Comércio Exterior

EUA propõem tarifa de 25% sobre importações brasileiras e apontam práticas comerciais como alvo de investigação

O governo dos Estados Unidos avançou mais uma etapa na disputa comercial com o Brasil ao propor a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados para o mercado americano. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na noite desta segunda-feira (1º).

A proposta faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, mecanismo utilizado para apurar e responder a práticas consideradas desleais por parceiros comerciais. Alguns produtos classificados como estratégicos para a segurança nacional americana ficariam fora da nova cobrança.

Produtos brasileiros podem ficar isentos da tarifa

Entre os itens que poderão escapar das tarifas punitivas estão produtos como carne bovina, café, determinadas frutas, castanhas, especiarias, petróleo e minérios metálicos. Segundo o USTR, esses produtos se enquadram em categorias consideradas sensíveis para os interesses estratégicos dos Estados Unidos.

A proposta, no entanto, ainda não representa uma decisão definitiva. Antes da adoção de qualquer medida, o governo americano abrirá um período de consulta pública e promoverá audiências para ouvir empresas, entidades e representantes dos setores envolvidos.

O cronograma divulgado pelo governo americano prevê uma audiência pública no dia 6 de julho de 2026 para discutir as medidas propostas. Já o prazo legal para eventual adoção das chamadas “medidas corretivas” contra o Brasil termina em 15 de julho.

A expectativa do governo brasileiro, segundo informações já antecipadas por autoridades, era de que os Estados Unidos apresentassem uma recomendação de punição comercial, mas sem implementação imediata.

Governo americano aponta seis áreas de preocupação

O relatório do USTR sustenta que determinadas políticas brasileiras criam barreiras ou prejuízos ao comércio dos Estados Unidos. Entre os principais pontos destacados estão:

Comércio digital e meios de pagamento

Os EUA alegam que decisões da Justiça brasileira envolvendo plataformas digitais americanas impõem restrições consideradas excessivas. O documento também critica medidas que, segundo os americanos, favorecem concorrentes locais no setor de pagamentos eletrônicos.

Tarifas preferenciais para outros países

Outro ponto citado é a concessão de condições tarifárias mais favoráveis a produtos originários do México e da Índia em razão de acordos comerciais firmados pelo Brasil.

Combate à corrupção

O governo americano afirma que o Brasil não adota mecanismos considerados suficientes para prevenir e combater práticas de suborno e corrupção.

Proteção da propriedade intelectual

O relatório também aponta preocupações relacionadas ao combate à falsificação de produtos, à pirataria e à demora na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico.

Mercado de etanol

Os Estados Unidos afirmam que, desde 2017, o Brasil deixou de oferecer tratamento tarifário equilibrado ao etanol americano, comprometendo a reciprocidade comercial entre os dois países.

Desmatamento ilegal

O USTR argumenta que, embora exista legislação para combater o desmatamento ilegal, o Brasil ainda enfrenta dificuldades na aplicação efetiva dessas normas, o que gera impactos econômicos e comerciais.

EUA mantêm diálogo com o governo brasileiro

Em comunicado oficial, o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, afirmou que a investigação foi iniciada por solicitação do presidente Donald Trump para tratar de preocupações comerciais consideradas antigas e recorrentes.

Greer destacou que houve diversas reuniões entre autoridades americanas e brasileiras ao longo do último ano, mas reconheceu que permanecem divergências relevantes sobre os temas analisados. Apesar disso, ele afirmou esperar a continuidade das negociações antes da definição de eventuais sanções.

O que é a Seção 301

A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 é um instrumento utilizado pelo governo dos Estados Unidos para investigar práticas comerciais de outros países consideradas injustas, discriminatórias ou prejudiciais aos interesses americanos.

Quando uma investigação conclui que determinadas políticas afetam o comércio dos EUA, o governo pode adotar medidas de retaliação, incluindo tarifas adicionais, restrições comerciais ou outras sanções econômicas.

Fonte: CNN Brasil e documento oficial do USTR.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo

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Comércio Exterior

Comércio exterior brasileiro avança mesmo diante de mudanças geopolíticas, afirma secretária do MDIC

A ampliação da presença do Brasil no mercado global e a busca por novos destinos comerciais foram temas centrais da participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, durante o painel “RELGOV 360º – O comércio exterior em ambiente de mudanças geopolíticas”. O debate ocorreu na última quinta-feira (28), em São Paulo, durante o IV Congresso Internacional do Instituto de Relações Governamentais (IRELGOV).

Segundo a secretária, o país tem demonstrado capacidade de adaptação diante das transformações econômicas e políticas no cenário internacional. Ela destacou que 2025 foi marcado por resultados expressivos para o comércio exterior brasileiro, com recordes em diferentes indicadores.

Exportações brasileiras alcançam resultados históricos

De acordo com Tatiana Prazeres, o Brasil encerrou o ano com números inéditos no total de empresas exportadoras, volume de exportações brasileiras, corrente de comércio, vendas externas da indústria de transformação e desempenho em diversos mercados e produtos.

Para a secretária, esse resultado é fruto de uma combinação de fatores, como o aumento da demanda global por produtos nacionais, a existência de oportunidades ainda pouco exploradas no mercado internacional, a atuação rápida do governo na oferta de mecanismos de apoio e a capacidade das empresas brasileiras de responder às mudanças com agilidade.

Novo cenário exige atenção à geoeconomia

Durante o painel, Tatiana também ressaltou que a dinâmica do comércio internacional mudou significativamente nos últimos anos. Segundo ela, os profissionais da área precisam ir além do domínio técnico e ampliar o entendimento sobre temas ligados à geoeconomia e às estratégias adotadas por diferentes países.

A secretária observou que, atualmente, as decisões comerciais estão cada vez mais conectadas a questões estratégicas e geopolíticas, tornando essencial uma visão mais ampla das relações econômicas globais.

Acordos comerciais e missões empresariais ganham destaque

Também presente no debate, o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Floriano Pesaro, destacou a importância dos acordos comerciais firmados pelo país e das missões empresariais realizadas no exterior. Segundo ele, essas iniciativas contribuem para ampliar a diversificação das exportações e fortalecer a competitividade brasileira em novos mercados.

O painel reuniu especialistas, acadêmicos e profissionais da área de relações governamentais para discutir os impactos das transformações geopolíticas sobre o comércio, os investimentos e a atuação dos países na economia global.

Congresso debate política, geopolítica e desenvolvimento

Promovido pelo IRELGOV, o congresso reúne representantes dos setores público e privado, pesquisadores, estudantes, profissionais da comunicação e especialistas em relações governamentais. O objetivo é promover debates sobre temas relacionados à política, democracia, desenvolvimento econômico, geopolítica e governança.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: André Rosa/ IRELGOV

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Comércio Internacional

Acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá avança para fase decisiva das negociações

As negociações para o acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá deram mais um passo importante rumo à conclusão. Na última semana, representantes do bloco sul-americano estiveram em Toronto para a décima rodada de discussões com autoridades canadenses, visando acelerar a finalização do tratado.

De acordo com o governo brasileiro, cinco capítulos do acordo já avançaram para a etapa final de negociação, indicando progresso significativo nas tratativas.

Além dos avanços registrados, novas reuniões técnicas estão previstas para as próximas semanas, com o objetivo de concluir os pontos pendentes e consolidar o entendimento entre as partes.

Relações econômicas mais próximas

As negociações haviam sido retomadas em outubro do ano passado e refletem o interesse mútuo de ampliar as relações comerciais e econômicas. A expectativa é que o futuro acordo contribua para fortalecer o comércio bilateral, ampliar oportunidades de negócios e incentivar uma maior integração produtiva entre os países do Mercosul e o Canadá.

Durante a rodada de negociações, grupos técnicos debateram temas estratégicos como comércio de bens, serviços financeiros, regras de origem, propriedade intelectual, salvaguardas comerciais, desenvolvimento sustentável, comércio inclusivo e aspectos jurídicos e institucionais do tratado.

O ministro do Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, também participou das discussões ao se reunir com os negociadores-chefes do Mercosul. O encontro permitiu o alinhamento de expectativas e a troca de visões sobre os principais pontos em negociação.

Canadá representa mercado estratégico para exportações brasileiras

Com uma população de aproximadamente 41 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 2,2 trilhões, o Canadá figura entre os mercados mais relevantes para a expansão das exportações brasileiras. O país registra cerca de US$ 541 bilhões em importações por ano.

Em 2025, o fluxo comercial entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões. As vendas brasileiras para o mercado canadense somaram US$ 7,3 bilhões, representando crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior e estabelecendo um novo recorde histórico.

Com esse desempenho, o Canadá consolidou-se como o oitavo principal destino dos produtos brasileiros.

Entre os itens mais exportados pelo Brasil estão minérios de alumínio, cobre e níquel, além de açúcar, café, aeronaves e equipamentos voltados à engenharia civil.

Importações canadenses também registram crescimento

As compras brasileiras de produtos canadenses também apresentaram avanço em 2025. O volume importado atingiu US$ 3,1 bilhões, alta de 12,8% na comparação com o ano anterior.

Os principais produtos adquiridos pelo Brasil incluem fertilizantes, adubos, motores e máquinas não elétricas, aeronaves e medicamentos, setores considerados estratégicos para a economia nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hermes Rivera/Unsplash

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Comércio Exterior

Gecex aprova medidas para fortalecer exportações e reduzir impostos de importação

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou nesta quinta-feira (28) uma série de ações voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira, ao incentivo das exportações e à redução de custos para setores estratégicos da economia.

As medidas incluem novas modalidades de financiamento para empresas exportadoras, redução de tarifas de importação e decisões relacionadas à defesa comercial.

Novas medidas ampliam apoio às empresas exportadoras

Entre os principais anúncios está a modernização do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), mecanismo utilizado para facilitar o acesso das empresas a financiamentos com garantia da União.

Com a mudança, exportadores de todos os portes poderão obter crédito para a fase de produção em condições mais competitivas. A iniciativa busca ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado internacional e reduzir riscos nas operações de comércio exterior.

Uma das novidades é a criação de uma modalidade do SCE voltada para operações de pré-embarque, permitindo financiamentos com prazos entre 180 dias e cinco anos. Em casos específicos, como no setor de defesa, o período poderá ser ainda maior.

Micro e pequenas empresas terão novo acesso ao crédito

Outra medida aprovada pelo Gecex cria uma linha de seguro destinada ao fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas exportadoras.

A proposta permitirá cobertura para operações de crédito direto, incluindo capital de giro, investimentos e expansão da produção. O objetivo é incentivar a internacionalização dos pequenos negócios e ampliar sua competitividade no comércio exterior.

Segundo o colegiado, o conjunto de medidas pretende ampliar o financiamento às exportações e estimular a entrada de empresas brasileiras em novos mercados globais.

Governo reduz imposto de importação de 370 produtos

Na área tarifária, o Gecex autorizou a redução do imposto de importação para cerca de 370 produtos. A maior parte das medidas envolve concessões temporárias de ex-tarifários para bens de capital, informática e telecomunicações sem fabricação equivalente no Brasil.

Também tiveram alíquota zerada medicamentos utilizados em tratamentos médicos, quimioterapia e rinite alérgica, além de componentes de fórmulas infantis e insumos destinados às indústrias química e eletroeletrônica.

Setor siderúrgico mantém proteção contra importações

Ao mesmo tempo, o governo decidiu renovar a elevação tarifária para 19 produtos de aço e incluir mais um item na Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais.

A medida vem sendo aplicada desde 2024 com o objetivo de conter o aumento das importações de aço e proteger a indústria siderúrgica nacional diante da concorrência externa.

Gecex suspende aplicação de medidas antidumping

Na área de defesa comercial, o colegiado aprovou direitos antidumping para produtos importados, mas decidiu suspender imediatamente a aplicação em alguns casos por interesse público.

A decisão envolve importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, além de fios de náilon, fios de poliéster e malhas de poliéster originários da China.

Segundo o Gecex, a suspensão cautelar ocorrerá enquanto são realizadas análises sobre os possíveis impactos econômicos da aplicação das tarifas antidumping.

Já no caso do pirofosfato ácido de sódio (SAPP), foram mantidos os direitos antidumping para empresas do Canadá e dos Estados Unidos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Comércio

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Comércio Exterior

Portal Único pode reduzir R$ 40 bilhões em custos e impulsionar exportações brasileiras

A conclusão do Portal Único de Comércio Exterior até dezembro pode gerar uma economia anual de R$ 40 bilhões para empresas brasileiras, segundo estimativa apresentada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (25), durante a inauguração de uma nova unidade da Whirlpool, em Rio Claro (SP), onde o ministro destacou a importância da modernização logística para ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Modernização do Portal Único deve reduzir burocracia

Durante o evento, Alckmin afirmou que a integração do sistema ao Siscomex pode diminuir significativamente o chamado Custo Brasil, principalmente ao acelerar processos de importação e exportação.

Segundo ele, atrasos em portos, aeroportos, navios e etapas de desembaraço aduaneiro geram prejuízos relevantes para as empresas. De acordo com o ministro, apenas um dia de carga parada pode representar custo equivalente a 0,8% do valor total da mercadoria.

A expectativa do governo é que o avanço do Portal Único de Comércio Exterior simplifique procedimentos logísticos, reduza burocracias e torne o fluxo de mercadorias mais eficiente.

Exportações ganham papel estratégico para a indústria

Alckmin também destacou a necessidade de ampliar a presença da indústria brasileira no mercado internacional. Durante o discurso, ele afirmou que alguns setores dependem diretamente das vendas externas para manter competitividade e escala de produção.

A nova fábrica da Whirlpool foi citada como exemplo desse movimento. Segundo o vice-presidente, a unidade deve atuar como um hub de exportação para atender países da América Latina.

O ministro mencionou ainda empresas como a Embraer, destacando que a atuação internacional foi fundamental para o crescimento da fabricante brasileira de aeronaves. A retomada das atividades da Avibras, em Jacareí (SP), também foi lembrada durante o evento.

Acordos comerciais fazem parte da estratégia do governo

Além da modernização logística, o governo federal aposta na ampliação de acordos comerciais para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

Entre os avanços citados estão os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura e com os países integrantes da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta).

As negociações entre Mercosul e União Europeia também seguem como prioridade da estratégia brasileira para ampliar mercados e estimular novas oportunidades para a indústria nacional.

Menos burocracia e novos mercados podem fortalecer competitividade

Na avaliação do governo, a combinação entre redução de entraves burocráticos e expansão de acordos comerciais pode ampliar a competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional.

A expectativa é que a modernização dos sistemas logísticos e aduaneiros ajude o país a reduzir custos operacionais, acelerar exportações e aumentar a presença do Brasil no comércio global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

Comércio entre Brasil e Líbano cresce no primeiro quadrimestre de 2026

As trocas comerciais entre Brasil e Líbano apresentaram crescimento nos primeiros quatro meses de 2026, com avanço tanto nas exportações brasileiras quanto nas importações vindas do país árabe.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, apontam que as exportações do Brasil para o Líbano alcançaram US$ 170,8 milhões entre janeiro e abril, resultado 8,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Exportações brasileiras mantêm saldo positivo

Mesmo com o aumento das importações, a balança comercial permaneceu favorável ao Brasil. O superávit acumulado no período chegou a US$ 169,9 milhões.

A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 171,6 milhões no quadrimestre.

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado libanês estão carne bovina congelada, café, açúcar, soja, gado vivo e carne de frango, itens que seguem liderando a pauta do agronegócio brasileiro nas negociações com o Oriente Médio.

Importações do Líbano avançam mais de 39%

As importações brasileiras de produtos libaneses atingiram US$ 842 mil no acumulado do ano, alta de 39,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os principais itens comprados pelo Brasil foram máquinas para fabricação de alimentos, resíduos de alumínio e frutas em conserva.

O crescimento reforça o avanço das relações comerciais entre os dois países e a ampliação do intercâmbio de produtos industriais e alimentícios.

Abril registra forte alta no comércio bilateral

Somente em abril, as exportações brasileiras para o Líbano totalizaram US$ 54,6 milhões, crescimento de 18,2% na comparação com abril do ano passado.

As importações também registraram forte expansão no mês e chegaram a US$ 187 mil, salto expressivo de 1003,4%.

Com isso, a corrente de comércio em abril alcançou US$ 54,8 milhões, enquanto o saldo positivo para o Brasil ficou em US$ 54,5 milhões.

O desempenho confirma o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países e o aumento da presença dos produtos brasileiros no mercado libanês.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação de manga para a Europa cresce 71% e impulsiona fruticultura brasileira

As exportações brasileiras de manga registraram forte expansão nos últimos anos, impulsionadas pelo avanço tecnológico no campo e pelo aumento da competitividade do setor no mercado internacional. Entre 2018 e 2025, os embarques da fruta cresceram 71%, segundo dados do ComexStat, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No ano passado, o Brasil exportou volume recorde de 291 mil toneladas de manga, superando com folga as 170,5 mil toneladas embarcadas em 2018.

Europa lidera compras da manga brasileira

A Europa segue como principal destino da manga produzida no Brasil. Em 2025, o continente concentrou 78% das exportações brasileiras da fruta.

Os embarques para os países europeus avançaram de 127 mil toneladas, em 2018, para 226 mil toneladas no ano passado, crescimento de 78% no período.

O desempenho reflete a forte demanda por frutas consideradas premium, além da busca crescente por produtos cultivados dentro de padrões sustentáveis.

Tecnologia no campo impulsiona produção

Representantes do setor atribuem parte desse avanço ao aumento do uso do Paclobutrazol (PBZ), um fitorregulador utilizado para controlar a floração da mangueira.

A tecnologia permite que os produtores programem a colheita em períodos estratégicos, aproveitando as melhores janelas de exportação ao longo do ano.

Segundo Renato Francischelli, diretor da Ascenza no Brasil, o uso do produto ajudou a organizar a produção de acordo com a demanda internacional.

“O agricultor consegue escalonar a colheita para atender o mercado nos momentos de maior consumo”, explicou.

Concorrência reduziu custos para produtores

Até 2018, apenas uma empresa comercializava oficialmente o PBZ no mercado brasileiro, cenário que mantinha os custos elevados para os produtores rurais.

Com a entrada de novos fornecedores, houve redução significativa nos preços do insumo, ampliando o acesso à tecnologia e fortalecendo a competitividade da fruticultura brasileira.

A Ascenza informou que o produto Paclo BR, autorizado no Brasil cinco anos após o pedido de registro, chegou ao mercado nacional com preço cerca de 62,5% menor em comparação aos valores praticados anteriormente.

Segundo Francischelli, antes da ampliação da concorrência, alguns agricultores chegaram a recorrer a produtos sem regulamentação para reduzir despesas de produção.

Vale do São Francisco concentra exportações

O Vale do São Francisco permanece como principal polo exportador de manga do país, respondendo por cerca de 90% a 95% dos embarques brasileiros.

A região se beneficia principalmente do calendário internacional de consumo. O pico das exportações ocorre no segundo semestre e no início do outono europeu, período em que há menor concorrência de produtores como Espanha e Israel.

Os consumidores europeus demonstram preferência pelas variedades com menos fibras, conhecidas como “manga de colher”, caso das cultivares Keitt, Kent e Palmer.

Já os Estados Unidos, responsáveis por 13% das compras em 2025, importam majoritariamente a variedade Tommy Atkins.

Produção nacional também avança

Além do crescimento das exportações, a produção brasileira de manga também apresentou expansão nos últimos anos.

Dados do IBGE e projeções da Embrapa indicam que a colheita nacional passou de 1,32 milhão de toneladas em 2018 para 1,54 milhão de toneladas em 2025, avanço próximo de 17%.

Mesmo sem tarifas para entrada da fruta brasileira na Europa, o setor acredita que o acordo entre Mercosul e União Europeia poderá ampliar ainda mais as oportunidades comerciais para a manga brasileira no exterior.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA acumulam nove meses de queda

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a registrar retração em abril e completaram nove meses consecutivos de resultados negativos. No período, as vendas somaram US$ 3,1 bilhões, o que representa uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do desempenho negativo, o ritmo de desaceleração perdeu força nos últimos meses, sinalizando uma possível estabilização no comércio entre os dois países. Ainda assim, permanecem as incertezas envolvendo negociações comerciais e a possibilidade de novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

Produtos sobretaxados lideram recuo nas exportações

Dados levantados pela Amcham mostram que, entre janeiro e abril, tanto os produtos com sobretaxa quanto os isentos sofreram queda nas vendas para o mercado americano.

Os itens sem tarifas adicionais apresentaram retração de 16,4%, enquanto os produtos sobretaxados recuaram 17%. Entre os segmentos afetados pela chamada Seção 232, destacam-se cobre, caminhões e madeira. Já os produtos submetidos à tarifa extra de 10% tiveram queda ainda mais intensa, de 23,7%.

No acumulado de 2025, as exportações do Brasil aos EUA caíram 6,6%, atingindo todos os principais setores da economia. A indústria de transformação teve baixa de 4,2%, a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária recuou 3,8%.

Segundo a Amcham, o resultado foi na contramão do desempenho das exportações brasileiras destinadas a outros mercados internacionais.

Indústria brasileira sente impacto do mercado americano

A indústria brasileira foi uma das áreas mais prejudicadas pela retração comercial e registrou a primeira queda nas vendas aos EUA desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos industrializados brasileiros, movimentando US$ 30,2 bilhões — o equivalente a 16% de tudo o que o setor exportou no período.

Do lado das importações, o Brasil também reduziu as compras de produtos americanos no primeiro quadrimestre de 2026, com queda de 13%.

Entretanto, em 2025, as importações vindas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando US$ 45,2 bilhões, o segundo maior volume da série histórica. Os norte-americanos permaneceram como a segunda principal origem das importações brasileiras, respondendo por 16,1% do total.

A indústria de transformação concentrou 91,1% dessas compras, com avanço de 15% frente ao ano anterior. Já os setores extrativo e agropecuário registraram retrações de 15,4% e 35,2%, respectivamente.

China ganha espaço no comércio exterior brasileiro

De acordo com Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre, parte das perdas no mercado americano foi compensada pelo aumento das vendas brasileiras para a China ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre agosto e dezembro, o volume exportado aos Estados Unidos caiu 21,3%, enquanto as exportações para o mercado chinês cresceram 29,8%.

A especialista afirma que muitas empresas brasileiras passaram a buscar novos compradores internacionais diante das incertezas envolvendo o comércio com os EUA, especialmente no setor de commodities.

Déficit comercial entre Brasil e EUA aumenta

A balança comercial Brasil-EUA apresentou forte deterioração nos últimos anos. O saldo, que havia registrado déficit de US$ 300 milhões em 2024, passou para US$ 7,5 bilhões em 2025.

Segundo analistas, a principal razão para o aumento do déficit foi justamente a redução das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Enquanto o comércio de bens perdeu força, o setor de serviços mostrou avanço relevante em 2025. As importações brasileiras de serviços americanos chegaram a US$ 25,7 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 14,3 bilhões, com altas de 17% e 11,7%, respectivamente.

Especialistas defendem diversificação de mercados

Para Sergio Vale, da MB Associados, a economia brasileira sofreu impacto relativamente limitado diante das tensões comerciais internacionais, especialmente quando comparada a crises anteriores.

Entre os fatores considerados positivos estão a reforma tributária, o avanço do projeto dos minerais críticos e o crescimento das exportações de petróleo bruto.

A preocupação atual, segundo especialistas, está relacionada às investigações conduzidas pelos EUA com base na Seção 301, consideradas mais amplas e com efeitos potencialmente duradouros sobre o comércio exterior.

Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação das parcerias comerciais do Brasil. O acordo entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento das relações comerciais com a China, aparecem como alternativas para reduzir a dependência do mercado americano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que a balança comercial entre os dois países pode começar a apresentar maior equilíbrio nos próximos meses, embora os Estados Unidos continuem sendo estratégicos para a economia brasileira.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Acordos do Mercosul ampliam comércio exterior e fortalecem indústria brasileira, diz Secex

A ampliação do acesso a mercados internacionais, o estímulo à indústria nacional e a atração de investimentos estrangeiros estão entre os principais objetivos dos acordos comerciais firmados recentemente pelo Mercosul. A avaliação foi apresentada pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, durante audiência realizada nesta terça-feira (26), no Senado Federal.

Segundo a secretária, os acordos assinados com Singapura, EFTA e União Europeia representam um marco para a política comercial brasileira e ampliam significativamente a participação do país em tratados internacionais.

Expansão da rede de acordos comerciais

Durante a reunião da Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, Tatiana destacou que os novos acordos elevam de 12,2% para 30,8% a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por acordos comerciais.

Ela ressaltou ainda que o tratado com Singapura, firmado em 2023, foi o primeiro celebrado pelo Mercosul em mais de uma década. O país asiático ocupa atualmente a posição de sétimo principal destino das exportações brasileiras, reforçando o potencial estratégico da parceria para abertura de novos mercados.

No caso do acordo entre Mercosul e EFTA — bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — o entendimento prevê redução gradual de barreiras comerciais e eliminação de tarifas para diversos produtos industriais e pesqueiros exportados pelo Mercosul.

Neoindustrialização e competitividade

Tatiana Prazeres também relacionou os acordos internacionais ao processo de neoindustrialização promovido pelo governo federal. Segundo ela, a estratégia busca tornar a indústria brasileira mais moderna, inovadora e competitiva no cenário global.

De acordo com a secretária, o fortalecimento industrial deve impactar diretamente o perfil das exportações brasileiras, ampliando a presença de produtos com maior valor agregado no mercado internacional.

A audiência contou ainda com a participação da embaixadora Paula Barboza, diretora do Departamento de Negociações Extrarregionais e Governança Econômica do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O debate foi conduzido pelo deputado Arlindo Chinaglia.

Impactos econômicos do acordo com Singapura

Singapura possui um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 547 bilhões e movimenta cerca de US$ 457 bilhões em importações. Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura chegou a US$ 10,7 bilhões, sendo US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras.

Estudos apresentados pelo MDIC apontam que, até 2040, o acordo pode gerar impacto positivo de R$ 28 bilhões no PIB brasileiro, além de ampliar os investimentos em R$ 11 bilhões e elevar em US$ 40 bilhões a corrente de comércio bilateral.

Mercosul-EFTA pode ampliar investimentos

O acordo entre Mercosul e EFTA envolve um mercado de aproximadamente 15 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 1,5 trilhão.

Em 2025, o fluxo comercial entre o Brasil e os países do bloco alcançou US$ 7,8 bilhões. A Suíça aparece atualmente como o 11º maior investidor direto no Brasil, com estoque de investimentos estimado em US$ 30,5 bilhões.

As projeções do MDIC indicam que a implementação do acordo pode resultar, até 2044, em impacto positivo de R$ 2,7 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 660 milhões em investimentos e crescimento de US$ 5,9 bilhões na corrente de comércio.

Fonte: MDIC

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 13,5 bilhões na terceira semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 13,5 bilhões, resultado de US$ 7,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.

Exportações e importações mantêm crescimento em maio

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 23,5 bilhões e importou US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo da balança chegou a US$ 5,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 41,3 bilhões.

Os números mostram avanço nas transações internacionais em relação ao mesmo período do ano passado. A média diária das exportações em maio de 2026 ficou em US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% na comparação com maio de 2025.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária passou de US$ 1,088 bilhão em maio do ano anterior para US$ 1,188 bilhão neste mês, avanço de 9,2%.

Corrente de comércio supera US$ 249 bilhões no ano

No acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 140 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 109,6 bilhões.

Com isso, o país acumula superávit comercial de US$ 30,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,6 bilhões ao longo do ano.

A média diária da corrente de comércio até a terceira semana de maio chegou a US$ 2,75 bilhões, representando crescimento de 9,6% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve um dos melhores desempenhos no período. A média diária de exportações do segmento cresceu US$ 65,17 milhões, avanço de 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já os produtos da indústria de transformação registraram aumento de US$ 111,89 milhões por dia, crescimento de 15,4%.

Na contramão, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 37,56 milhões na média diária exportada, queda de 11,1%.

Importações avançam na indústria de transformação

Do lado das importações, o principal destaque foi novamente a indústria de transformação, que registrou crescimento diário de US$ 98,79 milhões, alta de 9,8%.

A indústria extrativa também avançou, com aumento de 3% na média diária das compras internacionais.

Por outro lado, as importações da agropecuária recuaram 5,5% na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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