Negócios

Missão empresarial italiana reúne mais de 60 organizações e fortalece parcerias com a indústria têxtil de Santa Catarina

A aproximação entre empresas brasileiras e italianas para ampliar negócios, incorporar novas tecnologias e fortalecer a competitividade industrial marcou a etapa catarinense da Missão Empresarial Italiana no Brasil, realizada na terça-feira (20), em Blumenau.

O encontro ocorreu no SENAI Blumenau e reuniu representantes de mais de 60 empresas e organizações, incluindo 22 companhias italianas especializadas em máquinas, equipamentos e tecnologias para a indústria. A programação contou com apresentações técnicas, debates sobre os desafios do setor têxtil e rodadas de negócios entre potenciais parceiros comerciais.

A iniciativa buscou conectar a experiência italiana em tecnologia e automação industrial à capacidade produtiva brasileira nos segmentos de matérias-primas, fios, tecidos e confecção.

Entre as empresas brasileiras participantes estavam Hering, Karsten, Altenburg, Texneo, Malwee, TChristina, Círculo, Buddemeyer e Vicunha.

Santa Catarina reforça protagonismo na indústria têxtil brasileira

Durante a abertura do evento, o vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para o Vale do Itajaí, Ulrich Kuhn, destacou a relevância econômica da indústria têxtil e de confecção para o Brasil e, especialmente, para Santa Catarina.

De acordo com os dados apresentados, o setor responde por 17% da mão de obra da indústria de transformação brasileira, reúne aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos e conta com quase 60 mil unidades produtivas.

Santa Catarina ocupa a posição de segundo maior polo têxtil do país, além de liderar os segmentos de vestuário e beneficiamento. No estado, a cadeia produtiva integrada envolve cerca de 200 mil pessoas.

Kuhn também ressaltou a contribuição do Sistema FIESC para o desenvolvimento industrial catarinense, com unidades de formação continuada distribuídas por 80% dos municípios do estado.

“Entendemos que são muitas as oportunidades que podem ser criadas aqui hoje”, afirmou o dirigente, ao destacar o potencial de cooperação entre os mercados brasileiro e italiano.

Formação profissional contribui para a competitividade da indústria

Além das oportunidades comerciais, a programação apresentou iniciativas de qualificação profissional, educação e inovação industrial desenvolvidas em Santa Catarina.

A gerente executiva regional do Vale do Itajaí da FIESC, SESI/SC, SENAI/SC e IEL/SC, Graziela da Silva, detalhou a atuação integrada das instituições em áreas como Educação Básica e Profissional, Saúde e Bem-estar, Tecnologia e Inovação.

Segundo Graziela, o número de matrículas em cursos técnicos, de aprendizagem industrial e de qualificação profissional ultrapassou 200 mil em 2026, superando o total registrado durante todo o ano anterior.

“Nossos cursos são feitos sob medida para atender as demandas específicas das nossas indústrias”, destacou a gerente, enfatizando a importância da formação prática e da colaboração direta com as empresas.

A apresentação reforçou o papel da capacitação de trabalhadores no atendimento às necessidades do setor produtivo e na preparação da indústria para incorporar novas tecnologias.

Projetos de inovação apresentam alternativas sustentáveis para o setor têxtil

A agenda também deu destaque às pesquisas aplicadas desenvolvidas pelo SENAI em Santa Catarina. O coordenador do Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, Vestuário e Design do estado, Jairo Dias, apresentou projetos que demonstram como a colaboração entre centros de pesquisa e empresas pode gerar soluções para a cadeia produtiva.

Entre as iniciativas apresentadas estão o Banana Têxtil e o Reciclatec, ambos voltados ao desenvolvimento de materiais e processos com foco na sustentabilidade industrial.

Banana Têxtil transforma resíduos agrícolas em fios e tecidos

O projeto Banana Têxtil utiliza resíduos do pseudocaule da bananeira como matéria-prima para produzir fios e tecidos industriais sustentáveis. Os materiais podem ser empregados na indústria da moda e na fabricação de cordas ecológicas.

A iniciativa foi desenvolvida com a participação de parceiros como Eurofios, Altenburg, Musa da Terra e Pacoa Eco e chegou à final do prêmio internacional BRICS Solutions Awards.

A proposta busca ampliar o aproveitamento de resíduos agrícolas e criar alternativas para a produção de materiais com menor impacto ambiental.

Reciclatec investe na reciclagem de resíduos têxteis

Outro destaque foi o Reciclatec, projeto de pesquisa dedicado à produção de fios a partir de resíduos de tecidos de poliamida e poliéster.

