Eventos

“NR-1 na Prática” reúne especialistas para orientar empresas sobre os novos desafios da saúde mental e gestão de riscos no trabalho

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) marca uma nova fase na gestão de saúde e segurança do trabalho no Brasil. Com a ampliação do foco sobre os riscos psicossociais, as empresas passaram a ser desafiadas a olhar para além dos riscos físicos, incorporando fatores como estresse ocupacional, assédio, sobrecarga de trabalho, clima organizacional e saúde mental na gestão de seus ambientes corporativos.

Esse novo cenário tem despertado dúvidas entre empresários, gestores e profissionais de Recursos Humanos sobre como colocar as exigências da norma em prática. Para contribuir com esse processo, o ReConecta News promove, no dia 29 de julho, o encontro “NR-1 na Prática”, no espaço We Scale, na Praia dos Amores, em Balneário Camboriú. O encontro está marcar para começar às 9h.

O evento contará com palestras e uma mesa de debates formada por especialistas com ampla experiência nas áreas jurídica, psicológica, acadêmica e de gestão de pessoas.

Uma visão multidisciplinar sobre a nova NR-1

A programação foi estruturada para apresentar diferentes perspectivas sobre a implementação da norma, oferecendo aos participantes uma visão prática dos impactos da atualização na rotina das empresas.

Entre os convidados está Odair Tramontim, mestre em Direito, professor da FURB desde 1990 e ex-promotor de Justiça, com 35 anos de atuação no Ministério Público e passagem pela coordenação do GAECO de Blumenau. Também participa a psicóloga Greice Ferreira, fundadora da ComexMind, que reúne 15 anos de experiência na psicologia clínica e organizacional, com atuação voltada à gestão de riscos psicossociais e saúde mental no ambiente corporativo.

Representando a academia, Rogério Benche contribuirá com sua experiência em comportamento humano, desenvolvimento de lideranças e produtividade organizacional. A mediação da mesa de discussões será conduzida por Rose Catarina, executiva com quatro décadas de trajetória profissional e 27 anos dedicados à gestão de pessoas, especialista em gestão estratégica, operações e desenvolvimento humano.

Espaço para troca de experiências

Mais do que apresentar os aspectos técnicos da norma, o encontro foi pensado para aproximar empresários, gestores, profissionais de Recursos Humanos, lideranças e especialistas em um ambiente de discussão sobre as mudanças que já começam a transformar a cultura organizacional das empresas brasileiras.

A condução do evento ficará por conta da CEO do ReConecta News, Renata Palmeira, que atuará como host das apresentações e da programação.

Segundo Renata, a proposta é transformar um tema que ainda gera muitas dúvidas em conhecimento acessível e aplicável à realidade das empresas. “A atualização da NR-1 representa muito mais do que uma mudança legal. Ela reforça a necessidade de as organizações olharem para as pessoas como parte estratégica do negócio. O ‘NR-1 na Prática’ foi criado justamente para conectar conhecimento, experiências e soluções que ajudem empresas e lideranças a implementar essas mudanças de forma segura, responsável e eficiente.”

Para participar basta acessar o link: https://meuingresso.com.br/eventos/nr1-na-pratica

Ler Mais
Exportação

Exportação de carne suína do Brasil cresce 10% no primeiro semestre de 2026

As exportações de carne suína brasileiras mantiveram ritmo positivo ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país embarcou 794,2 mil toneladas do produto, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 722 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Além do aumento no volume embarcado, o setor também registrou crescimento nas receitas obtidas com as vendas ao mercado externo.

Receita com exportações supera US$ 1,8 bilhão

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a receita gerada pelas exportações brasileiras de carne suína alcançou US$ 1,859 bilhão, resultado 7,9% maior que os US$ 1,723 bilhão registrados no primeiro semestre do ano passado.

Apesar do desempenho positivo no acumulado, o mês de junho apresentou retração. Os embarques somaram 132,4 mil toneladas, uma redução de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

A receita também recuou no período, totalizando US$ 312,8 milhões, queda de 8,4% frente aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano anterior.

Filipinas lideram entre os principais compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com importações de 23,5 mil toneladas.

Na sequência aparecem o Japão, com 17,2 mil toneladas, o Chile, com 11,7 mil toneladas, a China, com 11,4 mil toneladas, e Hong Kong, que adquiriu 8 mil toneladas do produto.

Entre os demais mercados de destaque estão o México (6,9 mil toneladas), Singapura (5,9 mil toneladas), Argentina (5,9 mil toneladas), Vietnã (5,8 mil toneladas) e Uruguai (4,7 mil toneladas).

Santa Catarina segue na liderança das exportações

No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional em junho, com 65,2 mil toneladas embarcadas para o mercado internacional.

O Rio Grande do Sul aparece na segunda posição, com 31,4 mil toneladas exportadas, seguido pelo Paraná, com 20,7 mil toneladas.

Também figuram entre os principais estados exportadores Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, que embarcou 4 mil toneladas no período.

O desempenho reforça a competitividade da suinocultura brasileira no mercado internacional, sustentada pela diversificação de destinos e pela demanda crescente de importantes mercados consumidores.

FONTE: Boca Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Transporte

Confiança dos transportadores segue baixa diante das incertezas econômicas, aponta CNT

O Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas mostra que o setor continua operando em um cenário de cautela. A pesquisa, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com federações estaduais, aponta que os empresários ainda demonstram baixa confiança no ambiente de negócios, apesar de expectativas um pouco mais positivas para os próximos meses.

O levantamento avaliou empresas de cinco estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — e revelou que todos permaneceram abaixo dos 50 pontos no índice geral, nível considerado como indicativo de confiança.

Entre os principais fatores que preocupam os transportadores estão os juros elevados, o aumento dos custos operacionais, as incertezas econômicas e tributárias e as dificuldades para ampliar investimentos e expandir os negócios.

Expectativas melhoram, mas cenário ainda exige cautela

Embora a percepção sobre o momento atual seja predominantemente negativa, a pesquisa mostra que as expectativas para os próximos seis meses são mais favoráveis na maior parte dos estados.

Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, o estudo permite acompanhar as tendências que afetam o setor e contribui para orientar ações voltadas ao fortalecimento da competitividade do transporte rodoviário de cargas.

Segundo ela, o monitoramento da percepção dos empresários ajuda a identificar os principais desafios enfrentados pelas transportadoras em diferentes regiões do país.

Santa Catarina registra avanço na confiança

Entre os estados analisados, Santa Catarina foi o único a apresentar crescimento no índice de confiança.

O indicador geral passou de 38,7 para 44 pontos, avanço de 5,3 pontos percentuais em comparação ao segundo semestre de 2025. O índice de avaliação das condições atuais chegou a 33,7 pontos, enquanto o indicador de expectativas alcançou 49,2.

Apesar da melhora, o resultado permanece abaixo da linha de confiança, refletindo a continuidade das incertezas econômicas, regulatórias e institucionais que impactam o setor.

Minas Gerais lidera índice geral

Em sua estreia na pesquisa, Minas Gerais apresentou o maior índice geral entre os estados avaliados, com 47,2 pontos.

O destaque ficou para o indicador de expectativas, que atingiu 51 pontos, sendo o único acima da linha considerada positiva. Já a avaliação das condições atuais ficou em 39,5 pontos.

O resultado indica que, embora os empresários mineiros ainda enxerguem dificuldades no cenário atual, existe uma percepção mais otimista para o segundo semestre.

São Paulo atinge menor nível desde o início da pesquisa

No estado de São Paulo, o índice geral caiu para 41,2 pontos, o menor resultado desde o início da série histórica da CNT, em 2023.

A avaliação das condições atuais ficou em apenas 28,9 pontos, enquanto as expectativas para os próximos meses chegaram a 47,4.

Os empresários paulistas relacionam o desempenho ao ambiente econômico desfavorável, marcado por juros elevados, aumento dos custos, insegurança regulatória e desaceleração da atividade produtiva.

Rio de Janeiro mantém tendência de queda

O Rio de Janeiro registrou índice geral de 43 pontos, acumulando a segunda queda consecutiva na pesquisa.

O indicador das condições atuais atingiu 31,3 pontos e o de expectativas ficou em 48,9.

Entre os principais desafios apontados pelas empresas estão a instabilidade econômica e fiscal, o aumento dos custos operacionais, problemas de infraestrutura e questões relacionadas à segurança pública, como o roubo de cargas.

Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades

No Rio Grande do Sul, o índice geral recuou para 42,4 pontos, queda de 4,3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

A avaliação das condições atuais ficou em 32,3 pontos, enquanto o índice de expectativas atingiu 47,5.

Os transportadores gaúchos destacam como principais obstáculos o aumento dos custos, a elevada carga tributária, a deficiência da infraestrutura, a falta de motoristas qualificados e a dificuldade de acesso ao crédito.

Pesquisa ouviu transportadoras de cinco estados

A sondagem foi realizada entre os dias 28 de maio e 21 de junho em parceria com as federações estaduais do setor: Fetransul (RS), Fetrancesc (SC), Fetcesp (SP), Fetranscarga (RJ) e Fetcemg (MG).

Nesta edição, o Espírito Santo também participou da iniciativa por meio da Fetransportes, mas o número de respostas obtidas não foi suficiente para divulgação dos resultados estaduais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Informação

VIAMAR: Governo do Estado planeja incluir nova rodovia em Parceria Público-Privada

Objetivo é incluir todos os 145 quilômetros da VIAMAR em um único pacote de PPP – Arte: SecomGOVSC

Lançado o edital para construção do lote 4 da VIAMAR, a maior obra rodoviária da história de Santa Catarina, o Governo do Estado avança com o planejamento para realização de Parceria Público-Privada (PPP) para a nova rodovia. A elaboração da proposta conta com participação da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) e outros órgãos do Governo do Estado.

“Os projetos dos outros lotes vão terminar em breve e nós já estamos conversando a respeito da concessão da rodovia, a formatação que vai ser tomada. E, conforme determinou o governador Jorginho Mello, nós podemos utilizar o recurso aplicado no lote 4 para compensação no valor do futuro pedágio”, destacou o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando.

O objetivo é incluir todos os 145 quilômetros da VIAMAR em um único pacote de PPP. Assim, a empresa que assumir será responsável pela continuidade da construção da rodovia, bem como pela sua operação logo após a conclusão dos serviços.

Para acelerar a entrega da VIAMAR, o Governo do Estado decidiu iniciar parte da obra com recursos próprios. “Nós estamos com os projetos praticamente prontos nos outros lotes. No lote 4 a gente decidiu por fazer uma contratação integrada para que a gente possa, no detalhamento do projeto executivo, discutir a melhor técnica. Essa não é uma obra comum. É a maior obra contratada pelo Governo de Santa Catarina na história”, acrescenta o secretário Ricardo Grando.

A VIAMAR

Ao todo, a VIAMAR terá 145 quilômetros, ligando o Contorno Viário da Grande Florianópolis a Joinville. A nova rodovia contará com três pistas em cada sentido, velocidade máxima de 120 km/h e padrão de serviço classe 0 – o que garante baixo número de interseções e acessos, priorizando o tráfego expresso. O investimento total deve superar R$ 8 bilhões.

trecho inicial, correspondente ao lote 4, tem 24,6 quilômetros de extensão entre a SC-486, em Itajaí, e a SC-414, entre Luiz Alves e Navegantes. O investimento previsto, conforme a SIE, soma aproximadamente R$ 2,2 bilhões. Projetados de forma independente, os lotes da VIAMAR têm funcionalidade própria. Ou seja, podem ser liberados ao tráfego assim que forem concluídos.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM
IMAGENS: SecomGOVSC

Ler Mais
Portos

Governador anuncia novos investimentos em infraestrutura para o Porto de São Francisco do Sul 

O Porto de São Francisco do Sul realizou na quarta-feira 1º de julho, data em que completa 71 anos, uma cerimônia para o lançamento de novos investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 27 milhões, que serão custeados com recursos próprios da empresa estatal. O evento, na sede da empresa, teve a presença do governador Jorginho Mello e outras autoridades locais  

“O Porto é uma força viva aqui do Norte. Quando nós assumimos aqui não dava para andar, parecia um lixão, e hoje é um porto que vocês podem ver o zêlo, o capricho, os novos armazéns. E o Porto tem dado resultado, esses investimentos que nós estamos fazendo é do lucro do Porto. E na BR-280 nós estamos fazendo o quilômetro zero com o nosso dinheiro. O Porto cansou de esperar, está afogado e esse quilômetro que nós estamos fazendo, o quilômetro zero, é para desafogar e melhorar o fluxo, disse o governador Jorginho Mello.

Obras na BR-280 

Durante a solenidade, foi assinada a autorização para publicação do edital de contratação da empresa responsável pela obra de ampliação da BR-280, no trecho entre o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e o acesso à Bunge.

A contratação tem valor de referência de R$ 11 milhões e contempla serviços de pavimentação, restauração, drenagem, obras de arte correntes, sinalização e intervenções complementares.

O projeto prevê a implantação de duas novas faixas de rolamento em cerca de 800 metros da BR-280 e outros 600 metros na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, que liga a rodovia federal ao porto. 

As intervenções abrangem 1,4 quilômetro de via, a partir do quilômetro zero da BR-280, em frente ao Terminal Santa Catarina (Tesc).

A obra tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso ao complexo portuário, melhorar o fluxo de caminhões e contribuir para a movimentação de cargas. A execução está prevista para durar dez meses.

Três novos armazéns

O ato também contou com a inauguração de três novos armazéns para armazenamento de cargas na área operacional do porto. O investimento é de R$ 4,9 milhões. As três estruturas somam aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem, com cerca de 5 mil metros quadrados cada. 

De acordo com a administração portuária, a ampliação da área de armazenagem permitirá aumentar a capacidade de estocagem de cargas, otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias e reduzir gargalos operacionais.

“Aumentamos em 20% da nossa capacidade de armazenagem, armazéns novos, todos regulares, com o que há de mais moderno, tecnologia de controle, autorizados pela Receita Federal. Eles serão utilizados para recepção de material importado, sobretudo aço, então a gente vê hoje aqui que já tem inclusive bobinas, já estamos utilizando esse armazém, mesmo agora na data da inauguração, isso vai ser muito importante para a produção industrial catarinense e brasileira na recepção desses insumos”, destacou o diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Renovação do sistema de drenagem

Outro edital lançado prevê a contratação da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras de modernização, ampliação e reestruturação dos sistemas de drenagem pluvial e esgotamento sanitário do Porto. O valor de referência é de R$ 5,2 milhões.

A intervenção tem como objetivo separar definitivamente as redes pluviais e sanitárias, reduzir riscos de contaminação ambiental, melhorar o sistema de drenagem e atender às exigências ambientais.

Modernização do sistema de combate a incêndio 

Também foi assinado o edital para contratação da empresa que elaborará o projeto executivo e executará as obras de implantação, adequação, ampliação e modernização do sistema de combate a incêndio por hidrantes e sprinklers.

O valor de referência da contratação é de R$ 5,4 milhões. A obra busca ampliar a cobertura do sistema de prevenção e combate a incêndios, atender às normas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e reforçar a segurança das operações portuárias.

“O governador hoje está entregando mais obras, mais investimentos no Porto de São Francisco, um porto que vem crescendo muito, com a gestão do governador Jorginho e do Cleverton, é um porto diferenciado. Então Santa Catarina, através da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e da administração do Porto de São Francisco, está fazendo uma administração ímpar e gerando mais empregos e desenvolvimento para Santa Catarina”, disse o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM/Assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul
IMAGENS: Leo Munhoz/SecomGOVSC

Ler Mais
Indústria

ECONOMIA – SC concentra 61% da indústria da pesca do Brasil e lidera geração de empregos no setor

Santa Catarina movimenta R$ 3,8 bilhões por ano na indústria do pescado e concentra 61% de toda a atividade industrial da pesca no Brasil. O estado também lidera a geração de empregos no setor, reunindo 20,9% dos postos de trabalho do país, e alcança uma produtividade média de R$ 184,5 mil por trabalhador, consolidando-se como a principal referência nacional da economia do mar.

Os números foram apresentados durante a programação da EXPOMAR 2026 e evidenciam a força de uma cadeia produtiva integrada, que alia competitividade, inovação e sustentabilidade. Santa Catarina também registra cerca de US$ 47 milhões em exportações de pescados e mantém posição estratégica no abastecimento do mercado nacional.

