Comércio Internacional

França e Alemanha propõem novo mecanismo de resposta comercial da União Europeia

França e Alemanha defendem a criação de um novo instrumento para ampliar a capacidade de reação da União Europeia (UE) diante de medidas comerciais que possam causar prejuízos econômicos ao bloco.

A proposta surge em um cenário de crescente uso do comércio internacional como instrumento de pressão econômica, no qual tarifas, restrições e controles de exportação passaram a ocupar espaço relevante nas disputas entre grandes economias.

Novo instrumento de defesa comercial

A ideia apresentada pelos dois países é criar uma medida que possa ser acionada com rapidez caso outro país adote políticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos europeus.

Segundo as autoridades envolvidas, o mecanismo não seria direcionado previamente contra nenhuma nação específica. O objetivo seria dotar a UE de uma ferramenta capaz de responder de forma mais ágil a eventuais medidas comerciais adotadas por parceiros ou concorrentes.

A discussão ocorre em meio à busca europeia por instrumentos de defesa comercial que permitam ao bloco reagir a pressões externas sem depender exclusivamente dos mecanismos já existentes.

Europa busca instrumentos semelhantes aos de EUA e China

Representantes do governo alemão argumentam que a União Europeia precisa contar com uma ferramenta de resposta com capacidade comparável a mecanismos utilizados por outras grandes potências econômicas.

Entre os exemplos citados estão as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base na Seção 301, além das restrições chinesas às exportações de minerais essenciais.

Para os defensores da proposta, contar com um instrumento de reação rápida poderia ampliar o poder de negociação do bloco em futuras disputas comerciais.

A iniciativa também reflete uma mudança no ambiente do comércio global, marcado por medidas protecionistas, restrições a produtos estratégicos e maior utilização da política comercial como instrumento de influência econômica.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos avançam em diálogo sobre comércio bilateral

Brasil e Estados Unidos deram mais um passo nas negociações sobre a agenda comercial bilateral. Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniram-se na quarta-feira (30), em Milwaukee, nos Estados Unidos, com o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer.

O encontro ocorreu paralelamente à Reunião de Ministros do Comércio do G20 e teve como foco os principais temas que envolvem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Negociações comerciais entre Brasil e EUA avançam

A reunião deu continuidade ao diálogo de alto nível iniciado depois da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

Desde então, representantes dos dois governos vêm mantendo contatos para discutir questões relacionadas ao comércio bilateral e buscar alternativas para os temas que afetam as relações econômicas entre os países.

Durante o encontro, os ministros brasileiros reforçaram a disposição do Brasil de buscar soluções por meio de diálogo e negociação. A posição brasileira tem como referência a defesa dos interesses nacionais e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois mercados.

Brasil e EUA discutem tarifas e barreiras comerciais

Segundo a nota conjunta, a conversa ocorreu de maneira construtiva e abordou os principais pontos da agenda comercial Brasil-EUA.

Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na resolução dos obstáculos atualmente existentes e demonstraram interesse em trabalhar com agilidade para alcançar um entendimento considerado satisfatório para ambas as partes.

Entre os assuntos que deverão fazer parte das próximas etapas estão as questões tarifárias e não tarifárias, que podem afetar o fluxo de produtos e as condições de acesso aos mercados brasileiro e norte-americano.

Grupo de Trabalho será criado

Como resultado da reunião, o governo dos Estados Unidos deverá apresentar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá contemplar os temas tarifários e não tarifários que serão analisados pelos dois governos.

Também ficou acertada a criação de um Grupo de Trabalho voltado à discussão de questões relacionadas a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos.

A iniciativa representa mais uma etapa do processo de negociação comercial entre os dois países, que buscam avançar na construção de soluções para os temas pendentes da relação bilateral.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Internacional

Brasil e EUA criam grupo de trabalho para negociar tarifas sobre produtos brasileiros

Brasil e Estados Unidos decidiram estabelecer um grupo de trabalho exclusivo para tratar das tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras e de outros assuntos relacionados à relação comercial entre os dois países.

O entendimento foi anunciado nesta quarta-feira (30), após uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu em Milwaukee, no estado de Wisconsin.

A reunião aconteceu durante o encontro de ministros do Comércio do G20, que reúne as principais economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana.

Grupo vai discutir tarifas e barreiras comerciais

De acordo com o MDIC, os Estados Unidos devem apresentar nas próximas semanas um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá indicar os temas que serão tratados pelo novo grupo, incluindo questões tarifárias e não tarifárias que afetam o comércio bilateral.

A criação do mecanismo estabelece um canal específico para discutir os principais obstáculos ao comércio entre Brasil e EUA e buscar alternativas para avançar em um possível entendimento entre os governos.

Em comunicado, o governo brasileiro afirmou que os ministros reforçaram a disposição de buscar soluções por meio do diálogo e da negociação, com o objetivo de defender os interesses do Brasil e ampliar as oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países.

Segundo o governo brasileiro, a reunião teve caráter construtivo. As duas partes reconheceram a necessidade de superar os entraves existentes e demonstraram disposição para continuar trabalhando em busca de um acordo.

Tarifas dos Estados Unidos estão no centro das negociações

A criação do grupo ocorre enquanto permanecem em vigor sobretaxas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Em julho, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, aplicada com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos.

Também foi estabelecida uma sobretaxa adicional de 10% ou 12,5% para produtos importados de países enquadrados pelos Estados Unidos em sua política relacionada ao trabalho forçado.

Segundo o MDIC, as duas medidas anunciadas em julho atingem parte das exportações brasileiras.

As tarifas comerciais estão entre os principais assuntos tratados pelos dois governos, mas a agenda de negociação também inclui barreiras e outras questões não tarifárias que afetam o fluxo de mercadorias entre Brasil e Estados Unidos.

Lula e Trump já haviam retomado diálogo comercial

A nova etapa das negociações dá sequência aos contatos iniciados entre os dois governos nas últimas semanas.

Em 21 de agosto, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversaram por telefone. Depois da ligação, representantes brasileiros e norte-americanos retomaram as tratativas sobre a relação comercial.

Dez dias depois, ministros e equipes técnicas dos dois países participaram de uma reunião virtual para discutir os próximos passos.

O encontro realizado em Milwaukee representa a primeira etapa presencial dessa nova fase do diálogo comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Documento dos EUA deve definir próximos passos

Agora, a expectativa é pelo envio do documento norte-americano que deverá estabelecer o escopo das negociações.

Com base na proposta, o novo grupo de trabalho deverá analisar tarifas, barreiras não tarifárias e outros temas do comércio bilateral, além de avaliar possíveis caminhos para um entendimento entre os dois países.

A reunião ocorre paralelamente ao encontro ministerial do G20 sobre comércio, realizado em Milwaukee nos dias 30 de setembro e 1º de outubro. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, é o anfitrião do evento.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos avançam em diálogo sobre comércio bilateral

Brasil e Estados Unidos deram mais um passo nas negociações sobre a agenda comercial bilateral. Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniram-se na quarta-feira (30), em Milwaukee, nos Estados Unidos, com o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer.

O encontro ocorreu paralelamente à Reunião de Ministros do Comércio do G20 e teve como foco os principais temas que envolvem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Negociações comerciais entre Brasil e EUA avançam

A reunião deu continuidade ao diálogo de alto nível iniciado depois da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

Desde então, representantes dos dois governos vêm mantendo contatos para discutir questões relacionadas ao comércio bilateral e buscar alternativas para os temas que afetam as relações econômicas entre os países.

Durante o encontro, os ministros brasileiros reforçaram a disposição do Brasil de buscar soluções por meio de diálogo e negociação. A posição brasileira tem como referência a defesa dos interesses nacionais e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois mercados.

Brasil e EUA discutem tarifas e barreiras comerciais

Segundo a nota conjunta, a conversa ocorreu de maneira construtiva e abordou os principais pontos da agenda comercial Brasil-EUA.

Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na resolução dos obstáculos atualmente existentes e demonstraram interesse em trabalhar com agilidade para alcançar um entendimento considerado satisfatório para ambas as partes.

Entre os assuntos que deverão fazer parte das próximas etapas estão as questões tarifárias e não tarifárias, que podem afetar o fluxo de produtos e as condições de acesso aos mercados brasileiro e norte-americano.

Grupo de Trabalho será criado

Como resultado da reunião, o governo dos Estados Unidos deverá apresentar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá contemplar os temas tarifários e não tarifários que serão analisados pelos dois governos.

Também ficou acertada a criação de um Grupo de Trabalho voltado à discussão de questões relacionadas a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos.

A iniciativa representa mais uma etapa do processo de negociação comercial entre os dois países, que buscam avançar na construção de soluções para os temas pendentes da relação bilateral.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Internacional

EUA proíbem importação de álcool, laticínios e motociclos do Canadá

Os Estados Unidos passaram a bloquear, nesta terça-feira, a entrada de determinados produtos provenientes do Canadá, incluindo bebidas alcoólicas, produtos lácteos, melaço e alguns tipos de motociclos. A decisão representa uma nova etapa na disputa comercial entre EUA e Canadá.

A medida foi anunciada em 8 de setembro pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e começou a valer à 0h01 em Washington (5h01 em Lisboa). Com a mudança, tarifas de 50% aplicadas desde agosto a parte dessas mercadorias foram substituídas por uma proibição total de importação.

Quais produtos canadenses estão proibidos

Os três decretos presidenciais abrangem diferentes categorias de produtos fabricados no Canadá. Entre eles estão cerveja, vinho, whisky, vodka e rum, além de determinados derivados de leite, principalmente soro de leite e concentrados de proteínas.

A lista também inclui melaço, cerveja sem álcool e determinados motociclos fabricados no Canadá.

No setor de veículos, a restrição atinge motociclos e ciclomotores equipados com motores de combustão com cilindrada superior a 800 centímetros cúbicos.

Fabricante canadense está entre os afetados

Uma das empresas atingidas é a canadense BRP, que fabrica no Quebec os veículos de três rodas Can-Am Spyder e Canyon destinados ao mercado norte-americano.

A decisão de Washington ocorre em meio ao aumento das medidas comerciais adotadas pelos dois países. Segundo o governo norte-americano, as novas restrições são uma resposta a práticas consideradas discriminatórias por parte do Canadá e às medidas de retaliação implementadas por Ottawa após as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

EUA justificam novas restrições comerciais

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que as proibições estão relacionadas ao tratamento dado pelo Canadá às exportações norte-americanas de bebidas alcoólicas, produtos lácteos e veículos.

Embora analistas avaliem que os efeitos sobre a economia canadense como um todo tendem a ser limitados, empresas que dependem diretamente das exportações para o mercado norte-americano podem enfrentar impactos mais relevantes.

Exportações de bebidas alcoólicas são as mais expressivas

No ano passado, o Canadá vendeu aproximadamente 1,2 bilhão de dólares canadenses, equivalentes a cerca de 770 milhões de euros, em bebidas alcoólicas para os Estados Unidos.

Já as exportações dos produtos lácteos incluídos na proibição e dos motociclos representaram valores consideravelmente menores.

FONTE: SIC Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Callaghan O’Hare / Reuters

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Comércio Internacional

China e EUA concordam em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias

China e Estados Unidos chegaram a um acordo para reduzir tarifas de importação sobre cerca de US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. A medida contempla produtos como milho, cosméticos, eletrodomésticos, brinquedos e itens para o lar.

Por meio do Conselho de Comércio EUA-China, cada país indicou US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis para receber um tratamento tarifário mais favorável. A informação foi divulgada no domingo pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Segundo Greer, a iniciativa deve ampliar o acesso de produtos norte-americanos ao mercado chinês e alcançar aproximadamente 30% das exportações dos EUA destinadas à China.

Redução de tarifas faz parte de nova trégua comercial

A redução recíproca de tarifas está entre os principais resultados da segunda reunião realizada neste ano entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.

O encontro também resultou na extensão da trégua comercial entre China e EUA, com o objetivo de manter as negociações econômicas e comerciais em andamento.

Uma das listas divulgadas pela Casa Branca prevê que Pequim reduza tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, incluindo milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A soja, porém, ficou de fora dessa relação.

A China também pretende diminuir as tarifas aplicadas a peixes e frutos do mar, madeira e toras, cosméticos e dispositivos médicos provenientes dos Estados Unidos.

Na direção oposta, os Estados Unidos planejam reduzir tarifas sobre uma série de produtos chineses. Entre eles estão pequenos eletrodomésticos, como cafeteiras e torradeiras, além de louças, cobertores e roupas de cama.

A lista norte-americana inclui ainda brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, iluminação para árvores de Natal, outros artigos de decoração festiva e cadeirinhas infantis para automóveis.

Trégua comercial é prorrogada por dois meses

O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira que a trégua comercial será estendida por dois meses, até 10 de janeiro. O período permitirá que os dois governos avaliem os compromissos já firmados e discutam os próximos passos nas relações econômicas.

Segundo a pasta, a extensão do acordo cria um ambiente considerado mais estável e previsível para empresas dos dois países, além de favorecer a continuidade das negociações.

China e Estados Unidos também deverão manter conversas regulares sobre oportunidades e obstáculos relacionados a investimentos. A intenção é ampliar a transparência das políticas, aumentar a previsibilidade regulatória e responder às preocupações apresentadas pelo setor empresarial.

Agricultura ganha espaço nas negociações

A seleção dos produtos chineses que terão tarifas reduzidas está relacionada, segundo a Casa Branca, ao compromisso de Pequim de adquirir US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA.

A China já retomou compras em grande escala de soja norte-americana, dentro de um acordo firmado no ano passado que prevê a aquisição anual de 25 milhões de toneladas métricas do produto.

Os dois governos também vão criar um grupo de trabalho dedicado à agricultura, subordinado ao Conselho de Comércio EUA-China. A primeira reunião está prevista para ocorrer antes do fim do ano e deverá tratar de acesso aos mercados e questões regulatórias.

China prevê novas compras de carvão dos EUA

Outro resultado da reunião de Xi Jinping e Donald Trump foi o compromisso chinês de importar 10 milhões de toneladas métricas de carvão dos Estados Unidos por ano em 2027 e 2028.

De acordo com a Casa Branca, o volume corresponde a aproximadamente 2% das importações anuais de carvão realizadas pela China.

O Ministério do Comércio chinês afirmou que a compra de carvão norte-americano poderá complementar o abastecimento do mercado doméstico e, ao mesmo tempo, gerar receita e empregos para o setor de mineração dos Estados Unidos.

Petróleo e gás natural liquefeito (GNL) não aparecem entre os produtos contemplados pelas listas de redução tarifária.

Inteligência artificial e serviços financeiros entram na pauta

As negociações também avançaram em áreas que vão além das tarifas comerciais. China e Estados Unidos concordaram em estabelecer um canal de comunicação para tratar de eventuais incidentes relacionados à inteligência artificial (IA).

Os dois países também deverão realizar um novo diálogo sobre o tema até o fim de novembro.

No setor financeiro, Pequim informou que avaliará e aprovará instituições estrangeiras de serviços financeiros, incluindo empresas com capital norte-americano, interessadas em atuar e abrir filiais na China.

Além disso, os governos manterão comunicação sobre a ampliação da oferta de voos diretos entre China e Estados Unidos, segundo o Ministério do Comércio chinês.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de tarifas para cargas da Ásia à América Latina

A CMA CGM anunciou um reajuste nas tarifas de transporte marítimo para cargas embarcadas em portos asiáticos com destino à América Latina. A nova cobrança será aplicada a partir de 15 de outubro de 2026, considerando a data de carregamento.

Reajuste alcança diferentes regiões da Ásia e da América Latina

O aumento abrangerá embarques realizados a partir de todos os portos da Ásia, incluindo instalações marítimas localizadas no Japão, no Sudeste Asiático e em Bangladesh.

No destino, a medida alcançará diferentes mercados da região, contemplando portos da costa oeste e da costa leste da América do Sul, além de América Central, Caribe e México.

Adicional será de US$ 1 mil por contêiner

Segundo a companhia francesa, o novo valor representará um acréscimo de US$ 1.000 por unidade conteinerizada.

O reajuste será aplicado a diferentes tipos de carga, incluindo cargas secas, refrigeradas, sobredimensionadas e contêineres vazios com frete pago.

A mudança afetará, portanto, uma ampla variedade de operações de transporte marítimo entre Ásia e América Latina, com impacto sobre os custos dos embarques realizados a partir da data estabelecida pela empresa.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor e amplia oportunidades para exportadores brasileiros

O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começa a ser aplicado pelo Brasil a partir de outubro. A medida foi oficializada após a publicação, no Diário Oficial da União (DOU), do decreto que internaliza o acordo no país.

A aplicação das preferências comerciais terá início em 1º de outubro para Brasil e Islândia. Já a relação entre Brasil e Noruega passa a contar com as condições previstas no acordo em 1º de novembro. Para Suíça e Liechtenstein, a aplicação das tarifas preferenciais ainda depende da conclusão dos procedimentos internos de cada país.

Formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, a EFTA reúne um mercado de aproximadamente 15 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 1,4 trilhão.

O que muda com o Acordo Mercosul-EFTA

Assinado em setembro de 2025, o acordo faz parte da estratégia brasileira de ampliar e diversificar seus parceiros comerciais.

Entre as principais mudanças estão novas condições de acesso para produtos brasileiros aos mercados da EFTA, com redução ou eliminação de tarifas, cotas e outros mecanismos de tratamento preferencial.

Para produtos industriais e pesqueiros, os países da EFTA preveem a eliminação imediata das tarifas de importação com a entrada em vigor do acordo. Já os produtos agropecuários terão diferentes modalidades de abertura, de acordo com o produto e o mercado.

O tratado também estabelece regras em áreas como:

  • regras de origem;
  • facilitação de comércio;
  • comércio de serviços;
  • investimentos;
  • compras governamentais;
  • propriedade intelectual;
  • desenvolvimento sustentável.

A implementação do acordo ocorre de forma bilateral, conforme cada país conclui seus respectivos processos de internalização.

MDIC cria painel para identificar oportunidades

Para facilitar o acesso das empresas às novas condições comerciais, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizou um Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA.

A ferramenta reúne informações sobre o comércio brasileiro com os quatro integrantes da EFTA e permite consultar os impactos previstos com a implementação do acordo.

Os dados podem ser analisados de forma geral ou segmentados por produto, país e unidade da Federação, incluindo informações sobre tarifas atuais e as condições previstas no acordo.

O recurso também permite identificar a distribuição regional das exportações e importações brasileiras e pode auxiliar empresas na busca por novos mercados.

Suíça e Noruega concentram comércio com o Brasil

A Suíça e a Noruega são atualmente os principais parceiros comerciais brasileiros dentro da EFTA. Juntos, os dois países representam 94% das exportações brasileiras destinadas ao bloco e 99% das importações brasileiras provenientes da EFTA.

Entre os estados brasileiros, Pará e Minas Gerais aparecem com destaque nas exportações, enquanto São Paulo lidera as importações.

O painel disponibilizado pelo MDIC cruza os dados de comércio exterior com as informações tarifárias do novo acordo, permitindo identificar produtos que poderão ter melhores condições de acesso aos mercados europeus.

O setor agropecuário está entre os segmentos que podem encontrar novas oportunidades com a redução das barreiras comerciais.

Atualmente, determinados produtos brasileiros enfrentam tarifas elevadas nos mercados da EFTA. Com o acordo, alguns deles terão redução ou eliminação de tarifas, além de possibilidade de acesso por meio de cotas ou regimes agrícolas específicos.

Um dos exemplos apresentados pelo MDIC é o café torrado. Atualmente, o produto está sujeito a tarifas de 10% na Islândia e de 7% na Suíça e em Liechtenstein. Com o acordo, estão previstas reduções tarifárias imediatas para grande parte dos códigos NCM relacionados ao produto.

Outro ponto previsto no acordo envolve a proteção de 63 indicações geográficas brasileiras na Suíça e em Liechtenstein.

A lista contempla produtos de diferentes regiões e setores, incluindo cafés, vinhos, queijos, cachaça, artesanato, pedras, calçados e produtos têxteis.

A proteção das indicações geográficas amplia a segurança para produtos brasileiros que utilizam denominações reconhecidas e vinculadas à sua origem.

MDIC disponibiliza materiais para empresas

Além do painel de dados, o MDIC disponibilizou materiais de apoio para auxiliar empresas e profissionais de comércio exterior na compreensão das novas regras.

Entre os conteúdos estão manuais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas.

Os documentos têm como objetivo facilitar a preparação de exportadores e importadores para utilizar as preferências comerciais previstas no acordo.

O Acordo Mercosul-EFTA foi negociado ao longo de 14 rodadas e assinado em 16 de setembro de 2025. Sua implementação ocorre gradualmente, de acordo com a conclusão dos procedimentos internos de cada país participante.

O Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA permite consultar tarifas, fluxos comerciais e oportunidades por produto e mercado. O MDIC também disponibiliza manuais específicos sobre as regras do tratado e uma página com informações gerais sobre o acordo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa

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Internacional

Trump e Xi se preparam para encontro decisivo, com soja no centro das negociações entre EUA e China

Donald Trump e Xi Jinping ainda não se encontraram pessoalmente, mas Estados Unidos e China já movimentam suas estratégias antes de uma das reuniões de maior peso econômico e geopolítico de 2026. O encontro está previsto para a próxima quinta-feira, 24 de setembro, em Washington.

Será a segunda reunião presencial entre os dois líderes neste ano. A primeira ocorreu em maio, durante a visita de Trump a Pequim. Agora, Xi deverá voltar à Casa Branca pela primeira vez em cerca de uma década. O presidente chinês esteve nos Estados Unidos em 2023 para a cúpula da APEC, em São Francisco, mas aquela passagem pelo país não incluiu uma visita à sede do governo americano.

Tarifas e comércio entram na pauta de Trump e Xi

A dimensão da reunião vai muito além da relação comercial. Entre os assuntos que podem influenciar as negociações estão tarifas, tecnologia, inteligência artificial, minerais críticos, Taiwan, relações da China com o Irã, energia e agricultura.

Nos últimos dias, Washington e Pequim deram sinais de que estão preparando o terreno para a reunião.

Segundo informações da Bloomberg divulgadas nesta sexta-feira (18), os Estados Unidos devem deixar para depois do encontro entre Trump e Xi o anúncio de novas tarifas relacionadas ao que Washington considera excesso de capacidade produtiva de parceiros comerciais.

Um relatório que poderia ser divulgado antes da reunião teria a possibilidade de recomendar uma tarifa adicional de 7,5% sobre produtos chineses. Até o momento, porém, não há definição sobre a alíquota final, e o governo americano não informou oficialmente a razão para o adiamento.

Enquanto isso, o mercado financeiro também acompanha os movimentos chineses. O yuan offshore chegou a 6,6957 por dólar nesta sexta-feira, maior nível desde julho de 2022. A valorização ocorreu após o Banco Popular da China reforçar sua taxa de referência pela oitava sessão consecutiva.

Empresários chineses podem acompanhar Xi

As articulações não se limitam aos governos. Estados Unidos e China também trabalham na composição de uma possível delegação de empresários chineses para acompanhar Xi durante a visita.

Executivos de grandes empresas dos setores de veículos elétricos, baterias, tecnologia, bancos e agronegócio estão entre os nomes considerados. A lista, entretanto, ainda não foi concluída e pode depender das negociações previstas para este fim de semana entre o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o vice-premiê chinês He Lifeng.

Apesar dos preparativos em Washington, Pequim ainda não havia confirmado publicamente e de forma explícita a reunião até quinta-feira. Em conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o chanceler chinês Wang Yi afirmou que os dois países deveriam preparar a próxima etapa das interações de alto nível, sem mencionar diretamente o encontro entre Trump e Xi.

Soja ganha importância nas negociações agrícolas

Em meio a temas como Taiwan, Irã, tecnologia e minerais estratégicos, a soja pode parecer uma questão secundária. Para o mercado agrícola, porém, qualquer mudança na relação comercial entre Estados Unidos e China pode produzir efeitos relevantes.

“No caso da soja, ela é um temperinho dessa coisa que é muito maior. Ela faz parte do que está se discutindo”, afirmou Eduardo Vanin, sênior agriculture strategist da Marex, ao Notícias Agrícolas.

Segundo o analista, um eventual acordo comercial precisaria envolver produtos de grande relevância para as importações chinesas. Entre eles, estariam petróleo, gás e soja.

A avaliação ajuda a dimensionar o papel da oleaginosa: ela é apenas uma das peças de uma negociação muito mais ampla, mas tem potencial para afetar preços, fluxos internacionais e a concorrência entre Brasil e Estados Unidos pelo mercado chinês de soja.

Agricultura pode ser área de avanço entre os países

A agricultura aparece entre os setores com possibilidade de avanço nas negociações. Neste mês, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que podem surgir anúncios envolvendo produtos agrícolas e barreiras não tarifárias.

Além da soja, milho e sorgo também podem fazer parte das discussões.

De acordo com a Casa Branca, a China teria se comprometido, após o encontro de Trump e Xi no ano passado, a comprar 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028. Pequim, contudo, não reconheceu publicamente o compromisso nos mesmos termos apresentados pelo governo dos Estados Unidos.

As compras chinesas realizadas até agora, por outro lado, caminham na direção do volume indicado por Washington. A China já teria adquirido quase metade desse montante e continua ativa no mercado americano.

Somente na semana passada, compradores chineses adquiriram aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos. A possibilidade de novos compromissos agrícolas ocorre em um momento em que a demanda chinesa voltou a ganhar destaque no mercado de Chicago.

Mais compras chinesas poderiam mexer com Chicago

Para Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, uma eventual ampliação das compras chinesas poderia encontrar os Estados Unidos em um cenário de menor disponibilidade.

“Os Estados Unidos não têm soja para se comprometer a exportar tanto assim a mais para a China”, afirmou o analista ao Notícias Agrícolas. Na avaliação dele, uma compra adicional de 5 milhões de toneladas poderia provocar uma forte reação no mercado de curto prazo, especialmente em Chicago.

Palavro, entretanto, não considera que um aumento das compras chinesas nos Estados Unidos necessariamente prejudicaria o Brasil.

Segundo ele, uma eventual perda de participação brasileira na demanda chinesa poderia ser compensada por outros mercados, já que Brasil e Estados Unidos são os dois principais fornecedores globais da oleaginosa.

Outro ponto destacado pelo analista é a relação entre os preços internacionais e o mercado brasileiro. Uma valorização da soja americana tende a influenciar também as cotações brasileiras.

Por isso, para o produtor nacional, será importante observar não apenas o volume que a China eventualmente comprar dos Estados Unidos, mas também os efeitos sobre Chicago, prêmios de exportação e preços da soja no Brasil.

Irã, Taiwan e energia ampliam as negociações

O contexto atual também diferencia a reunião de setembro de outras negociações entre Trump e Xi.

Para Eduardo Vanin, as relações entre China e Irã ganharam importância, assim como Taiwan, tecnologia e comércio. O analista avalia que o peso das questões envolvidas atualmente é maior do que em negociações anteriores.

Nesse cenário, produtos como soja, petróleo e gás podem funcionar como elementos de uma eventual composição comercial entre Washington e Pequim.

A questão do Irã já está presente na agenda diplomática. Nesta semana, Wang Yi conversou com Marco Rubio sobre a situação do Oriente Médio, depois de receber em Pequim o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

A China defendeu a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Energia também pode entrar no acordo

O setor energético é outro ponto de interesse nas relações entre os dois países. As compras chinesas de petróleo e gás dos Estados Unidos foram interrompidas depois da adoção de tarifas.

Uma eventual redução recíproca das tarifas, que vem sendo discutida entre Washington e Pequim, poderia criar condições para a retomada desses fluxos comerciais.

Assim, a negociação entre Trump e Xi envolve uma combinação de interesses econômicos, tecnológicos, energéticos e geopolíticos, com a agricultura inserida nesse cenário mais amplo.

O que está em jogo para a soja brasileira

A reunião entre Trump e Xi ocorre em um momento de atenção redobrada dos mercados agrícolas. Uma eventual mudança na política comercial entre Estados Unidos e China pode alterar os fluxos globais de soja, afetando diretamente as referências internacionais e os prêmios praticados no Brasil.

Para o mercado agrícola, algumas questões serão especialmente importantes: a China anunciará novas compras de soja americana? Haverá redução de tarifas? Os dois países estabelecerão novos compromissos para produtos agrícolas?

Para o produtor brasileiro, o impacto dependerá também da reação de Chicago, dos prêmios de exportação e da capacidade de outros mercados absorverem eventuais volumes que deixem de ser destinados à China.

A soja, portanto, é apenas uma peça dentro de uma negociação que envolve comércio, tecnologia, energia, segurança e geopolítica. Mesmo assim, qualquer sinal de mudança na relação entre Washington e Pequim pode repercutir rapidamente nas cotações agrícolas e no mercado brasileiro.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Internacional

EUA impõem tarifa adicional de 50% sobre produtos do Canadá

Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 50% sobre determinados produtos importados do Canadá. A medida foi divulgada pela Casa Branca na terça-feira (8) e ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países.

A decisão veio depois que o governo canadense colocou em vigor tarifas de retaliação sobre produtos norte-americanos, com alíquotas que variam de 15% a 50%. Entre os itens atingidos estão produtos de aço, móveis, roupas e equipamentos eletrônicos.

Casa Branca cita discriminação contra veículos dos EUA

De acordo com um comunicado publicado pela Casa Branca, o presidente Donald Trump justificou a adoção das novas tarifas como uma resposta ao que classificou como discriminação do Canadá contra as exportações norte-americanas de automóveis e autopeças.

Segundo o documento, as novas cobranças foram estabelecidas com base no artigo 338 da Lei Tarifária de 1930 e serão aplicadas a determinados produtos canadenses.

A medida amplia a pressão sobre o comércio entre EUA e Canadá, que vem sendo marcado por sucessivas ações tarifárias e respostas dos dois governos.

Importação de bebidas, carros e lácteos será proibida

Além da tarifa adicional, o governo Trump anunciou outras restrições às importações canadenses.

A partir de 29 de setembro, os Estados Unidos deverão proibir a entrada de determinados tipos de bebidas alcoólicas, veículos automotores e produtos lácteos provenientes do Canadá.

A medida representa mais um obstáculo para empresas canadenses que dependem do mercado norte-americano.

Novas tarifas entram em vigor em setembro

As alterações anunciadas pela Casa Branca serão aplicadas às mercadorias importadas para consumo nos Estados Unidos ou retiradas de armazéns para essa finalidade a partir de 15 de setembro.

O novo pacote de medidas aumenta a pressão sobre as relações comerciais entre os dois países e afeta setores importantes da economia canadense, especialmente aqueles com forte participação no mercado dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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