Tecnologia

Xiaomi Robot: robô humanoide fará estreia oficial em Pequim

A Xiaomi confirmou que o Xiaomi Robot, seu robô humanoide, terá a primeira apresentação pública oficial durante a Conferência Mundial de Robótica de 2026, em Pequim. A informação foi divulgada por Lu Weibing, presidente da companhia, durante uma teleconferência sobre os resultados da empresa realizada na terça-feira (18).

O evento ocorre entre 19 e 23 de agosto e será a oportunidade para a fabricante demonstrar o funcionamento do robô humanoide da Xiaomi em condições próximas às aplicações do mundo real.

Xiaomi Robot mira o ambiente industrial

A estratégia inicial da Xiaomi é utilizar o robô em fábricas inteligentes, especialmente em atividades manuais e repetitivas. A expectativa é empregar a tecnologia para elevar a produtividade e a precisão de tarefas realizadas nas linhas de produção.

Com aproximadamente 1,7 metro de altura, o Xiaomi Robot foi desenvolvido em tamanho semelhante ao de um ser humano. A proposta é criar uma plataforma com maior capacidade de adaptação, tanto no aspecto físico quanto nos sistemas de inteligência artificial responsáveis por controlar seus movimentos.

A empresa pretende, dessa forma, permitir que o humanoide seja utilizado em diferentes ambientes e execute uma variedade maior de tarefas.

Robô atingiu 98% de sucesso em testes

O desempenho do Xiaomi Robot já foi avaliado em uma fábrica de automóveis da própria companhia. Durante um período de quatro meses de testes, descrito como uma espécie de estágio, o humanoide apresentou evolução significativa na instalação de porcas.

A taxa de sucesso da tarefa passou de 90,2% para 98%, segundo os resultados divulgados pela Xiaomi.

O robô também conseguiu trabalhar com peças flexíveis e componentes utilizados no acabamento interno dos veículos. Em períodos prolongados de operação, o equipamento manteve cerca de 90% de eficiência.

Os resultados indicam que a companhia pretende desenvolver o humanoide para atividades industriais que exigem repetição, precisão e funcionamento contínuo.

Xiaomi quer integrar robô a carros e casas inteligentes

Apesar do foco inicial na indústria automotiva, o projeto não deve ficar restrito às fábricas.

Lu Weibing afirmou que o Xiaomi Robot fará parte do conceito de “pessoas, carros e casa”, estratégia que busca conectar diferentes produtos e serviços do ecossistema da empresa.

No futuro, a tecnologia dos robôs humanoides poderá ser integrada a veículos autônomos e sistemas de automação residencial. A ideia é criar uma rede de dispositivos capazes de interagir e prestar assistência de maneira conectada.

Preço do Xiaomi Robot ainda não foi revelado

A Xiaomi ainda não informou quanto deverá custar uma versão comercial do Xiaomi Robot. Diante da complexidade tecnológica envolvida no desenvolvimento do humanoide, a expectativa é de que o preço possa ficar na faixa de dezenas de milhares de yuans.

A chegada de uma versão destinada ao uso doméstico, porém, pode levar mais tempo.

Neste primeiro momento, a estratégia da Xiaomi indica uma prioridade para o uso industrial de robôs humanoides, permitindo que a companhia avance no desenvolvimento e na aplicação da tecnologia antes de ampliar sua utilização para o cotidiano dos consumidores.

FONTE: Tudo Celular
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tudo Celular

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BYD começa a vender kits de energia solar em concessionárias no Brasil

A BYD decidiu ampliar sua atuação no mercado brasileiro e passou a oferecer kits de energia solar em sua rede de concessionárias. A estratégia conecta dois segmentos em expansão — carros elétricos e geração solar residencial — e coloca a fabricante chinesa em um mercado com elevado potencial de crescimento.

A empresa já produz painéis fotovoltaicos no Brasil desde 2015, em uma unidade localizada em Campinas (SP). Até agora, porém, os equipamentos eram destinados principalmente ao mercado atacadista, atendendo utilities e empresas integradoras.

Com a nova estratégia, a BYD pretende levar a geração de energia solar diretamente ao consumidor final.

Rede de concessionárias será usada para vender energia solar

Segundo Henrique Antunes, diretor de qualidade e value chain da BYD Brasil, a companhia identificou uma conexão natural entre a compra de um veículo elétrico e a instalação de um sistema de geração própria de energia.

A fabricante conta atualmente com 233 concessionárias no país e pretende ampliar essa estrutura para 300 lojas até o fim de 2026 e 400 unidades em 2027.

A rede recebe cerca de 70 mil pessoas por mês, público que passará a ter contato também com as soluções de energia da empresa.

“Quem compra um carro elétrico está num momento incrível para comprar também energia solar”, afirmou Antunes ao Brazil Journal.

A expectativa é que, futuramente, a oferta seja ampliada para baterias de armazenamento e outros produtos relacionados à geração e ao consumo de energia.

Kit solar terá instalação e financiamento

O produto vendido nas concessionárias será um sistema para instalação em telhados, composto por oito módulos fotovoltaicos.

A capacidade média de geração chega a 600 kWh por mês, segundo a companhia. O pacote inclui instalação e homologação junto à distribuidora de energia.

A BYD também fechou uma parceria com o Santander para oferecer financiamento em 36 parcelas. A compra do sistema não estará condicionada à aquisição de um carro.

A empresa aposta justamente na facilidade de apresentar o produto dentro das concessionárias, em um ambiente no qual o consumidor já está acostumado a avaliar tecnologias relacionadas à mobilidade e à energia.

Estratégia mira consumidores de carros elétricos

As equipes das concessionárias começaram a receber treinamento para comercializar os sistemas solares há cerca de um mês. A operação foi apresentada durante o lançamento do Song Pro 2027, em agosto.