Coordenado pela pesquisadora Vera Lúcia Vogel Faustino dos Santos, o trabalho procura ampliar as possibilidades de reciclagem têxtil industrial, favorecendo o reaproveitamento de materiais que seriam descartados.

A iniciativa está alinhada aos princípios da economia circular, que busca prolongar o ciclo de vida dos recursos e reduzir a geração de resíduos ao longo da cadeia produtiva.

Cooperação entre Brasil e Itália abre oportunidades para novos negócios

A missão empresarial realizada em Blumenau combinou aproximação comercial, intercâmbio tecnológico e apresentação de iniciativas de pesquisa e desenvolvimento.

A participação de fornecedores italianos e de importantes indústrias brasileiras criou oportunidades para discutir soluções voltadas à modernização dos processos produtivos, à inovação e à sustentabilidade.

A integração entre tecnologia industrial, qualificação profissional e pesquisa aplicada também evidencia caminhos para fortalecer a indústria têxtil catarinense e ampliar sua capacidade de competir nos mercados nacional e internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Porto de São Francisco do Sul conclui dragagem de manutenção com retirada de 170 mil m³ de sedimentos

O Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, concluiu a dragagem de manutenção da dársena, área interna utilizada para as manobras e a atracação de navios. A operação removeu 170 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo do mar e teve como objetivo preservar a profundidade de 14 metros necessária às atividades portuárias.

O serviço foi executado pela draga Galileo Galilei, da empresa Jan de Nul do Brasil. Ao todo, foram dragados 133 mil metros quadrados, superfície equivalente a aproximadamente 20 campos de futebol.

Dragagem portuária recebeu investimento de R$ 8 milhões

A obra recebeu investimento de R$ 8 milhões, custeado com recursos próprios da Autoridade Portuária. Os sedimentos retirados foram transportados para uma área de descarte em alto-mar, definida pelos órgãos ambientais e localizada a 23 quilômetros do porto.

Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, a manutenção da dársena é fundamental para garantir a continuidade das operações e preservar a competitividade do complexo portuário.

O secretário destacou que a conclusão do serviço reforça o compromisso da gestão com a capacidade operacional do porto e com a conservação da infraestrutura necessária ao atendimento das embarcações.

Manutenção da profundidade aumenta a segurança das operações

O presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, ressaltou que a dragagem atende a uma demanda da comunidade portuária e contribui para melhorar as condições de segurança e eficiência durante a atracação e a desatracação dos navios.

De acordo com Vieira, manter a profundidade adequada da dársena é uma medida essencial para assegurar o funcionamento da estrutura e dar continuidade às operações marítimas.

A intervenção integra as ações de manutenção da infraestrutura portuária, com foco na preservação das condições de navegabilidade e na eficiência das atividades realizadas no terminal.

Draga Galileo Galilei tem capacidade para 18 mil m³

Utilizada no serviço, a Galileo Galilei é uma draga autotransportadora de sucção e arrasto, conhecida como draga Hopper. O equipamento pertence à empresa Jan de Nul do Brasil e está entre os modelos de grande porte empregados em obras marítimas.

A embarcação possui 166 metros de comprimento e capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem. Esse volume corresponde, aproximadamente, à carga de 1.800 caminhões trucados. A estrutura também conta com acomodações para 32 tripulantes.

O mesmo equipamento foi utilizado no engordamento da Praia de Itapoá, concluído no fim de agosto, durante os trabalhos de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga.

Essa outra intervenção também está vinculada às obras conduzidas pelo Porto de São Francisco do Sul para melhorar as condições de acesso marítimo à região.

Como funciona a dragagem do fundo do mar

A dragagem é realizada em ciclos que envolvem a retirada, o transporte e o descarte dos sedimentos. O processo começa com o posicionamento dos tubos de sucção no leito marinho.

Por meio de bombas de alta potência, o material é aspirado e transferido para a cisterna da draga. Quando o compartimento atinge sua capacidade, a embarcação segue até a área de descarte autorizada, conhecida como bota-fora.

Nesse local, os sedimentos são depositados no fundo do mar, conforme a área definida para a operação. Após o descarregamento, a draga retorna à região de trabalho com a cisterna vazia para iniciar um novo ciclo.

A repetição dessas etapas permite remover o material acumulado e manter a profundidade necessária para a circulação e as manobras das embarcações.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Agronegócio

Doença de Newcastle: Brasil enfrenta restrições à exportação de produtos avícolas

A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus nos arredores de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, levou parceiros comerciais do Brasil a estabelecer restrições à importação de produtos avícolas. A maior parte dos países deve limitar as medidas à área afetada, conforme os protocolos sanitários firmados com o governo brasileiro.

