Comércio Internacional

EUA impõem tarifa adicional de 50% sobre produtos do Canadá

Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 50% sobre determinados produtos importados do Canadá. A medida foi divulgada pela Casa Branca na terça-feira (8) e ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países.

A decisão veio depois que o governo canadense colocou em vigor tarifas de retaliação sobre produtos norte-americanos, com alíquotas que variam de 15% a 50%. Entre os itens atingidos estão produtos de aço, móveis, roupas e equipamentos eletrônicos.

Casa Branca cita discriminação contra veículos dos EUA

De acordo com um comunicado publicado pela Casa Branca, o presidente Donald Trump justificou a adoção das novas tarifas como uma resposta ao que classificou como discriminação do Canadá contra as exportações norte-americanas de automóveis e autopeças.

Segundo o documento, as novas cobranças foram estabelecidas com base no artigo 338 da Lei Tarifária de 1930 e serão aplicadas a determinados produtos canadenses.

A medida amplia a pressão sobre o comércio entre EUA e Canadá, que vem sendo marcado por sucessivas ações tarifárias e respostas dos dois governos.

Importação de bebidas, carros e lácteos será proibida

Além da tarifa adicional, o governo Trump anunciou outras restrições às importações canadenses.

A partir de 29 de setembro, os Estados Unidos deverão proibir a entrada de determinados tipos de bebidas alcoólicas, veículos automotores e produtos lácteos provenientes do Canadá.

A medida representa mais um obstáculo para empresas canadenses que dependem do mercado norte-americano.

Novas tarifas entram em vigor em setembro

As alterações anunciadas pela Casa Branca serão aplicadas às mercadorias importadas para consumo nos Estados Unidos ou retiradas de armazéns para essa finalidade a partir de 15 de setembro.

O novo pacote de medidas aumenta a pressão sobre as relações comerciais entre os dois países e afeta setores importantes da economia canadense, especialmente aqueles com forte participação no mercado dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Comércio Internacional

Brasil contesta restrições da União Europeia a proteínas animais e alerta para impacto no acordo Mercosul-UE

O governo brasileiro manifestou preocupação com o início da implementação de restrições da União Europeia (UE) à entrada de produtos brasileiros de proteína animal no mercado europeu. A medida tem como base o Regulamento (UE) 2019/6, relacionado ao uso de antimicrobianos.

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirmaram que o Brasil mantém diálogo político e técnico com as autoridades europeias para buscar a continuidade dos fluxos comerciais.

Segundo o governo, desde a decisão da União Europeia, tomada em 12 de maio de 2026, foram realizadas reuniões e tratativas com representantes do bloco. O Brasil também apresentou documentação e informações adicionais sobre os controles adotados nas cadeias de carne de aves, pescados, carne bovina, ovos e mel.

Auditoria avalia controles brasileiros

Como parte das negociações, o Brasil concordou com a realização de uma auditoria nas cadeias de carne de aves e mel. A missão europeia começou em 24 de agosto e tem conclusão prevista para esta sexta-feira (4).

Durante a auditoria, equipes técnicas brasileiras apresentam aos representantes europeus os procedimentos de controle e fiscalização adotados no país, incluindo a estrutura e o funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária.

O governo brasileiro reforçou que considera sólido o sistema nacional de defesa agropecuária e destacou que os produtos brasileiros são exportados para mais de 150 países.

O Brasil também argumenta que sua posição como um dos principais fornecedores de proteína animal para o mercado europeu demonstra a conformidade histórica das exportações brasileiras com os padrões exigidos pelo bloco.

Governo vê risco de impacto nas negociações Mercosul-UE

Além da questão sanitária e regulatória, Brasília relaciona as novas restrições às negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

De acordo com o governo brasileiro, os produtos atingidos pelas medidas europeias estavam contemplados em quotas e reduções tarifárias negociadas no acordo. Por isso, a exclusão desses produtos do mercado europeu poderia reduzir parte dos ganhos obtidos pelo Brasil durante as negociações.

