Comércio Internacional

Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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