Aeroportos

Aeroporto de Brasília e dez terminais regionais: projeto de R$ 2,06 bilhões é apresentado a investidores

O projeto de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília e a inclusão de dez aeroportos regionais foram apresentados a potenciais investidores durante um roadshow realizado na segunda-feira (19) e na terça-feira (20). Os encontros tiveram como objetivo detalhar as condições do processo competitivo e esclarecer dúvidas dos interessados.

A iniciativa foi organizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi), vinculada à Casa Civil.

As reuniões presenciais ocorreram na segunda-feira, na sede da Anac, em São Paulo. No dia seguinte, a programação foi realizada virtualmente, permitindo a continuidade das discussões com representantes do setor público e possíveis participantes do processo.

Leilão do Aeroporto de Brasília tem calendário definido

O processo de repactuação segue as etapas previstas no edital. Os interessados podem enviar pedidos de esclarecimento até as 18h da sexta-feira (23).

A apresentação das propostas, acompanhadas das respectivas garantias, está programada para 10 de dezembro. Já a sessão pública do leilão está marcada para 17 de dezembro, às 15h.

O roadshow faz parte da preparação para a disputa e busca apresentar aos investidores os principais aspectos do projeto, que combina a continuidade da concessão do terminal da capital federal com a ampliação dos investimentos em aeroportos regionais.

Investimentos previstos somam R$ 2,06 bilhões

O projeto contempla cerca de R$ 2,06 bilhões em investimentos na infraestrutura aeroportuária. Desse montante, aproximadamente R$ 1,2 bilhão será aplicado no Aeroporto Internacional de Brasília.

As intervenções previstas para o terminal incluem três obras principais:

  • Construção de um novo terminal internacional;
  • Implantação de um edifício-garagem;
  • Construção de uma nova via de acesso ao aeroporto.

As melhorias têm como foco a ampliação e a modernização da infraestrutura do aeroporto, que integra o sistema de concessões aeroportuárias do país.

Programa AmpliAR inclui dez aeroportos regionais

Outros R$ 857,8 milhões serão destinados a dez aeroportos regionais incorporados ao projeto por meio do AmpliAR, iniciativa que busca viabilizar investimentos privados na infraestrutura de terminais regionais.

Os aeroportos contemplados estão distribuídos por quatro estados brasileiros:

  • Goiás: Alto Paraíso de Goiás e São Miguel do Araguaia;
  • Bahia: Barreiras;
  • Mato Grosso: Cáceres, Juína e Tangará da Serra;
  • Mato Grosso do Sul: Bonito, Dourados e Três Lagoas;
  • Paraná: Ponta Grossa.

A inclusão desses terminais amplia o alcance do projeto para além da capital federal, direcionando recursos também a aeroportos regionais.

Valores poderão mudar após diagnóstico dos aeroportos

Os investimentos previstos para os dez terminais regionais ainda poderão passar por ajustes. A definição dos valores finais dependerá de uma avaliação inicial das condições físicas e fundiárias de cada aeroporto.

Essa etapa de diagnóstico permitirá verificar as necessidades específicas de infraestrutura e eventuais adequações necessárias para a execução das obras.

Apesar da incorporação dos aeroportos regionais ao projeto, o prazo da concessão do Aeroporto de Brasília permanece inalterado, com término previsto para 2037.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Aeroportos

Aviação brasileira bate recorde de passageiros em setembro e se aproxima de 100 milhões no ano

A aviação civil brasileira transportou 10,89 milhões de passageiros em setembro de 2026, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000. O resultado considera voos domésticos e internacionais e representa crescimento de 0,7% em comparação com setembro de 2025, quando 10,81 milhões de pessoas viajaram de avião.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na terça-feira (20). No acumulado de janeiro a setembro, o setor movimentou 99,6 milhões de passageiros, uma alta de 4,3% em relação aos 95,5 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o transporte aéreo brasileiro ficou a aproximadamente 405 mil passageiros de alcançar a marca de 100 milhões nos primeiros nove meses de 2026.

Aviação brasileira se aproxima de marca histórica

O país já havia ultrapassado a marca de 100 milhões de passageiros transportados em 2012, quando contabilizou 106,8 milhões de viajantes. O resultado foi repetido anualmente até 2019, mas a pandemia de Covid-19 interrompeu essa sequência em 2020.

A recuperação ocorreu gradualmente nos anos seguintes, e o Brasil voltou a superar esse patamar em 2023, com 112,7 milhões de passageiros.

O desempenho registrado em 2026 reforça a expansão da demanda por transporte aéreo no Brasil, embora o setor enfrente desafios relacionados ao aumento dos custos operacionais e à pressão sobre as margens das companhias.

Alta do querosene de aviação pressiona custos das empresas

O crescimento no número de passageiros ocorre em meio à forte elevação do preço do querosene de aviação (QAV), um dos principais componentes das despesas das empresas aéreas.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, em março, o preço médio do combustível vendido pela Petrobras às distribuidoras acumulou alta de aproximadamente 74%. Somente em outubro, o reajuste foi de 11,76%, elevando o valor para R$ 6,242 por litro.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível representava entre 30% e 32% dos custos operacionais antes do conflito. Com os aumentos recentes, a participação passou a superar 45%.

A escalada dos preços internacionais do petróleo, portanto, amplia a pressão financeira sobre as companhias, mesmo diante do crescimento da procura por passagens aéreas.

Gol anuncia cortes de rotas diante do combustível mais caro

O encarecimento do QAV já começa a afetar o planejamento das operações. Em 14 de outubro, a Gol anunciou que suspenderá seis rotas internacionais e pelo menos oito domésticas a partir de fevereiro de 2027.

A companhia atribuiu a decisão aos reajustes sucessivos do combustível de aviação, que elevaram os custos de manutenção da malha aérea.

Em agosto, a Abear estimou que Gol, Latam e Azul haviam desembolsado, em conjunto, R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto para 2026 com a compra de combustível. O valor adicional foi associado à alta das cotações internacionais do petróleo.

Crescimento da demanda contrasta com desafios do setor aéreo

Os números de setembro mostram que o mercado brasileiro de aviação continua em expansão, com aumento no total de passageiros transportados tanto no mês quanto no acumulado do ano.

Por outro lado, o avanço das despesas com combustível representa um desafio para as empresas, podendo influenciar a oferta de voos, a rentabilidade das operações e o planejamento de novas rotas nos próximos meses.

A proximidade da marca de 100 milhões de passageiros entre janeiro e setembro evidencia a força da demanda pelo transporte aéreo no país, mas a continuidade desse crescimento também dependerá da capacidade das companhias de lidar com os custos operacionais.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Aeroportos, Portos

Crise climática impulsiona mudanças nas regras de concessão de portos, aeroportos e hidrovias

A intensificação dos eventos climáticos extremos tem ampliado a necessidade de rever as regras de concessão da infraestrutura de transportes no Brasil. Chuvas intensas, enchentes e períodos prolongados de seca representam riscos para portos, aeroportos e hidrovias, com potencial para provocar danos estruturais, interromper operações e afetar o transporte de cargas e passageiros.

Diante desse cenário, o planejamento da infraestrutura precisa incorporar medidas preventivas, estratégias de recuperação e mecanismos que garantam a continuidade dos serviços. Além de responder às emergências, é necessário definir antecipadamente como os riscos serão administrados e quais responsabilidades caberão ao poder público e às empresas concessionárias.

Nesse contexto, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) propôs novas diretrizes para a gestão de riscos climáticos, seguros e responsabilidades nos contratos de concessão de infraestrutura de transportes.

Gestão de riscos climáticos nas concessões

A preparação dos contratos depende da integração de diferentes instrumentos. A matriz de riscos determina como as responsabilidades são distribuídas entre o governo e a concessionária, enquanto os seguros oferecem cobertura para prejuízos previstos nas respectivas apólices.

Os planos de contingência, por sua vez, estabelecem procedimentos para situações de emergência, incluindo a proteção de pessoas e instalações, a resposta aos danos e a retomada das atividades.

A utilização conjunta desses mecanismos permite adaptar os contratos às características de cada empreendimento e aos impactos potenciais de eventos extremos. Também contribui para identificar situações em que os prejuízos ultrapassem os limites das apólices ou em que não existam coberturas disponíveis no mercado segurador.

Reequilíbrio econômico-financeiro e divisão de responsabilidades

Entre os mecanismos previstos nos contratos de concessão está o reequilíbrio econômico-financeiro, utilizado para analisar situações em que determinados acontecimentos afetam as condições econômicas originalmente estabelecidas para o empreendimento.

A aplicação desse instrumento depende das circunstâncias de cada caso e do atendimento às exigências legais e contratuais. Portanto, a ocorrência de um evento climático, por si só, não garante o reequilíbrio automático da concessão.

Outra possibilidade é estabelecer mecanismos complementares para administrar riscos sem cobertura integral no mercado de seguros. Entre as alternativas estão fundos de reserva e modelos de compartilhamento de perdas.

A definição antecipada de critérios para essas situações pode reduzir incertezas, esclarecer a distribuição dos prejuízos e facilitar a tomada de decisões durante crises. O objetivo é evitar indefinições sobre quem deve arcar com os custos de recuperação e quais medidas precisam ser adotadas para restabelecer os serviços.

As soluções, entretanto, devem considerar as particularidades de cada modalidade de transporte, assim como as necessidades de prevenção, manutenção e recuperação da infraestrutura.

Ministério propõe novas diretrizes para seguros e riscos

Para aprimorar a estruturação dos projetos, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou uma proposta de diretrizes para a gestão de seguros e riscos em concessões de infraestrutura. A iniciativa está em consulta pública.

O texto prevê que os estudos de viabilidade dos empreendimentos contemplem uma avaliação específica dos riscos envolvidos e da disponibilidade de coberturas no mercado segurador. A medida busca incorporar essas informações desde as etapas iniciais de planejamento das concessões.

A proposta também estabelece que a estimativa dos custos com seguros seja fundamentada em dados de mercado. Além disso, prevê a classificação dos riscos de acordo com suas características e com a possibilidade de contratação de coberturas.

Para os casos em que não houver seguro disponível, a minuta estabelece procedimentos específicos e permite a adoção de instrumentos alternativos de mitigação. A ausência de cobertura, contudo, não implica transferência automática da responsabilidade pelos prejuízos ao poder público.

Regras abrangem infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária

As diretrizes propostas alcançam concessões e outras formas de exploração privada de infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária.

O texto também prevê a participação das agências reguladoras na adaptação das orientações às necessidades e características de cada setor. Dessa forma, a aplicação das medidas poderá considerar as diferenças entre os empreendimentos e os riscos aos quais estão expostos.

A iniciativa busca fortalecer o planejamento das concessões diante das mudanças climáticas, com maior clareza na distribuição de responsabilidades, avaliação das alternativas de cobertura e preparação para eventos extremos.

Com a incorporação desses fatores aos projetos, a gestão de riscos passa a integrar o planejamento da infraestrutura de transportes, contribuindo para a proteção dos ativos e para a continuidade das operações em situações adversas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação (IA)

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Aeroportos

Concessão do Aeroporto de Brasília e de outros 10 terminais prevê R$ 2 bilhões em investimentos

O projeto de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília e de outros dez aeroportos regionais será apresentado a potenciais investidores nos dias 19 e 20 de outubro. A iniciativa busca detalhar as oportunidades de negócio, esclarecer dúvidas e aproximar o mercado do processo de licitação, cujo leilão está previsto para 17 de dezembro de 2026.

A apresentação será conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência da República (Seppi).

