Exportação

Exportações brasileiras de carne suína batem recorde em 2026, apesar de queda em setembro

As exportações brasileiras de carne suína atingiram um volume recorde no acumulado de janeiro a setembro de 2026, mesmo com a redução dos embarques na comparação anual. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 1,179 milhão de toneladas nos nove primeiros meses do ano, alta de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 1,109 milhão de toneladas.

O resultado representa o maior volume já registrado para o período e reforça o desempenho do setor de suinocultura brasileiro no mercado internacional.

Embarques de carne suína recuam na comparação anual

Em setembro, o Brasil exportou 133,5 mil toneladas de carne suína. O volume ficou 3% acima do registrado em agosto, mas apresentou queda de 11,1% frente a setembro de 2025.

Naquele mês, os embarques haviam alcançado o maior patamar da série histórica da Secex, iniciada em 1997, marca superada apenas em março de 2026, quando o país enviou 152,2 mil toneladas ao exterior.

A receita com as vendas internacionais somou US$ 287,3 milhões em setembro. O valor permaneceu praticamente estável em relação a agosto, com leve recuo de 0,2%, mas ficou 21,6% abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior.

O preço médio de exportação também apresentou retração. A tonelada de carne suína foi comercializada, em média, por US$ 2.152, queda de 3,1% na comparação mensal.

Filipinas lideram as compras de carne suína brasileira

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína do Brasil em setembro. O país asiático importou 25,7 mil toneladas, volume 10,2% superior ao de agosto.

Apesar do avanço mensal, a participação filipina no total exportado pelo Brasil caiu para 19,2%, ante 32,7% em setembro de 2025.

O Japão manteve a segunda posição entre os compradores, com 15,9 mil toneladas. O resultado representou uma redução de 3,3% em relação ao mês anterior.

Já o Chile registrou o crescimento mais expressivo entre os principais destinos destacados, com aumento de 79,5% nas compras frente a agosto. Os embarques para o mercado chileno chegaram a 14,4 mil toneladas, levando o país a superar a China no ranking.

A China, por sua vez, passou para a quarta colocação, com importações de 11,4 mil toneladas, queda de 24,7% na comparação mensal.

Terceiro trimestre registra um dos maiores volumes da história

Entre julho e setembro, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram 393,1 mil toneladas. O desempenho foi o terceiro maior já registrado para um trimestre.

O volume ficou abaixo apenas dos embarques do segundo trimestre de 2026, que somaram 397,4 mil toneladas, e do terceiro trimestre de 2025, quando o país exportou 395,6 mil toneladas.

Os números indicam que, apesar da desaceleração observada em setembro, o comércio exterior de carne suína brasileira segue em patamar elevado.

Exportações acumuladas mantêm trajetória de crescimento

O recorde registrado entre janeiro e setembro demonstra a expansão dos embarques brasileiros no mercado internacional, mesmo diante de oscilações mensais nos volumes, na receita e nos preços médios.

A evolução das compras por países como Filipinas, Japão e Chile também evidencia mudanças na distribuição dos destinos da produção nacional.

Com 1,179 milhão de toneladas exportadas nos nove primeiros meses de 2026, o Brasil mantém o melhor resultado histórico para o período, segundo os dados da Secex.

FONTE: Cepea – Boletim do Suíno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cepea

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Comércio Internacional, Economia

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 2,66 bilhões na terceira semana de outubro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,661 bilhões na terceira semana de outubro de 2026. O resultado, divulgado na segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), foi resultado de US$ 8,232 bilhões em exportações e US$ 5,572 bilhões em importações.

Com o desempenho semanal, o saldo positivo da balança comercial alcançou US$ 5,959 bilhões no acumulado de outubro. As vendas brasileiras ao mercado internacional totalizaram US$ 21,038 bilhões, enquanto as compras do exterior somaram US$ 15,079 bilhões.

Exportações brasileiras crescem 33,5% na comparação anual

Até a terceira semana de outubro, as exportações brasileiras avançaram 33,5% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento foi observado nos três grandes setores da economia.

A indústria extrativa apresentou a maior expansão percentual, com alta de 70,7% e exportações de US$ 6,40 bilhões. Na agropecuária, as vendas externas cresceram 21%, alcançando US$ 4,09 bilhões. Já a indústria de transformação registrou aumento de 20,9%, com US$ 10,32 bilhões em exportações no período analisado. Os números indicam avanço das vendas internacionais de produtos brasileiros, com destaque para o desempenho da indústria extrativa.

Importações também apresentam alta em outubro

No mesmo intervalo, as importações brasileiras cresceram 21,5% em comparação com a terceira semana de outubro de 2025. A indústria de transformação concentrou o maior volume de compras externas, com US$ 13,89 bilhões, o equivalente a um aumento de 20,2%. A agropecuária registrou crescimento de 23,3%, com importações de US$ 30 milhões, enquanto a indústria extrativa avançou 47,9%, totalizando US$ 79 milhões.

Mesmo com a expansão das compras internacionais, o volume de exportações permaneceu superior ao de importações, contribuindo para a manutenção do saldo comercial positivo.

Superávit da balança comercial chega a US$ 68,35 bilhões em 2026

No acumulado de janeiro até a terceira semana de outubro, o superávit da balança comercial brasileira atingiu US$ 68,355 bilhões. O valor representa crescimento de 36,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 52,985 bilhões.

Para o fechamento de 2026, o MDIC projeta um superávit comercial de US$ 84,4 bilhões, resultado 24% superior ao registrado em 2025. A estimativa foi revisada no início de outubro. A previsão anterior indicava um saldo positivo de US$ 90 bilhões, sinalizando uma redução na expectativa oficial para o resultado anual.

Os dados reforçam o desempenho positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, impulsionado pelo crescimento das exportações e pela manutenção de um saldo favorável nas trocas comerciais com outros países.

Fonte: Canal Rural, com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News / Cláudio Neves / Portos do Paraná

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Agronegócio

Conab anuncia operação com farelo de soja em meio à queda do preço do suíno

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) detalhou uma nova operação voltada à comercialização de farelo de soja no mercado interno, com o objetivo de contribuir para a regulação do abastecimento. A iniciativa inclui uma apresentação técnica para esclarecer os procedimentos da operação e é acompanhada de perto pelas agroindústrias.

A medida ocorre em um momento de pressão sobre a suinocultura brasileira, com as cotações do suíno vivo abaixo de US$ 1 por quilo. O cenário aumenta a preocupação dos produtores com a rentabilidade, especialmente diante dos custos de alimentação dos animais e das oscilações do mercado.

Queda da soja pressiona o mercado de insumos

A atuação da Conab acontece em meio à desvalorização da soja no mercado internacional. Na última semana, os contratos futuros da oleaginosa recuaram 2,5% na Bolsa de Chicago, acumulando cinco sessões consecutivas de perdas.

No Brasil, as negociações no mercado físico seguem em ritmo lento, enquanto os produtores concentram esforços no plantio da nova safra. As projeções elevadas da Conab para a temporada 2026/27 também influenciam as expectativas de preços e contribuem para a cautela dos compradores, que aguardam possíveis novas quedas.

Esse contexto afeta diretamente o mercado de farelo de soja, ingrediente fundamental na fabricação de rações para animais. A perspectiva de preços mais baixos pode favorecer a redução dos custos de produção, embora o impacto dependa das condições de comercialização e da disponibilidade do produto.

Suinocultura enfrenta margens apertadas

Para os produtores de suínos, a possibilidade de barateamento da ração contrasta com a desvalorização do animal vivo. A combinação limita a recuperação das margens e mantém o setor atento à evolução dos preços da proteína.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou a edição de setembro do Boletim do Suíno, que confirma um cenário de rentabilidade pressionada e menor dinamismo nas negociações.

Além das cotações domésticas, o câmbio representa outro fator importante para a atividade. O Banco Central do Brasil (BCB) registrou a taxa de câmbio PTAX de fechamento do dólar em R$ 5,0820. Esse valor serve de referência para operações comerciais e influencia tanto as receitas com exportações quanto os custos de aquisição de microingredientes utilizados na alimentação dos animais.

Câmbio e custos de produção exigem atenção dos produtores

A combinação entre suíno vivo abaixo de US$ 1 por quilo, dólar acima de R$ 5 e mudanças na comercialização do farelo de soja amplia os desafios para a gestão financeira das granjas e das agroindústrias.

Nesse contexto, o acompanhamento dos preços dos insumos e o controle das despesas com alimentação tornam-se fundamentais para preservar a rentabilidade das operações de suinocultura.

A efetividade da iniciativa da Conab dependerá das condições de oferta e comercialização do farelo de soja e de seus reflexos sobre os preços internos. Uma eventual estabilização do insumo poderá contribuir para aliviar os custos de produção, embora não elimine a pressão provocada pela baixa remuneração dos suínos.

Para os sistemas de produção de ciclo completo, a evolução desses fatores será importante para orientar decisões de manejo, planejamento produtivo e manutenção da viabilidade econômica no curto prazo.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Internacional

Safra dos EUA: USDA confirma recorde de soja e eleva previsão de milho em 17,5 milhões de toneladas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma produção recorde de soja e apresentou uma estimativa de milho superior às expectativas do mercado para a safra 2026/27. Os números divulgados em outubro indicam uma colheita de 124,1 milhões de toneladas de soja e 407,3 milhões de toneladas de milho, cenário que aumentou a pressão sobre os preços dos grãos na Bolsa de Chicago (CBOT).

O principal destaque foi o milho, cuja produção estimada ficou quase 17,5 milhões de toneladas acima da projeção apresentada em agosto pelo Pro Farmer Crop Tour. A revisão reforça a percepção de ampla oferta norte-americana e amplia as preocupações dos investidores sobre o equilíbrio entre produção e demanda global.

Na soja, por outro lado, o resultado ficou próximo da estimativa de 124,4 milhões de toneladas feita pelo Pro Farmer após as avaliações de campo realizadas em agosto.

Milho dos EUA surpreende e pressiona cotações em Chicago

A revisão da produção norte-americana provocou uma reação expressiva no mercado futuro. Segundo Eduardo Vanin, estrategista sênior de agricultura da Marex e analista da Agrinvest Commodities, o milho negociado em Chicago acumulou uma desvalorização de aproximadamente 70 centavos em relação ao pico registrado em setembro, equivalente a uma queda de 12%.

No mesmo intervalo, a soja recuou cerca de 4%, evidenciando uma pressão mais intensa sobre o cereal.

A diferença entre as estimativas do USDA e do Pro Farmer ajuda a explicar a mudança na percepção do mercado. No fim de agosto, o levantamento de campo apontava para uma safra de milho de 389,8 milhões de toneladas. A projeção oficial mais recente, de 407,3 milhões, indica que as lavouras apresentaram uma capacidade de recuperação superior à sugerida pelas avaliações realizadas durante o verão norte-americano.

Condições das lavouras explicam parte da diferença

As inspeções realizadas em agosto identificaram uma safra heterogênea, marcada por problemas climáticos em diferentes regiões produtoras dos Estados Unidos.

Em Ohio e Indiana, havia áreas afetadas pelo excesso de chuva. Já em Dakota do Sul, a falta de umidade comprometia o desenvolvimento das lavouras. Também foram observadas diferenças entre estágios de maturação, ocorrência de doenças e condições de produtividade entre estados.

Com o avanço da colheita norte-americana, os resultados começaram a demonstrar que parte das plantações conseguiu compensar os problemas identificados anteriormente.

Isso não significa, porém, que todos os riscos tenham desaparecido. O ritmo dos trabalhos ainda apresenta atrasos em estados importantes para a produção de milho, enquanto relatos de campo continuam apontando consequências das condições climáticas adversas no Corn Belt.

Também foram registradas situações incomuns, como milho germinando em lavouras de Nebraska, além da possibilidade de abandono de determinadas áreas.

Soja mantém projeção próxima das avaliações de agosto

Para a soja, a divulgação do USDA trouxe menos surpresas. A estimativa oficial de 124,1 milhões de toneladas ficou apenas 300 mil toneladas abaixo da projeção do Pro Farmer, uma diferença inferior a 1%.

A proximidade dos números indica que o potencial de produção da safra norte-americana de soja já estava relativamente bem identificado pelo mercado antes da atualização de outubro.

Apesar disso, as lavouras também enfrentaram dificuldades ao longo do ciclo, incluindo problemas localizados de umidade, doenças e diferenças no desenvolvimento das plantas. A disponibilidade de água no solo ajudou a sustentar parte das áreas durante a fase final de crescimento, embora o clima continuasse sendo um fator determinante.

Assim como no milho, a colheita da oleaginosa também apresenta atrasos.

Para Vitor Lima, analista de mercado da Pátria Agronegócios, a safra ainda pode trazer surpresas até sua conclusão. Segundo ele, a produtividade projetada continua elevada, mas a combinação de seca no início do ciclo e excesso de umidade durante a colheita pode comprometer a qualidade dos grãos.

Esse cenário também pode favorecer a formação de prêmios para a soja brasileira, caso problemas de qualidade na produção norte-americana aumentem a procura por fornecedores alternativos.

Exportações dos EUA entram no centro das atenções

Com a dimensão da produção mais bem definida, o mercado passa a observar com maior atenção a capacidade de absorção da oferta norte-americana.

As vendas externas são fundamentais para determinar se o volume adicional de milho encontrará compradores suficientes sem provocar novas quedas nas cotações.

Segundo os dados semanais divulgados pelo USDA, as vendas líquidas de milho dos Estados Unidos somaram 1,122 milhão de toneladas na semana encerrada em 8 de outubro. O resultado representou crescimento de 46% em relação à semana anterior e de 42% na comparação com a média das quatro semanas precedentes.

Apesar do avanço, o ritmo das exportações ainda desperta questionamentos. A projeção oficial para os embarques de milho foi revisada para cima, mas a competitividade dos fornecedores sul-americanos representa um obstáculo para ampliar as vendas norte-americanas.

De acordo com Vanin, os preços do milho dos Estados Unidos estão praticamente equiparados aos do Brasil, da Argentina e da Ucrânia. Nesse contexto, a China precisaria encontrar condições comerciais mais vantajosas para aumentar significativamente suas compras do produto norte-americano.

Além disso, a redução de tarifas anunciada após as conversas entre Donald Trump e Xi Jinping não foi acompanhada por mudanças nas cotas comerciais mencionadas na análise. Isso limita as expectativas de uma expansão expressiva da demanda chinesa.

Brasil e América do Sul ganham relevância na disputa comercial

A competitividade dos grãos sul-americanos é outro fator importante para as perspectivas do mercado. Segundo a análise de Vanin, o programa de exportação de milho dos Estados Unidos estava cerca de 10 milhões de toneladas atrás do registrado no mesmo período do ano anterior.

O desempenho das vendas também depende da distribuição geográfica dos embarques. No ciclo anterior, dos 14 milhões de toneladas de crescimento das exportações norte-americanas, aproximadamente 12 milhões passaram pelos portos do Pacífico, região estratégica para o atendimento de compradores asiáticos.

