Agronegócio

Argélia abre mercado para DDG produzido no Brasil

A Argélia autorizou a importação de grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla DDG (Dried Distillers Grains), produzidos no Brasil. A abertura do mercado foi anunciada na terça-feira (29) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília.

A medida amplia as oportunidades para o setor brasileiro de etanol de milho e para a cadeia de nutrição animal, já que o DDG é utilizado como ingrediente na alimentação de bovinos e aves.

DDG é subproduto da produção de etanol de milho

O DDG é obtido como subproduto durante a fabricação de etanol a partir do milho. O ingrediente apresenta concentração de nutrientes e pode conter aproximadamente 30% de proteína, além de gorduras e fibras.

Por essas características, o produto pode ser utilizado como alternativa ao farelo de soja e ao farelo de milho na composição de rações destinadas à alimentação animal.

Brasil está entre os grandes produtores de DDG

O Brasil ocupa posição de destaque na produção mundial de DDG, impulsionada principalmente pela expansão da indústria de etanol de milho.

A abertura do mercado argelino representa mais uma possibilidade de expansão das exportações brasileiras do produto. Em 2024, o Marrocos também passou a permitir a entrada de DDG produzido no Brasil.

Outros mercados também tiveram novas aberturas

Na mesma comunicação, os ministérios brasileiros informaram a abertura de mercados para outros produtos nacionais em Antígua e Barbuda, China, Chile e Paraguai.

As novas autorizações ampliam as possibilidades de comércio exterior para diferentes setores da produção brasileira e fazem parte dos esforços de expansão do acesso de produtos nacionais a mercados internacionais.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANBA

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Comércio Internacional

Brasil e EUA criam grupo de trabalho para negociar tarifas sobre produtos brasileiros

Brasil e Estados Unidos decidiram estabelecer um grupo de trabalho exclusivo para tratar das tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras e de outros assuntos relacionados à relação comercial entre os dois países.

O entendimento foi anunciado nesta quarta-feira (30), após uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu em Milwaukee, no estado de Wisconsin.

A reunião aconteceu durante o encontro de ministros do Comércio do G20, que reúne as principais economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana.

Grupo vai discutir tarifas e barreiras comerciais

De acordo com o MDIC, os Estados Unidos devem apresentar nas próximas semanas um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá indicar os temas que serão tratados pelo novo grupo, incluindo questões tarifárias e não tarifárias que afetam o comércio bilateral.

A criação do mecanismo estabelece um canal específico para discutir os principais obstáculos ao comércio entre Brasil e EUA e buscar alternativas para avançar em um possível entendimento entre os governos.

Em comunicado, o governo brasileiro afirmou que os ministros reforçaram a disposição de buscar soluções por meio do diálogo e da negociação, com o objetivo de defender os interesses do Brasil e ampliar as oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países.

Segundo o governo brasileiro, a reunião teve caráter construtivo. As duas partes reconheceram a necessidade de superar os entraves existentes e demonstraram disposição para continuar trabalhando em busca de um acordo.

Tarifas dos Estados Unidos estão no centro das negociações

A criação do grupo ocorre enquanto permanecem em vigor sobretaxas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Em julho, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, aplicada com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos.

Também foi estabelecida uma sobretaxa adicional de 10% ou 12,5% para produtos importados de países enquadrados pelos Estados Unidos em sua política relacionada ao trabalho forçado.

Segundo o MDIC, as duas medidas anunciadas em julho atingem parte das exportações brasileiras.

As tarifas comerciais estão entre os principais assuntos tratados pelos dois governos, mas a agenda de negociação também inclui barreiras e outras questões não tarifárias que afetam o fluxo de mercadorias entre Brasil e Estados Unidos.

Lula e Trump já haviam retomado diálogo comercial

A nova etapa das negociações dá sequência aos contatos iniciados entre os dois governos nas últimas semanas.

Em 21 de agosto, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversaram por telefone. Depois da ligação, representantes brasileiros e norte-americanos retomaram as tratativas sobre a relação comercial.

Dez dias depois, ministros e equipes técnicas dos dois países participaram de uma reunião virtual para discutir os próximos passos.

O encontro realizado em Milwaukee representa a primeira etapa presencial dessa nova fase do diálogo comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Documento dos EUA deve definir próximos passos

Agora, a expectativa é pelo envio do documento norte-americano que deverá estabelecer o escopo das negociações.

Com base na proposta, o novo grupo de trabalho deverá analisar tarifas, barreiras não tarifárias e outros temas do comércio bilateral, além de avaliar possíveis caminhos para um entendimento entre os dois países.

A reunião ocorre paralelamente ao encontro ministerial do G20 sobre comércio, realizado em Milwaukee nos dias 30 de setembro e 1º de outubro. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, é o anfitrião do evento.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Comércio Exterior

Brasil e União Europeia discutem comércio, aço e retomada de exportações

Brasil e União Europeia avançaram nas discussões sobre comércio exterior, exportações brasileiras e medidas que afetam o intercâmbio de produtos entre os dois mercados. Os temas foram tratados em uma reunião realizada em 30 de setembro, em Milwaukee, nos Estados Unidos, à margem do encontro de Ministros do Comércio do G20.

Participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o comissário para Comércio e Segurança Econômica da Comissão Europeia, Maroš Šefčovič.

Acordo Mercosul-UE amplia fluxo comercial

Durante o encontro, os representantes destacaram os resultados considerados expressivos no crescimento dos fluxos de comércio após a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, em maio deste ano.

Além dos efeitos do acordo, a agenda incluiu outros assuntos de interesse comercial entre Brasil e União Europeia, especialmente as restrições europeias à importação de aço e as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos em produtos agrícolas.

União Europeia revisa cotas para importação de aço

Em relação ao setor siderúrgico, a representação europeia informou que está em curso uma revisão da distribuição das quotas de produtos de aço. Segundo o comunicado, a mudança poderá trazer efeitos positivos para as exportações brasileiras.

O processo de revisão ainda terá novas etapas previstas para 2027, quando deverão ocorrer outras avaliações sobre a alocação das cotas.

Exportações de carne de aves e mel podem ser retomadas

Outro ponto discutido foi o uso de antimicrobianos na produção agrícola. A União Europeia mencionou o resultado positivo de uma auditoria realizada no Brasil algumas semanas antes.

A expectativa apresentada pelo lado europeu é de que, após a conclusão dos procedimentos burocráticos, as exportações brasileiras de carne de aves e mel para a União Europeia possam ser retomadas no curto prazo.

Brasil busca autorização para carne bovina

O governo brasileiro também manifestou interesse em obter um procedimento mais rápido para a autorização das exportações de carne bovina ao mercado europeu.

A medida segue entre os assuntos comerciais discutidos entre os dois lados, em um contexto de ampliação das relações econômicas entre Brasil e União Europeia.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Exportação

Brasil amplia acesso a mercados e conquista novas autorizações para exportação em cinco países

Produtos brasileiros ganharam acesso a novos mercados internacionais após as autoridades sanitárias e fitossanitárias de Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai comunicarem ao Brasil a aprovação de novas oportunidades comerciais.

As autorizações contemplam diferentes segmentos do agronegócio brasileiro, incluindo carnes, produtos de origem animal, grãos e derivados agrícolas.

Antígua e Barbuda libera exportação de carnes brasileiras

Em Antígua e Barbuda, foi autorizada a entrada de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos provenientes do Brasil.

A medida amplia as possibilidades de comercialização de produtos de origem animal brasileiros no mercado caribenho.

Chile autoriza extrato de carne de ruminantes

O Chile também abriu espaço para um novo produto brasileiro. O país autorizou a importação de extrato de carne de ruminantes destinado ao consumo humano.

A decisão amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao mercado chileno.

Argélia abre mercado para DDG de milho

Na Argélia, a autorização envolve os grãos secos de destilaria (DDG) de milho, um coproduto obtido no processo de produção de etanol.

Com a abertura, o DDG de milho brasileiro passa a contar com autorização para exportação ao mercado argelino.

China autoriza miúdos, pele e ossos de suínos

A China aprovou a importação de miúdos internos, pele e ossos de suínos de origem brasileira.

O país asiático é um dos principais destinos dos produtos do agronegócio brasileiro, e a nova autorização amplia a variedade de itens de origem suína que podem ser comercializados no mercado chinês.

Paraguai libera fibra de coco brasileira

Já o Paraguai autorizou a importação de fibra de coco utilizada como substrato, abrindo mais uma possibilidade para produtos brasileiros no mercado paraguaio.

As novas habilitações reforçam a expansão do acesso de produtos brasileiros no mercado internacional, com autorizações distribuídas entre alimentos, produtos de origem animal e insumos agrícolas.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

EUA rejeitam pedido da China para participar de consulta da OMC sobre tarifaço contra o Brasil

Os Estados Unidos recusaram o pedido da China para participar das consultas realizadas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros. As medidas americanas elevam a carga tarifária sobre determinados itens exportados pelo Brasil para até 37,5%.

A decisão foi formalizada em documento divulgado na terça-feira. Segundo o governo americano, a alegação chinesa de que possui um “interesse comercial substancial” no caso não estaria suficientemente fundamentada.

EUA contestam interesse comercial da China

Na justificativa apresentada à OMC, os Estados Unidos afirmaram que a disputa iniciada pelo Brasil não envolve medidas, políticas ou práticas adotadas pela China.

O documento também destaca que a reclamação brasileira não trata de tarifas americanas incidentes sobre produtos de origem chinesa.

Pelas regras da OMC, a entrada de um terceiro país nas consultas depende da concordância dos dois integrantes diretamente envolvidos na disputa. Com a negativa americana, a China fica de fora dessa etapa das negociações entre Brasil e Estados Unidos.

China havia solicitado participação em agosto

A China apresentou o pedido para integrar as consultas pouco mais de um mês antes da decisão americana. Em 6 de agosto, Pequim argumentou que possui interesse comercial relevante na discussão tarifária entre brasileiros e americanos.

Segundo a manifestação chinesa, as medidas adotadas pelos Estados Unidos poderiam atingir também exportações da China. O argumento é que eventuais mudanças nas condições de concorrência no mercado americano poderiam afetar a posição dos produtos chineses.

As consultas na OMC representam a primeira etapa do mecanismo utilizado pela organização para tratar de disputas comerciais e questões relacionadas a tarifas entre seus países-membros.

Brasil questiona tarifas aplicadas pelos EUA

O Brasil levou a questão à OMC em 27 de julho, ao apresentar uma reclamação contra o chamado tarifaço americano.

A contestação brasileira envolve duas sobretaxas anunciadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), ambas fundamentadas na Seção 301 da legislação comercial americana.

A primeira acrescentou uma tarifa de 25% associada a uma investigação sobre supostas práticas comerciais brasileiras. A segunda estabeleceu uma cobrança adicional de 12,5%, relacionada a uma apuração sobre alegadas deficiências do Brasil no combate à entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

As duas medidas, quando consideradas em conjunto, aumentam a tributação sobre determinados produtos brasileiros vendidos no mercado americano.

Brasil cita regras do comércio internacional

Na reclamação apresentada à OMC, o governo brasileiro argumenta que os Estados Unidos violaram o princípio da nação mais favorecida, considerado um dos fundamentos do sistema multilateral de comércio.

Segundo a posição brasileira, Washington estabeleceu tarifas específicas para produtos do Brasil sem aplicar tratamento equivalente aos demais integrantes da organização.

O Brasil também sustenta que os Estados Unidos passaram a cobrar tarifas acima dos limites consolidados junto à OMC.

Outro questionamento apresentado pelo país diz respeito ao uso de medidas unilaterais para responder a supostas irregularidades comerciais. Na avaliação brasileira, os EUA deveriam recorrer ao sistema de solução de controvérsias da OMC em vez de adotar medidas unilaterais.

Consultas entre Brasil e EUA têm prazo de 60 dias

Os Estados Unidos concordaram em iniciar as consultas com o Brasil em 10 de agosto.

Pelas regras da organização, essa primeira fase tem prazo de 60 dias para ser concluída. Durante esse período, os dois países podem buscar uma solução negociada para a controvérsia antes que o caso avance para uma nova etapa.

O que acontece se não houver acordo

Caso as consultas terminem sem entendimento, o Brasil poderá solicitar a criação de um painel da OMC para analisar a disputa.

Nessa fase, três especialistas independentes são designados para examinar o caso. O painel considera os argumentos apresentados pelo país que abriu a reclamação, a manifestação do país questionado e as contribuições de outros integrantes da organização que tenham interesse na controvérsia.

A previsão é de que um painel leve cerca de seis meses para concluir sua análise.

Se ainda houver divergência após essa etapa e os Estados Unidos decidirem recorrer, o processo poderia chegar ao Órgão de Apelação da OMC, que funciona como instância recursal do sistema de solução de controvérsias.

