Portos

Porto Coronel mira para areias, minerais e equipamentos de Vaca Muerta para ampliar cargas entre Chile e Argentina

O Porto Coronel, no Chile, está avaliando novas oportunidades de negócios relacionadas ao desenvolvimento de Vaca Muerta, importante polo de produção de petróleo e gás localizado na província de Neuquén, na Argentina. Entre as possibilidades estão a movimentação de areias, minerais, equipamentos industriais e outros insumos necessários à expansão da atividade energética argentina.

A iniciativa busca ampliar o fluxo de mercadorias pelo terminal chileno, aproveitando sua infraestrutura logística para receber cargas provenientes da Ásia e encaminhá-las por via terrestre até Neuquén. Segundo a empresa, já foram recebidas consultas relacionadas a esse tipo de operação.

Terminal chileno busca ampliar importações para Vaca Muerta

Atualmente, a relação comercial entre o Porto Coronel e Neuquén está concentrada principalmente no embarque de produtos argentinos destinados a outros mercados. A estratégia agora é aumentar a participação do terminal no abastecimento da indústria de petróleo e gás.

De acordo com Javier Lobo Salazar, gerente comercial do porto, a expansão de Vaca Muerta gera uma demanda crescente por materiais utilizados na perfuração, além de tubulações, equipamentos e cargas especiais para projetos industriais.

O executivo destacou que o terminal dispõe de estrutura para movimentar contêineres, carga geral, granéis e cargas de projeto, além de mais de 100 mil metros quadrados de armazéns. A instalação também oferece serviços de consolidação e desconsolidação de mercadorias.

A proposta é aproveitar essa capacidade para receber produtos asiáticos pelo Oceano Pacífico e transportá-los por terra até a região produtora argentina.

Vaca Muerta pode impulsionar a integração logística entre Chile e Argentina

O avanço da produção de gás natural na Argentina também abre espaço para discussões sobre alternativas de acesso aos mercados internacionais. Nesse cenário, o Porto Coronel considera que a infraestrutura portuária e energética da região chilena de Biobío pode assumir um papel estratégico no futuro.

Entre os ativos existentes está a rede do Gasoduto do Pacífico, que integra a infraestrutura energética entre os dois países.

A empresa ressalta, porém, que eventuais projetos relacionados à ampliação das rotas de exportação de gás dependeriam de investimentos adicionais, estudos técnicos, acordos comerciais e autorizações específicas.

Por enquanto, a possibilidade é tratada como uma alternativa de longo prazo para aprofundar a integração energética e logística entre Chile e Argentina.

Porto Coronel amplia presença em Neuquén

Com Vaca Muerta consolidada como um dos principais motores do setor energético argentino, o Porto Coronel vem intensificando sua atuação em Neuquén para conquistar espaço na cadeia de abastecimento industrial.

Nesse contexto, uma delegação do terminal participou da AOG Patagonia 2026, evento voltado à indústria de petróleo e gás, com o objetivo de ampliar as oportunidades comerciais e promover a região chilena de Biobío como uma conexão logística com os mercados do Pacífico.

A empresa já mantém operações com a província argentina. Na última temporada, o porto movimentou mais de 3 mil contêineres de produtos agroindustriais provenientes de Neuquén, principalmente maçãs, peras e sucos concentrados.

Essas mercadorias tiveram como destino mercados da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa. Mais recentemente, o terminal também começou a receber cargas de projeto associadas à expansão da atividade produtiva na região argentina.

Rota pelo Pacífico pode reduzir prazos e custos logísticos

O gerente-geral do Porto Coronel, Patricio Román Lois, afirmou que a empresa pretende expandir uma relação comercial já estabelecida com Neuquén, incorporando novas categorias de mercadorias.

Segundo o executivo, a utilização de portos do Pacífico para a entrada de equipamentos e insumos provenientes da Ásia pode oferecer prazos de transporte menores e custos competitivos em comparação com alternativas que utilizam rotas do Atlântico, dependendo da carga e do destino.

A proposta é fortalecer o papel do terminal chileno no transporte de materiais destinados à indústria energética argentina, ampliando as opções logísticas para empresas que operam em Vaca Muerta.

Passagens de fronteira são fundamentais para ampliar o comércio

O cônsul-geral do Chile em Neuquén, Alejandro Gibbons Munizaga, também destacou o potencial de uma conexão mais próxima entre a província argentina e o Oceano Pacífico.

Segundo o diplomata, a distância em relação aos portos atlânticos e a necessidade de importar máquinas produzidas em países da região do Pacífico tornam relevante o desenvolvimento de novas alternativas logísticas.

A participação do Porto Coronel na AOG Patagonia, segundo ele, contribui para aproximar os dois mercados e criar oportunidades econômicas para Chile e Argentina.

Gibbons Munizaga acrescentou que o fortalecimento das passagens fronteiriças será decisivo para transformar esse potencial em operações comerciais concretas. Entre as conexões mencionadas estão o passo de Pino Hachado, que já está em funcionamento, e a perspectiva de utilização do passo de Pichachén para facilitar a ligação entre o norte de Neuquén e a região chilena de Biobío.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

Ler Mais
Internacional

Trump deve retirar tarifas sobre produtos agrícolas do Canadá antes das eleições nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar a retirada de tarifas de 50% sobre determinados produtos agrícolas e florestais do Canadá. A medida pode ser oficializada ainda nesta sexta-feira (23), por meio de uma proclamação presidencial, segundo informações publicadas pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ).

De acordo com fontes familiarizadas com as discussões, a iniciativa prevê mudanças nas taxas atualmente aplicadas a produtos canadenses e ocorre em meio à preparação para as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.

Redução de tarifas pode beneficiar republicanos nas eleições

A possível revisão da política comercial também teria objetivos eleitorais. Segundo o WSJ, a decisão busca fortalecer o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando os eleitores escolhem representantes para o Congresso.

Entre os nomes que poderiam ser beneficiados pela iniciativa está a senadora republicana Susan Collins, representante do estado do Maine, além de outros integrantes do partido.

A retirada parcial das tarifas poderá aliviar os custos associados à entrada de determinados produtos canadenses no mercado norte-americano, embora os efeitos comerciais dependam dos termos finais da medida.

Mudança envolve política comercial entre EUA e Canadá

A eventual decisão representa uma possível flexibilização das tarifas comerciais impostas pelo governo Trump sobre produtos do Canadá, especialmente nos setores agrícola e florestal.

Até o momento, as informações sobre a iniciativa foram atribuídas a pessoas ouvidas pelo Wall Street Journal. O anúncio oficial e os detalhes sobre quais mercadorias serão contempladas dependem da eventual publicação da proclamação presidencial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Exportação

Brasil lidera exportações mundiais de algodão, mas enfrenta desafios para manter mercado

O Brasil ocupa a liderança mundial nas exportações de algodão, com participação de 34% no comércio internacional da fibra. Na safra comercial 2025/2026, o país embarcou aproximadamente 3,37 milhões de toneladas, gerando uma receita estimada em US$ 5,3 bilhões, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Apesar dos resultados expressivos, a manutenção dessa posição exige atenção a fatores como a concorrência internacional e as mudanças no consumo global de fibras. Os Estados Unidos buscam ampliar sua participação no mercado, enquanto o avanço dos materiais sintéticos reduz o espaço ocupado pelo algodão natural.

As informações foram apresentadas pela correspondente Érica Gomes, da Rádio Sociedade da Bahia.

Concorrência internacional pressiona o mercado de algodão

A disputa pela liderança no comércio mundial da fibra está entre os principais desafios para o setor brasileiro. Os Estados Unidos trabalham para recuperar espaço entre os grandes fornecedores globais, aumentando a pressão competitiva sobre o produto nacional.

Outro ponto de preocupação é a transformação no perfil de consumo da indústria têxtil. Nas últimas duas décadas, a participação do algodão no consumo mundial de fibras caiu de 37% para 21%, movimento associado ao crescimento do uso de fibras sintéticas.

Essa mudança representa um desafio para os produtores e exportadores, que precisam acompanhar as tendências de mercado e preservar a competitividade do algodão brasileiro diante de matérias-primas alternativas.

Setor debate perspectivas para o comércio mundial de algodão

Os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva estiveram em pauta durante um encontro internacional realizado nos dias 14 e 15 de outubro, em Istambul, na Turquia.

O evento reuniu representantes do setor para discutir as perspectivas do mercado internacional de algodão, incluindo a concorrência entre países exportadores e as mudanças na demanda global pela fibra.

A próxima edição do encontro está prevista para 2027, em São Paulo, levando os debates sobre o futuro do setor ao Brasil.

Liderança brasileira depende de competitividade e adaptação

Os números da safra 2025/2026 reforçam a importância do Brasil no abastecimento mundial de algodão. Entretanto, a concorrência de outros exportadores e a expansão das fibras sintéticas indicam que a liderança não está livre de desafios.

Nesse cenário, acompanhar as tendências de consumo e as condições do comércio internacional será importante para sustentar a presença brasileira nos principais mercados compradores.

FONTE: Sociedade ON
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Frame/TV Brasil

Ler Mais
Comércio Internacional

Exportações da América Latina crescem 20% e reacendem debate sobre novo ciclo de commodities

As exportações da América Latina e do Caribe avançaram 20% no primeiro semestre de 2026, na comparação com igual período do ano anterior, impulsionadas principalmente pela valorização das commodities no mercado internacional. O resultado ocorre em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, pela guerra no Oriente Médio e pela disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Os dados fazem parte de uma análise da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão das Nações Unidas voltado à promoção do desenvolvimento regional. O levantamento aponta que o comércio exterior latino-americano se beneficiou da expansão das trocas globais, mas também destaca desafios para transformar o aumento das receitas com matérias-primas em desenvolvimento econômico de longo prazo.

No mesmo período, as importações da região cresceram 14%, indicando uma ampliação dos fluxos comerciais.

Comércio mundial supera projeções e favorece a região

O volume do comércio internacional aumentou mais de 5% nos primeiros seis meses de 2026, segundo a Cepal. O desempenho supera em mais do dobro a estimativa de crescimento de 1,9% para o ano inteiro divulgada anteriormente pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Parte significativa dessa expansão foi sustentada pela demanda por componentes eletrônicos associados aos investimentos em inteligência artificial. China e outras economias emergentes da Ásia tiveram papel central nesse movimento.

Nesse contexto, a América Latina e o Caribe figuram entre as regiões beneficiadas pelo crescimento das trocas globais, especialmente devido à alta dos preços de produtos básicos e recursos naturais.

Alta das commodities impulsiona receitas de exportação

A valorização das matérias-primas é apontada pela Cepal como um dos principais fatores por trás do avanço das vendas externas latino-americanas.

Entre janeiro e agosto de 2026, o índice agregado de preços das exportações regionais subiu 23,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Para o conjunto do ano, a projeção é de aumento de 20,4%.

O destaque está no segmento de minerais e metais, cujos preços devem avançar 31,6%. Entre os produtos que sustentam essa perspectiva estão cobre, ouro, prata e estanho.

Para o segundo semestre, a expectativa também é positiva. Em valor, as exportações regionais de bens devem crescer 20% em 2026, resultado de uma combinação entre aumento de 11% nos preços e expansão de 9% nos volumes embarcados.

Caso a estimativa se confirme, a região completará seis anos consecutivos de crescimento no volume de mercadorias exportadas.

Ásia ganha espaço como destino das exportações latino-americanas

Além do crescimento das receitas, a distribuição geográfica do comércio exterior da região passa por mudanças importantes, com maior direcionamento das vendas para os mercados asiáticos.

As exportações para países da Ásia, excluindo a China, devem registrar o maior avanço entre os principais destinos em 2026, com alta projetada de 32% em valor.

As vendas para os Estados Unidos devem aumentar 24%, enquanto os embarques para a União Europeia têm previsão de crescimento de 20%. Para a China, a estimativa é de avanço de 19%.

Já o comércio entre os próprios países latino-americanos deve apresentar expansão mais moderada, de 8%.

Os números indicam uma diversificação dos mercados de destino, embora o desempenho regional continue condicionado à demanda internacional e à evolução dos preços das matérias-primas.

América Latina pode viver um novo superciclo de commodities?

O avanço das exportações levanta a possibilidade de um novo superciclo de commodities, semelhante ao observado entre 2003 e 2014. Naquele período, a forte demanda global elevou os preços dos recursos naturais, ampliou a entrada de divisas e favoreceu o crescimento econômico de diversos países latino-americanos.

Em entrevista ao Herald, o secretário-executivo da Cepal, José Manuel Salazar, reconheceu que o cenário atual abre uma janela de oportunidade para a região. No entanto, ressaltou que as condições econômicas de hoje são bastante diferentes das que impulsionaram o ciclo anterior.

No início do século, o principal motor foi a rápida industrialização chinesa. Durante mais de uma década, a economia do país asiático cresceu entre 9% e 10% ao ano, ampliando significativamente a demanda mundial por petróleo, metais e outros produtos básicos.

Agora, segundo Salazar, as perspectivas estão mais relacionadas à transformação tecnológica, à busca por segurança energética e à transição para uma economia de baixo carbono.

Essa mudança altera o perfil da demanda por recursos naturais e aumenta as incertezas sobre quais matérias-primas terão maior relevância no futuro.

Transição energética e tecnologia trazem riscos para os minerais

A transformação tecnológica cria oportunidades para os países que possuem reservas minerais estratégicas, mas também introduz riscos para os exportadores.

Salazar citou o lítio como exemplo. Embora o mineral seja importante para determinadas tecnologias de baterias, o desenvolvimento de alternativas que dispensem sua utilização poderia reduzir a demanda internacional.

O avanço das pesquisas em países desenvolvidos e na China torna difícil prever quais tecnologias prevalecerão nos próximos anos.

Outro segmento que desperta interesse é o das terras raras, conjunto de elementos utilizados em diferentes aplicações tecnológicas e industriais. Vários países latino-americanos possuem depósitos desses recursos, mas aproveitar esse potencial exige investimentos e conhecimento especializado.

Segundo o secretário-executivo da Cepal, a extração e o refino das terras raras são operações mais complexas do que os processos empregados na produção de cobre e de outros minerais.

Por isso, a simples existência de reservas não garante que os países da região conseguirão transformar esses recursos em ganhos econômicos duradouros.

Agregar valor à produção é o principal desafio regional

Para a Cepal, o desafio da América Latina vai além de ampliar o fornecimento de matérias-primas ao mercado internacional. A região precisa desenvolver capacidades produtivas, tecnológicas e industriais que permitam aproveitar melhor a valorização dos recursos naturais.

A incorporação de conhecimento, inovação e mão de obra qualificada pode ajudar os países a avançar para etapas de maior valor agregado nas cadeias globais de produção.

A estratégia também reduziria a dependência das oscilações dos preços internacionais, um dos fatores que historicamente tornam as economias exportadoras de commodities mais vulneráveis.

Nesse cenário, um eventual novo superciclo poderá representar uma oportunidade relevante para a América Latina, desde que o aumento das receitas com exportações seja acompanhado por investimentos em tecnologia, processamento industrial e qualificação profissional.

O objetivo, portanto, é converter a demanda global por recursos naturais em ganhos estruturais de produtividade e desenvolvimento econômico, em vez de depender exclusivamente da venda de produtos básicos.

FONTE: Buenos Aires Herald
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Buenos Aires Herald

Ler Mais
Transporte

Armadores preveem 44 cancelamentos de viagens marítimas até novembro de 2026

As companhias de navegação estimam suspender 44 viagens nas principais rotas marítimas Leste-Oeste até 22 de novembro de 2026. A previsão representa cerca de 6% das 713 partidas programadas para o período, conforme dados do Cancelled Sailings Tracker, elaborado pela consultoria Drewry.

As suspensões, conhecidas no setor como blank sailings, refletem os ajustes na oferta de transporte marítimo diante das condições atuais do mercado. A maior concentração está nas rotas que conectam a Ásia ao Norte da Europa e ao Mediterrâneo, responsáveis por 44% dos cancelamentos previstos.

Os serviços transpacíficos no sentido leste, que ligam a Ásia à América do Norte, correspondem a 36% das viagens suspensas. Já as rotas transatlânticas representam os 20% restantes.

Apesar dos cortes anunciados, a expectativa é de que 94% das partidas ocorram normalmente. Segundo o levantamento, o enfraquecimento sazonal da demanda, combinado ao aumento da capacidade disponível, dificulta os esforços dos armadores para sustentar a elevação dos fretes marítimos.

Fretes de contêineres registram alta, mas cenário segue incerto

O World Container Index (WCI), índice da Drewry que acompanha as tarifas de transporte de contêineres, subiu 3% na semana encerrada em 15 de outubro, alcançando US$ 4.485 por contêiner de 40 pés, conhecido pela sigla FEU.

O avanço foi impulsionado principalmente pelas rotas que partem da Ásia com destino à Europa e ao Mediterrâneo, além dos serviços transpacíficos. Em contrapartida, as tarifas no corredor transatlântico apresentaram uma leve queda.

Mesmo com a valorização semanal, a consultoria considera incerta a continuidade da recuperação dos fretes internacionais. A demanda menos aquecida e a perspectiva de maior disponibilidade de espaço nos navios nas próximas semanas podem limitar novos aumentos nas tarifas.

Retorno ao Canal de Suez afeta capacidade e rotas marítimas

A retomada gradual dos serviços pelo Canal de Suez também influencia o planejamento das operações marítimas. De acordo com a análise da Drewry, a volta das embarcações à região interfere na configuração das redes de transporte e na capacidade efetivamente disponível no mercado.

Outro fator de atenção é a evolução da congestão portuária, que pode afetar o cumprimento dos itinerários e a regularidade dos serviços oferecidos pelas companhias de navegação.

Negociações para contratos de transporte de 2027 começam em meio à incerteza

O cenário ocorre durante o início das negociações dos contratos de transporte marítimo para 2027, especialmente nas rotas comerciais entre a Ásia, o Norte da Europa e o Mediterrâneo.

As tratativas acontecem em um momento de ajustes na capacidade de transporte e de dúvidas sobre o comportamento dos fretes nos próximos meses. Nesse contexto, os armadores precisam equilibrar a oferta de espaço nos navios com as perspectivas de demanda, enquanto os embarcadores acompanham os possíveis impactos sobre os custos logísticos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

Ler Mais
Notícias

Irã ataca seis navios em um único dia perto do Estreito de Ormuz

Os ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e em áreas próximas atingiram, em outubro, o maior ritmo desde o início da guerra entre Irã e Estados Unidos, em 28 de fevereiro. Segundo dados da agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO) e de fontes internacionais de segurança marítima, seis navios foram atacados apenas na segunda-feira, 12 de outubro.

Nos primeiros 12 dias do mês, mais de 18 embarcações comerciais teriam sido alvo de ações iranianas. Entre os dias 5 e 12 de outubro, foram registrados pelo menos 14 ataques, tentativas de ataque e interceptações envolvendo navios que navegavam pelo estreito e por suas proximidades.

Os episódios refletem o agravamento das tensões entre Teerã e Washington e ampliam as preocupações com a segurança da navegação em uma das principais rotas mundiais para o transporte de energia e matérias-primas.

Ataques a navios aumentam desde a retomada dos confrontos

Dados da UKMTO e declarações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) apontam uma intensificação das ações contra o transporte marítimo comercial desde a retomada dos confrontos entre iranianos e norte-americanos, em julho.

Naquele mês, pelo menos 12 ataques contra petroleiros e cargueiros foram registrados. Em agosto, ao menos dez embarcações, incluindo navios-tanque e transportadores de gás natural liquefeito, foram alvo de ações nas proximidades do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e de Sohar, em Omã.

Em setembro, o número chegou a 18 navios, de acordo com os dados citados pelas fontes de segurança marítima.

A escalada ocorreu paralelamente ao aumento das operações de transferência de petróleo entre embarcações, conhecidas como ship-to-ship (STS). Nesse modelo, navios menores transportam o combustível até áreas consideradas mais seguras, onde a carga é transferida para petroleiros de maior porte.

Guarda Revolucionária justifica operações contra embarcações

A Guarda Revolucionária Islâmica afirma que suas ações buscam combater o que classifica como contrabando ilegal de petróleo e tentativas de romper o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Segundo o grupo militar iraniano, as operações passaram a abranger não apenas petroleiros e cargueiros, mas também embarcações de abastecimento, rebocadores e navios-tanque de menor porte que circulam pelo Golfo.

A IRGC também declarou que algumas embarcações sofreram danos após explosões provocadas pelo contato com minas marítimas. Segundo a versão iraniana, os navios navegavam por rotas consideradas não autorizadas ou inseguras.

Teerã atribui a intensificação das ações ao que chama de bloqueio naval dos Estados Unidos. O governo iraniano também alerta que embarcações podem ser alvo de medidas de segurança caso utilizem trajetos não aprovados ou atravessem a região com os sistemas de navegação e identificação desligados.

Irã impõe regras para a navegação no Estreito de Ormuz

Desde abril, o Irã vem aplicando restrições ao tráfego marítimo na região, incluindo a definição de corredores específicos para a passagem de embarcações e a exigência de coordenação prévia com a Marinha da Guarda Revolucionária.

Em 30 de maio, Teerã anunciou que os navios interessados em atravessar o estreito deveriam obter autorização antecipada da força naval da IRGC. Na ocasião, as autoridades iranianas advertiram que a passagem sem permissão seria considerada uma ameaça à segurança.

As medidas aumentam a incerteza para armadores, operadores logísticos e empresas de energia que dependem da rota para transportar petróleo, gás e outras mercadorias.

Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, sendo uma das passagens marítimas mais importantes para o comércio internacional de energia.

A região é essencial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Por isso, qualquer interrupção ou restrição à navegação pode afetar as cadeias de abastecimento, elevar os custos de transporte e aumentar a volatilidade nos mercados internacionais de energia.

O crescimento dos ataques também amplia os riscos para as tripulações e para as empresas responsáveis pelo transporte marítimo, que precisam lidar com ameaças militares e mudanças nas condições de circulação.

Guerra entre Irã e Estados Unidos mantém tensão na região

O conflito começou em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em abril, as partes chegaram a um cessar-fogo, mas os confrontos entre Washington e Teerã foram retomados em julho, diante do impasse nas negociações.

Apesar da assinatura de um memorando de entendimento em junho, as divergências persistiram, especialmente em relação à segurança da navegação e ao controle do Estreito de Ormuz.

Nesse cenário, a intensificação dos ataques contra navios comerciais mantém a rota sob pressão e representa um desafio para a retomada da estabilidade no comércio marítimo internacional.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Comércio Exterior

União Europeia limita importação de carros híbridos da China a 350 mil unidades por ano

A União Europeia (UE) pretende limitar a importação de carros híbridos fabricados na China a 350 mil unidades por ano. A medida faz parte das negociações comerciais entre o bloco europeu e o governo chinês, que registraram avanços no início deste mês.

Segundo um alto funcionário europeu, a proposta prevê restringir a entrada de veículos híbridos convencionais e híbridos plug-in pelos próximos quatro anos. O objetivo é reduzir pela metade a participação dos fabricantes chineses nesse segmento no mercado europeu.

A nova regra poderá entrar em vigor no início de dezembro e estabelecerá um limite anual para as importações, com uma taxa fixa de crescimento de 6% ao ano. De acordo com a fonte, o mecanismo busca reduzir em mais da metade o volume de exportações chinesas de veículos híbridos para o bloco.

UE busca reduzir presença de híbridos chineses no mercado

A iniciativa representa mais um movimento da União Europeia para controlar o avanço das montadoras chinesas no setor automotivo. Com a limitação das importações, o bloco pretende diminuir a participação desses veículos no mercado regional ao longo dos próximos anos.

A proposta abrange tanto os carros híbridos quanto os híbridos plug-in, modelos que combinam motores a combustão e propulsão elétrica, mas possuem características distintas de funcionamento e recarga.

O cronograma prevê a aplicação das restrições a partir de dezembro, embora a implementação dependa dos desdobramentos das negociações comerciais entre as duas partes.

China prevê redução de tarifas sobre produtos europeus

Como parte dos entendimentos comerciais, a China concordou em reduzir tarifas de importação aplicadas a produtos europeus que, juntos, representam cerca de 4 bilhões de euros em exportações para o país.

A lista inclui autopeças, calçados, sorvetes e azeite de oliva. A redução tarifária pode beneficiar empresas europeias que buscam ampliar suas vendas no mercado chinês.

As negociações envolvem, portanto, medidas que afetam tanto o comércio automotivo quanto outros setores da economia. Enquanto a União Europeia busca conter o avanço dos veículos híbridos chineses, a redução de tarifas na China abre espaço para melhorar as condições de acesso de produtos europeus ao mercado asiático.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

Ler Mais
Comércio Internacional

França e Alemanha propõem novo mecanismo de resposta comercial da União Europeia

França e Alemanha defendem a criação de um novo instrumento para ampliar a capacidade de reação da União Europeia (UE) diante de medidas comerciais que possam causar prejuízos econômicos ao bloco.

A proposta surge em um cenário de crescente uso do comércio internacional como instrumento de pressão econômica, no qual tarifas, restrições e controles de exportação passaram a ocupar espaço relevante nas disputas entre grandes economias.

Novo instrumento de defesa comercial

A ideia apresentada pelos dois países é criar uma medida que possa ser acionada com rapidez caso outro país adote políticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos europeus.

Segundo as autoridades envolvidas, o mecanismo não seria direcionado previamente contra nenhuma nação específica. O objetivo seria dotar a UE de uma ferramenta capaz de responder de forma mais ágil a eventuais medidas comerciais adotadas por parceiros ou concorrentes.

A discussão ocorre em meio à busca europeia por instrumentos de defesa comercial que permitam ao bloco reagir a pressões externas sem depender exclusivamente dos mecanismos já existentes.

Europa busca instrumentos semelhantes aos de EUA e China

Representantes do governo alemão argumentam que a União Europeia precisa contar com uma ferramenta de resposta com capacidade comparável a mecanismos utilizados por outras grandes potências econômicas.

Entre os exemplos citados estão as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base na Seção 301, além das restrições chinesas às exportações de minerais essenciais.

Para os defensores da proposta, contar com um instrumento de reação rápida poderia ampliar o poder de negociação do bloco em futuras disputas comerciais.

A iniciativa também reflete uma mudança no ambiente do comércio global, marcado por medidas protecionistas, restrições a produtos estratégicos e maior utilização da política comercial como instrumento de influência econômica.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Portos

Alívio no Canal do Panamá: Aumento de Trânsito e Calado após Chuvas na Região

Após meses de rigorosas restrições operacionais devido à escassez hídrica, o Canal do Panamá começa a flexibilizar suas regras de navegação. Com a melhora nos níveis do Lago Gatún impulsionada por precipitações recentes, a administração da via aquática anunciou a ampliação do calado autorizado e da capacidade diária de tráfego de embarcações.

Ampliação de Vagas e Calado para Navios

A partir de 15 de outubro, o limite de passagens para navios do tipo neopanamax será elevado para 10 transações diárias, elevando a capacidade combinada entre embarcações neopanamax e panamax para 33 slots diários. Paralelamente, o calado máximo permitido para os navios neopanamax passou a ser de 14,94 metros (equivalente a 49 pés).

Essa reviravolta representa um alívio em relação às medidas defensivas adotadas ao longo do verão hemisférico, quando o fortalecimento do fenômeno El Niño e os baixos índices de chuva ameaçavam reviver os impactos severos da seca enfrentada entre 2023 e 2024.

Alta Demanda e Desafios no Comércio Global

A pressão sobre o comércio marítimo na região intensificou-se consideravelmente nos últimos meses, impulsionada por uma forte procura por passagens. Conflitos e instabilidades no Oriente Médio levaram compradores asiáticos a buscar fontes alternativas de energia na Costa do Golfo dos Estados Unidos, elevando o tráfego no Canal do Panamá próximo à sua capacidade máxima e acirrando a disputa por vagas garantidas.

Previsão Meteorológica Favorável para o Lago Gatún

As perspectivas climáticas para os próximos dez dias permanecem encorajadoras para a reposição hídrica. A previsão meteorológica indica chuvas frequentes e tempestades diárias na área do Lago Gatún, com volumes expressivos esperados para os próximos dias, garantindo suporte sustentável para a navegação internacional e a logística portuária global.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Panama Canal Authority

Ler Mais
Logística

Atraso em estrutura de fronteira adia operação da Rota Bioceânica para 2028

A conclusão da ponte internacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, se aproxima, mas a infraestrutura necessária para o controle e a fiscalização das cargas ainda não foi concluída. O cenário pode adiar o início da operação comercial da Rota Bioceânica para 2028.

Ponte está na fase final de construção

A ligação entre Brasil e Paraguai é considerada uma das principais estruturas do corredor bioceânico, que pretende ampliar a integração logística entre os países da região.

Apesar do avanço nas obras da ponte, a estrutura de fronteira necessária para receber, fiscalizar e liberar as cargas que passarão pelo novo corredor ainda não saiu do papel.

Receita Federal prevê operação em 2028

Diante do atraso na implantação da estrutura de controle aduaneiro, a Receita Federal trabalha com a previsão de que a operação comercial da Rota Bioceânica comece somente em 2028.

A falta da infraestrutura de fiscalização pode impedir que o corredor opere plenamente mesmo após a conclusão da ponte, já que o transporte internacional de mercadorias depende de instalações adequadas para os procedimentos de controle de cargas e fiscalização na fronteira.

Rota Bioceânica terá impacto na logística regional

A conexão entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta faz parte de um projeto de integração que busca fortalecer o transporte de cargas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

A expectativa é que a Rota Bioceânica reduza distâncias logísticas e amplie as alternativas de acesso brasileiro aos mercados do Pacífico. Para isso, no entanto, além das obras viárias, é necessário que a infraestrutura de fronteira esteja pronta para acompanhar o fluxo comercial previsto.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz/Reprodução

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook