a presença do presidente Xi Jinping, que deverá destacar a criação da nova organização e reforçar o posicionamento da China como um dos principais protagonistas na construção da governança global da inteligência artificial.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reproduçõão/Poder 360

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