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Brasil se torna o maior importador de carros chineses do mundo em 2026

O Brasil assumiu a liderança global nas compras de carros chineses, alcançando um marco inédito no mercado automotivo internacional. Entre janeiro e maio de 2026, o país importou US$ 5,2 bilhões em veículos fabricados na China, superando mercados tradicionais como Rússia (US$ 5 bilhões) e Bélgica (US$ 3,8 bilhões).

Os números refletem o crescimento acelerado da presença das montadoras chinesas no mercado brasileiro, impulsionado principalmente pela expansão dos veículos eletrificados, que incluem modelos elétricos e híbridos.

Importações de veículos chineses crescem quase 147% em um ano

O avanço brasileiro foi expressivo na comparação anual. No mesmo período de 2025, as importações de automóveis chineses totalizavam US$ 2,1 bilhões, colocando o Brasil apenas na sexta posição entre os maiores compradores da China.

Em apenas um ano, o valor importado registrou alta de 146,9%, consolidando o país como o principal destino das exportações automotivas chinesas.

Veículos eletrificados lideram a expansão

Os carros elétricos e híbridos foram os grandes responsáveis pelo crescimento das importações. Entre janeiro e maio, essa categoria movimentou US$ 4,5 bilhões, sendo que somente os meses de abril e maio responderam por US$ 2,7 bilhões.

Com esse desempenho, o Brasil também passou a ocupar o primeiro lugar entre os maiores compradores de veículos eletrificados produzidos na China, ultrapassando Bélgica e Reino Unido.

A evolução do mercado também aparece na composição das importações. Em 2021, os modelos eletrificados representavam cerca de 33% dos veículos chineses adquiridos pelo Brasil. Em 2025, essa participação alcançou 87%.

Compras superam importações brasileiras da França

Levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), mostra que as importações brasileiras de veículos chineses chegaram a US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre de 2026.

O montante é superior ao total das importações brasileiras provenientes da França no período, que somaram US$ 2,6 bilhões.

Os híbridos plug-in responderam pela maior parcela das compras, movimentando US$ 2,79 bilhões. No total, os veículos eletrificados representaram aproximadamente 15% de tudo o que o Brasil importou da China no semestre.

Aumento das tarifas acelerou importações

Parte desse crescimento ocorreu antes da elevação das tarifas de importação sobre veículos chineses.

Segundo Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, muitas empresas anteciparam embarques para evitar o aumento das alíquotas, que passaram de faixas entre 25% e 30% para 35%.

Na avaliação do especialista, a tendência é de uma acomodação nas importações após a formação de estoques. Ainda assim, ele acredita que o interesse dos consumidores brasileiros pelos veículos chineses continuará elevado, especialmente entre as classes média e média alta, impulsionado pela popularização dos carros elétricos.

Mercado brasileiro de eletrificados mantém ritmo acelerado

Os dados do mercado interno reforçam essa transformação. Entre janeiro e junho de 2026, foram vendidos 215.023 veículos eletrificados leves no Brasil, crescimento de 125% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

No mesmo intervalo, o mercado automotivo como um todo avançou 19,4%, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em junho, os veículos eletrificados já representavam 18% das vendas nacionais, quase o triplo da participação registrada um ano antes.

Os emplacamentos de carros elétricos cresceram 193% no primeiro semestre, enquanto os híbridos plug-in avançaram 90% e os híbridos convencionais registraram alta de 81%.

Estratégia da China impulsiona exportações

Especialistas apontam que o avanço das exportações chinesas também está relacionado à desaceleração do consumo interno da China.

Para Fabiana D’Atri, economista da Bradesco Asset Management (Bram), o mercado externo passou a desempenhar papel estratégico para manter o ritmo da indústria automotiva chinesa.

Enquanto a economia do país asiático apresentou crescimento abaixo das expectativas no segundo trimestre, as exportações aceleraram. Em junho, as vendas externas da China cresceram 27% na comparação anual, enquanto as exportações do setor automotivo avançaram 71,2%, alcançando 1,06 milhão de veículos.

Entre as montadoras, a BYD ampliou significativamente sua presença internacional, destinando cerca de 175 mil automóveis ao exterior no mês, volume 95% superior ao registrado um ano antes.

Segundo D’Atri, a boa aceitação dos veículos eletrificados chineses tende a consolidar uma mudança estrutural em mercados como o brasileiro, favorecendo a expansão contínua dessas marcas.

Montadoras chinesas ampliam produção no Brasil

Ao mesmo tempo em que as importações crescem, fabricantes chinesas aceleram investimentos na produção nacional.

Atualmente, pelo menos oito marcas já produzem ou anunciaram fábricas no Brasil, seja por meio de unidades próprias ou em parceria com empresas instaladas no país.

Mesmo assim, especialistas avaliam que a produção local não substituirá completamente as importações, já que a China possui mais de uma centena de fabricantes de veículos.

Desde julho, entrou em vigor a tarifa de importação de 35% para carros elétricos e híbridos. Paralelamente, o governo criou uma cota de US$ 463 milhões com isenção tarifária para veículos importados nos formatos SKD e CKD, medida que busca facilitar a instalação gradual das montadoras chinesas em território brasileiro.

Economistas avaliam que essa política faz parte da estratégia de incentivar a transição das fabricantes estrangeiras da importação para a produção nacional, fortalecendo a indústria automotiva instalada no país.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Economy

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Importações de calçados crescem e reduzem geração de empregos na indústria brasileira

O avanço das importações de calçados voltou a acender o alerta na indústria nacional. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), elaborados com base nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que o Brasil importou 25,9 milhões de pares no primeiro semestre deste ano, movimentando US$ 307 milhões. Os volumes representam crescimento de 15,9% em quantidade e de 13% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Somente em junho, as compras externas chegaram a 3 milhões de pares, com desembolso de US$ 48,1 milhões, altas de 1% em volume e 7,6% em receita frente ao mesmo mês de 2025.

Concorrência internacional afeta empregos no Brasil

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o aumento das importações ocorre em um momento delicado para a indústria brasileira, que também enfrenta retração nas exportações e maior concorrência de produtos estrangeiros.

De acordo com a entidade, parte dessa concorrência estaria relacionada a práticas consideradas desleais no comércio internacional. A associação afirma que já alertou o Governo Federal sobre os impactos da chamada importação predatória e estima que o setor deixou de gerar aproximadamente 7,8 mil empregos diretos apenas no primeiro semestre em razão do crescimento das compras externas.

Países asiáticos concentram maior parte das importações

A Ásia segue como principal fornecedora de calçados importados, respondendo por 87,2% de todos os pares adquiridos pelo Brasil no semestre.

A China lidera o ranking, com o envio de 9,7 milhões de pares ao mercado brasileiro, equivalentes a US$ 26,5 milhões. O volume cresceu 27,4%, enquanto o valor das importações aumentou 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho, foram importados 408,4 mil pares chineses, totalizando US$ 4,14 milhões.

Na segunda posição aparece o Vietnã, que exportou 6,83 milhões de pares para o Brasil entre janeiro e junho, movimentando US$ 150,57 milhões. O crescimento foi de 5,2% em volume e 17,9% em receita. No mês de junho, o país asiático embarcou 1,23 milhão de pares, com faturamento de US$ 26 milhões.

A Indonésia completa a lista dos principais fornecedores. No acumulado do semestre, foram enviados 3,68 milhões de pares, somando US$ 69,24 milhões. Apesar da alta anual, os números de junho mostraram retração nas importações provenientes do país.

Além dos calçados prontos, o Brasil também ampliou as compras de componentes para calçados, como cabedais, solas, saltos e palmilhas. As importações desses itens alcançaram US$ 26,48 milhões no semestre, crescimento de 19,4%, tendo China, Vietnã e Paraguai como principais origens.

Exportações registram forte queda no semestre

Enquanto as importações avançaram, as exportações de calçados seguiram em trajetória oposta. Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 49 milhões de pares, que renderam US$ 408,2 milhões. Na comparação anual, houve queda de 7% no volume exportado e de 17,9% na receita.

