Transporte

Ponte sobre o Rio São Francisco entre Alagoas e Sergipe passa de 50% de conclusão

A nova ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) já ultrapassou metade da execução e mantém o cronograma previsto. A expectativa é que a estrutura seja concluída em dezembro, criando uma ligação direta entre os dois estados sobre o Rio São Francisco.

Com 1,18 quilômetro de extensão, a ponte fará parte da BR-349/AL/SE e deverá substituir a travessia atualmente realizada por balsas entre as duas cidades.

Ponte vai substituir travessia por balsas

A construção promete alterar a rotina de moradores e usuários que precisam atravessar o rio. Hoje, a conexão direta entre Penedo e Neópolis depende de balsas para veículos e pedestres, sujeitas às condições da operação.

Quando estiver pronta, a nova estrutura deverá proporcionar uma travessia mais rápida e segura, além de melhorar a integração rodoviária entre Alagoas e Sergipe.

A obra avançou para a etapa de instalação das vigas que darão sustentação ao tabuleiro. Ao todo, estão previstas 120 peças na superestrutura. Cerca de 170 trabalhadores participam atualmente dos serviços.

Estrutura terá espaço para veículos, bicicletas e pedestres

A ponte sobre o Rio São Francisco terá 18 metros de largura e foi projetada para receber o tráfego de veículos e bicicletas.

O projeto também prevê áreas destinadas à circulação de pedestres e um trecho reservado para acostamento, ampliando a segurança e a funcionalidade da ligação rodoviária.

A estrutura foi planejada para garantir a passagem sobre o São Francisco, considerado o maior rio totalmente localizado em território brasileiro.

Rio São Francisco é estratégico para o Brasil

Conhecido como Velho Chico, o Rio São Francisco tem papel fundamental na integração de diferentes regiões brasileiras e é tradicionalmente chamado de “Rio da Integração Nacional”.

O rio nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, percorre aproximadamente 2.700 quilômetros e chega ao Oceano Atlântico entre Alagoas e Sergipe.

Ao longo do trajeto, suas águas são utilizadas para abastecimento, agricultura, pesca, navegação e geração de energia. Entre as principais hidrelétricas instaladas em seu curso estão Sobradinho e Xingó.

Velho Chico abastece milhões e sustenta atividades econômicas

Além da produção de energia, o São Francisco é fonte de abastecimento para milhões de pessoas e sustenta diversas atividades econômicas, especialmente no Nordeste.

O rio também integra o Projeto de Integração do Rio São Francisco, conhecido como transposição do São Francisco. A iniciativa utiliza canais, túneis e outras estruturas para transportar água para áreas de Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte afetadas por períodos de estiagem.

Dessa forma, o Rio São Francisco vai muito além de sua dimensão geográfica. O curso d’água é essencial para o abastecimento, a produção agrícola, a geração de energia e o desenvolvimento econômico de diferentes regiões do país.

FONTE: Diário do Litoral
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Transporte

Integração logística conecta produção brasileira aos mercados nacional e internacional

Da propriedade rural às áreas industriais e, posteriormente, aos terminais portuários, diferentes modais de transporte atuam de forma integrada para movimentar cargas e conectar o Brasil ao mercado externo.

Antes de chegar ao destino final, uma mercadoria brasileira pode percorrer milhares de quilômetros e utilizar diferentes meios de transporte. Soja, minério, carnes, máquinas e produtos industrializados dependem de uma cadeia logística capaz de conectar áreas produtoras, centros de distribuição e mercados consumidores.

O transporte rodoviário costuma assumir os primeiros ou últimos trechos da operação. Pela flexibilidade, os caminhões conseguem acessar propriedades rurais, indústrias e armazéns, fazendo a ligação com terminais ferroviários, hidroviários e portuários.

A partir desses pontos, a carga pode ser transferida para ferrovias ou hidrovias, conforme as características da operação e da região.

O modal ferroviário se destaca principalmente no deslocamento de grandes volumes por longas distâncias. Para produtos como grãos e minérios, as ferrovias podem estabelecer conexões estratégicas entre regiões produtoras e portos, contribuindo para reduzir a dependência do transporte rodoviário em determinados trajetos.

O transporte hidroviário também tem papel relevante na logística brasileira. O país possui aproximadamente 42 mil quilômetros de rede hidroviária, sendo cerca de 20 mil quilômetros considerados navegáveis.