De acordo com Antunes, a procura inicial pelo produto tem sido positiva.

A iniciativa ocorre pouco depois de a BYD conquistar a liderança no varejo brasileiro de automóveis. Em julho, a companhia vendeu 17,1 mil veículos para consumidores pessoa física, alcançando participação de 12,6%.

Consideradas também as vendas corporativas, a montadora aparece na quarta colocação geral. No segmento de carros elétricos, porém, mantém liderança isolada, com quase 60% do mercado.

Economia pode incluir conta de luz e combustível

A BYD afirma que a produção de energia do sistema pode gerar economia suficiente para compensar o financiamento do equipamento, considerando tanto a redução na conta de energia elétrica quanto os gastos com combustível.

Segundo Antunes, um consumidor que utiliza pouco o automóvel poderia economizar entre R$ 600 e R$ 700 por mês. Para motoristas que utilizam o veículo intensivamente, como profissionais de aplicativos, a economia poderia chegar a aproximadamente R$ 2 mil mensais, mesmo com o pagamento do kit.

Os valores, porém, dependem do perfil de consumo, do uso do veículo e das condições específicas de cada instalação.

Mercado de geração solar já supera 3,5 milhões de residências

A expansão da BYD ocorre em um mercado que já apresenta forte crescimento no Brasil. Mais de 3,5 milhões de residências possuem sistemas próprios de geração solar, enquanto somente em 2025 foram instalados cerca de 708 mil novos sistemas.

A geração solar em telhados foi regulamentada em 2012 e ganhou impulso a partir de mudanças realizadas em 2015, que ampliaram os incentivos econômicos para consumidores interessados em produzir a própria eletricidade.

O modelo permite transformar parte da energia produzida em créditos na conta de luz.

Subsídios e custos ainda geram debate

O crescimento acelerado da energia solar residencial também provocou discussões sobre os custos associados aos incentivos concedidos ao segmento.

Em 2020, o Congresso debateu um novo marco regulatório que reduziu gradualmente parte dos benefícios existentes e estabeleceu a cobrança de determinados encargos sobre a energia gerada.

A mudança foi defendida por especialistas do setor elétrico sob o argumento de que os custos não pagos pelos consumidores com geração própria acabam sendo distribuídos entre os demais usuários, pressionando as tarifas.

Mesmo após as alterações regulatórias, continuam em discussão os impactos dos subsídios à geração distribuída e os efeitos do excesso de geração de energia em determinados períodos.

Para especialistas, a expansão da geração solar em telhados tende a continuar, ainda que o setor precise discutir novamente a divisão dos custos e os mecanismos de incentivo.

A avaliação é que o avanço tecnológico e a queda dos custos tornaram a expansão da energia solar fotovoltaica uma tendência difícil de reverter.

FONTE: Brazil Journal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Journal

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Tecnologia

Drones no Brasil: Anac estuda habilitação de pilotos e novas regras para empresas

O avanço do uso de drones no Brasil levou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a avaliar novas medidas para acompanhar a expansão do setor. Entre as possibilidades em estudo está a criação de uma habilitação específica para pilotos de drones, principalmente em operações comerciais.

Até 23 de julho de 2026, a agência contabilizou 111,4 mil drones registrados no país. O número se aproxima do total de 126,6 mil equipamentos cadastrados durante todo o ano de 2025, quando houve crescimento de 192% em relação aos 43,3 mil registros de 2024.

A evolução é ainda mais expressiva quando comparada a 2023, ano em que havia apenas 8.843 aeronaves remotamente pilotadas registradas.

Número de drones pode chegar a 200 mil em 2026

Com a aceleração dos registros, a Anac estima que o país poderá terminar 2026 com aproximadamente 200 mil drones registrados em um único ano, estabelecendo um novo recorde.

A agência também identifica uma presença cada vez maior dos equipamentos em operações empresariais. Os drones já são utilizados em atividades como pulverização de lavouras, transporte de mercadorias, limpeza de edifícios e operações industriais.

Empresas como a Petrobras também estão entre as companhias que utilizam a tecnologia.

Para Tiago Faierstein, diretor-presidente da Anac, o crescimento está relacionado tanto à ampliação do processo de cadastramento quanto à popularização dos equipamentos.

Segundo ele, a redução dos preços e a facilidade de operação ajudaram a impulsionar a adoção dos drones por pessoas físicas e empresas.

Anac avalia mudanças na regulamentação

Com a expansão do mercado de drones, a Anac considera necessário atualizar as normas para acompanhar a evolução tecnológica dos equipamentos.

“Os equipamentos mudaram muito, estão mais modernos e isso precisa estar pronto para eles”, afirmou Faierstein em entrevista ao NeoFeed.

O Brasil é atualmente apontado como o quarto maior mercado mundial para drones. Diante desse cenário, a agência publicou em julho uma nova regulamentação, o RBAC 100, desenvolvida em conjunto com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica.

A norma estabelece parâmetros para a operação das aeronaves remotamente pilotadas, incluindo critérios relacionados a peso, tamanho e segurança de voo.

Habilitação para pilotos está em estudo

A Anac também acompanha a necessidade de estabelecer regras mais específicas para quem opera os equipamentos.

Entre os pontos avaliados estão a altura máxima de voo, a capacidade de carga, os locais onde os drones poderão operar e a eventual necessidade de habilitação para os pilotos.

Faierstein destacou que a expansão da frota exige atenção para evitar conflitos entre drones e aeronaves convencionais, além de reduzir riscos de acidentes envolvendo pessoas em solo.

“Não existe ainda uma exigência de habilitação, mas a gente está pensando em fazer isso também”, afirmou o diretor-presidente da Anac.

