Portos

Receita Federal apreende mais de 300 toneladas de mercadorias falsificadas no Porto de Santos

A Receita Federal intensificou o combate à pirataria no Porto de Santos e já reteve mais de 300 toneladas de mercadorias falsificadas nos últimos três meses. Entre os produtos apreendidos estão centenas de milhares de camisas esportivas, além de medicamentos, cosméticos, suplementos, brinquedos, tênis e óculos.

Contêiner com 120 mil camisas esportivas foi interceptado

Uma das maiores retenções ocorreu no dia 20 de maio, quando fiscais localizaram um contêiner com cerca de 22 toneladas de materiais esportivos falsificados, equivalente a aproximadamente 120 mil camisas.

As peças imitavam uniformes de seleções nacionais como Brasil, Argentina, Portugal, Canadá, Colômbia, México, Espanha, Alemanha e Japão. Também foram encontradas camisas de clubes brasileiros e internacionais, entre eles Santos, Flamengo, Botafogo, Portuguesa, Atlético Mineiro e Manchester.

Segundo a Receita Federal, o carregamento tinha ainda duas toneladas de mochilas posicionadas na parte frontal do contêiner. O restante do espaço era ocupado exclusivamente pelas camisas falsificadas.

O valor estimado dessa apreensão chega a R$ 3,3 milhões.

Fiscalização identifica esquema recorrente de produtos falsificados

Além da apreensão registrada em maio, outros 15 contêineres foram retidos no Porto de Santos ao longo dos últimos três meses.

Ao todo, as cargas somam aproximadamente 75 toneladas de materiais esportivos falsificados. Somente de camisas de futebol, a estimativa é de cerca de 428 mil unidades apreendidas.

A Receita calcula que o valor dessas mercadorias ultrapasse R$ 14,5 milhões.

As operações também identificaram outros produtos irregulares escondidos nas cargas, incluindo remédios, cosméticos, óculos, tênis, suplementos alimentares e brinquedos falsificados.

Mais de meio milhão de camisas piratas foram retidas

O balanço da Receita Federal aponta que, somando todas as operações recentes, mais de meio milhão de camisas esportivas falsificadas foram retiradas de circulação no Porto de Santos.

No total, as apreensões superam 300 toneladas de mercadorias ilegais, sendo 97 toneladas apenas de uniformes de seleções e clubes de futebol.

As ações fazem parte do trabalho de fiscalização para combater a entrada de produtos piratas no país e reduzir os impactos econômicos causados pela falsificação.

Combate à pirataria protege economia e empregos

De acordo com a Receita Federal, as apreensões ajudam a combater a concorrência desleal enfrentada pela indústria nacional, além de reduzir prejuízos relacionados à evasão fiscal e ao financiamento de organizações criminosas.

O órgão destaca ainda que o comércio ilegal prejudica empresas formais, afeta a geração de empregos e compromete a arrecadação de impostos.

Mercado ilegal de materiais esportivos gera prejuízo bilionário

Dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade mostram que o mercado ilegal de materiais esportivos deve provocar perdas de cerca de R$ 23 bilhões no Brasil em 2025.

O levantamento evidencia os desafios enfrentados pelas autoridades no combate à pirataria, especialmente em um país com forte tradição no futebol e grande demanda por produtos esportivos.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Porto de Santos registra recorde histórico com 16,5 milhões de toneladas em abril

O Porto de Santos voltou a bater recorde de movimentação de cargas e alcançou 16,5 milhões de toneladas em abril de 2026, consolidando o melhor resultado já registrado para o mês. O volume representa crescimento de 11,5% em comparação com abril do ano passado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 59,3 milhões de toneladas, avanço de 6,6% sobre o mesmo período de 2025 e novo recorde histórico para um primeiro quadrimestre.

Movimentação de contêineres cresce acima de 10%

A operação de contêineres também apresentou desempenho histórico. Em abril, o porto registrou 508,7 mil TEUs movimentados, alta de 10,7% na comparação anual.

