Transporte

Plano ferroviário do Chile aposta no transporte de cargas para fortalecer logística até 2050

O governo do Chile apresentou um plano mestre ferroviário com horizonte até 2050 para impulsionar o transporte ferroviário de cargas e ampliar o protagonismo das ferrovias na cadeia logística do país. A iniciativa contempla as regiões norte, central e sul, com foco na expansão da infraestrutura, eliminação de gargalos operacionais e integração entre os diferentes modais de transporte.

O projeto foi detalhado durante o Congresso Trenes y Metro 2026 e integra o Plano Diretor Nacional de Logística, desenvolvido pelo Programa de Desenvolvimento Logístico (PDL), ligado ao Ministério dos Transportes e Telecomunicações.

Transporte de cargas ganha planejamento de longo prazo

De acordo com Antonio Dourthé, coordenador-geral do PDL, o diferencial do plano é a criação de um programa específico para o transporte ferroviário de cargas, além das iniciativas já existentes para passageiros.

Segundo ele, a proposta busca identificar a capacidade atual da malha ferroviária, mapear futuras demandas logísticas, apontar investimentos prioritários e reduzir os gargalos que limitam a competitividade do modal.

O planejamento terá vigência de 25 anos, entre 2025 e 2050, com acompanhamento contínuo para adaptar as ações às mudanças do mercado e da economia.

Região Norte concentra desafios para ampliar capacidade

No norte chileno, onde a ferrovia está fortemente ligada ao setor mineral, o principal objetivo é aumentar a capacidade operacional das linhas existentes.

Como boa parte da malha pertence à iniciativa privada, os investimentos dependem diretamente da expansão dos projetos de mineração.

Um dos gargalos apontados está no trecho entre Pampa e Prat, na região de Antofagasta, onde as grandes diferenças de altitude reduzem significativamente a velocidade dos trens. Entre as alternativas estudadas estão a implantação de uma segunda via e novos desvios ferroviários para melhorar a fluidez das operações.

Mineração argentina pode impulsionar novos investimentos

A malha ferroviária que liga La Calera, na região de Valparaíso, até Iquique, em Tarapacá, é operada por empresas privadas como Ferronor e FCAB.

Segundo Dourthé, o crescimento da mineração na Argentina abre espaço para novos investimentos em infraestrutura ferroviária, já que parte da produção do país vizinho pode utilizar os portos chilenos como rota de exportação para o Oceano Pacífico.

O governo também pretende trabalhar em conjunto com os governos regionais para elaborar planos específicos, identificando oportunidades de desenvolvimento logístico em cada região.

Integração entre ferrovias e portos será prioridade

Na região central, o plano destaca a importância de ampliar a conexão ferroviária com os principais portos chilenos, especialmente Valparaíso e San Antonio.

Em San Antonio, projetos como corredores logísticos e o Terminal Intermodal Barranca devem fortalecer a movimentação de cargas por ferrovia.

Já em Valparaíso, o compartilhamento da infraestrutura com os trens de passageiros limita o transporte ferroviário de cargas ao período noturno. Entre as soluções analisadas estão a construção de um terminal intermodal e até mesmo de uma nova linha férrea dedicada às operações logísticas.

Concepción enfrenta desafio de equilibrar passageiros e cargas

A região de Concepción, considerada um dos principais polos produtivos do Chile, também integra o plano estratégico.

Apesar da elevada utilização da malha ferroviária, a convivência entre trens de passageiros e de carga exige investimentos para ampliar a capacidade operacional.

O governo avalia ainda a implantação de novos hubs logísticos que possam atender os portos de Coronel, Lirquén e San Vicente-Talcahuano, fortalecendo a integração entre ferrovia e sistema portuário.

Sul do Chile aposta na integração entre modais

No extremo sul do país, o cenário logístico é diferente devido à fragmentação territorial e à forte presença da navegação de cabotagem.

Nesse contexto, o plano não pretende substituir o transporte marítimo, mas integrar ferrovias, caminhões e cabotagem para criar uma cadeia logística mais eficiente.

A proposta prevê conectar a produção do sul ao sistema ferroviário com destino a Concepción, facilitando o escoamento das exportações e reduzindo custos operacionais.

Plano busca aumentar competitividade da logística chilena

Com visão de longo prazo, o plano mestre ferroviário pretende ampliar a participação do transporte ferroviário de cargas na matriz logística chilena, tornando o modal mais competitivo e sustentável.

A expectativa é que a cooperação entre governo, operadores ferroviários, autoridades regionais e iniciativa privada permita desenvolver uma infraestrutura capaz de atender ao crescimento da demanda por transporte e fortalecer o comércio exterior do país.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
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Transporte

Ataque com drone no Egito aumenta preocupação sobre segurança do Canal de Suez e transporte de petróleo

Um ataque com drone contra dois navios de gás em águas egípcias reacendeu os alertas sobre a segurança do Canal de Suez e do oleoduto Sumed, corredores estratégicos para o transporte de petróleo do Oriente Médio.

