Portos

Tecon Santos amplia capacidade de armazenagem e chega a 2,9 milhões de TEUs por ano

O Tecon Santos, terminal operado pela Santos Brasil no Porto de Santos (SP), concluiu mais uma etapa do projeto de ampliação e modernização, elevando sua capacidade anual para 2,9 milhões de TEUs. A expansão ocorre em um período estratégico para o comércio exterior brasileiro, próximo à chamada peak season do segundo semestre, quando aumentam as importações para datas como Black Friday e Natal, além do escoamento da produção de commodities agrícolas.

A nova capacidade foi alcançada com a incorporação de uma área de 4 mil metros quadrados ao pátio operacional do terminal. O espaço antes era ocupado pelo antigo prédio administrativo da companhia, demolido em maio para dar lugar à ampliação da área de armazenagem.

Nova área adiciona 137 mil TEUs de capacidade ao terminal

Localizada na região central do Tecon Santos, a área passou por obras de adequação e agora contribui com aproximadamente 137 mil TEUs de capacidade dinâmica, ampliando a estrutura disponível para movimentação de contêineres no Porto de Santos.

O projeto de expansão do terminal começou em 2019 e prevê investimentos totais próximos de R$ 3 bilhões, com a meta de alcançar uma capacidade operacional de 3 milhões de TEUs por ano.

Até o momento, a Santos Brasil já aplicou mais de R$ 2,5 bilhões no programa de modernização.

Investimentos antecipam demanda do comércio exterior

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, os aportes realizados refletem uma estratégia de longo prazo para acompanhar o crescimento das operações internacionais brasileiras.

“Nosso compromisso é preparar a infraestrutura antes que a demanda se materialize, garantindo capacidade ao Porto de Santos, eficiência operacional e serviço premium para os nossos clientes”, afirmou o executivo.

Segundo Thibault, a expansão permite que o Tecon Santos responda atualmente por quase metade da capacidade de movimentação de contêineres do porto.

Nova sede administrativa será construída até 2027

Como parte do processo de modernização, a Santos Brasil também iniciará no quarto trimestre deste ano a construção de uma nova sede administrativa.

O edifício será instalado próximo à portaria terrestre do terminal e terá cinco andares, cerca de 1,2 mil metros quadrados de área construída e capacidade para acomodar até 450 colaboradores.

A previsão é que a nova estrutura seja concluída até o final de 2027, substituindo as instalações administrativas anteriores por um espaço mais moderno e sustentável.

Terminal amplia uso de equipamentos elétricos e operação remota

Além da expansão física, o Tecon Santos avançou na modernização dos equipamentos utilizados nas operações portuárias.

Neste mês, cinco dos oito RTGs elétricos fabricados pela ZPMC iniciaram operação remota no terminal. Os equipamentos chegaram da China no início do ano, junto com dois novos portêineres.

Os novos RTGs se somam às oito primeiras unidades elétricas já utilizadas pelo terminal. A tecnologia permite operação à distância, iniciativa implantada de forma pioneira no Brasil pelo Tecon Santos no final de 2024.

Segundo a empresa, o sistema aumenta a segurança operacional e melhora as condições ergonômicas dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos.

Renovação da frota reduzirá emissões de carbono

A Santos Brasil prevê a aquisição de outros 30 RTGs elétricos nos próximos anos, substituindo equipamentos convencionais movidos a diesel.

Com a renovação completa da frota, a expectativa é reduzir em 97% as emissões de carbono associadas a esses equipamentos, evitando o lançamento de cerca de 713 toneladas de CO₂ por mês na atmosfera.

Os novos portêineres, que já operam manualmente, também serão os primeiros do Brasil preparados para operar remotamente.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Antaq analisa revisão das tarifas do Porto de Santos e processo entra na fase final

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) concluiu a análise técnica da proposta de revisão tarifária extraordinária do Porto de Santos. Com a etapa encerrada, o processo foi considerado apto e segue agora para avaliação da Diretoria Colegiada, instância responsável pela decisão final dentro da agência reguladora.

Segundo a Antaq, o caso já foi distribuído ao relator, que deverá incluir a matéria na pauta para apreciação do colegiado. Somente após essa deliberação será possível avançar para as etapas seguintes previstas na legislação.

Novo tarifário depende de homologação e prazos legais

Depois da decisão da Diretoria Colegiada, o procedimento prevê a comunicação oficial ao Ministério da Fazenda e ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

A homologação definitiva da revisão e a publicação dos novos valores das tarifas ocorrerão apenas após o cumprimento de todas as exigências administrativas e dos prazos legais estabelecidos.

Desconto de 34,6% continua em vigor

Enquanto o processo não é concluído, permanece válido o desconto de 34,6% na chamada Tabela 3, tarifa cobrada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) pelo uso da infraestrutura operacional e terrestre do porto.

A redução foi determinada pela Antaq em setembro do ano passado após constatar que parte dos investimentos previstos com recursos arrecadados entre 2022 e 2024, superiores a R$ 600 milhões, não foi executada pela APS.

Com a medida, o valor da tarifa caiu de R$ 28,06 para R$ 18,35 por contêiner movimentado entre a embarcação e as áreas de armazenagem ou os limites do porto, representando redução de R$ 9,71 por unidade.

APS afirma que cumpriu determinação e aguarda decisão

Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que apresentou os recursos administrativos previstos após a publicação do Acórdão nº 559/2025 e implementou o abatimento tarifário determinado pela agência reguladora.

A administração do porto destacou que, até o momento, não houve decisão administrativa ou judicial que modificasse esse cenário. Também reforçou que a revisão extraordinária segue em análise na Antaq e que ainda não existe definição oficial sobre os novos valores das tarifas.

Revisão define limites máximos das tarifas

A Antaq esclareceu que o processo em andamento não trata da concessão de descontos comerciais, mas da atualização dos limites máximos das tarifas portuárias, conhecidos como preços-teto, aplicáveis às tabelas tarifárias do porto.

Os valores finais dependerão da análise da capacidade de geração de receitas do complexo portuário, dos custos operacionais e da avaliação do equilíbrio econômico-financeiro da operação, fatores que serão apreciados pela Diretoria Colegiada.

Execução dos investimentos será determinante

Outro ponto considerado pela agência reguladora é o cumprimento das obras previstas no ciclo tarifário anterior. A Antaq avalia o nível de execução física e financeira dos investimentos para verificar se a estrutura tarifária reflete efetivamente as melhorias entregues aos usuários do porto.

Segundo a agência, essa análise é essencial para garantir que os recursos arrecadados por meio das tarifas sejam compatíveis com as obras executadas e com os benefícios oferecidos ao setor portuário.

Sopesp mantém silêncio enquanto discussão continua

O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), responsável pela denúncia que questionou a falta de investimentos da APS e defendia a suspensão integral da cobrança da tarifa, informou que não irá se pronunciar neste momento.

De acordo com a entidade, o tema ainda está em discussão tanto na esfera administrativa quanto no Poder Judiciário.

Entenda a origem do desconto tarifário

Em 2021, a APS aprovou um cronograma de investimentos financiados com os recursos da Tabela 3, incluindo obras nas avenidas perimetrais das margens direita e esquerda do porto, melhorias no acesso à Ilha Barnabé e a recuperação dos Armazéns 1 ao 11.

Posteriormente, a autoridade portuária revisou o planejamento e informou que apenas 65,4% dos investimentos originalmente previstos seriam concluídos dentro do prazo estabelecido. Diante desse cenário, a Antaq calculou que 34,6% das obras deixariam de ser executadas no período previsto, percentual que serviu de base para o desconto aplicado sobre a tarifa.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Notícias

Ventania acima de 100 km/h derruba contêineres no Porto de Santos e provoca morte no litoral paulista

A forte ventania que atingiu o litoral de São Paulo nesta quarta-feira (29) também causou transtornos nas operações do Porto de Santos. Imagens compartilhadas nas redes sociais e em grupos de mensagens mostram um caminhão completamente destruído após um contêiner cair sobre o veículo durante as rajadas de vento.