Na avaliação do governo, a manutenção das restrições pode alterar o equilíbrio das concessões que permitiu a conclusão das negociações do acordo.

A posição brasileira é de que a solução seja construída a partir de critérios científicos, transparência e diálogo técnico, sem influência de medidas de caráter protecionista.

Brasil admite adoção de medidas de reciprocidade

O governo também elevou o tom em relação à possibilidade de prolongamento do impasse. Na nota, Brasil afirma que, caso as tratativas não resultem em uma solução considerada satisfatória, poderá recorrer aos instrumentos previstos na legislação nacional e nos acordos internacionais aplicáveis.

Entre as possibilidades citadas estão medidas de reciprocidade previstas no ordenamento jurídico brasileiro, mecanismos estabelecidos no futuro Acordo Mercosul-União Europeia e instrumentos disponíveis no sistema multilateral de comércio.

A disputa ocorre em um momento estratégico para as relações comerciais entre Brasil e União Europeia, especialmente diante da relevância do mercado europeu para as exportações brasileiras de produtos agropecuários.

O governo brasileiro afirma que continuará trabalhando para que as restrições sejam revistas e para preservar condições equilibradas de acesso ao mercado europeu para os produtos de proteína animal produzidos no país.

Fonte: Mapa
Texto: Redação
Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

CNA pede medidas contra União Europeia após embargo à carne brasileira

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal medidas de resposta ao embargo da União Europeia à carne brasileira, anunciado pelo bloco nesta semana. A entidade também pediu ao Ministério da Agricultura uma investigação sobre a qualidade do azeite de oliva importado e comercializado no Brasil.

CNA quer reação ao embargo europeu

Em ofício encaminhado ao Itamaraty, o presidente da CNA, João Martins, pediu que o governo acione o Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões (MRC) em resposta à decisão europeia de suspender as compras de carne do Brasil.

Segundo a entidade, o mecanismo permitiria ao país buscar uma recomposição do equilíbrio comercial por meio de compensações equivalentes. Entre as possibilidades está a suspensão de concessões tarifárias concedidas ao bloco europeu.

A medida ocorre após a União Europeia confirmar que interromperá, a partir de quinta-feira, as importações de carne brasileira. O bloco argumenta que o Brasil não teria assegurado o cumprimento das regras europeias relacionadas ao uso de substâncias antimicrobianas.

Exportações de carne para a UE movimentam US$ 1,8 bilhão

A CNA argumenta que o embargo poderá gerar impactos relevantes para o setor agropecuário brasileiro. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de frango.

De acordo com dados do governo, as exportações brasileiras de carne bovina e de frango para a União Europeia somaram aproximadamente US$ 1,8 bilhão no ano passado.

Para a confederação, o potencial prejuízo ao comércio de produtos de origem animal justifica a adoção de medidas para restabelecer o equilíbrio nas relações comerciais com o bloco.

Entidade pede investigação sobre azeite importado

Paralelamente à reação ao embargo, a CNA solicitou ao Ministério da Agricultura uma investigação sobre o azeite de oliva importado e vendido no mercado brasileiro.

O pedido tem como objetivo verificar se os produtos comercializados atendem aos requisitos nacionais de identidade, qualidade e classificação estabelecidos pela legislação.

Embora o comunicado da CNA sobre o azeite não cite diretamente a União Europeia, o bloco europeu é responsável pela ampla maioria das importações brasileiras do produto. Em 2025, cerca de 89% das quase 90 mil toneladas de azeite importadas pelo Brasil tiveram origem na UE, principalmente em Portugal, Espanha e Itália.

CNA questiona classificação de azeites extravirgens

No documento enviado ao ministro da Agricultura, André de Paula, João Martins pediu que sejam verificadas eventuais diferenças entre a classificação declarada na importação e as características efetivamente encontradas nos produtos disponíveis para os consumidores brasileiros.

A preocupação da entidade está concentrada especialmente nos azeites comercializados como extravirgens.

Segundo a CNA, a entrada no mercado nacional de produtos que não correspondam à classificação informada poderia gerar uma vantagem competitiva indevida aos importadores e prejudicar a valorização da produção brasileira.

As importações de azeite provenientes da União Europeia movimentaram cerca de US$ 540 milhões no ano passado, valor inferior ao registrado nas exportações brasileiras de carnes para o bloco.

Até o momento, os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores não haviam se manifestado sobre os pedidos da CNA.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Comércio Internacional

Canadá anuncia tarifas retaliatórias de US$ 20 bilhões contra produtos dos EUA

O Canadá anunciou novas tarifas sobre produtos dos Estados Unidos nesta terça-feira (25), em resposta à escalada das medidas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump. O pacote atinge C$ 27,6 bilhões, equivalente a cerca de US$ 19,94 bilhões, e busca igualar, dólar por dólar, as tarifas impostas por Washington.

As novas taxas entram em vigor em 8 de setembro e alcançarão aproximadamente 700 produtos importados dos EUA. As alíquotas serão de 15%, 25% e 50%, conforme o tipo de mercadoria.

O governo canadense também apresentou um pacote de apoio de C$ 7,5 bilhões para empresas e trabalhadores afetados pelo agravamento da guerra comercial entre Canadá e EUA.

Tarifas canadenses atingem 700 produtos americanos

As medidas de retaliação foram estruturadas para atingir diferentes setores da economia americana. Segundo um funcionário do governo canadense, a intenção é limitar os efeitos sobre consumidores e empresas do próprio Canadá, embora os produtos americanos exportados para o Canadá também sejam impactados.

Entre os itens submetidos à tarifa mais elevada, de 50%, estão produtos de setores como aço, alumínio, móveis e vestuário.

Já a alíquota de 25% será aplicada a produtos como queijo, eletrodomésticos e determinados tipos de frutos do mar.

Para eletrônicos e ferramentas, a tarifa definida pelo governo canadense será de 15%.

Canadá cria pacote de US$ 5,4 bilhões para empresas e trabalhadores

Além das tarifas, Ottawa anunciou novas medidas de proteção para os setores afetados pelo conflito comercial. O pacote totaliza C$ 7,5 bilhões e inclui iniciativas voltadas principalmente para pequenas e médias empresas.

Entre as ações estão uma linha de financiamento para capital de giro e mecanismos de apoio a trabalhadores que possam sofrer impactos decorrentes das novas barreiras comerciais.

O objetivo é reduzir os efeitos da disputa tarifária sobre empresas, empregos e cadeias produtivas canadenses.

Retaliação ocorre após novas tarifas de Trump

A decisão do Canadá acontece depois que novas tarifas de 50% determinadas pelo presidente Donald Trump sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses entraram em vigor no sábado.

As medidas foram adotadas após o fracasso das negociações entre os dois governos para tentar impedir uma nova rodada de tarifas comerciais.

Com a nova resposta de Ottawa, a relação econômica entre os dois países chega a um dos momentos mais tensos das últimas décadas.

Governo canadense promete proteção à economia

O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, afirmou que as medidas foram desenhadas para compensar os efeitos das tarifas americanas e proteger diferentes setores da economia canadense.

Segundo o governo, a combinação entre tarifas retaliatórias e apoio financeiro deve ajudar trabalhadores, agricultores, famílias e empresas a enfrentar os impactos da disputa.

Apesar da tentativa de reduzir os efeitos internos, a escalada das tarifas aumenta a pressão sobre o comércio bilateral e pode atingir empresas americanas que dependem do mercado canadense.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Logística

Taxação da China sobre carne brasileira preocupa logística mais que tarifa dos EUA, diz CNT

A nova taxação chinesa sobre a carne brasileira pode representar um impacto maior para a logística nacional do que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, na avaliação do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa.

Em entrevista ao Conexão Infra, o dirigente afirmou que a cobrança adicional de 55% aplicada pela China atinge diretamente um dos principais fluxos de exportação do Brasil. Já o mercado norte-americano, embora relevante para produtos brasileiros de maior valor agregado, possui participação menor no volume total das exportações do país.

China tem peso maior na exportação brasileira

Para Vander Costa, a diferença está principalmente na importância de cada mercado para o comércio exterior brasileiro.

A China é um dos principais destinos das exportações nacionais, especialmente de commodities e produtos do agronegócio. Por isso, mudanças nas compras chinesas podem provocar reflexos mais amplos sobre transporte, logística e movimentação de cargas.

Os primeiros efeitos da redução das compras de carne bovina brasileira já começaram a aparecer nos dados de comércio exterior. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontaram desaceleração nos embarques do produto.

Na avaliação do presidente da CNT, os Estados Unidos têm uma característica diferente. Embora o Brasil venda ao país produtos industrializados de maior valor agregado, o volume dessas exportações é relativamente menor.

Tarifa dos EUA tem impacto mais limitado, diz CNT

Vander Costa considera que a menor participação dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira ajuda a reduzir os efeitos imediatos das novas tarifas sobre a cadeia logística.

Segundo ele, o Brasil consegue absorver parte do impacto porque o volume comercializado com o mercado norte-americano é menor, mesmo que os produtos exportados tenham maior valor agregado.

O presidente da CNT também avaliou como adequada, no curto prazo, a estratégia do governo brasileiro de manter as negociações com os Estados Unidos. Para ele, tanto o poder público quanto o setor empresarial devem buscar alternativas para reduzir os efeitos das medidas comerciais.

Costa também levantou a possibilidade de que o aumento das tarifas esteja relacionado a objetivos da política interna dos Estados Unidos, incluindo a busca por maior arrecadação.

Diversificação de mercados é apontada como alternativa

Diante do cenário de maior tensão comercial, a diversificação dos mercados de exportação aparece como uma das principais estratégias defendidas pelo presidente da CNT.

A avaliação é de que o Brasil deve ampliar sua presença comercial na Ásia e na Europa, reduzindo a dependência de determinados destinos.

Costa também citou a importância do acordo Mercosul-União Europeia para ampliar as oportunidades de exportação e facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

A busca por novos parceiros comerciais pode ajudar empresas brasileiras a encontrar destinos alternativos caso barreiras tarifárias reduzam a demanda em mercados tradicionais.

Política comercial dos EUA pode favorecer China

Na avaliação de Vander Costa, a política comercial adotada pelo governo de Donald Trump pode produzir um efeito contrário ao objetivo de reduzir a influência chinesa no comércio global.

Segundo o presidente da CNT, a imposição de novas barreiras comerciais pelos Estados Unidos pode abrir espaço para que a China amplie sua influência econômica e comercial em diferentes regiões do mundo.

O dirigente também afirmou que o setor produtivo brasileiro já vinha se preparando para a possibilidade de novas tarifas sobre produtos exportados aos Estados Unidos.

A antecipação das empresas, segundo ele, ajudou a reduzir os efeitos das sobretaxas e permitiu que parte do setor se adaptasse previamente ao novo cenário do comércio internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Logística

Taxação da China preocupa mais a logística brasileira do que tarifas dos EUA, avalia CNT

A taxação imposta pela China sobre a carne brasileira gera maior preocupação para a logística nacional do que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, que considera o mercado chinês mais relevante para o fluxo de exportações do país.

Em entrevista ao programa Conexão Infra, o dirigente explicou que a medida adotada pela China afeta diretamente um dos principais segmentos da pauta exportadora brasileira, enquanto o volume destinado ao mercado norte-americano tem participação mais limitada.

Queda nas exportações de carne já aparece nos indicadores

Os reflexos da redução das compras chinesas de carne bovina brasileira já começam a ser observados nos dados do comércio exterior. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam desaceleração nos embarques do produto.

Segundo Vander Costa, embora os Estados Unidos sejam destino de produtos industrializados de maior valor agregado, a quantidade exportada é relativamente pequena, o que reduz os impactos diretos das tarifas sobre a economia brasileira.

Negociação com os Estados Unidos é considerada estratégia adequada

Na avaliação do presidente da CNT, a decisão do governo brasileiro de manter o diálogo com os Estados Unidos é a alternativa mais adequada neste momento.

Ele também destacou a mobilização do setor empresarial em busca de soluções para reduzir os efeitos das novas tarifas e preservar a competitividade das exportações brasileiras.

Diversificação de mercados ganha força

Para minimizar os riscos provocados pelas barreiras comerciais, Vander Costa defende a ampliação dos mercados compradores dos produtos brasileiros. Segundo ele, a busca por novos parceiros comerciais na Ásia e na Europa, além do avanço do acordo Mercosul-União Europeia, pode abrir novas oportunidades para as exportações nacionais.

O dirigente também avalia que a política tarifária adotada pelos Estados Unidos pode ampliar a influência da China no comércio internacional ao estimular outros países a fortalecerem suas relações comerciais com o mercado asiático.

Setor produtivo já se preparava para novas tarifas

De acordo com o presidente da CNT, empresas brasileiras já vinham se preparando para um cenário de aumento das tarifas norte-americanas, o que ajudou a reduzir parte dos impactos provocados pelas medidas recentes.

Ainda assim, ele reforça que a taxação chinesa representa um desafio mais significativo para a logística, devido ao peso da China como principal destino de importantes produtos do agronegócio brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

EUA elevam tarifa sobre produtos brasileiros para 12,5% e carga pode chegar a 37,5%

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, medida que passa a valer na madrugada desta sexta-feira (24). Segundo o governo norte-americano, a decisão foi motivada pela avaliação de que o Brasil não possui mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A nova cobrança substitui a tarifa global temporária de 10%, vigente desde fevereiro, e será somada à sobretaxa de 25% aplicada recentemente sobre parte das exportações brasileiras. Na prática, alguns produtos enviados ao mercado americano poderão ser tributados em até 37,5%.

A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Entenda os motivos da nova tarifa

De acordo com o USTR, o Brasil faz parte de um grupo de 54 países que, na avaliação dos Estados Unidos, não adotam controles suficientes para impedir a importação de bens produzidos com mão de obra forçada.

O órgão norte-americano argumenta que essa situação cria uma vantagem competitiva para mercadorias fabricadas com custos reduzidos, afetando empresas e trabalhadores dos EUA.

Em comunicado, o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, afirmou que a ausência de medidas mais rígidas obriga trabalhadores americanos a competir em condições desiguais.

Produtos apontados pelos Estados Unidos

O relatório divulgado pelo governo norte-americano cita que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado em cinco setores:

  • alumínio;
  • algodão;
  • eletrônicos;
  • baterias de lítio;
  • tabaco.

Segundo o documento, esses itens poderiam ingressar no mercado brasileiro com preços artificialmente menores, influenciando posteriormente a competitividade das exportações brasileiras.

O USTR também reconhece que o Brasil integra acordos internacionais de combate ao trabalho escravo e mantém a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo. No entanto, o órgão considera que essas medidas ainda não são suficientes para impedir a entrada dessas mercadorias.

Outros países também foram atingidos

A investigação alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos. Além do Brasil, outros 53 países passarão a pagar a sobretaxa de 12,5%, incluindo China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.

Já Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia foram enquadrados em uma categoria diferente e receberão uma tarifa adicional de 10%, por já possuírem mecanismos legais de fiscalização, embora considerados insuficientes pelas autoridades norte-americanas.

Carga tributária pode chegar a 37,5%

A nova tarifa se soma aos 25% anunciados nesta semana sobre parte das exportações brasileiras, resultado de outra investigação conduzida pelo USTR.

Nesse processo, os Estados Unidos apontaram supostas práticas comerciais desleais envolvendo temas como acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e políticas comerciais preferenciais.

Com isso, determinados produtos exportados pelo Brasil poderão enfrentar uma tributação total de até 37,5% ao entrarem no mercado norte-americano.

As novas tarifas também substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente Donald Trump em fevereiro, após mudanças relacionadas às chamadas tarifas recíprocas.

Governo brasileiro contesta decisão

Em nota oficial, o governo brasileiro classificou a nova tarifa como “arbitrária” e “injustificada”. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o Brasil apresentou às autoridades norte-americanas informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização destinados a impedir a importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

O governo também ressaltou que o país possui reconhecimento internacional pelas políticas de combate ao trabalho escravo.

Além disso, informou que pretende recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levar a disputa ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já havia contestado as conclusões da investigação, afirmando que eventuais sanções seriam desproporcionais e destacando que o Brasil mantém legislação específica, fiscalização ativa e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho em condições análogas à escravidão.

Enquanto busca uma solução diplomática para o impasse, o governo federal informou que seguirá oferecendo apoio às empresas afetadas por meio do Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito e incentivos para a abertura de novos mercados.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal JrAgência Brasil

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Comércio Internacional

EUA e México avançam em negociações comerciais enquanto Trump amplia tarifas contra o Canadá

Os governos dos Estados Unidos e do México iniciam nesta terça-feira (21) a terceira rodada de negociações bilaterais para revisar o USMCA, acordo que rege o comércio na América do Norte. As conversas acontecem em meio ao aumento das tensões comerciais após o presidente Donald Trump anunciar novas tarifas sobre produtos canadenses.

O encontro, que terá duração de três dias, ocorre sem a participação do Canadá e marca a primeira discussão formal sobre mudanças no tratado desde que o governo norte-americano decidiu não renovar automaticamente o acordo em 1º de julho.

Revisão do USMCA entra em fase decisiva

A decisão de Washington abriu o processo que pode levar ao encerramento do USMCA dentro de dez anos, caso Estados Unidos, México e Canadá não cheguem a um entendimento sobre a atualização do tratado.

Representantes de diversos setores econômicos defendem a manutenção da estrutura trilateral do acordo, considerada essencial para preservar um fluxo comercial anual de aproximadamente US$ 1,6 trilhão, sustentado por regras que reduzem barreiras tarifárias entre os três países.

México busca novo acordo até o fim do ano

O novo embaixador do México nos Estados Unidos, Roberto Lazzeri, afirmou que o governo mexicano trabalha para concluir um novo entendimento ainda este ano e acredita que Canadá e Estados Unidos compartilham do mesmo objetivo.

Segundo o diplomata, a demora nas negociações pode reduzir a competitividade da região, afetando investimentos e participação de mercado. Para ele, acelerar as tratativas interessa aos três parceiros comerciais.

Tarifas continuam sendo principal obstáculo

Entre as prioridades do governo mexicano está a redução das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base em argumentos de segurança nacional. Atualmente, produtos como automóveis fabricados no México enfrentam sobretaxas de 25%, enquanto aço e alumínio são taxados em 50% — medidas que também atingem exportações canadenses.

Ao mesmo tempo, o México afirma compartilhar da estratégia norte-americana de fortalecer a produção industrial na América do Norte, ampliando a capacidade manufatureira da região.

Novas tarifas ampliam tensão entre EUA e Canadá

As negociações entre Washington e Cidade do México acontecem um dia após o governo Trump anunciar novas tarifas sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos importados do Canadá.

A medida foi apresentada como resposta às tarifas retaliatórias impostas por Ottawa sobre automóveis, aço, alumínio, bebidas alcoólicas e às barreiras aplicadas ao setor de laticínios dos Estados Unidos.

O novo pacote aprofunda o distanciamento entre os governos norte-americano e canadense durante o processo de revisão do acordo comercial da América do Norte.

Canadá cobra solução para impasse

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, informou que seu governo apresentou propostas para solucionar os conflitos comerciais com Washington. Segundo ele, as tarifas adotadas anteriormente pelos Estados Unidos violam os compromissos previstos no USMCA.

Já o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que houve poucos avanços nas negociações com o Canadá, mas elogiou a postura do México por não adotar medidas retaliatórias.

Greer também destacou a cooperação mexicana em temas como o alinhamento de controles de exportação, a proteção da propriedade intelectual e ações para impedir a exportação de abacates produzidos em áreas desmatadas ilegalmente.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Secretaria de Economia do México/AFP

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Comércio Exterior

EUA impõem tarifa de 25% sobre importações do Brasil e ampliam pressão na política comercial

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a maior parte das importações provenientes do Brasil, marcando o início de uma nova ofensiva comercial liderada pelo governo do presidente Donald Trump. A medida faz parte da reformulação da política tarifária norte-americana e pode atingir outros importantes parceiros comerciais ao redor do mundo.

Nova política tarifária pode alcançar outros países

A decisão foi divulgada na noite de quarta-feira e integra uma estratégia mais ampla da administração Trump para reestruturar as relações comerciais dos EUA. Além do Brasil, países como Índia, China, membros da União Europeia, Japão e Coreia do Sul também podem ser afetados por futuras medidas semelhantes.

A iniciativa ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar uma rodada anterior de tarifas globais, levando o governo a recorrer a novos instrumentos legais para sustentar sua política comercial.

Investigação aponta supostas práticas comerciais desleais

As novas tarifas dos EUA têm como base investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. Atualmente, cerca de 80 processos envolvendo dezenas de países estão em andamento.

Entre os temas investigados estão alegações de excesso de capacidade industrial, comércio de produtos fabricados com trabalho forçado, além de práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas.

Em junho, o governo dos EUA já havia proposto a taxação de produtos brasileiros, alegando irregularidades relacionadas ao comércio digital, ao desmatamento ilegal e a outras questões comerciais.

Segundo o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, as negociações realizadas com o Brasil ao longo do último ano não produziram avanços suficientes, embora Washington afirme continuar aberto ao diálogo.

Governo brasileiro reage e promete recorrer

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão dos Estados Unidos como injustificada e anunciou que o Brasil recorrerá aos mecanismos previstos na chamada Lei da Reciprocidade.

Além disso, o governo brasileiro pretende levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), utilizando o sistema de solução de controvérsias da entidade para contestar a medida.

Especialistas veem estratégia de negociação de Trump

Para analistas do mercado, a nova tarifa pode representar mais uma etapa da estratégia de negociação adotada por Donald Trump.

O economista-chefe da consultoria RSM US, Joe Brusuelas, avaliou que a medida tende a abrir espaço para negociações bilaterais, característica recorrente da política comercial do governo americano. Segundo ele, a intenção seria estabelecer acordos específicos com cada país, em vez de construir uma política comercial ampla e integrada.

A repercussão também chegou à Índia. O especialista Ajay Srivastava, fundador do Global Trade Research Initiative, afirmou que o caso brasileiro serve de alerta para outros parceiros dos Estados Unidos, mostrando que Washington pode utilizar sanções comerciais para contestar políticas consideradas desfavoráveis aos interesses das empresas americanas.

Marco Rubio critica Lula

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsabilizou o presidente Lula pelo impasse nas negociações.

Em publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que o governo brasileiro não negociou de boa-fé com Washington e declarou que Lula teria colocado interesses políticos acima da possibilidade de um acordo comercial entre os dois países.

Produtos afetados e itens isentos

A nova taxação sobre produtos brasileiros deverá atingir milhares de mercadorias exportadas para os Estados Unidos, incluindo:

  • açúcar;
  • máquinas agrícolas;
  • roupas;
  • equipamentos elétricos;
  • papel;
  • aço.

Por outro lado, diversos produtos permanecerão isentos da cobrança, entre eles:

  • carne bovina;
  • café;
  • terras raras;
  • produtos energéticos;
  • aeronaves e peças aeronáuticas.

Na atualização divulgada nesta quarta-feira, os EUA também incluíram na lista de exceções o mel orgânico, o ferro-gusa, o café solúvel sem aromatizantes e outros itens.

Pix também é alvo de investigação

A investigação aberta contra o Brasil em julho do ano passado cita diversas práticas consideradas desleais pelo governo norte-americano. Entre elas estão o desmatamento ilegal e o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Na avaliação das autoridades dos EUA, o Pix colocaria empresas de cartões de crédito em desvantagem competitiva. O governo brasileiro rejeitou integralmente essas acusações.

Além dessa investigação, o Brasil também integra outro processo baseado na Seção 301, relacionado ao uso de trabalho forçado em cadeias globais de fornecimento. A conclusão está prevista para 24 de julho e pode resultar em uma tarifa adicional de 12,5%, elevando a carga total sobre determinados produtos brasileiros para 37,5%.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Agronegócio

Tarifaço dos EUA preocupa indústria e agronegócio às vésperas de decisão sobre produtos brasileiros

A expectativa em torno do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros cresce com a proximidade do prazo final para a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A definição sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% deve ocorrer nesta terça-feira (15) e pode provocar impactos significativos em setores estratégicos da economia brasileira.

Enquanto aguarda o desfecho, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém negociações com autoridades norte-americanas na tentativa de evitar prejuízos às exportações nacionais.

Governo busca diálogo antes da decisão

A estratégia do governo brasileiro é intensificar as tratativas diplomáticas com representantes dos Estados Unidos antes da conclusão da investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial americana.

A expectativa é de que um grupo de trabalho entre os dois países se reúna com o chefe do USTR, Jamieson Greer, para discutir o tema e apresentar a posição brasileira. Nos últimos dias, o presidente Lula também reuniu ministros para definir a condução das negociações, mantendo a orientação de preservar o diálogo sem realizar concessões consideradas injustificadas.

Indústria prevê impacto bilionário nas exportações

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 4,1 mil produtos brasileiros poderão ser afetados caso as novas tarifas sejam implementadas. O volume corresponde a aproximadamente US$ 14,9 bilhões em exportações destinadas ao mercado norte-americano.

Segundo a entidade, a carga tributária sobre determinados produtos pode alcançar 37,5%, resultado da combinação da tarifa adicional de 25% com outra sobretaxa de 12,5%, relacionada a uma investigação americana sobre trabalho forçado envolvendo diversos países.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a medida ameaça uma relação comercial construída ao longo de décadas e pode elevar custos tanto para empresas quanto para consumidores dos dois países, além de comprometer cadeias produtivas integradas.

Agronegócio também calcula perdas

O agronegócio brasileiro está entre os segmentos que podem sofrer impactos relevantes. Estudo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) estima que cerca de US$ 4,2 bilhões em exportações do setor poderão ser atingidos diretamente pelas novas tarifas.

Mesmo com alguns produtos incluídos na lista de exceções, aproximadamente 36,8% das vendas do agronegócio para os Estados Unidos continuam sujeitas à sobretaxa.

Entre as cadeias produtivas mais expostas estão os produtos florestais, o sebo bovino, o complexo sucroalcooleiro e o café solúvel, que movimentou cerca de US$ 1 bilhão em exportações em 2025.

Por outro lado, itens como carne bovina, café verde e suco de laranja ficaram fora da relação inicial de produtos tarifados.

Setor madeireiro contesta proposta americana

Representantes da indústria de madeira afirmam que os produtos brasileiros não competem diretamente com a produção dos Estados Unidos e exercem papel complementar no abastecimento do mercado americano.

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) apresentou defesa técnica ao governo dos EUA, argumentando que as exportações brasileiras atendem demandas específicas da indústria norte-americana e ajudam a suprir o mercado local.

Empresas apostam na ampliação da lista de exceções

Embora representantes do setor produtivo considerem pouco provável o adiamento ou a suspensão das novas tarifas, existe expectativa de que o governo americano amplie a relação de produtos isentos da sobretaxa.

Durante as audiências promovidas pelo USTR, entidades brasileiras defenderam que a manutenção das importações favorece a competitividade da indústria dos Estados Unidos e evita aumento de custos para empresas e consumidores.

Entidades defendem solução negociada

A Amcham Brasil, a CNI e a U.S. Chamber of Commerce encaminharam um documento conjunto aos governos brasileiro e norte-americano defendendo uma solução baseada no diálogo.

As entidades sustentam que negociações comerciais tendem a gerar benefícios mais duradouros do que a adoção de barreiras tarifárias, fortalecendo a cooperação econômica, a competitividade das empresas e a geração de empregos em ambos os países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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