O incidente ocorreu com os navios Energos Winter e Gaslog Salem, no porto de Damietta, localizado no delta do Rio Nilo, próximo ao Mar Mediterrâneo. Embora nenhum grupo tenha assumido a autoria do ataque e não tenha havido ameaça direta declarada ao canal, o episódio elevou a preocupação entre operadores marítimos e mercados de energia.

Canal de Suez ganha importância após riscos no Mar Vermelho

Desde o início do conflito envolvendo o Irã, ataques atribuídos aos houthis contra navios nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb aumentaram os riscos para o transporte marítimo na região.

Com isso, o Canal de Suez e o oleoduto Sumed passaram a desempenhar papel ainda mais relevante como alternativas para o escoamento de petróleo saudita.

Segundo Saul Kavonic, diretor de pesquisa energética da consultoria MST Marquee, qualquer ameaça à rota egípcia pode comprometer o fluxo de até cinco milhões de barris de petróleo por dia que atualmente conseguem evitar o Estreito de Ormuz.

Petróleo saudita muda rota diante de ameaças no Mar Vermelho

Após o início da guerra, a Arábia Saudita passou a direcionar grande parte de sua produção para o Mar Vermelho, utilizando principalmente o terminal de Yanbu.

No entanto, as ameaças e ataques recentes contra embarcações na região levaram muitos navios-tanque a evitar a rota pelo sul do Mar Vermelho e pelo estreito de Bab el-Mandeb.

Dados da empresa de inteligência de mercado Kpler mostram que um volume crescente de petróleo saudita passou a seguir em direção ao norte, rumo ao Canal de Suez e ao oleoduto Sumed.

Para compradores asiáticos, a mudança representa viagens mais longas, com navios precisando contornar a África em vez de seguir diretamente pelo Golfo de Áden.

Oleoduto Sumed registra aumento no transporte de petróleo

As cargas de petróleo movimentadas pelo Sumed, que conecta o Mar Vermelho ao porto mediterrâneo de Sidi Kerir, cresceram nos últimos meses.

Segundo dados do setor, o volume transportado pelo oleoduto aumentou para 28,79 milhões de barris em julho, ante 19,52 milhões em abril, antes do aumento das ameaças no Bab el-Mandeb.

A movimentação de navios também cresceu na região. Dados da plataforma MarineTraffic indicaram que cerca de 30 embarcações ficaram reunidas na área de fundeio de Port Said, na entrada mediterrânea do canal, acima das aproximadamente 20 registradas no início da semana.

George Morris, analista da Vortexa, afirmou que houve aumento significativo de navios transportando petróleo bruto e condensado em direção ao norte após carregamentos no Mar Vermelho.

Mercado ainda não precifica paralisação do Canal de Suez

Apesar da preocupação, especialistas avaliam que o ataque em Damietta não representa necessariamente uma ameaça imediata ao funcionamento do Canal de Suez.

Aly Blakeway, responsável pela área de gás natural liquefeito (GNL) do Atlântico na S&P Global Energy, afirmou que os mercados ainda não incorporaram uma possível interrupção da rota.

Mesmo após o incidente, os preços do petróleo registraram queda em meio às negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz.

Seguros marítimos podem ficar mais caros

Especialistas alertam, porém, que uma escalada de ataques pode elevar os custos de seguro marítimo para navios que operam na região.

Martin Senior, responsável por preços de GNL na Argus, afirmou que um novo ataque próximo ao Canal de Suez poderia levar seguradoras a cobrar prêmios adicionais de risco de guerra, devido ao aumento da exposição de embarcações e infraestruturas energéticas.

Empresas de navegação já estariam revisando protocolos de segurança para operações próximas aos portos mediterrâneos egípcios localizados nas proximidades do canal.

Capacidade de Suez e Sumed limita transporte de grandes petroleiros

Embora o Canal de Suez continue sendo uma alternativa estratégica, existem limitações operacionais para o transporte de grandes volumes de petróleo.

Os superpetroleiros VLCCs não conseguem atravessar o canal totalmente carregados devido ao calado. Por isso, parte da carga precisa ser transferida pelo oleoduto Sumed antes que os navios retomem a viagem no Mediterrâneo.

Ainda assim, existe capacidade disponível para ampliar o fluxo de petróleo pela rota. Dados do setor indicam que o terminal de Sidi Kerir movimentou cerca de 1,4 milhão de barris por dia recentemente, abaixo do recorde semanal de 2,1 milhões de barris diários e da capacidade máxima do Sumed, estimada em 2,5 milhões de barris por dia.

A expectativa é que cerca de dez superpetroleiros carreguem no terminal nas próximas semanas, principalmente com destino a refinarias asiáticas.

Qualquer interrupção em Suez teria impacto global

Analistas destacam que o Canal de Suez pode se tornar ainda mais importante diante da incerteza envolvendo Ormuz e Bab el-Mandeb.

Corey Ranslem, diretor executivo da empresa de segurança marítima Dryad Global, afirmou que um ataque em qualquer ponto próximo ao canal poderia elevar significativamente os custos de seguro e alterar a avaliação de risco da região.

Matthew Wright, analista principal de fretes da Kpler, destacou que uma interrupção no Canal de Suez teria efeitos rápidos sobre os preços internacionais, com aumento de custos logísticos e possível pressão inflacionária para consumidores.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
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Transporte

Argentina desregula serviços de praticagem e busca reduzir custos no transporte marítimo

O governo da Argentina oficializou uma nova regulamentação para os serviços de praticagem e pilotagem marítima e fluvial, com o objetivo de modernizar o setor, ampliar a concorrência e reduzir custos relacionados ao transporte marítimo e ao comércio exterior.

A medida, publicada no Boletim Oficial argentino, estabelece mudanças nas regras para atuação de práticos em rios, portos, canais e passagens navegáveis do país. Entre os principais objetivos estão a redução dos custos logísticos, a eliminação de barreiras de entrada e a melhoria da eficiência das operações portuárias.

Registro aberto amplia número de profissionais habilitados

Com a nova norma, a Prefectura Naval Argentina (PNA) ficará responsável por manter um registro aberto de práticos habilitados, sem limite máximo de profissionais cadastrados.

A regulamentação também permite que os usuários contratem os serviços diretamente de profissionais independentes, aumentando a liberdade de escolha para empresas de navegação e operadores logísticos.

Governo define limites para tarifas de praticagem

A nova legislação determina que a Agência Nacional de Portos e Navegação (Anpyn) estabeleça tarifas máximas para os serviços de praticagem.

A regra impede que os profissionais cobrem valores adicionais que não estejam previamente autorizados. Além disso, as empresas prestadoras deverão divulgar mensalmente seus preços e enviar relatórios trimestrais sobre suas operações à Anpyn e à Autoridade Nacional da Concorrência.

A expectativa do governo argentino é que a maior transparência nos preços contribua para um ambiente mais competitivo no setor de serviços portuários.

Regras para dispensa de práticos são flexibilizadas

O decreto também alterou os critérios de obrigatoriedade do uso de práticos em operações marítimas e fluviais.

A norma reconhece a capacidade técnica de comandantes argentinos e estrangeiros que comprovem domínio do idioma inglês e experiência operacional na região. Para isso, os profissionais deverão comprovar a realização de dez viagens de ida e volta na área de navegação nos últimos três anos.

Após a apresentação de declaração juramentada e o cumprimento dos requisitos, a PNA deverá emitir o certificado de conhecimento da área em até cinco dias úteis.

Com a certificação, os navios poderão operar sem a contratação obrigatória de práticos, reduzindo custos e evitando a duplicação de despesas.

Transporte dos práticos passa a ter contratação livre

A regulamentação também modificou as regras relacionadas ao deslocamento dos profissionais até as embarcações.

Os usuários poderão contratar livremente os meios de transporte para embarque e desembarque dos práticos, incluindo navios comerciais autorizados.

Os profissionais não poderão recusar esses meios disponibilizados pelos usuários, exceto quando houver justificativa relacionada à segurança da operação.

PNA poderá atuar em situações emergenciais

Para evitar impactos ao comércio exterior argentino em situações de crise, conflitos ou interrupções operacionais, a nova regra autoriza a Prefectura Naval Argentina a prestar diretamente serviços de transporte ou praticagem de forma excepcional.

Nessas situações, a PNA poderá solicitar apoio da Armada Argentina ou autorizar temporariamente comandantes marítimos e fluviais com conhecimento da região para garantir a continuidade das operações.

Transferência de processos de habilitação será concluída em 180 dias

O decreto estabeleceu prazo de 180 dias corridos para que a Armada Argentina transfira integralmente à PNA os processos relacionados à formação e certificação de práticos e navegadores especializados.

A mudança faz parte de um conjunto de medidas voltadas à reorganização do setor, com foco em maior eficiência, redução de custos logísticos e fortalecimento da competitividade dos portos argentinos.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

COSCO encomenda 15 graneleiros Newcastlemax com tecnologia para uso de metanol e amônia

A COSCO SHIPPING Development anunciou a encomenda de 15 novos graneleiros Newcastlemax com capacidade de 210 mil toneladas de porte bruto, projetados para uma futura operação com metanol e amônia como combustíveis alternativos.

O investimento total no projeto chega a 7,92 bilhões de yuans, sem impostos, valor equivalente a aproximadamente US$ 1,17 bilhão. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia chinesa para modernizar sua frota e acompanhar a evolução da descarbonização do transporte marítimo.

Navios serão construídos por dois estaleiros chineses

As novas embarcações serão produzidas por dois estaleiros da China. Dez unidades ficarão sob responsabilidade da Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, subsidiária da China State Shipbuilding Corporation (CSSC), enquanto outras cinco serão construídas pela Nantong Xiangyu Shipbuilding & Offshore Engineering, empresa controlada pela Xiamen Xiangyu.

Os contratos foram firmados pela Hainan COSCO SHIPPING Development Shipping, subsidiária integral indireta da COSCO. Cada navio terá custo estimado de 528 milhões de yuans, cerca de US$ 78 milhões.

O acordo com a Waigaoqiao Shipbuilding soma 5,28 bilhões de yuans, com entregas previstas entre junho e dezembro de 2030. Já o contrato com a Nantong Xiangyu envolve 2,64 bilhões de yuans, com as cinco embarcações programadas para serem entregues entre maio e dezembro do mesmo ano.

Graneleiros serão destinados a contratos de longo prazo

Após a conclusão, os 15 navios de transporte de granéis serão utilizados em contratos de afretamento de longo prazo com a Huifeng Shipping, subsidiária da COSCO Shipping Bulk.

Cada contrato terá duração de 240 meses, com possibilidade de variação de até 120 dias no prazo inicial, considerando a data de entrega de cada embarcação.

Por serem preparados para operar com propulsão bicombustível, o valor anual de afretamento de cada navio não deverá ultrapassar 59,4 milhões de yuans, sem impostos.

Ao término dos contratos, a decisão sobre o destino dos navios ficará com os proprietários, sem obrigação de compra por parte da empresa responsável pelo afretamento.

Tecnologia prepara frota para combustíveis de baixo carbono

Segundo a COSCO SHIPPING Development, os novos graneleiros Newcastlemax foram desenvolvidos para atender às necessidades do transporte marítimo de longa distância.

A preparação para uso de metanol e amônia permite que as embarcações sejam adaptadas conforme o avanço das tecnologias de combustíveis de menor emissão de carbono.

A companhia destaca que o projeto busca equilibrar metas ambientais, eficiência operacional e redução de custos ao longo do ciclo de vida dos navios.

A empresa também afirmou que a entrada das novas unidades ajudará a fortalecer sua frota de grandes graneleiros e ampliar o volume de ativos navais de alta qualidade sob sua administração.

COSCO amplia estratégia de leasing naval

Além da expansão da frota, a companhia pretende fortalecer sua atuação no segmento de arrendamento de embarcações, criando uma carteira mais diversificada em tipos de navios, modelos operacionais e ciclos de utilização dos ativos.

Segundo a COSCO SHIPPING Development, a estratégia deve contribuir para o crescimento de longo prazo do negócio de leasing marítimo.

Companhia mantém ritmo acelerado de expansão da frota

A nova encomenda ocorre poucas semanas após outro grande anúncio da empresa. Em 30 de junho, a COSCO SHIPPING Development informou a contratação de 24 novas embarcações por meio da Hainan COSCO SHIPPING Development Shipping, em um investimento total de 8,656 bilhões de yuans.

O pacote inclui 20 navios multipropósito para transporte de grãos, com capacidade de 87 mil toneladas de porte bruto, além de dois graneleiros de 210 mil toneladas e dois navios de carga seca com a mesma capacidade.

Todas as unidades também serão destinadas a contratos de afretamento de longo prazo após a entrega.

Entre os navios para transporte de grãos, 15 serão construídos pela COSCO SHIPPING Heavy Industry, em Dalian, e cinco pelo estaleiro CSSC Chengxi.

Os dois graneleiros preparados para operação futura com metanol e amônia serão produzidos pela Dalian Shipbuilding Industry Corporation, enquanto os dois navios de carga seca com a mesma tecnologia ficarão a cargo da Beihai Shipbuilding.

Atualmente, a COSCO SHIPPING Development informa que possui mais de 100 embarcações em construção. As entregas estão programadas para ocorrer gradualmente ao longo dos próximos cinco anos.

FONTE: I marine news
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

CMA CGM amplia lucro no segundo trimestre com alta dos fretes e força do transporte marítimo

A CMA CGM, uma das maiores empresas globais de transporte marítimo e logística, encerrou o segundo trimestre com forte avanço nos resultados financeiros. O aumento dos fretes marítimos e a manutenção da demanda internacional ajudaram a compensar os impactos operacionais causados pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

No período, a companhia registrou receita de US$ 15,7 bilhões, crescimento de 19,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda avançou 31%, alcançando US$ 3 bilhões, enquanto o lucro líquido atribuído ao grupo passou de US$ 520 milhões para US$ 770 milhões.

Transporte marítimo lidera crescimento da companhia

O principal destaque do balanço foi a divisão de transporte de contêineres, que segue como o maior gerador de resultados da CMA CGM.

A empresa movimentou 6,33 milhões de TEUs no trimestre, volume 6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A receita do segmento chegou a US$ 10 bilhões, alta de 22%, enquanto o Ebitda da área cresceu mais de 42%, somando US$ 2,26 bilhões.

Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela elevação dos preços dos fretes internacionais e pela continuidade de volumes expressivos de carga nas principais rotas comerciais.

Demanda global sustenta mercado de contêineres

A CMA CGM informou que fatores como consumo aquecido, reposição de estoques e antecipação de embarques diante de possíveis alterações tarifárias contribuíram para manter a procura por transporte marítimo internacional.

Esse cenário ajudou a reduzir os efeitos negativos provocados pela instabilidade no Oriente Médio, que aumentou custos operacionais, elevou despesas com seguros e causou atrasos em algumas rotas.

O presidente do conselho e CEO da CMA CGM, Rodolphe Saadé, afirmou que a companhia apresentou resultados sólidos mesmo diante de um ambiente global mais incerto.

Segundo ele, a diversificação das operações — incluindo logística, terminais portuários e transporte aéreo de cargas — ampliou a capacidade da empresa de responder rapidamente às mudanças do mercado.

Empresa mantém alternativas logísticas diante das tensões internacionais

Apesar dos impactos causados pelos conflitos no Oriente Médio, a companhia afirmou que a valorização dos fretes e a flexibilidade de sua rede internacional compensaram parte dos custos adicionais.

A empresa também manteve o uso de soluções de transporte multimodal para garantir o fluxo de mercadorias destinadas aos mercados do Golfo, combinando diferentes modais para reduzir impactos nas operações.

CEVA Logistics cresce, mas enfrenta pressão nas margens

Fora do segmento marítimo, a CEVA Logistics, braço de logística do grupo, registrou receita trimestral de US$ 5 bilhões, avanço de 8,5% na comparação anual.

Apesar do crescimento da receita, o Ebitda da unidade recuou devido à redução das margens no setor de agenciamento de cargas e ao desempenho mais fraco da indústria automotiva.

Já as áreas de terminais portuários, carga aérea e demais negócios apresentaram crescimento expressivo. A receita desses segmentos aumentou quase 48%, chegando a US$ 1,48 bilhão, beneficiada por aquisições recentes e pelo desempenho positivo das operações portuárias.

CMA CGM e Stonepeak criam empresa para administrar terminais

A divulgação dos resultados ocorreu junto à conclusão de uma importante operação de infraestrutura logística. A CMA CGM e a gestora de investimentos Stonepeak finalizaram a criação da United Ports LLC, empresa responsável pela administração de nove grandes terminais de contêineres em cinco países.

Como parte do acordo, a Stonepeak realizou um investimento de US$ 2,4 bilhões para adquirir 25% de participação no negócio. A CMA CGM permaneceu com o controle operacional da companhia.

As empresas também planejam novos investimentos em expansão da capacidade dos terminais, projetos de eletrificação portuária e desenvolvimento de estruturas logísticas.

Incertezas globais continuam no radar do setor

Mesmo com o desempenho positivo, a CMA CGM destacou que o cenário internacional permanece marcado por incertezas, especialmente devido às tensões geopolíticas, mudanças nas políticas comerciais e novas tarifas que podem alterar as cadeias globais de suprimentos.

A companhia afirmou que sua diversificação de negócios, estrutura financeira e capacidade de adaptação da rede global são fatores importantes para enfrentar a volatilidade do mercado e manter o atendimento aos clientes nas principais rotas do comércio mundial.

FONTE: Global Trade Mag
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 95,3 milhões para novas embarcações na Região Norte

A Região Norte receberá R$ 95,3 milhões em investimentos destinados à construção de novas embarcações para ampliar a navegação interior e fortalecer a logística hidroviária. Os recursos foram aprovados pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM) durante a 63ª Reunião Ordinária, realizada neste mês.

Os projetos contemplam a fabricação de 12 barcaças graneleiras, uma balsa de carga e dois empurradores fluviais, embarcações que serão utilizadas no transporte de cargas, veículos e passageiros. A iniciativa busca aumentar a eficiência do escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte e melhorar a travessia hidroviária entre os estados do Pará e Tocantins.

Construção de barcaças concentra maior parte dos recursos

O principal investimento aprovado soma R$ 73,2 milhões e será destinado à construção de 12 barcaças graneleiras da Companhia Norte de Navegação e Portos (CIANPORT).

Cada embarcação terá capacidade para transportar 3.600 toneladas. O projeto prevê a fabricação de oito unidades do modelo racked, com laterais inclinadas para facilitar o transporte de granéis, e quatro do tipo box, que possuem casco com laterais retas e maior capacidade de carga.

A construção ficará a cargo do estaleiro DMELO Service Construção de Embarcações de Grande Porte Ltda., em Manaus (AM). A expectativa é de gerar 108 empregos diretos durante a execução das obras. As embarcações serão utilizadas no transporte de grãos pelo corredor logístico do Arco Norte, importante rota de escoamento da produção agrícola brasileira.

Travessia entre Pará e Tocantins também será ampliada

Outro projeto aprovado prevê investimento de R$ 22,1 milhões para a construção de uma balsa de carga e dois empurradores fluviais da NAVAL Ltda.

As embarcações serão produzidas pelo estaleiro Bravo Serviços Marítimos Ltda., com previsão de criação de 95 vagas diretas de trabalho. A operação será destinada à travessia hidroviária entre Santana do Araguaia (PA) e Caseara (TO), atendendo ao transporte de veículos, passageiros e mercadorias.

Como funciona o Fundo da Marinha Mercante

O Fundo da Marinha Mercante financia projetos voltados à construção, modernização e reparação de embarcações, além de investimentos em infraestrutura aquaviária.

As propostas passam por avaliação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), responsável por analisar a viabilidade dos projetos e autorizar a aplicação dos recursos.

Após a aprovação, os empreendimentos têm prazo de até 450 dias para formalizar os contratos de financiamento junto às instituições financeiras credenciadas. Em situações previstas nas normas, esse período pode ser prorrogado por mais 180 dias, totalizando até 630 dias.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Transporte

Infraestrutura hidroviária: conheça os elementos que garantem a navegação segura nos rios brasileiros

Nem todo rio com condições de navegação pode ser considerado uma hidrovia. Para receber essa classificação, é necessário que a via aquática disponha de uma estrutura planejada para assegurar o transporte regular de cargas e passageiros com segurança, eficiência e organização.

Mais do que permitir a circulação de embarcações, uma hidrovia depende de um conjunto de sistemas e equipamentos que orientam o tráfego, garantem a navegabilidade e oferecem suporte às operações do transporte hidroviário.

Quais são os principais componentes de uma hidrovia?

Embora cada hidrovia apresente características específicas, quatro elementos são considerados fundamentais para seu funcionamento: canal de navegação, sinalização, balizamento e infraestrutura de apoio.

Canal de navegação

O canal de navegação corresponde à faixa do rio destinada ao deslocamento seguro das embarcações. Sua definição leva em conta aspectos como profundidade, largura, velocidade da correnteza, características do leito, além da influência de ventos e ondas.

Na maior parte das hidrovias, o canal ocupa apenas uma parte da largura do rio e é projetado de acordo com o porte e o tipo das embarcações que utilizam a rota. Esse planejamento proporciona maior previsibilidade nas operações e reduz os riscos durante a navegação.

Sinalização e balizamento reforçam a segurança

Assim como as rodovias utilizam placas para orientar motoristas, as hidrovias contam com sistemas de sinalização hidroviária e balizamento. Esses recursos incluem boias, balizas, faróis e faroletes, responsáveis por indicar rotas, alertar sobre obstáculos e orientar os navegantes ao longo do percurso.

O balizamento é formado pelo conjunto desses dispositivos distribuídos ao longo da via navegável. Eles delimitam o canal e auxiliam a circulação das embarcações, especialmente em curvas, trechos estreitos, acessos a portos e outras áreas que exigem atenção redobrada.

Infraestrutura de apoio fortalece a logística

Além da via navegável, as hidrovias dependem de estruturas que viabilizam sua operação e integração com outros modais de transporte.

Entre os principais equipamentos estão os portos e terminais hidroviários, responsáveis pelo embarque, desembarque e transbordo de cargas e passageiros. Essa conexão entre o transporte aquaviário, rodovias e ferrovias contribui para uma logística mais eficiente.

Em determinadas regiões, também são utilizadas eclusas, estruturas de engenharia que permitem às embarcações superar diferenças de nível entre trechos dos rios, assegurando a continuidade da navegação.

Monitoramento é essencial para manter a navegabilidade

As condições de uma hidrovia podem mudar ao longo do ano devido a fatores como chuvas, estiagens, variações no nível dos rios e fenômenos que reduzem a visibilidade, como a neblina.

Por esse motivo, o monitoramento constante é indispensável para o planejamento das operações. Informações sobre níveis dos rios, vazão, condições meteorológicas e outros indicadores ajudam operadores e autoridades a avaliar a disponibilidade da via, orientar o tráfego e garantir mais segurança ao transporte hidroviário.

Cada hidrovia possui características próprias e pode exigir diferentes soluções de engenharia. Em conjunto, o canal de navegação, a sinalização, o balizamento, a infraestrutura de apoio e o monitoramento permanente garantem uma navegação mais segura e eficiente, fortalecendo a integração logística e a movimentação de cargas e passageiros nas vias interiores do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Transporte

Tráfego marítimo no Mar Vermelho atinge mínima após ataques dos houthis

O tráfego marítimo no Mar Vermelho registrou forte redução no último domingo, alcançando o menor nível dos últimos meses. Dados da Kpler mostram que apenas 11 embarcações carregadas cruzaram o Estreito de Bab el-Mandeb, um dos corredores marítimos mais estratégicos do comércio global.

A queda ocorre em meio à escalada das tensões na região, após os recentes ataques realizados pelos rebeldes houthis, do Iêmen, contra instalações petrolíferas e navios associados à Arábia Saudita. O grupo, apoiado pelo Irã, anunciou na semana passada a intenção de bloquear as exportações sauditas, ampliando a instabilidade no Mar Vermelho.

Petroleiros seguem operando, mas fluxo permanece reduzido

Entre as 11 embarcações que cruzaram o estreito no domingo, sete eram petroleiros. Três seguiram em direção ao Mar Vermelho, incluindo dois navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) destinados ao porto saudita de Yanbu para carregamento de petróleo bruto.

Outros quatro deixaram a região transportando petróleo da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e da Rússia, com destino à China e ao Paquistão. Entre eles estavam os superpetroleiros New Explorer, carregado com cerca de dois milhões de barris para o porto chinês de Ningbo, e New Pearl, também transportando aproximadamente dois milhões de barris de petróleo saudita rumo a Zhoushan.

Houthis assumem ataques a instalações da Saudi Aramco

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, declarou que o grupo realizou ataques contra instalações da Saudi Aramco nas cidades sauditas de Jizan e Yanbu no sábado.

Desde então, a navegação na costa do Iêmen permanece fortemente afetada, aumentando as preocupações sobre a segurança da principal rota utilizada para o transporte internacional de petróleo.

Estreito de Ormuz também registra movimento abaixo do normal

Além da redução no Mar Vermelho, o Estreito de Ormuz apresentou um fluxo marítimo excepcionalmente baixo durante o fim de semana.

Segundo a Kpler, menos de dez embarcações atravessaram diariamente a região. No domingo foram registrados apenas sete navios, enquanto no sábado apenas três cruzaram o estreito, todos navegando com os sistemas de identificação automática desligados.

Exportações sauditas mudam de rota para evitar áreas de conflito

A escalada dos riscos em Bab el-Mandeb também está alterando a logística das exportações de petróleo da Arábia Saudita para os mercados asiáticos.

De acordo com o The Wall Street Journal (WSJ), desde o início das tensões envolvendo o Irã, o país vinha ampliando os embarques a partir de portos localizados no Mar Vermelho para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz. No entanto, os ataques dos houthis passaram a comprometer essa estratégia.

Dados da empresa de monitoramento marítimo Vortexa apontam que pelo menos quatro petroleiros carregados com petróleo saudita mudaram de rota antes de alcançar Bab el-Mandeb, seguindo em direção ao Canal de Suez. Paralelamente, a Arábia Saudita aumentou a oferta de cargas para embarque em portos egípcios localizados no Mediterrâneo.

Canal de Suez ganha importância no transporte de petróleo

Ainda segundo a Vortexa, nas três primeiras semanas de julho o transporte de petróleo pelo Canal de Suez atingiu o maior volume registrado em cerca de dois anos e meio. No mesmo período, as importações por meio do oleoduto Sumed cresceram 50% em relação ao mês anterior.

Especialistas avaliam que a mudança nas rotas pode elevar significativamente os custos logísticos das exportações sauditas.

Gregory Brew, analista sênior de Irã e energia do Eurasia Group, destaca que o petróleo ainda pode ser exportado pelo Mar Vermelho, porém por um trajeto mais longo e oneroso para abastecer os mercados asiáticos. Segundo ele, esse cenário pode pressionar ainda mais o mercado internacional da commodity.

Na mesma linha, Helima Croft, chefe de estratégia global de commodities da RBC Capital Markets, avalia que novos ataques dos houthis têm potencial para reduzir de forma relevante o fluxo de petróleo pelo Mar Vermelho e aumentar a percepção de risco nas principais rotas marítimas globais.

Mercado acompanha impacto sobre a logística global

Com a instabilidade em Bab el-Mandeb e as limitações operacionais no Estreito de Ormuz, cresce a preocupação do mercado com a segurança do transporte marítimo e a continuidade do abastecimento de petróleo para a Ásia. A combinação desses fatores amplia as incertezas sobre a logística internacional e o comportamento do mercado global de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Liberdades do Ar: entenda como as regras ampliam a conectividade aérea do Brasil com o mundo

O governo brasileiro atualizou recentemente as regras que orientam a negociação dos direitos de tráfego aéreo com outros países, ampliando as possibilidades de novos acordos para operações de voos internacionais. A mudança fortalece a integração do Brasil ao mercado global de transporte aéreo e pode favorecer a expansão de rotas para passageiros e cargas.

Essas negociações são baseadas nas chamadas Liberdades do Ar, um conjunto de normas internacionais que estabelece quais direitos as companhias aéreas possuem para operar em territórios estrangeiros. As regras servem de fundamento para os Acordos Bilaterais de Serviços Aéreos, responsáveis por definir as condições para a oferta de voos entre diferentes países.

Convenção de Chicago deu origem às Liberdades do Ar

As Liberdades do Ar foram criadas em 1944 durante a Convenção de Chicago, encontro internacional que definiu os principais princípios da aviação civil após a Segunda Guerra Mundial.

O evento também resultou na criação da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por estabelecer padrões técnicos e regulatórios para a aviação internacional.

Atualmente, a OACI reconhece nove Liberdades do Ar, cada uma com um nível específico de autorização para que empresas aéreas operem entre diferentes países.

Conheça as nove Liberdades do Ar

As regras são organizadas em nove categorias, que ampliam gradualmente os direitos concedidos às companhias aéreas.

  • 1ª Liberdade: autoriza apenas o sobrevoo do território de outro país, sem necessidade de pouso.
  • 2ª Liberdade: permite pousos exclusivamente para fins técnicos, como abastecimento ou manutenção, sem embarque ou desembarque de passageiros e cargas.
  • 3ª Liberdade: garante o transporte de passageiros e cargas do país de origem da companhia para outro país.
  • 4ª Liberdade: assegura o direito de realizar o percurso inverso, trazendo passageiros e mercadorias de volta ao país da empresa.
  • 5ª Liberdade: permite transportar passageiros e cargas entre dois países estrangeiros, desde que o voo tenha origem ou destino no país da companhia aérea.
  • 6ª Liberdade: autoriza conexões internacionais por meio do país de origem da empresa aérea, ligando dois mercados estrangeiros.
  • 7ª Liberdade: possibilita que uma companhia opere voos entre dois países estrangeiros sem que a aeronave passe pelo país onde está sediada.
  • 8ª Liberdade: conhecida como cabotagem consecutiva, permite que uma empresa estrangeira transporte passageiros entre cidades de outro país como parte de um voo internacional.
  • 9ª Liberdade: chamada de cabotagem plena, autoriza companhias estrangeiras a operar voos totalmente domésticos em outro país, sem qualquer ligação com seu território de origem.

Brasil avança nas negociações para a 9ª Liberdade do Ar

O Brasil deu um passo importante para ampliar a integração regional ao aderir, ao lado de Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia, ao Memorando de Entendimento do Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (ALAS).

O objetivo da iniciativa é criar as condições necessárias para a implementação da 9ª Liberdade do Ar entre os países participantes, permitindo uma maior abertura do mercado de aviação na América do Sul.

Grupo de Trabalho vai preparar proposta de integração

Como primeira etapa do processo, será instituído um Grupo de Trabalho responsável por elaborar estudos e propostas para harmonizar a regulamentação da aviação civil entre os países.

Entre os temas que serão analisados estão o reconhecimento mútuo de certificados e licenças de tripulantes, padrões de segurança operacional e manutenção, facilitação do transporte aéreo, direitos dos passageiros, sustentabilidade ambiental, além de normas relacionadas à infraestrutura aeroportuária e aos serviços de navegação aérea.

O grupo terá prazo de 12 meses para apresentar uma proposta que servirá de base para os próximos passos da implementação da 9ª Liberdade do Ar na América do Sul, iniciativa que poderá ampliar a conectividade regional e fortalecer a integração do setor aéreo entre os países participantes.

FONTE: Ministério de Porto e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Transporte

GWM inicia operação de caminhão a hidrogênio no Brasil e amplia estratégia global de descarbonização

A GWM deu um passo importante na expansão de sua tecnologia de hidrogênio verde ao iniciar oficialmente a operação comercial de seu caminhão movido a célula de combustível no Brasil. O primeiro abastecimento do veículo foi realizado no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA), marcando o início da única operação da divisão GWM Hydrogen fora da China.

O abastecimento representa a entrada do caminhão em uma nova fase de testes operacionais utilizando combustível renovável produzido no país. Paralelamente, a fabricante iniciou as negociações comerciais do modelo e pretende realizar as primeiras entregas na América Latina ainda este ano.

Mercado brasileiro impulsiona projeções da GWM

A montadora aposta no Brasil como um dos principais mercados para sua estratégia de mobilidade sustentável. A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 20 milhões em 2026 com a comercialização de caminhões e soluções baseadas em células de combustível de hidrogênio.

Segundo a empresa, a projeção é conservadora diante do interesse demonstrado pelo mercado. Atualmente, a GWM mantém negociações avançadas com sete empresas privadas e centros de tecnologia brasileiros, além de prospectar clientes em outros países da América do Sul.

Para 2027, a meta é elevar a receita para R$ 200 milhões, consolidando o Brasil como um mercado estratégico para a expansão global da fabricante. O otimismo é sustentado pela experiência da matriz chinesa, que já possui mais de 2 mil caminhões a hidrogênio em operação em diferentes condições de uso.

Caminhão a hidrogênio alia potência e emissão zero

O veículo foi desenvolvido com tecnologia FCEV (Veículo Elétrico Movido por Célula de Combustível), que transforma o hidrogênio armazenado em eletricidade para alimentar o motor elétrico. Durante a operação, a única emissão pelo escapamento é vapor d’água.

O conjunto mecânico reúne tanques de fibra de carbono com capacidade para armazenar até 40 quilos de hidrogênio, além de uma bateria auxiliar de 105 kWh, responsável por recuperar energia durante as frenagens.

Entre as principais características do modelo estão:

  • Potência de 544 cv (400 kW) e torque de 2.300 Nm;
  • Autonomia de até 500 quilômetros com tanque cheio a 350 bar;
  • Peso Bruto Total (PBT) de 49 toneladas;
  • Tara de 10,8 toneladas, cerca de 500 quilos inferior à de caminhões a diesel da mesma categoria, permitindo maior capacidade de carga.

Nos testes realizados no complexo do Senai Cimatec, na Bahia, o caminhão já percorreu mais de 500 quilômetros, com previsão de ultrapassar a marca de 1.000 quilômetros nos próximos meses.

Retrofit amplia alternativas para renovação de frotas

Além da venda de veículos novos, a GWM oferecerá no Brasil o serviço de retrofit, que permite converter caminhões movidos a diesel em modelos elétricos abastecidos por hidrogênio.

O processo substitui o conjunto mecânico convencional por um sistema composto por célula de combustível, tanques de alta pressão, motor elétrico e módulos eletrônicos instalados sobre o chassi original.

De acordo com a empresa, essa solução reduz o investimento inicial para transportadoras interessadas na transição energética e facilita a implantação de operações com abastecimento próprio, minimizando os impactos da ainda limitada infraestrutura pública de postos de hidrogênio no país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: GWM Brasil

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