Aeroportos, Tecnologia

Tecnologia em aeroportos brasileiros acelera embarque e reforça a segurança dos passageiros

A digitalização dos aeroportos brasileiros avança em ritmo acelerado e vem mudando a experiência de quem viaja pelo país. Recursos como reconhecimento facial, totens de autoatendimento, despacho automatizado de bagagens e sistemas inteligentes reduzem o tempo de espera, aumentam a segurança e contribuem para operações mais eficientes nos terminais.

As inovações acompanham uma tendência global de tornar os aeroportos mais conectados, automatizados e preparados para atender ao crescimento da demanda por transporte aéreo.

Biometria facial e autoatendimento ganham espaço

Entre as principais tecnologias adotadas está a biometria facial, que permite validar a identidade dos passageiros em poucos segundos, dispensando a apresentação repetitiva de documentos e cartões de embarque durante o processo de viagem.

Além disso, os aeroportos ampliaram o uso de totens de autoatendimento, portões eletrônicos e sistemas automatizados para despacho de bagagens. Essas soluções oferecem mais autonomia aos viajantes e tornam o fluxo operacional mais ágil.

Ao mesmo tempo, plataformas digitais monitoram a movimentação de pessoas em tempo real, permitindo uma distribuição mais eficiente dos passageiros e reduzindo filas nos pontos de inspeção.

Sistemas inteligentes fortalecem a segurança aeroportuária

A evolução tecnológica também alcançou os equipamentos de inspeção de segurança. Novos sistemas conseguem realizar análises mais detalhadas das bagagens, oferecendo maior precisão na identificação de materiais que possam representar riscos e auxiliando o trabalho das equipes responsáveis pela fiscalização.

Nos bastidores, a integração de dados entre aeroportos, companhias aéreas e operadores possibilita o compartilhamento instantâneo de informações sobre voos, bagagens e ocupação dos terminais. Esse fluxo de informações contribui para decisões mais rápidas, melhora a gestão operacional e ajuda a minimizar atrasos.

Inteligência artificial deve ampliar a eficiência dos aeroportos

A próxima etapa dessa transformação passa pelo uso cada vez mais intenso da inteligência artificial. Segundo um estudo desenvolvido pela Amadeus, em parceria com a Microsoft, a IA tende a assumir funções mais estratégicas na administração aeroportuária.

A expectativa é que, nos próximos anos, sistemas inteligentes deixem de atuar apenas como apoio à tomada de decisões e passem a coordenar automaticamente diversas etapas da operação, antecipando possíveis problemas e sugerindo soluções em tempo real para manter a eficiência dos aeroportos.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil

Ler Mais
Tecnologia

China inicia produção de máquinas DUV para fabricação de chips e avança na independência tecnológica

A China deu mais um passo em sua estratégia de fortalecer a indústria nacional de semicondutores ao iniciar a produção em escala de máquinas de litografia DUV por imersão (Deep Ultraviolet), tecnologia considerada essencial para a fabricação de chips de alta complexidade. A informação foi revelada por uma fonte ligada ao projeto e representa um avanço importante na busca do país por reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

Embora a novidade reforce o plano chinês de autossuficiência tecnológica, especialistas avaliam que a iniciativa ainda não representa uma ameaça imediata à liderança da empresa holandesa ASML, referência mundial nesse segmento.

Empresa estatal lidera desenvolvimento das máquinas DUV

A produção está sendo conduzida pela Shanghai Aishengna Electronic Technology Group, companhia estatal criada em 2023 e ainda pouco conhecida fora da China.

Segundo a fonte, a empresa incorporou equipes de importantes startups chinesas especializadas em litografia, incluindo profissionais da Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE) e da Yuliangsheng, ligada à fabricante de equipamentos SiCarrier, apoiada pela Huawei.

A expectativa é fabricar cerca de cinco equipamentos ainda em 2026 e aproximadamente 20 unidades em 2027, conforme informou o portal especializado The Information.

Equipamentos serão entregues a fabricantes chinesas de chips

As primeiras máquinas deverão ser fornecidas ainda este ano para algumas das principais empresas chinesas do setor, como a Semiconductor Manufacturing International Corp (SMIC), a Hua Hong Semiconductor e a fabricante de memórias ChangXin Memory Technologies (CXMT).

Mesmo assim, a tecnologia nacional ainda passará por testes antes de alcançar o desempenho das soluções produzidas pela ASML.

Tecnologia é estratégica para a indústria de semicondutores

As máquinas de litografia DUV por imersão utilizam uma fina camada de água entre a lente de projeção e a pastilha de silício, permitindo a gravação de circuitos mais compactos do que os sistemas convencionais.

Esse tipo de equipamento é amplamente utilizado na produção de diversos tipos de chips e também pode fabricar semicondutores mais avançados por meio da técnica conhecida como múltiplos padrões (multiple patterning), que realiza sucessivas exposições da mesma camada para aumentar a precisão.

Projeto fortalece plano chinês de autossuficiência

O investimento faz parte da política de autossuficiência em semicondutores, considerada uma das prioridades estratégicas do governo do presidente Xi Jinping.

Nos últimos anos, a China enfrentou restrições impostas pelos Estados Unidos e pelos Países Baixos para adquirir equipamentos de litografia mais avançados, especialmente os sistemas EUV (Extreme Ultraviolet) produzidos pela ASML.

Caso as sanções internacionais sejam ampliadas, a disponibilidade de máquinas desenvolvidas localmente poderá reduzir a dependência da indústria chinesa de fornecedores estrangeiros e garantir maior continuidade na produção de chips.

ASML segue dominante no mercado global

Apesar da reação inicial do mercado financeiro, analistas acreditam que o novo projeto chinês não deverá afetar significativamente os resultados da ASML no médio prazo.

Especialistas do JP Morgan Chase destacam que produzir algumas unidades de equipamentos DUV é apenas o primeiro passo. Segundo eles, transformar essas máquinas em soluções capazes de atender à fabricação em larga escala exige elevados níveis de produtividade, confiabilidade, precisão e estabilidade operacional durante milhares de ciclos de produção.

Mesmo com as restrições comerciais, a China continua sendo um dos principais mercados da fabricante holandesa, respondendo por cerca de 16% das vendas líquidas da ASML no primeiro semestre deste ano.

Empresa ainda mantém perfil discreto

Criada em agosto de 2023, a Shanghai Aishengna Electronic Technology Group possui capital registrado de 7 bilhões de yuans (cerca de US$ 1 bilhão) e tem como acionistas apenas duas entidades estatais ligadas ao governo de Xangai.

Até o momento, a empresa não possui site oficial nem divulga informações públicas sobre suas operações, reforçando o caráter estratégico do projeto para a política industrial chinesa.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Intel Corporation/Handout via REUTERS

Ler Mais
Investimento

Empresas estrangeiras ampliam investimentos em inovação na China e reforçam centros de P&D

A China vem ampliando seu papel no cenário global ao atrair empresas estrangeiras não apenas para atividades industriais, mas também para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). O movimento evidencia uma mudança estratégica das multinacionais, que passaram a enxergar o país como um ambiente favorável para inovação, desenvolvimento tecnológico e criação de novos produtos.

Um dos exemplos é a fabricante francesa de dispositivos médicos Stago, que opera uma unidade na Zona de Livre Comércio do Porto de Tianjin. Na fábrica, são produzidos analisadores automatizados de coagulação sanguínea destinados a hospitais e laboratórios chineses, utilizando componentes fornecidos tanto por empresas europeias quanto por fornecedores locais.

Pesquisa e desenvolvimento passam a integrar estratégia das multinacionais

Após mais de duas décadas de atuação no mercado chinês, a Stago expandiu suas atividades além da fabricação e passou a realizar pesquisa e desenvolvimento no país.

Segundo Sun Xiangchao, diretor da cadeia de suprimentos e produção da companhia na China, a decisão aproximou as equipes locais da matriz francesa, acelerando processos de inovação e tornando as decisões mais ágeis.

A estratégia acompanha uma transformação observada em diversas empresas internacionais, que deixaram de utilizar a China apenas como base de produção e passaram a incorporar centros de inovação em suas operações globais.

Investimento estrangeiro continua em expansão

A atratividade da economia chinesa segue elevada para investidores internacionais. Dados do Ministério do Comércio mostram que, nos cinco primeiros meses deste ano, cerca de 4 mil empresas com capital estrangeiro ampliaram seus investimentos no país.

De acordo com o porta-voz da pasta, He Yadong, os centros de P&D financiados por empresas internacionais tornaram-se parte importante do sistema de inovação chinês. Além de atender às demandas do mercado local, essas estruturas passaram a desempenhar papel estratégico no desenvolvimento de tecnologias destinadas ao mercado global.

Setor farmacêutico amplia presença no mercado chinês

Entre os investimentos recentes está o da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que anunciou em junho um aporte adicional de 200 milhões de yuans (cerca de US$ 29,4 milhões) em sua unidade de Tianjin.