Uso comercial é foco da fiscalização

Atualmente, as regras brasileiras já determinam o cadastro dos drones e exigem treinamento para quem manuseia os equipamentos em determinadas operações. No entanto, ainda não há uma licença equivalente ao brevê exigido de pilotos da aviação privada e comercial.

A eventual criação de uma habilitação específica está sendo analisada pela Anac, com atenção especial às atividades profissionais.

Segundo Faierstein, o objetivo é compreender como o crescimento do uso comercial de drones deve ser acompanhado por mecanismos adequados de regulamentação e fiscalização.

A agência pretende manter o monitoramento do setor e o diálogo com empresas para identificar as áreas de maior demanda e ajustar as normas conforme a evolução da tecnologia e das operações.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Robôs humanoides: por que os EUA enfrentam dificuldades para produzir máquinas próprias

Os robôs humanoides se tornaram uma nova frente da disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Washington busca ampliar a produção doméstica dessas máquinas, mas enfrenta um obstáculo central: boa parte da cadeia global de fornecedores está concentrada em território chinês.

Teddy Haggerty conhece esse cenário de perto. Desde 2022, ele atuou como principal distribuidor na América do Norte da Unitree Robotics, uma das empresas chinesas de destaque no segmento de robótica humanoide. A experiência mostrou a ele a diferença de escala e custos entre os dois países.

“Na China, essas coisas já andam pelas ruas”, afirmou Haggerty, destacando a experiência acumulada pelos fabricantes chineses.

Agora, aos 30 anos, ele tenta mudar esse cenário a partir de um galpão em Long Island, nos arredores de Nova York. À frente da Robo Inc., Haggerty busca desenvolver uma operação capaz de fabricar e adaptar humanoides dentro dos Estados Unidos.

Cadeia chinesa é o principal obstáculo

A Robo Inc. pretende combinar componentes importados com peças produzidas internamente. O problema é que a cadeia global de suprimentos para robôs está fortemente concentrada na China.

Para Haggerty, eliminar completamente componentes chineses encareceria significativamente os produtos. Baterias e estruturas de alumínio, por exemplo, já são fabricadas em larga escala e com custos competitivos no país asiático.

Em sua oficina, uma pequena equipe de engenheiros trabalha na adaptação de robôs humanoides e quadrúpedes para aplicações em armazéns e unidades de saúde. O espaço reúne peças sobressalentes, incluindo cabeças e mãos robóticas, enquanto os profissionais desenvolvem componentes específicos para cada utilização.

A experiência reforçou a percepção de que construir uma cadeia de fornecimento totalmente independente da China é um dos maiores desafios para a indústria americana.

Robótica entra na disputa tecnológica entre EUA e China

A competição pelos robôs com inteligência artificial acompanha uma rivalidade tecnológica mais ampla entre Washington e Pequim, que já envolve semicondutores e sistemas de IA.

Os humanoides são vistos por parte da indústria como uma possível etapa seguinte da inteligência artificial: sistemas capazes não apenas de processar informações, mas também de executar tarefas físicas em ambientes humanos.

As expectativas para a tecnologia são amplas. No futuro, esses equipamentos poderiam ser utilizados em atividades como limpeza doméstica, acompanhamento de pacientes, mineração e operações em instalações químicas.

Ao mesmo tempo, a utilização de robôs nesses ambientes levanta questões de segurança e privacidade. Máquinas presentes em residências, hospitais e locais de trabalho poderiam ter acesso a grandes quantidades de informações sobre pessoas e operações.

EUA restringem entrada de novos robôs estrangeiros

A disputa ganhou um novo capítulo com uma decisão da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC). A agência anunciou a proibição da importação de novos modelos de robôs humanoides produzidos no exterior por razões relacionadas à segurança nacional.

Embora a medida não tenha citado especificamente a China, o impacto potencial sobre fabricantes chineses é significativo, já que grande parte dos humanoides atualmente disponíveis no mercado internacional é produzida por empresas do país.

A restrição, porém, não resolve o principal problema enfrentado pelos fabricantes americanos: a dificuldade de construir uma base industrial competitiva.

Para Sunny Cheung, pesquisador da Jamestown Foundation, seria necessário combinar apoio financeiro e respaldo político para que empresas americanas consigam disputar espaço com os fabricantes chineses.

Produção americana ainda está em pequena escala

A indústria de humanoides nos Estados Unidos permanece em uma fase inicial. Estimativas indicam que as principais empresas americanas produziram apenas algumas centenas de unidades no ano passado.

Grande parte desses equipamentos ainda está em projetos-piloto, principalmente em fábricas e centros de distribuição. O mercado de consumo também não foi consolidado.

A diferença de escala é significativa. Unitree e Agibot, duas fabricantes chinesas, produziram juntas aproximadamente 10 mil robôs.

Startups e investidores americanos avaliam que reproduzir nos Estados Unidos o custo da estrutura produtiva chinesa é extremamente difícil. Além da mão de obra mais cara, a indústria depende de fornecedores chineses para matérias-primas e componentes essenciais.

Veículos elétricos ajudaram a criar vantagem chinesa

A liderança chinesa em robótica industrial e humanoide está ligada, em parte, ao desenvolvimento da indústria de veículos elétricos.

Durante anos, o país criou uma cadeia de produção integrada capaz de fabricar uma ampla variedade de componentes, desde elementos básicos até baterias de íons de lítio. Muitas dessas empresas passaram a fornecer peças também para fabricantes de robôs.

O resultado é uma rede de fornecedores capaz de entregar componentes rapidamente.

Brad Porter, CEO da empresa de robótica Cobot e ex-executivo da Amazon, resume a diferença pela disponibilidade de peças: enquanto uma empresa instalada na China pode conseguir determinado componente rapidamente, um fabricante americano pode precisar esperar vários dias.

Porter também cita a automação utilizada pela Amazon como exemplo do avanço da robótica nos Estados Unidos. Entretanto, ressalta que os sistemas empregados pela companhia não são humanoides.

Segundo ele, em muitas operações industriais, pernas não oferecem uma vantagem prática em relação a máquinas projetadas especificamente para uma determinada tarefa.

Afinal, para que servem os robôs humanoides?

A utilidade dos robôs humanoides ainda é uma questão em aberto. Mesmo integrantes do setor reconhecem que trabalhadores humanos continuam mais eficientes em determinadas situações complexas e imprevisíveis.

Os robôs enfrentam dificuldades especialmente quando precisam interpretar ambientes dinâmicos e tomar decisões em tempo real.

Embora fabricantes chineses tenham conquistado grande visibilidade, ainda não surgiu uma aplicação capaz de transformar de maneira ampla o mercado.

Modelos da Unitree, por exemplo, ganharam projeção internacional em apresentações coreografadas na televisão chinesa e até em eventos ligados ao Super Bowl. Essas demonstrações, porém, normalmente envolvem movimentos previamente programados.

O desafio mais complexo é desenvolver máquinas capazes de perceber o ambiente, raciocinar e agir de forma autônoma diante de situações inesperadas.

China também domina a robótica industrial

A vantagem chinesa não se limita aos humanoides. O país também possui uma enorme base instalada de robôs industriais.

Dados da Federação Internacional de Robótica indicam que mais de 2 milhões de robôs estavam em operação nas fábricas chinesas em 2024. Somente naquele ano, cerca de 300 mil novas unidades foram instaladas no país — volume superior ao registrado no restante do mundo somado.

Essa infraestrutura ajuda a explicar por que a China parte de uma posição privilegiada na corrida pela próxima geração de automação.

Para os Estados Unidos, portanto, o desafio vai muito além de desenvolver um robô funcional. O país precisa construir uma cadeia de fornecedores, ampliar a produção em escala e reduzir custos em um mercado no qual a indústria chinesa de robótica acumulou anos de investimentos, experiência e capacidade industrial.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Robôs humanoides ganham espaço nas montadoras em busca de mais eficiência

As montadoras de veículos estão acelerando os investimentos em robôs humanoides como parte de uma nova etapa de automação industrial. A expectativa é que máquinas equipadas com inteligência artificial (IA) possam executar atividades hoje realizadas por trabalhadores, especialmente tarefas repetitivas de movimentação, separação e organização de peças.

Na fábrica da BMW em Spartanburg, na Carolina do Sul, um humanoide já é utilizado para retirar componentes de caixas, colocá-los em carrinhos e transportar os materiais pela unidade. Os movimentos ainda são lentos, mas a empresa avalia que a tecnologia avança rapidamente.

“Hoje eles ainda são mais lentos que os humanos”, afirmou Ulrich Wieland, vice-presidente da BMW responsável pela logística da fábrica. Para ele, porém, a evolução dos equipamentos tem sido acelerada.

Nova geração de automação chega às fábricas

As fábricas de automóveis utilizam robôs industriais há décadas. Até agora, essas máquinas eram predominantemente equipamentos fixos, desenvolvidos para funções específicas, como soldagem de carrocerias e aplicação de adesivos.

Os robôs humanoides representam uma proposta diferente. Com braços, mãos e pernas semelhantes às humanas, eles podem circular pelos ambientes e, em princípio, executar diferentes atividades sem que as fábricas precisem passar por grandes adaptações.

A integração com inteligência artificial também amplia as possibilidades. A expectativa é que esses equipamentos possam interpretar comandos, lidar com determinadas situações inesperadas e se adaptar a diferentes tarefas.

Para defensores da tecnologia, a automação pode elevar a produtividade industrial, ajudar a enfrentar a falta de trabalhadores qualificados e melhorar a competitividade das montadoras ocidentais diante das fabricantes chinesas.

Automação também gera preocupação sobre empregos

A expansão dos humanoides, porém, levanta dúvidas sobre o futuro do trabalho na indústria automobilística.

Susan Helper, professora de economia da Case Western Reserve University, afirma que a automação tende a reduzir a quantidade de mão de obra necessária para produzir cada unidade. O resultado pode ser positivo para a produtividade, mas depende de como as empresas utilizarão o tempo liberado pela tecnologia.

Uma das preocupações é que os trabalhadores deixem de realizar atividades mais interessantes e passem a ficar concentrados apenas em funções repetitivas, enquanto as empresas reduzem seus quadros e custos trabalhistas.

O debate já chegou aos sindicatos. Trabalhadores da Hyundai na Coreia do Sul fizeram uma paralisação no mês passado para exigir participação nas decisões relacionadas ao uso de robôs.

Shawn Fain, presidente do United Auto Workers (UAW), também classificou a combinação entre IA e robótica como uma ameaça significativa aos trabalhadores e defendeu que os seres humanos mantenham controle sobre o desenvolvimento tecnológico.

China tem vantagem no desenvolvimento da robótica

A indústria chinesa parte de uma posição considerada favorável na corrida pelos robôs humanoides. O governo transformou a robótica em uma área prioritária, enquanto os fabricantes contam com uma ampla cadeia de fornecedores de componentes.

Entre eles estão atuadores e sensores, fundamentais para os movimentos e a percepção dos robôs.

Ben Armstrong, diretor-executivo do Centro de Desempenho Industrial do MIT, afirma que o custo de implementação de robôs na China é significativamente menor do que nos Estados Unidos, em parte devido à concentração de fornecedores de equipamentos e ferramentas.

Em julho, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos proibiu a importação de humanoides e outros robôs avançados chineses, em uma medida relacionada à proteção do desenvolvimento tecnológico norte-americano.