Os interessados em participar do encontro devem preencher o formulário eletrônico de inscrição até esta sexta-feira (16).

Roadshow terá reuniões presenciais e virtuais com investidores

A programação será organizada em reuniões individuais, com duração de até 60 minutos, para permitir que os participantes conheçam os detalhes do projeto e apresentem questionamentos sobre a proposta de concessão.

Na segunda-feira (19), os encontros serão realizados presencialmente na sede da Anac, em São Paulo. Já na terça-feira (20), as reuniões ocorrerão em formato virtual.

O roadshow aeroportuário faz parte da preparação para o procedimento competitivo e tem como finalidade ampliar a transparência das informações, esclarecer aspectos técnicos e contratuais e estimular o interesse de potenciais investidores.

Projeto prevê R$ 2,06 bilhões em investimentos

A repactuação contratual estabelece cerca de R$ 2,06 bilhões em investimentos para modernizar a infraestrutura aeroportuária. Desse montante, R$ 1,2 bilhão será destinado ao Aeroporto Internacional de Brasília, enquanto os outros R$ 857,8 milhões serão aplicados nos dez terminais regionais.

Entre as principais intervenções previstas para o aeroporto da capital federal estão:

  • Construção de um novo terminal internacional;
  • Implantação de um edifício-garagem;
  • Construção de uma nova via de acesso.

As obras têm como objetivo ampliar e modernizar a estrutura do aeroporto, que desempenha um papel importante na conexão de voos nacionais e internacionais.

Dez aeroportos regionais integram o programa AmpliAR

Além de Brasília, o projeto contempla dez aeroportos regionais distribuídos pelos estados de Goiás, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

A inclusão desses terminais está vinculada ao Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais (AmpliAR), iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos voltada à atração de capital privado para a modernização da infraestrutura aeroportuária.

O programa busca ampliar a oferta de serviços aéreos e melhorar a conectividade em localidades do interior do país, fortalecendo a integração entre diferentes regiões.

Concessão busca fortalecer a aviação e o desenvolvimento regional

A proposta reúne investimentos em um dos principais centros de conexão aérea do Brasil e melhorias em aeroportos regionais. A estratégia pretende ampliar a capacidade da infraestrutura, facilitar o deslocamento de passageiros e contribuir para o desenvolvimento econômico das áreas atendidas.

Com a participação da iniciativa privada, o projeto busca viabilizar melhorias estruturais e fortalecer a aviação civil brasileira, ao mesmo tempo que amplia as possibilidades de integração entre cidades e mercados regionais.

O leilão da concessão está previsto para 17 de dezembro de 2026.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos 
TEXTO: Redação
IMAGEM: Inframerica

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Aeroportos, Portos

Investimentos em portos, aeroportos e hidrovias devem chegar a R$ 160 bilhões até 2030

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apresentou um plano de investimentos de aproximadamente R$ 160 bilhões para o período de 2027 a 2030. A carteira reúne novos leilões, concessões, autorizações para empreendimentos privados e obras públicas voltadas à ampliação e à modernização da infraestrutura de transportes brasileira.

O planejamento foi apresentado nesta quinta-feira (8), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026. A proposta abrange os setores portuário, aeroportuário e hidroviário, com projetos destinados a ampliar a capacidade logística e estimular a participação da iniciativa privada.

Na área portuária, estão previstos 34 leilões, com R$ 20,6 bilhões em investimentos, além de 70 autorizações para empreendimentos privados, que podem movimentar R$ 33,1 bilhões. O plano também inclui R$ 2 bilhões em obras para aeroportos regionais e R$ 7,6 bilhões em intervenções nas hidrovias.

Segundo Tomé Franca, a carteira foi estruturada para atender às diferentes necessidades da infraestrutura nacional, ampliar a capacidade dos portos, fortalecer a aviação regional e melhorar o transporte de cargas e passageiros pelas vias navegáveis.

Investimentos dão continuidade à expansão da infraestrutura

O novo planejamento dá sequência aos aportes realizados entre 2023 e 2026. Nesse intervalo, o setor portuário contabilizou R$ 46,9 bilhões em compromissos de investimentos privados, considerando leilões, novos terminais e reinvestimentos previstos em contratos existentes.

No segmento aeroportuário, os investimentos privados devem alcançar R$ 11,6 bilhões no mesmo período.

Para os próximos quatro anos, a estratégia combina a ampliação da infraestrutura existente com novos projetos de concessão e melhorias na gestão dos ativos públicos. A expectativa é criar condições para atender ao crescimento da movimentação de mercadorias e passageiros no país.

Portos terão 34 leilões e R$ 20,6 bilhões em investimentos

A carteira portuária prevê 34 leilões entre 2027 e 2030, com foco na expansão e modernização dos terminais brasileiros. Entre os principais empreendimentos estão projetos em Santos, São Sebastião e Itajaí.

Confira os investimentos previstos para os principais projetos:

  • Tecon Santos 10 (SP): R$ 6,45 bilhões.
  • SSB01, no Porto de São Sebastião (SP): R$ 3,84 bilhões.
  • ITJ01, no Porto de Itajaí (SC): R$ 2,66 bilhões.
  • VDC10, no Porto de Vila do Conde (PA): R$ 1,93 bilhão.
  • IQI15, no Porto do Itaqui (MA): R$ 1,22 bilhão.

Os projetos buscam ampliar a capacidade operacional dos portos e preparar a infraestrutura para o aumento da demanda por transporte de cargas. A projeção do governo é que a movimentação portuária brasileira alcance 1,45 bilhão de toneladas em 2026.

Entre 2023 e 2026, foram realizados 29 leilões portuários, que somaram R$ 15,68 bilhões em investimentos. A nova carteira pretende manter esse ritmo de expansão nos próximos anos.

Autorizações privadas devem mobilizar R$ 33,1 bilhões

Além dos leilões, o planejamento prevê 70 autorizações para instalações portuárias privadas. A lista contempla Terminais de Uso Privado (TUPs), Estações de Transbordo de Carga (ETCs) e Instalações Portuárias de Turismo (IPTur).

Os R$ 33,1 bilhões estimados para esses empreendimentos estão distribuídos regionalmente da seguinte forma:

  • Sudeste: R$ 14,64 bilhões.
  • Sul: R$ 7,33 bilhões.
  • Norte: R$ 6,78 bilhões.
  • Nordeste: R$ 4,3 bilhões.

A carteira também reúne 18 obras portuárias públicas, com investimentos de R$ 2,15 bilhões. Entre as intervenções previstas estão a modernização dos sistemas de defensas dos portos do Recife (PE) e de Natal (RN), a conclusão do Moegão, no Porto de Paranaguá (PR), e a recuperação das vias terrestres de acesso ao Porto de Santana (AP).

Aviação civil terá obras em 59 aeroportos regionais

No setor aéreo, o plano busca ampliar a conectividade regional, modernizar aeroportos e estimular novos investimentos privados. A estimativa do governo é que o Brasil encerre 2026 com cerca de 134 milhões de passageiros transportados.

Uma das estratégias é incorporar aeroportos regionais a contratos de concessão já existentes, ampliando a participação privada na administração e na modernização dessas estruturas.

A primeira etapa, realizada em 2025, contemplou 13 aeroportos e investimentos de R$ 731,6 milhões. A segunda fase prevê a inclusão de outros dez aeroportos, vinculados à repactuação do contrato de concessão do Aeroporto de Brasília, com R$ 857,8 milhões estimados.

Outro projeto envolve a repactuação do contrato do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A iniciativa prevê R$ 1,5 bilhão em investimentos e a integração de aeroportos regionais.

Na carteira de obras públicas para 2027 a 2030, estão incluídos 59 aeroportos regionais, com recursos estimados em R$ 2 bilhões para obras, estudos e projetos.

Empreendimentos comerciais ampliam oportunidades nos aeroportos

O planejamento também prevê ampliar as atividades econômicas dentro das áreas aeroportuárias. Entre as possibilidades estão centros logísticos, hotéis, escolas, hospitais e estabelecimentos comerciais.

Os investimentos aprovados nessa modalidade já somam R$ 6,07 bilhões. A iniciativa busca diversificar as fontes de receita dos aeroportos e ampliar o aproveitamento econômico das áreas disponíveis.

Hidrovias terão R$ 7,6 bilhões para obras e modernização

A carteira hidroviária prevê R$ 7,6 bilhões em investimentos públicos entre 2027 e 2030. Os recursos serão destinados a melhorar as condições de navegação, ampliar a capacidade de transporte de cargas e passageiros e fortalecer a integração logística entre diferentes regiões.

Um dos destaques é a ampliação do Terminal Hidroviário de Manaus, conhecido como Manaus Moderna, com investimento estimado em R$ 964 milhões. O projeto prevê melhorias nas estruturas de embarque e desembarque e no atendimento aos usuários do transporte fluvial.

O pacote de intervenções também inclui:

  • Dragagens de manutenção para melhorar as condições de navegação.
  • Derrocamento do Pedral do Lourenço.
  • Construção, recuperação e manutenção de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4).
  • Modernização de eclusas.
  • Implantação de sistemas de sinalização e monitoramento hidroviário.

Concessões de hidrovias estão em preparação

O ministério também trabalha na estruturação de concessões para as hidrovias dos rios São Francisco, Paraguai, Madeira e Tocantins, além da Hidrovia Verde e da Lagoa Mirim.

A proposta é ampliar a oferta de serviços voltados à navegação e melhorar a eficiência do transporte aquaviário, com benefícios logísticos, sociais e ambientais.

Para 2026, a projeção é de movimentação de 233 milhões de toneladas pela cabotagem, modalidade de transporte marítimo entre portos do mesmo país, e de 162 milhões de toneladas pelas vias interiores.

Fundo da Marinha Mercante prevê R$ 95 bilhões em financiamentos

O planejamento apresentado pelo MPor também contempla o fortalecimento do financiamento à indústria naval e à infraestrutura portuária.

Entre 2027 e 2030, o governo prevê R$ 95 bilhões em priorizações de financiamento por meio do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Desse total, R$ 60 bilhões devem ser destinados a projetos navais e R$ 35 bilhões a empreendimentos de infraestrutura portuária.

A estratégia inclui a elaboração de um projeto de lei para modernizar o fundo e a criação de um mecanismo garantidor para fortalecer as condições de financiamento do setor.

As medidas buscam ampliar a capacidade de investimento e oferecer instrumentos para viabilizar novos projetos de construção naval e expansão portuária.

Governo anuncia medidas para ampliar a segurança jurídica

Além das obras e concessões, o ministério apresentou iniciativas destinadas a melhorar o ambiente de negócios e ampliar a segurança jurídica para investidores.

Entre as medidas estão uma política de seguros para concessões de portos, aeroportos e hidrovias, o fortalecimento dos mecanismos de financiamento por meio do mercado de capitais e a implementação de identificação biométrica em portos e aeroportos.

O governo também destacou resultados de instrumentos utilizados para estimular investimentos em infraestrutura entre 2023 e 2026. Nesse período, os incentivos fiscais destinados ao setor estiveram associados a R$ 34,9 bilhões em investimentos, enquanto as emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 29,2 bilhões.

Três novos leilões portuários estão previstos para dezembro

Durante a apresentação da carteira, Tomé Franca anunciou a previsão de três novos leilões portuários para 9 de dezembro.

Os processos devem contemplar empreendimentos nos portos do Itaqui, no Maranhão, de Maceió, em Alagoas, e de Salvador, na Bahia.

Segundo o ministro, a combinação de novos projetos, modernização da infraestrutura e instrumentos de financiamento pretende ampliar os investimentos e melhorar a capacidade de transporte do país.

A carteira para 2027 a 2030 reúne, assim, iniciativas públicas e privadas para expandir os portos, fortalecer a aviação regional e aumentar a eficiência das hidrovias brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Aeroportos

Plano Aeroviário Nacional é atualizado para orientar investimentos em aeroportos

Planejar a infraestrutura aeroportuária para as próximas décadas exige olhar além da movimentação atual de passageiros. É preciso antecipar como as cidades podem crescer, de que forma a demanda por voos tende a evoluir e quais regiões precisarão de uma rede de aeroportos preparada para atender novos fluxos.

É nesse contexto que o Brasil iniciou uma nova etapa de atualização do Plano Aeroviário Nacional (PAN). O documento integra o novo ciclo de planejamento dos transportes e será alinhado ao Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), lançado pelo Governo Federal em agosto.

Enquanto o PNL considera os diferentes modais de transporte de maneira integrada, o PAN concentra-se nas necessidades e perspectivas da aviação civil brasileira.

O que é o Plano Aeroviário Nacional?

Elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o PAN funciona como uma referência para identificar necessidades futuras da infraestrutura aeroportuária brasileira.

A versão atualmente em vigor é o PAN 2022–2052, desenvolvido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans).

O documento reúne informações como:

  • Projeções de demanda por transporte aéreo;
  • Dados sobre passageiros e cargas;
  • Estudos sobre a rede aeroportuária;
  • Características socioeconômicas das regiões;
  • Avaliação de empreendimentos;
  • Análises de investimentos e infraestrutura.

A nova edição deverá incorporar bases de dados atualizadas para acompanhar as mudanças registradas no setor aéreo e na economia brasileira.

Novos dados ajudam a projetar a demanda

Entre os elementos previstos na atualização estão novas matrizes origem-destino de passageiros e cargas. Essas informações permitem identificar não apenas o volume de pessoas e mercadorias transportadas, mas também os pontos de origem, os destinos e a distribuição desses fluxos pelo território nacional.

A combinação desses dados ajuda a responder questões fundamentais para o planejamento: uma determinada região terá demanda suficiente para justificar a ampliação de um aeroporto? A estrutura atual conseguirá absorver o crescimento? Seria necessário construir uma nova unidade?

Essas projeções são importantes para orientar decisões de investimento em infraestrutura aeroportuária com horizonte de médio e longo prazo.

Como o PAN define onde investir?

O planejamento cruza diferentes conjuntos de informações. São considerados dados de movimentação de passageiros e cargas, características dos municípios, atividade econômica regional, infraestrutura disponível e perspectivas de crescimento da demanda.

Também são elaborados cenários para testar como a rede aeroportuária responderia a diferentes níveis de crescimento.

A análise pode indicar a necessidade de ampliar um terminal existente, modernizar pistas e outras estruturas ou até estudar a implantação de um novo aeroporto. As alternativas podem ser comparadas a partir dos custos envolvidos e dos benefícios esperados para a sociedade.

O processo também inclui estudos de planejamento de transportes e avaliações socioeconômicas de custo-benefício.

Para construir esse diagnóstico, o MPor reúne dados de diferentes fontes e recebe contribuições de companhias aéreas, operadores aeroportuários, universidades, especialistas, indústria aeronáutica, órgãos públicos e entidades reguladoras.

Estar no PAN não significa que uma obra será feita

A inclusão de uma necessidade no Plano Aeroviário Nacional não representa, por si só, a decisão de executar uma obra.

O PAN serve como instrumento de planejamento e definição de prioridades. Para que um empreendimento avance, ainda são necessárias várias etapas, que podem envolver estudos de viabilidade, escolha da alternativa técnica, licenciamento ambiental, elaboração de projetos, definição do modelo de implantação e operação e identificação dos recursos necessários.

Se os estudos apontarem, por exemplo, a necessidade futura de um novo aeroporto em determinada região, será preciso determinar posteriormente sua localização, estimar os custos, dimensionar a demanda, analisar os impactos e definir a melhor estratégia para construção e operação.

Por isso, não existe um prazo padrão entre a identificação de uma necessidade e a entrada em funcionamento de um novo aeroporto. Cada projeto depende de suas características, dos estudos necessários e das etapas de implantação.

PAN também orienta programas de investimentos

O planejamento nacional também serve de referência para programas específicos de investimentos. Um exemplo é o AmpliAR, que utiliza informações do PAN para identificar aeroportos regionais prioritários e considera o custo-benefício social dos projetos.

A proposta é concentrar esforços em iniciativas que possam melhorar a conectividade aérea e ampliar os benefícios do transporte aéreo para as regiões atendidas.

O PAN também está relacionado ao planejamento da utilização de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Conforme as regras e prioridades definidas para cada programa ou empreendimento, o fundo pode financiar ações destinadas ao desenvolvimento e à melhoria da infraestrutura aeroportuária e aeronáutica.

Planejamento define o futuro da aviação brasileira

A atualização do Plano Aeroviário Nacional busca antecipar as necessidades da aviação brasileira e oferecer uma base técnica para decisões que terão efeitos ao longo de décadas.

Mais do que apontar onde existem aeroportos hoje, o planejamento procura identificar onde a infraestrutura aérea precisará estar preparada no futuro, considerando o crescimento da população, da economia e dos fluxos de passageiros e cargas.

Dessa forma, o PAN funciona como uma ferramenta de planejamento de longo prazo para orientar investimentos e ajudar a preparar a aviação brasileira para a demanda das próximas décadas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Inframerica

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Aeroportos

Aeroportos regionais passam a integrar grandes redes de concessionárias

A entrada de aeroportos regionais em redes administradas por grandes concessionárias começa a transformar a forma como esses terminais se conectam ao restante da infraestrutura aeroportuária brasileira.

Além da mudança na gestão, a integração reúne aeroportos de diferentes tamanhos sob uma mesma estrutura, criando possibilidades de compartilhamento de experiência operacional, tecnologia, processos e relações comerciais. A aproximação também pode facilitar o diálogo com companhias aéreas e parceiros interessados em atuar nos mercados regionais.

Uma nova etapa desse processo está prevista com a repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, que prevê a inclusão de dez aeroportos regionais no contrato a ser levado a leilão em dezembro.

Dez aeroportos regionais serão incorporados

A nova etapa contempla terminais localizados em cinco estados. O grupo é formado por:

  • Alto Paraíso de Goiás e São Miguel do Araguaia, em Goiás;
  • Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul;
  • Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso;
  • Ponta Grossa, no Paraná;
  • Barreiras, na Bahia.

A incorporação amplia o modelo de concessão conjunta, que já teve uma primeira rodada realizada em novembro de 2025.

Primeiro leilão reuniu 13 aeroportos

Na primeira etapa, 13 aeroportos regionais foram incorporados a concessões já existentes.

O Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, passou para a administração da Fraport Brasil, empresa que também opera os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre.

Os demais terminais foram incorporados à concessão da GRU Airport, responsável pela operação do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Os aeroportos incluídos foram:

  • Lençóis e Paulo Afonso, na Bahia;
  • Barreirinhas, no Maranhão;
  • Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso;
  • Araripina, Garanhuns e Serra Talhada, em Pernambuco;
  • São Raimundo Nonato, no Piauí;
  • Jericoacoara e Canoa Quebrada, no Ceará;
  • Cacoal e Vilhena, em Rondônia;
  • Araguaína, no Tocantins.

Integração pode ampliar troca de experiências

A reunião de terminais de diferentes portes em uma mesma rede cria condições para a circulação de experiências de gestão e soluções operacionais.

Uma concessionária que administra grandes aeroportos e unidades regionais concentra, em uma estrutura única, mercados, perfis de passageiros e desafios operacionais distintos. Com isso, procedimentos desenvolvidos em terminais de maior movimento podem servir de referência para aeroportos menores.

Essa troca pode envolver áreas como segurança aeroportuária, atendimento ao passageiro, tecnologia, gestão de serviços e relacionamento com empresas que atuam dentro dos aeroportos.

Rede maior pode atrair novos negócios

A integração também amplia a estrutura comercial disponível aos terminais regionais. Restaurantes, lojas, locadoras de veículos e outros serviços podem encontrar novas oportunidades ao fazer parte de uma rede com presença em diferentes mercados.

Os efeitos podem alcançar também o entorno dos aeroportos. O aumento da oferta de serviços e da circulação de passageiros pode aproximar os terminais de empresas, destinos turísticos e atividades econômicas locais.

Dessa forma, a infraestrutura aeroportuária regional pode assumir um papel mais integrado ao desenvolvimento econômico das cidades e regiões atendidas.

Concessionárias podem aproximar aeroportos de grandes centros

Outro possível efeito da integração é a aproximação entre aeroportos regionais e grandes centros de conexão.

Ao administrar terminais de diferentes portes, uma mesma empresa pode ter uma visão mais ampla dos mercados e identificar possibilidades de conectividade entre localidades. Isso pode incluir contatos comerciais com companhias aéreas, avaliação de novos mercados e apresentação de oportunidades de operação.

A criação de uma nova rota, entretanto, continua sendo uma decisão das companhias aéreas, que avaliam fatores como demanda e estratégia comercial. Portanto, a integração entre aeroportos não representa, automaticamente, a abertura de novos voos.

Ela pode, porém, ampliar as condições para que oportunidades de mercado sejam identificadas e apresentadas às empresas aéreas.

Jericoacoara terá ligação com Brasília

O Aeroporto Regional de Jericoacoara é um exemplo dessa integração. A Fraport Brasil assumiu a operação do terminal em 1º de setembro de 2026.

Posteriormente, foi anunciada uma nova ligação entre Jericoacoara e Brasília, com previsão de cinco voos semanais a partir de julho de 2027.

A conexão deverá ampliar as alternativas de deslocamento entre o destino turístico cearense e a capital federal.

Investimentos também estão previstos nos terminais

A integração às grandes redes pode trazer novas perspectivas para a modernização dos aeroportos regionais.

Em Pernambuco, Serra Talhada, Garanhuns e Araripina passaram a fazer parte da concessão da GRU Airport. Na Bahia, Paulo Afonso e Lençóis também foram incorporados à mesma rede.

Os projetos previstos para esses aeroportos incluem melhorias em pistas, pátios, terminais de passageiros e balizamento noturno, além de adequações às normas da aviação civil.

A participação em uma rede maior também coloca os terminais em contato com diferentes fornecedores, parceiros e mercados. Essa estrutura pode contribuir para a identificação de serviços e oportunidades comerciais compatíveis com as características de cada aeroporto.

Mais conectividade para diferentes regiões do país

A expansão das redes de concessão pode ter impacto sobre a própria conectividade aérea brasileira. Os aeroportos regionais funcionam como portas de entrada e saída para localidades afastadas dos principais centros urbanos.

Uma estrutura mais conectada pode facilitar viagens de negócios, deslocamentos turísticos, acesso a serviços e transporte de produtos. Dependendo da oferta existente em cada região, também pode reduzir a necessidade de deslocamentos terrestres prolongados até aeroportos de maior porte.

Ao reunir terminais de diferentes tamanhos sob modelos de gestão integrados, o sistema cria novas possibilidades para que os aeroportos regionais façam parte de uma rede aérea mais abrangente.

Para passageiros e empresas, a expansão dessa estrutura representa mais alternativas de conexão entre diferentes partes do país, respeitando as características e a demanda de cada mercado regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Aeroportos

Voos diretos no Brasil: confira as rotas mais curtas e mais longas

A duração de um voo direto no Brasil pode variar bastante. Em um país de dimensões continentais, há trajetos domésticos programados para durar apenas 30 minutos, enquanto outros chegam a quatro horas e meia.

Um levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na programação de setembro de 2026, identificou as rotas domésticas diretas com os menores e maiores tempos de viagem.

Morro de São Paulo e Salvador têm o voo mais curto

A ligação entre Morro de São Paulo, em Cairu (BA), e Salvador (BA) é a mais curta entre as rotas analisadas, com duração programada de apenas 30 minutos.

Na outra ponta, três trajetos aparecem empatados como os mais longos, com previsão de 4h30 de viagem:

  • Recife (PE) – Porto Alegre (RS);
  • Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP);
  • Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP).

Assim, a diferença entre o menor e o maior tempo de voo chega a nove vezes.

Recife aparece entre as rotas mais curtas e mais longas

A capital pernambucana é um dos destaques do levantamento por figurar nos dois extremos da lista.

Entre os voos diretos mais rápidos, Recife aparece nas ligações com João Pessoa, Campina Grande e Maceió. Já entre os trajetos mais longos, a cidade está nas rotas para Porto Alegre e Manaus.

O contraste entre os percursos é significativo: o voo entre Recife e João Pessoa tem duração programada de 35 minutos, enquanto a ligação com Porto Alegre chega a 4h30.

Confira as 10 rotas domésticas mais curtas

Segundo o levantamento, estas são as rotas aéreas mais curtas do Brasil em duração programada:

  1. Morro de São Paulo/Cairu (BA) – Salvador (BA): 30 minutos
  2. João Pessoa (PB) – Recife (PE): 35 minutos
  3. Apuí (AM) – Manicoré (AM): 40 minutos
  4. Campina Grande (PB) – Recife (PE): 40 minutos
  5. Brasília (DF) – Goiânia (GO): 45 minutos
  6. Confins (MG) – Divinópolis (MG): 45 minutos
  7. Confins (MG) – Ipatinga (MG): 45 minutos
  8. Bauru (SP) – Campinas/Viracopos (SP): 50 minutos
  9. Salvador (BA) – Aracaju (SE): 50 minutos
  10. Maceió (AL) – Recife (PE): 50 minutos

Região Norte concentra os voos mais longos

As maiores durações estão fortemente concentradas em rotas envolvendo a Região Norte. Oito das dez ligações com maior tempo programado têm origem ou destino em estados da região.

Manaus é a cidade que mais se destaca nesse grupo, com quatro conexões entre as dez mais longas. A capital amazonense aparece nas rotas para Guarulhos, Recife, Rio de Janeiro/Galeão e Campinas/Viracopos.

As 10 rotas diretas mais longas

  1. Recife (PE) – Porto Alegre (RS): 4h30
  2. Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP): 4h30
  3. Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP): 4h30
  4. Manaus (AM) – Guarulhos (SP): 4h10
  5. Recife (PE) – Manaus (AM): 4h05
  6. Rio de Janeiro/Galeão (RJ) – Manaus (AM): 4h
  7. Guarulhos (SP) – Macapá (AP): 3h55
  8. Fernando de Noronha (PE) – Guarulhos (SP): 3h55
  9. Confins (MG) – Porto Velho (RO): 3h55
  10. Campinas/Viracopos (SP) – Manaus (AM): 3h50

Aviação doméstica registra crescimento

O levantamento foi divulgado em um momento de expansão do mercado aéreo brasileiro. Entre janeiro e agosto de 2026, os voos domésticos transportaram 68 milhões de passageiros, volume 3,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em agosto, foram 8,9 milhões de passageiros em viagens aéreas dentro do país.

A diferença entre os tempos das rotas também evidencia as características da conectividade aérea brasileira. Os trajetos mais curtos atendem principalmente cidades próximas, enquanto os voos de maior duração conectam regiões separadas por milhares de quilômetros.

Programa busca ampliar a aviação regional

Entre as iniciativas voltadas à aviação regional está o AmpliAR, programa que prevê a inclusão de aeroportos regionais em contratos de concessões já existentes.

Na primeira etapa, 13 aeroportos das regiões Norte e Nordeste foram incorporados à iniciativa, ampliando o alcance da infraestrutura aeroportuária nessas áreas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Lara/Pexels.

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Aeroportos

Aeroporto de Navegantes: segunda pista pode ampliar movimentação de carga aérea em Santa Catarina

Uma pesquisa encomendada pela Associação Empresarial de Navegantes (ACIN) aponta que a construção de uma segunda pista no Aeroporto de Navegantes pode ampliar a capacidade logística de Santa Catarina e aumentar a participação do terminal no transporte aéreo de cargas.

O estudo foi elaborado pelo Centro de Inteligência e Estratégia da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e mostra que há demanda para o crescimento das cargas aéreas no estado. Atualmente, porém, limitações da infraestrutura aeroportuária restringem a expansão desse mercado.

Navegantes ganha espaço nas importações aéreas

Santa Catarina apresentou o maior crescimento das importações por via aérea em 2025. Apesar disso, 89% das exportações catarinenses realizadas pelo modal aéreo ainda são embarcadas por aeroportos localizados em outros estados.

Os dados levantados pela pesquisa mostram uma mudança significativa na participação do Aeroporto de Navegantes. A fatia do terminal nas importações aéreas destinadas a Santa Catarina passou de 1,5% em 2025 para 27% no primeiro semestre de 2026.

No mesmo período, a participação dos aeroportos paulistas caiu de 75% para 36%.

Para o vice-presidente da ACIN, Roger Teixeira da Silva, os números demonstram o potencial de crescimento do aeroporto com uma infraestrutura maior.

“A conclusão a que chegamos é bastante simples: se um único voo semanal operando com metade da carga produziu esse efeito, a infraestrutura adequada tende a ampliá-lo consideravelmente”, explica.

Aeroporto de Navegantes registra crescimento

O Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes, vem registrando desempenho acima da média nacional mesmo com apenas uma pista em operação.

Em 2025, o terminal movimentou 5.772 toneladas de cargas e apresentou o segundo maior crescimento do país nesse segmento. No mesmo ano, foram registrados 2,3 milhões de passageiros, resultado que colocou o aeroporto na 20ª posição nacional em movimentação.

Na última década, o terminal também teve o segundo maior crescimento entre os aeroportos brasileiros, com alta de 58%.

Mesmo diante desse avanço, a maior parte da carga aérea destinada a Santa Catarina ainda entra no país por aeroportos paulistas. Cerca de sete em cada dez toneladas passam por terminais de São Paulo, principalmente pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A pesquisa foi apresentada à comunidade durante a edição mais recente do ACIN em Foco, realizada nesta semana.

Localização favorece transporte de cargas

A localização do Aeroporto de Navegantes é apontada pelo estudo como uma das vantagens para a expansão da operação de cargas em Santa Catarina.

Em comparação com o Aeroporto de Florianópolis, o terminal de Navegantes está mais próximo de importantes polos econômicos do estado. Essa característica pode reduzir despesas com transbordo e manuseio, além de encurtar em até três dias o tempo de transporte e contribuir para a conservação das mercadorias.

A região do Vale do Itajaí e o norte catarinense concentram 48% das empresas de Santa Catarina e respondem por 53% do PIB estadual, segundo o levantamento.

Entre os principais produtos importados estão produtos da área da saúde e insumos industriais. Para esses segmentos, uma rota terrestre mais curta a partir de Navegantes poderia representar ganhos logísticos.

ACIN defende segunda pista de 2,6 mil metros

A pista atualmente utilizada pelo Aeroporto de Navegantes possui 1,8 mil metros. A proposta apresentada pela ACIN prevê a construção de uma segunda pista com 2,6 mil metros.

A entidade defende que a obra seja incluída nas obrigações previstas na concessão do aeroporto, além de integrar o processo de reequilíbrio do contrato. A área destinada à expansão já está delimitada.

Limitação da pista afeta operação de cargueiros

Atualmente, os aviões cargueiros que operam no terminal precisam respeitar restrições de capacidade devido ao comprimento da pista existente.

Segundo a pesquisa, uma ampliação da infraestrutura permitiria elevar a capacidade de movimentação de carga aérea e atender uma parcela maior da demanda de Santa Catarina.

Para a ACIN, o aumento da capacidade operacional poderia fortalecer o papel de Navegantes na logística catarinense e reduzir a dependência de aeroportos de outros estados para o transporte de mercadorias.

FONTE: Aeroin
TEXTO: Redação
IMAGEM: CCR Aeroportos

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Aeroportos

Pesquisa encomendada pela ACIN sustenta necessidade urgente da segunda pista para o Aeroporto de Navegantes, o segundo que mais cresceu na última década

O levantamento mostra que a localização é estratégica para o transporte de cargas aéreas e pode tornar Santa Catarina mais competitiva no segmento frente a outros estados

Uma pesquisa encomendada pela Associação Empresarial de Navegantes (ACIN) aponta que é urgente, para a logística estadual, a necessidade de construção da segunda pista no Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder. Conforme o levantamento, Santa Catarina teve o maior crescimento de importações por via aérea em 2025, mas 89% das exportações catarinenses pelo ar ainda saem de outros estados.

Os dados revelam que a demanda por carga aérea já existe e o que limita o crescimento é a pista do Aeroporto de Navegantes. O estudo, realizado pelo Centro de Inteligência e Estratégia da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), trouxe que a participação de Navegantes nas importações aéreas catarinenses subiu de 1,5% em 2025 para 27% no primeiro semestre de 2026. No mesmo período, a fatia que chegava por São Paulo caiu de 75% para 36%.

“A conclusão a que chegamos é bastante simples, se um único voo semanal operando com metade da carga produziu esse efeito, a infraestrutura adequada tende a ampliá-lo consideravelmente”, explica o vice-presidente da ACIN, Roger Teixeira da Silva.

O Aeroporto de Navegantes cresce mais que a média nacional e opera com alta eficiência. Mesmo com uma única pista, o terminal movimentou 5.772 toneladas em cargas em 2025 e atingiu o segundo maior crescimento do país. No mesmo período, foram 2,3 milhões de passageiros, o que o coloca o aeroporto como 20º do país em movimento e o 2º que mais cresceu na década, alta de 58%.

Mesmo com números impressionantes, sete em cada 10 toneladas da carga aérea catarinense chegam ao Brasil por meio de aeroportos de São Paulo, especialmente Guarulhos. A pesquisa foi apresentada para a comunidade na última edição do ACIN em Foco, realizado nesta semana.

Localização estratégica
Diferentemente do aeroporto de Florianópolis, na Ilha de Santa Catarina, o Aeroporto de Navegantes tem localização que favorece o recebimento e escoamento das cargas. Isso reduz custos com transbordo e manuseio, diminui em até três dias o transit time e preserva os produtos.

De acordo com a pesquisa, o Vale do Itajaí e o norte do estado concentram 48% das empresas de catarinenses e 53% do PIB estadual. Os principais produtos importados são da saúde e insumos industriais, que chegariam a Navegantes mais facilmente por rota terrestre.

Proposta de ampliação
A pista atual do Aeroporto de Navegantes tem 1,8 mil metros. A proposta é incluir uma nova pista de 2,6 mil metros nas obrigações da concessão e no reequilíbrio do contrato do aeroporto. A área destinada à ampliação já está delimitada. Atualmente, os cargueiros que chegam a Navegantes operam com metade da capacidade em virtude do comprimento da pista.

FONTE E IMAGEM: Assessoria de imprensa da Acin

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