Comércio Exterior

China amplia tarifa zero para países africanos e reforça influência econômica no continente

A China ampliou sua política de tarifa zero para praticamente todo o continente africano, em uma medida que fortalece os laços comerciais e amplia a presença econômica chinesa na África. A decisão passou a valer em 1º de maio e beneficia os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

O programa, anunciado pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado chinês, seguirá em vigor até abril de 2028.

Medida amplia programa anterior voltado aos países mais pobres

Antes da ampliação, o benefício atendia apenas 33 países africanos considerados de menor desenvolvimento econômico, política adotada desde dezembro de 2024.

Agora, outros 20 países passaram a ter acesso às mesmas condições comerciais no mercado chinês.

A única exceção é o Reino de Essuatíni, que não mantém relações diplomáticas com a República Popular da China.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, Pequim pretende negociar um acordo de parceria econômica com os países africanos para transformar o benefício em uma política permanente.

Política chinesa contrasta com tarifas impostas pelos EUA

A decisão da China ocorre em meio ao endurecimento da política comercial dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Desde abril de 2025, os EUA passaram a aplicar tarifas sobre produtos africanos, em alguns casos chegando a 50%, como ocorreu com exportações do Lesoto.

As medidas provocaram impactos em setores industriais africanos, incluindo demissões e cancelamentos de contratos de exportação.

Tarifa zero beneficia commodities africanas

A política chinesa abrange praticamente todos os produtos exportados pelos países africanos, incluindo café, cacau, petróleo e minérios.

Para parte das commodities agrícolas consideradas estratégicas pelo governo chinês, como cereais, açúcar e algodão, a isenção tarifária funciona dentro de limites de importação previamente estabelecidos.

Após o volume máximo ser atingido, voltam a valer as tarifas tradicionais. O modelo busca evitar dependência excessiva de importações em setores considerados essenciais pela China.

Lideranças africanas destacam ausência de exigências políticas

Em entrevista ao Brasil de Fato, o secretário-geral da Organização Revolucionária para a Nova Democracia do Níger, Mamane Sani Adamou, afirmou que a política chinesa se diferencia do modelo ocidental por não impor condicionantes políticas aos acordos comerciais.

Segundo ele, negociações com potências ocidentais frequentemente incluem exigências ligadas ao FMI e ao Banco Mundial, afetando a autonomia econômica dos países africanos.

Adamou afirmou que a relação com a China ocorre sem interferência direta sobre políticas internas ou gestão econômica dos países parceiros.

Relação China-África é vista como alternativa ao modelo ocidental

O secretário-geral do Movimento Socialista de Gana, Kwesi Pratt, também destacou diferenças entre o modelo chinês e o adotado historicamente por países ocidentais.

Segundo Pratt, as relações econômicas promovidas por instituições ocidentais ajudaram a perpetuar estruturas de dependência e desigualdade no continente africano ao longo de décadas.

Para os líderes entrevistados, a cooperação com a China representa uma oportunidade de fortalecimento econômico e industrialização para os países africanos.

África busca industrialização e transferência de tecnologia

Apesar da ampliação das vantagens tarifárias, lideranças africanas defendem que o continente precisa avançar além da exportação de matérias-primas.

Adamou afirmou que a prioridade é ampliar a industrialização local e agregar valor aos recursos produzidos na África.

Entre as propostas defendidas está o fortalecimento da Iniciativa Cinturão e Rota, projeto liderado pela China voltado à infraestrutura e integração comercial global.

O dirigente defende ainda a transferência de tecnologia e a instalação de indústrias chinesas no continente africano.

Déficit comercial com China segue elevado

Mesmo com a expansão das relações comerciais, a África mantém déficit na balança comercial com a China.

Dados da Agência Ecofin apontam que o déficit africano com os chineses chegou a US$ 102 bilhões em 2025, alta de 64,5% em relação ao ano anterior.

As exportações chinesas para o continente somaram US$ 225 bilhões, enquanto as importações africanas pela China ficaram em US$ 123 bilhões.

Atualmente, os países africanos exportam principalmente petróleo, cobre, cobalto e outras commodities, enquanto importam produtos industrializados chineses.

Lideranças defendem unidade africana

Kwesi Pratt afirmou que a África precisa ampliar sua integração política e econômica para negociar em melhores condições com potências globais.

Segundo ele, o continente ainda sofre os efeitos da divisão territorial estabelecida durante a Conferência de Berlim, que definiu fronteiras africanas durante o período colonial europeu.