Hyundai amplia uso de robôs nas fábricas

Entre as montadoras que mais investem em automação industrial, a Hyundai se destaca pela variedade de tecnologias empregadas em suas fábricas.

Na unidade da empresa na Geórgia, carrinhos autônomos assumiram grande parte do transporte de materiais que antes dependia de empilhadeiras.

A fábrica também utiliza robôs quadrúpedes para identificar possíveis problemas na parte inferior das carrocerias. Outros equipamentos, equipados com rodas, passam por baixo dos veículos elétricos Ioniq 5 e Ioniq 9, levantam os automóveis e os levam até as estações de teste.

A Hyundai afirma que esses sistemas eliminam alguns dos problemas associados ao transporte realizado por funcionários, como colisões acidentais com estruturas da fábrica.

Boston Dynamics entra na estratégia da Hyundai

A Hyundai adquiriu a Boston Dynamics em 2021, ampliando sua participação no desenvolvimento de robôs avançados.

A estratégia prevê inicialmente o uso de humanoides para organizar componentes em uma sequência específica, facilitando a instalação das peças por trabalhadores.

A tarefa é semelhante àquela demonstrada pela BMW com um robô produzido pela Figure AI.

A Mercedes-Benz também testa humanoides desenvolvidos pela Apptronik, empresa sediada em Austin, nos Estados Unidos. O objetivo inicial é utilizar os equipamentos para movimentar e separar materiais.

As montadoras afirmam que enfrentam dificuldades para contratar e manter funcionários em atividades consideradas básicas e repetitivas.

Empresas prometem novas funções para trabalhadores

Para executivos da Hyundai, a adoção de robôs pode criar oportunidades profissionais ligadas à manutenção e operação dessas máquinas.

A empresa desenvolveu um programa de aprendizagem voltado à manutenção de robôs. A expectativa é formar profissionais para funções técnicas que podem acompanhar a expansão da automação nas fábricas.

Representantes dos trabalhadores, entretanto, demonstram maior cautela. A principal preocupação é que os novos sistemas sejam utilizados principalmente para substituir funcionários, em vez de complementar suas atividades.

Treinamento pode ser decisivo para aumentar produtividade

Pesquisas do MIT indicam que a adoção de novas tecnologias tende a apresentar melhores resultados quando ocorre paralelamente ao desenvolvimento das competências dos trabalhadores.

Segundo Ben Armstrong, empresas que combinaram automação e treinamento profissional registraram os maiores ganhos de produtividade.

O pesquisador também questiona se os humanoides são sempre a solução mais eficiente para tarefas simples. Em determinadas situações, tecnologias mais convencionais podem realizar o mesmo trabalho com menor custo.

A avaliação coloca em discussão um dos principais desafios da nova onda de robótica: justificar economicamente o uso de máquinas complexas em atividades que poderiam ser automatizadas de maneira mais simples.

Tesla aposta no Optimus como projeto estratégico

A Tesla, comandada por Elon Musk, é uma das empresas que mais apostam no potencial dos robôs humanoides.

A montadora desenvolveu o Optimus, equipamento que pretende utilizar em suas próprias fábricas e, posteriormente, comercializar para empresas e consumidores.

Unidades do Optimus já foram utilizadas em atividades no Tesla Diner, em Los Angeles, e em eventos da companhia. Musk também prevê aplicações mais amplas para o robô no futuro.

A Tesla chegou a interromper a produção dos Model S e Model X em uma fábrica na Califórnia para abrir espaço destinado à fabricação do Optimus.

Apesar do entusiasmo, Musk reconhece que ainda existem obstáculos tecnológicos importantes. Um dos principais é reproduzir a precisão, sensibilidade e destreza das mãos humanas, consideradas particularmente complexas pela comunidade de robótica.

GM adota caminho diferente

A General Motors não aderiu integralmente ao modelo dos humanoides. A empresa trabalha com os chamados cobots, ou robôs colaborativos.

Os equipamentos têm braços e mãos e são mais flexíveis do que os robôs industriais tradicionais, mas não possuem pernas.

Para Sterling Anderson, diretor de produtos da GM, a ausência de pernas pode ser uma vantagem, já que rodas podem ser mais eficientes para determinadas atividades dentro de uma fábrica.

A estratégia da companhia é utilizar a robótica para auxiliar trabalhadores, tornando suas tarefas mais simples e contribuindo para melhorar a eficiência da produção, em vez de necessariamente substituir as pessoas.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Will Crooks/NYT

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Tecnologia

Carro elétrico criado por estudantes gera mais energia do que consome

Um grupo de estudantes de pós-graduação em engenharia automotiva da Universidade Clemson, nos Estados Unidos, desenvolveu um carro elétrico capaz de produzir mais energia do que utiliza em deslocamentos urbanos. O protótipo, chamado Deep Orange 17 e batizado de “Luminetta”, foi desenvolvido em parceria com a área de pesquisa e desenvolvimento da BMW.

O projeto aposta em energia solar para alcançar um balanço energético positivo. Para isso, o veículo recebeu painéis fotovoltaicos integrados à carroceria, capazes de captar luz enquanto o automóvel está em movimento e também durante os longos períodos em que permanece estacionado.

Carro elétrico tem mais de 1.700 células solares

O cupê de duas portas foi equipado com mais de 1.700 células fotovoltaicas, que abastecem continuamente o sistema de armazenamento de energia. A tecnologia reduz a necessidade de recorrer à rede tradicional de recarga.

A eficiência do sistema foi avaliada por meio de simulações que consideraram diferentes condições de clima e incidência solar em quatro cidades: Greenville, nos Estados Unidos; Frankfurt, na Alemanha; Madri, na Espanha; e Mumbai, na Índia.

Em um percurso diário de 20 quilômetros, o modelo apresentou geração solar suficiente para acrescentar, em média, 50 quilômetros de autonomia por dia nas localidades analisadas.