Esse desempenho contribuiu para uma redução de 55,1% na balança comercial do setor calçadista, o pior resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.

Em junho, as exportações somaram 8,1 milhões de pares e US$ 59,16 milhões. Apesar do aumento de 18,1% no volume embarcado, a receita caiu 15,7%.

Estados Unidos seguem como principal destino

Mesmo diante das dificuldades provocadas por tarifas de importação, os Estados Unidos permaneceram como o principal mercado para os calçados brasileiros.

No primeiro semestre, foram exportados 5,6 milhões de pares para o país, gerando US$ 85,25 milhões. Os resultados representam queda de 3,6% em volume e de 23,6% em faturamento em comparação ao mesmo período de 2025.

A Argentina ocupou a segunda posição entre os destinos, com 2,72 milhões de pares importados do Brasil. O mercado argentino, no entanto, apresentou forte retração, com recuos superiores a 57% tanto em quantidade quanto em receita.

Em sentido contrário, o Paraguai ajudou a reduzir parte das perdas. O país importou 4,18 milhões de pares brasileiros, registrando crescimento de 13,1% na receita, apesar da leve redução no volume embarcado.

Rio Grande do Sul lidera exportações brasileiras

Entre os estados exportadores, o Rio Grande do Sul manteve a liderança no primeiro semestre, com embarques de 17,65 milhões de pares, responsáveis por US$ 201,83 milhões em receita.

O Ceará aparece na segunda colocação, com exportações de 14 milhões de pares e faturamento de US$ 76,86 milhões, enquanto São Paulo ocupa a terceira posição, com 2,9 milhões de pares exportados e receita de US$ 41,83 milhões.

Embora esses estados permaneçam como os principais polos exportadores, todos registraram redução na receita obtida com as vendas externas ao longo do período.

FONTE: Abicalçados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Abicalçados

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Importações de soja da China: compras dos EUA caem 21% e Brasil amplia participação

As importações de soja dos Estados Unidos pela China registraram queda de 20,6% em junho na comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os embarques do Brasil cresceram 13,7%, consolidando o país como principal fornecedor da commodity para o mercado chinês.

O desempenho reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim, que influenciaram o ritmo das compras chinesas da safra norte-americana.

Tensões comerciais afetaram compras dos EUA

Segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China, o país importou 1,27 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, volume inferior às 1,6 milhão de toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Durante o período de incertezas comerciais, compradores chineses adiaram aquisições da safra norte-americana até a realização de uma cúpula entre os líderes dos dois países, em outubro. Após o encontro, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas da commodity.

Mais recentemente, um novo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, realizado em 14 e 15 de maio deste ano, abriu espaço para novas compras da safra norte-americana, mantendo o compromisso de Pequim de importar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até 2028.

Brasil amplia exportações de soja para a China

Enquanto os embarques norte-americanos perderam força, o Brasil ampliou sua participação nas exportações de soja para o mercado chinês.

Em junho, as compras da soja brasileira chegaram a 12,08 milhões de toneladas, frente às 10,62 milhões registradas no mesmo período do ano anterior, um avanço de 13,7%.

O aumento foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

Junho registra volume recorde de importações

O total de importações de soja pela China alcançou 13,55 milhões de toneladas em junho, o maior volume já registrado para o mês.

O resultado foi favorecido pelo elevado fluxo de embarques provenientes do Brasil e pela normalização do desembaraço de mercadorias nos portos do país asiático.

Acumulado do ano reforça liderança brasileira

Entre janeiro e junho, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos somaram 9,31 milhões de toneladas, representando uma queda de 42,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, os embarques brasileiros atingiram 34,75 milhões de toneladas, crescimento de 9,1%, reforçando a liderança do Brasil como principal fornecedor de soja para a China.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Importações batem recorde em junho após fim da taxa das blusinhas

As importações de pequenas encomendas registraram um novo recorde em junho, impulsionadas pelo fim da chamada taxa das blusinhas. De acordo com dados do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal, as compras realizadas em sites internacionais somaram R$ 2,6 bilhões no mês.