Em regiões com infraestrutura adequada, as hidrovias permitem movimentar grandes volumes de cargas por longas distâncias e funcionam como uma alternativa importante para conectar áreas do interior a outros pontos da cadeia logística.

Portos concentram diferentes etapas da cadeia

Os portos são pontos estratégicos dessa integração. É nesses complexos que cargas provenientes de rodovias, ferrovias e hidrovias podem ser recebidas, armazenadas, movimentadas e posteriormente embarcadas em navios.

A partir dos terminais portuários, as mercadorias seguem por rotas marítimas para diferentes destinos internacionais. Ao mesmo tempo, os portos também recebem produtos importados que abastecem a indústria, o comércio e os consumidores brasileiros.

Por isso, o desempenho de um porto não depende apenas de sua estrutura interna. A qualidade das conexões terrestres e hidroviárias que levam as cargas até os terminais também influencia diretamente a eficiência logística.

Integração reduz gargalos e melhora os fluxos

Em uma cadeia logística extensa, problemas em um único trecho podem comprometer toda a operação. Já a integração entre os diferentes modais permite encontrar alternativas mais eficientes para o deslocamento das cargas.

A conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias e portos ganha ainda mais importância diante das dimensões continentais do Brasil. Uma rede de transporte mais integrada pode melhorar a organização dos fluxos, ampliar a capacidade de movimentação e fortalecer a competitividade da produção nacional nos mercados interno e internacional.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos – Assessoria Especial de Comunicação Social.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação / Divulgação/Instituto Brasil Logística

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Informação

Brasil e México ampliam diálogo sobre o setor aeroportuário

Representantes do Brasil e do México discutiram nesta quinta-feira (20), em Brasília, novas possibilidades de cooperação no setor aeroportuário. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, recebeu o embaixador mexicano no Brasil, Carlos García, e integrantes do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR).

O encontro também contou com a presença do diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein. A reunião marcou a primeira visita oficial de representantes da ASUR ao ministro.

ASUR avança na entrada no mercado brasileiro

O grupo mexicano possui operações internacionais e administra 17 aeroportos no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil, a empresa está em processo de transferência do controle da plataforma aeroportuária da Motiva, que reúne 17 aeroportos distribuídos por Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Tocantins, Pernambuco e Piauí.

A conclusão da operação representa a chegada de um novo operador internacional ao mercado aeroportuário brasileiro.

Durante a reunião, Tomé Franca destacou os 15 anos do início das concessões aeroportuárias no país e ressaltou o papel dos investimentos privados na expansão da infraestrutura.

“Investir em aeroportos no país é um bom negócio, e temos trabalhado para que esse ambiente seja cada vez mais favorável, de forma a atrair novos investidores e ampliar os investimentos no setor”, afirmou o ministro.

México vê aproximação como projeto de longo prazo

O embaixador Carlos García destacou a importância estratégica da aproximação entre os dois países. Segundo ele, a iniciativa deve ser tratada como uma ação de longo prazo e não apenas como uma agenda de governo.

A declaração ocorreu em meio ao processo de expansão da participação mexicana no mercado de aviação brasileiro.

Atuação da ASUR no exterior

A ASUR administra nove aeroportos no México, incluindo o Aeroporto Internacional de Cancún. O grupo também possui operações em seis aeroportos colombianos e no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, localizado em San Juan, Porto Rico.

No Brasil, a transferência de controle depende do cumprimento das regras estabelecidas nos contratos de concessão e da análise dos órgãos responsáveis.

Em junho, a diretoria colegiada da Anac aprovou, por unanimidade, a anuência prévia para a operação. A decisão ocorreu após a avaliação dos requisitos jurídicos, técnicos e fiscais aplicáveis ao processo.

Segundo a agência reguladora, a mudança de controle para a ASUR não prejudica a continuidade, a regularidade ou a qualidade dos serviços previstos nos contratos de concessão.

Brasil e México ampliam conexões aéreas

A reunião ocorre em um cenário de fortalecimento das relações entre Brasil e México no transporte aéreo internacional. Os dois países possuem conexões regulares e registraram, ao longo do último ano, a movimentação de aproximadamente 346 mil passageiros, conforme dados da Anac.

