Exportação

Exportações de DDG e DDGS crescem e China impulsiona nova fase do setor

O avanço das exportações de DDG e DDGS brasileiros tem reforçado o otimismo no mercado internacional. A recente chegada da primeira remessa desses coprodutos à China marca um passo importante na diversificação de destinos, ampliando a presença do produto nacional além dos mais de 25 países já atendidos.

A estratégia de expansão internacional é vista como essencial para sustentar o crescimento do setor, especialmente diante do aumento acelerado da produção.

Produção em alta exige novos mercados

O crescimento das usinas de etanol de milho tem elevado significativamente a oferta de coprodutos voltados à alimentação animal. Na safra 2025/26, o Brasil atingiu quase 5 milhões de toneladas de DDG e DDGS, um avanço de cerca de 20% em relação ao ciclo anterior.

Com projeções que indicam possível duplicação da produção na próxima década, o setor busca equilibrar oferta e demanda para evitar excedentes no mercado interno e pressão sobre os preços.

Expansão industrial sustenta avanço

Atualmente, o país possui 27 usinas em operação, incluindo uma nova unidade em Luís Eduardo Magalhães. Além disso, há outras 14 plantas em construção e mais 14 em fase de licenciamento, o que reforça o cenário de crescimento contínuo da indústria.

A ampliação da capacidade produtiva acompanha o aumento da moagem de milho, o que, por consequência, eleva a disponibilidade de coprodutos para nutrição animal. Esse movimento exige planejamento para preservar a competitividade do setor.

Impacto no mercado de proteínas

A previsão é de que a produção de farelo de milho alcance entre 10 e 12 milhões de toneladas até 2030. Apesar da capacidade de absorção interna, o produto disputa espaço com o farelo de soja, amplamente utilizado nas cadeias de avicultura e suinocultura.

Nesse cenário, produtores tendem a ajustar a composição das rações conforme a variação de preços, o que pode levar a uma acomodação nos valores dos coprodutos ao longo do tempo.

Como o DDG representa entre 20% e 23% do faturamento das usinas, sua valorização é determinante para manter a competitividade do etanol de milho frente ao etanol de cana-de-açúcar.

China abre nova fronteira comercial

A entrada da China no mercado comprador é considerada um marco estratégico. Desde 2023, iniciativas de promoção internacional vêm sendo intensificadas, refletindo no salto das exportações — que passaram de cerca de US$ 1 milhão em 2021 para aproximadamente US$ 190 milhões nos anos recentes.

A abertura oficial do mercado chinês, ocorrida em maio do ano passado, ampliou as perspectivas de crescimento. O primeiro embarque, com 62 mil toneladas, simboliza o início de uma nova etapa, impulsionada pela demanda do país asiático.

Além disso, a redução das compras chinesas de DDG dos Estados Unidos cria uma oportunidade relevante para o Brasil consolidar sua presença e fortalecer sua posição no comércio global de farelo de milho.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Logística europeia enfrenta alta de custos e riscos operacionais em meio à crise global

O setor de logística europeia atravessa um período de forte pressão diante do cenário geopolítico instável. Relatórios recentes do setor indicam que os custos de transporte registraram aumentos de dois dígitos no primeiro trimestre, levando empresas a reformular suas cadeias de suprimentos em busca de maior resiliência.

O principal desafio, no entanto, está na imprevisibilidade das rotas comerciais estratégicas. Esse cenário amplia os riscos operacionais na logística europeia, impactando diretamente os preços finais de bens de consumo.

Fretes mais caros e prazos mais longos

Os dados mais recentes mostram que os fretes marítimos para os principais portos do norte da Europa subiram cerca de 15% em março. Com isso, o custo de envio de contêineres a partir da Ásia permanece em patamares historicamente elevados.

Além da alta nos preços, o tempo médio de trânsito aumentou entre 10 e 14 dias, reflexo do redirecionamento de rotas comerciais. A situação pressiona financeiramente importadores que dependem de operações logísticas precisas.

Outro fator de preocupação é o aumento de 8% nas primas de seguros de carga, ampliando ainda mais os custos operacionais no setor.

Falta de caminhoneiros limita transporte terrestre

A escassez de mão de obra segue como um dos principais gargalos. Estima-se que faltem mais de 450 mil motoristas profissionais para atender à demanda atual no continente.

Diante disso, empresas têm acelerado investimentos em automação logística para compensar a falta de trabalhadores. Tecnologias de gestão de pátios e armazenagem vêm registrando crescimento anual de cerca de 20%.

Mesmo com esses avanços, o sistema de transporte terrestre opera próximo ao limite de sua capacidade, o que eleva o risco de atrasos e ineficiências.

Energia cara e transição sustentável desafiam o setor

O custo do combustível para transporte também tem contribuído para a volatilidade do setor, com oscilações semanais em torno de 12%. Esse cenário afeta diretamente as margens das empresas de navegação e transporte.

Para reduzir a dependência do petróleo, parte das frotas tem adotado combustíveis alternativos, mas a infraestrutura ainda é insuficiente, especialmente na Europa Oriental, onde a rede de recarga para caminhões elétricos segue limitada.

A busca por sustentabilidade na logística exige uma transição energética rápida, mas cuidadosamente planejada para evitar novos gargalos operacionais.

Inflação logística deve persistir em 2026

A expectativa é de que a inflação logística permaneça elevada ao longo de 2026, mantendo o setor sob pressão. Em resposta, a União Europeia trabalha para fortalecer corredores comerciais mais seguros e eficientes.

Especialistas apontam que a adoção de tecnologia será decisiva para enfrentar o cenário de alta volatilidade. A eficiência operacional e a visibilidade completa da cadeia de suprimentos devem determinar quais empresas conseguirão se manter competitivas nos próximos anos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Internacional

Desdolarização do BRICS avança com comércio em moedas locais e nova plataforma em blockchain

O movimento de desdolarização do BRICS ganha força com mudanças concretas no comércio internacional entre seus membros. Rússia e China já realizam praticamente todas as suas transações bilaterais sem o uso do dólar, enquanto o bloco desenvolve uma solução digital própria para ampliar esse modelo.

Comércio em moedas locais ganha escala no BRICS

Dados recentes mostram que Rússia e China conduzem cerca de 99,1% de suas trocas comerciais utilizando moedas locais, como rublo e yuan. O avanço representa uma mudança significativa em relação ao padrão anterior, dominado pelo dólar.

O Brasil segue a mesma tendência. Desde 2023, o comércio bilateral com a China movimenta aproximadamente 100 bilhões de dólares por ano com liquidação em moedas próprias. Esse cenário evidencia que a desdolarização deixou de ser apenas uma proposta política e passou a integrar a prática econômica entre os países do bloco.

Apesar disso, o dólar ainda predomina no sistema global, respondendo por cerca de 90% das transações cambiais. No entanto, sua participação nas reservas internacionais caiu ao longo das últimas décadas, sinalizando uma mudança gradual no equilíbrio financeiro global.

Unidade BRICS: sistema em blockchain busca substituir o SWIFT

Como parte dessa transformação, o bloco propõe a criação da Unidade BRICS, uma ferramenta digital baseada em blockchain voltada para pagamentos internacionais.

O sistema funcionará como um mecanismo de compensação para transações entre países membros, permitindo operações diretas em moedas locais sem necessidade de conversão para o dólar. A proposta também elimina a dependência do sistema SWIFT, amplamente utilizado nas transações globais.

A tecnologia blockchain oferece uma vantagem estratégica: a descentralização. Isso reduz a influência de decisões externas e limita o impacto de sanções econômicas sobre os países participantes.

Embora ainda esteja em fase inicial, a iniciativa é vista como um passo importante na construção de uma infraestrutura financeira independente.

Lula descarta moeda única, mas reforça integração financeira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não há planos para a criação de uma moeda única do BRICS. Segundo ele, o foco está em ampliar o uso de moedas locais no comércio internacional, e não substituir as moedas nacionais.

A estratégia prioriza acordos bilaterais e mecanismos que aumentem a autonomia financeira dos países. Essa visão também é compartilhada pelo Novo Banco de Desenvolvimento, que defende a expansão de operações fora do dólar como caminho para um sistema mais equilibrado.

Divergências internas mostram limites da desdolarização

Apesar dos avanços, nem todos os membros do BRICS seguem o mesmo ritmo. A Índia, por exemplo, adota uma postura mais cautelosa em relação à redução do uso do dólar.

