Exportação

Exportações da Argentina para o Brasil crescem 6,9% em agosto de 2026

As exportações da Argentina para o Brasil avançaram 6,9% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Câmara Argentina de Comércio e Serviços (CAC). O resultado representa o sexto mês consecutivo de crescimento das vendas argentinas ao mercado brasileiro.

O comércio bilateral entre Argentina e Brasil movimentou US$ 2,578 bilhões em agosto. O valor ficou 3,2% abaixo dos US$ 2,663 bilhões registrados em agosto de 2025. Em relação a julho deste ano, porém, houve alta de 0,3%.

Argentina aumenta vendas ao mercado brasileiro

As exportações argentinas somaram US$ 1,099 bilhão em agosto, enquanto as compras de produtos brasileiros chegaram a US$ 1,479 bilhão.

Com isso, a Argentina registrou déficit comercial de US$ 380 milhões no intercâmbio com o Brasil durante o mês.

O crescimento das vendas argentinas foi impulsionado principalmente por produtos como polímeros de etileno em formas primárias, veículos destinados ao transporte de mercadorias e a usos especiais, leite, creme de leite e outros produtos lácteos, além de óleo combustível derivado de petróleo.

Na direção contrária, a queda de 9,6% nas importações argentinas provenientes do Brasil esteve relacionada principalmente à redução das compras de veículos rodoviários, peças e acessórios para automóveis e veículos destinados ao transporte de passageiros.

Déficit comercial argentino diminui em 2026

Considerando os oito primeiros meses de 2026, o comércio bilateral gerou um saldo negativo de US$ 1,635 bilhão para a Argentina.

Apesar de permanecer deficitário, o resultado representa uma melhora expressiva em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e agosto do ano passado, o déficit argentino havia alcançado US$ 4,103 bilhões.

Ainda assim, agosto manteve a trajetória negativa iniciada em janeiro de 2026. Segundo o levantamento da CAC, o resultado também se deteriorou em relação aos quatro meses anteriores.

Argentina ganha espaço entre fornecedores do Brasil

A Argentina ficou na quarta posição entre os principais fornecedores do Brasil em agosto, considerando o valor das importações brasileiras.

A liderança ficou com China, Hong Kong e Macau, com US$ 6,609 bilhões, seguidos pelos Estados Unidos, com US$ 4,014 bilhões, e pela Alemanha, com US$ 1,411 bilhão.

Do lado das exportações brasileiras, a Argentina ocupou a terceira colocação entre os principais mercados compradores no mês.

China, Hong Kong e Macau lideraram, com US$ 8,340 bilhões em compras, enquanto os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 3,190 bilhões.

Exportações brasileiras também crescem

O desempenho do comércio exterior do Brasil apresentou expansão em agosto. As exportações brasileiras para o mercado internacional passaram de US$ 29,559 bilhões em agosto de 2025 para US$ 33,158 bilhões no mesmo mês de 2026, uma alta de 12,2%.

As importações também aumentaram. O valor subiu 9,3%, de US$ 23,578 bilhões para US$ 25,763 bilhões na comparação anual.

Com exportações superiores às importações, o Brasil encerrou agosto com superávit comercial de US$ 7,395 bilhões. Foi o 18º mês consecutivo em que a balança comercial brasileira apresentou resultado positivo.

FONTE: Cámara Argentina de Comercio y Servicios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CAC

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Internacional

Marrocos deve fornecer 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes ao Brasil

O Brasil está prestes a firmar um acordo com o Marrocos para ampliar o fornecimento de fertilizantes, em uma tentativa de reduzir os riscos de desabastecimento provocados pelas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

O compromisso deverá ser formalizado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante viagem a Rabat, no início da próxima semana. A previsão é de que os primeiros embarques ocorram já nos próximos dias.

Pelo entendimento, o país africano deverá garantir o fornecimento de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados ao Brasil. O volume corresponde a aproximadamente 76% do déficit de 5 milhões de toneladas estimado pelo governo brasileiro para a safra 2026/27.

Primeiro embarque de fertilizantes deve ocorrer na próxima semana

A expectativa do governo é que o acordo tenha efeitos imediatos sobre o abastecimento de fertilizantes no Brasil. De acordo com André de Paula, a primeira carga marroquina deve ser enviada ao país já na próxima semana.

A missão brasileira contará com representantes de 12 entidades do agronegócio, entre elas Aprosoja e Abramilho.

O ministro afirmou que o risco de falta do insumo está afastado e destacou que a busca por fornecedores ganhou importância diante dos problemas logísticos provocados pelos conflitos internacionais.

Cerca de 92% dos fertilizantes utilizados pela agricultura brasileira são importados, o que deixa o país exposto a interrupções nas cadeias globais de fornecimento.

Guerras aumentam preocupação com oferta de fertilizantes

Os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio afetaram rotas estratégicas de transporte e elevaram a preocupação dos países importadores com a disponibilidade de insumos agrícolas.

No caso brasileiro, a questão é especialmente relevante porque o calendário de plantio depende da chegada dos fertilizantes às regiões produtoras.

Diante desse cenário, o governo adotou uma estratégia baseada em duas frentes. A primeira é encontrar fornecedores capazes de atender à demanda no curto prazo. A segunda envolve ampliar a produção nacional de fertilizantes para diminuir a dependência do mercado externo no longo prazo.

Petrobras retoma produção nacional

Como parte da estratégia de redução da dependência externa, o governo trabalha na retomada de unidades de produção de fertilizantes no Brasil.

Três fábricas da Petrobras já foram reabertas, enquanto uma quarta unidade, localizada em Mato Grosso do Sul, ainda está em processo de retomada.

O aumento da produção doméstica deve contribuir para reduzir a vulnerabilidade brasileira, mas não eliminará a necessidade de importações. Isso ocorre principalmente em relação a produtos que têm produção limitada ou inexistente no país, como determinados fertilizantes fosfatados.

A Rússia continua entre os principais fornecedores internacionais do insumo para o Brasil.

China também amplia fornecimento ao agronegócio

Antes do acordo com o Marrocos, a China já havia aumentado os envios de fertilizantes para o mercado brasileiro.

Segundo André de Paula, uma missão realizada no início do ano ajudou a consolidar a ampliação do fornecimento de fertilizantes nitrogenados e NPK.

Agora, o governo busca estabelecer uma parceria semelhante com o Marrocos, país que possui grandes reservas de fosfato e vem sendo procurado por outras nações interessadas em garantir o abastecimento.

Brasil também negocia tarifa zero para carne bovina

A agenda da missão brasileira no Marrocos inclui ainda uma negociação para ampliar o acesso da carne bovina brasileira ao mercado daquele país.

Representantes de importantes entidades do setor acompanharão a viagem, incluindo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Embora o mercado marroquino esteja formalmente aberto ao produto brasileiro, uma tarifa de importação de 220% torna as vendas praticamente inviáveis. A negociação prevê a retirada dessa cobrança, o que aumentaria a competitividade da carne brasileira.

Mercado marroquino pode abrir portas na África

O Ministério da Agricultura e Pecuária estima que o Marrocos tenha demanda anual de aproximadamente 100 mil a 150 mil toneladas de carne bovina.

Apesar de ser um mercado menor quando comparado a outros grandes compradores internacionais, o governo brasileiro considera o país estrategicamente importante por sua localização e pelo potencial de servir como porta de entrada para outros mercados africanos.

Dados do Agrostat mostram que o Brasil exportou 9,5 mil toneladas de carne para o Marrocos em 2025, gerando receita de US$ 27,7 milhões.

Brasil busca diversificar mercados para o agronegócio

Para o governo brasileiro, a importância da aproximação com o Marrocos vai além do volume de fertilizantes ou do tamanho do mercado de carne.

A estratégia faz parte de um esforço para ampliar a presença do agronegócio brasileiro em novos mercados e reduzir a dependência de parceiros específicos, especialmente em um momento de incertezas no comércio internacional.

Segundo André de Paula, a abertura de novos destinos comerciais é uma forma de diversificar as exportações brasileiras e diminuir a exposição a eventuais restrições ou dificuldades em mercados tradicionais, como a União Europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Itália defende diálogo após suspensão da carne brasileira pela União Europeia

A Itália pretende trabalhar pela redução de barreiras comerciais e pela facilitação das relações com o Brasil após a suspensão das importações de carne brasileira pela União Europeia. A posição foi apresentada nesta quarta-feira (9) pelo ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani.

Segundo o chanceler, eventuais divergências entre os dois lados devem ser tratadas por meio de diálogo diplomático e técnico, sem aumento das tensões políticas.

A União Europeia suspendeu as compras de carne e de outros produtos de origem animal do Brasil. O bloqueio entrou em vigor na quarta-feira (3) e está relacionado a critérios sanitários, incluindo normas europeias de controle e questões envolvendo o uso de antimicrobianos na produção pecuária.

Itália quer facilitar comércio com o Brasil

Ao comentar a suspensão, Tajani afirmou que o governo italiano está disposto a conversar com as autoridades brasileiras em busca de uma solução para o impasse.

Na avaliação do ministro, problemas relacionados a regras sanitárias podem criar obstáculos às relações comerciais, mas as diferenças podem ser enfrentadas por meio de negociações.

A Itália, segundo ele, pretende contribuir para superar as dificuldades, desde que sejam mantidas as exigências estabelecidas pelo bloco europeu.

“Se pudermos dar uma mão ao Brasil, o faremos sempre respeitando as regras europeias”, afirmou Tajani durante conversa com jornalistas antes do início de um encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Bloqueio europeu afeta produtos de origem animal

A suspensão das compras europeias envolve a carne brasileira e outros produtos de origem animal. A medida está em vigor desde 3 de setembro e tem como base exigências sanitárias adotadas pela União Europeia.

O cenário cria um novo ponto de atenção para o comércio exterior brasileiro, especialmente para os setores ligados à produção e exportação de proteína animal.

Apesar do bloqueio, a manifestação do governo italiano indica disposição para buscar uma saída negociada, conciliando a manutenção das normas sanitárias europeias com a tentativa de reduzir obstáculos ao comércio.

Missão italiana reúne 100 empresas no Brasil

Tajani está no Brasil acompanhado de uma delegação formada por aproximadamente 100 empresas italianas. A missão empresarial chegou ao país nesta quarta-feira (9), depois de passar pela Argentina.

A visita ocorre em meio ao debate sobre o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. Nesse contexto, a defesa do diálogo feita pelo chanceler italiano ganha relevância para as relações comerciais entre Brasil e Itália.

A posição de Roma combina o interesse em ampliar e facilitar as relações comerciais com o Brasil com a necessidade de seguir as regras sanitárias e regulatórias estabelecidas pela União Europeia.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Importação

Shein, Shopee e compras internacionais de até US$ 50 ficam sem imposto federal

Consumidores brasileiros que fazem compras internacionais pela internet terão uma mudança na tributação de produtos de baixo valor. Foi sancionado, na quinta-feira (10), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13 de 2026, que elimina o Imposto de Importação de 20% sobre remessas de até US$ 50, cerca de R$ 257.

A medida encerra a cobrança que ficou conhecida popularmente como “taxa das blusinhas” e atinge compras realizadas em plataformas estrangeiras, como Shein e Shopee, por meio de remessas postais.

Com a nova regra, a alíquota federal para essa faixa de valor passa de 20% para zero.

Como fica o imposto para compras de até US$ 50

A principal alteração beneficia as chamadas pequenas compras internacionais. Uma encomenda de US$ 50, por exemplo, deixa de ter os US$ 10 referentes ao Imposto de Importação de 20% que incidiam sobre essa faixa.

A isenção, porém, se refere especificamente ao Imposto de Importação. Isso significa que o fim da “taxa das blusinhas” não garante que todas as compras de até US$ 50 estarão livres de qualquer outro tributo que possa ser aplicado.

Ao defender a mudança, Lula afirmou que a cobrança penalizava principalmente consumidores que fazem pequenas encomendas do exterior. Para o presidente, a medida representa uma correção na forma como essas operações eram tributadas.

Compras de até R$ 3 mil também terão imposto reduzido

A nova legislação também modifica a tributação para remessas de valor superior. Mercadorias de até R$ 3 mil por remessa passam a ter uma alíquota de importação de 30%, ante os atuais 60%.

A alteração, portanto, não se limita às compras de baixo valor e modifica diferentes faixas do regime de tributação de importados.

Governo poderá limitar quantidade e frequência das encomendas

Apesar da isenção para compras de até US$ 50, a legislação prevê mecanismos para evitar que o benefício seja utilizado em operações comerciais ou de revenda.

O governo poderá estabelecer regras sobre a quantidade e a frequência das compras, além de considerar a forma como a importação é realizada e a participação das plataformas no programa de conformidade da Receita Federal.

Também poderão ser criados mecanismos para combater o fracionamento artificial de remessas. A prática ocorre quando uma operação é dividida em várias encomendas para tentar enquadrá-las individualmente nos limites do regime simplificado.

O ministro da Fazenda também poderá alterar as alíquotas do Imposto de Importação abrangidas pela legislação.

Medicamentos sem similar no Brasil terão isenção

A mudança teve origem na Medida Provisória 1.357, publicada pelo governo em maio. O texto passou por alterações no Congresso antes de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e convertido em lei.

Durante a tramitação, os parlamentares incluíram uma regra que concede isenção do Imposto de Importação para medicamentos sem similar nacional.

A legislação ainda prevê o acompanhamento dos impactos econômicos provocados pelas novas regras. O Ministério da Fazenda deverá promover avaliações periódicas com representantes de setores como têxtil e vestuário, calçados, brinquedos, acessórios e cosméticos.

O modelo de tributação diferenciada também deverá ser analisado anualmente pelo Congresso Nacional.

Fim da “taxa das blusinhas” divide consumidores e comércio

A tributação das encomendas internacionais de pequeno valor vinha gerando divergências entre consumidores, plataformas de comércio eletrônico e empresas brasileiras.

Representantes da indústria e do comércio nacional defendem que a redução dos impostos sobre produtos importados pode ampliar a concorrência com mercadorias estrangeiras, principalmente as fabricadas na China. Na avaliação desses setores, o cenário poderia pressionar empresas brasileiras e afetar empregos.

Durante a cerimônia de sanção, Lula contestou a ideia de que a mudança tenha impacto significativo sobre a economia nacional. Segundo o presidente, o volume financeiro das encomendas de até US$ 50 seria pequeno diante do tamanho do comércio brasileiro.

Com a sanção presidencial, as novas regras passam a fazer parte da legislação de forma definitiva, encerrando a dependência da medida provisória que deu origem às alterações na tributação de compras internacionais.

FONTE: Âncora 1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Âncora 1

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Logística

Irã suspende taxa de frete de 10% para navios estrangeiros de petróleo e gás

O governo do Irã decidiu suspender temporariamente a cobrança de uma taxa de 10% sobre os custos de frete de embarcações estrangeiras que transportam petróleo, gás e derivados de petróleo com origem ou destino no país. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela agência de notícias semioficial Fars.

Suspensão ocorre em meio a dificuldades nas exportações de petróleo

A medida acontece em um momento de forte pressão sobre as exportações marítimas de petróleo do Irã. Um bloqueio naval promovido pelos Estados Unidos tem afetado de maneira significativa o transporte de petróleo iraniano por via marítima.

Segundo a Fars, a determinação para interromper a cobrança partiu do vice-chanceler jurídico da Presidência. A suspensão deverá permanecer em vigor até que o governo iraniano aprove e divulgue oficialmente a relação de produtos que estarão sujeitos à tarifa.

Taxa elevava custos do transporte marítimo

A cobrança de 10% havia provocado aumento nos custos relacionados ao transporte de petróleo, gás e produtos líquidos, de acordo com a agência iraniana.

Com a suspensão temporária, o governo espera diminuir as despesas de frete e tornar o transporte de produtos energéticos iranianos mais atrativo para embarcações estrangeiras.

A expectativa é que a redução dos custos contribua para ampliar a disponibilidade de frotas internacionais dispostas a transportar cargas de e para o Irã, especialmente em um cenário de restrições ao comércio marítimo do país.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Comércio Internacional

Pacto Verde Europeu: indústria precisa ampliar rastreabilidade para manter acesso ao mercado europeu

As novas regras ambientais da União Europeia (UE) estão mudando a forma como empresas precisam comprovar a origem, a composição e os impactos de seus produtos. Para a indústria catarinense, especialmente para os setores ligados ao comércio exterior, o Pacto Verde Europeu representa um novo desafio para manter e ampliar a presença no mercado europeu.

A tendência é que sustentabilidade deixe de ser apenas um diferencial competitivo e passe a integrar os requisitos necessários para participar de determinadas cadeias globais de fornecimento.

“Para a indústria catarinense, o Pacto Verde Europeu não deve ser visto apenas como uma exigência regulatória, mas como uma nova condição de inserção nas cadeias globais de valor. As empresas precisam estar preparadas para fornecer dados confiáveis sobre seus produtos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Passaporte Digital do Produto ganha importância

Entre os mecanismos que devem transformar a relação das empresas com o mercado europeu está o Passaporte Digital do Produto (DPP), previsto pelo Regulamento de Concepção Ecológica para Produtos Sustentáveis (ESPR).

A proposta é criar uma espécie de identidade digital para os produtos, concentrando informações que possam ser verificadas ao longo da cadeia. Entre os dados estão a composição, a origem das matérias-primas, impactos ambientais, durabilidade, possibilidade de reparo, reutilização e reciclagem. Na prática, a exigência não ficará restrita aos exportadores diretos.

Empresas brasileiras que fornecem componentes, insumos ou matérias-primas para outras companhias também poderão precisar disponibilizar informações detalhadas sobre seus produtos e processos. Isso significa que a adequação às regras europeias tende a alcançar diferentes elos das cadeias produtivas.

Indústria catarinense está entre os setores impactados

A implementação das novas exigências será gradual e deverá atingir segmentos com forte participação na economia de Santa Catarina. Entre os setores que precisam acompanhar de perto as mudanças estão têxtil e vestuário, siderurgia, alumínio, móveis e tecnologia, além de outras atividades integradas às cadeias de fornecimento europeias.

O desafio, porém, não se limita à adoção de práticas ambientais. As empresas precisarão desenvolver sistemas capazes de coletar, organizar, rastrear e comprovar informações sobre produtos e processos. Isso amplia a responsabilidade também para fornecedores e parceiros envolvidos na produção.

Preparação começa antes das novas regras

Para as empresas que atuam ou pretendem atuar no mercado europeu, antecipar a adequação pode ser um diferencial. A preparação envolve desde o conhecimento da cadeia de fornecedores até a estruturação de dados ambientais e produtivos.

Entre as principais medidas estão:

  • Mapear fornecedores e matérias-primas, ampliando a rastreabilidade da cadeia;
  • Digitalizar informações sobre produtos, processos e impactos ambientais;
  • Medir e reduzir a pegada de carbono, com iniciativas de eficiência e descarbonização;
  • Adequar produtos à economia circular, considerando durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade;
  • Comprovar as informações ambientais, evitando alegações de sustentabilidade que não tenham respaldo técnico.

Sustentabilidade passa a ser requisito de competitividade

Mais do que cumprir uma nova legislação, a adaptação às regras europeias pode representar uma mudança estrutural na forma como a indústria brasileira se relaciona com seus clientes internacionais.

Para empresas catarinenses inseridas no comércio exterior, investir em rastreabilidade, gestão de dados, transparência e sustentabilidade tende a ser cada vez mais importante para preservar mercados, atender compradores europeus e permanecer competitiva nas cadeias globais de valor.

Fonte: FIESC, com informações divulgadas em 8 de setembro de 2026.

Texto: Redação

Imagem: FIESC / Adobe Stock

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Comércio Exterior

Exportações aceleram e superávit comercial dispara 233,7% na primeira semana de setembro

Vendas externas somaram US$ 7,30 bilhões até a primeira semana de setembro, enquanto importações chegaram a US$ 5,39 bilhões; no acumulado do ano, saldo positivo já supera US$ 57 bilhões

O comércio exterior brasileiro começou setembro em ritmo forte. Até a primeira semana de setembro de 2026, as exportações alcançaram US$ 7,30 bilhões, alta de 31,7% em relação ao mesmo período de 2025. As importações também avançaram, mas em ritmo mais moderado, somando US$ 5,39 bilhões, crescimento de 8,4%.

O resultado foi um superávit de US$ 1,91 bilhão na balança comercial, uma expansão expressiva de 233,7% na comparação anual. Já a corrente de comércio — soma das exportações e importações — cresceu 20,7%, chegando a US$ 12,69 bilhões.

Os números divulgados nesta terça-feira (08)mostram uma diferença importante entre o ritmo de crescimento das vendas e das compras externas: enquanto as exportações avançaram quase quatro vezes mais que as importações no período, o saldo comercial ganhou força.

Indústria extrativa lidera avanço das exportações

Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa apresentou o crescimento mais expressivo na primeira semana de setembro. As vendas externas do segmento chegaram a US$ 2,26 bilhões, alta de 84,4% frente ao mesmo período de 2025.

A Indústria de Transformação também teve desempenho positivo, com exportações de US$ 3,60 bilhões, crescimento de 17,9%. Já a Agropecuária movimentou US$ 1,41 bilhão, avanço de 15,7%.

O resultado mostra que o desempenho brasileiro no comércio exterior não está concentrado em apenas uma frente. Commodities agrícolas, produtos minerais e itens industrializados contribuíram para ampliar as vendas ao mercado internacional.

Dentro da indústria extrativa, alguns produtos apresentaram altas bastante expressivas. As exportações de minérios de cobre e seus concentrados cresceram 126,5%, enquanto os minérios de metais preciosos e seus concentrados avançaram 1.397,6%.

Outro destaque foi o petróleo bruto, cujas vendas externas aumentaram 151% na comparação com a primeira semana de setembro de 2025.

Na indústria de transformação, o crescimento também foi relevante em produtos como farelo de soja e outros alimentos para animais, com alta de 109,7%, celulose, que avançou 45,9%, e ouro não monetário, com crescimento de 169,7%.

Na agropecuária, o café não torrado registrou alta de 61,7%, enquanto as exportações de soja cresceram 5,8%.

Nem todos os produtos acompanharam a alta

Apesar do resultado positivo das exportações, alguns segmentos registraram retração.

Entre os produtos agropecuários, as vendas de algodão em bruto caíram 6%, enquanto as de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras recuaram 68,6%.

Na indústria extrativa, o minério de ferro e seus concentrados apresentou queda de 18,6%, enquanto as vendas de minérios de níquel recuaram 100% e as de minérios de alumínio diminuíram 27%.

Já na indústria de transformação, chamam atenção as quedas nas exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, de 22,5%, e de veículos automóveis de passageiros, de 56,1%.

Importações avançam, puxadas pela indústria

Do lado das compras externas, a Indústria de Transformação continua concentrando a maior parcela das importações brasileiras. O setor movimentou US$ 5,02 bilhões até a primeira semana de setembro, alta de 7,8%. A indústria extrativa somou US$ 270 milhões, crescimento de 32,4%, enquanto a agropecuária registrou US$ 90 milhões, avanço de 3,5%.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão os óleos combustíveis de petróleo, com alta de 108,8%, válvulas, tubos termiônicos, diodos e transistores, que avançaram 84,2%, e veículos automóveis de passageiros, com crescimento de 83,3%.

Também aumentaram as compras externas de soja, que registraram alta de 81,4%, e de milho não moído, com avanço de 23,2%.

Superávit acumulado passa de US$ 57 bilhões

O desempenho de setembro reforça uma trajetória positiva observada ao longo de 2026. No acumulado de janeiro até a primeira semana de setembro, as exportações brasileiras somaram US$ 258,15 bilhões, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações alcançaram US$ 200,93 bilhões, alta de 5%. Com isso, o Brasil acumula um superávit comercial de US$ 57,22 bilhões, crescimento de 36,7% na comparação anual. A corrente de comércio também avançou, chegando a US$ 459,08 bilhões, alta de 8,1%.

Mercado acompanha ritmo das exportações

Os dados da primeira semana de setembro reforçam um cenário de crescimento das operações de comércio exterior brasileiro, especialmente pelo ritmo das exportações.

O avanço de 31,7% nas vendas externas, combinado ao crescimento mais moderado das importações, ampliou significativamente o saldo comercial no período. No acumulado do ano, a diferença entre exportações e importações já ultrapassa US$ 57 bilhões.

Para empresas que atuam em comércio exterior, logística, transporte internacional e operações portuárias, o desempenho também sinaliza um mercado externo movimentado, com forte participação de commodities e expansão em determinados produtos de maior valor agregado.

Mais do que o tamanho do saldo, o ponto de atenção está na velocidade de crescimento das exportações, que começa setembro muito acima do ritmo observado nas importações.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – Balança Comercial.

Texto: Redação

Imagem: JBS Terminais / Foto Tanajura

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Comércio Internacional

China registra alta de 25% nas exportações em agosto, impulsionada pela inteligência artificial

As exportações da China avançaram 25% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, impulsionadas principalmente pela forte demanda internacional por produtos de tecnologia utilizados na expansão da inteligência artificial (IA). No mesmo período, as importações chinesas cresceram 28,2%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pela Administração Geral de Alfândegas da China (AGC).

Os números mostram que o comércio exterior chinês continua em ritmo acelerado, sustentado pela procura global por componentes e equipamentos ligados ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Exportações de tecnologia ganham força

Entre janeiro e agosto, o valor das exportações chinesas de computadores e componentes relacionados aumentou 49,4%, de acordo com a AGC.

A expansão ocorre em um momento de forte crescimento dos investimentos internacionais em infraestrutura para inteligência artificial, o que amplia a demanda por semicondutores, equipamentos de informática e outros produtos tecnológicos fabricados na China.

O desempenho também mantém a trajetória positiva registrada pelo país no comércio internacional. Em 2025, a China alcançou um superávit comercial recorde, favorecido pela demanda externa por produtos associados ao setor de tecnologia e à cadeia global de inteligência artificial.

Vendas para os Estados Unidos aceleram

As exportações chinesas destinadas aos Estados Unidos também apresentaram crescimento expressivo. Em agosto, as vendas para o mercado americano aumentaram 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado representa uma aceleração em relação a julho, quando as exportações chinesas para os EUA haviam registrado crescimento anual de 17%.

O desempenho chama atenção diante das disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo e ocorre enquanto os dois países buscam avançar nas negociações sobre suas relações econômicas.

Dados antecedem encontro entre Trump e Xi

A divulgação dos números ocorre poucas semanas antes de uma reunião prevista para outubro, em Washington, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

O avanço das exportações chinesas e o aumento das vendas para o mercado americano devem integrar o contexto das discussões entre os dois governos, especialmente diante da importância do comércio bilateral para a economia mundial.

Os dados de agosto reforçam, ainda, o peso da China na cadeia global de fornecimento de tecnologia, semicondutores e equipamentos para inteligência artificial.

FONTE: Jovem Pan
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pekín (China)EFE/WU HAO

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto

A balança comercial brasileira fechou agosto com saldo positivo de US$ 7,4 bilhões, resultado 23,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho foi o terceiro melhor da série para meses de agosto, ficando atrás apenas dos superávits de US$ 9,6 bilhões, em 2023, e de US$ 7,7 bilhões, em 2021.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações brasileiras, que somaram US$ 33,2 bilhões, avanço de 12,2% em 12 meses. As importações também aumentaram, mas em ritmo inferior, chegando a US$ 25,8 bilhões, alta de 9,2%.

A corrente de comércio, formada pela soma das exportações e importações, alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor já registrado para um mês de agosto desde o início da série histórica.

Exportações crescem e sustentam o saldo comercial

O aumento das vendas externas foi observado nos principais setores da pauta brasileira. A indústria extrativa exportou US$ 8,3 bilhões, crescimento de 16,4% sobre agosto de 2025.

Na indústria de transformação, as exportações chegaram a US$ 17,2 bilhões, alta de 10,2%. Já a agropecuária registrou US$ 7,4 bilhões em vendas ao exterior, avanço de 11,4%.

Entre os produtos da indústria extrativa, os minérios de cobre e seus concentrados tiveram o maior crescimento, com alta de 223,1%. Também avançaram as exportações de minérios de níquel e concentrados, 120,7%, e de petróleo bruto, 18%. O minério de ferro apresentou crescimento de 20% em valor em parte dos dados setoriais.

Na indústria de transformação, o destaque ficou com os combustíveis, cujas exportações aumentaram 61,6%. As vendas de carnes de aves cresceram 40,5%, enquanto as de farelo de soja e outros alimentos destinados à alimentação animal subiram 36,6%.

Na agropecuária, as exportações de soja aumentaram 14%, as de café não torrado avançaram 24,1% e as vendas de animais vivos, com exceção de pescados e crustáceos, dispararam 174,3%.

Minério de ferro e carne bovina têm queda

Apesar do desempenho positivo da pauta exportadora, alguns produtos apresentaram retração.

As vendas externas de minério de ferro recuaram 10,8% na comparação com agosto de 2025. O resultado refletiu uma queda de 4,4% no preço médio e uma redução de 6,7% no volume embarcado.

A carne bovina brasileira também teve queda nas exportações, de 19,7% em valor. O movimento ocorreu em meio à aproximação do limite de importação definido pela China, principal mercado consumidor da proteína brasileira.

O país asiático estabeleceu uma cota de 1,106 milhão de toneladas para importações sem a cobrança de uma sobretaxa de 55% sobre os volumes que ultrapassarem esse limite.

Europa amplia compras de produtos brasileiros

O crescimento das exportações do Brasil alcançou a maioria dos principais mercados internacionais.

As vendas para a Europa aumentaram 22,1% em agosto, chegando a US$ 7,3 bilhões. Para a África, o avanço foi de 20,5%, para US$ 1,7 bilhão. Já os embarques destinados ao Oriente Médio cresceram 12,6%, totalizando US$ 1,4 bilhão.

Na América do Norte, as exportações brasileiras subiram 11,5%, para US$ 4,6 bilhões. Dentro desse resultado, as vendas aos Estados Unidos cresceram 12,1% em relação a agosto de 2025, mesmo após a entrada em vigor das novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.

A Ásia, principal destino das exportações nacionais, apresentou crescimento mais discreto, de 0,7%, alcançando US$ 13,6 bilhões.

Na América do Sul, por outro lado, houve queda de 1,5%, com as vendas totalizando US$ 3,6 bilhões.

Os números mostram que o avanço das exportações em agosto foi distribuído entre diferentes mercados, com Europa, América do Norte, África e Oriente Médio registrando crescimento de dois dígitos.

Importações avançam 9,2%

As importações brasileiras somaram US$ 25,8 bilhões em agosto, alta de 9,2% ante o mesmo mês do ano passado.

Os bens de capital apresentaram o maior crescimento entre as principais categorias, com alta de 29,3%, para US$ 3,9 bilhões. As compras de bens de consumo também aumentaram, 15%, chegando ao mesmo valor de US$ 3,9 bilhões.

As importações de combustíveis cresceram 7,4%, para US$ 3 bilhões. Já os bens intermediários, que representam a principal categoria entre as compras externas, tiveram avanço de 3,1%, alcançando US$ 15 bilhões.

O aumento das aquisições de bens de capital chama atenção por incluir máquinas, equipamentos e outros itens utilizados diretamente na produção e nos investimentos das empresas.

Superávit acumulado chega a US$ 55,3 bilhões

No acumulado de janeiro a agosto, o superávit comercial brasileiro atingiu US$ 55,3 bilhões, alta de 28,2% sobre os primeiros oito meses de 2025.

As exportações totalizaram US$ 250,9 bilhões, crescimento de 10,3%. As importações, por sua vez, alcançaram US$ 195,5 bilhões, avanço de 6,1%.

O saldo acumulado é o segundo maior da série histórica para o período. O recorde continua sendo de 2023, quando o superávit entre janeiro e agosto chegou a US$ 62,4 bilhões.

A diferença entre o ritmo de crescimento das exportações e das importações contribuiu diretamente para a expansão do saldo. Enquanto as vendas externas avançaram 10,3%, as compras internacionais cresceram 6,1%.

Governo prevê superávit de US$ 90 bilhões em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para cima, em julho, a projeção para a balança comercial de 2026.

A estimativa de superávit passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A previsão para as exportações também aumentou, de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões.

Para as importações, a projeção foi elevada de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.

Uma nova atualização das estimativas está prevista para outubro. A projeção do governo supera a expectativa dos analistas consultados pelo Banco Central no boletim Focus, cuja mediana aponta para um saldo comercial de US$ 78 bilhões em 2026.

Com oito meses do ano encerrados, os US$ 55,3 bilhões acumulados correspondem a pouco mais de 61% da previsão oficial de US$ 90 bilhões. Para alcançar essa estimativa, o desempenho do comércio exterior nos quatro meses restantes dependerá principalmente da evolução das exportações, das importações e dos preços das principais commodities brasileiras.

FONTE: O Presente Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Novo porto de Santa Catarina recebe aval para navegação internacional

Um novo porto de Santa Catarina está mais perto de iniciar suas operações. O Bunge Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul, terminal de uso privado (TUP), foi habilitado para receber tráfego internacional pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por meio da Superintendência de Outorgas.

A autorização ocorre após a publicação, no mês passado, do termo que liberou o empreendimento para começar a operar. Com as obras concluídas, a expectativa é de que o terminal entre em funcionamento nas próximas semanas.

Terminal será o sétimo porto em operação no Estado

A entrada em atividade do novo terminal ampliará a estrutura portuária de Santa Catarina. O TUP da Bunge será o sétimo porto do Estado, que atualmente conta com instalações portuárias em São Francisco do Sul, Itapoá, Itajaí, Navegantes, Imbituba e Laguna.

Santa Catarina ainda terá um novo terminal em Itapoá. O empreendimento da Coamo Cooperativa Agroindustrial será o segundo porto do município e tem obras previstas para começar em 2027.

Porto já possui licença ambiental

Além da autorização para iniciar as operações, o novo terminal portuário de São Francisco do Sul possui protocolo do Plano de Segurança Portuária.

O empreendimento era anteriormente conhecido como Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul (TGSC). O terminal da Bunge também já obteve a Licença Ambiental de Operação, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A estrutura foi instalada no Morro Bela Vista, nas proximidades do Porto de São Francisco do Sul, uma das principais áreas portuárias de Santa Catarina.

Novo terminal terá capacidade para 6 milhões de toneladas

O terminal graneleiro da Bunge começará a operar com capacidade para movimentar até 6 milhões de toneladas de grãos por ano. A estrutura foi projetada para permitir futuras ampliações.

A principal atividade será a exportação de grãos, reforçando a infraestrutura de escoamento da produção agrícola pelo litoral catarinense.

O terminal contará com um berço de atracação de 174 metros de comprimento, equipado com quatro estruturas conhecidas como dolfins, utilizadas para a atracação das embarcações.

Na área de retroporto, a capacidade de armazenamento será de 135 mil toneladas de granéis. O complexo terá um armazém horizontal e seis silos verticais.

Com a habilitação para o tráfego internacional e as obras concluídas, o novo terminal amplia a capacidade logística de Santa Catarina e se prepara para entrar na rede de exportação de grãos do Estado.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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