No acumulado entre janeiro e abril, foram processados 1,91 milhão de TEUs — unidade padrão utilizada para medição de contêineres — representando crescimento de 5,4% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Granéis líquidos avançam com alta no diesel e gasolina

O segmento de granéis líquidos encerrou o primeiro quadrimestre com 6,6 milhões de toneladas movimentadas, resultado 10,1% superior ao registrado no ano anterior e novo recorde para o período.

Somente em abril, o setor respondeu por 1,7 milhão de toneladas. Entre os principais destaques aparecem os embarques de diesel, óleo combustível e gasolina, que cresceram 27,9%, 23,9% e 15,8%, respectivamente.

Soja e açúcar impulsionam granéis sólidos

A movimentação de granéis sólidos atingiu 29,2 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses de 2026, aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Os produtos com maior crescimento foram a soja em grãos, com avanço de 54,8%, seguida pelo açúcar, que subiu 16%, e pela soja peletizada, com alta de 12%.

Em abril, o segmento apresentou expansão de 16,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Porto de Santos amplia participação no comércio exterior

O Porto de Santos respondeu por 28,5% da corrente comercial brasileira no acumulado do quadrimestre, reforçando sua importância estratégica para o comércio exterior brasileiro.

A China permaneceu como principal parceiro comercial das operações realizadas no porto. Cerca de 31,9% das transações internacionais que passaram pelo complexo tiveram o país asiático como origem ou destino.

O volume financeiro movimentado nas negociações com a China alcançou US$ 18,98 bilhões no período. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 6,27 bilhões em operações comerciais.

São Paulo lidera operações comerciais pelo porto

O estado de São Paulo manteve a maior participação nas transações internacionais realizadas por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026.

Ao todo, foram movimentados US$ 30,3 bilhões, valor equivalente a 50,9% de toda a corrente comercial operada pelo terminal santista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Trafico

Receita Federal apreende 48 kg de cocaína em navio no Porto de Santos

A Receita Federal apreendeu 48 quilos de cocaína escondidos em um contêiner refrigerado durante uma operação de fiscalização no Porto de Santos, na tarde de segunda-feira (25). A droga estava oculta na evaporadora do equipamento e tinha como destino países da Europa.

Operação de busca aduaneira no Porto de Santos

A interceptação ocorreu durante ações de busca aduaneira realizadas em um navio atracado no complexo portuário santista. Segundo a Receita Federal, o entorpecente foi localizado após procedimentos de inspeção e monitoramento de cargas considerados de risco.

Sexta apreensão de drogas em 2026

De acordo com o órgão, esta foi a sexta apreensão de drogas registrada neste ano no Porto de Santos. O resultado faz parte das atividades de vigilância e repressão ao tráfico internacional desenvolvidas pela Receita Federal na região portuária.

Após a confirmação da presença da droga, a Polícia Federal foi acionada para conduzir os procedimentos de investigação e polícia judiciária da União.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Logística

Brasil avança em corredor marítimo sustentável com Noruega e Países Baixos

O Brasil deu mais um passo na construção de um corredor marítimo sustentável entre a América do Sul e a Europa. A iniciativa foi debatida nesta segunda-feira (25), durante o workshop “Corredores verdes descarbonizados: traçando um caminho”, realizado na embaixada da Noruega, em Brasília.

O encontro reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, autoridades da Noruega e dos Países Baixos, além de integrantes do setor produtivo e especialistas em logística e energia limpa. O objetivo é acelerar a criação de rotas marítimas com baixa emissão de carbono, utilizando tecnologias avançadas e combustíveis sustentáveis no transporte internacional.

Cooperação internacional mira descarbonização marítima

Durante a abertura do evento, o diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike, destacou que o Brasil já possui mecanismos regulatórios e financeiros capazes de apoiar projetos voltados à transição energética no setor marítimo.

Segundo ele, o desafio atual está na articulação entre governos, instituições e agentes econômicos para priorizar investimentos em embarcações, portos e terminais alinhados ao conceito de corredores verdes.