Nesse mercado, o milho brasileiro também apresentou competitividade nas negociações recentes, ampliando a disputa por clientes internacionais.

A combinação entre uma oferta norte-americana maior e a disponibilidade de grãos da América do Sul tende a intensificar a concorrência entre exportadores, com reflexos sobre os preços internacionais e as margens dos produtores.

China volta a aparecer nas negociações de soja

Os dados de vendas também apontaram movimentações relevantes no mercado de soja. Após o período coberto pelo relatório semanal, exportadores privados norte-americanos informaram ao USDA a venda de 558 mil toneladas da oleaginosa para a China e outras 236 mil toneladas para destinos ainda não identificados.

Os negócios foram destinados à entrega na safra 2026/27 e foram anunciados na sexta-feira, dia 16, conforme o relato original.

As vendas reforçam a importância da demanda chinesa para a formação dos preços da soja, embora seja necessário acompanhar a continuidade dos negócios e o ritmo efetivo dos embarques para avaliar o impacto sobre o mercado.

Plantio brasileiro será determinante para os preços dos grãos

A entrada de uma grande safra norte-americana no mercado coincide com o início do plantio de mais um ciclo de produção no Brasil. Essa sobreposição coloca a oferta global e a disputa pelos compradores internacionais no centro das atenções dos investidores.

Com a produção dos Estados Unidos mais próxima de uma definição, o avanço da safra brasileira 2026/27 deve ganhar peso na formação das cotações da Bolsa de Chicago e dos preços internos.

O desenvolvimento das lavouras brasileiras, as condições climáticas e o potencial produtivo serão acompanhados de perto por produtores, exportadores e operadores do mercado.

Embora a colheita norte-americana esteja avançando e revele uma produção elevada, o risco climático continua presente. A próxima etapa da temporada já começou, e qualquer mudança nas condições de cultivo pode alterar as perspectivas de oferta e a trajetória dos preços de milho e soja.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Exterior

Comércio entre Brasil e China bate recorde e soma US$ 143,3 bilhões em 2026

O comércio entre Brasil e China alcançou níveis históricos nos primeiros nove meses de 2026. As exportações brasileiras para o país asiático, as importações de produtos chineses e a corrente de comércio bilateral registraram recordes entre janeiro e setembro, consolidando a China como principal destino das vendas externas brasileiras e maior fornecedora de produtos ao Brasil.

As exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 12% em relação ao mesmo período de 2025, chegando a US$ 84,7 bilhões. Já as importações avançaram 9,9%, totalizando US$ 58,6 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio bilateral — que reúne exportações e importações — atingiu US$ 143,3 bilhões. O Brasil também registrou superávit comercial de US$ 26,1 bilhões na relação com os chineses.

Os dados foram compilados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Soja, petróleo e minério de ferro lideram exportações brasileiras

As commodities continuam dominando a pauta de exportações do Brasil para a China. Soja, petróleo bruto e minério de ferro, juntos, representam mais de 77% das vendas brasileiras destinadas ao país asiático.

A soja permaneceu na primeira posição, com US$ 30 bilhões em receitas entre janeiro e setembro. A China absorveu 70% de toda a soja exportada pelo Brasil no período.

O petróleo bruto ocupou o segundo lugar, movimentando US$ 21,8 bilhões. O valor representa um aumento de 49% em comparação com os nove primeiros meses de 2025.

Na sequência aparece o minério de ferro, tradicional produto da pauta exportadora brasileira. A carne bovina também figura entre os principais itens vendidos ao mercado chinês, mas sofreu uma retração de 8,5% neste ano, em meio à adoção de uma cota anual de importação estabelecida por Pequim.

Exportações de carne de frango crescem mais de 100%

Enquanto as vendas de carne bovina recuaram, os embarques de carne de frango brasileira para a China apresentaram forte expansão.

Entre janeiro e setembro, as exportações de carne e miúdos de frango aumentaram 113% em valor e 86% em volume. O produto ficou na sétima posição entre os dez principais itens exportados pelo Brasil ao mercado chinês e registrou o maior crescimento proporcional entre eles.

O minério de cobre também apresentou desempenho positivo. Os embarques avançaram 7,8%, garantindo ao produto a oitava colocação no ranking das principais exportações brasileiras para a China.

Sorgo e DDG ganham espaço no mercado chinês

Além dos produtos tradicionais, novas oportunidades começam a surgir na relação comercial entre os dois países. Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, destacou o avanço das vendas de sorgo e de grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla DDG, um subproduto da fabricação de etanol de milho.

Segundo o pesquisador, o crescimento dos embarques está relacionado à implementação de acordos bilaterais que ampliaram o acesso desses produtos brasileiros ao mercado chinês.

O DDG é utilizado principalmente na produção de ração animal. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou US$ 204 milhões do produto para todos os destinos, dos quais 53% foram destinados à China.

As vendas aos chineses eram pouco expressivas no ano passado, mas ganharam impulso após a assinatura de um protocolo bilateral em maio de 2025. Os embarques efetivos começaram em fevereiro deste ano.

O sorgo, por sua vez, obteve acesso ao mercado chinês por meio de um acordo fitossanitário firmado no fim de 2024. Com a ampliação das oportunidades comerciais, as exportações brasileiras da commodity somaram US$ 170 milhões nos nove primeiros meses de 2026.

Cariello ressaltou que esses avanços são relevantes porque a China busca diversificar seus fornecedores de insumos para alimentação animal, ao mesmo tempo que procura ampliar a produção doméstica.

Exportações de espodumênio avançam 339%

Outro destaque entre as vendas brasileiras foi o espodumênio, mineral utilizado na extração de lítio e associado à crescente demanda chinesa por minerais críticos, fundamentais para diferentes cadeias industriais e tecnologias.

As exportações brasileiras do mineral para a China atingiram US$ 172,3 milhões entre janeiro e setembro, uma alta de 339% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

O mercado chinês respondeu por 97% das exportações brasileiras de espodumênio, evidenciando a concentração das vendas desse produto no país asiático.

Importações de veículos eletrificados chineses somam US$ 5,9 bilhões

Do lado das importações, os veículos eletrificados chineses estiveram entre os principais destaques do comércio bilateral. A categoria inclui modelos híbridos convencionais, híbridos plug-in e veículos totalmente elétricos.

Após uma sequência de altas mensais no primeiro semestre, as importações recuaram em julho e agosto. Nesse período, o Brasil elevou para 35% a tarifa de importação dos veículos eletrificados, ante alíquotas anteriores de 25% ou 30%, conforme as características dos modelos.

Apesar da mudança tributária, os embarques de veículos chineses voltaram a crescer de forma significativa em setembro.

No acumulado de janeiro a setembro, as compras brasileiras de veículos eletrificados provenientes da China chegaram a US$ 5,9 bilhões, o equivalente a aproximadamente 10% de todas as importações brasileiras originárias daquele país.

Para Cariello, os números indicam que o avanço dos veículos chineses no Brasil não se explica apenas pelas condições tarifárias vigentes no primeiro semestre.

Na avaliação do diretor do CEBC, a tendência é que as vendas continuem crescendo até o fim do ano, impulsionadas pela consolidação das marcas chinesas no mercado brasileiro. Ele também apontou os registros de veículos eletrificados no país como um sinal dessa expansão.

Herbicidas e chips de memória se destacam nas importações

Entre os demais produtos comprados pelo Brasil da China, os herbicidas apareceram na terceira posição entre as dez principais categorias de importação.

No segmento de tecnologia da informação, os chips de memória chamaram a atenção pela diferença entre o volume adquirido e o valor desembolsado.

Embora a quantidade importada tenha diminuído 11% entre janeiro e setembro, o valor das compras avançou 237% no mesmo período.

O resultado evidencia mudanças importantes na composição das importações brasileiras de produtos chineses e reforça a relevância da relação comercial entre as duas economias.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Domingos Peixoto/Agência o Globo

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Exportação

RS bate recorde histórico de exportações em setembro e China lidera destinos

O Rio Grande do Sul registrou recorde histórico de exportações em setembro, com vendas externas de US$ 2,5 bilhões. O resultado representa o maior valor mensal desde o início da série histórica, em 1997, e supera em 0,7% o recorde anterior, alcançado em agosto de 2021.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e mostram o desempenho positivo do comércio exterior gaúcho, mesmo diante das turbulências no cenário internacional.

Soja, celulose e transformadores impulsionam exportações gaúchas

O avanço das vendas internacionais foi impulsionado principalmente pela soja, celulose e transformadores elétricos. Entre os destaques está a soja, um dos principais produtos do agronegócio do Estado e uma mercadoria estratégica nas relações comerciais com a China.

Principal destino das exportações do Rio Grande do Sul, o país asiático ampliou as compras de soja gaúcha em setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 23,2%, após um período de desempenho menos favorável ao longo de 2026.

Para o professor Marcos Lélis, da Escola de Gestão e Negócios da Unisinos, a recuperação das compras chinesas pode ter compensado parte dos resultados mais fracos registrados anteriormente.

“É possível que tenha compensado o ano todo e qualquer movimento deles estoura o total da exportação gaúcha”, avalia o especialista.

União Europeia amplia compras de produtos do Estado

A União Europeia também registrou, em setembro, o maior valor de compras de produtos gaúchos para o mês. Entre os itens que contribuíram para o resultado estão o farelo de soja e outros derivados do grão.

O desempenho ocorre em um momento de aproximação comercial entre os dois blocos, após o acordo entre Mercosul e União Europeia mencionado no levantamento.

Exportações para os Estados Unidos quase dobram

Mesmo diante das tarifas comerciais impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump, os Estados Unidos também se destacaram como destino das exportações gaúchas.

Em comparação com setembro do ano passado, os embarques para o mercado norte-americano quase dobraram. A base de comparação, porém, foi influenciada pelo início da política tarifária de Trump naquele período.

Os Estados Unidos são compradores de transformadores produzidos no Rio Grande do Sul, um dos segmentos que ajudaram a impulsionar o resultado recorde do comércio exterior estadual.

Comércio exterior gaúcho alcança melhor resultado mensal da série histórica

O recorde de setembro evidencia a importância das exportações do agronegócio e da indústria para a economia do Rio Grande do Sul. A retomada das compras chinesas, o desempenho da União Europeia e o avanço das vendas aos Estados Unidos contribuíram para levar os embarques ao maior patamar mensal já registrado.

FONTE: Gaúcha GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Valiente / Agencia RBS

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Exportação

Exportações de soja de Mato Grosso caem 49,71% em setembro de 2026

As exportações de soja de Mato Grosso registraram queda de 49,71% em setembro de 2026, na comparação com agosto. O recuo está relacionado à redução sazonal da disponibilidade do grão para embarque. Apesar da retração mensal, o estado mantém desempenho positivo no acumulado do ano, com 30,97 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e setembro, alta de 6,15% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que, embora os embarques tenham perdido força em setembro, o volume acumulado das vendas externas segue acima do registrado no ano anterior.

Menor oferta de soja reduz embarques em setembro

A queda nas exportações acompanha o comportamento sazonal da oferta de soja disponível para o mercado internacional. Com a diminuição do volume de grãos disponível para embarque nesta época do ano, os envios ao exterior recuaram em relação ao mês anterior.

No entanto, o resultado mensal não comprometeu o desempenho das exportações do agronegócio mato-grossense no acumulado de 2026. Nos nove primeiros meses do ano, o estado embarcou 30,97 milhões de toneladas de soja, superando em 6,15% o volume contabilizado no mesmo período de 2025.

China segue como principal destino da soja de Mato Grosso

A China permaneceu como o principal mercado consumidor da soja produzida em Mato Grosso. Entre janeiro e setembro de 2026, o país asiático concentrou 59,13% do volume total exportado pelo estado.

Apesar da liderança chinesa no acumulado do ano, a participação do país nos embarques mensais apresentou redução. O levantamento divulgado pelo Imea, entretanto, não apresenta informações que esclareçam os fatores responsáveis por essa mudança.

A relevância do mercado chinês reforça a importância da demanda internacional para o desempenho das exportações de soja brasileira, especialmente para Mato Grosso, um dos principais estados produtores e exportadores da oleaginosa.

Exportações de soja podem perder ritmo até o fim do ano

A perspectiva de menor disponibilidade do grão indica que os embarques de soja de Mato Grosso podem continuar desacelerando nos próximos meses. Mesmo diante desse cenário, a expectativa é de que o estado finalize 2026 com um volume exportado próximo ao registrado no ano passado.

O resultado dependerá do ritmo das operações de exportação durante os últimos meses do ano. Até setembro, o balanço permanece favorável em relação a 2025, apesar da queda expressiva observada na comparação entre agosto e setembro.

Dessa forma, o comportamento dos embarques no último trimestre será determinante para definir o resultado anual das exportações de soja de Mato Grosso.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Portos

Biometano substitui diesel em caminhões que transportam açúcar ao Porto de Santos

Mais de 70 caminhões utilizam biometano produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar para transportar açúcar de usinas do interior de São Paulo até o Porto de Santos. A iniciativa faz parte da operação BioRota, desenvolvida pela Copersucar, que busca reduzir o consumo de combustíveis fósseis no transporte de cargas.

O projeto foi apresentado pela empresa em maio de 2026, mas as viagens começaram em abril de 2024. Até março de 2026, os veículos haviam percorrido aproximadamente 11 milhões de quilômetros e transportado cerca de 600 mil toneladas de açúcar. Segundo a companhia, a operação permitiu substituir aproximadamente 5 milhões de litros de diesel.

Resíduos da cana são transformados em combustível

O biometano utilizado pela frota é produzido em unidades da Cocal localizadas em Narandiba e Paraguaçu Paulista, no interior paulista.

O processo aproveita resíduos orgânicos gerados durante a fabricação de açúcar e etanol para produzir o gás utilizado como combustível nos caminhões. Dessa forma, materiais que sobram do processamento da cana-de-açúcar ganham uma nova aplicação na cadeia logística do setor sucroenergético.

A iniciativa integra a produção agrícola, o aproveitamento de resíduos industriais e o transporte de mercadorias, oferecendo uma alternativa ao diesel convencional no deslocamento da produção até o terminal portuário.

Tecnologia permite substituir parte do diesel por etanol

Outra solução para reduzir o consumo de combustíveis fósseis em máquinas e veículos pesados foi desenvolvida pela Bosch no Brasil. O sistema Dual Fuel permite utilizar etanol em conjunto com diesel em equipamentos agrícolas e veículos empregados em operações fora de estrada.

A tecnologia funciona por meio de uma injeção separada de etanol, mantendo o diesel como parte do sistema de alimentação do motor. Conforme a fabricante, a substituição média do combustível fóssil pode chegar a 35%, dependendo das características do motor e das condições de operação.

Sistema pode ser instalado em máquinas já utilizadas

Um dos diferenciais do sistema Dual Fuel é a possibilidade de adaptação de equipamentos que já estão em atividade. Com isso, a tecnologia pode ser incorporada à frota existente, sem a necessidade de substituir as máquinas por modelos novos.

O operador também pode desativar o sistema e continuar utilizando exclusivamente o diesel, conforme a necessidade do trabalho.

Entre as aplicações divulgadas pela Bosch estão colhedoras agrícolas e caminhões de grande porte utilizados fora das rodovias, equipamentos comuns em atividades que exigem elevada capacidade de transporte e operação contínua.

Biocombustíveis ampliam alternativas para o transporte e o agronegócio

As iniciativas da Copersucar e da Bosch demonstram duas possibilidades de aproveitamento de fontes renováveis para reduzir o consumo de diesel em atividades ligadas ao agronegócio.

Enquanto a operação BioRota utiliza o biometano gerado a partir de resíduos orgânicos, o sistema Dual Fuel permite substituir parte do diesel por etanol em máquinas e veículos pesados.

As duas soluções aplicam combustíveis associados à cadeia da cana-de-açúcar em diferentes etapas da produção e da logística, ampliando as alternativas tecnológicas disponíveis para o setor.

FONTE: Brasil do Trecho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil do Trecho

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Comércio Internacional

China amplia importação de miúdos suínos brasileiros, com potencial de mais de 100 mil toneladas por ano

A China ampliou a lista de miúdos e subprodutos suínos brasileiros autorizados para importação, abrindo novas oportunidades para a indústria nacional de proteína animal. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a mudança pode viabilizar o envio de mais de 100 mil toneladas desses produtos por ano ao mercado chinês e gerar uma receita adicional superior a US$ 100 milhões para o setor.

A novidade ganhou destaque internacional na terça-feira (13/10), em reportagem da publicação holandesa Pig Progress, que repercutiu a ampliação do acesso dos produtos brasileiros ao mercado asiático.

A medida decorre da atualização do protocolo sanitário bilateral, assinada em 26 de setembro pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.

Novo acordo amplia a lista de produtos suínos exportados à China

Com a revisão do protocolo, o Brasil poderá exportar uma variedade maior de partes e subprodutos de suínos para a China. Entre os itens autorizados estão órgãos internos, como fígado, rins e estômago, além de pele, cartilagem, coração, diafragma e ossos.

A ampliação permite aproveitar melhor diferentes partes dos animais abatidos, agregando valor à produção e diversificando as receitas da indústria brasileira de carne suína.

Para a ABPA, a medida também representa uma oportunidade de fortalecer a presença do Brasil em um dos mercados mais relevantes para o comércio internacional de produtos suínos.

Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram potencial de exportação

Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul aparecem entre os principais beneficiados pela abertura comercial, considerando a capacidade produtiva e as estimativas de demanda pelos novos produtos autorizados.

Em Santa Catarina, que já podia exportar alguns miúdos externos, como pés, orelhas e rabos, a estimativa da ABPA aponta potencial de 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos destinados à China.

No Rio Grande do Sul, o volume potencial supera 40 mil toneladas por ano. O estado também apresenta oportunidades relacionadas à exportação de carne suína com osso.

A ampliação do mercado pode favorecer frigoríficos e outros elos da cadeia produtiva, criando alternativas comerciais para produtos que antes tinham acesso mais restrito ao mercado chinês.

Frigoríficos precisam cumprir exigências sanitárias

Apesar da atualização do protocolo, a autorização para exportar os novos itens não ocorre automaticamente para todas as empresas.

Os frigoríficos brasileiros que já possuem habilitação para vender carne suína à China poderão solicitar a inclusão dos produtos adicionais em seu escopo de exportação. Para isso, deverão atender aos procedimentos e requisitos sanitários estabelecidos entre os dois países.

O cumprimento dessas exigências é necessário para garantir que os estabelecimentos estejam autorizados a comercializar as novas categorias de produtos no mercado asiático.

China é mercado estratégico para a carne suína brasileira

A China importa aproximadamente US$ 2,5 bilhões em miúdos suínos por ano. Esses produtos fazem parte da culinária tradicional do país, o que contribui para a existência de uma demanda relevante por diferentes partes do animal.

A relação comercial entre os dois países já apresenta números expressivos. Conforme dados da ABPA, o Brasil embarcou 2,7 milhões de toneladas de produtos suínos para o mercado chinês entre 2013 e 2024.

Para o presidente da entidade, Ricardo Santin, a ampliação do acesso contribui para melhorar o aproveitamento da produção brasileira, agregar valor aos produtos e abrir novas possibilidades de negócios para toda a cadeia da proteína animal.

Com a inclusão dos novos itens, o setor espera ampliar as receitas, diversificar as exportações e aproveitar melhor o potencial do mercado chinês.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Comércio Exterior

Exportações brasileiras acumulam US$ 297,65 bilhões em 2026, aponta MDIC

As exportações brasileiras somaram US$ 297,65 bilhões entre janeiro e a segunda semana de outubro de 2026, registrando crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço das vendas externas contribuiu para ampliar o superávit da balança comercial, que alcançou US$ 65,88 bilhões, alta de 34,6%.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na terça-feira (13). O levantamento também aponta desempenho positivo no comércio exterior brasileiro durante a primeira parte de outubro, com crescimento das exportações superior ao das importações.

Balança comercial registra superávit de US$ 3,48 bilhões em outubro

Até a segunda semana de outubro, as exportações brasileiras totalizaram US$ 12,99 bilhões, aumento de 29,6% na comparação com o mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 9,51 bilhões, com avanço de 20,4%.

Com isso, o saldo comercial ficou positivo em US$ 3,48 bilhões, crescimento de 63,8% na comparação anual. Já a corrente de comércio, indicador que reúne exportações e importações, atingiu US$ 22,50 bilhões, alta de 25,5%.

No acumulado de 2026 até a segunda semana de outubro, as importações chegaram a US$ 231,77 bilhões, crescimento de 6,1%. A corrente de comércio alcançou US$ 529,41 bilhões, avanço de 9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Os três grandes setores exportadores apresentaram crescimento nas vendas externas durante a segunda semana de outubro.

A indústria extrativa registrou a maior expansão percentual, com alta de 51,7% e exportações de US$ 3,62 bilhões. A agropecuária movimentou US$ 2,62 bilhões, crescimento de 21,7%, enquanto a indústria de transformação alcançou US$ 6,59 bilhões, avanço de 21,3%.

Na agropecuária, o resultado positivo foi influenciado pelo aumento de 311,2% nas exportações de animais vivos, exceto pescados e crustáceos. As vendas de centeio, aveia e outros cereais não moídos registraram expansão de 21.244%, enquanto as exportações de soja cresceram 26%.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram retração. As vendas externas de milho não moído recuaram 6,6%, enquanto as de café não torrado diminuíram 6,5%. As exportações de sementes oleaginosas, como girassol, gergelim, canola e algodão, tiveram queda de 61,3%.

Na indústria extrativa, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de minérios de metais preciosos e seus concentrados, que avançaram 1.869,8%. As vendas de minérios de níquel cresceram 240,5%, enquanto as de petróleo bruto e outros óleos minerais betuminosos aumentaram 117,7%.

Em sentido contrário, as exportações de pedra, areia e cascalho recuaram 75,5%. Também houve queda de 20,9% nas vendas de minério de ferro e de 52,8% nas exportações de minérios de cobre.

Na indústria de transformação, as exportações de óleos combustíveis de petróleo, exceto óleos brutos, cresceram 227,7%. A celulose registrou alta de 69,7%, enquanto as vendas de ouro não monetário, excluídos os minérios e seus concentrados, avançaram 64,1%.

Entre os produtos com desempenho negativo, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentou queda de 33,1%. As exportações de açúcares e melaços diminuíram 35,8%, enquanto as de máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias recuaram 69,6%.

Importações crescem nos três setores da economia

As compras brasileiras do exterior também avançaram nos três grandes setores econômicos até a segunda semana de outubro.

A agropecuária registrou alta de 26,7%, com importações de US$ 190 milhões. Na indústria extrativa, as compras chegaram a US$ 540 milhões, aumento de 57,5%. Já a indústria de transformação movimentou US$ 8,71 bilhões, crescimento de 18,4%.

Entre os produtos agropecuários, as importações de trigo e centeio não moídos cresceram 32,8%. As compras de produtos hortícolas frescos ou refrigerados avançaram 194,6%, enquanto as de soja aumentaram 82,3%.

Em contrapartida, as importações de cevada não moída caíram 54%, e as de centeio, aveia e outros cereais não moídos recuaram 54,1%. As compras de tabaco em bruto apresentaram redução de 98,4%.

Na indústria extrativa, as importações de outros minerais em bruto cresceram 60%, enquanto as de outros minérios e concentrados de metais de base avançaram 173,4%. As compras de petróleo bruto e minerais betuminosos registraram aumento de 129,9%.

Entre as retrações, destacam-se os fertilizantes brutos, com queda de 88,8%, o carvão não aglomerado, com redução de 16,4%, e o gás natural, liquefeito ou não, cujas importações diminuíram 68,2%.

Na indústria de transformação, as importações de óleos combustíveis de petróleo, exceto óleos brutos, cresceram 86,9%. Os geradores elétricos giratórios e suas partes apresentaram aumento de 607,5%, enquanto as compras de partes e acessórios de veículos automotivos avançaram 50%.

Por outro lado, as importações de adubos e fertilizantes químicos, exceto os brutos, recuaram 7,5%. As compras de motores e máquinas não elétricos, exceto motores de pistão e geradores, caíram 75,2%. Já os equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios, registraram redução de 16,2%.

Superávit comercial mantém trajetória de crescimento em 2026

Os resultados divulgados pelo MDIC mostram que as exportações brasileiras continuam crescendo em ritmo superior ao das importações no acumulado do ano. A diferença entre os dois fluxos contribuiu para elevar o superávit comercial a US$ 65,88 bilhões até a segunda semana de outubro.

O desempenho dos setores agropecuário, extrativo e de transformação reforça a importância da diversificação da pauta exportadora para o comércio exterior brasileiro, embora as variações entre produtos indiquem comportamentos distintos nos mercados internacionais.

Fonte: MDIC, com informações do portal Agrolink.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Arquivo ReConecta News

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