As exceções incluem China e Malásia, cujos acordos preveem restrições de alcance nacional. A China, porém, decidiu restringir o embargo às unidades produtoras catarinenses, decisão considerada positiva pelas autoridades brasileiras. A Malásia ainda nãoinformou como aplicará as medidas. Já o México suspendeu as importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro na última segunda-feira (19).

Ministério da Agricultura orienta certificação das exportações

As diretrizes para a continuidade das exportações foram detalhadas em um ofício circular do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O documento orienta os auditores fiscais agropecuários sobre os procedimentos de certificação dos produtos destinados ao mercado internacional, respeitando as exigências sanitárias estabelecidas individualmente por cada parceiro comercial.

Como referência para a aplicação das restrições, o ministério definiu 21 de setembro de 2026, data em que foram coletadas as primeiras amostras de aves sem sintomas aparentes na propriedade investigada. As análises levaram à confirmação do foco da doença.

O ofício também determina que certificados internacionais emitidos antes das restrições sejam avaliados conforme as regras de cada país importador, considerando fatores como datas de produção, abate, obtenção da matéria-prima e emissão da certificação.

Inspeção sanitária exige atenção redobrada

Além das medidas relacionadas ao comércio exterior, o Ministério da Agricultura reforçou os procedimentos de vigilância sanitária nos estabelecimentos de abate. Os auditores devem verificar cuidadosamente os registros de mortalidade das aves nas granjas e observar possíveis sinais clínicos durante as inspeções realizadas antes e depois do abate.

Na presença de suspeitas de síndromes respiratórias e nervosas das aves (SRN), o serviço veterinário estadual deverá ser acionado para avaliação. A inspeção post mortem também deve priorizar a identificação de lesões características dessas enfermidades.

Segundo o documento, aves transportadas com a Guia de Trânsito Animal (GTA) estão aptas ao abate, desde que atendam às condições sanitárias exigidas. Caso exista suspeita da doença ainda na propriedade, o trânsito dos animais deve ser interditado.

Quais países restringiram as importações brasileiras?

As medidas variam conforme os acordos sanitários e os tipos de produtos exportados. As restrições foram organizadas em diferentes categorias.

Embargo nacional: China e Malásia possuem protocolos que preveem restrições para todo o território brasileiro. A China, entretanto, limitou sua decisão às unidades catarinenses. O México também suspendeu as compras nacionais, conforme anunciado em 19 de outubro.

Restrições para Santa Catarina: Cazaquistão, Chile, Peru (para produtos processados), Tadjiquistão, Ucrânia, União Europeia, União Aduaneira Euroasiática e Uzbequistão possuem protocolos que estabelecem limitações para o estado, com diferenças conforme o produto.

Restrições à área afetada: África do Sul, Argentina, Arábia Saudita, Canadá, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Israel, Japão, Reino Unido, Taiwan, Tailândia, Turquia, Vietnã e outros mercados adotam medidas delimitadas à região afetada ou a um raio específico, conforme as regras bilaterais.

Há também condições particulares para determinados produtos. O Chile, por exemplo, aplica restrições específicas às vísceras comestíveis, enquanto o Peru diferencia as regras para produtos processados e carnes e miúdos in natura, congelados ou resfriados. União Europeia e União Aduaneira Euroasiática também estabelecem exigências específicas para determinadas categorias de derivados e subprodutos.

Butão, Irã e Ilhas Maurício estão entre os países que aplicam restrições aos animais provenientes do foco da doença.

Tratamento térmico pode permitir exportações

Alguns mercados admitem a entrada de determinados produtos avícolas brasileiros desde que sejam submetidos a tratamento térmico, conforme as condições sanitárias estabelecidas nos respectivos protocolos.

Entre os países que preveem essa possibilidade estão África do Sul, Argentina, Reino Unido e Vietnã.

O Ministério da Agricultura informou que as certificações já estavam seguindo as regras aplicáveis desde segunda-feira (19). A publicação da relação oficial dos países que adotaram medidas específicas estava prevista para terça-feira (20).

A abrangência das restrições e as condições de certificação variam de acordo com o destino e a categoria do produto, tornando necessária a verificação individual dos requisitos sanitários antes do embarque.

O que é a doença de Newcastle

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres, podendo provocar problemas respiratórios, alterações neurológicas, queda na produção de ovos e mortalidade elevada nos plantéis.

O risco para a população humana é considerado baixo: em situações raras, pessoas expostas diretamente a aves infectadas podem desenvolver conjuntivite leve e temporária. Não há evidências de que o consumo de carne de aves ou ovos devidamente inspecionados e cozidos represente risco de transmissão da doença. Ainda assim, é fundamental seguir as orientações das autoridades sanitárias, reforçar a vigilância nas granjas e evitar o contato com aves doentes ou mortas.

Fonte: Globo Rural / Embrapa / OMSA

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa feita com IA

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Portos

Itajaí exporta cerca de 120 caminhões, ônibus e tanques para Angola

O complexo portuário de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, realizou o embarque de aproximadamente 120 veículos com destino a Luanda, capital de Angola. A carga, transportada pelo navio UML Victoria, inclui caminhões, ônibus e tanques destinados a projetos de mobilidade urbana e à expansão da frota comercial do país africano.

A embarcação deixou o terminal na terça-feira, após ser carregada em uma operação conduzida pela Poly Terminais, em parceria com a Teporti, responsável pela gestão logística da movimentação.

Operação envolve transporte de cargas especiais

O embarque é classificado como carga de projeto, modalidade utilizada para transportar mercadorias de grandes dimensões, peso elevado ou formatos que exigem procedimentos específicos de movimentação.

Os terminais de Itajaí possuem estrutura e parcerias para atender a esse tipo de operação. O transporte de veículos e equipamentos pesados integra uma rota marítima regular entre Santa Catarina e Angola, utilizada também para o envio de maquinários destinados a diferentes setores da economia.

Ônibus brasileiros reforçam frota urbana de Angola

Entre os veículos embarcados estão ônibus Apache Vip, fabricados pela Caio. O modelo, conhecido pela utilização no transporte coletivo urbano brasileiro, conta com carroceria montada sobre chassi da Volkswagen.

Segundo as informações divulgadas, a fabricante Caio já comercializou cerca de mil unidades do modelo para Angola. Parte desses veículos foi enviada ao mercado africano por meio dos portos que integram o complexo portuário de Itajaí.

A exportação reforça a participação da indústria brasileira no fornecimento de veículos para o transporte público de outros países.

Caminhões da Volkswagen atendem setores comerciais e da construção

A carga também inclui caminhões da Volkswagen, destinados a atividades de transporte comercial e construção civil em Angola.

O país africano figura entre os mercados relevantes para as exportações da montadora. A Volkswagen Caminhões também vem ampliando sua presença em outros países da África, região considerada estratégica para a expansão internacional da empresa.

Porto de Itajaí amplia movimentação de cargas internacionais

O embarque para Angola se soma a outras operações de exportação de equipamentos e veículos realizadas recentemente na região portuária catarinense.

Na semana anterior, o complexo de Itajaí recebeu uma operação para o envio de 40 carretas canavieiras da Randon a Jacarta, capital da Indonésia. O transporte foi organizado pela SC Portos em parceria com a JBS Terminais, no Porto de Itajaí.

As duas operações demonstram a atuação dos terminais da região na movimentação de cargas especiais destinadas a diferentes mercados internacionais, ampliando as possibilidades logísticas para a indústria brasileira.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

Porto de Itajaí pede reforço de rebocadores diante de correntezas associadas ao El Niño

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, solicitou o reforço na disponibilidade de rebocadores para ampliar a segurança das operações de navegação diante das possíveis mudanças nas condições hidrológicas relacionadas ao El Niño.

A preocupação envolve a intensidade das correntezas no rio e no canal de acesso ao complexo portuário, fatores que podem dificultar as manobras de entrada e saída dos navios.

Correntezas exigem atenção nas manobras portuárias

O aumento da força das correntes pode tornar a movimentação das embarcações mais complexa, exigindo cuidados adicionais das equipes responsáveis pelas operações.

Nesse cenário, a disponibilidade de rebocadores portuários é fundamental para auxiliar no posicionamento e no deslocamento dos navios, contribuindo para a segurança durante as manobras.

A solicitação de reforço busca ampliar o suporte às embarcações e reduzir os riscos operacionais diante de condições hidrológicas potencialmente desfavoráveis.

El Niño coloca navegação em alerta em Santa Catarina

Os possíveis efeitos do El Niño na navegação reforçam a necessidade de monitoramento das condições do rio e do canal de acesso ao Porto de Itajaí.

A adoção de medidas preventivas e o acompanhamento das correntezas são importantes para manter a segurança das operações e minimizar possíveis impactos na movimentação portuária.

O reforço na disponibilidade de rebocadores integra esse esforço de prevenção, especialmente em situações que exigem maior controle durante a entrada e a saída de navios.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Visor Notícias

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Comércio Internacional

China amplia importação de miúdos suínos brasileiros, com potencial de mais de 100 mil toneladas por ano

A China ampliou a lista de miúdos e subprodutos suínos brasileiros autorizados para importação, abrindo novas oportunidades para a indústria nacional de proteína animal. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a mudança pode viabilizar o envio de mais de 100 mil toneladas desses produtos por ano ao mercado chinês e gerar uma receita adicional superior a US$ 100 milhões para o setor.

A novidade ganhou destaque internacional na terça-feira (13/10), em reportagem da publicação holandesa Pig Progress, que repercutiu a ampliação do acesso dos produtos brasileiros ao mercado asiático.

A medida decorre da atualização do protocolo sanitário bilateral, assinada em 26 de setembro pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.

Novo acordo amplia a lista de produtos suínos exportados à China

Com a revisão do protocolo, o Brasil poderá exportar uma variedade maior de partes e subprodutos de suínos para a China. Entre os itens autorizados estão órgãos internos, como fígado, rins e estômago, além de pele, cartilagem, coração, diafragma e ossos.

A ampliação permite aproveitar melhor diferentes partes dos animais abatidos, agregando valor à produção e diversificando as receitas da indústria brasileira de carne suína.

Para a ABPA, a medida também representa uma oportunidade de fortalecer a presença do Brasil em um dos mercados mais relevantes para o comércio internacional de produtos suínos.

Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram potencial de exportação

Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul aparecem entre os principais beneficiados pela abertura comercial, considerando a capacidade produtiva e as estimativas de demanda pelos novos produtos autorizados.

Em Santa Catarina, que já podia exportar alguns miúdos externos, como pés, orelhas e rabos, a estimativa da ABPA aponta potencial de 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos destinados à China.

No Rio Grande do Sul, o volume potencial supera 40 mil toneladas por ano. O estado também apresenta oportunidades relacionadas à exportação de carne suína com osso.

A ampliação do mercado pode favorecer frigoríficos e outros elos da cadeia produtiva, criando alternativas comerciais para produtos que antes tinham acesso mais restrito ao mercado chinês.

Frigoríficos precisam cumprir exigências sanitárias

Apesar da atualização do protocolo, a autorização para exportar os novos itens não ocorre automaticamente para todas as empresas.

Os frigoríficos brasileiros que já possuem habilitação para vender carne suína à China poderão solicitar a inclusão dos produtos adicionais em seu escopo de exportação. Para isso, deverão atender aos procedimentos e requisitos sanitários estabelecidos entre os dois países.

O cumprimento dessas exigências é necessário para garantir que os estabelecimentos estejam autorizados a comercializar as novas categorias de produtos no mercado asiático.

China é mercado estratégico para a carne suína brasileira

A China importa aproximadamente US$ 2,5 bilhões em miúdos suínos por ano. Esses produtos fazem parte da culinária tradicional do país, o que contribui para a existência de uma demanda relevante por diferentes partes do animal.

A relação comercial entre os dois países já apresenta números expressivos. Conforme dados da ABPA, o Brasil embarcou 2,7 milhões de toneladas de produtos suínos para o mercado chinês entre 2013 e 2024.

Para o presidente da entidade, Ricardo Santin, a ampliação do acesso contribui para melhorar o aproveitamento da produção brasileira, agregar valor aos produtos e abrir novas possibilidades de negócios para toda a cadeia da proteína animal.

Com a inclusão dos novos itens, o setor espera ampliar as receitas, diversificar as exportações e aproveitar melhor o potencial do mercado chinês.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Exportação

Exportações de carne suína do Brasil crescem 6,2% e somam 1,19 milhão de toneladas em 2026

As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 1,192 milhão de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, alta de 6,2% em comparação com o mesmo período de 2025, quando os embarques alcançaram 1,122 milhão de toneladas. Os dados, que abrangem produtos in natura e processados, foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita obtida com as vendas externas também apresentou crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, o setor movimentou US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% frente aos US$ 2,703 bilhões registrados nos nove primeiros meses do ano passado.

Apesar do desempenho positivo no acumulado, setembro apresentou retração tanto no volume exportado quanto no faturamento.

Exportações de carne suína recuam em setembro

No nono mês de 2026, o Brasil embarcou 135 mil toneladas de carne suína para o mercado internacional, uma redução de 11% em relação às 151,6 mil toneladas exportadas em setembro de 2025.

A receita mensal somou US$ 289,3 milhões, queda de 21,5% na comparação com os US$ 368,4 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

O resultado reflete um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais, embora o volume acumulado nos primeiros nove meses continue acima do registrado em 2025.

Filipinas lideram compras, enquanto Japão e Chile ampliam importações

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em setembro, com a compra de 25,691 mil toneladas. Apesar da liderança, o volume representou uma queda de 47,7% em relação às 49,078 mil toneladas importadas no mesmo mês de 2025.

O Japão e o Chile se destacaram pelo crescimento das aquisições. Confira os resultados dos cinco principais destinos no período:

  • Filipinas: 25,691 mil toneladas, queda de 47,7%.
  • Japão: 15,916 mil toneladas, alta de 38,9%.
  • Chile: 14,431 mil toneladas, crescimento de 72%.
  • China: 11,418 mil toneladas, recuo de 16,4%.
  • Vietnã: 7,392 mil toneladas, redução de 23,2%.

Os números mostram movimentos distintos entre os mercados compradores, com expansão das vendas para Japão e Chile e diminuição dos embarques destinados às Filipinas, à China e ao Vietnã.

Argentina, República Dominicana e Peru registram alta nas compras

Outros mercados também contribuíram para diversificar os destinos da exportação de carne suína do Brasil em setembro.

A Argentina importou 7,312 mil toneladas, avanço de 73,8% na comparação anual. Na República Dominicana, os embarques cresceram 53,6%, alcançando 2,129 mil toneladas.

O Peru apresentou uma das maiores variações percentuais do mês, com alta de 104,6% e volume de 1,054 mil toneladas. Já a África do Sul recebeu 822 toneladas, crescimento de 99,4%.

Outro destaque foi a Malásia, mercado recentemente aberto ao produto brasileiro, que importou 1,918 mil toneladas em setembro.

ABPA destaca diversificação de mercados e competitividade

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a redução dos embarques em setembro deve ser analisada considerando a base elevada de comparação e a pressão sobre os preços internacionais.

Segundo ele, o desempenho acumulado continua positivo, com médias mensais superiores a 130 mil toneladas e crescimento de mais de 6% no volume exportado.

Santin também ressaltou o avanço das vendas para países como Japão, Chile e Argentina, além do início dos embarques para a Malásia. Na avaliação do dirigente, esses resultados demonstram a capacidade de diversificação dos mercados compradores e a competitividade da proteína suína brasileira no comércio internacional.

Santa Catarina mantém liderança nas exportações de carne suína

Entre os estados exportadores, Santa Catarina permaneceu na primeira posição em setembro de 2026, com 64,479 mil toneladas embarcadas. O volume, porém, foi 11,4% inferior às 72,784 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

O Rio Grande do Sul ocupou a segunda colocação, com 33,779 mil toneladas, queda de 5,5%. O Paraná ficou em terceiro lugar, com 22,737 mil toneladas, recuo de 10,1%.

Confira o desempenho dos cinco principais estados exportadores:

  • Santa Catarina: 64,479 mil toneladas, queda de 11,4%.
  • Rio Grande do Sul: 33,779 mil toneladas, redução de 5,5%.
  • Paraná: 22,737 mil toneladas, recuo de 10,1%.
  • Mato Grosso: 3,762 mil toneladas, queda de 3,7%.
  • Minas Gerais: 3,477 mil toneladas, alta de 19,4%.

Minas Gerais foi o único estado entre os cinco maiores exportadores a registrar crescimento na comparação anual. Os embarques mineiros avançaram de 2,912 mil toneladas, em setembro de 2025, para 3,477 mil toneladas no mesmo mês de 2026.

Mesmo com a retração mensal observada em diferentes estados e mercados, o saldo de janeiro a setembro permanece positivo para o setor, reforçando a presença da carne suína brasileira no mercado global.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABPA

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Indústria

Indústria de brinquedos de Santa Catarina reúne 69 empresas e exporta para 25 países

A indústria de brinquedos de Santa Catarina conta com 69 empresas, gera centenas de empregos e mantém presença no mercado internacional, com exportações destinadas a 25 países. De acordo com levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), as vendas externas do setor alcançaram US$ 817,2 mil em 2025.

A atividade emprega 692 trabalhadores distribuídos por 13 municípios catarinenses. Blumenau lidera em número de postos de trabalho, com 347 profissionais, seguida por Joinville, com 177, e Florianópolis, com 45.

A produção estadual abrange uma variedade de artigos, incluindo brinquedos de madeira, carrinhos, quebra-cabeças, jogos educativos e produtos de entretenimento eletrônico.

Exportações de brinquedos catarinenses têm foco na América do Sul

Os países vizinhos concentram a maior parte das vendas internacionais do segmento. Em 2025, Paraguai, Argentina e Uruguai foram os principais mercados compradores de brinquedos e artigos relacionados fabricados em Santa Catarina.