Órgão de Apelação da OMC continua paralisado

O problema é que o Órgão de Apelação permanece sem funcionamento pleno.

A paralisação teve origem em um bloqueio promovido pelos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump, quando o governo americano deixou de indicar novos integrantes para a instância.

A política foi mantida durante a administração do democrata Joe Biden, impedindo a recomposição necessária para o funcionamento regular do órgão.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri / Bloomberg

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Comércio Internacional

Parlamento suíço aprova acordo comercial entre EFTA e Mercosul

A Câmara Baixa do Parlamento da Suíça aprovou o acordo comercial entre os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e o Mercosul. A decisão ocorreu poucos dias após o aval da Câmara Alta e foi acompanhada da inclusão de medidas de apoio financeiro aos agricultores suíços.

O texto, que havia sido rejeitado inicialmente em junho, avançou após a incorporação de recursos destinados a reduzir os possíveis impactos do tratado sobre o setor agrícola do país.

A aprovação foi viabilizada após os parlamentares incluírem um pacote de assistência de 517 milhões de francos suíços, equivalente a aproximadamente US$ 631 milhões, distribuídos ao longo de seis anos.

A medida busca amenizar os efeitos do acordo sobre os produtores rurais. A agricultura é considerada um tema politicamente sensível na Suíça, e a implementação do tratado poderá ser submetida a referendo, conforme o sistema de democracia direta do país.

Na Câmara Baixa, o acordo recebeu 118 votos a favor e 66 contrários. Outros dez parlamentares se abstiveram. O tratado envolve os Estados-membros da EFTA e os países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A Suíça é a maior economia da EFTA, associação que também reúne Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Próximos passos

Apesar da aprovação nas duas casas do Parlamento suíço, a possibilidade de realização de um referendo mantém a questão agrícola e os efeitos do acordo no centro do debate político nacional.

O avanço representa mais uma etapa no processo de aprovação do tratado comercial entre os países europeus da EFTA e o bloco sul-americano.

Fonte: Reuters, com informações de Dave Graham.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Site Acrissul

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Exportação

Exportações de aves e mel: Brasil avança para retomar vendas à União Europeia

O Brasil deu mais um passo para retomar as exportações de carne de aves e mel para a União Europeia. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que terminou, na manhã da última sexta-feira (4/9), a auditoria realizada por autoridades sanitárias europeias nas cadeias produtivas dos dois segmentos.

Segundo o governo brasileiro, os técnicos da União Europeia consideraram satisfatórios os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo país. A avaliação positiva representa um avanço no processo que poderá levar o Brasil de volta à lista de fornecedores autorizados a vender produtos de origem animal ao bloco europeu.

Auditoria avaliou sistema de defesa agropecuária

A missão das autoridades europeias começou em 24 de agosto e incluiu visitas a estabelecimentos produtores e órgãos oficiais.

Durante a auditoria, equipes técnicas brasileiras apresentaram os mecanismos de controle e fiscalização utilizados no país. Os procedimentos permitiram aos representantes europeus verificar diretamente a estrutura e o funcionamento do sistema brasileiro de defesa agropecuária.

Ao final da avaliação, os controles relacionados às cadeias de aves e mel foram considerados adequados pelas autoridades sanitárias europeias.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o resultado e afirmou que agora o processo depende principalmente das etapas burocráticas para a efetiva reinclusão do Brasil na relação de fornecedores autorizados.

Brasil aguarda conclusão do processo burocrático

Apesar da avaliação positiva, a retomada das vendas ainda depende da conclusão dos procedimentos administrativos da União Europeia.

O governo brasileiro avalia que a análise representa uma etapa importante para a recuperação do acesso ao mercado europeu, um dos destinos relevantes para os produtos agropecuários nacionais.

Desde a decisão tomada pela União Europeia em 12 de maio de 2026, o Brasil intensificou as negociações políticas e técnicas com representantes do bloco.

Nesse período, o país adotou medidas para atender aos requisitos exigidos pelas autoridades europeias e encaminhou documentos e informações referentes às cadeias produtivas destinadas à exportação.

Negociações envolvem outras cadeias agropecuárias

Embora a auditoria concluída nesta sexta-feira tenha concentrado atenção em carne de aves e mel, as tratativas entre Brasil e União Europeia também abrangem outros segmentos do agronegócio.

Entre as cadeias acompanhadas no processo estão pescados, carne bovina e ovos, além das próprias aves e do mel.

O objetivo do governo brasileiro é avançar no atendimento às exigências sanitárias europeias e ampliar novamente o acesso dos produtos nacionais ao mercado do bloco.

Avaliação reforça controle sanitário brasileiro

Para o Mapa, o resultado da auditoria demonstra a capacidade do país de manter padrões de segurança alimentar e qualidade sanitária.

O sistema oficial de defesa agropecuária é responsável pelo controle dos produtos destinados tanto ao mercado interno quanto aos compradores internacionais.

Atualmente, o Brasil exporta produtos agropecuários para mais de 150 países, o que torna a manutenção dos padrões sanitários uma questão estratégica para o comércio exterior.

Próximos passos para a retomada das exportações

Com a conclusão da auditoria, o Ministério da Agricultura continuará acompanhando as próximas etapas junto às autoridades europeias.

O governo também mantém contato com os setores produtivos envolvidos para monitorar o processo de reinclusão do Brasil na lista de países habilitados a exportar aves e mel para a União Europeia.

A expectativa é que, após o cumprimento das etapas burocráticas restantes, o país possa recuperar oficialmente o acesso ao mercado europeu para esses produtos.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Exportação de carne bovina recua 27% em agosto, enquanto frango cresce 23%

As exportações brasileiras de carne bovina registraram forte retração em agosto de 2026, enquanto os embarques de carne de frango e suína apresentaram crescimento. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram comportamentos distintos entre as principais proteínas exportadas pelo Brasil.

A carne bovina teve queda de 27,09% no volume embarcado em relação a agosto de 2025. Já as exportações de carne de frango cresceram 22,59%, enquanto a carne suína avançou 6,61%.

Os números consideram 21 dias úteis tanto em agosto de 2026 quanto no mesmo mês do ano anterior.

Exportação de carne bovina cai em agosto

O Brasil exportou 195.715 toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em agosto. No mesmo mês de 2025, foram embarcadas 268.425 toneladas.

Apesar da redução no volume, a receita caiu em ritmo menor. O faturamento com as vendas externas somou US$ 1,207 bilhão, ante US$ 1,503 bilhão um ano antes, queda de 19,73%.

O preço médio da carne bovina exportada subiu 10,09%, passando de US$ 5.603 para US$ 6.166 por tonelada.

Carne de frango amplia volume e receita

Em sentido oposto ao mercado bovino, as exportações de carne de frango tiveram crescimento expressivo em agosto.

Os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, alcançaram 457.989 toneladas, alta de 22,59% sobre as 373.589 toneladas registradas em agosto de 2025.

A receita avançou ainda mais: foram US$ 919,7 milhões, aumento de 40,51% na comparação anual, contra US$ 654,5 milhões no mesmo mês do ano passado.

O preço médio também apresentou valorização. O valor passou de US$ 1.752 para US$ 2.008 por tonelada, alta de 14,62%.

Carne suína cresce em volume, mas receita recua

As exportações de carne suína também aumentaram em agosto, embora o desempenho financeiro tenha sido negativo.

O Brasil embarcou 114.617 toneladas de carne suína fresca, refrigerada ou congelada no mês, crescimento de 6,61% ante as 107.512 toneladas exportadas em agosto de 2025.

A receita, porém, recuou 3,48%, de US$ 277,4 milhões para US$ 267,7 milhões.

O resultado foi influenciado pela queda no preço médio da proteína. O valor passou de US$ 2.580 para US$ 2.336 por tonelada, retração de 9,46%.

Carne bovina mantém alta no acumulado do ano

Apesar da queda registrada em agosto, o desempenho das exportações de carne bovina em 2026 permanece positivo no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil embarcou 2,125 milhões de toneladas, alta de 3,01% sobre as 2,063 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025.

A receita acumulada apresentou crescimento mais expressivo. As vendas externas movimentaram US$ 12,546 bilhões, avanço de 19,96% ante os US$ 10,459 bilhões registrados nos primeiros oito meses do ano passado.

A diferença entre o crescimento do volume e da receita reflete a valorização do preço médio da carne bovina no mercado internacional.

Exportações de frango avançam mais de 16% no ano

O setor de carne de frango brasileira apresenta desempenho ainda mais forte no acumulado de 2026.

De janeiro a agosto, os embarques totalizaram 3,821 milhões de toneladas, aumento de 16,34% em relação às 3,285 milhões de toneladas exportadas no mesmo intervalo de 2025.

O faturamento chegou a US$ 7,485 bilhões, alta de 21,81% na comparação anual. Entre janeiro e agosto de 2025, a receita havia alcançado US$ 6,144 bilhões.

Carne suína acumula alta de 7,8%

As vendas externas de carne suína brasileira também mantiveram trajetória positiva no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, o país exportou 1,017 milhão de toneladas, volume 7,80% superior às 943,2 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

A receita acumulada chegou a US$ 2,402 bilhões, crescimento de 4,26% ante os US$ 2,304 bilhões registrados nos oito primeiros meses do ano passado.

Os resultados mostram um cenário heterogêneo para as proteínas brasileiras no comércio exterior. Enquanto a carne bovina enfrentou uma queda expressiva nos embarques de agosto, o frango apresentou forte expansão tanto em volume quanto em receita. A carne suína, por sua vez, cresceu em quantidade, mas teve redução no faturamento devido à queda do preço médio.

FONTE: Broadcast
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Agronegócio

Veto da União Europeia ao agro brasileiro pode gerar impacto de US$ 2 bilhões nas exportações

A União Europeia (UE) começa a suspender nesta quinta-feira (3) a entrada de produtos de origem animal provenientes do Brasil. A decisão foi tomada diante da falta de comprovação considerada suficiente sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

A restrição atinge carne bovina, carne de frango, ovos, mel e pescados e pode provocar perdas próximas de US$ 2 bilhões em exportações ao longo de um ano.

Por que a União Europeia suspendeu as compras do Brasil?

A União Europeia mantém regras rígidas para o uso de antimicrobianos na produção de alimentos de origem animal. O bloco veta substâncias utilizadas como promotores de crescimento e também medicamentos que tenham aplicação no tratamento de infecções humanas.

A política busca reduzir a resistência antimicrobiana, considerada um dos principais desafios sanitários globais, além de diminuir o risco de surgimento das chamadas superbactérias.

A proibição da entrada de alimentos produzidos com o uso dessas substâncias foi definida pela UE em 2019 e regulamentada em 2023. O Brasil recebeu o alerta sobre as novas exigências há sete anos, mas não conseguiu implementar a tempo mecanismos capazes de demonstrar o cumprimento das normas europeias.

Brasil tentou evitar a interrupção das exportações

Nos últimos meses, o governo brasileiro intensificou as negociações técnicas e diplomáticas para tentar impedir a suspensão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou diretamente das tratativas, mas as iniciativas não foram suficientes para alterar a decisão anunciada pelos europeus em maio.

Com a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer esses produtos ao bloco, a exportação de carne bovina para a Europa pode permanecer interrompida até 2028.

No caso do frango brasileiro, entretanto, existe a possibilidade de uma retomada ainda em 2026, dependendo do resultado das avaliações realizadas pelos técnicos europeus.

Protocolo para bovinos não evitou o bloqueio

Para tentar cumprir as exigências, o Brasil apresentou um protocolo privado destinado a certificar bovinos livres de antimicrobianos, posteriormente homologado pelo Ministério da Agricultura.

A proposta brasileira previa um período de transição, durante o qual as exportações continuariam enquanto os mecanismos de controle fossem ampliados. A União Europeia, porém, rejeitou o pedido.

Frigoríficos e produtores começaram a aderir ao protocolo, mas a medida não produz efeitos imediatos. Isso ocorre porque são necessários cerca de dois anos entre o nascimento e o abate dos animais.

Dessa forma, caso o mercado europeu permaneça fechado para a carne bovina brasileira até 2028, os frigoríficos podem acumular perdas de aproximadamente US$ 2 bilhões.

Fiscalização do frango passa por avaliação europeia

O governo brasileiro também colocou em funcionamento, em 1º de julho, um novo procedimento de fiscalização das cadeias produtivas. Na avicultura, foi acrescentada uma etapa adicional de controle.

Essas medidas estão sendo avaliadas por uma missão técnica da União Europeia, que está no Brasil desde a semana passada. A inspeção inclui o sistema de produção de frango e também visitas a empresas exportadoras de mel e produtos apícolas.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a avaliação europeia ocorre de forma satisfatória. Segundo a entidade, o setor avícola brasileiro já atende integralmente aos requisitos estabelecidos pela UE.

Frango pode voltar ao mercado europeu ainda em 2026

A expectativa do setor é de que a missão técnica aprove os procedimentos adotados pelo Brasil e recomende a volta do país à lista de exportadores autorizados.

A decisão caberá ao Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia, que poderá analisar o caso em uma reunião prevista para novembro.

O impacto sobre a cadeia de frango também tende a ser menor porque os exportadores brasileiros aumentaram os embarques para a Europa nos últimos meses, antecipando uma possível suspensão.

Importadores europeus chegaram a reforçar seus estoques. Segundo uma fonte do setor, as reservas seriam suficientes para cobrir pelo menos o mês de setembro.

Além disso, a União Europeia deverá aceitar os produtos que foram certificados no Brasil até 2 de setembro. Por isso, a interrupção das compras não necessariamente terá efeito imediato sobre os embarques.

Entre janeiro e julho, o Brasil exportou quase 226,5 mil toneladas de frango para a Europa, volume 73,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Brasil pode recorrer à OMC e adotar retaliações

Com a entrada em vigor da medida, o governo brasileiro poderá avaliar ações de reciprocidade contra produtos europeus. Entre as possibilidades estão restrições a azeites e produtos lácteos da Europa.

O país também pode recorrer aos mecanismos de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

O ministro da Agricultura, André de Paula, classificou como “inadmissível” a exclusão do Brasil da lista de exportadores e mantém a expectativa de que o país consiga recuperar o acesso ao mercado europeu ainda neste ano.

Segundo declarações recentes do ministro, o impasse passou a depender principalmente de negociações diplomáticas e de uma ampla pactuação envolvendo diferentes setores do governo.

O presidente Lula também enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na tentativa de normalizar as exportações brasileiras de frango e mel.

Ovos e pescados terão impacto menor

Para os setores de ovos e pescados, os efeitos da suspensão tendem a ser mais limitados.

O mercado europeu foi reaberto aos ovos brasileiros apenas em abril. Desde então, foram exportadas somente 239 toneladas para o bloco, o que reduz o impacto econômico imediato da medida.

No caso dos pescados, as exportações já estavam suspensas desde 2018, devido à ausência de um sistema de controle sanitário adequado para as embarcações.

Além disso, o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Jairo Gund, afirmou que o setor “nunca utilizou” antimicrobianos.

Governo ainda não comenta oficialmente

Os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores foram procurados uma semana antes, mas não apresentaram resposta.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que o tema está sob responsabilidade do Ministério da Agricultura. O Palácio do Planalto também não se manifestou.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Brasil amplia acesso a mercados para produtos agropecuários nos Emirados Árabes Unidos, Namíbia e Malásia

O Brasil ampliou as oportunidades de exportação de produtos agropecuários após autoridades sanitárias dos Emirados Árabes Unidos, da Namíbia e do estado de Sabah, na Malásia, comunicarem a aceitação dos requisitos exigidos para a entrada de mercadorias brasileiras em seus mercados.

As novas autorizações abrangem segmentos distintos da cadeia de proteína animal e ampliam as possibilidades de negócios para empresas brasileiras do setor.

Emirados Árabes Unidos liberam produtos para animais de companhia

Nos Emirados Árabes Unidos, foi autorizada a entrada de produtos brasileiros destinados à alimentação de animais de companhia.

A medida abre espaço para empresas nacionais que atuam na fabricação e exportação de alimentos voltados ao mercado pet.

Namíbia autoriza importação de miúdos de frango

A Namíbia também comunicou a abertura de seu mercado para produtos brasileiros. A autorização contempla a exportação de miúdos de frango produzidos no Brasil.

A medida representa uma nova oportunidade para o setor avícola brasileiro ampliar sua presença no mercado namibiano.

Sabah libera carne de aves congelada

No estado de Sabah, na Malásia, as autoridades sanitárias aprovaram a entrada de carne de aves congelada brasileira.

A autorização amplia o acesso de produtos da avicultura brasileira ao mercado malaio e reforça as possibilidades de expansão das exportações do setor.

As novas habilitações sanitárias fortalecem a diversificação dos destinos internacionais para produtos brasileiros e ampliam o potencial de negócios para a indústria nacional de proteína animal.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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