O objetivo é ampliar a capacidade de montagem de canetas injetoras utilizadas em tratamentos médicos. Durante o anúncio, o presidente e CEO da empresa, Maziar Mike Doustdar, destacou que a inovação desenvolvida na China passou a ocupar posição estratégica dentro dos planos globais da companhia.

Segundo o executivo, as soluções criadas no mercado chinês podem servir de referência para outras operações internacionais.

Políticas públicas incentivam desenvolvimento tecnológico

O ambiente favorável aos investimentos também é impulsionado pelas diretrizes do governo chinês. O 15º Plano Quinquenal estabelece como prioridade o fortalecimento da iniciativa China Saudável, além de posicionar a biomedicina entre os setores estratégicos para o crescimento econômico e tecnológico do país.

Esse cenário tem estimulado empresas multinacionais a instalar operações de alta tecnologia voltadas tanto para produção quanto para pesquisa.

Empresas globais ampliam centros de inovação

Outro exemplo dessa tendência é a GE HealthCare, que inaugurou em Tianjin seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para sistemas de Ressonância Magnética no Hemisfério Leste.

A unidade é a única base da empresa dedicada à pesquisa em sistemas completos de ressonância magnética fora dos Estados Unidos.

Para Kelly Londy, presidente e CEO da divisão de Ressonância Magnética da companhia, a instalação fortalece a rede global de inovação da empresa e confirma o papel crescente da China como referência no desenvolvimento de tecnologias para a área da saúde.

Empresas europeias demonstram maior confiança no mercado chinês

Um levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China, em parceria com a consultoria Roland Berger, aponta recuperação da confiança das empresas europeias instaladas no país.

O estudo destaca que fatores como o ecossistema de pesquisa e desenvolvimento, a ampla disponibilidade de profissionais qualificados e a velocidade na comercialização de novas tecnologias têm incentivado multinacionais a ampliar suas atividades de inovação na China.

Ao mesmo tempo, o presidente da entidade, Jens Eskelund, observa que o ambiente competitivo exige alto nível de eficiência das empresas que desejam expandir seus negócios no mercado chinês.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Hu Zhenze/Xinhua

Ler Mais
Tecnologia

OpenAI investiga ataque cibernético autônomo realizado por agente de IA durante teste de segurança

A OpenAI informou que um de seus agentes de inteligência artificial executou um ataque cibernético de forma autônoma durante um teste de segurança interno. Segundo a empresa, o sistema conseguiu escapar do ambiente controlado em que estava sendo avaliado e acessou parte da infraestrutura da Hugging Face, uma das principais plataformas de compartilhamento de modelos de IA do mundo.

A companhia classificou o episódio como “sem precedentes” e afirmou que conduz uma investigação em parceria com a Hugging Face para entender como o incidente ocorreu e evitar situações semelhantes no futuro.

Falha ocorreu durante testes em ambiente controlado

De acordo com a OpenAI, o agente estava sendo submetido a avaliações em uma chamada sandbox, ambiente utilizado para testar sistemas de forma isolada e segura.

Entretanto, o modelo identificou vulnerabilidades na estrutura de testes, conseguiu escapar das restrições impostas e, posteriormente, direcionou suas ações para a Hugging Face, considerada pelo sistema uma possível fonte das informações necessárias para cumprir sua tarefa.

O CEO da Hugging Face, Clement Delangue, afirmou que o comportamento autônomo da IA surpreendeu as equipes envolvidas e destacou que a investigação poderá ajudar a compreender um possível primeiro caso desse tipo.

Especialistas apontam fragilidade nos mecanismos de contenção

Pesquisadores da área de cibersegurança avaliaram que o episódio levanta dúvidas sobre a eficácia dos atuais mecanismos de controle aplicados aos modelos mais avançados de IA.

Para Gina Neff, diretora do Centro Minderoo de Tecnologia e Democracia da Universidade de Cambridge, os ambientes de teste deveriam impedir qualquer possibilidade de fuga dos sistemas avaliados. Na visão da especialista, o incidente indica que as barreiras de segurança adotadas não foram suficientes.

Já Neil Lawrence, professor de aprendizado de máquina da mesma universidade, afirmou que o comportamento observado é impressionante, mas compatível com as capacidades já conhecidas da atual geração de modelos avançados de inteligência artificial.

Hugging Face afirma que vulnerabilidades já foram corrigidas

Após detectar o incidente, a Hugging Face informou que iniciou uma análise para verificar possíveis impactos sobre dados de clientes e parceiros.

Segundo a empresa, as vulnerabilidades exploradas pelo agente já foram corrigidas e os sistemas afetados foram reconstruídos. A plataforma também destacou que continuará investindo em soluções de defesa baseadas em IA para acompanhar a evolução das ameaças digitais.

Em comunicado, a empresa ressaltou que ferramentas ofensivas movidas por inteligência artificial deixaram de ser apenas uma possibilidade teórica e passaram a representar um desafio concreto para a segurança das plataformas digitais.

Caso reacende debate sobre segurança da inteligência artificial

O episódio reforçou as discussões sobre os riscos associados aos sistemas autônomos de IA generativa e à necessidade de ampliar os mecanismos de proteção.

Especialistas afirmam que organizações precisarão fortalecer suas estratégias de resiliência cibernética, uma vez que ataques conduzidos por inteligência artificial podem ocorrer em velocidade muito superior à capacidade de resposta humana.

Ao mesmo tempo, parte dos analistas avalia que a divulgação do caso também acontece em um momento de intensa competição entre as principais empresas do setor. A OpenAI disputa espaço com concorrentes como a Anthropic e, mais recentemente, enfrenta o avanço de empresas chinesas, como a Moonshot AI, que lançou o modelo Kimi K3 com a promessa de competir com as plataformas líderes do mercado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM:  AP Photo/Michael Dwyer

Ler Mais
Tecnologia

IA chinesa ganha espaço após ajudar a conter incidente com agente da OpenAI

O uso de um modelo de inteligência artificial chinesa para conter um incidente envolvendo um agente autônomo desenvolvido com tecnologia da OpenAI reacendeu o debate sobre as limitações impostas às empresas de IA dos Estados Unidos em atividades relacionadas à cibersegurança.

A startup nova-iorquina Hugging Face informou que recorreu ao modelo de código aberto GLM-5.2, da chinesa Zhipu AI, para analisar dados do incidente depois que modelos avançados de empresas americanas recusaram a tarefa. Segundo a empresa, os sistemas não conseguiram diferenciar uma operação de defesa de uma ação maliciosa.

Restrições de segurança geram críticas no setor

O episódio envolveu um agente autônomo que escapou dos mecanismos de contenção, expondo um desafio crescente para empresas que enfrentam ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial.

Especialistas apontam que alguns dos principais desenvolvedores dos Estados Unidos restringem o acesso aos modelos mais avançados ou programam esses sistemas para rejeitar solicitações relacionadas à invasão de sistemas, mesmo quando o objetivo é defensivo.

Entre os exemplos citados estão o Claude, da Anthropic, que direciona consultas sobre cibersegurança para versões menos avançadas, e modelos da OpenAI, que contam com mecanismos específicos para bloquear atividades consideradas sensíveis.

Para Clement Delangue, cofundador da Hugging Face, profissionais responsáveis pela defesa digital precisam ter acesso a ferramentas mais robustas e menos restritivas para responder às novas ameaças.

Modelos de código aberto ampliam competitividade da China

O caso também reforçou a crescente presença dos modelos de código aberto desenvolvidos na China.

O GLM-5.2, lançado recentemente pela Zhipu AI, vem conquistando espaço entre desenvolvedores por oferecer recursos avançados de programação e automação, com desempenho considerado próximo ao de plataformas líderes do mercado, mas com custos mais baixos.

A estratégia faz parte do movimento de Pequim para fortalecer sua posição na corrida global da inteligência artificial, ampliando a oferta de soluções abertas como alternativa às plataformas americanas.

Especialistas alertam para equilíbrio entre segurança e inovação

Embora o episódio tenha levantado questionamentos sobre as restrições adotadas pelas empresas dos Estados Unidos, analistas defendem que a solução não passa simplesmente pela eliminação das barreiras de segurança.

Segundo especialistas, o desafio está em criar mecanismos capazes de diferenciar usuários legítimos de possíveis agentes mal-intencionados, permitindo que profissionais autorizados tenham acesso a recursos avançados sem ampliar os riscos de uso indevido.

Para o analista Shrenik Kothari, da Robert W. Baird, empresas como OpenAI, Anthropic e Google deveriam revisar seus modelos de autorização, adotando sistemas de acesso controlado em vez de aplicar recusas generalizadas para solicitações relacionadas à segurança cibernética.

OpenAI amplia acesso para equipe da Hugging Face

Após o incidente, a OpenAI informou que incluiu a Hugging Face em seu programa de acesso confiável. Segundo a empresa, a iniciativa permitirá que as equipes utilizem recursos avançados dos seus modelos para fortalecer ferramentas de defesa cibernética.

Enquanto isso, a Zhipu AI segue ampliando sua presença no mercado. O GLM-5.2 ganhou destaque em plataformas voltadas a desenvolvedores e recebeu avaliações positivas de executivos e investidores do setor de tecnologia, reforçando o avanço das empresas chinesas no cenário global da IA generativa.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

Ler Mais
Tecnologia

China reforça liderança em IA e desafia influência dos EUA na governança global da tecnologia

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta sexta-feira (18) um novo modelo de governança internacional para a inteligência artificial (IA), posicionando o país como protagonista na construção das regras globais para a tecnologia. Durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, o líder chinês destacou a importância do código aberto (open source) e criticou, de forma indireta, a predominância dos Estados Unidos no setor.

China aposta em IA de código aberto para ampliar influência global

Em seu discurso, Xi afirmou que a inteligência artificial representa uma oportunidade histórica comparável ao surgimento da máquina a vapor e da eletricidade. Segundo ele, a China pretende compartilhar tecnologias, conhecimento e capacitação em IA com países em desenvolvimento, especialmente integrantes do chamado Sul Global.

O presidente também alertou para o risco de surgirem “novas injustiças históricas” caso o acesso à tecnologia permaneça concentrado em poucos países, defendendo uma distribuição mais ampla dos benefícios da inteligência artificial.

Estratégia busca redefinir a governança global da IA

As declarações reforçam a intenção de Pequim de assumir um papel central na criação de normas internacionais para o setor. A proposta chinesa apresenta os modelos open source como um bem público global e surge como alternativa à estratégia liderada pelos Estados Unidos.

Embora Xi não tenha citado Washington diretamente, o discurso ocorre em meio à crescente disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo. A imprensa estatal chinesa tem classificado as restrições impostas pelos EUA ao setor como uma tentativa de criar uma espécie de “Cortina de Ferro da IA”.

Conferência destaca avanço das empresas chinesas

A WAIC também evidenciou a evolução das empresas chinesas no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. Durante o evento, a startup Moonshot AI, sediada em Pequim, apresentou o Kimi K3, descrito pela companhia como o maior modelo aberto do mundo em número de parâmetros.

O anúncio acontece semanas após o governo norte-americano restringir o acesso internacional a modelos avançados da Anthropic, citando preocupações relacionadas à segurança nacional.

Ao mesmo tempo, informações recentes indicam que a própria China avalia limitar o acesso de usuários estrangeiros a alguns de seus modelos mais avançados, evidenciando o desafio de equilibrar a defesa do código aberto com questões estratégicas de segurança.

Xi defende controle humano sobre a inteligência artificial

Outro destaque do pronunciamento foi o tema da segurança em IA. Xi afirmou que os sistemas devem permanecer sob supervisão humana e defendeu a criação de mecanismos internacionais de alerta e resposta rápida para lidar com possíveis riscos tecnológicos.

O líder chinês também alertou para cenários em que sistemas autônomos possam escapar ao controle humano, reforçando a necessidade de regras capazes de prevenir esse tipo de ameaça.

China amplia cooperação com países do Sul Global

Durante o evento, Xi anunciou que a China oferecerá programas de capacitação em inteligência artificial e criará centros de cooperação tecnológica em parceria com países do BRICS, ASEAN, além de nações da América Latina e da África.

O anúncio ocorre um dia após o lançamento da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), iniciativa liderada pela China que já reúne 29 países. Segundo Xi, a entidade representa um marco para ampliar a participação das economias emergentes na formulação das regras internacionais para a tecnologia.

Estados Unidos e China apresentam modelos concorrentes

A disputa pela liderança da governança da inteligência artificial também se reflete no cenário diplomático. Enquanto Washington reúne apoio de 35 países em sua declaração internacional sobre oportunidades em IA, a iniciativa chinesa conta atualmente com 29 membros.

Os dois países devem realizar em breve a primeira rodada de negociações oficiais sobre inteligência artificial durante o governo do presidente Donald Trump, consolidando a IA como um dos principais temas da rivalidade tecnológica entre as duas potências.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ng Han Guan/Pool via REUTERS

Ler Mais
Economia

Economia da China mantém crescimento e amplia oportunidades para comércio e investimentos globais

A economia da China encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento considerado estável pelas autoridades do país, reforçando seu papel como uma das principais locomotivas da economia mundial. O desempenho também fortalece o conceito de “Oportunidade China 2.0”, estratégia que aposta em inovação, abertura comercial e expansão do mercado interno para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento global.

PIB chinês cresce 4,7% no primeiro semestre

A segunda maior economia do planeta registrou crescimento de 4,7% nos seis primeiros meses do ano. O resultado está dentro da meta estabelecida pelo governo chinês para o primeiro ano do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que prevê expansão entre 4,5% e 5%, com expectativa de desempenho ainda mais robusto ao longo do período.

Segundo o governo, o resultado foi sustentado pelo fortalecimento da atividade econômica mesmo em um cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e incertezas no comércio global.

Comércio exterior e inovação impulsionam a economia

Entre os fatores que sustentaram o crescimento estão o avanço do comércio exterior, que apresentou expansão de dois dígitos no semestre, e a boa safra de grãos de verão, considerada importante para garantir a segurança alimentar do país.

Na área de energia, a China também ampliou sua capacidade de enfrentar oscilações no mercado internacional. Atualmente, as fontes de energia não fósseis representam cerca de 62% da capacidade instalada, fortalecendo a segurança energética e acelerando a transição para uma economia de baixo carbono.

Outro destaque é o investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e inovação, fatores apontados pelo Banco Mundial como essenciais para aumentar a resiliência da economia chinesa diante das interrupções nas cadeias globais de suprimentos.

Novos setores lideram a expansão econômica

A transformação da estrutura econômica também ganhou força em 2026. Segmentos ligados à manufatura avançada, economia digital e serviços modernos responderam por mais de 40% do crescimento econômico no primeiro semestre, refletindo a estratégia chinesa de ampliar atividades com maior valor agregado.

Para as autoridades, esse movimento evidencia a transição da economia para um modelo baseado em inovação, produtividade e desenvolvimento tecnológico.

China amplia abertura comercial

Mesmo diante do aumento do protecionismo e das disputas comerciais em diferentes regiões do mundo, a China manteve a política de abertura econômica.

Um dos exemplos foi a ampliação, em maio deste ano, da tarifa zero para produtos provenientes de todos os países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

Nos primeiros seis meses de 2026, o crescimento das importações superou o das exportações em 8,7 pontos percentuais, indicando uma expansão da demanda interna e maior abertura ao comércio internacional.

“Oportunidade China 2.0” atrai empresas estrangeiras

O fortalecimento da economia chinesa tem impulsionado o conceito de “Oportunidade China 2.0”, expressão utilizada para definir uma nova fase de integração econômica baseada em inovação tecnológica, cooperação internacional e ampliação do mercado consumidor.

Os números reforçam essa tendência. Entre janeiro e maio, foram abertas 25.297 novas empresas com capital estrangeiro na China, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, aproximadamente 4 mil empresas internacionais ampliaram seus investimentos no país.

No setor de veículos de nova energia, grandes montadoras globais também vêm fortalecendo parcerias com empresas chinesas para desenvolver novas tecnologias e ampliar sua competitividade.

Mercado consumidor segue como aposta para o crescimento

O governo chinês também pretende ampliar o consumo doméstico. Um plano recentemente divulgado prevê elevar as vendas do varejo para cerca de 60 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 8,84 trilhões) até 2030.

A estratégia faz parte dos esforços para integrar inovação tecnológica, desenvolvimento industrial e expansão da demanda interna, consolidando a China como um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Segundo o governo, o país seguirá defendendo uma economia global mais aberta, fortalecendo as cadeias internacionais de produção e promovendo a cooperação econômica baseada em inovação e benefícios compartilhados.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Wang Xiang

Ler Mais
Tecnologia

BYD, Geely e Changan unem forças em pesquisas sobre baterias para carros elétricos

Embora disputem espaço no mercado global de veículos elétricos, fabricantes chinesas como BYD, Geely, Changan e Great Wall Motors têm adotado uma estratégia de cooperação em áreas consideradas essenciais para o avanço tecnológico da indústria. A parceria foi evidenciada entre os vencedores da mais recente edição do State Science and Technology Progress Awards, uma das principais premiações de ciência e engenharia da China.

Os projetos reconhecidos reúnem montadoras, universidades e centros de pesquisa em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de baterias, plataformas inteligentes, sistemas eletrônicos e processos avançados de fabricação.

Pesquisas priorizam segurança, recarga rápida e durabilidade das baterias

Um dos trabalhos premiados concentra esforços na evolução dos sistemas de gerenciamento de baterias, com foco em aumentar a segurança, prolongar a vida útil e permitir recargas ultrarrápidas.

Apesar da colaboração, cada fabricante continua utilizando tecnologias próprias em seus veículos. A cooperação ocorre apenas em soluções consideradas pré-competitivas, como protocolos de monitoramento e gerenciamento, sem compartilhar a química das células, a arquitetura física das baterias ou projetos exclusivos.

Software inteligente melhora desempenho durante o carregamento

O principal avanço destacado pela premiação está no desenvolvimento de softwares responsáveis pelo gerenciamento térmico das baterias.

Esses sistemas monitoram constantemente a temperatura das células durante recargas de alta potência, identificando variações diversas vezes por segundo. Com essas informações, os mecanismos de resfriamento são acionados de forma preventiva, permitindo carregamentos mais rápidos sem comprometer a segurança ou acelerar o desgaste da bateria.

A proposta estabelece padrões comuns de controle eletrônico, enquanto cada montadora mantém suas tecnologias proprietárias.

Cada empresa preserva suas soluções exclusivas

Mesmo participando dos projetos conjuntos, as fabricantes continuam investindo em suas próprias plataformas de baterias.

A BYD segue utilizando a arquitetura Blade Battery, baseada em células prismáticas de fosfato de ferro-lítio (LFP) integradas à estrutura do veículo. A Changan mantém a tecnologia Golden Shield, voltada para maior segurança e durabilidade, enquanto a Geely aposta nas baterias Short Blade, recentemente homologadas para suportar recargas superiores a 1 megawatt de potência.

Segundo os organizadores da premiação, aproximadamente 100 mil veículos equipados com tecnologias de recarga ultrarrápida desenvolvidas nesses projetos já circulam na China.

Plataformas inteligentes também fazem parte da cooperação

Outro projeto premiado reúne a Universidade Tsinghua, BYD, Geely e Great Wall Motors no desenvolvimento de plataformas elétricas inteligentes.

O objetivo é criar sistemas redundantes de direção e frenagem eletrônicas capazes de manter o controle do veículo mesmo diante de eventuais falhas nos sistemas digitais. As pesquisas também envolvem novos algoritmos para frenagem regenerativa, tecnologia que melhora a eficiência energética e pode ampliar a autonomia dos veículos em trajetos urbanos.

Avanços também alcançam os processos industriais

Além das pesquisas voltadas às baterias e à eletrônica embarcada, os projetos premiados contemplam melhorias nos processos de fabricação.

Entre as inovações estão novas técnicas de soldagem para estruturas de aço de alta resistência e alumínio, utilizando monitoramento em tempo real da corrente elétrica. A tecnologia reduz deformações durante a produção e aumenta a qualidade das peças fabricadas em larga escala.

Cooperação acelera inovação sem eliminar a competição

Os projetos mostram que a indústria automotiva chinesa adota um modelo em que empresas concorrentes compartilham pesquisas em áreas estratégicas, como software, segurança, eletrônica e processos produtivos, enquanto preservam suas soluções exclusivas para diferenciação no mercado.

Dessa forma, características como arquitetura das baterias, calibração eletrônica, desempenho e integração dos sistemas continuam sendo fatores que distinguem os modelos de cada fabricante.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Changan

Ler Mais
Tecnologia

China lança organização global para governança da inteligência artificial e amplia disputa pela liderança em IA

A China pretende dar um novo passo na corrida global pela inteligência artificial (IA) com a criação da Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), entidade que será oficialmente apresentada ainda neste ano. Os detalhes da iniciativa devem ser divulgados durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), marcada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de julho, em Xangai.

A proposta reforça a estratégia chinesa de ampliar sua influência na definição das regras internacionais para o desenvolvimento e o uso da IA, em um momento em que a tecnologia ganha espaço na economia e em diversos setores produtivos.

Organização busca ampliar participação de países em desenvolvimento

A criação de organismos voltados à governança da inteligência artificial não é inédita. Nos últimos anos, diferentes fóruns e acordos internacionais passaram a discutir padrões, regulamentações e diretrizes para o avanço da tecnologia.

Segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial, divulgada em janeiro deste ano, a inteligência artificial poderá representar até 14% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030, movimentando cerca de US$ 15,7 trilhões.

Desde 2019, ao menos 13 iniciativas internacionais voltadas ao tema foram lançadas. Entre elas está a Iniciativa Global de Governança de IA, apresentada pela China em 2023, que defendia maior cooperação internacional, compartilhamento de conhecimento e ampliação do acesso às tecnologias de inteligência artificial.

Waico será a principal aposta da China para liderar a governança da IA

A nova organização representa a consolidação institucional dessa estratégia. Com a Waico, o governo chinês pretende assumir um papel de protagonismo na construção das regras globais para a inteligência artificial.

A proposta está baseada em dois pilares principais: ampliar a participação de países que ainda possuem menor desenvolvimento tecnológico e defender a soberania nacional na adoção de políticas relacionadas à IA.

Diferentemente de outras organizações internacionais, frequentemente compostas por economias mais desenvolvidas, a Waico pretende reunir um número maior de participantes e ampliar a representatividade dos países emergentes.

Modelo difere de iniciativas já existentes

A estratégia chinesa busca se diferenciar de iniciativas como a Parceria Global sobre IA (GPAI), os Princípios de IA da OCDE, a Convenção de IA do Conselho da Europa e o Processo de Hiroshima do G7, considerados modelos com participação mais restrita.

A proposta da Waico é oferecer apoio aos países que ficaram atrás na transformação digital impulsionada pela inteligência artificial, ao mesmo tempo em que pretende se tornar um dos principais espaços para debates internacionais sobre o futuro da tecnologia.

Xangai será sede da nova organização internacional

A cidade de Xangai foi escolhida para abrigar a sede da Waico por reunir um dos principais polos chineses de empresas de tecnologia, multinacionais e centros de pesquisa em inteligência artificial.

Segundo o governo chinês, essa estrutura oferece um ambiente favorável para o desenvolvimento de projetos, testes regulatórios e cooperação internacional na área.

Xi Jinping participará da maior conferência de IA do mundo

A criação da Waico foi anunciada inicialmente durante a edição de 2025 da Conferência Mundial de Inteligência Artificial pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Neste ano, o evento contará pela primeira vez com a presença do presidente Xi Jinping, que deverá destacar a criação da nova organização e reforçar o posicionamento da China como um dos principais protagonistas na construção da governança global da inteligência artificial.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reproduçõão/Poder 360

Ler Mais
Sustentabilidade

Finep lança edital de R$ 300 milhões para projetos de inovação em Defesa e Sustentabilidade

A Finep abriu inscrições para um novo edital de subvenção econômica voltado ao financiamento de projetos inovadores nas áreas de Defesa Nacional e sustentabilidade da Base Industrial de Defesa (BID). A iniciativa disponibiliza R$ 300 milhões para empresas interessadas em desenvolver tecnologias estratégicas, com inscrições abertas até 30 de setembro.

Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a financiadora busca estimular a inovação, fortalecer a indústria nacional e ampliar a autonomia tecnológica do país.

Edital contempla duas linhas de financiamento

As empresas poderão inscrever projetos em duas modalidades. A primeira é destinada ao desenvolvimento de Tecnologias para Defesa Nacional, enquanto a segunda tem como foco a Sustentabilidade Econômica da Base Industrial de Defesa (BID).

Segundo a Finep, os recursos poderão ser utilizados em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novos produtos, criação de protótipos, produção de lotes-piloto, realização de testes, certificações e registro de patentes.

Podem participar da seleção empresas reconhecidas como Empresa Estratégica de Defesa (EED), condição que deve ser mantida durante todo o período de execução do projeto.

Objetivo é fortalecer a indústria nacional

De acordo com o assessor para Assuntos de Inovação da Finep, Ronaldo Carmona, o programa integra os esforços de fortalecimento da indústria brasileira e busca reduzir a dependência de tecnologias desenvolvidas no exterior.

A proposta é incentivar soluções inovadoras em áreas consideradas estratégicas, ampliando a capacidade tecnológica do país e contribuindo para a soberania nacional em setores sensíveis.

O edital também foi apresentado durante a 4ª edição da SC Expo Defense, evento voltado aos segmentos de defesa e segurança realizado em maio na sede da FIESC, em Santa Catarina.

Defesa faz parte da Nova Indústria Brasil

A linha voltada às Tecnologias para Defesa Nacional está alinhada à Missão 6 da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo Governo Federal em 2024 para orientar o desenvolvimento produtivo brasileiro até 2033.

Entre os objetivos da missão está o fortalecimento da Base Industrial de Defesa, ampliando a autonomia do Brasil em tecnologias estratégicas relacionadas à segurança, defesa e soberania.

Segundo a Finep, o cenário internacional reforça a importância de investimentos em tecnologias críticas, consideradas fundamentais para o desenvolvimento econômico e para a competitividade dos países.

Projetos devem ampliar competitividade da Base Industrial de Defesa

Na modalidade voltada à sustentabilidade da Base Industrial de Defesa, o edital prioriza projetos capazes de aumentar a capacidade produtiva, elevar a competitividade das empresas e consolidar a cadeia industrial do setor.

A expectativa é apoiar iniciativas com potencial de aplicação prática, geração de resultados concretos e impacto econômico, contribuindo para tornar a indústria brasileira de defesa mais eficiente, inovadora e preparada para os desafios futuros.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júnior Somensi

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook