Logística

Hidrovia do Rio Paraguai avança com nova reunião entre Brasil e Paraguai para discutir concessão

O governo brasileiro dará continuidade às negociações sobre a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai. O Ministério de Portos e Aeroportos informou que equipes técnicas do Brasil e do Paraguai voltarão a se reunir no fim de julho para avançar na estruturação do projeto, considerado estratégico para a logística hidroviária da América do Sul.

Como a hidrovia atravessa territórios do Brasil, Paraguai e Bolívia, a concessão depende do alinhamento entre os três países antes da publicação do edital.

Encontro técnico busca alinhar detalhes do projeto

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os dois governos reafirmaram o interesse em dar sequência ao processo de concessão e definiram uma nova rodada de negociações técnicas para este mês.

A decisão foi tomada após uma reunião bilateral realizada na semana passada durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em Assunção.

A expectativa é concluir os ajustes necessários no projeto para que o governo brasileiro possa avançar nas etapas regulatórias e administrativas que antecedem o lançamento do edital.

Primeiro leilão de hidrovias do Brasil

A concessão da Hidrovia do Rio Paraguai deverá marcar o primeiro leilão desse tipo realizado pelo governo federal, abrindo caminho para um novo modelo de gestão da infraestrutura de navegação interior no país.

O projeto é considerado uma das principais iniciativas da agenda nacional de hidrovias e tem como objetivo ampliar a eficiência do transporte de cargas pelo modal hidroviário.

Cronograma depende das negociações internacionais

De acordo com o planejamento apresentado pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, a previsão inicial era publicar o edital da concessão no segundo semestre de 2026, com a realização do leilão no primeiro semestre de 2027.

No entanto, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou no fim de junho que o cronograma poderá ser antecipado. Segundo ele, a intenção do governo é lançar o edital entre o segundo semestre deste ano e o início de 2027, desde que haja consenso nas tratativas com Paraguai e Bolívia.

Projeto é estratégico para a logística nacional

A concessão da Hidrovia do Rio Paraguai é vista como uma iniciativa capaz de fortalecer o transporte hidroviário, reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

Além de modernizar a infraestrutura de navegação interior, o projeto poderá servir de referência para futuras concessões de hidrovias em outras regiões do país, ampliando a participação da iniciativa privada na gestão desse modal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência FPA

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Portos

Moegão alcança 95% das obras e prepara Porto de Paranaguá para ampliar transporte ferroviário de grãos

As obras do Moegão, considerado o maior investimento portuário atualmente em execução no Brasil, entraram na fase final e já atingiram 95% de conclusão. O marco foi alcançado após a instalação do último dos 54 módulos metálicos que compõem o sistema aéreo de transporte de grãos e farelos vegetais.

O empreendimento reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões, financiados com recursos da Portos do Paraná e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e promete transformar a logística ferroviária do Porto de Paranaguá.

Sistema de transporte está praticamente concluído

Os módulos metálicos formam uma estrutura de aproximadamente 1,7 quilômetro de extensão, onde já foram instalados mais de 4 mil metros de correias transportadoras.

O sistema foi projetado exclusivamente para o Moegão e contará com três linhas independentes de esteiras, capazes de operar simultaneamente. O objetivo é transportar os produtos descarregados dos vagões diretamente até os terminais de exportação, aumentando a agilidade das operações.

Além das galerias metálicas, a construção da moega já foi finalizada, assim como o Sistema de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI), essencial para a segurança operacional. Também está pronta a torre de elevadores responsável por conduzir os grãos até as esteiras aéreas.

Grande parte dos equipamentos já foi instalada, incluindo estruturas localizadas em áreas subterrâneas que chegam a 14 metros de profundidade, equivalente à altura de um edifício de quatro pavimentos.

Projeto deve elevar em 63% a eficiência operacional

Segundo a Portos do Paraná, o Moegão reúne soluções inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar o recebimento das cargas transportadas por trem em um único ponto antes do embarque nos navios.

Com a nova estrutura, a capacidade diária de recebimento passará dos atuais 550 vagões para até 900 vagões descarregados em 24 horas, um aumento estimado de 63% na eficiência operacional.

Além disso, a movimentação anual de cargas pelo modal ferroviário poderá alcançar 24 milhões de toneladas, frente às pouco mais de cinco milhões de toneladas registradas atualmente.

Estrutura foi planejada para atender expansão ferroviária

O investimento também busca preparar o Porto de Paranaguá para o crescimento da malha ferroviária previsto nos próximos anos.

A infraestrutura foi dimensionada para absorver o aumento do fluxo de cargas com a futura ampliação da Ferroeste, incluindo o novo ramal previsto para o Mato Grosso do Sul, além da modernização da Malha Sul.

A expectativa é que o porto esteja apto a atender à demanda crescente sem comprometer a eficiência logística.

Onze terminais serão integrados ao novo sistema

O Moegão atenderá os 11 terminais que integram o Corredor de Exportação Leste (Corex), responsável pelo armazenamento e embarque de grãos destinados ao mercado internacional.

Cada terminal fará sua ligação ao sistema por meio das torres de transferência, processo que algumas empresas já iniciaram.

Obras entram na etapa final

As equipes seguem atuando simultaneamente em diferentes frentes de trabalho.

Entre os serviços em andamento estão a conclusão da linha férrea, a construção dos prédios administrativos e de manutenção e a implantação da subestação de energia exclusiva que abastecerá toda a operação do complexo.

A previsão é que os últimos trechos de trilhos sejam concluídos até o fim de julho.

Novo traçado ferroviário reduzirá manobras e trânsito na região portuária

Um dos principais ganhos do projeto será a reorganização da operação ferroviária.

O complexo contará com três linhas independentes, permitindo o descarregamento simultâneo de três vagões em cada uma delas, sem necessidade de dividir as composições para atender diferentes terminais.

Atualmente, esse processo exige diversas manobras, provocando bloqueios frequentes nas ruas da região portuária.

Com o novo sistema, o número de cruzamentos ferroviários utilizados será reduzido de 16 para apenas cinco. Dessa forma, as interrupções no trânsito ocorrerão somente durante a passagem dos trens, normalmente entre 10 e 15 minutos.

Outro diferencial é o formato em “pera” adotado no projeto ferroviário, implantado em uma área de aproximadamente 600 mil metros quadrados. A configuração permite entrada e saída dos trens por dois acessos distintos, melhorando a circulação das composições e reduzindo gargalos logísticos.

Projeto também traz benefícios ambientais

Além dos ganhos operacionais, o Moegão incorpora soluções voltadas à sustentabilidade.

As galerias metálicas contam com equipamentos que minimizam a dispersão de poeira durante o transporte dos grãos, enquanto a moega possui sistemas de captação do material particulado gerado no descarregamento dos vagões.

Os resíduos recolhidos retornam ao processo operacional, reduzindo perdas de carga e contribuindo para a melhoria da qualidade do ar na área portuária.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Peru regulamenta Fundo Social de Chancay para acelerar desenvolvimento em área de influência do porto

O governo do Peru deu um novo passo para fortalecer o desenvolvimento regional ao aprovar o regulamento da lei que institui o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay. A medida, anunciada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), tem como principal objetivo reduzir desigualdades e ampliar investimentos nas áreas impactadas pelo Porto de Chancay.

Regulamento define prioridades para investimentos

De acordo com o MEF, a Carteira de Investimentos Estratégicos Territoriais (CIET) reunirá projetos com orçamento inferior a 200 milhões de soles. As iniciativas deverão estar localizadas nas áreas de influência do corredor logístico ligado ao Hub Portuário de Chancay e ficarão sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Infraestrutura (ANIN).

A proposta busca direcionar recursos para obras e ações consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social da região.

Projetos sociais terão foco na redução de desigualdades

O regulamento também estabelece que os projetos sociais contemplam intervenções temporárias, de caráter setorial ou multissetorial, voltadas à redução ou eliminação de desigualdades sociais.

Essas ações, no entanto, não serão classificadas como investimentos dentro do Sistema Nacional de Programação Multianual e Gestão de Investimentos, mantendo um tratamento específico previsto pela legislação.

Como será financiado o Fundo Social de Chancay

Segundo as regras aprovadas, o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay será constituído na conta única do Tesouro Público peruano.

Os recursos serão provenientes de 20% da arrecadação aduaneira marítima obtida nos terminais portuários localizados na jurisdição da província de Huaral, garantindo uma fonte permanente de financiamento para as iniciativas previstas.

Conselho administrará os recursos

A gestão do fundo ficará sob responsabilidade de um Conselho de Administração, encarregado de definir a aplicação dos recursos.

O colegiado será composto pelo prefeito ou representante da Prefeitura Distrital de Chancay, um representante da Prefeitura Provincial de Huaral e um prefeito escolhido entre os municípios distritais da província de Huaral.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Moegão recebe visita técnica de engenheiros do IEP e reforça importância para o Porto de Paranaguá

Profissionais do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizaram uma visita técnica às instalações da Portos do Paraná para conhecer de perto o Moegão, considerado a maior obra portuária atualmente em execução no Brasil. O empreendimento é um dos principais investimentos voltados à modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

A comitiva buscou acompanhar os aspectos técnicos do projeto, sua estrutura operacional e as soluções de engenharia empregadas na construção.

Engenheiros conheceram detalhes do projeto

O grupo, formado por 17 engenheiros, foi recebido na sede administrativa da Portos do Paraná, no Palácio Taguaré, onde participou de uma apresentação conduzida pelo diretor de Engenharia e Manutenção, Victor Kengo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais dados da obra, seu planejamento e os desafios de execução. Após a exposição, os visitantes seguiram para o canteiro do Moegão, empreendimento que reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Gomez, a visita permitiu conhecer de perto a dimensão da estrutura e compreender as soluções técnicas adotadas na execução do projeto.

Estrutura e tecnologia chamam atenção dos visitantes

A gerente de Engenharia da Portos do Paraná, Bruna Calloni, destacou que o complexo está em fase final de construção e reúne características consideradas inovadoras no cenário portuário mundial.

De acordo com ela, a experiência e o conhecimento técnico dos integrantes da comitiva tornam o reconhecimento ainda mais significativo. Os engenheiros elogiaram tanto a dimensão da obra quanto a organização dos processos de engenharia e gestão adotados durante sua execução.

Obra deve fortalecer logística e economia do Paraná

Além de presidir o IEP, Nelson Gomez também atua como vice-presidente do Movimento Pró-Paraná e ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento logístico do estado.

Na avaliação do engenheiro, o Moegão se destaca pela qualidade técnica da construção, pelo elevado volume de materiais empregados e pela integração entre os sistemas mecânicos, elétricos e de automação. Ele também destacou o cumprimento do orçamento previsto, fator considerado um diferencial em projetos de grande porte.

Quando entrar em operação, o Moegão deverá ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, contribuindo para otimizar o fluxo de cargas, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

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Transporte

Transporte rodoviário movimenta quase 70% das cargas no Brasil, aponta levantamento

O transporte rodoviário de cargas segue como a principal base da logística brasileira. De acordo com o novo Panorama do Transporte Rodoviário de Cargas, os caminhões são responsáveis por 68,5% de toda a carga movimentada no país, considerando o indicador de tonelada-quilômetro (TKU). Quando a análise leva em conta o valor das mercadorias transportadas (VKU), essa participação sobe para 84,3%.

Os números evidenciam a forte dependência da economia nacional das rodovias para abastecer cidades, atender à indústria e garantir o escoamento da produção agrícola e mineral.

Rodovias sustentam a logística nacional

O estudo mostra que o Brasil conta com uma malha de mais de 2,8 milhões de quilômetros de rodovias, sendo aproximadamente 31 mil quilômetros administrados pela iniciativa privada.

Segundo o levantamento, a distribuição dos fluxos de carga acompanha as características econômicas de cada região. Produtos como soja e milho são transportados por corredores logísticos que ligam as áreas produtoras aos portos do Arco Norte e das regiões Sul e Sudeste.

Já as cargas conteinerizadas têm como principal ponto de movimentação o Porto de Santos, enquanto os granéis minerais concentram seu fluxo entre Minas Gerais e os portos do estado do Rio de Janeiro.

Diesel continua predominante no transporte de cargas

Mesmo com o avanço de alternativas energéticas, o diesel permanece como o principal combustível utilizado pelos caminhões brasileiros.

Conforme o Panorama, o consumo no setor ficou próximo de 70 milhões de metros cúbicos em 2025, refletindo a predominância do modal rodoviário na matriz logística nacional.

Setor amplia geração de empregos

Além de sua importância para o abastecimento do país, o segmento também manteve crescimento na geração de empregos formais. O levantamento aponta que o transporte rodoviário de cargas encerrou 2025 com saldo positivo superior a 46 mil novas vagas.

O desempenho reforça o papel estratégico da atividade na economia brasileira, tanto na circulação de mercadorias quanto na criação de postos de trabalho.

Renovação da frota e infraestrutura estão entre os desafios

Apesar dos resultados positivos, o estudo destaca que o setor ainda enfrenta desafios importantes para os próximos anos.

Entre eles estão a necessidade de renovação da frota — especialmente entre os transportadores autônomos —, a redução dos índices de acidentes nas rodovias e a adoção de medidas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

Embora o Brasil venha ampliando investimentos em ferrovias, hidrovias e cabotagem, o modal rodoviário continua sendo o principal responsável pelo transporte de mercadorias.

Essa dependência faz com que fatores como oscilações no preço do diesel, problemas de infraestrutura e interrupções nas estradas tenham impacto direto sobre os custos logísticos, influenciando toda a cadeia de abastecimento e o preço final de diversos produtos.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Randon

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Logística

Corredor Bioceânico avança com nova etapa de pavimentação na Ruta PY15, no Paraguai

As obras do Corredor Bioceânico seguem em ritmo acelerado no Paraguai. No Lote 1 da Ruta PY15, foi concluída a execução de 11 quilômetros de base asfáltica, marcando mais uma etapa importante para a implantação da infraestrutura que promete ampliar a integração regional e impulsionar o comércio internacional.

Nova fase da pavimentação

A base asfáltica aplicada possui sete centímetros de espessura e contempla tanto a pista principal quanto os acostamentos. Com essa fase finalizada, a próxima etapa será a aplicação da camada de revestimento final, com seis centímetros, responsável por concluir a pavimentação desse trecho da rodovia.

Ao mesmo tempo, as equipes executam serviços de solo-cimento na altura da progressiva 130, reforçando a sub-base da estrada para aumentar a resistência e a vida útil do pavimento. Entre as progressivas 102 e 105, também continuam os trabalhos de construção de aterros, considerados essenciais para a preparação da via.

Obra também gera empregos e promove inclusão

Além dos avanços na infraestrutura, o projeto mantém atualmente cerca de 110 empregos diretos. A iniciativa também adota uma política de contratação inclusiva, com a participação de mulheres e integrantes de comunidades indígenas da região nas atividades de construção.

Os serviços do Lote 1 são executados pelo Consórcio do Pacífico, formado pelas empresas Enrique Díaz Benza Cano e Vial Agro S.R.L., sob fiscalização do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai.

Corredor Bioceânico reforça integração logística

Considerado um dos principais projetos de infraestrutura da América do Sul, o Corredor Bioceânico terá papel estratégico na conexão entre os portos do Oceano Atlântico, no Brasil, e do Oceano Pacífico, no Chile, atravessando o Chaco paraguaio.

O Trecho 3 da Ruta PY15 possui 224 quilômetros de extensão, ligando Mariscal Estigarribia a Pozo Hondo. A obra foi dividida em quatro lotes para acelerar a execução. Quando estiver concluída, a rodovia deverá fortalecer a logística, ampliar a conectividade internacional, facilitar o transporte de cargas e estimular a integração econômica entre os países da região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica

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Informação

Duplicação da BR-280: obras em trecho entre Araquari e São Francisco do Sul terão prazo de três anos

A retomada das obras de duplicação da BR-280, entre os municípios de Araquari e São Francisco do Sul, deverá ser concluída em até três anos após a emissão da ordem de serviço. No entanto, o início dos trabalhos ainda depende da finalização do processo licitatório conduzido pelo DNIT.

O edital foi publicado neste mês, com abertura das propostas prevista para o fim de julho. Caso o cronograma seja cumprido sem atrasos, a expectativa é de que as obras comecem entre o final de 2026 e o início de 2027.

Novo lote terá extensão menor e investimento de R$ 423 milhões

O novo contrato, denominado lote 1A, possui prazo inferior ao da licitação anterior porque contempla apenas parte do projeto original. O investimento estimado é de R$ 423 milhões para concluir dois segmentos já iniciados: o contorno de São Francisco do Sul e o trecho urbano de Araquari.

Ao todo, serão executados 17,2 quilômetros, praticamente metade da extensão prevista no antigo lote 1, que abrangia cerca de 36 quilômetros.

Contrato anterior foi encerrado com apenas 26% das obras executadas

A primeira contratação do lote 1 teve início em 2018 e previa quatro anos para a conclusão das intervenções. No entanto, o cronograma não foi cumprido.

As atividades foram suspensas no fim de 2022 e o contrato acabou rescindido em 2025, após atingir apenas 26% de execução.

Os demais trechos da duplicação da BR-280, iniciados ainda em 2014, também seguem em andamento. Atualmente, a previsão é que o lote 2.1, em Guaramirim, seja concluído em 2026, enquanto o lote 2.2 tem entrega estimada para 2027.

Projeto do lote 1B ainda depende de nova etapa

A parte restante do antigo lote 1 será executada posteriormente, por meio do futuro lote 1B. Antes disso, será necessário concluir um novo projeto executivo.

A contratação desse projeto já foi licitada e homologada, mas a ordem de serviço ainda não foi emitida. Após o início dos trabalhos, a elaboração deverá ser concluída em até 19 meses.

Além disso, o cronograma da duplicação prevê novos investimentos no lote 2.1, incluindo a construção de uma nova ponte sobre o Rio Piraí, em Guaramirim.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Transporte

Transnordestina inicia operação experimental e avança rumo à conclusão da ferrovia

Após cerca de duas décadas de obras e expectativas, a Transnordestina entrou em fase de operação experimental. Os primeiros trens já percorrem trechos da ferrovia, que vai conectar a região do Matopiba aos portos do Nordeste. Apesar do avanço, o projeto ainda não foi concluído: aproximadamente 25% dos 1,2 mil quilômetros entre Eliseu Martins (PI) e o Porto de Pecém (CE) seguem em construção.

Obras continuam e operação total é prevista para 2027

Responsável pelo empreendimento, a Transnordestina Logística, empresa controlada pela CSN, afirma que os trabalhos seguem dentro do cronograma. Segundo o presidente da companhia, Tufi Daher, todas as licenças já foram obtidas e os recursos necessários estão garantidos, com previsão de conclusão das obras em 2027.

Enquanto isso, a movimentação de cargas ainda ocorre em escala reduzida. Parte das operações é realizada de forma provisória, já que alguns terminais logísticos permanecem em fase de implantação.

Empresas apostam na redução de custos com transporte ferroviário

Mesmo com a operação ainda limitada, a circulação dos trens já fortalece a confiança do setor produtivo. Empresas que aguardavam a conclusão da ferrovia começaram a utilizar o modal ferroviário para transporte de cargas.

É o caso da Tijuca Alimentos, uma das principais empresas do setor alimentício do Ceará. Atualmente, a companhia utiliza uma frota de cerca de 100 caminhões para transportar insumos destinados à produção de ração entre o Piauí e a Região Metropolitana de Fortaleza.

A empresa já realizou o transporte de aproximadamente 2 mil toneladas de milho, soja e sorgo pelos trilhos. A expectativa é ampliar o uso da ferrovia quando a ligação até o Porto de Pecém estiver totalmente concluída, reduzindo custos logísticos e a dependência do transporte rodoviário.

Projeto enfrentou atrasos e mudanças no traçado original

A Transnordestina foi lançada em 2006 como uma das principais obras de infraestrutura do governo federal. O plano inicial previa uma ferrovia com cerca de 1.700 quilômetros, ligando o interior nordestino aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), com entrega prevista para 2011.

Quase 20 anos depois, o ramal destinado a Pernambuco continua sem execução, frustrando expectativas de empresários e lideranças locais.

Polo do Araripe espera benefícios com expansão da ferrovia

Mesmo sem o trecho até Suape concluído, empresas do sertão pernambucano já enxergam ganhos com a nova logística ferroviária.

A Siqueira Mineração, fornecedora do polo gesseiro do Araripe, já movimenta cerca de 15 mil toneladas mensais por trem e projeta elevar esse volume para 100 mil toneladas quando toda a estrutura estiver em funcionamento.

A prefeita de Trindade (PE), Helbinha Rodrigues, destacou a importância da ferrovia para impulsionar a economia regional, especialmente o setor gesseiro, embora defenda a retomada do traçado original até o porto pernambucano.

Ramal de Suape depende de aval do TCU

O governo federal já realizou a licitação de quatro novos trechos do ramal de Suape, mas o início das obras permanece suspenso por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão solicitou estudos que comprovem a viabilidade econômica do projeto.

Na última semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo trabalha para acelerar a análise do TCU. Segundo ele, os contratos já foram firmados e as obras poderão começar assim que houver autorização do tribunal.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yan Boechat/Valor

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Agronegócio

Lei do Fethab mantém cálculo com UPF de janeiro de 2025 durante todo o ano de 2026

Os produtores rurais e as empresas responsáveis pelo recolhimento do Fethab em Mato Grosso continuarão utilizando a UPF/MT de janeiro de 2025 como referência para calcular as contribuições ao longo de todo o ano de 2026. A determinação está prevista na Lei nº 13.357/2026, que prorroga a regra excepcional adotada anteriormente.

Com a mudança, o valor da Unidade Padrão Fiscal (UPF/MT) permanecerá o mesmo durante os 12 meses do ano, independentemente da data em que ocorrer a comercialização ou operação tributada.

Atualização prevista para o segundo semestre fica suspensa

Pelas regras permanentes da legislação estadual, as operações realizadas entre janeiro e junho utilizam como base a UPF de janeiro do ano anterior. Já entre julho e dezembro, o cálculo normalmente passa a considerar a UPF de julho do ano anterior.

Entretanto, em 2026 essa alteração não será aplicada. Assim, uma operação realizada em setembro, por exemplo, continuará sendo calculada com base na UPF vigente em janeiro de 2025. Sem a prorrogação da regra, a referência seria a UPF de julho de 2025.

Mudança exige atenção de produtores e contadores

A manutenção da mesma base de cálculo impacta diretamente a apuração das contribuições incidentes sobre produtos como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais.

Segundo o analista do Sistema Famato, José Cristovão, é fundamental que produtores, empresas, contadores e demais profissionais observem a legislação em vigor. De acordo com ele, a utilização de uma UPF diferente da estabelecida pode provocar recolhimentos incorretos e gerar inconsistências fiscais.

Regra atual vale apenas até o fim de 2026

Caso não haja uma nova alteração legislativa, o sistema tradicional voltará a ser adotado em 2027. Nesse cenário, as operações realizadas entre janeiro e junho utilizarão a UPF de janeiro de 2026, enquanto as efetuadas entre julho e dezembro passarão a considerar a UPF de julho de 2026.

O que é o Fethab

Criado em 2000, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) é uma contribuição estadual incidente sobre a comercialização de produtos do agronegócio e da extração mineral, como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais. Os recursos arrecadados são destinados ao financiamento de obras de infraestrutura previstas na legislação de Mato Grosso.

Nos últimos anos, o fundo ganhou destaque nas negociações entre o setor produtivo e o governo estadual, especialmente após a criação do chamado Fethab 2, contribuição extraordinária de caráter temporário. Para 2026, ficou definido que essa cobrança adicional não será renovada após o encerramento de sua vigência, previsto para 31 de dezembro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Duplicação da BR-163 em Mato Grosso será entregue em quatro anos e acelera logística do agronegócio

A duplicação da BR-163 em Mato Grosso deverá ser concluída em apenas quatro anos, antecipando em 50% o cronograma previsto inicialmente no contrato firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que estabelecia prazo de oito anos para a execução das obras.

A informação foi confirmada pelo governador Otaviano Pivetta durante visita técnica realizada na última quarta-feira (24) à sede da concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração da rodovia.

Segundo o planejamento da empresa, os 96 quilômetros restantes previstos no contrato original serão entregues até dezembro de 2026. Até agora, cerca de 230 quilômetros de pistas duplicadas já foram liberados para circulação.

Contrato foi ampliado com novos trechos

Além da duplicação inicialmente prevista, a concessionária incorporou ao contrato, em janeiro de 2025, mais 100 quilômetros de obras entre Várzea Grande e Jangada, ampliando a capacidade da principal rodovia de escoamento da produção mato-grossense.

O Governo de Mato Grosso informou que os recursos necessários para manter todas as frentes de trabalho estão assegurados, garantindo a continuidade das intervenções.

Desde maio de 2023, o Estado assumiu o controle acionário da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela gestão dos 850 quilômetros da BR-163, trecho que liga a divisa com Mato Grosso do Sul ao município de Sinop.

A transferência do controle foi oficializada em Brasília pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.

Governo destaca importância estratégica da rodovia

Durante a visita, o governador Otaviano Pivetta ressaltou que a antecipação das obras representa um avanço importante para a infraestrutura estadual.

Segundo ele, a redução do prazo permitirá transformar a BR-163 em uma das principais autoestradas do país, além de oferecer maior eficiência ao transporte de cargas. O governador também garantiu que os recursos financeiros destinados à duplicação estão integralmente assegurados.

Tecnologia e inteligência artificial reforçam controle de qualidade

Para manter o ritmo acelerado das obras sem comprometer a qualidade do pavimento, a Nova Rota do Oeste investiu em um laboratório especializado em tecnologia de materiais.

De acordo com o diretor-presidente da concessionária, Luciano Uchoa, mais de 370 mil testes de qualidade foram realizados apenas no último ano, incluindo análises de compactação, concreto e asfalto. Os dados são processados com apoio de inteligência artificial, permitindo maior controle sobre todas as etapas da pavimentação.

Duplicação fortalece o escoamento da safra em Mato Grosso

A modernização da BR-163 atende diretamente ao crescimento da produção agrícola do estado, consolidando a rodovia como o principal corredor logístico de Mato Grosso.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e presidente do Conselho de Administração da Nova Rota, Marcelo Oliveira, destacou que o diálogo permanente entre o governo e a concessionária tem garantido transparência na condução das obras.

Segundo ele, a expectativa é que Mato Grosso alcance uma produção de aproximadamente 130 milhões de toneladas de grãos na próxima década, cenário que reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura para garantir eficiência no escoamento da safra e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mayke Toscano/Secom-MT

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