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Porto de Itajaí ganha novas rotas internacionais da JBS Terminais e investimento milionário

O cenário do comércio exterior em Santa Catarina recebe um importante impulso com a expansão das operações da JBS Terminais no Porto de Itajaí. A partir de junho, o complexo portuário passa a contar com duas novas linhas regulares de longo curso, consolidando o terminal catarinense como um hub logístico estratégico para o escoamento de mercadorias brasileiras, com foco especial no setor de congelados e resfriados.

Conexões estratégicas com as Américas, Europa e África

As novas opções de transporte marítimo internacional ampliam o alcance das exportações a partir do Sul do país. O atendimento será dividido em duas rotas principais:

  • UCLA/Gulf to Saec String 1: Interligará o terminal de Itajaí à costa leste dos Estados Unidos, contando ainda com paradas estratégicas na região do Caribe e na porção norte do continente sul-americano.
  • Bossa Nova/Sirius 1: Focada no mercado europeu e africano, a linha estabelecerá conexões diretas por meio de grandes complexos portuários globais, como Algeciras, na Espanha, e Tânger, no Marrocos.

Com essas adições, a JBS Terminais eleva para 12 o número de serviços regulares ativos em Itajaí. Essa malha marítima conecta Santa Catarina aos principais mercados da Ásia, Américas, Europa, África e Oriente Médio, estruturada sob medida para atender a forte demanda de exportação de proteína animal e demais produtos que exigem controle de temperatura.

Investimento em frota própria otimiza a logística portuária

Além de abrir novas fronteiras comerciais, a companhia anunciou um aporte de cerca de R$ 9 milhões para a compra de 25 caminhões voltados exclusivamente ao ambiente portuário. Os novos veículos farão a movimentação interna de contêineres entre as zonas de pátio e o cais de atracação.

Com a chegada da frota própria — prevista para ser entregue ainda em maio e integrada à operação ao longo de junho —, a empresa assume a gestão total do fluxo terrestre interno. O objetivo central do investimento é otimizar a eficiência operacional, diminuir o tempo de permanência dos navios e garantir maior previsibilidade logística para os clientes.

Infraestrutura robusta para cargas refrigeradas

A expansão operacional é suportada por uma estrutura robusta projetada para a movimentação de contêineres em larga escala. O terminal conta atualmente com:

  • Área operacional: 180 mil metros quadrados.
  • Capacidade de atracação: 1.030 metros de cais divididos em quatro berços, com profundidade de até 14 metros.
  • Estrutura para refris: 1.705 tomadas dedicadas a contêineres refrigerados (reefers).
  • Acesso terrestre: Oito portões (gates) reversíveis para agilizar a entrada e saída de caminhões.

O avanço das atividades da JBS Terminais não apenas eleva os índices de movimentação do Porto de Itajaí, mas também injeta competitividade na balança comercial do Brasil perante mercados altamente exigentes da Europa e da América do Norte.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Porto Itapoá expande rotas marítimas com novos serviços para a Europa e Manaus

O Porto Itapoá consolidou ainda mais sua relevância no cenário do comércio marítimo global e doméstico ao anunciar a integração de duas novas linhas de navegação. A expansão estratégica promete impulsionar a competitividade do terminal catarinense, otimizando o fluxo de mercadorias tanto nas exportações e importações quanto no transporte cabotagem.

Conexão direta com o Norte da Europa via serviço Neosamba

No âmbito internacional, o grande destaque é a entrada do terminal na rotação do serviço Neosamba, uma linha operada pela Maersk. Essa adição cria um canal de tráfego direto entre o estado de Santa Catarina e os maiores hubs logísticos do Norte da Europa, beneficiando diretamente os players de comércio exterior da região.

O itinerário do serviço abrange pontos altamente estratégicos, passando por portos como Southampton (Reino Unido), Rotterdam (Holanda), Hamburgo e Bremerhaven (Alemanha), Antuérpia (Bélgica) e Tânger (Marrocos). Na América do Sul, a rota conecta os complexos de Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Montevidéu e, agora, Itapoá.

Essa nova opção de transporte marítimo internacional vem para respaldar uma relação comercial já consolidada. Dados recentes apontam o peso da União Europeia nas operações do porto:

  • Importações: O bloco europeu foi a origem de 19% das cargas desembarcadas no terminal, somando cerca de 285 mil TEUs. Os principais produtos importados são maquinários industriais, químicos, além de alimentos e bebidas.
  • Exportações: Cerca de 12% dos embarques (180 mil TEUs) tiveram o Velho Continente como destino, com destaque para produtos florestais, siderúrgicos, eletrodomésticos, eletrônicos e maquinários.

O CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, salienta que a indústria de Santa Catarina possui forte vínculo com o mercado europeu. De acordo com o executivo, a localização do terminal e a robustez dos novos serviços oferecem a eficiência logística exata que esses polos produtivos exigem.

Reforço na cabotagem nacional com nova rota para Manaus

No mercado interno, a novidade fica por conta do início do serviço ALCT1, capitaneado pela Aliança Navegação e Logística. Programada para começar a operar em junho, esta rota de cabotagem brasileira ligará o Porto Itapoá diretamente a Manaus (AM), apresentando um tempo de viagem estimado em 13 dias.

Com duas escalas programadas por semana, a linha atenderá demandas de bens de consumo, produtos refrigerados, eletrônicos e cargas industriais entre o Norte e o Sul do Brasil. O serviço atuará em sinergia com a linha BRACO (da Mercosul Line e CMA CGM), que já opera no local.

O investimento no modal doméstico acompanha um momento de forte expansão. O terminal movimentou cerca de 298 mil TEUs em cabotagem no último período anual, o que representou um salto de 32% em comparação ao ciclo anterior. Esse índice garantiu ao Porto Itapoá o posto de líder em movimentação de cabotagem na Região Sul.

Segundo Arten, o avanço desse modal sinaliza uma busca do mercado por soluções de logística portuária que equilibrem alta capacidade de carga, previsibilidade nas operações e custos competitivos para o transporte em território nacional.

Com essa dupla ampliação, o Porto Itapoá se posiciona de forma definitiva como um hub logístico de vanguarda, gerando valor para as cadeias produtivas brasileiras e elevando o potencial do comércio exterior do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Porto Itapoá amplia operações com novos serviços marítimos para Europa e Manaus

O Porto Itapoá anunciou a ampliação de seu portfólio logístico com a inclusão de dois novos serviços marítimos, fortalecendo sua atuação tanto no mercado internacional quanto na cabotagem brasileira. As novas operações contemplam uma ligação direta com o Norte da Europa e uma rota expressa entre Santa Catarina e Manaus.

Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, a expansão representa um avanço estratégico para aumentar a competitividade do porto e ampliar o acesso a importantes mercados globais.

Rota para o Norte da Europa amplia presença internacional

O principal destaque é a entrada do Porto Itapoá na rotação do serviço NEOSAMBA, operado pela Maersk, criando uma conexão direta entre o Sul do Brasil e os principais centros logísticos do Norte da Europa.

A nova linha marítima inclui escalas em portos estratégicos como Southampton, no Reino Unido; Rotterdam, na Holanda; Hamburgo e Bremerhaven, na Alemanha; além de Antuérpia, na Bélgica. O itinerário também contempla paradas em países da América do Sul e em Tânger, no Marrocos.

Com a novidade, o terminal amplia sua participação nas rotas europeias. Atualmente, o porto já integra os serviços Bossa Nova/Sirius 1, operado por Maersk e CMA CGM, e WMED/MSE, conduzido por MSC e Hapag-Lloyd, ambos com conexão entre o Brasil e a Europa via Mediterrâneo.

União Europeia tem papel relevante na movimentação de cargas

A União Europeia segue como um dos principais parceiros comerciais do Porto Itapoá. Em 2025, aproximadamente 19% das importações movimentadas pelo terminal tiveram origem no bloco europeu, somando cerca de 285 mil TEUs.

Entre os produtos importados com maior participação estão alimentos e bebidas, produtos químicos e máquinas industriais. Nas exportações, a Europa respondeu por cerca de 12% da movimentação total, equivalente a aproximadamente 180 mil TEUs, com destaque para produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço.

Novo serviço de cabotagem ligará Itapoá a Manaus

No mercado doméstico, o terminal passará a operar o serviço ALCT1, administrado pela Aliança Navegação e Logística, com início previsto para junho.

A nova rota expressa conectará Itapoá a Manaus em aproximadamente 13 dias de trânsito marítimo e contará com duas escalas semanais no porto catarinense. A operação será voltada ao transporte de cargas industriais, eletrônicos, bens de consumo e produtos refrigerados entre as regiões Sul e Norte do país.

Cabotagem cresce e fortalece posição do terminal

O Porto Itapoá já participa do serviço BRACO, operado pela Mercosul Line em parceria com a CMA CGM, que também realiza a ligação entre Manaus e diversos portos brasileiros.

Em 2025, o terminal registrou movimentação de aproximadamente 298 mil TEUs em cabotagem, resultado que representou crescimento de 32% na comparação com o ano anterior. O desempenho consolidou o porto como líder desse segmento entre os terminais da região Sul do Brasil.

Transporte marítimo ganha espaço na logística nacional

De acordo com a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o transporte marítimo de cargas pode gerar economia de até 30% nos custos de frete em rotas estratégicas, graças aos ganhos de escala proporcionados pelas embarcações.

Uma única viagem pode transportar volume equivalente ao de 200 a 300 caminhões, reduzindo despesas operacionais relacionadas a combustível, manutenção e tripulação.

Com mais de 8 mil quilômetros de litoral e grande concentração industrial próxima à costa, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar significativamente a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o país tem potencial para multiplicar o transporte de contêineres por cabotagem nos próximos anos, impulsionado por investimentos em infraestrutura portuária, logística integrada e eficiência operacional.

FONTE: Porto Itapoá
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Porto do Recife receberá investimento de US$ 19,7 milhões para ampliar capacidade de operação

O Porto do Recife passará por uma importante etapa de modernização com investimentos estimados em US$ 19,7 milhões destinados a obras de dragagem portuária. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade operacional do terminal, possibilitando a recepção de embarcações de maior porte e tornando as operações marítimas mais seguras e eficientes.

O projeto contempla o aprofundamento dos canais de acesso e áreas de manobra, adequando a infraestrutura às demandas atuais do setor portuário e fortalecendo a competitividade do terminal pernambucano.

Obras incluem ampliação do canal e melhorias na bacia de evolução

Entre as principais intervenções previstas está o aprofundamento dos acessos marítimos para uma profundidade mínima de 39 pés. Também serão realizadas melhorias no canal de acesso e na bacia de evolução, área utilizada para manobras de entrada e saída dos navios.

Com as adequações, o porto passará a contar com condições operacionais para atender embarcações de grande porte, ampliando sua capacidade logística e reduzindo restrições de navegação.

Destaques do projeto

  • Capacidade para receber navios com até 689 pés de comprimento;
  • Canal de acesso com calado operacional aproximado de 35 pés;
  • Bacia de evolução com cerca de 1.640 pés de diâmetro;
  • Maior segurança nas manobras portuárias;
  • Ganhos de eficiência nas operações de carga e descarga.

Monitoramento ambiental acompanhará toda a execução

Além das melhorias estruturais, o projeto prevê um programa permanente de monitoramento ambiental durante as atividades de dragagem. A medida busca reduzir possíveis impactos sobre os ecossistemas marinhos da região.

As ações incluem o acompanhamento da dispersão de sedimentos, avaliação das condições da fauna local e fiscalização das áreas destinadas ao descarte dos materiais retirados do fundo do canal.

Modernização deve impulsionar cargas, cabotagem e setor de cruzeiros

Com a expansão da infraestrutura, a expectativa é aumentar a movimentação de cargas, reduzir custos logísticos e fortalecer as atividades de comércio exterior e cabotagem. O projeto também deve gerar benefícios para o segmento de turismo marítimo, criando melhores condições para a atracação de grandes navios de passageiros.

As obras têm início previsto para março de 2026 e a conclusão está programada para maio de 2027, marcando uma nova fase para o desenvolvimento do porto e da economia regional.

FONTE: Catraca Livre
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Catraca Livre

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Porto de Itajaí recebe maior draga da história para reforçar serviços de dragagem

O Porto de Itajaí iniciou nesta quinta-feira (28) uma nova etapa dos trabalhos de dragagem no canal do Rio Itajaí-Açu com a entrada em operação da embarcação Utrecht, considerada a maior draga já utilizada na história do complexo portuário.

O equipamento passa a atuar na sucção de sedimentos acumulados no canal, ampliando os serviços de manutenção das profundidades operacionais e garantindo melhores condições para a navegação de grandes embarcações.

Nova etapa reforça manutenção do canal portuário

A chegada da Utrecht complementa os trabalhos já realizados nas bacias de evolução, nos berços de atracação e no canal de acesso ao porto. A operação ocorre após a recuperação da profundidade considerada adequada para assegurar segurança nas manobras marítimas.

De acordo com informações técnicas atualizadas pela empresa Hidrotopo, os levantamentos de batimetria confirmaram condições operacionais favoráveis para a continuidade das atividades de dragagem.

Com isso, o Porto de Itajaí amplia a capacidade de monitoramento e manutenção da infraestrutura portuária ao longo de toda a área operacional.

Dragagem é estratégica para operações no Porto de Itajaí

A manutenção das profundidades do canal é considerada essencial para o funcionamento do Complexo Portuário de Itajaí, especialmente para receber navios de grande porte e manter o fluxo das operações logísticas.

Mesmo durante o período de acompanhamento técnico, as atividades portuárias seguiram sem interrupções. O maior navio cargueiro recebido recentemente no porto operou com calado de 12,80 metros, dentro dos limites monitorados pelas equipes técnicas, pela Praticagem e pela Autoridade Marítima.

Trabalho inclui dispersão de lama fluida

As equipes responsáveis pela dragagem também atuam na dispersão da chamada lama fluida, fenômeno comum em regiões estuarinas e áreas portuárias com intensa dinâmica sedimentar, como ocorre no Rio Itajaí-Açu.

A medida busca preservar as condições de navegabilidade e evitar impactos nas operações marítimas.

Porto amplia segurança e competitividade logística

Com a entrada da Utrecht em operação, o Porto de Itajaí fortalece a recuperação das profundidades operacionais e amplia a segurança das manobras de embarcações.

Além de melhorar a eficiência logística, a obra contribui para aumentar a competitividade do complexo portuário e preparar a estrutura para o crescimento da movimentação de cargas nos próximos meses.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/Porto de Itajaí

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Dragagem no Porto de Itajaí: draga gigante chega para recuperar calado operacional

A operação de dragagem no Porto de Itajaí ganha reforço nesta quinta-feira (27) com a chegada da draga Utrecht, uma das maiores embarcações do tipo em atividade no Brasil. O equipamento será utilizado para recuperar o calado operacional do complexo portuário de Itajaí e Navegantes, comprometido após semanas de acúmulo de sedimentos no canal de acesso.

Draga Utrecht reforça operação no canal portuário

De acordo com a programação da superintendência portuária, a embarcação deve atracar em Itajaí durante a manhã. A Utrecht veio do porto de Rio Grande (RS) e atua no modelo “hopper”, sistema que realiza a sucção de sedimentos acumulados no fundo do rio.

A chegada da draga ocorre após a retomada dos trabalhos de manutenção do canal, iniciados em 4 de abril. Na primeira etapa, a operação utilizou a draga de injeção Njord, responsável pela dispersão da chamada lama fluída, permitindo que o material fosse levado pela correnteza.

Retirada de sedimentos sólidos deve ampliar profundidade do canal

Segundo o Porto de Itajaí, a nova fase da operação será focada na remoção de sedimentos sólidos. Diferentemente da etapa anterior, o material retirado será transportado para descarte em área específica no alto-mar, localizada a cerca de seis quilômetros da costa catarinense.

A expectativa é de que o serviço permita restabelecer integralmente as profundidades previstas em contrato. Atualmente, o canal opera abaixo das cotas ideais.

Porto busca recuperar profundidade prevista em contrato

A última medição homologada pela Marinha do Brasil apontou redução de 40 centímetros no canal interno e de 30 centímetros na bacia de evolução 1. O projeto de dragagem portuária prevê profundidades variando entre 14 metros e 13,5 metros.

A Utrecht já participou de outras operações em Itajaí nos anos de 2019, 2024 e 2025. Com 159 metros de comprimento e capacidade para armazenar até 18 mil metros cúbicos de material dragado, a embarcação costuma permanecer cerca de duas semanas na região, realizando até 12 viagens diárias.

Porto de Itajaí responde notificação da Antaq

A perda de profundidade no canal levou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a emitir um auto de infração contra o Porto de Itajaí. A superintendência portuária argumenta, porém, que a situação foi causada principalmente pela presença de lama fluída, condição que, segundo a administração, não comprometeu a navegabilidade nem a segurança das manobras de navios.

Ainda conforme o porto, medições recentes indicam que o acesso aquaviário já teria retomado os níveis operacionais adequados. Os dados devem ser encaminhados à Marinha para atualização da Menor Profundidade Observada (MPO).

Canal segue operacional, afirma superintendência

Mesmo durante o período de redução do calado, o Porto de Itajaí informou que o canal permaneceu monitorado e operando dentro dos parâmetros de segurança definidos pela Marinha do Brasil.

Com a chegada da Utrecht, a expectativa da autoridade portuária é reforçar a manutenção das profundidades mínimas necessárias para garantir operações seguras e eficientes no complexo portuário.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Porto de Santos registra recorde histórico com 16,5 milhões de toneladas em abril

O Porto de Santos voltou a bater recorde de movimentação de cargas e alcançou 16,5 milhões de toneladas em abril de 2026, consolidando o melhor resultado já registrado para o mês. O volume representa crescimento de 11,5% em comparação com abril do ano passado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 59,3 milhões de toneladas, avanço de 6,6% sobre o mesmo período de 2025 e novo recorde histórico para um primeiro quadrimestre.

Movimentação de contêineres cresce acima de 10%

A operação de contêineres também apresentou desempenho histórico. Em abril, o porto registrou 508,7 mil TEUs movimentados, alta de 10,7% na comparação anual.

No acumulado entre janeiro e abril, foram processados 1,91 milhão de TEUs — unidade padrão utilizada para medição de contêineres — representando crescimento de 5,4% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Granéis líquidos avançam com alta no diesel e gasolina

O segmento de granéis líquidos encerrou o primeiro quadrimestre com 6,6 milhões de toneladas movimentadas, resultado 10,1% superior ao registrado no ano anterior e novo recorde para o período.

Somente em abril, o setor respondeu por 1,7 milhão de toneladas. Entre os principais destaques aparecem os embarques de diesel, óleo combustível e gasolina, que cresceram 27,9%, 23,9% e 15,8%, respectivamente.

Soja e açúcar impulsionam granéis sólidos

A movimentação de granéis sólidos atingiu 29,2 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses de 2026, aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Os produtos com maior crescimento foram a soja em grãos, com avanço de 54,8%, seguida pelo açúcar, que subiu 16%, e pela soja peletizada, com alta de 12%.

Em abril, o segmento apresentou expansão de 16,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Porto de Santos amplia participação no comércio exterior

O Porto de Santos respondeu por 28,5% da corrente comercial brasileira no acumulado do quadrimestre, reforçando sua importância estratégica para o comércio exterior brasileiro.

A China permaneceu como principal parceiro comercial das operações realizadas no porto. Cerca de 31,9% das transações internacionais que passaram pelo complexo tiveram o país asiático como origem ou destino.

O volume financeiro movimentado nas negociações com a China alcançou US$ 18,98 bilhões no período. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 6,27 bilhões em operações comerciais.

São Paulo lidera operações comerciais pelo porto

O estado de São Paulo manteve a maior participação nas transações internacionais realizadas por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026.

Ao todo, foram movimentados US$ 30,3 bilhões, valor equivalente a 50,9% de toda a corrente comercial operada pelo terminal santista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Pará amplia movimentação portuária e responde por 9% da carga do Brasil

O Pará registrou um desempenho histórico na movimentação portuária em 2025 ao alcançar 127,7 milhões de toneladas transportadas. O volume representa cerca de 9% de toda a carga movimentada no país e reforça a importância estratégica da região Norte para o escoamento de commodities brasileiras.

Grande parte desse resultado é impulsionada pelo Porto de Vila do Conde, localizado em Barcarena. Atualmente, o estado concentra aproximadamente 77% de toda a movimentação portuária da Região Norte, consolidando o protagonismo do chamado Arco Norte na logística nacional.

Terminais privados impulsionam crescimento operacional

Segundo a Amport, os terminais portuários privados têm desempenhado papel decisivo no avanço das operações no estado.

A principal vantagem dessas estruturas está na maior autonomia para ampliar instalações e adaptar operações de acordo com a demanda do mercado. Esse modelo contribui para acelerar investimentos, reduzir gargalos logísticos e aumentar a competitividade do corredor amazônico.

Integração entre rios e rodovias garante mais eficiência

O crescimento da movimentação de cargas no Pará também está relacionado à integração entre os modais rodoviário e hidroviário, considerada um diferencial estratégico para a região.

De acordo com o presidente da Amport, Flávio Acatauassú, o uso intensivo do transporte fluvial torna o corredor amazônico mais eficiente, econômico e sustentável em comparação a outras rotas logísticas do país.

A utilização dos rios amazônicos como principal eixo de transporte contribui para reduzir custos operacionais e ampliar a capacidade de escoamento da produção.

Tecnologia moderniza operações nos portos amazônicos

Os investimentos em tecnologia portuária também vêm transformando a operação logística no estado. Sistemas de monitoramento fluvial permitem acompanhar fatores como velocidade das marés e profundidade dos rios, garantindo mais segurança e previsibilidade para a navegação.

Outra solução adotada pelos terminais é o chamado transshipment, modelo de transbordo realizado diretamente nos rios, sem necessidade de atracação em terra. A operação utiliza estruturas flutuantes para transferir cargas entre barcaças e navios, reduzindo custos e aumentando a eficiência logística.

Expansão do setor exige novos investimentos

Com a crescente demanda internacional por commodities e a expansão das operações no Norte do país, o Pará vem se consolidando como um dos principais polos da logística portuária brasileira.

No entanto, representantes do setor destacam que a continuidade desse crescimento depende de investimentos constantes em infraestrutura hidroviária, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas à navegabilidade dos rios amazônicos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Porto de Santos inaugura hub de inovação para impulsionar tecnologia e logística portuária

O Porto de Santos deu mais um passo rumo à modernização da cadeia logística com a inauguração do Hub de Inovação Armazém 7. O espaço foi apresentado oficialmente na sexta-feira (22), com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Instalado próximo ao Centro Histórico de Santos, o antigo armazém portuário possui área de 1.822 metros quadrados e será revitalizado para receber iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, startups, laboratórios, auditórios e projetos de inovação. A proposta também preserva as características arquitetônicas originais do imóvel.

Segundo o ministro, o novo hub representa um avanço importante para o fortalecimento da logística portuária, da qualificação profissional e da transformação digital no maior porto da América Latina.

Espaço terá realidade aumentada e experiências imersivas

O Hub de Inovação Armazém 7 contará com ferramentas interativas e tecnologias voltadas à experiência do visitante. Entre os recursos previstos estão ambientes de realidade aumentada, experiências imersivas sobre o universo portuário e visitas virtuais ao complexo santista.

O local também terá um minicentro de convenções, áreas de coworking e espaços destinados a universidades, organizações não governamentais e observatórios especializados em sustentabilidade, meteorologia e oceanografia.

Outra novidade anunciada é a criação de um ponto de apoio para visitas embarcadas pelo canal do porto, permitindo acesso organizado e seguro aos visitantes interessados em conhecer as operações portuárias.

Projeto busca transformar Santos em referência em tecnologia portuária

De acordo com o diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o objetivo é consolidar um modelo de porto inteligente, capaz de integrar infraestrutura e tecnologia para aumentar a eficiência operacional.

Ele destacou que o espaço será voltado ao compartilhamento de soluções inovadoras aplicadas ao setor e poderá servir de referência para outros portos brasileiros.

Universidade Mackenzie será responsável pela gestão do espaço

A administração do Hub de Inovação ficará sob responsabilidade da Universidade Mackenzie, que firmou contrato de R$ 7,5 milhões com a Autoridade Portuária de Santos. A instituição será encarregada da estruturação do projeto, integração do complexo portuário às iniciativas de inovação e definição do cronograma de atividades.

A expectativa é que o novo ambiente fortaleça o ecossistema de tecnologia portuária, incentive startups e contribua para o desenvolvimento sustentável do setor marítimo brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos brasileiros se preparam para avanço da energia eólica offshore

O Ministério de Portos e Aeroportos promoveu, em parceria com o Conselho de Comércio da Dinamarca, um workshop voltado ao futuro da energia eólica offshore no Brasil. O encontro virtual, realizado na última quarta-feira (20), reuniu representantes do governo federal, autoridades portuárias, universidades, associações do setor e empresas internacionais para discutir os desafios e oportunidades ligados ao desenvolvimento da geração de energia em alto-mar.

A iniciativa foi coordenada pela Secretaria Nacional de Portos (SNP) e teve como foco principal preparar os portos brasileiros para atender às demandas logísticas e operacionais da cadeia de eólicas offshore, considerada estratégica para a transição energética e para o fortalecimento da infraestrutura nacional.

Infraestrutura e logística estão entre os principais desafios

Durante o workshop, especialistas discutiram soluções para ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de energia renovável. Entre os temas debatidos estiveram a adaptação da infraestrutura portuária, o uso de embarcações especializadas, logística integrada e o fortalecimento das cadeias de suprimentos ligadas ao setor.

O coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital da SNP, Thiago Alvarenga, destacou que o encontro permitiu aproximar o Brasil de modelos internacionais já consolidados. Segundo ele, a experiência dinamarquesa demonstra como as operações de energia eólica em alto-mar impactam diretamente áreas como berços de atracação, calado, armazenagem, acessos e serviços portuários.

Alvarenga ressaltou ainda que essas mudanças podem representar novas oportunidades de investimento e geração de valor para os portos nacionais.

Empresas internacionais apresentam experiências de sucesso

Entre os destaques do evento esteve a participação da empresa dinamarquesa Cadeler, referência global no transporte e instalação de parques eólicos marítimos. A companhia apresentou experiências internacionais e reforçou a necessidade de investimentos em infraestrutura, profundidade operacional e segurança regulatória para atrair embarcações especializadas ao Brasil.

Outra participante foi a Blue Water Shipping, responsável pela operação logística do Porto de Esbjerg, considerado um dos principais polos de energia renovável offshore da Europa. A empresa compartilhou modelos de adaptação portuária e destacou casos de transformação de estruturas antes ligadas ao setor de óleo e gás em bases estratégicas para operações de energia limpa.

Governo e setor portuário acompanham avanço do mercado

Além do Ministério de Portos e Aeroportos, o encontro contou com representantes dos ministérios de Minas e Energia, Ciência, Tecnologia e Inovação, Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, além da Marinha do Brasil.

Autoridades dos portos do Açu, no Rio de Janeiro, e Porto Central, no Espírito Santo, também participaram das discussões, assim como entidades do setor portuário, entre elas a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias e a Associação de Terminais Portuários Privados.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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