Juntos, os três destinos responderam por 78,8% das exportações estaduais do setor, evidenciando a relevância do mercado sul-americano para a indústria catarinense.

Brinquedos e jogos diversos lideram as vendas externas

Os brinquedos e jogos diversos representaram a maior parcela das exportações do segmento em 2025, correspondendo a 89,4% do valor total comercializado no exterior.

Essa categoria reúne produtos como carrinhos, conjuntos de montar, quebra-cabeças e brinquedos confeccionados em madeira, refletindo a diversidade da fabricação estadual.

Consoles e jogos eletrônicos ganham espaço nas exportações

Os dados mais recentes também apontam mudanças na participação dos diferentes produtos vendidos ao exterior. Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações catarinenses de consoles e máquinas de videogame totalizaram US$ 301,1 mil.

No mesmo período, os embarques de brinquedos e jogos diversos somaram US$ 298,2 mil. Com isso, os produtos eletrônicos superaram essa categoria em valor exportado, indicando a relevância desse segmento no comércio exterior da indústria de brinquedos de Santa Catarina.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Importação

Governo zera imposto de importação de máquinas de costura, microfones e instrumentos musicais

O governo federal zerou o imposto de importação de máquinas de costura domésticas, microfones e determinados instrumentos musicais. A medida entrou em vigor em 1º de outubro de 2026 e estabelece tarifa zero permanente e sem limite de quantidade para os produtos contemplados pela regulamentação.

A mudança foi estabelecida pela Resolução 926/2026 do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), que incorporou ao ordenamento brasileiro decisões do Mercosul. Antes da alteração, as tarifas chegavam a 20% para máquinas de costura e a 18% para determinados instrumentos musicais de corda acústicos e de sopro.

Além de reduzir os custos de importação, a nova regra modifica as condições de acesso ao benefício fiscal para algumas mercadorias, especialmente as máquinas de costura, que anteriormente estavam sujeitas a limites quantitativos.

Tarifa zero elimina cotas para máquinas de costura domésticas

Uma das principais mudanças envolve as máquinas de costura domésticas, que passam a contar com isenção definitiva do imposto de importação, sem depender de cotas ou de um limite de unidades beneficiadas.

Antes da nova regulamentação, a alíquota aplicada a esses equipamentos era de 20%, e o benefício tarifário funcionava de forma provisória, condicionado a uma quantidade determinada de produtos.

Com a entrada em vigor da resolução, essa restrição foi eliminada para as mercadorias enquadradas nos códigos tarifários previstos na norma.

A medida pode beneficiar tanto consumidores quanto pequenos negócios ligados à costura e à indústria têxtil, incluindo empreendimentos que utilizam esses equipamentos na produção de roupas, ajustes e outros serviços.

A isenção, no entanto, não abrange automaticamente qualquer máquina de costura. O enquadramento depende da classificação fiscal e das características do equipamento especificadas na regulamentação.

São Paulo e Santa Catarina estão entre os destaques nas importações

Dados de 2025 do ComexStat, sistema de estatísticas do comércio exterior mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que São Paulo e Santa Catarina estiveram entre os estados com destaque nas importações de máquinas de costura e instrumentos musicais.

A distribuição das compras internacionais varia conforme a categoria dos produtos.

Entre os estados mencionados no levantamento, os destaques são:

  • Máquinas de costura: São Paulo, Santa Catarina, Alagoas, Amazonas e Pernambuco.
  • Instrumentos musicais: São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Os números se referem ao período anterior à entrada em vigor da tarifa zero. Por isso, não demonstram eventuais efeitos da nova política sobre o volume de importações ou a participação dos estados no comércio exterior brasileiro.

A mudança nas alíquotas poderá alterar os custos das operações comerciais, mas seus reflexos dependerão do comportamento dos importadores e da demanda pelos produtos beneficiados.

Violões, violinos, flautas e trompetes estão entre os produtos contemplados

A redução tarifária também alcança diferentes categorias de instrumentos musicais importados, desde que os produtos correspondam às classificações previstas na resolução.

Entre os instrumentos acústicos de corda contemplados estão:

  • Violões e violas;
  • Violinos e violoncelos;
  • Contrabaixos;
  • Harpas;
  • Cavaquinhos.

A medida também inclui instrumentos de sopro, como flautas, clarinetes, trompetes, trombones, trompas, tubas, bombardinos e gaitas. Acordeons também aparecem entre os produtos citados na relação de mercadorias abrangidas.

Os microfones integram a lista de itens beneficiados, conforme os respectivos códigos tarifários.

Para os instrumentos de corda acústicos e de sopro incluídos na medida, a alíquota anterior de 18% foi reduzida a zero.

Isso não significa, porém, que todos os produtos comercializados nessas categorias estejam automaticamente isentos. A aplicação da tarifa depende da identificação correta da mercadoria e de seu enquadramento fiscal.

Resolução do Gecex/Camex incorpora decisão do Mercosul

A mudança tarifária tem origem em deliberações do Grupo Mercado Comum (GMC) do Mercosul, que foram incorporadas à legislação brasileira por meio da Resolução 926/2026 do Gecex/Camex.

Embora o ato tenha sido editado no fim de junho de 2026, as novas condições não passaram a valer imediatamente. A vigência começou em 1º de outubro do mesmo ano.

A diferença entre a publicação da resolução e o início de seus efeitos é importante para compreender o alcance da medida. Foi a partir de outubro que as novas alíquotas passaram a ser aplicadas aos produtos contemplados.

No caso das máquinas de costura domésticas, a alteração vai além da redução do imposto de 20% para zero: o benefício passa a ser permanente e deixa de depender de cotas quantitativas.

O que muda para importadores e consumidores?

A eliminação do imposto de importação reduz um dos custos tributários incidentes sobre a entrada dos produtos beneficiados no Brasil. Isso pode favorecer empresas que importam equipamentos de costura, instrumentos musicais e microfones, além de ampliar as possibilidades de negociação no mercado nacional.

Entretanto, a tarifa zero não garante, por si só, uma queda imediata nos preços ao consumidor. O valor final também depende de outros tributos aplicáveis, despesas logísticas, câmbio, margens comerciais e condições de mercado.

Para importadores, o principal cuidado é verificar se a mercadoria está efetivamente contemplada pela Resolução 926/2026 e se sua classificação fiscal corresponde à prevista na norma.

Com a nova regulamentação em vigor desde outubro de 2026, os produtos enquadrados passam a contar com as condições tarifárias estabelecidas pelo governo, incluindo a isenção permanente e sem cotas para as máquinas de costura domésticas abrangidas pela medida.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Porto de Itajaí embarca mais de mil toneladas de conjuntos canavieiros com destino à Indonésia

Operação, realizada pela SC Portos, reforça a atuação do Porto na movimentação de carga geral

O Porto de Itajaí realizou o embarque de 40 remontas de conjuntos canavieiros da fabricante Randon com destino ao porto de Jacarta, na Indonésia. A operação movimentou cerca de 1,1 mil toneladas de carga no navio Green Brazil, que desatracou na terça-feira (6), às 10h32.

Realizado pela SC Portos, o embarque utilizou o sistema Lo-Lo (load on, load off), no qual as cargas são içadas. Nessa operação, os equipamentos foram embarcados com o guindaste de bordo da própria embarcação.

O Porto de Itajaí tem tradição nas operações Ro-Ro (roll on, roll off), em que a carga rodante embarca e desembarca rodando. Somente em 2026, já foram movimentados 17.056 veículos nessa modalidade. O embarque dos conjuntos canavieiros pelo sistema Lo-Lo demonstra a capacidade do terminal de atender diferentes necessidades de movimentação de cargas.

Os equipamentos serão utilizados no transporte de cana-de-açúcar. A exportação integra a primeira venda de semirreboques da Randon para a Indonésia e reforça o papel do Porto de Itajaí no escoamento da produção industrial brasileira para mercados internacionais.

Crescimento da movimentação

Entre janeiro e agosto de 2026, o Porto de Itajaí movimentou 3.501.781 toneladas, considerando as operações do cais comercial e da área arrendada. O volume representa crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2025, com acréscimo de 706.353 toneladas.

A movimentação de contêineres alcançou 326.284 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, uma alta de 56% na comparação com os oito primeiros meses do ano passado. O faturamento acumulado chegou a R$ 124,7 milhões, crescimento de 4,17% no mesmo período.

A conexão com o mercado asiático também aparece nas linhas marítimas que atendem o Porto. Em agosto, a Ásia concentrou 11 das 37 linhas registradas, o maior número entre as regiões atendidas. A exportação para a Indonésia é um exemplo das operações que conectam a indústria brasileira aos mercados desse continente.

A Superintendência do Porto de Itajaí segue trabalhando para ampliar a eficiência das operações e fortalecer a participação do terminal no comércio exterior, contribuindo para o desenvolvimento econômico de Itajaí e da região.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGENS: SC Portos

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