Sem Categoria

ReConecta transforma presença na Intermodal 2026 em hub estratégico de conexões e negócios no estande G100

Durante os três dias da Intermodal South America 2026, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo, o estande G100 do ReConecta News se destacou como um dos principais pontos de encontro da feira. Mais do que um espaço de exposição, o ambiente se transformou em um verdadeiro hub de conexões, reunindo empresas, lideranças, parceiros e profissionais do setor logístico em torno de um propósito comum: fortalecer relações e gerar oportunidades a partir do diálogo.

Desde o primeiro dia, a proposta ficou clara. O estande compartilhado criou um ecossistema colaborativo. A convivência entre diferentes players no mesmo espaço potencializou trocas, ampliou networking e reforçou a importância da construção coletiva no desenvolvimento do setor. “Esse modelo nos permite ter contato com os clientes das outras empresas que estão aqui no ReConecta, e um vai apresentando o outro, aumentando ainda mais as nossas conexões”, fala Emerson Bulcão, head de expansão e inovação da BWIN TECH.

Neste ano as empresas parceiras do ReConecta são: BWIN TECH, Sigraweb, CDI Terminais, Wolff Cargo, Multimodal Nordeste, Bytes&Cargas, Esteiras Motorizadas, Grupo MEX, NAC e Ebony, além do apoio institucional do IBI – Instituto Brasileiro de Infraestrutura e Global Trade Summit. O ReCnecta News também é parceiros da Shcryver Logistics, Fróes Trade e DAS – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina, que estão com estande próprio em outros pontos da feira.

Connect Cast: o coração das conexões

Um dos grandes protagonistas desta edição foi o Connect Cast, o podcast oficial do RêConecta, que ganhou um estúdio exclusivo montado dentro do estande. Durante os três dias de evento, o podcast, comandado por Renata Palmeira, recebeu uma série de convidados entre empresários, parceiros, especialistas do mercado e autoridades públicas, promovendo conversas relevantes sobre o presente e o futuro da logística, infraestrutura e comércio exterior no Brasil.

A iniciativa reforça o posicionamento do ReConecta em 2026: em um setor movido por inovação e negócios, são as pessoas que realmente constroem conexões sólidas e impulsionam mudanças consistentes. Ao levar o Connect Cast para dentro da Intermodal, o projeto materializa essa visão ao transformar conversas em pontes reais entre diferentes agentes do mercado.

“A presença do Connect Cast aqui na feira não é por acaso. Acreditamos que as grandes transformações começam no diálogo, na troca genuína entre pessoas. Estar ao vivo, dentro desse ambiente, é dar espaço para histórias, experiências e conexões que fazem o setor avançar. Mais do que produzir conteúdo, é sobre criar proximidade, fortalecer relações e alimentar um ecossistema que cresce a partir dessas conexões”, destaca Renata Palmeira, CEO do ReConecta News.

Experiência que gera resultados

A interação direta com parceiros e visitantes reforçou o valor de estar inserido em um ambiente que estimula conexões reais e estratégicas, Essa dinâmica se repetiu ao longo dos três dias, com relatos positivos de diferentes participantes que encontraram no estande G100 um espaço propício para fortalecer relações, iniciar parcerias e ampliar sua presença no mercado. “Foi uma experiência excelente. Vivemos dias intensos, repletos de oportunidades e conexões que realmente fazem a diferença. Estar próximo de clientes, fortalecer parcerias e, ao mesmo tempo, abrir portas para novas possibilidades é, sem dúvida, o que define esses três dias,” fala Fernando dos Santos, da CDI Terminais, que esteve pela primeira vez na Intermodal como expositor.

A Intermodal

A Intermodal South America 2026 é a maior feira de comércio exterior, logística e transporte da América Latina. Nesse ano foram cerca de 600 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, fornecedores de soluções, operadores logísticos e representantes institucionais para apresentação de tecnologias, serviços e tendências do mercado. A edição de 2026 foi no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Texto: ReConecta News

Imagens: Giovana Santos

Ler Mais
Eventos, Sem Categoria

Sigraweb leva soluções inovadoras para comércio exterior ao estande G100 na Intermodal 2026

A Sigraweb estará presente como parceira do ReConecta News na Intermodal South America 2026, que acontece entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A empresa integra o grupo de organizações que estarão no estande G100, espaço que promete reunir inovação, networking e geração de negócios em um dos principais eventos do setor na América Latina.

Referência em tecnologia para o comércio exterior, a Sigraweb vem se consolidando como uma plataforma estratégica para o despacho aduaneiro, com foco em automação, integração de sistemas e uso intensivo de inteligência artificial. A empresa desenvolve soluções que tornam processos como DI, DUIMP e DUE mais ágeis, seguros e eficientes, reduzindo erros operacionais e aumentando a produtividade das equipes.

Criada a partir da vivência prática no setor, a Sigraweb nasceu com o propósito de resolver gargalos históricos do comércio exterior brasileiro, especialmente a falta de integração entre sistemas e o excesso de processos manuais. Hoje, a empresa oferece um ecossistema tecnológico robusto, capaz de conectar diferentes órgãos e automatizar etapas críticas das operações, trazendo mais celeridade e confiabilidade para empresas e despachantes aduaneiros.

Entre os principais diferenciais da plataforma está o uso de inteligência artificial aplicada diretamente à rotina operacional, permitindo leitura, interpretação e preenchimento automático de documentos com alto nível de precisão, além de automatizar grande parte dos processos de importação e exportação. Outro destaque é a forte integração com sistemas estratégicos, como o Portal Único, ampliando o controle, a rastreabilidade e a gestão de riscos ao longo de toda a cadeia logística.

IMAGEM: INTERMODAL SOUTH AMERICA 2025

A participação na Intermodal ao lado do ReConecta News reforça a sinergia entre tecnologia e conexão de mercado. No estande G100, a Sigraweb pretende apresentar, na prática, soluções que vêm transformando a rotina do comércio exterior brasileiro.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb, este será o segundo ano na Intermodal, com uma proposta ainda mais conectada ao mercado. “É o nosso segundo ano na Intermodal e estamos buscando trazer o que há de melhor, especialmente em relação a Inteligência Artificial aplicada para o Comércio Exterior. Vamos apresentar essas soluções durante a feira, mostrando na prática como a tecnologia pode simplificar e otimizar os processos” destaca.

Mais do que presença institucional, a participação da Sigraweb na Intermodal 2026 simboliza um movimento maior do setor: a digitalização e a busca por eficiência operacional. Para o ReConecta News, contar com a empresa como parceira fortalece o propósito de conectar inovação, negócios e pessoas, consolidando o estande G100 como um hub de soluções e oportunidades durante o evento.

Sobre a SigraWeb

A Sigraweb é uma empresa brasileira de tecnologia fundada em 2010, especializada em soluções para a gestão do comércio exterior. A plataforma automatiza e integra processos de importação e exportação, oferecendo mais agilidade, precisão e controle operacional. Voltada para despachantes aduaneiros e importadores, utiliza tecnologia e inteligência artificial para reduzir retrabalho, minimizar riscos e aumentar a produtividade nas operações internacionais

SAIBA MAIS: https://sigraweb.com/

Ler Mais
Sem Categoria

Porto de Imbituba recebe missão internacional para avaliar energia eólica offshore

O Porto de Imbituba sediou uma missão internacional voltada à análise do potencial da energia eólica offshore na região. A visita integra a Parceria Energética Brasil-Dinamarca (BRADEP), iniciativa que promove cooperação técnica entre os dois países no setor de energia renovável.

Cooperação internacional foca energia limpa no Brasil

A agenda reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Embaixada da Dinamarca no Brasil e da COWI, empresa global especializada em projetos de infraestrutura sustentável.

Além de Imbituba, a programação também incluiu atividades no Porto de Laguna, ampliando o mapeamento das condições logísticas no litoral de Santa Catarina.

Avaliação técnica analisa infraestrutura portuária

Durante a visita, as equipes realizaram uma imersão nas áreas operacionais dos portos, com foco na coleta de dados e no intercâmbio de informações técnicas.

O objetivo principal foi avaliar:

  • a infraestrutura portuária disponível
  • a capacidade de apoio a projetos de energia eólica no mar
  • a eficiência logística para futuras operações

A análise também considerou critérios de sustentabilidade e viabilidade de longo prazo para implantação de parques eólicos offshore.

Portos ganham papel estratégico na transição energética

O movimento ocorre em meio ao avanço das discussões sobre a estrutura necessária para desenvolver a cadeia de energia eólica offshore no Brasil.

Nesse cenário, os portos tendem a assumir funções estratégicas, como:

  • movimentação de equipamentos de grande porte
  • suporte logístico para instalação de turbinas
  • apoio às operações de manutenção

Imbituba e Laguna buscam protagonismo no setor

De acordo com o presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, os portos catarinenses trabalham para se consolidar como hubs logísticos voltados à transição energética.

A estratégia se apoia na localização geográfica e na infraestrutura já existente, fatores considerados decisivos para atrair investimentos no setor.

Investimentos em energia solar reforçam sustentabilidade

Paralelamente, o Porto de Imbituba vem adotando medidas para diversificar sua matriz energética. Entre as iniciativas está a implantação de um sistema de energia solar fotovoltaica, que já responde por cerca de 15% do consumo elétrico do complexo.

A ação reforça o compromisso do porto com práticas sustentáveis e com a ampliação do uso de fontes renováveis.

FONTE:
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Imbituba

Ler Mais
Logística, Sem Categoria

Transnordestina avança e fortalece logística no Nordeste

A ferrovia Transnordestina voltou a ganhar destaque em debates sobre infraestrutura, consolidando seu papel como projeto estratégico para a logística do Nordeste. Em discussão recente com especialistas do setor, foram reforçados os impactos positivos da obra na competitividade regional, na integração produtiva e na redução de custos operacionais.

Mesmo após anos de desafios, a ferrovia segue como uma das principais apostas para modernizar o escoamento de cargas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Ferrovia pode transformar o escoamento de cargas

Durante o debate, especialistas apontaram que a Transnordestina tem potencial para alterar significativamente a dinâmica de transporte no Nordeste. O projeto deve beneficiar diretamente setores como o agronegócio e a indústria, ampliando a eficiência logística.

A expectativa é de redução nos custos de transporte, maior previsibilidade nas operações e menor dependência do modal rodoviário, atualmente predominante no país.

Integração com portos amplia competitividade

Outro fator estratégico é a ligação da ferrovia com portos do Nordeste, o que deve facilitar o fluxo de exportações. Essa conexão cria uma estrutura logística mais integrada, permitindo maior agilidade no envio de mercadorias ao mercado externo.

Com isso, a região tende a ganhar força no comércio exterior, aumentando sua competitividade e atraindo novos investimentos.

Eficiência e sustentabilidade no transporte

O transporte ferroviário também se destaca por sua capacidade de movimentar grandes volumes com menor impacto ambiental. A adoção desse modal contribui para operações mais eficientes e alinhadas às demandas de logística sustentável.

Além disso, o uso de trilhos reduz custos operacionais e minimiza riscos associados às oscilações típicas do transporte rodoviário.

Projeto ainda enfrenta desafios

Apesar dos avanços, a execução da ferrovia Transnordestina ainda esbarra em questões relacionadas a prazos e andamento das obras. Mesmo assim, especialistas avaliam que o projeto continua sendo essencial para o futuro da infraestrutura regional.

A expectativa é que, quando concluída, a ferrovia represente um divisor de águas para a logística no Nordeste, com impactos diretos na eficiência, na redução de custos e na expansão econômica.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/TLSA

Ler Mais
Sem Categoria

Programa lança 2º Prêmio de Inclusão Racial no Comércio Exterior

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior, lançado na sexta-feira (20/3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela ApexBrasil, no âmbito do Programa Raízes Comex.

O prêmio reconhece empresas que promovem equidade racial e avançam na ocupação de posições estratégicas por profissionais negros nas organizações. As inscrições vão até 27 de abril. Com apoio do Ministério da Igualdade Racial (MIR), a ação integra a agenda de inclusão produtiva e fortalecimento da inserção internacional do país.

“A segunda edição do prêmio consolida essa agenda como prioridade. O próximo passo é ampliar seu alcance, incentivando mais empresas a incorporar a diversidade como vetor de crescimento”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. “Dessa forma, os benefícios do comércio exterior poderão atingir um número cada vez maior de pessoas e contribuir para ambientes empresariais mais inclusivos e representativos”.

Na primeira edição, em 2025, 20 empresas foram reconhecidas por práticas de inclusão racial, evidenciando o interesse e o avanço da pauta no ambiente empresarial. Daquelas, 19 foram contempladas com certificado de reconhecimento e jornada de capacitação para internacionalização, e a empresa Input Post Production foi premiada com uma agenda internacional customizada, que incluiu a participação na South by Southwest – SXSW 2026, em Austin e Texas.

Nesta 2ª edição serão selecionadas até dez empresas brasileiras para agenda de negócios personalizada em mercado internacional ou participação em ação de promoção comercial organizada pela ApexBrasil.

“O prêmio ajuda a reforçar a atuação internacional de empresas lideradas por pessoas negras e comprometidas com a agenda de equidade. Com o apoio governamental, as empresas que já exportam podem ter acesso a canais para alavancar sua presença internacional”, destacou a diretora do Departamento de Promoção das Exportações do MDIC, Janaína Silva.

O Programa Raízes Comex atua para ampliar o acesso de pessoas negras às oportunidades do comércio exterior, com ações de capacitação, promoção da cultura exportadora e estímulo à inserção profissional no setor.

Edital Completo AQUI.

Inscrições AQUI.Categoria

TEXTO E IMAGEM: Divulgação MDIC

Ler Mais
Internacional, Sem Categoria

China aposta em relações com os EUA mesmo em meio à guerra com o Irã

Apesar da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, a China sinalizou que pretende preservar e até fortalecer seu relacionamento com Washington. A avaliação foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, que classificou 2026 como um possível ano decisivo para o avanço das relações China-EUA.

A declaração foi feita poucas horas depois de o presidente americano Donald Trump ameaçar ampliar ataques contra o Irã, país considerado um parceiro estratégico de Pequim.

Segundo Wang Yi, se os dois países mantiverem diálogo baseado em confiança e boa-fé, há espaço para transformar o ano em um marco para o desenvolvimento de uma relação mais estável, sólida e sustentável entre as duas maiores potências do planeta.

Pequim tenta preservar laços com Washington

O posicionamento do diplomata é visto como um dos sinais mais claros de que Pequim busca proteger seu relacionamento com os Estados Unidos, mesmo mantendo acordos estratégicos com Teerã.

A parceria entre China e Irã foi reforçada em 2021 por meio de um acordo assinado pelo próprio Wang Yi. Ainda assim, analistas avaliam que a prioridade atual da diplomacia chinesa é evitar que a crise no Oriente Médio prejudique o diálogo com Washington.

A instabilidade regional também traz riscos diretos para a economia chinesa.

Instabilidade no Oriente Médio preocupa China

O Oriente Médio tem papel relevante no abastecimento energético chinês. Interrupções na produção e no transporte de petróleo na região já provocaram aumento nos preços da energia, o que pode impactar diretamente a economia da China.

Além disso, o Irã respondia por cerca de 13% das importações marítimas de petróleo da China, o que significa que uma escalada do conflito pode afetar os esforços de Pequim para diversificar suas fontes de energia.

Durante seu pronunciamento anual à margem da Assembleia Popular Nacional, Wang Yi pediu um cessar-fogo e classificou o conflito como uma guerra que “nunca deveria ter ocorrido”.

Apesar da tensão internacional, o ministro indicou que o cenário não deve comprometer a visita prevista de Donald Trump à China, programada entre 31 de março e 2 de abril.

Cúpula entre China e EUA pode resultar em acordos comerciais

Especialistas acreditam que a cúpula entre China e Estados Unidos poderá resultar em novos acordos, especialmente na área comercial.

Antes mesmo da coletiva de imprensa do ministro chinês, já havia sinais de negociações em andamento entre autoridades dos dois países.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o representante comercial americano, Jamieson Greer, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, devem se reunir em Paris para discutir os termos de um possível acordo que poderia ser anunciado posteriormente pelos líderes.

Economia chinesa reforça interesse em estabilidade

Analistas apontam que a postura moderada de Pequim em relação ao Irã reflete um cálculo estratégico. A China enfrenta atualmente crescimento econômico mais lento e maior resistência internacional às suas exportações.

Nesse contexto, manter relações estáveis com os Estados Unidos, a maior economia do mundo, é visto como prioridade.

Uma reunião bem-sucedida entre os líderes poderia, por exemplo, ampliar a trégua tarifária entre os países e melhorar o ambiente para o comércio internacional, que respondeu por quase um terço da expansão econômica chinesa no último ano.

Segundo o analista Jeremy Chan, do Eurasia Group, Pequim tem interesse maior em preservar a distensão com Washington do que em proteger aliados como Irã ou Venezuela.

Estratégia pode trazer custo reputacional

Apesar dos benefícios diplomáticos, essa estratégia pode gerar questionamentos sobre o papel da China como potência global.

Pequim costuma defender sua Iniciativa de Segurança Global (GSI) como alternativa ao modelo de intervenção militar dos Estados Unidos. No entanto, a falta de apoio mais contundente a parceiros estratégicos pode enfraquecer essa narrativa.

Para analistas, conflitos recentes — como a guerra na Ucrânia, a crise em Gaza e agora a tensão com o Irã — evidenciam limitações da abordagem chinesa para segurança internacional.

China reforça discurso de ordem global baseada em regras

Em seu discurso, Wang Yi também tentou reforçar a posição da China como defensora de um sistema internacional baseado em regras.

Segundo ele, Pequim pretende atuar como contraponto ao que descreveu como uma política externa baseada na lógica de que “a força faz o direito”, em referência indireta à atuação dos Estados Unidos no cenário internacional.

Ao mesmo tempo, o ministro rejeitou a ideia de um G2, conceito que sugeriria um mundo governado apenas por China e Estados Unidos, defendendo maior participação de outros países nas decisões globais.

Taiwan continua sendo principal ponto de tensão

Apesar do discurso conciliador em relação a Washington, Pequim manteve firme sua posição sobre Taiwan, considerada pelo governo chinês uma parte inseparável do território nacional.

Wang Yi reiterou que qualquer tentativa de independência da ilha está “fadada ao fracasso” e classificou a questão como um dos interesses fundamentais da China.

O tema já havia sido levantado pelo presidente Xi Jinping em conversa telefônica recente com Donald Trump, quando pediu cautela dos EUA na venda de armas para Taiwan.

No último ano, Washington aprovou vendas militares para Taipei que somam mais de US$ 11 bilhões, medida que Pequim considera uma provocação.

Especialistas alertam que eventuais novas tensões envolvendo Taiwan podem representar um risco ainda maior para as relações China-EUA do que o conflito no Irã.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

Ler Mais
Comércio Exterior, Sem Categoria

Itajaí lidera ranking nacional de importações em 2025 e movimenta US$ 16,3 bilhões

Itajaí confirmou, em 2025, sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro ao ocupar o 1º lugar no ranking nacional de importações, consolidando-se como a cidade que mais importou no país ao longo do ano. De acordo com dados do Comex Stat (MDIC), o município catarinense movimentou US$ 16,3 bilhões em importações, crescimento de 2,5% em relação a 2024.

O desempenho reforça o protagonismo logístico de Itajaí, que concentra operações portuárias de grande porte e mantém forte conexão com os principais mercados internacionais.

No total, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 22,4 bilhões, avanço de 5,6% na comparação anual. Apesar do volume expressivo, o município registrou déficit na balança comercial de US$ 10,2 bilhões, reflexo do alto volume de compras externas.

Produtos que mais impulsionaram as importações

A pauta de importações de Itajaí em 2025 foi fortemente concentrada em bens industriais, tecnológicos e insumos produtivos, com destaque para:

  • Díodos, transistores e dispositivos semicondutores (incluindo células fotovoltaicas)
  • Empilhadeiras e veículos para movimentação de carga
  • Rolamentos de esferas e de roletes
  • Aparelhos elétricos para telefonia e telecomunicações
  • Transformadores elétricos e conversores estáticos
  • Motores a diesel
  • Máquinas automáticas para processamento de dados (computadores)

Também tiveram participação relevante itens como fios e cabos elétricos, bombas industriais, válvulas, acumuladores elétricos, fertilizantes, medicamentos, polímeros plásticos, cobre, alumínio, pneus, autopeças e produtos químicos diversos.

O perfil evidencia que Itajaí atua como importante porta de entrada de tecnologia, maquinário e insumos industriais, abastecendo cadeias produtivas em Santa Catarina e em outras regiões do Brasil.

No cenário estadual, o município representou 48% das importações catarinenses em 2025, mantendo a liderança no ranking estadual. No contexto nacional, respondeu por 5,8% de todas as importações brasileiras, assegurando a primeira posição entre os municípios.

Exportações também avançam e mantêm Itajaí no topo estadual

Embora o destaque de 2025 tenha sido o volume de importações, Itajaí também apresentou desempenho relevante nas exportações. O município exportou US$ 6,1 bilhões, alta de 14,7% em relação a 2024

A cidade liderou o ranking estadual de exportações, respondendo por 41% das vendas externas de Santa Catarina, além de ocupar a 5ª posição no ranking nacional entre os municípios exportadores

Entre os principais produtos exportados estão:

  • Carnes de aves (54,7% da pauta exportadora)
  • Carnes suínas (23,7%)
  • Carnes bovinas e miudezas
  • Preparações alimentícias à base de carne
  • Extratos e concentrados de café
  • Tabaco não manufaturado

A pauta confirma a força do setor agroindustrial catarinense, especialmente nas cadeias de proteína animal.

Principais parceiros comerciais reforçam a presença global de Itajaí

No recorte por parceiros comerciais, a China aparece como o principal país de origem das importações que chegam por Itajaí, consolidando-se como maior fornecedor do município em 2025. Também se destacam como importantes origens de mercadorias os Estados Unidos, México, Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Países Baixos (Holanda), refletindo o perfil industrial e tecnológico das compras externas. Já no fluxo de exportações, os principais destinos dos produtos embarcados por Itajaí incluem China, Estados Unidos, México, Países Baixos, Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, mercados estratégicos especialmente para proteínas animais e produtos do agronegócio, que lideram a pauta exportadora do município.

Polo estratégico do comércio exterior brasileiro

Os números de 2025 consolidam Itajaí como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A liderança nacional em importações e o protagonismo nas exportações estaduais demonstram a capacidade da cidade de operar em grande escala e atender às demandas do mercado interno e externo.

Com infraestrutura portuária estratégica e forte integração com o setor industrial, Itajaí segue como peça-chave na dinâmica do comércio exterior brasileiro.

FONTE: COMEX STAT

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: JBS TERMINAIS

Ler Mais
Sem Categoria

Acordos comerciais impulsionam mercados, mas competências produtivas sustentam o desenvolvimento

O comércio internacional passa por uma transformação estrutural, marcada por maior incerteza, avanço de barreiras comerciais e fragmentação das regras globais. Estudos sobre ciclos econômicos de longo prazo indicam que a rivalidade entre Estados Unidos e China tende a inaugurar um período prolongado de restrições ao comércio, e não a encerrá-lo, a exemplo do que ocorreu no fim do século XIX, quando tarifas elevadas se espalharam a partir das grandes potências.

Acordos ganham valor em um cenário de fragmentação

Nesse contexto, acordos comerciais construídos ao longo do tempo e sustentados por instituições sólidas passam a ter relevância estratégica para a indústria. Caso sejam concluídos os trâmites para sua entrada em vigor, o acordo Mercosul–União Europeia pode oferecer um ambiente mais previsível e seguro, com oportunidades distintas para diferentes perfis de exportadores.

Ainda assim, o caminho para o desenvolvimento econômico não está na simples ampliação dos volumes exportados. O avanço consistente depende da sofisticação produtiva e da capacidade de capturar valor ao longo das cadeias industriais.

Duas rotas possíveis para a inserção internacional

Uma das rotas naturais abertas pelo acordo é a das cadeias de valor baseadas em commodities, essenciais para a indústria, mas estruturalmente limitadas como motor de desenvolvimento. A outra, mais estreita e exigente, envolve a captura de valor industrial por meio da hipersegmentação de mercados, especialmente diante da demanda europeia por bens manufaturados e semimanufaturados mais sofisticados.

Para acessar essa via, escala e custo deixam de ser suficientes. As empresas precisam incorporar engenharia, padronização, certificações, rastreabilidade, sustentabilidade verificável e diferenciação de produto, atributos que dependem de investimentos produtivos, decisões estratégicas e coordenação ao longo das cadeias.

Globalização criou a base, mas o potencial segue subutilizado

Apesar de a globalização ter revolucionado a logística internacional, com avanços no transporte aéreo, sistemas de frio e coordenação digital, esse potencial segue amplamente subexplorado. Hoje, tornou-se viável atender mercados europeus exigentes em poucos dias, inclusive com produções especializadas e perecíveis, algo impensável no passado.

Esse cenário abre espaço para capturar mais valor e dinamizar setores de tecnologia madura, por meio de estratégias voltadas a nichos altamente exigentes, fortalecendo o desenvolvimento regional e promovendo melhor distribuição de renda ao longo das cadeias produtivas.

Competências não surgem automaticamente com o acordo

A construção dessas competências, no entanto, não é automática nem resulta apenas do acesso preferencial ao mercado europeu. Ela exige coordenação estratégica, intencionalidade clara e atuação conjunta de empresas, associações setoriais e políticas públicas, com foco explícito em aumentar o valor por unidade exportada.

Elementos como inovação aplicada, engenharia de precisão, design, padronização sanitária e governança de cadeia são fruto de escolhas deliberadas e investimentos persistentes. Sem esse esforço, o acordo tende apenas a reforçar padrões já existentes de especialização; com ele, pode se tornar um instrumento real de transformação produtiva.

Experiências internacionais mostram o caminho

A Dinamarca se tornou referência na produção de alimentos funcionais ao integrar pesquisa nutricional, design de produto e políticas públicas voltadas à inovação e à sustentabilidade. A articulação entre universidades, indústrias e distribuidores permitiu a criação de produtos com alto valor agregado, baseados em confiança científica e identidade de marca.

A Áustria seguiu trajetória semelhante ao transformar sua vocação florestal em vantagem competitiva global. Investimentos em engenharia da madeira, certificações ambientais e design converteram recursos naturais em soluções construtivas e mobiliário de alto padrão, com forte valor agregado.

Modelos comparáveis podem ser observados na produção de lácteos na Nova Zelândia, que migrou de um enfoque puramente volumétrico para produtos diferenciados e ingredientes premium.

Oportunidades e desafios para o Brasil

No Brasil, já existem sinais positivos em iniciativas como cafés especiais no Paraná, cacau no sul da Bahia, além de potencial claro em frutas frescas, vinhos, queijos e móveis. O desafio central não é apenas explorar vantagens comparativas naturais, mas evitar ficar prisioneiro delas.

Em um comércio global mais fragmentado, o acordo com a União Europeia pode funcionar como catalisador para a construção deliberada de competências produtivas voltadas a mercados nichados e exigentes. A oportunidade só será plenamente aproveitada se o país desenvolver cadeias de valor capazes de transformar recursos naturais em bens sofisticados, com maior valor agregado e melhor distribuição de renda. Sem esse salto qualitativo, o Brasil pode até exportar mais, mas seguirá se desenvolvendo pouco.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Sem Categoria

Importação de caneta emagrecedora dispara e já supera a de celulares no Brasil

A forte expansão da demanda por caneta emagrecedora transformou esse tipo de medicamento em um dos principais itens da pauta de importações do Brasil. Em 2025, as compras externas de tratamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro alcançaram US$ 1,669 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões, segundo dados oficiais do governo federal.

O avanço chama atenção não apenas pelo ritmo acelerado, mas também pelo peso que esses produtos passaram a ter na balança comercial brasileira, superando importações tradicionais como telefones celulares, salmão e até azeite de oliva.

Demanda cresce quase 90% em um ano

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que a demanda por medicamentos para emagrecimento cresceu 88% em apenas um ano. Como não há produção nacional dessas canetas, todo o aumento do consumo se reflete diretamente nas importações.

O movimento acompanha a popularização dos tratamentos à base de semaglutida e tirzepatida, impulsionada tanto pelo uso médico quanto pela ampla divulgação nas redes sociais e entre celebridades.

Dinamarca ainda lidera, mas EUA avançam rapidamente

A Dinamarca, onde está sediada a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, segue como principal origem das importações. Em 2025, o país respondeu por 44% do total, somando US$ 734,7 milhões.

No entanto, a configuração desse mercado vem mudando de forma acelerada. Os Estados Unidos já ocupam a segunda posição, com 35,6% das importações, o equivalente a US$ 593,7 milhões. O país abriga a Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, que vem conquistando espaço rapidamente no mercado brasileiro.

Importações dos EUA disparam quase 1.000%

A diferença no ritmo de crescimento entre os dois polos farmacêuticos é expressiva. Enquanto as compras provenientes da Dinamarca avançaram 7% no último ano, as importações com origem nos Estados Unidos saltaram 992%.

Os números indicam que o grande vetor de crescimento recente não foi o pioneiro Ozempic, mas sim a rápida adoção do Mounjaro, que ganhou força entre médicos e pacientes ao longo de 2025.

Mercado pode chegar a US$ 9 bilhões até 2030

As perspectivas para o setor seguem amplamente positivas. Um relatório do Itaú BBA estima que o mercado de canetas para emagrecimento no Brasil pode crescer dos atuais US$ 1,8 bilhão por ano para cerca de US$ 9 bilhões até 2030, o equivalente a aproximadamente R$ 50 bilhões.

No curto prazo, um fator adicional tende a acelerar ainda mais esse movimento: a quebra da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic. A entrada de genéricos deve reduzir preços e ampliar de forma significativa o acesso aos tratamentos, impulsionando ainda mais a demanda.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

Ler Mais
Sem Categoria

China inaugura maior usina de armazenamento de energia por baterias do país

A China deu um novo passo na expansão do armazenamento de energia em larga escala com a entrada em operação da maior usina do país baseada em baterias de fluxo redox de vanádio. O empreendimento reforça a estratégia chinesa de integrar fontes renováveis e tecnologias capazes de garantir fornecimento contínuo de eletricidade.

Projeto entra em operação plena em Xinjiang

A China Three Gorges Corporation informou que a Usina de Armazenamento de Energia por Baterias de Fluxo Redox de Vanádio de Xinjiang Jimsar começou a operar plenamente em 2 de janeiro. O projeto está localizado no condado de Jimsar, na prefeitura de Changji, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, e já é considerado o maior sistema desse tipo em funcionamento no território chinês.

A iniciativa representa um avanço relevante na aplicação de tecnologias de armazenamento de energia de longa duração, especialmente em regiões com grande potencial de geração solar.

Capacidade reforça aproveitamento da energia solar

A usina possui potência instalada de 200 mil quilowatts e capacidade de armazenamento de 1 milhão de quilowatts-hora. Integrado a um complexo fotovoltaico, o sistema permite armazenar o excedente de energia solar produzido durante o dia e devolvê-lo à rede elétrica nos períodos noturnos ou de maior demanda.

De acordo com a empresa, a solução deve aumentar em mais de 10% ao ano a taxa de utilização da usina solar associada ao projeto, além de acrescentar aproximadamente 230 milhões de quilowatts-hora de energia limpa ao sistema elétrico.

Como funcionam as baterias de fluxo redox de vanádio

As baterias de fluxo redox de vanádio operam por meio de reações químicas entre íons do metal em diferentes estados de oxidação. Nesse processo, a energia elétrica é convertida em energia química armazenada em um eletrólito líquido e, posteriormente, reconvertida em eletricidade de forma controlada.

Segundo Deng Fubin, gerente do projeto na filial da China Three Gorges em Xinjiang, a usina integra unidades de armazenamento, sistemas de conversão de energia e plataformas de controle. Durante a carga, ocorrem reações químicas que acumulam energia no eletrólito; na descarga, o processo é revertido para fornecer eletricidade estável à rede.

Tecnologia favorece aplicações de longa duração

Deng destaca que a tecnologia apresenta vida útil prolongada, alto nível de segurança e facilidade de expansão, características que favorecem projetos de armazenamento de energia em grande escala e por longos períodos. Esses atributos tornam as baterias de fluxo redox uma alternativa estratégica para complementar fontes renováveis intermitentes.

Operação em ambiente extremo no Deserto de Gobi

A usina está instalada no Deserto de Gobi, onde as temperaturas variam de -30 °C a 40 °C. Para assegurar o funcionamento em condições climáticas severas, a China Three Gorges adotou estruturas pré-fabricadas de aço e instalou os equipamentos em ambientes fechados.

Segundo a companhia, o sistema de controle térmico aplicado aos edifícios e aos equipamentos reduz riscos associados ao frio intenso, ao calor elevado e às frequentes tempestades de areia da região.

Modelo construtivo inédito no país

Para Ma Zongren, responsável pelo projeto Jimsar na Divisão de Gestão de Construção de Novas Energias da empresa, esta é a primeira usina de armazenamento de energia da China a utilizar estruturas de aço fechadas para abrigar os sistemas, o que amplia a estabilidade operacional ao longo de todo o ano.

Cadeia industrial do vanádio ganha impulso

Dados do setor mostram que a China concentra cerca de 72% da capacidade global de produção de vanádio, metal essencial para esse tipo de bateria. Desenvolvido com tecnologia nacional e direitos de propriedade intelectual próprios, o projeto fortalece toda a cadeia industrial das baterias de fluxo redox de vanádio, desde a fabricação de equipamentos até a integração de sistemas e o fornecimento de materiais.

Segundo a China Three Gorges, o modelo adotado em Jimsar pode servir de referência para a expansão de soluções de armazenamento de energia de longa duração em outras regiões do país.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: China Three Gorges Corporation

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook