Informação

Receita Federal testa biometria da palma da mão na Ponte da Amizade

A Receita Federal iniciou, na quinta-feira (1º), um projeto-piloto para modernizar o controle de viajantes na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A iniciativa utiliza biometria da palma da mão para autenticar passageiros e faz parte das ações de modernização do controle aduaneiro.

O objetivo é avaliar se a tecnologia pode agilizar a passagem pela fronteira sem comprometer a fiscalização. A proposta combina maior fluidez no trânsito de viajantes com o fortalecimento da gestão de risco aduaneiro, direcionando os mecanismos de controle para situações que exijam atenção específica.

Projeto-piloto será realizado durante todo o mês de outubro

Os testes estão programados para ocorrer durante todo o mês de outubro, diretamente no ambiente de grande circulação da Ponte da Amizade. Nesse período, serão analisados aspectos tecnológicos, operacionais, jurídicos e de proteção de dados.

A avaliação será utilizada para identificar eventuais ajustes necessários antes de uma possível ampliação da solução. A continuidade do projeto dependerá dos resultados obtidos durante essa etapa de testes.

A iniciativa conta com a participação do Itaipu Parquetec, por meio do convênio Muralha Inteligente. A instituição contribuirá para a validação técnica dos fornecedores e das tecnologias utilizadas.

Biometria busca agilizar a passagem pela fronteira

A tecnologia permite registrar automaticamente a passagem dos viajantes por meio de autenticação biométrica. O reconhecimento da palma da mão pode ser realizado sem contato físico com o equipamento e em poucos segundos.

A característica é considerada relevante para um ponto de fronteira com intenso movimento de pessoas. Durante o projeto, a Receita Federal também avaliará se o sistema pode contribuir para a redução de filas, além de melhorar a organização e a previsibilidade dos fluxos.

Outro aspecto analisado será o potencial da ferramenta para aprimorar a fiscalização aduaneira baseada em risco. Com informações mais estruturadas sobre as passagens, os recursos disponíveis podem ser direcionados para situações que demandem uma análise mais detalhada.

Regras para viajantes continuam as mesmas

A implementação da biometria não modifica as normas atualmente aplicáveis aos viajantes. Permanecem em vigor as regras referentes à cota de isenção, declaração de mercadorias e demais procedimentos previstos na legislação aduaneira.

Os servidores da Receita Federal também continuam responsáveis pelas atividades de análise e fiscalização. Nesse contexto, a tecnologia funciona como instrumento de apoio ao controle e ao direcionamento dos fluxos, e não como substituição da atuação dos agentes públicos.

Proteção de dados está entre os pontos avaliados

O tratamento das informações utilizadas no projeto deverá seguir os princípios e requisitos estabelecidos pela legislação de proteção de dados pessoais.

Entre os mecanismos previstos estão medidas de segurança, controle de acesso, rastreabilidade e auditoria. A biometria da palma da mão será empregada para autenticar o viajante e auxiliar as atividades de controle aduaneiro e gestão de risco, dentro das finalidades institucionais estabelecidas para o projeto.

Resultados poderão orientar expansão da tecnologia

Ao longo de outubro, a Receita Federal e as instituições parceiras acompanharão os resultados do projeto-piloto. A análise deverá apontar possíveis necessidades de aperfeiçoamento e gerar informações para futuras decisões sobre a continuidade ou eventual expansão da solução.

A iniciativa faz parte da estratégia de transformação digital dos serviços públicos e de modernização dos procedimentos de fiscalização. A expectativa é avaliar se o uso da tecnologia pode proporcionar uma fronteira com controles mais direcionados, mantendo a segurança e, ao mesmo tempo, tornando a passagem dos viajantes mais rápida e eficiente.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

Ler Mais
Comércio

Canetas emagrecedoras mudam hábitos de consumo e levantam alerta sobre contrabando

Medicamentos à base de GLP-1 ganham espaço na rotina dos brasileiros e coincidem com mudanças na cesta de compras e no cenário do contrabando no Brasil

Canetas emagrecedoras alteram composição das compras

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras vem acompanhada de mudanças nos hábitos de consumo. Na cesta de supermercado, alguns produtos tradicionalmente associados ao consumo de bebidas alcoólicas, biscoitos e doces perdem espaço, enquanto carnes, ovos, vegetais e suplementos proteicos, como whey protein, aparecem com maior frequência.

Um movimento diferente também chama atenção: o aumento das vendas de cigarros em uma grande rede supermercadista.