O dirigente destacou que o fortalecimento do pan-africanismo e da cooperação regional será fundamental para ampliar os benefícios das relações econômicas com a China e outros parceiros internacionais.

FONTE: ICL Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mauro Ramos/Brasil de Fato

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Comércio Exterior

Fróes Trade fortalece conexões e destaca soluções end-to-end na Intermodal South America 2026

A participação da Fróes Trade na Intermodal South America 2026 reforçou o posicionamento da empresa como uma das referências em soluções integradas para comércio exterior — e, mais do que isso, evidenciou o valor da experiência vivida ao longo dos dias de evento. Parceira do ReConecta News, a empresa apostou no relacionamento próximo com clientes e parceiros como estratégia central.

Pela segunda vez como expositora, a Fróes Trade chegou à Intermodal com um objetivo claro: fortalecer vínculos e ampliar conexões. O estande se tornou um espaço de troca, onde clientes puderam entender, na prática, como a empresa atua e quais soluções podem ser aplicadas em seus negócios. 

Soluções completas e novidades apresentadas

Durante o evento, a empresa deu destaque ao seu modelo “end to end”, que integra todas as etapas da operação de comércio exterior. Desde o desenvolvimento de fornecedores e produtos até a liberação aduaneira, câmbio e distribuição, a Fróes Trade apresentou ao público uma estrutura pensada para simplificar processos e reduzir custos. “A ideia foi explicar como funciona o serviço de uma trading, mostrar o que conseguimos agregar em termos de eficiência e economia. Temos muito conhecimento para compartilhar nesses 23 anos de atuação”, destacou o CEO.

Outro diferencial apresentado é o acompanhamento completo das operações por meio de um focal point dedicado, garantindo mais controle e proximidade ao cliente em Outro diferencial apresentado é o acompanhamento completo das operações por meio de um focal point dedicado, garantindo mais controle e proximidade ao cliente em todas as fases do processo, além de soluções que envolvem benefícios como drawback e entreposto aduaneiro.

Conexões que impulsionam resultados

A experiência na Intermodal também foi marcada pela intensidade do networking. Inserida em um ambiente que reúne toda a cadeia logística, a Fróes Trade aproveitou o momento para estreitar laços com parceiros estratégicos e ampliar sua rede de contatos. 

A presença da Fróes Trade na Intermodal 2026, com o apoio do ReConecta News, reforça a importância de estar inserido em ecossistemas que promovem conexões qualificadas. Em um mercado global cada vez mais dinâmico, experiências como essa mostram que relacionamento, inovação e integração de soluções são fatores decisivos para gerar resultados concretos no comércio internacional.

Sobre a Fróes Trade

A Fróes Trade é uma empresa especializada em comércio exterior que atua conectando negócios ao mercado internacional por meio de soluções completas de importação e exportação. Com mais de duas décadas de experiência, a empresa oferece um modelo integrado que engloba desde a busca e desenvolvimento de fornecedores até a negociação internacional, gestão logística, documental e aduaneira, garantindo mais eficiência, segurança e competitividade para seus clientes. 

Além disso, a Fróes Trade se posiciona como gestora única das operações, coordenando toda a cadeia logística e oferecendo assessoria estratégica personalizada. Seu foco está em simplificar processos, reduzir custos e transformar o comércio internacional em uma oportunidade real de crescimento para empresas de diferentes segmentos.

SAIBA MAIS: https://froes.com.br/ 

Sobre a Intermodal

A Intermodal South America é o principal evento de logística, transporte de cargas, tecnologia e comércio exterior da América Latina. Em 2026, a feira ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo, marcando sua 30ª edição. 

O evento reuniu mais de 700 marcas nacionais e internacionais de toda a cadeia logística. Ao todo, 50.655 visitantes participaram da edição de 2026, superando os números do ano anterior. O público foi considerado mais qualificado, com foco em decisões e parcerias comerciais. A feira consolidou seu papel como vitrine de tendências e networking do setor.

Para 2027, a expectativa é de crescimento, com destaque para intralogística e equipamentos. A próxima edição da Intermodal South America está prevista para acontecer nos dias 13 a 15 abril de 2027, novamente em São Paulo.  

TEXTO: RECONECTA NEWS

IMAGENS: GIOVANA SANTOS

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Comércio Exterior

Exportações de gás natural da Bolívia devem cair 30% em 2026, prevê YPFB

A estatal boliviana YPFB estima uma redução de 30% nas exportações de gás natural da Bolívia em 2026. O cenário reflete o avanço do declínio das reservas do país, que tem o Brasil como principal destino do combustível.