Os vídeos registram a intensidade dos ventos dentro da área portuária e mostram trabalhadores tentando se proteger enquanto equipamentos e cargas eram atingidos pela tempestade. Até o momento, não há registro de feridos relacionado ao incidente no porto.

Além da queda de contêineres, as rajadas de vento afetaram parte das operações em terminais portuários, gerando impactos na movimentação de cargas ao longo da tarde.

Rajadas superaram os 100 km/h

O fenômeno foi provocado pela passagem de uma frente fria pelo estado de São Paulo. Embora a previsão inicial indicasse ventos de até 90 km/h, a Defesa Civil registrou rajadas de 103 km/h em Itanhaém por volta das 12h30.

As condições climáticas severas mobilizaram a Defesa Civil paulista, que emitiu alerta para toda a faixa litorânea, entre Itanhaém e Ubatuba, devido ao risco de ventos intensos, chuvas fortes, descargas elétricas e granizo.

Ventania deixa uma vítima fatal

A tempestade também provocou uma morte em Santos. Uma pessoa foi atingida por uma árvore durante a ventania e não resistiu aos ferimentos.

Diante da intensidade dos fenômenos, a Defesa Civil ativou o Gabinete de Crise para acompanhar os impactos da frente fria, que deve continuar influenciando o tempo até quinta-feira (30).

Defesa Civil orienta população

O órgão recomenda que a população evite permanecer sob árvores, postes, placas, coberturas frágeis e estruturas metálicas durante as rajadas de vento. Motoristas também devem redobrar a atenção nas rodovias devido ao risco de queda de árvores, objetos sobre as pistas e redução da visibilidade causada pelas chuvas.

No litoral, além dos ventos intensos, há previsão de ressaca e mar agitado, condições que podem continuar afetando as atividades portuárias e a navegação.

Fonte: Defesa Civil do Estado de São Paulo e CNN Brasil.
Texto: Redação
Imagem: Reprodução Internet

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Portos

Porto de Santos avalia transferência de cargas em alto-mar para ampliar exportações de grãos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Porto de Ningbo-Zhoushan, na China, iniciaram uma cooperação técnica para avaliar a implantação de operações de transferência de cargas em alto-mar entre navios, modelo conhecido como ship-to-ship (STS). A proposta busca aumentar a eficiência das exportações brasileiras de soja e milho, principais commodities enviadas ao mercado chinês.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois portos. A primeira reunião técnica está programada para ocorrer na China dentro de aproximadamente 45 dias, marcando o início dos estudos sobre a viabilidade da operação. Atualmente, nenhum dos dois complexos portuários utiliza esse sistema para movimentação de grãos.

Objetivo é permitir embarques em navios de maior porte

O projeto pretende possibilitar que navios do tipo capesize, com capacidade entre 150 mil e 180 mil toneladas, sejam carregados em alto-mar por meio da transferência da carga transportada inicialmente por embarcações menores que operam no cais santista.

Hoje, os maiores navios graneleiros que atracam no Porto de Santos transportam cerca de 80 mil toneladas. Com a adoção do novo modelo, seria possível ampliar significativamente o volume embarcado sem depender exclusivamente da infraestrutura disponível nos berços de atracação.

Segundo o diretor de Operações da APS, Edilberto Ferreira Beto Mendes, a iniciativa busca aumentar a competitividade logística e reduzir custos.

“Eles buscam alternativas para receber cargas de navios com maior volume. Obviamente, isso aumenta a eficiência da operação e reduz emissão de carbono e o custo do frete marítimo”, afirmou em entrevista ao jornal A Tribuna.

Modelo pode acelerar operações e reduzir custos logísticos

De acordo com a APS, o transbordo offshore permitirá que embarcações menores retornem mais rapidamente aos terminais para novos carregamentos, tornando o fluxo operacional mais ágil e eficiente.

A parceria também atende à necessidade do Porto de Ningbo-Zhoushan, considerado o maior porto do mundo em movimentação de cargas, com mais de 1,4 bilhão de toneladas movimentadas por ano.

Em comparação, o Porto de Santos registrou movimentação de 186,4 milhões de toneladas no último ano, volume equivalente a cerca de 13,3% do complexo portuário chinês.

Estratégia amplia competitividade do Porto de Santos

Segundo Beto Mendes, Santos foi escolhido para a cooperação devido à sua relevância no comércio exterior brasileiro e por concentrar grande parte das exportações de grãos destinadas à China.

O diretor ressalta que o acordo não representa um projeto pronto, mas sim uma etapa de desenvolvimento conjunto para definir o modelo operacional, as tecnologias necessárias e os procedimentos de segurança para a operação de transbordo navio a navio.

A delegação brasileira que participará das discussões na China será composta pelo superintendente de Operações do Porto de Santos, além de especialistas das áreas operacional e ambiental da Autoridade Portuária.

Estudos incluem aspectos ambientais e viabilidade técnica

Apesar do potencial da iniciativa, ainda não existe um cronograma para a implantação da tecnologia. Nesta fase, os trabalhos estarão concentrados na análise da viabilidade técnica, dos impactos ambientais, dos requisitos operacionais e das normas necessárias para execução das operações.

Para a APS, a adoção desse sistema poderá permitir que o Porto de Santos receba embarcações com até 21 metros de calado, ampliando significativamente sua capacidade logística e reduzindo a dependência de futuros projetos de aprofundamento do canal de navegação.

Expectativa é acompanhar o crescimento das exportações brasileiras

A proposta integra o planejamento estratégico da Autoridade Portuária para preparar o complexo santista para o aumento da movimentação de cargas nos próximos anos, especialmente do agronegócio.

A expectativa é que o Porto de Santos alcance aproximadamente 300 milhões de toneladas movimentadas na próxima década, cenário que exigirá investimentos em infraestrutura, inovação e eficiência logística.

Operações ship-to-ship já são utilizadas em outros países

As operações ship-to-ship (STS) já fazem parte da logística portuária em diversos mercados internacionais. O modelo é empregado para movimentação de petróleo, derivados, gases liquefeitos e granéis sólidos, como minério de ferro, carvão e, em alguns casos, grãos.

Entre os países que utilizam esse tipo de operação estão Indonésia, Índia, Austrália e Estados Unidos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luiz Damasceno/APS/Divulgação

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Portos

Porto de Santos firma acordo para estudar transbordo offshore de soja e ampliar eficiência logística

A Autoridade Portuária de Santos assinou, na última segunda-feira (20), um memorando de entendimentos com o porto de Ningbo Zhoushan, na China, para desenvolver estudos voltados à implantação do transbordo offshore de soja. A iniciativa busca tornar mais eficiente o transporte marítimo da commodity, com operações realizadas ainda na costa brasileira.

Modelo pode reduzir custos e acelerar operações

A proposta prevê que navios de menor porte, carregados no cais do Porto de Santos, transfiram a carga para embarcações do tipo capesize em alto-mar. Esses gigantes do transporte marítimo têm capacidade superior a 150 mil toneladas, enquanto os maiores graneleiros que atualmente atracam no terminal santista comportam cerca de 80 mil toneladas.

Com esse sistema, os navios menores retornariam ao porto mais rapidamente para novos carregamentos, aumentando a produtividade das operações. Além disso, o uso de embarcações de maior capacidade tende a reduzir os custos com frete marítimo e otimizar a logística portuária.

Grupo bilateral vai avaliar viabilidade do projeto

O memorando estabelece a criação de um grupo de trabalho formado por representantes dos dois portos. A equipe será responsável pela troca de informações e pela realização de estudos técnicos para avaliar a implementação do modelo de transbordo offshore entre Brasil e China.

Maior porto do mundo participa da iniciativa

O porto de Ningbo Zhoushan é atualmente o maior do mundo em volume de cargas movimentadas. O complexo portuário registra uma movimentação anual superior a 1,4 bilhão de toneladas, consolidando-se como uma das principais referências globais em infraestrutura e eficiência logística.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Portos do Sul e Sudeste devem concentrar impactos do tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras

Os portos das regiões Sul e Sudeste devem sentir os maiores reflexos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A avaliação é do Observatório de Infraestrutura de Transportes, do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), que aponta concentração dos impactos nos principais polos exportadores do país.

De acordo com o presidente do IBI, Mario Povia, os efeitos da medida tendem a ser mais intensos no Porto de Santos (SP) e nos terminais localizados no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, estados que concentram o embarque de diversos produtos atingidos pelas sobretaxas.

Exportações de produtos industriais estão entre as mais afetadas

Segundo o instituto, os portos dessas regiões são responsáveis pelo escoamento de mercadorias como madeira de pinus, móveis, máquinas, plásticos, produtos têxteis, calçados, papel, açúcar, tabaco e rochas ornamentais, segmentos diretamente impactados pela política tarifária norte-americana.

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostra que cerca de 23% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos foram atingidas pelas novas tarifas. Em contrapartida, aproximadamente 52,7% dos produtos enviados ao mercado norte-americano ficaram de fora da medida, graças às exceções anunciadas pelo governo dos EUA.

Isenções reduzem impacto sobre a movimentação portuária

Apesar das restrições comerciais, especialistas avaliam que o sistema portuário brasileiro deve sofrer impactos limitados. Isso porque boa parte das cargas transportadas em contêineres foi contemplada pelas isenções.

Entre os produtos preservados estão carnes, café, celulose, pescados e frutas, mercadorias de maior valor agregado que representam parcela importante da movimentação conteinerizada brasileira.

Na avaliação do IBI, esse cenário tende a manter o ritmo das operações nos portos, concentrando os prejuízos apenas em determinadas cadeias produtivas e regiões, sem comprometer o desempenho geral da infraestrutura portuária nacional.

Setor de transporte também prevê reflexos em outros modais

Embora as isenções amenizem parte dos efeitos sobre as exportações, representantes do setor de transporte alertam para consequências indiretas em diferentes modais logísticos.

A gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Schwantes, afirma que os principais impactos devem atingir produtos manufaturados e semimanufaturados. Ainda assim, ela reconhece que as exceções concedidas pelos Estados Unidos oferecem certo alívio para o agronegócio e para segmentos estratégicos da indústria brasileira.

Mesmo com esse cenário, a redução no volume de cargas destinadas ao mercado norte-americano pode afetar empresas de transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo, em razão da diminuição do fluxo de mercadorias.

Empresas de logística podem enfrentar atrasos e queda na receita

Além da redução nas exportações, a CNT destaca que disputas comerciais dessa natureza costumam provocar atrasos nos processos aduaneiros, necessidade de renegociação de contratos e busca por novos mercados consumidores, fatores que aumentam os desafios para transportadoras e operadores logísticos.

O governo federal anunciou linhas de financiamento por meio do Programa Brasil Soberano para apoiar empresas exportadoras e fornecedores impactados pelas tarifas e pela instabilidade no Golfo Pérsico. No entanto, segundo a entidade, o pacote não contempla de forma direta o setor de transporte e logística, que sofre os efeitos da retração das exportações sem acesso específico às medidas de apoio.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Portos

Tecon Santos 10: APM Terminals e TiL articulam estratégia para disputar concessão no Porto de Santos

A APM Terminals e a Terminal Investment Limited (TiL) estão adotando uma estratégia para viabilizar a participação, de forma independente, na futura licitação do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para o Porto de Santos.

As duas empresas, controladas respectivamente pelos grupos Maersk e MSC, dividem atualmente o controle da Brasil Terminal Portuário (BTP), com 50% de participação para cada uma. Essa estrutura societária pode representar um obstáculo regulatório na disputa pelo novo terminal, já que ambas já possuem presença relevante no complexo portuário santista.

Plano prevê reorganização da estrutura da BTP

Para contornar esse cenário, as companhias apresentaram pedidos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) visando acelerar uma eventual alteração no controle societário da BTP.

A proposta prevê que, caso uma das empresas seja vencedora da licitação do Tecon Santos 10, a outra adquira integralmente sua participação na BTP, encerrando a sociedade existente entre os dois grupos no Porto de Santos.

Segundo informações divulgadas pelo Be News, a medida permitiria eliminar o vínculo societário entre concorrentes diretos e abrir caminho para que ambas possam participar do processo licitatório em igualdade de condições.

Cade poderá analisar operação em rito simplificado

Nos pedidos encaminhados ao Cade, APM Terminals e TiL defendem que uma eventual transferência de participação seja analisada por um procedimento mais ágil, argumentando que a operação envolveria apenas a reorganização do controle entre os atuais sócios da BTP, sem a entrada de novos investidores.

Caso a proposta seja aceita, as duas operadoras poderão permanecer aptas a disputar a concessão do novo terminal de contêineres.

Modelo da concessão levanta debate sobre concorrência

A estrutura definida para a licitação do Tecon Santos 10 vem sendo alvo de discussões relacionadas à concentração do mercado de movimentação de contêineres no Porto de Santos.

Como alternativa para preservar a competitividade, a Casa Civil estabeleceu que empresas já operantes no porto poderão participar da disputa, desde que assumam previamente o compromisso de alienar participações em outros terminais da região caso sejam declaradas vencedoras.

Antaq questiona eficácia da venda posterior de ativos

Apesar dessa solução, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) manifestou preocupação sobre a efetividade da medida.

Na avaliação da agência, permitir que grandes operadores disputem o certame condicionando a preservação da concorrência a uma venda futura de ativos pode não ser suficiente para evitar riscos de concentração no setor. O entendimento é de que mecanismos preventivos podem oferecer maior segurança para manter um ambiente competitivo na operação de terminais de contêineres.

A definição do modelo regulatório e concorrencial do Tecon Santos 10 segue como um dos principais temas em discussão antes da publicação definitiva do edital de concessão.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Informação

VLI bate recorde na movimentação de grãos e farelos no primeiro semestre de 2026

A VLI alcançou um novo marco em suas operações logísticas ao registrar o maior volume de grãos e farelos transportado em um primeiro semestre desde o início de suas atividades. Entre janeiro e junho de 2026, a empresa movimentou 12,4 milhões de toneladas úteis (MTU), resultado que representa um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo trimestre também registra desempenho histórico

O avanço foi impulsionado por um segundo trimestre de forte desempenho. No período entre abril e junho, a companhia transportou 7,9 milhões de MTU de grãos e farelos, volume 8% superior ao registrado no segundo trimestre do ano anterior e o maior já alcançado pela empresa para esse intervalo.

Agronegócio impulsiona crescimento da logística

Segundo Carolina Hernandez, diretora Comercial, de Projetos e Planejamento Estratégico da VLI, os números refletem a importância da empresa para a cadeia logística do agronegócio brasileiro.

De acordo com a executiva, a companhia atua como parceira estratégica ao oferecer soluções logísticas integradas, contribuindo para o escoamento das safras, o aumento da eficiência operacional e o fortalecimento da competitividade do setor. Ela destacou ainda que a VLI seguirá investindo para apoiar o desenvolvimento das cadeias produtivas do país.

Corredores logísticos sustentam expansão das operações

Os resultados foram alcançados com o desempenho dos três principais corredores logísticos operados pela empresa.

O Corredor Norte conecta as regiões produtoras do Matopiba e do Centro-Oeste ao Terminal Portuário São Luís, no Maranhão. Já o Corredor Leste atende áreas produtoras de Minas Gerais e do Espírito Santo, com acesso aos terminais portuários capixabas.

No Corredor Sudeste, a operação integra as regiões agrícolas do Centro-Oeste ao Porto de Santos, um dos principais canais de exportação do agronegócio brasileiro.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Ventania no Porto de Santos interrompe operações e afeta travessias de balsas

As fortes rajadas de vento registradas na manhã desta quarta-feira (22) provocaram a interrupção temporária das operações no Porto de Santos e afetaram o sistema de travessias de balsas na Baixada Santista, no litoral paulista. De acordo com as autoridades, os ventos ultrapassaram 30 nós, o equivalente a aproximadamente 56 km/h, comprometendo a segurança da navegação.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a movimentação de embarcações no canal do porto ficou suspensa entre 7h40 e 9h20. Durante esse intervalo, não houve autorização para entrada ou saída de navios do complexo portuário.

Condições climáticas colocaram porto em situação de impraticabilidade

Segundo a Capitania dos Portos de São Paulo, o Porto de Santos entrou em condição de impraticabilidade devido ao agravamento das condições meteorológicas.

Em operações portuárias, ventos acima de 30 nós representam risco para a navegação e para as manobras de embarcações, tornando necessária a suspensão temporária das atividades para preservar a segurança.

A APS também alertou que novas restrições poderão ser adotadas caso o cenário climático volte a piorar. Entre as medidas previstas está a paralisação de serviços realizados em altura, incluindo operações com guindastes e portêineres.

Terminais podem adotar medidas próprias de segurança

Ainda conforme a autoridade portuária, cada terminal possui autonomia para definir procedimentos operacionais de acordo com as condições observadas no local. Apesar disso, permanece obrigatória a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) por todos os trabalhadores envolvidos nas operações.

Travessias de balsas também sofreram impactos

As rajadas de vento também afetaram o sistema de travessias de balsas administrado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Embora o serviço já tenha sido normalizado, algumas ligações precisaram ser interrompidas preventivamente durante a manhã.

As suspensões ocorreram nos seguintes trechos:

  • Bertioga–Guarujá, interrompida às 7h56;
  • Santos–Guarujá, paralisada a partir das 8h;
  • Iguape–Jureia, com operação suspensa temporariamente.

Autoridades orientam usuários a acompanhar atualizações

A Semil destacou que não é possível prever novas interrupções, já que o funcionamento das travessias depende das condições de navegação e do clima, monitoradas continuamente pelas equipes técnicas.

Segundo a secretaria, as paralisações seguem protocolos preventivos de segurança. A recomendação aos usuários é consultar os canais oficiais da pasta ou entrar em contato pelo telefone 0800 7733 711 antes de se deslocarem até os pontos de embarque.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Portos

Dragagem no Porto de Santos começa após Justiça liberar contrato com empresa belga

A dragagem do Porto de Santos entrou em uma nova etapa com o início dos trabalhos conduzidos pela empresa belga Jan de Nul. A ordem de serviço foi emitida após a Autoridade Portuária de Santos (APS) conseguir reverter uma decisão liminar que impedia a execução do contrato para o aprofundamento do canal de navegação.

O projeto prevê aumentar em um metro a profundidade do canal, medida considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do maior porto da América Latina.

Liminar foi derrubada e obra recebeu aval do TCU

Os trabalhos começaram na última sexta-feira (17), depois que a Justiça revogou a liminar obtida pela DTA Engenharia. A empresa havia questionado o resultado da licitação, alegando suposta inviabilidade dos preços apresentados pela vencedora.

Antes disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) já havia autorizado a continuidade da concorrência, em decisão tomada no mês de maio, removendo outro obstáculo para o avanço do projeto.

Primeira etapa envolve estudos ambientais e licenciamento

Com a assinatura da ordem de serviço, a Jan de Nul iniciou os estudos técnicos e ambientais exigidos para solicitar o licenciamento ambiental junto ao Ibama.

Essa fase inicial, que contempla a preparação dos documentos necessários para autorização da obra, tem prazo estimado de até 21 meses.

Projeto amplia capacidade do Porto de Santos

Além do aprofundamento do canal de navegação, o contrato inclui a elaboração dos projetos básico e executivo da obra, a execução da dragagem e a manutenção da nova profundidade por um período de até dois anos.

Segundo a APS, a intervenção permitirá que o Porto de Santos receba embarcações de maior porte, aumentando a eficiência logística, fortalecendo a competitividade do complexo portuário e ampliando sua capacidade para movimentação de cargas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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