Segundo um executivo ouvido pelo InvestNews, o volume de cigarros vendidos pela rede cresceu 40% no acumulado de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na avaliação do executivo, uma possível explicação estaria relacionada à mudança na composição das cargas de produtos contrabandeados que entram no país. A hipótese levantada é de que grupos criminosos estariam transportando menos cigarros e mais medicamentos para emagrecimento, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

A justificativa seria econômica e logística: as canetas ocupam pouco espaço e possuem elevado valor por unidade.

Os dados oficiais de apreensões mostram movimentos simultâneos envolvendo os dois produtos, mas ainda não permitem concluir que as canetas estejam efetivamente substituindo os cigarros nas cargas de contrabando.

Dados nacionais de vendas mostram alta mais moderada

O crescimento observado na rede supermercadista não se repete na mesma proporção nos dados da Scanntech.

Entre janeiro e agosto de 2026, a quantidade de cigarros vendidos aumentou 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. Já o faturamento avançou 9,1%, enquanto o preço médio por unidade subiu 8,1%.

Os números indicam, portanto, um cenário diferente daquele observado especificamente na rede ouvida pelo InvestNews.

Apreensões de canetas emagrecedoras disparam

O avanço das canetas de GLP-1 também aparece nos registros de fiscalização.

No primeiro semestre de 2026, o valor das apreensões desses produtos realizadas pela Receita Federal saltou de pouco mais de R$ 4 milhões, no mesmo período de 2025, para mais de R$ 80 milhões. O órgão, porém, não informou quantas unidades correspondem aos valores apreendidos.

Na região de Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai, foram apreendidas 7.479 unidades entre maio e dezembro de 2025. Em 2026, o número chegou a 71.860 unidades, de acordo com dados divulgados pela Folha de S.Paulo em agosto.

O avanço das apreensões de medicamentos contrasta com a trajetória dos cigarros na região.

Cigarros continuam relevantes no contrabando

Em Foz do Iguaçu, as apreensões de cigarros caíram de 122,69 milhões de maços em 2020 para 64,79 milhões em 2025, uma redução de 47%.

Apesar da queda, o volume financeiro continua expressivo. O valor estimado dos cigarros apreendidos na cidade em 2025 alcançou R$ 421,17 milhões.

A redução registrada em Foz, entretanto, não significa necessariamente uma diminuição do contrabando de cigarros em todo o território nacional.

Na base nacional da Receita Federal, o valor dos produtos classificados como “cigarros e similares” permaneceu praticamente estável entre 2024 e 2025: passou de R$ 789 milhões para R$ 790 milhões. Até o momento, a série pública disponível não apresenta o dado nacional referente a 2026.

Canetas têm alto valor e exigem transporte refrigerado

Além do preço elevado em relação ao espaço ocupado, a logística ajuda a explicar o interesse nas canetas emagrecedoras.

Um auditor da Receita Federal ouvido pela Folha de S.Paulo afirmou que o transporte de cigarros demanda uma operação logística maior. As canetas, por outro lado, são compactas e concentram um valor elevado em pouco volume.

Existe, porém, uma dificuldade adicional: muitos desses medicamentos precisam ser mantidos em condições de refrigeração, o que exige estruturas específicas de transporte e armazenamento e pode elevar os custos da operação.

Mais da metade das doses de GLP-1 pode estar fora do mercado formal

Outro levantamento reforça a dimensão do mercado de medicamentos GLP-1 no país.

A Scanntech estima que 53,8% das doses consumidas no Brasil no primeiro semestre de 2026 tenham chegado aos consumidores por canais externos ao comércio formal de farmácias.

A estimativa foi calculada a partir do excedente de vendas de seringas em relação à tendência histórica relacionada ao consumo de insulina.

No período, o consumo total de GLP-1 teria crescido 244% em comparação com o primeiro semestre de 2025. Nas farmácias, o avanço registrado foi de 67%.

Estudo aponta potencial de lucro para o contrabando

O estudo “O novo mapa do contrabando”, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), mostra que os cigarros permanecem entre os principais produtos apreendidos no país e aponta mudanças nas rotas utilizadas e na atuação das organizações criminosas.

De acordo com o levantamento, o potencial de lucro estimado chega a 255% para as canetas emagrecedoras e a 507% para os cigarros.

No caso dos medicamentos, o estudo destaca justamente a combinação entre alto valor agregado e baixo volume físico como um dos fatores que tornam o produto atrativo para operações ilegais.

Os dados disponíveis apontam para mudanças simultâneas nos mercados de cigarros e medicamentos para emagrecimento, mas não permitem afirmar, isoladamente, que um produto esteja substituindo o outro nas operações de contrabando.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

Ler Mais
Informação

Receita Federal atualiza regras do Adicional da CSLL e cria nova regra simplificadora

A Receita Federal publicou novas regras para o Adicional da CSLL (AdCSLL) com o objetivo de manter a legislação brasileira alinhada aos padrões internacionais de tributação. A mudança está prevista na Instrução Normativa RFB nº 2.342, de 15 de setembro de 2026, que altera a IN RFB nº 2.228/2024.

A atualização incorpora parte do Documento de Referência aprovado pelo Quadro Inclusivo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em janeiro de 2026, conhecido como Side-by-Side Package.

A medida atende ao compromisso estabelecido pela Lei nº 15.079, de 3 de outubro de 2024, de manter o Adicional da CSLL em conformidade com as regras internacionais.

Nova regra simplifica tratamento de incentivos fiscais

Uma das principais mudanças é a criação da Regra Simplificadora Globe para Incentivo Fiscal baseado na Substância (RSGIF).

O mecanismo permite que Grupos de Empresas Multinacionais considerem um Incentivo Fiscal Qualificado (IFQ), total ou parcialmente, como acréscimo aos Tributos Abrangidos Ajustados.

Na prática, a utilização da regra pode elevar a Alíquota Efetiva e, consequentemente, reduzir o valor do AdCSLL devido em determinada jurisdição.

Quais incentivos podem ser enquadrados na RSGIF?

Para que um incentivo seja considerado um Incentivo Fiscal Qualificado, ele precisa atender a determinados critérios. Entre eles, deve estar relacionado aos gastos realizados pela empresa ou diretamente vinculado à quantidade produzida.

Nos dois casos, é necessário que o benefício resulte efetivamente na redução de uma obrigação tributária abrangida pelas Regras Globe.

A nova regulamentação também estabelece situações que ficam fora do conceito de IFQ. Não são considerados, por exemplo:

  • incentivos que reduzam tributos não abrangidos pelas Regras Globe;
  • benefícios relacionados exclusivamente a rendimentos ou lucros que já tenham sido excluídos do cálculo;
  • subsídios e subvenções em geral;
  • incentivos que não estejam disponíveis de maneira ampla para todas as empresas que cumpram os requisitos legais;
  • benefícios cuja concessão dependa de uma decisão discricionária do governo.

Limite considera folha de pagamento e ativos físicos

O valor do incentivo que poderá ser adicionado aos Tributos Abrangidos Ajustados corresponderá ao montante do IFQ utilizado durante o Ano Fiscal.

Esse valor, porém, estará limitado pelo Limite da Substância, cujo cálculo considera elementos como despesas com folha de pagamento e ativos físicos da empresa.

A adesão à RSGIF será facultativa e dependerá de uma Opção de Um Ano. A regra poderá ser utilizada em Anos Fiscais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2026.

Regra de Transição tem período ampliado

A nova instrução normativa também promove mudanças na Regra Simplificadora Globe de Transição (RSGT), mecanismo já previsto na IN RFB nº 2.228/2024.

Com a atualização, a RSGT poderá ser aplicada aos Anos Fiscais iniciados até 31 de dezembro de 2027.

A norma estabelece, contudo, uma ressalva: não estão incluídos os Anos Fiscais que terminarem depois de 30 de junho de 2029.

A alteração amplia, portanto, o período de aplicação do mecanismo de transição e atualiza a regulamentação brasileira para acompanhar as mudanças estabelecidas no âmbito internacional.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

Ler Mais
Trafico

Receita Federal apreende 366 kg de cocaína escondidos em carga de café no Porto de Santos

A Receita Federal interceptou, na quarta-feira (30 de setembro), uma carga com 366 kg de cocaína que seria enviada ao exterior pelo Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

A droga foi localizada durante uma operação de rotina de vigilância e repressão aduaneira realizada por equipes da Alfândega de Santos.

Cocaína estava escondida em carga de café

A droga foi encontrada em meio a um carregamento de 77 toneladas de café, distribuído em sacas e acondicionado em quatro contêineres.

De acordo com a Receita Federal, um dos contêineres apresentava sinais de contaminação. Os tabletes de cocaína estavam ocultos de forma planejada no interior de 20 sacas de café.

Os documentos apresentados para a exportação indicavam que os contêineres seriam transportados para o Porto de Barcelona, na Espanha.

Polícia Federal fará perícia e investigação

Após a confirmação da presença da droga, a Polícia Federal foi acionada para assumir os procedimentos de polícia judiciária da União.

Também caberá à corporação realizar a perícia no local, com o objetivo de reunir elementos que possam auxiliar na investigação.

O caso será apurado por meio de inquérito policial, que deverá investigar as circunstâncias relacionadas à tentativa de envio da cocaína ao exterior.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

Ler Mais
Notícias

Receita Federal retém dois contêineres com cigarros eletrônicos no Porto de Santos

A Receita Federal reteve dois contêineres com cigarros eletrônicos no Porto de Santos (SP) durante ações de fiscalização voltadas ao combate ao contrabando e à entrada irregular de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) no país.

As cargas apresentavam divergências nas declarações de conteúdo e foram submetidas à conferência física pelos agentes da Receita Federal.

Primeiro contêiner tinha mais de 283 mil cigarros eletrônicos

A inspeção do primeiro contêiner ocorreu em 18 de setembro. A carga havia sido declarada como “telas de LED e eletrônicos”, mas a fiscalização identificou que praticamente todo o conteúdo era composto por cigarros eletrônicos.

Ao término da conferência, foram localizadas mais de 283 mil unidades. A mercadoria está em processo de formalização da apreensão e tem valor de mercado estimado em até R$ 28 milhões.

Segundo contêiner também apresentava mercadoria irregular

O segundo contêiner passou por conferência física em 25 de setembro. Na documentação, a carga havia sido descrita como máquinas e aparelhos elétricos.

Durante a fiscalização, porém, foram encontrados cigarros eletrônicos, powerbanks, fones de ouvido, microfones, caixas de som e suportes para celular.

Os DEFs serão formalmente apreendidos depois da conclusão do procedimento de saneamento da carga, que envolve separação, identificação, contagem e avaliação das mercadorias.

A expectativa da Receita Federal é apreender aproximadamente 180 mil cigarros eletrônicos, além das respectivas baterias recarregáveis. O valor de mercado desse material pode superar R$ 21 milhões.

O que são os Dispositivos Eletrônicos para Fumar

Cigarros eletrônicos, vapes, pods e vaporizadores são diferentes denominações utilizadas para identificar os chamados Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs).

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe atividades relacionadas a esses produtos, incluindo fabricação, importação, comercialização, armazenamento, transporte e propaganda.

Cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil

A regulamentação considera os riscos associados ao uso dos dispositivos. Entre os possíveis impactos à saúde estão doenças pulmonares, problemas cardiovasculares, exposição a substâncias tóxicas, dependência de nicotina e potencial risco de câncer.

A fiscalização realizada no Porto de Santos integra as ações de combate à entrada irregular desses produtos no território nacional.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

Ler Mais
Internacional

Rota Bioceânica: integração contra o crime organizado é desafio para liberar cargas

Com previsão de entrar em operação em 2028, a Rota Bioceânica deverá ampliar as conexões comerciais entre o Brasil e os países vizinhos, criando novas oportunidades para as exportações e para o agronegócio de Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo, a abertura do corredor aumenta a preocupação dos órgãos de controle com a possibilidade de uso da nova ligação por organizações envolvidas no tráfico internacional.

Para a Receita Federal, o principal desafio será conciliar a agilidade necessária ao transporte de mercadorias com mecanismos capazes de impedir a entrada e a circulação de cargas ilícitas. A estratégia envolve maior integração entre instituições brasileiras e cooperação com os países que farão parte do corredor.

Integração entre órgãos é considerada essencial

O superintendente substituto da 1ª Região Fiscal da Receita Federal, Erivelto Alencar, defende que a integração entre os órgãos de segurança e fiscalização seja estabelecida também no nível estratégico das instituições.

Segundo ele, a Receita já firmou um protocolo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público Federal (MPF), mas a experiência precisa ser ampliada nacionalmente.

“A gente precisa disso nacionalmente: integrar as instituições para que a diretriz venha de cima para baixo.”

A 1ª Região Fiscal da Receita Federal tem sede em Brasília e abrange Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

De acordo com Alencar, as equipes que atuam em alfândegas e rodovias já compartilham informações de inteligência e fiscalização para identificar cargas de drogas e contrabando. A avaliação, porém, é que a integração não pode depender apenas de iniciativas na ponta.

A proposta envolve uma atuação coordenada entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal, com diretrizes definidas pelas instâncias superiores do governo.

Facções podem acompanhar novo fluxo comercial

A preocupação também está relacionada à capacidade de adaptação e ao poder financeiro das organizações criminosas.

Alencar afirma que facções como PCC e Comando Vermelho são monitoradas diante da criação do novo corredor. Ele ressalva, porém, que não há evidência concreta, até o momento, de ligação entre empresas interessadas em operar na Rota Bioceânica e o crime organizado.

A avaliação da Receita é preventiva. Com a alteração do fluxo de mercadorias, organizações que já atuam no tráfico internacional podem tentar utilizar a nova infraestrutura para transportar produtos ilícitos.

“Naturalmente o crime também vai se movimentar e, pela dinâmica, também vai tentar entrar com mercadorias ilícitas e principalmente entorpecente por Porto Murtinho. Nós temos essa preocupação.”

Cocaína não é a única fonte de renda

A cocaína continua sendo apontada como um dos principais produtos movimentados pelo tráfico, mas, segundo Alencar, as facções ampliaram o leque de atividades.

Além de entorpecentes, organizações criminosas passaram a atuar com produtos como eletrônicos, cigarros, medicamentos e produtos destinados ao emagrecimento.

Na avaliação do representante da Receita, o objetivo central dessas atividades é ampliar a capacidade financeira das organizações.

“O crime organizado está preocupado em manter o poder dele, de fato, mas o que eles querem é dinheiro.”

Poder financeiro cria vantagem para o crime

Outro obstáculo apontado pela Receita está na diferença de capacidade financeira entre o Estado e as organizações criminosas.

Alencar observa que uma organização pode adquirir rapidamente veículos e outros recursos necessários para transportar drogas, enquanto os órgãos públicos precisam seguir processos de licitação e depender da disponibilidade orçamentária.

Por isso, segundo ele, o enfrentamento ao crime organizado precisa envolver diferentes instituições. Uma atuação isolada não seria suficiente para combater grupos com elevada capacidade econômica.

Fiscalização deve combinar inteligência e gestão de risco

A estratégia da Receita Federal para a Rota Bioceânica combina fiscalização de fronteira, inteligência e investigação financeira.

A apreensão de uma carga ilegal é considerada apenas uma etapa do trabalho. As informações obtidas durante uma operação podem ajudar a identificar os responsáveis pelo transporte, chegar às organizações e alcançar seus líderes.

“Não adianta só desmantelar ali o atravessador, a pessoa que está transportando, mas sim os líderes das organizações criminosas que cometem diversos ilícitos.”

A Receita já conta com equipes especializadas em inteligência e investigação. Alencar cita como exemplo uma operação contra o contrabando de perfumes que começou com a apreensão de R$ 10 milhões em mercadorias e, a partir dos dados obtidos, permitiu identificar R$ 300 milhões em movimentações financeiras relacionadas a uma organização criminosa.

Sistemas aduaneiros devem antecipar informações

Para o início das operações da nova rota, a Receita aposta também na gestão de risco aduaneiro e no compartilhamento internacional de dados.

A proposta é receber informações sobre as cargas antes de sua chegada ao Brasil. Com esses dados, os sistemas podem identificar operações consideradas de maior risco e direcioná-las para fiscalização.

O sistema Sintia, utilizado para o intercâmbio internacional de informações, permitirá às aduanas acessar antecipadamente dados sobre mercadorias que circulam pelo Mercosul e pela Rota Bioceânica.

Na prática, uma carga que saia da China, passe pelo porto de Iquique, no Chile, e tenha o Brasil como destino poderá ser analisada antes de chegar ao território brasileiro. Dessa forma, a fiscalização poderá concentrar esforços nas operações que apresentarem sinais de risco, sem a necessidade de parar todos os veículos.

Segundo Alencar, mais de 99% dos operadores atuam de forma regular. Por isso, uma fiscalização seletiva é considerada necessária para evitar impactos desnecessários sobre o comércio internacional.

“Nós não temos como parar cem por cento das cargas.”

Integração entre países ainda é desigual

Um dos pontos de atenção é o nível de integração dos sistemas aduaneiros dos países envolvidos.

De acordo com Alencar, os sistemas da Receita Federal brasileira apresentam mais de 99% de integração com o Sintia. Paraguai e Chile, entretanto, ainda estão em um estágio inferior nesse processo.

Para a Receita, a eficiência da gestão de risco dependerá também da evolução dos sistemas dos demais países. A avaliação é que não basta o Brasil possuir mecanismos avançados de controle se os parceiros do corredor não adotarem estruturas semelhantes.

Centro de Controle de Fronteira é ponto de atenção

Além dos sistemas de informação, a estrutura física de fiscalização é considerada estratégica para o funcionamento da Rota Bioceânica.

O Centro Integrado de Controle de Fronteira, que deverá funcionar em território brasileiro com participação do Paraguai, ainda não começou a ser construído.

A estrutura é vista como um dos pontos importantes para integrar as ações de controle na fronteira e acompanhar o aumento esperado no fluxo de mercadorias.

Rota Bioceânica amplia desafios de segurança

A expectativa da Receita é que as organizações criminosas tentem explorar o novo corredor assim que o fluxo comercial estiver consolidado. Por isso, o controle não deverá se limitar à apreensão de cargas nas fronteiras.

A estratégia defendida envolve integração institucional, cooperação internacional, inteligência, gestão de risco e rastreamento financeiro. O objetivo é dificultar não apenas o transporte de mercadorias ilícitas, mas também a atuação das estruturas que financiam e coordenam essas operações.

Especialistas citados na discussão sobre segurança apontam que falhas de integração entre órgãos públicos e fragilidades na atuação estatal contribuíram para a expansão de organizações como PCC e Comando Vermelho. Esses grupos passaram a diversificar suas atividades e a movimentar recursos em setores da economia formal, inclusive no mercado financeiro.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Toninho Ruiz

Ler Mais
Logística

Atraso em estrutura de fronteira adia operação da Rota Bioceânica para 2028

A conclusão da ponte internacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, se aproxima, mas a infraestrutura necessária para o controle e a fiscalização das cargas ainda não foi concluída. O cenário pode adiar o início da operação comercial da Rota Bioceânica para 2028.

Ponte está na fase final de construção

A ligação entre Brasil e Paraguai é considerada uma das principais estruturas do corredor bioceânico, que pretende ampliar a integração logística entre os países da região.

Apesar do avanço nas obras da ponte, a estrutura de fronteira necessária para receber, fiscalizar e liberar as cargas que passarão pelo novo corredor ainda não saiu do papel.

Receita Federal prevê operação em 2028

Diante do atraso na implantação da estrutura de controle aduaneiro, a Receita Federal trabalha com a previsão de que a operação comercial da Rota Bioceânica comece somente em 2028.

A falta da infraestrutura de fiscalização pode impedir que o corredor opere plenamente mesmo após a conclusão da ponte, já que o transporte internacional de mercadorias depende de instalações adequadas para os procedimentos de controle de cargas e fiscalização na fronteira.

Rota Bioceânica terá impacto na logística regional

A conexão entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta faz parte de um projeto de integração que busca fortalecer o transporte de cargas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

A expectativa é que a Rota Bioceânica reduza distâncias logísticas e amplie as alternativas de acesso brasileiro aos mercados do Pacífico. Para isso, no entanto, além das obras viárias, é necessário que a infraestrutura de fronteira esteja pronta para acompanhar o fluxo comercial previsto.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz/Reprodução

Ler Mais
Informação

Gov.br e Receita Federal apresentam instabilidade nesta segunda-feira

Usuários relataram instabilidade no gov.br, no site da Receita Federal e no e-CAC nesta segunda-feira (28). As queixas começaram a aparecer nas redes sociais e também foram registradas por plataformas que monitoram o funcionamento de serviços digitais.

Por volta das 14h, o Downdetector contabilizava mais de 700 notificações relacionadas ao gov.br. Já os sistemas da Receita Federal e o e-CAC somavam mais de 100 reclamações no mesmo período.

Gov.br enfrenta períodos de instabilidade

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) confirmou que o gov.br apresenta períodos de instabilidade.

Em nota, a pasta informou que equipes técnicas estão trabalhando para identificar e solucionar os problemas, com o objetivo de normalizar o acesso à plataforma.

O gov.br reúne serviços digitais oferecidos pelo governo federal e é utilizado pelos cidadãos para acessar diferentes sistemas e serviços públicos.

Receita Federal e e-CAC também recebem reclamações

Além do gov.br, usuários apontaram dificuldades para acessar o site da Receita Federal e o e-CAC, plataforma que concentra serviços digitais destinados a contribuintes.

Até a última atualização desta reportagem, a Receita Federal não havia se manifestado sobre as reclamações de instabilidade.

Fim do mês aumenta demanda por serviços digitais

A ocorrência acontece em um período de maior procura pelos sistemas do governo federal.

Nos últimos dias de cada mês, contribuintes e empresas costumam utilizar o gov.br e as plataformas da Receita Federal para cumprir obrigações fiscais, enviar declarações, realizar pagamentos de tributos e emitir documentos.

A concentração de acessos pode aumentar a demanda sobre os serviços digitais justamente em um período considerado importante para o cumprimento de obrigações tributárias.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globo

Ler Mais
Trafico

Receita Federal apreende 116 kg de cocaína no Aeroporto de Guarulhos

A Receita Federal apreendeu aproximadamente 116 kg de cocaína na noite de terça-feira (22), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A droga estava escondida em três malas que seriam levadas para uma aeronave com destino a Joanesburgo, na África do Sul.

Segundo a Receita, a carga apreendida foi avaliada em cerca de R$ 5,8 milhões. A ação ocorreu durante uma fiscalização realizada pela Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Droga foi localizada antes do embarque

A apreensão teve início após equipes identificarem movimentações consideradas suspeitas na área aeroportuária. Durante o monitoramento, os agentes perceberam três volumes abandonados nas proximidades de uma aeronave que faria o trajeto para a África do Sul.

As equipes de fiscalização localizaram as três malas, todas identificadas com etiquetas de destino para Joanesburgo. Dentro dos volumes, foram encontrados aproximadamente 116 kg de cocaína, além de dispositivos de rastreamento.

A intervenção ocorreu antes que as bagagens entrassem no fluxo normal de embarque e fossem encaminhadas à aeronave.

Após a localização da droga, as autoridades competentes foram acionadas. Um homem foi preso em flagrante durante a ocorrência.

Operação Sufoco amplia apreensões no aeroporto

A ação integra a Operação Sufoco, conduzida pela Alfândega de Guarulhos com base em atividades de inteligência e monitoramento de acessos irregulares às áreas restritas do aeroporto.

Desde o início da operação, em 21 de agosto, outras duas apreensões de cocaína já haviam sido realizadas no aeroporto.

Na primeira ocorrência, registrada em 21 de agosto, aproximadamente 25 kg de cocaína foram encontrados escondidos em bolinhos recheados e bombons. A droga foi interceptada durante uma tentativa de entrada do entorpecente na área aeroportuária.

Mala com mais de 45 kg foi interceptada em setembro

Em 18 de setembro, uma nova ação de monitoramento identificou outra tentativa de transporte de drogas. Dessa vez, uma mala contendo mais de 45 kg de cocaína foi localizada antes do embarque.

O volume estava nas proximidades de uma aeronave que tinha Frankfurt, na Alemanha, como destino.

Operação já apreendeu mais de 180 kg de cocaína

Com a apreensão realizada em 22 de setembro, as ações da Operação Sufoco somaram mais de 180 kg de cocaína apreendidos entre 21 de agosto e 22 de setembro.

De acordo com a estimativa divulgada pela Receita Federal, o valor das drogas apreendidas durante esse período chega a aproximadamente R$ 9 milhões.

As ações fazem parte do trabalho de fiscalização aduaneira, inteligência e controle realizado no Aeroporto Internacional de Guarulhos para identificar tentativas de acesso irregular às áreas restritas e de transporte de entorpecentes.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

Ler Mais
Comércio Exterior

Duimp com CBS e IBS: registro fica bloqueado até 26 de setembro

Importadores e despachantes aduaneiros precisam ajustar o planejamento para o fim de semana de implantação das mudanças na Duimp, que passará a incorporar informações relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

De acordo com a Notícia Siscomex Importação nº 100/2026, publicada em 23 de setembro pela Receita Federal e pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o registro de novas Duimps ficará indisponível até as 23h59 de 26 de setembro. A liberação ocorrerá à zero hora de 27 de setembro, já com a nova versão do sistema.

A medida complementa a Notícia Siscomex nº 089/2026, de 19 de agosto, que havia estabelecido 27 de setembro como data para entrada em produção das alterações.

Registro da Duimp terá janela de bloqueio

Antes da liberação da nova versão, haverá uma parada programada dos sistemas do Portal Único Siscomex no sábado, 26 de setembro, das 14h às 18h. A interrupção, prevista na Notícia Siscomex Sistemas nº 016/2026, afetará diversos módulos, incluindo Duimp, DU-E, LPCO, Catálogo de Produtos, Conferência Aduaneira, CCT, Tratamento Tributário, Pagamento Centralizado e Classif.

Mesmo após o restabelecimento dos sistemas, o registro de Duimp permanecerá bloqueado até o fim do dia 26.

Segundo o comunicado, a restrição ocorrerá devido à indisponibilidade temporária da rede bancária no Pagamento Centralizado de Comércio Exterior (PCCE). Durante esse período, uma tentativa de registro poderá apresentar a mensagem “Conta Ativa – Não cadastrada no sistema PCCE”.

A orientação oficial é não abrir registro de erro no Serpro em razão dessa mensagem.

Na prática, declarações que precisem ser registradas no sábado deverão ser transmitidas antes das 14h. As que não forem concluídas até esse horário só poderão ser registradas novamente a partir da zero hora de domingo.

Operações envolvendo mercadorias perecíveis, prazos de permanência em recinto ou desembaraço condicionado a embarques posteriores exigem atenção especial ao cronograma.

Quais informações mudam na nova Duimp

As principais alterações estão relacionadas ao preenchimento dos itens da declaração e à preparação do sistema para a futura apuração da CBS e do IBS.

Entre as novas exigências está a indicação do local da operação de consumo, com informação da Unidade da Federação e do município. O dado será obrigatório em todos os itens da declaração e servirá para determinar a destinação do IBS.

Também será necessário informar, por item, os demais tributos e direitos devidos até a liberação. Mesmo quando o valor for zero, o campo deverá ser preenchido. Quando houver valor a recolher, a respectiva memória de cálculo deverá ser anexada ao dossiê associado à Duimp.

Outro ponto envolve as situações em que CBS e IBS não estejam submetidos ao recolhimento integral. Nesses casos, deverá ser selecionado o Fundamento Legal (FL) correspondente à operação, como hipóteses de suspensão, redução ou regimes especiais.

cClassTrib deixa de ser informado pelo importador

Uma das mudanças no preenchimento é que o importador não precisará mais informar diretamente o cClassTrib.

A partir dos fundamentos legais selecionados na declaração, o próprio sistema determinará os códigos CST e cClassTrib aplicáveis a cada item.

Na primeira versão da nova funcionalidade, esses códigos poderão ser consultados por meio da API. A visualização diretamente na tela da Duimp ficará para uma atualização posterior.

O ambiente de treinamento do Portal Único Siscomex já conta com as alterações desde agosto, permitindo que despachantes e empresas testem previamente os novos procedimentos.

Fundamentos legais ainda terão opções indisponíveis

Um dos pontos de atenção da implantação está na disponibilidade dos fundamentos legais de CBS e IBS.

A Notícia Siscomex de 23 de setembro informa que alguns Fundamentos Legais opcionais não estarão disponíveis no momento da entrada em produção. A previsão é que essas opções sejam incorporadas ao sistema ao longo da semana seguinte.

O próprio comunicado esclarece que o registro de uma Duimp utilizando um fundamento legal inadequado exclusivamente porque a opção correta ainda não estava disponível não será motivo de penalização.

Ainda assim, quando o fundamento correspondente for disponibilizado, a recomendação operacional é revisar e, se necessário, retificar a declaração. Isso é relevante porque a escolha do fundamento legal influencia os códigos CST e cClassTrib atribuídos pelo sistema.

Manter registros da indisponibilidade, incluindo telas do sistema e a identificação do comunicado, também pode ser útil para documentar o processo de importação.

CBS e IBS não serão cobrados em 2026

Apesar das mudanças implementadas na Duimp em setembro, o comunicado estabelece que não haverá cobrança ou recolhimento de CBS e IBS antes de 1º de janeiro de 2027.

Assim, a atualização do Portal Único tem, neste momento, caráter principalmente informacional. O sistema começa a coletar os dados necessários para a futura apuração dos dois tributos, mas o registro realizado em 2026 não produzirá, por si só, débito de CBS ou IBS.

A Lei Complementar nº 214/2025 estabelece regras específicas para a incidência dos novos tributos sobre a importação de bens materiais. Entre outros pontos, a legislação considera, para fins de cálculo, o fato gerador ocorrido na liberação dos bens submetidos a despacho para consumo e estabelece regras para a base de cálculo e para as alíquotas de transição.

O que empresas e despachantes devem revisar

A implantação exige ajustes tanto nos procedimentos internos quanto nos sistemas utilizados para elaboração e transmissão da Duimp.

Entre as principais providências estão:

  • mapear, produto a produto, o local de consumo que deverá constar na declaração;
  • identificar operações que não estejam sujeitas ao recolhimento integral de CBS e IBS;
  • definir o fundamento legal aplicável a cada operação;
  • adaptar sistemas próprios integrados ao Portal Único, considerando a entrada do local de consumo e a saída do preenchimento manual do cClassTrib;
  • testar as alterações no ambiente de treinamento;
  • revisar cronogramas de logística, câmbio e desembaraço aduaneiro que coincidam com o fim de semana da implantação;
  • acompanhar a disponibilização dos fundamentos legais que ainda não estarão presentes na primeira versão.

A partir de 27 de setembro, os dados registrados na nova Duimp começarão a formar o histórico das operações que servirá de base para os procedimentos relacionados à tributação de importações em 2027.

FONTE: Patax
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook