Sustentabilidade

Rastreabilidade da soja e da carne bovina ganha propostas para reduzir riscos ambientais no Brasil

O Brasil possui uma estrutura avançada de acompanhamento das cadeias produtivas de soja e carne bovina, mas ainda precisa integrar melhor as ferramentas já existentes de rastreabilidade ambiental. A conclusão faz parte de um estudo que avaliou 21 iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental de dois dos principais produtos da agropecuária brasileira.

O levantamento, intitulado “Rastreando a Responsabilidade: fortalecendo o monitoramento do desmatamento nas cadeias de suprimento de soja e carne bovina do Brasil”, foi divulgado pela organização ambiental WRI Brasil e analisa a capacidade do país de responder às novas demandas do mercado internacional por transparência e controle ambiental.

Pesquisa avalia sistemas de monitoramento da produção agropecuária

O estudo analisou dez iniciativas relacionadas à cadeia produtiva da soja e outras 11 ligadas à produção de carne bovina. Os mecanismos avaliados têm como objetivo acompanhar e verificar práticas produtivas nos biomas Amazônia e Cerrado, especialmente em relação ao uso da terra e ao desmatamento.

Após comparar os diferentes modelos existentes, os pesquisadores apresentaram dez recomendações para fortalecer os sistemas atuais de controle, ampliar a transparência e contribuir para a formulação de políticas públicas.

Recomendações para melhorar a rastreabilidade ambiental

Entre as principais medidas sugeridas pelo estudo estão:

  • Adotar a propriedade rural como principal unidade de monitoramento das cadeias produtivas;
  • Utilizar bases oficiais, com dados governamentais e informações validadas cientificamente;
  • Garantir conformidade com o Código Florestal Brasileiro e combater violações relacionadas ao trabalho forçado;
  • Ampliar auditorias independentes e divulgar relatórios de transparência;
  • Expandir o acompanhamento para todos os biomas brasileiros;
  • Assegurar que não tenha ocorrido desmatamento ilegal após o marco temporal de 2008;
  • Garantir o compromisso de desmatamento zero após agosto de 2020, alinhado às exigências nacionais e internacionais;
  • Monitorar toda a cadeia de fornecedores, incluindo os fornecedores indiretos;
  • Criar mecanismos para reinserção de produtores que regularizem situações de não conformidade;
  • Estabelecer uma gestão participativa com diferentes setores envolvidos.

Rastreabilidade pode fortalecer relações comerciais internacionais

Para a diretora do Programa de Florestas e Uso da Terra do WRI Brasil, Mariana Oliveira, o avanço dos sistemas de monitoramento ambiental pode contribuir para um modelo de desenvolvimento rural mais sustentável.

Segundo ela, a integração das ferramentas existentes também pode facilitar a atuação de diferentes agentes envolvidos no processo, como instituições financeiras, investidores e compradores internacionais.

A especialista destaca que algumas instituições financeiras brasileiras já utilizam bancos de dados oficiais e privados para avaliar riscos. A expectativa é que esse modelo também seja incorporado por organizações globais, como bancos de desenvolvimento e investidores internacionais.

China é um dos mercados interessados em maior transparência

O estudo aponta a China como um exemplo de mercado que poderia se beneficiar de protocolos mais estruturados de rastreabilidade da soja e da carne bovina. Em 2024, o país importou do Brasil US$ 44,6 bilhões em produtos dessas duas cadeias.

Com a integração das bases de dados e a padronização dos critérios técnicos entre diferentes órgãos públicos, compradores internacionais teriam mais segurança para avaliar riscos socioambientais relacionados aos produtos brasileiros.

Os pesquisadores defendem que o Brasil fortaleça a cooperação com grandes mercados consumidores, criando mecanismos que conciliem competitividade comercial e preservação ambiental.

Sistemas eficientes podem gerar benefícios no campo

Mariana Oliveira ressalta que a discussão sobre rastreabilidade vai além do atendimento às exigências comerciais. Para ela, a construção de sistemas mais eficientes pode aproximar o setor produtivo de um modelo de desenvolvimento com maior geração de renda, empregos e oportunidades para produtores rurais.

A especialista destaca ainda que investimentos em inovação tecnológica, mecanização e cooperação internacional podem ampliar os benefícios econômicos e sociais para as regiões produtoras de commodities agrícolas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Sustentabilidade

China estabelece meta de reduzir em 17% a intensidade de carbono até 2030

A China anunciou uma nova meta para avançar no combate às mudanças climáticas: reduzir em 17% a intensidade de carbono — volume de emissões de dióxido de carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) — até 2030, tomando como referência os níveis registrados em 2025.

A medida integra o novo plano climático do país, divulgado por diversos órgãos do governo chinês, entre eles o Ministério da Ecologia e do Meio Ambiente, o Ministério das Relações Exteriores e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. O documento estabelece as diretrizes ambientais para o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

Plano prevê avanços na transição energética

Durante os próximos cinco anos, o governo chinês pretende acelerar ações para cumprir suas metas de pico de emissões de carbono e de neutralidade de carbono, consideradas prioridades na estratégia ambiental do país.

Entre as iniciativas previstas estão a ampliação do uso de energia não fóssil, o desenvolvimento de um novo sistema energético e a adoção de mecanismos para controlar simultaneamente o volume total de emissões e a intensidade de carbono da economia.

O plano também prevê medidas para reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis, incentivando o pico do consumo de carvão e petróleo nos próximos anos.

Mercado de carbono e controle das emissões ganham reforço

Outra meta estabelecida pelo governo é a consolidação de um mercado voluntário de carbono, alinhado a padrões internacionais e baseado em maior transparência.

Além disso, a China pretende estruturar, até 2030, um sistema nacional de gestão da pegada de carbono dos produtos, fortalecendo o monitoramento das emissões ao longo das cadeias produtivas.

O documento ainda prevê maior controle sobre gases de efeito estufa diferentes do dióxido de carbono, com capacidade para reduzir o equivalente a 30 milhões de toneladas de CO₂ até o fim da década.

Estratégia inclui adaptação às mudanças climáticas

O plano climático também amplia as ações voltadas à adaptação. Entre as medidas estão avaliações mais detalhadas dos riscos climáticos e o fortalecimento das respostas a eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor.

A proposta busca aumentar a resiliência da infraestrutura e das atividades econômicas diante dos impactos provocados pelas mudanças no clima.

Energia limpa terá participação maior na matriz energética

Como parte da estratégia de descarbonização, a China pretende elevar para 25% a participação das fontes de energia não fósseis no consumo total de energia até 2030.

A meta complementa o plano de ação divulgado anteriormente para o período de 2026 a 2030 e reforça o compromisso assumido pelo país de atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

Esses objetivos colocam a maior economia asiática entre os países que buscam acelerar a transição para uma matriz energética de menor impacto ambiental e reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento global.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Latam Cargo amplia eletrificação das operações e pode reduzir até 187 toneladas de CO₂ por ano

A Latam Cargo deu um importante passo em sua estratégia de sustentabilidade ao atingir praticamente 100% de eletrificação dos equipamentos utilizados nas operações em solo no Brasil. A modernização inclui os principais equipamentos de movimentação de cargas, especialmente as empilhadeiras, responsáveis por grande parte das atividades nos terminais e pelo potencial de evitar a emissão de até 187 toneladas de CO₂ anualmente.

A iniciativa reforça o compromisso da empresa em combinar inovação, eficiência operacional e redução dos impactos ambientais.

Modernização avança nos terminais de carga brasileiros

Atualmente, a transformação já está presente em nove dos 30 Terminais de Cargas (Teca) da companhia no Brasil que utilizam esses equipamentos. O processo vem sendo implementado de forma gradual e deve alcançar a totalidade da frota de empilhadeiras até o fim de 2026.

Em 2025, cerca de 72% desses equipamentos já eram elétricos. Utilizadas tanto na movimentação de mercadorias dentro dos terminais quanto no transporte até as aeronaves, as empilhadeiras elétricas contribuem para tornar as operações mais seguras, produtivas e ambientalmente responsáveis.

Segundo Otávio Meneguette, diretor da Latam Cargo Brasil, a estratégia busca unir desempenho operacional e responsabilidade ambiental.

“Para a Latam Cargo, sustentabilidade e eficiência precisam caminhar juntas. Ao modernizar nossas operações em solo e reduzir seu impacto ambiental, também fortalecemos a segurança, a produtividade e a qualidade do serviço prestado aos nossos clientes. São decisões operacionais que, somadas, geram resultados concretos para a companhia”, afirmou.

Novas baterias aumentam produtividade e reduzem tempo de recarga

Além dos benefícios ambientais, a adoção de equipamentos elétricos trouxe ganhos relevantes em eficiência energética. As novas baterias de lítio oferecem rendimento de até 95%, enquanto o tempo de recarga caiu de um intervalo entre oito e 12 horas para cerca de duas horas.

Outro avanço é a maior autonomia das baterias, que elimina a necessidade de substituições durante a operação. Nos modelos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a troca dos cilindros exigia a participação de duas pessoas e podia consumir até 20 minutos, reduzindo a produtividade das equipes.

Grupo Latam amplia ações para reduzir emissões de carbono

A eletrificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas adotadas pelo Grupo Latam Airlines para diminuir as emissões de carbono sem comprometer a eficiência das operações. Atualmente, a companhia estima evitar a liberação de mais de um milhão de toneladas de CO₂ por ano graças a medidas operacionais e tecnológicas voltadas à redução do consumo de combustível.

Entre as ações estão o taxiamento das aeronaves utilizando apenas um motor, a aplicação do revestimento AeroSHARK, inspirado na pele de tubarão para reduzir a resistência aerodinâmica, a utilização de assentos mais leves e a retirada gradual das telas suspensas que deixaram de ser utilizadas nas cabines.

Reconhecimento internacional em sustentabilidade

As iniciativas fazem parte da estratégia de descarbonização e melhoria contínua dos processos do Grupo Latam. Como resultado, a empresa foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo pela S&P Global entre as companhias aéreas com melhor desempenho em sustentabilidade no mundo.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Sustentabilidade

Barco movido a hidrogênio entra em fase decisiva de testes em Santa Catarina

O barco movido a hidrogênio JAQ H1 inicia uma das etapas mais importantes do projeto de desenvolvimento da embarcação sustentável. Após ser apresentado na COP30 e participar do Marina Itajaí Boat Show, o modelo de 36 metros permanece em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, onde passará pelos primeiros testes com abastecimento de hidrogênio (H₂).

A partir da próxima semana, a embarcação começará a receber o combustível em seus tanques e dará início à ativação das células a combustível, tecnologia responsável pela geração de energia para o sistema de propulsão. O objetivo é validar o funcionamento integrado dos equipamentos antes das futuras operações.

Comissionamento verifica desempenho e segurança dos sistemas

A nova fase corresponde ao chamado comissionamento, processo técnico destinado a avaliar se todos os componentes da embarcação operam de forma segura e eficiente.

Durante essa etapa, serão testados tanques, bombas, válvulas, baterias, motores, células a combustível e sistemas de segurança para garantir que todo o conjunto funcione de maneira integrada. Na prática, trata-se da verificação completa da embarcação antes da navegação.

Validação foi dividida em duas etapas

O cronograma de testes foi organizado em duas fases. A primeira ocorreu durante a passagem do JAQ H1 pela COP30, em Belém, quando foram avaliados os sistemas elétricos e as baterias da embarcação.

Agora, em Itajaí, começa a segunda etapa, voltada ao armazenamento do hidrogênio verde e ao funcionamento das células a combustível fornecidas pela GWM Hydrogen-FTXT.

Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, o abastecimento inicial exige protocolos rigorosos, análises de risco e acompanhamento técnico contínuo para assegurar a operação.

“É um processo mais demorado porque envolve segurança, procedimentos de operação e diferentes testes. A prioridade é colocar o sistema para funcionar da maneira mais segura possível”, afirma.

Equipe internacional acompanhará os testes

Os trabalhos devem durar cerca de 15 dias e contar com aproximadamente 20 profissionais, entre engenheiros da GWM, especialistas do Grupo Náutica e técnicos da Quantus.

Além da equipe brasileira, engenheiros chineses participarão da operação para acompanhar o primeiro abastecimento, a ativação dos equipamentos, a calibração dos sistemas e os testes de segurança.

Tecnologia pode impulsionar a transição energética no setor marítimo

Idealizado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, o Projeto JAQ Hidrogênio Verde busca ampliar o uso de tecnologias limpas na navegação brasileira.

De acordo com Paciornik, a nova fase representa um passo importante para validar a aplicação do hidrogênio como fonte de energia no setor marítimo e contribuir para o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

“Este é um momento muito importante para o projeto e para a transição energética do setor marítimo no Brasil. Depois de demonstrarmos, na COP30, a aplicação do hidrogênio nos sistemas de bordo, avançamos agora para uma etapa decisiva de testes, segurança operacional e validação tecnológica. O conhecimento gerado a partir desse processo poderá contribuir para o desenvolvimento de soluções mais limpas e acelerar a adoção de novas fontes de energia na navegação brasileira”, destaca Ernani Paciornik.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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China amplia energia solar térmica e alcança segunda maior capacidade de CSP do mundo

A China consolidou sua posição como uma das principais potências em energia solar térmica concentrada (CSP), alcançando 2,1 gigawatts (GW) de capacidade instalada em operação até o fim de junho de 2026. Com o resultado, o país ocupa o segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas da Espanha.

Os dados foram divulgados pelo Conselho de Eletricidade da China durante um fórum sobre energia limpa realizado na província de Qinghai, no noroeste chinês.

País já conta com dezenas de projetos de energia solar concentrada

Segundo as informações apresentadas no evento, a China possui atualmente 24 projetos de energia solar concentrada (CSP) em funcionamento.

Além disso, outros 26 empreendimentos estão em fase de construção, com uma capacidade combinada estimada em 3,2 GW. A expansão faz parte da estratégia chinesa para ampliar a participação das fontes renováveis de energia na matriz elétrica nacional.

Tecnologia ajuda a estabilizar geração de eletricidade

As usinas de energia solar térmica concentrada funcionam por meio de espelhos que direcionam a luz do sol para produzir calor. Esse calor pode ser armazenado e utilizado posteriormente na geração de eletricidade, inclusive em períodos de menor incidência solar.

A capacidade de armazenamento torna a tecnologia uma alternativa importante para complementar fontes como energia eólica e energia solar fotovoltaica, ajudando os sistemas elétricos a reduzir impactos causados pela variação na geração.

China amplia produção nacional e reduz custos da tecnologia

O país também avançou na fabricação de equipamentos utilizados em usinas CSP. Atualmente, mais de 95% dos componentes da cadeia produtiva são fabricados internamente.

Nos últimos dez anos, os custos médios de construção dessas instalações foram reduzidos pela metade, chegando a aproximadamente 15 mil yuans (cerca de US$ 2.200) por quilowatt instalado.

Meta chinesa é chegar a 15 GW de capacidade até 2030

A China estabeleceu como objetivo ampliar sua capacidade instalada de energia solar concentrada para 15 GW até 2030.

O plano reforça a estratégia do país de acelerar a transição energética, ampliar o uso de energias renováveis e fortalecer tecnologias capazes de oferecer geração elétrica mais estável e flexível.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diário do Povo

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Finep lança edital de R$ 300 milhões para projetos de inovação em Defesa e Sustentabilidade

A Finep abriu inscrições para um novo edital de subvenção econômica voltado ao financiamento de projetos inovadores nas áreas de Defesa Nacional e sustentabilidade da Base Industrial de Defesa (BID). A iniciativa disponibiliza R$ 300 milhões para empresas interessadas em desenvolver tecnologias estratégicas, com inscrições abertas até 30 de setembro.

Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a financiadora busca estimular a inovação, fortalecer a indústria nacional e ampliar a autonomia tecnológica do país.

Edital contempla duas linhas de financiamento

As empresas poderão inscrever projetos em duas modalidades. A primeira é destinada ao desenvolvimento de Tecnologias para Defesa Nacional, enquanto a segunda tem como foco a Sustentabilidade Econômica da Base Industrial de Defesa (BID).

Segundo a Finep, os recursos poderão ser utilizados em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novos produtos, criação de protótipos, produção de lotes-piloto, realização de testes, certificações e registro de patentes.

Podem participar da seleção empresas reconhecidas como Empresa Estratégica de Defesa (EED), condição que deve ser mantida durante todo o período de execução do projeto.

Objetivo é fortalecer a indústria nacional

De acordo com o assessor para Assuntos de Inovação da Finep, Ronaldo Carmona, o programa integra os esforços de fortalecimento da indústria brasileira e busca reduzir a dependência de tecnologias desenvolvidas no exterior.

A proposta é incentivar soluções inovadoras em áreas consideradas estratégicas, ampliando a capacidade tecnológica do país e contribuindo para a soberania nacional em setores sensíveis.

O edital também foi apresentado durante a 4ª edição da SC Expo Defense, evento voltado aos segmentos de defesa e segurança realizado em maio na sede da FIESC, em Santa Catarina.

Defesa faz parte da Nova Indústria Brasil

A linha voltada às Tecnologias para Defesa Nacional está alinhada à Missão 6 da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo Governo Federal em 2024 para orientar o desenvolvimento produtivo brasileiro até 2033.

Entre os objetivos da missão está o fortalecimento da Base Industrial de Defesa, ampliando a autonomia do Brasil em tecnologias estratégicas relacionadas à segurança, defesa e soberania.

Segundo a Finep, o cenário internacional reforça a importância de investimentos em tecnologias críticas, consideradas fundamentais para o desenvolvimento econômico e para a competitividade dos países.

Projetos devem ampliar competitividade da Base Industrial de Defesa

Na modalidade voltada à sustentabilidade da Base Industrial de Defesa, o edital prioriza projetos capazes de aumentar a capacidade produtiva, elevar a competitividade das empresas e consolidar a cadeia industrial do setor.

A expectativa é apoiar iniciativas com potencial de aplicação prática, geração de resultados concretos e impacto econômico, contribuindo para tornar a indústria brasileira de defesa mais eficiente, inovadora e preparada para os desafios futuros.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júnior Somensi

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Sustentabilidade

Petrobras investirá R$ 6 bilhões em polo de biocombustíveis na Refinaria de Cubatão

A Petrobras aprovou um investimento de US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6 bilhões, para implantar sua primeira unidade dedicada exclusivamente à produção de combustíveis renováveis. O projeto, denominado RPBC Biorrefino, será instalado na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP).

A iniciativa representa um dos principais investimentos da estatal na expansão da produção de biocombustíveis, com foco no atendimento da crescente demanda por combustíveis de menor emissão de carbono.

Unidade terá capacidade para produzir 15 mil barris por dia

A nova planta industrial será voltada à fabricação de bioquerosene de aviação (BioQAV) e diesel renovável, com capacidade para produzir até 15 mil barris diários.

Segundo o cronograma da companhia, a operação comercial está prevista para começar em 2030. Antes disso, a Petrobras deverá concluir a fase final de contratação dos fornecedores e assinatura dos contratos, enquanto o início das obras está previsto para ocorrer até o final de 2026.

Projeto faz parte do plano estratégico da Petrobras

Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o empreendimento integra o Plano de Negócios 2026-2030 e foi incluído na carteira de projetos em implantação após avaliação das condições financeiras da companhia.

A Petrobras destaca que o investimento reforça sua estratégia de ampliar a participação no mercado de combustíveis de baixo carbono e contribuir para a transição energética no Brasil.

Produção atenderá novas exigências ambientais da aviação

A implantação da unidade também acompanha as mudanças regulatórias previstas para o setor aéreo.

Entre elas está o Corsia (Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional), programa coordenado pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que tornará obrigatória, a partir de 2027, a compensação das emissões de carbono em voos internacionais que envolvam o Brasil.

Nesse cenário, o BioQAV desponta como uma das principais alternativas para reduzir a pegada de carbono da aviação e cumprir as metas ambientais estabelecidas globalmente.

Lei do Combustível do Futuro impulsiona mercado de biocombustíveis

O projeto também está alinhado à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que estabelece diretrizes para ampliar o uso de combustíveis renováveis e incentivar a mobilidade de baixo carbono no país.

A legislação criou o ProBioQAV, programa que determina a redução gradual das emissões de gases de efeito estufa pelas companhias aéreas. A exigência começa em 2027, com meta inicial de 1%, e será ampliada progressivamente até alcançar 10% em 2037.

Além disso, a norma estabelece objetivos para ampliar a participação do diesel verde e das misturas de biodiesel na matriz energética nacional.

Com o novo investimento, a Petrobras fortalece sua atuação no segmento de biocombustíveis, ampliando a capacidade de produção de combustíveis sustentáveis e acompanhando a transformação do mercado energético brasileiro.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Teixeira/Agência Brasil

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Sustentabilidade

Portonave vence Prêmio Expressão de Ecologia com projetos que protegem comunidade e superam média nacional de reciclagem

Com taxa de reaproveitamento de 90% dos resíduos e sistema de segurança na câmara frigorífica, o Terminal Portuário de Navegantes leva o troféu Onda Verde em duas categorias na Alesc

A Portonave é uma das vencedoras da 32ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia. A empresa foi condecorada na noite da última sexta-feira (26) com dois troféus Onda Verde devido a projetos de impacto direto: a blindagem ambiental do sistema da câmara frigorífica, que protege a comunidade de Navegantes contra vazamentos químicos, e um programa de gestão que atingiu 90% de reciclagem em 2024, índice dez vezes superior à média nacional.

A premiação, realizada no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, consagra as práticas sustentáveis contínuas desenvolvidas no Terminal. Ambas as iniciativas nasceram da visão estratégica de fortalecer a cultura ambiental nas operações portuárias.

Iceport – segurança para os moradores da região
Um dos projetos vencedores, o Lavador de Gases da Iceport, foi desenvolvido de forma preventiva na sala de máquinas da câmara frigorífica da Portonave. A unidade opera com um estoque de 11 toneladas de amônia, substância essencial para a conservação de cargas e altamente tóxica.

Para anular o risco de um possível vazamento e proteger a comunidade, a empresa investiu em um sistema automatizado. Em caso de escape do gás, sensores detectam a presença da amônia e acionam imediatamente o lavador de gases. O equipamento capta o ar contaminado e realiza o tratamento antes de sua liberação. Esse processo químico mantém o gás confinado, evita sua dispersão para outras áreas e colabora para o controle da qualidade do ar, de forma a contribuir para uma operação totalmente segura.

Excelência na gestão de resíduos – projeto Lixo Zero
O segundo case premiado atesta a eficiência da Portonave na gestão circular. O projeto “Excelência na gestão de resíduos sólidos” busca tratar os materiais de forma sustentável e levou a companhia a registrar, em 2024, a maior quantidade de resíduos reciclados de sua história. Foram 854,06 toneladas desviadas de aterros, o que representa 90% de todo o resíduo gerado na Portonave, além de um aumento de 36% no volume de resíduos encaminhados para reciclagem. O número ganha ainda mais força quando comparado à realidade do país: segundo o mais recente Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema, 2025), a média nacional de reciclagem é inferior a 9%.

O diferencial da Portonave está na destinação inteligente e inovadora que vai além da coleta seletiva tradicional. Uniformes e equipamentos de proteção individual (EPIs), após passarem por rigorosa descontaminação, são transformados em produtos como cobertores corta-febre e comedouros para pets. Tampinhas de garrafa são encaminhadas para ONGs de proteção animal, enquanto os resíduos orgânicos são convertidos em adubo natural e distribuídos gratuitamente aos profissionais interessados. Além disso, materiais específicos como eletrônicos, pilhas, remédios e canetas recebem tratamento adequado.

A intensificação dessas iniciativas para desviar os resíduos dos aterros resultou na conquista da Certificação Lixo Zero em março de 2026. Esse reconhecimento está alinhado à NBR ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ao Movimento Conexão Circular, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, do qual a Portonave é signatária.

Sobre a Portonave
Primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, a Portonave iniciou suas operações em 2007, em Navegantes (SC). A empresa é referência internacional pela excelência na prestação de serviços, alta produtividade e forte compromisso com o desenvolvimento sustentável. Integrada ao terminal está uma câmara frigorífica totalmente automatizada e voltada para a logística de cargas com temperatura controlada. O complexo detém certificações de rigor global, como ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental), ISO 45001 (Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho), ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno) e FSSC 22000 (Segurança de Alimentos).

A empresa foi representada na cerimônia por Rodrigo Santa Rita, gerente de Segurança e Meio Ambiente, Milena Gazaniga Miranda, analista de Meio Ambiente, Alcinei A. Romão, líder de Refrigeração Industrial, e por Silvano Pereira, eletromecânico de Refrigeração.

TEXTO: Assessoria de Imprensa Portonave
FOTOS: Fátima Damasceno

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Sustentabilidade

São Paulo terá primeira planta industrial de combustível sustentável de aviação produzido a partir da cana

O estado de São Paulo vai sediar a primeira planta industrial voltada à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) obtido a partir de biogás gerado por resíduos da biomassa da cana-de-açúcar. A unidade será implantada no município de Elias Fausto, localizado a cerca de 45 quilômetros de Campinas.

A iniciativa prevê um cronograma de três anos e receberá investimentos de aproximadamente 7,8 milhões de euros. Desse total, 1,5 milhão de euros será financiado pelo governo da Alemanha.

Parceria internacional impulsiona o projeto

O empreendimento será executado pela Geo Bio Gas & Carbon, em parceria com a Coopersucar. A cooperação também conta com o apoio do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o projeto está alinhado às metas climáticas do Estado de São Paulo, que busca ampliar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio de soluções sustentáveis.

Produção de SAF deve alcançar 750 litros por dia

A expectativa é que a planta produza cerca de 750 litros diários de SAF, combustível que poderá ser misturado ao querosene de aviação (QAV) convencional. A previsão inicial era de início da produção a partir de 2025.

O combustível sustentável de aviação é considerado uma das principais alternativas para diminuir a pegada de carbono do transporte aéreo, permitindo sua utilização na infraestrutura já existente do setor.

O que é o combustível sustentável de aviação?

O SAF é um biocombustível produzido a partir de diferentes matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas e até óleo de cozinha usado.

Dependendo da matéria-prima e do processo de fabricação, esse combustível pode reduzir entre 60% e 80% das emissões de carbono em comparação ao querosene de aviação utilizado atualmente.

SAF é peça-chave para a descarbonização da aviação

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) estima que o SAF responderá por aproximadamente 65% da redução das emissões de carbono necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade climática até 2050.

A entidade também projeta que novas tecnologias, como aeronaves elétricas e movidas a hidrogênio, contribuirão com 13% dessa redução, enquanto melhorias operacionais e de infraestrutura representarão 3%. Os 19% restantes deverão vir de soluções de captura de carbono.

Brasil tem potencial para liderar a produção de SAF

Estudos elaborados pela consultoria Agroicone em conjunto com a organização Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) apontam que o Brasil possui capacidade para produzir mais combustível sustentável de aviação do que consome atualmente.

A análise considera cinco principais fontes de matéria-prima: resíduos da cana-de-açúcar, resíduos de eucalipto, sebo bovino, gases provenientes do refino do aço e óleo de cozinha usado.

Atualmente, o consumo nacional de querosene de aviação gira em torno de 7,5 bilhões de litros por ano. Com o aproveitamento dessas matérias-primas, o país teria potencial para produzir cerca de 8,4 bilhões de litros de SAF anualmente, sendo que apenas os resíduos da cana responderiam por aproximadamente 77% desse volume.

FONTE: Brasil Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pixabay

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Sustentabilidade

Eco Invest Brasil amplia busca por investimentos na Ásia para impulsionar inovação e transformação ecológica

O Eco Invest Brasil iniciou uma rodada de apresentações na Ásia para atrair novos investimentos destinados à transformação ecológica, à inovação e ao desenvolvimento produtivo do país. A missão, promovida pelo Ministério da Fazenda, começou na China e reúne investidores, instituições financeiras, fundos, empresas e representantes de governos interessados em oportunidades de negócios sustentáveis no Brasil.

A agenda inclui encontros em Xangai e Pequim, onde a delegação brasileira apresenta as oportunidades oferecidas pelo programa, com destaque para o novo leilão voltado à criação de Fundos de Inovação.

Missão fortalece diálogo com instituições financeiras e empresas

Durante a etapa na China, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de compromissos ao lado de integrantes da equipe econômica brasileira. A programação contempla o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, reuniões bilaterais com investidores e empresas, além de encontros com instituições como o Banco Popular da China, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, a Renmin University e o Banco da China.

Os debates também abordam temas estratégicos, como finanças verdes, mercado de carbono e transição ecológica, considerados prioritários para ampliar a cooperação entre Brasil e países asiáticos.

Novo leilão prioriza inovação e descarbonização

Um dos principais focos da missão internacional é a divulgação do 5º Leilão do Eco Invest Brasil, que prevê a criação de Fundos de Inovação para conectar investidores, centros de pesquisa, indústria e mercado.

A iniciativa pretende acelerar projetos em setores considerados estratégicos para a economia brasileira, incluindo combustíveis verdes, fertilizantes verdes, minerais críticos, química verde, biomateriais, sistemas de baterias, inteligência artificial, automação industrial e soluções voltadas à descarbonização dos processos produtivos.

Ásia é considerada parceira estratégica para o programa

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a escolha da Ásia como destino da missão reflete o potencial tecnológico, industrial e financeiro da região, especialmente em áreas ligadas à inovação e à economia de baixo carbono.

De acordo com ele, China, Japão e Coreia do Sul concentram importantes centros globais de tecnologia e financiamento de longo prazo, tornando-se parceiros estratégicos para ampliar investimentos em projetos sustentáveis no Brasil.

Japão e Coreia do Sul serão os próximos destinos

Após a etapa na China, a missão seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, com agendas previstas em Tóquio e Seul. O objetivo é ampliar o diálogo com mercados que possuem elevada capacidade de investimento e forte presença em cadeias produtivas essenciais para a transformação ecológica.

Integrante do Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil já mobilizou mais de R$ 140 bilhões para financiar projetos sustentáveis. Desse total, mais de R$ 63 bilhões deverão ser captados no mercado internacional, reforçando a capacidade do programa de atrair capital estrangeiro de longo prazo para iniciativas ambientais e de inovação.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério da Fazenda

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