Baixo peso ajuda a aumentar a eficiência

Para conseguir produzir mais energia do que consome, o projeto também priorizou a eficiência energética, a redução de peso e a aerodinâmica.

O protótipo pesa apenas 550 quilos, aproximadamente um quarto do peso de veículos elétricos de produção com dimensões semelhantes.

A estrutura utiliza uma combinação de aço de alta resistência, alumínio e fibra de carbono, além de conexões metálicas produzidas por impressão 3D.

Outro destaque está no desenho da carroceria. As formas foram inspiradas no peixe-cofre (boxfish), cuja anatomia serviu de referência para desenvolver uma configuração que reduz o arrasto aerodinâmico sem comprometer o espaço disponível para os ocupantes.

Tecnologia embarcada amplia recursos do protótipo

O Deep Orange 17 também reúne soluções voltadas ao aproveitamento de energia e ao controle do veículo, incluindo frenagem regenerativa, vetorização inteligente de torque e gerenciamento eletrônico do trem de força.

No interior, o painel conta com sistema multimídia e telemetria em tempo real, além de integração com Apple CarPlay e Android Auto.

Projeto envolveu 16 estudantes

O desenvolvimento do veículo foi realizado durante dois anos por 16 estudantes de mestrado. O trabalho envolveu diferentes etapas, desde a pesquisa de mercado e definição do conceito até a fabricação do protótipo e os testes de validação.

Após a conclusão do projeto, o carro permanecerá no Centro Internacional de Pesquisa Automotiva da Universidade Clemson (CU-ICAR), na Carolina do Sul. O espaço será utilizado como ambiente de testes para novas soluções relacionadas à mobilidade sustentável.

A expectativa é que o Deep Orange 17 seja apresentado ao público na CES 2027, em Las Vegas, uma das principais feiras internacionais dedicadas a tecnologia e inovação.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Clemson University

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Tecnologia

BMW recicla até 51% dos materiais de carros antigos em novos veículos

O Grupo BMW demonstrou que é possível ampliar significativamente o reaproveitamento de componentes de veículos em fim de vida dentro de uma operação industrial. O projeto de pesquisa Car2Car elevou de 6% para 51% a chamada taxa de reaproveitamento de materiais, mostrando como peças e matérias-primas de automóveis descartados podem voltar à cadeia produtiva.

O estudo envolveu as marcas BMW, Mini, Rolls-Royce e BMW Motorrad e utilizou novas técnicas de triagem, trituração e separação de materiais. O objetivo foi recuperar matéria-prima com qualidade suficiente para ser utilizada novamente na fabricação de veículos.

Como funciona a reciclagem de carros da BMW

A chamada taxa Car2Car indica a proporção de materiais de um veículo descartado que pode ser recuperada com qualidade adequada para novas aplicações industriais.

Para alcançar o índice de 51%, os pesquisadores combinaram tecnologias de pré-triagem, processos de trituração adaptados e sistemas de classificação equipados com sensores de alta precisão.

Um dos diferenciais do projeto foi evitar uma desmontagem excessivamente complexa. O processo utilizou apenas as etapas consideradas obrigatórias antes da reciclagem convencional de veículos.

Metais concentram os maiores avanços

Os resultados mais expressivos apareceram na recuperação de metais automotivos, considerados estratégicos para reduzir custos e emissões de carbono na indústria.

A pesquisa analisou 433 veículos em fim de vida, pertencentes a 60 modelos diferentes da BMW. Com os novos métodos de processamento, os índices de aproveitamento aumentaram de forma significativa:

  • Aço: de 1% para 81%;
  • Alumínio: de 23% para 52%;
  • Cobre: de 48% para 68%.

O avanço na reciclagem do aço foi um dos principais resultados do projeto. Um dos obstáculos para reutilizar a sucata de veículos na fabricação de aço automotivo de alta qualidade é a presença de cobre proveniente de fios, cabos e conectores.

Para solucionar o problema, o Car2Car incorporou uma etapa adicional capaz de diminuir de maneira direcionada a contaminação por cobre. O processo permitiu obter uma sucata mais limpa e já resultou em um pedido de patente.

Mais de 100 mil peças foram produzidas

A tecnologia deixou a fase puramente experimental e chegou à produção industrial. Durante um teste realizado na fábrica do BMW Group em Leipzig, mais de 100 mil peças de série foram fabricadas utilizando o aço recuperado pelo projeto.

Segundo Hilke Schaer, gerente do Car2Car no Grupo BMW, os componentes foram posteriormente instalados em veículos, demonstrando na prática a aplicação dos resultados obtidos pela pesquisa.

O avanço reforça o potencial da economia circular na indústria automotiva, especialmente no reaproveitamento de matérias-primas que tradicionalmente seriam destinadas a processos de menor valor agregado.

Plástico e vidro ainda são obstáculos

Apesar dos resultados positivos com metais, a reciclagem de plásticos e vidros automotivos continua sendo uma das principais dificuldades.

A diversidade de polímeros utilizados nos veículos, a presença de estruturas compostas e os requisitos rigorosos de segurança tornam mais complexa a recuperação desses materiais em escala industrial.

O estudo aponta que a cadeia de reciclagem de plásticos ainda precisa desenvolver soluções mais eficientes de separação e processamento. O desafio é alcançar níveis de pureza compatíveis com os padrões exigidos pela indústria para componentes como painéis e revestimentos internos.

Projeto pode influenciar novas regras europeias

As conclusões do Car2Car podem ultrapassar os limites do Grupo BMW. O conjunto de dados obtido pela pesquisa pode contribuir para que o setor automotivo se prepare para novas exigências regulatórias europeias relacionadas ao tratamento de veículos em fim de vida.

A transformação dos resultados em um padrão industrial, porém, dependerá de mudanças estruturais. Entre os principais desafios estão investimentos em infraestrutura de desmontagem e reciclagem, criação de modelos de negócios economicamente sustentáveis e regulamentações capazes de estimular a recuperação e a permanência das matérias-primas dentro da cadeia produtiva.

BMW busca unir reciclagem e viabilidade econômica

Para Alexander Efthimiou, vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios do BMW Group, o projeto evidencia que o potencial da economia circular automotiva aumenta quando diferentes etapas da cadeia de valor trabalham de maneira integrada.

A empresa afirma que os resultados obtidos com parceiros do projeto serão utilizados no desenvolvimento de novos processos e modelos de negócios que conciliem redução de impactos ambientais, reaproveitamento de materiais e eficiência econômica.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Eclusas: tecnologia garante a navegação em rios com desníveis no Brasil

As eclusas são estruturas essenciais para manter a navegação em rios que apresentam diferentes níveis de altura. Conhecidas como uma espécie de “elevador aquático”, elas permitem que embarcações e comboios de carga atravessem desníveis de maneira segura, inclusive em trechos afetados por barragens ou por obstáculos naturais.

Além de assegurar a continuidade das viagens, esse sistema contribui para a eficiência do transporte hidroviário e para o funcionamento da logística por vias fluviais.

Como funciona uma eclusa?

O funcionamento de uma eclusa de navegação ocorre por meio de uma câmara equipada com comportas. Primeiro, a embarcação entra nesse compartimento e as portas são fechadas. Em seguida, o nível da água é alterado de forma controlada até atingir a altura do trecho seguinte do rio.

Quando os níveis são igualados, a comporta do outro lado é aberta e a embarcação pode prosseguir. No trajeto contrário, a operação acontece de forma inversa: o nível da água é reduzido para permitir que o barco passe do trecho mais alto, chamado de montante, para o mais baixo, conhecido como jusante.

Onde existem eclusas no Brasil?

Atualmente, há eclusas em operação nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, São Paulo, Pará e Mato Grosso do Sul. Essas estruturas são fundamentais para preservar a navegabilidade de importantes hidrovias brasileiras.

Por isso, ações de manutenção e modernização são realizadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

As intervenções buscam elevar a confiabilidade das operações e melhorar as condições para o transporte de cargas e passageiros pelos rios do país.

Importância para o transporte hidroviário

Mais do que permitir que embarcações superem desníveis, as eclusas contribuem para a segurança da navegação e beneficiam comunidades que dependem dos rios para deslocamento e atividades econômicas.

A estrutura também tem impacto direto na logística brasileira, ao possibilitar que grandes volumes de mercadorias sejam transportados de maneira contínua pelas hidrovias.

Vantagens das hidrovias para o transporte de cargas

O transporte por rios é considerado um dos modais mais eficientes para a movimentação de grandes volumes. Em comparação com o transporte rodoviário, a navegação hidroviária pode transportar mais mercadorias com menor consumo de combustível por tonelada movimentada.

A redução do consumo também está associada a menores emissões de poluentes, além de contribuir para a diminuição dos custos logísticos e para o aumento da competitividade da infraestrutura de transportes brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: DNIT

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Carros chineses já representam mais da metade dos veículos importados pelo Brasil em 2026

A participação dos carros chineses no Brasil atingiu um novo patamar em 2026. Entre janeiro e julho, mais de 180 mil veículos fabricados na China foram importados pelo país, número que corresponde a 52,4% de todos os veículos importados pelo Brasil no período.

Os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que as importações de veículos chineses cresceram 105,4% nos primeiros sete meses do ano, na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

O avanço foi muito superior ao registrado pelo conjunto das importações. Ao todo, o Brasil recebeu 344,1 mil veículos estrangeiros entre janeiro e julho, alta de 25,7% em relação ao ano anterior.

China domina as importações de veículos

O desempenho mostra uma mudança importante na composição dos veículos importados pelo Brasil. A China passou a responder pela maior parcela desse mercado em um momento de forte expansão das montadoras chinesas e de aumento da oferta de novos modelos.

Enquanto as importações totais cresceram pouco mais de 25% em um ano, os veículos fabricados na China tiveram alta superior a 100%. Dessa forma, os fabricantes chineses não apenas acompanham o crescimento do mercado de importados, mas também ampliam sua participação entre os veículos que chegam ao país.

Esse movimento acontece paralelamente ao avanço dos carros elétricos e híbridos no mercado brasileiro.

Em julho, os veículos eletrificados representaram 23,5% dos emplacamentos no Brasil, a maior participação já registrada até então. No acumulado de 2026, os emplacamentos dessa categoria cresceram 120,8% frente aos primeiros sete meses de 2025.

A forte presença de fabricantes chineses no segmento de eletrificados ajuda a explicar parte desse crescimento. Empresas do país asiático têm ampliado a oferta de carros elétricos, híbridos e outros modelos eletrificados para os consumidores brasileiros.

Importações crescem enquanto exportações brasileiras caem

O avanço dos veículos estrangeiros ocorre em um cenário diferente para as exportações da indústria automotiva brasileira.

Entre janeiro e julho, foram exportados 255,9 mil veículos produzidos no Brasil, uma redução de 20,8% em relação ao mesmo período de 2025.

A Argentina teve papel importante nesse resultado. Os embarques brasileiros destinados ao país vizinho recuaram 35,4% no acumulado do ano. Segundo a Anfavea, com exceção da Colômbia, as exportações para os demais mercados latino-americanos também apresentaram queda.

Por outro lado, a produção de veículos no Brasil manteve trajetória positiva. As fábricas instaladas no país produziram mais de 1,6 milhão de unidades nos sete primeiros meses de 2026, crescimento de 8,3% sobre o mesmo período do ano passado.