O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, reforçou a importância da cooperação internacional para reduzir as emissões no transporte marítimo global. De acordo com ele, estudos conjuntos já estão em andamento para identificar obstáculos técnicos e oportunidades estratégicas para o projeto.

Estudo aponta uso de combustíveis alternativos

Os participantes do workshop tiveram acesso a um estudo de viabilidade técnica que identifica rotas prioritárias entre Brasil e Europa. O levantamento também avalia a aplicação de combustíveis alternativos como biodiesel, amônia e metanol, considerados essenciais para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor naval.

A proposta prevê implementação gradual das soluções, considerando curto, médio e longo prazo para adaptação da infraestrutura portuária e das embarcações.

Brasil quer liderar produção de biocombustíveis

Na mesa-redonda sobre sustentabilidade, a coordenadora-geral de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, Rafaela Gomes, afirmou que o Brasil reúne condições para assumir protagonismo global na produção e distribuição de biocombustíveis.

Segundo ela, os portos brasileiros estão sendo preparados para facilitar operações ligadas aos corredores sustentáveis e ampliar a integração logística com mercados internacionais.

A diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Cristina Castro, também destacou os impactos econômicos e ambientais da redução das emissões de carbono. Para ela, diminuir a emissão de poluentes significa preservar recursos naturais e evitar perdas financeiras para a sociedade.

Porto de Santos receberá visita técnica internacional

A programação do encontro continua até quarta-feira (27), incluindo uma visita técnica ao Porto de Santos, em São Paulo.

A comitiva internacional irá conhecer projetos ligados à descarbonização portuária, combustíveis sustentáveis e iniciativas de transição energética desenvolvidas no complexo portuário. Estão previstas visitas a terminais e ao canal de navegação.

Parceria entre os países começou em 2025

A cooperação entre Brasil e Noruega teve início em 2025, após a assinatura de um memorando de entendimento no Ministério de Portos e Aeroportos. Desde então, equipes técnicas realizam reuniões periódicas para definir rotas e analisar estudos de viabilidade.

Recentemente, os Países Baixos passaram a integrar as discussões, consolidando uma parceria trilateral voltada ao desenvolvimento de um corredor marítimo descarbonizado entre o Brasil e a Europa.

Além dos governos envolvidos, representantes dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, da Petrobras e empresas do setor produtivo participaram das discussões.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sergio Frances/MPor

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Portos

Porto de Santos inaugura hub de inovação para impulsionar tecnologia e logística portuária

O Porto de Santos deu mais um passo rumo à modernização da cadeia logística com a inauguração do Hub de Inovação Armazém 7. O espaço foi apresentado oficialmente na sexta-feira (22), com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Instalado próximo ao Centro Histórico de Santos, o antigo armazém portuário possui área de 1.822 metros quadrados e será revitalizado para receber iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, startups, laboratórios, auditórios e projetos de inovação. A proposta também preserva as características arquitetônicas originais do imóvel.

Segundo o ministro, o novo hub representa um avanço importante para o fortalecimento da logística portuária, da qualificação profissional e da transformação digital no maior porto da América Latina.

Espaço terá realidade aumentada e experiências imersivas

O Hub de Inovação Armazém 7 contará com ferramentas interativas e tecnologias voltadas à experiência do visitante. Entre os recursos previstos estão ambientes de realidade aumentada, experiências imersivas sobre o universo portuário e visitas virtuais ao complexo santista.

O local também terá um minicentro de convenções, áreas de coworking e espaços destinados a universidades, organizações não governamentais e observatórios especializados em sustentabilidade, meteorologia e oceanografia.

Outra novidade anunciada é a criação de um ponto de apoio para visitas embarcadas pelo canal do porto, permitindo acesso organizado e seguro aos visitantes interessados em conhecer as operações portuárias.

Projeto busca transformar Santos em referência em tecnologia portuária

De acordo com o diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o objetivo é consolidar um modelo de porto inteligente, capaz de integrar infraestrutura e tecnologia para aumentar a eficiência operacional.

Ele destacou que o espaço será voltado ao compartilhamento de soluções inovadoras aplicadas ao setor e poderá servir de referência para outros portos brasileiros.

