Comércio Exterior

Porto Cabello movimenta 10 navios simultaneamente em operação portuária na Venezuela

O Porto Cabello, na Venezuela, realizou uma operação simultânea envolvendo 10 navios, em uma jornada marcada pela movimentação de diferentes tipos de cargas.

Entre as embarcações atendidas estavam quatro navios porta-contêineres, um navio do tipo Ro-Ro, utilizado para o transporte de veículos, e uma embarcação destinada ao transporte de granéis líquidos.

Operação movimentou milhares de contêineres

Segundo o Ministério do Poder Popular para os Transportes da Venezuela, a operação contou com equipes especializadas e equipamentos voltados à movimentação de cargas.

Ao longo dos trabalhos, foram movimentados 3.833 contêineres, enquanto 101.844 toneladas de carga geral foram retiradas das embarcações.

A operação também incluiu a recepção de 135 veículos e o embarque de 5.040 toneladas de melaço destinado à exportação.

Porto reforça papel na cadeia logística

O governo venezuelano destacou que o volume de operações realizado simultaneamente reforça a importância de Porto Cabello para o comércio nacional e internacional.

A atuação integrada das equipes e o uso de equipamentos especializados foram apontados como fatores para garantir maior produtividade nas operações portuárias.

A empresa responsável pela administração dos principais portos venezuelanos também reafirmou o compromisso de manter operações com foco em agilidade, segurança e eficiência, buscando fortalecer a cadeia nacional de abastecimento.

O desempenho de Porto Cabello ocorre em um contexto de ampliação da movimentação portuária e reforça a importância do complexo marítimo para o fluxo de mercadorias da Venezuela.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto de Valência suspende parcialmente concessão da Valencia North Terminal

O Conselho de Administração da Autoridade Portuária de Valência (APV) aprovou a suspensão parcial da concessão administrativa da Valencia North Terminal (VNT). A medida busca sincronizar o cronograma do projeto da nova terminal de contêineres da expansão norte do Porto de Valência com o andamento das obras de infraestrutura.

A decisão considera as condições técnicas e o calendário previsto para a disponibilização das áreas que serão utilizadas pela concessionária.

Investimento privado sobe para US$ 1,85 bilhão

O projeto construtivo apresentado pela VNT em julho de 2026 prevê um investimento privado de US$ 1,856 bilhão, acima dos US$ 1,133 bilhão inicialmente estimados.

A proposta atualizada incorpora as necessidades do transporte marítimo e estabelece uma nova sequência para as etapas de construção, levando em conta as informações disponíveis e a previsão de entrega dos terrenos pela APV.

Segundo a autoridade portuária, fatores técnicos relacionados à dimensão, complexidade e sequência das obras condicionam a disponibilidade inicial das áreas e impedem que os trabalhos da VNT sejam iniciados de maneira ordenada.

A suspensão, contudo, não alcança as áreas que já foram entregues à concessionária. A medida também não altera o período de vigência da concessão nem concede uma extensão adicional do contrato.

Cronograma das obras mantém conclusão para agosto de 2029

O Conselho da APV também aprovou ajustes nos prazos de determinadas etapas do contrato de execução do cais de contêineres da nova terminal norte.

A revisão considera problemas identificados durante a execução, incluindo os efeitos da DANA — fenômeno meteorológico que provocou impactos na região — e outras questões técnicas. Também foram consideradas novas soluções que deverão ser avaliadas após a apresentação do projeto construtivo pela concessionária.

Apesar dos ajustes em etapas intermediárias, o prazo global da obra permanece em 58 meses, com conclusão prevista para agosto de 2029.

O primeiro prazo parcial, que contempla 50 hectares consolidados e 500 metros de viga de cais, foi ampliado em nove meses. A nova data de conclusão passou para 17 de julho de 2027.

Já a segunda etapa, que inclui 1.500 metros de cais e uma área adjacente de 99 hectares consolidados, recebeu extensão de oito meses, com término previsto para 17 de julho de 2028.

Terminal intermodal de Valência também recebe ajustes

O Conselho também ratificou a assinatura da segunda adenda ao acordo firmado entre o Ministério de Fomento, a Generalitat Valenciana, a Prefeitura de Valência e a ADIF.

O objetivo é facilitar o andamento das obras da Terminal Intermodal e Logística de Valência Font de Sant Lluís.

A ADIF é responsável pelas intervenções necessárias para colocar em operação a primeira fase do terminal. O orçamento inicialmente estimado em US$ 39 milhões foi atualizado para US$ 42 milhões em razão da revisão do projeto.

A nova adenda prevê ainda a criação de um órgão interadministrativo formado pela APV e pela ADIF para acompanhar e fiscalizar a gestão da instalação.

Novo parque será criado na área portuária

Outro acordo aprovado pela APV envolve a Prefeitura de Valência e estabelece as responsabilidades das duas instituições para a execução, manutenção e conservação do futuro Parque de Desembocadura València.

O convênio estabelece mecanismos para garantir a gestão, conservação, segurança e financiamento do espaço, que será destinado ao uso público e cidadão.

Em Gandia, a APV também aprovou uma adenda ao acordo com a prefeitura local para consolidar o modelo de integração entre porto e cidade.

A medida permitirá avançar para a licitação do projeto de urbanização da área dos antigos armazéns de frutas e da zona controlada do Porto de Gandia, criando um novo espaço de uso público.

Linha Sagunto-Teruel-Zaragoza mantém prazo final

Durante a reunião, o Conselho reafirmou o compromisso de concluir até 31 de dezembro de 2028, sem possibilidade de nova extensão, as obras de melhoria da linha ferroviária Sagunto-Teruel-Zaragoza.

O cronograma havia sido afetado por ocorrências durante as intervenções na estação de Cella, em Teruel.

Na mesma sessão, Cristian Monzón Sanjuan, chefe de Domínio Público, foi nomeado membro do Conselho de Administração da VPI Logística, substituindo Luis Fernando Sánchez Villena.

APV altera tarifas e aprova novas operações

A autoridade portuária também aprovou mudanças nas tarifas máximas de ocupação de superfície aplicadas aos terminais da APM Terminals Valencia e da CSP Iberian Valencia Terminal.

Outro ponto aprovado foi o modelo de exploração da concessão da ArcelorMittal no Porto de Sagunto, que será utilizada pela Bergé Marítima Sagunto para cumprir um contrato de serviços firmado entre as empresas.

A operação contempla atividades de recebimento de navios, carga, descarga, armazenagem e transporte de mercadorias.

Por fim, a APV autorizou a BHS Ship Supplies a prestar serviços comerciais de abastecimento de navios nos portos de Gandia, Sagunto e Valência.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Neltume Ports defende viabilidade jurídica de novo terminal de contêineres no Porto de Montevidéu

A Neltume Ports reafirmou a viabilidade jurídica do projeto Montevideo Container Terminal (MCT), apresentado para a construção de uma nova instalação especializada em contêineres no Porto de Montevidéu, no Uruguai.

A manifestação ocorreu após questionamentos da Katoen Natie, controladora de 80% da Terminal Cuenca del Plata (TCP). A empresa belga alertou que uma eventual aprovação do projeto pelo governo uruguaio poderia levar à abertura de um diferendo junto ao Centro Internacional de Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi).

Neltume prevê investimento de US$ 900 milhões

Em resposta, a Neltume Ports afirmou que o projeto foi apresentado dentro das regras jurídicas atualmente vigentes no país e que cabe às autoridades uruguaias analisar a proposta e decidir sobre sua eventual implementação.

A companhia chilena declarou ainda estar disposta a investir US$ 900 milhões no empreendimento. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a capacidade do Porto de Montevidéu e transformar a instalação em um hub logístico regional, com potencial para dobrar os volumes de carga nos próximos anos.

Decisão do Tribunal Administrativo é ponto central

Um dos principais argumentos apresentados pela Neltume é a decisão nº 719 do Tribunal de lo Contencioso Administrativo (TCA), publicada em 17 de dezembro de 2025.

A sentença anulou a cláusula 3.5.4 do regime de gestão da Terminal Cuenca del Plata, estabelecido pelo Decreto 114/021. O dispositivo impunha restrições à concessão da exploração de outras terminais especializados em contêineres.

Para a Neltume, com a anulação dessa cláusula, o Estado uruguaio deixou de estar submetido à limitação que restringia a concessão de novas instalações desse tipo.

A empresa também destacou que a Administración Nacional de Puertos, a TCP e empresas do grupo Katoen Natie, incluindo Nelsury S.A. e Seaport Terminal Montevideo S.A., participaram do processo analisado pelo TCA e estão abrangidas pelos efeitos da decisão.

Empresa cita livre concorrência no sistema portuário

Na interpretação da Neltume Ports, a sentença do TCA reforça a necessidade de preservar a livre concorrência no setor portuário e evitar a formação de monopólios de fato.

A companhia considera que a criação do MCT estaria alinhada a esse princípio ao adicionar infraestrutura, capacidade e alternativas para os usuários do Porto de Montevidéu.

Segundo a empresa, a entrada de um novo operador poderia contribuir para melhorar as condições de serviço, ampliar a oferta portuária e fortalecer a competitividade do comércio exterior uruguaio.

Neltume contesta argumento sobre estabilidade jurídica

A posição da companhia chilena contrasta com a interpretação apresentada pela Katoen Natie sobre a proteção jurídica concedida à TCP.

A empresa belga sustenta que as garantias contratuais e de investimento deveriam impedir uma decisão estatal capaz de alterar as condições econômicas estabelecidas para a operação da terminal.

A Neltume, por outro lado, argumenta que a decisão do TCA mudou a base jurídica que deve ser considerada na análise de uma eventual autorização para uma nova instalação de contêineres.

A empresa faz uma distinção entre uma alteração posterior das normas e a anulação judicial de uma disposição considerada incompatível com a legislação.

Cláusula anulada é considerada nula desde a origem

De acordo com a Neltume, a chamada cláusula de estabilidade jurídica prevista no acordo entre o Estado uruguaio e as empresas do grupo Katoen Natie poderia oferecer proteção, sob determinadas condições, contra mudanças regulatórias posteriores à assinatura do contrato.

A companhia afirma, entretanto, que situação diferente ocorre quando uma disposição é declarada nula pela Justiça administrativa por contrariar o ordenamento jurídico vigente.

Na avaliação da Neltume, a cláusula 3.5.4 anulada pelo TCA seria nula desde sua origem, o que a diferenciaria de uma mudança normativa posterior ao acordo firmado com a Katoen Natie.

Projeto pretende ampliar capacidade do Porto de Montevidéu

A Neltume Ports também ressaltou sua presença histórica no mercado uruguaio. A empresa atua no Porto de Montevidéu por meio da Montecon desde 2000.

Com base nessa experiência, a companhia afirma que o país tem uma oportunidade de ampliar sua capacidade portuária, recuperar volumes de carga e fortalecer sua posição como centro logístico regional.

Para a empresa, o projeto MCT representa uma proposta de ampliar infraestrutura portuária, capacidade operacional, concorrência e investimentos, com impactos esperados sobre o Porto de Montevidéu e o comércio exterior do Uruguai.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto Coronel aposta em captar até 50% das importações de alimentos que chegam por Valparaíso e San Antonio

O Porto Coronel, no Chile, avalia que a Região do Biobío tem potencial para assumir uma parcela significativa das importações de alimentos que atualmente entram no país pelos portos de Valparaíso e San Antonio. Segundo a projeção do terminal, até 50% desse fluxo poderia ser direcionado para a região.

A estratégia contempla principalmente produtos como bananas, carnes e alimentos refrigerados, que poderiam desembarcar diretamente nos terminais da região do Grande Concepción, reduzindo a necessidade de transporte rodoviário desde a zona central chilena.

Biobío busca ampliar participação na logística de importação

Para Javier Lobo, gerente comercial do Porto Coronel, o principal desafio é integrar os diferentes terminais da região para que o Biobío passe a competir como um sistema logístico unificado.

“Temos portos eficientes e capacidade para buscar cargas que hoje percorrem centenas de quilômetros da região central para o sul”, afirmou o executivo. Segundo ele, uma atuação coordenada poderia atrair novos volumes, estimular a atividade econômica, gerar empregos e contribuir para uma logística mais descentralizada no Chile.

Entre os mercados identificados está o de bananas, com aproximadamente 12 mil contêineres refrigerados entrando todos os anos pela Região de Valparaíso. O segmento de carnes refrigeradas representa um volume equivalente a cerca de metade desse mercado.

Considerando também outras cargas alimentícias, o Porto Coronel estima um potencial adicional de 5 mil a 6 mil contêineres reefer por ano. Atualmente, o terminal movimenta aproximadamente 23 mil contêineres refrigerados de exportação. O novo fluxo, portanto, representaria cerca de um quarto desse movimento atual.

Nova estrutura da SAG e Aduana amplia capacidade

Um dos elementos que pode viabilizar a expansão é o novo setor SAG/Aduana, construído pelo Porto Coronel com investimento próximo de US$ 1 milhão.

A estrutura está na etapa final antes de sua inauguração e permitirá ampliar o tipo de mercadoria atendida, realizar fiscalizações dentro do próprio terminal e fazer o transbordo direto de caminhões para contêineres.

A expectativa é reduzir deslocamentos, prazos e custos nas operações de comércio exterior. A infraestrutura também poderá abrir caminho, mediante avaliações futuras, para habilitações relacionadas ao USDA e ao Senasa.

Novos fluxos podem estimular serviços logísticos

Os efeitos de uma eventual transferência dessas importações para o Biobío podem ultrapassar os limites do porto. Com maior movimentação de cargas, a região poderia desenvolver novos armazéns, serviços de armazenagem refrigerada, transporte especializado e centros de distribuição próximos aos mercados consumidores.

Atualmente, o Porto Coronel gera mais de 2 mil empregos diretos e indiretos, dos quais 75% estão relacionados a moradores de Coronel e Lota. Para Lobo, a chegada de novos fluxos de carga também poderia fortalecer a cadeia produtiva ligada aos serviços logísticos.

Exportações também estão no plano de expansão

A estratégia do terminal não se limita às importações. O mercado de exportação também é considerado fundamental para ampliar e diversificar a matriz de cargas do Porto Coronel.

As regiões de Ñuble e Maule movimentam mais de 123 mil contêineres por ano, principalmente com vinhos, maçãs, cerejas, kiwis e outras frutas. Desse total, aproximadamente 70% seguem pelos portos de Valparaíso, enquanto cerca de 7% utilizam instalações portuárias do Biobío.

Para o Porto Coronel, ampliar sua participação nesse mercado pode contribuir para a sustentabilidade de longo prazo do terminal e manter na própria região uma parcela maior dos investimentos, da atividade logística e da geração de empregos.

Porto Coronel se destaca em ranking internacional

A eficiência operacional também aparece como um dos pontos fortes do terminal. O Porto Coronel ficou na 26ª posição do Container Port Performance Index (CPPI) 2025, ranking desenvolvido pelo Banco Mundial e pela S&P Global Market Intelligence.

A avaliação considera mais de 400 terminais de contêineres em todo o mundo e posicionou o Porto Coronel como o terminal chileno mais bem colocado na classificação, além de colocá-lo entre os portos de melhor desempenho da América Latina.

O resultado reforça a trajetória do terminal em eficiência operacional, continuidade dos serviços e capacidade de adaptação diante das exigências crescentes do setor portuário.

Infraestrutura é desafio para ampliar competitividade

O gerente-geral do Porto Coronel, Patricio Román Lois, considerou o reconhecimento uma sinalização importante para a competitividade logística do Biobío e do Chile.

Segundo o executivo, a região já dispõe de infraestrutura, capacidade operacional e mão de obra para ampliar sua participação no comércio exterior. O próximo passo seria avançar em infraestrutura logística, conectividade e integração entre os diferentes modais de transporte.

Román também destacou projetos de infraestrutura considerados estratégicos para a região, entre eles a concessão da Ruta Pie de Monte, que ligará San Pedro de la Paz a Coronel, a entrada definitiva em operação do Puente Industrial sobre o rio Biobío e os investimentos previstos para ampliar a capacidade ferroviária da região.

Para o executivo, esses projetos podem criar condições mais favoráveis para absorver o crescimento das exportações do centro-sul chileno e contribuir para uma rede logística mais equilibrada e competitiva em todo o país.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto de Paracas fortalece parceria com armadores antes da campanha agroexportadora

O Porto de Paracas, no Peru, reforçou a articulação com as companhias marítimas CMA CGM e Ocean Network Express (ONE) em preparação para o início de uma nova campanha agroexportadora peruana.

Encontro prepara operações para a temporada de exportações

Representantes das duas companhias de navegação estiveram no terminal portuário para uma reunião voltada ao alinhamento entre os diferentes agentes envolvidos na operação.

A iniciativa teve como objetivo ampliar a coordenação entre os participantes da cadeia logística e antecipar possíveis desafios relacionados ao período de maior movimentação de cargas agroexportadoras no Peru.

O encontro ocorre às vésperas do início da nova temporada de exportações agrícolas, considerada um período importante para a logística portuária e o transporte marítimo de produtos peruanos destinados ao mercado internacional.

Porto de Paracas busca operações mais eficientes

De acordo com o Porto de Paracas, a reunião permitiu compartilhar perspectivas e aprimorar a coordenação com as empresas de transporte marítimo.

“Este encontro, antes do início das próximas campanhas agroexportadoras, permitiu compartilhar perspectivas, fortalecer a coordenação e continuar trabalhando de forma conjunta para enfrentar os desafios da temporada”, informou o terminal.

A expectativa é que a maior integração entre porto e armadores contribua para operações mais eficientes, confiáveis e ágeis durante a campanha.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Cabotagem Sul–Manaus: Como Funciona a Logística Multimodal entre o Sul e a Amazônia

A integração de diferentes meios de transporte é o segredo para cruzar o Brasil de ponta a ponta. Destacado pelo Plano Nacional de Logística (PNL 2050), o eixo de cabotagem Sul–Manaus ilustra com precisão como uma mercadoria pode percorrer milhares de quilômetros combinando rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e navios em uma operação logística altamente articulada.

O Papel Estratégico da Cabotagem no Brasil

A cabotagem consiste na navegação realizada entre portos ou terminais do território nacional utilizando vias marítimas ou águas interiores. No corredor que liga a Região Sul à capital amazonense, os navios contornam a costa brasileira e adentram o complexo sistema hidroviário da região norte, enquanto caminhões e trens realizam a integração terrestre nas etapas iniciais e finais do trajeto.

Cada operação é personalizada conforme o tipo de mercadoria, os portos de atendimento e a rota contratada, otimizando o escoamento de insumos e produtos industrializados, como eletrônicos e veículos produzidos no polo industrial amazonense.

Da Origem Terrestre ao Embarque nos Portos

O ciclo logístico começa antes mesmo de a carga tocar a água. Em fábricas e armazéns, os produtos costumam ser acondicionados em contêineres para padronizar e facilitar a movimentação.

  • Transporte Rodoviário e Ferroviário: Caminhões ou trens realizam o transporte inicial da carga até as instalações portuárias, dependendo da infraestrutura disponível na região produtora.
  • Complexos Portuários: Os portos concentram pátios, armazéns e áreas de atracação fundamentais para organizar, consolidar e embarcar os contêineres com segurança.

Navegação Costeira e as Águas Interiores da Amazônia

Uma vez a bordo, a embarcação inicia o trecho marítimo contornando a costa do país, podendo realizar paradas estratégicas em diferentes portos intermediários.

Para alcançar Manaus, o navio ingressa nas vias fluviais interiores, navegando pelo Rio Amazonas, pelo Rio Negro e por outros cursos d’água essenciais. Fatores como a profundidade dos canais e as variações sazonais do nível da água exigem rigor técnico e influenciam diretamente a regularidade das viagens na região.

Planejamento de Longo Prazo e Futuro Logístico

O PNL 2050 aponta dezenas de intervenções estruturantes voltadas para o aprimoramento hidroviário, portuário, ferroviário e rodoviário ao longo desse corredor. Essa integração demonstra que o sucesso da logística portuária brasileira depende diretamente da união entre eficiência na navegação, acessos terrestres ágeis e terminais preparados para atender tanto o suprimento quanto o escoamento de riquezas pelo país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Alívio no Canal do Panamá: Aumento de Trânsito e Calado após Chuvas na Região

Após meses de rigorosas restrições operacionais devido à escassez hídrica, o Canal do Panamá começa a flexibilizar suas regras de navegação. Com a melhora nos níveis do Lago Gatún impulsionada por precipitações recentes, a administração da via aquática anunciou a ampliação do calado autorizado e da capacidade diária de tráfego de embarcações.

Ampliação de Vagas e Calado para Navios

A partir de 15 de outubro, o limite de passagens para navios do tipo neopanamax será elevado para 10 transações diárias, elevando a capacidade combinada entre embarcações neopanamax e panamax para 33 slots diários. Paralelamente, o calado máximo permitido para os navios neopanamax passou a ser de 14,94 metros (equivalente a 49 pés).

Essa reviravolta representa um alívio em relação às medidas defensivas adotadas ao longo do verão hemisférico, quando o fortalecimento do fenômeno El Niño e os baixos índices de chuva ameaçavam reviver os impactos severos da seca enfrentada entre 2023 e 2024.

Alta Demanda e Desafios no Comércio Global

A pressão sobre o comércio marítimo na região intensificou-se consideravelmente nos últimos meses, impulsionada por uma forte procura por passagens. Conflitos e instabilidades no Oriente Médio levaram compradores asiáticos a buscar fontes alternativas de energia na Costa do Golfo dos Estados Unidos, elevando o tráfego no Canal do Panamá próximo à sua capacidade máxima e acirrando a disputa por vagas garantidas.

Previsão Meteorológica Favorável para o Lago Gatún

As perspectivas climáticas para os próximos dez dias permanecem encorajadoras para a reposição hídrica. A previsão meteorológica indica chuvas frequentes e tempestades diárias na área do Lago Gatún, com volumes expressivos esperados para os próximos dias, garantindo suporte sustentável para a navegação internacional e a logística portuária global.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Panama Canal Authority

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Logística

Mulher assume comando da Guarda Portuária pela primeira vez no Brasil

A Guarda Portuária de uma empresa responsável pela operação dos portos de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, passou a ser comandada, pela primeira vez no Brasil, por uma mulher. Aos 45 anos, Josi Fabres assumiu a coordenação da equipe de segurança portuária da Vports após ser escolhida em um processo interno.

Fabres será responsável por um efetivo de 35 profissionais, que atuam diretamente na proteção das instalações e no controle das operações portuárias. De acordo com a empresa, a nomeação representa um marco para a presença feminina em posições de liderança na segurança portuária brasileira.

Guarda Portuária atua 24 horas por dia

Entre as principais atribuições da equipe estão o controle de acesso às áreas portuárias, o credenciamento de pessoas, o monitoramento das instalações e a proteção de trabalhadores, veículos e cargas.

A estrutura também atua em situações de emergência e conta com um Centro de Controle e Monitoramento equipado com 473 câmeras. O sistema funciona ininterruptamente, 24 horas por dia.

A equipe também é responsável por aplicar os procedimentos de segurança previstos no ISPS Code, sigla em inglês para o Código Internacional de Segurança de Navios e Instalações Portuárias.

Josi Fabres começou na área aos 27 anos

Natural de Colatina, no Espírito Santo, Josi Fabres iniciou sua trajetória profissional na área aos 27 anos, depois de ser aprovada em concurso público.

O primeiro passo para assumir funções de liderança ocorreu em 2019, quando foi convidada a substituir um colega como inspetora de turno. A função envolvia a coordenação da equipe durante os plantões operacionais e marcou o início de sua ascensão profissional.

A experiência adquirida ao longo dos anos contribuiu para a promoção à coordenação da Guarda Portuária.

Nova coordenadora destaca responsabilidade do cargo

Ao falar sobre a nomeação, Fabres destacou a importância de assumir uma função estratégica dentro da estrutura portuária.

“É uma alegria enorme, mas também uma grande responsabilidade”, afirmou a nova coordenadora.

A escolha foi destacada pela área de Tecnologia e Segurança Portuária da Vports. Para David Neto, gerente do setor, a nomeação reconhece a trajetória e a preparação profissional de Fabres.

Segundo ele, a chegada de uma mulher ao comando da segurança portuária representa uma novidade na estrutura da empresa e coloca a profissional à frente de uma área considerada estratégica para as operações dos portos de Vitória e Vila Velha.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Super Terminais investe R$ 650 milhões e amplia atuação no Arco Norte

O Super Terminais destinou aproximadamente R$ 650 milhões à expansão e modernização de suas operações no Amazonas. O plano inclui melhorias no terminal de Manaus, investimentos em infraestrutura para enfrentar períodos de seca dos rios amazônicos e a expansão dos negócios para o segmento de grãos e fertilizantes por meio do corredor logístico do Arco Norte.

Do montante total, cerca de R$ 400 milhões foram direcionados ao terminal de Manaus, com recursos aplicados em infraestrutura, tecnologia e modernização. Outros R$ 250 milhões foram destinados ao Super Porto Verde, em Itacoatiara, empreendimento voltado à movimentação de commodities agrícolas.

Terminal de Manaus recebe R$ 400 milhões em modernização

Entre os principais investimentos realizados em Manaus está a compra de três guindastes elétricos fabricados na Alemanha, que representou um aporte de R$ 120 milhões.

A estrutura do terminal também passou por ampliação. O píer, que anteriormente contava com quatro berços de atracação, foi expandido para seis berços, aumentando a capacidade operacional da unidade.

Outro projeto em andamento envolve a implantação de uma usina de gás natural, com investimento de R$ 30 milhões. A estrutura será utilizada exclusivamente nas operações portuárias e está sendo desenvolvida em parceria com o Governo do Amazonas e a Cigás.

Segundo o Super Terminais, a substituição do diesel pelo gás natural poderá reduzir as emissões em aproximadamente 17 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Estrutura busca reduzir impactos da seca na navegação

Os investimentos em infraestrutura também estão relacionados aos desafios enfrentados durante os períodos de vazante dos rios da Amazônia, quando a redução do nível das águas pode limitar a navegação de grandes embarcações.

Além de ampliar a capacidade da operação regular, a empresa mantém uma alternativa para garantir a continuidade do fluxo de cargas do Polo Industrial de Manaus (PIM) em períodos nos quais as condições de navegabilidade dificultem a chegada de grandes navios à capital amazonense.

Super Porto Verde amplia presença no mercado de grãos

Em Itacoatiara, a estratégia de diversificação está concentrada no Super Porto Verde, empreendimento criado para atender à movimentação de commodities agrícolas, principalmente grãos e fertilizantes.

“A criação do Super Porto Verde integra a nossa estratégia para atender ao segmento de commodities agrícolas, respondendo à demanda crescente do corredor logístico do Arco Norte. A estrutura foi concebida para oferecer uma alternativa mais eficiente ao escoamento da produção agrícola brasileira”, afirma Di Gregorio.

O projeto ocupará uma área de 300 mil metros quadrados e tem previsão de gerar 130 empregos diretos e 250 indiretos.

A estrutura terá um píer flutuante de 240 metros e três guindastes elétricos. Juntos, os equipamentos poderão movimentar até 2,1 mil toneladas por hora.

O terminal foi planejado para permitir a operação simultânea de seis barcaças e um navio Panamax de até 50 mil toneladas. A previsão é que o transbordo seja realizado em até 36 horas.

Itacoatiara ganha importância no corredor do Arco Norte

A localização do Super Porto Verde é considerada estratégica para a operação logística. Itacoatiara está próxima à confluência dos rios Amazonas e Madeira, em uma rota utilizada no transporte da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos da região Norte.

Com o novo empreendimento, o Super Terminais busca ampliar sua atuação no corredor logístico do Arco Norte e participar do crescimento do fluxo de produtos agrícolas destinados à exportação.

Super Terminais prevê mais de 300 mil TEUs em 2026

O terminal do Super Terminais em Manaus atualmente emprega entre 600 e 700 trabalhadores diretos.

No primeiro semestre de 2026, foram movimentados 138.035 TEUs, medida equivalente à capacidade de um contêiner de 20 pés.

Para o ano inteiro, a empresa projeta ultrapassar a marca de 300 mil TEUs movimentados em 2026.

A expectativa é manter Manaus como principal base operacional do grupo, enquanto os novos investimentos ampliam a presença da empresa no Arco Norte, especialmente nos segmentos de logística portuária, grãos, fertilizantes e commodities agrícolas.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Logística

Áreas de armazenamento nos portos: como funcionam e qual é sua importância

Entre a chegada ao porto e o destino final, uma carga pode passar por diferentes etapas. Nesse processo, as áreas de armazenamento nos portos desempenham um papel fundamental ao receber mercadorias que aguardam o próximo deslocamento e organizar o fluxo entre navios, caminhões e trens.

Esses espaços funcionam como pontos de conexão dentro da logística portuária, permitindo que os produtos permaneçam temporariamente no complexo portuário até o momento adequado para continuar a viagem.

Como funciona a armazenagem de cargas nos portos

A armazenagem portuária tem como uma de suas principais funções organizar o fluxo de mercadorias de acordo com o planejamento da operação e as características de cada produto.

Uma carga pode chegar ao porto por rodovia ou ferrovia, ser direcionada para uma área de armazenamento e, posteriormente, embarcar em um navio. No sentido inverso, produtos desembarcados também podem permanecer armazenados antes de seguir por caminhão ou trem até o destino final.

Dessa forma, os espaços de armazenamento contribuem para integrar diferentes modais de transporte e permitem que as operações ocorram de maneira coordenada.

Estrutura varia conforme o tipo de carga

As instalações utilizadas na armazenagem dependem das características dos produtos e das condições necessárias para sua conservação durante o período de permanência no porto.

No caso dos contêineres, por exemplo, as unidades são organizadas em áreas específicas e podem ser empilhadas conforme o planejamento operacional e a capacidade da estrutura.

Para os granéis sólidos, como soja, milho e farelo de soja, são necessárias instalações capazes de receber e movimentar grandes volumes. Entre elas estão os silos, utilizados para armazenar os produtos antes do embarque.

No Porto de Paranaguá, o complexo de exportação possui silos verticais e horizontais conectados aos terminais. Juntas, essas estruturas têm capacidade aproximada de 1 milhão de toneladas.

Os produtos chegam ao porto, frequentemente por caminhões, e são encaminhados aos terminais onde permanecem até o momento do embarque nos navios.

Tanques são utilizados para granéis líquidos

As características da carga também determinam a estrutura necessária para sua armazenagem. No caso dos granéis líquidos, por exemplo, são utilizados tanques específicos.

No Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, cinco terminais destinados ao armazenamento de combustíveis somam capacidade para 700 mil metros cúbicos de granéis líquidos.

Esse segmento representa uma parcela relevante das operações do complexo. No primeiro semestre de 2026, foram movimentadas 9,14 milhões de toneladas de granéis líquidos em Suape, com destaque para petróleo e derivados.

Cargas que exigem controle de temperatura

Algumas mercadorias precisam de condições específicas durante o período em que permanecem armazenadas. É o caso das cargas frigorificadas, como carnes, pescados, frutas e hortaliças.

Esses produtos necessitam de controle adequado de temperatura para preservar suas características e manter a qualidade durante a permanência no porto.

Por isso, os procedimentos de armazenamento de cargas são definidos de acordo com o tipo de mercadoria e suas necessidades de conservação e movimentação.

Armazenagem ajuda a organizar o fluxo entre modais

A dinâmica de um porto envolve a chegada e a saída de diferentes veículos em horários distintos. Enquanto os navios recebem ou desembarcam grandes volumes, caminhões e trens também chegam ao complexo para entregar ou retirar mercadorias.

As áreas de armazenamento permitem administrar essa diferença de horários. Assim, a operação não depende da chegada simultânea de todos os meios de transporte envolvidos no processo.

Depois de recebida, a carga pode ser conferida e movimentada com equipamentos específicos antes de ser encaminhada ao local de armazenamento. Conforme o planejamento, o produto posteriormente é levado ao próximo modal de transporte.

Um elo entre diferentes etapas da logística

Mais do que espaços destinados a guardar mercadorias, as áreas de armazenamento fazem parte da estrutura que conecta diferentes etapas do transporte de cargas.

Enquanto alguns produtos aguardam o próximo embarque, outros chegam ao porto, passam por conferência e movimentação ou seguem diretamente para outra etapa da operação.

Esse fluxo coordenado permite integrar navios, caminhões e trens, contribuindo para que as mercadorias avancem pelo sistema logístico até os mais diferentes destinos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Internet

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