Portos

Tecon Santos amplia capacidade de armazenagem e chega a 2,9 milhões de TEUs por ano

O Tecon Santos, terminal operado pela Santos Brasil no Porto de Santos (SP), concluiu mais uma etapa do projeto de ampliação e modernização, elevando sua capacidade anual para 2,9 milhões de TEUs. A expansão ocorre em um período estratégico para o comércio exterior brasileiro, próximo à chamada peak season do segundo semestre, quando aumentam as importações para datas como Black Friday e Natal, além do escoamento da produção de commodities agrícolas.

A nova capacidade foi alcançada com a incorporação de uma área de 4 mil metros quadrados ao pátio operacional do terminal. O espaço antes era ocupado pelo antigo prédio administrativo da companhia, demolido em maio para dar lugar à ampliação da área de armazenagem.

Nova área adiciona 137 mil TEUs de capacidade ao terminal

Localizada na região central do Tecon Santos, a área passou por obras de adequação e agora contribui com aproximadamente 137 mil TEUs de capacidade dinâmica, ampliando a estrutura disponível para movimentação de contêineres no Porto de Santos.

O projeto de expansão do terminal começou em 2019 e prevê investimentos totais próximos de R$ 3 bilhões, com a meta de alcançar uma capacidade operacional de 3 milhões de TEUs por ano.

Até o momento, a Santos Brasil já aplicou mais de R$ 2,5 bilhões no programa de modernização.

Investimentos antecipam demanda do comércio exterior

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, os aportes realizados refletem uma estratégia de longo prazo para acompanhar o crescimento das operações internacionais brasileiras.

“Nosso compromisso é preparar a infraestrutura antes que a demanda se materialize, garantindo capacidade ao Porto de Santos, eficiência operacional e serviço premium para os nossos clientes”, afirmou o executivo.

Segundo Thibault, a expansão permite que o Tecon Santos responda atualmente por quase metade da capacidade de movimentação de contêineres do porto.

Nova sede administrativa será construída até 2027

Como parte do processo de modernização, a Santos Brasil também iniciará no quarto trimestre deste ano a construção de uma nova sede administrativa.

O edifício será instalado próximo à portaria terrestre do terminal e terá cinco andares, cerca de 1,2 mil metros quadrados de área construída e capacidade para acomodar até 450 colaboradores.

A previsão é que a nova estrutura seja concluída até o final de 2027, substituindo as instalações administrativas anteriores por um espaço mais moderno e sustentável.

Terminal amplia uso de equipamentos elétricos e operação remota

Além da expansão física, o Tecon Santos avançou na modernização dos equipamentos utilizados nas operações portuárias.

Neste mês, cinco dos oito RTGs elétricos fabricados pela ZPMC iniciaram operação remota no terminal. Os equipamentos chegaram da China no início do ano, junto com dois novos portêineres.

Os novos RTGs se somam às oito primeiras unidades elétricas já utilizadas pelo terminal. A tecnologia permite operação à distância, iniciativa implantada de forma pioneira no Brasil pelo Tecon Santos no final de 2024.

Segundo a empresa, o sistema aumenta a segurança operacional e melhora as condições ergonômicas dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos.

Renovação da frota reduzirá emissões de carbono

A Santos Brasil prevê a aquisição de outros 30 RTGs elétricos nos próximos anos, substituindo equipamentos convencionais movidos a diesel.

Com a renovação completa da frota, a expectativa é reduzir em 97% as emissões de carbono associadas a esses equipamentos, evitando o lançamento de cerca de 713 toneladas de CO₂ por mês na atmosfera.

Os novos portêineres, que já operam manualmente, também serão os primeiros do Brasil preparados para operar remotamente.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Sustentabilidade

Rastreabilidade da soja e da carne bovina ganha propostas para reduzir riscos ambientais no Brasil

O Brasil possui uma estrutura avançada de acompanhamento das cadeias produtivas de soja e carne bovina, mas ainda precisa integrar melhor as ferramentas já existentes de rastreabilidade ambiental. A conclusão faz parte de um estudo que avaliou 21 iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental de dois dos principais produtos da agropecuária brasileira.

O levantamento, intitulado “Rastreando a Responsabilidade: fortalecendo o monitoramento do desmatamento nas cadeias de suprimento de soja e carne bovina do Brasil”, foi divulgado pela organização ambiental WRI Brasil e analisa a capacidade do país de responder às novas demandas do mercado internacional por transparência e controle ambiental.

Pesquisa avalia sistemas de monitoramento da produção agropecuária

O estudo analisou dez iniciativas relacionadas à cadeia produtiva da soja e outras 11 ligadas à produção de carne bovina. Os mecanismos avaliados têm como objetivo acompanhar e verificar práticas produtivas nos biomas Amazônia e Cerrado, especialmente em relação ao uso da terra e ao desmatamento.

Após comparar os diferentes modelos existentes, os pesquisadores apresentaram dez recomendações para fortalecer os sistemas atuais de controle, ampliar a transparência e contribuir para a formulação de políticas públicas.

Recomendações para melhorar a rastreabilidade ambiental

Entre as principais medidas sugeridas pelo estudo estão:

  • Adotar a propriedade rural como principal unidade de monitoramento das cadeias produtivas;
  • Utilizar bases oficiais, com dados governamentais e informações validadas cientificamente;
  • Garantir conformidade com o Código Florestal Brasileiro e combater violações relacionadas ao trabalho forçado;
  • Ampliar auditorias independentes e divulgar relatórios de transparência;
  • Expandir o acompanhamento para todos os biomas brasileiros;
  • Assegurar que não tenha ocorrido desmatamento ilegal após o marco temporal de 2008;
  • Garantir o compromisso de desmatamento zero após agosto de 2020, alinhado às exigências nacionais e internacionais;
  • Monitorar toda a cadeia de fornecedores, incluindo os fornecedores indiretos;
  • Criar mecanismos para reinserção de produtores que regularizem situações de não conformidade;
  • Estabelecer uma gestão participativa com diferentes setores envolvidos.

Rastreabilidade pode fortalecer relações comerciais internacionais

Para a diretora do Programa de Florestas e Uso da Terra do WRI Brasil, Mariana Oliveira, o avanço dos sistemas de monitoramento ambiental pode contribuir para um modelo de desenvolvimento rural mais sustentável.

Segundo ela, a integração das ferramentas existentes também pode facilitar a atuação de diferentes agentes envolvidos no processo, como instituições financeiras, investidores e compradores internacionais.

A especialista destaca que algumas instituições financeiras brasileiras já utilizam bancos de dados oficiais e privados para avaliar riscos. A expectativa é que esse modelo também seja incorporado por organizações globais, como bancos de desenvolvimento e investidores internacionais.

China é um dos mercados interessados em maior transparência

O estudo aponta a China como um exemplo de mercado que poderia se beneficiar de protocolos mais estruturados de rastreabilidade da soja e da carne bovina. Em 2024, o país importou do Brasil US$ 44,6 bilhões em produtos dessas duas cadeias.

Com a integração das bases de dados e a padronização dos critérios técnicos entre diferentes órgãos públicos, compradores internacionais teriam mais segurança para avaliar riscos socioambientais relacionados aos produtos brasileiros.

Os pesquisadores defendem que o Brasil fortaleça a cooperação com grandes mercados consumidores, criando mecanismos que conciliem competitividade comercial e preservação ambiental.

Sistemas eficientes podem gerar benefícios no campo

Mariana Oliveira ressalta que a discussão sobre rastreabilidade vai além do atendimento às exigências comerciais. Para ela, a construção de sistemas mais eficientes pode aproximar o setor produtivo de um modelo de desenvolvimento com maior geração de renda, empregos e oportunidades para produtores rurais.

A especialista destaca ainda que investimentos em inovação tecnológica, mecanização e cooperação internacional podem ampliar os benefícios econômicos e sociais para as regiões produtoras de commodities agrícolas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Sustentabilidade

Latam Cargo amplia eletrificação das operações e pode reduzir até 187 toneladas de CO₂ por ano

A Latam Cargo deu um importante passo em sua estratégia de sustentabilidade ao atingir praticamente 100% de eletrificação dos equipamentos utilizados nas operações em solo no Brasil. A modernização inclui os principais equipamentos de movimentação de cargas, especialmente as empilhadeiras, responsáveis por grande parte das atividades nos terminais e pelo potencial de evitar a emissão de até 187 toneladas de CO₂ anualmente.

A iniciativa reforça o compromisso da empresa em combinar inovação, eficiência operacional e redução dos impactos ambientais.

Modernização avança nos terminais de carga brasileiros

Atualmente, a transformação já está presente em nove dos 30 Terminais de Cargas (Teca) da companhia no Brasil que utilizam esses equipamentos. O processo vem sendo implementado de forma gradual e deve alcançar a totalidade da frota de empilhadeiras até o fim de 2026.

Em 2025, cerca de 72% desses equipamentos já eram elétricos. Utilizadas tanto na movimentação de mercadorias dentro dos terminais quanto no transporte até as aeronaves, as empilhadeiras elétricas contribuem para tornar as operações mais seguras, produtivas e ambientalmente responsáveis.

Segundo Otávio Meneguette, diretor da Latam Cargo Brasil, a estratégia busca unir desempenho operacional e responsabilidade ambiental.

“Para a Latam Cargo, sustentabilidade e eficiência precisam caminhar juntas. Ao modernizar nossas operações em solo e reduzir seu impacto ambiental, também fortalecemos a segurança, a produtividade e a qualidade do serviço prestado aos nossos clientes. São decisões operacionais que, somadas, geram resultados concretos para a companhia”, afirmou.

Novas baterias aumentam produtividade e reduzem tempo de recarga

Além dos benefícios ambientais, a adoção de equipamentos elétricos trouxe ganhos relevantes em eficiência energética. As novas baterias de lítio oferecem rendimento de até 95%, enquanto o tempo de recarga caiu de um intervalo entre oito e 12 horas para cerca de duas horas.

Outro avanço é a maior autonomia das baterias, que elimina a necessidade de substituições durante a operação. Nos modelos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a troca dos cilindros exigia a participação de duas pessoas e podia consumir até 20 minutos, reduzindo a produtividade das equipes.

Grupo Latam amplia ações para reduzir emissões de carbono

A eletrificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas adotadas pelo Grupo Latam Airlines para diminuir as emissões de carbono sem comprometer a eficiência das operações. Atualmente, a companhia estima evitar a liberação de mais de um milhão de toneladas de CO₂ por ano graças a medidas operacionais e tecnológicas voltadas à redução do consumo de combustível.

Entre as ações estão o taxiamento das aeronaves utilizando apenas um motor, a aplicação do revestimento AeroSHARK, inspirado na pele de tubarão para reduzir a resistência aerodinâmica, a utilização de assentos mais leves e a retirada gradual das telas suspensas que deixaram de ser utilizadas nas cabines.

Reconhecimento internacional em sustentabilidade

As iniciativas fazem parte da estratégia de descarbonização e melhoria contínua dos processos do Grupo Latam. Como resultado, a empresa foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo pela S&P Global entre as companhias aéreas com melhor desempenho em sustentabilidade no mundo.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto Itapoá conquista Selo Ouro do GHG Protocol pelo quinto ano seguido

O Porto Itapoá foi reconhecido, pelo quinto ano consecutivo, com o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, certificação concedida às organizações que elaboram inventários completos e auditados de emissões de gases de efeito estufa (GEE). A premiação corresponde ao ciclo de 2026, com base nos dados de emissões registrados em 2025 e validados por auditoria independente.

A conquista reforça o compromisso do terminal com a sustentabilidade, a transparência ambiental e a adoção de práticas voltadas à redução da pegada de carbono nas operações portuárias.

Intensidade de carbono cai 11,7% em relação ao ano anterior

Entre os principais indicadores apresentados no inventário está a redução de 11,7% na intensidade de carbono por contêiner movimentado. O índice passou de 13,22 para 11,67 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) por TEU, demonstrando que o crescimento das operações ocorreu de forma mais eficiente do ponto de vista ambiental.

Esse indicador mede a quantidade de emissões geradas em relação ao volume de carga movimentada e evidencia ganhos em eficiência, mesmo diante da expansão das atividades do terminal.

Inventário orienta decisões e investimentos ambientais

De acordo com o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, o inventário de emissões tornou-se uma ferramenta estratégica para a gestão ambiental da empresa.

Segundo o executivo, o monitoramento detalhado das emissões permite direcionar investimentos, estabelecer prioridades e acompanhar a evolução dos resultados ao longo dos anos. Para ele, a conquista do quinto Selo Ouro consecutivo confirma a consistência das ações implementadas pela companhia.

Emissões são monitoradas nos três escopos do GHG Protocol

O levantamento aponta que o terminal registrou 23.217 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) em 2025, considerando os três escopos previstos pela metodologia do GHG Protocol.

As emissões diretas (Escopo 1), relacionadas ao consumo de combustíveis por veículos e equipamentos próprios, representaram 14.462 tCO₂e, correspondendo a 62% do total.

Já as emissões indiretas de energia elétrica (Escopo 2) somaram 3.461 tCO₂e, equivalentes a 15% das emissões.

O Escopo 3, que inclui atividades indiretas da cadeia logística, como transporte terceirizado, viagens corporativas e gestão de resíduos, respondeu por 5.294 tCO₂e, ou 23% do inventário.

Eletrificação da operação impulsiona resultados

Entre as iniciativas responsáveis pela redução das emissões estão os investimentos na eletrificação da frota, na ampliação do uso de equipamentos elétricos e na operação de RTGs híbridos, além de ações permanentes voltadas à eficiência energética.

Atualmente, o Porto Itapoá opera 27 caminhões elétricos, considerada a maior frota desse tipo em funcionamento no Brasil, além de diversos equipamentos movidos à energia elétrica que contribuem para diminuir o consumo de combustíveis fósseis.

Crescimento operacional aliado à sustentabilidade

Desde 2021, o Porto Itapoá ampliou em 75,3% a movimentação de contêineres, mantendo a estratégia de reduzir proporcionalmente as emissões de carbono.

Segundo Ricardo Arten, os resultados comprovam que é possível expandir a capacidade operacional sem elevar os impactos ambientais, graças aos investimentos em tecnologias limpas, eficiência energética e soluções voltadas à descarbonização da atividade portuária.

O que representa o Selo Ouro do GHG Protocol

O Programa Brasileiro GHG Protocol é a principal referência nacional na elaboração e divulgação de inventários corporativos de gases de efeito estufa.

O Selo Ouro é concedido às organizações que apresentam inventários completos, elaborados conforme a metodologia do programa e submetidos à verificação independente, demonstrando compromisso com a transparência e a gestão das emissões ambientais.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portal Portuário

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Evento

XXXIII Encontro Cooperaportos debate ESG, sustentabilidade e segurança no setor portuário

O XXXIII Encontro Cooperaportos já tem data marcada. Entre os dias 26 e 28 de agosto, representantes do setor portuário, especialistas e autoridades participarão de um dos principais fóruns nacionais voltados à discussão de sustentabilidade, segurança e ESG nos portos. Nesta edição, o tema central será “Portos na Fronteira ESG”.

O encontro acontecerá em formato híbrido. As atividades presenciais serão realizadas no Auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), com participação mediante convite, enquanto o público também poderá acompanhar toda a programação de forma virtual por meio da plataforma Teams. O link de acesso será divulgado pela organização em data próxima ao evento.

Parceria reúne principais entidades do setor portuário

A realização do encontro faz parte do Protocolo de Intenções firmado entre a ANTAQ, a ABEPH, a ABTP e a ATP, entidades que atuam na promoção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do sistema portuário brasileiro. Em 2026, a Vports será a anfitriã do evento.

A iniciativa também integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária (AASA) 2025/2026, elaborada pela Gerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ. O programa reúne ações voltadas ao fortalecimento da governança ambiental, da segurança aquaviária e da adoção das melhores práticas de ESG no setor.

Programação abordará desafios estratégicos para os portos

A agenda oficial será divulgada nos próximos dias, mas a organização já confirmou que o evento contará com painéis, palestras e debates sobre temas considerados estratégicos para o futuro da atividade portuária.

Entre os assuntos previstos estão o licenciamento ambiental, a descarbonização, a segurança operacional, a resposta a emergências, a preservação da biodiversidade e a integração entre porto e cidade, temas que vêm ganhando espaço nas discussões sobre infraestrutura e logística.

O encerramento da programação será marcado por uma visita técnica ao Porto Organizado de Vitória, permitindo aos participantes conhecer de perto as operações e iniciativas desenvolvidas no complexo portuário.

Cooperaportos completa mais de duas décadas promovendo cooperação

Criado em 2000, o Cooperaportos tornou-se um espaço permanente de cooperação entre instituições públicas e privadas voltado ao fortalecimento das ações socioambientais e de segurança no setor portuário. O primeiro encontro foi realizado em 29 de junho daquele ano, nas instalações da então Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Realizado anualmente, o fórum reúne técnicos, gestores, representantes de administrações portuárias, órgãos públicos e especialistas para promover a troca de experiências, disseminar boas práticas, incentivar o aperfeiçoamento regulatório e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos portos brasileiros.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Sustentabilidade

Barco movido a hidrogênio entra em fase decisiva de testes em Santa Catarina

O barco movido a hidrogênio JAQ H1 inicia uma das etapas mais importantes do projeto de desenvolvimento da embarcação sustentável. Após ser apresentado na COP30 e participar do Marina Itajaí Boat Show, o modelo de 36 metros permanece em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, onde passará pelos primeiros testes com abastecimento de hidrogênio (H₂).

A partir da próxima semana, a embarcação começará a receber o combustível em seus tanques e dará início à ativação das células a combustível, tecnologia responsável pela geração de energia para o sistema de propulsão. O objetivo é validar o funcionamento integrado dos equipamentos antes das futuras operações.

Comissionamento verifica desempenho e segurança dos sistemas

A nova fase corresponde ao chamado comissionamento, processo técnico destinado a avaliar se todos os componentes da embarcação operam de forma segura e eficiente.

Durante essa etapa, serão testados tanques, bombas, válvulas, baterias, motores, células a combustível e sistemas de segurança para garantir que todo o conjunto funcione de maneira integrada. Na prática, trata-se da verificação completa da embarcação antes da navegação.

Validação foi dividida em duas etapas

O cronograma de testes foi organizado em duas fases. A primeira ocorreu durante a passagem do JAQ H1 pela COP30, em Belém, quando foram avaliados os sistemas elétricos e as baterias da embarcação.

Agora, em Itajaí, começa a segunda etapa, voltada ao armazenamento do hidrogênio verde e ao funcionamento das células a combustível fornecidas pela GWM Hydrogen-FTXT.

Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, o abastecimento inicial exige protocolos rigorosos, análises de risco e acompanhamento técnico contínuo para assegurar a operação.

“É um processo mais demorado porque envolve segurança, procedimentos de operação e diferentes testes. A prioridade é colocar o sistema para funcionar da maneira mais segura possível”, afirma.

Equipe internacional acompanhará os testes

Os trabalhos devem durar cerca de 15 dias e contar com aproximadamente 20 profissionais, entre engenheiros da GWM, especialistas do Grupo Náutica e técnicos da Quantus.

Além da equipe brasileira, engenheiros chineses participarão da operação para acompanhar o primeiro abastecimento, a ativação dos equipamentos, a calibração dos sistemas e os testes de segurança.

Tecnologia pode impulsionar a transição energética no setor marítimo

Idealizado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, o Projeto JAQ Hidrogênio Verde busca ampliar o uso de tecnologias limpas na navegação brasileira.

De acordo com Paciornik, a nova fase representa um passo importante para validar a aplicação do hidrogênio como fonte de energia no setor marítimo e contribuir para o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

“Este é um momento muito importante para o projeto e para a transição energética do setor marítimo no Brasil. Depois de demonstrarmos, na COP30, a aplicação do hidrogênio nos sistemas de bordo, avançamos agora para uma etapa decisiva de testes, segurança operacional e validação tecnológica. O conhecimento gerado a partir desse processo poderá contribuir para o desenvolvimento de soluções mais limpas e acelerar a adoção de novas fontes de energia na navegação brasileira”, destaca Ernani Paciornik.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Cabotagem ganha força como alternativa para reduzir emissões na logística brasileira

A busca por operações mais sustentáveis está mudando a forma como as empresas movimentam mercadorias no Brasil. Em um cenário em que aproximadamente 63% do transporte de cargas ainda ocorre pelas rodovias, o modal escolhido para a logística deixou de ser apenas uma decisão de custo e prazo. Hoje, ele também influencia metas de descarbonização, inventários de carbono e estratégias de ESG.

Nesse contexto, a cabotagem surge como uma alternativa capaz de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa, principalmente em viagens de longa distância.

Estudo aponta redução superior a 70% nas emissões

Levantamento realizado pela empresa de navegação costeira Norcoast indica que suas operações evitaram a emissão de cerca de 317,8 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) ao longo de 2025, quando comparadas a um cenário em que toda a carga tivesse sido transportada exclusivamente por caminhões.

O estudo avaliou 49.611 operações de frete, responsáveis pela movimentação de aproximadamente 957 mil toneladas de cargas durante o período.

Segundo os dados, a operação intermodal, que combina transporte marítimo e trechos rodoviários para coleta e entrega, gerou 123,2 mil toneladas de CO₂e. Já uma operação totalmente rodoviária alcançaria 441 mil toneladas de CO₂e, representando uma redução de 72,1% nas emissões.

A intensidade de carbono também foi menor na cabotagem: 128,7 quilos de CO₂e por tonelada transportada, contra 460,7 quilos no transporte exclusivamente rodoviário.

De acordo com Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast, a cabotagem não substitui o caminhão, mas reduz a necessidade de percorrer grandes distâncias pelas estradas, diminuindo a intensidade de carbono da cadeia logística.

Matriz logística brasileira segue concentrada nas rodovias

Apesar do avanço da cabotagem, a logística nacional ainda depende majoritariamente do transporte rodoviário.

Dados do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) mostram que 63,4% das cargas brasileiras são transportadas por caminhões. As ferrovias respondem por 18%, o transporte aquaviário representa 14,6%, os dutos concentram 4,1% e o modal aéreo participa com apenas 0,1%.

Na avaliação da Norcoast, essa predominância ocorre não apenas pela preferência histórica pelo caminhão, mas também pela oferta limitada de alternativas eficientes para grandes distâncias.

Rodovias concentram a maior parte das emissões do setor

A concentração da matriz logística também se reflete na emissão de gases de efeito estufa.

Segundo o Inventário CNT 2025, o setor de transportes brasileiro lançou cerca de 190 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2023. Desse total, 92,9% vieram do transporte rodoviário.

Os caminhões representam aproximadamente 34% dessas emissões, enquanto os automóveis flex respondem por cerca de 30%.

Para Lorenzi, a crescente preocupação das empresas com a pegada de carbono faz com que a análise das emissões passe a influenciar diretamente a escolha do modal logístico, juntamente com fatores como custo e prazo.

Brasil reúne condições favoráveis para ampliar a cabotagem

A extensa faixa litorânea, a concentração populacional próxima à costa e os corredores logísticos que ligam polos produtores aos principais centros consumidores colocam o Brasil em posição estratégica para ampliar o uso da cabotagem.

A própria Norcoast nasceu com esse objetivo. Criada pela brasileira Norsul em parceria com a alemã Hapag-Lloyd, a empresa iniciou suas operações em fevereiro de 2024 apostando no crescimento do transporte de contêineres pela costa brasileira e na migração de cargas hoje transportadas por rodovias.

Dados da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC) mostram que o segmento movimentou 1,9 milhão de TEUs em 2025, crescimento de 24% em relação ao ano anterior. Desse volume, 876 mil TEUs corresponderam ao transporte doméstico, que avançou 15% no período.

Maior capacidade dos navios reduz intensidade das emissões

Segundo Bruno Alonso, especialista em emissões da Norcoast e responsável pelo estudo, a principal vantagem ambiental da cabotagem está na elevada capacidade de transporte dos navios.

Enquanto uma embarcação da empresa pode transportar até 3,5 mil TEUs em uma única viagem, um caminhão normalmente leva apenas um contêiner padrão, podendo chegar a dois em configurações específicas e respeitando os limites de peso das rodovias.

Mesmo utilizando combustíveis fósseis, o transporte marítimo consegue distribuir as emissões por uma quantidade muito maior de carga, reduzindo a intensidade de carbono por tonelada transportada.

Além disso, a empresa afirma adotar medidas como controle de velocidade das embarcações, otimização dos motores e utilização de combustível marítimo com baixo teor de enxofre (LSFO). Também acompanha o desenvolvimento de soluções como biocombustíveis e hidrogênio verde, embora reconheça que essas tecnologias ainda enfrentam desafios técnicos e elevados custos para adoção em larga escala.

Agenda climática aumenta importância da logística sustentável

Especialistas avaliam que a escolha do modal logístico ganhou relevância também por causa das exigências relacionadas ao Escopo 3 do GHG Protocol, que contabiliza as emissões indiretas da cadeia de suprimentos.

Ao mesmo tempo, o transporte marítimo mundial enfrenta novas metas ambientais. A Organização Marítima Internacional (IMO) definiu objetivos progressivos para reduzir as emissões do setor, com cortes previstos até 2030 e 2040, além da meta de alcançar emissões líquidas zero por volta de 2050.

Entre os mecanismos já implementados está o Carbon Intensity Indicator (CII), indicador que mede anualmente a eficiência de carbono das embarcações. Segundo a Norcoast, sua frota já é monitorada com base nesse sistema.

Cabotagem ainda representa pequena parcela do transporte de cargas

Apesar do crescimento recente, a cabotagem ainda responde por cerca de 11% da matriz logística brasileira. O segmento de transporte de contêineres representa aproximadamente 1% de toda a movimentação de cargas no país.

Para a Norcoast, o avanço do modal não depende da substituição dos caminhões, mas da ampliação da integração entre diferentes meios de transporte. A proposta é utilizar o modal marítimo nos longos percursos e manter o transporte rodoviário nas etapas de coleta e distribuição, tornando a logística nacional mais eficiente e com menor emissão de carbono.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Logística

Cabotagem ganha força como alternativa para reduzir emissões na logística brasileira

A busca por operações mais sustentáveis está transformando a forma como as empresas transportam mercadorias pelo Brasil. Em um cenário em que o transporte rodoviário ainda responde pela maior parte da movimentação de cargas no país, cresce o interesse por alternativas capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como a cabotagem.

Hoje, cerca de 63% das cargas brasileiras são transportadas por rodovias, modalidade que também concentra a maior parcela das emissões do setor. Com isso, a escolha do modal logístico passou a fazer parte das estratégias corporativas voltadas à descarbonização, influenciando inventários de carbono e metas ambientais.

Cabotagem evitou mais de 317 mil toneladas de CO₂ em 2025

Levantamento realizado pela empresa de navegação costeira Norcoast mostra o potencial ambiental da cabotagem. Segundo o estudo, as operações da companhia impediram a emissão de aproximadamente 317,8 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) em 2025, na comparação com um cenário em que todas as cargas fossem transportadas exclusivamente por caminhões.

Durante o período, foram realizados 49.611 fretes, responsáveis pela movimentação de cerca de 957 mil toneladas de cargas.

A análise aponta que a operação intermodal da empresa — que combina transporte marítimo com trechos rodoviários de coleta e entrega — emitiu 123,2 mil toneladas de CO₂e. Caso todo o percurso tivesse sido feito apenas por rodovias, o volume chegaria a 441 mil toneladas, uma diferença de 72,1%.

Outro indicador reforça a vantagem ambiental: a intensidade de carbono foi de 128,7 quilos de CO₂e por tonelada transportada, enquanto no transporte exclusivamente rodoviário esse índice alcançaria 460,7 quilos.

Integração entre modais reduz impacto ambiental

De acordo com Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast, a proposta não é substituir os caminhões, mas reduzir sua utilização em trajetos de longa distância.

Segundo o executivo, o transporte rodoviário continua indispensável nas etapas de coleta e distribuição, porém a integração com a cabotagem contribui para diminuir significativamente a intensidade de carbono das operações logísticas.

Rodovias ainda dominam a matriz logística brasileira

Dados do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) mostram que o Brasil mantém forte dependência das rodovias. Os caminhões respondem por 63,4% da movimentação de cargas, enquanto as ferrovias representam 18%. O transporte aquaviário participa com 14,6%, seguido pelos dutos, com 4,1%, e pelo modal aéreo, com apenas 0,1%.

Na avaliação da empresa, essa concentração está relacionada não apenas à preferência histórica pelo transporte rodoviário, mas também à oferta limitada de alternativas para percursos de longa distância.

Transporte rodoviário concentra emissões do setor

A predominância dos caminhões também se reflete na emissão de gases de efeito estufa.

Segundo o Inventário CNT 2025, o setor de transportes lançou 190 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2023. Desse total, 92,9% tiveram origem no transporte rodoviário. Os caminhões foram responsáveis por cerca de 34% das emissões, enquanto os automóveis flex responderam por aproximadamente 30%.

Para Lorenzi, medir a pegada de carbono das cadeias logísticas tornou-se uma necessidade crescente. Com informações detalhadas por rota e operação, as empresas conseguem considerar critérios ambientais ao lado de fatores como custo e prazo na definição do modal.

Crescimento da cabotagem acompanha demanda por logística sustentável

A Norcoast foi criada em 2024 por meio de uma parceria entre a brasileira Norsul e a alemã Hapag-Lloyd, com foco na expansão do transporte de contêineres pela costa brasileira.

Segundo a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o segmento movimentou 1,9 milhão de TEUs em 2025, crescimento de 24% em relação ao ano anterior. As cargas domésticas representaram 876 mil TEUs, o equivalente a 45% do total, registrando alta de 15%.

Com quatro embarcações em operação e aproximadamente 600 clientes, a empresa acredita haver espaço para ampliar sua participação em um mercado estimado em cerca de quatro mil embarcadores.

Escala do transporte marítimo favorece menor emissão de carbono

Bruno Alonso, especialista em emissões da Norcoast, explica que a principal vantagem ambiental do transporte marítimo está na capacidade de transportar grandes volumes em uma única viagem.

Enquanto um navio da companhia pode levar até 3,5 mil TEUs, um caminhão convencional normalmente transporta apenas um contêiner padrão, chegando a dois TEUs em modelos de maior porte, dependendo do peso permitido.

Essa característica permite diluir as emissões por carga transportada, tornando a cabotagem menos intensiva em carbono, embora ainda utilize combustíveis fósseis.

Além da escala, a empresa adota medidas para aumentar a eficiência energética, como controle da velocidade das embarcações, otimização dos motores e utilização de combustível marítimo de baixo teor de enxofre (LSFO). Também acompanha o desenvolvimento de alternativas como biocombustíveis e hidrogênio verde, considerados promissores para o futuro do setor.

Agenda climática amplia importância da logística

Especialistas apontam que a escolha do modal logístico passou a influenciar diretamente as estratégias de sustentabilidade das empresas, especialmente diante da crescente exigência de investidores e órgãos reguladores para contabilização das emissões indiretas, conhecidas como Escopo 3, conforme o GHG Protocol.

No cenário internacional, a Organização Marítima Internacional (IMO) estabeleceu metas para reduzir progressivamente as emissões do transporte marítimo até 2050, além de incentivar o uso de combustíveis de baixa emissão e criar mecanismos para avaliação da eficiência ambiental das embarcações.

Entre eles está o Carbon Intensity Indicator (CII), indicador adotado desde 2023 para medir o desempenho de carbono dos navios.

Desafio é ampliar participação da cabotagem

Apesar do avanço, a cabotagem ainda representa uma fatia reduzida da matriz logística nacional, com cerca de 11% do transporte de cargas. No segmento de contêineres, a participação é de aproximadamente 1%.

Para o setor, o caminho está na ampliação da integração entre os diferentes modais. A combinação entre transporte marítimo e rodoviário pode contribuir para uma logística mais eficiente, competitiva e alinhada às metas de redução das emissões de carbono.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Norcoast

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Portos

Descarbonização dos portos brasileiros avança com estudo que orientará políticas para o setor

Um levantamento desenvolvido pelo LabTrans, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com as secretarias nacionais de Portos e de Hidrovias e Navegação, vinculadas ao Ministério de Portos e Aeroportos, mapeou os principais caminhos para acelerar a descarbonização dos portos brasileiros e da navegação nacional.

O diagnóstico reúne desafios, tendências e oportunidades para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte aquaviário e nas operações portuárias, servindo de base para a formulação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade do setor.

Estudo servirá de base para programas nacionais

As informações levantadas irão subsidiar a elaboração do Programa Nacional de Descarbonização dos Portos (PND-Portos) e do Programa Nacional de Descarbonização da Navegação (PND-Navegação).

As iniciativas têm como objetivo estabelecer diretrizes para promover uma matriz logística mais sustentável, estimular a inovação tecnológica e reduzir o impacto ambiental das atividades portuárias e da navegação no Brasil.

Diagnóstico reúne nove áreas estratégicas

O estudo organiza as ações prioritárias em nove eixos considerados essenciais para a transição energética do setor.

Entre os temas analisados estão energia e combustíveis alternativos, eletrificação dos portos, sistemas de onshore power supply (OPS), modernização da infraestrutura portuária, melhoria dos acessos aquaviários e terrestres, eficiência operacional, digitalização, governança, financiamento climático, inovação, inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE), além de capacitação profissional e promoção de uma transição justa.

A proposta é criar um planejamento integrado capaz de orientar investimentos e acelerar a adoção de soluções de baixo carbono na logística portuária brasileira.

Consulta pública irá ampliar participação do setor

A próxima etapa do processo será a abertura de uma consulta pública, que permitirá a participação de operadores portuários, entidades representativas, pesquisadores, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil e demais interessados.

As contribuições deverão complementar o diagnóstico e aperfeiçoar as diretrizes que irão compor os programas nacionais de descarbonização.

Brasil busca alinhar setor portuário às metas internacionais

Com a elaboração do PND-Portos e do PND-Navegação, o governo pretende estruturar políticas capazes de reduzir as emissões do sistema portuário brasileiro e tornar o transporte aquaviário mais sustentável.

A iniciativa também busca alinhar o país aos compromissos ambientais e às metas de redução de emissões estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO), fortalecendo a competitividade dos portos brasileiros diante das novas exigências do comércio global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM:  AESCOM/MPor

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Transporte

Canal do Panamá reforça operações com cinco novos rebocadores híbridos

O Canal do Panamá ampliou sua estrutura operacional com a incorporação de cinco rebocadores híbridos, marcando mais uma etapa do processo de modernização da hidrovia. As novas embarcações foram oficialmente apresentadas durante uma cerimônia de batismo e passam a integrar a frota responsável pelo apoio às operações de navegação.

Batizados de Isla Farallón, Isla Cébaco, Isla Cañas, Isla Coiba e Isla Boná, os rebocadores foram desenvolvidos com tecnologia de propulsão híbrida, voltada para aumentar a eficiência das manobras e reduzir os impactos ambientais.

Tecnologia híbrida melhora eficiência e reduz emissões

Os novos equipamentos utilizam um sistema que combina motores a diesel, motores elétricos e baterias para armazenamento de energia. Segundo a Autoridade do Canal do Panamá, essa configuração proporciona melhor gerenciamento do consumo energético, diminui a emissão de poluentes e aumenta a confiabilidade das operações.

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também contribui para a redução do consumo de combustível, menores custos de manutenção e maior durabilidade dos componentes das embarcações.

Modernização fortalece a competitividade do Canal do Panamá

Durante a cerimônia, o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, afirmou que a chegada dos novos rebocadores híbridos representa mais um passo na construção de uma operação mais eficiente e sustentável.

De acordo com ele, o investimento reforça o compromisso da instituição com a inovação, a preservação ambiental e o fortalecimento da competitividade da hidrovia para as próximas gerações.

Equipes operacionais recebem reconhecimento

A administradora adjunta do Canal do Panamá, Ilya Espino de Marotta, ressaltou a importância dos profissionais responsáveis pelo funcionamento das embarcações.

Ela destacou o trabalho conjunto de capitães, pilotos, marinheiros, operadores, engenheiros, mecânicos e demais equipes de apoio, enfatizando que a dedicação desses profissionais é essencial para manter o alto padrão operacional do canal.

Nomes homenageiam a riqueza natural do Panamá

Conforme informou a Autoridade do Canal do Panamá, os nomes escolhidos para os novos rebocadores fazem referência a ilhas panamenhas e têm como objetivo valorizar o patrimônio natural e marítimo do país, reforçando a ligação entre a hidrovia e a identidade nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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