Segundo dados apresentados no relatório de prestação de contas divulgado pela companhia, a média prevista de exportação para este ano é de 9,11 milhões de metros cúbicos por dia. O volume considera contratos firmes e operações interruptíveis realizadas no mercado spot.

Além da retração nas vendas externas, a expectativa é de que o fluxo de gás argentino via Bolívia para o Brasil continue limitado em 2026.

Importação de gás argentino seguirá em baixa

De acordo com a Gas TransBoliviano (GTB), responsável pelo trecho boliviano do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), a movimentação de gás vindo da Argentina deve permanecer abaixo de 500 mil metros cúbicos por dia ao longo do próximo ano.

Atualmente, o Gasbol é a única estrutura disponível para transportar o combustível argentino até a malha integrada de gasodutos brasileiros.

Bolívia alerta para esgotamento da capacidade de exportação até 2030

A YPFB também informou que, mantido o atual nível de reservas provadas, a capacidade boliviana de exportar gás poderá se esgotar até 2030.

Diante desse cenário, o governo boliviano trabalha em mudanças no marco regulatório do setor de óleo e gás. A proposta inclui incentivos fiscais para atrair empresas estrangeiras e ampliar investimentos em exploração.

O presidente da YPFB, Sebastián Daroca, afirmou que é necessário agir rapidamente para conter a queda na produção de gás no país.

Segundo a estatal, o portfólio atual de exploração reúne projetos com potencial estimado em 11 trilhões de pés cúbicos (TCF). Após ajustes de risco, o volume considerado viável é de cerca de 3 TCF, além de oportunidades adicionais em fase inicial avaliadas em 7 TCF.

Novos investimentos são vistos como essenciais

Durante encontro anual de prestação de contas da companhia, Daroca destacou que a simples utilização das reservas já comprovadas não será suficiente para evitar o avanço da redução produtiva.

A expectativa da YPFB é de que a incorporação de recursos contingentes possa ampliar a autossuficiência boliviana de gás até 2034. Ainda assim, a estatal defende novos investimentos e incentivos para expandir as reservas do país.

A companhia acredita que uma nova legislação para o setor de hidrocarbonetos poderá aumentar a segurança jurídica e estimular aportes privados já a partir deste ano. Caso isso ocorra, a recuperação da produção poderia começar a aparecer entre 2028 e 2029.

Reservas provadas da Bolívia caíram 58% desde 2017

No fim de 2024, a YPFB divulgou, pela primeira vez em seis anos, a atualização oficial de suas reservas provadas. O levantamento confirmou a forte retração dos volumes disponíveis.

Em 31 de dezembro de 2023, a Bolívia possuía 4,5 TCF em reservas provadas, resultado que representa queda de 58% na comparação com 2017.

Declínio do gás boliviano impacta mercado brasileiro

A redução da oferta também afeta o mercado privado de gás natural no Brasil. Desde 2025, a Bolívia se consolidou como importante fornecedora para comercializadoras privadas brasileiras, que importam entre 3 milhões e 5 milhões de metros cúbicos por dia.

Levantamento da agência eixos aponta que empresas como Edge, Galp, J&F, MTX, Shell, Tradener e a própria YPFB mantêm reservas contínuas de capacidade no Gasbol ao longo deste ano.

Os contratos são firmados junto à Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), responsável pela entrada do combustível em Corumbá (MS), principal porta de acesso do gás importado ao país.

Além dessas companhias, Eneva e Deal Comercializadora também realizam importações frequentes utilizando contratos diários de transporte.

Com a redução contínua das reservas bolivianas, especialistas do setor avaliam que o fornecimento atual possui horizonte limitado no médio prazo.

FONTE: Eixos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABI

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Comércio Exterior

China amplia tarifa zero e recebe primeiras importações africanas com isenção

A China começou a receber os primeiros produtos africanos beneficiados pela nova política de tarifa zero, que agora contempla todos os 53 países do continente com relações diplomáticas com o país asiático. A medida marca uma ampliação histórica na estratégia comercial chinesa.

Primeiras cargas entram no país com isenção

Logo nas primeiras horas de sexta-feira, 24 toneladas de maçãs provenientes da África do Sul inauguraram a nova fase da política. A carga foi desembaraçada rapidamente no porto de Shenzhen, no sul do país, e seguirá para redes de supermercados e centros atacadistas.

Com a mudança, a tarifa de importação dessas frutas caiu de 10% para zero, aumentando a competitividade dos produtos africanos no mercado chinês.

Segundo Luo Shengcong, executivo de uma empresa de logística internacional, a redução representa um ganho concreto para o setor. Apenas esse lote gerou uma economia de cerca de 20 mil yuans (aproximadamente US$ 2,9 mil).

Expansão da política de tarifa zero

A China já havia zerado tarifas para 100% das linhas tarifárias de 33 países africanos menos desenvolvidos em dezembro de 2024. Agora, a política passa a incluir economias maiores do continente, como Quênia, Egito e Nigéria.

De acordo com o Ministério do Comércio chinês, a iniciativa deve impulsionar produtos como:

  • cacau africano (Costa do Marfim e Gana)
  • café e abacate do Quênia
  • frutas cítricas e vinhos sul-africanos

Esses itens, que antes enfrentavam tarifas entre 8% e 30%, passam a ter acesso facilitado ao mercado chinês.

Novas remessas chegam a diferentes regiões

Outras cargas também foram registradas no mesmo dia em diferentes pontos do país:

  • Em Xangai, 516 toneladas de laranjas do Egito chegaram com isenção de cerca de 320 mil yuans
  • Ainda na cidade, 24 toneladas de abacates quenianos entraram com economia de 26 mil yuans
  • Na província de Hunan, mais de 6 mil garrafas de vinho sul-africano foram liberadas com redução tributária de 21 mil yuans

Empresários destacam que a medida deve reduzir significativamente os custos de importação e ampliar a oferta de produtos africanos de alta qualidade.

Impacto no comércio China-África

A relação comercial entre China e África segue em crescimento. O país asiático mantém a posição de maior parceiro comercial do continente há 17 anos consecutivos. Em 2025, o volume bilateral atingiu o recorde de US$ 348 bilhões.

Especialistas avaliam que a ampliação da isenção tarifária pode tornar o comércio mais equilibrado e estimular investimentos industriais na África, voltados à exportação para o mercado chinês.

Contexto global e estratégia econômica

Em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo, a política chinesa é vista como um movimento em direção à maior abertura econômica. Autoridades alfandegárias afirmam que a iniciativa reforça princípios de cooperação e multilateralismo no comércio internacional.

A expectativa é que, no longo prazo, a medida fortaleça cadeias produtivas e amplie a presença de mercadorias africanas na segunda maior economia do mundo.

FONTE: Brasil247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul–União Europeia avança com novas regras para cotas e operações no Siscomex

O governo federal deu um novo passo na implementação do Acordo Mercosul–União Europeia ao detalhar as regras para aplicação de cotas tarifárias e operacionalização do tratado no comércio exterior brasileiro. As medidas regulamentam o Decreto nº 12.953, de 28 de abril de 2026, e estabelecem diretrizes práticas para importadores e exportadores.

Com a publicação das portarias da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país passa a contar com normas claras para o uso de cotas tarifárias, etapa essencial para viabilizar o acordo na prática.

Integração ao Portal Único Siscomex

Os fundamentos legais do acordo já estão disponíveis no Portal Único Siscomex, especialmente para operações via Declaração Única de Importação (Duimp). Para acessar os benefícios de preferência tarifária, o importador deve informar o enquadramento legal correspondente e cumprir exigências como a comprovação de origem das mercadorias.

O acordo também foi incorporado ao sistema Siscomex Importação (LI/DI), permitindo sua aplicação em operações registradas por Declaração de Importação. Nesses casos, é necessário observar as classificações da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), além de eventuais códigos específicos (EX) vinculados aos produtos.

Regras para cotas de importação e exportação

As novas normas definem critérios tanto para importações quanto para exportações. No caso das importações, produtos como veículos, lácteos, alho, chocolates e preparações alimentícias passam a seguir o modelo de ordem de registro de licenças no Siscomex. Para garantir o acesso à cota, a licença deve ser vinculada à Duimp em até 60 dias.

Já nas exportações, as cotas contemplam itens estratégicos da pauta brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho, mel, ovos e bebidas típicas, como rum e cachaça. A distribuição ocorre conforme a ordem de solicitação e disponibilidade das cotas.

Após a operação, será emitido o Certificado de Autorização de Cotas Mercosul, documento que acompanha a carga e assegura o acesso aos benefícios tarifários no mercado europeu.

Apesar da regulamentação, a divisão das cotas entre os países do Mercosul ainda está em negociação. Até que haja definição conjunta, cada país seguirá com procedimentos próprios, sem alteração nos volumes negociados.

