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Ponte Bioceânica entre Brasil e Paraguai entra na reta final e pode reduzir em 14 dias o transporte de cargas para a Ásia

Com 1.294 metros de extensão e investimento estimado em R$ 520 milhões, a Ponte Bioceânica entre Brasil e Paraguai está na fase final de construção. A estrutura ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, e tem conclusão prevista para 2027.

A obra integra um projeto de infraestrutura internacional que pretende transformar a logística de exportação da América do Sul. A expectativa é que a chamada Rota Bioceânica reduza em até 14 dias o tempo de transporte de mercadorias destinadas à Ásia, ampliando as alternativas de acesso aos mercados internacionais.

Ponte Bioceânica avança com investimento de R$ 520 milhões

O empreendimento conta com investimento previsto de US$ 103 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 520 milhões. Com a construção avançando nas duas margens do Rio Paraguai, os trabalhos se concentram na instalação de componentes estruturais e na execução de acabamentos.

De acordo com o Consórcio Binacional PYBRA, responsável pela obra, as equipes atuam simultaneamente nos territórios brasileiro e paraguaio para concluir as diferentes etapas da estrutura.

No lado brasileiro, os serviços incluem a montagem de plataformas destinadas ao ajuste da tensão dos estais, cabos que conectam os mastros ao tabuleiro e ajudam a sustentar a ponte. Também está em andamento a aplicação de argamassa nas bainhas de protensão do vão central, procedimento que contribui para proteger os componentes de aço.

Já no Paraguai, as frentes de trabalho abrangem a construção de meios-fios de concreto, a instalação de estruturas auxiliares para regulagem dos cabos de sustentação e a colocação de conduítes elétricos sob a ciclovia do viaduto de acesso.

As equipes também realizam a retirada de andaimes, os acabamentos nas laterais dos pilares e a execução de estacas para a instalação dos guarda-corpos de proteção aos pedestres na rampa de acesso rodoviário.

Rota Bioceânica pode encurtar o caminho até a Ásia

A ponte é uma das principais estruturas de um corredor logístico que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A proposta é facilitar o transporte de mercadorias até os portos chilenos no Oceano Pacífico, criando uma alternativa às rotas tradicionais de exportação pelos terminais brasileiros no Atlântico.

Com essa integração, a logística de exportação brasileira poderá ganhar agilidade, com uma redução de até 14 dias no tempo de transporte de cargas entre a América do Sul e a Ásia.

O prazo, no entanto, dependerá de fatores como a localização de origem e destino das mercadorias, as condições de transporte e o funcionamento das operações portuárias. Por isso, o ganho de tempo poderá variar conforme cada operação comercial.

Corredor internacional deve impulsionar o comércio regional

Além de diversificar os caminhos para o escoamento da produção, a Rota Bioceânica busca fortalecer as relações comerciais entre os quatro países envolvidos. A iniciativa também poderá ampliar a demanda por serviços de transporte, logística e outras atividades econômicas ligadas ao comércio internacional.

Uma das regiões que poderá se beneficiar dessa integração é o Chaco paraguaio, onde a conexão com os demais países sul-americanos tende a abrir novas possibilidades para a circulação de produtos e o desenvolvimento de negócios.

A coordenação do empreendimento está sob responsabilidade do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai (MOPC). A execução dos trabalhos cabe ao Consórcio Binacional PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil S.A., Paulitec Construções e Construtora Cidade Ltda.

Com a entrega prevista para 2027, a ponte deverá representar um avanço na integração física entre Brasil e Paraguai e na implantação de um corredor estratégico para o comércio sul-americano com os mercados asiáticos.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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STF libera concessão da Rota do Arinos e destrava contrato de rodovias em Mato Grosso

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o avanço do processo de concessão das rodovias estaduais que integram a Rota do Arinos, em Mato Grosso, após um impasse judicial impedir a formalização do contrato. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça em 21 de outubro, em resposta a um pedido apresentado pelo governo estadual.

O projeto prevê R$ 2,6 bilhões em investimentos privados ao longo de 30 anos, destinados à melhoria de 237 quilômetros de estradas na região.

Concessão prevê melhorias em quatro rodovias estaduais

A concessão da Rota do Arinos abrange trechos das rodovias MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338. A área contemplada inclui os municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.

Com a decisão do STF, o processo poderá seguir adiante, permitindo a continuidade dos procedimentos necessários para a formalização do contrato de concessão.

Disputa entre tribunais bloqueou o andamento do contrato

O processo enfrentou uma sequência de decisões judiciais que manteve a contratação suspensa. Inicialmente, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a paralisação da concessão.

Na sequência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reverteu a suspensão. No entanto, o impasse voltou a impedir o avanço do contrato depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu uma liminar favorável ao recurso apresentado pelo órgão de controle.

Diante do novo bloqueio, a Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT) levou a questão ao Supremo Tribunal Federal.

Governo de Mato Grosso recorreu ao Supremo

Ao recorrer ao STF, a Procuradoria-Geral do Estado argumentou que a controvérsia envolvia questões de natureza constitucional, o que justificaria a análise pela Suprema Corte.

Ao acolher o pedido, o ministro André Mendonça considerou que cabe ao STF examinar discussões dessa natureza. Além de permitir a retomada do processo de concessão, o magistrado determinou o encaminhamento do pedido de suspensão à Presidência do tribunal para análise.

A decisão representa um avanço para o projeto de concessão de rodovias em Mato Grosso, que prevê investimentos privados de longo prazo para melhorar a infraestrutura viária da região do Arinos.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Secom-MT/Reprodução

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Copersucar fecha primeiro contrato mundial para abastecimento de navios com etanol

A Copersucar firmou o primeiro contrato mundial para o fornecimento comercial regular de etanol como combustível para navios, com operações no Porto de Santos, no litoral paulista. A empresa pretende ampliar o volume abastecido para 200 milhões de litros em 2027, apostando no biocombustível como alternativa para reduzir as emissões do transporte marítimo.

A previsão para os últimos meses de 2026 é realizar pelo menos sete abastecimentos, com consumo total de aproximadamente 10 milhões de litros. A estimativa foi apresentada pelo CEO da companhia, Tomás Manzano, que destacou o avanço da iniciativa após cerca de dois anos de desenvolvimento e testes.

Porto de Santos inicia abastecimento comercial regular com etanol

A operação é resultado de um trabalho técnico que incluiu uma etapa-piloto realizada em julho de 2026, quando foram avaliados aspectos de segurança, procedimentos operacionais e parâmetros técnicos do abastecimento.

O projeto reúne a Copersucar, a CMA CGM, grupo internacional de transporte marítimo e logística, a Bunker One, empresa especializada na comercialização de combustíveis marítimos e subsidiária da dinamarquesa Bunker Holding, e a Autoridade Portuária de Santos (APS).

Segundo Manzano, outras empresas já haviam realizado testes com etanol na navegação. O diferencial da iniciativa é a formalização de um contrato para abastecimentos comerciais recorrentes, transformando a experiência inicial em uma operação regular.

O avanço coloca o Porto de Santos e o Brasil em posição de destaque no desenvolvimento de soluções de menor impacto climático para o transporte marítimo.

Copersucar projeta 200 milhões de litros de etanol em 2027

A meta da companhia é alcançar 200 milhões de litros de etanol destinados ao abastecimento de navios em 2027. O volume representa 20 vezes a quantidade prevista para o período final de 2026.

De acordo com o executivo, a projeção ainda está em fase de planejamento e dependerá da evolução da operação e das condições de mercado.

A expectativa de crescimento está relacionada ao interesse global por alternativas aos combustíveis fósseis, especialmente diante da pressão para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de navegação.

Mercado marítimo pode demandar 50 bilhões de litros de etanol

O potencial de mercado ultrapassa as fronteiras brasileiras. Segundo Manzano, o transporte marítimo consome atualmente cerca de 270 milhões de toneladas de combustíveis fósseis por ano.

Caso 10% desse consumo seja substituído por etanol, a demanda equivalente poderá atingir 50 bilhões de litros do biocombustível, volume superior à produção brasileira de etanol, estimada pelo executivo em aproximadamente 37 bilhões de litros.

Para que essa substituição avance, três fatores serão determinantes: competitividade de preços, disponibilidade de motores compatíveis com combustíveis renováveis e pressão regulatória e comercial para reduzir as emissões.

A navegação responde por cerca de 3% das emissões globais, segundo Manzano, e enfrenta desafios para diminuir sua contribuição para as mudanças climáticas.

O executivo avalia que a compatibilidade tecnológica deixou de ser um obstáculo relevante. O navio utilizado nas operações pode funcionar com etanol, metanol ou combustível marítimo fóssil, conhecido como bunker.

Etanol pode reduzir emissões de carbono em 75%

Um dos principais argumentos a favor do uso do biocombustível é seu potencial de redução das emissões. Segundo a Copersucar, o etanol pode diminuir em aproximadamente 75% as emissões de carbono em comparação com o combustível marítimo fóssil.

A competitividade econômica, entretanto, ainda representa um desafio. Em uma comparação direta entre os combustíveis, o etanol apresenta preço superior ao da alternativa fóssil.

De acordo com Manzano, a conta pode mudar caso a redução das emissões seja monetizada por meio de créditos de carbono. Dependendo das condições comerciais, essa receita pode compensar a diferença de custo entre os combustíveis.

Etanol de cana tem cadeia produtiva consolidada no Brasil

O produto utilizado no abastecimento em Santos é o etanol anidro de cana-de-açúcar, o mesmo tipo empregado na mistura com a gasolina comercializada no país.

A Copersucar aponta diferentes caminhos para ampliar a oferta do biocombustível, incluindo ganhos de produtividade agrícola, expansão da produção de etanol de milho e aumento da capacidade instalada das usinas.

A empresa também destaca a existência de uma cadeia produtiva consolidada e certificada. Entre os fatores considerados estão o potencial de expansão do cultivo de cana em áreas de pastagens degradadas e os critérios de sustentabilidade do RenovaBio, programa brasileiro de incentivo aos biocombustíveis.

Esses aspectos podem contribuir para ampliar a disponibilidade do produto à medida que a demanda por combustíveis marítimos de menor intensidade de carbono crescer.

Copersucar planeja levar abastecimento com etanol a Singapura e aos EUA

Além do mercado brasileiro, a companhia pretende viabilizar operações de abastecimento de navios com etanol em Singapura e nos Estados Unidos a partir de 2027. Até o momento, não foram divulgadas estimativas de volume para esses mercados.

A expansão internacional depende de ajustes nas regras locais, atualização das especificações técnicas e obtenção das autorizações necessárias junto às autoridades portuárias.

Segundo Manzano, a experiência desenvolvida no Brasil contribuiu para estruturar a operação em Santos. Para avançar em outros países, porém, será necessário concluir as etapas regulatórias e operacionais exigidas em cada mercado.

A iniciativa representa uma nova oportunidade para o etanol brasileiro no setor de combustíveis marítimos sustentáveis, embora a expansão dependa da viabilidade econômica, da infraestrutura disponível e das condições regulatórias internacionais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: divulgação/Copersucar

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Canal de Suez: maioria das companhias marítimas pode retomar rota até o início de 2027

A maior parte das companhias de transporte marítimo de contêineres poderá voltar a utilizar o Canal de Suez entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo trimestre de 2027. A previsão foi apresentada na quinta-feira pelo CEO da Kuehne+Nagel, Stefan Paul, que ressaltou, porém, que as incertezas geopolíticas ainda representam um fator de risco para a retomada.

Em entrevista à Reuters, Paul afirmou que existe uma intenção clara dos armadores parceiros de restabelecer as operações pelo corredor marítimo que conecta a Ásia à Europa. A declaração foi feita após a empresa suíça de logística elevar, pela terceira vez no ano, sua projeção de lucro para 2026.

Crise no Mar Vermelho desviou rotas marítimas para a África

A maioria das companhias de navegação deixou de utilizar a rota do Canal de Suez em novembro de 2023, após ataques promovidos pelos houthis, grupo rebelde do Iêmen, contra embarcações no Mar Vermelho.

Com os riscos à segurança, os navios passaram a contornar o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança, aumentando a distância percorrida entre a Ásia e a Europa, além do tempo de viagem e dos custos operacionais.

A possibilidade de normalização das rotas marítimas perdeu força novamente no início deste ano, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, ampliarem as preocupações com a estabilidade regional.

Apesar dos obstáculos, a expectativa da Kuehne+Nagel é de que a retomada ganhe força nos próximos meses, desde que as condições de segurança permitam a navegação regular.

Alta do petróleo aumenta atratividade da rota pelo Canal de Suez

Outro fator que pode favorecer o retorno das embarcações ao Canal de Suez é a elevação dos preços do petróleo. Segundo Stefan Paul, o encarecimento do combustível torna mais atraentes os trajetos mais curtos, capazes de reduzir o tempo de navegação e o consumo de energia.

O retorno à rota tradicional, entretanto, não deve provocar mudanças expressivas na demanda dos clientes por serviços de transporte, avaliou o executivo.

A principal consequência esperada está relacionada à reorganização das operações e à redução das distâncias percorridas, desde que a segurança e a previsibilidade dos trajetos sejam restabelecidas.

Retomada das rotas no Mar Vermelho deve ocorrer de forma gradual

A Maersk já voltou a operar alguns serviços selecionados pelo Canal de Suez. Ainda assim, a retomada das rotas pelo Mar Vermelho segue um ritmo cauteloso, com decisões tomadas gradualmente pelas companhias de navegação.

Analistas avaliam que esse movimento dificilmente terá impacto significativo sobre os resultados financeiros do setor em 2026. A abordagem escalonada dos armadores limita, por enquanto, os efeitos de uma eventual normalização das operações.

A previsão de retorno mais amplo no fim do primeiro trimestre ou no início do segundo trimestre de 2027 indica que o setor ainda depende da evolução do cenário geopolítico para recuperar plenamente um dos principais corredores do comércio marítimo internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

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Transporte

Armadores preveem 44 cancelamentos de viagens marítimas até novembro de 2026

As companhias de navegação estimam suspender 44 viagens nas principais rotas marítimas Leste-Oeste até 22 de novembro de 2026. A previsão representa cerca de 6% das 713 partidas programadas para o período, conforme dados do Cancelled Sailings Tracker, elaborado pela consultoria Drewry.

As suspensões, conhecidas no setor como blank sailings, refletem os ajustes na oferta de transporte marítimo diante das condições atuais do mercado. A maior concentração está nas rotas que conectam a Ásia ao Norte da Europa e ao Mediterrâneo, responsáveis por 44% dos cancelamentos previstos.

Os serviços transpacíficos no sentido leste, que ligam a Ásia à América do Norte, correspondem a 36% das viagens suspensas. Já as rotas transatlânticas representam os 20% restantes.

Apesar dos cortes anunciados, a expectativa é de que 94% das partidas ocorram normalmente. Segundo o levantamento, o enfraquecimento sazonal da demanda, combinado ao aumento da capacidade disponível, dificulta os esforços dos armadores para sustentar a elevação dos fretes marítimos.

Fretes de contêineres registram alta, mas cenário segue incerto

O World Container Index (WCI), índice da Drewry que acompanha as tarifas de transporte de contêineres, subiu 3% na semana encerrada em 15 de outubro, alcançando US$ 4.485 por contêiner de 40 pés, conhecido pela sigla FEU.

O avanço foi impulsionado principalmente pelas rotas que partem da Ásia com destino à Europa e ao Mediterrâneo, além dos serviços transpacíficos. Em contrapartida, as tarifas no corredor transatlântico apresentaram uma leve queda.

Mesmo com a valorização semanal, a consultoria considera incerta a continuidade da recuperação dos fretes internacionais. A demanda menos aquecida e a perspectiva de maior disponibilidade de espaço nos navios nas próximas semanas podem limitar novos aumentos nas tarifas.

Retorno ao Canal de Suez afeta capacidade e rotas marítimas

A retomada gradual dos serviços pelo Canal de Suez também influencia o planejamento das operações marítimas. De acordo com a análise da Drewry, a volta das embarcações à região interfere na configuração das redes de transporte e na capacidade efetivamente disponível no mercado.

Outro fator de atenção é a evolução da congestão portuária, que pode afetar o cumprimento dos itinerários e a regularidade dos serviços oferecidos pelas companhias de navegação.

Negociações para contratos de transporte de 2027 começam em meio à incerteza

O cenário ocorre durante o início das negociações dos contratos de transporte marítimo para 2027, especialmente nas rotas comerciais entre a Ásia, o Norte da Europa e o Mediterrâneo.

As tratativas acontecem em um momento de ajustes na capacidade de transporte e de dúvidas sobre o comportamento dos fretes nos próximos meses. Nesse contexto, os armadores precisam equilibrar a oferta de espaço nos navios com as perspectivas de demanda, enquanto os embarcadores acompanham os possíveis impactos sobre os custos logísticos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Transnordestina: Infra S.A. prevê concluir estudo de viabilidade do trecho até Suape até o fim do ano

A Infra S.A. trabalha para concluir até o fim deste ano o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental necessário para viabilizar o avanço das obras do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina, entre Salgueiro e o Porto de Suape.

A previsão foi apresentada pelo diretor-presidente da estatal, Jorge Bastos, em entrevista ao programa Conexão Infra. Segundo ele, a empresa está adotando as medidas exigidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para comprovar a viabilidade do investimento público no empreendimento.

TCU exige comprovação da viabilidade da ferrovia

O Tribunal de Contas da União exige estudos atualizados que demonstrem a viabilidade socioeconômica do trecho entre Salgueiro e Suape antes do início da execução física das obras.

Em julho, a Corte esclareceu que essa exigência não impede a continuidade de licitações, a assinatura de contratos e a realização de outras medidas preparatórias. A comprovação da viabilidade, porém, continua sendo necessária para liberar o avanço físico do projeto.

Apesar dessa possibilidade de andamento dos procedimentos administrativos, as obras do ramal pernambucano permanecem suspensas. A expectativa era de que o processo fosse analisado pelo TCU na última semana, mas o tema acabou retirado da pauta.

De acordo com Bastos, a Infra S.A. mantém diálogo com o ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo no tribunal, em busca de condições para permitir a retomada dos trabalhos.

Infra S.A. defende benefícios sociais e logísticos da Transnordestina

O presidente da estatal argumenta que a avaliação da ferrovia não deve se limitar à perspectiva de retorno financeiro. Para ele, os impactos sociais e logísticos também precisam ser considerados na análise do investimento.

Bastos avalia que o uso de recursos públicos pode viabilizar trechos ferroviários que, inicialmente, não despertariam interesse suficiente da iniciativa privada.

“Qualquer ferrovia que se faça tem viabilidade. Talvez no primeiro momento, não econômica, mas social, não tenho a menor dúvida que isso é”, afirmou.

O dirigente também destacou que a conclusão das obras poderá ampliar a atratividade do empreendimento para uma futura concessão ferroviária, favorecendo a entrada de operadores privados e a expansão do transporte de cargas.

TCU aprova bases para devolução de 2,9 mil quilômetros de trilhos

Em outra frente relacionada ao setor ferroviário nordestino, o TCU deu aval, na quarta-feira (21), às bases de um acordo para a devolução à União de aproximadamente 2,9 mil quilômetros de trilhos atualmente sem operação pela Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

A proposta prevê o pagamento de uma indenização de R$ 1,8 bilhão pela concessionária, além de investimentos em projetos de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) nos municípios de Campina Grande, na Paraíba, e Arapiraca, em Alagoas.

Em maio, o tribunal promoveu ajustes nas condições do acordo após examinar recursos apresentados pela empresa.

A devolução dos trechos está vinculada à concessão da Malha Nordeste, administrada pela CSN, e não deve ser confundida com o projeto do ramal Salgueiro–Suape, cuja estruturação está sob responsabilidade da Infra S.A.

A negociação busca reorganizar a concessão ferroviária e estabelecer uma destinação para os segmentos que deixaram de operar.

Repactuação reduz extensão da malha ferroviária concedida

Originalmente, a concessão da Transnordestina abrangia cerca de 4,2 mil quilômetros de ferrovias distribuídos por sete estados nordestinos.

Com a repactuação, a empresa deverá manter uma rede menor, concentrada nos trechos considerados estratégicos para o transporte de cargas. Caberá ao governo federal definir o destino das linhas devolvidas.

A reorganização ocorre em paralelo às discussões sobre a conclusão do trecho pernambucano, mas envolve instrumentos contratuais e responsabilidades distintas.

Infraestrutura antiga dificulta novas concessões ferroviárias

Durante a entrevista, Jorge Bastos também apontou obstáculos à ampliação das concessões ferroviárias no Brasil. Segundo ele, parte da malha nacional apresenta infraestrutura antiga e condições precárias, além de atravessar áreas urbanas.

Essas características elevam a complexidade das intervenções necessárias e podem reduzir o interesse de investidores privados em determinados projetos.

Embora diferentes governos tenham buscado avançar na agenda de concessões, parte dos empreendimentos acumula atrasos. Para 2027, o Ministério dos Transportes prevê a realização de oito leilões de concessões ferroviárias.

EF-118 e novos modelos de financiamento estão entre as alternativas

Para ampliar a competitividade dos projetos, Bastos defende a atualização dos estudos técnicos e a adoção de modelos de financiamento capazes de atrair investimentos.

Entre as possibilidades mencionadas está a EF-118, ferrovia para a qual o dirigente citou o uso de mecanismos de investimentos cruzados como alternativa para ampliar os recursos destinados ao setor.

A avaliação da Infra S.A. é que a combinação de estudos atualizados, estruturação financeira e participação pública e privada pode contribuir para superar entraves históricos e impulsionar a infraestrutura ferroviária brasileira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Transporte

Transap amplia frota ferroviária com 30 novos vagões para transporte de cargas no Chile

A empresa ferroviária Transap incorporou 30 novos vagões de carga à sua frota no Chile, em uma iniciativa voltada ao fortalecimento das operações logísticas na região sul do país. Os equipamentos serão utilizados principalmente no transporte de produtos do setor florestal.

As unidades, do tipo PER e fabricadas na China, chegaram ao país a bordo do navio ZJ Pacific, embarcação de 199 metros de comprimento que atracou no Terminal Portuário de Valparaíso (TPV), após partir de Tianjin, no território chinês.

Vagões foram descarregados no Porto de Valparaíso

A operação de recebimento dos novos equipamentos ocorreu no cais administrado pelo concessionário do Terminal 2 do Porto de Valparaíso. A equipe do TPV foi responsável pela descarga dos vagões, realizada no berço 8.

Após o desembarque, o material ferroviário foi encaminhado às oficinas da Transap em Laja, na região de Biobío. No local, os equipamentos passarão pelos preparativos necessários antes de serem incorporados às operações de transporte da companhia.

A chegada dos novos vagões ferroviários integra a estratégia da empresa para ampliar sua capacidade de movimentação de cargas no sul do Chile, especialmente no atendimento à indústria florestal.

Transap amplia operações com contratos da Arauco e da CMPC

O reforço da frota está relacionado à expansão dos serviços de transporte de madeira em toras, atividade que passou a integrar a carteira da companhia após a assinatura de novos contratos com as empresas Arauco e CMPC.

Para atender à demanda, a Transap vem investindo na aquisição de locomotivas e vagões, além de ampliar os recursos necessários para a operação ferroviária.

Em outubro de 2025, a empresa recebeu duas locomotivas fabricadas pela CRRC, também desembarcadas no Terminal Portuário de Valparaíso.

O plano de expansão inclui ainda outras quatro unidades de tração adquiridas da fabricante norte-americana Wabtec. Os equipamentos estão em processo de transferência dos Estados Unidos para o Chile.

Empresa também recebeu 75 vagões para transporte de toras

Outro investimento importante ocorreu em outubro de 2025, quando a Transap recebeu 75 vagões porta-toras, destinados ao transporte de madeira.

Na ocasião, os equipamentos foram descarregados no San Vicente Terminal Internacional (SVTI), instalação portuária localizada na região de Biobío.

Assim como os 30 novos vagões, esse lote faz parte do projeto de expansão do transporte ferroviário de cargas florestais, cuja operação começou em 2026.

Com a incorporação gradual de novos equipamentos, a companhia busca fortalecer sua estrutura logística e ampliar a capacidade de atendimento aos clientes do setor florestal chileno.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Alta do diesel no Chile ameaça pequenas transportadoras, alerta entidade do setor

A nova alta no preço do diesel no Chile está pressionando os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas e colocando em risco a continuidade de pequenas empresas do setor. O alerta foi feito pela Confederação Nacional dos Proprietários de Caminhões do Chile (CNDC), que aponta dificuldades para repassar os aumentos de despesas aos clientes e contratantes.

Segundo a entidade, o reajuste de 91,5 pesos chilenos por litro, válido por três semanas a partir desta sexta-feira, elevou o combustível a um patamar próximo ou ligeiramente superior ao registrado durante a forte alta de março. Com isso, o preço médio do diesel chegou à faixa inédita de 1.600 pesos chilenos por litro.

A CNDC afirma que os custos se tornaram insustentáveis para parte dos transportadores autônomos e das pequenas empresas. De acordo com a organização, há relatos de proprietários que começaram a vender seus caminhões diante da dificuldade de manter as operações.

Pequenas transportadoras enfrentam custos operacionais elevados

A escalada do preço do diesel agrava a situação financeira de empresas que dependem do transporte rodoviário para prestar serviços a grandes operadores logísticos e companhias de navegação.

De acordo com a CNDC, a dificuldade de negociar reajustes nos fretes impede que muitos transportadores compensem integralmente o aumento dos gastos com combustível. Esse desequilíbrio reduz as margens de operação e ameaça a permanência de pequenos negócios no mercado.

A entidade defende medidas que permitam transferir os custos adicionais aos contratantes, evitando que os transportadores absorvam sozinhos os efeitos da alta dos combustíveis.

CNDC cobra aplicação de sobretaxa de combustível

O presidente da confederação, Juan Araya, reuniu-se recentemente com o subsecretário de Economia do Chile, Karlfranz Koehler, para discutir as dificuldades enfrentadas pelo setor.

O encontro contou também com representantes de caminhoneiros de San Antonio. Recentemente, esses profissionais organizaram uma carreata por áreas de atividade portuária para reivindicar reajustes nas tarifas de frete cobradas de companhias marítimas e grandes operadores.

Durante a reunião, os representantes do transporte rodoviário destacaram a necessidade de implementar um mecanismo de repasse dos custos extras conhecido como fuel surcharge, ou sobretaxa de combustível.

A proposta busca permitir que as variações no preço do diesel sejam incorporadas às tarifas de transporte, reduzindo o impacto financeiro sobre as empresas responsáveis pela movimentação de cargas.

Segundo a CNDC, a medida está entre as prioridades que o governo chileno se comprometeu a encaminhar. A iniciativa foi apresentada conjuntamente pelas entidades CNDC e CNTC às autoridades do país.

Caminhoneiros discutirão medidas contra a alta do diesel em novembro

Diante da pressão sobre os custos e da deterioração da sustentabilidade financeira dos negócios, a CNDC anunciou a realização de uma reunião consultiva nacional em Santiago, marcada para 4 de novembro.

O encontro deverá reunir representantes da categoria para definir possíveis ações diante dos sucessivos aumentos do diesel e avaliar estratégias para enfrentar as dificuldades econômicas do setor.

A confederação pretende discutir com suas bases os próximos passos para defender a atividade dos pequenos transportadores e buscar soluções que permitam preservar a viabilidade das operações.

O cenário reforça a preocupação com os efeitos da alta do diesel no transporte de cargas, especialmente entre empresas de menor porte, que enfrentam limitações para renegociar contratos e repassar despesas aos clientes.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Concessões rodoviárias no Brasil: número de empresas quase dobra em dez anos

O mercado de concessões rodoviárias no Brasil passou por uma transformação significativa entre 2016 e 2026, marcada pela entrada de novos investidores, pela ampliação da participação estrangeira e pela redução da concentração entre as maiores operadoras. Nesse período, o número de empresas do setor praticamente dobrou, passando de 18 para 35.

Ao mesmo tempo, a participação dos cinco maiores grupos na extensão total das rodovias concedidas recuou de 64% para 54%. Os dados fazem parte de um levantamento da A&M Infra, divisão de infraestrutura e projetos de capital, elaborado a pedido da CNN.

A mudança ocorreu em paralelo à expansão da malha rodoviária administrada pela iniciativa privada, que passou de aproximadamente 19 mil quilômetros para cerca de 36 mil quilômetros ao longo da década.

Para Tiago Barros, diretor-sênior da A&M Infra, o período foi marcado por reestruturações empresariais e pela aceleração dos projetos de concessão, especialmente a partir de 2020.

Motiva e Ecorodovias lideram o mercado de concessões

Em 2016, a liderança do setor era dividida pela espanhola Arteris e pela CCR, atualmente denominada Motiva, ambas com 17% de participação. Na sequência apareciam Invepar, com 12%, e Ecorodovias e Triunfo, cada uma com 9%.

Uma década depois, a disputa pela maior participação no mercado passou a ser liderada por Motiva e Ecorodovias, ambas com 14% da malha concedida.

A EPR, criada em 2022 pelos grupos Equipav e Perfin, já alcançou 10% de participação. O ranking é completado por Pátria Investimentos, com 9%, e Arteris, com 7%.

A configuração atual reflete tanto a chegada de novos investidores quanto a saída de empresas que antes atuavam no segmento. Entre os movimentos de retirada estão os da Roadis, controladora da ViaBahia, e da Odebrecht Transport.

A Triunfo também deixou a concessão da BR-040 entre o Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG) e tem outras operações com perspectiva de saída.

Novos investidores ampliam a concorrência por rodovias

A entrada de novos grupos é um dos principais fatores de transformação do setor. Entre os participantes recentes está a Nova Rodovias, formada a partir da associação entre o fundo Opportunity e quatro construtoras reunidas na 4UM: JMalucelli, Carioca Engenharia, Aterpa e Senpar.

A companhia conquistou as concessões da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, em Minas Gerais, e da BR-364, entre Porto Velho e Vilhena, em Rondônia.

A empresa também avalia participar de novas disputas, incluindo os projetos Rota Agro Central e Rota do Pequi, além da relicitação da BR-163 no trecho entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

Em entrevista à CNN, o CEO da Nova Rodovias, Marcelo Stachow, destacou o interesse do grupo em projetos que demandem investimentos elevados, ressaltando sua capacidade de financiamento e execução de obras.

O movimento indica que o mercado passou a reunir empresas com diferentes perfis de capital e experiência, ampliando a concorrência nos leilões de infraestrutura.

Pátria e Vinci reforçam presença nas concessões rodoviárias

A gestora Pátria Investimentos também ampliou sua atuação em concessões federais e estaduais. A empresa considera que a previsibilidade regulatória e a segurança dos contratos são fatores importantes para atrair investidores, incluindo fundos de pensão e fundos soberanos internacionais.

Segundo Thiago Bronzi, sócio-líder de investimentos em rodovias e saneamento da gestora, o segmento permanece estratégico para os negócios da companhia, que atua nesse mercado há cerca de dez anos.

Outro movimento relevante foi a expansão da francesa Vinci, uma das maiores operadoras privadas de rodovias do mundo. A empresa conquistou a concessão da Rota dos Cristais, entre Belo Horizonte (MG) e Cristalina (GO), e adquiriu a Entrevias, que opera rodovias em São Paulo.

A participação desses grupos reforça a presença de capital estrangeiro e amplia a diversidade de operadores no mercado brasileiro.

Governo prevê 11 leilões de rodovias em 2027

A continuidade do programa de concessões deve provocar novas mudanças na estrutura do setor nos próximos anos. Além dos leilões, operações de fusões e aquisições podem alterar a distribuição das participações entre as empresas.

Na semana anterior à publicação da reportagem original, o Ministério dos Transportes apresentou seu calendário de concessões para o próximo quadriênio. A programação prevê 11 leilões rodoviários em 2027, com investimentos estimados em R$ 102,6 bilhões.

Entre os projetos previstos estão três lotes rodoviários em Santa Catarina e a Rota Portuária Itaqui, que ligará São Luís (MA) a Teresina (PI).

A carteira também inclui a Rota do Café, na BR-393, no Rio de Janeiro, e a otimização da BR-153 em São Paulo, trecho conhecido como Transbrasiliana.

O ministro dos Transportes, George Santoro, classificou o volume previsto de disputas como ambicioso, diante da quantidade de projetos programados para o período.

Embora o resultado das eleições presidenciais possa influenciar aspectos da agenda de infraestrutura, representantes do setor avaliam que a continuidade das concessões rodoviárias conta com amplo apoio entre os diferentes grupos políticos.

Segurança jurídica é apontada como essencial para atrair capital

Para a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o Brasil continua oferecendo oportunidades para investidores internacionais, com possibilidade de entrada de novos participantes.

O presidente da entidade, Marco Aurélio Barcelos, destaca que as concessões rodoviárias movimentam uma cadeia econômica que vai além das próprias operadoras. Entre os segmentos beneficiados estão as construtoras e as empresas responsáveis pelo atendimento pré-hospitalar nas estradas pedagiadas.

Na avaliação da associação, a manutenção da confiança dos investidores depende do cumprimento integral dos contratos e da preservação das regras estabelecidas para cada concessão.

Barcelos também alerta para os riscos de medidas governamentais que comprometam a cobrança de pedágios por razões políticas. As tarifas, segundo o setor, são uma das fontes de recursos para financiar obras, manutenção e melhorias nas rodovias.

Com a expansão da carteira de projetos, a diversificação dos investidores e a perspectiva de novos leilões, o mercado brasileiro de concessões de rodovias entra em uma nova etapa, na qual a competição por ativos e a segurança regulatória devem continuar influenciando as decisões de investimento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Transporte

ANTAQ monitora travessias no Amazonas e avalia medidas contra impactos da estiagem

A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) intensificou o monitoramento das travessias fluviais no Amazonas para avaliar os efeitos da estiagem sobre a navegação e a continuidade dos serviços. Na terça-feira (20), equipes da Agência realizaram inspeções técnicas nas ligações de Igapó-Açu e Manaus–Careiro da Várzea, com o objetivo de identificar problemas operacionais e avaliar possíveis intervenções na infraestrutura.

As atividades foram acompanhadas pelo diretor-geral da Agência, Frederico Dias, e envolveram o diálogo com operadores e representantes de órgãos responsáveis pelas estruturas aquaviárias. A iniciativa busca antecipar riscos e discutir soluções para reduzir os impactos da seca no transporte de passageiros, veículos e cargas.

Travessia Manaus–Careiro da Várzea enfrenta desafios na navegação

Na ligação entre Manaus e Careiro da Várzea, situada no corredor da BR-319, um dos principais pontos de atenção é a formação de um banco de areia no canal de navegação. O acúmulo de sedimentos modifica as condições de passagem das embarcações e pode exigir serviços de dragagem.

A equipe também inspecionou as rampas utilizadas para embarque e desembarque, que podem precisar de adaptações devido à redução do nível das águas durante o período de estiagem.

Frederico Dias acompanhou essa etapa ao lado do diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Edme Tavares de Albuquerque Filho.

Durante a visita, a comitiva também verificou as operações do Consórcio Rio Negro SPE, selecionado por meio da Chamada Pública nº 01/2026 da ANTAQ para prestar serviços de transporte aquaviário de veículos e passageiros nessa travessia.

Fiscalização também abrange a travessia de Igapó-Açu

Enquanto a equipe liderada pelo diretor-geral acompanhava a ligação Manaus–Careiro da Várzea, outro grupo técnico da Agência realizou inspeções na travessia de Igapó-Açu.

As duas frentes de trabalho tiveram como foco verificar as condições de funcionamento dos serviços, levantar dificuldades enfrentadas pelos operadores e identificar riscos associados à redução dos níveis dos rios.

As visitas dão continuidade às ações de fiscalização realizadas nas últimas semanas, quando a ANTAQ identificou restrições à navegação e reuniu informações para avaliar a necessidade de intervenções.

Dragagem e adequação de rampas estão entre as medidas avaliadas

Entre as alternativas discutidas para reduzir os efeitos da seca estão a possível dragagem do canal de navegação e a adequação das estruturas de acesso às embarcações.

As intervenções estão sob responsabilidade do DNIT, que participa das avaliações técnicas para identificar as medidas necessárias à manutenção das condições de operação das travessias.

“Estamos acompanhando os problemas que a seca tem trazido para as travessias e buscando nos antecipar a situações que possam comprometer a prestação dos serviços”, afirmou Frederico Dias.

O diretor-geral também destacou a importância da articulação com o DNIT e com as empresas responsáveis pelas operações para identificar riscos e desenvolver soluções que minimizem os transtornos à população.

ANTAQ e DNIT reforçam atuação preventiva durante a seca

A agenda técnica contou com a participação do coordenador de Engenharia Aquaviária do DNIT, Luciano Moreira de Sousa Filho. Pela ANTAQ, estiveram presentes o gerente regional em Manaus, Samuel Sousa, e o técnico Marcello Ádamis. Representantes da empresa responsável pela futura dragagem do canal também acompanharam as atividades.

O trabalho conjunto busca aprimorar a coordenação entre os órgãos públicos e os operadores, respeitando as atribuições de cada instituição.

As informações coletadas nas inspeções deverão subsidiar a análise de medidas para preservar a segurança da navegação, a infraestrutura de embarque e desembarque e a continuidade do transporte aquaviário no Amazonas durante o período de estiagem.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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