Inovação

DR Aromas & Ingredientes: de 100 anos de história à inovação com inteligência artificial

Da logística feita com carroças e trens ao uso de inteligência artificial na análise sensorial. A trajetória da DR Aromas & Ingredientes reúne tradição, expansão internacional e investimento em tecnologia, em uma história que acompanha a evolução da indústria catarinense.

A empresa, que surgiu em Jaraguá do Sul, foi destaque no Espaço Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), onde apresentou parte de sua trajetória e as estratégias adotadas para acompanhar as transformações do mercado.

Uma empresa catarinense com atuação internacional

Ao longo de um século, a DR Aromas & Ingredientes ampliou sua presença e passou a atuar em oito países. Atualmente, a companhia conta com seis centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), além de um centro de inovação e logística na Europa.

A multinacional também mantém escritórios comerciais em mercados estratégicos, incluindo Estados Unidos, China e Polônia. Seus produtos chegam a mais de 70 países.

Para sustentar a estratégia de crescimento e desenvolvimento de novos produtos, a empresa direciona cerca de 5% da receita anual para P&D e inovação.

Inovação acompanha as mudanças no consumo

A aposta em tecnologia e inovação está entre as prioridades da companhia. Segundo Leonardo Zipf, presidente do conselho de administração da DR Aromas & Ingredientes, acompanhar as mudanças nos hábitos alimentares e no comportamento dos consumidores é fundamental para antecipar tendências.

“Em 100 anos, aprendemos que não podemos focar na crise e deixar que o pessimismo nos contamine. O otimismo e a visão de longo prazo são o maior diferencial de um empreendedor. Para nós, 100 anos é só o começo”, afirma Zipf.

O executivo destaca que novas tecnologias e transformações nos padrões de consumo vêm influenciando diretamente o mercado de alimentos. Nesse cenário, a empresa busca desenvolver soluções capazes de responder às novas demandas e contribuir para a evolução do setor.

Inteligência artificial e pesquisa para o futuro

Entre as frentes de desenvolvimento está o uso de inteligência artificial aplicada à análise sensorial, recurso que representa uma nova etapa na busca por soluções tecnológicas para a indústria de alimentos.

A estratégia da DR Aromas & Ingredientes envolve ainda o desenvolvimento contínuo de produtos e processos voltados à indústria de alimentos, com atenção às tendências que podem transformar o mercado nos próximos anos.

O SENAI/SC está entre os parceiros da empresa em projetos voltados à inovação, contribuindo para o desenvolvimento de novas soluções e tecnologias.

A história apresentada no Espaço Indústria mostra, assim, como uma empresa criada em Santa Catarina no início do século passado passou da distribuição de óleos essenciais por carroças e trens para uma operação internacional baseada em pesquisa, inovação e tecnologia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Inovação

WEG inaugura Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na China para impulsionar inovação global

A gigante brasileira WEG deu um novo passo em sua trajetória de expansão tecnológica. No dia de seu aniversário de 65 anos, celebrado em uma quarta-feira (16), a companhia inaugurou oficialmente um Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na cidade de Wuxi, localizada na província de Jiangsu, na China. O espaço chega para fortalecer o polo fabril que a multinacional já mantém no território chinês.

O principal propósito da nova estrutura é acelerar o desenvolvimento e a chegada de tecnologias de ponta ao portfólio global da marca. Para isso, o local conta inicialmente com um moderno laboratório de testes com 900 metros quadrados, totalmente equipado para projetos, pesquisas e validação rigorosa de componentes.

Estrutura e foco em alta tecnologia

Projetado para atender aos mais exigentes padrões globais, o laboratório dará suporte direto a áreas cruciais como engenharia de confiabilidade, homologação de parceiros, conformidade com normas internacionais e ensaios validados por clientes.

De acordo com o Vice-Presidente de Tecnologia da WEG, Carlos Grillo, a unidade consolida um investimento estratégico voltado para a criação de soluções de próxima geração. O foco abrange frentes vitais da indústria 4.0, incluindo:

  • Motores elétricos de alta velocidade e modelos de ímãs permanentes de baixa e média tensão;
  • Eletrônica de potência, automação industrial e robótica avançada;
  • Sistemas de acionamento com arquiteturas integradas e soluções digitais inovadoras.

Segundo o executivo, o polo tecnológico funcionará como uma ponte para integrar fornecedores locais e conectar a companhia ao acelerado ecossistema de inovação chinês, alinhando-se à meta global de internacionalização tecnológica da empresa.

Integração com o ecossistema tecnológico asiático

Concebido como um ambiente multidisciplinar, o Centro de P&D em Wuxi nasce integrado às principais demandas do mercado asiático. A estrutura funcionará como um elo de proximidade entre a WEG, universidades locais, startups, fornecedores e clientes, fortalecendo a presença da marca em um dos mercados mais dinâmicos do mundo.

A história da WEG na China começou a ser escrita em 2004, com a aquisição de sua primeira fábrica em Nantong. Duas décadas depois, a operação no país asiático expandiu-se expressivamente, contando hoje com seis parques fabris e uma força de trabalho de aproximadamente três mil colaboradores.