O resultado representa o maior volume mensal desde que a Receita passou a divulgar a série histórica com dados mensais. O montante fica atrás apenas dos acumulados bimestrais de abril e maio de 2024, que alcançaram R$ 2,69 bilhões, e de junho e julho de 2024, quando o total chegou a R$ 3,13 bilhões.

Fim da taxa impulsionou crescimento das remessas

A chamada taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024 e estabelecia a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Para produtos com valor entre US$ 50,01 e US$ 3 mil, a alíquota era de 60%.

A cobrança permaneceu em vigor até a primeira quinzena de maio deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que zerou o imposto para esse tipo de compra.

Os reflexos foram imediatos. Ainda em maio, o volume de remessas internacionais aumentou quase 30% em relação ao mês anterior. Em junho, o crescimento foi ainda maior, chegando a aproximadamente 37%.

Os números divulgados pela Receita Federal consideram exclusivamente as compras realizadas por meio do Programa Remessa Conforme.

Programa Remessa Conforme agiliza a liberação de encomendas

Criado para modernizar o controle das compras internacionais, o Remessa Conforme determina que os tributos sejam recolhidos no momento da aquisição do produto.

Com o pagamento antecipado dos impostos, a Receita Federal consegue realizar a conferência das encomendas antes da chegada ao país, reduzindo o tempo de processamento e tornando a entrega ao consumidor mais rápida.

Além do recolhimento antecipado dos tributos federais, o programa também prevê o pagamento dos impostos estaduais pelas empresas participantes.

Setor produtivo critica mudança nas regras

Embora a suspensão da taxa das blusinhas tenha sido bem recebida por consumidores, a decisão provocou reação de entidades representativas da indústria e do comércio nacional.

Organizações do setor privado divulgaram um manifesto defendendo que a medida provisória fosse devolvida pelo Congresso Nacional. Segundo as entidades, a isenção amplia a diferença de custos entre empresas instaladas no Brasil e plataformas internacionais.

No documento, as associações argumentam que companhias brasileiras precisam cumprir exigências tributárias, trabalhistas, ambientais e de defesa do consumidor, enquanto concorrentes estrangeiras operariam com uma estrutura de custos mais reduzida.

As entidades afirmam que a busca por isonomia tributária significa garantir que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras fiscais. O manifesto resume esse posicionamento com a frase: “Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também manifestou preocupação, avaliando que a retirada da cobrança pode aumentar a concorrência com empresas estrangeiras e impactar a geração de empregos e a competitividade da indústria nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Fim da taxa das blusinhas impulsiona importações em 85% e amplia pressão sobre varejo nacional

As importações internacionais realizadas por meio do Remessa Conforme registraram crescimento de 85% em apenas dois meses após o fim da chamada taxa das blusinhas, extinta em maio de 2026. Os dados são da Receita Federal e apontam um avanço significativo nas compras de produtos do exterior.

De acordo com um relatório do Citi, obtido pelo Valor Econômico, esse aumento pode gerar impactos negativos para empresas brasileiras do setor de vestuário listadas na bolsa de valores. A avaliação é de que a ampliação das compras em plataformas estrangeiras intensifica a disputa por preços e reduz a competitividade das redes nacionais.

Mudança nas regras de tributação favoreceu compras internacionais

A alteração ocorreu com a edição da Medida Provisória nº 1.357/2026, que eliminou a cobrança de 20% sobre encomendas internacionais de até US$ 50. O Congresso Nacional prorrogou a validade da medida provisória até setembro.

Para compras com valores entre US$ 50 e US$ 3.000, permanece a alíquota de 60%, com desconto fixo de US$ 30 no cálculo do imposto. As novas regras passaram a valer em 13 de maio de 2026.

Volume de importações cresce mês a mês

Os números da Receita Federal mostram uma expansão acelerada das operações pelo Remessa Conforme.

Até abril, o valor acumulado das importações era de R$ 1,4 bilhão. Em maio, esse montante avançou para R$ 1,9 bilhão. Já no encerramento de junho, o total alcançou R$ 2,6 bilhões, representando um crescimento de 36% em comparação com o mês anterior.

