Aeroportos

Aeroportos regionais passam a integrar grandes redes de concessionárias

A entrada de aeroportos regionais em redes administradas por grandes concessionárias começa a transformar a forma como esses terminais se conectam ao restante da infraestrutura aeroportuária brasileira.

Além da mudança na gestão, a integração reúne aeroportos de diferentes tamanhos sob uma mesma estrutura, criando possibilidades de compartilhamento de experiência operacional, tecnologia, processos e relações comerciais. A aproximação também pode facilitar o diálogo com companhias aéreas e parceiros interessados em atuar nos mercados regionais.

Uma nova etapa desse processo está prevista com a repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, que prevê a inclusão de dez aeroportos regionais no contrato a ser levado a leilão em dezembro.

Dez aeroportos regionais serão incorporados

A nova etapa contempla terminais localizados em cinco estados. O grupo é formado por:

  • Alto Paraíso de Goiás e São Miguel do Araguaia, em Goiás;
  • Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul;
  • Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso;
  • Ponta Grossa, no Paraná;
  • Barreiras, na Bahia.

A incorporação amplia o modelo de concessão conjunta, que já teve uma primeira rodada realizada em novembro de 2025.

Primeiro leilão reuniu 13 aeroportos

Na primeira etapa, 13 aeroportos regionais foram incorporados a concessões já existentes.

O Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, passou para a administração da Fraport Brasil, empresa que também opera os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre.

Os demais terminais foram incorporados à concessão da GRU Airport, responsável pela operação do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Os aeroportos incluídos foram:

  • Lençóis e Paulo Afonso, na Bahia;
  • Barreirinhas, no Maranhão;
  • Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso;
  • Araripina, Garanhuns e Serra Talhada, em Pernambuco;
  • São Raimundo Nonato, no Piauí;
  • Jericoacoara e Canoa Quebrada, no Ceará;
  • Cacoal e Vilhena, em Rondônia;
  • Araguaína, no Tocantins.

Integração pode ampliar troca de experiências

A reunião de terminais de diferentes portes em uma mesma rede cria condições para a circulação de experiências de gestão e soluções operacionais.

Uma concessionária que administra grandes aeroportos e unidades regionais concentra, em uma estrutura única, mercados, perfis de passageiros e desafios operacionais distintos. Com isso, procedimentos desenvolvidos em terminais de maior movimento podem servir de referência para aeroportos menores.

Essa troca pode envolver áreas como segurança aeroportuária, atendimento ao passageiro, tecnologia, gestão de serviços e relacionamento com empresas que atuam dentro dos aeroportos.

Rede maior pode atrair novos negócios

A integração também amplia a estrutura comercial disponível aos terminais regionais. Restaurantes, lojas, locadoras de veículos e outros serviços podem encontrar novas oportunidades ao fazer parte de uma rede com presença em diferentes mercados.

Os efeitos podem alcançar também o entorno dos aeroportos. O aumento da oferta de serviços e da circulação de passageiros pode aproximar os terminais de empresas, destinos turísticos e atividades econômicas locais.

Dessa forma, a infraestrutura aeroportuária regional pode assumir um papel mais integrado ao desenvolvimento econômico das cidades e regiões atendidas.

Concessionárias podem aproximar aeroportos de grandes centros

Outro possível efeito da integração é a aproximação entre aeroportos regionais e grandes centros de conexão.

Ao administrar terminais de diferentes portes, uma mesma empresa pode ter uma visão mais ampla dos mercados e identificar possibilidades de conectividade entre localidades. Isso pode incluir contatos comerciais com companhias aéreas, avaliação de novos mercados e apresentação de oportunidades de operação.

A criação de uma nova rota, entretanto, continua sendo uma decisão das companhias aéreas, que avaliam fatores como demanda e estratégia comercial. Portanto, a integração entre aeroportos não representa, automaticamente, a abertura de novos voos.

Ela pode, porém, ampliar as condições para que oportunidades de mercado sejam identificadas e apresentadas às empresas aéreas.

Jericoacoara terá ligação com Brasília

O Aeroporto Regional de Jericoacoara é um exemplo dessa integração. A Fraport Brasil assumiu a operação do terminal em 1º de setembro de 2026.

Posteriormente, foi anunciada uma nova ligação entre Jericoacoara e Brasília, com previsão de cinco voos semanais a partir de julho de 2027.

A conexão deverá ampliar as alternativas de deslocamento entre o destino turístico cearense e a capital federal.

Investimentos também estão previstos nos terminais

A integração às grandes redes pode trazer novas perspectivas para a modernização dos aeroportos regionais.

Em Pernambuco, Serra Talhada, Garanhuns e Araripina passaram a fazer parte da concessão da GRU Airport. Na Bahia, Paulo Afonso e Lençóis também foram incorporados à mesma rede.

Os projetos previstos para esses aeroportos incluem melhorias em pistas, pátios, terminais de passageiros e balizamento noturno, além de adequações às normas da aviação civil.

A participação em uma rede maior também coloca os terminais em contato com diferentes fornecedores, parceiros e mercados. Essa estrutura pode contribuir para a identificação de serviços e oportunidades comerciais compatíveis com as características de cada aeroporto.

Mais conectividade para diferentes regiões do país

A expansão das redes de concessão pode ter impacto sobre a própria conectividade aérea brasileira. Os aeroportos regionais funcionam como portas de entrada e saída para localidades afastadas dos principais centros urbanos.

Uma estrutura mais conectada pode facilitar viagens de negócios, deslocamentos turísticos, acesso a serviços e transporte de produtos. Dependendo da oferta existente em cada região, também pode reduzir a necessidade de deslocamentos terrestres prolongados até aeroportos de maior porte.

Ao reunir terminais de diferentes tamanhos sob modelos de gestão integrados, o sistema cria novas possibilidades para que os aeroportos regionais façam parte de uma rede aérea mais abrangente.

Para passageiros e empresas, a expansão dessa estrutura representa mais alternativas de conexão entre diferentes partes do país, respeitando as características e a demanda de cada mercado regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

Ler Mais
Aeroportos

Voos diretos no Brasil: confira as rotas mais curtas e mais longas

A duração de um voo direto no Brasil pode variar bastante. Em um país de dimensões continentais, há trajetos domésticos programados para durar apenas 30 minutos, enquanto outros chegam a quatro horas e meia.

Um levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na programação de setembro de 2026, identificou as rotas domésticas diretas com os menores e maiores tempos de viagem.

Morro de São Paulo e Salvador têm o voo mais curto

A ligação entre Morro de São Paulo, em Cairu (BA), e Salvador (BA) é a mais curta entre as rotas analisadas, com duração programada de apenas 30 minutos.

Na outra ponta, três trajetos aparecem empatados como os mais longos, com previsão de 4h30 de viagem:

  • Recife (PE) – Porto Alegre (RS);
  • Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP);
  • Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP).

Assim, a diferença entre o menor e o maior tempo de voo chega a nove vezes.

Recife aparece entre as rotas mais curtas e mais longas

A capital pernambucana é um dos destaques do levantamento por figurar nos dois extremos da lista.

Entre os voos diretos mais rápidos, Recife aparece nas ligações com João Pessoa, Campina Grande e Maceió. Já entre os trajetos mais longos, a cidade está nas rotas para Porto Alegre e Manaus.

O contraste entre os percursos é significativo: o voo entre Recife e João Pessoa tem duração programada de 35 minutos, enquanto a ligação com Porto Alegre chega a 4h30.

Confira as 10 rotas domésticas mais curtas

Segundo o levantamento, estas são as rotas aéreas mais curtas do Brasil em duração programada:

  1. Morro de São Paulo/Cairu (BA) – Salvador (BA): 30 minutos
  2. João Pessoa (PB) – Recife (PE): 35 minutos
  3. Apuí (AM) – Manicoré (AM): 40 minutos
  4. Campina Grande (PB) – Recife (PE): 40 minutos
  5. Brasília (DF) – Goiânia (GO): 45 minutos
  6. Confins (MG) – Divinópolis (MG): 45 minutos
  7. Confins (MG) – Ipatinga (MG): 45 minutos
  8. Bauru (SP) – Campinas/Viracopos (SP): 50 minutos
  9. Salvador (BA) – Aracaju (SE): 50 minutos
  10. Maceió (AL) – Recife (PE): 50 minutos

Região Norte concentra os voos mais longos

As maiores durações estão fortemente concentradas em rotas envolvendo a Região Norte. Oito das dez ligações com maior tempo programado têm origem ou destino em estados da região.

Manaus é a cidade que mais se destaca nesse grupo, com quatro conexões entre as dez mais longas. A capital amazonense aparece nas rotas para Guarulhos, Recife, Rio de Janeiro/Galeão e Campinas/Viracopos.

As 10 rotas diretas mais longas

  1. Recife (PE) – Porto Alegre (RS): 4h30
  2. Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP): 4h30
  3. Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP): 4h30
  4. Manaus (AM) – Guarulhos (SP): 4h10
  5. Recife (PE) – Manaus (AM): 4h05
  6. Rio de Janeiro/Galeão (RJ) – Manaus (AM): 4h
  7. Guarulhos (SP) – Macapá (AP): 3h55
  8. Fernando de Noronha (PE) – Guarulhos (SP): 3h55
  9. Confins (MG) – Porto Velho (RO): 3h55
  10. Campinas/Viracopos (SP) – Manaus (AM): 3h50

Aviação doméstica registra crescimento

O levantamento foi divulgado em um momento de expansão do mercado aéreo brasileiro. Entre janeiro e agosto de 2026, os voos domésticos transportaram 68 milhões de passageiros, volume 3,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em agosto, foram 8,9 milhões de passageiros em viagens aéreas dentro do país.

A diferença entre os tempos das rotas também evidencia as características da conectividade aérea brasileira. Os trajetos mais curtos atendem principalmente cidades próximas, enquanto os voos de maior duração conectam regiões separadas por milhares de quilômetros.

Programa busca ampliar a aviação regional

Entre as iniciativas voltadas à aviação regional está o AmpliAR, programa que prevê a inclusão de aeroportos regionais em contratos de concessões já existentes.

Na primeira etapa, 13 aeroportos das regiões Norte e Nordeste foram incorporados à iniciativa, ampliando o alcance da infraestrutura aeroportuária nessas áreas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Lara/Pexels.

Ler Mais
Aeroportos

Aeroporto de Navegantes: segunda pista pode ampliar movimentação de carga aérea em Santa Catarina

Uma pesquisa encomendada pela Associação Empresarial de Navegantes (ACIN) aponta que a construção de uma segunda pista no Aeroporto de Navegantes pode ampliar a capacidade logística de Santa Catarina e aumentar a participação do terminal no transporte aéreo de cargas.

O estudo foi elaborado pelo Centro de Inteligência e Estratégia da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e mostra que há demanda para o crescimento das cargas aéreas no estado. Atualmente, porém, limitações da infraestrutura aeroportuária restringem a expansão desse mercado.

Navegantes ganha espaço nas importações aéreas

Santa Catarina apresentou o maior crescimento das importações por via aérea em 2025. Apesar disso, 89% das exportações catarinenses realizadas pelo modal aéreo ainda são embarcadas por aeroportos localizados em outros estados.

Os dados levantados pela pesquisa mostram uma mudança significativa na participação do Aeroporto de Navegantes. A fatia do terminal nas importações aéreas destinadas a Santa Catarina passou de 1,5% em 2025 para 27% no primeiro semestre de 2026.

No mesmo período, a participação dos aeroportos paulistas caiu de 75% para 36%.

Para o vice-presidente da ACIN, Roger Teixeira da Silva, os números demonstram o potencial de crescimento do aeroporto com uma infraestrutura maior.

“A conclusão a que chegamos é bastante simples: se um único voo semanal operando com metade da carga produziu esse efeito, a infraestrutura adequada tende a ampliá-lo consideravelmente”, explica.

Aeroporto de Navegantes registra crescimento

O Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes, vem registrando desempenho acima da média nacional mesmo com apenas uma pista em operação.

Em 2025, o terminal movimentou 5.772 toneladas de cargas e apresentou o segundo maior crescimento do país nesse segmento. No mesmo ano, foram registrados 2,3 milhões de passageiros, resultado que colocou o aeroporto na 20ª posição nacional em movimentação.

Na última década, o terminal também teve o segundo maior crescimento entre os aeroportos brasileiros, com alta de 58%.

Mesmo diante desse avanço, a maior parte da carga aérea destinada a Santa Catarina ainda entra no país por aeroportos paulistas. Cerca de sete em cada dez toneladas passam por terminais de São Paulo, principalmente pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A pesquisa foi apresentada à comunidade durante a edição mais recente do ACIN em Foco, realizada nesta semana.

Localização favorece transporte de cargas

A localização do Aeroporto de Navegantes é apontada pelo estudo como uma das vantagens para a expansão da operação de cargas em Santa Catarina.

Em comparação com o Aeroporto de Florianópolis, o terminal de Navegantes está mais próximo de importantes polos econômicos do estado. Essa característica pode reduzir despesas com transbordo e manuseio, além de encurtar em até três dias o tempo de transporte e contribuir para a conservação das mercadorias.

A região do Vale do Itajaí e o norte catarinense concentram 48% das empresas de Santa Catarina e respondem por 53% do PIB estadual, segundo o levantamento.

Entre os principais produtos importados estão produtos da área da saúde e insumos industriais. Para esses segmentos, uma rota terrestre mais curta a partir de Navegantes poderia representar ganhos logísticos.

ACIN defende segunda pista de 2,6 mil metros

A pista atualmente utilizada pelo Aeroporto de Navegantes possui 1,8 mil metros. A proposta apresentada pela ACIN prevê a construção de uma segunda pista com 2,6 mil metros.

A entidade defende que a obra seja incluída nas obrigações previstas na concessão do aeroporto, além de integrar o processo de reequilíbrio do contrato. A área destinada à expansão já está delimitada.

Limitação da pista afeta operação de cargueiros

Atualmente, os aviões cargueiros que operam no terminal precisam respeitar restrições de capacidade devido ao comprimento da pista existente.

Segundo a pesquisa, uma ampliação da infraestrutura permitiria elevar a capacidade de movimentação de carga aérea e atender uma parcela maior da demanda de Santa Catarina.

Para a ACIN, o aumento da capacidade operacional poderia fortalecer o papel de Navegantes na logística catarinense e reduzir a dependência de aeroportos de outros estados para o transporte de mercadorias.

FONTE: Aeroin
TEXTO: Redação
IMAGEM: CCR Aeroportos

Ler Mais
Aeroportos

Pesquisa encomendada pela ACIN sustenta necessidade urgente da segunda pista para o Aeroporto de Navegantes, o segundo que mais cresceu na última década

O levantamento mostra que a localização é estratégica para o transporte de cargas aéreas e pode tornar Santa Catarina mais competitiva no segmento frente a outros estados

Uma pesquisa encomendada pela Associação Empresarial de Navegantes (ACIN) aponta que é urgente, para a logística estadual, a necessidade de construção da segunda pista no Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder. Conforme o levantamento, Santa Catarina teve o maior crescimento de importações por via aérea em 2025, mas 89% das exportações catarinenses pelo ar ainda saem de outros estados.

Os dados revelam que a demanda por carga aérea já existe e o que limita o crescimento é a pista do Aeroporto de Navegantes. O estudo, realizado pelo Centro de Inteligência e Estratégia da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), trouxe que a participação de Navegantes nas importações aéreas catarinenses subiu de 1,5% em 2025 para 27% no primeiro semestre de 2026. No mesmo período, a fatia que chegava por São Paulo caiu de 75% para 36%.

“A conclusão a que chegamos é bastante simples, se um único voo semanal operando com metade da carga produziu esse efeito, a infraestrutura adequada tende a ampliá-lo consideravelmente”, explica o vice-presidente da ACIN, Roger Teixeira da Silva.

O Aeroporto de Navegantes cresce mais que a média nacional e opera com alta eficiência. Mesmo com uma única pista, o terminal movimentou 5.772 toneladas em cargas em 2025 e atingiu o segundo maior crescimento do país. No mesmo período, foram 2,3 milhões de passageiros, o que o coloca o aeroporto como 20º do país em movimento e o 2º que mais cresceu na década, alta de 58%.

Mesmo com números impressionantes, sete em cada 10 toneladas da carga aérea catarinense chegam ao Brasil por meio de aeroportos de São Paulo, especialmente Guarulhos. A pesquisa foi apresentada para a comunidade na última edição do ACIN em Foco, realizado nesta semana.

Localização estratégica
Diferentemente do aeroporto de Florianópolis, na Ilha de Santa Catarina, o Aeroporto de Navegantes tem localização que favorece o recebimento e escoamento das cargas. Isso reduz custos com transbordo e manuseio, diminui em até três dias o transit time e preserva os produtos.

De acordo com a pesquisa, o Vale do Itajaí e o norte do estado concentram 48% das empresas de catarinenses e 53% do PIB estadual. Os principais produtos importados são da saúde e insumos industriais, que chegariam a Navegantes mais facilmente por rota terrestre.

Proposta de ampliação
A pista atual do Aeroporto de Navegantes tem 1,8 mil metros. A proposta é incluir uma nova pista de 2,6 mil metros nas obrigações da concessão e no reequilíbrio do contrato do aeroporto. A área destinada à ampliação já está delimitada. Atualmente, os cargueiros que chegam a Navegantes operam com metade da capacidade em virtude do comprimento da pista.

FONTE E IMAGEM: Assessoria de imprensa da Acin

Ler Mais
Aeroportos

Novas regras para passageiros ampliam informações sobre atrasos e cancelamentos de voos

Passageiros terão acesso a mais informações em casos de atraso de voo, cancelamento de voo ou interrupção do serviço. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou, na terça-feira (22), uma atualização da Resolução nº 400/2016, que estabelece regras para o transporte aéreo de passageiros.

As novas normas devem entrar em vigor aproximadamente 30 dias após a aprovação e ampliam as obrigações das companhias aéreas quanto à comunicação com os consumidores antes e durante a viagem.

O que muda para os passageiros

Entre as principais alterações está o reforço na comunicação sobre possíveis mudanças na operação. No momento da compra da passagem, o passageiro deverá ser informado de que o voo pode sofrer alterações por motivos como condições meteorológicas, requisitos de segurança e outras circunstâncias capazes de afetar a realização da viagem.

Quando a companhia aérea tomar conhecimento de um atraso, cancelamento ou interrupção do voo, deverá comunicar o passageiro por canais digitais e manter as informações atualizadas.

A comunicação deverá incluir a previsão de partida, alternativas de reacomodação e orientações sobre como obter assistência material. Por isso, os dados fornecidos pelo passageiro durante a compra da passagem ou no check-in devem estar corretos e atualizados.

Assistência material continua garantida

A revisão da regulamentação mantém os direitos relacionados à assistência ao passageiro durante períodos de espera.

Em caso de atraso, a companhia deverá oferecer:

  • Alimentação após duas horas de espera;
  • Hospedagem quando houver necessidade de pernoite após quatro horas;
  • Transporte de ida e volta entre o aeroporto e o local de hospedagem, quando aplicável.

A obrigação de prestar assistência permanece mesmo quando o atraso ou cancelamento estiver relacionado a situações de caso fortuito ou força maior.

A nova regulamentação concentra a assistência nas necessidades essenciais do passageiro, como alimentação, hospedagem e transporte.

Reembolso de despesas em situações excepcionais

Em circunstâncias específicas, a companhia aérea poderá não conseguir oferecer diretamente a assistência prevista. Isso pode ocorrer, por exemplo, diante de problemas de infraestrutura aeroportuária, ausência comprovada de fornecedores locais ou outras situações emergenciais e imprevisíveis.

Nessas condições, o passageiro poderá ter direito ao reembolso de despesas necessárias e razoáveis realizadas por conta própria. O ressarcimento deverá ocorrer em até sete dias, desde que os gastos sejam devidamente comprovados.

Regras detalham responsabilidades das companhias

A atualização também amplia a clareza sobre a responsabilidade das companhias aéreas em situações como atraso, cancelamento, interrupção do serviço e preterição de embarque.

As disposições passam a ser detalhadas na própria Resolução nº 400, com o objetivo de facilitar a compreensão dos passageiros sobre os direitos e deveres envolvidos quando ocorre um problema durante a viagem.

Em situações de grande impacto, a Anac também poderá determinar medidas temporárias para o cumprimento da assistência material. Essas medidas deverão ser fundamentadas e terão prazo determinado.

O que fazer em caso de problema no voo

O passageiro que enfrentar dificuldades durante a viagem deve procurar primeiro os canais oficiais de atendimento da companhia aérea.

Se o problema não for solucionado, é possível registrar uma reclamação na plataforma oficial Anac Passageiro, mantida pela Agência Nacional de Aviação Civil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: MPor

Ler Mais
Aeroportos

Queda de energia no Aeroporto de Viracopos gera filas e atrasos em voos

Uma falha elétrica na madrugada desta terça-feira (22) causou longas filas, superlotação e transtornos operacionais no Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas (SP). O incidente afetou diretamente a dinâmica do terminal de passageiros durante as primeiras horas do dia, exigindo redobrada paciência de quem circulava pelo local.

Subestação interna e impacto na rotina

De acordo com a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, administradora do complexo, a interrupção no fornecimento de energia teve início por volta das 3h10 e atingiu diretamente uma das subestações responsáveis por alimentar o saguão de check-in.

Durante o período crítico, os painéis eletrônicos de voo ficaram inoperantes e só voltaram a funcionar perto das 9h. Além disso, os equipamentos de raio-X sofreram paralisações temporárias, represando o fluxo de viajantes na entrada da área de embarque, cujas filas tomaram todo o saguão e alcançaram as portas de acesso externo.

Apesar do cenário de lentidão no atendimento e nas inspeções de segurança, a administradora garantiu que a pista de pousos e decolagens, o pátio de aeronaves e as vias terrestres de chegada ao aeroporto seguiram operando sem interferências estruturais.

O que dizem a concessionária e a distribuidora de energia

Questionada sobre a origem do problema, a CPFL Paulista declarou que a sua rede externa de distribuição operava com normalidade e que nenhuma falha foi detectada em suas linhas. A distribuidora pontuou que o incidente ocorreu exclusivamente nas instalações internas do terminal, cuja manutenção e gerenciamento são de atribuição do aeroporto.

Equipes técnicas da concessionária de Viracopos foram mobilizadas imediatamente para normalizar os sistemas afetados e retomar a fluidez dos serviços.

Situação dos voos e posicionamento das companhias aéreas

Plataformas de monitoramento aéreo apontavam dezenas de operações impactadas ao longo do dia, com dezenas de voos cancelados e voos atrasados. A concessionária ressaltou que as viagens previstas estavam saindo, porém com um ritmo de embarque bem mais cadenciado que o habitual.

  • Azul: Principal operadora do terminal, a companhia confirmou o cancelamento de 26 voos em decorrência da pane elétrica e relatou reflexos em outras rotas. A empresa informou que presta assistência material aos clientes conforme as diretrizes da Anac e recomendou que os passageiros verifiquem o status de suas reservas online antes de irem para o terminal.
  • Latam: Comunicou o registro de apenas um atraso em rota com destino a Brasília, reforçando que seguiu rigorosos protocolos de segurança operacional.
  • Gol: Afirmou que a única operação programada da empresa para o período da manhã ocorreu dentro da normalidade.

Especialistas e autoridades aeroportuárias reforçam a recomendação para que os passageiros afetados mantenham contato direto com as companhias aéreas para reprogramar itinerários ou obter suporte adequado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wanderson Ramon

Ler Mais
Aeroportos

Aviação brasileira chega a 88,6 milhões de passageiros em 2026

A aviação brasileira segue em expansão em 2026. Entre janeiro e agosto, 88,6 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo em voos domésticos e internacionais no país. O volume representa crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Somente em agosto, foram transportados 11,5 milhões de passageiros, maior movimentação para o mês, segundo os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado representa avanço de 2,5% na comparação com agosto do ano anterior.

Mercado doméstico concentra maior número de passageiros

Os voos dentro do Brasil responderam pela maior parcela da movimentação acumulada no ano. O mercado doméstico registrou 68 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, alta de 3,8% frente ao mesmo período de 2025.

Já o mercado internacional contabilizou 20,6 milhões de passageiros, crescimento de 7,6% no acumulado do ano.

Em agosto, a movimentação também avançou nos dois segmentos. Os voos domésticos transportaram 8,9 milhões de passageiros, aumento de 2,3%. Nas rotas internacionais, foram 2,5 milhões de passageiros, alta de 3,4%.

Demanda e oferta de voos avançam

Os indicadores de demanda aérea e oferta de voos também apresentaram crescimento em agosto.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, a demanda aumentou 3,3% no mercado doméstico e 4% no mercado internacional.

A oferta, por sua vez, cresceu 6,8% nos voos domésticos e 4,3% nas operações internacionais.

Transporte de cargas mantém ritmo de crescimento

O desempenho positivo também foi registrado no transporte aéreo de cargas. Em agosto, o setor movimentou 121,5 mil toneladas de mercadorias, volume 8,6% maior que o registrado no mesmo mês de 2025.

O segmento internacional respondeu por 82 mil toneladas, com crescimento de 10,9%. No mercado doméstico, foram transportadas 39,5 mil toneladas, alta de 4%.

Considerando os oito primeiros meses do ano, o transporte aéreo já movimentou 922,5 mil toneladas de cargas, avanço de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Dados acompanham desempenho da aviação nacional

Os números fazem parte do relatório de demanda e oferta da aviação civil elaborado pela Anac. O levantamento acompanha indicadores como passageiros transportados, movimentação de cargas, demanda e oferta nos mercados doméstico e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Floripa-Airport

Ler Mais
Aeroportos

Por que algumas pistas de aeroporto são maiores que outras?

O tamanho de uma pista de aeroporto não é definido apenas pelo porte do terminal ou pela quantidade de passageiros atendidos. Dependendo das aeronaves que operam no local e das condições geográficas e meteorológicas da região, uma pista pode ter menos de 1 mil metro ou chegar a aproximadamente 4 mil metros.

Entre os principais fatores considerados estão o peso da aeronave, seu desempenho operacional, temperatura, altitude, vento, declividade, características do terreno e condições do pavimento. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o dimensionamento também leva em conta os pesos operacionais e as características de desempenho dos aviões que utilizarão a estrutura.

No Brasil, as diferenças são facilmente observadas. A pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tem 1.940 metros. No Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, uma das pistas alcança 4 mil metros. Já o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, possui duas pistas com 3.700 e 3 mil metros.

Peso do avião influencia o comprimento da pista

Uma das principais variáveis é o tamanho e o peso da aeronave.

Aviões maiores e mais pesados podem precisar de uma distância maior para atingir a velocidade necessária para a decolagem. No pouso, a lógica também se aplica: quanto maior a aeronave e seu peso na operação, maior pode ser a distância necessária para reduzir a velocidade e parar com segurança.

Por isso, o comprimento da pista precisa ser compatível com os tipos de aeronaves previstos para operar naquele aeroporto e com as condições específicas de cada operação.

Temperatura e altitude também afetam a operação

As características do local onde o aeroporto está instalado também interferem diretamente no desempenho das aeronaves.

Em temperaturas elevadas, o ar fica menos denso, condição que pode afetar o desempenho do avião durante a decolagem e aumentar a distância necessária para alcançar a velocidade adequada.

A altitude do aeroporto é outro elemento importante. Em regiões mais elevadas, a pressão atmosférica é menor, modificando as condições de operação das aeronaves.

Isso explica por que aeroportos destinados a receber aviões semelhantes podem ter pistas de comprimentos diferentes.

Vento, terreno e pavimento entram nos cálculos

O planejamento de uma pista de pouso e decolagem envolve uma série de variáveis além das características do avião.

De acordo com os critérios considerados pela Anac, entram na análise fatores como:

  • vento;
  • declividade da pista;
  • condições da superfície;
  • elevação do aeródromo;
  • características do terreno;
  • desempenho e peso das aeronaves.

Também são avaliadas as distâncias efetivamente disponíveis para diferentes etapas da operação. Entre elas estão a corrida de decolagem, a distância necessária para a decolagem, a aceleração e parada e a distância disponível para o pouso.

Dependendo das características do aeroporto, áreas complementares, como zonas de parada e zonas desimpedidas, também podem ser consideradas nos cálculos de segurança operacional.

Pista maior não significa aeroporto mais movimentado

O comprimento da pista não está diretamente relacionado ao número de passageiros atendidos por um aeroporto.

Um terminal pode ter uma pista relativamente curta e receber um grande volume de voos, enquanto outro aeroporto, com uma pista significativamente maior, pode apresentar uma movimentação diferente.

A dimensão da estrutura está principalmente relacionada às características das operações previstas, aos modelos de aeronaves e às condições específicas do local.

Assim, o tamanho de uma pista resulta da combinação entre o avião que irá utilizá-la, as características do aeroporto e as condições ambientais e operacionais existentes.

Anac mantém cadastro das pistas brasileiras

A definição das dimensões de uma pista envolve estudos, cálculos e critérios técnicos destinados a garantir que a infraestrutura seja compatível com as aeronaves e as operações previstas.

A Anac mantém um cadastro oficial das pistas dos aeródromos públicos brasileiros. A base reúne informações como comprimento, largura, orientação e tipo de pavimento.

Os dados do cadastro são atualizados semanalmente, permitindo acompanhar as características da infraestrutura aeroportuária disponível no país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Unsplash

Ler Mais
Aeroportos

Construção de aeroporto: veja os principais pontos avaliados antes da obra

A construção de um aeroporto exige uma série de estudos antes que as obras possam começar. A escolha do local precisa considerar não apenas a disponibilidade de uma área, mas também a segurança das operações, a demanda regional, as características do terreno, as condições climáticas, os acessos e os possíveis impactos ambientais.

O planejamento envolve diferentes órgãos e instituições, que analisam aspectos específicos de acordo com as características do empreendimento. O objetivo é verificar se o local escolhido oferece condições adequadas para a implantação e, posteriormente, para a operação do aeroporto.

Demanda regional é um dos primeiros fatores analisados

Antes de definir a implantação de um novo aeroporto, é necessário avaliar se existe demanda suficiente para a estrutura. Entre os fatores considerados estão o tamanho e o perfil da população da região, a atividade econômica, a movimentação de passageiros e cargas e a oferta de voos já existente.

A distância em relação a outros aeroportos também entra na análise. O novo empreendimento precisa ser avaliado dentro da rede de transporte regional, considerando de que maneira poderá complementar ou se integrar à infraestrutura aeroportuária já disponível.

Terreno define características da estrutura

As condições físicas da área escolhida são outro ponto fundamental para o planejamento aeroportuário. Estudos podem avaliar aspectos como topografia, tipo de solo, drenagem e dimensões disponíveis.

Essas características ajudam a determinar a localização e a configuração das pistas de pouso e decolagem. O tamanho e a orientação da infraestrutura também precisam ser compatíveis com os tipos de aeronaves que deverão operar no local.

Obstáculos no entorno podem afetar a segurança

O que existe nas proximidades do aeroporto também precisa ser mapeado. Edificações, torres, antenas, linhas de transmissão e outros elementos podem representar obstáculos às operações aéreas.

Além disso, são avaliadas áreas ou atividades que possam aumentar riscos para a segurança da aviação, como locais capazes de atrair aves ou usos do solo que interfiram nas operações.

Esse levantamento é necessário para verificar possíveis restrições e estabelecer condições adequadas para a circulação das aeronaves.

Clima influencia escolha das pistas e operações

As condições meteorológicas da região também fazem parte dos estudos que antecedem a implantação de um aeroporto.

Informações sobre ventos predominantes, visibilidade, ocorrência de nevoeiro, chuvas e outros fenômenos climáticos podem influenciar diretamente o projeto e a segurança das operações.

Os dados meteorológicos ajudam, por exemplo, a definir a orientação das pistas e a estabelecer quais procedimentos poderão ser utilizados pelas aeronaves durante pousos e decolagens.

Acesso e integração com o transporte regional

Um aeroporto precisa estar conectado à área que pretende atender. Por isso, o planejamento considera a infraestrutura viária disponível e a possibilidade de integração com outros meios de transporte.

É necessário avaliar como passageiros, trabalhadores e cargas chegarão ao terminal e de que maneira o empreendimento poderá se conectar às redes de transporte existentes.

A qualidade dos acessos pode ser determinante para a eficiência da operação e para a capacidade do aeroporto de atender a demanda projetada.

Estudos ambientais também fazem parte do processo

A implantação de uma estrutura aeroportuária pode provocar diferentes impactos sobre o território. Por isso, o projeto deve considerar as exigências relacionadas ao licenciamento ambiental, conforme as características do empreendimento e da área escolhida.

Entre os aspectos avaliados estão a vegetação, os recursos hídricos, a fauna, a ocupação do solo e as condições ambientais existentes.

Os resultados desses estudos podem influenciar tanto a escolha do terreno quanto o desenho e as características do próprio aeroporto.

Quais órgãos participam da análise?

A avaliação de um novo aeroporto envolve diferentes instituições públicas, cada uma dentro de suas respectivas atribuições.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é responsável pela regulação e fiscalização da aviação civil e estabelece requisitos aplicáveis aos aeródromos.

Já o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado à Aeronáutica, realiza análises relacionadas ao espaço aéreo e à segurança das operações.

Também podem participar do processo órgãos ambientais, governos estaduais e municipais e outras instituições responsáveis por questões relacionadas ao licenciamento, infraestrutura e ordenamento territorial.

Decisão depende de análise conjunta

A aprovação ou rejeição de um projeto aeroportuário não depende de um único fator. A viabilidade é avaliada a partir do conjunto de estudos técnicos realizados pelas diferentes instituições envolvidas.

Demanda, terreno, condições meteorológicas, obstáculos, acessos, meio ambiente e segurança da aviação estão entre os principais elementos considerados.

É essa análise integrada que permite verificar se determinada área apresenta condições para receber um aeroporto e se o empreendimento poderá ser implantado e operado de maneira segura e adequada às necessidades da região.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Zurich Airport Brasil

Ler Mais
Aeroportos

Aeroporto de Guarulhos Recebe Diretrizes para Implementação de Sistema Antidrones

O Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) foi selecionado para ser o pioneiro no Brasil a adotar normas específicas para a instalação de um sistema antidrones. O encaminhamento oficial foi realizado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, direcionado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Responsabilidades e Segurança Operacional

Conforme as novas regras, cabe à concessionária responsável pela administração do terminal arcar com a compra, instalação e operação dos mecanismos de detecção, monitoramento, mitigação e neutralização de veículos aéreos não tripulados. A presença irregular desses equipamentos no entorno de aeródromos representa um risco severo para as fases de pousos e decolagens, além de causar paralisações e prejuízos à pontualidade da aviação civil.

A escolha de Guarulhos levou em conta a sua posição estratégica na malha aérea nacional e a recorrência histórica de incidentes com aeronaves remotamente pilotadas na região metropolitana paulista.

Atuação Conjunta entre Órgãos Reguladores

O projeto será executado de maneira integrada, envolvendo diferentes instituições federais dentro de suas respectivas esferas de competência:

  • Anac e Anatel: Garantia de requisitos técnicos e homologação obrigatória dos equipamentos utilizados.
  • Decea: Delimitação das zonas de proteção e alinhamento dos procedimentos de paralisação e retomada dos voos.
  • Polícia Federal e Receita Federal: Apoio na gestão de segurança e resposta a ocorrências.

Expansão para Outros Terminais do País

A fase inicial em Guarulhos funcionará como um projeto-piloto. A Anac realizará análises de custo-benefício e de riscos em conjunto com a Polícia Federal e o Decea para mensurar a viabilidade de estender a obrigação a outros aeroportos brasileiros. Parâmetros como fluxo de passageiros, volume de operações e criticidade do entorno serão avaliados para futuras expansões das normas de segurança aeroportuária.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook