Comércio Internacional

Argentina deve registrar superávit comercial em julho e superar US$ 20 bilhões em 2026

A balança comercial da Argentina deve fechar julho novamente no azul, sustentada principalmente pelo desempenho das exportações de energia e produtos agrícolas. A projeção consta de uma pesquisa da Reuters com economistas locais e estrangeiros.

As estimativas apontam para um superávit comercial de US$ 1,85 bilhão no mês. Para o conjunto de 2026, a expectativa é de que o saldo positivo ultrapasse a marca de US$ 20 bilhões, favorecido pelos preços elevados das commodities no mercado internacional.

Exportações de energia e agricultura sustentam resultado

Entre os principais fatores por trás do desempenho argentino estão as vendas externas de produtos agrícolas e petróleo.

Para Ignacio Ruiz, economista da Ecolatina, as exportações devem continuar contribuindo para um resultado comercial robusto, especialmente diante do cenário favorável para os preços internacionais das commodities.

A combinação entre exportações de petróleo, energia e produtos do agronegócio deve manter a balança comercial argentina em território positivo ao longo do ano.

Superávit pode chegar a US$ 23 bilhões

A perspectiva para o resultado anual também melhorou. A última pesquisa de expectativas de mercado realizada pelo Banco Central da Argentina indica que o país poderá encerrar 2026 com um superávit comercial de aproximadamente US$ 23 bilhões.

Até junho, o saldo acumulado já alcançava US$ 13,9 bilhões. O desempenho inclui um resultado recorde de US$ 3,45 bilhões registrado em maio.

O resultado reforça a importância das exportações argentinas para a geração de divisas e para o equilíbrio das contas externas do país.

Importações seguem em ritmo moderado

Enquanto as exportações apresentam desempenho positivo, as importações da Argentina ainda avançam de forma limitada.

Segundo Ruiz, a demanda por produtos importados permanece contida, em linha com os níveis moderados de atividade econômica e consumo no país.

Esse comportamento contribui para preservar o saldo positivo da balança comercial, já que o crescimento das compras externas ainda não acompanha uma eventual aceleração das exportações.

INDEC divulgará resultado oficial de julho

O resultado definitivo da balança comercial argentina em julho será divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) na quinta-feira.

Até a publicação dos dados oficiais, as projeções dos economistas indicam a manutenção de um cenário favorável para o comércio exterior argentino, com superávit comercial superior a US$ 20 bilhões esperado para 2026.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels/Freerange

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Comércio Internacional

Reciprocidade busca pressionar EUA a retomar negociações sobre tarifas, diz Arko Advice

O governo brasileiro comunicou oficialmente a Washington o início do processo de reciprocidade econômica em resposta às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. Segundo Michael Lopez Stewart, da Arko Advice, a medida tem como principal objetivo aumentar a pressão para que os americanos voltem à mesa de negociações, e não provocar uma escalada imediata da disputa comercial.

Atualmente, os produtos brasileiros estão sujeitos a duas cobranças distintas: uma tarifa de 25% específica para o Brasil e outra de 12,5%, aplicada também a mercadorias de outros países. Em determinados produtos, a soma das duas alíquotas pode alcançar 37,5%. Há, porém, uma relação de exceções que retira alguns itens da incidência das tarifas.

Lei de Reciprocidade Econômica abre caminho para negociação

O governo federal decidiu colocar em prática a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 2025. De acordo com a análise da Arko Advice, o acionamento do mecanismo não significa que o Brasil tenha decidido aplicar imediatamente medidas de retaliação.

Nesta etapa inicial, o Itamaraty notificou o governo americano e solicitou a abertura de consultas diplomáticas. Ao mesmo tempo, a Camex deverá analisar os impactos das tarifas sobre a economia brasileira e avaliar quais respostas poderiam ser adotadas posteriormente.

A orientação transmitida pelo governo é de que qualquer eventual reação siga critérios de proporcionalidade. Márcio Elias Rosa também indicou que as medidas deverão contribuir para a solução do impasse comercial, mantendo a negociação entre Brasil e Estados Unidos como prioridade.

Dessa forma, a legislação funciona não apenas como mecanismo de resposta, mas também como uma ferramenta de pressão diplomática. O Brasil demonstra que dispõe de alternativas para reagir às tarifas, enquanto preserva a possibilidade de chegar a um entendimento com Washington.

Tarifas americanas aumentam preocupação entre empresas brasileiras

A movimentação também gera atenção no setor privado. Empresas brasileiras, especialmente aquelas com forte exposição ao mercado dos Estados Unidos, acompanham os próximos passos do governo diante do risco de uma eventual ampliação das medidas tarifárias.

Uma escalada da disputa poderia elevar a incerteza para exportações brasileiras, investimentos e decisões empresariais. Por isso, empresários demonstram preocupação com os possíveis efeitos de novas medidas comerciais.

No campo diplomático, a abertura formal do processo também pode provocar uma reação do governo americano. Diante do histórico e do perfil da administração de Donald Trump, existe a possibilidade de que Washington adote novas iniciativas caso interprete a medida brasileira como uma escalada.

Governo deve evitar retaliação imediata

Para Michael Lopez Stewart, contudo, não há indicação de que o Brasil esteja próximo de implementar uma retaliação efetiva. A avaliação considera que o governo ainda busca uma solução negociada e reconhece que uma intensificação do conflito comercial poderia gerar custos para os dois países.

O comportamento de Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas deve ser acompanhado de perto. A questão ganhou peso político e internacional em um momento de maior exposição do governo brasileiro, enquanto também se aproximam compromissos relevantes da agenda externa, incluindo a próxima cúpula dos BRICS.

Brasil amplia pressão, mas mantém diálogo com Washington

O movimento anunciado nesta semana representa uma nova frente de pressão do Brasil sobre os Estados Unidos. Apesar de ainda não configurar uma decisão definitiva de retaliação, o acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica possui relevância diplomática e pode influenciar os próximos capítulos da disputa tarifária.

O principal desafio agora será determinar se o mecanismo será suficiente para levar Brasil e EUA de volta às negociações ou se a relação comercial entre os dois países avançará para uma nova rodada de medidas e contramedidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Portos

Como os produtos chegam ao destino: o papel dos portos e dos diferentes modais de transporte

Alimentos, combustíveis, medicamentos, fertilizantes e produtos industrializados percorrem diferentes caminhos antes de chegar ao consumidor. Nesse trajeto, podem ser utilizados caminhões, trens, navios e hidrovias, em uma operação logística que conecta regiões produtoras, portos, centros de distribuição e mercados.

Uma carga pode deixar uma fazenda, indústria ou unidade de produção por rodovia ou ferrovia e seguir até um terminal portuário. No porto, é embarcada em um navio e transportada por centenas ou milhares de quilômetros. Ao chegar ao destino, o produto volta a utilizar outros modais até alcançar uma indústria, centro de distribuição, estabelecimento comercial ou consumidor final.

Os números mostram a importância dessa estrutura para o país. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, o maior volume já registrado no Brasil. Desse total, 164,6 milhões de toneladas corresponderam a cargas conteinerizadas, que incluem produtos industrializados e bens de consumo.

A relevância do transporte marítimo também aparece no comércio exterior. Aproximadamente 95% das operações internacionais brasileiras são realizadas por via marítima, fazendo dos portos uma peça fundamental tanto para a chegada de produtos e matérias-primas quanto para as exportações.

Transporte marítimo também conecta diferentes regiões do Brasil

A navegação não é utilizada apenas para operações internacionais. Produtos e matérias-primas também podem ser transportados entre portos brasileiros ou entre plataformas offshore e unidades terrestres, como refinarias.

Esse tipo de operação é conhecido como cabotagem.

Nesse modelo, uma carga pode deixar uma região do país por navio, percorrer a costa brasileira e desembarcar em outro estado, onde o transporte terrestre completa o percurso até o destino final.

Do campo ao supermercado

Um exemplo dessa integração entre modais está no transporte de alimentos. Depois da colheita, o arroz pode passar por processos de secagem e armazenamento antes de ser levado por caminhão ou trem até um porto. A partir daí, a carga pode seguir de navio pela costa até outra região brasileira. Após o desembarque, o produto volta para o transporte terrestre, chegando a centros de distribuição e, posteriormente, aos supermercados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 70% da produção nacional de arroz em 2026. Dessa forma, parte da produção originada no Sul pode utilizar o transporte marítimo para abastecer consumidores de outras regiões.

A mesma lógica pode ser aplicada a produtos como café, açúcar, milho e frango congelado, que percorrem diferentes etapas e podem combinar rodovias, ferrovias e transporte marítimo.

Portos também garantem o abastecimento do campo

A importância dos portos não está restrita ao transporte de produtos que chegam ao consumidor. Eles também são fundamentais para a entrada de insumos utilizados na produção agrícola. É o caso dos fertilizantes e adubos importados. Em 2025, as importações desses produtos alcançaram 49,3 milhões de toneladas.

A operação começa no país de origem, onde os fertilizantes são embarcados em navios. No Brasil, a carga chega ao terminal portuário, passa por processos de movimentação e armazenagem e, posteriormente, segue por transporte terrestre até as regiões agrícolas. Entre as cargas de maior relevância para a navegação estão o petróleo e seus derivados.

Na cabotagem brasileira, granéis líquidos e gasosos representam cerca de 75% das cargas transportadas, com destaque para petróleo e gás natural. Em 2025, a navegação de cabotagem movimentou aproximadamente 223 milhões de toneladas.

Mas os portos também movimentam uma grande variedade de produtos que chegam ao país em contêineres. Nessa categoria estão peças, máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, produtos químicos, roupas, eletrônicos e outros bens presentes no cotidiano.

Assim, antes de chegar às prateleiras ou às mãos do consumidor, muitos produtos percorrem uma verdadeira rede logística, que integra portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Essa combinação de modais permite conectar áreas produtoras, indústrias e centros consumidores dentro e fora do Brasil.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação/Porto de Pecém

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Portos

O que os portos brasileiros movimentam? Conheça os principais tipos de carga

Dos grãos aos contêineres, os portos brasileiros movimentam diariamente uma grande variedade de mercadorias. Cada tipo de carga possui características próprias e, por isso, demanda infraestrutura, equipamentos e procedimentos específicos para armazenagem, embarque, desembarque e transporte.

Entre os principais grupos estão os granéis sólidos, granéis líquidos e gasosos, cargas conteinerizadas e carga geral. A divisão ajuda a entender a complexidade da logística portuária e o papel dos terminais na conexão entre produtores, indústria, comércio e diferentes modais de transporte.

Granéis sólidos: grãos, minérios e fertilizantes

Os granéis sólidos são produtos secos transportados em grandes volumes e sem embalagens individuais. Eles podem ter origem agrícola, mineral ou industrial. Entre os exemplos estão soja, milho, trigo, açúcar, minério de ferro, fertilizantes e carvão.

A movimentação dessas cargas utiliza estruturas como silos, armazéns, moegas, correias transportadoras e equipamentos para carregamento e descarregamento de navios. O controle da umidade e da dispersão de poeira também faz parte dos cuidados necessários durante a operação.

Granéis líquidos e gasosos exigem controle específico

Petróleo, combustíveis, óleos vegetais, produtos químicos e gases estão entre as cargas transportadas em grandes volumes por meio de navios-tanque, dutos, bombas e tanques de armazenamento.

No caso dos gases liquefeitos, são necessárias condições controladas de pressão ou temperatura para manter o produto em estado líquido e viabilizar seu transporte.

Por envolverem riscos específicos, essas operações exigem protocolos rigorosos de segurança, prevenção de vazamentos, controle ambiental e monitoramento das condições de armazenamento e movimentação.

Carga conteinerizada integra diferentes modais

Os contêineres são unidades padronizadas que permitem transportar mercadorias de diferentes características com maior facilidade de transferência entre navios, caminhões e trens. Alimentos industrializados, roupas, eletrônicos, peças automotivas, máquinas, medicamentos, móveis e outros bens de consumo podem ser transportados dessa forma.

Nos terminais portuários, a operação depende de pátios especializados, portêineres, guindastes, empilhadeiras e sistemas de controle e rastreamento. Também existem áreas específicas para contêineres refrigerados, utilizados em cargas que precisam de temperatura controlada.

Um dos indicadores mais conhecidos desse segmento é o TEU, unidade baseada no contêiner padrão de 20 pés e utilizada para medir a movimentação portuária.

Carga geral reúne mercadorias de diferentes formatos

A carga geral inclui mercadorias transportadas individualmente, em volumes, caixas, fardos, peças ou equipamentos, sem serem movimentadas como granéis.

Veículos, máquinas, equipamentos industriais, bobinas de aço, madeira e peças de grandes dimensões são alguns exemplos.

Dependendo das características da mercadoria, a operação pode exigir guindastes, empilhadeiras, rampas, carretas especiais, pátios, armazéns e sistemas de amarração. Cargas pesadas ou de grandes dimensões demandam planejamento adicional para garantir segurança durante o manuseio.

Infraestrutura portuária varia conforme a carga

A diversidade de mercadorias movimentadas explica a existência de diferentes tipos de terminais portuários, equipamentos e estruturas de armazenagem.

Do campo à indústria e ao consumidor final, cada operação precisa ser planejada de acordo com as características da carga. Essa organização é fundamental para o funcionamento da logística portuária e para a integração entre produção, comércio, abastecimento e transporte no Brasil.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Eduardo Oliveira/MPor

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Comércio Exterior

ApexBrasil lança plano de R$ 210 milhões para ajudar empresas afetadas por tarifas dos EUA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apresentou, em São Paulo, o Plano de Diversificação de Exportações, criado para apoiar empresas brasileiras atingidas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Com investimento de R$ 210 milhões, a iniciativa pretende alcançar até 5.300 empresas de 35 setores considerados prioritários, segundo a agência. A estratégia busca ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados internacionais alternativos e reduzir os impactos provocados pelas barreiras comerciais norte-americanas.

Plano deve atender milhares de empresas

O programa foi apresentado pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante reunião com representantes de mais de 30 entidades ligadas ao setor produtivo.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) indicam que aproximadamente 5.600 empresas brasileiras foram diretamente afetadas pelas novas tarifas dos EUA. A ApexBrasil estima atender até 5.300 delas, contemplando segmentos que vão do agronegócio à indústria de transformação, além de áreas como higiene, máquinas e equipamentos.

A agência pretende atuar em 36 mercados prioritários, levando oportunidades comerciais e conectando empresas a potenciais compradores estrangeiros.

Segundo Müller, o objetivo é ampliar as alternativas de negócios sem abandonar o mercado norte-americano. Os Estados Unidos continuam entre os destinos considerados importantes para os produtos brasileiros, mas a estratégia passa a dar maior ênfase à diversificação das exportações.

Apoio terá quatro modalidades

O plano prevê duas frentes de atuação. Uma delas será desenvolvida em parceria com entidades setoriais e deverá reunir mais de 300 ações. A outra oferecerá atendimento direto e individualizado para até 4.700 empresas.

As empresas afetadas pelas tarifas terão isenção das taxas de participação nas modalidades de atendimento direto:

  • Reuniões de negócios: serão disponibilizadas 2.300 vagas para encontros presenciais e virtuais com compradores internacionais.
  • Feiras internacionais: 1.400 vagas serão destinadas à participação em eventos de setores afetados, priorizando novos mercados.
  • Consultoria especializada: até 1.200 empresas poderão receber atendimento individual e gratuito para estruturar a entrada em outros países.
  • Bolsa Exportação: serão oferecidas 1.000 vagas de apoio financeiro direto ao longo dos próximos 12 meses.

Inscrições começam nesta quarta-feira

As inscrições para o Plano de Diversificação de Exportações começam nesta quarta-feira (12). As empresas poderão se cadastrar pelo site da ApexBrasil ou procurar uma das 29 entidades setoriais parceiras.

No processo de inscrição, será necessário comprovar a condição de exportadora para os Estados Unidos e informar se houve impacto provocado pelas tarifas. Também será preciso indicar o código SH do produto e detalhar a necessidade da empresa.

Entre as demandas possíveis estão a participação em uma feira específica, adequação a exigências e certificações de determinado mercado ou busca por compradores em novos países.

Após o cadastro, o sistema de inteligência da ApexBrasil fará o cruzamento entre o produto informado e a rede internacional da agência. A ferramenta poderá acionar os escritórios no exterior e conectar as empresas a uma base com mais de 2 mil compradores internacionais parceiros.

América Latina e Europa concentram ações

O plano distribuiu as ações de promoção comercial de acordo com o perfil dos produtos e o potencial de cada região.

A programação prevê:

  • América Latina: 85 ações;
  • Europa: 77 ações;
  • Ásia: 46 ações;
  • Canadá e México: 23 ações;
  • África: 16 ações;
  • Oriente Médio: 11 ações.

Entre os mercados apontados como alternativas estão Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Indonésia, Índia e China.

ApexBrasil mantém atuação nos Estados Unidos

Apesar da criação do programa, a ApexBrasil afirma que não pretende interromper o trabalho de promoção comercial nos Estados Unidos. A proposta é ampliar simultaneamente as possibilidades de venda para outros destinos e oferecer suporte às empresas que enfrentam dificuldades com as novas tarifas.

A estratégia ocorre em um cenário de forte desempenho das exportações brasileiras. De acordo com os dados apresentados pela agência, o país acumulou US$ 220 bilhões em exportações no primeiro semestre e registrou, em julho, o melhor resultado histórico para o mês.

Laudemir Müller destacou que os efeitos das tarifas variam entre as empresas. Enquanto algumas enfrentam dificuldades para direcionar sua produção, outras já iniciaram processos de diversificação.

A ApexBrasil informou ainda que cerca de 72% das empresas que participaram de ações da agência no último ano e exportaram para os EUA já haviam ampliado seus destinos de exportação.

A proposta, segundo a agência, será conduzida de forma segmentada, considerando as necessidades específicas de cada setor e empresa, com foco na abertura de novos mercados para produtos brasileiros.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Portos

Portonave retoma a atracação de dois navios simultâneos com a entrega de mais 250 metros de cais renovado

Terminal Portuário de Navegantes concluiu novo trecho da Obra de Adequação do Cais e chega a 700 metros com nova estrutura 

Com a entrega de um novo trecho de 250 metros da obra de adequação e reforço do cais, o Terminal Portuário de Navegantes terá 700 metros operacionais disponíveis. A Portonave passa a receber a atracação simultânea de dois navios, contribuindo para maior agilidade e produtividade nas operações portuárias. Desde janeiro de 2024, quando a obra começou, o Terminal recebia apenas um navio por vez. A liberação do novo trecho para a operação foi realizada no dia 18 de agosto, data em que os navios CMA CGM Thorium e Mercosul Suape operaram ao mesmo tempo. Ao final da obra, com todo o cais finalizado, a Portonave poderá receber até três navios de forma simultânea. 

Já preparado para a nova geração de embarcações, o cais renovado permite a atracação de navios de até 400 metros, porte da mais moderna geração de porta-contêineres – desde que seja realizada a adequação do canal de acesso e da bacia de evolução. A partir de agora, as embarcações podem ser atendidas simultaneamente, sem a necessidade de aguardar a liberação de uma posição de atracação. O resultado é mais agilidade nas operações, maior eficiência no atendimento às escalas dos armadores e melhor aproveitamento da infraestrutura do terminal.

A entrega deste trecho reforça o encaminhamento final da Obra de Adequação do Cais, que até julho alcançou 92% de execução. A conclusão da etapa restante está prevista para o  último trimestre de 2026. 

As melhorias também deixam o cais preparado para execução de uma estrutura de shore power, sistema que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados, eliminando a queima de combustível durante a permanência no terminal.

Esse desempenho acompanha equipamentos mais potentes. A Obra de Adequação do Cais integra um plano voltado à eficiência e à sustentabilidade que, somadas às novas máquinas, ultrapassa R$ 2 bilhões. Só em equipamentos, são cerca de R$ 500 milhões em unidades 100% elétricas, alinhadas à estratégia de descarbonização da Companhia. 

Os novos equipamentos

Ao final do plano, o Terminal contará com 8 STS, 32 RTGs, 7 Reach Stackers, 61 Terminal Tractors e 4 scanners. Todos os novos equipamentos são 100% elétricos.

  • 2 guindastes de cais e-STS, responsáveis pela movimentação do navio para o cais e vice-versa. Serão os primeiros desse porte no Brasil. Investimento de R$ 229 milhões e com previsão de chegada ainda para este ano.
  • 14 guindastes de pátio e-RTG, responsáveis pela movimentação e empilhamento no pátio. Investimento de R$ 210 milhões. Chegaram em julho de 2026 e estarão em operação a partir de agosto.
  • 30 Terminal Tractors elétricos e 6 Reach Stackers elétricas, que fazem transporte e movimentação de contêineres no pátio. Investimento de aproximadamente R$ 61 milhões. Entrega gradual, com todas as máquinas em operação até janeiro de 2027.
  • 2 scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres. Investimento de R$ 25 milhões. Em operação desde 2025. 

Crescimento durante a obra

Mesmo com a obra em andamento, o Terminal segue em ritmo de crescimento. Até o final de julho de 2026, a Portonave movimentou 750.571 TEUs, volume 21,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho reforça a capacidade da operação de manter a produtividade durante uma intervenção de grande porte na infraestrutura e antecipa os ganhos que a conclusão da obra deve trazer nos próximos meses.

Compensação ambiental na restinga de Navegantes

Como medida de compensação ambiental pela Obra de Adequação do Cais, a Portonave conduz um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) na orla de Navegantes. A ação restaura cerca de 40 mil metros quadrados de restinga no bairro Meia Praia, com o plantio de mudas de espécies nativas do ecossistema e o controle de espécies exóticas invasoras. A execução é acompanhada pelo Instituto Ambiental de Navegantes (IAN) e pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

Sobre a Portonave

Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. Emprega 1,3 mil profissionais diretos e mais de 2,3 mil indiretos, o que inclui cerca de 1,8 mil trabalhadores dedicados à obra de reforço do cais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o terminal mais eficiente em produtividade de navios em 2025. Em 2026, alcançou a marca histórica de primeiro porto catarinense com 15 milhões de TEUs movimentados desde o início das operações.

FONTE E IMAGENS: Portonave

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Portos

Porto de Imbituba movimenta mais de 4,5 milhões de toneladas em sete meses de 2026

O Porto de Imbituba, em Santa Catarina, movimentou mais de 4,56 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e julho de 2026. No período, 202 navios passaram pelo terminal. Apenas em julho, foram 633,5 mil toneladas movimentadas em 30 embarcações.

Um dos principais destaques do ano é o crescimento na operação de contêineres, que atingiu 1,01 milhão de toneladas no acumulado até julho. O resultado representa avanço de 44,8% em relação aos sete primeiros meses de 2025.

Com esse desempenho, os contêineres responderam por 24% de toda a movimentação de cargas registrada pelo porto no período.

Importações concentram maior volume

As importações foram responsáveis pela maior fatia das operações do Porto de Imbituba nos primeiros sete meses do ano. O segmento representou 44% do total, com 1,98 milhão de toneladas movimentadas.

O volume importado ficou 2,59% acima do registrado no mesmo intervalo de 2025. Entre os principais produtos estão hulha betuminosa, sal e coque de petróleo.

Já as exportações somaram 1,79 milhão de toneladas e corresponderam a 39% da movimentação total. Na comparação anual, houve crescimento de 2,42%.

Entre os produtos de maior destaque nas exportações estão coque calcinado e não calcinado, farelo de milho e toras de madeira.

Granéis sólidos respondem por 71% da movimentação

Os granéis sólidos seguem como o principal tipo de carga movimentado pelo terminal catarinense. De janeiro a julho, foram 3,23 milhões de toneladas, equivalentes a 71% do total registrado.

A categoria inclui produtos como coque de petróleo, sal, farelo de milho, hulha betuminosa, fertilizantes, barrilha e ferro-gusa.

A carga geral também apresentou desempenho positivo. O segmento ultrapassou 195 mil toneladas no acumulado do ano, crescimento de 4,8% frente ao mesmo período de 2025.

Operações de transbordo avançam mais de 600%

As operações de transbordo de cargas, que envolvem a transferência de mercadorias entre embarcações, tiveram uma expansão expressiva no Porto de Imbituba.

Foram movimentadas mais de 309,2 mil toneladas nesse tipo de operação entre janeiro e julho, resultado mais de 600% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A cabotagem, modalidade de transporte de cargas entre portos brasileiros, também registrou crescimento. Em julho, o terminal movimentou 67,7 mil toneladas nesse segmento, alta de 3,86% sobre o mesmo mês de 2025.

Comércio exterior movimenta US$ 1,19 bilhão

As operações de comércio exterior realizadas por meio do Porto de Imbituba movimentaram mais de US$ 1,19 bilhão entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O montante representa uma alta de 18,17% em relação ao valor registrado no mesmo período de 2025.

Para Christiano Lopes, diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, os resultados evidenciam a importância do complexo portuário catarinense para as cadeias produtivas do Estado e para os corredores logísticos que conectam a produção brasileira ao mercado internacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Internacional

Comércio Brasil-Asean pode superar EUA e União Europeia em futuro próximo

O comércio entre o Brasil e o Sudeste Asiático poderá ultrapassar, em um futuro próximo, as relações comerciais brasileiras com os Estados Unidos e a União Europeia. A projeção foi apresentada nesta terça-feira (18) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante encontro com o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), Kao Kim Hourn, em Brasília.

Comércio com a Asean cresce dez vezes

Segundo Mauro Vieira, o comércio Brasil-Asean apresentou forte expansão nas últimas duas décadas. Entre 2003 e 2025, o intercâmbio comercial entre as partes passou de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, um crescimento de dez vezes.

O chanceler destacou que o avanço aproxima o bloco asiático dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ele citou, por exemplo, que as exportações brasileiras para Singapura já superam as destinadas à Alemanha. O Brasil também vende mais para Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França.

A expansão ocorre em um momento de busca por novos mercados para os produtos brasileiros, especialmente diante do tarifaço dos Estados Unidos sobre parte das exportações nacionais. Nesse cenário, o governo brasileiro procura ampliar a diversificação das exportações e reduzir a dependência de mercados tradicionais.

Brasil quer ampliar parceria com a Asean

Durante a reunião, Mauro Vieira também manifestou o interesse do Brasil em obter o status de parceiro de diálogo da Asean. Atualmente, essa condição é concedida a países e blocos como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coreia do Sul.

Para o ministro, Brasil e países do Sudeste Asiático têm interesses convergentes em áreas como comércio internacional, investimentos, desenvolvimento sustentável e fortalecimento do Sul Global.

A Asean reúne países como Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor-Leste e Camboja, entre outros Estados-membros.

Asean busca estreitar relações com o Brasil

Kao Kim Hourn está no Brasil a convite do governo federal e cumpre uma agenda até sexta-feira (21), com reuniões previstas com ministros, empresários e representantes da academia.

Durante o encontro no Itamaraty, o secretário-geral ressaltou a importância atribuída pela Asean à aproximação com o Brasil. Segundo ele, a relação entre as duas partes está entre as mais dinâmicas e sustentáveis mantidas pelo bloco na América Latina.

Entre as áreas apontadas como prioritárias para novas parcerias estão investimentos, inovação, agricultura, segurança alimentar, energia renovável, desenvolvimento sustentável e ação climática.

Kao Kim Hourn também destacou a defesa conjunta do multilateralismo, do diálogo e da cooperação internacional. Na avaliação do secretário-geral, essa convergência pode contribuir para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem desafios comuns.

Bloco asiático amplia peso econômico

Além do crescimento do intercâmbio com o Brasil, a Asean vem aumentando sua relevância econômica global. Nos últimos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) combinado dos países do bloco passou de US$ 2,5 trilhões para US$ 4,5 trilhões.

Os Estados-membros da associação reúnem mais de 700 milhões de habitantes, formando um mercado de grande dimensão para exportações brasileiras, investimentos e novas oportunidades de negócios.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Negócios

FIESC leva missão empresarial à Expo Paraguay-Brasil para ampliar negócios

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) prepara uma missão empresarial para a Expo Paraguay-Brasil 2026, com o objetivo de ampliar a internacionalização da indústria catarinense e criar novas oportunidades de negócios no país vizinho.

A 17ª edição do evento será realizada nos dias 11, 12 e 13 de novembro, em Ciudad del Este, no Paraguai. A programação deve reunir empresários e representantes dos setores produtivos dos dois países em uma agenda voltada à prospecção de negócios, networking e formação de parcerias comerciais.

A participação da delegação catarinense busca aproximar empresas do estado do mercado paraguaio, além de identificar oportunidades de comércio, investimentos e expansão internacional.

“A aproximação com o Paraguai abre espaço para novas parcerias e para a ampliação dos negócios das empresas catarinenses. Participar da Expo Paraguay-Brasil permite conhecer melhor o ambiente empresarial paraguaio, estabelecer conexões e identificar oportunidades concretas de comércio e investimentos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Missão terá agenda exclusiva com a Embaixada

Além das atividades da Expo Paraguay-Brasil, a delegação da FIESC terá uma agenda institucional exclusiva com a Embaixada do Brasil no Paraguai.

O encontro pretende ampliar o diálogo com representantes institucionais e oferecer aos empresários participantes informações mais abrangentes sobre o ambiente econômico e as oportunidades disponíveis no país.

A iniciativa integra a estratégia da FIESC de fortalecer as relações comerciais entre Santa Catarina e Paraguai e apoiar empresas interessadas em avançar no processo de internacionalização.

Participação é voltada a empresários e executivos

A missão empresarial é direcionada a empresários industriais, executivos, gestores de comércio exterior e tomadores de decisão que buscam oportunidades de expansão internacional.

Também podem participar empresas associadas e parceiros da FIESC interessados em conhecer o mercado paraguaio, estabelecer contatos comerciais e prospectar novas possibilidades de negócios.

Com a participação na Expo Paraguay-Brasil, a entidade pretende ampliar a presença da indústria catarinense no mercado internacional e estimular novas conexões entre empresas de Santa Catarina e do Paraguai.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

JBS Terminais amplia conexão com a Ásia com novo serviço ZIM Falcon Services

A JBS Terminais amplia sua atuação no comércio internacional com a chegada do ZIM Falcon Services (ZFS), novo serviço marítimo que reforça a conexão de Itajaí com a Ásia. O primeiro navio da operação está previsto para chegar em outubro.

A novidade amplia as alternativas disponíveis para importadores e exportadores, fortalecendo a integração de Itajaí com um dos principais mercados do comércio global.

Produtos movimentados nas operações

O novo serviço contempla uma ampla variedade de cargas. Entre os principais produtos previstos nas importações estão máquinas e equipamentos, plásticos, borracha, produtos químicos e eletrônicos.

Já nas exportações, destacam-se carnes congeladas, celulose, madeira, papel e algodão, produtos importantes para a movimentação do comércio exterior brasileiro.

Itajaí ganha novas oportunidades no comércio exterior

A chegada do ZIM Falcon Services representa mais uma alternativa para empresas que atuam no mercado internacional e contribui para ampliar as conexões logísticas de Santa Catarina.

Com novas rotas e serviços, Itajaí fortalece sua posição estratégica no comércio exterior, oferecendo mais possibilidades de conexão e uma logística cada vez mais integrada ao mercado global.

FONTE: JBS Terminals

TEXTO: Redação

IMAGEM: JBS

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