Concorrência com plataformas estrangeiras preocupa o mercado

Na avaliação do Citi, o cenário repete um comportamento observado em períodos anteriores, quando empresas internacionais, como a Shein, ampliaram sua presença no mercado brasileiro beneficiadas por condições tributárias mais favoráveis.

Segundo o banco, esse movimento tende a aumentar a concorrência baseada em preços, afetando principalmente as grandes redes de varejo de moda no Brasil.

Entre as empresas consideradas mais expostas ao novo cenário estão Renner, C&A e Marisa, que podem enfrentar maior pressão competitiva diante do avanço das plataformas internacionais.

Ações já refletem parte dos riscos, avalia Citi

Apesar das preocupações, o Citi destaca que parte desse risco já estaria incorporada aos preços das ações das varejistas.

Atualmente, a Renner é negociada em torno de oito vezes a relação entre o preço da ação e o lucro projetado para 2027. Já a C&A apresenta múltiplo próximo de seis vezes o mesmo indicador, sugerindo que o mercado já precificou parte dos desafios esperados para o setor.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Importações de soja da China batem recorde em junho e acirram disputa entre Brasil e EUA

As importações de soja da China atingiram um novo recorde em junho de 2026, ao somarem 13,55 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para o mês. O desempenho foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas em portos chineses.

O resultado reforça a importância do mercado chinês para o agronegócio global, especialmente para os países da América do Sul. A disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo fornecimento ao maior comprador mundial da commodity tem impacto direto sobre os preços internacionais, as estratégias de exportação e a competitividade da cadeia de oleaginosas.

Compras avançam no semestre e fortalecem mercado

Na comparação com junho de 2025, as compras chinesas cresceram 10,5%. Em relação a maio deste ano, o avanço foi de 14,9%. Com isso, o volume importado pela China no primeiro semestre de 2026 chegou a 50,15 milhões de toneladas.

Os números refletem a demanda consistente do país asiático e reforçam seu papel como principal destino da soja produzida pelos maiores exportadores mundiais.

Brasil amplia liderança como principal fornecedor

O desempenho brasileiro foi decisivo para o recorde registrado pela China. A combinação entre safra recorde, preços mais competitivos e concentração dos embarques durante a janela de exportação sul-americana garantiu ao Brasil o protagonismo nas vendas ao mercado chinês.

Esse cenário consolidou ainda mais a posição brasileira como principal fornecedor de soja para a China, ampliando sua participação em um dos mercados mais estratégicos do comércio agrícola mundial.

Estados Unidos retomam espaço na disputa

Apesar da liderança brasileira, os Estados Unidos voltaram a ganhar participação nas exportações para a China. Entre janeiro e maio, os chineses importaram 8,38 milhões de toneladas de soja norte-americana, após a retomada das compras iniciada no fim de 2025.

Além disso, as aquisições da nova safra dos EUA aumentaram depois que Pequim reafirmou o compromisso de importar 25 milhões de toneladas por ano até 2028, indicando uma competição ainda mais intensa entre os dois maiores exportadores no segundo semestre.

Reflexos para a Argentina e o mercado de derivados

Para a Argentina, os impactos estão concentrados principalmente na indústria de processamento. Como um dos maiores exportadores de farelo de soja e óleo de soja, o país pode ser beneficiado por uma demanda chinesa aquecida, que tende a sustentar os preços internacionais dos derivados.

Esse movimento também pode influenciar as margens de esmagamento, o equilíbrio entre a oferta de grãos e a capacidade industrial, além de abrir novas oportunidades para as exportações do complexo agroindustrial argentino.

Oferta elevada pode limitar valorização da soja

Embora o mercado apresente sinais positivos, especialistas apontam fatores que podem conter uma alta mais intensa dos preços. A manutenção da grande oferta brasileira, aliada ao avanço das vendas norte-americanas, tende a elevar a concorrência entre os fornecedores.

Por outro lado, uma recuperação mais forte da pecuária chinesa poderá ampliar a demanda por farelo de soja, fortalecendo as importações e oferecendo maior sustentação ao mercado internacional.

Nos próximos meses, o comportamento das compras chinesas será determinante para indicar se o mercado global permanecerá aquecido ou se a ampla disponibilidade de soja no Brasil e nos Estados Unidos limitará a valorização da commodity.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Indústria de biodiesel celebra veto à importação e destaca fortalecimento da produção nacional

A decisão do governo federal de impedir a importação de biodiesel destinado à mistura obrigatória com o diesel comercializado no país foi recebida com entusiasmo pelo setor. Para representantes da indústria, a medida demonstra confiança na capacidade da produção nacional e fortalece a cadeia de biocombustíveis.

A resolução foi aprovada nesta terça-feira (14) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Com a nova regra, apenas o biodiesel fabricado por usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá ser utilizado na composição obrigatória do combustível vendido no mercado brasileiro.

Setor vê medida como avanço para a política de biocombustíveis

Na avaliação da AliançaBiodiesel, a decisão representa um passo importante para consolidar a política nacional de biocombustíveis. A entidade afirma que o veto reconhece a capacidade da indústria instalada no país e proporciona maior previsibilidade para toda a cadeia produtiva.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o parque industrial brasileiro opera atualmente com cerca de 40% da capacidade instalada, o que demonstra potencial para ampliar a produção e atender plenamente à demanda interna.

Entidades afirmam que país tem estrutura para suprir o mercado

O presidente da Aprobio e integrante da AliançaBiodiesel, Jerônimo Goergen, afirmou que o Brasil possui infraestrutura, tecnologia e disponibilidade de matéria-prima suficientes para abastecer o mercado nacional sem depender de importações.

Segundo ele, a decisão também contribui para proteger investimentos, incentivar a expansão da produção e reforçar a segurança energética do país. Goergen ressaltou ainda que substituir a produção nacional por combustível importado enfraqueceria uma cadeia produtiva construída ao longo dos últimos anos e reconhecida internacionalmente pela qualidade e sustentabilidade.

Decisão pode estimular investimentos e inovação

Para o presidente da Abiove, André Nassar, também integrante da AliançaBiodiesel, a resolução do CNPE sinaliza que o governo considera a produção brasileira de biodiesel estratégica para a política energética nacional.

De acordo com o executivo, a medida cria um ambiente mais favorável para novos investimentos, expansão da capacidade produtiva e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor. Na avaliação de Nassar, esse cenário fortalece a agroindústria brasileira e amplia o protagonismo do país na transição energética global.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Importação de morangos bate recorde no Brasil e preocupa produtores nacionais

As importações de morangos atingiram um novo recorde no Brasil em 2025. O país comprou 42,1 mil toneladas da fruta no mercado internacional, maior volume registrado na série recente, aumentando a concorrência com a indústria nacional de derivados e acendendo um alerta entre os produtores brasileiros.

Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Brasil gastou US$ 44,7 milhões com compras externas

De acordo com o levantamento, elaborado com base nas estatísticas do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil desembolsou US$ 44,7 milhões na aquisição de morangos em 2025. O preço médio pago foi de US$ 1.062 por tonelada.

A maior parte das importações foi composta por morango congelado, responsável por aproximadamente 42 mil toneladas. Já as compras de morango preparado ou conservado totalizaram 97,8 toneladas, enquanto a importação da fruta fresca foi praticamente irrelevante, somando apenas 38 quilos durante todo o ano.

Crescimento das importações acelerou nos últimos anos

O estudo mostra que o avanço das compras externas ganhou força a partir de 2023. Entre 2016 e 2022, o volume importado variou entre 4,3 mil e 8,5 mil toneladas por ano.

Em 2023, as importações saltaram para 18,5 mil toneladas. No ano seguinte, chegaram a 34 mil toneladas e, em 2025, alcançaram o recorde histórico de 42,1 mil toneladas.

O crescimento expressivo evidencia uma mudança no mercado brasileiro de morangos, especialmente no segmento destinado ao processamento industrial.

Egito lidera exportações para o mercado brasileiro

O Egito consolidou-se como o principal fornecedor de morangos ao Brasil, respondendo por 83,4% do volume importado e por 80,3% do valor total das compras realizadas em 2025.

Na sequência aparecem a China, com participação de 12,4% do volume e 13,3% do valor negociado. Outros 12 países também exportaram morangos para o mercado brasileiro, porém em quantidades significativamente menores.

O avanço egípcio chama a atenção. Em 2018, o país africano havia enviado apenas 45,6 toneladas da fruta ao Brasil, representando somente 0,9% das importações daquele ano. Na época, China, Argentina e Chile concentravam boa parte das vendas ao mercado brasileiro.

Setor produtivo teme aumento da concorrência

Na avaliação dos técnicos do Deral, a forte entrada de morangos importados, principalmente do Egito, tem aumentado a pressão sobre os produtores nacionais.

Segundo o boletim, os preços praticados pelos produtos importados competem diretamente com os derivados de morango fabricados no Brasil, reduzindo a rentabilidade da cadeia produtiva e dificultando novos investimentos no setor.

A entidade destaca que esse cenário gera preocupação quanto à competitividade da produção nacional e ao futuro da atividade, diante do avanço contínuo das importações.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Importação de medicamentos no Brasil atinge US$ 6,5 bilhões e amplia déficit da indústria farmacêutica

O Brasil registrou um forte avanço nas importações de medicamentos, que alcançaram US$ 6,53 bilhões entre janeiro e maio, elevando o déficit da indústria farmacêutica e reforçando a dependência do país de produtos estrangeiros no setor de saúde.

O crescimento é impulsionado por fatores como o aumento da demanda por medicamentos de alto custo, o envelhecimento da população e as limitações da indústria nacional em inovação e produção em larga escala.

Alta nas importações supera crescimento geral do comércio

No acumulado do ano, as importações de medicamentos cresceram 14,4% em relação ao mesmo período de 2025, desempenho muito acima da alta de 3,2% registrada no total das importações brasileiras.

A participação do setor também vem aumentando de forma contínua: os medicamentos representaram 5,6% de todas as importações em 2026, ante 5,1% em 2025, 4,9% em 2024 e 3,9% em 2019.

No fechamento de 2025, o país importou cerca de US$ 14,2 bilhões em medicamentos, alta de 18% sobre o ano anterior, consolidando uma sequência de três anos consecutivos de crescimento de dois dígitos.

Envelhecimento populacional impulsiona demanda por remédios

Especialistas apontam o avanço da transição demográfica como um dos principais fatores por trás da expansão do mercado. A maior proporção de pessoas idosas aumenta a necessidade de tratamentos contínuos e de maior complexidade.

Dados do IBGE mostram que a população com 40 anos ou mais passou de 37,1% em 2017 para 43,9% no primeiro trimestre deste ano.

Para o setor, esse envelhecimento pressiona o sistema de saúde e amplia a demanda por medicamentos mais avançados, muitas vezes não produzidos localmente.

Segundo Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, o cenário reflete uma mudança estrutural no perfil de consumo:

“Há demanda por medicamentos mais modernos em uma população que envelhece rapidamente, mas em um país com renda per capita ainda baixa”, afirmou.

Medicamentos do SUS também aumentam pressão sobre importações

A ampliação da oferta de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também contribui para elevar a demanda, especialmente por tratamentos mais sofisticados.

De acordo com especialistas, o acesso gratuito a medicamentos é fundamental em um país com desigualdade social elevada, mas também pressiona o orçamento público e o mercado de importação.

Remédios para obesidade lideram vendas e são majoritariamente importados

Entre os cinco medicamentos mais vendidos no varejo brasileiro entre 2021 e 2025, quatro não são produzidos no país.

Os destaques são os chamados medicamentos para perda de peso, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que ocupam posições de liderança no ranking de vendas.

O único produto entre os cinco primeiros fabricado no Brasil é o Glifage XR, usado no tratamento de diabetes.

Outro medicamento relevante é o Forxiga, também voltado ao tratamento de doenças metabólicas e cardiovasculares, cujo envase é realizado no país, embora a produção completa não seja nacional.

Exportações estagnadas ampliam déficit comercial

Enquanto as importações crescem, as exportações do setor farmacêutico permanecem praticamente estagnadas.

Entre janeiro e maio, o Brasil exportou US$ 499,2 milhões em medicamentos, patamar que se mantém próximo de US$ 450 milhões a US$ 500 milhões desde 2017.

No acumulado anual, as vendas externas giram em torno de US$ 1 bilhão há uma década, evidenciando baixa competitividade internacional da indústria.

Com isso, o déficit comercial da indústria farmacêutica atingiu US$ 13,1 bilhões em 2025, acima dos US$ 11 bilhões registrados no ano anterior.

Déficit tecnológico e dependência de inovação externa

Economistas apontam que o desequilíbrio está ligado ao atraso tecnológico do setor diante da aceleração global da inovação farmacêutica após a pandemia.

Segundo Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o país enfrenta uma defasagem estrutural:

“O Brasil precisa não apenas alcançar a fronteira tecnológica, mas acelerar esse processo”, afirmou.

Fármacos biológicos ganham espaço com envelhecimento da população

O avanço da idade média da população também aumenta a demanda por biotecnologia farmacêutica, incluindo anticorpos monoclonais usados no tratamento de doenças como câncer e demência.

Esses medicamentos, no entanto, ainda têm baixa produção local, reforçando a dependência de importações de alta complexidade.

Alta tecnologia concentra maior parte das importações do setor

A indústria farmacêutica faz parte do segmento de alta tecnologia, junto com setores como eletrônicos e aeronáutica, todos historicamente deficitários no comércio exterior brasileiro.

Dados do Iedi mostram que os medicamentos representaram 34% das importações de alta tecnologia no primeiro trimestre de 2026, ante 25,9% em 2010.

Brasil depende de insumos farmacêuticos importados

Mesmo com avanços na produção de genéricos, o país ainda depende fortemente da importação de IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos).

Segundo especialistas, algumas empresas já verticalizaram parte da produção, mas a maior parte dos insumos continua sendo adquirida no exterior.

China e Índia se destacam globalmente como principais fornecedores de componentes e medicamentos acabados.

Estados Unidos lideram fornecimento ao Brasil

Entre janeiro e maio, os Estados Unidos foram responsáveis por 24% das importações brasileiras de medicamentos. Em seguida aparecem Alemanha (15%), Suíça (9%), Irlanda (8%) e Itália (7%).

Dependência externa reforça debate sobre política industrial

Especialistas defendem uma estratégia nacional coordenada para reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria farmacêutica brasileira.

Países como Estados Unidos, membros da União Europeia, além de China, Índia e Coreia do Sul, são citados como exemplos de políticas industriais ativas no setor, com foco em inovação, produção e qualificação regulatória.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Celso Doni/Valor

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Importação

MDIC abre investigação de dumping em ácido láctico importado da China

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) deu início a uma investigação por prática de dumping envolvendo as exportações de ácido láctico e seus sais originários da China com destino ao Brasil. A medida foi oficializada por meio de circular publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Investigação de dumping no comércio internacional

A apuração foi aberta pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao MDIC, após análise preliminar de indícios de dumping nas importações do produto químico.

O procedimento busca verificar se as vendas realizadas pelo país asiático ao mercado brasileiro estão ocorrendo abaixo do valor considerado justo, o que poderia caracterizar concorrência desleal no comércio exterior.

Períodos analisados pela investigação

Para embasar a investigação, a Secex estabeleceu diferentes recortes temporais de análise:

  • O período de avaliação dos indícios de dumping compreende julho de 2024 a junho de 2025;
  • Já a análise de possível dano à indústria doméstica brasileira abrange um intervalo mais amplo, de julho de 2020 a junho de 2025.

Esses períodos serão utilizados para verificar tanto a existência da prática quanto os possíveis impactos sobre o setor produtivo nacional.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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