Autoridades indianas destacam a importância da moeda americana para a estabilidade global e demonstram resistência a iniciativas mais radicais, como uma possível moeda comum.

Essa diferença de posicionamento revela desafios internos para o bloco, que precisa conciliar interesses distintos enquanto avança na agenda de integração financeira.

Impactos para empresas e comércio internacional

A expansão do uso de moedas locais no BRICS pode trazer benefícios diretos para empresas envolvidas em comércio exterior. Entre eles, estão:

  • Redução de custos com conversão cambial
  • Menor exposição à volatilidade do dólar
  • Maior previsibilidade nas transações internacionais

Com iniciativas como a Unidade BRICS e acordos bilaterais, o bloco constrói gradualmente uma alternativa ao modelo financeiro tradicional. Embora a transição seja progressiva, os números indicam que a desdolarização do BRICS já está em curso.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Estreito de Ormuz registra aumento na movimentação após cessar-fogo entre EUA e Irã

Poucas horas após o início do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz voltou a apresentar intensa circulação de navios. Sites de monitoramento, como o Vessel Finder, registraram dezenas de embarcações na manhã desta quarta-feira (8/04/2026), refletindo o impacto imediato da trégua.

A pausa nos conflitos, acordada na terça-feira, prevê a suspensão de ataques norte-americanos e israelenses ao território iraniano por duas semanas. Em contrapartida, o Irã concordou em reabrir o estreito, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do consumo global diário.

Histórico de tensão e bloqueios

Desde o início da escalada militar, Teerã ameaçava fechar o estreito em retaliação a ataques dos EUA e de Israel, colocando em risco embarcações comerciais. Durante a manhã, a TV estatal iraniana informou que o primeiro navio cruzou o estreito com segurança após a implementação do cessar-fogo.

Fontes do setor indicam que o Irã pretende cobrar uma taxa de passagem, embora ainda não haja registros de cobrança.

Negociações no Paquistão e papel da mediação

O cessar-fogo permitirá que delegações do Irã e dos EUA se encontrem em Islamabad, no Paquistão, para discutir um acordo de paz definitivo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que as negociações ocorrerão na sexta-feira (10/04/2026), destacando a importância do diálogo para a estabilidade regional.

O presidente americano, Donald Trump, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmaram que a trégua terá validade de duas semanas, mantendo o estreito aberto. A delegação iraniana será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, enquanto os EUA ainda não confirmaram oficialmente os participantes, mas podem incluir o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.

Condições do Irã e expectativas de paz

O ministro das Relações Exteriores do Irã confirmou que a passagem pelo Estreito será segura durante o período da trégua, com coordenação das Forças Armadas do país. Araghchi afirmou que os EUA aceitaram usar a proposta de 10 pontos do Irã como base para negociação, que inclui: não agressão, controle iraniano do estreito, suspensão de sanções, revogação de resoluções internacionais e compensações financeiras.

O presidente Trump declarou que os objetivos militares dos EUA já foram alcançados e que a trégua oferece tempo para concluir um acordo de paz definitivo. Segundo ele, quase todos os pontos de divergência já foram resolvidos, e as negociações de duas semanas permitirão finalizar o pacto.

Riscos e tensão contínua

Apesar da trégua, a Guarda Revolucionária iraniana alertou que permanecerá “com as mãos no gatilho” caso haja ataques adicionais de EUA ou Israel. Bombardeios recentes atingiram infraestruturas estratégicas no Irã, incluindo a ilha de Kharg e instalações petrolíferas, enquanto Israel atacou pontes, ferrovias e petroquímicas.

Analistas alertam que qualquer nova ofensiva pode impactar o fornecimento de energia e a estabilidade regional, reforçando a importância das negociações em Islamabad para evitar escaladas futuras.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ Vessel Finder

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Comércio Internacional

Déficit comercial dos EUA cresce com alta das importações e exportações recordes

O déficit comercial dos Estados Unidos voltou a avançar em fevereiro, refletindo o aumento das importações mesmo diante de um desempenho histórico das exportações. O resultado reforça a pressão do setor externo sobre o crescimento econômico no início de 2026.

Déficit aumenta e surpreende projeções

De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Comércio, o saldo negativo da balança comercial dos EUA subiu 4,9% em fevereiro, totalizando US$ 57,3 bilhões.

