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Dilema dos Combustíveis no Comércio Exterior, Dólar Alto, Risco Fiscal, uma TEMPESTADE espera a Logística Brasileira 

A volatilidade cambial recente — marcada por disparadas expressivas na cotação do dólar, elevação dos juros futuros e uma severa reavaliação do risco-país pelos investidores — acendeu um sinal de alerta para toda a cadeia de suprimentos e o comércio exterior brasileiro. A desvalorização da moeda nacional, somada à desconfiança do mercado financeiro e à queda da Bolsa de Valores (B3), reflete o temor em relação à condução da política fiscal e aos gastos públicos no país.

Esse cenário macroeconômico adverso transborda rapidamente para a economia real, criando um ambiente de incertezas operacionais e contratuais que atinge importadores, exportadores, agentes de cargas e a logística nacional.

O Impacto Direto nas Pontas do Comércio Exterior

Quando a moeda americana dispara de forma repentina, os impactos se espalham de maneira desigual, mas prejudicial, por todos os elos da cadeia comercial:

Para os Importadores:

O aumento dos custos é generalizado. Além de o insumo ou produto estrangeiro custar mais, o frete internacional e os tributos de importação sobem na mesma proporção. Um fator de alto risco reside no fato de os impostos serem calculados com base na taxa de câmbio do dia do registro da Declaração Única de Importação (DUIMP), e não na data da compra. Assim, cargas em trânsito ou ainda não desembaraçadas sofrem um impacto imediato e inesperado.

Para os Exportadores:

Embora historicamente o setor seja visto como beneficiado pela conversão de receitas em dólar, o ganho real tem limites claros. A produção encarece devido ao aumento nos custos de insumos importados, fretes e linhas de crédito. Paralelamente, as altas taxas de juros pesam no financiamento da produção e nos Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACC).

Para os agentes de carga | NVOCC

Como intermediários, lidam diretamente com a volatilidade diária. Fretes, taxas portuárias e despesas de sobrestadia (demurrage) são contratados em dólar e faturados em reais. Sem cláusulas contratuais claras, o agente — que precisa quitar seus compromissos com os armadores em moeda estrangeira — corre o risco de absorver prejuízos severos e comprometer sua margem operacional.



A Equação Logística e o Subsídio dos Combustíveis

Se a pressão cambial por si só já desafia o setor, a situação ganha contornos ainda mais complexos com a questão dos combustíveis, pilar essencial da matriz de transportes do Brasil.

O petróleo e seus derivados são commodities negociadas globalmente em dólares. Com a desvalorização do real, o custo de importação dessas matérias-primas aumenta expressivamente, mesmo quando as cotações internacionais permanecem estáveis.


A Vulnerabilidade do Diesel e a Defasagem

O óleo diesel surge como o ponto mais crítico dessa equação. O Brasil é dependente de importações para suprir o consumo interno de diesel, o que deixa o abastecimento nacional totalmente exposto às oscilações externas.

Levantamentos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) evidenciam um cenário alarmante de defasagem de preços praticados pelas refinarias em relação ao mercado internacional:

Óleo Diesel: A defasagem média atingiu R$ 3,53 por litro (108%), mostrando que o preço de referência para importação chegou a mais que o dobro do valor praticado no mercado doméstico.

Gasolina: Registrou defasagem de R$ 0,58 por litro (19%), diferença que tende a se alargar com a valorização contínua do dólar.

A Intervenção Estatal e o Papel da Petrobras

Para conter o repasse imediato às bombas, o Governo Federal anunciou a renovação por mais 30 dias da subvenção de R$ 2,12 por litro do óleo diesel, financiada por receitas extraordinárias. Contudo, analistas de mercado alertam que subsidiar e segurar preços artificialmente gera ruídos fiscais — justamente o fator que retroalimenta a alta do dólar e a desconfiança na Bolsa de Valores.

Por sua vez, a Petrobras tem adotado uma estratégia comercial que suaviza oscilações de curto prazo sem repassar aumentos instantaneamente. Embora recursos como uso de estoques antigos, redução de margens e postergação de reajustes retardem o impacto final, existe um limite técnico e financeiro para essa contenção, sobretudo se a margem entre os preços internos e o custo de importação continuar excessivamente ampla.

Consequências para a Economia Real

Dado que a grande maioria das mercadorias brasileiras circula por meio do modal rodoviário, qualquer eventual reajuste represado no preço do diesel trará reflexos imediatos: Elevação nos custos do frete rodoviário em todo o território nacional; Pressão inflacionária direta nos preços de alimentos, insumos industriais e bens de consumo; Redução do poder de compra e encarecimento do custo de vida geral.

Estratégias Práticas para Manter a Estabilidade Operacional

Diante de um cenário de volatilidade prolongada, que só deve clarear após a consolidação de diretrizes fiscais,  gestão rigorosa de risco financeiro torna-se indispensável. Para mitigar perdas e garantir a continuidade dos negócios, sugere-se a adoção de práticas como a Revisão Rigorosa de Contratos e Cotações, mapeie em todas as cotações em aberto e contratos vigentes qual a taxa de câmbio aplicada, a data de referência e qual parte assume o risco de variação cambial. Alinhamentos financeiros devem ser feitos antes do faturamento para evitar disputas jurídicas.

Encurtamento da Validade das Propostas, propostas comerciais válidas por semanas tornam-se inviáveis em cenários de alta volatilidade. Agentes de carga e prestadores logísticos devem restringir a validade das cotações para prazos de 24 a 48 horas, visto que a qualquer hora tudo pode ser alterado.  Rigor na Concessão de Crédito, reavalie o perfil de crédito dos clientes operando com pagamentos faturados em reais. Linhas de crédito muito longas podem comprometer o fluxo de caixa caso o tomador enfrente dificuldades para honrar faturas reajustadas pelo dólar. Comunicação e Alinhamento com a Cadeia, mantenha um fluxo de comunicação transparente com armadores, despachantes e clientes. A agilidade na emissão de documentos e no fechamento de câmbio é crucial para travar taxas favoráveis e evitar custos adicionais.

Utilização de Travas Cambiais, quando possível, recorra a instrumentos de hedge financeiro — como contratos a termo (NDF) ou opções de câmbio — junto às instituições financeiras. Travar a taxa de câmbio para compromissos futuros de importação, fretes ou pagamentos em moeda estrangeira neutraliza surpresas repentinas e blinda o fluxo de caixa contra oscilações drásticas.

A combinação entre alta do dólar, incertezas fiscais e indefinição na precificação dos combustíveis forma um ambiente desafiador para a logística e o comércio exterior. Sobreviver a esse ciclo exige abandonar o automatismo operacional e adotar uma postura de planejamento financeiro rigoroso, agilidade decisória e gestão preventiva de riscos. 

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Portos

Canal de acesso aos Portos de Itajaí e Navegantes é reaberto após ventos de 69 km/h suspenderem operações por seis horas

A barra do Complexo Portuário do Rio Itajaí-açu foi totalmente reaberta para a navegação às 21h09 de segunda-feira (26), após permanecer fechada por cerca de seis horas devido aos fortes ventos registrados na região. A liberação foi comunicada pela Marinha do Brasil à Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), depois da melhora das condições de navegabilidade do canal de acesso.

A suspensão das manobras de entrada e saída de embarcações começou às 15h30, quando a intensidade dos ventos ultrapassou os limites estabelecidos para a segurança da navegação no Complexo Portuário de Itajaí.

Ventos chegaram a 69 km/h em Itajaí
Segundo medição do Laboratório de Climatologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), realizada na estação localizada no Porto de Itajaí, os ventos de sudeste atingiram 69 km/h às 16h30 de segunda-feira.

Diante das condições meteorológicas, a autoridade marítima determinou o fechamento temporário da barra, impedindo a realização de manobras até que houvesse condições seguras para a circulação das embarcações. Durante o período de restrição, três navios cargueiros aguardavam autorização para entrar no complexo portuário, enquanto outra embarcação esperava para sair.

A medida preventiva teve como objetivo preservar a segurança das operações marítimas diante da força dos ventos, que comprometiam as condições de navegabilidade na entrada do porto.

FONTE: Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) e portal Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo ReConecta News

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Eventos

Encontro das Divas Comex & Log promove edição especial do Outubro Rosa com foco em saúde e autocuidado

Evento reúne especialistas para debater saúde emocional, prevenção ao câncer de mama e a importância de cuidar de si em meio aos desafios profissionais das mulheres do comércio exterior e da logística

O cuidado com a saúde física e emocional estará no centro da próxima edição do Divas Comex & Log, marcada para o dia 29 de outubro, a partir das 19h30, no Absolute Business & Hotel, em Itajaí (SC). Em alusão ao Outubro Rosa, o encontro reunirá mulheres do comércio exterior e da logística para uma noite de informação, conscientização e troca de experiências sobre autocuidado e qualidade de vida.

A programação especial contará com a participação da psicóloga Tatiane Marafon e da médica mastologista Dra. Francine Castro, que abordarão diferentes aspectos da saúde feminina, desde os impactos emocionais da rotina profissional até os cuidados necessários para a prevenção e a identificação precoce do câncer de mama.

A iniciativa reforça a proposta do Divas Comex & Log de promover conexões entre mulheres que atuam em setores marcados por desafios constantes, responsabilidades elevadas e uma rotina que exige capacidade de adaptação, liderança e tomada de decisões.

Saúde emocional e os reflexos no corpo

A psicóloga Tatiane Marafon conduzirá uma reflexão sobre a relação entre as emoções, o ambiente de trabalho e a saúde física. A abordagem pretende chamar a atenção para os efeitos que o estresse, a sobrecarga e a dificuldade de estabelecer limites podem provocar no bem-estar e na qualidade de vida.

Em um mercado dinâmico como o comércio exterior e a logística, em que prazos, imprevistos e cobranças fazem parte do cotidiano, reconhecer os próprios limites e reservar tempo para o autocuidado torna-se fundamental.

A proposta é ampliar a compreensão de que a saúde emocional não deve ser tratada de forma isolada, mas como parte essencial da saúde integral. Identificar sinais de esgotamento, buscar apoio quando necessário e construir uma rotina mais equilibrada são atitudes importantes para preservar o bem-estar.

Prevenção do câncer de mama: atenção aos sinais e hábitos saudáveis

A médica mastologista Dra. Francine Castro abordará os cuidados com a saúde das mamas, os principais sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Entre os pontos de atenção estão alterações no formato ou no tamanho das mamas, nódulos persistentes, mudanças na pele, retrações e alterações nos mamilos. Embora nem toda alteração represente câncer, qualquer sinal suspeito deve ser avaliado por um profissional de saúde.

A especialista também deverá destacar a importância dos hábitos saudáveis na redução do risco da doença, com atenção especial à prática regular de atividade física.

A atividade física está entre as medidas associadas à redução do risco de câncer de mama. Manter-se ativa, controlar o peso corporal, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e adotar hábitos saudáveis são atitudes que contribuem para a prevenção. A recomendação é encontrar uma modalidade compatível com a rotina e as condições individuais, buscando manter a regularidade.

Além disso, é importante seguir as orientações médicas para o rastreamento do câncer de mama, considerando a idade, o histórico familiar e os fatores de risco individuais. O conhecimento sobre o próprio corpo e a procura por atendimento diante de alterações suspeitas também são fundamentais.

Mais do que uma campanha de conscientização, o Outubro Rosa é uma oportunidade para reforçar que a prevenção precisa fazer parte da rotina durante todo o ano.

Conexão, acolhimento e fortalecimento feminino

Para a CEO do ReConecta News, Renata Palmeira, o encontro representa uma oportunidade de olhar para as mulheres por trás das profissionais que movimentam o comércio exterior e a logística.

“As mulheres do nosso setor assumem grandes responsabilidades, enfrentam desafios diários e precisam estar preparadas para lidar com uma rotina que exige muito, tanto profissional quanto pessoalmente. Por isso, é fundamental criarmos espaços em que elas possam parar, trocar experiências, buscar conhecimento e olhar também para si mesmas. Cuidar da saúde não pode ficar sempre para depois. O Divas do Comex & Log é justamente esse espaço de conexão, acolhimento e fortalecimento, em que uma mulher incentiva a outra a crescer e a se cuidar”, destaca Renata Palmeira.

Patrocinadores fortalecem a iniciativa

A realização da edição especial do Outubro Rosa do Divas Comex & Log conta com o apoio de empresas que acreditam na importância de fortalecer conexões, valorizar as mulheres e incentivar iniciativas voltadas ao desenvolvimento e ao bem-estar das profissionais do setor. O ReConecta News agradece especialmente aos patrocinadores Customs Comércio Exterior, Portonave, Zurich Airport Brasil, Segvale, Grupo Mex, Activa Comex, Wolff Cargo e Einship, cujo apoio contribui para viabilizar este encontro e ampliar o alcance de uma iniciativa que promove informação, conscientização, acolhimento e fortalecimento da rede feminina do comércio exterior e da logística.

Ainda dá tempo de garantir seu lugar nesse encontro especial! 💗 Faça sua inscrição pelo link e venha participar de uma noite de conexão, troca de experiências e cuidado com a saúde feminina.

https://meuingresso.com.br/eventos/divas-no-outubro-rosa

Serviço

Evento: Encontro Divas Comex & Log – Edição Especial Outubro Rosa
Data: 29 de outubro de 2026
Horário: A partir das 19h30
Local: Absolute Business & Hotel
Endereço: Rua Doutor Pedro Ferreira, 333, Centro, Itajaí (SC), CEP 88301-030.

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Comércio Exterior

Correios alcançam 95,77% de pontualidade e ampliam capacidade para a Black Friday

Os Correios registraram índice de pontualidade de 95,77% em 6 de outubro de 2026, reforçando o desempenho operacional da estatal às vésperas do período de maior movimentação do comércio eletrônico. Para atender à demanda da Black Friday e das festas de fim de ano, a empresa está ampliando sua estrutura logística e investindo em tecnologia e agilidade na distribuição de encomendas.

As medidas buscam garantir maior eficiência nas etapas de tratamento, transporte e entrega de mercadorias em todo o território nacional, diante da expectativa de crescimento no volume de pedidos.

Nova máquina de triagem amplia capacidade logística em São Paulo

O Centro de Tratamento de Encomendas de Guarulhos, na Grande São Paulo, recebeu um novo equipamento para acelerar o processamento de pacotes. A previsão é que a máquina entre em plena operação em novembro.

Com capacidade para tratar até 520 mil objetos em 20 horas, o sistema deve reforçar a infraestrutura logística paulista, considerada estratégica para o comércio eletrônico brasileiro.

A ampliação da capacidade de triagem é uma das iniciativas dos Correios para reduzir gargalos operacionais e lidar com o aumento da circulação de encomendas durante as grandes campanhas promocionais e o período natalino.

Tecnologia e monitoramento buscam evitar atrasos nas entregas

Além dos investimentos em equipamentos, os Correios estão reforçando os recursos tecnológicos utilizados no gerenciamento das operações.

As ações incluem ampliação da capacidade dos sistemas, monitoramento contínuo, planos de contingência e medidas para preservar a estabilidade das plataformas digitais.

Um dos principais objetivos é acompanhar, em tempo real, as diferentes fases do processamento das encomendas. Dessa forma, eventuais falhas ou ocorrências podem ser identificadas e corrigidas antes de comprometer o fluxo de distribuição.

O conjunto de medidas pretende sustentar a pontualidade das entregas mesmo diante do aumento sazonal da demanda, quando a logística é pressionada pelo crescimento das compras pela internet.

Correios renovam parceria com AliExpress

A estratégia para o período de maior volume de compras também inclui o fortalecimento das parcerias comerciais. Em setembro, os Correios assinaram a renovação do contrato com o AliExpress, garantindo a continuidade dos serviços de entrega dos pedidos realizados na plataforma aos consumidores brasileiros.

As duas empresas também firmaram um memorando de entendimentos (MoU) para estabelecer iniciativas conjuntas voltadas à aceleração das entregas no Brasil durante as principais datas promocionais do calendário comercial.

Entre os períodos contemplados estão o evento 11.11, conhecido como Dia dos Solteiros no comércio eletrônico, e a Black Friday.

O documento ainda formaliza o compromisso das empresas com a melhoria contínua dos serviços, buscando aprimorar a experiência dos consumidores e a eficiência das operações de entrega.

Operação especial prepara estatal para o fim de ano

Com a combinação de novos equipamentos, investimentos em tecnologia e acordos comerciais, os Correios buscam fortalecer sua capacidade de atendimento em um período decisivo para o varejo.

A expectativa é que a estrutura ampliada contribua para absorver o crescimento das encomendas e manter a qualidade dos serviços durante a Black Friday e as compras de Natal, quando a rapidez e a confiabilidade das entregas ganham ainda mais importância para consumidores e empresas.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Eventos

É hoje: XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT começa em Itajaí com programação sobre Reforma Tributária, logística e comércio exterior

A Reforma Tributária e seus impactos sobre a economia brasileira, a infraestrutura, a logística e o comércio exterior estarão no centro das discussões a partir desta quinta-feira (15), em Itajaí (SC). O município recebe o XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT), que reúne especialistas de diferentes áreas para dois dias de debates e atualização jurídica.

Com o tema “Tributação, Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior”, o encontro acontece no Novotel, localizado na Rua Lauro Muller, 170, no Centro de Itajaí. A programação aborda os desafios da transição para o novo modelo tributário, os efeitos econômicos e jurídicos das mudanças e as consequências para empresas, municípios e setores estratégicos da economia.

Entre os assuntos previstos estão incentivos fiscais, guerra fiscal, indústria, comércio exterior, e-commerce, infraestrutura, setor marítimo-portuário, classificação fiscal, contencioso tributário e questões aduaneiras.

Promovido pela ABDT, o simpósio reúne autoridades públicas, juristas, economistas, advogados, executivos e representantes de entidades ligadas ao comércio exterior e à infraestrutura.

Primeiro dia: governança, transição tributária e impactos econômicos

O credenciamento dos participantes começa às 8h desta quinta-feira (15). Às 8h30, ocorre a abertura oficial, com Marcelo Campos, presidente da ABDT, e Victor Macedo, coordenador executivo do simpósio.

Às 9h, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, ministra a conferência de abertura, com o tema “Governança e os efeitos econômicos da Reforma Tributária”.

Após o intervalo para coffee break, a programação segue com o primeiro painel, às 10h30.

10h30 | Reforma Tributária, transição e desafios

Sob a presidência de mesa de Thais Manske, o painel discute os desafios da implementação do novo sistema tributário e as questões relacionadas ao período de transição.

Participam:

  • Marcos Cintra, doutor em Economia pela Harvard University;
  • Everardo Maciel, consultor tributário e ex-secretário da Receita Federal;
  • Luís Eduardo Schoueri, livre-docente e professor titular de Direito Tributário da Faculdade de Direito da USP.

14h | A Reforma Tributária e os impactos na economia municipal

Após o intervalo para almoço, os debates se voltam aos possíveis reflexos da mudança tributária para os municípios, a arrecadação e a atividade econômica local.

O painel será presidido por Maurício Klein e contará com:

  • Robison Coelho, prefeito de Itajaí;
  • Leonidas Nora Junior, presidente da Associação das Tradings de Santa Catarina (ASTRA);
  • Eduardo Bohora, secretário municipal da Fazenda de Itajaí.

15h | Reforma Tributária e Guerra Fiscal

A programação da tarde segue com uma discussão sobre os efeitos da reforma na competição fiscal entre estados e nas estratégias de atração de investimentos.

Com mediação de Simone Davel, o painel reúne:

  • Adilson Rodrigues Pires, advogado e doutor em Direito Econômico e Sociedade;
  • Halley Henares, presidente da Associação Brasileira de Advocacia Tributária (ABAT).

16h30 | O fim dos incentivos fiscais: consequências, desafios e alternativas

Após o coffee break, o simpósio aborda um dos temas de maior interesse para empresas e governos: as consequências da mudança no modelo de incentivos fiscais e as alternativas diante do novo cenário.

Sob a presidência de mesa de Thiago Custódio, participam:

  • Thális Andrade, doutor em Direito pela USP;
  • Solon Sehn, advogado e doutor em Direito Tributário pela PUC/SP;
  • Fernando Pieri, advogado e presidente da ABEAD.

17h30 | A Reforma Tributária na indústria, no comércio exterior e no e-commerce

Encerrando os debates do primeiro dia, o painel discute os efeitos das mudanças tributárias sobre os setores produtivos, as operações internacionais e as atividades de comércio eletrônico.

A mesa será presidida por Alessandra Carioni e contará com:

  • Victor Macedo, advogado e mestre em Direito Tributário pela FGV/SP;
  • Rogério David, advogado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO);
  • Fernanda Kotzias, advogada e doutora em Direito do Comércio Internacional pela PUC/SP.

O encerramento das atividades de quinta-feira está previsto para as 18h30.

Sexta-feira: infraestrutura, portos e comércio exterior em destaque

No segundo dia, sexta-feira (16), a programação começa às 9h com discussões sobre os efeitos da Reforma Tributária nos investimentos, nos contratos e nas atividades de infraestrutura.

9h | Setor de infraestrutura e a Reforma Tributária

Presidido por Silvia Varela, o painel reúne especialistas para discutir os desafios jurídicos e econômicos da transição tributária para o setor de infraestrutura.

Participam:

  • Suzana Soares Melo, advogada e doutora em Direito Econômico, Financeiro e Tributário pela USP;
  • Luana Debatin Tomasi, advogada e mestre em Direito pela UFSC;
  • Carolina Sena, advogada e doutora em Direito Tributário pela UFSC.

10h30 | A visão atual do setor marítimo-portuário na transição da Reforma Tributária

Após o coffee break, o simpósio coloca o setor marítimo-portuário no centro das discussões. O painel examina os desafios da transição tributária para os portos, a infraestrutura logística e as operações de transporte internacional.

A mesa será presidida por James Winter e contará com representantes de destaque do segmento:

  • Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária do Porto de Santos;
  • Mario Povia, presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI);
  • Osmari Castilho, CEO da Portonave;
  • Eduardo Nery, diretor de Relações Governamentais da MSC.

A discussão ganha relevância diante dos possíveis reflexos do novo sistema tributário sobre a competitividade logística, os investimentos em infraestrutura e a movimentação de cargas.

14h | Classificação fiscal, atualidades e novos desafios

No período da tarde, a programação aborda a classificação fiscal e os desafios relacionados à aplicação das regras tributárias e aduaneiras nas operações empresariais e de comércio exterior.

Sob a presidência de Giovana Baruffi, o painel terá a participação de:

  • Douglas Winter, advogado e mestrando em Direito Aduaneiro pela Universidade Católica de Brasília;
  • Daniela Floriano, advogada e doutoranda em Direito pela UFMG;
  • Júlio César Soares, advogado e mestrando em Direito Aduaneiro pela Universidade Católica de Brasília.

15h | Reforma e contencioso tributário

O painel seguinte discute os desafios jurídicos decorrentes da Reforma Tributária, com foco no contencioso e nas possíveis controvérsias entre contribuintes e Fisco.

Sob a presidência de mesa de Marcelo Campos, participam:

  • Gustavo Brigagão, advogado e presidente honorário da ABDF;
  • José Maria Arruda, livre-docente pela USP e pós-doutor em Economia pela FGV e em Direito Econômico pelo Max Planck Institut, da Alemanha.

O debate encerra a programação temática apresentada para o segundo dia, com reflexões sobre a interpretação das novas regras e os desafios jurídicos associados à implementação do sistema tributário.

Itajaí conecta o debate tributário à realidade da logística e do comércio exterior

A escolha de Itajaí como sede do XXXIII Simpósio de Estudos Tributários aproxima as discussões jurídicas de uma região diretamente ligada à infraestrutura, à atividade portuária, à logística e ao comércio exterior.

Ao reunir representantes do poder público, especialistas em Direito Tributário, economistas e executivos, o encontro propõe uma análise abrangente das mudanças no sistema tributário brasileiro e de seus possíveis efeitos sobre a atividade empresarial.

A programação permite discutir desde os aspectos econômicos e fiscais da reforma até questões práticas relacionadas à classificação fiscal, às operações aduaneiras, aos incentivos fiscais e à competitividade dos setores produtivos.

O XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT é nestas quinta-feira (15) e sexta-feira (16), no Novotel, em Itajaí (SC), com o tema “Tributação, Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior”.

Texto e imagem: ReConecta News

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Especialista

Quando reduzir custo pode sair caro: o que a experiência na logística me ensinou

Ao longo de quase 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi que um dos grandes desafios de uma operação é encontrar o equilíbrio entre custo e eficiência.

Em um mercado cada vez mais pressionado por preços, buscar redução de despesas é natural. O problema surge quando o menor custo passa a ser visto como sinônimo de melhor decisão.

Na logística, uma economia feita no lugar errado pode aparecer depois em forma de atrasos, manutenção, retrabalho, perda de produtividade ou até perda de clientes.

Por isso, antes de perguntar “quanto custa?”, é importante perguntar também: “qual será o impacto dessa escolha na operação?”

O frete mais barato pode custar um cliente

Escolher um transporte apenas pelo menor valor pode parecer vantajoso, mas é preciso considerar prazo, segurança, flexibilidade e as necessidades específicas da operação.

Se uma carga atrasa ou sofre uma avaria, o impacto ultrapassa o custo do transporte. Pode comprometer o relacionamento com o cliente e até uma oportunidade comercial.

Na prática, não adianta economizar em uma etapa e criar um problema maior em outra.

Manutenção e combustível: olhar além do preço

A manutenção é outro exemplo. Buscar sempre a alternativa mais barata pode reduzir o desembolso imediato, mas uma escolha inadequada pode aumentar as paradas, comprometer a disponibilidade da frota e gerar novos custos.

Em transporte, veículo parado significa atraso, reprogramação e perda de produtividade.

O mesmo vale para o combustível. O preço por litro é importante, mas consumo, desempenho e impactos na manutenção também precisam entrar na conta.

O que importa é avaliar o custo total da operação, e não apenas o preço de cada item isoladamente.

Pessoas e fornecedores também fazem parte da equação

A redução de custos também pode atingir equipes e fornecedores. Mas diminuir pessoas ou estrutura sem avaliar as consequências pode gerar sobrecarga, falhas de comunicação, erros e retrabalho.

Quem está no dia a dia conhece dificuldades que nem sempre aparecem nos indicadores. Por isso, ouvir a equipe é fundamental.

Na escolha de fornecedores, preço também não deve ser o único critério. Prazo, qualidade, segurança, confiabilidade e capacidade de atendimentoprecisam fazer parte da análise.

Um fornecedor mais barato que não entrega no prazo pode gerar um custo muito maior para a operação.

Eficiência não é simplesmente gastar menos

Depois de tantos anos acompanhando diferentes etapas da logística, uma das principais lições que levo para o meu trabalho é que redução de custo e eficiência não são necessariamente a mesma coisa.

Reduzir custo significa diminuir uma despesa. Buscar eficiência é utilizar melhor os recursos disponíveis para alcançar um resultado.

Em alguns casos, reduzir uma despesa será a melhor decisão. Em outros, investir mais em determinada etapa pode evitar perdas muito maiores adiante.

Por isso, antes de escolher pelo menor preço, procuro responder:

Qual é o impacto dessa decisão na operação?

O que estamos economizando agora e o que podemos gastar depois?

Essa escolha realmente melhora o resultado?

Minha experiência na estrada, na operação, na gestão de frota, na logística portuária, na cabotagem e na área comercial me ensinou a olhar a cadeia de forma integrada.

Uma operação competitiva não é necessariamente aquela que tem o menor custo em cada item. É aquela que consegue equilibrar custo, qualidade, segurança, produtividade, prazo e resultado.

Porque, na logística, nem sempre economizar em uma etapa significa gastar menos no final.

Antes de buscar o menor preço, é preciso entender o custo da decisão.


Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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Tecnologia

Infraestrutura e tecnologia ajudam transportadoras a crescer em cenário de incerteza

A instabilidade econômica aumenta a pressão sobre as margens das transportadoras brasileiras e torna mais cauteliosas as decisões de investimento. Ao mesmo tempo, esse ambiente cria oportunidades para empresas capazes de operar com mais eficiência e conquistar espaço em um mercado cada vez mais competitivo.

Nesse cenário, crescer não significa simplesmente ampliar o número de caminhões. As empresas que conseguem avançar são aquelas que buscam extrair mais produtividade dos ativos que já possuem e utilizam a gestão de frotas como ferramenta para reduzir custos e aumentar a segurança.

Dados transformam gestão de frotas

Uma das principais mudanças está na substituição de uma gestão reativa por um modelo preventivo e orientado por dados.

Esperar o fechamento do mês para descobrir que uma rota consumiu combustível acima do esperado ou que determinados motoristas apresentaram maior exposição a riscos significa agir depois que o prejuízo já aconteceu.

Com o uso de videotelemetria, as transportadoras conseguem acompanhar o comportamento dos veículos em tempo real, identificar desvios e adotar medidas corretivas antes que pequenas ocorrências se transformem em perdas financeiras.

O diferencial está justamente na capacidade de transformar informações em decisões rápidas e aplicáveis à rotina operacional.

Segurança também reduz custos operacionais

Na operação de veículos pesados, segurança e eficiência estão diretamente relacionadas. Comportamentos que elevam o risco de acidentes também costumam aumentar as despesas da frota.

Excesso de velocidade, acelerações intensas, frenagens bruscas e utilização inadequada da faixa de rotação podem elevar o consumo de diesel e acelerar o desgaste de pneus, freios e outros componentes.

Quando a tecnologia permite identificar e corrigir esses hábitos durante a operação, o efeito aparece diretamente no custo por quilômetro rodado.

Estudos técnicos e projetos de videotelemetria na gestão de frotas pesadas indicam que a substituição de uma condução agressiva por um comportamento mais econômico e preventivo pode proporcionar uma redução de 5% a 12% no consumo de diesel.

Além da economia de combustível, a prevenção ajuda a evitar prejuízos maiores relacionados a acidentes. Uma ocorrência grave pode deixar caminhões parados, comprometer cargas e provocar impactos em toda a programação logística e financeira da empresa.

Eficiência pode valer mais do que uma frota maior

Em um cenário de margens apertadas, os dados também ajudam a identificar desperdícios que nem sempre são percebidos na operação cotidiana.

Informações sobre ociosidade, tempo de espera em pátios, deslocamentos desnecessários e circulação de veículos vazios permitem ao gestor entender onde estão os principais gargalos.

A partir desse diagnóstico, uma frota menor, mas com maior disponibilidade e uma roteirização eficiente, pode realizar o mesmo volume de trabalho por um custo inferior.

A lógica passa a ser utilizar melhor os recursos existentes antes de simplesmente ampliar a estrutura.

Tecnologia como proteção de margem

A resistência aos investimentos em tecnologia costuma aumentar durante períodos de volatilidade econômica. No entanto, enxergar essas ferramentas apenas como uma nova despesa pode limitar a capacidade de reação das transportadoras.

Combustíveis, juros e condições das rodovias estão entre os fatores que as empresas não conseguem controlar diretamente. Por isso, ampliar o domínio sobre as variáveis internas da operação ganha ainda mais importância.

Nesse contexto, a tecnologia para transporte funciona como uma ferramenta de proteção de margem, ajudando a aumentar a previsibilidade, reduzir desperdícios e diminuir a exposição a riscos.

Tecnologia precisa estar ligada à gestão

Apesar dos ganhos proporcionados pelas ferramentas digitais, a tecnologia, por si só, não resolve os problemas da operação.

Os resultados aparecem quando os dados são incorporados à rotina de gestão e utilizados para orientar ações concretas. O processo também depende do desenvolvimento contínuo dos motoristas, com treinamento, acompanhamento e correção de comportamentos.

Ou seja, não basta instalar equipamentos ou contratar sistemas. É necessário transformar as informações produzidas pela tecnologia em práticas capazes de melhorar a operação.

Cortes indiscriminados podem gerar prejuízo

Em períodos de orçamento pressionado, cortar despesas imediatamente costuma parecer uma solução natural. Porém, reduzir investimentos em manutenção de frota ou treinamento sem avaliar os impactos pode criar uma economia apenas aparente.

Um veículo que deixa de receber manutenção adequada pode apresentar falhas mais caras posteriormente. Da mesma forma, a redução de treinamentos pode elevar a exposição a acidentes e outros eventos que comprometem a operação.

Por isso, proteger a margem não significa apenas gastar menos. Significa identificar desperdícios, antecipar riscos e aumentar a eficiência dos recursos disponíveis.

Em um setor marcado por variáveis externas difíceis de controlar, a capacidade de atuar sobre aquilo que está dentro do alcance da empresa se torna um diferencial estratégico. É essa combinação entre infraestrutura, tecnologia, segurança e gestão eficiente que pode sustentar o crescimento das transportadoras mesmo em períodos de maior incerteza.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Bing Guan

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Portos

TCP bate recorde histórico e movimenta 152 mil TEUs em setembro

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) alcançou um novo recorde de movimentação em setembro. A empresa operou 152.347 contêineres de 20 pés, medida conhecida como TEU, no período. O resultado é o maior já registrado pelo terminal em um único mês e representa uma alta de 2,5% sobre o recorde anterior, de 148.690 TEUs, registrado em outubro de 2025.

O desempenho também reforçou o crescimento das operações portuárias em Paranaguá ao longo de 2026, impulsionado pelo aumento da demanda e pela capacidade operacional do terminal.

TCP registra dois recordes diários em setembro

Além da marca mensal, o terminal paranaense atingiu dois recordes em operações realizadas em dias específicos.

Em 17 de setembro, a movimentação ferroviária registrou o maior volume diário da história, com 488 transações de contêineres. Quatro dias depois, em 21 de setembro, a movimentação geral chegou a 10.640 TEUs em apenas 24 horas, estabelecendo outro recorde.

Para Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, os números refletem a combinação entre infraestrutura, tecnologia e desempenho das equipes.

“O resultado de setembro demonstra a capacidade e a eficiência do Terminal para atender ao crescimento da demanda do mercado. Essa conquista reflete a dedicação de cada colaborador, aliada à infraestrutura e à tecnologia de ponta da operação, e representa um passo importante em direção à projeção de movimentação anual da companhia.”

Movimentação de contêineres cresce 4% no ano

De janeiro a setembro, a TCP movimentou 1,279 milhão de TEUs, volume 4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram operados 1,228 milhão de TEUs.

Nas operações terrestres, o fluxo de veículos pelo gate rodoviário aumentou 3%, alcançando 489 mil transações.

O transporte sobre trilhos também apresentou crescimento. A ferrovia que atende o terminal e conecta Paranaguá a cidades como Ortigueira, Cambé e Cascavel registrou 1.010 encostes de trens no período, alta de 3%.

Já o volume de cargas cheias transportadas por ferrovia teve expansão mais expressiva, de 25%. Foram 1,210 milhão de toneladas movimentadas em 2026, contra 964 mil toneladas no ano anterior.

A TCP também mantém a posição de maior concentradora de serviços marítimos semanais regulares do Brasil, com 22 linhas marítimas em sua programação. Até setembro, 760 navios haviam atracado no terminal.

Exportações de cargas cheias chegam a 6,3 milhões de toneladas

Entre janeiro e setembro, as exportações de cargas cheias pelo terminal somaram 6,363 milhões de toneladas, crescimento de 6% na comparação com as 6,023 milhões de toneladas registradas em 2025.

O segmento de carnes e congelados foi o principal destaque. O setor movimentou 2,973 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao ano anterior. O volume corresponde a 47% de todas as cargas exportadas pelo terminal no período.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a estrutura destinada ao armazenamento de produtos refrigerados tem sido aproveitada pelos exportadores.

“Os exportadores estão aproveitando ao máximo a infraestrutura para armazenagem de carnes e congelados do Terminal, que, em 2026, registrou um forte avanço nas exportações de carne de frango e suína, ao passo que a carne bovina se manteve estável para o período.”

TCP amplia capacidade para contêineres refrigerados

A movimentação de contêineres refrigerados cresceu 6% em 2026, chegando a 112.315 unidades até setembro.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá possui atualmente o maior pátio do Brasil destinado à armazenagem desse tipo de carga, com capacidade para 5.280 contêineres conectados à rede elétrica.

As obras de expansão já estão em andamento e devem elevar a capacidade para 6 mil tomadas até o fim de 2027.

Além das carnes e produtos congelados, outros segmentos relevantes apresentaram crescimento nas exportações. O setor de madeira e produtos florestais avançou 6%, com 1,064 milhão de toneladas embarcadas.

Na sequência, o segmento de papel e celulose registrou alta de 10%, totalizando 824 mil toneladas exportadas.

Importações avançam 5% até setembro

As importações também apresentaram desempenho positivo. A movimentação de cargas importadas pela TCP cresceu 5% e atingiu 2,440 milhões de toneladas nos nove primeiros meses do ano.

O setor automotivo foi responsável pelo desembarque de 454 mil toneladas, volume 7% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Outro destaque foi o segmento de bens de consumo, que cresceu 17%. A movimentação passou de 144 mil toneladas para 168 mil toneladas no período.

De acordo com Fabio Mattos, a expansão do setor automotivo está relacionada à chegada de veículos elétricos, autopeças e componentes destinados principalmente ao abastecimento da indústria da Região Metropolitana de Curitiba.

No caso dos bens de consumo, o crescimento é associado à estrutura de armazenagem da TCP. O terminal possui um armazém alfandegado com mais de 9 mil metros quadrados, além de serviços voltados às necessidades dos importadores.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: TCP

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Comércio Exterior

Dionísio Cerqueira: cidade de fronteira que transforma logística em crescimento

Na extremidade noroeste de Santa Catarina, Dionísio Cerqueira construiu sua história e sua economia em torno de uma característica que poderia ter tido outro desfecho. No fim do século 19, uma disputa territorial envolvendo Brasil e Argentina colocou em jogo uma extensa área que hoje abrange parte do Oeste catarinense e do Paraná.

A definição brasileira teve participação decisiva de Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira, funcionário público baiano que se destacou pela atuação na Guerra do Paraguai e, posteriormente, em questões de fronteira. Em 1898, quando ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores, ele ajudou a convencer o presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland, árbitro da chamada Questão de Palmas, a reconhecer os argumentos apresentados pelo Brasil.

O acordo definitivo garantiu a manutenção da área em território brasileiro. Cinco anos mais tarde, em 4 de julho de 1903, a inauguração da Vila Peperi-Guaçu, às margens do rio de mesmo nome, marcou outra etapa dessa história. A localidade recebeu o nome de Vila Dionísio Cerqueira em homenagem ao diplomata.

Anos depois, os desdobramentos territoriais posteriores à Guerra do Contestado fizeram com que o município passasse a integrar Santa Catarina. A emancipação de Chapecó ocorreu em 1953.

Uma fronteira que funciona como uma única comunidade

Hoje, Dionísio Cerqueira integra uma tríplice fronteira com Barracão, no Paraná, e Bernardo de Irigoyen, na província argentina de Misiones. Apesar da divisão política entre os países, a rotina das três cidades é marcada por uma intensa integração.

Juntas, elas reúnem quase 60 mil habitantes e mantêm relações econômicas e sociais que ultrapassam os limites nacionais. Dependendo da variação de preços, moradores atravessam a fronteira em busca de combustível mais barato. A culinária argentina, especialmente o churrasco e o vinho, também faz parte do cotidiano, enquanto o chamado “portunhol” é comum nas conversas.

A integração chega aos serviços públicos. O Corpo de Bombeiros e o hospital de Dionísio Cerqueira podem atender ocorrências dos três lados da fronteira. Como não existem obstáculos geográficos significativos entre as localidades, mudar de cidade ou até de país pode significar apenas atravessar uma rua.

Porto seco impulsiona a economia de Dionísio Cerqueira

A posição estratégica transformou Dionísio Cerqueira em um importante ponto de conexão logística entre Santa Catarina e Argentina. O município abriga o único porto seco catarinense na fronteira com o país vizinho.

Durante décadas, o fluxo de caminhões, turistas e mercadorias ajudou a determinar o crescimento urbano local. A maior parte da área urbanizada se concentra justamente na região noroeste, próxima à fronteira.

“A agricultura e a fronteira são os pilares da economia aqui. É uma circulação constante, o comércio atende à população das três cidades”, resume Guilherme Libardoni, secretário de Planejamento.

Apesar da relevância estratégica, a aduana de Dionísio Cerqueira historicamente registrou movimentação inferior à de grandes estruturas fronteiriças brasileiras, como Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Foz do Iguaçu, no Paraná, considerado o maior porto seco da América Latina.

Por muito tempo, a estrutura aduaneira também conviveu com limitações de infraestrutura. Esse cenário começou a mudar nos últimos anos com a combinação de investimentos públicos e privados.

Nova regra aumenta o movimento na aduana

Um dos principais marcos dessa transformação foi a aprovação da Lei 17.762/19. A legislação determinou que importações beneficiadas com isenção de ICMS e destinadas a Santa Catarina por transporte terrestre deveriam realizar o desembaraço em Dionísio Cerqueira, em vez de utilizar estruturas aduaneiras de outros estados.

A medida, inicialmente, encontrou resistência justamente por causa das condições da infraestrutura local. Parte desse problema foi enfrentada com a recuperação da BR-163 entre Dionísio Cerqueira e São Miguel do Oeste.

Mais de 45 quilômetros receberam novas pistas em pavimento rígido, além de terceiras faixas, acostamentos e vias marginais. As melhorias fizeram parte das contrapartidas relacionadas à concessão do Porto Seco de Dionísio Cerqueira à Multilog, vencedora da licitação realizada no fim de 2021.

O novo terminal recebeu R$ 50 milhões em investimentos e foi inaugurado em 2023.

Crescimento trouxe novos desafios logísticos

A expansão da estrutura, porém, provocou um efeito imediato: a capacidade da aduana ficou pressionada pelo aumento do número de caminhões. Em determinado momento, o tempo necessário para o desembaraço de uma carga chegou a 10 dias.

Por isso, a margem mínima obrigatória de desembaraço precisou ser reduzida. Ainda assim, os números mostram uma mudança significativa no patamar de movimentação.

Em março, quando a margem estava em 30%, o Porto Seco de Dionísio Cerqueira alcançou um recorde histórico. Foram 2.523 cargas desembaraçadas, com uma corrente financeira de US$ 84,5 milhões, considerando os valores das importações e exportações.

Antes da abertura do novo terminal, a movimentação média era de aproximadamente US$ 40 milhões e 1,5 mil cargas por mês.

Com a melhora nos processos e a redução do tempo de espera, a expectativa é que a exigência de desembaraço volte gradualmente aos 100% estabelecidos originalmente pela legislação. Atualmente, o percentual está em 50%.

“As obras de expansão avançam conforme o edital, e quando estiver em plena capacidade o terminal contará com 600 vagas para caminhões, além de um bolsão para outros 100 veículos em espera”, afirma Alexandre Heitmann, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Multilog.

Mais empregos e novos investimentos

O avanço da logística de fronteira começa a produzir efeitos além do comércio exterior. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o número de empregos formais no município aumentou 20% entre março de 2023 e 2026.

Segundo Libardoni, a expansão também abriu espaço para atividades que antes tinham pouca presença no município.

“Começamos a ter vagas que antes não existiam no setor de serviços”, afirma o secretário.

A prefeitura também aposta na criação de novas áreas para empresas. Um condomínio empresarial voltado à logística recebe investimento de R$ 10 milhões do município. O projeto prevê 57 terrenos, com áreas entre 1,5 mil e 5 mil metros quadrados, atualmente em etapa de pavimentação.

Além disso, dois empreendimentos privados — um residencial e outro industrial — estão em fase de análise de projetos.

Aeroporto amplia alternativas de transporte

A infraestrutura de Dionísio Cerqueira também ganhou uma nova frente com a retomada das operações do aeroporto local. Depois de permanecer fechado por 11 anos, o espaço foi reinaugurado como aeródromo em 2024, após obras realizadas pelo Governo do Estado.

Os investimentos continuaram no ano seguinte. Em 2025, foi firmado um convênio de R$ 2,9 milhões para a instalação de equipamentos de auxílio à navegação e iluminação noturna.

O local também recebe obras para a construção de hangares e de um posto de abastecimento.

A expectativa é que a estrutura facilite a mobilidade de empresários e investidores que atuam no município. “Com isso, empresários que têm negócios na cidade poderão se deslocar com agilidade para as capitais”, informa o secretário de Planejamento.

Assim, a antiga vila de fronteira que ganhou o nome de um dos responsáveis pela defesa do território brasileiro passa por uma nova transformação. Entre comércio exterior, logística, agricultura, infraestrutura e integração internacional, Dionísio Cerqueira busca aproveitar sua posição estratégica para sustentar uma nova fase de crescimento.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ass. de Comunicação – Prefeitura de Dionísio Cerqueira

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Especialista

Do DNA do transporte à realização de um sonho: a experiência que conduz a SIGATRANS

O transporte faz parte da minha história. Meu pai foi motorista de caminhão e meu avô foi dono de caminhão. Foi nesse ambiente que nasceu minha relação com o setor e, mais tarde, o desejo de construir minha própria empresa.

Minha trajetória profissional começou como assistente de transporte. Ao longo de aproximadamente 15 anos, passei por diferentes áreas da operação, até chegar à gestão de transporte em duas empresas que se destacaram no mercado. Foi nesse período que aprendi, na prática, que logística exige muito mais do que movimentar cargas: exige organização, responsabilidade, agilidade e capacidade de tomar decisões.

Quando a SIGATRANS nasceu, eu trouxe essa experiência comigo.

Transformar experiência em gestão

A empresa surgiu de um sonho que compartilhei com meu amigo, Rhuan Carlos Zendron. Durante alguns anos, o projeto ficou guardado até que mudanças profissionais e a chegada da minha filha me deram o impulso necessário para iniciar esse projeto.

Desde o início, uma das minhas preocupações foi estruturar a empresa de forma organizada. Definir responsabilidades, criar processos e formar uma equipe em que eu pudesse confiar foram passos fundamentais.

Essa experiência da operação continua presente nas minhas decisões. Ela me ajuda a antecipar problemas, compreender os impactos de cada escolha e buscar um crescimento que aconteça com organização e segurança.

Crescer exige coragem e planejamento

Um dos momentos importantes da nossa trajetória foi quando decidi investir mesmo em um período de mercado retraído. Ampliamos a frota, o armazém e os investimentos em pessoas, sistemas e certificações.

Para mim, crescer não significa apenas aumentar a estrutura. É preciso entender o mercado, estar próximo do cliente e identificar onde podemos gerar valor.

Por isso, faço questão de visitar, ouvir e conhecer de perto cada operação. Quanto melhor entendemos o desafio, mais assertiva é  a nossa solução.

Pessoas no centro da operação

Hoje, vejo as pessoas como um dos principais pilares da SIGATRANS.

Uma empresa pode ter tecnologia, estrutura e processos, mas são as pessoas que fazem tudo acontecer.

Meu papel como gestor é criar condições para que a equipe trabalhe bem, com segurança, clareza e responsabilidade. Isso envolve investir em qualificação, tecnologia e processos, mas também saber ouvir e valorizar quem está ao nosso lado.

Essa visão também se estende à minha família. Sou casado com a Bruna há 15 anos e dividimos a gestão da empresa. Eu fico à frente das áreas comercial e operacional, enquanto ela conduz o administrativo e os recursos humanos. Essa parceria nos permite unir diferentes olhares sobre o negócio.

O que a experiência me ensinou

Depois de tantos anos no transporte, entendi que experiência não é apenas tempo de mercado. É o que fazemos com tudo aquilo que vivemos. É aprender com os desafios, reconhecer quando precisamos mudar e transformar conhecimento em decisões melhores.

Também aprendi que ninguém constrói uma empresa sozinho. É preciso ter um bom time, valorizar as pessoas e ter disciplina para administrar o negócio — inclusive cuidar do fluxo de caixa e tomar decisões pensando no longo prazo.

A SIGATRANS nasceu de um sonho, mas foi construída com experiência, trabalho e muitas pessoas que acreditaram nesse projeto.

Hoje, continuo conduzindo a empresa com a mesma vontade de aprender e evoluir, mas com a experiência de quem conhece o transporte de dentro para fora.

Darlan Olmar é co-fundador e CEO da Sigatrans Logística.

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