Universidade Mackenzie será responsável pela gestão do espaço

A administração do Hub de Inovação ficará sob responsabilidade da Universidade Mackenzie, que firmou contrato de R$ 7,5 milhões com a Autoridade Portuária de Santos. A instituição será encarregada da estruturação do projeto, integração do complexo portuário às iniciativas de inovação e definição do cronograma de atividades.

A expectativa é que o novo ambiente fortaleça o ecossistema de tecnologia portuária, incentive startups e contribua para o desenvolvimento sustentável do setor marítimo brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

APS publica nova norma para Manifesto de Carga e Boletim de Descarga no Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) publicou a Norma da Autoridade Portuária (NAP) nº 018, que estabelece novas regras para o envio de informações relacionadas ao Manifesto de Carga e ao Boletim de Descarga e Embarque no Porto de Santos.

A regulamentação foi editada em 15 de maio e já está disponível para consulta no portal oficial da autoridade portuária.

Informações passam a ser enviadas apenas em formato eletrônico

Com a nova norma, os dados do Boletim de Descarga e Embarque serão aceitos exclusivamente em formato eletrônico.

O envio deverá ser realizado por meio da Supervia Eletrônica de Dados (SED) ou via troca eletrônica de arquivos, utilizando integradores previamente validados pela APS.

A medida busca ampliar a digitalização dos processos portuários e aumentar a eficiência operacional no fluxo de informações do porto.

Manifesto de Carga será integrado ao Porto Sem Papel

A NAP 018 também determina que as informações do Manifesto de Carga sejam registradas apenas em ambiente digital, por meio do sistema Porto Sem Papel.

O procedimento exigirá a vinculação do número de escala do Sistema Mercante, administrado pela Receita Federal, ao Documento Único Virtual (DUV).

Segundo a APS, a integração dos sistemas pretende melhorar o controle operacional e fortalecer a rastreabilidade das operações portuárias.

Descumprimento poderá gerar comunicação à Antaq

A norma prevê ainda que eventuais descumprimentos das obrigações estabelecidas serão analisados pela Autoridade Portuária de Santos.

Nesses casos, poderão ser adotadas medidas administrativas internas, incluindo comunicação aos operadores, definição de prazos para regularização e até representação à Agência Nacional de Transportes Aquaviários, conforme prevê a legislação vigente.

Operadores devem consultar a nova regulamentação

A APS orienta que operadores portuários e autorizatários consultem integralmente a NAP 018 para conhecer os detalhes dos novos procedimentos eletrônicos e adequar seus processos às exigências estabelecidas pela autoridade portuária.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Túnel Santos-Guarujá avança após solução de impasse no TCU, afirma ministro

O projeto do Túnel Santos-Guarujá voltou a avançar após a resolução do impasse envolvendo o Tribunal de Contas da União (TCU). A informação foi confirmada na quarta-feira (20) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Segundo o ministro, não existem mais pendências junto ao órgão de controle que impeçam o andamento da obra, considerada uma das principais intervenções de infraestrutura portuária do país.

“O túnel foi anunciado e vai sair do papel”, declarou durante a sessão.

TCU libera aporte federal para obra

O debate ocorreu na Comissão de Viação e Transportes da Câmara, em reunião solicitada pela deputada Rosana Valle. O objetivo foi discutir os impactos da decisão do TCU que havia suspendido temporariamente o repasse federal de aproximadamente R$ 2,6 bilhões para a parceria público-privada (PPP) do empreendimento.

Os recursos serão destinados pela Autoridade Portuária de Santos, ligada ao Ministério de Portos e Aeroportos.

A cautelar, inicialmente aplicada em março, foi revogada pelo TCU no último dia 6 de maio. Apesar da liberação do aporte, o tribunal manteve a exigência de regras formais de governança, fiscalização e prestação de contas da PPP.

Governo amplia participação da APS na governança

De acordo com o secretário-executivo do ministério, Alex Sandro de Ávila, a solução encontrada foi ampliar a participação da Autoridade Portuária de Santos na estrutura de gestão do projeto.

A APS passará a integrar os conselhos responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização do contrato da PPP, reforçando os mecanismos de controle da execução da obra.

Tomé Franca também destacou que parte dos recursos utilizados no aporte virá diretamente do próprio Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário da América Latina.

Governo de SP e Banco do Brasil participam do financiamento

Além da participação federal, o projeto conta com investimentos do Governo de São Paulo. Em março, o Estado autorizou crédito suplementar de R$ 2,64 bilhões destinado ao túnel.

Já em abril, o Banco do Brasil formalizou uma operação de crédito de R$ 2,57 bilhões para financiar a contrapartida estadual na PPP.

A previsão do Ministério de Portos e Aeroportos é iniciar as obras em janeiro de 2027. O cronograma oficial, porém, estabelece o fim do primeiro trimestre do próximo ano como prazo máximo para o começo da construção.

Cronograma do Túnel Santos-Guarujá

  • Fevereiro de 2025: publicação do edital;
  • Setembro de 2025: realização do leilão;
  • 1º trimestre de 2027: início das obras;
  • 2030: previsão de conclusão do túnel.

Como será o Túnel Santos-Guarujá

Apontado pelo governo federal como a maior obra do Novo PAC, o Túnel Santos-Guarujá terá investimento estimado em R$ 6,8 bilhões e será executado por meio de concessão com duração de 30 anos.

O projeto prevê uma ligação submersa entre as cidades da Baixada Santista, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento entre Santos e Guarujá.

Atualmente, a travessia pode levar até 18 minutos por balsa ou cerca de uma hora pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Com o túnel, o trajeto deverá ser feito em aproximadamente cinco minutos.

A estrutura contará com três faixas por sentido, espaço preparado para futura operação de VLT, ciclovia, passagem para pedestres e galeria técnica para redes públicas.

A construção utilizará o método de túnel imerso, tecnologia inédita no Brasil. A concessionária Mota-Engil venceu o leilão realizado em 2025.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

Tecon Santos 10: entidades pressionam por edital imediato e defendem modelo da Antaq

Representantes de importantes setores da economia brasileira divulgaram nesta terça-feira (19) um manifesto em defesa da publicação imediata do edital e da realização do leilão do Tecon Santos 10, terminal considerado estratégico para a expansão da infraestrutura portuária nacional.

O documento apoia o modelo elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos, proposta que já recebeu aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

Setor produtivo cobra rapidez no processo

As entidades afirmam que o processo já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias necessárias, destacando que o projeto está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) desde 2021.

No manifesto, os representantes do setor produtivo alertam que novas análises ou interferências após a conclusão do processo podem gerar insegurança jurídica e atrasar investimentos considerados fundamentais para a logística portuária e para a competitividade do país.

Segundo o texto, o projeto vem sendo debatido desde a época do chamado STS-10 e teve sua condução técnica realizada pela Antaq e pelo Ministério de Portos e Aeroportos ao longo dos últimos anos.

Entidades alertam para impacto econômico

As associações defendem que reabrir discussões já encerradas pode favorecer interesses específicos e comprometer avanços importantes para a economia brasileira.

O manifesto também pede que o governo mantenha o foco na eficiência da infraestrutura portuária e evite pressões corporativas que possam atrasar o leilão do terminal.

Para o setor, a demora na execução do projeto pode aumentar custos logísticos, reduzir a competitividade das exportações brasileiras e afastar investimentos privados.

Porto de Santos opera próximo do limite

A preocupação das entidades é reforçada pelo crescimento da movimentação de cargas no Porto de Santos, principal complexo portuário do país.

Segundo os dados apresentados no manifesto, o porto concentra cerca de 30% da movimentação nacional de contêineres e registrou alta de 11,6% em 2025, operando próximo ao limite de capacidade.

As associações afirmam que novos atrasos podem gerar gargalos operacionais, elevar despesas para importadores e exportadores e reduzir a eficiência do comércio exterior brasileiro.

Apoio ao modelo técnico da Antaq

Os signatários do documento destacam confiança no trabalho técnico desenvolvido pela Antaq e pelos órgãos envolvidos no projeto do Tecon Santos 10.

As entidades também reforçam apoio ao governo federal para garantir que o processo avance com rapidez, previsibilidade e segurança jurídica, preservando benefícios para operadores logísticos, trabalhadores, empresas e consumidores.

FONTE: Conjur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa / MPor

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Portos

Concessões portuárias e infraestrutura aquaviária no Brasil: novo modelo de dragagem avança com o Porto de Paranaguá

A infraestrutura aquaviária brasileira vive um momento de transição importante. Apesar de mais de 95% do comércio exterior do país depender do transporte marítimo, o setor ainda opera, em grande parte, com modelos fragmentados de gestão, baseados em contratos pontuais de dragagem e sujeitos a descontinuidade administrativa.

Nesse contexto, a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá surge como um marco de mudança na política portuária nacional, indicando a adoção de um modelo mais estruturado de gestão de longo prazo.

Novo modelo de concessão substitui contratos pontuais de dragagem

O novo formato de gestão deixa para trás a lógica de contratações esporádicas e passa a enquadrar os canais de acesso dentro de um sistema de concessão portuária, com obrigações contínuas de operação, manutenção e investimento.

No caso de Paranaguá, o contrato prevê cerca de R$ 1,23 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. O projeto inclui dragagem contínua, manutenção permanente e a ampliação do calado operacional para 15,5 metros, com foco em melhorar a navegabilidade dos canais portuários.

Concessão de Paranaguá altera lógica econômica do setor

A principal mudança está no desenho jurídico e econômico do modelo. Em vez de sucessivas licitações para serviços de curto prazo, o Estado transfere a responsabilidade integral do canal à iniciativa privada por meio de uma concessão de longo prazo.

Nesse formato, a remuneração do operador passa a depender do desempenho do ativo, da manutenção do nível de serviço e da realização de investimentos contínuos.

O resultado do leilão reforça a viabilidade do modelo: houve desconto de 12,63% sobre a tarifa de referência e uma outorga inicial de R$ 276 milhões.

Governança da infraestrutura portuária ganha novo padrão

Com a concessão, o canal de acesso deixa de ser tratado apenas como objeto de manutenção eventual e passa a ser considerado um ativo estratégico sob regime de gestão portuária concessionada, com metas, fiscalização e matriz de riscos definida.

Essa abordagem aproxima o Brasil de uma lógica mais moderna de governança da infraestrutura, com foco em planejamento de longo prazo e maior previsibilidade operacional para o setor.

Expansão do modelo para outros portos e hidrovias

A estratégia não se limita ao Porto de Paranaguá. Estudos semelhantes já estão em andamento para o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, além de projetos envolvendo hidrovias e canais no Rio Grande do Sul.

O Porto de Santos movimentou 186,4 milhões de toneladas em 2025 e deve seguir em expansão nos próximos anos. Já o projeto gaúcho, em análise pela Antaq, prevê cerca de R$ 134 milhões em investimentos, integrando canais portuários e trechos hidroviários em um único modelo de concessão.

A iniciativa faz parte da política do Ministério de Portos e Aeroportos voltada à modernização da logística portuária brasileira.

Limitações do modelo tradicional de dragagem

Historicamente, o Brasil adotou um modelo baseado em licitações periódicas para serviços de dragagem, geralmente focadas no menor preço e com contratos de curta duração.

Na prática, esse sistema gerou problemas recorrentes como descontinuidade operacional, baixa previsibilidade e insegurança contratual, afetando a eficiência dos portos.

Caso do Porto de Itajaí evidencia fragilidades do sistema

O Porto de Itajaí ilustra as limitações desse modelo. Após sucessivas interrupções nos serviços de dragagem, foi necessário reestruturar a manutenção do canal de acesso por meio de nova licitação.

Em 2026, um contrato de R$ 63,8 milhões foi firmado com vigência inicial de 12 meses, prorrogável por até 48 meses. Embora essencial para garantir a navegação portuária, o episódio reforça a instabilidade de contratos fragmentados.

Concessões ampliam eficiência e atraem investimentos

Diferentemente dos contratos tradicionais, o modelo de concessão cria incentivos para investimentos estruturais de longo prazo. Com maior previsibilidade regulatória, o concessionário pode amortizar investimentos ao longo dos anos e ampliar a eficiência operacional do canal.

A remuneração passa a estar ligada à disponibilidade da infraestrutura e à capacidade de expansão logística, e não apenas à execução de serviços pontuais.

Impacto na competitividade dos portos brasileiros

A adoção de concessões pode aumentar a competitividade dos portos brasileiros ao permitir maior profundidade dos canais, redução de gargalos logísticos e recepção de embarcações de maior porte.

Isso fortalece a integração do Brasil às cadeias globais de suprimentos e amplia sua relevância no comércio exterior.

Desafios regulatórios e nova fase do setor portuário

Apesar dos avanços, o modelo exige atenção a pontos críticos como estrutura tarifária, fiscalização, parâmetros de desempenho e riscos concorrenciais.

Os canais de acesso têm natureza estratégica, impacto regional significativo e envolvem múltiplos agentes econômicos, o que exige regulação cuidadosa.

Ainda assim, o debate sobre infraestrutura portuária no Brasil entrou em uma nova fase, mais voltada à eficiência, governança e planejamento de longo prazo.

Em um país dependente do comércio exterior, a modernização da infraestrutura aquaviária deixa de ser apenas uma escolha administrativa e passa a representar uma decisão estratégica para competitividade internacional e desenvolvimento econômico.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Frete rodoviário acumula alta de quase 17% em 12 meses no Brasil

O frete rodoviário de cargas voltou a registrar aumento no Brasil em abril, impulsionado pela forte movimentação da safra agrícola, maior demanda por caminhões nas rotas de exportação e elevação dos custos operacionais das transportadoras.

Segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP), calculado pela Frete.com, o valor médio nacional do frete atingiu R$ 0,431 por tonelada por quilômetro rodado, avanço de 6,93% em relação a março e de 16,8% na comparação com abril do ano passado.

Safra agrícola pressiona logística nacional

O crescimento das operações ligadas ao escoamento de grãos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o setor de transporte rodoviário. A alta demanda por caminhões em corredores agrícolas e portuários reduziu a oferta de veículos em diversas regiões do país.

Além disso, as transportadoras seguem enfrentando aumento de despesas com combustível, manutenção, pneus e financiamento de frota, cenário que contribui diretamente para o encarecimento do frete.

As tensões internacionais também seguem impactando os custos logísticos, principalmente devido aos reflexos sobre o petróleo, a navegação global e as cadeias de suprimentos.

Sudeste lidera maior custo médio de frete

De acordo com o levantamento, o Sudeste apresentou o maior valor médio de frete em abril, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km rodado. A região concentra grande parte da atividade industrial brasileira e os acessos aos principais portos do país, especialmente o Porto de Santos.

Na sequência aparecem as regiões Sul e Nordeste, com médias de R$ 0,417 e R$ 0,368, respectivamente. Já o Centro-Oeste e o Norte registraram os menores valores do período.

O comportamento do mercado reforça a pressão logística nas rotas utilizadas para transporte de soja, milho, farelo e fertilizantes.

Transporte de commodities segue aquecido

Segundo Charles Monteux, CRO da Frete.com, o avanço da safra agrícola continua influenciando diretamente a formação dos preços no setor.

De acordo com ele, a movimentação intensa da produção rural mantém elevada a disputa por capacidade logística, principalmente em trajetos de longa distância e corredores estratégicos de exportação.

Caminhões baú registram maior valor médio

Entre os implementos monitorados pelo indicador, os caminhões do tipo baú apresentaram o maior valor médio de frete em abril, alcançando R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

As operações voltadas ao transporte de commodities agrícolas seguem entre as mais aquecidas do mercado. O levantamento mostra que os fretes realizados por graneleiros e caçambas acumulam altas de 12,5% e 16,3%, respectivamente, no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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