O cenário cria um contraste dentro do setor automotivo: a indústria nacional produz mais, mas enfrenta simultaneamente uma concorrência crescente dos veículos chineses importados.

Novas marcas chinesas ampliam a disputa no mercado brasileiro

A participação da China pode aumentar ainda mais com a chegada de novas fabricantes ao país. Empresas como iCAUR, Lepas, Luxeed, Freelander e DFM já possuem planos para atuar no mercado automotivo brasileiro.

A movimentação ocorre após a expansão de marcas como BYD, GWM, Omoda e Jaecoo, que passaram a disputar consumidores com as montadoras tradicionais.

Além do aumento das importações, a instalação de operações industriais no Brasil pode modificar a dinâmica desse mercado nos próximos anos. Com a produção local, parte dos veículos que atualmente são trazidos do exterior poderá passar a ser fabricada em território nacional.

China já é a principal origem dos veículos importados

Os números registrados até julho de 2026 evidenciam a mudança no perfil dos carros importados no Brasil. Com mais de 180 mil unidades e uma participação de 52,4%, os veículos produzidos na China já representam mais da metade das importações brasileiras.

O resultado consolida o país asiático como a principal origem dos veículos trazidos do exterior e reforça a expansão das montadoras chinesas no Brasil, especialmente em segmentos como elétricos e híbridos.

A tendência também sinaliza uma transformação na competição do setor automotivo brasileiro, que deve ganhar novos participantes à medida que mais marcas chinesas avancem em seus planos de operação no país.

FONTE: Vrum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vrum

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Carros elétricos ainda não reduzem consumo de gasolina no Brasil; entenda os motivos

As vendas de carros elétricos e veículos eletrificados seguem em ritmo acelerado no Brasil, mas esse crescimento ainda não se reflete em uma queda significativa no consumo de gasolina e diesel. Embora os modelos eletrificados tenham alcançado participação recorde nos emplacamentos, a frota movida a combustíveis fósseis continua predominando nas ruas e estradas do país.

Em julho, os eletrificados responderam por 23,3% dos emplacamentos de veículos leves, enquanto o volume acumulado em 2026 ultrapassou 300 mil unidades, representando alta de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em mercados como China e Europa, esse avanço já começa a impactar a demanda por derivados de petróleo, segundo um estudo do Citi. No Brasil, porém, a realidade ainda é diferente.

Consumo de combustíveis continua em alta

Apesar da expansão da mobilidade elétrica, os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o consumo de combustíveis permanece em crescimento.

No primeiro trimestre de 2026, as vendas de diesel B aumentaram 2,8%, alcançando 16,8 bilhões de litros. A gasolina C também registrou alta de 2,1%, enquanto apenas o etanol hidratado apresentou retração de 6,8%.

O cenário demonstra que o aumento nas vendas de veículos eletrificados ainda não é suficiente para alterar, de forma significativa, a demanda nacional por combustíveis.

Renovação da frota acontece em ritmo lento

O principal fator por trás desse cenário é o tamanho da frota brasileira. Embora os emplacamentos indiquem uma rápida expansão dos eletrificados, o consumo de combustíveis é determinado pelo total de veículos que circulam diariamente.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apontam que o Brasil possui cerca de 131,8 milhões de veículos, incluindo aproximadamente 65,4 milhões de automóveis, além de motocicletas, caminhonetes, caminhões e outros veículos movidos a gasolina, etanol ou diesel.

Em comparação, o número de veículos leves eletrificados ainda é reduzido. Levantamento da ABVE Data mostra que o país acumulou mais de 836 mil unidades desde 2012 e, com os resultados de julho, esse total já se aproxima de 900 mil veículos.

Eletrificados representam pouco mais de 1% da frota

Mesmo com o crescimento expressivo das vendas, os carros elétricos e demais modelos eletrificados ainda correspondem a pouco mais de 1% da frota nacional de automóveis.

Esse percentual ajuda a explicar por que o impacto sobre o consumo de combustíveis permanece limitado. Cada novo veículo elétrico reduz a necessidade de abastecimento, mas sua participação ainda é pequena diante dos milhões de veículos convencionais em circulação.

Considerando uma média de 12,5 mil quilômetros rodados por ano e um consumo médio de 11 quilômetros por litro, um automóvel totalmente elétrico pode deixar de consumir cerca de 1.140 litros de gasolina por ano. Individualmente, a economia é significativa, mas o efeito nacional ainda é diluído pela dimensão da frota movida a combustão.

Híbridos também influenciam a transição

Outro fator importante é que boa parte dos veículos eletrificados vendidos atualmente ainda utiliza combustíveis líquidos.

Modelos híbridos convencionais (HEV), híbridos flex, híbridos plug-in (PHEV) e os mais recentes elétricos com extensor de autonomia (REEV) reduzem o consumo de gasolina, mas não eliminam completamente a necessidade de abastecimento.

Enquanto um veículo 100% elétrico (BEV) pode dispensar totalmente o uso de combustíveis fósseis, os híbridos proporcionam reduções graduais, que variam conforme a tecnologia e o perfil de utilização do motorista.

Mudança nas estatísticas depende da renovação da frota

As projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o consumo de combustíveis deve continuar crescendo no curto prazo, impulsionado pelo aumento da atividade econômica, da logística e da própria frota nacional.

Especialistas apontam que o verdadeiro impacto da eletrificação automotiva será percebido apenas quando os veículos elétricos e híbridos representarem uma parcela mais significativa dos automóveis em circulação.

Até lá, a tendência é de uma transição gradual, na qual a redução do consumo de gasolina dependerá principalmente da velocidade de renovação da frota brasileira e da participação crescente dos diferentes tipos de veículos eletrificados.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Pulso Comunica

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