Para Gizelle Perão, coordenadora para Assuntos de Pesca do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, o próximo desafio é acelerar os investimentos em tecnologia e modernização da atividade pesqueira.

“A demanda por pescado cresce no Brasil e no mundo, mas precisamos ampliar nossa capacidade produtiva. Isso passa pela renovação da frota, acesso ao crédito e incorporação de novas tecnologias que aumentem a eficiência da pesca com responsabilidade ambiental”, afirmou Gizelle.

Ela destaca que o Brasil ainda consome, em média, 12 quilos de pescado por habitante ao ano, abaixo da média mundial de 20 quilos, indicando amplo potencial de expansão do mercado interno. Na região de Itajaí e Navegantes, responsável por aproximadamente 80% da pesca extrativa industrial brasileira, estão concentradas as maiores indústrias conserveiras do país, que produzem cerca de 1 bilhão de latas de pescado por ano.

Dados do Observatório FIESC apontam que o crescimento do setor acompanha uma transformação no comportamento do consumidor.

“O pescado passou a ocupar um papel estratégico na alimentação. A procura por proteínas mais saudáveis, alimentos naturais e produtos com rastreabilidade amplia as oportunidades para uma indústria preparada para inovar e agregar valor”, afirma a especialista Thamiris da Costa.

Economia do Mar

A aquicultura também reforça esse protagonismo. Em 2024, o valor da produção catarinense foi quase três vezes superior ao registrado em 2013. O estado ocupa o 5º lugar nacional em valor de produção de pescados, lidera o país na produção de ostras e vieiras, com 2.481 toneladas, e é o 4º maior produtor brasileiro de tilápia, com 47.112 toneladas produzidas em 2025.

Outro diferencial competitivo é a estrutura da cadeia produtiva. Cerca de 41,6% dos principais insumos utilizados pela indústria são produzidos em Santa Catarina, fortalecendo a competitividade das empresas e reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Esse ambiente também impulsiona o mercado de trabalho. Entre 2006 e 2026, o número de empregos na fabricação e preservação de produtos do pescado dobrou, acumulando saldo de 10.652 vagas diretas.

Principais indicadores

R$ 3,8 bilhões movimentados anualmente pela indústria do pescado
61% da indústria brasileira da pesca está concentrada em Santa Catarina
20,9% dos empregos nacionais do setor estão no estado.
10.652 empregos diretos gerados entre 2006 e 2026
R$ 543,7 milhões em valor de produção da aquicultura
1º lugar nacional na produção de ostras e vieiras
47.112 toneladas de tilápia produzidas em 2025
US$ 47 milhões em exportações de pescados
80% da pesca extrativa industrial brasileira concentra-se na região de Itajaí e Navegantes

FOTO E TEXTO: Assessoria de imprensa Fiesc

Ler Mais
Informação

Governo de Santa Catarina lança edital de concessão da ZPE de Imbituba

O Governo de Santa Catarina publicou nesta quinta-feira, 25, o Edital de Licitação da ZPE de Imbituba. A empresa que vencer o processo será responsável pela construção, operação, exploração e gestão da Zona de Processamento de Exportação, pelo prazo de 35 anos. A previsão é de que o projeto receba investimentos exclusivamente do setor privado na ordem de R$ 66 milhões neste período. A vencedora será a empresa que oferecer o maior valor de outorga fixa.

“Ouvi muitos ‘não tem como’, ‘não vai dar para fazer”, ‘já tentaram e não deu’. Sempre é impossível até alguém ir lá e fazer. E estamos fazendo muitas coisas que diziam ser impossível de saírem do papel. A ZPE de Imbituba é exemplo disso. Há décadas ela era uma promessa adormecida. Nós vamos transformar em realidade. Foi necessário muito trabalho dos nossos técnicos, mas uma a uma cada dificuldade e entrave foi superada. Queremos que, em breve, ela ajude a trazer ainda mais desenvolvimento pro Sul de Santa Catarina”, afirma o governador Jorginho Mello.

A ZPE de Imbituba foi criada em 1994, mas sem operação efetiva. A retomada do processo de concessão, teve a participação da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Secretaria da Fazenda (SEF/SC) e InvestSC, que a partir do novo marco legal (Lei 14.184/2021), deu ao modelo mais atratividade, pois não há mais obrigatoriedade de exportação. Desde então foi contratado o master plan e licenciamento, bem como um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômico-financeira e Ambiental (EVTEA) e um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que definiu o modelo da concessão.

“O trabalho realizado conjuntamente pelas equipes da SPAF, Fazenda e InvestSC, resultou num processo de concessão atraente e interessante para o mercado. Imbituba e região esperam há mais de três décadas pela materialização da ZPE e acredito que agora estamos próximos de ver esta operação em atividade”, argumenta o secretário da SPAF, Ivan Amaral.

“O projeto oferece ao mercado uma oportunidade pioneira, ampliando as possibilidades de exploração de atividades industriais e de serviços voltadas à exportação em área estratégica próxima ao Porto de Imbituba”, explica a Diretora de Atração de Investimentos, Parcerias e Recursos da SEF, Débora Müller.

Sobre o projeto

O projeto da ZPE de Imbituba prevê uma plataforma industrial com 190 lotes com uma área alfandegada própria que tem potencial logístico e para empresas dos setores automotivo, de eletrônicos, produtos mecânicos, produtos elétricos, química, cerâmica, agroindústria, têxtil, móveis,  e tecnologia. A ZPE é próxima ao Porto de Imbituba, possibilitando integração e facilidade para exportação. A movimentação projetada para os próximos 35 anos é de cerca de 160 mil ton/ano.

“O lançamento do edital representa um passo histórico para Imbituba. Estamos criando as condições para que a nossa ZPE se torne uma realidade, atraindo investimentos, gerando empregos e fortalecendo a economia local e regional. A ZPE tem potencial para transformar Imbituba em um dos principais polos de desenvolvimento e comércio exterior do país, aproveitando toda a nossa vocação logística e a força do nosso porto. Além disso, estamos vendo sair do papel uma promessa aguardada há muitos anos pela nossa população e por todo o setor produtivo. O Governo do Estado está conduzindo esse importante avanço e nós, como gestão municipal, apoiamos e trabalhamos de forma integrada para que esse projeto se concretize e gere desenvolvimento para Imbituba e toda a região”, completa o prefeito de Imbituba, Michel Nunes.

Roadshow

Após a publicação do edital no Portal de Compras do Estado, será organizado um roadshow em data e local ainda a serem divulgados. O roadshow é um evento em que o Estado apresenta o projeto a interessados, buscando ampliar a divulgação e o alcance do maior número de investidores possível. As propostas poderão ser realizadas até o dia 29 de outubro e o leilão também será realizado na Secretaria de Estado de Administração no dia 4 de novembro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Divulgação / SPAF

Ler Mais
Comércio

Fim da taxa da blusinha preocupa indústria têxtil e acende alerta para desindustrialização

A decisão do governo federal de eliminar novamente o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 voltou a gerar preocupação entre representantes da indústria nacional. O tema esteve no centro de um debate promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com participação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e integrantes do Conselho da Indústria Têxtil, Confecções, Couro e Calçados.

Segundo as entidades, a mudança pode ampliar a pressão sobre a competitividade das empresas brasileiras, especialmente em segmentos que já enfrentam elevados custos de produção.

Medida reduz tributação sobre compras internacionais

A alteração foi estabelecida por meio da Medida Provisória nº 1.357/2026, que retirou a cobrança federal de 20% aplicada às remessas internacionais de pequeno valor realizadas por plataformas vinculadas ao programa Remessa Conforme.

Com a nova regra, compras de até US$ 50 passam a recolher apenas o ICMS estadual. Já os produtos que ultrapassam esse limite continuam sujeitos à tributação federal.

Setor aponta desigualdade competitiva

Para a analista de Comércio Exterior da ABIT, Jaqueline Arruda, a medida pode aprofundar a diferença de tratamento tributário entre produtos importados e aqueles fabricados no Brasil.

De acordo com a especialista, a redução de impostos sobre mercadorias estrangeiras, sem uma revisão dos custos que incidem sobre a produção nacional, tende a ampliar o desequilíbrio competitivo. Entre os possíveis impactos estão a redução de investimentos, queda na produção e reflexos negativos sobre a geração de empregos.

Congresso terá decisão final sobre a medida

Publicada em junho, a medida provisória possui validade de até 120 dias. Caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional dentro desse período, perderá seus efeitos legais.

O prazo para análise pelos parlamentares se encerra em setembro, quando o futuro da proposta será definido.

Santa Catarina acompanha debate com atenção

A discussão ganha relevância especial em Santa Catarina, estado que possui uma das mais importantes cadeias de indústria têxtil e de confecção do país.

O segmento representa cerca de 20% dos empregos industriais catarinenses e concentra empresas de destaque nacional, tornando o tema estratégico para a economia regional.

Novas exigências no Remessa Conforme

Além da questão tributária, o setor acompanha as mudanças recentes no programa Remessa Conforme. A Receita Federal publicou a Portaria Coana nº 193, que aumentou os critérios de conformidade exigidos das plataformas participantes.

Entre as novas determinações está a possibilidade de exclusão de empresas que não alcancem índice mínimo de 98% de conformidade em suas operações.

Entidades reforçam defesa da produção nacional

A mobilização da indústria também inclui manifestações públicas em defesa da manutenção da tributação sobre remessas internacionais de pequeno valor.

Recentemente, a FIESC declarou apoio a uma nota divulgada pela ABIT sobre o tema. Em artigo intitulado “Desindustrialização com frete grátis”, o presidente da entidade, Gilberto Seleme, argumentou que a proposta amplia a diferença competitiva entre produtos importados e a produção brasileira, com possíveis consequências para o emprego, os investimentos e o desenvolvimento industrial do país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marisol

Ler Mais
Portos

Porto de Imbituba está entre os oito portos públicos do país certificados com padrão internacional de segurança

Referência em segurança portuária, o Porto de Imbituba integra o seleto grupo dos oito portos públicos brasileiros certificados com o ISPS Code (International Ship and Port Facility Security Code – Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias). Recentemente, o Complexo Portuário de Imbituba teve sua Declaração de Cumprimento do protocolo internacional renovada pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), com validade até 2031.

A certificação atesta que o Porto de Imbituba atende aos mais elevados padrões internacionais de segurança no setor marítimo e portuário. O ISPS Code tem como objetivo fortalecer a proteção de navios e instalações portuárias, estabelecendo medidas de prevenção e resposta contra ameaças à segurança no transporte marítimo internacional.

Atualmente, o Porto de Imbituba conta com um sistema de monitoramento e prevenção. A estrutura inclui portarias de controle de acesso, mais de 150 câmeras de vigilância, cercamento em toda a área operacional, rondas permanentes, monitoramento aéreo com drones e utilização de ROV (Remotely Operated Underwater Vehicle), garantindo mais eficiência e segurança às operações.

O ROV é utilizado para realizar buscas subaquáticas de objetos de interesse da Polícia Federal, auxiliando na elucidação de crimes, recuperação de equipamentos e na varredura de cascos de navios para identificação de ilícitos ocultos em áreas submersas das embarcações. Os equipamentos foram destinados ao Estado de Santa Catarina pela Polícia Federal, após doação da Embaixada dos Estados Unidos, por intermédio da UNODC, passando a integrar a estrutura operacional do Porto de Imbituba.

Para o diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, a renovação da certificação representa o reconhecimento do trabalho contínuo realizado pela Autoridade Portuária. “A conquista da nova Declaração de Cumprimento do ISPS Code demonstra o comprometimento do Porto de Imbituba com a excelência operacional e, principalmente, com a segurança das pessoas, das cargas e das operações. Estar entre os oito portos públicos do país com essa certificação reforça nossa credibilidade e competitividade no cenário nacional e internacional”, destaca.

O gerente de Segurança Portuária, Sandro Cassol, ressalta que os investimentos constantes em tecnologia e capacitação das equipes têm sido essenciais para manter os padrões exigidos internacionalmente. “Hoje contamos com uma estrutura de monitoramento e prevenção, composta por sistemas integrados de vigilância, controle de acesso, rondas, drones e operações com ROV. Além dos equipamentos, existe um trabalho permanente de treinamento e aperfeiçoamento dos colaboradores para garantir respostas rápidas e eficientes em qualquer situação”, afirma.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Divulgação / SCPAR Porto de Imbituba

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí vai recuperar molhe sul após anos de deterioração e afundamento

Com a retomada dos investimentos em infraestrutura e o crescimento da arrecadação após a federalização, o Porto de Itajaí prepara uma importante obra de recuperação no molhe sul, estrutura fundamental para a proteção do canal de acesso portuário. O projeto prevê a reconstrução do trecho conhecido como “molhe afundado”, localizado na região da Atalaia, que apresenta problemas estruturais desde 2012.

A intervenção ganha relevância diante da previsão de eventos climáticos mais severos nos próximos meses, incluindo a possibilidade de um super El Niño, que pode provocar ressacas e aumentar os riscos de erosão na área.

Obra prevê reconstrução de trecho comprometido

O projeto básico foi concluído no fim de 2025 e avançou neste ano para a fase de contratação da obra, estimada em R$ 3,1 milhões. A publicação do edital depende apenas da autorização da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), atual responsável pela administração do porto.

A expectativa é que os trabalhos sejam executados em um prazo de quatro meses após a contratação.

O plano contempla a recuperação de aproximadamente 100 metros da cabeceira do molhe sul, incluindo reforço estrutural, recomposição das áreas afetadas pelo afundamento e nova pavimentação do trecho.

Estrutura receberá pedras e tetrápodes de concreto

Para aumentar a resistência da barreira marítima, a obra utilizará grandes blocos de rocha e tetrápodes de concreto, estruturas conhecidas popularmente como “pés de galinha”, amplamente empregadas em obras de contenção costeira.

Cada unidade terá peso médio de 7,5 toneladas e será posicionada de forma intertravada para garantir maior estabilidade e capacidade de dissipação da força das ondas.

O projeto prevê ainda o reaproveitamento de materiais já existentes no local, incluindo blocos estruturais e rochas atualmente localizadas no molhe norte. Ao todo, serão utilizados mais de quatro mil metros cúbicos de material na recuperação.

Intervenção busca evitar avanço dos danos

O principal objetivo da obra é restaurar a capacidade de proteção do molhe sul, reduzindo os impactos da ação marítima e evitando o agravamento do processo de erosão.

A área apresenta problemas há mais de uma década e sofreu um agravamento em 2023, quando o rompimento da camada asfáltica resultou na formação de uma grande cratera sobre a estrutura.

Segundo os estudos técnicos, as melhorias realizadas entre 2000 e 2006, que incluíram o reforço e a elevação do molhe, além da instalação de mais de dois mil tetrápodes, mantiveram a estrutura em condições adequadas ao longo dos anos. No entanto, a região da cabeceira passou a exigir uma intervenção específica para garantir sua integridade.

Previsão de eventos climáticos aumenta urgência da obra

A recuperação do molhe ganha importância adicional diante dos alertas meteorológicos para o segundo semestre. A possibilidade de ocorrência de um El Niño intenso acende o sinal de atenção para episódios de ressaca e condições climáticas extremas que podem comprometer ainda mais a estrutura.

Recentemente, a vereadora Anna Carolina (Republicanos) solicitou informações sobre a situação do molhe sul e cobrou medidas preventivas para proteger o complexo portuário.

A parlamentar destacou que a estrutura exerce papel estratégico para a economia local, ao garantir a segurança operacional do porto e a proteção da atividade portuária, considerada um dos principais motores econômicos de Itajaí.

Novo momento financeiro impulsiona investimentos

A recuperação do molhe sul passou a figurar entre as prioridades da gestão após a transferência da administração para a Codeba.

As minutas do edital e do contrato já foram elaboradas pelas equipes técnicas e aguardam apenas a autorização formal para o lançamento da licitação. O tema deverá ser analisado em uma próxima reunião da diretoria executiva.

Diferentemente do cenário enfrentado entre 2022 e 2024, quando a escassez de recursos limitava novos investimentos, o porto vive atualmente uma fase de recuperação financeira. Desde a retomada das operações sob gestão federal, o Porto de Itajaí já acumulou faturamento superior a R$ 227 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook