Informação

ICC abre pesquisa econômica global para câmaras de comércio de mais de 100 países

A International Chamber of Commerce (ICC), por meio da ICC World Chambers Federation, iniciou a terceira edição do Global Economic Survey, levantamento internacional que reúne percepções de câmaras de comércio, indústria e serviços sobre o cenário econômico mundial.

A iniciativa busca ampliar o mapeamento das expectativas do setor empresarial e está aberta para instituições de diferentes países até o dia 31 de maio.

Pesquisa internacional leva menos de 10 minutos

Segundo a organização, o questionário é rápido e pode ser respondido em cerca de 10 minutos. A participação está liberada para todas as câmaras, independentemente de vínculo formal com a ICC.

O levantamento pretende reunir dados sobre o ambiente econômico global, tendências de mercado e desafios enfrentados pelo setor produtivo em diferentes regiões.

Chamber Pulse reúne percepção do setor privado

Os resultados da pesquisa serão divulgados no relatório Chamber Pulse, publicação que se consolidou como uma importante ferramenta de análise sobre o sentimento do setor privado global a partir da visão das câmaras empresariais.

Na edição anterior, o estudo contou com a participação de aproximadamente 240 câmaras representando 110 economias ao redor do mundo, reforçando a relevância do projeto para o acompanhamento das perspectivas econômicas internacionais.

Participação e acesso aos relatórios

As câmaras interessadas podem participar do levantamento por meio do formulário oficial disponibilizado pela ICC.
Formulário do Global Economic Survey

Os relatórios anteriores do Chamber Pulse também estão disponíveis para consulta pública.
Relatórios Chamber Pulse 2024 e 2025

Mais informações sobre a federação mundial de câmaras podem ser acessadas no portal oficial da ICC.
ICC World Chambers Federation

FONTE: Federação Mundial de Câmaras da International Chamber of Commerce (ICC)
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/International Chamber of Commerce (ICC)

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Logística

LATAM Cargo transporta 24 mil toneladas de flores para o Dia das Mães e reforça liderança logística

A LATAM Cargo encerrou a temporada do Dia das Mães de 2026 com o transporte de 24,4 mil toneladas de flores frescas produzidas na Colômbia e no Equador. A operação reforça a posição da companhia como líder no transporte aéreo de flores da América do Sul para mercados internacionais.

O volume movimentado equivale a aproximadamente 560 milhões de hastes, o que representa uma média superior a 300 hastes transportadas por segundo durante o pico da demanda.

Operação logística envolveu mais de 430 voos dedicados

A operação aérea teve duração de 21 dias e foi coordenada principalmente a partir dos aeroportos de Bogotá, Quito e Medellín.

Durante o período, foram realizados mais de 430 voos exclusivos para atender à alta demanda da sazonalidade do setor de flores.

Para sustentar o volume, a companhia mais que dobrou o efetivo de equipes em solo nos principais hubs logísticos, reforçando áreas de rampa, armazenagem e controle operacional.

Integração operacional foi decisiva para eficiência

Segundo a empresa, o desempenho da operação foi resultado do alinhamento antecipado entre equipes comerciais e operacionais, permitindo planejamento detalhado de recursos em todas as etapas da cadeia logística.

Esse modelo de gestão possibilitou maior precisão no recebimento, armazenamento e embarque das cargas, reduzindo riscos de atrasos durante o período de maior movimentação.

O diretor comercial internacional para a América do Sul da LATAM Cargo, Claudio Torres Faini, destacou que a estratégia garante previsibilidade tanto para produtores quanto para importadores.

Segundo ele, o modelo operacional permite que exportadores confiem na entrega no prazo e em condições adequadas, enquanto compradores mantêm segurança no cumprimento de compromissos comerciais.

Cresce demanda por flores sul-americanas em novos mercados

Embora os Estados Unidos sigam como principal destino das exportações, a operação registrou crescimento expressivo em rotas para a Oceania, Europa, Chile e Brasil.

A diversificação dos destinos indica aumento da demanda global por flores frescas da América do Sul, especialmente em mercados considerados não tradicionais para o setor.