Baixo impacto de cotas no comércio bilateral

A incidência de cotas será limitada: cerca de 4% das exportações e apenas 0,3% das importações. Na prática, isso significa que a maior parte do comércio entre os blocos ocorrerá com redução ou eliminação de tarifas, sem restrições quantitativas.

Para produtos fora do regime de cotas, o acesso aos benefícios depende exclusivamente do cumprimento das regras de origem, exigência que também se aplica às mercadorias sujeitas a limites quantitativos.

Modernização e redução de burocracia

As mudanças também incluem a atualização das normas de certificação de origem, com foco na modernização do comércio exterior brasileiro. Entre os avanços, destacam-se a adoção do Certificado de Origem Eletrônico, o uso de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação.

A nova regulamentação ainda permite simplificações operacionais, como a declaração anual para importação de peças no setor aeronáutico e a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico.

Com isso, o Brasil avança na harmonização com padrões internacionais, reduz custos operacionais e amplia a previsibilidade para empresas que atuam no comércio global.

FONTE: MDIC e Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul–União Europeia: oportunidades, tecnologia e reposicionamento estratégico global

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia em 1º de maio de 2026 marca uma mudança estrutural no comércio internacional brasileiro. Com a redução progressiva de tarifas, abertura de mercados e aumento da competitividade, empresas passam a operar em um ambiente mais integrado, porém também mais exigente.

Mais do que um tratado comercial, o acordo redefine dinâmicas de concorrência, acesso a tecnologia e posicionamento estratégico das empresas brasileiras. Nesse contexto, entender como dados, tecnologia e inteligência de mercado se conectam às novas oportunidades torna-se fundamental para decisões consistentes no cenário global.

Para aprofundar essa análise, conversamos com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência e uma trajetória marcada pela atuação estratégica na internacionalização de indústrias brasileiras. À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram inteligência de mercado, compliance aduaneiro, estruturação tributária e tecnologias como Inteligência Artificial e Big Data para impulsionar a performance internacional das empresas.

Com domínio de seis idiomas e forte atuação em negociações multiculturais, ela se destaca por transformar dados em decisões estratégicas e por antecipar tendências no cenário global. Reconhecida por sua visão inovadora, Mariana tem como missão tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e competitivo, apoiando empresas brasileiras na conquista de novos mercados em um ambiente cada vez mais dinâmico e desafiador.

Com a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, como você avalia as principais mudanças estruturais que passam a impactar o comércio internacional brasileiro, especialmente do ponto de vista estratégico?

Mariana Tomelin: O acordo altera o ambiente competitivo de forma estrutural. A redução de tarifas e a ampliação do acesso ao mercado europeu criam novas oportunidades, mas também aumentam a exposição das empresas brasileiras à concorrência internacional. Não se trata apenas de vender mais ou importar melhor, mas de reposicionar a empresa dentro de cadeias globais de valor. A competitividade passa a depender menos de custo isolado e mais de eficiência, qualidade e capacidade de adaptação.

Considerando a eliminação gradual de tarifas para milhares de produtos, quais são as principais oportunidades de negócios que surgem para empresas brasileiras no curto e médio prazo?

Mariana Tomelin: A eliminação de tarifas amplia o acesso a mercados e fornecedores com maior competitividade. No curto prazo, empresas podem explorar ganhos diretos em custo e diversificação de fornecedores. No médio prazo, surgem oportunidades mais estratégicas, como integração em cadeias globais, desenvolvimento de parcerias internacionais e acesso a tecnologias mais avançadas. O principal ganho está na capacidade de evolução da operação, e não apenas na transação em si.

Como a tecnologia e o uso estruturado de dados passam a ter um papel ainda mais relevante nesse novo cenário de abertura comercial?

Mariana Tomelin: Com o aumento da complexidade operacional, a tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser infraestrutura decisória. Empresas passam a lidar com mais variáveis, mais exigências regulatórias e maior volume de informação. Sistemas que organizam dados, permitem análise comparativa e apoiam decisões tornam-se essenciais. Sem isso, a empresa perde capacidade de leitura e reação em um ambiente global mais dinâmico.

Quais desafios as empresas brasileiras devem enfrentar ao competir com produtos e fornecedores europeus, especialmente considerando padrões mais elevados de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade?

Mariana Tomelin: O principal desafio é o aumento do nível de exigência. O mercado europeu opera com padrões elevados de qualidade, rastreabilidade e conformidade regulatória, incluindo critérios ambientais mais rigorosos. Isso exige adaptação das empresas brasileiras, tanto em processos quanto em governança. Ao mesmo tempo, esse cenário impulsiona evolução operacional, promovendo ganhos de eficiência, produtividade e profissionalização.

Diante desse novo cenário global mais integrado e competitivo, como as empresas podem estruturar decisões mais estratégicas e evitar uma atuação apenas reativa às mudanças do acordo?

Mariana Tomelin: A principal mudança é sair de uma lógica reativa para uma lógica estruturada de decisão. Isso envolve analisar dados de mercado, entender movimentos de concorrência, avaliar fornecedores e antecipar tendências. Empresas que tratam o acordo apenas como redução tarifária tendem a capturar ganhos limitados. Já aquelas que integram dados, tecnologia e estratégia conseguem construir vantagens mais sustentáveis ao longo do tempo.

O acordo entre Mercosul e União Europeia representa uma mudança estrutural no comércio internacional brasileiro, ampliando oportunidades, mas também elevando o nível de exigência competitiva. Em um ambiente mais integrado e dinâmico, decisões passam a depender cada vez mais de dados, tecnologia e capacidade de leitura estratégica.

Foi a partir da necessidade de estruturar essas decisões em contextos globais complexos que se consolidou o desenvolvimento da Trax. A plataforma foi concebida como uma extensão prática dessa abordagem, apoiando a organização e análise de dados aplicados ao comércio internacional, permitindo que empresas operem com maior clareza, previsibilidade e consistência diante de cenários em constante transformação.

Informações institucionais: www.traxglobal.com.br

*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não refletem, necessariamente, a posição deste veículo.

TEXTO E IMAGEM: EXON TRADE

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Comércio Exterior

Programa OEA é reformulado e ganha novos níveis de conformidade no Brasil

A Receita Federal do Brasil anunciou uma série de mudanças estruturais no Programa de Operador Econômico Autorizado (OEA), com foco na modernização, alinhamento a padrões internacionais e fortalecimento da facilitação do comércio exterior. As atualizações acompanham diretrizes do Organização Mundial das Aduanas e do Acordo sobre Facilitação do Comércio.

Nova estrutura do Programa OEA

A principal mudança está na reformulação da modalidade OEA-Conformidade, que passa a ser organizada em três níveis: OEA-C Essencial, OEA-C Qualificado e OEA-C Referência. A nova estrutura busca classificar os operadores conforme o grau de conformidade tributária e aduaneira, garantindo benefícios proporcionais.

O nível Essencial será destinado exclusivamente às empresas comerciais exportadoras, com um processo de adesão simplificado. Já o nível Qualificado corresponde ao modelo atual do programa. Por sua vez, o nível Referência será voltado a empresas com alto grau de conformidade, incluindo aquelas certificadas no programa Confia ou classificadas como A+ no Sintonia.

Benefícios e facilitação para empresas

Com a reformulação, empresas enquadradas no nível Essencial poderão acessar a suspensão de tributos como IBS e CBS nas operações previstas em lei. Já os operadores classificados como Referência terão vantagens adicionais, como o pagamento de tributos de importação até o dia 20 do mês seguinte e maior agilidade no despacho aduaneiro, com direcionamento preferencial ao canal verde.

Apesar das mudanças, os benefícios já existentes no programa foram mantidos e ajustados para se adequar à nova estrutura, garantindo continuidade e segurança jurídica às empresas participantes.

Integração com programas de conformidade

A atualização do Programa OEA também reforça a integração com outras iniciativas da Receita Federal, como o Programa Confia e o Sintonia. Essa convergência permite uma atuação coordenada entre as áreas tributária e aduaneira, promovendo um tratamento mais eficiente e personalizado aos contribuintes. Para viabilizar essa integração, foi criada uma equipe dedicada à análise de empresas em processo de certificação simultânea no OEA e no Confia, priorizando a tramitação desses pedidos.

As mudanças incluem ainda ajustes nos critérios de exclusão do programa, alinhados à legislação vigente, garantindo direito à ampla defesa e revisão de decisões. Também foi estabelecida a restrição à participação de devedores contumazes.

Outro avanço importante está na simplificação de procedimento: documentos que já constam nas bases da Receita Federal, como dados cadastrais e regularidade fiscal, deixam de ser exigidos no sistema, reduzindo a burocracia.

Além das mudanças operacionais, a Receita Federal também atualizou o manual de identidade visual do programa, estabelecendo regras para o uso do selo OEA por empresas certificadas. A medida visa assegurar padronização e credibilidade na comunicação institucional.

Impactos no comércio exterior

Com as novas normas, o Programa OEA se consolida como uma ferramenta estratégica para o comércio exterior brasileiro, promovendo maior eficiência logística, segurança nas operações e estímulo à conformidade fiscal e aduaneira. A iniciativa reforça a parceria entre o setor público e privado, contribuindo para um ambiente de negócios mais competitivo.

Fonte: Receita Federal do Brasil

Texto: Redação

Imagem: Receita Federal do Brasil

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul deve impulsionar exportações do Uruguai em 14%

A entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, prevista para maio de 2026, deve provocar mudanças significativas no comércio internacional da região. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a expectativa é de um aumento de 14% nas exportações do Uruguai para o mercado europeu.

O cenário reforça o potencial do país em ampliar sua presença no comércio exterior, especialmente com a redução de barreiras tarifárias ao longo dos próximos anos.

Logística será fator decisivo para o sucesso

Diante da projeção de crescimento, o governo uruguaio destaca a importância de fortalecer a logística internacional e o transporte de cargas. A avaliação é de que a capacidade operacional será determinante para sustentar o aumento no fluxo de mercadorias.

Autoridades do país apontam que a eficiência da infraestrutura portuária e das conexões terrestres será essencial para garantir competitividade no novo cenário comercial.

Uruguai quer se consolidar como hub logístico

Com o acordo, o Uruguai busca se posicionar como um hub logístico no Cone Sul, atraindo investimentos e ampliando sua relevância estratégica na distribuição de produtos.

A implementação do tratado, no entanto, será gradual. A previsão é de que a eliminação total de tarifas ocorra em um período de 10 a 15 anos, o que exige planejamento de longo prazo e adaptação contínua.

Nesse contexto, o país se apresenta como uma plataforma atrativa para empresas interessadas em acessar mercados da região, historicamente mais fechados ao comércio internacional.

Desafios burocráticos ainda persistem

Apesar das perspectivas positivas, ainda existem entraves que podem limitar o avanço dos negócios. Entre eles estão processos burocráticos, como demora na emissão de vistos e duplicidade de controles fronteiriços.

A simplificação dessas etapas é considerada fundamental para tornar a cadeia de suprimentos mais ágil e eficiente.

Cooperação internacional ganha destaque

A parceria com a Espanha surge como um dos pilares para o avanço do projeto, especialmente no campo de investimentos e cooperação técnica. A expectativa é de que essa colaboração contribua para superar limitações estruturais e aumentar a competitividade.

Além disso, a confiança nas regras comerciais e a transparência nas relações econômicas são apontadas como fatores-chave para atrair novos investidores.

Infraestrutura e competitividade no centro da estratégia

A modernização dos corredores logísticos e das rotas de transporte é vista como essencial para garantir que os produtos uruguaios cheguem à Europa com custos competitivos a partir de 2026.

O fortalecimento da logística e transporte internacional deve consolidar o acordo como um importante motor de desenvolvimento sustentável, beneficiando não apenas o Uruguai, mas toda a região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Exportações de veículos da China para o Brasil disparam e triplicam em 2026

As exportações de veículos da China para o Brasil registraram forte expansão no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados da alfândega chinesa, o país asiático enviou US$ 2,16 bilhões em automóveis ao Brasil, quase três vezes mais que os US$ 763,8 milhões contabilizados no mesmo período de 2025.

O resultado também supera o recorde anterior de 2024, quando as vendas somaram US$ 1,17 bilhão. O avanço reforça a consolidação do Brasil como um dos principais mercados da indústria automotiva chinesa.

Brasil sobe no ranking global de importadores de veículos

Com o aumento das compras, o Brasil passou da sétima para a terceira posição entre os maiores destinos de veículos chineses, ficando atrás apenas de Rússia e Reino Unido.

No segmento de veículos eletrificados, que inclui carros elétricos e híbridos, o país também avançou para o terceiro lugar global, atrás de Bélgica e Reino Unido. Já nos modelos de combustão, o salto foi ainda mais expressivo: da 16ª para a 7ª posição.

Crescimento também aparece nas importações brasileiras

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) mostram que as importações brasileiras de veículos chineses chegaram a US$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 552,5% em relação a 2025. No total, fabricantes da China responderam por 65,6% dos carros importados pelo Brasil.

A Argentina aparece na segunda colocação, com 11,3% de participação, embora tenha registrado queda de 25,5% no período.

Tarifas e câmbio impulsionam avanço das importações

Especialistas apontam que o crescimento está ligado à expectativa de aumento das tarifas de importação de veículos elétricos e híbridos no Brasil, que devem chegar a 35% em julho de 2026. O movimento levou empresas a anteciparem embarques.

Além disso, o câmbio mais favorável e o lançamento de novos modelos contribuíram para o aumento das compras externas. O ciclo da indústria automotiva também reforçou a entrada de veículos chineses no mercado brasileiro.

China domina mercado de elétricos no Brasil

A presença chinesa é ainda mais forte no segmento de carros elétricos e híbridos plug-in. Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), a China respondeu por 97% dos elétricos importados pelo Brasil no trimestre e por 89% dos híbridos plug-in.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indicam que 74,1% das vendas de veículos eletrificados no país em 2025 foram de marcas chinesas, com destaque para a BYD.

Mudança de percepção e avanço tecnológico

Analistas destacam que a imagem dos carros chineses mudou no mercado brasileiro. Antes associados a baixa qualidade, hoje são vistos como produtos com tecnologia automotiva avançada e preços competitivos.

Esse reposicionamento tem impulsionado não apenas os elétricos, mas também os veículos de combustão, ampliando a presença das montadoras chinesas no país.

Brasil amplia dependência da China no setor automotivo

A participação da China nas importações brasileiras segue em alta. No primeiro trimestre, 8,2% de todos os bens importados pelo Brasil vieram do país asiático, sendo os automóveis o principal item entre os bens de consumo duráveis.

Enquanto isso, as compras da Argentina recuaram, reforçando a mudança na dinâmica regional do setor automotivo.

Fatores geopolíticos e comércio global

O cenário também é influenciado por disputas comerciais globais e políticas protecionistas. Especialistas apontam que a China, com alta capacidade produtiva, busca novos mercados diante da desaceleração do consumo interno.

Ao mesmo tempo, tensões comerciais entre grandes economias e mudanças no fluxo global de comércio reforçam o papel do Brasil como destino estratégico.

Tendência de curto e longo prazo

A expectativa é de que o fluxo de veículos chineses para o Brasil permaneça forte no curto prazo, aproveitando a janela antes do aumento das tarifas. No médio prazo, porém, parte das montadoras deve iniciar produção local.

Atualmente, ao menos cinco marcas chinesas já possuem planos ou operações no país, incluindo parcerias industriais e novas fábricas previstas para os próximos anos.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Leo Pinheiro/Valor

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil registra superávit de US$ 1,7 bilhão na 4ª semana de abril

A balança comercial brasileira fechou a 4ª semana de abril de 2026 com superávit de US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo desempenho das exportações brasileiras. No período, a corrente de comércio somou US$ 11,6 bilhões, resultado de US$ 6,7 bilhões em vendas externas e US$ 4,9 bilhões em importações.

Acumulado do mês mantém saldo positivo

No consolidado de abril, o país registra exportações de US$ 27,8 bilhões e importações de US$ 18,7 bilhões, garantindo um saldo positivo de US$ 9,2 bilhões. A corrente de comércio no mês atinge US$ 46,5 bilhões, refletindo o dinamismo das transações internacionais.

Desempenho no ano supera US$ 23 bilhões de saldo

Entre janeiro e a quarta semana de abril, a balança comercial acumula superávit de US$ 23,3 bilhões. No período, as exportações totalizam US$ 110,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 86,8 bilhões, com corrente de comércio de US$ 197 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao MDIC.

Crescimento nas médias diárias de comércio exterior

A média diária de exportações até a 4ª semana de abril de 2026 alcançou US$ 1,739 bilhão, avanço de 16,4% frente ao mesmo mês de 2025. Já as importações tiveram crescimento de 5,1%, com média diária de US$ 1,167 bilhão.

Com isso, a corrente de comércio registrou média diária de US$ 2,9 bilhões, enquanto o saldo médio ficou em US$ 572,39 milhões — alta de 11,6% na comparação anual.

Setores exportadores apresentam alta generalizada

O desempenho por setores mostra expansão consistente. Na média diária até a 4ª semana de abril, houve crescimento de:

  • 19,2% na Agropecuária
  • 15,3% na Indústria Extrativa
  • 15,5% na Indústria de Transformação

Esses números reforçam a força das exportações por setor na economia brasileira.

Importações têm alta moderada e queda na agropecuária

Entre os setores importadores, a Indústria Extrativa avançou 7,1%, enquanto a Indústria de Transformação cresceu 5,8%. Em contrapartida, a Agropecuária registrou queda expressiva de 28,1% nas importações na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA

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