Além do ministro Tomé Franca, do embaixador Carlos García e do presidente da Anac, participaram do encontro representantes da ASUR, entre eles o CEO Adolfo Castro Rivas, o primeiro secretário Andrés Dario Galván e o representante da empresa no Brasil, José Martinez.

Também estiveram presentes o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, e demais integrantes das equipes envolvidas na agenda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Logística

Ponte Bioceânica entra na reta final com retirada de pórticos de 47 toneladas

As obras da Ponte Bioceânica, que vai ampliar a conexão entre Brasil e Paraguai, avançam para a fase final com a retirada dos grandes pórticos utilizados na construção do trecho central sobre o rio Paraguai.

A estrutura terá 1.294 metros de extensão e ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai. O projeto recebeu o nome de Ponte Bioceânica por integrar uma rota estratégica entre os oceanos Atlântico e Pacífico, conectando portos e ampliando o corredor de transporte regional.

Pórticos de 47 toneladas são retirados do vão central

A operação envolve estruturas metálicas de aproximadamente 47 toneladas cada. Os equipamentos estão sendo removidos de uma altura de cerca de 30 metros, segundo informações divulgadas pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai.

Para realizar a retirada, as equipes utilizam elevadores hidráulicos, que permitem baixar os pórticos com segurança até o nível necessário para o transporte.

Depois de desmontadas, as estruturas são colocadas em uma balsa com capacidade para até 200 toneladas, responsável pelo deslocamento do material.

Cada operação completa, desde a retirada do pórtico até o transporte da estrutura ao destino, demanda cerca de 24 horas de trabalho.

Ponte terá trecho estaiado de 632 metros

O projeto da ligação Brasil-Paraguai inclui um trecho estaiado com 632 metros de extensão. O vão principal da ponte terá 350 metros, permitindo a passagem sobre o rio Paraguai.

A retirada dos pórticos representa uma das etapas finais da construção da estrutura principal e sinaliza o avanço do projeto rumo à conclusão.

A previsão é de que a Ponte Bioceânica seja aberta ao tráfego em 2027, depois da finalização dos acessos viários nos dois países.

Acessos somam quase 17 quilômetros de obras

No lado brasileiro, o complexo viário associado à ponte terá aproximadamente 13 quilômetros de extensão, incluindo quatro pontes.

A conexão com a malha rodoviária brasileira será feita pela BR-267, em um projeto cuja contratação está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No Paraguai, estão sendo implantados outros 3,8 quilômetros de acesso, que farão a ligação da ponte com a rede rodoviária do país.

Corredor bioceânico deve ampliar integração regional

Quando concluída, a Ponte Bioceânica deverá desempenhar papel estratégico no transporte de cargas e na integração entre Brasil, Paraguai e outros países da América do Sul.

A estrutura faz parte de um corredor pensado para facilitar o deslocamento de mercadorias entre o interior do continente e os portos dos oceanos Atlântico e Pacífico.

Com a conclusão da ponte e dos acessos, a expectativa é ampliar a logística internacional e fortalecer as conexões comerciais entre os países da região.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Como os produtos chegam ao destino: o papel dos portos e dos diferentes modais de transporte

Alimentos, combustíveis, medicamentos, fertilizantes e produtos industrializados percorrem diferentes caminhos antes de chegar ao consumidor. Nesse trajeto, podem ser utilizados caminhões, trens, navios e hidrovias, em uma operação logística que conecta regiões produtoras, portos, centros de distribuição e mercados.

Uma carga pode deixar uma fazenda, indústria ou unidade de produção por rodovia ou ferrovia e seguir até um terminal portuário. No porto, é embarcada em um navio e transportada por centenas ou milhares de quilômetros. Ao chegar ao destino, o produto volta a utilizar outros modais até alcançar uma indústria, centro de distribuição, estabelecimento comercial ou consumidor final.

Os números mostram a importância dessa estrutura para o país. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, o maior volume já registrado no Brasil. Desse total, 164,6 milhões de toneladas corresponderam a cargas conteinerizadas, que incluem produtos industrializados e bens de consumo.

A relevância do transporte marítimo também aparece no comércio exterior. Aproximadamente 95% das operações internacionais brasileiras são realizadas por via marítima, fazendo dos portos uma peça fundamental tanto para a chegada de produtos e matérias-primas quanto para as exportações.

Transporte marítimo também conecta diferentes regiões do Brasil

A navegação não é utilizada apenas para operações internacionais. Produtos e matérias-primas também podem ser transportados entre portos brasileiros ou entre plataformas offshore e unidades terrestres, como refinarias.

Esse tipo de operação é conhecido como cabotagem.

Nesse modelo, uma carga pode deixar uma região do país por navio, percorrer a costa brasileira e desembarcar em outro estado, onde o transporte terrestre completa o percurso até o destino final.

Do campo ao supermercado

Um exemplo dessa integração entre modais está no transporte de alimentos. Depois da colheita, o arroz pode passar por processos de secagem e armazenamento antes de ser levado por caminhão ou trem até um porto. A partir daí, a carga pode seguir de navio pela costa até outra região brasileira. Após o desembarque, o produto volta para o transporte terrestre, chegando a centros de distribuição e, posteriormente, aos supermercados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 70% da produção nacional de arroz em 2026. Dessa forma, parte da produção originada no Sul pode utilizar o transporte marítimo para abastecer consumidores de outras regiões.

A mesma lógica pode ser aplicada a produtos como café, açúcar, milho e frango congelado, que percorrem diferentes etapas e podem combinar rodovias, ferrovias e transporte marítimo.

Portos também garantem o abastecimento do campo

A importância dos portos não está restrita ao transporte de produtos que chegam ao consumidor. Eles também são fundamentais para a entrada de insumos utilizados na produção agrícola. É o caso dos fertilizantes e adubos importados. Em 2025, as importações desses produtos alcançaram 49,3 milhões de toneladas.

A operação começa no país de origem, onde os fertilizantes são embarcados em navios. No Brasil, a carga chega ao terminal portuário, passa por processos de movimentação e armazenagem e, posteriormente, segue por transporte terrestre até as regiões agrícolas. Entre as cargas de maior relevância para a navegação estão o petróleo e seus derivados.

Na cabotagem brasileira, granéis líquidos e gasosos representam cerca de 75% das cargas transportadas, com destaque para petróleo e gás natural. Em 2025, a navegação de cabotagem movimentou aproximadamente 223 milhões de toneladas.

Mas os portos também movimentam uma grande variedade de produtos que chegam ao país em contêineres. Nessa categoria estão peças, máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, produtos químicos, roupas, eletrônicos e outros bens presentes no cotidiano.

Assim, antes de chegar às prateleiras ou às mãos do consumidor, muitos produtos percorrem uma verdadeira rede logística, que integra portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Essa combinação de modais permite conectar áreas produtoras, indústrias e centros consumidores dentro e fora do Brasil.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação/Porto de Pecém

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Logística

Sudeste Export debate infraestrutura de transportes e desafios para a logística brasileira

Os caminhos para modernizar a infraestrutura de transportes e aumentar a eficiência da logística brasileira estão entre os principais temas do Sudeste Export, realizado em Vitória (ES) até esta sexta-feira (14). O evento reúne representantes do poder público, empresários e especialistas para discutir projetos, investimentos e alternativas capazes de melhorar a movimentação de cargas e passageiros no país.

Durante o fórum, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a necessidade de avançar em projetos estratégicos e defendeu uma condução transparente para novas iniciativas, especialmente no transporte hidroviário.

Novos projetos exigem diálogo

Na avaliação do ministro, a expansão da infraestrutura precisa considerar os diferentes grupos envolvidos nos projetos. Para ele, processos de concessão devem ser acompanhados por transparência, comunicação clara e diálogo com setores que possam ser impactados pelas obras.

Franca citou a importância de estabelecer conversas com ambientalistas, povos indígenas e comunidades afetadas, ao mesmo tempo em que projetos considerados fundamentais para a eficiência logística precisam avançar.

A combinação entre participação social e planejamento, segundo o ministro, pode criar condições para ampliar a infraestrutura sem deixar de lado as questões ambientais e sociais.

Acesso aos portos é um dos principais gargalos

Outro ponto destacado durante o Sudeste Export foi a necessidade de melhorar o acesso aos portos brasileiros.

Para Tomé Franca, a conexão entre diferentes meios de transporte é essencial para reduzir gargalos, melhorar o deslocamento de cargas e elevar a produtividade da cadeia logística.

“Um dos maiores gargalos do setor portuário sempre foi o acesso aos portos”, afirmou o ministro.

Nesse contexto, ele citou o Plano Nacional de Logística 2050, que estabelece atenção especial aos modais hidroviário e ferroviário.

A proposta é ampliar a participação desses meios de transporte e fortalecer a intermodalidade, conectando ferrovias, hidrovias, rodovias e portos de maneira mais eficiente.

Hidrovias e ferrovias ganham destaque

A ampliação do uso de ferrovias e hidrovias é apontada como estratégica para transformar a logística brasileira. O objetivo é criar uma rede de transporte mais conectada e capaz de atender às diferentes necessidades de movimentação de cargas.

Segundo Franca, o país precisa avançar em conectividade e integração entre os modais para alcançar um novo nível de eficiência logística.

Essa estratégia também está relacionada à busca por maior competitividade e à redução de gargalos que encarecem o transporte de mercadorias.

Fórum discute modernização da infraestrutura

Promovido pelo Brasil Export, o Sudeste Export integra o Fórum Nacional de Logística, Infraestrutura e Transportes. O encontro reúne diferentes setores para discutir desafios e oportunidades relacionados ao desenvolvimento da infraestrutura brasileira.

A programação aborda temas como a expansão e modernização de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias, além dos sistemas responsáveis pela integração desses modais.

Outro foco dos debates é a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura e estimular soluções inovadoras para o setor.

Desenvolvimento sustentável também está na pauta

Além da eficiência econômica, as discussões consideram a importância de conciliar novos investimentos com o desenvolvimento sustentável.

A avaliação é que uma infraestrutura de transportes mais moderna e integrada pode contribuir para aumentar a competitividade do Brasil, melhorar a circulação de pessoas e mercadorias e gerar impactos positivos sobre a qualidade de vida da população.

Nesse cenário, o desafio passa por combinar planejamento de longo prazo, investimentos, inovação e integração entre os diferentes meios de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniel Fehr/MPor

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Exportação

Corredor Bioceânico: Brasil e Chile avançam em nova rota para exportações

Brasil e Chile intensificam as articulações para viabilizar uma das principais iniciativas de integração logística da América do Sul: o Corredor Bioceânico de Capricórnio. O projeto prevê uma ligação rodoviária entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando uma alternativa para o transporte de cargas brasileiras até os portos do Pacífico.

A nova conexão pode ganhar importância especialmente para a produção do Centro-Oeste brasileiro, que teria uma rota terrestre para alcançar os terminais chilenos de Antofagasta, Mejillones e Iquique e, a partir deles, acessar mercados da Ásia e da Oceania.

Mais do que uma ligação rodoviária internacional, o corredor tem potencial para alterar parte da logística de exportação brasileira e criar novas opções para o escoamento de commodities.

Do Centro-Oeste ao Pacífico

No Brasil, Porto Murtinho (MS) é um dos pontos estratégicos do projeto. O município concentra a conexão com o Paraguai por meio da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, que ligará a cidade brasileira a Carmelo Peralta.

Depois da travessia, o trajeto avança pelo território paraguaio, segue pelo norte da Argentina e cruza a Cordilheira dos Andes até chegar ao Chile.

A estrutura poderá oferecer ao agronegócio brasileiro uma alternativa às rotas tradicionais utilizadas para transportar mercadorias até os mercados asiáticos.

Nova alternativa para chegar à Ásia

A redução das distâncias é um dos principais argumentos econômicos a favor do Corredor Bioceânico.

Ao combinar transporte rodoviário continental com embarques nos portos chilenos, determinadas cargas poderão evitar parte do percurso atualmente realizado por rotas marítimas que utilizam o Atlântico.

O ganho efetivo dependerá da origem da carga, do destino, dos custos de transporte e das condições de operação de cada trecho. Ainda assim, projeções relacionadas ao projeto apontam para possíveis reduções relevantes no tempo total de deslocamento.

Entre os produtos com potencial para utilizar a nova rota estão soja, milho, carnes, celulose e minérios.

O fluxo também poderá ocorrer no sentido contrário, permitindo que mercadorias asiáticas cheguem ao Brasil pelo Pacífico e ampliando as alternativas de abastecimento do mercado nacional.

Portos do Chile ganham importância

A consolidação do corredor pode elevar a relevância dos portos do norte do Chile no comércio exterior sul-americano.

Antofagasta, Mejillones e Iquique poderão receber uma parcela maior das cargas produzidas no interior do continente e funcionar como alternativas aos terminais tradicionalmente utilizados pelos exportadores brasileiros.

A proposta, porém, não significa necessariamente uma substituição dos grandes portos do Brasil. O principal efeito seria ampliar as possibilidades de escolha.

Na hora de definir o trajeto, o exportador poderá comparar fatores como frete terrestre, distância, custos portuários, disponibilidade de navios e tempo de transporte.

Essa nova possibilidade também cria uma pressão competitiva sobre os corredores logísticos brasileiros.

Santos terá de disputar novas rotas

O Porto de Santos, principal complexo portuário do Brasil, também poderá sentir os efeitos dessa transformação.

Grande parte da produção do Centro-Oeste atualmente utiliza a infraestrutura nacional para chegar a Santos e Paranaguá antes de seguir para mercados internacionais.

Com uma saída pelo Pacífico, determinadas cargas destinadas à Ásia poderão encontrar nos terminais chilenos uma alternativa potencialmente competitiva.

Santos, por outro lado, continua sendo uma peça fundamental da integração logística brasileira e permanece como uma das principais portas de saída para o comércio exterior do país.

A possível diversificação das rotas reforça a necessidade de investimentos em ferrovias, rodovias, terminais de transbordo e acessos portuários, permitindo que cada corredor seja utilizado de acordo com sua eficiência e custo.

Ponte internacional é peça central do projeto

A ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta representa uma das obras mais importantes para a implantação do corredor.

Em 2026, a construção entrou na etapa final. No entanto, a conclusão da travessia não significa que toda a rota estará pronta para operar em sua capacidade plena.

No lado brasileiro, ainda é necessário concluir cerca de 13 quilômetros de acesso entre a BR-267 e a ponte internacional.

Também permanecem obras e adequações rodoviárias nos demais países envolvidos na conexão.

Por isso, a infraestrutura necessária para transformar o projeto em uma rota comercial competitiva ainda depende de uma série de intervenções.

Fronteiras podem definir o sucesso do corredor

Além das estradas e pontes, a eficiência da nova rota dependerá da integração entre os sistemas de controle dos quatro países.

Procedimentos relacionados a aduana, fiscalização sanitária, documentação, transporte internacional e controle migratório precisam funcionar de maneira coordenada.

Caso contrário, parte da vantagem obtida com a redução das distâncias poderá ser perdida em congestionamentos, esperas e burocracia nas fronteiras.

Brasil, Paraguai, Argentina e Chile trabalham, portanto, na busca por mecanismos que permitam agilizar os procedimentos e reduzir o tempo necessário para a passagem das cargas.

A eficiência dos controles fronteiriços poderá ser tão importante quanto a qualidade das rodovias para determinar a competitividade da nova rota.

Corredor pode mudar a logística sul-americana

O Corredor Bioceânico de Capricórnio tem potencial para formar um eixo transversal de transporte na América do Sul, conectando regiões produtoras, centros de distribuição, rodovias e portos dos oceanos Atlântico e Pacífico.

Para o Brasil, principalmente para o Centro-Oeste, a iniciativa representa a possibilidade de ganhar uma nova saída para o comércio marítimo internacional.

Para o Chile, a oportunidade está em ampliar a importância dos portos do norte como plataformas de conexão entre a produção sul-americana e os mercados asiáticos.

Já para exportadores e operadores logísticos, a consolidação do corredor acrescentará uma nova variável às decisões sobre transporte internacional e comércio exterior.

Se a nova rota conseguir combinar distância competitiva, custos menores, infraestrutura adequada e fronteiras eficientes, cargas brasileiras poderão passar a escolher entre diferentes caminhos para chegar à Ásia.

O corredor, portanto, pode representar mais do que uma nova estrada: é uma alternativa capaz de redesenhar parte da logística de exportação do Brasil e da integração comercial da América do Sul.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Tecnologia

Eclusas: tecnologia garante a navegação em rios com desníveis no Brasil

As eclusas são estruturas essenciais para manter a navegação em rios que apresentam diferentes níveis de altura. Conhecidas como uma espécie de “elevador aquático”, elas permitem que embarcações e comboios de carga atravessem desníveis de maneira segura, inclusive em trechos afetados por barragens ou por obstáculos naturais.

Além de assegurar a continuidade das viagens, esse sistema contribui para a eficiência do transporte hidroviário e para o funcionamento da logística por vias fluviais.

Como funciona uma eclusa?

O funcionamento de uma eclusa de navegação ocorre por meio de uma câmara equipada com comportas. Primeiro, a embarcação entra nesse compartimento e as portas são fechadas. Em seguida, o nível da água é alterado de forma controlada até atingir a altura do trecho seguinte do rio.

Quando os níveis são igualados, a comporta do outro lado é aberta e a embarcação pode prosseguir. No trajeto contrário, a operação acontece de forma inversa: o nível da água é reduzido para permitir que o barco passe do trecho mais alto, chamado de montante, para o mais baixo, conhecido como jusante.

Onde existem eclusas no Brasil?

Atualmente, há eclusas em operação nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, São Paulo, Pará e Mato Grosso do Sul. Essas estruturas são fundamentais para preservar a navegabilidade de importantes hidrovias brasileiras.

Por isso, ações de manutenção e modernização são realizadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

As intervenções buscam elevar a confiabilidade das operações e melhorar as condições para o transporte de cargas e passageiros pelos rios do país.

Importância para o transporte hidroviário

Mais do que permitir que embarcações superem desníveis, as eclusas contribuem para a segurança da navegação e beneficiam comunidades que dependem dos rios para deslocamento e atividades econômicas.

A estrutura também tem impacto direto na logística brasileira, ao possibilitar que grandes volumes de mercadorias sejam transportados de maneira contínua pelas hidrovias.

Vantagens das hidrovias para o transporte de cargas

O transporte por rios é considerado um dos modais mais eficientes para a movimentação de grandes volumes. Em comparação com o transporte rodoviário, a navegação hidroviária pode transportar mais mercadorias com menor consumo de combustível por tonelada movimentada.

A redução do consumo também está associada a menores emissões de poluentes, além de contribuir para a diminuição dos custos logísticos e para o aumento da competitividade da infraestrutura de transportes brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: DNIT

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Logística

Logística e transportes no Brasil exigem R$ 2,03 trilhões em investimentos, aponta CNT

O Brasil precisará investir cerca de R$ 2,03 trilhões para superar os principais gargalos da logística e da infraestrutura de transportes. A estimativa faz parte do Plano CNT de Transporte e Logística 2026, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que reúne 2.837 projetos considerados prioritários em diferentes regiões do país.

O levantamento mostra que as deficiências na infraestrutura continuam elevando o chamado Custo Brasil, comprometendo a competitividade da economia e dificultando o crescimento de setores como a indústria, o agronegócio e o comércio exterior.

Segundo o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, o planejamento de longo prazo é essencial para promover uma infraestrutura mais integrada, eficiente e sustentável, reduzindo custos logísticos e ampliando a competitividade nacional.

Custos logísticos no Brasil superam os de economias desenvolvidas

O estudo revela que os custos logísticos brasileiros atingiram 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, praticamente o dobro do registrado em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde representam cerca de 8% do PIB.

Na avaliação da CNT, parte significativa dessa diferença está relacionada à precariedade da infraestrutura, que reduz a eficiência do transporte de cargas, aumenta despesas operacionais e afasta investimentos.

Dependência das rodovias expõe desequilíbrio da matriz de transporte

Outro ponto destacado pelo levantamento é a forte concentração do transporte de cargas nas rodovias, responsáveis por 65,8% da matriz de transporte brasileira. O percentual é superior ao observado em outras economias de grande extensão territorial, como Estados Unidos, China, Austrália e países da União Europeia, que utilizam de forma mais equilibrada ferrovias, hidrovias e a cabotagem.

Além da concentração no modal rodoviário, o estudo chama atenção para a baixa cobertura de estradas pavimentadas. Apenas 13% das rodovias brasileiras possuem pavimentação, índice inferior ao registrado em países como China e Índia.

A situação da malha viária também preocupa. Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 indicam que 62,1% das estradas brasileiras apresentam condições classificadas como regular, ruim ou péssima. Quando analisada apenas a rede pública, esse percentual sobe para 72,8%.

Plano prevê investimentos em integração nacional e mobilidade urbana

Dos R$ 2,03 trilhões estimados pelo Plano CNT, a maior parcela será destinada a obras voltadas à integração do território nacional.

Os 2.509 projetos de integração somam aproximadamente R$ 1,5 trilhão, com destaque para investimentos em ferrovias, que concentram cerca de R$ 1,1 trilhão. Também estão previstos recursos para rodovias, hidrovias, portos, terminais logísticos e aeroportos.

Já os 328 projetos urbanos, orçados em R$ 518,4 bilhões, priorizam sistemas de transporte coletivo de média e alta capacidade, como metrôs, trens urbanos, VLTs, monotrilhos e corredores exclusivos de ônibus (BRT).

Investimentos seguem abaixo da necessidade apontada por especialistas

O estudo também evidencia a diferença entre a necessidade de investimentos e os recursos aplicados nos últimos anos. Enquanto o Banco Mundial estima que o Brasil deveria investir cerca de 3,7% do PIB por ano em infraestrutura de transportes para reduzir seu déficit, a média de investimentos federais entre 2015 e 2025 foi de apenas 0,15% do PIB ao ano.

CNT defende maior participação da iniciativa privada

Diante das limitações orçamentárias do setor público, a CNT defende a ampliação das concessões e das Parcerias Público-Privadas (PPPs) como alternativa para acelerar a modernização da infraestrutura brasileira.

A entidade ressalta, no entanto, que o avanço desse modelo depende de um ambiente regulatório estável, segurança jurídica, previsibilidade institucional e redução da burocracia.

Como parte da iniciativa, a CNT também lançou um painel virtual com consulta dinâmica aos projetos previstos no plano, oferecendo informações para gestores públicos, investidores e sociedade. A expectativa é que o estudo sirva de base para orientar políticas públicas capazes de reduzir o Custo Brasil, fortalecer a logística nacional e aumentar a competitividade da economia.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil

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Logística

Logística eficiente é essencial para manter a competitividade da indústria de Santa Catarina, alerta FIESC

A FIESC alerta que os desafios da logística em Santa Catarina representam um dos principais obstáculos para a manutenção da competitividade da indústria estadual. Apesar de contar com uma economia fortemente voltada ao mercado internacional e um parque industrial diversificado, o estado enfrenta limitações na infraestrutura de transporte que impactam diretamente os custos e a eficiência das operações.

Entre os principais entraves apontados estão o chamado Custo Brasil, além dos gargalos nas rodovias e nos acessos aos portos, fatores que elevam despesas, aumentam o tempo de deslocamento e reduzem a competitividade das empresas.

Rodovias sobrecarregadas afetam o escoamento da produção

Reconhecido pela eficiência de seu complexo portuário, Santa Catarina ocupa posição de destaque na movimentação de contêineres no país. No entanto, o transporte terrestre até os terminais portuários enfrenta dificuldades devido à necessidade de obras de manutenção, duplicação e melhorias em rodovias federais e estaduais.

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, diversas rodovias estratégicas para a economia catarinense operam constantemente próximas do limite de capacidade, cenário que provoca atrasos nas entregas, aumento dos custos com frete e maior incidência de acidentes.

Planejamento de longo prazo é apontado como prioridade

Para o presidente do Conselho de Infraestrutura e Transporte da entidade, Maurício Battistella, investir em uma logística eficiente é indispensável para garantir a permanência da indústria catarinense em um mercado cada vez mais competitivo.

Segundo ele, embora os portos catarinenses sejam reconhecidos pela eficiência, a precariedade das ligações rodoviárias compromete todo o fluxo de transporte de cargas e reduz a capacidade competitiva das empresas.

Debate na Logistique discutirá o futuro da logística catarinense

Maurício Battistella será um dos participantes de um painel durante a feira Logistique, marcada para o dia 11 de agosto. O encontro reunirá especialistas para debater os caminhos da infraestrutura logística de Santa Catarina até 2035.

Na avaliação do representante da FIESC, é fundamental que a logística seja tratada como uma política de Estado, com planejamento de longo prazo, investimentos para eliminar gargalos e integração entre rodovias, ferrovias e portos, garantindo maior fluidez no transporte de mercadorias e fortalecendo a presença dos produtos catarinenses nos mercados nacional e internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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