FONTE: Noticenter
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Noticenter

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Inovação

MPor atualiza diretrizes para inovação, sustentabilidade e governança em portos e aeroportos

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) deu um novo passo na modernização dos setores portuário e aeroportuário. Três portarias que estabelecem novas diretrizes para sustentabilidade, pesquisa e inovação portuária e governança das empresas estatais vinculadas à pasta foram assinadas nesta semana.

As medidas atualizam a Política de Sustentabilidade do Ministério, instituem a Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I-Portos) e criam o Programa Impulsiona, voltado ao aprimoramento da supervisão e da integração das empresas estatais.

Segundo o MPor, o conjunto de iniciativas pretende criar mecanismos permanentes de planejamento, acompanhamento de resultados e estímulo à inovação, além de aproximar a atuação das empresas públicas das políticas definidas para os setores de portos e aeroportos.

Sustentabilidade ganha novas diretrizes

A atualização da Política de Sustentabilidade estabelece uma estrutura permanente para o planejamento e o monitoramento das ações ambientais desenvolvidas pelo setor. Entre as possibilidades previstas está a definição anual de compromissos relacionados a temas como descarbonização, água de lastro, qualidade do ar e controle da poluição sonora.

Outro instrumento que passa por aprimoramento é o Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa de adesão voluntária destinada às organizações dos setores portuário e aeroportuário. No segmento de aeroportos, o padrão internacional Airport Carbon Accreditation (ACA) passa a ser reconhecido como referência para comprovação de avanços na gestão das emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com o Ministério, a mudança busca dar maior previsibilidade aos processos e criar parâmetros mais consistentes para acompanhar a evolução das práticas ambientais.

Política nacional pretende fortalecer inovação nos portos

A PD&I-Portos cria um referencial nacional para orientar e coordenar ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação na atividade portuária. Entre os instrumentos previstos estão o Programa InovaPortos e os Hubs de Inovação Portuária, com a proposta de ampliar a conexão entre portos, universidades, startups, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa.

A intenção é transformar conhecimento e novas tecnologias em soluções aplicáveis aos desafios enfrentados diariamente nas operações portuárias. A política foi desenvolvida a partir das discussões do Programa Navegue Simples e busca dar continuidade e escala a iniciativas de inovação que, atualmente, podem ser conduzidas de maneira isolada.

Para o MPor, a nova estrutura deverá contribuir para consolidar a inovação como uma atividade permanente no setor portuário brasileiro.

Programa Impulsiona amplia integração entre estatais

O terceiro eixo das medidas anunciadas pelo Ministério é o Programa Impulsiona, criado para fortalecer a supervisão ministerial das empresas estatais vinculadas ao MPor. Entre as empresas abrangidas estão a Infraero, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as Companhias Docas.

Coordenado pela Secretaria-Executiva, o programa deverá reunir informações, diagnósticos e dados estratégicos das empresas para apoiar o planejamento e identificar oportunidades de cooperação e melhoria de eficiência. A proposta também prevê maior alinhamento entre os planejamentos estratégicos das estatais e as políticas públicas estabelecidas pelo Ministério, preservando a autonomia administrativa e operacional de cada companhia.

Com uma estrutura integrada de coordenação, o Impulsiona pretende reduzir a dispersão de informações e ampliar a troca de experiências entre as empresas.

Modernização combina ESG, tecnologia e gestão

As três portarias assinadas pelo MPor estruturam uma agenda que reúne sustentabilidade, inovação, pesquisa e governança como elementos da modernização dos setores portuário e aeroportuário.

A expectativa do Ministério é que os novos instrumentos contribuam para uma gestão mais integrada e orientada por planejamento, acompanhamento de resultados e adaptação às transformações tecnológicas e ambientais que impactam a logística brasileira.

As medidas também reforçam a intenção de transformar iniciativas de inovação, práticas ambientais e mecanismos de governança em políticas permanentes, incorporadas à gestão dos setores de portos e aeroportos.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Feita por IA

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Inovação

SENAI/SC leva inovação, tecnologia e geração de negócios ao Startup Summit 2026

O SENAI/SC participa do Startup Summit 2026, em Florianópolis, com uma agenda voltada à integração entre indústria, startups, tecnologia, pesquisa aplicada e novos negócios. Entre os dias 26 e 28 de agosto, o Estande SENAI receberá 12 atividades, entre palestras, painéis e apresentações de cases.

A programação abordará temas que estão transformando o setor produtivo, como smart factory, tecnologias espaciais, Physical AI, manufatura 4.0, inteligência artificial e inovação aberta.

Startups e indústria no centro dos debates

Um dos principais destaques da agenda será o painel “Startups precisam da indústria. A indústria precisa das startups?”. O encontro vai discutir como empresas industriais e startups podem atuar em conjunto para desenvolver soluções, acelerar a inovação e gerar resultados.

Participam do debate representantes da ArcelorMittal, Cerâmica Portobello, FIEMG Anjos e SenseUp/ACATE. A mediação será de Marcelo Bohrer, da FIESC.

Ao longo dos três dias, o espaço do SENAI reunirá especialistas do UniSENAI, Institutos SENAI de Inovação, FIESC, startups, empresas e integrantes do ecossistema de inovação.

Startup Summit espera mais de 10 mil participantes

Considerado um dos principais eventos de empreendedorismo e inovação do país, o Startup Summit 2026 será realizado em Florianópolis e tem expectativa de receber mais de 10 mil pessoas durante os três dias. As inscrições já estão esgotadas.

O evento terá mais de 200 palestrantes, além da participação de investidores nacionais e internacionais, empresas e representantes do poder público.

A programação inclui ainda conteúdos práticos, rodadas de negócios e uma feira com centenas de startups. A proposta é aproximar empreendedores de potenciais parceiros, investidores e clientes, favorecendo a expansão dos negócios e a entrada em novos mercados.

Programação do Estande SENAI

26 de agosto — quarta-feira

14h30 | Tech Session — As tecnologias que vão redefinir o mercado nos próximos cinco anos

Participam Iskailer Inaian Rodrigues, do UniSENAI Chapecó, e representantes dos Institutos SENAI de Inovação.

15h20 | Tech Session — Smart Factory: como um fomento pode te ajudar a colocar sua startup em outro nível

Participam Reynaldo Faria, dos Institutos SENAI de Inovação SC, e Wilian Zanatta, da WIHEX.

16h10 | Innovation Talk / Fireside Chat — Além da órbita: como startups estão desenvolvendo tecnologias espaciais

O encontro terá Renato Simão, do ISI Embarcados, e Gabriella Avellar, geóloga e Business Development da NOR Space.

17h | Headline Session / Painel — IA além do hype: onde ela realmente gera resultado nas empresas e nas indústrias

O painel reunirá Igor Trapnauskas, do UniSENAI, e Anderson Torres, da Senior Sistemas, com mediação de Guilherme Bernieri, do UniSENAI.

27 de agosto — quinta-feira

14h30 | Innovation Talk / Fireside Chat — Como uma startup de IA encontrou espaço para inovar junto a uma indústria de 88 anos?

Participam Renan Ednan Flores e Esequiel Tomaz, da Tupy, além da Mip Wise.

15h20 | Case Session — 4 empresas da Vertical Manufatura 4.0 apresentando seus cases

A atividade terá Sérgio Teixeira, da SenseUp Technology; Marcos Buson, da MOA Ventures; Elaine Coelho, da PalmSoft Tecnologia; e Jaison Vieira, da Optimiz.ai.

16h10 | Tech Session — PoCs que geram resultado: da prova de conceito à transformação do negócio

Participam Guilherme Bernieri, do UniSENAI, Rodrigo Kobashikawa Rosa, Willian Daniel de Mattos e Bernardo Henrique Pereira Murta.

17h | Headline Session / Painel — Startups precisam da indústria. A indústria precisa das startups?

O debate terá Fabíola Murta, da ArcelorMittal; Rodolfo Zhouri, da FIEMG Anjos; Daniel Mathias, da Cerâmica Portobello; e Nilton Benjamim Hüttner, da SenseUp/ACATE. A mediação será de Marcelo Bohrer, da FIESC.

28 de agosto — sexta-feira

14h30 | Headline Session / Painel de abertura — Como a Physical AI está moldando o futuro

A apresentação será conduzida por Ismael Secco, do SENAI/SC.

15h20 | Tech Session — O Oceano Azul da Produtividade: por que a indústria é a próxima fronteira de escala para as startups

O tema será apresentado por Rodrigo Zoppei, do SENAI/SC.

16h10 | Innovation Talk / Painel — Inovação Aberta na Indústria. Isso existe?

Participam Milena Maredmi Corrêa Teixeira Veiga, André Luiz Paza, da Rup!, e a MOA Ventures. Guilherme Bernieri, do UniSENAI, será o mediador.

17h | Tech Session — Aceleração de Indtechs: como startups industriais podem ajudar na produtividade

A atividade terá a participação de Pompeo, da Cyklo, e de um representante do SENAI/UniSENAI.

Conexão entre tecnologia e indústria

A presença do SENAI/SC no Startup Summit reforça a aproximação entre startups, indústria e pesquisa aplicada, com foco em soluções capazes de aumentar a produtividade e estimular a transformação digital.

Ao concentrar debates sobre inteligência artificial, indústria 4.0, inovação aberta e tecnologias emergentes, o Estande SENAI busca criar oportunidades para conexões e negócios dentro do ecossistema de inovação de Santa Catarina.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: AdobeStock

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Indústria, Inovação

Inovação industrial em SC supera R$ 1 bilhão e avança do petróleo ao espaço

Santa Catarina alcançou um marco de R$ 1,02 bilhão em inovação industrial, reunindo projetos que vão da automação de plataformas de petróleo ao desenvolvimento de tecnologias espaciais. O volume considera iniciativas realizadas e em execução desde 2014 e representa uma carteira de 344 projetos desenvolvidos para 417 empresas.

A atuação envolve áreas como robótica, manufatura avançada, sistemas embarcados, inteligência artificial, bioeconomia, transição energética e tecnologias para o setor aeroespacial.

Um dos exemplos está em Joinville, onde pesquisadores do SENAI-SC desenvolveram um robô para automatizar parte da preparação, inspeção e pintura do casco de plataformas e embarcações. A tecnologia reduz o tempo da operação e diminui a exposição de trabalhadores a atividades realizadas a cerca de 30 metros de altura sobre o mar.

Rede de inovação está presente em diferentes regiões de SC

A estrutura tecnológica do SENAI acompanha a diversidade da economia catarinense. O estado conta com três Institutos SENAI de Inovação e sete Institutos SENAI de Tecnologia, especializados em áreas como manufatura, sistemas embarcados, processamento a laser, alimentos e bebidas, meio ambiente, setor têxtil, cerâmica, madeira e mobiliário, mobilidade elétrica e energias renováveis.

As unidades estão distribuídas por Florianópolis, Joinville, Chapecó, Blumenau, Brusque, Criciúma, São Bento do Sul e Jaraguá do Sul.

Para Fabrízio Machado Pereira, diretor regional do SENAI/SC, a evolução da carteira demonstra a consolidação de uma estrutura criada para transformar pesquisa em soluções práticas para a indústria, com impacto em produtividade, segurança, qualidade e competitividade.

Laboratório de Chapecó amplia suporte à indústria de alimentos

No Oeste catarinense, o Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas recebeu credenciamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para realizar análises físico-químicas de produtos de origem animal e exames de microbiologia de alimentos.

A unidade se tornou o único laboratório de Santa Catarina habilitado nesse escopo. A previsão é que uma nova sede, prevista para 2027, amplie a estrutura em Chapecó de aproximadamente 900 para 3,5 mil metros quadrados.

A expansão deve aumentar a capacidade de atendimento às empresas de uma região marcada pela presença de grandes agroindústrias exportadoras.

Joinville recebe R$ 385 milhões em centros tecnológicos

No Norte do estado, a implantação de três centros tecnológicos em Joinville representa um investimento de R$ 385 milhões, em parceria com a Petrobras.

A estrutura será direcionada a segmentos como óleo e gás, robótica, processamento a laser e manufatura de equipamentos de alta complexidade.

O principal projeto é o Centro Tecnológico de Manufatura e Sistemas Cibermecânicos (Cetemo), que concentra R$ 283 milhões e terá mais de 3 mil metros quadrados.

A unidade deverá desenvolver, fabricar e testar componentes considerados críticos para a indústria de petróleo e gás, incluindo equipamentos que atualmente dependem de importação.

Outros R$ 102 milhões serão destinados ao Centro Tecnológico de Robótica (CT ROB) e ao CT Laser. Apesar da origem ligada às demandas do setor offshore, as estruturas também poderão atender segmentos como automotivo, aeroespacial, naval, energia, mineração e transporte.

Robô reduz tempo e custos na manutenção offshore

Entre os projetos conduzidos em parceria com a Petrobras está o RDC-R, robô desenvolvido desde 2015 para atuar na preparação de superfícies, inspeção e pintura de plataformas e embarcações.

O equipamento pode cobrir cerca de 200 metros quadrados por hora, enquanto o processo convencional alcança aproximadamente 20 metros quadrados por dia.

A automação também reduz a equipe necessária de 20 para seis profissionais e diminui o prazo do serviço de 35 para 14 dias. Segundo os resultados apresentados, a tecnologia pode proporcionar uma redução de até 84% nos custos de manutenção.

Além do ganho operacional, o sistema contribui para a segurança do trabalho, ao reduzir a necessidade de profissionais suspensos em grandes alturas sobre o mar.

O projeto resultou em três patentes e teve a tecnologia transferida pela Petrobras para empresas prestadoras de serviços, permitindo que a solução avançasse da pesquisa para a aplicação comercial.

Tecnologia catarinense também chegou ao espaço

A inovação produzida em Santa Catarina também alcançou o setor espacial. O VCUB1 foi lançado em 15 de abril de 2023, na Califórnia, a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX.

Liderado pela Visiona, o projeto contou com a participação do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, do INPE e do IAE.

A missão terminou em fevereiro de 2025, quando o nanossatélite reentrou na atmosfera conforme o planejado. Durante quase dois anos em órbita, o equipamento manteve seus subsistemas em funcionamento e validou tecnologias nacionais de navegação, comunicação, gestão de bordo e captura de imagens.

Ao longo da missão, foram obtidos quase 500 mil quilômetros quadrados de imagens da superfície terrestre.

Catarina-A2 avança para futuro lançamento

A experiência adquirida com o VCUB1 também contribuiu para o desenvolvimento do Catarina-A2, projeto do SENAI integrado à Constelação Catarina, programa liderado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Em março de 2026, o nanossatélite concluiu testes de vibração e termovácuo no INPE e ficou tecnicamente preparado para a próxima etapa antes do lançamento.

O projeto recebeu R$ 5 milhões em emendas da bancada catarinense e deverá produzir dados para aplicações em meteorologia, agricultura, defesa civil, logística e monitoramento ambiental.

A data da missão ainda depende da contratação e da disponibilidade de um veículo lançador.

Inovação também transforma resíduos em novos produtos

A carteira de projetos do estado vai além da indústria pesada. O Banana Têxtil, desenvolvido em parceria com empresas como Musa da Terra, Eurofios, Altenburg e Pacoa Eco, pesquisa formas de transformar fibras do pseudocaule da bananeira em tecido e barbante.

A iniciativa aproxima agricultura, indústria têxtil e economia circular, utilizando um resíduo agrícola como matéria-prima para produtos de maior valor agregado.

Outro projeto, concluído em 2026, concentrou esforços no desenvolvimento de tecnologias para proteína cultivada. A pesquisa envolveu 34 pesquisadores e R$ 6,5 milhões, com resultados que incluem novos meios de cultura, uma plataforma multiômica apoiada por inteligência artificial e biomoléculas com possíveis aplicações nos setores de alimentos, cosméticos e medicamentos.

MagBras aposta na produção de ímãs de terras raras

Na área de transição energética, o programa MagBras reúne R$ 73 milhões, 28 empresas — incluindo 12 mineradoras —, sete instituições científicas e tecnológicas e três fundações.

Iniciada em junho de 2025, a iniciativa terá 36 meses para estruturar no Brasil uma cadeia de produção de ímãs permanentes de terras raras, abrangendo etapas que vão da pesquisa mineral à fabricação e reciclagem.

Os materiais são considerados estratégicos para motores elétricos, equipamentos industriais e diferentes tecnologias associadas à economia de baixo carbono.

Projetos aproximam pesquisa e linha de produção

Um dos desafios da inovação industrial é levar tecnologias desenvolvidas em laboratório até a produção em escala. Projetos realizados com a General Motors (GM) mostram esse processo.

O Smart Die System, por exemplo, foi desenvolvido para ajustar ferramentas e monitorar operações de estamparia. Nos testes realizados, a solução elevou a produtividade de 12 para 20 peças por minuto.

Já o Spark Eyes permite monitorar em tempo real milhares de pontos de solda de um veículo e apresenta potencial para ser utilizado em outras fábricas da montadora.

Em parceria com a CNH, pesquisadores de Florianópolis desenvolveram ainda um sistema de visão computacional para automatizar funções de colhedoras de cana. A tecnologia foi testada na Flórida e posteriormente apresentada à divisão global da empresa na Bélgica.

O projeto resultou em 14 pedidos de patente no Brasil, Estados Unidos, China e Índia.

Financiamento reduz riscos para empresas

A expansão dos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação é sustentada por uma combinação de contratos empresariais, recursos não reembolsáveis e mecanismos de compartilhamento do risco tecnológico.

Entre os instrumentos utilizados estão iniciativas da Embrapii, Finep, BNDES, Rota 2030 e Plataforma Inovação para a Indústria, além de recursos do próprio SENAI e parcerias com empresas, universidades, startups, fundações e instituições científicas.

O modelo busca reduzir a distância entre a criação de uma tecnologia e sua chegada ao mercado. Para as empresas, a divisão dos custos permite viabilizar projetos que podem exigir anos de desenvolvimento, testes e certificações antes de alcançar a produção em escala.

Para Gilberto Seleme, presidente da FIESC, o avanço dos institutos contribui para fortalecer Santa Catarina como um polo de tecnologia e inovação de relevância nacional.

O volume acumulado de R$ 1,02 bilhão em inovação mostra a diversificação da pesquisa industrial catarinense. Os projetos abrangem setores que vão do agronegócio e da indústria automotiva ao petróleo, energia e espaço, com foco crescente em transformar conhecimento tecnológico em produtividade, competitividade e soluções de mercado.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Inovação, Logística, Transporte

Sigatrans lança novo site e oferece diagnóstico logístico gratuito para ajudar empresas a reduzir custos e ganhar eficiência

A transformação digital também chegou ao relacionamento entre operadores logísticos e seus clientes. Com foco em oferecer uma experiência mais estratégica desde o primeiro contato, a Sigatrans acaba de lançar seu novo site, uma plataforma que vai além da apresentação institucional e passa a funcionar como um canal de relacionamento, conteúdo e geração de oportunidades de negócios.

A principal novidade é o Diagnóstico Logístico Gratuito, ferramenta criada para que empresas possam identificar gargalos operacionais, reduzir desperdícios e encontrar alternativas para tornar suas operações mais eficientes, sem qualquer custo ou compromisso de contratação.

Segundo Gabriel Angonese, executivo comercial da Sigatrans, o novo portal acompanha o momento de crescimento da empresa e reforça sua proposta de atuar como parceira estratégica dos clientes. “Nosso objetivo é deixar de ser apenas um fornecedor de transporte e nos tornar um parceiro estratégico para o crescimento dos nossos clientes.”

Diagnóstico identifica oportunidades de melhoria

Disponível diretamente no site, o Diagnóstico Logístico Gratuito permite que empresas agendem uma reunião em data e horário de sua preferência. Durante o encontro, especialistas da Sigatrans analisam a operação, identificam pontos críticos, avaliam processos e apresentam recomendações personalizadas de acordo com a realidade de cada negócio.

A iniciativa atende uma demanda cada vez mais presente no mercado: empresas que cresceram ao longo dos anos, mas que nem sempre revisaram seus processos logísticos de forma estratégica. Isso pode resultar em custos elevados, baixa previsibilidade nas entregas, falhas na gestão de transportadores e pouca integração entre etapas da cadeia logística.

Mesmo sem a contratação dos serviços da empresa, o diagnóstico entrega informações que podem contribuir para decisões mais assertivas e maior competitividade das operações.

Da cotação à consultoria

Ao apostar em uma abordagem consultiva, a Sigatrans busca romper com o modelo tradicional de propostas comerciais baseadas apenas em preço. Antes de apresentar uma solução, a empresa procura compreender a realidade operacional do cliente para desenvolver um projeto alinhado às suas necessidades.

A estratégia reforça o posicionamento da transportadora em um mercado que exige cada vez mais eficiência, previsibilidade e personalização dos serviços logísticos. “Primeiro entendemos a operação, ouvimos o cliente, analisamos seus desafios e somente depois construímos uma solução logística sob medida,” destaca Gabriel.

Canal de relacionamento e novos negócios

Além da nova ferramenta, o site também reúne informações sobre os serviços, estrutura operacional e diferenciais da Sigatrans, facilitando o contato com empresas que buscam parceiros para operações dedicadas, transporte de contêineres, cargas industriais e outras soluções logísticas.

Com a nova plataforma, a expectativa da empresa é fortalecer o relacionamento com clientes desde a identificação dos desafios logísticos, criando conexões mais próximas e oportunidades para parcerias de longo prazo.

A iniciativa acompanha a evolução do setor, no qual tecnologia, inteligência operacional e atendimento consultivo tornam-se fatores decisivos para empresas que buscam mais eficiência, redução de custos e maior competitividade em suas cadeias de suprimentos.

Quem somos

Com mais de uma década de atuação no mercado, a Sigatrans se consolidou como uma referência em soluções logísticas integradas, oferecendo serviços de transporte de contêineres, cargas dedicadas, armazenagem e operações de cross-docking para empresas de diversos segmentos.

A empresa conta com uma frota própria de mais de 30 caminhões novos, mais de 35 mil metros quadrados de área de armazenagem e uma estrutura operacional estrategicamente distribuída em Itajaí (SC), Garuva (SC), São José dos Pinhais (PR), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS), garantindo agilidade e eficiência no atendimento em importantes corredores logísticos do país.

Com investimentos contínuos em tecnologia, infraestrutura e qualificação da equipe, a Sigatrans reforça seu compromisso de atuar não apenas como transportadora, mas como parceira estratégica na otimização das operações de seus clientes.

Texto e imagens: ReConecta News

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Inovação

Onze indústrias de Santa Catarina estão entre as mais inovadoras do Brasil

Onze indústrias de Santa Catarina foram reconhecidas entre as mais inovadoras do país no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026. O levantamento, realizado pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, em parceria com o Valor Econômico, destaca empresas catarinenses em diferentes segmentos da indústria nacional.

O resultado inclui duas lideranças nacionais, duas posições de vice-liderança e seis empresas entre as cinco primeiras colocadas nas categorias de Bens de Capital, Materiais de Construção, Eletroeletrônica e Telecomunicações.

Entre as catarinenses reconhecidas estão WEG, Tupy, Schulz, Ciser, Tigre, Irani Papel e Embalagem, Nidec Global Appliance, Whirlpool, Dexco, ArcelorMittal e Unifique.

Empresas catarinenses se destacam em diferentes setores

A WEG foi o principal destaque de Santa Catarina na premiação. A empresa conquistou a primeira colocação nacional na categoria Eletroeletrônica. No mesmo segmento, a Whirlpool alcançou o quinto lugar.

Em Bens de Capital, o desempenho catarinense também ganhou evidência. A Nidec Global Appliance ficou na terceira posição, seguida por Tupy, em quarto, e Schulz, em quinto.

Já na categoria Materiais de Construção, três empresas do estado apareceram entre as cinco primeiras. A Dexco ficou com a segunda colocação, enquanto Ciser e Tigre ocuparam, respectivamente, o terceiro e o quinto lugares.

Outros setores também tiveram empresas de Santa Catarina em posições de destaque. A Irani Papel e Embalagem conquistou a vice-liderança em Papel e Celulose, enquanto a ArcelorMittal ficou em primeiro lugar na categoria Siderurgia e Mineração.

Na área de Telecomunicações, a Unifique terminou na quinta colocação entre as empresas mais inovadoras do país.

Inovação amplia competitividade da indústria

As 11 empresas catarinenses reconhecidas mantêm projetos com os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina, que atuam no desenvolvimento de soluções para ampliar a inovação industrial e a competitividade.

A parceria envolve iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), além da criação e do aperfeiçoamento de produtos, processos e materiais. Também fazem parte da atuação projetos de transformação digital, manufatura avançada, ensaios laboratoriais, certificações e consultorias tecnológicas.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, o reconhecimento reforça a importância da cooperação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia para transformar desafios industriais em soluções.

Para ele, a presença das companhias catarinenses entre as líderes nacionais demonstra a relevância dos investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento industrial no estado.

Institutos SENAI SC têm atuação em todo o país

O trabalho dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina não se limita às empresas do estado. As instituições também desenvolvem projetos para companhias de outras regiões que foram reconhecidas no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026.

Entre as empresas atendidas estão Nestlé Brasil, Ambev, Lojas Renner, C&A, Votorantim Cimentos, BRK Ambiental, Gerdau, CNH Industrial, Stellantis, Embraer, Natura Cosméticos, Grupo Boticário, Reckitt Industrial, Axia Energia, Aché Laboratórios, Vale, Petrobras e Shell Brasil.

A presença dessas companhias entre as empresas reconhecidas na premiação evidencia o alcance nacional dos Institutos SENAI SC e a capacidade técnica das instituições para desenvolver projetos voltados à produtividade, competitividade e inovação em diferentes segmentos da economia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Inovação

Sigraweb se destaca na Intermodal 2026 com inovação em IA e conexões estratégicas no estande do ReConecta

A Sigraweb esteve na Intermodal South America 2026 com um posicionamento claro: apresentar ao mercado as evoluções de sua plataforma com inteligência artificial aplicada ao comércio exterior — e o resultado foi uma experiência marcada por alto engajamento e conexões qualificadas no estande G100, do ReConecta News.

Entre as principais novidades, a empresa destacou o avanço das funcionalidades de automação inteligente nos processos de DI, DUIMP e DUE. As soluções, que realizam leitura, interpretação e preenchimento automático de documentos, foram demonstradas ao vivo durante a feira, evidenciando ganhos práticos em produtividade, redução de erros operacionais e mais agilidade nas rotinas de importação e exportação.

Outro diferencial apresentado foi a ampliação da integração com sistemas estratégicos, como o Portal Único, fortalecendo a rastreabilidade, o controle e a gestão de riscos em toda a cadeia logística — um ponto que chamou a atenção de despachantes aduaneiros e empresas presentes no evento.

Experiência no estande G100: conexões que geram resultados

A vivência no estande do ReConecta foi um dos grandes destaques para a Sigraweb. O ambiente proporcionou encontros qualificados e trocas relevantes com profissionais do setor, criando um cenário propício para negócios e parcerias. “Foi uma experiência extremamente positiva. O público era muito qualificado e isso elevou o nível das conversas. Já conseguimos fechar algumas parcerias durante a feira e temos uma expectativa muito grande para os desdobramentos no pós-evento”, afirma Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb.

Networking estratégico e parcerias fortalecidas

Além da apresentação das soluções, a participação ao lado do ReConecta potencializou o networking da empresa. Para a Sigraweb, o estande G100 funcionou como um verdadeiro ponto de conexão entre inovação e mercado. “A experiência com o ReConecta fez toda a diferença. Conseguimos criar conexões valiosas, não só com clientes, mas também com parceiros estratégicos. Existe uma curadoria e uma energia no ambiente que favorecem esse tipo de resultado”, destaca o CEO.

Com resultados concretos já durante a Intermodal e uma perspectiva promissora para os próximos meses, a Sigraweb reforça seu papel como protagonista na transformação digital do comércio exterior — e consolida sua presença em um dos eventos mais relevantes do setor na América Latina.

Sobre a SigraWeb

A Sigraweb é uma empresa brasileira de tecnologia fundada em 2010, especializada em soluções para a gestão do comércio exterior. A plataforma automatiza e integra processos de importação e exportação, oferecendo mais agilidade, precisão e controle operacional. Voltada para despachantes aduaneiros e importadores, utiliza tecnologia e inteligência artificial para reduzir retrabalho, minimizar riscos e aumentar a produtividade nas operações internacionais

SAIBA MAIS: https://sigraweb.com/ 

Sobre a Intermodal

A Intermodal South America é o principal evento de logística, transporte de cargas, tecnologia e comércio exterior da América Latina. Em 2026, a feira ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo, marcando sua 30ª edição. 

O evento reuniu mais de 700 marcas nacionais e internacionais de toda a cadeia logística. Ao todo, 50.655 visitantes participaram da edição de 2026, superando os números do ano anterior. O público foi considerado mais qualificado, com foco em decisões e parcerias comerciais. A feira consolidou seu papel como vitrine de tendências e networking do setor.

Para 2027, a expectativa é de crescimento, com destaque para intralogística e equipamentos. A próxima edição da Intermodal South America está prevista para acontecer nos dias 13 a 15 abril de 2027, novamente em São Paulo. 

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Inovação

Inovação industrial: projetos de Santa Catarina ganham destaque em congresso nacional

Projetos liderados por Santa Catarina estarão entre os protagonistas do 11º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, que acontece nos dias 25 e 26 de março, em São Paulo. As iniciativas reforçam o papel do estado como referência em inovação industrial, com soluções voltadas à transição energética, digitalização e sustentabilidade.

As propostas contemplam diferentes setores estratégicos, como energia, agroindústria, defesa, óleo e gás e meio ambiente, evidenciando a diversidade e o alcance das tecnologias desenvolvidas.

Tecnologias com dados satelitais e monitoramento climático

Entre os destaques, estão projetos que utilizam dados geoespaciais, sensoriamento remoto e inteligência artificial para otimizar processos e ampliar a capacidade de análise em tempo real.

Um dos exemplos é o Catarina A2, nanossatélite de pequeno porte que opera a cerca de 500 quilômetros da Terra. O equipamento já passou por avaliação técnica que valida sua prontidão para lançamento, reforçando o avanço da tecnologia espacial brasileira.

Outras soluções incluem plataformas que integram imagens de satélite para monitoramento de ativos elétricos e ferramentas voltadas ao agro, capazes de identificar culturas, prever safras e apoiar a gestão agrícola inteligente.

Transição energética e foco em sustentabilidade

A pauta da energia limpa também ganha espaço entre os projetos apresentados. Iniciativas voltadas ao hidrogênio verde, eficiência energética e controle ambiental demonstram o compromisso da indústria com práticas mais sustentáveis.

Entre elas, está um sistema inteligente que otimiza a produção e o armazenamento de energia, além de plataformas digitais que permitem a rastreabilidade ambiental e o monitoramento de desmatamento em cadeias produtivas.

Outro destaque é a aplicação de soldagem a laser, que contribui para a redução de emissões e melhora da eficiência nos processos industriais, alinhando inovação com metas de descarbonização.

Robótica e manufatura digital ampliam produtividade

A indústria 4.0 também marca presença com projetos que integram robótica avançada, manufatura digital e soluções voltadas à segurança operacional.

Entre as inovações, estão robôs desenvolvidos para atuar em ambientes complexos, como a desobstrução de dutos no pré-sal, além de tecnologias que substituem estoques físicos por bibliotecas digitais de peças, otimizando custos e logística.

Outros sistemas permitem a virtualização de processos industriais, reduzindo riscos aos trabalhadores, e aplicações específicas como robôs com laser para manutenção de estruturas navais e soluções voltadas à segurança aeronáutica, incluindo prevenção de congelamento em superfícies.

Prêmio Nacional de Inovação reconhece projetos

Durante o evento, também serão anunciados os vencedores do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), que conta com representantes catarinenses entre os finalistas.

A premiação, promovida pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Sebrae e outras instituições, reconhece iniciativas que impulsionam a competitividade industrial, a produtividade e o avanço tecnológico no país.

Desde sua criação, o prêmio já contabiliza mais de 16 mil inscrições e mais de 100 vencedores em todo o Brasil, consolidando-se como uma das principais iniciativas de valorização da inovação no setor industrial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nathalia Barros

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Inovação

Mercoagro 2026 destaca inovação e automação na indústria da carne

A Mercoagro 2026 consolidou mais uma vez sua relevância como vitrine de inovação para a indústria da carne. O evento reuniu grandes empresas da cadeia produtiva e apresentou soluções voltadas à automação industrial, processamento de alimentos e aumento da eficiência produtiva.

Considerada estratégica para o agronegócio brasileiro, a feira reforçou seu papel na geração de negócios, networking e apresentação de tecnologias que impactam diretamente a competitividade do setor.

Integração de soluções marca presença de empresas nacionais

Entre os destaques, o Grupo Fluxo, de Chapecó, apresentou um portfólio integrado com sete unidades de negócios voltadas ao agro. A proposta da empresa é oferecer soluções completas que atendem todas as etapas da produção, desde o monitoramento em granjas até processos industriais como automação, insensibilização e eficiência energética.

Um dos principais lançamentos foi um sistema automatizado de apanha de aves, ainda inédito no Brasil. A tecnologia promete substituir processos manuais na avicultura, aumentando a produtividade e reduzindo custos operacionais.

Segundo a empresa, a participação na feira também fortalece a marca diante de grandes players do setor, graças ao público altamente qualificado presente no evento.

Tecnologia de precisão ganha espaço no processamento de alimentos

A multinacional alemã Handtmann também apresentou soluções inovadoras voltadas à indústria alimentícia. Com atuação em mais de 100 países, a empresa levou equipamentos que atuam em diferentes etapas do processamento, incluindo embutimento, moagem, mistura e cozimento.

As tecnologias combinam automação e soluções digitais, garantindo padronização, eficiência e melhor custo-benefício na produção. A avaliação da empresa é de que a edição 2026 superou expectativas, tanto em organização quanto em geração de novos negócios.

Inovação inédita chama atenção no setor

Outro destaque da feira foi o lançamento de um equipamento exclusivo no mercado global. A empresa J da Luz apresentou uma nova termorresistência desenvolvida ao longo de dois anos, voltada à automação industrial no agronegócio.

O diferencial da solução está na rapidez da manutenção: o tempo de substituição de peças, que antes podia levar até duas horas, foi reduzido para menos de um minuto. A inovação contribui diretamente para diminuir o tempo de máquinas paradas, aumentando a produtividade industrial.

A receptividade foi imediata, com empresas do setor demonstrando interesse logo nas primeiras horas do evento.

Expansão e resultados acima das expectativas

A Ishida do Brasil também marcou presença com foco na expansão no mercado de proteínas. A empresa apresentou tecnologias avançadas de pesagem industrial, incluindo o modelo CCW-AS, voltado para linhas de produção de alta velocidade.

Reconhecida globalmente pelas balanças multicabeçote, a companhia aposta na proximidade com clientes como estratégia para crescimento no país, especialmente no segmento de carnes.

Durante a feira, os resultados superaram as expectativas comerciais. A empresa atingiu, ainda no segundo dia, as metas de vendas previstas para todo o mês — reflexo de negociações que vinham sendo desenvolvidas anteriormente e foram consolidadas durante o evento.

Evento reforça protagonismo do setor agroindustrial

Além dos números expressivos, a Mercoagro reafirma sua importância como ponto de encontro entre empresas, fornecedores e clientes. A feira permite não apenas fechar negócios, mas também apresentar soluções, validar tecnologias e acompanhar as principais tendências da agroindústria.

Com pavilhões cheios e alta movimentação, o evento reforça o protagonismo da região Sul como um dos principais polos da indústria de processamento de carne no Brasil.

FONTE: Noticenter
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Noticenter

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