O número veio acima do registrado em janeiro, que foi revisado para US$ 54,7 bilhões. Ainda assim, o resultado ficou abaixo da expectativa de analistas do mercado, que projetavam um déficit maior, na casa de US$ 61 bilhões.

Exportações atingem nível histórico

Mesmo com o aumento do déficit, o desempenho das exportações americanas foi destaque. Em fevereiro, as vendas externas cresceram 4,2%, alcançando um recorde de US$ 314,8 bilhões.

O avanço reflete a demanda internacional aquecida por produtos dos Estados Unidos, embora não tenha sido suficiente para compensar o ritmo das importações.

Importações avançam e pressionam balança comercial

As importações também registraram crescimento relevante no período, subindo 4,3% e atingindo US$ 372,1 bilhões.

Esse movimento foi determinante para o aumento do déficit, indicando maior consumo interno e dependência de produtos estrangeiros — fatores que tendem a ampliar o desequilíbrio comercial.

Instabilidade política e impacto nas estatísticas

Os dados recentes ainda refletem um cenário de instabilidade. Órgãos oficiais seguem ajustando atrasos na divulgação de indicadores, provocados por paralisações administrativas anteriores.

Além disso, mudanças nas políticas comerciais dos EUA têm contribuído para a volatilidade dos números. Decisões judiciais e medidas tarifárias recentes alteraram o fluxo de comércio internacional.

Tarifas e tensões comerciais seguem no radar

Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou tarifas implementadas anteriormente com base em legislação emergencial. Como resposta, o governo anunciou uma nova tarifa global temporária, válida por até 150 dias.

A política tarifária tem sido defendida como instrumento para reduzir o déficit comercial e fortalecer a indústria nacional. No entanto, o setor manufatureiro acumula perdas de empregos desde 2025, o que levanta dúvidas sobre a eficácia dessas medidas.

Conflitos geopolíticos podem afetar o comércio global

O cenário internacional também adiciona incertezas. Analistas apontam que a escalada de conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pode impactar o fluxo global de mercadorias.

As restrições no transporte de energia e fertilizantes pelo Estreito de Ormuz tendem a reduzir volumes de comércio e pressionar custos logísticos, com possíveis reflexos na economia americana e mundial.

Perspectivas para o crescimento econômico

Com importações em alta e exportações fortes, o comércio exterior deve continuar exercendo influência sobre o desempenho do PIB dos EUA no primeiro trimestre.

O comportamento da balança comercial, aliado a fatores geopolíticos e decisões de política econômica, será determinante para o ritmo de crescimento nos próximos meses.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mike Blake

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Comércio Internacional

Reembolso de tarifas nos EUA pode levar até 45 dias, diz agência alfandegária

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA informou que avança na criação de um sistema para reembolso de tarifas consideradas ilegais, mas alertou que o processamento dos pedidos pode levar até 45 dias.

A medida envolve cerca de US$ 166 bilhões em tarifas alfandegárias, cuja devolução foi determinada após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos.

Sistema de reembolso ainda está em desenvolvimento

Em documento enviado ao Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, o representante da agência, Brandon Lord, afirmou que o novo portal de solicitações está entre 60% e 85% concluído.

O sistema, voltado para processamento e revisão de pedidos, deve começar a operar em etapas. Apesar do progresso, ainda não há uma data oficial para o início das solicitações, embora a previsão inicial aponte para o fim de abril.

Pedidos serão liberados em fases

A liberação dos pedidos seguirá critérios de prioridade. Na primeira fase, serão contempladas:

  • declarações aduaneiras finalizadas nos últimos 80 dias
  • processos com status de suspensão, prorrogação ou revisão
  • operações envolvendo armazéns alfandegados

A estratégia busca organizar a alta demanda e acelerar a análise dos casos mais recentes.

Milhares de importadores já estão aptos ao reembolso

Segundo o documento, cerca de 26.664 importadores já concluíram o cadastro para receber os valores por via eletrônica. Esse grupo representa aproximadamente 78% das importações impactadas, somando cerca de US$ 120 bilhões em tarifas pagas.

No total, mais de 330 mil importadores foram afetados, com cobrança de tarifas sobre cerca de 53 milhões de remessas.

Decisão da Suprema Corte derrubou tarifas de Trump

A devolução dos valores ocorre após a Suprema Corte invalidar tarifas impostas por Donald Trump, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

A decisão representou um revés significativo para a política comercial adotada à época, mas não detalhou como os reembolsos deveriam ser realizados — responsabilidade que ficou com o tribunal especializado em comércio internacional.

Empresas pressionam por devolução mais rápida

Grandes empresas, como a FedEx, recorreram à Justiça para garantir o direito ao reembolso. Já pequenos importadores demonstraram preocupação com os custos e a complexidade do processo.

O juiz Richard Eaton chegou a determinar que os reembolsos fossem iniciados com o sistema atual da agência. No entanto, a CBP propôs um novo modelo, que promete simplificar o procedimento e evitar a necessidade de ações judiciais individuais.

Novo modelo busca agilizar devolução de tarifas

A expectativa da agência é que o novo sistema torne o processo mais eficiente e acessível, mesmo diante do grande volume de pedidos.

Ainda assim, o prazo de até 45 dias para análise indica que a liberação dos recursos deve ocorrer de forma gradual, ao longo dos próximos meses.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Comércio Internacional

Tarifas dos EUA impactam vendas de fabricantes brasileiros e exigem ajustes estratégicos

A fabricante de armas Taurus espera recuperar os US$ 18 milhões pagos em tarifas de exportação para os Estados Unidos, valores que foram cancelados em fevereiro pela Suprema Corte americana. Assim como a Taurus, outras grandes empresas brasileiras com exportações para os EUA ou produção na América do Norte passaram a segunda metade de 2025 buscando estratégias para minimizar os efeitos das tarifas impostas por Washington.

Com os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025 já divulgados, fabricantes como Tupy, Iochpe-Maxion, WEG e a própria Taurus avaliam os prejuízos provocados pelas tarifas norte-americanas.

“O nosso conflito acabou”, disse Salesio Nuhs durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre da Taurus, referindo-se ao fim da tarifa de 50% aplicada às exportações para os EUA.

Impactos indiretos na indústria brasileira

A multinacional brasileira Iochpe-Maxion, presente em 14 países e produtora de rodas e componentes para veículos, registrou queda de R$ 700 milhões na receita devido ao choque tarifário. Como possui fábricas no México e nos EUA, a empresa não sofreu efeitos diretos, já que produtos fabricados no México são isentos de tarifas quando exportados aos EUA dentro de acordos regionais.

Entretanto, a produção foi afetada pela redução na demanda por rodas de aço e chassis para caminhões pesados. Segundo Renato Salum, diretor financeiro e de relações com investidores, “a queda nos volumes está mais relacionada à fraqueza da demanda final do que a um efeito direto das tarifas”.

O impacto financeiro se traduz em uma redução de aproximadamente R$ 700 milhões na receita, cerca de 35% do faturamento da divisão de componentes estruturais na América do Norte. A empresa espera que a demanda se normalize na segunda metade de 2026, apoiada no aumento de pedidos de veículos pesados desde o final de 2025.

Ajustes da Taurus para mitigar tarifas

Para a Taurus, a nova tarifa de 10% anunciada por Trump no mesmo dia da decisão da corte foi parcialmente compensada pelo aumento de 7% no preço de seus produtos nos EUA. Além disso, a empresa ativou linhas de montagem na unidade da Taurus USA, priorizando exportações de peças, com menor valor agregado, e concentrou a produção das pistolas da linha G nos EUA.

“Também adotamos medidas radicais de produtividade, reduzindo pessoal e ajustando processos produtivos”, afirmou Nuhs. Mesmo assim, a empresa estima ter pago US$ 18 milhões em tarifas em 2025 e início de 2026, buscando agora reembolso por meio de escritórios de advocacia nos EUA.

Cenário misto para outros fabricantes

O grupo de fundição Tupy apontou o choque tarifário como fator que pressionou vendas de blocos de motor e cabeçotes de cilindro, registrando queda de 5,1% na receita líquida do segmento no quarto trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão.

Para 2026, a Tupy prevê melhora nas encomendas de montadoras com a redução da incerteza tarifária, o que deve impulsionar a produção a partir da segunda metade do ano.

Já a fabricante de equipamentos elétricos WEG terá competitividade reforçada com a eliminação da tarifa de 50%, podendo retomar exportações diretas do Brasil aos EUA. Apesar da manutenção de tarifas de aço e alumínio sob a Seção 232 do Trade Expansion Act, analistas destacam que a WEG conseguiu ajustar sua estratégia rapidamente, mantendo margem bruta de 34% no quarto trimestre de 2025.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Notícias

Hapag-Lloyd tem navios encalhados no Golfo Pérsico e prejuízo cresce com conflito

A companhia de navegação Hapag-Lloyd enfrenta um cenário crítico no transporte marítimo internacional após a escalada do conflito no Oriente Médio. Seis navios da empresa permanecem encalhados no Golfo Pérsico, gerando custos adicionais estimados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana.

O impacto financeiro foi classificado pelo CEO, Rolf Habben Jansen, como “insustentável a longo prazo”.

Navios parados e tripulações à espera de solução

De acordo com o executivo, cerca de 150 tripulantes estão a bordo das embarcações impedidas de operar. As equipes seguem recebendo suprimentos básicos, como água e alimentos, enquanto a empresa busca alternativas para liberar os navios.

A situação é considerada um dos principais desafios atuais da companhia, que depende da normalização das rotas para retomar suas operações regulares.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava crise logística

A paralisação das embarcações está diretamente ligada às restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de energia e mercadorias.

O corredor marítimo permanece com limitações desde o fim de fevereiro, após o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O bloqueio parcial tem provocado efeitos em cadeia no transporte marítimo global, elevando custos e ampliando a incerteza logística.

Empresa adota medidas para conter prejuízos

Diante do cenário adverso, a Hapag-Lloyd intensificou estratégias de redução de custos e passou a explorar sinergias operacionais com a Maersk, parceira em operações logísticas.

A iniciativa busca mitigar os impactos financeiros enquanto a empresa aguarda uma solução para o impasse geopolítico.

Projeções mantidas, mas riscos permanecem

Apesar das dificuldades, a companhia manteve suas projeções para o ano fiscal de 2026. A expectativa é compensar os custos adicionais ao longo dos próximos meses.

Ainda assim, o CEO alertou que os efeitos do conflito podem se prolongar, especialmente se houver retração na demanda por transporte marítimo, o que pode pressionar ainda mais os resultados da empresa no longo prazo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Indústria

Acordo Mercosul-União Europeia ganha destaque como estratégia para indústria brasileira

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou o potencial do Acordo Mercosul-União Europeia durante seminário realizado em São Paulo, na sexta-feira (27). O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu lideranças políticas e empresariais para discutir os impactos da parceria comercial na indústria brasileira.

Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente da CNI, Ricardo Alban, Tebet participou do painel de abertura, que abordou oportunidades e desafios do acordo.

Acordo amplia integração entre grandes economias

Formalizado em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai, o Acordo Mercosul-União Europeia é resultado de mais de 20 anos de negociações. A parceria conecta dois dos maiores blocos econômicos globais, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.

Considerando o volume econômico e populacional, o tratado é considerado um dos maiores acordos de livre comércio internacional já firmados.

Medida é vista como estratégica para o Brasil

Durante o seminário, Tebet ressaltou que o acordo vai além de uma decisão econômica, sendo uma questão de posicionamento estratégico para o país.

Segundo a ministra, o Brasil enfrenta uma janela limitada — estimada em cerca de uma década — para avançar em áreas como energia limpa, minerais críticos, terras raras e desburocratização. Nesse contexto, o acordo pode ajudar a impulsionar reformas estruturais e destravar o crescimento econômico.

Indústria forte é essencial para crescimento

A ministra também destacou que a combinação do acordo com iniciativas como a Reforma Tributária e o programa Nova Indústria Brasil pode elevar a participação da indústria no PIB nacional, aproximando o país dos padrões observados em economias desenvolvidas.

Ela reforçou que o fortalecimento da indústria nacional é fundamental para geração de empregos, aumento da renda e redução das desigualdades sociais.

Multilateralismo é reforçado com o acordo

Outro ponto enfatizado foi o papel do acordo na promoção do multilateralismo. Tebet defendeu que a cooperação entre países é essencial para o desenvolvimento sustentável, em contraste com políticas isolacionistas.

A integração com países do Mercosul e parceiros internacionais, segundo ela, amplia as possibilidades de crescimento econômico e fortalece a posição do Brasil no cenário global.

Rotas de integração ganham relevância

O Programa Rotas de Integração Sul-Americana, coordenado pelo Ministério do Planejamento, também foi apontado como estratégico. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a iniciativa como uma das principais contribuições da atual gestão.

A proposta busca ampliar o comércio regional, especialmente na América do Sul, agregando valor às exportações brasileiras e fortalecendo a presença da indústria nacional nos mercados vizinhos.

União Europeia é parceiro comercial estratégico

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de comércio estimado em US$ 90,1 bilhões em 2025.

O acordo deve ampliar a diversificação comercial, estimular investimentos e promover a modernização do parque industrial brasileiro, por meio da integração às cadeias produtivas europeias.

Redução de tarifas e modernização comercial

No campo comercial, o tratado prevê ampla liberalização tarifária. O Mercosul permitirá acesso gradual a 91% dos bens europeus, enquanto a União Europeia abrirá seu mercado para 95% das exportações do bloco sul-americano.

Além disso, o acordo abrange temas modernos como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, sustentabilidade e facilitação de comércio, ampliando sua relevância econômica.

Situação atual do acordo

Nos países do Mercosul, o acordo já foi aprovado pelos parlamentos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No caso brasileiro, ainda falta a promulgação presidencial para entrada em vigor completa.

Na Europa, o texto segue em análise jurídica, mas há previsão de aplicação provisória a partir de maio de 2026.

Entenda o Mercosul

O Mercosul é um bloco econômico formado inicialmente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com foco na integração regional e na ampliação de oportunidades comerciais.

Além dos membros plenos, o bloco conta com países associados na América do Sul e mantém acordos com diversas nações e organizações internacionais, fortalecendo sua atuação global.

FONTE: Ministério do Planejamento e Orçamento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério do Planejamento e Orçamento

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Internacional

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ser fechado ainda em 2026

As negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá avançam em ritmo acelerado e podem resultar em um entendimento até o fim de 2026. Uma nova rodada de conversas está prevista para abril, em Brasília, segundo fontes próximas às tratativas.

Representantes de governos envolvidos indicam que o diálogo evolui de forma positiva, com possibilidade de conclusão antes mesmo do segundo semestre. Há expectativa de assinatura entre setembro e outubro, cerca de um ano após a retomada formal das negociações.

Expectativa de avanço rápido nas tratativas

Diplomatas afirmam que o processo ocorre em velocidade considerada inédita. A avaliação é de que o acordo comercial internacional pode ser fechado ainda este ano, caso o ritmo atual seja mantido.

A visita do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ao Brasil, prevista para os próximos meses, é vista como um fator que pode impulsionar as negociações, embora não haja previsão de anúncio oficial durante o encontro.

Retomada após impasse e foco na diversificação comercial

As tratativas entre o Mercosul e Canadá foram retomadas no ano passado após ficarem paralisadas desde 2021. O bloco sul-americano é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia em processo de adesão como membro pleno.

O Canadá tem intensificado sua estratégia de diversificação comercial, especialmente diante das incertezas relacionadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos. Nesse cenário, a América do Sul, com destaque para o Brasil, ganha relevância como parceiro estratégico.

Benefícios econômicos e ampliação de mercados

Para o Mercosul, um dos principais exportadores globais de carne bovina, soja e minérios, o acordo representa uma oportunidade de ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e atrair investimentos estrangeiros.

Já para o Canadá, o fortalecimento das relações comerciais com a região pode reduzir a dependência econômica dos EUA e abrir novas frentes de negócios em setores como tecnologia e mineração.

Missões comerciais reforçam aproximação

No início de março, representantes da província de Ontário realizaram visitas à Argentina e ao Uruguai para estreitar relações comerciais e preparar o terreno para o acordo. A iniciativa deu continuidade a agendas semelhantes realizadas anteriormente no Brasil.

Autoridades locais destacaram que o movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão internacional, impulsionada pela necessidade de diversificar parceiros comerciais.

Contexto global favorece novos acordos

O avanço nas negociações com o Canadá ocorre após o acordo Mercosul-União Europeia, firmado em janeiro após mais de duas décadas de negociações. A implementação provisória de parte das medidas está prevista para começar em maio.

Esse cenário reforça a tendência de ampliação de acordos comerciais do bloco sul-americano, em um momento de reorganização das cadeias globais de comércio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Ingrid Bulmer

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