Frota integrada sustenta operação de carga aérea

Atualmente, a operação de carga da LATAM é realizada pelas unidades LATAM Cargo Chile, LATAM Cargo Colombia e LATAM Cargo Brasil.

O grupo opera uma frota conjunta de 20 aeronaves cargueiras e também utiliza os porões dos aviões de passageiros para ampliar a capacidade de transporte de carga em períodos de alta demanda.

FONTE: AeroIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AeroIn

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Comércio Exterior

China amplia tarifa zero para países africanos e reforça influência econômica no continente

A China ampliou sua política de tarifa zero para praticamente todo o continente africano, em uma medida que fortalece os laços comerciais e amplia a presença econômica chinesa na África. A decisão passou a valer em 1º de maio e beneficia os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

O programa, anunciado pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado chinês, seguirá em vigor até abril de 2028.

Medida amplia programa anterior voltado aos países mais pobres

Antes da ampliação, o benefício atendia apenas 33 países africanos considerados de menor desenvolvimento econômico, política adotada desde dezembro de 2024.

Agora, outros 20 países passaram a ter acesso às mesmas condições comerciais no mercado chinês.

A única exceção é o Reino de Essuatíni, que não mantém relações diplomáticas com a República Popular da China.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, Pequim pretende negociar um acordo de parceria econômica com os países africanos para transformar o benefício em uma política permanente.

Política chinesa contrasta com tarifas impostas pelos EUA

A decisão da China ocorre em meio ao endurecimento da política comercial dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Desde abril de 2025, os EUA passaram a aplicar tarifas sobre produtos africanos, em alguns casos chegando a 50%, como ocorreu com exportações do Lesoto.

As medidas provocaram impactos em setores industriais africanos, incluindo demissões e cancelamentos de contratos de exportação.

Tarifa zero beneficia commodities africanas

A política chinesa abrange praticamente todos os produtos exportados pelos países africanos, incluindo café, cacau, petróleo e minérios.

Para parte das commodities agrícolas consideradas estratégicas pelo governo chinês, como cereais, açúcar e algodão, a isenção tarifária funciona dentro de limites de importação previamente estabelecidos.

Após o volume máximo ser atingido, voltam a valer as tarifas tradicionais. O modelo busca evitar dependência excessiva de importações em setores considerados essenciais pela China.

Lideranças africanas destacam ausência de exigências políticas

Em entrevista ao Brasil de Fato, o secretário-geral da Organização Revolucionária para a Nova Democracia do Níger, Mamane Sani Adamou, afirmou que a política chinesa se diferencia do modelo ocidental por não impor condicionantes políticas aos acordos comerciais.

Segundo ele, negociações com potências ocidentais frequentemente incluem exigências ligadas ao FMI e ao Banco Mundial, afetando a autonomia econômica dos países africanos.

Adamou afirmou que a relação com a China ocorre sem interferência direta sobre políticas internas ou gestão econômica dos países parceiros.

Relação China-África é vista como alternativa ao modelo ocidental

O secretário-geral do Movimento Socialista de Gana, Kwesi Pratt, também destacou diferenças entre o modelo chinês e o adotado historicamente por países ocidentais.

Segundo Pratt, as relações econômicas promovidas por instituições ocidentais ajudaram a perpetuar estruturas de dependência e desigualdade no continente africano ao longo de décadas.

Para os líderes entrevistados, a cooperação com a China representa uma oportunidade de fortalecimento econômico e industrialização para os países africanos.

África busca industrialização e transferência de tecnologia

Apesar da ampliação das vantagens tarifárias, lideranças africanas defendem que o continente precisa avançar além da exportação de matérias-primas.

Adamou afirmou que a prioridade é ampliar a industrialização local e agregar valor aos recursos produzidos na África.

Entre as propostas defendidas está o fortalecimento da Iniciativa Cinturão e Rota, projeto liderado pela China voltado à infraestrutura e integração comercial global.

O dirigente defende ainda a transferência de tecnologia e a instalação de indústrias chinesas no continente africano.

Déficit comercial com China segue elevado

Mesmo com a expansão das relações comerciais, a África mantém déficit na balança comercial com a China.

Dados da Agência Ecofin apontam que o déficit africano com os chineses chegou a US$ 102 bilhões em 2025, alta de 64,5% em relação ao ano anterior.

As exportações chinesas para o continente somaram US$ 225 bilhões, enquanto as importações africanas pela China ficaram em US$ 123 bilhões.

Atualmente, os países africanos exportam principalmente petróleo, cobre, cobalto e outras commodities, enquanto importam produtos industrializados chineses.

Lideranças defendem unidade africana

Kwesi Pratt afirmou que a África precisa ampliar sua integração política e econômica para negociar em melhores condições com potências globais.

Segundo ele, o continente ainda sofre os efeitos da divisão territorial estabelecida durante a Conferência de Berlim, que definiu fronteiras africanas durante o período colonial europeu.

O dirigente destacou que o fortalecimento do pan-africanismo e da cooperação regional será fundamental para ampliar os benefícios das relações econômicas com a China e outros parceiros internacionais.

FONTE: ICL Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mauro Ramos/Brasil de Fato

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Comércio Internacional

Acordo de Facilitação do Comércio no Mercosul é promulgado pelo Brasil

O Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul, iniciativa voltada à modernização e simplificação das operações comerciais entre os países do bloco econômico, foi promulgado pelo Governo Federal. A medida, publicada no Diário Oficial da União, na última sexta-feira (08), foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República.

Acordo busca agilizar operações no Mercosul

O acordo havia sido firmado em dezembro de 2019 entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e recebeu aprovação do Congresso Nacional em setembro de 2023.

A proposta estabelece diretrizes comuns para tornar o comércio intrabloco mais eficiente, seguindo parâmetros internacionais definidos pela Organização Mundial do Comércio e pela Organização Mundial de Aduanas.

Entre os principais objetivos estão:

  • ampliação do uso de documentos eletrônicos;
  • adoção de processos aduaneiros mais rápidos;
  • implementação de sistemas baseados em gestão de riscos;
  • aumento da transparência regulatória;
  • fortalecimento da cooperação entre autoridades de fronteira.

Comércio exterior deve ganhar mais eficiência

O texto também prevê ações para acelerar o despacho de mercadorias, incluindo produtos perecíveis, além da expansão do intercâmbio digital de certificados sanitários e de origem.

Outro ponto importante é a consolidação do Guichê Único de Comércio Exterior, ferramenta que busca integrar procedimentos e reduzir a burocracia nas operações internacionais.

Com a regulamentação, o governo espera reduzir custos logísticos, diminuir prazos de liberação de cargas e ampliar a segurança jurídica para empresas que atuam no comércio exterior.

Micro e pequenas empresas estão entre as beneficiadas

O acordo também prevê impactos positivos para micro, pequenas e médias empresas, que poderão contar com regras mais previsíveis e processos menos complexos para exportação e importação dentro do Mercosul.

Segundo o decreto, eventuais mudanças futuras no acordo ou novos compromissos financeiros assumidos pelo Brasil continuarão dependendo de aprovação do Congresso Nacional.

Fonte: Agência Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Júlio César Silva / MDIC

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Internacional

Justiça dos EUA considera ilegal tarifa global de 10% imposta por Trump

Uma corte federal de comércio dos Estados Unidos decidiu que a tarifa global de 10% criada pelo presidente Donald Trump sobre a maior parte das importações norte-americanas foi aplicada de forma ilegal. A decisão representa mais um revés jurídico para a estratégia comercial da Casa Branca, que tenta ampliar a política de tarifas comerciais sem autorização direta do Congresso.

A sentença foi emitida nesta quinta-feira por um painel do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, que concluiu que Trump utilizou indevidamente uma legislação comercial antiga para justificar a cobrança das taxas iniciadas em fevereiro.

Tribunal limita poder tarifário de Trump

A decisão estabelece novos limites temporários para os poderes comerciais do presidente norte-americano. Nos últimos meses, Trump vinha utilizando as tarifas como ferramenta para renegociar relações econômicas internacionais, aumentar arrecadação e incentivar empresas a produzirem dentro dos Estados Unidos.

Embora a corte tenha considerado as tarifas ilegais, a suspensão da cobrança vale, neste momento, apenas para pequenas empresas e estados que participaram diretamente do processo judicial. Ainda não está claro como o governo interpretará a decisão, mas a expectativa é de recurso imediato.

Encontro com China pode ser impactado

O julgamento ocorre poucos dias antes da viagem de Trump à China, onde o presidente norte-americano deverá se reunir com Xi Jinping para discutir questões comerciais.

Analistas avaliam que a decisão judicial pode enfraquecer a posição de negociação dos Estados Unidos, já que as tarifas de importação seriam um dos principais temas do encontro diplomático.

Além disso, cresce a possibilidade de o governo precisar devolver bilhões de dólares arrecadados com as cobranças consideradas ilegais. Atualmente, já existe um processo de reembolso relacionado a cerca de US$ 166 bilhões arrecadados em tarifas anteriores implementadas por Trump.

Lei usada por Trump virou alvo de disputa judicial

Após a Suprema Corte invalidar um pacote anterior de tarifas em fevereiro, o governo norte-americano recorreu à chamada Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. O dispositivo permite a aplicação temporária de tarifas de até 15% por um período máximo de 150 dias em situações relacionadas a desequilíbrios econômicos internacionais.

O problema, segundo os autores da ação, é que a legislação foi criada em um contexto histórico específico, quando o dólar ainda era vinculado ao ouro. Estados e pequenos empresários argumentaram que a situação econômica atual não atende aos critérios previstos na lei.

Juízes apontam excesso de poder presidencial

Na decisão de 53 páginas, dois dos três magistrados entenderam que Trump ultrapassou os limites legais ao utilizar a Seção 122.

Os juízes destacaram que o histórico legislativo demonstra esforços do Congresso para restringir o poder presidencial em temas comerciais.

Jeffrey Schwab, diretor jurídico do Liberty Justice Center, grupo responsável por representar pequenas empresas no processo, afirmou que a lei foi criada para responder a uma crise econômica específica que não se aplica ao cenário atual.

Governo já prepara novas tarifas

Apesar da derrota judicial, a administração Trump já trabalha em novas alternativas para manter sua política tarifária.

O governo abriu duas investigações comerciais com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Uma delas trata de produtos fabricados com trabalho forçado; a outra envolve a capacidade industrial de outros países.

Especialistas afirmam que essas novas medidas podem resultar em outro pacote de tarifas comerciais a partir de julho.

Segundo o advogado Timothy Brightbill, especialista em comércio internacional, a decisão representa uma rejeição contundente ao uso da Seção 122 pelo governo. Ainda assim, ele acredita que a Casa Branca recorrerá da sentença e continuará buscando novas formas legais para ampliar as tarifas.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tom Brenner for The New York Times

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Portos

Porto de Itajaí amplia relações internacionais após visita do Consulado dos Estados Unidos

O Porto de Itajaí recebeu nesta quarta-feira (6) a visita institucional de James Ermarth, representante do Consulado Geral dos Estados Unidos no Brasil.

A agenda teve como foco o fortalecimento das relações institucionais e a ampliação da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no setor portuário e logístico.

Porto de Itajaí apresenta resultados operacionais

A reunião foi conduzida pelo assessor executivo Thiago Morastoni, representando o superintendente Artur Antunes Pereira. Também participou do encontro o coordenador-geral de Sistemas de Segurança Portuária, Diogo Schmitt.

Durante a apresentação institucional, foram compartilhados dados sobre o desempenho do terminal. Apenas no primeiro semestre de 2026, o porto movimentou cerca de 1,2 milhão de toneladas de cargas. Desde a retomada das operações, o faturamento acumulado já alcança R$ 200 milhões.

Visita técnica destacou operação do terminal portuário

Após a reunião, o representante do consulado realizou uma visita técnica pelas instalações do porto e acompanhou de perto a operação logística do terminal.

Segundo Thiago Morastoni, o encontro reforça a importância estratégica do porto no cenário internacional e amplia as possibilidades de futuras parcerias econômicas.

“O diálogo permitiu apresentar o potencial econômico do Porto de Itajaí e destacar oportunidades ligadas ao comércio exterior, investimentos e desenvolvimento regional”, afirmou.

Porto busca fortalecer presença no comércio internacional

A visita institucional faz parte da estratégia do Porto de Itajaí de estreitar relações com parceiros estrangeiros e consolidar o terminal como referência em logística portuária, comércio internacional e infraestrutura marítima.

A administração do porto também destacou o compromisso com modernização, transparência e competitividade, fatores considerados essenciais para atrair novos investidores e ampliar a atuação do terminal no mercado global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio

Acordo Mercosul-Canadá avança e nova rodada de negociações é marcada para maio

As negociações para o acordo de livre comércio Mercosul-Canadá registraram avanços importantes após a nona rodada realizada em Brasília, entre os dias 27 e 30 de abril. Segundo o governo brasileiro, ao menos três capítulos do tratado estão próximos de serem concluídos.

Uma nova rodada de discussões já está prevista para maio, com o objetivo de acelerar o fechamento das pendências e consolidar o entendimento entre as partes.

Progresso nas negociações comerciais

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios envolvidos, o diálogo entre Mercosul e Canadá tem avançado de forma consistente desde a retomada das tratativas, em outubro do ano passado.

O esforço conjunto busca fortalecer as relações bilaterais e ampliar a integração econômica internacional, promovendo mais oportunidades de comércio e investimentos.

Temas discutidos na rodada

Durante os encontros presenciais, grupos técnicos trataram de diversos pontos estratégicos do acordo, incluindo:

  • comércio de bens e serviços
  • serviços financeiros
  • regras de origem
  • propriedade intelectual
  • barreiras sanitárias e fitossanitárias
  • comércio sustentável

Além disso, reuniões híbridas abordaram temas como compras governamentais, barreiras técnicas ao comércio e questões relacionadas ao trabalho.

Governo brasileiro busca conclusão do acordo

O avanço das negociações ocorre em meio ao esforço do governo federal para concluir o tratado. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil trabalha para finalizar o acordo comercial com o Canadá.

A expectativa é que o tratado amplie o acesso a mercados, reduza tarifas e fortaleça a presença de produtos do Mercosul no comércio internacional.

Próximos passos

Com capítulos já próximos do encerramento, a próxima rodada será decisiva para avançar nos pontos restantes e aproximar as partes de um consenso final.

O acordo é considerado estratégico para diversificar parcerias comerciais e impulsionar o comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Oliveira/Agência Senado

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Comércio Internacional

Pagamentos em yuan disparam e ganham força no comércio de Rússia e Irã

O uso do yuan no comércio internacional registrou forte crescimento recente, impulsionado principalmente por países como Irã e Rússia, que passaram a adotar a moeda chinesa como alternativa ao dólar em transações globais.

Avanço acelerado nas transações internacionais

Dados do Sistema de Pagamentos Interbancários Transfronteiriços (CIPS) mostram que as liquidações em yuan cresceram 50% em março na comparação com o mês anterior, alcançando 1,46 trilhão de yuans (cerca de US$ 214 bilhões).

O volume representa o triplo do registrado em março de 2021, consolidando uma tendência de expansão contínua do uso da moeda chinesa. Em abril, o sistema voltou a bater recordes, incluindo o maior volume diário de transações já registrado.

Sanções impulsionam uso do yuan

O aumento da adoção do yuan está diretamente ligado a restrições impostas por sanções internacionais. No caso do Irã, o país passou a depender ainda mais da moeda chinesa após ser praticamente excluído do sistema financeiro global baseado no dólar.

Após tensões militares envolvendo Estados Unidos e Israel, Teerã adotou medidas como a cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, aceitando pagamentos em criptomoedas e yuan. Países considerados aliados, como China, Rússia e Índia, mantiveram acesso à rota estratégica.

Rússia amplia comércio fora do sistema ocidental

A Rússia também intensificou o uso do yuan após ser excluída do sistema Swift em 2022, medida adotada em resposta à guerra na Ucrânia. Sem acesso às principais moedas globais, o país passou a realizar transações com a China utilizando rublos e yuan.

Atualmente, a maior parte do comércio bilateral entre os dois países já ocorre nessas moedas, especialmente nas exportações de petróleo e gás natural.

Outros países aderem à moeda chinesa

Além de Irã e Rússia, outros atores relevantes têm ampliado o uso do yuan. A Arábia Saudita, por exemplo, registrou que 41% das transações de petróleo foram liquidadas na moeda chinesa em março. Paralelamente, bancos estatais sauditas passaram a integrar o CIPS.

Criado em 2015, o sistema já reúne mais de 1.700 instituições financeiras ao redor do mundo, com forte presença na Ásia, fortalecendo a internacionalização do yuan.

Yuan digital e estratégia de expansão global

A China também aposta no desenvolvimento do yuan digital como ferramenta para ampliar sua presença no sistema financeiro internacional. Desde 2024, o país conduz testes de pagamentos transfronteiriços com nações como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Esses mecanismos permitem que empresas realizem transações diretamente em yuan, reduzindo a dependência do dólar em operações comerciais e financeiras.

Participação global ainda é limitada

Apesar do avanço, o yuan ainda ocupa uma fatia relativamente pequena no cenário global. Em março, a moeda respondeu por cerca de 3% das liquidações internacionais, bem abaixo dos 51% do dólar.

Ainda assim, especialistas apontam que a tendência é de crescimento gradual, impulsionada por fatores geopolíticos e pela estratégia chinesa de ampliar o uso da moeda em comércio e investimentos internacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paul Yeung/Bloomberg

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente e inicia nova fase do comércio internacional

O acordo Mercosul-UE passa a valer de forma provisória a partir desta sexta-feira (1º), marcando um avanço nas relações comerciais entre os dois blocos.

A formalização no Brasil foi concluída com a assinatura do decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando a etapa de incorporação ao ordenamento jurídico nacional. Com isso, as regras começam a ser aplicadas gradualmente entre os países envolvidos.

Expectativas e divergências entre países europeus

Apesar de ser considerado estratégico, o tratado de livre comércio ainda gera divergências dentro da União Europeia. Países como Alemanha e Espanha defendem que o acordo pode fortalecer exportações e reduzir impactos de medidas protecionistas dos Estados Unidos.

Por outro lado, nações como França demonstram preocupação com o aumento das importações de produtos agrícolas, como carne bovina e açúcar, que poderiam afetar produtores locais. Já organizações ambientais alertam para possíveis impactos sobre florestas tropicais.

Impacto econômico deve ser limitado no curto prazo

Especialistas apontam que os ganhos econômicos tendem a ser moderados. Mesmo com novos acordos comerciais, a União Europeia pode não compensar totalmente as perdas causadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos.

A previsão é de que o tratado com o Mercosul eleve o PIB europeu em cerca de 0,05% até 2040, indicando efeitos positivos, porém graduais e de longo prazo.

Aprovação definitiva ainda depende do Parlamento Europeu

Embora já esteja em aplicação provisória, o acordo ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu. Em janeiro, parlamentares decidiram questionar o tratado judicialmente, o que pode prolongar a decisão final por até dois anos.

Mesmo assim, a Comissão Europeia optou por iniciar sua implementação, apostando que os benefícios práticos fortaleçam o apoio político ao longo do tempo.

Pressão global acelera novos acordos comerciais

O cenário internacional tem impulsionado a União Europeia a buscar novos parceiros. Além do Mercosul, negociações com Índia, Indonésia, Austrália e México avançaram nos últimos meses.

Esses movimentos ocorrem em meio a tensões comerciais globais, incluindo tarifas internacionais e restrições à exportação de minerais estratégicos, que têm pressionado o comércio mundial.

Concorrência chinesa desafia empresas europeias

Outro fator relevante é o avanço da China em mercados internacionais. Empresas europeias enfrentam crescente concorrência, especialmente em setores como máquinas e veículos — áreas em que o bloco busca expandir suas exportações.

Embora a redução de tarifas prevista no acordo possa melhorar a competitividade europeia, especialistas avaliam que o desafio vai além do comércio, envolvendo investimentos e a transição energética global.

Necessidade de ajustes internos na União Europeia

Analistas destacam que acordos comerciais, por si só, não devem resolver a perda de espaço no mercado internacional. Reformas internas e maior eficiência do mercado único europeu são apontadas como essenciais para fortalecer a economia do bloco.

Atualmente, cerca de 60% das exportações da União Europeia ocorrem entre os próprios países membros, o que reforça a importância de melhorias estruturais.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: AFP

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para exportações brasileiras, mas desafios permanecem

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia promete abrir novas frentes para as exportações brasileiras, especialmente no setor industrial. Levantamento da ApexBrasil aponta que a redução de tarifas deve impulsionar a competitividade dos produtos nacionais no mercado europeu.

Indústria concentra maior potencial de crescimento

O estudo identificou 543 oportunidades comerciais em produtos que passam a ter tarifa de importação zerada já neste início de vigência. Esses itens já são exportados pelo Brasil de forma competitiva, mas ainda têm baixa participação nas compras europeias.

Entre 2020 e 2024, a Europa importou, em média, US$ 43,9 bilhões por ano desses produtos. No entanto, apenas 2,6% desse total teve origem brasileira, evidenciando espaço para expansão.

Com o acordo, tarifas que variavam entre 6,5% e 7% serão eliminadas, fator considerado decisivo em um mercado altamente competitivo como o europeu.

Exportações devem crescer no curto prazo

A ApexBrasil estima que as exportações para a União Europeia aumentem cerca de US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência.

O presidente da agência, Laudemir Müller, destacou que a longa negociação — que durou cerca de 25 anos — gerou ceticismo no setor empresarial, mas garantiu que a redução tarifária será efetiva.

Máquinas e manufaturados lideram oportunidades

O segmento de máquinas e equipamentos de transporte concentra o maior número de oportunidades, com 305 produtos identificados. Esse grupo representa cerca de US$ 27,4 bilhões em importações europeias anuais, mas conta com apenas 1,5% de participação brasileira.

Outro destaque são os produtos manufaturados diversos, com 59 oportunidades mapeadas, incluindo itens como componentes industriais e acessórios. Nesse segmento, o mercado europeu movimenta cerca de US$ 6,7 bilhões por ano, com presença brasileira ainda limitada.

Há também potencial em setores como:

  • bens industriais (pneus, eletrodos, produtos minerais);
  • produtos químicos (proteínas lácteas, óleos essenciais);
  • matérias-primas (madeira, cortiça, sementes);
  • alimentos processados (como leveduras).

Impacto econômico e geração de empregos

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia gerou, em 2024:

  • 21,8 mil empregos;
  • R$ 441,7 milhões em salários;
  • R$ 3,2 bilhões em produção.

A entidade destaca que mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu terão tarifa zero com o acordo.

Setores sensíveis e barreiras ainda preocupam

Apesar das perspectivas positivas, o acordo não é consenso. Segmentos como lácteos e vinhos defenderam maior proteção durante as negociações.

Além disso, a abertura do mercado europeu para produtos agrícolas deve ocorrer de forma mais lenta. Há também preocupação com possíveis barreiras ambientais, que podem resultar em novas tarifas ou restrições.

Regras e exigências podem limitar benefícios

Especialistas apontam que o impacto do acordo será variado entre as empresas. Segundo Bernardo Leite, um dos pontos críticos é a regra de origem, que define se o produto pode se beneficiar da tarifa zero.

Empresas que utilizam grande volume de insumos importados de países fora do acordo, como a China, podem enfrentar limitações.

Já Brunno Morette destaca que exigências contratuais devem se intensificar, com foco em critérios de ESG, rastreabilidade, proteção de dados e propriedade intelectual.

Preparação do Brasil ainda é desafio

A Confederação Nacional da Indústria reconhece que o Brasil ainda precisa avançar em políticas internas para melhorar competitividade, produtividade e qualificação da mão de obra.

Acordo cria um dos maiores mercados do mundo

O tratado entre Mercosul e União Europeia forma uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas e aproximadamente 25% do PIB global, equivalente a mais de US$ 22 trilhões.

O avanço ocorre em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo, especialmente liderado pelos Estados Unidos.

Formalização discreta marca momento histórico

Apesar da relevância econômica e geopolítica, a formalização do acordo ocorreu de maneira discreta. A cerimônia foi realizada no palácio presidencial, sem acesso da imprensa e com participação restrita a autoridades e parlamentares.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Senado Federal

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