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Importação de morangos bate recorde no Brasil e preocupa produtores nacionais

As importações de morangos atingiram um novo recorde no Brasil em 2025. O país comprou 42,1 mil toneladas da fruta no mercado internacional, maior volume registrado na série recente, aumentando a concorrência com a indústria nacional de derivados e acendendo um alerta entre os produtores brasileiros.

Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Brasil gastou US$ 44,7 milhões com compras externas

De acordo com o levantamento, elaborado com base nas estatísticas do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil desembolsou US$ 44,7 milhões na aquisição de morangos em 2025. O preço médio pago foi de US$ 1.062 por tonelada.

A maior parte das importações foi composta por morango congelado, responsável por aproximadamente 42 mil toneladas. Já as compras de morango preparado ou conservado totalizaram 97,8 toneladas, enquanto a importação da fruta fresca foi praticamente irrelevante, somando apenas 38 quilos durante todo o ano.

Crescimento das importações acelerou nos últimos anos

O estudo mostra que o avanço das compras externas ganhou força a partir de 2023. Entre 2016 e 2022, o volume importado variou entre 4,3 mil e 8,5 mil toneladas por ano.

Em 2023, as importações saltaram para 18,5 mil toneladas. No ano seguinte, chegaram a 34 mil toneladas e, em 2025, alcançaram o recorde histórico de 42,1 mil toneladas.

O crescimento expressivo evidencia uma mudança no mercado brasileiro de morangos, especialmente no segmento destinado ao processamento industrial.

Egito lidera exportações para o mercado brasileiro

O Egito consolidou-se como o principal fornecedor de morangos ao Brasil, respondendo por 83,4% do volume importado e por 80,3% do valor total das compras realizadas em 2025.

Na sequência aparecem a China, com participação de 12,4% do volume e 13,3% do valor negociado. Outros 12 países também exportaram morangos para o mercado brasileiro, porém em quantidades significativamente menores.

O avanço egípcio chama a atenção. Em 2018, o país africano havia enviado apenas 45,6 toneladas da fruta ao Brasil, representando somente 0,9% das importações daquele ano. Na época, China, Argentina e Chile concentravam boa parte das vendas ao mercado brasileiro.

Setor produtivo teme aumento da concorrência

Na avaliação dos técnicos do Deral, a forte entrada de morangos importados, principalmente do Egito, tem aumentado a pressão sobre os produtores nacionais.

Segundo o boletim, os preços praticados pelos produtos importados competem diretamente com os derivados de morango fabricados no Brasil, reduzindo a rentabilidade da cadeia produtiva e dificultando novos investimentos no setor.

A entidade destaca que esse cenário gera preocupação quanto à competitividade da produção nacional e ao futuro da atividade, diante do avanço contínuo das importações.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Importação de medicamentos no Brasil atinge US$ 6,5 bilhões e amplia déficit da indústria farmacêutica

O Brasil registrou um forte avanço nas importações de medicamentos, que alcançaram US$ 6,53 bilhões entre janeiro e maio, elevando o déficit da indústria farmacêutica e reforçando a dependência do país de produtos estrangeiros no setor de saúde.

O crescimento é impulsionado por fatores como o aumento da demanda por medicamentos de alto custo, o envelhecimento da população e as limitações da indústria nacional em inovação e produção em larga escala.

Alta nas importações supera crescimento geral do comércio

No acumulado do ano, as importações de medicamentos cresceram 14,4% em relação ao mesmo período de 2025, desempenho muito acima da alta de 3,2% registrada no total das importações brasileiras.

A participação do setor também vem aumentando de forma contínua: os medicamentos representaram 5,6% de todas as importações em 2026, ante 5,1% em 2025, 4,9% em 2024 e 3,9% em 2019.

No fechamento de 2025, o país importou cerca de US$ 14,2 bilhões em medicamentos, alta de 18% sobre o ano anterior, consolidando uma sequência de três anos consecutivos de crescimento de dois dígitos.

Envelhecimento populacional impulsiona demanda por remédios

Especialistas apontam o avanço da transição demográfica como um dos principais fatores por trás da expansão do mercado. A maior proporção de pessoas idosas aumenta a necessidade de tratamentos contínuos e de maior complexidade.

Dados do IBGE mostram que a população com 40 anos ou mais passou de 37,1% em 2017 para 43,9% no primeiro trimestre deste ano.

Para o setor, esse envelhecimento pressiona o sistema de saúde e amplia a demanda por medicamentos mais avançados, muitas vezes não produzidos localmente.

Segundo Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, o cenário reflete uma mudança estrutural no perfil de consumo:

“Há demanda por medicamentos mais modernos em uma população que envelhece rapidamente, mas em um país com renda per capita ainda baixa”, afirmou.

Medicamentos do SUS também aumentam pressão sobre importações

A ampliação da oferta de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também contribui para elevar a demanda, especialmente por tratamentos mais sofisticados.

De acordo com especialistas, o acesso gratuito a medicamentos é fundamental em um país com desigualdade social elevada, mas também pressiona o orçamento público e o mercado de importação.

Remédios para obesidade lideram vendas e são majoritariamente importados

Entre os cinco medicamentos mais vendidos no varejo brasileiro entre 2021 e 2025, quatro não são produzidos no país.

Os destaques são os chamados medicamentos para perda de peso, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que ocupam posições de liderança no ranking de vendas.

O único produto entre os cinco primeiros fabricado no Brasil é o Glifage XR, usado no tratamento de diabetes.

Outro medicamento relevante é o Forxiga, também voltado ao tratamento de doenças metabólicas e cardiovasculares, cujo envase é realizado no país, embora a produção completa não seja nacional.

Exportações estagnadas ampliam déficit comercial

Enquanto as importações crescem, as exportações do setor farmacêutico permanecem praticamente estagnadas.

Entre janeiro e maio, o Brasil exportou US$ 499,2 milhões em medicamentos, patamar que se mantém próximo de US$ 450 milhões a US$ 500 milhões desde 2017.

No acumulado anual, as vendas externas giram em torno de US$ 1 bilhão há uma década, evidenciando baixa competitividade internacional da indústria.

Com isso, o déficit comercial da indústria farmacêutica atingiu US$ 13,1 bilhões em 2025, acima dos US$ 11 bilhões registrados no ano anterior.

Déficit tecnológico e dependência de inovação externa

Economistas apontam que o desequilíbrio está ligado ao atraso tecnológico do setor diante da aceleração global da inovação farmacêutica após a pandemia.

Segundo Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o país enfrenta uma defasagem estrutural:

“O Brasil precisa não apenas alcançar a fronteira tecnológica, mas acelerar esse processo”, afirmou.

Fármacos biológicos ganham espaço com envelhecimento da população

O avanço da idade média da população também aumenta a demanda por biotecnologia farmacêutica, incluindo anticorpos monoclonais usados no tratamento de doenças como câncer e demência.

Esses medicamentos, no entanto, ainda têm baixa produção local, reforçando a dependência de importações de alta complexidade.

Alta tecnologia concentra maior parte das importações do setor

A indústria farmacêutica faz parte do segmento de alta tecnologia, junto com setores como eletrônicos e aeronáutica, todos historicamente deficitários no comércio exterior brasileiro.

Dados do Iedi mostram que os medicamentos representaram 34% das importações de alta tecnologia no primeiro trimestre de 2026, ante 25,9% em 2010.

Brasil depende de insumos farmacêuticos importados

Mesmo com avanços na produção de genéricos, o país ainda depende fortemente da importação de IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos).

Segundo especialistas, algumas empresas já verticalizaram parte da produção, mas a maior parte dos insumos continua sendo adquirida no exterior.

China e Índia se destacam globalmente como principais fornecedores de componentes e medicamentos acabados.

Estados Unidos lideram fornecimento ao Brasil

Entre janeiro e maio, os Estados Unidos foram responsáveis por 24% das importações brasileiras de medicamentos. Em seguida aparecem Alemanha (15%), Suíça (9%), Irlanda (8%) e Itália (7%).

Dependência externa reforça debate sobre política industrial

Especialistas defendem uma estratégia nacional coordenada para reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria farmacêutica brasileira.

Países como Estados Unidos, membros da União Europeia, além de China, Índia e Coreia do Sul, são citados como exemplos de políticas industriais ativas no setor, com foco em inovação, produção e qualificação regulatória.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Celso Doni/Valor

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MDIC abre investigação de dumping em ácido láctico importado da China

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) deu início a uma investigação por prática de dumping envolvendo as exportações de ácido láctico e seus sais originários da China com destino ao Brasil. A medida foi oficializada por meio de circular publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Investigação de dumping no comércio internacional

A apuração foi aberta pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao MDIC, após análise preliminar de indícios de dumping nas importações do produto químico.

O procedimento busca verificar se as vendas realizadas pelo país asiático ao mercado brasileiro estão ocorrendo abaixo do valor considerado justo, o que poderia caracterizar concorrência desleal no comércio exterior.

Períodos analisados pela investigação

Para embasar a investigação, a Secex estabeleceu diferentes recortes temporais de análise:

  • O período de avaliação dos indícios de dumping compreende julho de 2024 a junho de 2025;
  • Já a análise de possível dano à indústria doméstica brasileira abrange um intervalo mais amplo, de julho de 2020 a junho de 2025.

Esses períodos serão utilizados para verificar tanto a existência da prática quanto os possíveis impactos sobre o setor produtivo nacional.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Importações de aço caem 17% com medidas de defesa comercial e setor produtivo registra novos movimentos

As importações de aço no Brasil apresentaram forte retração nos cinco primeiros meses de 2026. O país importou 2,4 milhões de toneladas de produtos laminados e semiacabados, volume 17% menor em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A redução está diretamente ligada às medidas de defesa comercial adotadas pelo governo federal, entre elas a aplicação de direitos antidumping sobre produtos provenientes da China e da Índia, implementadas entre janeiro e fevereiro. As ações buscam proteger a indústria siderúrgica nacional diante da concorrência internacional.

Castanha de baru do Cerrado Mineiro chega à Europa pela primeira vez

A castanha de baru produzida no Cerrado de Minas Gerais alcançou um novo mercado internacional. A Cooperativa Regional de Base na Agricultura Familiar e Extrativismo (Copabase) realizou a primeira exportação direta de 200 quilos do produto para a Áustria.

O embarque ocorreu em junho de 2026, poucas semanas após uma remessa de 800 quilos destinada a Dubai. A operação foi possível graças à autorização para comercialização no mercado europeu, concedida em julho de 2025.

De acordo com representantes da cooperativa e do Sebrae Minas, a iniciativa faz parte de uma estratégia de expansão internacional de longo prazo. O principal desafio, no entanto, continua sendo ampliar a produção artesanal para atender à crescente demanda antes da safra 2026/27.

Juros elevados e Copa do Mundo reduzem ritmo do setor moveleiro em Minas Gerais

A indústria de móveis em Minas Gerais registrou desempenho abaixo do esperado entre janeiro e maio de 2026. Segundo o Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas Gerais, o cenário foi impactado principalmente pelas altas taxas de juros e pelos efeitos da Copa do Mundo, que reduziram o consumo e dificultaram o acesso ao crédito.

O elevado custo dos financiamentos também limitou investimentos em expansão por parte das empresas durante o primeiro semestre. Apesar do momento de desaceleração, a expectativa da entidade é de recuperação gradual da atividade a partir de agosto de 2026.

FONTE: Itatiaia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação Instituto Aço Brasil

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Importação de polietilenos ganha impulso com nova rota de cabotagem entre Manaus e Itapoá

O anúncio da nova rota expressa de cabotagem ligando Manaus (AM) a Itapoá (SC), realizado pela Aliança Navegação e Logística, reacendeu as discussões sobre o avanço das importações de polietilenos no Brasil. A iniciativa amplia a integração entre duas regiões estratégicas e promete aumentar a eficiência no transporte de resinas destinadas aos principais polos consumidores do país.

Com a nova conexão, a movimentação de cargas entre o Norte, Sul e Sudeste tende a ganhar mais agilidade, fortalecendo um corredor que já desempenha papel relevante na cadeia de distribuição de matérias-primas petroquímicas.

Manaus se consolida como porta de entrada para resinas importadas

Nos últimos anos, Manaus ampliou sua importância como centro de recebimento de polietilenos importados, especialmente provenientes dos Estados Unidos. Após passarem por operações na região, parte desses produtos segue para os mercados consumidores do Sul e Sudeste.

Esse fluxo é favorecido pelas condições tributárias associadas à Zona Franca de Manaus, fator que contribui para aumentar a competitividade das resinas importadas no mercado nacional.

Indústria petroquímica brasileira enfrenta pressão competitiva

O avanço da logística para produtos importados representa um novo desafio para a indústria petroquímica brasileira. Empresas nacionais, como a Braskem, já convivem com a concorrência de fabricantes norte-americanos que utilizam etano derivado do shale gas, matéria-prima considerada mais competitiva em termos de custo quando comparada à nafta empregada no Brasil.

Além da diferença nos custos de produção, o setor nacional também disputa espaço com resinas que chegam ao país beneficiadas por condições tributárias específicas e, agora, por uma estrutura logística mais eficiente.

Debate envolve logística, tributação e política industrial

A criação da rota Manaus–Itapoá evidencia como temas ligados à logística, tributação e política industrial estão cada vez mais interligados no cenário econômico brasileiro.

Mais do que uma mudança operacional no transporte de cargas, a nova ligação reforça a discussão sobre a competitividade entre a produção nacional e os produtos importados, em um momento considerado estratégico para o futuro da petroquímica brasileira e do mercado de resinas plásticas no país.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Brasil mantém isenção tarifária para principais produtos importados dos Estados Unidos

Mesmo diante das críticas dos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais, o Brasil não aplica tarifas adicionais sobre os dez principais produtos importados do mercado norte-americano em 2026.

A discussão ganhou força após a conclusão de uma investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), que recomendou a imposição de uma nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros. O processo, iniciado em 2025, teve como argumento inicial a alegação de que o Brasil adotaria medidas protecionistas capazes de limitar o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado nacional.

Na época, integrantes da gestão de Donald Trump também sustentavam que os Estados Unidos registravam déficit comercial na relação com o Brasil. No entanto, dados do comércio bilateral mostram que o saldo tem sido desfavorável ao lado brasileiro desde 2009. Além disso, os produtos mais importados dos EUA entram no país sem cobrança de tarifas adicionais.

Por outro lado, os Estados Unidos mantêm tarifas sobre quatro dos dez principais produtos brasileiros adquiridos pelo mercado norte-americano.

Estudo analisou principais produtos da balança comercial Brasil-EUA

O levantamento realizado pelo Poder360 avaliou os 20 produtos com maior relevância na balança comercial Brasil-EUA. A análise considerou os dez itens mais importados pelo Brasil e os dez mais comprados pelos Estados Unidos entre janeiro e maio de 2026.

As informações utilizadas têm como base dados da USITC (Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos) e da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, sistema que estabelece regras tarifárias padronizadas para os países integrantes do bloco econômico.

Governo dos EUA altera foco das justificativas

O relatório final divulgado pelo USTR apresentou uma mudança significativa em relação às alegações iniciais da investigação. Em julho de 2025, o governo norte-americano apontava o suposto protecionismo brasileiro e barreiras tarifárias como principais motivos para a apuração.

Já no documento mais recente, as justificativas passaram a concentrar-se em temas como alegações relacionadas ao uso de trabalho forçado, impactos do Pix, regulamentação das redes sociais e ações consideradas insuficientes no combate ao desmatamento.

As referências a protecionismo e déficit comercial deixaram de ocupar posição central no relatório. Entre os poucos aspectos tarifários mencionados estão os acordos comerciais com Índia e México, que oferecem condições preferenciais de importação e, segundo a avaliação norte-americana, poderiam prejudicar exportadores dos EUA. Também foi citada a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil sobre o etanol importado.

Especialista vê estratégia de negociação na postura norte-americana

Para o ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, a mudança de discurso atende a interesses estratégicos dos Estados Unidos. Segundo ele, mesmo diante do déficit brasileiro na relação comercial, Washington pode utilizar determinadas narrativas para ampliar sua capacidade de negociação em setores considerados prioritários.

Barral afirma que existe uma diferença entre a necessidade de avanços estruturais na economia brasileira e as críticas feitas pelos EUA no âmbito bilateral. Na avaliação do especialista, a acusação de protecionismo costuma ser utilizada de forma seletiva para fortalecer posições de negociação.

O economista destaca ainda que a comparação entre países não deve ser feita apenas com base nas tarifas nominais. Segundo ele, os Estados Unidos também adotam mecanismos de proteção em áreas consideradas sensíveis, utilizando instrumentos regulatórios, exigências de segurança nacional e políticas setoriais específicas.

Para Barral, a análise da política comercial internacional deve considerar o conjunto de ferramentas utilizadas por cada país, e não apenas os percentuais de tarifas aplicados sobre produtos importados.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Importações de dispositivos médicos ultrapassam US$ 11 bilhões e evidenciam desafios da indústria nacional

As importações de dispositivos médicos no Brasil devem superar a marca de US$ 11 bilhões em 2025, conforme aponta o Relatório Setorial 2026 da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo). O resultado reforça a crescente dependência do mercado nacional por equipamentos desenvolvidos no exterior e acende um alerta para os desafios enfrentados pela indústria brasileira.

De acordo com a entidade, o avanço das compras internacionais não está relacionado apenas às oscilações cambiais. O cenário também reflete limitações estruturais da produção nacional, especialmente em segmentos que exigem maior nível de inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Produção local atende apenas parte da demanda do mercado

Atualmente, a indústria brasileira é responsável por cerca de 35% do consumo aparente de equipamentos médicos no país. Enquanto isso, hospitais, clínicas e instituições de saúde seguem ampliando investimentos em tecnologias voltadas para diagnóstico, monitoramento de pacientes, digitalização de processos e sistemas de suporte à vida.

O aumento da procura por soluções mais avançadas tem ocorrido em ritmo superior à capacidade da indústria nacional de fornecer equipamentos de alta complexidade, ampliando a participação dos produtos importados no setor.

Reorganização global das cadeias produtivas impacta o setor

Outro fator apontado pela Abimo é a transformação das cadeias globais de produção após a pandemia de Covid-19. Nos últimos anos, diversas economias desenvolvidas passaram a adotar estratégias para fortalecer a fabricação doméstica de itens considerados estratégicos, incluindo produtos para a área da saúde e semicondutores.

Esse movimento tem intensificado a concorrência internacional e aumentado os desafios para países que buscam expandir sua presença na produção de tecnologias médicas avançadas.

Competitividade depende de produtividade e inovação

Segundo dados da associação, a produtividade da indústria brasileira de dispositivos médicos alcançou aproximadamente R$ 354 mil por trabalhador formal em 2025. Apesar do avanço, representantes do setor defendem medidas que estimulem ganhos de escala, inovação e fortalecimento da capacidade tecnológica nacional.

Para Márcio Bósio, diretor institucional da Abimo, a competitividade da indústria de saúde envolve uma série de fatores que vão além da taxa de câmbio.

“A discussão sobre competitividade na saúde vai muito além do câmbio. Hoje envolve produtividade, escala industrial, inovação e capacidade tecnológica”, destacou.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Folhapress

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Importação de alimentos para a China passa a seguir novas regras de registro e controle sanitário

Entrou em vigor nesta segunda-feira (1º) o Decreto nº 280 da Administração Geral de Alfândegas da China (GAC), estabelecendo novas regras para o registro de empresas estrangeiras que exportam alimentos ao país asiático. A norma substitui o Decreto nº 248, vigente desde 2021, e redefine os procedimentos relacionados ao cadastro, renovação e controle aduaneiro de produtos alimentícios importados.

As mudanças fazem parte de uma atualização do sistema regulatório chinês e impactam diretamente empresas que fornecem alimentos para um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Sistema passa a adotar avaliação baseada em risco

Entre as principais novidades está a implementação de um modelo de registro fundamentado na análise de risco sanitário. O novo regulamento também altera os critérios de renovação cadastral, cria uma modalidade de registro coletivo e amplia o alcance das exigências para incluir instalações estrangeiras de armazenamento refrigerado.

Além disso, a China passa a exigir informações adicionais nas declarações aduaneiras de alimentos importados, reforçando os mecanismos de rastreabilidade e controle sanitário.

Quais setores serão impactados

As novas exigências atingem exportadores de diversas categorias consideradas sensíveis pelas autoridades chinesas. Entre os produtos abrangidos estão:

  • Carnes e derivados;
  • Produtos lácteos;
  • Ovos e derivados;
  • Produtos aquáticos;
  • Mel e produtos apícolas;
  • Óleos vegetais comestíveis;
  • Frutas secas;
  • Nozes e sementes;
  • Vegetais desidratados;
  • Alimentos para fins especiais.

Esses segmentos permanecem sujeitos ao monitoramento sanitário rigoroso exigido pela legislação chinesa.

Alguns produtos agrícolas ficam fora da nova regra

Enquanto amplia o controle sobre determinados alimentos, o Decreto nº 280 deixa de incluir algumas categorias de produtos agrícolas primários.

Entre os itens excluídos estão vegetais frescos, sementes oleaginosas, café verde, cacau não torrado e feijões secos. Esses produtos passaram a ser regulamentados por uma norma específica publicada pelo GAC em 2025.

Os registros emitidos anteriormente sob o Decreto nº 248 continuam válidos e não precisam ser refeitos pelos exportadores.

Armazéns refrigerados passam a exigir registro

Uma das alterações de maior impacto envolve as instalações estrangeiras de armazenamento a frio utilizadas para conservar alimentos de origem animal terrestre e produtos aquáticos antes do embarque para a China.

A partir de agora, esses estabelecimentos também deverão possuir registro junto às autoridades chinesas, ampliando o controle sobre toda a cadeia logística da exportação.

Registro obrigatório para categorias de maior risco

O novo regulamento mantém a exigência de recomendação oficial para 17 categorias consideradas de alto risco sanitário.

Nesse grupo estão produtos como carnes, lácteos, ovos, alimentos dietéticos especiais, óleos comestíveis, frutas secas e vegetais desidratados.

Para obter o registro, as empresas precisam apresentar relatório de inspeção e carta de recomendação emitidos pela autoridade competente do país de origem. Após essa etapa, a solicitação pode ser encaminhada ao GAC.

Já os fabricantes de alimentos enquadrados em categorias de menor risco poderão realizar a chamada autoaplicação, registrando-se diretamente no sistema eletrônico CIFER mediante envio da documentação exigida.

Renovação automática será regra para a maioria das empresas

Outra mudança relevante diz respeito à validade dos registros. O Decreto nº 280 estabelece que a maioria dos cadastros terá renovação automática ao final do período de cinco anos.

Caso não existam restrições regulatórias, o registro será prorrogado automaticamente por mais cinco anos, reduzindo a necessidade de novos processos administrativos.

No entanto, a medida não se aplica aos produtores de carne e derivados nem aos fabricantes de ninhos de pássaros comestíveis e seus produtos. Nesses casos, continuará sendo necessário solicitar a renovação formal entre três e doze meses antes do vencimento do registro.

Empresas que estejam sob processo de correção por não conformidade, tenham registros suspensos ou estejam localizadas em países sujeitos a restrições de importação também não poderão usufruir da renovação automática.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cheng Xin/Getty Images

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Mercosul e União Europeia: Receita atualiza regras de importação no Siscomex

A Receita Federal anunciou alterações nos anexos da Notícia Siscomex Importação nº 35/2026, relacionada à implementação do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia.

As mudanças envolvem documentos utilizados no registro de operações de importação por meio da Declaração de Importação (DI) no Siscomex.

Atualização envolve códigos NCM e EX tarifários

De acordo com o comunicado oficial, foram revisados os anexos que tratam da lista de NCMs aplicáveis ao acordo comercial firmado entre os dois blocos econômicos.

Também houve atualização na planilha de códigos EX vinculados às NCMs, utilizada em operações específicas de comércio exterior.

As alterações têm como objetivo ajustar informações técnicas e consolidar dados encaminhados pelos órgãos responsáveis pela implementação do acordo.

Operadores devem observar novas versões dos anexos

A Receita Federal orienta que importadores, despachantes aduaneiros e demais operadores de comércio exterior utilizem obrigatoriamente as versões atualizadas dos documentos.

A recomendação vale para registros realizados no Siscomex Importação, incluindo processos de Licença de Importação (LI) e Declaração de Importação (DI).

O órgão destaca ainda a importância da correta indicação dos códigos EX associados às NCMs contempladas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia.

Demais regras permanecem inalteradas

Segundo a Receita Federal, as demais disposições previstas na Notícia Siscomex Importação nº 35/2026 continuam válidas e sem modificações.

O Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia foi internalizado no Brasil por meio do Decreto nº 12.953, publicado em 28 de abril de 2026.

A expectativa do governo é que o acordo contribua para ampliar o fluxo comercial entre os países membros, reduzir barreiras tarifárias e fortalecer as operações de importação e exportação.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Sebrae de Notícias

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Receita Federal atualiza Portal Compras Internacionais com novas regras para compras do exterior

A Receita Federal promoveu uma atualização no Portal Compras Internacionais após as mudanças recentes na tributação de encomendas vindas do exterior. A principal novidade envolve a reformulação da Calculadora de Impostos, que agora aplica automaticamente as regras em vigor para compras internacionais.

Nova calculadora já considera benefícios e descontos

Com a atualização, consumidores que realizam compras internacionais passam a contar com cálculos mais precisos e automáticos no sistema. Entre as mudanças implementadas estão:

  • Alíquota zero para compras de até US$ 50;
  • Desconto de US$ 30 para encomendas acima desse valor;
  • ✅ Inclusão automática do cálculo do ICMS.

A medida busca facilitar a compreensão dos tributos cobrados em importações feitas por pessoas físicas.

Portal reúne orientações sobre tributação e Remessa Conforme

Além da nova calculadora, o Portal Compras Internacionais recebeu uma reformulação completa nas áreas informativas. O ambiente agora oferece conteúdos atualizados sobre tributação de importações, funcionamento do programa Remessa Conforme, simulação de impostos e respostas para dúvidas frequentes dos usuários.

Segundo a Receita Federal, o objetivo é tornar o processo de compra internacional mais transparente e acessível aos consumidores brasileiros.

Receita Federal anuncia novas ferramentas digitais

Entre os próximos recursos previstos para a plataforma estão um vídeo explicativo sobre as regras de importação, ampliação da seção de perguntas frequentes (FAQ) e a criação de um chatbot com inteligência artificial para atendimento ao público.

Os cidadãos já podem acessar o portal atualizado e conferir todas as mudanças relacionadas às novas regras para encomendas internacionais.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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